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ICMS – Teoria e Prática © 1

ICMS – TEORIA E PRÁTICA ©


Autor: Júlio César Zanluca

Distribuição: Portal Tributário® Editora e Maph Editora

Atenção: esta obra é atualizável. Recomendamos baixá-la periodicamente em seu computador,


utilizando a mesma senha, no endereço www.portaltributario.com.br/downloads

Dica: para localizar rapidamente uma palavra, tecle CTRL + L

SUMÁRIO: (clique no link de cada módulo para acessá-lo)

Introdução
Siglas Utilizadas
Origem do ICMS
Aspectos Constitucionais
Não Cumulatividade
Isenção ou Não Incidência – Vedação do Crédito
Seletividade
Alíquotas Mínimas e Máximas
Alíquotas Internas - Piso
Alíquotas – Consumidor
Alíquota Interestadual – Bens Importados
Diferencial de Alíquotas
Incidência sobre Importação e Serviços não Alcançados pelo ISS
Não Incidência - Exportação
Não Incidência – Petróleo, Energia Elétrica, Ouro e Radiodifusão
IPI – Não Inclusão na Base de Cálculo

Regulamentação Complementar
Subordinação à Constituição
Lei Kandir
Conflito Lei Complementar x Legislação Estadual do ICMS
Isenção ou Benefício – Condicionada a Convênio e Edição de Lei Estadual
Incidências
Não Incidências
Bens Importados – Situações de Inaplicabilidade de Benefício Fiscal
Contribuinte
Fato Gerador
Base de Cálculo
Substituição Tributária
Local da Prestação ou da Operação
Mercadorias ou Bens
Serviços de Transporte
Serviços de Comunicação Oneroso
Serviços Prestados ou Iniciados no Exterior
Não Cumulatividade do Imposto

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Vedação de Crédito
Estorno de Crédito
Prescrição do Crédito
Liquidação das Obrigações
Saldos Credores Acumulados
Formas Diferenciadas de Apuração
Simples Nacional

A “Guerra Fiscal”
São Paulo publica sua “Lista Negra”
Contribuinte “Pagando o Pato”
Convênios Internos
CONFAZ
COTEPE
SINIEF
Cadastro de Contribuintes
CNAE-Fiscal
Inscrição Centralizada
Código Fiscal de Operações e Prestações – CFOP
Código de Situação Tributária - CST

Documentos Fiscais
Características dos Documentos Fiscais
Documento Inidôneo
Permissões
Indicações de Isenção, Imunidade, Não Incidência, Diferimento ou Suspensão
Indicação do Abatimento de ICMS Desonerado
Numeração e Indicação dos Documentos Fiscais
Série Única
Nota Fiscal a Consumidor
ECF
Nota Fiscal de Produtor
Nota Fiscal de Serviço de Transporte
Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário
Nota Fiscal Eletrônica
Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas - CTRC
Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas
Conhecimento de Transporte Aeroviário de Cargas
Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas
Ordem de Coleta de Carga
Retorno de Mercadoria não Entregue
Conhecimento de Transporte Eletrônico – CT-E - e Documento Auxiliar do
Conhecimento de Transporte Eletrônico - DACTE
Bilhete de Passagem Rodoviário
Bilhete de Passagem Aquaviário
Bilhete de Passagem Aeroviário
Bilhete de Passagem Ferroviário
Nota Fiscal – Emissão pela Entrada
Cancelamento do Documento Fiscal
Exigência pelo Adquirente e Transportadores

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Autorização de Impressão de Documentos Fiscais


Obrigatoriedade de Emissão de Nota Fiscal
Momento de Emissão da Nota Fiscal
Saída a Depósito Fechado do Próprio Contribuinte
Retorno ao Estabelecimento Depositante
Saída de Depósito Fechado
Saída para Depósito em Armazém Fechado – Mesmo Estado
Retorno ao Estabelecimento Depositante
Saída de Mercadorias Depositadas em Armazém Geral – Mesmo Estado
Saída de Mercadorias Depositadas em Armazém Geral – Outro Estado
Vendas à Ordem ou para Entrega Futura
Industrialização por Encomenda
Redespacho de Cargas
Despacho de Transporte
Resumo de Movimento Diário
Transbordo
Remessa para Formação de Lotes em Recintos Alfandegados
Exportação Direta com Entrega em País Diverso
Consignação Mercantil
Partes e Peças Substituídas em Virtude de Garantia
Demonstração e Mostruário
Saída Para Empresa Comercial Exportadora
Carta de Correção

Livros Fiscais
Registro de Entradas
Registro de Saídas
Registro de Controle da Produção e Estoque
Registro de Impressão de Documentos Fiscais
Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências
Registro de Inventário
Registro de Apuração do ICMS
Fiscalização de Livros e Documentos Fiscais

Guia de Informação e Apuração do ICMS

Emissão de Livros e Documentos por Sistema Eletrônico


Amplitude
Autorização
Condições
Contribuinte do IPI
Arquivo Magnético
Nota Fiscal
Ficha de Controle de Importação - FCI
Impossibilidade Técnica de Emissão por Processamento de Dados
Local de Emissão
Vias de Documento Fiscal
Formulários
Mais de um Estabelecimento no Estado
Autorização de Impressão

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Escrituração Fiscal
Escrituração Fiscal Digital - EFD
Autenticação
Escrituração Mensal ou em Períodos Inferiores
Registro do Controle da Produção e do Estoque
Utilização de Códigos
Fiscalização
Emissão de Registros
Exercício de Apuração

Denúncia Espontânea
Súmulas do STF e STJ

Alíquotas
Tabela Resumo de Alíquotas Interestaduais

Alíquota - Prestação de Transporte Aéreo Interestadual de Passageiro, Carga e Mala


Postal

ICMS – Base de Cálculo – Inclusão do IPI


Crédito do Ativo Permanente a Partir de 01.01.2001
Controle de Crédito do ICMS do Ativo Permanente – CIAP
CIAP – Modelo C
CIAP – Modelo D
Restrições dos Créditos
Materiais de Uso e Consumo
Energia Elétrica
Serviços de Comunicação
Restrições de Créditos de Estados que Concedem Incentivos Fiscais
Fornecimento de Materiais e Prestação de Serviços
ICMS e IPI Recuperáveis - Contabilização
Crédito Presumido - Transportes
Importação – Pagamento do Imposto
Drawback

INTRODUÇÃO

Esta obra abrange a teoria e prática do ICMS – com base nas disposições constitucionais e
complementares.

Seu objetivo é oferecer ao leitor uma visão panorâmica do imposto, com detalhamentos
que permitam sua aplicação prática e um melhor entendimento do ICMS.

Observa o autor que não se trata de uma coletânea de legislações estaduais ou de aplicação
prática a determinadas operações, pois existem 27 legislações distintas do ICMS em todo
território nacional – uma para cada Estado e DF. Tais legislações estaduais muitas vezes
são conflitantes entre si e extrapolam normas constitucionais.

Não poderia uma obra como esta abordar as 27 diferentes normas, nem tentar conciliá-las
sob um aspecto didático comum.

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Na dúvida, deve o leitor acessar os sites respectivos de cada Secretaria da Fazenda


Estadual, para verificar a legislação do ICMS estadual para operações específicas e
tratamentos tributários individuais. Os links estão disponíveis na página
http://www.fazenda.gov.br/confaz/fazenda.htm.

SOBRE O AUTOR E A OBRA


Júlio César Zanluca é Contabilista e reside em Curitiba – PR. De 1986 a 2002, foi auditor e
consultor de várias empresas no Paraná e Santa Catarina. Desde 2003 é administrador e
coordenador de conteúdo do site Portal Tributário, tendo escrito várias outras obras, como
100 Ideias Práticas de Economia Tributária, Manual do IRPJ – Lucro Real, Planejamento
Tributário, Manual das Cooperativas, Contabilidade de Custos, Gestão do Departamento
Fiscal, entre outras.

Direitos autorais REGISTRADOS. A cópia, reprodução, distribuição ou comercialização


por qualquer meio somente será permitida mediante autorização POR ESCRITO do
detentor de direitos autorais. Permitida a reprodução de apenas 1 (uma) cópia para uso
exclusivo e pessoal do adquirente.

Observar que todos os exemplos são meramente ilustrativos. Para transposição prática,
verificar a adequação dos cálculos à efetiva realidade fiscal do contribuinte e legislação
vigente à época, bem outros fatores determinantes (alíquota, Unidade da Federação,
regulamentação específica do Estado, etc.)

SIGLAS UTILIZADAS

ADIN: Ação Direta de Inconstitucionalidade


CCICMS: Cadastro de Contribuintes do ICMS
CF: Constituição Federal do Brasil de 1988
CIAP: Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente
CNPJ: Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
COFINS: Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Lei
Complementar 70/1991)
CONFAZ: Conselho Nacional de Política Fazendária
COTEPE: Comissão Técnica Permanente do ICMS
CPMF: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (Lei 9.311/1996)
CSL ou CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Lei 7.689/1988)
CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico
CTN: Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966)
CTRC: Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas
DACTE: Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico
DANFE: Documento Auxiliar da NF-e
DF: Distrito Federal
DOU: Diário Oficial da União
EC: Emenda Constitucional
ICM: Imposto sobre Circulação de Mercadorias, antecessor do ICMS
ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (Lei
Complementar 87/1996)
GPS: Guia da Previdência Social
IN: Instrução Normativa
INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social

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IPI: Imposto sobre Produtos Industrializados


IR: Imposto de Renda
IRF: Imposto de Renda na Fonte
IRPF: Imposto de Renda – Pessoa Física
IRPJ: Imposto de Renda – Pessoa Jurídica
ISS: Imposto sobre Serviços (Lei Complementar 116/2003)
LC: Lei Complementar
MDIC: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
NF: Nota Fiscal
NF-e: Nota Fiscal Eletrônica
PIS: Programa de Integração Social (Lei Complementar 7/70)
RIPI: Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (Decreto 4.544/2002)
RIR/99: Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999)
RPS: Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999)
RUDFTO: Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência
SINIEF: Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais
SRF: Secretaria da Receita Federal
STF: Supremo Tribunal Federal
STJ: Superior Tribunal de Justiça
TJLP: Taxa de Juros a Longo Prazo

ORIGEM DO ICMS

IVC – Imposto sobre Vendas e Consignações

Da Constituição de 1934 surgiu o IVC – Imposto sobre Vendas e Consignações. O IVC


possuía natureza mercantil, onde cada venda era tida como um fato gerador distinto,
incidindo em todas as fases de circulação, do produtor até o consumidor. Era, portanto um
imposto com incidência “em cascata”. Sendo assim, em cada uma das sucessivas vendas de
uma mesma mercadoria, a começar do produtor até o consumidor final, o IVC era exigido,
repetidamente sobre a Base de Cálculo integral (preço da mercadoria).

ICM – Imposto sobre Circulação de Mercadorias

Pela Emenda Constitucional 18, de 01 de dezembro de 1965, surge o ICM – Imposto sobre
Circulação de Mercadorias, substituindo o IVC.

A inovação do ICM advém de que, diferentemente do IVC, não apresenta as características


de cumulatividade, próprias dos impostos “em cascata”. O pagamento do ICM era feito
sobre o valor agregado, isto é, a diferença maior entre o valor da operação tributada e o da
operação anterior.

Surgimento do ICMS

Através da Constituição Federal de 1988, o atual sistema tributário nacional entrou em


vigor em 1º de março de 1989, extinguindo os impostos especiais, de incidência única, de
competência federal.

Os três impostos únicos federais sobre:

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1) combustíveis e lubrificantes líquidos e gasosos;

2) energia elétrica; e

3) minerais do País,

desapareceram ao impacto da Constituição Federal de 1988. Houve a incorporação dos


aludidos produtos ao campo de incidência do ICMS, uma vez que tais bens são
mercadorias suscetíveis de circulação.

Já o artigo 155, I, b, da CF/1988 (na redação da EC nº 3/1993), ao estabelecer o campo de


incidência do ICMS, nele incluiu as prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação. Tal fato se deu em virtude da retirada da esfera de
competência tributária da União, dos impostos sobre serviços de transportes e de
comunicação, pela Assembleia Nacional Constituinte.

ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

CONSTITUIÇÃO – A NORMA TRIBUTÁRIA MÁXIMA

De acordo com o artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, ninguém pode ser obrigado a
fazer ou a deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da lei.

Do ponto de vista tributário, a nossa Carta Magna estabelece, no inciso 1º do artigo 150,
que nenhum tributo será exigido ou aumentado sem que a lei o estabeleça.

A lei como um processo legislativo, deve ser compreendida no seu sentido amplo, ou seja,
envolvendo desde a Constituição Federal, emendas constitucionais, leis complementares,
leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos até as resoluções.

A Constituição Federal é a fonte primeira do Direito Tributário, submetendo todas as


demais normas jurídicas.

A Constituição Federal atribui a competência tributária, impondo limitações ao poder de


tributar.

As Emendas Constitucionais são atos que se incorporam à própria Constituição Federal,


em razão de introduzirem modificações em seu texto.

ICMS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações


de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) é de competência
dos Estados e do Distrito Federal.

Sua base constitucional é o artigo 155, a seguir reproduzido:

Artigo 155 - Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:

I-.......................................................................

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II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de


transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3/93 –
DOU de 18.03.1993.)

A Constituição Federal determina, ainda, no artigo 155, § 2º, as diversas características do


ICMS, nem sempre respeitadas pelos entes federados, mas que passamos a apresentar a
seguir.

NÃO CUMULATIVIDADE

O ICMS será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa
à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas
anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.

Este sistema é conhecido como “débito x crédito”, onde se abate do montante devido pelo
contribuinte o valor pago por este em etapas anteriores, em suas compras de bens ou
serviços já tributados pelo imposto.

Para maiores detalhes, acesse o tópico “Não Cumulatividade do Imposto”.

ISENÇÃO OU NÃO INCIDÊNCIA – VEDAÇÃO DE CRÉDITO

A isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação:

a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações
ou prestações seguintes;

b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores.

Este e outros princípios constitucionais visam dar coerência ao trato tributário do ICMS
entre diferentes Estados, nem sempre respeitados pelos entes federativos, daí surgindo as
famosas “guerras fiscais”.

SELETIVIDADE

O ICMS poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.

Esta seletividade é aplicada tributando-se com alíquotas diferentes mercadorias diferentes.

Dependendo do Estado, bebidas, fumos, iates, energia elétrica e comunicações são


oneradas pelo ICMS com alíquota superior à aplicável às demais mercadorias e serviços
(entre 25% a 33% para as mercadorias e serviços citados, e 17% a 18% para outras
mercadorias e serviços).

O Estado de São Paulo, por exemplo, onera o consumo de energia elétrica com alíquotas
variáveis de acordo com o tipo de consumidor (residencial, agricultor etc. - seletivamente),
e também de acordo com a quantidade de energia elétrica consumida (12% até 200 kWh;
25% para consumo superior a 200 kWh - progressivamente).

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ALÍQUOTAS MÍNIMAS E MÁXIMAS

Resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos


Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecerá as alíquotas
aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e de exportação.

É facultado ao Senado Federal:

a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa


de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;

b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que
envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e
aprovada por dois terços de seus membros.

Para maiores detalhes sobre a fixação de alíquotas, acesse o tópico Alíquotas, nesta obra.

ALÍQUOTAS INTERNAS - PISO

Salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal nos termos do disposto
no inciso XII, "g", artigo 155 da CF (que trata da necessidade de Lei Complementar para
regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções,
incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados) as alíquotas internas do
ICMS não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais.

ALÍQUOTAS – CONSUMIDOR

Em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final


localizado em outro Estado, adotar-se-á:

a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto;


b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele.

ALÍQUOTA INTERESTADUAL – BENS IMPORTADOS

A partir de 01.01.2013, a alíquota ICMS, nas operações interestaduais com bens e


mercadorias importados do exterior, será de 4% (quatro por cento).

A alíquota aplica-se aos bens e mercadorias importados do exterior que, após seu
desembaraço aduaneiro:

I - não tenham sido submetidos a processo de industrialização;

II - ainda que submetidos a qualquer processo de transformação, beneficiamento,


montagem, acondicionamento, reacondicionamento, renovação ou recondicionamento,
resultem em mercadorias ou bens com Conteúdo de Importação superior a 40% (quarenta
por cento).

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O Conteúdo de Importação é o percentual correspondente ao quociente entre o valor da


parcela importada do exterior e o valor total da operação de saída interestadual da
mercadoria ou bem.

A alíquota de importação não se aplica:

I - aos bens e mercadorias importados do exterior que não tenham similar nacional,
definidos em lista editada pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior
(Camex) para os fins desta Resolução;

Nota: A Resolução Camex 79/2012 dispõe a lista de bens sem similar nacional.

II - aos bens produzidos em conformidade com os processos produtivos básicos de que


tratam o Decreto-Lei 288/1967, e as Leis 8.248/1991, 8.387/1991, 10.176/2001, e
11.484/2007.

III - às operações que destinem gás natural importado do exterior a outros Estados.

Base: Resolução do Senado Federal 13/2012 e Ajuste Sinief 19/2012.

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTAS

Na hipótese de aplicação da alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte


do imposto, caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à
diferença entre a alíquota interna e interestadual.

Assim, quando da aquisição, por parte de contribuintes do imposto, de mercadorias para


consumo próprio, deverá este recolher, quando da entrada da mercadoria no Estado de
destino, o ICMS pela diferença entre a alíquota interna do Estado de destino e a alíquota
interestadual do Estado de origem, chamando-se esta diferença, neste caso, como
“diferencial de alíquotas”.

Exemplo:

Determinado contribuinte “A” do ICMS recebeu mercadorias para consumo, oriundos de


outro estado da federação, no valor de R$ 1.000,00 – sendo o ICMS destacado em nota
fiscal de R$ 120,00.

A alíquota interna do ICMS no estado que se localiza o contribuinte “A” é de 18%.

Portanto, teremos os seguintes cálculos relativamente ao diferencial do ICMS:

1. Valor do ICMS na operação interestadual: R$ 120,00


2. Valor do ICMS pela alíquota interna no Estado de localização do
contribuinte “A”: R$ 1.000,00 x 18% = R$ 180,00
3. Diferencial de ICMS (2 – 1) = R$ 180,00 menos R$ 120,00 = R$ 60,00.

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Diferencial de Alíquotas – Consumidor Final – Compras Não Presenciais

A partir de 01.05.2011, por força do Protocolo ICMS 21/2011, é devido a favor da


unidade federada de destino da mercadoria ou bem, a parcela ICMS - devida na operação
interestadual em que o consumidor final adquire mercadoria ou bem de forma não
presencial por meio de internet, telemarketing ou showroom.

A parcela do imposto devido à unidade federada destinatária será obtida pela aplicação da
sua alíquota interna, sobre o valor da respectiva operação, deduzindo-se o valor
equivalente aos seguintes percentuais aplicados sobre a base de cálculo utilizada para
cobrança do imposto devido na origem:

I - 7% (sete por cento) para as mercadorias ou bens oriundos das Regiões Sul e Sudeste,
exceto do Estado do Espírito Santo;

II - 12% (doze por cento) para as mercadorias ou bens procedentes das Regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste e do Estado do Espírito Santo.

O ICMS devido à unidade federada de origem da mercadoria ou bem, relativo à


obrigação própria do remetente, é calculado com a utilização da alíquota interestadual.

Entretanto, vários Estados não assinaram referido Protocolo, entre eles, São Paulo, Paraná,
Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro, o que leva a questão da
legalidade da aplicação do referido dispositivo. Certamente, vários contribuintes destes
estados, prejudicados pela hipótese de bitributação do imposto, impetrarão mandados de
segurança, visando excluir-se da obrigação. É mais um episódio da “guerra fiscal” que
travam os entes federativos, dado o caos legislativo e desorganização financeira que são
marcas das administrações públicas.

INCIDÊNCIA SOBRE IMPORTAÇÃO E SERVIÇOS NÃO ALCANÇADOS PELO ISS

O ICMS incidirá também:

a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou


jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua
finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado
onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem
ou serviço;

b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não
compreendidos na competência tributária dos Municípios.

Alguns conflitos surgiram sobre a aplicação dos dispositivos constitucionais, tendo o STJ
expedido as seguintes súmulas relativamente ao ICMS-Importação e do conflito tributário
com o ISS:

Súmula 155 STJ – O ICMS incide na importação de aeronave, por pessoa física, para uso
próprio.

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Súmula 156 STJ – A prestação de serviço de composição gráfica, personalizada e sob


encomenda, ainda que envolva fornecimento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS.

Súmula 163 STJ – O fornecimento de mercadorias com a simultânea prestação de serviços


em bares, restaurantes e estabelecimentos similares constitui fato gerador do ICMS a
incidir sobre o valor total da operação.

NÃO INCIDÊNCIA – EXPORTAÇÃO

O ICMS não incidirá sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre
serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento
do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.

NÃO INCIDÊNCIA – PETRÓLEO, ENERGIA ELÉTRICA, OURO E RADIODIFUSÃO

Também não incide ICMS sobre:

1. operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis


líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;

2. sobre o ouro, nas hipóteses definidas no artigo 153, § 5º da CF (quando definido em lei
como ativo financeiro ou instrumento cambial);

3. nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de


sons e imagens de recepção livre e gratuita.

IPI – NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO

Não compreenderá, na base de cálculo do ICMS, o montante do imposto sobre produtos


industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto
destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois
impostos.

REGULAMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

SUBORDINAÇÃO À CONSTITUIÇÃO

A Lei Complementar é imposta pela CF, tendo por finalidade, dentre outras (artigo 146,
CF):

I — dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária entre a União, os Estados,


o Distrito Federal e os Municípios;
II — regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III — estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos
discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e
contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades
cooperativas.

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Como o próprio nome diz, compete à lei complementar a atribuição de, tão somente,
complementar os dispositivos e princípios contidos no texto constitucional, sem alterá-los,
mas apenas explicitando-os e/ou normatizando-os. Tem aplicação em âmbito nacional.

Na verdade, a lei complementar é uma norma de integração entre os princípios gerais da


Constituição Federal e os comandos de aplicação da legislação ordinária
(infraconstitucional).

Hierarquicamente, a lei complementar está acima da lei ordinária e abaixo da Constituição


(Lei Maior).

A própria CF, em seu artigo 155, inciso XII, determinou a necessidade de regulamentação
do ICMS, nestes termos:

XII - cabe à lei complementar:

a) definir seus contribuintes;

b) dispor sobre substituição tributária;

c) disciplinar o regime de compensação do imposto;

d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, o local


das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços;

e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e outros


produtos além dos mencionados no inciso X, "a";

f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro Estado e


exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;

g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções,
incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

LEI KANDIR

A atual regulamentação constitucional do ICMS está prevista na Lei Complementar


87/1996 (a chamada “Lei Kandir”).

Esta LC foi alterada posteriormente por várias outras Leis Complementares, como a 92/97,
99/99, 102/2000, 114/2002, 120/2005, 122/2006 e 138/2010.

CONFLITO LEIS COMPLENTARES X REGULAMENTAÇÃO ESTADUAL DO ICMS

Hierarquicamente, todas as normas estaduais (sejam leis, decretos ou atos normativos),


devem subordinar-se à LC 87/1996 e suas alterações posteriores.

Qualquer norma que estiver em conflito com tais Leis Complementares é ilegal, pois não
pode uma regulamentação de um ente federado conflitar com a própria norma federativa
que lhe é superior.

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Temos, nas regulamentações estaduais do ICMS, vários conflitos legais entre tais
regulamentações e as normas superiores, como, por exemplo, vedações de créditos e
atribuição de fato geradores que não estão previstas nas Leis Complementares.

O contribuinte, ao se deparar com tais ilegalidades, deve procurar avaliar seus efeitos
financeiros (maior custo tributário) sobre si próprio, e adotar a medida legal que julgar
pertinente, como, por exemplo, mandato de segurança visando elidir o pagamento de
imposto sobre uma operação tributada pela norma estadual quando a LC não a alcança a
mesma.

ISENÇÃO OU BENEFÍCIO – CONDICIONADA A CONVÊNIO E EDIÇÃO DE LEI


ESTADUAL

No afã de proporcionar benesses a contribuintes, alguns Estados extrapolam os limites


legais e concedem isenções ou benefícios fiscais, na área do ICMS.

Os entes federativos devem ater-se às restrições fixadas pela Lei Complementar 24/1975,
recepcionada pela Constituição Federal de 1988 - artigo 155, parágrafo 2º inciso XII, letra
"g".

A LC 24/75 é clara ao exigir que as isenções do ICMS sejam concedidas ou revogadas nos
termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. Para
detalhamentos sobre Convênios, veja o tópico respectivo.

Após a edição do Convênio, este deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa do
respectivo Estado, antes de entrar em vigor no mesmo.

Ato de governador de Estado que, mediante decreto, concede benefício tributário é passível
de nulidade. Em processo Resp 556.287, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) sentenciou contra o Estado do Rio Grande do Norte, porque este não se ateve à
norma legal para criar remissão de ICMS.

A ministra Eliana Calmon, relatora do processo, observou que o poder de isentar é da


mesma categoria do poder de tributar, sofrendo ambos de limitações cujas raízes estão na
Constituição, sendo a primeira delas o princípio da legalidade, proclamado de forma
expressa no artigo 97 do CTN, o qual estabelece, no inciso VI, que só à lei é dado
estabelecer a hipótese de exclusão do crédito tributário.

O governador daquele Estado concedeu isenção do ICMS à COSERN, mediante simples


Decreto do Executivo.

Para a ministra, não tem respaldo legal o argumento do Estado de que, se o convênio pode
autorizar a concessão de favores fiscais pelos Estados-membros, pode o decreto do
governador conferir o mesmo benefício.

"Ocorre que o convênio não é capaz de conceder ou retirar favor de ninguém, porque o ato
que determina efetivamente a outorga é o decreto legislativo pela qual é aprovado o
convênio. Aliás, é unânime a doutrina em dizer que os convênios são uma fase peculiar do
processo legislativo, em matéria de isenção do ICMS. Dentro desse enfoque, não se há de

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comparar decreto do governador, com convênio aprovado por decreto legislativo",


concluiu a relatora.

INCIDÊNCIAS

O ICMS incide sobre:

I – operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de


alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

II – prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via,


de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

III – prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a


geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação
de comunicação de qualquer natureza;

IV – fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na


competência tributária dos Municípios;

V – fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre


serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável
expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.

VI – sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou


jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua
finalidade;

VII – sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;

VIII – sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive


lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica,
quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações
interestaduais, cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente.

NÃO INCIDÊNCIAS

O imposto não incide sobre:

I – operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão;

II – operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos


primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços;

III – operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes


e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou
à comercialização;

IV – operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento
cambial;

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V – operações relativas a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utilizadas
na prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço de qualquer natureza definido em lei
complementar como sujeito ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios,
ressalvadas as hipóteses previstas na mesma lei complementar;

VI – operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de


estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie;

VII – operações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação


efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor;

VIII – operações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem arrendado


ao arrendatário;

IX – operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis


salvados de sinistro para companhias seguradoras.

EQUIPARAÇÃO A EXPORTAÇÕES

Equipara-se às exportações, para fins de não incidência, a saída de mercadoria realizada


com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a:

a) empresa comercial exportadora, inclusive tradings ou outro estabelecimento da mesma


empresa;

b) armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro.

