Você está na página 1de 74

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS, AMBIENTAIS E DE


TECNOLOGIAS
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

ELLEN ARGÔLO

DIMENSIONAMENTO DE LAJES NERVURADAS

CAMPINAS
2009
ELLEN ARGÔLO

DIMENSIONAMENTO DE LAJES NERVURADAS

Trabalho de conclusão do curso de


graduação em Engenharia Civil

Orientadora: Prof. Dra. Ana Elisabete Jacintho

PUC-CAMPINAS
2009

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS, AMBIENTAIS E DE
TECNOLOGIAS
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

BANCA EXAMINADORA

Presidente e Orientadora Profa. Dra __________________________________

1° Examinador Prof. _______________________________________________

2° Examinador Prof.________________________________________________

Campinas, 30 de novembro de 2009


A vocês, que me deram a vida e me ensinaram a vivê-la
com dignidade, não bastaria um obrigada. A vocês, que
iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para
que os trilhasse sem medo e cheia de esperanças, não bastaria
um muito obrigada. A vocês, que se doaram inteiros e
renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudesse
realizar os meus. A vocês, pais por natureza, por opção e amor,
não bastaria dizer, que não tenho palavras para agradecer tudo
isso. Mas é o que me acontece agora, quando procuro
arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar.
Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.


AGRADECIMENTOS

Aos meus pais e meus irmãos, pelo apoio em todos os momentos de minha vida,
gostaria de dizer: devo tudo a vocês.
Ao Fábio, meu namorado, pelo carinho, dedicação e apoio.
À professora Ana Elisabete, pelo cuidadoso trabalho de orientação e inestimáveis
contribuições durante essa pesquisa.
Às amigas Flávia e Alice pelo exemplo de amizade verdadeira, me incentivando e
fazendo os meus dias melhores.
A todos os professores que fizeram parte da minha graduação e contribuíram para
minha formação acadêmica.
Aos funcionários e amigos da Kreft Engenharia pela amizade e apoio.
Aos engenheiros José Nilson Furlan, Eliana Nakamura e Sérgio Russo, pela
amizade e valiosa contribuição para meu aprendizado durante minha formação
profissional.
A todos que direta ou indiretamente contribuíram para mais essa realização em
minha vida.
Acima de tudo a Deus, maior razão de tudo.


“Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar
que somos pérolas únicas no teatro da vida e
entender que não existem pessoas de sucesso e
pessoas fracassadas. O que existem são pessoas
que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”

Augusto Cury


RESUMO
ARGOLO, Ellen C. D.. Dimensionamento de lajes nervuradas 2009. 74f. Trabalho de
conclusão de curso - Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Centro de Ciências
Exatas, Ambientais e de Tecnologias, Campinas, 2009.

A análise de estruturas compostas por lajes nervuradas é importante devido à crescente


procura por esse método construtivo visando à diminuição dos custos de produção e
material na construção civil quando se emprega este tipo estrutural e a possibilidade de
se empregar vão livres maiores. O seu pouco uso se deve basicamente à falta de
maiores conhecimentos acerca de seu comportamento por parte dos engenheiros
projetistas, bem como das dificuldades encontradas para a análise em estruturas pouco
usuais. Este trabalho tem como objetivo principal a análise do comportamento de
sistemas estruturais de lajes nervuradas e nervuradas do tipo cogumelo. O trabalho traz
inicialmente conceitos básicos sobre o tema abordando as características dos sistemas
adotados. Em seguida faz-se a análise do dimensionamento de uma estrutura de laje
nervurada e posteriormente uma laje nervurada apoiada diretamente em pilares (laje
cogumelo) sob os efeitos de punção na região dos pilares, buscando analisar as duas
situações.


ABSTRACT
ARGOLO, Ellen C. D.. Design of ribbed slabs 2009. 74f. Work of completion - Pontifical
Catholic University of Campinas, Center of Exact Sciences, Environmental and
Technology, Campinas, 2009.

The analysis of structures composed of ribbed slabs is important due to the increasing
demand for this constructive method that reduce the production costs and material in
construction when he employs this structural type and the possibility of free will employ
more. Your little use is basically due to lack of more knowledge about their behavior on
the part of design engineers, as well as the difficulties encountered in the analysis of
unusual structures. This work has as main objective the analysis of the behavior of
structural systems of ribbed slabs and ribbed type mushroom. The study offers initial
basics on the subject dealing with the characteristics of the systems adopted. Having
done the analysis of the design of a ribbed slab structure and subsequently a ribbed slab
supported directly on foundations (slab mushroom) under the effects of puncture of the
pillars in the region, trying to analyze the two situations.


LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 - Detalhe das nervuras de uma laje nervurada................................................15

FIGURA 2- Laje apoiada diretamente em pilares e com engrossamento na


região dos pilares (www.vitruvius.com.br)......................................................17

FIGURA 3- Pilar com alargamento da sua seção na ligação coma laje – Capitel.............17

FIGURA 4 – Pilar de laje nervurada cogumelo de um edifício garagem...........................19

FIGURA 5- Execução de uma laje nervurada cogumelo...................................................19

FIGURA 6 – Laje nervurada cogumelo (engrossamento nas regiões dos pilares)............20

FIGURA 7 – Edifício garagem com laje nervurada cogumelo


(http://consultoriaeanalise.blogspot.com).......................................................20

FIGURA 8 – Superfície de ruptura por punção..................................................................21

FIGURA 9- Perímetro crítico de pilares internos (NBR6118:2003)....................................22

FIGURA 10- Armadura de cisalhamento utilizada por Gomes (1991)...............................27

FIGURA 11- Disposição da armadura de cisalhamento em fileiras, Gomes (1991)..........28

FIGURA 12- Disposição radial da armadura de cisalhamento, Gomes (1991).................29

FIGURA 13- Esquema dos pórticos em ambas direções..................................................31

FIGURA 14- Distribuição dos momentos fletores nas faixas.............................................31

FIGURA 15- Fôrma da laje nervurada (medidas em cm)..................................................32

FIGURA 16- Corte transversal das nervuras (medidas em cm)........................................33

FIGURA 17- Carregamento nas nervuras..........................................................................39

FIGURA 18- Diagrama de momento das nervuras............................................................40

FIGURA 19- Diagrama de cortante das nervuras..............................................................40



FIGURA 20- Fôrma da laje nervurada cogumelo (medidas em cm)..................................41

FIGURA 21- Seção equivalente.........................................................................................42

FIGURA 22- Definição dos pórticos equivalentes..............................................................44

FIGURA 23- Pórtico equivalente........................................................................................44

FIGURA 24- Carregamento no pórtico equivalente...........................................................46

FIGURA 25- Diagrama dos esforços normais no pórtico equivalente...............................46

FIGURA 26- Diagrama dos esforços cortantes no pórtico equivalente.............................47

FIGURA 27- Deformação no pórtico equivalente...............................................................47

FIGURA 28- Diagrama de momentos fletores no pórtico equivalente...............................48

FIGURA 29- Faixas de distribuição dos momentos fletores..............................................48

FIGURA 30- Diagrama de momentos fletores na faixa externa.........................................49

FIGURA 31- Diagrama de momentos fletores na faixa interna..........................................49

