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Marcus Vinicius Ginez da Silva Advogado – OAB-PR..30.

664
Av. Paraná, 453 - 9º Andar-Sala 904 – Ed. Sul Brasileiro Fone/Fax (43)3321-3562 / 3344-2184 e 9101-6361.
_________________________________________________________________________________________________________________
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CÍVEL DA
JUSTIÇA FEDERAL DA COMARCA DE LONDRINA–PR.

AUTOS: 2003.70.01.014428-9

CONDOMÍNIO RESIDENCIAL NHUNDIAQUARA, já devidamente


qualificado nos autos em epígrafe de AÇÃO DE SUMÁRIA DE COBRANÇA
proposto contra a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, por seu advogado e
bastante procurador que esta subscreve, vem com a devida vênia a
douta presença de Vossa Excelência nos termos do artigo 500 e
seguintes do Diploma Processual Civil, interpor o presente RECURSO
ADESIVO subordinado ao principal, pelos motivos e fatos expostos nas
razões inclusas, requerendo se digne Vossa Excelência receber o
presente remetendo-o após o Egrégio Tribunal Federal da 4ª Região
com as homenagens e cautelas de estilo.

Nestes termos pede


E espera deferimento
Londrina, 31 de maio de 2004.

MARCUS VINICIUS GINEZ DA SILVA


Advogado OAB-PR.30664

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Marcus Vinicius Ginez da Silva Advogado – OAB-PR..30.664
Av. Paraná, 453 - 9º Andar-Sala 904 – Ed. Sul Brasileiro Fone/Fax (43)3321-3562 / 3344-2184 e 9101-6361.
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RAZÕES DO RECURSO ADESIVO

RECORRENTE: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL NHUNDIAQUARA


RECORRIDA : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AUTOS :2003.70.01.014428-9
ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE LONDRINA-PR

EGRÉGIO TRIBUNAL
COLENDA TURMA
ÍNCLITO JULGADORES

I – PRELIMINARMENTE

I.I – DA INCIDÊNCIA DOS JUROS

Em que pese o pese o respeito e consideração devidos


ao douto magistrado de primeiro grau, a r. decisão monocrática em
seu dispositivo merece ser reformada, vejamos:

O Apelante ajuizou a presente ação contra ao Apelada


pleiteando o pagamento das taxas condominiais vencidas e vincendas
devidamente atualizadas com a multa de 20%, juro mora de 1% ao mês,
e correção monetária atualizados do respectivo vencimento de cada
taxa até o efetivo pagamento do débito.

O que ocorre é que o r, Magistrado no dispositivo de


sua r. decisão condenou a Recorrida ao pagamento do débito no valor
de R$5.779,04 pleiteados na exordial com acréscimo do juro mora a
contar da citação, incluído-se as cotas que se vencerem no curso
desta ação, conforme artigo 290 do CPC.

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Ao interpretar o presente dispositivo, subtende-se
que o valor atualizado até a propositura da ação será corrigido com
juro de 1% a partir da citação, incluindo-se também as taxas que se
vencerem até o pagamento.

Salvo engano, parece que houve equivoco no


dispositivo da r. decisão, posto que, o magistrado “a quo”
determinou que o valor de R$5.779,04 fosse corrigido apenas com juro
de 1% ao mês a partir da citação, deixando, outrossim, de atualizar
o débito vencido com a correção montaria.

Destarte, conforme prevê a Convenção do Condomínio, a


atualização do débito será feita com juros de 1% ao mês, multa de
20% e correção monetária indexada pelo INPC, todos aplicados a
partir do termo inicial, inclusive para as taxas que se vencerem no
curso do feito.

malgrado, verifica-se que o valor do pedido


R$5.779,04 - foi atualizado até a propositura da ação, tendo como
último vencimento o mês de setembro/03 (sic.fls.28), destarte, tem-
se que conforme determinado no dispositivo, as taxas vencidas até a
presente data seriam atualizadas somente com os juros contados da
citação, sendo desprezado a correção monetária.

Sobre o tema me permito colacionar o Acórdão


proferido pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada do Paraná, que
definiu o caso ora discutido, vejamos:
(Ocorrência 117/732)

APELACAO CIVEL 0187830-2 - CURITIBA - - Ac. 107


LAURI CAETANO DA SILVA - DECIMA CAMARA CIVEL
- Julg: 21/06/02 - DJ: 02/08/02

Por unanimidade de votos, deram provimento


APELANTE:CONDOMINIO MORADIAS AUGUSTA XIV
APELADO: DILSON VICENTE MOTA
RELATOR: JUIZ LAURI CAETANO DA SILVA

AÇÃO DE COBRANCA. TAXA CONDOMINIAL. JUROS MORATORIOS.