BENS IMPORTADOS – SITUAÇÕES DE INAPLICABILIDADE DE BENEFÍCIO


FISCAL

Nos termos do Convênio ICMS 123/2012, com efeitos a partir de 01.01.2013, na operação
interestadual com bem ou mercadoria importados do exterior, ou com conteúdo de
importação, sujeitos à alíquota do ICMS de 4% (quatro por cento) prevista na Resolução
do Senado Federal 13/2012, não se aplica benefício fiscal, anteriormente concedido, exceto
se:

i) de sua aplicação em 31 de dezembro de 2012 resultar carga tributária menor que 4%


(quatro por cento);

ii) tratar-se de isenção.

Na hipótese prevista em “i”, deverá ser mantida a carga tributária prevista na data de 31 de
dezembro de 2012.

CONTRIBUINTE

Contribuinte é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com habitualidade ou em


volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria ou
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda
que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

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É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que, mesmo sem habitualidade ou intuito
comercial:

I – importe mercadorias ou bens do exterior, qualquer que seja a sua finalidade;

II – seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no


exterior,

III – adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados;

IV – adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e


energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à
industrialização.

FATO GERADOR

Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS no momento:

I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro


estabelecimento do mesmo titular;

II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer


estabelecimento;

III - da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em


depósito fechado, no Estado do transmitente;

IV - da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a represente,


quando a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente;

V - do início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, de


qualquer natureza;

VI - do ato final do transporte iniciado no exterior;

VII - das prestações onerosas de serviços de comunicação, feita por qualquer meio,
inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a
ampliação de comunicação de qualquer natureza;

Nota: quando o serviço for prestado mediante pagamento em ficha, cartão ou


assemelhados, considera-se ocorrido o fato gerador do imposto quando do
fornecimento desses instrumentos ao usuário.

VIII - do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços:

a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa


de incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei complementar
aplicável;

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IX – do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior;

Notas:

1. Após o desembaraço aduaneiro, a entrega, pelo depositário, de mercadoria


ou bem importados do exterior deverá ser autorizada pelo órgão responsável
pelo seu desembaraço, que somente se fará mediante a exibição do
comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho
aduaneiro, salvo disposição em contrário.

2. Na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do exterior antes


do desembaraço aduaneiro, considera-se ocorrido o fato gerador neste
momento, devendo a autoridade responsável, salvo disposição em contrário,
exigir a comprovação do pagamento do imposto.

X - do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior;

XI – da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens importados do exterior


e apreendidos ou abandonados;

XII – da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis líquidos e


gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não
destinados à comercialização ou à industrialização;

XIII - da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em


outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.

BASE DE CÁLCULO

A base de cálculo do ICMS é:

1 - na saída de mercadoria prevista nos itens I, III e IV anteriores, o valor da operação;

2 - na hipótese do item II anterior, o valor da operação, compreendendo mercadoria e


serviço;

3 - na prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de


comunicação, o preço do serviço;

4 - no do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços;

a) o valor da operação, na hipótese de serviços não compreendidos na competência


tributária dos Municípios;

b) o preço corrente da mercadoria fornecida ou empregada, na hipótese de serviços


compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa de
incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei complementar
aplicável;

5 - na hipótese de importação de bens ou mercadorias, a soma das seguintes parcelas:

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a) o valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação;

b) imposto de importação;

c) imposto sobre produtos industrializados;

d) imposto sobre operações de câmbio;

e) quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras;

Notas: 1. O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido


em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do imposto de
importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação
da taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço.

2. O valor fixado pela autoridade aduaneira para base de cálculo do imposto de


importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado.

6 - na hipótese de serviço prestado no exterior, o valor da prestação do serviço,


acrescido, se for o caso, de todos os encargos relacionados com a sua utilização;

7 - no caso da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens importados do


exterior e apreendidos ou abandonados, o valor da operação acrescido do valor dos
impostos de importação e sobre produtos industrializados e de todas as despesas cobradas
ou debitadas ao adquirente;

8 - na hipótese da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis


líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado,
quando não destinados à comercialização ou à industrialização, o valor da operação de que
decorrer a entrada;

9 - na hipótese da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha


iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente, o
valor da prestação no Estado de origem.

SEGUROS, FRETES E OUTRAS DESPESAS ACESSÓRIAS

Integra a base de cálculo do ICMS, inclusive na hipótese de importação:

I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação


para fins de controle;

II - o valor correspondente a:

a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como


descontos concedidos sob condição;

b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e
ordem e seja cobrado em separado.

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SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer título a


responsabilidade pelo seu pagamento, hipótese em que assumirá a condição de substituto
tributário.

Assim temos na legislação 2 modalidades de contribuintes:

1) Contribuinte Substituto: é aquele eleito para efetuar a retenção e/ou recolhimento do


ICMS;

2) Contribuinte Substituído: é aquele que, nas operações ou prestações antecedentes ou


concomitantes é beneficiado pelo diferimento do imposto e nas operações ou prestações
subsequentes sofre a retenção.

A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou


mais operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subsequentes,
inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas
operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em
outro Estado, que seja contribuinte do imposto.

A atribuição de responsabilidade dar-se-à em relação a mercadorias, bens ou serviços


previstos em lei de cada Estado.

Dependência de Convênio e Aplicação

A adoção do regime de substituição tributária em operações interestaduais dependerá de


acordo específico celebrado pelos Estados interessados.

O contribuinte substituto para cálculo e recolhimento do ICMS da substituição tributária


observará as normas da legislação da unidade da Federação de destino da mercadoria.

Exemplo:

Empresa situada no estado do PR, remetendo mercadorias sujeitas à substituição tributária


para SP, deverá observar às disposições da legislação paulista, no que se refere à alíquota,
base de cálculo, margem de valor agregado e demais normas aplicáveis ao recolhimento do
ICMS da substituição tributária.

Base de Cálculo

A base de cálculo, para fins de substituição tributária, será:

I - em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes, o valor da


operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído;

II - em relação às operações ou prestações subsequentes, obtida pelo somatório das


parcelas seguintes:

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a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo


substituído intermediário;

b) o montante dos valores de seguro, de frete e de outros encargos cobrados ou


transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço;

c) a margem de valor agregado, inclusive lucro, relativa às operações ou prestações


subsequentes.

Tratando-se de mercadoria ou serviço cujo preço final a consumidor, único ou máximo,


seja fixado por órgão público competente, a base de cálculo do imposto, para fins de
substituição tributária, é o referido preço por ele estabelecido.

Existindo preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, poderá a lei
estabelecer como base de cálculo este preço.

Valor do ICMS Substituto

O imposto a ser pago por substituição tributária corresponderá à diferença entre o valor
resultante da aplicação da alíquota prevista para as operações ou prestações internas do
Estado de destino sobre a respectiva base de cálculo e o valor do imposto devido pela
operação ou prestação própria do substituto.

Este valor será somado na fatura/duplicata. Portanto, trata-se de um valor a ser cobrado do
adquirente, junto com o valor das mercadorias ou serviços faturados.

Exemplo:

Valor das mercadorias: R$ 1.000,00

Valor do ICMS substituto: R$ 240,00

Valor total da fatura: R$ 1.240,00

Tributação Única

Em relação às operações subsequentes, em razão da sistemática substitutiva do ICMS, as


posteriores operações e prestações internas realizadas pelos contribuintes substituídos não
mais terão recolhimento do ICMS, encerrando-se o ciclo de tributação.

Também não cabe restituição ou cobrança complementar do imposto quando a operação ou


a prestação subsequente à cobrança do ICMS se realizar com valor inferior ou superior
àquele estabelecido – desde que a operação seja realizada dentro do próprio estado do
contribuinte substituído.

Observe que, se a mercadoria for objeto de nova saída interestadual, haverá necessidade de
calcular novamente o ICMS substituição - desde que o Estado destinatário das mercadorias
exija tal procedimento.

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ESPÉCIES DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO ICMS

1 – Sobre Mercadorias

1.1 – Operações anteriores

Nesta hipótese de substituição tributária, a legislação atribui a determinado contribuinte a


responsabilidade pelo pagamento do ICMS em relação às operações anteriores. Nesta
espécie se encontra o diferimento do lançamento do imposto.

1.2 – Operações subsequentes

A ST em relação às operações subsequentes caracteriza-se pela atribuição a determinado


contribuinte (normalmente o primeiro na cadeia de comercialização, o fabricante ou
importador) pelo pagamento do valor do ICMS incidente nas subsequentes operações com
a mercadoria, até sua saída destinada a consumidor ou usuário final (artigo 6º, parágrafo 1º,
da Lei Complementar 87/1996).

1.2 – Operações concomitantes

Esta espécie de Substituição Tributária caracteriza-se pela atribuição da responsabilidade


pelo pagamento do imposto a outro contribuinte, e não àquele que esteja realizando a
operação ou prestação de serviço, concomitantemente à ocorrência do fato gerador. Nesta
espécie se encontra a Substituição Tributária dos serviços de transportes de cargas.

2 – Sobre serviço de transportes

O ICMS sobre o serviço de transporte é devido ao local do início da prestação.

Considerando este fato, as Unidades da Federação, por intermédio do Convênio ICMS


25/1990, estabeleceram que, por ocasião da prestação de serviço de transporte de carga por
transportador autônomo ou por empresa transportadora de outra Unidade da Federação não
inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação, a responsabilidade
pelo pagamento do ICMS devido poderá ser atribuída :

a) – ao alienante ou remetente da mercadoria, exceto se produtor rural ou microempresa,


quando contribuinte do ICMS;

b) – ao destinatário da mercadoria, exceto se produtor rural ou microempresa, quando


contribuinte do ICMS, na prestação interna;

c) – ao depositário da mercadoria a qualquer título, na saída da mercadoria ou bem


depositado por pessoa física ou jurídica.

CONTRIBUINTES

Contribuinte Substituto

É o responsável pela retenção e recolhimento do imposto incidente em operações ou


prestações antecedentes, concomitantes ou subsequentes, inclusive do valor decorrente da

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diferença entre as alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações de destinem


mercadorias e serviços à consumidor final. Em regra geral será o fabricante ou importador
no que se refere às operações subsequentes.

Contribuinte Substituído

É aquele que tem o imposto devido, relativo às operações e prestações de serviços, pago
pelo contribuinte substituto.

RESPONSÁVEL

O contribuinte que receber, de dentro ou de fora do Estado, mercadoria sujeita à


substituição tributária, sem que tenha sido feita a retenção total na operação anterior, fica
solidariamente responsável pelo recolhimento do imposto que deveria ter sido retido.

Na hipótese de responsabilidade tributária em relação às operações ou prestações


antecedentes, o imposto devido pelas referidas operações ou prestações será pago pelo
responsável quando:

a) – da entrada ou recebimento da mercadoria ou serviço;

b) – da saída subsequente por ele promovida, ainda que isenta ou não tributada;

c) – ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a ocorrência do fato determinante


do pagamento do imposto.

NOTA FISCAL

A nota fiscal emitida pelo contribuinte substituto conterá, além das indicações exigidas
pela legislação, o valor que serviu de base de cálculo para a retenção e o valor do imposto
retido. A falta dessas informações implica exigência do imposto nos termos que dispuser a
legislação da Unidade Federada de destino.

Restituição

A restituição do ICMS, quando cobrado sob a modalidade da substituição tributária, se


efetivará quando não ocorrer operação ou prestação subsequente à cobrança do
mencionado imposto, ou forem às mesmas não tributadas ou não alcançadas pela
substituição tributária (Convênio ICMS 13/1997).

É assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do valor do imposto pago


por força da substituição tributária, correspondente ao fato gerador presumido que não se
realizar.

Formulado o pedido de restituição e não havendo deliberação no prazo de noventa dias, o


contribuinte substituído poderá se creditar, em sua escrita fiscal, do valor objeto do pedido,
devidamente atualizado segundo os mesmos critérios aplicáveis ao tributo.

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Havendo decisão contrária irrecorrível, o contribuinte substituído, no prazo de quinze dias


da respectiva notificação, procederá ao estorno dos créditos lançados, também
devidamente atualizados, com o pagamento dos acréscimos legais cabíveis.

Exemplo de Cálculo:

Determinada empresa vende mercadorias sujeitas à substituição tributária do ICMS, no


valor de R$ 1.000,00, para atacadista situado em outro estado da federação.

O preço de venda, fixado a varejo, para o lote das mercadorias, é de R$ 2.000,00. A Lei
estadual da unidade de federação de destino das mercadorias fixa a base de cálculo como o
preço final sugerido a consumidor pelo fabricante.

A alíquota interestadual é de 12%.

A alíquota interna do estado destinatário das mercadorias é 18%.

Teremos então:

1. Base de cálculo da substituição tributária: R$ 2.000,00

2. ICMS total = alíquota interna x base de cálculo = 18% x R$ 2.000,00 = R$


360,00.

3. ICMS já destacado em nota fiscal pelo vendedor = R$ 1.000,00 x 12% = R$


120,00.

4. (2 - 3) = ICMS substituto a cobrar do adquirente-atacadista = R$ 360,00 –


R$ 120,00 = R$ 240,00.

Base: artigos 6º a 10º da LC 87/1996.

Operações Interestaduais já Tributadas Anteriormente

Nas operações interestaduais entre contribuintes do ICMS com mercadorias já alcançadas


pela substituição tributária, o contribuinte que der a nova saída interestadual terá direito ao
ressarcimento do imposto retido na operação anterior, devendo, para tanto, emitir uma nota
fiscal exclusiva para esse fim, em nome do estabelecimento fornecedor que tenha retido
originalmente o imposto.

A nota fiscal emitida para fim de ressarcimento deverá ser visada pelo órgão fazendário em
cuja circunscrição localiza-se o contribuinte substituído, acompanhada de relação
discriminando as operações interestaduais. A critério do fisco de cada unidade federada, a
referida relação poderá ser exigida em meio magnético.

O estabelecimento fornecedor, de posse da nota fiscal, poderá deduzir o valor do imposto


retido, do próximo recolhimento à unidade federada do contribuinte que tiver direito ao
ressarcimento. Ou seja, na próxima operação, o valor a ser retido do contribuinte a ser
ressarcido será deduzido daquela parcela anteriormente retida.

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FORMA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO

O imposto retido pelo contribuinte substituto deverá ser recolhido por meio da Guia
Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais - GNRE, em agência do banco oficial da
Unidade Federada destinatária, ou na sua falta, em agência de qualquer banco oficial
signatário do Convênio patrocinado pela Associação Brasileira dos Bancos Comerciais
Estaduais - ASBACE, localizada na praça do estabelecimento remetente, em conta
especial, a crédito do Governo em cujo território se encontra estabelecido o adquirente das
mercadorias, ou, ainda, na falta deste, em agência de banco credenciado pela Unidade
Federada interessada.

Deverá ser utilizada GNRE especifica para cada Convênio ou Protocolo, sempre que o
contribuinte substituto operar com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária
regido por normas diversas.

O contribuinte substituto para cálculo e recolhimento do ICMS da substituição tributária


observará as normas da legislação da unidade da Federação de destino da mercadoria.

ENVIO DE INFORMAÇÕES

O estabelecimento que efetuar retenção do imposto remeterá à Secretaria de Fazenda,


Finanças ou Tributação das unidades da Federação de destino, mensalmente:

a) arquivo magnético com registro fiscal das operações interestaduais efetuadas no mês
anterior, ou com seus registros totalizadores zerados, no caso de não terem sido efetuadas
operações no período, inclusive daquelas não alcançadas pelo regime de substituição
tributária, em conformidade com a cláusula oitava do Convênio ICMS 57/1995, até o dia
15 (quinze) do mês subsequente ao da realização das operações;

b) Guia Nacional de Informação e Apuração do ICMS - Substituição Tributária (GIA-ST),


em conformidade com o parágrafo único da cláusula oitava e cláusula décima do Ajuste
SINIEF 04/1993.

O arquivo magnético acima substitui o exigido pela cláusula oitava do Convênio ICMS
57/1995, desde que inclua todas as operações citadas, mesmo que não realizadas sob o
regime de substituição tributária.

Bases legais: CF, artigo 150, § 7º, LC 87/1996, Convênio ICMS 81/1993 e os citados no
texto.

LOCAL DA OPERAÇÃO OU DA PRESTAÇÃO

É imprescindível que o local da operação ou da prestação estejam corretamente


determinados, para que o imposto seja atribuído ao Estado onde tal local ocorra.

Temos então, para os efeitos da cobrança do imposto e definição do estabelecimento


responsável, a atribuição do local da seguinte forma:

MERCADORIAS OU BENS

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Tratando-se de mercadoria ou bem o local da operação será:

 o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do fato


gerador;

 onde se encontre, quando em situação irregular pela falta de documentação


fiscal ou quando acompanhado de documentação inidônea, como dispuser a
legislação tributária;

 o do estabelecimento que transfira a propriedade, ou o título que a


represente, de mercadoria por ele adquirida no País e que por ele não tenha
transitado;

 importado do exterior, a do estabelecimento onde ocorrer a entrada física;

 importado do exterior, o do domicílio do adquirente, quando não


estabelecido;

 aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria


ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados;

 o do Estado onde estiver localizado o adquirente, inclusive consumidor


final, nas operações interestaduais com energia elétrica e petróleo, lubrificantes
e combustíveis dele derivados, quando não destinados à industrialização ou à
comercialização;

 o do Estado de onde o ouro tenha sido extraído, quando não considerado


como ativo financeiro ou instrumento cambial;

 o de desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e


moluscos.

SERVIÇOS DE TRANSPORTE

Tratando-se de prestação de serviço de transporte, o local da prestação será:

 onde tenha início a prestação;

 onde se encontre o transportador, quando em situação irregular pela falta de


documentação fiscal ou quando acompanhada de documentação inidônea, como
dispuser a legislação tributária;

 o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese da utilização, por


contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não
esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.

SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO ONEROSO

Tratando-se de prestação onerosa de serviço de comunicação, o local de prestação será:

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 o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem, assim


entendido o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação
e recepção;

 o do estabelecimento da concessionária ou da permissionária que forneça


ficha, cartão, ou assemelhados com que o serviço é pago;

 o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese da utilização, por


contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não
esteja vinculada a operação ou prestação subsequente;

 o do estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando prestado


por meio de satélite;

 onde seja cobrado o serviço, nos demais casos.

SERVIÇOS PRESTADOS OU INICIADOS NO EXTERIOR

Tratando-se de serviços prestados ou iniciados no exterior, o local da prestação é o do


estabelecimento ou do domicílio do destinatário.

NÃO CUMULATIVIDADE DO IMPOSTO

O imposto é não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa
à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou
por outro Estado.

É assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado


em operações de que tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no
estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo permanente, ou
o recebimento de serviços de transporte interestadual e intermunicipal ou de comunicação
(artigo 20 da Lei Complementar 87/1996).

Exemplo:

Total do ICMS devido pelo sujeito passivo: R$ 50.000,00

Valor do imposto anteriormente cobrado, decorrentes de entradas de mercadorias R$


10.000,00.

Valor do ICMS a pagar: R$ 50.000,00 – R$ 10.000,00 = R$ 40.000,00

VEDAÇÃO DE CRÉDITO

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Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de serviços resultantes


de operações ou prestações isentas ou não tributadas, ou que se refiram a mercadorias ou
serviços alheios à atividade do estabelecimento. Salvo prova em contrário, presumem-se
alheios à atividade do estabelecimento os veículos de transporte pessoal.

É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a prestação de


serviços a ele feita:

I – para integração ou consumo em processo de industrialização ou produção rural, quando


a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto, exceto se
tratar-se de saída para o exterior;

II – para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a prestação


subsequente não forem tributadas ou estiverem isentas do imposto, exceto as destinadas ao
exterior.

Veja também o tópico ICMS – Restrições aos Créditos.

ESTORNO DE CRÉDITO

O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado sempre que
o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:

I – for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta
circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;

II – for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do


produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;

III – vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;

IV – vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.

NÃO APLICAÇÃO DE ESTORNO

Até 31.12.2005, não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a
ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior.

E, a partir de 01.01.2006, por força da LC 120/2005, não se estornam créditos referentes a


mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações ou prestações destinadas ao
exterior ou de operações com o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.

PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO

O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos contados da data
de emissão do documento (parágrafo único do artigo 23 da LC 87/1996).

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ICMS – Teoria e Prática © 29

Exemplo:

A nota fiscal de aquisição das mercadorias foi emitida em 16.11.20x0. Na ocasião, por um
lapso da escrita fiscal do adquirente, a mesma não foi lançada no registro de entradas, e por
conseguinte, não foi creditado o ICMS respectivo.

Se, até 16.11.20x6 (5 anos passados da emissão da nota fiscal) o adquirente não efetuar o
lançamento de crédito extemporâneo, o respectivo direito deixará de existir.

LIQUIDAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES

As obrigações consideram-se liquidadas por compensação até o montante dos créditos


escriturados no mesmo período mais o saldo credor de períodos ou períodos anteriores, se
for o caso.

Exemplo:

Contribuinte apurou débito total de ICMS no período de R$ 100.000,00. Tinha um saldo


credor acumulado, do período anterior, de R$ 10.000,00. No período de apuração, teve R$
50.000,00 de créditos. A liquidação ocorrerá no valor de:

Débito Total no Período de Apuração R$ 100.000,00

Saldo Credor do Período Anterior R$ 10.000,00

Créditos do Período de Apuração R$ 50.000,00

Saldo do ICMS a pagar R$ 40.000,00

Se o montante dos créditos superar os dos débitos, a diferença será transportada para o
período seguinte.

SALDOS CREDORES ACUMULADOS

Saldos credores acumulados por estabelecimentos que realizem operações e prestações de


exportações para o exterior podem ser, na proporção que estas saídas representem do total
das saídas realizadas pelo estabelecimento:

I - imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;

II - havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros


contribuintes do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de
documento que reconheça o crédito.

Base: artigo 25, § 1º da LC 87/1996.

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VEDAÇÃO DE TRANSFERÊNCIAS

Em decorrência da briga entre Governo Federal e Governos Estaduais, pelo repasse das
perdas de arrecadação decorrentes da desoneração das exportações, os últimos resolveram
não autorizar novas transferências de créditos de ICMS acumulados em decorrência da
desoneração das exportações, a partir de 26.10.2005, mediante a publicação do malfadado
Protocolo ICMS 30/2005.

Lamentável, em todos os aspectos, a atitude dos governos envolvidos. Demonstra a falta de


sensibilidade na gestão pública para o desenvolvimento e crescimento de nossa economia
exportadora, que tantos empregos gera e traz tantas divisas para o país.

Os governos voltaram à sensatez, e em 23.12.2005 foi publicado no DOU o Protocolo


CONFAZ 40/2005, revogando a restrição. Entretanto, temos conhecimento que vários
estados estão aplicando limites às transferências.

Aos contribuintes lesados só resta a alternativa de recorrer ao judiciário, buscando


resguardar seus direitos líquidos e certos, previstos no artigo 25, § 1º da LC 87/1996.

FORMAS DIFERENCIADAS DE APURAÇÃO

Em substituição ao regime de apuração genérico por período, a lei estadual poderá


estabelecer em relação ao ICMS:

I - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço dentro de
determinado período;

II - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço em cada
operação;

III - que, em função do porte ou da atividade do estabelecimento, o imposto seja pago


em parcelas periódicas e calculado por estimativa, para um determinado período,
assegurado ao sujeito passivo o direito de impugná-la e instaurar processo contraditório.

Na hipótese do item III, ao fim do período, será feito o ajuste com base na escrituração
regular do contribuinte, que pagará a diferença apurada, se positiva; caso contrário, a
diferença será compensada com o pagamento referente ao período ou períodos
imediatamente seguintes.

A inclusão de estabelecimento no regime de que trata o item III não dispensa o sujeito
passivo do cumprimento de obrigações acessórias.

Base: artigo 26 da LC 87/1996.

SIMPLES NACIONAL

Em regra a alíquota do ICMS devido pelas empresas optantes pelo Simples Nacional é
englobada no respectivo percentual de recolhimento. No entanto há exceções que precisam
ser consideradas, pois o referido regime não contempla o ICMS:

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a) nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição tributária;

b) por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da legislação estadual ou
distrital vigente;

c) na entrada, no território do Estado ou do Distrito Federal, de petróleo, inclusive


lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, bem como energia elétrica,
quando não destinados à comercialização ou industrialização;

d) por ocasião do desembaraço aduaneiro;

e) na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria desacobertada de documento


fiscal;

f) na operação ou prestação desacobertada de documento fiscal;

g) nas operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do


recolhimento do imposto, nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal:

1. com encerramento da tributação; e

2. sem encerramento da tributação, hipótese em que será cobrada a diferença entre a


alíquota interna e a interestadual, sendo vedada a agregação de qualquer valor;

h) nas aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens ou mercadorias, não


sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto, relativo à diferença entre a
alíquota interna e a interestadual.

Nota: A diferença entre a alíquota interna e a interestadual será calculada tomando-se por
base as alíquotas aplicáveis às pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional.

O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento do Simples, as


receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária e tributação
concentrada em uma única etapa (monofásica), bem como, em relação ao ICMS
antecipação tributária, com encerramento de tributação.

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTAS

No Simples Nacional, com relação ao ICMS, o respectivo diferencial de alíquotas


interestaduais será devido observando a legislação aplicável às demais pessoas jurídicas.
Este valor será calculado pela diferença entre a alíquota interna e interestadual, nas
aquisições em outros Estados e Distrito Federal, nos termos da legislação estadual ou
distrital.

Base legal: inciso XIII, parágrafo 1º, do artigo 13 da Lei Complementar 123/2006.

Exemplo 1

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A Empresa X, estabelecida no Paraná, efetuou a compra, para consumo, de uma


determinada mercadoria da Empresa Y com sede no estado de Santa Catarina, no valor de
R$ 100.000,00.

ICMS destacado na NF: R$ 12.000,00 = (R$ 100.000,00 x 12%)

ICMS alíquota interna PR: R$ 18.000,00 = (R$ 100.000,00 x 18%)

Diferencial de alíquota: R$ 6.000,00 = (R$ 18.000,00 – R$ 12.000,00)

O valor de R$ 6.000,00 deve ser recolhido ao estado do Paraná em guia própria e


obedecendo aos preceitos da legislação estadual, como data de vencimento e código de
recolhimento.

Exemplo 2

A Empresa A, estabelecida no Espírito Santo, efetuou a compra de um bem para o seu


imobilizado diretamente da Empresa B com sede no estado de São Paulo, pelo valor de R$
100.000,00.

ICMS destacado na NF: R$ 7.000,00 = (R$ 100.000,00 x 7%)

ICMS alíquota interna ES: R$ 17.000,00 = (R$ 100.000,00 x 17%)

Diferencial de alíquota: R$ 10.000,00 = (R$ 17.000,00 – R$ 7.000,00)

O valor de R$ 10.000,00 deve ser recolhido ao estado do Espírito Santo em guia própria e
obedecendo aos preceitos da legislação estadual, como data de vencimento e código de
recolhimento.