FIGURA 32- Momentos fletores em cada trecho...............................................................51

FIGURA 33- Momentos fletores por nervura em cada faixa..............................................52

FIGURA 34- Armadura contra o colapso progressivo........................................................54

FIGURA 35- Superfície crítica............................................................................................55

FIGURA 36- Contornos críticos.........................................................................................56

FIGURA 37- Áreas das superfícies críticas.......................................................................56

FIGURA 38- Disposição das armaduras............................................................................60

FIGURA 39- Disposição em cruz das armaduras (conectores).........................................67

LISTA DE TABELAS
TABELA 1- Momentos fletores nas faixas...................................................................50

TABELA 2- Momentos máximos por nervura...............................................................52

TABELA 3- Área de aço..............................................................................................53


SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO....................................................................................................14

1.1-Lajes Nervuradas........................................................................................14

1.2- Lajes Cogumelos e Lajes Lisas..................................................................16

1.3- Lajes Nervuradas Cogumelo......................................................................18

1.4- Punção em lajes.........................................................................................21

2- OBJETIVOS..................................................................................................................23

3- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.........................................................................................24

3.1- Considerações gerais sobre lajes nervuradas...........................................24

3.2- Considerações gerais sobre lajes cogumelo e lajes lisas..........................24

3.3- Literatura.................................... ...............................................................25

4- METODOLOGIA...........................................................................................................30

5- DIMENSIONAMENTO DE LAJE NERVURADA


MODELO DE CÁLCULO I...........................................................................................32
5.1- Fôrma ........................................................................................................32

5.2- Seção transversal.......................................................................................33

5.3- Carregamentos...........................................................................................33

5.4- Cálculo dos momentos atuantes na laje.....................................................34

5.5- Determinação da área de aço necessária..................................................37

5.6- Diagramas dos esforços solicitantes..........................................................39

6- DIMENSIONAMENTO DE LAJE NERVURADA COGUMELO


MODELO DE CÁLCULO II..........................................................................................41
6.1- Fôrma ........................................................................................................41

6.2- Método dos pórticos equivalentes..............................................................41

6.3- Diagramas dos esforços solicitantes..........................................................46


6.4- Momentos fletores atuantes......................................................................50

6.5- Determinação da área de aço necessária.................................................53

6.6- Armadura contra colapso progressivo.......................................................54

7- ANÁLISE DA PUNÇÃO................................................................................................55

7.1- Tensão solicitante nas superfícies críticas.................................................56

7.2- Tensão resistente nas superfícies críticas.................................................57

7.3- Armadura de punção obrigatória................................................................59

7.4- Análise da punção no modelo de laje em estudo.......................................60

7.5- Análise da punção no modelo de laje em estudo


considerando o modelo de cálculo II com espessura reduzida.................63

8- CONCLUSÕES.............................................................................................................69

9- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................71

10- ANEXOS.....................................................................................................................72


1- Introdução

1.1- Lajes Nervuradas

Antigamente, as construções em concreto armado necessitavam de peças


com volumes superiores comparados aos de hoje. Devido à evolução da ciência
dos materiais, houve uma junção das resistências do aço e do concreto ao longo
dos anos, o que possibilitou a diminuição das seções das peças estruturais, e a
possibilidade de aplicação a vãos cada vez maiores. Algumas décadas atrás era
comum substituir parte do concreto tracionado por material inerte mais leve, como
é o caso de tijolos furados, de placas de isopor, etc.

À medida que os vão cresceram e as alvenarias foram sendo apoiadas


diretamente sobre as lajes, o emprego de lajes maciças leva à espessuras
antieconômicas. Por conseguinte, surgiram novos sistemas estruturais, tais como
lajes nervuradas, pré-moldadas, protendidas, entre outras. Atualmente, com o
desenvolvimento de formas de materiais plásticos é possível usar fôrmas de fácil
remoção deixando determinados espaços vazios na região tracionada.

Segundo Dias (2004) esse sistema tem sua origem em 1854, quando
William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de
pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram
obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto
executada como plano de piso.

O concreto é responsável pela absorção dos esforços de compressão


conseqüentes da flexão. Já o aço tem a função de absorver os correspondentes
esforços de tração. Admite-se, em geral, que o concreto tem pequena resistência
aos esforços de tração, e por isso, é geralmente desprezada a sua colaboração
na resistência a tais esforços.


Com base nesses conceitos, podemos ressaltar que há uma região de
concreto que não colabora na resistência aos esforços principais, é claro que
essa zona é importante para garantir a tão necessária aderência entre esses dois
materiais. Tal região é considerada inerte na resistência, e, portanto, poderá ser
reduzida, diminuindo assim o peso próprio da laje e da estrutura em geral.

As lajes nervuradas têm duas partes principais (figura 1):

1- a mesa: que é a pequena camada de concreto comprimida.

2- os nervos: que são as regiões tracionadas onde é localizada armadura


necessária de tração.

Em geral, as diversas normas mundiais permitem o cálculo das lajes


nervuradas como se fossem maciças, desde que respeitados determinados
critérios de espessuras e espaçamentos dos nervos.

Figura 1 - Detalhe das nervuras de uma laje nervurada

A NBR 6118:2003 fixa os seguintes critérios:

a) A distância entre os eixos das nervuras não deve ultrapassar 110 cm

b) A largura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm e a espessura da mesa,


quando não houver tubulações horizontais embutidas, não deve ser menor que 3
cm nem que 1/15 da distância entre nervuras. O valor mínimo de 3 cm para a


espessura da mesa passa para 4 cm quando existirem tubulações embutidas de
diâmetro máximo 12,5 mm.

c) Não é permitido armadura de compressão em nervuras de largura inferior a


8cm.

d) A resistência à flexão da mesa deverá ser verificada sempre que a distância


entre os eixos de nervuras for maior que 65 cm. Se a distância entre eixos de
nervuras for menor ou igual a 65 cm, pode-se adotar uma armadura mínima para
a mesa, sem a necessidade de dimensionamento.

e) Se a distância entre eixos de nervuras for maior que 65 cm, elas deverão ser
verificadas ao cisalhamento como vigas. Nesses casos, as nervuras deverão ter
estribos, obrigatoriamente. Se essa distância for menor ou igual a 65cm, as
nervuras podem ser verificadas ao cisalhamento como lajes.

f) Os estribos das nervuras, quando necessários, devem ter um espaçamento


máximo de 20 cm.

A NBR 6118:2003 permite que as lajes nervuradas sejam calculadas como se


fossem lajes maciças de espessura equivalente, portanto podem ser aplicadas as
hipóteses da teoria de placa de Kirchhoff.

Quando o espaçamento entre eixos de nervuras for maior que 110 cm, a
mesa deve ser projetada como laje maciça apoiada na grelha de vigas.

1.2- Lajes cogumelo e lajes lisas

Segundo a norma brasileira NBR6118:2003, lajes-cogumelo são lajes


apoiadas em pilares com capitéis e lajes lisas são as apoiadas diretamente em
pilares sem capitéis. Segundo Carvalho e Pinheiro (2009) o nome mais adequado
para os dois tipos de lajes seria lajes sem vigas com e sem capitéis. Nas ligações
da laje com os pilares, temos forças cortantes de grande intensidade que geram
altas tensões cisalhantes, podendo ocasionar a ruína da laje, efeito a que
chamamos de punção.