TERMO INICIAL.
1. NA COBRANCA DE TAXAS CONDOMINIAIS, OS JUROS
MORATORIOS FLUEM NA FORMA PREVISTA NA CONVENCAO DE

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CONDOMINIO.
2. SE A CONVENCAO FIXAR OS JUROS MORATORIOS DE 1% AO
MES CONTADOS A PARTIR DA DATA DO VENCIMENTO, O SEU
TERMO INICIAL NAO FICA CONDICIONADO A DATA DA
CITACAO.
VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS ESSE AUTOS DE APELACAO
CIVEL N. 187.830-2 EM QUE E APELANTE CONDOMINIO
MORADIAS AUGUSTA XIV E APELADO DILSON VICENTE MOTA.
I- RELATORIO
1. TRATA-SE DE RECURSO DE APELACAO INTERPOSTO PELO
CONDOMINIO MORADIAS AUGUSTA XIV, PLEITEANDO A REFORMA
PARCIAL DA SENTENCA QUE JULGOU PROCEDENTE ACAO DE
COBRANCA QUE AJUIZOU EM FACE DE DILSON VICENTE MOTA,
RECLAMANDO O PAGAMENTO DE TAXAS CONDOMINIAIS
REFERENTES AOS MESES DE MAIO DE 1997 A FEVEREIRO DE
1998, NO VALOR DE R$ 834,88 (OITOCENTOS E TRINTA E
QUATRO REAIS E OITENTA E OITO CENTAVOS). A SENTENCA
RECORRIDA CONDENOU O CONDOMINO AO PAGAMENTO DAS TAXAS
CONDOMINIAIS VENCIDAS E AQUELAS QUE SE VENCEREM NO
CURSO DA ACAO, ACRESCIDAS DE CORRECAO MONETARIA
CALCULADA A PARTIR DE CADA DESEMBOLSO E JUROS DE MORA
DE 1% AO MES, CONTADOS A PARTIR DA DATA DA CITACAO.
2. POSTULA O APELANTE REFORMA PARCIAL DA
SENTENCA, PARA QUE OS JUROS DE MORA DE 1% AO
MES SEJAM CONTADOS A PARTIR DO VENCIMENTO DA
OBRIGACAO. ESTE E O PONTO CONTROVERTIDO SOBRE O QUAL
VERSA O RECURSO (ART.549, UNICO, DO CODIGO DE
PROCESSO CIVIL).
II- VOTO
3. ESTAO PRESENTES NA ESPECIE OS PRESSUPOSTOS
PROCESSUAIS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. E
TEMPESTIVO, ADEQUADO, FOI REGULARMENTE PROCESSADO E
PREPARADO.
4. O ARTIGO 12 E SEUS PARAGRAFOS DA LEI N 4591, DE
1964, CONFEREM A CONVENCAO DE CONDOMINIO DEFINIR OS
CRITERIOS PARA A DETERMINACAO DA QUOTA-PARTE DE CADA
CONDOMINO E O MOMENTO EM QUE AS DESPESAS DEVEM SER
PAGAS, COM PREVISAO DE SANCOES PARA A HIPOTESE DE
INADIMPLEMENTO. OS JUROS DE MORA DE 1% AO MES
TEM FUNDAMENTO NO ARTIGO 960 DO CODIGO CIVIL E 3 DO
ARTIGO 12 DA LEI N 4591. A COTA-PARTE NAS DESPESAS DE
CONDOMINIO E DIVIDA POSITIVA E LIQUIDA, MOTIVO PELO
QUAL A MORA E EX RE, RAZAO PELA QUAL FLUEM JUROS
DESDE SEU VENCIMENTO (JTACSP- LEX 154/89 E 170/431).
A CONVENCAO DO CONDOMINIO E TAXATIVA AO DISCIPLINAR
QUE: "OS CONDOMINOSEM ATRASO COM OS PAGAMENTOS DAS
RESPECTIVAS CONTRIBUICOES PAGARAO JUROS DE 1% (UM POR
CENTO) AO MES SOBRE OS RESPECTIVOS DEBITOS, CONTADOS
A PARTIR DA DATA DO VENCIMENTO DO RESPECTIVO
PRAZO,..." (F.14). A REGRA GERAL QUANTO AO PERCENTUAL
DOS JUROS E O SEU TERMO INICIAL (0,5% AO MÊS A PARTIR
DA CITACAO) APLICA-SE NA HIPOTESE DE FALTA DE
PREVISAO NA CONVENCAO DE CONDOMINIO (STJ.
R.ESP.496.451 SP, RELATOR MINISTRO ARI PARGENDLER,