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Pessoa Jurídica Substituída (Compradora)

Nos termos do artigo 3º da Resolução CGSN 51/2008, as ME e as EPP optantes pelo


Simples Nacional, na condição de substituídas tributariamente, deverão tratar
separadamente as receitas decorrentes da revenda de mercadorias sujeitas a substituição
tributária - ST. A partir de 01.01.2012 tais disposições foram consolidadas através do artigo
25 da Resolução CGSN 94/2011.

Portanto, o contribuinte deverá informar essas receitas destacadamente de modo que o


aplicativo de cálculo (PGDAS) as desconsidere da base de cálculo dos tributos objeto de
substituição (no caso de a ME ou EPP se encontrar na condição de substituída tributária).

Ressalte-se, porém, que essas receitas continuam fazendo parte da base de cálculo dos
demais tributos abrangidos pelo Simples Nacional, desde que estes também não estejam
abrangidos por regime de tributação diferenciado, o que geralmente ocorre com o PIS e a
Cofins.

Exemplo

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A farmácia XYZ adquire diversos medicamentos diretamente da distribuidora para


revenda, sendo tais medicamentos sujeitos a substituição tributária - ST do ICMS, ou seja,
o imposto já foi integralmente calculado e recolhido pelo fabricante, na origem.

Adicionalmente a Farmácia comercializa alguns outros itens não abrangidos pela


sistemática da ST, portanto sobre a comercialização destes itens o ICMS será devido na
forma do Simples Nacional.

Então teríamos:
- Comercialização de itens sujeitos a ST: R$ 10.000,00
- Faturamento total da Farmácia no mês: R$ 14.000,00
- Base tributável na forma do Simples Nacional: R$ 4.000,00

O valor de R$ 10.000,00 deverá ser informado no campo específico do PGDAS para se


obter o efeito desejado, que é o não recolhimento duplicado de ICMS sobre esta parcela.

Pessoa Jurídica Substituta (Vendedora)

Estando a optante na condição de substituta tributária, as receitas relativas às operações


próprias decorrentes da revenda de mercadorias e venda de mercadorias por ela
industrializadas, sujeitas a substituição tributária, deverão ser normalmente incluídas
dentre as receitas tributáveis.

Nas operações com mercadorias sujeitas à substituição tributária o substituto tributário


optante deverá recolher à parte do Simples Nacional o ICMS devido por substituição. O
ICMS próprio, por sua vez, deverá ser recolhido dentro do Simples Nacional.

Em relação ao ICMS devido por responsabilidade tributária, a partir de 01/01/2009 o valor


do imposto devido por substituição tributária corresponderá à diferença entre:
1) o valor resultante da aplicação da alíquota interna do ente detentor da competência
tributária sobre o preço máximo de venda a varejo fixado pela autoridade competente ou
sugerido pelo fabricante, ou sobre o preço a consumidor usualmente praticado ou, ainda,
avaliado por meio da aplicação de uma margem de valor agregado, na forma do § 3º do
artigo 28 da Resolução CGSN 94/2011; e

2) o valor resultante da aplicação, sobre o valor da operação ou prestação própria do


substituto tributário:

a) da alíquota de 7%, no caso de operações realizadas entre 01.01.2009 e 31.07.2009;

b) da alíquota interna ou interestadual, conforme o caso, na hipótese de operações


realizadas a partir de 01.08.2009.

Para operações realizadas até 31.12.2008, o cálculo do valor do imposto devido por
substituição tributária deverá observar a legislação editada pelos Estados/DF, então
vigente.

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Na hipótese de inexistência de preços de venda pré-determinados, portanto havendo a


necessidade de fazer uso da Margem de Valor Agregado - MVA, o substituto tributário
calculará o ICMS aplicando a seguinte fórmula:

[base de cálculo x (1,00 + MVA) x alíquota interna] - dedução, onde:

I – "base de cálculo" é o valor da operação própria realizada pela ME ou EPP substituta


tributária;

II – "MVA" é a margem de valor agregado, divulgada pelo ente detentor da respectiva


competência tributária (em operações interestaduais prevalece a legislação do estado de
destino);

III – "alíquota interna" é a do ente detentor da respectiva competência tributária (em


operações interestaduais prevalece a legislação do estado de destino)

IV – "dedução" é o valor resultante da aplicação da alíquota interna ou interestadual sobre


o valor da operação ou prestação própria do substituto tributário.

Exemplo

Dados:

Base de Cálculo (valor de venda do produto X): R$ 10.000,00


Margem de Valor Agregado – MVA para esse item: 40% => 0,40
Alíquota utilizada: 18%
Dedução (R$ 10.000,00 x 18%): R$ 1.800,00
Lançando os dados na fórmula [base de cálculo x (1,00 + MVA) x alíquota interna] –
dedução, temos: [R$ 10.000,00 x(1+0,40)x18%] - R$ 1.800,00 = R$ 720,00

Portanto, no caso, o ICMS ST será de R$ 720,00. Lembrando que este imposto será devido
e recolhido ao estado de destino do produto vendido.
Importante reiterar que o contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de
pagamento do Simples, as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a
substituição tributária e tributação concentrada em uma única etapa (monofásica).

ANTECIPAÇÃO DO IMPOSTO EM AQUISIÇÕES INTERESTADUAIS

Muitos Estados exigem do contribuinte o recolhimento do ICMS nas aquisições


interestaduais, no momento da entrada da mercadoria em seu território.

Cabe destacar que não está incluído no Simples Nacional, o ICMS devido nas operações
com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto,
nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal:

a) com encerramento da tributação;

b) sem encerramento da tributação, hipótese em que será cobrada a diferença entre a


alíquota interna e a interestadual, sendo vedada a agregação de qualquer valor.

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A diferença entre a alíquota interna e a interestadual será calculada tomando-se por base as
alíquotas aplicáveis às pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional.

O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento do Simples, as


receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas ao ICMS antecipação tributária, com
encerramento de tributação.

A “GUERRA FISCAL”

Vários Estados, no afã de atrair investimentos, produzem uma legislação de incentivo,


tendo como base determinados benefícios, especialmente na área do ICMS.

Obviamente que não se deve repudiar tais esforços, mas, aguçados pela politicagem e pela
má gestão de recursos públicos – tais ações tem resultado num efeito pernicioso – chamado
vulgarmente de “guerra fiscal”.

Trata-se de uma disputa predatória, a qualquer custo, pelos investimentos privados, entre
os Estados da federação.

O nível da guerra está tão baixo que os Estados do Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, representados pelos seus
respectivos Secretários da Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação, celebraram o
Protocolo ICMS 19/2004 publicado em 12.04.2004.

Referido instrumento dispõe sobre a vedação da apropriação de crédito do ICMS nas


entradas decorrentes de operações interestaduais, de mercadorias cujos remetentes estejam
beneficiados com incentivos fiscais concedidos em desacordo com a legislação de regência
do imposto.

O Protocolo estabelece que o crédito do ICMS correspondente à entrada de mercadoria ou


recebimento de serviço em estabelecimento localizado nesses estados, remetida, a qualquer
título, ou prestada por contribuinte que se beneficie de incentivos concedidos nas
atividades comerciais e de prestação de serviços em desacordo com a Lei Complementar
24/1975, somente será admitido até o montante em que o imposto tenha sido efetivamente
cobrado pela unidade da federação de origem.

Ou seja: a fiscalização dos estados poderá “desqualificar” os créditos do ICMS, a um


contribuinte situado em seu território, porque houve incentivo fiscal concedido a outro
contribuinte, em outro estado! Onde está a segurança jurídica em nosso país? Que
descalabro mais os entes tributantes farão sobre os contribuintes?

A título de esclarecimento ao destinatário ou tomador, conforme o caso, a fiscalização


poderá informar no documento fiscal que acobertar a operação ou a prestação, a vedação
ao creditamento do imposto relativo à operação ou prestação e/ou a parcela que este está
autorizado a se creditar ou a deduzir. A falta da informação no documento da operação
ou prestação, entretanto, não autoriza o destinatário a se creditar do ICMS destacado
em desacordo com os preceitos do Protocolo. É um verdadeiro absurdo, típico de
legislação autoritária. Onde estão os direitos do contribuinte? Quem defenderá a
legitimidade neste país? Até onde o terrorismo fiscal irá comprometer nosso crescimento
econômico?

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ICMS – Teoria e Prática © 36

As unidades signatárias do presente protocolo obrigam-se mutuamente, ainda, a


disponibilizar informações sobre os contribuintes envolvidos e as operações ou prestações
interestaduais nas situações nele definidas.

O Protocolo entrou em vigor em 12 de abril de 2004 e teria vigência por prazo


indeterminado, podendo ser denunciado por qualquer das partes signatárias, desde que as
outras sejam cientificadas com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias.

Diante da gritaria geral, referido Protocolo foi tornado sem efeito pelo Despacho 02/2004
do CONFAZ. Entretanto, as bases da restrição continuam válidas, pois sua origem é a Lei
Complementar 24/1975, recepcionada pela Constituição Federal de 1988 - artigo 155,
parágrafo 2º inciso XII, letra "g".

Nesta obra, não estou questionando a validade ou não da restrição do crédito, mas da
punição sofrida por aquele que, sem ciência, adquire mercadorias em outro estado, sem
dar-se conta de que existe empecilhos ao crédito do ICMS. Assim, um determinado
contribuinte pode sofrer penas de "sonegador", por se creditar de algo que acreditava ser
legítimo!

É dever do estado (e não do contribuinte) controlar tais abusos, fazendo a necessária


publicidade para que inocentes não venham ser vítimas da guerra fiscal.

Resta um apelo ás autoridades dos estados signatários: tenham mais respeito aos seus
contribuintes e procurem legislar com mais justiça! Se querem acabar com a guerra fiscal,
acertem os ponteiros entre si, mas não joguem a culpa sob as costas dos contribuintes!

São Paulo publica a sua “Lista Negra”

O Estado de São Paulo, visando coibir a tomada de crédito pelos contribuintes, através do
Comunicado CAT 36/2004, por entender que a guerra fiscal o estava prejudicando,
restringiu o aproveitamento de crédito do ICMS ao montante efetivamente cobrado,
descontados os incentivos fiscais concedidos pelos Estados de origem.

A “Lista Negra” paulista inclui os seguintes incentivos e benefícios de outros Estados:

MINAS GERAIS

Programas que instituem benefícios de caráter geral ou destinados a determinados setores


econômicos. Financiamentos vinculados ao ICMS - ADIN nº 2561-9.

PARANÁ

Produtos de informática; Produtos do abate de aves, gado, coelho; Insumos para a


fabricação - ADIN nº 2155-9 e crédito outorgado de 7% para abate de aves, gado bovino,
bubalino ou suíno, industrialização de pescados. Crédito em operações interestaduais com
bobinas e tiras de aço, produtos de informática e automação; Redução de base de cálculo
em operações interestaduais com farinha de trigo - ADIN nº 2548-1.

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O Decreto PR 2.131/2008 lista diversas vedações de créditos, por estado de origem da


mercadoria. Entre os da “lista negra” paranaense, estão mercadorias vindas do ES, SE, RN,
RO, SC, RS, CE, PE, SP, RJ, TO, DF, GO, BA e MT.

RIO DE JANEIRO

Indústria e Agroindústria - ADIN nº 1179-1.

BAHIA

Cobre e derivados do cobre - ADIN nº 2157-5 e Produtos de informática eletrônica e


telecomunicação - ADIN nº. 2156-7.

DISTRITO FEDERAL

Atacadistas e Distribuidores; Empreendimentos do PRO-DF - Financiamento de 70% do


ICMS - ADIN nº 2440-0 e 2543-0.

GOIÁS

Programas de concessão de incentivos fiscais e financeiros denominados Fomentar ou


Produzir e todos os demais programas deles decorrentes - ADIN 2441-8.

MATO GROSSO DO SUL

Setor industrial - Programa de concessão de incentivos fiscais e financeiros denominado


PROAÇÃO e todos os programas dele decorrentes - ADIN nº 2439-6.

Em relação aos demais incentivos, o Comunicado CAT nº 36/2004 no seu anexo II,
exemplifica os benefícios fiscais dos Estados que não foram autorizados por convênio e
que estão sujeitos à glosa de créditos fiscais do ICMS:

AMAZONAS

Programa Geral de Incentivos Fiscais - Política Estadual de Incentivos Fiscais e


Extrafiscais - Financiamento, renúncias fiscais e créditos presumidos de até 100% do valor
do imposto devido, concedidos por produto e região do Estado;

BAHIA

Atacadistas:

a) de leite e seus derivados (Crédito presumido de 16,667% do valor do imposto incidente


nas operações interestaduais);

b) de farinhas, amidos e féculas (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

c) de frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos (crédito presumido


de 16,667% do valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

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d) de aves vivas e ovos (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto incidente nas
operações interestaduais);

e) de carnes e produtos de carnes (Crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

f) de pescados e frutos do mar (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

g) de massas alimentícias em geral (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

h) de outros produtos alimentícios (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

i) de máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos de uso pessoal e doméstico (crédito


presumido de 16,667% do valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

j) de aparelhos eletrônicos de uso pessoal e doméstico (crédito presumido de 16,667% do


valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

k) de produtos de higiene pessoal (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto


incidente nas operações interestaduais);

l) de Cosméticos e produtos de perfumaria (crédito presumido de 16,667% do valor do


imposto incidente nas operações interestaduais até 28/05/2003);

m) de produtos de higiene, limpeza e conservação domiciliar (crédito presumido de


16,667% do valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

n) de produtos de higiene, limpeza e conservação domiciliar, com atividade de


fracionamento e acondicionamento associada (crédito presumido de 16,667% do valor do
imposto incidente nas operações interestaduais);

o) de artigos de escritório e papelaria; papel, papelão e seus artefatos (crédito presumido de


16,667% do valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

p) de móveis (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto incidente nas operações


interestaduais);

q) de embalagens (crédito presumido de 16,667% do valor do imposto incidente nas


operações interestaduais);

r) de equipamentos de informática e comunicação (crédito presumido de 16,667% do valor


do imposto incidente nas operações interestaduais)

s) de mercadoria em geral sem predominância de artigos para uso na agropecuária (crédito


presumido de 16,667% do valor do imposto incidente nas operações interestaduais);

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- Componentes, partes e peças destinados à fabricação de produtos de informática,


eletrônica e telecomunicações importados-crédito presumido de 70,834% do valor do
ICMS incidente nas saídas interestaduais;

- Artigos esportivos importados - crédito presumido de 55% do valor do ICMS incidente


nas saídas interestaduais.

DISTRITO FEDERAL

- Atacadista ou distribuidor:

a) de biscoitos do tipo Água e Sal, Cream Craker, Maisena e Maria; café torrado e moído;
creme vegetal; margarina; halvarina; polvilho; açúcar refinado e cristal; alho; arroz; leite
tipo C; leite em pó; macarrão tipo comum; farinha de mandioca; feijão; óleo de soja;
extrato de tomate, concentrado ou simples concentrado; pão francês de 50g; sal de cozinha;
fubá de milho; rapadura; água sanitária; papel higiênico; sabonete, exceto os glicerinados,
hidratante ou adicionados de óleos especiais; sabão em barra. (crédito presumido de 11%
sobre o montante das operações interestaduais);

b) de animais vivos das espécies: bovinos, bufalinos, caprinos, coelhos, ovinos, rãs, suínos,
aves, bem como as carnes, os produtos e os subprodutos comestíveis resultantes do abate
desses animais, e pescado. (crédito presumido de 10% sobre o montante das operações
interestaduais) Obs.: para carnes, pescados e seus derivados, no período de 23/06/99 a
19/12/99, crédito presumido de 11%;

c) de bebidas não sujeitas ao regime de substituição tributária. (crédito presumido de 9,5%


sobre o montante das operações interestaduais);

d) ou distribuidor de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária (crédito


presumido de 9,5% sobre o montante das operações interestaduais);

e) de produtos farmacêuticos constantes do Convênio ICMS 76/94. (crédito presumido de


10% sobre o montante das operações interestaduais);

f) de outros produtos de higiene e limpeza não enquadrados no subitem "e" acima (crédito
presumido de 9,5% sobre o montante das operações interestaduais);

g) de outros produtos do gênero alimentício, exceto carnes, pescados e seus derivados


(crédito presumido de 10,5% sobre o montante das operações interestaduais);

h) de móveis e mobiliário médico cirúrgico (crédito presumido de 9,5% sobre o montante


das operações interestaduais)

i) de vestuário e seus acessórios (crédito presumido de 9,5% sobre o montante das


operações interestaduais);

j) de artigos de papelaria (crédito presumido de 9,5% sobre o montante das operações


interestaduais);

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k) de produtos de perfumaria e cosméticos (crédito presumido de 9,5% sobre o montante


das operações interestaduais);

l) de material de construção (crédito presumido de 11% sobre o montante das operações


interestaduais);

m) de papel - códigos NBM-SH 4802, 4804, 4807, 4809, 4810, 4811, 4817 e 4823, (crédito
presumido de 10,5% sobre o montante das operações interestaduais);

n) de produtos da indústria de informática e automação e suporte físico e programa de


computadores, quando não seja elaborado sob encomenda, exceto jogos (crédito presumido
de 11% sobre o montante das operações interestaduais); e,

o) de outras mercadorias não relacionadas nos acima (crédito presumido de 9,5% sobre o
montante das operações interestaduais).

ESPÍRITO SANTO

Qualquer mercadoria, exceto café, energia elétrica, lubrificantes, combustíveis,


mercadorias para consumidor final e aquelas sujeitas à substituição tributária promovidas
por estabelecimento comercial atacadista estabelecido no estado. (crédito presumido de
11% do valor da operação nas saídas interestaduais);

GOIÁS

Estabelecimento de comércio atacadista que destine mercadoria para comercialização,


produção ou industrialização (crédito presumido, no período de 21/11/94 a 31/07/2000, de
2%, e a partir de 01/08/2000 de 3%);

MATO GROSSO DO SUL

Mercadoria recebida de estabelecimento atacadista (CAE 40.100, 40.130, 40.410, 40.804,


40.902 e 41.070 (crédito presumido de 2%) Obs.: Dependente de autorização, que pode
excluir determinada mercadoria;

PERNAMBUCO:

a) Comércio atacadista de produtos importados - (crédito presumido de 47,5% a 52,5%);

b) Central de distribuição - (crédito presumido de 3% a 8%);

c) Produtos alimentícios, de limpeza, de higiene e bebidas (crédito presumido de 3,25% a


19,25% aplicáveis sobre o valor de aquisição dos produtos por estabelecimento atacadista
pernambucano);

RIO DE JANEIRO:

a) Tecidos, calçados, bolsas, lingerie, roupas em geral e bijuterias (crédito presumido de


10% do ICMS incidente nas vendas decorrentes do lançamento de novas coleções às

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indústrias de fiação e tecelagem e do setor de moda e confecções - de 22/09/2000 a


31/12/2002);

b) Atacadistas e Centrais de Distribuição - Rio Logística (crédito presumido de 2% sobre o


valor das vendas interestaduais realizadas pelas empresas beneficiárias - Crédito presumido
de 2% sobre o valor das entradas interestaduais a título de compra ou transferência);

c) Importadores - Rio Portos - Financiamento vinculado ao ICMS - até 9% do valor da


importação (Lei nº. 4.184/03) e Termo de Acordo de Regime Especial;

d) Geral - Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social - FUNDES Financiamento


vinculado ao ICMS (Lei nº. 2.823/97, Decreto 23.012/97) e Termo de Aprovação de
Ingresso no Programa);

e) Geral - Programa de Atração de Estruturantes - RIO INVEST Financiamento vinculado


ao ICMS (Decreto nº. 23.012/97) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

f) Petróleo e Derivados - Programa Setorial de Desenvolvimento da Indústria do Petróleo


no estado do Rio de Janeiro - RIOPETRÓLEO Financiamento vinculado ao ICMS
(Decreto nº. 24.270/98) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

g) Plástico e Resinas Plásticas - Programa de Desenvolvimento da Indústria de


Transformação de Resinas Petroquímicas - RIOPLAST Financiamento vinculado ao ICMS
(Decreto nº. 24.584/98) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

h) Fármacos e Químicos - Programa Setorial de Desenvolvimento da Indústria Química do


Estado do Rio de Janeiro - RIOFÁRMACOS Financiamento vinculado ao ICMS (Decreto
nº. 24.857/98) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

i) Autopeças e Navipeças - Programa de desenvolvimento dos Setores de Autopeças e


Navipeças do Estado do Rio de Janeiro - RIOPEÇAS Financiamento vinculado ao ICMS
(Decreto nº. 24.858/98) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

j) Têxteis - Programa de Desenvolvimento dos setores Têxtil e de Confecções no Estado do


Rio de Janeiro Financiamento vinculado ao ICMS (Decreto nº. 24.863/98) e Termo de
Aprovação de Ingresso no Programa;

k) Telecomunicações e Eletro Eletrônicos - Programa de Desenvolvimento do setor Eletro-


Eletrônico e de Telecomunicações - RIOTELECOM Financiamento vinculado ao ICMS
(Decreto nº. 24.862/98) e Termo de Aprovação de Ingresso no Programa;

l) Geral - Programa Básico de Fomento à Atividade Industrial no Estado do Rio de Janeiro


- Pró-Indústria Financiamento vinculado ao ICMS;

m) Geral - Programa de Desenvolvimento Industrial das Regiões Norte e Noroeste


Fluminenses;

n) Programa de Desenvolvimento do Setor de Empresas Emergentes no Estado do Rio de


Janeiro - RIO EMPRESA EMERGENTE;

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o) Industrial, distribuidor ou atacadista de perfume e água de colônia de qualquer tipo,


desodorante, talco, cosmético e produto de toucador (Anexo Único do Decreto nº.
35.418/04) Crédito presumido de 4% sobre o valor da operação interestadual;

RIO GRANDE DO NORTE

Alimentos, bebidas alcoólicas e artigos de armarinho (crédito presumido de 3% a 5% sobre


as aquisições interestaduais e de 1% a 3% sobre as saídas interestaduais);

TOCANTINS

Comércio atacadista (Crédito presumido de 11% e de 2%) Obs.: não se aplica às


mercadorias sujeitas à substituição tributária.

Em 25.03.2009, o novo alvo do fisco paulista foi o Estado de Santa Catarina, desta vez
através do Comunicado CAT/SP 14/2009, que veda crédito do ICMS superior ao
equivalente a 3% do valor da operação advinda do incentivo fiscal do programa "Pró-
Emprego", do Estado de Santa Catarina.

O Contribuinte “Pagando o Pato”

Portanto, observa-se que, pelo comportamento lesivo entre os Estados, quem “pagará o
pato” será o próprio contribuinte, já que este corre o risco de ter um crédito glosado,
conhecendo ou não a situação tributária de outro estado, sendo punido pela
irresponsabilidade política e administrativa de terceiros.

Cabe a cada contribuinte, isoladamente, verificar as situações em que é prejudicado pela


guerra fiscal e efetuar as ações administrativas e jurídicas cabíveis para a defesa de seus
direitos.

CONVÊNIOS INTERNOS

Nos termos do artigo 100, inciso IV, do CTN, os convênios que entre si celebrem a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, são normas complementares das leis, dos
tratados e das convenções internacionais e dos decretos.

Uma vez firmado um Convênio entre 2 ou mais Estados ou DF, o mesmo deverá ser,
ratificado (ou não) pelas respectivas Assembleias Estaduais.

Só após aprovados legislativamente, os convênios passam a ter eficácia, pois é o Poder


Legislativo de cada Estado e do Distrito Federal que, ratificando o Convênio, o
estabelecem como válido naquele Estado ou DF.

O leitor pode acompanhar a edição de Convênios, diretamente no site do Confaz –


Conselho Nacional de Política Fazendária - http://www.fazenda.gov.br/confaz.

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CONFAZ

É de responsabilidade do CONFAZ - Conselho Nacional de Política Fazendária - promover


a celebração de convênios, para efeito de concessão ou revogação de isenções, incentivos e
benefícios fiscais do imposto.

O Conselho é constituído por representante de cada Estado e Distrito Federal e um


representante do Governo Federal.

O Conselho pode, em assunto técnico, delegar, expressamente, competência à Comissão


Técnica Permanente do ICMS - COTEPE/ICMS para decidir, exceto sobre deliberação
para concessão e revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais.

COTEPE

A Comissão Técnica Permanente do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de


Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
de Comunicação - COTEPE/ICMS, com sede no Distrito Federal, tem por finalidade
realizar os trabalhos relacionados com a política e a administração do ICMS, visando ao
estabelecimento de medidas uniformes e harmônicas no tratamento do referido imposto em
todo o território nacional, bem como desincumbir-se de outros encargos atribuídos pelo
Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ.

Compete à COTEPE/ICMS:
I - opinar sobre questões tributárias relacionadas com o ICMS;
II - opinar sobre questões relacionadas com a aplicação das normas previstas
no Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais - SINIEF;
III - assessorar o Ministro de Estado da Fazenda e os Secretários de
Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados
e do Distrito Federal em assuntos e diretrizes básicas sobre a política do
ICMS;
IV - orientar as Secretarias de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados
e do Distrito Federal na aplicação de medidas previstas em Convênios, Protocolos e
Ajustes SINIEF;
V - promover estudos com vistas ao aperfeiçoamento do Sistema Tributário
Nacional como mecanismo de desenvolvimento econômico e social, nos aspectos de inter-
relação da tributação federal e da estadual;
VI - propor medidas visando à uniformização e simplificação de
procedimentos na administração do ICMS;
VII - propor medidas de padronização de processamento das informações
relativas ao ICMS;
VIII - promover permuta de informações de natureza econômico-fiscal entre
as unidades federadas;
IX - propor medidas que visem à simplificação do cumprimento das
obrigações por parte dos contribuintes;

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X - acompanhar o desenvolvimento da política do ICMS junto aos Estados e


Distrito Federal;
XI - apreciar as proposições de Convênios, Ajustes SINIEF e outros atos a
serem submetidos ao CONFAZ;
XII - executar os serviços de apoio técnico ao CONFAZ;
XIII - apreciar, formalmente, os Protocolos firmados entre os Estados e o
Distrito Federal, pertinentes ou relacionados ao ICMS;
XIV - apreciar e deliberar sobre pareceres relacionados com homologação
para uso de equipamentos emissores de documentos fiscais;
XV - criar e extinguir Grupos e Subgrupos de Trabalho;
XVI - executar outros encargos atribuídos pelo CONFAZ.

SISTEMA NACIONAL INTEGRADO DE INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS –


SINIEF

O SINIEF foi criado através do Convênio CONFAZ S/Nº de 15.12.1970 (D.O.U.:


18.02.1971).

O SINIEF tem como objetivos:

1 - a obtenção e permuta de informações de natureza econômica e fiscal entre os


signatários;
2 - a simplificação do cumprimento das obrigações por parte dos contribuintes.

UNIFORMIZAÇÃO

Para implantação do sistema SINIEF, foram adotadas as seguintes medidas:

I - definição dos dados básicos dos respectivos Cadastros de Contribuintes;


II - instituição do Código Nacional de Atividades Econômicas;
III - instituição do código de classificação das situações tributárias, operações e
prestações;
IV - unificação dos documentos e livros fiscais;
V - instituição da guia de informação e apuração do imposto;
VI - instituição de relação referente às saídas de mercadorias.