Visando diminuir estas tensões, os pilares podem ter um engrossamento
da sua seção na ligação com a laje que são os já citados capitéis. Para o mesmo
fim, pode-se ter a espessura da laje aumentada nesta região. Esse
engrossamento pode ser chamado de ábaco, pastilha ou “drop panel”. Em
qualquer uma dessas situações, as lajes sem vigas são chamadas de lajes-
cogumelo.

Figura 2- Laje apoiada diretamente em pilares e com engrossamento na região dos pilares
(www.vitruvius.com.br)

Figura 3- Pilar com alargamento da sua seção na ligação coma laje - Capitel

As lajes podem ser maciças ou leves (nervuradas). Seu cálculo é realizado


determinando os esforços desenvolvidos elasticamente. A influência das

condições de suporte (capitéis ou engrossamento das lajes) é considerado com
expressões e procedimentos empíricos baseados no comportamento real destas
estruturas. Tais regras e critérios pressupõem algumas limitações no campo de
aplicação. Nos casos em que a estrutura sai do padrão retangular ou quadrado
deverá realizar-se uma análise mais detalhada, por exemplo, com programas
computacionais. Capitel é um alargamento da cabeça do pilar (figura 3) na região
de contato com a laje, existem diferentes tipos de capitéis e eles foram usados
desde a antiguidade (Grécia, Roma, etc). Atualmente não são muito comuns
principalmente pelas suas dificuldades construtivas, tornando assim os
engrossamentos das lajes na zona de suporte para reduzir o efeito de punção
normalmente mais utilizados. Chama-se de quadros às regiões quadradas ou
retangulares definidas pelas linhas que unem os eixos dos quatro pilares
contíguos. Existindo assim, quadros internos e quadros externos em função de
sua localização.

1.3- Lajes Nervuradas Cogumelo

Como visto anteriormente, as lajes nervuradas são estruturas que visam


concentrar o uso do concreto nas regiões onde há maior solicitação de
esforços de compressão. Seguindo uma tendência em ampliar os vãos e
aperfeiçoar o processo construtivo surgem as lajes nervuradas cogumelo.

Nestas lajes, para resistir à punção e aos momentos fletores negativos,


cria-se uma região de concreto maciça sobre e em torno dos pilares para
resistir aos esforços de cisalhamento funcionando como um capitel embutido
no interior do elemento estrutural.

As lajes nervuradas cogumelo são cada vez mais usadas em edifícios


garagens, onde se necessita de grandes vão. Outra vantagem é o seu aspecto
final que não precisa de acabamento, podendo permanecer no concreto aparente.

As figuras mostradas a seguir são exemplos de lajes nervuradas cogumelo.


Na figura 1 , pode-se perceber a região maciça criada na ligação da laje com o

pilar. Nas figuras 5 e 6, temos a montagem das fôrmas durante a execução de
uma laje nervurada cogumelo e na figura 7 o aspecto final obtido com uma laje
desse tipo empregada em um edifício garagem.

Figura 4 – Pilar de laje nervurada cogumelo de um edifício garagem

Figura 5- Execução de uma laje nervurada cogumelo



Figura 6 – Laje nervurada cogumelo (engrossamento nas regiões dos pilares)

Figura 7 – Edifício garagem com laje nervurada cogumelo


(http://consultoriaeanalise.blogspot.com)



1.4- Punção em lajes

A punção é caracterizada pela atuação de uma força concentrada sobre


uma área de um elemento estrutural plano. Essa força causará, no seu entorno,
elevadas tensões cisalhantes, podendo causar a ruína desse elemento. Em lajes
cogumelo, o pilar introduz essa força concentrada, e a ruína ocorre na ligação
laje-pilar. A ruptura por punção pode acontecer de forma abrupta e sem aviso
prévio. Procura-se minimizar as tensões atuantes na região próxima ao pilar, com
o aumento da espessura da laje inteira ou na região onde ocorre o esforço de
punção, com o uso de capitéis. Outra forma de combate à punção está no
aumento da capacidade resistente da laje, utilizando-se concreto de alta
resistência e armadura de cisalhamento.
A ruptura de punção se dá por corte localizado, onde o elemento plano se
rompe segundo a forma de um tronco de cone, como mostra a figura 8:

Figura 8 – Superfície de ruptura por punção

Araújo (2003) define a punção como sendo o estado limite último por
cisalhamento no entorno de forças concentradas (cargas ou reações),e que a
ruptura por punção se dá com a propagação de fissuras inclinadas através da
espessura da laje, com inclinação média de 30º. Acrescenta ainda que sua
análise é de fundamental importância no caso de lajes cogumelo.


Segundo a NBR 6118:2003 o modelo de cálculo corresponde à verificação
do cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas definidas no entorno de
forças concentradas. Na primeira superfície crítica (contorno C) do pilar ou da
carga concentrada, deve ser verificada indiretamente a tensão de compressão
diagonal do concreto, por meio da tensão de cisalhamento.
Na segunda superfície crítica (contorno C’) afastada 2d do pilar ou carga
concentrada, deve ser verificada a capacidade da ligação à punção associada à
resistência à tração diagonal. Essa verificação também se faz por meio de uma
tensão de cisalhamento atuando no contorno C’. Caso haja necessidade a ligação
deve ser reforçada por armadura transversal. A terceira superfície crítica
(contorno C”) apenas deve ser verificada quando for necessário colocar armadura
transversal.

Figura 9- Perímetro crítico de pilares internos (NBR6118:2003)

 
2- Objetivo

Esta pesquisa tem como objetivo contribuir para o conhecimento na área


de estruturas de lajes nervuradas comuns e do tipo cogumelo para que se
possam analisar os respectivos comportamentos diante dos esforços solicitantes
utilizando-se os métodos prescritos na norma NBR6118:2003 e ressaltar a
importância da verificação à punção no caso de lajes cogumelo, visto que esse
sistema construtivo vem sendo cada vez mais empregado nas construções atuais,
principalmente em edifícios garagem.


3- Revisão Bibliográfica

3.1- Considerações gerais sobre lajes nervuradas

Os pavimentos de uma edificação podem ser constituídos por lajes


maciças ou nervuradas. Em se tratando de lajes nervuradas, os elementos podem
ser moldados no local ou pré-moldados, apoiados em vigas, paredes de alvenaria
estrutural ou apoiados diretamente nos pilares (sem vigas). Segundo Dias (1970)
apud Schwetz (2005), os primeiros conceitos para lajes nervuradas surgiram em
1854, nos Estados Unidos, quando William Boutland Wilkinson criou um sistema
de pequenas vigas em concreto armado regularmente espaçadas, no qual os
vazios entre as nervuras eram formados pela colocação de moldes de gesso.
Percebe-se que já se demonstrava um domínio dos princípios básicos de
funcionamento do concreto armado, visto que, de acordo com a NBR 6118:2003,
“lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas,
cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre
as quais pode ser colocado material inerte.” O fato das teorias de concreto
armado desprezarem a resistência do concreto à tração e o desejo de eliminar o
excesso de concreto trabalhando nas regiões tracionadas levaram ao
desenvolvimento de lajes nervuradas, permitindo um maior aproveitamento do
concreto e a redução do peso próprio da estrutura. Utilizando-se lajes nervuradas
apoiadas diretamente nos pilares, torna-se necessário a existência de uma região
maciça ao redor dos pilares, que terá a função de absorver os momentos
negativos provenientes do apoio e resistir aos efeitos de punção devido às altas
tensões de cisalhamento.