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JULG.EM 02.04.2002, PUBLICADO NO DJU DE 10.06.2002,
P.201). ANTE O EXPOSTO, VOTO PELO PROVIMENTO DO
APELO, PARA QUE OS JUROS DE MORA SEJAM CONTADOS A
PARTIR DO VENCIMENTO DA COTA-PARTE CONDOMINIAL. III-
DECISAO ACORDAM, OS SENHORES JUIZES INTEGRANTES DA
10. CAMARA CIVEL DO TRIBUNAL DE ALCADA DO ESTADO DO
PARANA, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DAR PROVIMENTO AO
RECURSO.
PARTICIPARAM DO JULGAMENTO OS EXCELENTISSIMOS
SENHORES JUIZES DOUTOR JOAO KOPYTOWSKI,
PRESIDENTE - SEM VOTO, DOUTOR GUIDO JOSE DOBELI E
DOUTOR CARLOS MANSUR ARIDA. CURITIBA, 21 DE JUNHO DE
2002.
JUIZ LAURI CAETANO DA SILVA

AINDA:
(Ocorrência 105/732)
APELAÇÃO CÍVEL 0195801-6 - CURITIBA - - Ac. 125
LELIA S M NEGRAO GIACOMET - NONA CAMARA CIVEL - Julg:
21/06/02 - DJ: 02/08/02.
Por unanimidade de votos, negaram provimento
CONDOMINIO EM EDIFICACAO - COBRANCA – TAXAS VENCIDAS
E VINCENDAS - PEDIDO CERTO - CORRECAO MONETARIA –
INDICES LEGAIS - JUROS MORATORIOS - NAO CAPITALIZACAO
RECURSO NAO PROVIDO.
1) EM SE TRATANDO DE ESPECIE DE OBRIGACAO PERIODICA,
E HAVENDO PEDIDO CERTO DE CONDENACAO AO PAGAMENTO DAS
TAXAS QUE SE TENHAM VENCIDO AO LONGO DA AÇÃO, SEM QUE
TENHA HAVIDO PAGAMENTO, NAO HA COMO EXCLUI-LAS DA
CONDENACAO, SOB PENA DE JULGAMENTO EXTRA PETITA.
2) A CORRECAO MONETARIA E DEVIDA DESDE O VENCIMENTO
DE CADA PARCELA, ESTANDO APLICADO CORRETAMENTE O
INDICE DETERMINADO PELA SENTENCA - IGPM.
3) OS JUROS MORATORIOS DECORREM DE LEI E SAO DE 1%
(UM POR CENTO) AO MES E DEVEM SER COMPUTADOS DESDE A
DATA DO INADIMPLEMENTO, SEM CAPITALIZACAO.
4) SENTENCA MANTIDA.

CONDOMÍNIO DE EDIFÍCIO - DESPESAS CONDOMINIAIS - AÇÃO


DE COBRANÇA - OBRIGAÇÃO PROPTER REM - HABILITAÇÃO DE
CRÉDITO - DESNECESSIDADE - CORREÇÃO MONETÁRIA - ART.
26 - LEI DE FALÊNCIAS - JUROS MORATÓRIOS - TERMO
INICIAL.
Cobrança de cotas condominiais. Devedora em regime de
liquidação extrajudicial. Obrigação "propter rem".
Termo inicial da correção monetária. Pagamento de
juros. Habilitação de crédito. Desnecessidade.
1. As despesas condominiais são obrigações "propter
rem", destinadas a cobrir os gastos comuns do
Condomínio e acompanham a própria coisa respondendo a
unidade devedora pelo débito, o que torna
desnecessária a habilitação de crédito na massa da

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liquidante.
2. A correção monetária e os juros legais moratórios,
aquela sobre ser mera reposição do valor da moeda e
estes por força do disposto no par. 3º do art. 12 da
Lei n. 4591/64, incidem a partir do vencimento de
cada uma das cotas.
3. O pagamento dos juros fica condicionado à
capacidade da massa, como prescreve por analogia o
art. 26 da Lei de Falências. (CEL)
APELAÇÃO CÍVEL 20147/2000 — Reg. em 22/10/2001
CAPITAL — SÉTIMA CÂMARA CÍVEL — Unânime
DES. PAULO GUSTAVO HORTA — Julg.: 25/09/2001

Destarte, verifica-se que a r. decisão de primeiro


grau não agiu com o costumeiro acerto, devendo, pois, seu
dispositivo, ser reformado de modo que o débito a atualização do
débito com a multa de 20%, juro de 1% ao mês e correção monetária
sejam feitos a partir do respectivo vencimento de cata cota.

Pelos exposto, requer-se a esta Colenda Turma que


receba o presente Recurso Adesivo dando TOTAL PROVIDMENTO para que
seja o dispositivo do r. decisum reformado parcialmente, aplicando-
se as correções a partir do vencimento de cada taxa.

Por ser esta media de cristalina e indubitável


JISTIÇA,
Pede e espera deferimento
Londrina, 31 de maio de 2004.

MARCUS VINICIUS GINEZ DA SILVA


Advogado OAB-PR.30664

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