CADASTRO DE CONTRIBUINTES

As unidades da Federação devem manter cadastro de contribuintes que conterá, no


mínimo, os seguintes elementos básicos:

I - número de inscrição estadual;


II - número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
III - firma ou razão social;
IV - endereço, composto, no mínimo, de:
a) Rua e número;
b) Distrito ou subdistrito;

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c) Município;
d) Unidade da Federação;
V - Código de Atividades Econômicas.

CNAE-Fiscal – CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS


FISCAL

As unidades federadas adotarão os códigos de atividades econômicas que compõem a


Classificação Nacional de Atividades Econômicas - Fiscal - CNAE - Fiscal, constituída
pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, aprovada por resolução do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e da Comissão Nacional de
Classificação - CONCLA.

Para consulta do CNAE-Fiscal, na internet, o endereço é http://www.cnae.ibge.gov.br.

INSCRIÇÃO CENTRALIZADA

As empresas prestadoras de serviço de transporte rodoviário intermunicipal, interestadual e


internacional, de passageiros, poderão, a critério do Fisco estadual, manter uma única
inscrição em cada unidade da Federação, desde que:

I - no campo “observações” ou no verso da AIDF sejam indicados os locais, mesmo que


através de códigos, em que serão emitidos os Bilhetes de Passagem Rodoviário;
II - o estabelecimento mantenha controle de distribuição dos documentos citados no inciso
anterior para os diversos locais de emissão;
III - o estabelecimento inscrito centralize os registros e as informações fiscais e mantenha à
disposição do Fisco estadual, os documentos relativos a todos os locais envolvidos.

Base: artigo 65 do Convênio SINIEF 6/1989.

CÓDIGO FISCAL DE OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES – CFOP


E CÓDIGO DE SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA - CST

O Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP e o Código de Situação Tributária -


CST visam aglutinar em grupos homogêneos nos documentos e livros fiscais, nas guias de
informação e em todas as análises de dados, as operações e prestações realizadas pelos
contribuintes do IPI e ICMS.

TABELA CFOP

Veja, nesta obra, em arquivo próprio, os códigos CFOP e respectivas aplicações.

TABELA CST

O Código de Situação Tributária composto de três dígitos na forma ABB, onde o 1º dígito
deve indicar a origem da mercadoria ou serviço, com base na Tabela A e os 2º e 3º dígitos a
tributação pelo ICMS, com base na Tabela B.

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Tabela A - Origem da Mercadoria

0 - Nacional

1 - Estrangeira - Importação direta

2 - Estrangeira - Adquirida no mercado interno

A partir de 01.01.2013

0 - Nacional, exceto as indicadas nos códigos 3 a 5;

1 - Estrangeira - Importação direta, exceto a indicada no código 6;

2 - Estrangeira - Adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7;

3 - Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 40% (quarenta


por cento);

4 - Nacional, cuja produção tenha sido feita em conformidade com os processos produtivos
básicos de que tratam o Decreto-Lei 288/1967, e as Leis 8.248/1991, 8.387/1991,
10.176/2001 e 11.484/2007;

5 - Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação inferior ou igual a 40%


(quarenta por cento);

6 - Estrangeira - Importação direta, sem similar nacional, conforme Resolução Camex


79/2012;

7 - Estrangeira - Adquirida no mercado interno, sem similar nacional, conforme Resolução


Camex 79/2012.

Base: Ajuste Sinief 20/2012.

Tabela B - Tributação pelo ICMS

00 - Tributada integralmente

10 - Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

20 - Com redução de base de cálculo

30 - Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

40 - Isenta

41 - Não tributada

50 - Suspensão

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51 - Diferimento

60 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária

70 - Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária

90 – Outras

Bases: Ajustes SINIEF nº 06/2000, 03/1994 e 6/2008.

CÓDIGO DA SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA – NF-E

Na geração do conteúdo das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) os códigos a serem


observados são os previstos na IN RFB 1.009/2010.

DOCUMENTOS FISCAIS

De acordo com o Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970, com alterações posteriores, os


contribuintes do ICMS emitirão, conforme as operações que realizarem, os seguintes
documentos fiscais:

I - Nota Fiscal, modelos 1 ou 1-A;


Notas:
- É vedada a utilização simultânea dos modelos 1 e 1-A, salvo quando adotadas
séries distintas.
- O Ajuste SINIEF 7/2005 instituiu a Nota Fiscal Eletrônica e o Documento
Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica.
II - Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2;
III - Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF);
Nota: o Ajuste SINIEF 3/2012 instituiu o Cupom Fiscal Eletrônico - CF-e- ECF
IV - Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

CARACTERÍSTICAS DOS DOCUMENTOS FISCAIS EMITIDOS


MANUALMENTE

Os documentos fiscais emitidos manualmente deverão ser extraídos por decalque a


carbono ou em papel carbonado, devendo ser preenchidos a máquina ou manuscritos a tinta
ou a lápis-tinta, devendo ainda os seus dizeres e indicações estar bem legíveis, em todas as
vias.

DOCUMENTO INIDÔNEO

É considerado inidôneo para todos os efeitos fiscais, fazendo prova apenas em favor do
Fisco, o documento que:
1. omitir indicações;
2. não seja o legalmente exigido para a respectiva operação;
3. não guarde as exigências ou requisitos previstos;
4. contenha declarações inexatas, esteja preenchido de forma ilegível ou apresente
emendas ou rasuras que lhe prejudiquem a clareza.

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PERMISSÕES

Relativamente aos documentos fiscais é permitido:

1. o acréscimo de indicações necessárias ao controle de outros tributos federais e


municipais, desde que atendidas as normas da legislação de cada tributo;
2. o acréscimo de indicações de interesse do emitente, que não lhes prejudiquem a clareza;
3. a supressão dos campos referentes ao controle do Imposto sobre Produtos
Industrializados, no caso de utilização de documentos em operações não sujeitas a esse
tributo, exceto o campo "VALOR TOTAL DO IPI", do quadro "CÁLCULO DO
IMPOSTO", hipótese em que nada será anotado neste campo.
4. a alteração na disposição e no tamanho dos diversos campos, desde que não lhes
prejudiquem a clareza e o objetivo.

INDICAÇÕES DE ISENÇÃO, IMUNIDADE, NÃO INCIDÊNCIA, DIFERIMENTO


OU SUSPENSÃO

Quando a operação esteja beneficiada por isenção ou amparada por imunidade, não
incidência, diferimento ou suspensão do recolhimento do ICMS, essa circunstância será
mencionada no documento fiscal, indicando-se o dispositivo legal respectivo.

INDICAÇÃO DO ABATIMENTO DE ICMS DESONERADO

Nos termos do Ajuste Sinief 10/2012, o estabelecimento que promover operação com
benefício fiscal, que condicione a fruição ao abatimento do valor do ICMS dispensado,
observará o seguinte:

I - tratando-se de nota fiscal eletrônica, o valor dispensado será informado nos campos
"Desconto" e "Valor do ICMS" de cada item, preenchendo ainda o campo "Motivo da
Desoneração do ICMS" do item com os códigos próprios especificados no Manual de
Orientação do Contribuinte ou Nota Técnica da Nota Fiscal Eletrônica - NF-e;

II - tratando-se de documento fiscal diverso do referido no inciso I, o valor da desoneração


do ICMS deverá ser informada em relação a cada mercadoria constante do documento
fiscal, logo após a respectiva descrição, hipótese em que o valor total da desoneração
deverá ser informado no campo "Informações Complementares".

NUMERAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS DOCUMENTOS FISCAIS

Os documentos fiscais serão numerados em todas as vias, por espécie, em ordem crescente
de 1 a 999.999 e enfeixados em blocos uniformes de 20 (vinte), no mínimo, e 50
(cinquenta), no máximo, podendo, em substituição aos blocos, também ser confeccionados
em formulários contínuos ou jogos soltos, observados os requisitos estabelecidos pela
legislação específica para a emissão dos correspondentes documentos.
Atingido o número 999.999, a numeração deverá ser recomeçada com a mesma designação
de série e subsérie.

Os blocos serão usados pela ordem de numeração dos documentos. Nenhum bloco será
utilizado sem que estejam simultaneamente em uso, ou já tenham sido usados, os de
numeração inferior.

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Cada estabelecimento seja matriz, filial, sucursal, agência, depósito ou qualquer outro, terá
talonário próprio.

Em relação aos produtos imunes de tributação, a emissão dos documentos poderá ser
dispensada, mediante prévia autorização dos fiscos estadual e federal.

Os estabelecimentos que emitam documentos fiscais por processo mecanizado ou


datilográfico, em equipamento que não utilize arquivo magnético ou equivalente, poderão
usar formulários, contínuos ou em jogos soltos, numerados tipograficamente. Para maiores
detalhes, acesse o tópico “Emissão de Documentos por Processamento de Dados”.

SÉRIE ÚNICA

Na hipótese de emissão de documentos fiscais por processamento de dados, é permitido o


uso de jogos soltos ou formulários contínuos para a emissão de Nota Fiscal de Venda a
Consumidor, modelo 2, sem distinção por subsérie, englobando operações para as quais
sejam exigidas subséries especiais, devendo constar a designação "ÚNICA" após a letra
indicativa da série.
NOTA FISCAL A CONSUMIDOR

A Nota Fiscal de Venda a Consumidor conterá as seguintes indicações:

I - a denominação "Nota Fiscal de Venda a Consumidor";

II - o número de ordem, série e subsérie e o número da via;

III - a data da emissão;

IV - o nome, o endereço e os números de inscrição, estadual e no CNPJ, do


estabelecimento emitente;

V - a discriminação das mercadorias, quantidade, marca, tipo, modelo, espécie, qualidade e


demais elementos que permitam sua perfeita identificação;

VI - os valores, unitário e total, das mercadorias e o valor total da operação;

VII - o nome, o endereço e os números de inscrição, estadual e no CNPJ, do impressor da


nota, a data e a quantidade da impressão, o número de ordem da primeira e da última nota
impressa e respectiva série e subsérie, e o número da autorização de impressão de
documentos fiscais, quando exigida.

As indicações dos itens I, II, IV e VII serão impressas.

Na Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2:

a) será adotada a série "D";


b) poderá conter subséries com algarismo arábico, em ordem crescente, a partir de 1,
impresso após a letra indicativa da série;
c) poderão ser utilizadas simultaneamente duas ou mais subséries;

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d) deverão ser utilizados documentos de subsérie distinta sempre que forem realizadas
operações com produtos estrangeiros de importação própria ou operações com produtos
estrangeiros adquiridos no mercado interno.

A Nota Fiscal de Venda a Consumidor será extraída, no mínimo, em 2 (duas) vias, sendo a
1ª via entregue ao comprador e a 2ª via presa ao bloco, para exibição ao Fisco.

Impossibilidade de Emissão

Nos casos fortuitos ou por motivo de força maior, tais como falta de energia elétrica,
quebra ou furto do equipamento, em que o contribuinte esteja impossibilitado de emitir
pelo equipamento ECF o respectivo Cupom Fiscal ou a Nota Fiscal de Venda a
Consumidor, modelo 2, em substituição aos mesmos, será permitida a emissão por
qualquer outro meio, inclusive o manual, da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ou da Nota
Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, devendo ser anotado no livro Registro de
Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência (RUDFTO), modelo 6:

I - motivo e data da ocorrência;

II - números, inicial e final, dos documentos fiscais emitidos.

Bases: Ajuste SINIEF nº 09/97, artigo 50, § 3º e artigos 51 e 52 do Convênio CONFAZ


s/nº de 15.12.1970.

EQUIPAMENTO EMISSOR DE CUPOM FISCAL - ECF

Os estabelecimentos que exerçam a atividade de venda ou revenda de mercadorias ou bens,


ou de prestação de serviços em que o adquirente ou tomador seja pessoa física ou jurídica
não contribuinte do imposto estadual, estão obrigados ao uso de equipamento emissor de
Cupom Fiscal - ECF.

Desobrigação

O contribuinte, pessoa física ou jurídica, com receita bruta anual de até R$ 120.000,00
(cento e vinte mil reais), sem estabelecimento fixo ou permanente, portando o seu estoque
de mercadorias, com ou sem utilização de veículo, que exerça atividade comercial na
condição de barraqueiro, ambulante, feirante, mascate, tenda e similares, poderá ser
desobrigado do uso de ECF pelas unidades federadas.

Também não se aplica a utilização obrigatória do ECF:

I - às operações:
a) com veículos sujeitos a licenciamento por órgão oficial;
b) realizadas fora do estabelecimento;
c) realizadas por concessionárias ou permissionárias de serviço público
relacionadas com fornecimento de energia, fornecimento de gás canalizado e
distribuição de água;
II - às prestações de serviços de transporte de carga e valores e de comunicações.

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Integração de Equipamento

A utilização, no recinto de atendimento ao público, de equipamento que possibilite o


registro ou o processamento de dados relativos a operações com mercadorias ou com a
prestação de serviços somente será admitida quando integrar o ECF, de acordo com
autorização concedida pela repartição fiscal a que estiver vinculado o estabelecimento.

O equipamento em uso, sem a autorização ou que não satisfaça os requisitos desta, poderá
ser apreendido pela Secretaria da Receita Federal ou pela Secretaria de Fazenda, Finanças
ou Tributação das unidades federadas, e utilizado como prova de infração à legislação
tributária.

Bases: Convênio ECF 01/1998 e alterações posteriores.

CUPOM FISCAL

Nas operações em que o adquirente seja pessoa natural ou jurídica não contribuinte do
imposto estadual, será emitido o Cupom Fiscal ou, no lugar deste, a Nota Fiscal de Venda a
Consumidor, modelo 2, em ambos os casos, emitidos por equipamento Emissor de Cupom
Fiscal (ECF).

O Cupom Fiscal emitido por ECF deve obedecer ao disposto Convênio ECF 01/1998 e
alterações posteriores.

Sem prejuízo da emissão do Cupom Fiscal:

I - por exigência de legislação federal, o contribuinte emitirá Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-


A;

II - por solicitação do adquirente, a critério da unidade federada, poderá o contribuinte


emitir a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, ou a Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A.

Nas hipóteses previstas acima, o contribuinte deverá:

I - anotar, nas vias do documento fiscal emitido, os números de ordem do Cupom Fiscal e
do ECF, este atribuído pelo estabelecimento;

II - indicar na coluna "Observações", do livro Registro de Saídas, apenas o número e a


série do documento;

III - anexar o Cupom Fiscal à via fixa do documento emitido.

Bases: Ajuste SINIEF nº 10/99 e artigo 50 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

CUPOM FISCAL ELETRÔNICO – CF-e

O Ajuste Sinief 3/2012 instituiu o Cupom Fiscal Eletrônico - CF-e- ECF, modelo 60.

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O Cupom Fiscal Eletrônico - CF-e-ECF é um documento fiscal eletrônico cuja emissão e


cujo armazenamento serão efetuados exclusivamente por meio eletrônico, tendo existência
apenas digital.

Será definido em Ato COTEPE o conjunto das especificações técnicas necessárias à


geração e à utilização do CF-e-ECF.

NOTA FISCAL DE PRODUTOR

Os estabelecimentos de produtores agropecuários emitirão Nota Fiscal de Produtor, modelo


4:

I - sempre que promoverem a saída de mercadorias;

II - na transmissão da propriedade de mercadorias;

III - sempre que, no estabelecimento, entrarem bens ou mercadorias, real ou


simbolicamente;

IV - em outras hipóteses previstas na legislação.

Na Nota Fiscal de Produtor, modelo 4:

a) será obrigatória a utilização de séries distintas no caso de uso concomitante da Nota


Fiscal de Produtor e da Nota Fiscal Fatura de Produtor ou, quando houver determinação
por parte do Fisco, para separar as operações de entrada das de saída;
b) sem prejuízo do disposto no item anterior, poderá ser permitida a utilização de séries
distintas, quando houver interesse por parte do contribuinte;
c) as séries serão designadas por algarismos arábicos, em ordem crescente, a partir de 1,
vedada a utilização de subsérie.

Número de Vias

A Nota Fiscal de Produtor será emitida com a seguinte quantidade de vias:

I - nas operações internas ou nas saídas para o exterior em que o embarque se processe na
própria unidade federada do emitente, em 3 (três vias), que terão a seguinte destinação:

a) a 1ª via acompanhará a mercadoria no seu transporte e será entregue, pelo transportador,


ao destinatário;

b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para fins de controle do Fisco da unidade federada do
emitente;

c) a 3ª via terá a destinação prevista na unidade da Federação do emitente;

II - nas operações interestaduais ou nas saídas para o exterior em que o embarque das
mercadorias se processe em outra unidade federada, em 4 (quatro) vias, que terão a
seguinte destinação:

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a) a 1ª via acompanhará a mercadoria no seu transporte e será entregue, pelo transportador,


ao destinatário;

b) a 2ª via ficará presa ao bloco, para fins de controle do Fisco da unidade federada do
emitente;

c) a 3ª via acompanhará a mercadoria para fins de controle do Fisco na unidade federada de


destino;

d) a 4ª via terá a destinação prevista na unidade da Federação do emitente.

Base: Ajuste SINIEF nº 09/97 e artigo 58 a 60 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

NOTA FISCAL DE SERVIÇO DE TRANSPORTE

A Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, será utilizada:

I - pelas agências de viagem ou por quaisquer transportadores que executarem serviços de


transporte intermunicipal, interestadual e internacional de turistas e de outras pessoas, em
veículos próprios ou afretados;
Nota: considera-se veículo próprio, além do que se achar registrado em nome da
pessoa, aquele por ela operado em regime de locação ou qualquer outra forma.
II - pelos transportadores de valores, para englobar, em relação a cada tomador de serviço,
as prestações realizadas, desde que dentro do período de apuração do imposto;
III - pelos transportadores ferroviários de cargas, para englobar, em relação a cada tomador
de serviço, as prestações executadas no período de apuração do imposto;
IV - pelos transportadores de passageiros, para englobar, no final do período de apuração
do imposto, os documentos de excesso de bagagem emitidos durante o mês;
V – pelos transportadores que executarem serviços de transporte intermunicipal,
interestadual ou internacional de bens ou mercadorias utilizando-se de outros meios ou
formas, em relação aos quais não haja previsão de documento fiscal específico.

A Nota Fiscal de Serviço de Transporte será emitida antes do inicio da prestação do


serviço.

É obrigatória a emissão de uma Nota Fiscal, por veículo, para cada viagem contratada.

No transporte de pessoas com característica de transporte metropolitano mediante contrato,


poderá ser postergada a emissão da Nota Fiscal de Serviço de Transporte, até o final do
período de apuração do imposto, desde que devidamente autorizado pelo fisco estadual.

Na prestação interna de serviço de transporte, a Nota Fiscal de Serviço de Transporte será


emitida no mínimo em 3 (três) vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via será entregue ao contratante ou usuário;


II - a 2ª via acompanhará o transporte para fins de fiscalização;
III - a 3ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.

Na prestação interestadual de serviço de transporte, a Nota Fiscal de Serviço de Transporte


será emitida, no mínimo, em 4 (quatro) vias, que terão a seguinte destinação:

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I - 1ª via será entregue ao contratante ou usuário;


II - a 2ª via acompanhará o transporte, para fins de controle no Estado de destino;
III - a 3ª via terá o destino previsto na legislação do Estado do emitente;
IV - a 4ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.

Nas prestações internacionais, poderão ser exigidas tantas vias da Nota Fiscal de Serviço
de Transportes, quantas forem necessárias para o controle dos demais órgãos
fiscalizadores.

Base: artigos 10 a 15 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

NOTA FISCAL DE SERVIÇO DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO

A partir de 1º de janeiro de 2007, a Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário,


modelo 27, poderá ser utilizada pelos transportadores ferroviários de cargas, em
substituição à Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, a critério de cada unidade
federada.

A NF conterá, no mínimo, as seguintes indicações:

I - a denominação "Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário";

II - o número de ordem, a série e subsérie e o número da via;

III - a natureza da prestação do serviço, acrescido do respectivo código fiscal de operação;

IV - a data da emissão;

V - a identificação do emitente: o nome, o endereço, os números da inscrição estadual e no


CNPJ;

VI - a identificação do tomador do serviço: o nome, o endereço, e os números da inscrição


estadual e no CNPJ ou CPF;

VII - origem e destino;

VIII - a discriminação do serviço prestado, de modo que permita sua perfeita identificação;

IX - o valor do serviço prestado, bem como os acréscimos a qualquer título;

X - o valor total dos serviços prestados;

XI - a base de cálculo do ICMS;

XII - a alíquota aplicável;

XIII - o valor do ICMS;

XIV - o nome, o endereço, e os números de inscrição estadual e no CNPJ, do impressor da

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ICMS – Teoria e Prática © 55

nota fiscal, a data e quantidade de impressão, o número de ordem da primeira e da última


nota fiscal impressa e respectivas série e subsérie, e o número da autorização para a
impressão dos documentos fiscais;

XV - a data limite para utilização, quando o Estado fizer uso da prerrogativa prevista no §
2º do artigo 16 do Convênio S/N de 15 de dezembro 1970.

As indicações dos incisos I, II, V, XIV e XV serão impressas.

A Nota Fiscal de Serviços de Transporte Ferroviário será de tamanho não inferior a 148 X
210mm em qualquer sentido.

Na prestação de serviço de transporte ferroviário, a Nota Fiscal de Serviço de Transporte


Ferroviário será emitida no mínimo em 2(duas) vias, que terão a seguinte destinação:

1ª via, será entregue ao tomador do serviço;

2ª via, ficará fixa ao bloco para exibição ao fisco.

Base: Ajuste SINIEF 7/2006.

NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-e)

O Ajuste SINIEF 7/2005, com alterações posteriores, instituiu nacionalmente a Nota Fiscal
Eletrônica – NF-e e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE.

Considera-se Nota Fiscal Eletrônica o documento emitido e armazenado eletronicamente,


de existência apenas digital, com o intuito de documentar operações e prestações, cuja
validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pela
administração tributária da unidade federada do contribuinte, antes da ocorrência do fato
gerador.

A Nota Fiscal Eletrônica deverá ser utilizada apenas em substituição a Nota Fiscal modelo
1 ou 1-A, pelos contribuintes do IPI e/ou ICMS. Não se destina a substituir os outros
modelos de documentos fiscais existentes na legislação como, por exemplo, a Nota Fiscal a
Consumidor (modelo 2) ou o Cupom Fiscal.

A NF-e substitui a nota fiscal modelo 1 e 1-A em todas as hipóteses previstas na legislação
em que esses documentos possam ser utilizados. Isso inclui, por exemplo: a Nota Fiscal de
entrada, operações de importação, operações de exportação, operações interestaduais ou
ainda operações de simples remessa.

Funcionamento Básico da Nota Fiscal Eletrônica


A empresa emissora gerará um arquivo eletrônico que deverá conter as informações fiscais
da operação comercial e também ser assinado digitalmente pelo emitente, para garantir a
integridade dos dados e a autoria do emissor.
Este arquivo eletrônico, que corresponde a Nota Fiscal Eletrônica será então transmitido
pela Internet para a Secretaria da Fazenda do Estado em que estiver localizado o emitente,

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que fará uma pré-validação do arquivo e devolverá uma Autorização de Uso, sem a qual
não poderá haver o trânsito da mercadoria.
Após a autorização do uso da NF-e, a Secretaria da Fazenda disponibilizará consulta, na
Internet, para o destinatário e outros legítimos interessados que detenham a chave de
acesso do documento eletrônico.
Este mesmo arquivo será ainda transmitido, pela Secretaria de Fazenda do Estado do
emitente, para a Receita Federal do Brasil, que será repositório de todas as NF-e emitidas
(Ambiente Nacional) e, no caso de uma operação interestadual, para a Secretaria de
Fazenda de destino da operação. Também será transmitida para a unidade federada de
desembaraço aduaneiro, em se tratando de operação de importação de mercadoria ou bem
do exterior, e para a Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA, quando a
NF-e tiver como destinatário pessoa localizada nas áreas incentivadas.
Para acompanhar o trânsito da mercadoria será impressa a DANFE, em papel comum, em
única via, que trará impresso, em destaque, a chave de acesso para consulta da NF-e na
Internet e um código de barras unidimensional que facilitará a captura e a confirmação de
informações da NF-e pelos Postos Fiscais de Fronteira dos demais Estados.
Registro Prévio

Para emissão da NF-e, o contribuinte deverá solicitar, previamente, seu credenciamento na


unidade federada em cujo cadastro de contribuinte do ICMS estiver inscrito.
Com o aumento do número de segmentos obrigados, as secretarias de fazenda
credenciaram sumariamente os estabelecimentos identificados como obrigados.
O contribuinte que esteja obrigado a emitir NF-e, modelo 55, em substituição à nota fiscal
modelo 1 ou 1-A, cujo estabelecimento, eventualmente, não tenha sido credenciado, deverá
providenciar o credenciamento de seu estabelecimento na SEFAZ de sua circunscrição.
Por outro lado, o contribuinte que não pratique as atividades da obrigatoriedade, mas tenha
sido credenciado de ofício deverá procurar a repartição fiscal de sua jurisdição para
providenciar a regularização de sua situação cadastral, modificando as atividades de seu
cadastro que tenham vínculo com a obrigatoriedade para, em seguida, efetuar a anulação
da informação de obrigatoriedade.
O contribuinte que for obrigado à emissão de NF-e, será credenciado pela administração
tributária da unidade federada a qual estiver jurisdicionado, ainda que não atenda ao
disposto no Convênio ICMS 57/1995.
Vedação

É vedado o credenciamento para a emissão de NF-e de contribuinte que não utilize sistema
eletrônico de processamento de dados nos termos dos Convênios ICMS 57/1995 e
58/1995.
Obrigações Acessórias
Inicialmente, mesmo com a adoção da NF-e, permanecem todas as obrigações acessórias
as quais os contribuintes estão sujeitos atualmente, com exceção da AIDF para a emissão
de Nota Fiscal Eletrônica.
Escrituração

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Os procedimentos e a obrigatoriedade de escrituração fiscal não foram alterados com a NF-


e. Para as empresas mais bem adaptadas a NF-e, o processamento da escrituração poderá
ser automatizado.
Os contribuintes que ainda não estão preparados para receber e escriturar a NF-e
automaticamente podem, opcionalmente, realizar a escrituração a partir da digitação dos
DANFE, após sua validação via internet.
Leiaute

A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido em Ato COTEPE, por meio de
software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela
administração tributária.

Especificações Técnicas

O Ato Cotepe/ICMS 3/2009 aprovou o Manual de Integração da Nota Fiscal Eletrônica -


NF-e, Versão 3.0, que estabelece as especificações técnicas da Nota Fiscal Eletrônica - NF-
e, do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE e dos Pedidos de Concessão
de Uso, Cancelamento, Inutilização e Consulta WebServices a Cadastro, a que se refere o
Ajuste SINIEF 07/05, de 05 de outubro de 2005.

A partir de 01.04.2010, as especificações técnicas serão as previstas no Manual de


Integração conforme Ato Cotepe ICMS 39/2009.

A partir de 22.03.2012, as especificações técnicas serão as previstas no Manual de


Integração conforme Ato Cotepe 11/2012.