3.2- Considerações gerais sobre lajes cogumelo e lajes lisas

Segundo Souza e Cunha (1998), as primeiras lajes cogumelo surgiram nos


Estados Unidos, no inicio do século XX, havendo grandes diferenças na maneira
de executá-las. Atualmente a norma brasileira NBR 6118:2003, define em seu
item 14.7.8 que “lajes cogumelo são lajes apoiadas em pilares com capitéis,

 
enquanto lajes lisas são as apoiadas nos pilares sem capitéis.” Dessa forma, a
ligação laje-pilar é uma região submetida a altas tensões cisalhantes, podendo
ocasionar a punção. Por ser caracterizada pela atuação de forças concentradas
ou agindo em pequenas áreas sobre o elemento estrutural plano, a punção é o
fenômeno de perfuração que pode causar a ruína do elemento, sendo esse o
motivo pelo qual a capacidade resistente de lajes lisas nervuradas é ditada pela
resistência à punção, a qual pode ser aumentada através da utilização de
concreto de alta resistência, armadura de combate à punção, fazendo-se uso da
protensão, incorporação de fibras de aço ao concreto ou aumentando as
dimensões dos pilares.

3.3- Literatura

Melo (2004)

Com o objetivo de investigar o comportamento de lajes nervuradas quando


solicitadas ao cisalhamento, Melo (2004) analisou experimentalmente 8 painéis de
lajes nervuradas com e sem vigotas treliçadas, os quais foram submetidos a duas
cargas concentradas aplicadas no bordo superior. Dos 8 painéis ensaiados, 2 não
possuíam armadura de cisalhamento, considerados de referência ( PLR-1 e
PLR-2). Todos os demais painéis foram constituídos por armadura de
cisalhamento nas nervuras, sendo 2 constituídos somente por estribos verticais
(PL-1 e PL-2), somente por treliças (PL-3 e PL-4) e 2 por treliças e estribos
verticais (PL-5 e PL-6). Os painéis possuíam 1.260 mm de largura, 3.000 mm de
comprimento e 150mm de altura, onde 40mm caracterizava a zona de
capeamento. De acordo com os ensaios, Melo observou que os painéis com
estribos e treliças (PL-5 e PL-6) foram os que apresentaram maiores
deslocamentos verticais. No entanto, os painéis com treliça (PL-3 e PL-4) se
mostraram mais rígidos que os demais. Quanto às deformações das armaduras
de cisalhamento, as maiores deformações ocorreram nos extensômetros
próximos às cargas. De acordo com as leituras registradas nas treliças, nenhuma
diagonal apresentou escoamento, cuja máxima deformação verificada foi de
2,905‰ no painel PL-3. Em relação aos estribos, a maior deformação registrada

foi de 7,291‰ no painel PL-5, indicando que, segundo os dados dos ensaios do
aço, a armadura do estribo entrou em escoamento. Com relação à deformação da
superfície do concreto, não foi verificado esmagamento do concreto e as maiores
deformações foram registradas no painel PL-6, que combinava treliça e estribo
como armadura de cisalhamento. Comparando-se as cargas de ruptura, Melo
observou que os modelos com treliças (PL-3 e PL-4) registraram cargas máximas,
em média 10% superiores às obtidas pelos modelos com estribos convencionais
(PL-1 e PL-2) e cerca de 40% maiores que os de referência, isso mostra que as
treliças, quando solicitadas, realmente funcionam, no entanto são menos
eficientes que os estribos, pois para um mesmo trecho linear com um metro de
comprimento, as treliças apresentaram cerca de 33% a mais de aço que os
estribos, no entanto, o ganho de resistência foi em torno de 10%. Para os painéis
PL-5 e PL-6, a combinação de estribos com treliças mostrou que a eficiência é
ainda menor, pois a quantidade de aço nesses painéis é cerca de 133% maior, no
entanto o ganho de resistência foi de 28%, em média.

Gomes (1991)

Gomes estudou o efeito da armadura de cisalhamento em lajes cogumelo


de concreto armado submetidas a carregamento simétrico. A armadura de
cisalhamento era formada por perfis metálicos de seção I, cortados em elementos
com uma espessura “s” de acordo com a área requerida de armadura transversal.
Foram ensaiadas 12 lajes quadradas de 3000 mm de lado e 200 mm de
espessura e o carregamento foi aplicado nas lajes através de uma placa de seção
quadrada de 200 mm de lado. Para todas as lajes foi utilizada uma taxa de
armadura de flexão similar, sendo a armadura superior composta de 31 barras de
16 mm em cada direção e a armadura inferior composta por 21 barras de 8 mm
em cada direção. Duas lajes não possuíam armadura de cisalhamento e as
demais utilizaram armaduras de cisalhamento formadas por perfis metálicos de
seção I, conhecidos também como “studs” (figura 10), distribuídos de três formas.
Nas dez lajes com armadura de cisalhamento, as principais variáveis foram:


• distribuição radial ou em dupla cruz;
• área dos elementos ( perfil I);
• número de camadas da armadura de cisalhamento.
O primeiro tipo de distribuição da armadura de cisalhamento, foi em linhas
duplas transversais (dupla cruz). O segundo tipo foi a distribuição em linhas
radiais e o terceiro e último tipo foi a distribuição em linhas radiais com linhas
adicionais intermediárias a partir da sexta camada.

Figura 10- Armadura de cisalhamento utilizada por Gomes (1991)

Nas lajes 2, 3, 4 e 5 as armaduras de cisalhamento foram distribuídas em


forma de uma dupla cruz e o espaçamento entre o primeiro elemento da
armadura transversal até a face do pilar foi de 80 mm. Cada camada de armadura
de cisalhamento tinha oito elementos e a distância entre os elementos também foi
de 80 mm. Nas lajes de 6 a 11, com exceção da laje 9, a distribuição da armadura
de cisalhamento foi de forma radial. O espaçamento entre os elementos da
armadura de cisalhamento foi o mesmo das lajes anteriores (80 mm), assim como
a distância entre o primeiro elemento e a face do pilar. A armadura de
cisalhamento da laje 9 foi distribuída também de forma radial, entretanto
adicionaram-se linhas intermediárias a partir da sexta camada. Nove camadas de
armadura de cisalhamento foram usadas no total. Todas as lajes ensaiadas
romperam por punção com cargas que variaram de 560 kN a 1227 kN. A laje 9 foi
a que obteve a carga de ruptura mais elevada (1227 kN). As lajes 10 e 11 com a

mesma camada Asw das lajes 2 e 3, porém com 5 camadas de camada de
armadura de cisalhamento, rompeu com cargas de 800 kN e 907 kN
respectivamente. Gomes (1991) conclui que lajes cogumelo de concreto armado
podem obter um aumento na sua resistência à punção por volta de 100% em
relação a lajes similares sem armadura de cisalhamento. A forma de distribuição
da armadura de cisalhamento é um importante parâmetro e pode limitar a
resistência à punção de uma laje. Para os ensaios realizados a distribuição radial
da armadura de cisalhamento proporcionou melhores resultados que a do tipo
dupla cruz. Gomes (1991) recomenda ainda que a distância entre os elementos
da armadura de cisalhamento não deve exceder 0,5d.