Formalidades

A NF-e deverá conter as seguintes formalidades:

I – o arquivo digital da NF-e deverá ser elaborado no padrão XML (Extended Markup
Language);

II – a numeração da NF-e será sequencial de 1 a 999.999.999, por estabelecimento e por


série, devendo ser reiniciada quando atingido esse limite;

III – a NF-e deverá conter um “código numérico”, obtido por meio de algoritmo fornecido
pela administração tributária, que comporá a “chave de acesso” de identificação da NF-e,
juntamente com o CNPJ do emitente, número e série da NF-e;

IV – a NF-e deverá ser assinada pelo emitente com assinatura digital, certificada por
entidade credenciada pela Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil,
contendo o CNPJ do emitente, a fim de garantir a autoria do documento digital;

V – A identificação das mercadorias comercializadas com a utilização da NF-e deverá


conter, também, o seu correspondente código estabelecido na Nomenclatura Comum do
Mercosul - NCM, nas operações:

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a) realizadas por estabelecimento industrial ou a ele equiparado, nos termos da legislação


federal;
b) de comércio exterior.
Séries Distintas

O contribuinte poderá adotar séries para a emissão da NF-e, mediante prévia autorização
da administração tributária.

As séries serão designadas por algarismos arábicos, em ordem crescente, a partir de 1,


vedada a utilização de subsérie.
Transmissão

A transmissão do arquivo digital da NF-e deverá ser efetuada via Internet, por meio de
protocolo de segurança ou criptografia, com utilização de software desenvolvido ou
adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária.

Documento Auxiliar da NF-e – DANFE

O Documento Auxiliar da NF-e – DANFE, conforme leiaute estabelecido em Ato


COTEPE, destina-se para uso no trânsito das mercadorias ou para facilitar a consulta da
NF-e.

O DANFE somente poderá ser utilizado para transitar com as mercadorias após a
concessão da Autorização de Uso da NF-e.

No caso de destinatário não credenciado para emitir NF-e, o DANFE deverá ser
escriturado no livro Registro de Entrada em substituição à escrituração da NF-e.

Quando a legislação tributária exigir a utilização específica de vias adicionais para as notas
fiscais, o contribuinte que utilizar NF-e deverá imprimir o DANFE com o número de
cópias necessárias para cumprir a respectiva norma.

O DANFE deverá ser impresso em papel, exceto papel jornal, no tamanho A4 (210 x 297
mm), podendo ser utilizadas folhas soltas, formulário de segurança, formulário contínuo ou
formulário pré-impresso.

Arquivamento e Substituição da NF

O remetente e o destinatário das mercadorias deverão manter em arquivo as NF-e pelo


prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda dos documentos fiscais, devendo
ser apresentadas à administração tributária, quando solicitado.

O DANFE emitido em unidade federada que tenha implantado o sistema de NF-e, será
aceito pelo contribuinte destinatário, em substituição à Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A,
inclusive para fins de escrituração fiscal.

O contribuinte destinatário deverá conservar o DANFE com o respectivo número da


Autorização de Uso da NF-e, pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda

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ICMS – Teoria e Prática © 59

dos documentos fiscais, devendo ser apresentadas à administração tributária, quando


solicitado.
Consulta pela Internet

Após a concessão de Autorização de Uso da NF-e, a administração tributária da unidade


federada do emitente disponibilizará consulta pública relativa à NF-e.

A consulta da validade, existência e autorização de uma NF-e é obrigatória por parte do


destinatário da NF-e, nos seguintes termos da cláusula décima, parágrafo primeiro, do
Ajuste SINIEF 7/2005, com a seguinte redação dada pelo Ajuste SINIEF 04/06: "§ 1º O
destinatário deverá verificar a validade e autenticidade da NF-e e a existência de
Autorização de Uso da NF-e."

O destinatário não necessita imprimir qualquer documento para comprovar que realizou a
consulta de validade da NF-e.

A consulta à NF-e será disponibilizada, em “site” na internet pelo prazo mínimo de 90


(noventa) dias.
A administração tributária do emitente da NF-e deverá disponibilizar consulta pública que
possibilite a verificação da regularidade na emissão do DANFE.

Obrigatoriedade

O Protocolo ICMS 10/2007 estabelece obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal


Eletrônica (NF-e) para os setores de fabricação de cigarros e distribuição de combustíveis
líquidos.

O Protocolo ICMS 30/2007 alterou disposições do Protocolo ICMS 10/2007 e estabeleceu


a obrigatoriedade de utilização da Nota Fiscal Eletrônica a partir de 01.04.2008, para os
contribuintes:

I - fabricantes de cigarros;
II - distribuidores ou atacadistas de cigarros;
III - produtores, formuladores e importadores de combustíveis líquidos, assim definidos e
autorizados por órgão federal competente;
IV - distribuidores de combustíveis líquidos, assim definidos e autorizados por órgão
federal competente;
V - transportadores e revendedores retalhistas - TRR, assim definidos e autorizados por
órgão federal competente;

O Protocolo ICMS 88/2007 e 68/2008 alteraram disposições do Protocolo ICMS 10/2007 e


estabeleceram a obrigatoriedade de utilização da Nota Fiscal Eletrônica a partir de
01.09.2008 e 01.04.2009, para os seguintes contribuintes:

A partir de 01.09.2008:

VI - fabricantes de automóveis, camionetes, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas;


VII - fabricantes de cimento;
VIII - fabricantes, distribuidores e comerciante atacadista de medicamentos alopáticos para
uso humano;

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ICMS – Teoria e Prática © 60

IX - frigoríficos e atacadistas que promoverem as saídas de carnes frescas, refrigeradas ou


congeladas das espécies bovinas, suínas, bufalinas e avícola;
X - fabricantes de bebidas alcoólicas inclusive cervejas e chopes;
XI - fabricantes de refrigerantes;
XII - agentes que, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), vendam energia elétrica a
consumidor final;
XIII - fabricantes de semi-acabados, laminados planos ou longos, relaminados, trefilados e
perfilados de aço;
XIV - fabricantes de ferro-gusa.

A partir de 01.04.2009:

XV - importadores de automóveis, camionetes, utilitários, caminhões, ônibus e


motocicletas;
XVI - fabricantes e importadores de baterias e acumuladores para veículos automotores;
XVII - fabricantes de pneumáticos e de câmaras-de-ar;
XVIII - fabricantes e importadores de autopeças;
XIX - produtores, formuladores, importadores e distribuidores de solventes derivados de
petróleo, assim definidos e autorizados por órgão federal competente;
XX - comerciantes atacadistas a granel de solventes derivados de petróleo;
XXI - produtores, importadores e distribuidores de lubrificantes e graxas derivados de
petróleo, assim definidos e autorizados por órgão federal competente;
XXII - comerciantes atacadistas de lubrificantes e graxas derivados ou não de petróleo
(nova redação dada pelo Protocolo ICMS 41/2009);
XXIII - produtores, importadores, distribuidores a granel, engarrafadores e revendedores
atacadistas a granel de álcool para outros fins;
XXIV – produtores, importadores e distribuidores de GLP – gás liquefeito de petróleo ou
de GLGN - gás liquefeito de gás natural, assim definidos e autorizados por órgão federal
competente;
XXV – produtores, importadores e distribuidores de GNV – gás natural veicular, assim
definidos e autorizados por órgão federal competente;
XXVI - atacadistas de produtos siderúrgicos e ferro gusa;
XXVII - fabricantes de alumínio, laminados e ligas de alumínio;
XXVIII - fabricantes de vasilhames de vidro, garrafas PET e latas para bebidas alcoólicas
e refrigerantes;
XXIX - fabricantes e importadores de tintas, vernizes, esmaltes e lacas;
XXX - fabricantes e importadores de resinas termoplásticas;
XXXI - distribuidores, atacadistas ou importadores de bebidas alcoólicas, inclusive
cervejas e chopes;
XXXII - distribuidores, atacadistas ou importadores de refrigerantes;
XXXIII - fabricantes, distribuidores, atacadistas ou importadores de extrato e xarope
utilizados na fabricação de refrigerantes;
XXXIV - atacadistas de bebidas com atividade de fracionamento e acondicionamento
associada;
XXXV - atacadistas de fumo;
XXXVI - fabricantes de cigarrilhas e charutos;
XXXVII - fabricantes e importadores de filtros para cigarros;
XXXVIII - fabricantes e importadores de outros produtos do fumo, exceto cigarros,
cigarrilhas e charutos;
XXXIX - processadores industriais do fumo.

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ICMS – Teoria e Prática © 61

O Protocolo ICMS 87/2008 alterou disposições do Protocolo ICMS 10/2007,


estabelecendo a obrigatoriedade a partir de 01.09.2009 para os seguintes contribuintes:

XL - fabricantes de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal;


XLI - fabricantes de produtos de limpeza e de polimento;
XLII - fabricantes de sabões e detergentes sintéticos;
XLIII - fabricantes de alimentos para animais;
XLIV - fabricantes de papel;
XLV - fabricantes de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para
uso comercial e de escritório;
XLVI - fabricantes e importadores de componentes eletrônicos;
XLVII - fabricantes e importadores de equipamentos de informática e de periféricos para
equipamentos de informática;
XLVIII - fabricantes e importadores de equipamentos transmissores de comunicação,
pecas e acessórios;
XLIX - fabricantes e importadores de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e
amplificação de áudio e vídeo;
L - estabelecimentos que realizem reprodução de vídeo em qualquer suporte;
LI - estabelecimentos que realizem reprodução de som em qualquer suporte;
LII - fabricantes e importadores de mídias virgens, magnéticas e ópticas;
LIII - fabricantes e importadores de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de
comunicação, peças e acessórios;
LIV - fabricantes de aparelhos eletromédicos e eletroterapeuticos e equipamentos de
irradiação;
LV - fabricantes e importadores de pilhas, baterias e acumuladores elétricos, exceto para
veículos automotores;
LVI - fabricantes e importadores de material elétrico para instalações em circuito de
consumo;
LVII - fabricantes e importadores de fios, cabos e condutores elétricos isolados;
LVIII - fabricantes e importadores de material elétrico e eletrônico para veículos
automotores, exceto baterias;
LIX - fabricantes e importadores de fogões, refrigeradores e maquinas de lavar e secar
para uso domestico, peças e acessórios;
LX - estabelecimentos que realizem moagem de trigo e fabricação de derivados de trigo;
LXI - atacadistas de café em grão;
LXII - atacadistas de café torrado, moído e solúvel;
LXIII - produtores de café torrado e moído, aromatizado;
LXIV - fabricantes de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho;
LXV - fabricantes de defensivos agrícolas;
LXVI - fabricantes de adubos e fertilizantes;
LXVII - fabricantes de medicamentos homeopáticos para uso humano;
LXVIII - fabricantes de medicamentos fitoterápicos para uso humano;
LXIX - fabricantes de medicamentos para uso veterinário;
LXX - fabricantes de produtos farmoquímicos;
LXXI - atacadistas e importadores de malte para fabricação de bebidas alcoólicas;
LXXII - fabricantes e atacadistas de laticínios;
LXXIII - fabricantes de artefatos de material plástico para usos industriais;
LXXIV - fabricantes de tubos de aço sem costura;
LXXV - fabricantes de tubos de aço com costura;

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ICMS – Teoria e Prática © 62

LXXVI - fabricantes e atacadistas de tubos e conexões em PVC e cobre;


LXXVII - fabricantes de artefatos estampados de metal;
LXXVIII - fabricantes de produtos de trefilados de metal, exceto padronizados;
LXXIX - fabricantes de cronômetros e relógios;
LXXX - fabricantes de equipamentos e instrumentos ópticos, peças e acessórios;
LXXXI - fabricantes de equipamentos de transmissão ou de rolamentos, para fins
industriais;
LXXXII - fabricantes de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação
de cargas, peças e acessórios;
LXXXIII - fabricantes de aparelhos e equipamentos de ar condicionado para uso não-
industrial;
LXXXIV - serrarias com desdobramento de madeira;
LXXXV - fabricantes de artefatos de joalheria e ourivesaria;
LXXXVI - fabricantes de tratores, peças e acessórios, exceto agrícolas;
LXXXVII - fabricantes e atacadistas de pães, biscoitos e bolacha;
LXXXVIII - fabricantes e atacadistas de vidros planos e de segurança;
LXXXIX - atacadistas de mercadoria em geral, com predominância de produtos
alimentícios;
XC - concessionários de veículos novos;
XCI – fabricantes e importadores de pisos e revestimentos cerâmicos;
XCII - tecelagem de fios de fibras têxteis;
XCIII - preparação e fiação de fibras têxteis;”;

No Diário Oficial da União de 15.07.2009, foram publicados outros três Protocolos ICMS
estabelecendo diretrizes sobre a NF-e, a saber:

Protocolo ICMS 43/2009 - Altera as disposições do Protocolo ICMS 10/2007, que


estabelece a obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para os setores
que especifica.

Protocolo ICMS 42/2009 - Estabelece a obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal


Eletrônica (NF-e) em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, pelo critério de CNAE
e operações com os destinatários que especifica.

Protocolo ICMS 41/2009 - Altera o Protocolo ICMS 10/2007, que estabelece a


obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para os setores que
especifica.
Dispensa da Obrigatoriedade
A obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal Eletrônica, modelo 55, em substituição a
Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, não se aplica:

a) ao estabelecimento do contribuinte onde não se pratique e nem se tenha praticado as


atividades listadas anteriormente há pelo menos 12 (doze) meses, ainda que a atividade
seja realizada em outros estabelecimentos do mesmo titular;
b) na hipótese das operações realizadas fora do estabelecimento, relativas as saídas de
mercadorias remetidas sem destinatário certo, desde que os documentos fiscais relativos à
remessa e ao retorno sejam NF-e;

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ICMS – Teoria e Prática © 63

c) nas hipóteses dos contribuintes citados nos itens II, XXXI e XXXII, as operações
praticadas por estabelecimento que tenha como atividade preponderante o comércio
atacadista, desde que o valor das operações com cigarros ou bebidas não ultrapasse 5%
(cinco por cento) do valor total das saídas do exercício anterior;
d) na hipótese dos fabricantes de bebidas alcoolicas inclusive cervejas e chopes, ao
fabricante de aguardente (cachaça) e vinho que aufira receita bruta anual inferior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e;
e) na entrada de sucata de metal, com peso inferior a 200 Kg (duzentos quilogramas),
adquirida de particulares, inclusive catadores, desde que, ao fim do dia, seja emitida NF-e
englobando o total das entradas ocorridas.
O contribuinte que se enquadrar em um dos casos de dispensa da obrigatoriedade de emitir
NF-e, deverá solicitar a dispensa de uso no site da respectiva SEFAZ. A solicitação será
analisada pela fiscalização da circunscrição do estabelecimento solicitante.
Simples Nacional
O fato de uma empresa estar enquadrada no Simples Nacional não a exclui da
obrigatoriedade de emitir a NF-e, se ela praticar uma das atividades que tornem
compulsória a adoção deste tipo de documento fiscal. Da mesma forma, as empresas
enquadradas no Simples Nacional que não estiverem obrigadas poderão, voluntariamente,
aderir a emissão eletrônica.
Características Específicas

As demais características e exigências da NF-e DANFE estão especificadas no Ajuste


SINIEF 7/2005, com as alterações promovidas pelos Ajuste SINIEF 8/2005 e Ajuste
SINIEF 03/2010.

O Ato COTEPE/ICMS 33/2008 dispõe os prazos de cancelamento de NF-e e de


transmissão de NF-e emitida em contingência, conforme disposto no Ajuste SINIEF
07/2005, com as alterações do Ajuste Sinief 12/2012.

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS - CTRC

O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8, é utilizado por quaisquer


transportadores rodoviários de cargas que executarem serviço de transporte rodoviário
Intermunicipal, interestadual e internacional, de cargas, em veículos próprios ou afretados.

Veículo Próprio – Conceito

Considera-se veículo próprio, além do que se achar registrado em nome da pessoa, aquele
por ela operado em regime de locação ou qualquer outra forma.

Subcontratação

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ICMS – Teoria e Prática © 64

O transportador que subcontratar outro transportador para dar início à execução do serviço,
emitirá Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, fazendo constar no campo
“Observações” deste ou, se for o caso, do Manifesto de Carga, a expressão: “Transporte
subcontratado com ......, proprietário do veículo marca ......, placa nº........., UF......

Subcontratação de serviço de transporte é aquela firmada na origem da prestação do


serviço, por opção do prestador de serviço de transporte em não realizar o serviço por meio
próprio.

A empresa subcontratada deverá emitir o Conhecimento de Transporte indicando, no


campo “Observações”, a informação de que se trata de serviço de subcontratação, bem
como a razão social e os números de inscrição na unidade federada e no CNPJ do
transportador contratante, podendo, a critério do fisco, a prestação do serviço ser
acobertada somente pelo conhecimento.

Emissão

O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será emitido antes do início da


prestação do serviço.

Na prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas para destinatário localizado no


mesmo Estado, o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será emitido, no
mínimo, em 4 (quatro) vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via será entregue ao tomador do serviço;


II - a 2ª via acompanhará o transporte até o destino, podendo servir de
comprovante de entrega;
III - a 3ª via terá o destino previsto na legislação do Estado do emitente;
IV - a 4ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao fisco.
Na prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas para destinatário localizado em
outro Estado, o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será emitido com uma
via adicional (5ª via), que acompanhará o transporte para fins de controle do fisco do
destino.

Nas prestações de serviço de transporte de mercadorias abrangidas por benefícios fiscais,


com destino à Zona Franca de Manaus, havendo necessidade de utilização de via adicional
de Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, esta poderá ser substituída por
cópia reprográfica da 1ª via do documento.

Nas prestações internacionais poderão ser exigidas tantas vias do Conhecimento de


Transporte Rodoviário de Cargas, quantas forem necessárias para o controle dos demais
órgãos fiscalizadores.

O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas será de tamanho não inferior a 9,9 x


21,0 cm, em qualquer sentido.
Bases: artigos 16 a 21 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIO DE CARGAS

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O Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9, será utilizado pelos


transportadores aquaviários de cargas que executarem serviços de transporte
intermunicipal, interestadual e internacional de cargas.

O Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas será emitido antes do início da


prestação de serviço.

Na prestação de serviço de transporte aquaviário, para destinatário localizado no mesmo


Estado, será emitido o Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, no mínimo, em
4 (quatro) vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via será entregue ao tomador do serviço;


II - a 2ª via acompanhará o transporte até o destino, podendo servir de comprovante
de entrega;
III - a 3ª via terá o destino previsto na legislação do Estado do emitente;
IV - a 4ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao fisco.

Na prestação de serviço de transporte aquaviário, para destinatário localizado em outro


Estado, o Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas será emitido com uma via
adicional (5ª via), que acompanhará o transporte para fins de controle do fisco do destino.

Nas prestações de serviço de transporte de mercadorias abrangidas por benefícios fiscais,


com destino à Zona Franca de Manaus, havendo necessidade de utilização de via adicional
de Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, esta poderá ser substituída por
cópia reprográfica da 1ª via do documento.

Nas prestações internacionais poderão ser exigidas tantas vias do Conhecimento de


Transporte Aquaviário de Cargas quantas forem necessárias para o controle dos demais
órgãos fiscalizadores.

No transporte internacional o Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas poderá


ser redigido em língua estrangeira, bem como os valores serem expressos em moeda
estrangeira, segundo acordos internacionais.

Bases: artigos 22 a 29 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE AEROVIÁRIO DE CARGAS

O Conhecimento Aéreo, mod. 10, será utilizado pelas empresas que executarem serviços
de transporte aeroviário intermunicipal, interestadual e internacional de cargas.
Na prestação de serviço de transporte aeroviário de cargas, para destinatário localizado no
mesmo Estado, será emitido o Conhecimento Aéreo, no mínimo em 3 (três) vias, com a
seguinte destinação:

I - a 1ª via será entregue ao tomador do serviço;


II - a 2ª via acompanhará o transporte até o destino, podendo servir de comprovante de
entrega;
III - a 3ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao fisco.

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Na prestação de serviço aeroviário de cargas para destinatário localizado em outro Estado,


o Conhecimento Aéreo será emitido com uma via adicional (4ª via), que acompanhará o
transporte para fins de controle do fisco do destino.

Nas prestações de serviço de transporte de mercadorias abrangidas por benefícios fiscais,


com destino à Zona Franca de Manaus, havendo necessidade de utilização de via adicional
de Conhecimento Aéreo, esta poderá ser substituída por cópia reprográfica da 1ª via do
documento.

Nas prestações internacionais poderão ser exigidas tantas vias do Conhecimento Aéreo
quantas forem necessárias para o controle dos demais órgãos fiscalizadores.

No transporte internacional o Conhecimento Aéreo poderá ser redigido em língua


estrangeira, bem como, os valores expressos em moeda estrangeira, segundo acordos
internacionais.

Bases: artigos 30 a 36 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS

O Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11, será utilizado pelos


transportadores, sempre que executarem o serviço de transporte ferroviário intermunicipal,
interestadual e internacional de cargas.

Na prestação de serviço de transporte ferroviário para destinatário localizado no mesmo


Estado, será emitido o Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, no mínimo, em
3 (três) vias com a seguinte destinação:

I - a 1ª via acompanhará o transporte até o destino, quando deverá ser entregue ao


destinatário;
II - a 2ª via será entregue ao remetente;
III - a 3ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.
Na prestação de serviço de transporte ferroviário de cargas para destinatário localizado em
outro Estado, será emitido o Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, no
mínimo, em 5 (cinco) vias, com a seguinte destinação:

I - a 1ª via acompanhará o transporte até o destino, quando deverá ser entregue ao


destinatário;
II - a 2ª via será entregue ao remetente;
III - a 3ª via acompanhará o transporte para fins de controle do Fisco de destino;
IV - a 4ª via terá o destino previsto na legislação do Estado do emitente;
V - a 5ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.

Bases: artigos 37 a 41 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

ORDEM DE COLETA DE CARGA

O estabelecimento transportador que executar serviço de coleta de cargas no endereço do


remetente, emitirá o documento “Ordem de Coleta de Carga”, modelo 20.

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A Ordem de Coleta de Carga será emitida antes da coleta da mercadoria e destina-se a


documentar o trânsito ou transporte, intra ou intermunicipal, da carga coletada, do
endereço do remetente até o do transportador, para efeito de emissão do respectivo
conhecimento de transporte.

Quando do recebimento da carga no estabelecimento do transportador que promoveu a


coleta, será emitido, obrigatoriamente, o conhecimento de transporte correspondente a cada
carga coletada.

Quando da coleta de mercadoria ou bem, a Ordem de Coleta de Carga será emitida, no


mínimo em 3 (três) vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via acompanhará a mercadoria coletada desde o endereço do remetente até o do


transportador, devendo ser arquivada após a emissão do respectivo conhecimento de carga;
II - a 2ª via será entregue ao remetente;
III - a 3ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.

A critério do fisco estadual poderá ser dispensada a Ordem de Coleta de Carga.

Base: artigo 71 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

RETORNO DE MERCADORIA NÃO ENTREGUE

No retorno de mercadoria ou bem, por qualquer motivo não entregue ao destinatário, o


Conhecimento de Transporte original servirá para acobertar a prestação de retorno ao
remetente, desde que observado o motivo no seu verso.

Base: artigo 72 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO – CT-e – E DOCUMENTO


AUXILIAR DO CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO - DACTE

O Ajuste SINIEF 9/2007, alterado pelos Ajustes SINIEF 10/2008, 04/2009, 13/2009,
18/2011, 8/2012 e 14/2012, instituiu o Conhecimento de Transporte Eletrônico - CT-e,
modelo 57, e o Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico- DACTE.

CT-E

Considera-se Conhecimento de Transporte Eletrônico - CT-e o documento emitido e


armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar
prestações de serviço de transporte de cargas, cuja validade jurídica é garantida pela
assinatura digital do emitente e pela autorização de uso correspondente.

O CT-e, modelo 57, poderá ser utilizado pelos contribuintes do ICMS em substituição aos
seguintes documentos:

I - Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;

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II - Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;

III - Conhecimento Aéreo, modelo 10;

IV - Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;

V - Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27;

VI - Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em transporte de


cargas.

A obrigatoriedade da utilização do CT-e será fixada por Protocolo ICMS, dispensada a


exigência do Protocolo na hipótese de contribuinte que possui inscrição em uma única
unidade federada.

Para emissão do CT-e, o contribuinte deverá solicitar, previamente, seu credenciamento na


unidade federada em cujo cadastro de contribuinte do ICMS estiver inscrito.

O CT-e deverá ser emitido com base em leiaute estabelecido em Ato COTEPE, por meio
de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela
administração tributária.

Assinatura Digital

Para a assinatura digital deverá ser utilizado certificado digital emitido dentro da cadeia de
certificação da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, que contenha o
CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do
documento digital.
DACTE

Fica instituído o Documento Auxiliar do CT-e - DACTE, conforme leiaute estabelecido em


Ato COTEPE, para acompanhar a carga durante o transporte ou para facilitar a consulta do
CT-e.

O DACTE:

I - deverá ter formato mínimo A5 (210 x 148 mm) e máximo ofício 2 (230 x 330 mm),
impresso em papel, exceto papel jornal, podendo ser utilizadas folhas soltas, formulário de
segurança, Formulário de Segurança para Impressão de Documento Auxiliar de
Documento Fiscal Eletrônico (FS-DA) ou formulário contínuo ou préimpresso, e possuir
títulos e informações dos campos grafados de modo que seus dizeres e indicações estejam
legíveis;

II - conterá código de barras, conforme padrão estabelecido em Ato COTEPE;

III - poderá conter outros elementos gráficos, desde que não prejudiquem a leitura do seu
conteúdo ou do código de barras por leitor óptico;

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IV - será utilizado para acompanhar a carga durante o transporte somente após a concessão
da Autorização de Uso do CT-e.

O contribuinte, mediante autorização de cada unidade federada envolvida no transporte,


poderá alterar o leiaute do DACTE, previsto em Ato COTEPE, para adequá-lo às suas
prestações, desde que mantidos os campos obrigatórios do CT-e constantes do DACTE.

É permitida a impressão, fora do DACTE, de informações complementares de interesse do


emitente e não existentes em seu leiaute.

Arquivamento e Crédito do Imposto

O transportador e o tomador do serviço de transporte deverão manter em arquivo digital os


CT-e pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda dos documentos fiscais,
devendo ser apresentados à administração tributária, quando solicitado.

O tomador do serviço deverá, antes do aproveitamento de eventual crédito do imposto,


verificar a validade e autenticidade do CT-e e a existência de Autorização de Uso do CT-e.

Quando o tomador não for contribuinte credenciado à emissão de documentos fiscais


eletrônicos poderá, alternativamente, manter em arquivo o DACTE relativo ao CT-e da
prestação, quando solicitado.

Cancelamento

Após a concessão de Autorização de Uso do CT-e, o emitente poderá solicitar o


cancelamento do CT-e, desde que não tenha iniciado a prestação de serviço de transporte,
observadas as demais normas da legislação pertinente.

A transmissão do Pedido de Cancelamento de CT-e será efetivada via Internet, por meio de
protocolo de segurança ou criptografia, podendo ser realizada por meio de software
desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração
tributária.

Caso tenha sido emitida Carta de Correção Eletrônica relativa a determinado CT-e, este não
poderá ser cancelado.

Carta de Correção Eletrônica

Após a concessão da Autorização de Uso do CT-e, o emitente poderá sanar erros em


campos específicos do CT-e, observado o disposto no §1º- A do art. 7º do Convênio
SINIEF s/nº de 1970, por meio de Carta de Correção Eletrônica - CC-e, transmitida à
administração tributária da unidade federada do emitente.

A transmissão da CC-e será efetivada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou
criptografia.

Havendo mais de uma CC-e para o mesmo CT-e, o emitente deverá consolidar na última
todas as informações anteriormente retificadas.

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Anulação de Valores

Para a anulação de valores relativos à prestação de serviço de transporte de cargas, em


virtude de erro devidamente comprovado como exigido em cada unidade federada, e desde
que não descaracterize a prestação, deverá ser observado:

I - na hipótese do tomador de serviço ser contribuinte do ICMS:

a) o tomador deverá emitir documento fiscal próprio, pelos valores totais do serviço e do
tributo, consignando como natureza da operação "Anulação de valor relativo à aquisição de
serviço de transporte", informando o número do CT-e emitido com erro, os valores
anulados e o motivo, podendo consolidar as informações de um mesmo período de
apuração em um único documento fiscal, devendo a primeira via do documento ser enviada
ao transportador;

b) após receber o documento referido, o transportador deverá emitir um CT-e substituto,


referenciando o CT-e emitido com erro e consignando a expressão "Este documento subs-
titui o CT-e número e data em virtude de (especificar o motivo do erro)";

II - na hipótese de tomador de serviço não ser contribuinte do ICMS:

a) o tomador deverá emitir declaração mencionando o número e data de emissão do CT-e


emitido com erro, bem como o motivo do erro, podendo consolidar as informações de um
mesmo período de apuração em uma ou mais declarações;
b) após receber o documento referido, o transportador deverá emitir um CT-e de anulação
para cada CT-e emitido com erro, referenciando-o, adotando os mesmos valores totais do
serviço e do tributo, consignando como natureza da operação "Anulação de valor relativo à
prestação de serviço de transporte", informando o número do CT-e emitido com erro e o
motivo;

c) após emitir o documento referido, o transportador deverá emitir um CT-e substituto,


referenciando o CT-e emitido com erro e consignando a expressão "Este documento subs-
titui o CT-e número e data em virtude de (especificar o motivo do erro)”.

O transportador poderá utilizar-se do eventual crédito decorrente do procedimento previsto


somente após a emissão do CT-e substituto, observada a legislação de cada unidade
federada.

Consulta pela Internet

A administração tributária disponibilizará consulta aos CT-e por ela autorizados em site, na
Internet, pelo prazo mínimo de 180 (cento e oitenta) dias.

A consulta poderá ser efetuada pelo interessado, mediante informação da "chave de acesso"
do CT-e.

A administração tributária das unidades federadas autorizadoras de CT-e disponibilizarão,


às empresas autorizadas à sua emissão, consulta eletrônica referente à situação cadastral

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dos contribuintes do ICMS de sua unidade, conforme padrão estabelecido em ATO


COTEPE.
Confirmação

As unidades federadas envolvidas na prestação poderão, mediante legislação própria,


conforme procedimento padrão estabelecido em ato COTEPE, exigir a confirmação, pelo
recebedor, destinatário e transportador, da entrega das cargas constantes do CT-e.

Aplicações Específicas

Aplicam-se ao CT-e, no que couber, as normas do Convênio SINIEF 06/1989 e demais


disposições tributárias regentes relativas a cada modal.

Escrituração e Exigência

Os CT-e cancelados, denegados e os números inutilizados devem ser escriturados, sem


valores monetários, de acordo com a legislação tributária vigente.

Nos casos em que a emissão do CT-e for obrigatória, o tomador do serviço deverá exigir
sua emissão, vedada a aceitação de qualquer outro documento em sua substituição.

Especificações Técnicas

As especificações técnicas do CT-e e DACTE estão previstas no Manual de Integração do


Contribuinte do Conhecimento de Transporte Eletrônico, conforme estipulado no Ato
Cotepe ICMS 18/2012.

BILHETE DE PASSAGEM RODOVIÁRIO

O Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13 será utilizado pelos transportadores que


executarem transporte rodoviário intermunicipal, interestadual e internacional, de
passageiros.

Excesso de Bagagem

Nos casos em que houver excesso de bagagem, as empresas de transportes rodoviários de


passageiros emitirão o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8, para
acobertar o transporte da bagagem.

Cancelamento

No caso de cancelamento de bilhete de passagem, escriturado antes do início da prestação


de serviço, havendo direito à restituição de valor ao usuário, o documento fiscal deverá
conter assinatura, identificação e endereço do adquirente que solicitou o cancelamento,
bem como a do chefe da agência, posto ou veículo que efetuou a venda, com a devida
justificativa.

Emissão

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ICMS – Teoria e Prática © 72

O Bilhete de Passagem Rodoviário será emitido, no mínimo, em 2 (duas) vias, que terão a
seguinte destinação:

I - a 1ª via ficará em poder do emitente, para exibição ao fisco;

II - a 2ª via será entregue ao passageiro, que deverá conservá-la durante a viagem.

Bases: artigos 43 a 46 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

BILHETE DE PASSAGEM AQUAVIÁRIO

O Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14, será utilizado pelos transportadores que
executarem transporte aquaviário intermunicipal, interestadual e internacional de
passageiros.

Nos casos em que houver excesso de bagagem, as empresas de transporte aquaviário de


passageiros emitirão o Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9, para
acobertar o transporte da bagagem.

O Bilhete de Passagem Aquaviário será emitido, no mínimo em 2 (duas) vias, que terão a
seguinte destinação:

I - a 1ª via ficará em poder do emitente, para exibição ao fisco;

II - a 2ª via será entregue ao passageiro, que deverá conservá-la durante a viagem.

Bases: artigos 47 a 50 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

BILHETE DE PASSAGEM AEROVIÁRIO

O Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15, será utilizado pelos


transportadores que executarem transporte aeroviário intermunicipal, interestadual e
internacional de passageiros.

Nos casos em que houver excesso de bagagem, as empresas de transporte aeroviário


emitirão o Conhecimento de Transporte Aeroviário de Cargas, modelo 10, para acobertar o
transporte da bagagem.

Na prestação de serviço de transporte aeroviário de passageiros, o Bilhete de Passagem e


Nota de Bagagem será emitido no mínimo em 2 (duas) vias, que terão a seguinte
destinação:

I - a 1ª via ficará em poder do emitente, para exibição ao fisco;

II - a 2ª via será entregue ao passageiro, que deverá conservá-la durante a viagem.

Bases: artigos 51 a 54 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

BILHETE DE PASSAGEM FERROVIÁRIO

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ICMS – Teoria e Prática © 73

O Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16 será utilizado pelos transportadores que


executarem transporte ferroviário intermunicipal, interestadual e internacional, de
passageiros.
O Bilhete de Passagem Ferroviário será emitido antes do início da prestação do serviço, no
mínimo em duas vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via ficará em poder do emitente para exibição ao fisco;


II - a 2ª via será entregue ao passageiro, que deverá conservá-la durante a viagem.

Em substituição ao documento, o transportador poderá emitir documento simplificado de


embarque de passageiro, desde que, no final do período de apuração emita Nota Fiscal de
Serviço de Transporte, segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações, com base em
controle diário de renda auferida, por estação, mediante prévia autorização do Fisco.

Bases: artigos 55 a 59 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

NOTA FISCAL – EMISSÃO PELA ENTRADA

O contribuinte, excetuado o produtor agropecuário, emitirá nota fiscal sempre que em seu
estabelecimento entrarem bens ou mercadorias, real ou simbolicamente:

I - novos ou usados, remetidas a qualquer título por particulares, produtores agropecuários


ou pessoas físicas ou jurídicas não obrigados à emissão de documentos fiscais;

II - em retorno, quando remetidos por profissionais autônomos ou avulsos, aos quais


tenham sido enviados para industrialização;

III - em retorno de exposições ou feiras, para as quais tenham sido remetidos


exclusivamente para fins de exposição ao público;

IV - em retorno de remessas feitas para venda fora do estabelecimento, inclusive por meio
de veículos;

V - importados diretamente do exterior, bem como as arrematados em leilão ou adquiridos


em concorrência promovidos pelo Poder Público;

VI - em outras hipóteses previstas na legislação.

Acobertamento do Trânsito das Mercadorias

O documento servirá para acompanhar o trânsito das mercadorias, até o local do


estabelecimento emitente, nas seguintes hipóteses:

1. quando o estabelecimento destinatário assumir o encargo de retirar ou de transportar as


mercadorias, a qualquer título, remetidas por particulares ou por produtores agropecuários,
do mesmo ou de outro Município;

2. nos retornos a que se referem os itens II e III anteriores;

3. nos casos do item V anterior.

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O campo "HORA DA SAÍDA" e o canhoto de recebimento somente serão preenchidos


quando a nota fiscal acobertar o transporte de mercadorias.
A nota fiscal será também emitida pelos contribuintes nos casos de retorno de mercadorias
não entregues ao destinatário, hipótese em que conterá as indicações do número, da série,
da data da emissão e do valor da operação do documento original.

Momento de Emissão

A nota fiscal de entrada será emitida, conforme o caso:

I - no momento em que os bens ou as mercadorias entrarem no estabelecimento;

II - no momento da aquisição da propriedade, quando as mercadorias não devam transitar


pelo estabelecimento do adquirente;

III - antes de iniciada a remessa.

Bases: Ajuste SINIEF 03/1994 e artigos 54 a 56 do Convênio CONFAZ s/nº de


15.12.1970.

CANCELAMENTO DO DOCUMENTO FISCAL

Quando o documento fiscal for cancelado, conservar-se-ão no talonário ou formulário


contínuo todas as suas vias, com declaração dos motivos que determinaram o
cancelamento e referência, se for o caso, ao novo documento emitido.

Base: artigo 12 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

EXIGÊNCIA PELO ADQUIRENTE E TRANSPORTADORES

Sempre que for obrigatória a emissão de documentos fiscais, aqueles a quem se destinarem
as mercadorias são obrigados a exigir tais documentos dos que devam emiti-los, contendo
todos os requisitos legais.

Os transportadores não poderão aceitar despacho ou efetuar o transporte de mercadorias


que não estejam acompanhadas dos documentos fiscais próprios.

Base: artigo 13 e 14 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

FIXAÇÃO DE PRAZO DE USO

As unidades da Federação poderão, igualmente, fixar os prazos para a utilização de


impressos de documentos fiscais (Ajuste SINIEF 03/1994).

AUTORIZAÇÃO DE IMPRESSÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

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As unidades da Federação disporão de forma que os documentos fiscais os documentos


aprovados por Regime Especial só possam ser impressos mediante prévia autorização da
repartição competente do Fisco estadual (artigo 16 do Convênio CONFAZ s/nº de
15.12.1970).

OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DA NOTA FISCAL

Os estabelecimentos, excetuados os de produtores agropecuários, emitirão Nota Fiscal:

I - sempre que promoverem a saída de mercadorias;

II - na transmissão da propriedade das mercadorias, quando estas não devam transitar pelo
estabelecimento transmitente.

III - sempre que em seu estabelecimento entrarem bens ou mercadorias, real ou


simbolicamente:

- novos ou usados, remetidas a qualquer título por particulares, produtores


agropecuários ou pessoas físicas ou jurídicas não obrigados à emissão de
documentos fiscais;

- em retorno, quando remetidos por profissionais autônomos ou avulsos, aos quais


tenham sido enviados para industrialização;

- em retorno de exposições ou feiras, para as quais tenham sido remetidos


exclusivamente para fins de exposição ao público;

- em retorno de remessas feitas para venda fora do estabelecimento, inclusive por


meio de veículos;

- importados diretamente do exterior, bem como as arrematados em leilão ou


adquiridos em concorrência promovidos pelo Poder Público;

- em outras hipóteses previstas na legislação.

Notas:

a) A nota fiscal emitida servirá para acompanhar o trânsito das


mercadorias, até o local do estabelecimento emitente, quando o
estabelecimento destinatário assumir o encargo de retirar ou de
transportar as mercadorias, a qualquer título, remetidas por
particulares ou por produtores agropecuários, do mesmo ou de outro
Município. Também servirá no acompanhamento do retorno e
transporte dos bens importados/arrematados ou adquiridos em
concorrência.

b) A nota fiscal será também emitida pelos contribuintes nos casos de


retorno de mercadorias não entregues ao destinatário, hipótese em que
conterá as indicações do número, da série, da data da emissão e do
valor da operação do documento original.

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Base: artigo 18 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

MOMENTO DE EMISSÃO DA NOTA FISCAL

A Nota Fiscal será emitida:


I - antes de iniciada a saída das mercadorias;

II - no momento do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias, em


restaurantes, bares, cafés e estabelecimentos similares;

III - antes da tradição real ou simbólica das mercadorias:

 nos casos de transmissão de propriedade de mercadorias ou de títulos que as


represente, quando estas não transitarem pelo estabelecimento do transmitente;
 nos casos de posterior transmissão de propriedade e de mercadorias, que
tendo transitado pelo estabelecimento transmitente, deste tenham saído sem o
pagamento do ICMS, em decorrência de locação ou de remessas para armazéns
gerais ou depósitos fechados.

Nota: Na Nota Fiscal emitida no caso de posterior transmissão de propriedade de


mercadorias, deverão ser mencionados o número, a série e subsérie e a data da
Nota Fiscal emitida anteriormente por ocasião da saída das mercadorias.

IV - relativamente à entrada de bens ou mercadorias, nos seguintes momentos:

 em que os bens ou as mercadorias entrarem no estabelecimento;

 no momento da aquisição da propriedade, quando as mercadorias não


devam transitar pelo estabelecimento do adquirente;

 antes de iniciada a remessa, nos casos em que a nota fiscal for emitida para
acompanhar as mercadorias.

V - no caso de mercadorias cuja unidade não possa ser transportada de uma só vez, desde
que o ICMS deva incidir sobre o todo;

Notas:
1. a Nota Fiscal inicial será emitida se o preço de venda se estender para o todo
sem indicação correspondente a cada peça ou parte; a Nota Fiscal especificará o
todo, com o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados e destaque do
Imposto de Circulação de Mercadorias, devendo constar que a remessa será feita
em peças ou partes.
2. a cada remessa corresponderá nova Nota Fiscal, sem lançamento do Imposto
sobre Produtos Industrializados e destaque do Imposto de Circulação de
Mercadorias, mencionando-se o número, a série e subsérie e a data da Nota Fiscal
inicial.

VI - no reajustamento de preço em virtude de contrato escrito de que decorra acréscimo do


valor das mercadorias;

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Nota: a Nota Fiscal será emitida dentro de 3 (três) dias da data em que se efetivou
o reajustamento do preço.

VII - na regularização em virtude de diferença de preço ou de quantidade das mercadorias,


quando efetuada no período de apuração dos respectivos impostos em que tenha sido
emitida a Nota Fiscal originária;

VIII - para lançamento do ICMS, não pagos nas épocas próprias, em virtude de erro de
cálculo ou de classificação fiscal, quando a regularização ocorrer no período de apuração
dos respectivos impostos em que tenha sido emitida a Nota Fiscal originária;

IX - no caso de diferença apurada no estoque de selos especiais de controle fornecidos ao


usuário, pelas repartições do fisco federal, para aplicação em seus produtos.

Notas:
1. a falta de selos caracteriza saída de produtos sem a emissão de Nota Fiscal e
sem pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto de
Circulação de Mercadorias;
2. o excesso de selos caracteriza saída de produtos sem aplicação do selo e sem
pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto de Circulação
de Mercadorias.
3. A emissão da Nota Fiscal somente será efetuada antes de qualquer
procedimento do Fisco.

No caso de mercadorias de procedência estrangeira que, sem entrar em estabelecimento do


importador ou arrematante, sejam por este remetidas a terceiros, deverão o importador ou
arrematante emitir Nota Fiscal, com a declaração de que as mercadorias sairão diretamente
da repartição federal em que se processou o desembaraço.

Vedação

Fora dos casos previstos nas legislações do IPI e do ICMS é vedada a emissão de Nota
Fiscal que não corresponda a uma efetiva saída de mercadorias.

Bases: artigos 20, 21 e 44 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.


NÚMERO DE VIAS

A nota fiscal será extraída, no mínimo, em quatro vias, que terão a seguinte destinação:

a 1ª via acompanhará as mercadorias e será entregue, pelo transportador, ao destinatário;

a 2ª via ficará presa ao bloco, para fins de controle do Fisco da unidade da Federação do
emitente;

a 3ª via:

a) nas operações internas, a destinação prevista na legislação da unidade da Federação do


emitente;

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b) nas operações interestaduais, acompanhará as mercadorias para fins de controle do Fisco


na unidade federada de destino;

c) nas saídas para o exterior em que o embarque se processe em outra unidade federada,
acompanhará as mercadorias para ser entregue ao fisco estadual do local de embarque;

a 4ª via terá o destino previsto na legislação da unidade da Federação do emitente.

Base: artigo 45 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

SAÍDA A DEPÓSITO FECHADO DO PRÓPRIO CONTRIBUINTE

Na saída de mercadorias com destino a depósito fechado do próprio contribuinte,


localizado na mesma unidade da Federação, será emitida Nota Fiscal contendo os
requisitos exigidos e, especialmente:

I - valor das mercadorias;

II - natureza da operação: "Remessa para depósito fechado ou armazém geral" – CFOP


5.905;

III - dispositivos legais que prevêem a suspensão do recolhimento do IPI e a não-incidência


do ICMS.

Base: artigo 22 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

Retorno ao Estabelecimento Depositante

Na saída de mercadorias em retorno ao estabelecimento depositante, remetidas por


depósito fechado, este emitirá Nota Fiscal contendo os requisitos exigidos e,
especialmente:

I - valor das mercadorias;

II - natureza da operação: "Retorno de mercadoria depositada em depósito fechado ou


armazém geral" – CFOP 5.906;

III - dispositivos legais que prevêem a suspensão do recolhimento do IPI e a não-incidência


do ICMS.

Bases: artigos 22 e 23 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

SAÍDA DE DEPÓSITO FECHADO

Na saída de mercadorias armazenadas em depósito fechado, com destino a outro


estabelecimento ainda que da mesma empresa, o estabelecimento depositante emitirá Nota
Fiscal contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

I - valor da operação;

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II - natureza da operação;

III - lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, se devido;

IV - destaque do ICMS, se devido;

V - circunstância em que as mercadoria serão retiradas do depósito fechado, mencionando-


se endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste.

O depósito fechado, no ato da saída das mercadorias, emitirá Nota Fiscal em nome do
estabelecimento depositante, sem lançamento do ICMS, contendo os requisitos exigidos e,
especialmente:

1. valor das mercadorias, que corresponderá àquele atribuído por ocasião de sua entrada no
depósito fechado;

2. natureza da operação: "Retorno simbólico de mercadoria depositada em depósito


fechado ou armazém geral" – CFOP 5.907 ou 6.907;

3. número, série e subsérie e data da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento depositante;

4. nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento a que


se destinarem as mercadorias.

O depósito fechado indicará no verso das vias da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento
depositante, que deverão acompanhar as mercadorias, a data de sua efetiva saída, o
número, a série e subsérie e a data da Nota Fiscal de retorno simbólico de mercadoria.

A Nota Fiscal será enviada ao estabelecimento depositante que deverá registrá-la, na


coluna própria do Registro de Entradas, dentro de 10 (dez) dias, contados da saída efetiva
das mercadorias do depósito fechado.

As mercadorias serão acompanhadas no seu transporte pela Nota Fiscal emitida pelo
estabelecimento depositante.

Poderá ser emitida Nota Fiscal de retorno simbólico, contendo resumo diário das saídas, à
vista da via adicional de cada Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento depositante, que
permanecerá arquivada no Depósito Fechado, dispensada a obrigação prevista no item 4
mencionado acima.

Bases: artigo 24 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970 e Ajuste SINIEF nº 04/78.

SAÍDA A DEPÓSITO FECHADO PERTENCENTE À MESMA EMPRESA

Na saída de mercadorias para entrega a depósito fechado, localizado na mesma unidade da


Federação do estabelecimento destinatário, ambos pertencentes à mesma empresa, o
estabelecimento destinatário será considerado depositante, devendo o remetente emitir
Nota Fiscal contendo os requisitos exigidos, indicando:

I - como destinatário, o estabelecimento depositante;

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II - no corpo da Nota Fiscal o local da entrega, endereço e números de inscrição, estadual e


no CNPJ, do depósito fechado.

O depósito fechado deverá:

1. registrar a Nota Fiscal que acompanhou as mercadorias, na coluna própria do Registro


de Entradas;

2. apor na Nota Fiscal referida no item anterior a data da entrada efetiva das mercadorias,
remetendo-a ao estabelecimento depositante.

O estabelecimento depositante deverá:

1. registrar a Nota Fiscal na coluna própria do Registro de Entradas, dentro de 10 (dez)


dias, contados da data da entrada efetiva das mercadorias no depósito fechado;

2. emitir Nota Fiscal relativa à saída simbólica, dentro de 10 (dez) dias, contados da data
da entrada efetiva das mercadorias no depósito fechado, na forma do exposto no tópico
Saída a Depósito Fechado do Próprio Contribuinte, mencionando, ainda, número e data do
documento fiscal emitido pelo remetente;

3. remeter a Nota Fiscal aludida no item anterior ao depósito fechado, dentro de 5 (cinco)
dias, contados da respectiva emissão.

O depósito fechado deverá acrescentar na coluna "Observações" do Registro de Entradas, o


número, a série e subsérie e a data da Nota Fiscal referida no item 2 anterior.

Todo e qualquer crédito do IPI e/ou do ICMS, quando cabível, será conferido ao
estabelecimento depositante.

Base: artigo 25 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

SAÍDA PARA DEPÓSITO EM ARMAZÉM GERAL – MESMO ESTADO

Na saída de mercadorias para depósito em armazém geral localizado na mesma unidade da


Federação do estabelecimento remetente, este emitirá Nota Fiscal contendo os requisitos
exigidos e, especialmente:

I - valor das mercadorias;

II - natureza da operação: "Remessa para depósito fechado ou armazém geral" – CFOP


5.905;

III - dispositivos legais que preveem a suspensão do recolhimento do Imposto sobre


Produtos Industrializados e a não incidência do ICMS.

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Se o depositante for produtor agropecuário, emitirá Nota Fiscal de Produtor.

Retorno ao Estabelecimento Depositante

Nas saídas das mercadorias em retorno ao estabelecimento depositante, o armazém geral


emitirá Nota Fiscal contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

I - valor das mercadorias;

II - natureza da operação: "Retorno de mercadoria depositada em depósito fechado ou


armazém geral" – CFOP 5.906;

III - dispositivos legais que preveem a suspensão do recolhimento do Imposto sobre


Produtos Industrializados e a não incidência do ICMS.

Base: artigo 26 e 27 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

SAÍDA DE MERCADORIAS DEPOSITADAS EM ARMAZÉM GERAL NO


MESMO ESTADO

Na saída de mercadorias depositadas em armazém geral, situado na mesma unidade da


Federação do estabelecimento depositante, com destino a outro estabelecimento ainda que
da mesma empresa, o depositante emitirá Nota Fiscal em nome do destinatário, contendo
os requisitos exigidos e, especialmente:

I - valor da operação;

II - natureza da operação;

III - lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, se devido;

IV - destaque do ICMS, se devido;

V - circunstância em que as mercadoria serão retiradas do armazém geral, mencionando-se


endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste.

O armazém geral, no ato da saída das mercadorias, emitirá Nota Fiscal em nome do
estabelecimento depositante, sem lançamento do IPI e sem destaque do ICMS, contendo os
requisitos exigidos e, especialmente:

1. valor das mercadorias, que corresponderá àquele atribuído por ocasião de sua entrada no
armazém geral;

2. natureza da operação: "Retorno simbólico de mercadoria depositada em depósito


fechado ou armazém geral " – CFOP 5.907 ou 6.907;

3. número, série e subsérie e data da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento depositante,
na forma do caput deste artigo;

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4. nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento a que


se destinarem as mercadorias.

O armazém geral indicará no verso das vias da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento
depositante, que deverão acompanhar as mercadorias, a data de sua efetiva saída, o
número, série e subsérie e a data da Nota Fiscal.

A Nota Fiscal será enviada ao estabelecimento depositante que deverá registrá-la, na


coluna própria do Registro de Entradas, dentro de 10 (dez) dias, contados da saída efetiva
das mercadorias do armazém geral.

As mercadorias serão acompanhadas no seu transporte pela Nota Fiscal emitida pelo
estabelecimento depositante.

Depositante Produtor Agropecuário

Se o depositante for produtor agropecuário, emitirá Nota Fiscal de Produtor, em nome do


estabelecimento destinatário, contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

I - valor da operação;

II - natureza da operação;

III - indicações, quando ocorrerem uma das hipóteses abaixo:

a) dos dispositivos legais que preveem a imunidade, não incidência ou isenção do ICMS;

b) do número e da data da guia de recolhimento e identificação do respectivo órgão


arrecadador, quando o produtor deva recolher o ICMS;

c) dos dispositivos legais que preveem o diferimento ou a suspensão do recolhimento do


ICMS;

d) da declaração de que o ICMS será recolhido pelo estabelecimento destinatário;

IV - circunstância em que as mercadorias serão retiradas do armazém geral, mencionando-


se endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste.

O armazém geral, no ato da saída das mercadorias, emitirá Nota Fiscal em nome do
estabelecimento destinatário, contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

1. valor da operação, que corresponderá ao do documento fiscal emitido pelo produtor


agropecuário;

2. natureza da operação;

3. número e data da Nota Fiscal de Produtor emitida pelo produtor agropecuário, bem
como nome, endereço e número de inscrição estadual deste;

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4. número e data da guia de recolhimento do ICMS, quando cabível o imposto, e


identificação do respectivo órgão arrecadador, quando for o caso.

As mercadorias serão acompanhadas no seu transporte pela Nota Fiscal de Produtor e pela
Nota Fiscal do armazém geral.

Estabelecimento Destinatário

O estabelecimento destinatário, ao receber as mercadorias, emitirá a Nota Fiscal de Entrada


contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

1. número e data da Nota Fiscal de Produtor emitida pelo produtor agropecuário;

2. número e data da guia de recolhimento do Imposto de Circulação de Mercadorias,


quando for o caso;

3. número, série e subsérie e data da Nota Fiscal emitida pelo armazém geral, bem como
nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste.

Bases: artigos 28 e 29 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

SAÍDA DE MERCADORIAS DEPOSITADAS EM ARMAZÉM GERAL – OUTRO


ESTADO

Na saída de mercadorias depositadas em armazém geral, situado em unidade da Federação


diversa do estabelecimento depositante, com destino a outro estabelecimento, ainda que da
mesma empresa, o depositante emitirá Nota Fiscal contendo os requisitos exigidos e,
especialmente:

I - valor da operação;

II - natureza da operação;

III - circunstância de que as mercadorias serão retiradas do armazém geral, mencionando-


se endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste.

Na Nota Fiscal emitida pelo depositante, não será efetuado o lançamento do IPI e nem o
destaque do ICMS.