Figura 11- Disposição da armadura de cisalhamento em fileiras, Gomes (1991)


Figura 12- Disposição radial da armadura de cisalhamento, Gomes (1991)


4- Metodologia

A estrutura desta pesquisa baseia-se no dimensionamento e análise dos


esforços solicitantes em lajes nervuradas e lajes nervuradas do tipo cogumelo.
Utilizaram-se dois modelos de cálculos, denominados modelo de cálculo I para a
laje nervurada comum e modelo de cálculo II para a laje nervurada cogumelo.

Primeiramente, será dimensionada uma laje nervurada sem pilares centrais


(modelo de cálculo I), apoiada em vigas de borda. Posteriormente, o modelo
estudado será uma laje nervurada apoiada em pilares com engrossamento tipo
“drop panel” nessa região (modelo de cálculo II). Diante dos cálculos, serão
obtidos os diagramas dos esforços solicitantes, analisando assim o
comportamento da estrutura nos vãos livres, bordas e principalmente na região
dos apoios (pilares), demonstrando a importância dos reforços (capitéis ou
engrossamentos) nessas áreas para evitar os efeitos da punção. Diante dessas
informações, apresenta-se a verificação dos esforços de punção obtendo assim a
armadura específica para resistir a esses esforços.

Os métodos de cálculo utilizados serão os descritos na norma brasileira


NBR 6118:2003. A laje nervurada será armada em duas direções (bidirecionais)
devido às suas características geométricas. Segundo a NBR6118:2003 esse tipo
de laje pode ser calculado para efeitos de esforços solicitantes como lajes
maciças. Costuma-se dispor as nervuras (longarinas) paralelas às direções das
bordas de contorno, e geralmente ortogonais entre si. Para as lajes nervuradas
cogumelo, de acordo com a NBR6118:2003, será utilizado o método de pórticos
equivalentes, onde para cada pórtico deve ser considerada a carga total. A
distribuição dos momentos, obtida em cada direção, segundo as faixas indicadas ,
deve ser feita da seguinte maneira:

a) 45% dos momentos positivos para as duas faixas internas;

b) 27,5% dos momentos positivos para cada uma das faixas externas;

c) 25% dos momentos negativos para as duas faixas internas;




d) 37,5% dos momentos negativos para cada uma das faixas externas.

Os valores dos momentos negativos usados com este método devem ser
usados para o dimensionamento das armaduras, não sendo permitido o
arredondamento do diagrama.

lx

PORTICO NA DIREÇÃO Y
q lx
ly

q ly

Pórtico na direção x

Figura 13- Esquema dos pórticos em ambas direções

ly/4
faixa externa

faixa interna ly/4

faixa interna ly/4

faixa externa ly/4

Figura 14- Distribuição dos momentos fletores nas faixas

Para os cálculos de verificação dos efeitos da punção na laje, será utilizado


o modelo de cálculo para verificação de superfícies críticas citado na NBR
6118:2003.


5- Dimensionamento da laje nervurada

Modelo de cálculo I

A laje nervurada possui dimensões 10m x 10m, altura total de 33 cm ,


concreto com fck = 20 MPa, aço CA-50 e cobrimento de 2 cm. Foi considerada
carga acidental de 3 kN/m2 e carga de revestimento, piso mais contrapiso, igual a
1,5 kN/m2. As vigas de apoio tem dimensões 0,20m x 0,50m.

5.1- Fôrma

Figura 15- Fôrma da laje nervurada (medidas em cm)


5.2- Seção transversal

Será adotado para a altura total o valor de h = 33 cm, e as seções


transversais da laje nas direções x e y estão representadas na figura abaixo:

Figura 16- Corte transversal das nervuras (medidas em cm)

5.3- Carregamentos

Como o modelo de cálculo é o de placa, interessa calcular a carga atuante


por m2 de laje.

Cargas permanentes:

g1 – peso próprio

ht= 33 cm, volume de concreto =0,13 m3/m2

Peso total: 0,13 x 0,25= 3,25 Kn/m2

 
g2 – sobrecarga permanente = 1,50 kN/m2 (lajes de garagens impermeabilizadas)

total carga permanente = 4,75 kN/m2

Cargas variáveis

q – carga acidental = 3,00 kN/m2

Carregamento total = 7,75 kN/m2

5.4- Cálculo dos máximos momentos atuantes na laje

O cálculo dos momentos máximos (carregamento total) nas direções x (mx)


e y (my), por largura unitária de laje, é feito também como para as maciças. Para
o caso 1 (laje apoiada no contorno) com as expressões:

Com , temos:

Portanto:

 
Momentos máximos por nervura em cada direção

Em vista que há uma deficiência no cálculo considerando como laje maciça


em relação ao método de grelhas (os esforços solicitantes obtidos através de laje
maciça são, em geral, menores que os obtidos com o processo de grelha).
Segundo HAHN (1972) há uma recomendação de que os esforços encontrados
considerando a laje como maciça (placa) devem ser multiplicados pelo coeficiente

, dado por:

Portanto,

Finalmente:

Largura colaborante, considerando as nervuras em cada direção


trabalhando como T:

Direção x = Direção y:

bf= bw+ 2. b1

bw=0,10m (largura da alma)

b1 0,10. a = 0,10 . 10m = 1,0

0,50. b2= 0,50. 0,54= 0,27 m

a=10,00m

 
b2= 0,54 m (distância livre entre as nervuras)

bf= 0,10 + 2. 0,27

bf= 0,64m

Recomenda-se que seja tomada como altura útil da laje a distância entre a
borda comprimida superior e o centro das barras da camada superior da
armadura positiva das nervuras,pois isto acarreta um valor menor para a altura útil
e maior para a área de aço; dessa maneira fica garantido o posicionamento
correto das barras na laje, pois na obra não é possível garantir se a armadura de
cada direção será colocada na camada correta, respeitando o cálculo caso ocorra
alturas úteis diferentes em cada direção .

Altura útil: d= 28,6 cm (supondo barras de 16,0 mm)

Posição da linha neutra:

x = Kx . d

Pela tabela anexo A:

Kx=0,0836, portanto x=0,0239 m ou 2,39 cm

O valor de x é menor que a espessura da mesa, portanto a seção se


comporta como retangular.

 
5.5- Determinação da área de aço necessária:

Pela tabela do anexo A:

Kz=0,9665, portanto :

As = 3,94 cm2

Adotou-se 2 barras de diâmetro 16,0 mm em cada direção, totalizando 4,00 cm2

Como a distância entre eixos de nervuras é menor que 65 cm:

As mesa = 0,15 x hf = 0,15 x 8 = 1,20 cm2

Adotou-se para a mesa barras de diâmetro 5mm a cada 15 cm, totalizando


1,33cm2

Como a distância entre as nervuras é inferior a 90 cm e a espessura das


nervuras é de 10 cm, o cisalhamento pode ser verificado como laje.