O armazém geral, no ato da saída das mercadorias, emitirá:

1. Nota Fiscal em nome do estabelecimento destinatário, contendo os requisitos exigidos e,


especialmente:

a) valor da operação, que corresponderá ao da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento


depositante;

b) natureza da operação;

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c) número, série e subsérie e data da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento depositante,
bem como nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, deste;

d) lançamento do IPI e destaque do ICMS, se devidos, com a declaração: "O recolhimento


do IPI e do ICMS é de responsabilidade do armazém geral";

2. nota fiscal em nome do estabelecimento depositante, sem lançamento do IPI e sem


destaque do ICMS, contendo os requisitos exigidos e, especialmente:

a) valor das mercadorias, que corresponderá àquele atribuído por ocasião de sua entrada no
armazém geral;

b) natureza da operação: "Retorno simbólico de mercadoria depositada em depósito


fechado ou armazém geral" - CFOP 6.907;

c) número, série e subsérie e data da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento depositante,
bem como nome, endereço e números de inscrição estadual e no CNPJ, deste;

d) nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento


destinatário e número, série e subsérie e data da Nota Fiscal referida no item 1.

As mercadorias serão acompanhadas no seu transporte pelas Notas Fiscais do depositante e


do armazém geral emitida contra o destinatário (item 1 anterior).

A Nota Fiscal do armazém geral emitida contra o depositante (item 2 anterior) será enviada
ao estabelecimento depositante que deverá registrá-la na coluna própria do Registro de
Entradas, dentro de 10 (dez) dias, contados da saída efetiva das mercadorias do armazém
geral.

O estabelecimento destinatário, ao receber as mercadorias, registrará no Registro de


Entradas a Nota Fiscal do depositante, acrescentando na coluna "Observações" o número,
série e subsérie e data da Nota Fiscal a que alude o item 1 anterior (nota fiscal do armazém
geral), bem como nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ do armazém
geral e lançando nas colunas próprias, quando for o caso, os créditos dos impostos pagos
pelo armazém geral.

Base: artigo 30 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970.

VENDAS Á ORDEM OU PARA ENTREGA FUTURA

Nas vendas à ordem ou para entrega futura, poderá ser emitida Nota Fiscal, para simples
faturamento, com lançamento do IPI, vedado o destaque do ICMS.

O IPI será destacado antecipadamente pelo vendedor por ocasião da venda e o ICMS será
recolhido por ocasião da efetiva saída da mercadoria.
No caso de venda para entrega futura, por ocasião da efetiva saída global ou parcial, das
mercadorias, o vendedor emitirá Nota Fiscal em nome do adquirente, com destaque do
ICMS, quando devido, indicando-se, além dos requisitos exigidos, como natureza da

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operação, "Lançamento efetuado a título de simples faturamento decorrente de venda para


entrega futura" – CFOP 5.922 ou 6.922, bem como número, data e valor da operação da
nota relativa ao simples faturamento.

No caso de venda à ordem, por ocasião da entrega global ou parcial das mercadorias a
terceiros, deverá ser emitida Nota Fiscal:

1. pelo adquirente originário: com destaque do ICMS, quando devido, em nome do


destinatário das mercadorias, consignando-se, além dos requisitos exigidos, nome do
titular, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento que irá
promover a remessa das mercadorias;

2. pelo vendedor remetente:

a) em nome do destinatário, para acompanhar o transporte das mercadorias, sem destaque


do valor do ICMS, na qual, além dos requisitos exigidos, constarão como natureza da
operação, “Remessa de mercadoria por conta e ordem de terceiros, em venda à ordem" –
CFOP 5.923 ou 6.923, número, série e subsérie e data da Nota Fiscal de que trata o item
anterior, bem como o nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do seu
emitente;

b) em nome do adquirente originário, com destaque do ICMS, quando devido, na qual,


além dos requisitos exigidos, o número, série e subsérie da Nota Fiscal citada no item “a”
anterior.

Base: artigo 40 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970.

INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA

Nas operações em que um estabelecimento mandar industrializar mercadorias, com


fornecimento de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens,
adquiridos de outro, os quais, sem transitar pelo estabelecimento adquirente, forem
entregues pelo fornecedor diretamente ao industrializador, o estabelecimento fornecedor
deverá:

1. emitir Nota Fiscal em nome do estabelecimento adquirente, da qual, além das exigências
previstas, constarão também nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ,
do estabelecimento em que os produtos serão entregues, bem como a circunstância de que
se destinam à industrialização;

2. efetuar na Nota Fiscal referida no item anterior o lançamento do IPI e o destaque do


ICMS, quando devidos, que serão aproveitados como Crédito pelo adquirente, se for o
caso;

3. emitir Nota Fiscal, sem destaque de impostos, para acompanhar o transporte das
mercadorias ao estabelecimento industrializador, mencionando, além das exigências
previstas, número, série e subsérie e data da Nota Fiscal referida no item 1 e nome,
endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do adquirente, por cuja conta e
ordem a mercadoria será industrializada.

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Estabelecimento Industrializador

O estabelecimento industrializador deverá:

1. emitir Nota Fiscal, na saída do produto industrializado com destino ao adquirente, autor
da encomenda, da qual, além das exigências previstas, constarão o nome, endereço e
números de inscrição, estadual e no CNPJ, do fornecedor e número, série e subsérie e data
da Nota Fiscal por este emitida, bem como o valor da mercadoria recebida para
industrialização e o valor total cobrado do autor da encomenda, destacando destes, o valor
das mercadorias empregadas;

2. efetuar na Nota Fiscal referida no item anterior, sobre o valor total cobrado do autor da
encomenda, o lançamento do IPI e o destaque do ICMS, se exigidos, que serão
aproveitados como crédito pelo autor da encomenda, se for o caso.

Trânsito por mais de um Estabelecimento Industrializador

Se as mercadorias tiverem que transitar por mais de um estabelecimento industrializador,


antes de serem entregues ao adquirente, autor da encomenda, cada industrializador deverá:

I - emitir Nota Fiscal para acompanhar o transporte das mercadorias ao industrializador


seguinte, sem lançamento do IPI e sem destaque do ICMS, contendo, também, além das
exigências previstas para a nota fiscal:

a) a indicação de que a remessa se destina a industrialização por conta e ordem do


adquirente, autor da encomenda, que será qualificado nessa nota;

b) a indicação do número, série e subsérie e data da Nota Fiscal e nome, endereço e


números de inscrição, estadual e no CNPJ, do seu emitente, pela qual foram as mercadorias
recebidas em seu estabelecimento;

II - emitir Nota Fiscal em nome do estabelecimento adquirente, autor da encomenda,


contendo:

a) a indicação do número, série e subsérie e data da Nota Fiscal e nome, endereço e


números de inscrição, estadual e no CNPJ, do seu emitente, pela qual foram as mercadorias
recebidas em seu estabelecimento;

b) a indicação do número, série e subsérie e data da Nota Fiscal referida no item anterior;

c) o valor das mercadorias recebidas para industrialização, e o valor total cobrado do autor
da encomenda, destacando deste o valor das mercadorias empregadas;

d) o lançamento, sobre o valor total cobrado do autor da encomenda, do IPI e o destaque


do ICMS, se exigidos, que serão aproveitados como crédito, pelo autor da encomenda, se
for o caso.

Base: artigo 42 e 43 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970.

REDESPACHO DE CARGAS

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Redespacho é o contrato entre transportadores em que um prestador de serviço de


transporte (redespachante) contrata outro prestador de serviço de transporte (redespachado)
para efetuar a prestação de serviço de parte do trajeto.

Quando o serviço de transporte de carga for efetuado por redespacho, deverão ser adotados
os seguintes procedimentos:

I - o transportador que receber a carga para redespacho:

a) emitirá o competente conhecimento de transporte, lançando o frete e o imposto


correspondente ao serviço que lhe couber executar, bem como os dados relativos ao
redespacho;
b) anexará a 2ª via do conhecimento de transporte emitido na forma do item anterior, à 2ª
via do conhecimento de transporte que acobertou a prestação do serviço até o seu
estabelecimento, as quais acompanharão a carga até o seu destino;
c) entregará ou remeterá a 1ª (primeira) via do conhecimento de transporte, emitido na
forma do item “a” anterior, ao transportador contratante do redespacho, dentro de 5 (cinco)
dias, contados da data do recebimento da carga;

II - o transportador contratante do redespacho:

a) anotará na via do conhecimento que fica em seu poder (emitente), referente à carga
redespachada, o nome, o endereço de quem aceitou o redespacho, bem como o número, a
série e subsérie e a data do conhecimento emitido pelo redespachante;
b) arquivará em pasta própria os conhecimentos recebidos do transportador para o qual
redespachou a carga, para efeito de comprovação de crédito do ICMS, quando for o caso.

Base: artigo 59 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

DESPACHO DE TRANSPORTE

No caso de transporte de cargas, a empresa transportadora que contratar transportador


autônomo para complementar a execução do serviço, em meio de transporte diverso do
original, cujo preço tenha sido cobrado até o destino da carga, poderá emitir em
substituição ao conhecimento apropriado, o “Despacho de Transporte”, modelo 17.

O Despacho Rodoviário será emitido antes do início da prestação do serviço e


individualizado para cada veículo.

O Despacho Rodoviário será emitido, no mínimo, em 3 (três) vias, com a seguinte


destinação:

I - a 1ª e 2ª vias serão entregues ao transportador;


II - a 3ª via ficará fixa ao bloco para exibição ao Fisco.

Somente será permitida a adoção do documento de Despacho de Transporte, em prestações


interestaduais, se a empresa contratante possuir estabelecimento inscrito no Estado de
início da complementação do serviço.

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Quando for contratada complementação de transporte por empresa estabelecida em Estado


diverso da execução do serviço, a 1ª via do documento, após o transporte, será enviada à
empresa contratante, para efeitos de apropriação do crédito do imposto retido.

Base: artigo 60 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

RESUMO DE MOVIMENTO DIÁRIO

Os estabelecimentos que executarem serviços de transporte intermunicipal, interestadual e


internacional, que possuírem inscrição centralizada, para fins de escrituração, no livro
Registro de Saídas, dos documentos emitidos pelas agências, postos, filiais ou veículos,
deverão adotar o “Resumo de Movimento Diário”, modelo 18.

Remessa ao Estabelecimento Centralizador

O Resumo de Movimento Diário deverá ser enviado pelo estabelecimento emitente para o
estabelecimento centralizador, no prazo de 3 (três) dias, contados da data da sua emissão.

Transportador de Passageiros

Quando o transportador de passageiros, localizado no Estado, remeter blocos de bilhetes de


passagem para serem vendidos em outro Estado, o estabelecimento remetente deverá
anotar no livro de Registros de Utilização de Documentos Fiscais, o número inicial e final
dos bilhetes e o local onde serão emitidos, inclusive do Resumo de Movimento Diário, que
após emitidos pelo estabelecimento localizado no outro Estado, deverão retornar ao
estabelecimento de origem para serem escriturados no livro Registro de Saídas, no prazo
de 5 (cinco) dias contados da data da sua emissão.

As empresas de transporte de passageiros poderão emitir, por unidade da Federação, o


Resumo de Movimento Diário, na sede da empresa, com base em demonstrativo de venda
de bilhetes emitidos por quaisquer postos de vendas, estabelecendo os Estados prazo não
inferior ao 10º (décimo) dia do mês seguinte para sua escrituração.

Os demonstrativos de vendas de bilhetes, utilizados como suporte para elaboração dos


resumos de Movimento Diário, terão numeração e seriação controladas pela empresa e
deverão ser conservados por período não inferior a 5 (cinco) exercícios completos.

Emissão

O Resumo de Movimento Diário deverá ser emitido diariamente, no mínimo, em 2(duas)


vias, que terão a seguinte destinação:

I - a 1ª via enviada pelo emitente ao estabelecimento centralizador, para registro no livro


Registro de Saídas, modelo 2-A, que deverá mantê-lo à disposição do Fisco estadual.
II - a 2ª via ficará em poder do emitente, para exibição ao Fisco.

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Cada estabelecimento, seja matriz, filial, agência ou posto, emitirá o Resumo de


Movimento Diário, de acordo com a distribuição efetuada pelo estabelecimento
centralizador, registrado no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos
de Ocorrências, modelo 6.

Base: artigos 61 a 64 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

TRANSBORDO

Não caracteriza, para efeito de emissão de documento fiscal, o início de nova prestação de
serviço de transporte, os casos de transbordo de cargas, de turistas ou outras pessoas ou de
passageiros, realizados pela empresa transportadora, ainda que através de estabelecimentos
situados no mesmo ou em outro Estado e desde que sejam utilizados veículos próprios e
que no documento fiscal respectivo sejam mencionados o local de transbordo e as
condições que o ensejaram.

Base: artigo 73 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações subsequentes.

REMESSA PARA FORMAÇÃO DE LOTES EM RECINTOS ALFANDEGADOS


PARA POSTERIOR EXPORTAÇÃO

A partir de 1º de novembro de 2006, por ocasião da remessa para formação de lotes em


recintos alfandegados para posterior exportação, o estabelecimento remetente deverá emitir
nota fiscal em seu próprio nome, sem destaque do valor do imposto, indicando como
natureza da operação "Remessa para Formação de Lote para Posterior Exportação".

Além dos demais requisitos exigidos, a nota fiscal deverá conter:

I - a indicação de não incidência do imposto, por se tratar de saída de mercadoria com


destino ao exterior;

II - a identificação e o endereço do recinto alfandegado onde serão formados os lotes para


posterior exportação.

Por ocasião da exportação da mercadoria o estabelecimento remetente deverá:

1 - emitir nota fiscal relativa a entrada em seu próprio nome, sem destaque do valor do
imposto, indicando como natureza da operação "Retorno Simbólico de Mercadoria
Remetida para Formação de Lote e Posterior Exportação";

2 - emitir nota fiscal de saída para o exterior, contendo, além dos requisitos previstos na
legislação de cada Unidade Federada:

a) a indicação de não incidência do imposto, por se tratar de saída de mercadoria com


destino ao exterior;

b) a indicação do local de onde sairão fisicamente as mercadorias;

c) os números das notas fiscais referidas na cláusula primeira, correspondentes às saídas


para formação do lote, no campo "Informações Complementares".

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ICMS – Teoria e Prática © 90

Na hipótese de ser insuficiente o campo a que se refere a alínea "c" do item 2 anterior,
poderão os números de notas fiscais serem indicados em relação anexa ao respectivo
documento fiscal.

O estabelecimento remetente ficará obrigado ao recolhimento do imposto devido,


monetariamente atualizado, sujeitando-se aos acréscimos legais, inclusive multa, segundo a
respectiva legislação estadual, nos casos em que não se efetivar a exportação das
mercadorias remetidas para formação de lote:

I - após decorrido o prazo de 90 (noventa) dias contados da data da primeira Nota Fiscal de
remessa para formação de lote;

II - em razão de perda, extravio, perecimento, sinistro, furto da mercadoria, ou qualquer


evento que dê causa a dano ou avaria;

III - em virtude de reintrodução da mercadoria no mercado interno.

O prazo estabelecido no item I poderá ser prorrogado, uma única vez, por igual período, a
critério do fisco do Estado do estabelecimento remetente.

Base: Convênio ICMS 83/2006.

EXPORTAÇÃO DIRETA COM ENTREGA EM PAÍS DIVERSO

Nas operações de exportação direta em que o adquirente da mercadoria, situado no


exterior, determinar que essa mercadoria seja destinada diretamente à outra empresa,
situada em país diverso, deverá ser observado o seguinte:

1) Por ocasião da exportação da mercadoria o estabelecimento exportador deverá emitir


nota fiscal de exportação em nome do adquirente, situado no exterior, na qual constará:

I - no campo natureza da operação: “Operação de exportação direta”;

II - no campo do CFOP: o código 7.101 ou 7.102, conforme o caso;

III – no campo Informações Complementares:

a) o número do Registro de Exportação (RE) do Siscomex (Sistema Integrado do Comércio


Exterior);

b) demais obrigações definidas nas legislações das respectivas unidades federadas.

2) Por ocasião do transporte, o estabelecimento exportador deverá emitir nota fiscal de


saída de remessa de exportação em nome do destinatário situado em país diverso daquele
do adquirente, na qual constará:

I – no campo natureza da operação: “Remessa por conta e ordem”;

II – no campo do CFOP: o código 7.949 (Outras saídas de mercadorias não especificadas);

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III – no campo Informações Complementares:

a) o número do Registro de Exportação (RE) do Siscomex (Sistema Integrado do Comércio


Exterior), bem como o número, a série e a data da nota fiscal citada no item 1;

b) demais obrigações definidas nas legislações das respectivas unidades federadas.

Uma cópia da nota fiscal prevista no item 1 deverá acompanhar o trânsito até a
transposição da fronteira do território nacional.

Base: Convênio ICMS 59/2007.

CONSIGNAÇÃO MERCANTIL

Na saída de mercadoria a título de consignação mercantil:

I - o consignante emitirá nota fiscal contendo, além dos demais requisitos exigidos, o
seguinte:

a) natureza da operação: "Remessa em consignação";

b) destaque do ICMS e do IPI, quando devidos.

II - o consignatário lançará a nota fiscal no Livro Registro de Entradas, creditando-se do


valor do imposto, quando permitido.

Reajuste de Preço

Havendo reajuste do preço contratado por ocasião da remessa em consignação mercantil:

I - o consignante emitirá nota fiscal complementar contendo, além dos demais requisitos
exigidos, o seguinte:

a) natureza da operação: Reajuste de preço de mercadoria em consignação;

b) base de cálculo: o valor do reajuste;

c) destaque do ICMS e do IPI, quando devidos;

d) a expressão "Reajuste de preço de mercadoria em consignação - NF nº (...), de (...)/


(...)/";

II - o consignatário lançará a nota fiscal no Livro Registro de Entradas, creditando-se do


valor do imposto, quando permitido.

Venda de Mercadoria

Na venda da mercadoria remetida a título de consignação mercantil:

I - o consignatário deverá:

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a) emitir nota fiscal contendo, além dos demais requisitos exigidos, como natureza da
operação, a expressão "Venda de mercadoria recebida em consignação";

b) registrar a nota fiscal de que trata o item seguinte, no Livro Registro de Entradas, apenas
nas colunas "Documento Fiscal" e "Observações", indicando nesta a expressão "Compra
em consignação - NF nº (...) de (...)/(...)/(...)";

c) registrar a Nota fiscal de que trata o item II, no Livro Registro de Entradas, apenas nas
colunas " Documento fiscal" e "Observações", indicando nesta a expressão "Compra em
consignação - NF nº ..., de.../.../...

II - o consignante emitirá nota fiscal, sem destaque do ICMS e do IPI, contendo, além dos
demais requisitos exigidos, o seguinte:

a) natureza da operação: Venda;

b) valor da operação: o valor correspondente ao preço da mercadoria efetivamente vendida,


neste incluído, quando for o caso, o valor relativo ao reajuste do preço;

c) a expressão "Simples faturamento de mercadoria em consignação - NF nº (...),de (...)/


(...)/(...) (e, se for o caso) reajuste de preço - NF nº (...), de ..../(...)/(...)".

O consignante lançará a nota fiscal a que se refere o item II, no Livro Registro de Saídas,
apenas nas colunas "Documento Fiscal", "Observações", indicando nesta a expressão
"Venda em consignação - NF nº (...), de (...)/(...)/(...)".

Devolução de Mercadoria

Na devolução de mercadoria remetida em consignação mercantil:

I - o consignatário emitirá nota fiscal contendo, além dos demais requisitos exigidos, o
seguinte:

a) natureza da operação: Devolução de mercadoria recebida em consignação;

b) base de cálculo: o valor da mercadoria efetivamente devolvida, sobre o qual foi pago o
imposto;

c) destaque do ICMS e indicação do IPI nos valores debitados, por ocasião da remessa em
consignação;

d) a expressão "Devolução (parcial ou total, conforme o caso) de mercadoria em


consignação - NF nº (...), de (...)/(...)/(...)".

II - o consignante lançará a nota fiscal, no livro Registro de Entradas, creditando-se do


valor do imposto.

Substituição Tributária

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As disposições contidas neste tópico não se aplicam a mercadorias sujeitas ao regime de


substituição tributária.

Base: Ajuste SINIEF 02/1993 e 9/2008.

PARTES E PEÇAS SUBSTITUÍDAS EM VIRTUDE DE GARANTIA

Em relação às operações com partes e peças substituídas em virtude de garantia por


fabricantes ou por oficinas credenciadas ou autorizadas, na entrada da peça defeituosa a ser
substituída, o estabelecimento ou a oficina credenciada ou autorizada deverá emitir nota
fiscal, sem destaque do imposto.

Os procedimentos a seguir listados são válidos para operações realizadas a partir de


01/05/2007.

NOTA FISCAL – INDICAÇÕES

A nota fiscal conterá, além dos demais requisitos, as seguintes indicações:

I - a discriminação da peça defeituosa;


II - o valor atribuído à peça defeituosa, que será equivalente a 10% (dez por cento) do
preço de venda da peça nova praticado pelo estabelecimento ou pela oficina credenciada
ou autorizada;
III - o número da ordem de serviço ou da nota fiscal - ordem de serviço;
IV - o número, a data da expedição do certificado de garantia e o termo final de sua
validade.

NOTA FISCAL ENGLOBADORA

A nota fiscal poderá ser emitida no último dia do período de apuração, englobando as
entradas de peças defeituosas ocorridas no período, desde que:

1 - na ordem de serviço ou na nota fiscal, conste:


a) a discriminação da peça defeituosa substituída;
b) o número, a data da expedição do certificado de garantia e o termo final de
sua validade;

2 - a remessa, ao fabricante, das peças defeituosas substituídas, seja efetuada após o


encerramento do período de apuração.
Ficam dispensadas as indicações referidas nos itens I e IV anterior na nota fiscal
englobadora.

REMESSA PARA O FABRICANTE

Fica isenta do ICMS a remessa da peça defeituosa para o fabricante promovida pelo
estabelecimento ou pela oficina credenciada ou autorizada, desde que a remessa ocorra até
trinta dias depois do prazo de vencimento da garantia.
Na remessa da peça defeituosa para o fabricante, o estabelecimento ou a oficina
credenciada ou autorizada deverá emitir nota fiscal, que conterá, além dos demais
requisitos, o valor atribuído à peça defeituosa (item II anterior).

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REMESSA DA PEÇA NOVA

Na saída da peça nova em substituição à defeituosa, o estabelecimento ou a oficina


credenciada ou autorizada deverá emitir nota fiscal indicando como destinatário o
proprietário da mercadoria, com destaque do imposto, quando devido, cuja base de cálculo
será o preço cobrado do fabricante pela peça e a alíquota será a aplicável às operações
internas da unidade federada de localização do estabelecimento ou da oficina credenciada
ou autorizada.

APLICABILIDADE

Os procedimentos aplicam-se:
I - ao estabelecimento ou à oficina credenciada ou autorizada que, com permissão do
fabricante, promove substituição de peça em virtude de garantia;

II - ao estabelecimento fabricante da mercadoria que receber peça defeituosa substituída


em virtude de garantia e de quem será cobrada a peça nova aplicada em substituição.

O disposto não se aplica às operações com partes e peças substituídas em virtude de


garantia, por fabricantes de veículos autopropulsados, seus concessionários ou oficinas
autorizadas.

Base: Convênio ICMS/CONFAZ 27/2007.

DEMONSTRAÇÃO E MOSTRUÁRIO

Demonstração

Considera-se demonstração a operação pela qual o contribuinte remete mercadorias a


terceiros, em quantidade necessária para se conhecer o produto, desde que retornem ao
estabelecimento de origem em 60 dias.

Na saída de mercadoria destinada a demonstração, o contribuinte deverá emitir nota fiscal


que conterá, além dos demais requisitos, as seguintes indicações:

I - no campo natureza da operação: Remessa para Demonstração;


II - no campo do CFOP: o código 5.912 ou 6.912, conforme o caso;
III - do valor do ICMS, quando devido;
IV - no campo Informações Complementares: Mercadoria remetida para demonstração

O trânsito de mercadoria destinada a demonstração, em todo o território nacional, deverá


ser efetuado com a nota fiscal desde que a mercadoria retorne no prazo previsto.

Mostruário

Considera-se operação com mostruário a remessa de amostra de mercadoria, com valor


comercial, a empregado ou representante, desde que retorne ao estabelecimento de origem
em 90 dias.

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Não se considera mostruário aquele formado por mais de uma peça com características
idênticas, tais como, mesma cor, mesmo modelo, espessura, acabamento e numeração
diferente.

Na hipótese de produto formado por mais de uma unidade, tais como, meias, calçados,
luvas, brincos, somente será considerado como mostruário se composto apenas por uma
unidade das partes que o compõem.

O prazo poderá ser prorrogado, por igual período, a critério da unidade federada de origem
da mercadoria.

Na saída de mercadoria destinada a mostruário o contribuinte deverá emitir nota fiscal


indicando como destinatário o seu empregado ou representante, que conterá, além dos
demais requisitos, as seguintes indicações:

I - no campo natureza da operação: Remessa de Mostruário;


II - no campo do CFOP: o código 5.949 ou 6.949, conforme o caso;
III - do valor do ICMS, quando devido, calculado pela alíquota interna da unidade federada
de origem;
IV - no campo Informações Complementares: Mercadoria enviada para compor mostruário
de venda.

O trânsito de mercadoria destinada a mostruário, em todo o território nacional, deverá ser


efetuado com a nota fiscal prevista desde que a mercadoria retorne no prazo previsto.

O disposto aplica-se, ainda, na hipótese de remessa de mercadorias a ser utilizadas em


treinamentos sobre o uso das mesmas, devendo na nota fiscal emitida constar:

I - como destinatário: o próprio remetente;


II - como natureza da operação: Remessa para Treinamento;
III - do valor do ICMS, quando devido, calculado pela alíquota interna da unidade federada
de origem;
IV - no campo Informações Complementares: os locais de treinamento.

Retorno

No retorno das mercadorias, o contribuinte deverá emitir nota fiscal relativa a entrada das
mercadorias.

O disposto não se aplica nos casos em que a remessa da mercadoria em demonstração seja
para contribuinte do ICMS, hipótese em que este deverá emitir nota fiscal com o nome do
estabelecimento de origem como destinatário.

Base: Ajuste SINIEF 08/2008.

SAÍDA PARA EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA

Entendem-se como empresa comercial exportadora, as empresas comerciais que realizarem


operações mercantis de exportação, inscritas no Cadastro de Exportadores e Importadores

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da Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, do Ministério do Desenvolvimento,


Indústria e Comércio Exterior.

O estabelecimento remetente deverá emitir nota fiscal contendo, além dos requisitos
exigidos pela legislação no campo "INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES", a
expressão "REMESSA COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO".

Ao final de cada período de apuração, o remetente encaminhará à repartição fiscal do seu


domicílio, as informações contidas na nota fiscal, em meio magnético, conforme o Manual
de Orientação aprovado pela cláusula trigésima segunda do Convênio ICMS 57, de 28 de
junho de 1995, podendo, em substituição, ser exigidas em listagem, a critério do fisco.

O estabelecimento destinatário, além dos procedimentos a que estiver sujeito conforme a


legislação de sua unidade federada, deverá emitir o documento denominado "Memorando-
Exportação", conforme previsto no Convênio ICMS 84/2009.

Até o último dia do mês subsequente ao do embarque da mercadoria para o exterior, o


estabelecimento exportador encaminhará ao estabelecimento remetente a 1ª via do
"Memorando-Exportação", que será acompanhada:

I - da cópia do Conhecimento de Embarque;

II - do comprovante de exportação;

III - do extrato completo do registro de exportação, com todos os seus campos;

IV - da declaração de exportação.