A força cortante em cada nervura pode ser calculada também admitindo a


laje como maciça. Para o cálculo das reações da laje nas vigas de apoio do
contorno do pavimento, temos:

qx=Kx . p. (lx/10)

 
qy=Ky . p. (lx/10)

qx=qy= 11,88 kn/m

q= força cortante atuante por metro linear

Vx= Vy = 11,88 x 0,64 = 7,60 Kn

V= força cortante atuante por nervura

Vdx = 7,60 x 1,4 = 10,64 KN

Vdy = 7,60 x 1,4 = 10,64 KN

Vd= força cortante atuante de cálculo por nervura

τrsdx = 10,64 KN/ (10cmx 31,6 cm) = 336,70 KN/m2 = 0,34 Mpa

τrsdy = 10,64 KN/ (10cmx 31,6 cm) = 336,70 KN/m2 = 0,34 Mpa

τrsd= Tensão atuante devido à força cortante

Resistência de projeto ao cisalhamento:

τrd = 0,25x fctd=0,276 Mpa ou 276 Kn/m2

K = 1,6 - d
 
K = 1,6-0,316 = 1,284

ρ "! #%$

ρ '&(*),+.--0/ 1%234-657,4 +98:0-+;-647

ρ '<=>)+;--0/ 1 2  4 -657,4 +'8>0-+?-@47

Portanto:

τrsd = 336,70 Kn/m2

τrd1 = 609, 54 Kn/m2

Como τrsd < τrd1 para as duas direções, não será necessária armadura de
corte (estribos) nas nervuras.

5.6- Digramas dos esforços solicitantes

Demonstração do formato dos diagramas dos esforços de momento e


cortante para a nervura em cada direção:

Figura 17- Carregamento nas nervuras

 
Figura 18- Diagrama de momento das nervuras

Figura 19- Diagrama de cortante das nervuras

Figura 20- Deformação na linha das nervuras



6- Dimensionamento da laje nervurada cogumelo

Modelo de cálculo II

6.1- Fôrma

Figura 20- Fôrma da laje nervurada cogumelo (medidas em cm)

6.2- Método dos pórticos equivalentes

Neste item, apresenta-se a transformação da seção “T” da laje nervurada


em uma seção maciça retangular equivalente. Dessa forma, encontramos uma
altura equivalente a ser usada no cálculo dos esforços no pórtico equivalente.

,
Segundo a NBR 6118:2003 o pórtico equivalente, constitui-se de uma viga
apoiada na linha central dos pilares, de largura igual a metade do vão do painel
para cada lado e altura correspondente à altura equivalente, como citado.

O cálculo dos momentos fletores nos pórticos equivalentes pode ser feito
por qualquer um dos métodos que possibilite o cálculo dos esforços.

Seção equivalente

A altura do pórtico equivalente não pode ser considerada como a altura


da nervura nem a altura útil da laje. Essa altura corresponde a altura da seção
maciça teórica correspondente à seção “T” com o mesmo momento de
inércia.

Figura 21- Seção equivalente

Para o modelo em estudo, bf=64 cm, como temos o valor do momento de


inércia (calculado para a seção “T”) de valor I=6,14 x 10-4 m4 , logo, igualando o
momento de inércia para a seção retangular a ser estudada, temos:

Portanto heq= 22,58 cm.

Pórtico equivalente

Segundo SOUZA E CUNHA (1998), deve-se encontrar um pórtico para


cada faixa de pilares nas duas direções tanto centrais como laterais. A
interpretação de ARAÚJO (2003) é que deve-se calcular os pórticos internos e
distribuir de acordo com as faixas para os pórticos laterais. Em MONTOYA,
MONSEGUER & MORAN (1991), usa-se a distribuição dos momentos de acordo
com as faixas descritas na NBR 6118:2003 e não menciona-se a necessidade do
cálculo dos pórticos laterais.

Neste trabalho foi utilizado o cálculo de acordo com a interpretação


de ARAÚJO (2003).

No modelo estudado, encontrou-se um pórtico equivalente para a direção x


e outro para a direção y, porém, como ambos são equivalentes, devido à simetria
da laje, ou seja, cálculo de um é o mesmo do outro.


Figura 22- Definição dos pórticos equivalentes

Figura 23- Pórtico equivalente


 
Cálculo dos esforços no pórtico equivalente:

Para o cálculo dos esforços no pórtico equivalente, foi utilizado o software


FTOOL, versão educacional 2.12 que é um programa de análise de esforços
utilizando o método da rigidez para o cálculo matricial das estruturas. Esse
software foi desenvolvido pela PUC-RJ e possibilita o cálculo de estruturas
hiperestáticas bidimensionais como vigas, pórticos e treliça.

Parâmetros utilizados no cálculo dos momentos fletores:

• Altura da seção maciça retangular equivalente: heq= 22,58 cm


• Largura da seção transversal do pórtico equivalente: 5,00 m
• Momento de inércia da viga do pórtico equivalente: I=0,00479687 m4
• Módulo de elasticidade longitudinal do concreto: E= 21287,34 MPa
• Seção transversal dos pilares do pórtico equivalente: 0,20mx0,50m (pilares
extremos) e 0,40m x 0,40m (pilar central).
• Altura dos pilares: 2,00 m
• Módulo de elasticidade dos pilares: E= 21287,34 MPa
• Fck= 20 MPa


6.3- Diagramas dos esforços solicitantes

Figura 24- Carregamento no pórtico equivalente

Figura 25- Diagrama dos esforços normais no pórtico


equivalente


Figura 26- Diagrama dos esforços cortantes no pórtico
equivalente

Figura 27- Deformação no pórtico equivalente


Figura 28- Diagrama de momentos fletores no pórtico
equivalente

Figura 29- Faixas de distribuição dos momentos fletores 


Figura 30- Diagrama de momentos fletores na faixa externa

Figura 31- Diagrama de momentos fletores na faixa interna


6.4- Momentos fletores atuantes

Segundo a distribuição dos momentos fletores em cada faixa do painel


seguindo a porcentagem correspondente de acordo com o pórtico equivalente,
temos:

Tabela 1- Momentos fletores nas faixas

MOMENTOS FLETORES (Kn/m)

PILAR TRAMO PILAR


EXTREMO INTERNO

FAIXA -12,72 +11,42 -29,79


EXTERNA

FAIXA -4,24 +9,34 -9,93


INTERNA

Segundo a tabela 1, temos os valores dos momentos fletores para cada


faixa e para cada trecho:

A

Figura 32- Momentos fletores em cada trecho

Os momentos máximos obtidos foram em Kn/m, lembrando que


trabalhou-se com um modelo de laje nervurada , como a largura colaborante bf =
64 cm, encontrou-se portanto, os momentos máximos por nervura.

B
Tabela 2- Momentos máximos por nervura

Momentos Máximos Largura colaborante bf Momentos Máximos

(Kn/m) (m) (Kn/nervura)

+11,42 0,64 +7,30

+9,34 0,64 +5,97

-12,72 0,64 -8,14

-29,79 0,64 -19,06

-4,24 0,64 -2,71

-9,93 0,64 -6,35

Figura 33- Momentos fletores por nervura nas faixas

C
6.5- Cálculo da área de aço necessária

Utilizou-se então os cálculos de laje nervurada vistos anteriormente para


encontrar a área de aço utilizando as equações:

Tabela 3- Área de aço

Momentos KMD KX KZ AS Barras por AS


máximos (cm2) nervura ADOTADO
(kn/nervura) (cm2)
+7,30 0,01366 0,02099 0,9916 0,83 2 D 8 mm 1,00

+5,97 0,01118 0,01718 0,9931 0,68 2 D 8 mm 1,00

-8,14 0,01524 0,02343 0,9906 0,92 2 D 8 mm 1,00

-19,06 0,03568 0,05484 0,9780 2,19 2 D 12,5 2,50


mm

-2,71 0,00507 0,00779 0,9969 0,31 2 D 6,3 mm 0,63

-6,35 0,01887 0,02900 0,9884 0,72 2 D 8 mm 1,00

A
6.6- Armadura contra o colapso progressivo

Além de verificar à punção nas lajes apoiadas em pilares, deve ser


detalhada uma armadura de flexão inferior, para garantir a ductibilidade local e a
conseqüente proteção contra colapso progressivo, conforme o item 19.5.4 da
NBR6118:2003. Esta armadura apenas é detalhada para pilares que não
estejam ligados a vigas e gerem punção na laje. a armadura de flexão inferior
que atravessa o contorno C deve estar suficientemente ancorada além do
contorno C’, conforme figura 34, e deve ser tal que:
Fsd
As =
Fyd

As é a somatória de todas as áreas das barras que cruzam cada uma das faces
do pilar

Figura 34- Armadura contra o colapso progressivo

EGF HIKJ

LMN>OP6Q%RSTUQVIKF WXPVHI>YF OP6S'Y ZI,Q

HNY[ WX\,S'Y>] W^TU[HY_[ Y`9I

Portanto:

1,4 x110
As =
50 / 1,15

As = 3,54cm 2


7- Análise da punção na laje nervurada cogumelo

Denomina-se de punção ao fenômeno segundo o qual elementos planos,


principalmente, apresentam ruptura localizada por corte, frente à cargas
concentradas elevadas. Esse tipo de ruptura pode ocorrer principalmente nos
encontros entre elementos lineares comprimidos (pilares) com elementos planos
(lajes). A ruptura de punção se dá por corte localizado, onde o elemento plano
se rompe segundo a forma de um tronco de cone.

O modelo de cálculo de punção em lajes corresponde à verificação do


cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas definidas no entorno de
forças concentradas.

Figura 35- Superfície crítica

Na primeira superfície crítica (contorno C), no entorno do pilar ou da carga


concentrada, deve ser verificada indiretamente a tensão de compressão
diagonal do concreto, através da tensão de cisalhamento. Essa verificação deve
ser feita em lajes com e sem armadura de punção.

Na segunda superfície crítica (contorno C’), afastada 2d do pilar ou da


carga concentrada, deve ser verificada a capacidade da ligação à punção,
associada à resistência à tração diagonal. Essa verificação também se faz
através de uma tensão de cisalhamento, no contorno C’. Caso haja
necessidade, a ligação deve ser reforçada por armadura transversal.
A
Figura 36- Contornos críticos

7.1- Tensão Solicitante nas Superfícies Críticas

Pilar interno com carregamento simétrico

No caso de pilares internos em que o carregamento seja simétrico que é o caso


do pilar que foi estudado, a tensão de cisalhamento ( a ) que atua no contorno C’
sd

pode ser expressa por:

Figura 37- Áreas das superfícies críticas

d – altura útil média da laje no contorno C’;

b
- perímetro do contorno C’;

A
Fsd – força ou reação concentrada, de cálculo.

A força de punção F pode ser reduzida da força distribuída aplicada na face


sd

posta da laje, dentro do contorno considerado na verificação, C ou C’.

7.2- Tensão Resistente nas Superfícies Críticas

Compressão diagonal do concreto: superfície crítica C

Essa verificação deve ser feita no contorno C, em lajes com ou sem armadura
de punção.

Tensão resistente na superfície crítica C’

Trechos sem armadura de punção:

Essa verificação deve ser feita em elementos estruturais ou trechos sem


armadura de punção e a tensão resistente crítica C’ deve ser calculada como
segue:

A
d - Altura útil da laje no contorno C’, em cm;

c c
,
x y
- taxa geométrica de armadura da laje

Trechos com armadura de punção:

No caso de elementos estruturais ou trechos com armadura de punção, a


tensão resistente crítica C’ deve ser calculada como segue:

Sr – espaçamento radial entre linhas de armadura de punção;

Asw- área de armadura de punção num contorno completo paralelo a C’;

d
- ângulo de inclinação entre o eixo da armadura de punção e o plano da laje;

b
- perímetro crítico;

fwyd – resistência de cálculo da armadura de punção:

e
. fywd 300 MPa para conectores;

e
. fywd 250 MPa para CA-50 ou CA-60;

Para lajes com espessura maior que 15cm esses valores podem ser
aumentados. Essa armadura deve ser preferencialmente constituída por três ou
mais linhas de conectores tipo pino com extremidades alargadas, dispostas
radialmente a partir do perímetro do pilar. Cada uma dessas extremidades deve
estar ancorada fora do plano da armadura de flexão correspondente.

A
Tensão resistente na superfície crítica C’’

Quando for necessário utilizar armadura de punção, ela deve ser


estendida em contornos paralelos a C’ até que, num contorno C” afastado (2.d)
do último contorno de armadura (ver Figura 38), não seja mais necessária
armadura, ou seja, até que:

f g f
sd rd

7.3- Armadura de Punção Obrigatória

Quando a estabilidade global da estrutura depender da resistência da laje


à punção, deve ser prevista armadura de punção, mesmo que a seja menor
sd

que a . Essa armadura deve equilibrar um mínimo de 50% de F .


rd1 sd

Disposição das Armaduras de Punção:

As armaduras para resistir à punção devem ser constituídas por estribos


verticais ou conectores, com preferência pela utilização destes últimos. O
diâmetro da armadura de estribos não pode superar h/20 e deve haver contato
mecânico das barras longitudinais com os cantos dos estribos (ancoragem
mecânica).

A
Figura 38- Disposição das armaduras

No caso de ser necessária armadura de punção, três verificações devem


ser feitas:

i) Tensão resistente de compressão do concreto no contorno C (diagonal


comprimida);

ii) Tensão resistente à punção no contorno C’, considerando a armadura de


punção;

iii) Tensão resistente à punção no contorno C”, sem armadura de punção.

7.4- Análise da punção no modelo de laje em estudo

Para a laje nervurada cogumelo em estudo, foram analisados os esforços


de punção na região sobre o pilar central P.P.5. Nessa região a laje deve ser
maciça, pois há uma grande concentração de esforços e para combatê-lo, é
preciso contar com a espessura da laje. Esse trecho de laje maciça pode ser
chamado de ábaco ou engrossamento, cuja dimensão mínima em cada direção,
contada a partir do centro do pilar, deve ser de 1/6 do vão correspondente,
respeitando-se a modulação das nervuras.

A

Definição dos contornos das superfícies críticas:

Altura útil: d= 33,0 - 2,0- 1,5 . 1,6 = 28,6 cm

As=3,54 cm2

Contorno C (u1) sobre o pilar:

u1= 2. (40 +40) = 120 cm

Contorno C’ (u2) afastado 2.d da face do pilar:

u2= 2x (40 +40) + 2. h . 2. 28,6= 519,40 cm

Tensões solicitantes nas superfícies críticas :

Contorno C:

Contorno C’ :

B
Tensões resistentes de cálculo nas superfícies críticas :

Contorno C:

portanto não há problema de ruptura do concreto à compressão no


contorno C.

Contorno C’ : (sem armadura de punção)

Portanto:

portanto não há possibilidade de punção no contorno C’ e não foi


preciso usar armadura transversal (estribos).
C
Neste caso estudado, como as tensões solicitantes para as superfícies
críticas são menores que as tensões resistentes de cálculo, não foi necessário
calcular a armadura transversal. A espessura da laje, o concreto utilizado e a
armadura existente são suficientes para combater os esforços de punção.

Para visualização do dimensionamento da armadura de punção quando


necessária, estudou-se um segundo modelo de laje, com espessura menor em
que houve a necessidade de armadura transversal, que será demonstrado a
seguir.

7.5- Análise da punção no modelo de laje em estudo considerando o


modelo de cálculo II com sua espessura reduzida

Parâmetros assumidos para a nova laje:

Altura total: 20 cm

Altura útil: 15,5 cm

Fsd= 250 Kn ( considerou-se uma força cortante nos pilares maior para melhor
visualização dos resultados).

As= 10,00 cm2

Definição dos contornos das superfícies críticas:

Contorno C (u1) sobre o pilar:

u1= 2. (40 +40) = 120 cm

Contorno C’ (u2) afastado 2.d da face do pilar:

u2= 2x (40 +40) + 2. h . 2. 15,5= 354,77 cm

A
Tensões solicitantes nas superfícies críticas :

Contorno C:

Contorno C’ :

Tensões resistentes de cálculo nas superfícies críticas :

Contorno C:


portanto não há problema de ruptura do concreto à compressão no
contorno C.

Contorno C’ : (sem armadura de punção)

Portanto:

portanto há possibilidade de punção no contorno C’ e foi preciso


usar armadura transversal (conectores ou estribos ) para combatê-la.

Punção no contorno C’

Admitindo-se 5 linhas de armaduras distribuídas em uma distância total


de 31 cm (2.d), a partir da face do pilar, resulta Sr = 31/5 = 6,2 cm

A
, adotado Sr = 8 cm

A tensão fywd na armadura pode ser obtida interpolando-se valores entre


250MPa e 435 MPa para lajes de espessura 15 cm e 35 cm, respectivamente.
Para a laje com 20 cm de espessura, temos.

Obtêm-se assim fywd=296,25 MPa

Calcula-se então, a tensão resistente de cálculo, considerando a armadura


transversal:

Asw= 1,157 cm2 i 1,50 cm2

Adotou-se como armadura transversal, conectores de diâmetro de 5,0 mm (0,20


cm2), portanto:

A
Distribuição da armadura: 5 linhas com 8 conectores cada, distante uma da outra
de 8 cm.

Figura 39- Disposição em cruz das armaduras (conectores)

Punção no contorno C”

O contorno C” dista 2.d da última linha de armaduras:

A
Então:

portanto não há problema de punção no contorno C”, distante 2d da


última linha de conectores.

A
8- Conclusões

Por meio desta pesquisa, foi possível uma apresentação do


dimensionamento de lajes nervuradas, apresentando os sistemas estruturais de
lajes nervuradas comuns e do tipo cogumelo com seus conceitos básicos e
comportamentos.

A interpretação dos resultados juntamente com a análise dos diagramas


dos esforços solicitantes mostraram que a laje nervurada comum possui
momentos positivos maiores no meio do vão, necessitando-se assim de
armadura positiva significativa nessa região. Já a armadura negativa não é tão
solicitada, pois os esforços máximos são mais evidentes na região das
armaduras positivas (região inferior da laje).

Na segunda parte da pesquisa, dimensionou-se uma laje também


nervurada, porém do tipo cogumelo, apoiada diretamente em pilares e ausência
de vigas.

Quando tratamos de lajes cogumelo, os diagramas de esforços de


momentos fletores e cortantes são bem discrepantes dos modelos de laje
comum. Há uma maior concentração de momentos fletores negativos na região
dos pilares e diminuição dos momentos positivos no meio dos vãos. Nessa
região onde temos maiores momentos negativos incidem forças cortantes que
ocasionam altas tensões cisalhantes, portanto torna-se necessário a verificação
da punção na região do encontro da laje com o pilar.

Quanto a verificação da punção, percebeu-se a importância da espessura


da laje na região dos pilares, explicando assim o uso de alguns sistemas
construtivos como ábacos ou “drop panels” (engrossamento da laje na região do
pilar) e capitéis.

A
Notou-se também que outros fatores determinantes na verificação da
punção são a resistência do concreto à compressão (fck) e também a área de
aço da armadura longitudinal existente nessa região, pois, quanto maiores forem
esses valores , melhor a contribuição para minimizar os esforços de punção.

Enfim, o uso de lajes nervuradas possui vantagens como diminuição de


material, uma vez que o concreto é concentrado na parte onde realmente é
solicitado, diminuindo assim seu peso próprio e possibilidade de maiores vãos,
porém, deve-se ter uma análise cuidadosa do seu comportamento e suas
características, principalmente no que diz respeito à punção quando tratamos de
lajes cogumelo, para que haja um aproveitamento das suas vantagens com
devida segurança.

A

9- Referências Bibliográficas

CAMACHO, J. S. Estudo de lajes. UNESP, Ilha Solteira, SP 2004

CARVALHO, R. C. e FIGUEIREDO FILHO, J.R. Cálculo e detalhamento de


estruturas Usuais em Concreto Armado. Volume I. Editora PINI .São Paulo,
SP, 2007

CARVALHO, R. C. e PINHEIRO, L. M. Cálculo e detalhamento de estruturas


Usuais em Concreto Armado. Volume II. Editora PINI .São Paulo, SP. 2009

DUTRA, C. Análise teórica e experimental de lajes cogumelo nervuradas em


escala reduzida. UFSM, Santa Maria RS, 2005

MELGES, J. L.P. Punção em lajes: Exemplos de cálculo e análise teórica


experimental. EESC. São Carlos, 1995

MELO, G. BEZERRA, L. M. Comportamento pós-puncionamento de lajes


cogumelo em concreto armado. UNB. 2001

RAMELLA, S. E. Larguras efetivas em lajes cogumelo. EESC, São Carlos,1981

SPOHR, V.H. Análise comparativa: sistemas estruturais convencionais e


estruturas de lajes nervuradas. UFSM, Santa Maria, RS . 2008

SOUZA, S.S.M. Análise experimental de lajes lisas nervuradas de concreto


armado com armadura de cisalhamento. UFPA, Belém, PA. 2007.

TRAUTWEIN, L.M. Punção em lajes cogumelo de concreto armado. Análise


experimental e numérica. USP, São Paulo, 2006

B
10- Anexo A – Quadro de valores para cálculo de armadura longitudinal de
seções retangulares (CARVALHO e FIGUEIREDO FILHO (2007) )

C
A