Para fins fiscais, somente será considerada exportada a mercadoria cujo despacho de
exportação esteja averbado.

CARTA DE CORREÇÃO

É permitida a utilização de carta de correção, para regularização de erro ocorrido na


emissão de documento fiscal, desde que o erro não esteja relacionado com:

I - as variáveis que determinam o valor do imposto tais como: base de cálculo, alíquota,
diferença de preço, quantidade, valor da operação ou da prestação;
II - a correção de dados cadastrais que implique mudança do remetente ou do destinatário;
III - a data de emissão ou de saída.
Também não é permitido a utilização da carta de correção para a anulação de valores
relativos à prestação de serviço de transporte de cargas, em virtude de erro devidamente
comprovado como exigido em cada unidade federada.

Base: Ajuste SINIEF/Confaz 1/2007 e Ajuste SINIEF 2/2008.

ALÍQUOTAS

A Resolução do Senado Federal nº 22, de 19 de maio de 1.989, (DOU 22/05/1989),


estabelece alíquotas do ICMS, nas operações e prestações interestaduais.

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Eis a íntegra da respectiva resolução:

RESOLUÇÃO SENADO FEDERAL Nº 22, DE 1989

Artigo 1º - A alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias


e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação, nas operações e prestações interestaduais, será de doze por cento.

Parágrafo Único - Nas operações e prestações realizadas nas regiões Sul e Sudeste,
destinadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ao Estado do Espírito Santo, as
alíquotas serão:

I - em 1989, oito por cento;


II - a partir de 1990, sete por cento.

Artigo 2º - A alíquota do imposto de que trata o art. 1º, nas operações de exportação para
o exterior, será de treze por cento.

Artigo 3º - Esta Resolução entra em vigor em 1º de junho de 1.989.

Senado Federal, em 19 de maio de 1.989.

Visando facilitar a aplicação prática das alíquotas do ICMS, segue adiante uma tabela
constando os Estados de origem e destino:

TABELA RESUMO DE ALÍQUOTAS INTERESTADUAIS DO ICMS

D E S T I N O

AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MT MS MG PA PB PR PE PI RN RS RJ RO RR SC SP SE TO

AC 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

AL 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

AM 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

AP 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

BA 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

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CE 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

DF 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

O ES 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

R GO 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

I MA 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

G MT 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

E MS 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

M MG 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 7 12 12 7 7 12 12 7 7

PA 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

PB 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

PR 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 7 7 7 12 12 7 7 12 12 7 7

PE 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

PI 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

RN 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

RS 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 12 7 7 7 12 7 7 12 12 7 7

RJ 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 12 7 7 7 12 7 7 12 12 7 7

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RO 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

RR 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

SC 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 12 7 7 7 12 12 7 7 12 7 7

SP 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 12 7 7 12 7 7 7 12 12 7 7 12 7 7

SE 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

TO 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

Atenção: Observar no Regulamento do ICMS de seu Estado sobre alíquotas a serem


utilizadas quando o destinatário não for contribuinte do ICMS e sobre produtos com
alíquotas diferenciadas.

Saída de Bens Importados

A partir de 01.01.2013, a alíquota ICMS, nas operações interestaduais com bens e


mercadorias importados do exterior, será de 4% (quatro por cento). Veja os detalhes no
tópico Alíquota Interestadual – Bens Importados.

ALÍQUOTA - PRESTAÇÃO DE TRANSPORTE AÉREO INTERESTADUAL DE


PASSAGEIRO, CARGA E MALA POSTAL

A Resolução Senado Federal nº 95, de 13 de dezembro de 1996 (D.O.U. - 16/12/1996),


adiante transcrita, fixou em 4% a alíquota da prestação de transporte aéreo interestadual de
passageiro, carga e mala postal:

RESOLUÇÃO SENADO FEDERAL Nº 95, DE 1996

FIXA ALÍQUOTA PARA COBRANÇA DO ICMS.

O Senado Federal resolve:

Artigo 1º - É estabelecida, quanto ao imposto de que trata o inciso II do "caput" do artigo


155 da Constituição Federal, a alíquota de 4% (quatro por cento) na prestação de
transporte aéreo interestadual de passageiro, carga e mala postal.

Artigo 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

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ICMS – BASE DE CÁLCULO – INCLUSÃO DO IPI

A Constituição Federal, em seu artigo 155, XI, dispõe que não compreenderá, na base de
cálculo do ICMS, o montante do IPI, quando a operação, realizada entre contribuintes e
relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador
dos dois impostos (ICMS e IPI). Idem artigo 13, parágrafo 2º da Lei Complementar
87/1996.

O IPI:

(a) não integra a base de cálculo do ICMS somente quando concorrerem as seguintes
condições:

(1) a operação for realizada entre contribuintes;

(2) o objeto da operação for produto destinado à industrialização ou à


comercialização; e

(3) a operação configurar fato gerador de ambos os impostos.

(b) integra a base de cálculo do ICMS se ocorrer qualquer das seguintes condições:

(1) a operação não for realizada entre contribuintes;

(2) o objeto da operação for produto não destinado à industrialização ou à


comercialização; e

(3) a operação não configurar fato gerador de ambos os impostos.

CÁLCULO - FÓRMULA

Para determinar o valor da operação, levando-se em consideração a inclusão do IPI na base


de cálculo do ICMS, teremos que aplicar a equação abaixo sobre o preço líquido do
produto visando nos proporcionar um coeficiente conforme as alíquotas de ICMS e IPI
aplicadas em cada operação.

Coeficiente = 1/1-[% ICMS/100 x (1 + % IPI/100)]

Exemplo:

Operação cujas alíquotas do ICMS e IPI sejam 25% e 10%, respectivamente, teremos o
seguinte coeficiente:

Coeficiente = 1/1-[0,25 x (1 + 0,10)]

Coeficiente = 1/0,725

Coeficiente = 1,37931

Prova real:

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ICMS – Teoria e Prática © 101

A – Preço do produto sem o ICMS embutido (líquido) : R$ 7.500,00

B – Coeficiente para determinação do preço do produto com o ICMS embutido = 1,37931

C – Preço do produto com o ICMS embutido (1,37931 x R$ 7.500,00) = R$ 10.344,82

D – IPI (10%) = R$ 1.034,48

E – Valor total (C + D) = R$ 11.379,30

F – Valor do ICMS (25% x R$ 11.379,30) = R$ 2.844,82

Subtraindo-se C de A, encontramos o valor de R$ 2.844,82, que é exatamente o que deve


ser destacado no documento fiscal a titulo de ICMS.

ICMS - CRÉDITO DO ATIVO PERMANENTE A PARTIR DE 01.01.2001

Relativamente aos créditos decorrentes de entrada de mercadorias no estabelecimento


destinadas ao ativo permanente, ocorridas a partir de 01.01.2001, deverá ser observado:

I - a apropriação será feita à razão de 1/48 (um quarenta e oito avos) por mês, devendo a
primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento;

II - em cada período de apuração do imposto, não será admitido o creditamento, em relação


à proporção das operações de saídas ou prestações isentas ou não tributadas sobre o total
das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo período.

O montante do crédito a ser apropriado será o obtido pela seguinte fórmula:

Valor total do crédito x 1/48 x valor das operações de saídas e prestações tributadas/total
das operações de saídas e prestações.

EQUIPARAÇÃO A OPERAÇÕES TRIBUTADAS

Até 31.12.2005, equiparam-se às tributadas, para fins deste cálculo, as saídas e prestações
com destino ao exterior.

A partir de 01.01.2006, por força da LC 120/2005, equiparam-se às tributadas, as saídas e


prestações com destino ao exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros,
jornais e periódicos.

Exemplo:

Aquisição de uma máquina, com um ICMS total de R$ 48.000,00.

Valor das operações de saídas tributadas e equiparadas: R$ 1.000.000,00

Valor das operações de saídas total: R$ 1.200.000,00

R$ 48.000,00 x 1/48 x 1.000.000 : 1.200.000 = R$ 833,33

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ICMS – Teoria e Prática © 102

Na hipótese de alienação dos bens do ativo permanente, antes de decorrido o prazo de


quatro anos contado da data de sua aquisição, não será admitido, a partir da data da
alienação, o creditamento da fração que corresponderia ao restante do quadriênio.

Exemplo:

Aquisição de uma ferramenta, em janeiro/2011, com ICMS de R$ 5.000,00.

Em janeiro/2012, esta ferramenta foi vendida. O saldo a creditar do ICMS (R$ 5.000,00 :
48 x 36 parcelas a creditar) = R$ 3.750,00, não poderá mais ser utilizado como crédito.

CONTROLE DE CRÉDITO DE ICMS DO ATIVO PERMANENTE – CIAP

O contribuinte que adquirir bem para compor o ativo permanente deve utilizar o CIAP para
fins de controle de crédito do ICMS do Ativo Permanente.

Referido controle foi instituído pelo Ajuste SINIEF 08/1997, com alterações posteriores
pelo Ajuste SINIEF 03/2001.

O documento fiscal relativo a bem do ativo permanente, além de sua escrituração nos
livros próprios, será, também, escriturado no CIAP.

A adoção dos modelos do CIAP será feita de acordo com o disposto na legislação de cada
unidade federada

Poderá o contribuinte optar pelo modelo adotado pela unidade federada em que estiver
localizada a sua matriz.

A escrituração do CIAP deverá ser feita:

I - até o dia seguinte ao da:

a) entrada do bem;

b) emissão da nota fiscal referente à saída do bem;

c) ocorrência do perecimento, extravio ou deterioração do bem;

II - no último dia do período de apuração, com relação aos lançamentos das parcelas
correspondentes, conforme o caso, ao estorno ou ao crédito do imposto, não podendo
atrasar-se por mais de 05 (cinco) dias.

Será permitida, relativamente à escrituração do CIAP:

I - a utilização do sistema eletrônico de processamento de dados;

II - a manutenção dos dados em meio magnético, conforme dispuser a legislação de


cada unidade federada;

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III - a substituição, a critério de cada unidade federada, por livro ou similar que
contenha, no mínimo, os dados do documento.

CIAP – MODELO C

No CIAP modelo C o controle dos créditos de ICMS dos bens do ativo permanente será
efetuado englobadamente, devendo a sua escrituração ser feita nas linhas, nos quadros e
nas colunas próprias, da seguinte forma:

I - linha ANO: o exercício objeto de escrituração;

II - linha NÚMERO: o número atribuído ao documento, que será sequencial por exercício,
devendo ser reiniciada a numeração após o término do mesmo;

III - quadro 1 - IDENTIFICAÇÃO DO CONTRIBUINTE: o nome, endereço, e inscrição


estadual do estabelecimento;

IV - quadro 2 - DEMONSTRATIVO DA BASE DO CRÉDITO A SER APROPRIADO:

a) colunas sob o título IDENTIFICAÇÃO DO BEM:


1. coluna NÚMERO OU CÓDIGO - atribuição do número ou código ao bem, a critério do
contribuinte, consoante a ordem sequencial de entrada, seguido de dois algarismos
indicando o exercício, findo o qual ser reiniciada a numeração;
2. coluna DATA - a data da ocorrência de qualquer movimentação do bem, tais como,
aquisição, transferência, baixa pelo decurso do prazo de 4 (quatro) anos de utilização;
3, coluna NOTA FISCAL - o número do documento fiscal relativo à aquisição ou entra
ocorrência;
4. coluna DESCRIÇÃO RESUMIDA - a identificação do bem, de forma sucinta;

b) colunas sob o título VALOR DO ICMS:


1. coluna ENTRADA (CRÉDITO PASSÍVEL DE APROPRIAÇÃO) - o valor do imposto,
passível de apropriação, relativo à aquisição, acrescido, quando for o caso, do ICMS
correspondente ao serviço de transporte e ao diferencial de alíquotas, vinculados à
aquisição do bem;
2. coluna SAÍDA, BAIXA OU PERDA - o valor correspondente ao imposto, passível de
apropriação, relativo à aquisição do bem, anteriormente escriturado na coluna ENTRADA
(CRÉDITO PASSÍVEL DE APROPRIAÇÃO), quando ocorrer a alienação, a transferência,
o perecimento, o extravio ou a deterioração do referido bem, ou, ainda, quando houver
completo o quadriênio de sua utilização;
3. coluna SALDO ACUMULADO (BASE DO CRÉDITO A SER APROPRIADO) - o
somatório da coluna ENTRADA, subtraindo-se desse o somatório da coluna SAÍDA,
BAIXA OU PERDA, cujo resultado, no final do período de apuração, serve de base para o
cálculo do crédito a ser apropriado;

V - quadro 3 - DEMONSTRATIVO DA APURAÇÃO DO CRÉDITO A SER


EFETIVAMENTE APROPRIADO:

a) coluna MÊS - o mês objeto de escrituração, caso o período de apuração seja mensal;
b) colunas sob o título OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES (SAÍDAS):

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1. coluna 1 - TRIBUTADAS E EXPORTAÇÃO - o valor das saídas (operações e


prestações) tributadas e de exportação escrituradas no mês;
2. coluna 2 - TOTAL DAS SAÍDAS - o valor total das operações e prestações de saídas
escrituradas pelo contribuinte no mês;
c) coluna 3 - COEFICIENTE DE CREDITAMENTO - o índice de participação das saídas
e prestações tributadas e de exportação no total das saídas e prestações escrituradas no
mês, encontrado mediante a divisão do valor das saídas e prestações tributadas e de
exportação (item 1 da alínea anterior) pelo valor total das saídas e prestações (item 2 da
alínea anterior), considerando-se, no mínimo, 4 (quatro) casas decimais;
d) coluna 4 - SALDO ACUMULADO (BASE DO CRÉDITO A SER APROPRIADO) -
valor base do crédito a ser apropriado mensalmente, transcrito da coluna com o mesmo
nome do quadro DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO A SER APROPRIADO;
e) coluna 5 - FRAÇÃO MENSAL - o quociente de 1/48 (um quarenta e oito avos) caso o
período de apuração seja mensal;
f) coluna 6 - CRÉDITO A SER APROPRIADO - o valor do crédito a ser apropriado é
encontrado mediante a multiplicação do coeficiente de creditamento (alínea "c" deste
inciso), pelo saldo acumulado (alínea "d" deste inciso) e pela fração mensal (alínea "e"
deste inciso), cujo resultado deve ser escriturado na forma prevista na legislação de cada
unidade da Federação.

Na escrituração do CIAP modelo C deverão ser observadas, ainda, as seguintes


disposições:

I - o saldo acumulado não sofrerá redução em função da apropriado mensal do crédito,


somente se alterado com nova aquisição ou na ocorrência de alienação, transferência,
perecimento, extravio deterioração, baixa ou outra movimentação de bem;

II - quando o período de apuração do imposto for diferente do mensal, o quociente de 1/48


(um quarenta e oito avos) deverá ser ajustado, efetuando-se as adaptações necessárias nas
colunas MÊS e FRAÇÃO MENSAL do quadro 3;

III - na utilização do sistema eletrônico de processamento de dados, o quadro 3 -


DEMONSTRATIVO DA APURAÇÃO DO CRÉDITO A SER EFETIVAMENTE
APROPRIADO poderá ser apresentado apenas na última folha do CIAP do período de
apuração.

As folhas do CIAP modelo C relativas a cada exercício serão enfeixadas, encadernadas e


autenticadas até o último dia do mês de fevereiro do ano subsequente, salvo quando a
legislação da unidade federada permitir a manutenção dos dados em meio magnético.

CIAP – MODELO D

No CIAP modelo D o controle do créditos de ICMS dos bens do ativo permanente será
efetuado individualmente, devendo a sua escrituração ser feitas nas linhas, nos campos, nos
quadros e nas colunas próprias, da seguinte forma:

I - campo Nº DE ORDEM: o número atribuído ao documento, que será seqüencial por


bem;

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II - quadro 1 - IDENTIFICAÇÃO: destina-se à identificação do contribuinte e do bem,


contendo os seguintes campos:

a) CONTRIBUINTE: o nome do contribuinte;

b) INSCRIÇÃO: o número da inscrição estadual do estabelecimento;

c) BEM: a descrição do bem, modelo, números da série e da plaqueta de identificação, se


houver;

III - quando 2 - ENTRADA: as informações fiscais relativas à entrada do bem, contendo os


seguintes campos:

a) FORNECEDOR: o nome do fornecedor;

b) Nº DA NOTA FISCAL: o número do documento fiscal relativo à entrada do bem;

c) Nº DO LRE: o número do livro Registro de Entradas em que foi escriturado o


documento fiscal;

d) FOLHA DO LRE: o número da folha do livro Registro de Entradas em que foi


escriturado o documento fiscal;

e) DATA DA ENTRADA: a data da entrada do bem no estabelecimento do contribuinte;

f) VALOR DO ICMS: o valor do imposto relativo à aquisição, acrescido, quando for o


caso, do ICMS correspondente ao serviço de transporte e ao diferencial de alíquotas,
vinculados à aquisição do bem;

IV - quadro 3 - SAÍDA: as informações fiscais relativas à saída do bem, contendo os


seguintes campos:

a) Nº DA NOTA FISCAL: o número do documento fiscal à saída do bem;

b) MODELO: o modelo do documento fiscal relativo à saída do bem;

c) DATA DA SAÍDA: a data da saída do bem do estabelecimento do contribuinte;

V - quadro 4 - PERDA: as informações relativas à ocorrência de perecimento, extravio,


deterioração do bem, ou, ainda, outra situação estabelecida na legislação de cada unidade
da Federação, contendo os seguintes campos:

a) o tipo de evento ocorrido, com sumária do mesmo;

b) a data da ocorrência do evento;

VI - quadro 5 - APROPRIAÇÃO MENSAL DO CRÉDITO: destina-se à escrituração, nas


colunas sob os títulos correspondentes do 1º ao 4º ano, do crédito a ser apropriado
proporcionalmente à relação entre as saídas e prestações tributadas e de exportação e o
total das saídas e prestações escrituradas no mês, contendo os seguintes campos:

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a) MÊS: o mês objeto de escrituração, caso o período de apuração seja mensal;

b) FATOR: o fator mensal será igual a 1/48 (um quarenta e oito avos) da relação entre a
soma das saídas e prestações tributadas e de exportação e o total das saídas e prestações
escrituradas no mês;

c) VALOR: o valor do crédito a ser apropriado, que será obtido pela multiplicação do fator
pelo valor do imposto de que trata a alínea "f" do inciso III.

Quando o período de apuração do imposto for diferente do mensal, o FATOR de 1/48 (um
quarenta e oito avos) deverá ser ajustado as adaptações necessárias no quadro 5 -
APROPRIAÇÃO MENSAL DO CRÉDITO.

O CIAP modelo D, deverá ser mantido à disposição do fisco, conforme previsto na


legislação de cada unidade federada.

RESTRIÇÕES DO CRÉDITO

Apesar de a Constituição Federal assegurar o princípio da não cumulatividade, o legislador


complementar entendeu restringir determinados créditos, numa afronta direta à Carta
Magna.

Mais surpreendente ainda é que o judiciário, quando chamado a resguardar a norma


constitucional, ter-se vergado a esta fraude legislativa, posicionando-se pela legitimidade
de tais restrições:

ICMS: CREDITAMENTO. Firme o entendimento do Supremo Tribunal no sentido de não


reconhecer o direito de creditamento do valor ICMS, quando pago em razão de operações
de consumo de energia elétrica, ou de utilização de serviço de comunicação ou, ainda, de
aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração, no ativo fixo, do seu próprio
estabelecimento. Precedentes. (STF - AI 488374 AgR / SP - SÃO PAULO -
Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - Julgamento: 15/06/2004 - Órgão Julgador:
Primeira Turma - DJ DATA-25-06-2004).

Portanto, atualmente vigoram as seguintes restrições de uso de créditos do ICMS, além das
constitucionais:

MATERIAIS DE USO E CONSUMO

Somente darão direito de crédito as mercadorias destinadas ao uso ou consumo do


estabelecimento, nele entradas a partir de 1º de Janeiro de 2020, conforme Lei
Complementar 138/2010.

ENERGIA ELÉTRICA

A partir de 01.01.2001*, somente dará direito a crédito a entrada de energia elétrica no


estabelecimento (LC 102/2000):

a) quando for objeto de operação de saída de energia elétrica;

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b) quando consumida no processo de industrialização;

c) quando seu consumo resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na


proporção destas sobre as saídas ou prestações totais; e

d) a partir de 1º de janeiro de 2020, nas demais hipóteses (Lei Complementar 138/2010).

SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO

A partir de 01.01.2001*, somente dará direito a crédito o recebimento de serviços de


comunicação utilizados pelo estabelecimento (LC 102/2000):

a) ao qual tenham sido prestados na execução de serviços da mesma natureza;

b) quando sua utilização resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na


proporção desta sobre as saídas ou prestações totais; e

c) a partir de 1º de janeiro de 2020, nas demais hipóteses (Lei Complementar 138/2010).

* Prazo que vigora por força da liminar em Ação Direta de Inconstitucionalidade 2325-0,
com efeitos para todos os contribuintes.

RESTRIÇÃO DE CRÉDITOS DE ESTADOS QUE CONCEDEM INCENTIVOS


FISCAIS

Os Estados do Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e São Paulo, representados pelos seus respectivos Secretários da Fazenda,
Finanças, Receita ou Tributação, celebraram o Protocolo ICMS 19/2004 publicado em
12.04.2004.

Referido instrumento dispõe sobre a vedação da apropriação de crédito do ICMS nas


entradas decorrentes de operações interestaduais, de mercadorias cujos remetentes estejam
beneficiados com incentivos fiscais concedidos em desacordo com a legislação de regência
do imposto.

O Protocolo estabelece que o crédito do ICMS correspondente à entrada de mercadoria ou


recebimento de serviço em estabelecimento localizado nesses estados, remetida, a qualquer
título, ou prestada por contribuinte que se beneficie de incentivos concedidos nas
atividades comerciais e de prestação de serviços em desacordo com a Lei Complementar
24/1975, somente será admitido até o montante em que o imposto tenha sido efetivamente
cobrado pela unidade da federação de origem.

A título de esclarecimento ao destinatário ou tomador, conforme o caso, a fiscalização


poderá informar no documento fiscal que acobertar a operação ou a prestação, a vedação
ao creditamento do imposto relativo à operação ou prestação e/ou a parcela que este está
autorizado a se creditar ou a deduzir.

A falta da informação no documento da operação ou prestação, entretanto, não autoriza o


destinatário a se creditar do ICMS destacado em desacordo com os preceitos do Protocolo.

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ICMS – Teoria e Prática © 108

Referido Protocolo foi tornado sem efeito pelo Despacho 02/2004 do CONFAZ.
Entretanto, as bases da restrição continuam válidas, pois sua origem é a Lei Complementar
24/1975, recepcionada pela Constituição Federal de 1988 - artigo 155, parágrafo 2º inciso
XII, letra "g".

FORNECIMENTO DE MATERIAIS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COM FORNECIMENTO DE MERCADORIA

Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa á Lei Complementar 116/2003, os


serviços nela mencionados não ficam sujeitos ao ICMS, ainda que sua prestação envolva
fornecimento de mercadorias.

Seguem, então, as exceções previstas, quando então se tributará pelo ICMS o valor das
mercadorias fornecidas:

7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção


civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração
de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a
instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de
mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços,
que fica sujeito ao ICMS).

7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e


congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços,
fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

FORNECIMENTO DE MERCADORIAS COM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NÃO


ESPECIFICADOS NA LISTA

O fornecimento de mercadoria com prestação de serviços não especificados na lista anexa


á Lei Complementar 116/2003 fica sujeito ao ICMS.

ICMS e IPI RECUPERÁVEIS - CONTABILIZAÇÃO

De acordo com a legislação do Imposto de Renda (§ 3º do artigo 289 e inciso I do artigo


290 do RIR/1999), o IPI e o ICMS pagos na aquisição de mercadorias para revenda e de
insumos da produção industrial (matérias-primas, materiais intermediários e embalagens)
não devem integrar o respectivo custo, quando forem recuperáveis mediante crédito nos
Livros fiscais pertinentes.

IPI E ICMS NA IMPORTAÇÃO

A segregação do custo de aquisição aplica-se inclusive aos impostos recuperáveis


(IPI/ICMS) pagos na importação de mercadorias destinadas à revenda ou matérias-primas
e outros materiais destinados à industrialização.

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ICMS – Teoria e Prática © 109

CONTABILIZAÇÃO

Uma forma de contabilizar os impostos recuperáveis pagos na aquisição de mercadorias e


insumos da produção é o registro, por ocasião da aquisição desses bens, em contas
próprias, classificáveis no ativo circulante, intituladas “IPI a Recuperar” e "ICMS a
Recuperar”.

Exemplo:

Aquisição de R$ 100.000,00 de materiais para a produção, sendo recuperáveis R$


10.000,00 de IPI e R$ 12.000,00 de ICMS:

D- Estoque de Matérias-primas (Ativo Circulante) R$ 78.000,00


D- IPI a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 10.000,00
D- ICMS a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 12.000,00
C- Fornecedores (Passivo Circulante) R$ 100.000,00

Lançamento por ocasião do término do período de apuração do IPI e do ICMS,


transferindo-se o saldo das contas respectivas para a conta do passivo:

D- ICMS a Recolher (Passivo Circulante)


C- ICMS a Recuperar (Ativo Circulante)

D- IPI a Recolher (Passivo Circulante)


C- IPI a Recuperar (Ativo Circulante)

CRÉDITO PRESUMIDO – TRANSPORTES

O Convênio ICMS 106/1996 permite aos estabelecimentos prestadores de serviço de


transporte um crédito de 20% (vinte por cento) do valor do ICMS devido na prestação, que
será adotado, opcionalmente, pelo contribuinte, em substituição ao sistema de tributação
previsto na legislação estadual.

Exemplo:

ICMS Devido pelo transportador: R$ 1.000,00


ICMS Crédito Presumido: 20% x R$ 1.000,00 = R$ 200,00
ICMS Líquido: R$ 1.000,00 – R$ 200,00 = R$ 800,00

VEDAÇÃO DE OUTROS CRÉDITOS

O contribuinte que optar pelo benefício previsto não poderá aproveitar quaisquer outros
créditos.

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ALCANCE

A opção pelo crédito presumido deverá alcançar todos os estabelecimentos do contribuinte


localizados no território nacional e será consignada no livro Registro de Utilização de
Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências de cada estabelecimento.

O prestador de serviço não obrigado à inscrição cadastral ou à escrituração fiscal apropriar-


se-á do crédito previsto nesta cláusula no próprio documento de arrecadação.

INAPLICABILIDADE

O benefício não se aplica às empresas prestadoras de serviços de transporte aéreo.

LIVROS FISCAIS

Salvo legislação especial, o contribuinte do ICMS deverá manter, em cada


estabelecimento, conforme as operações ou prestações que realizar, os seguintes livros
fiscais (artigo 51, Convênio SINIEF s/ nº de 15.12.1970, artigo 63, e Convênio SINIEF
6/89, artigo 87):

I - Registro de Entradas, modelo 1;

II - Registro de Entradas, modelo 1-A;

III - Registro de Saídas, modelo 2;

IV - Registro de Saídas, modelo 2-A;

V - Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3;

VI - Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5;

VII - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6;

VIII - Registro de Inventário, modelo 7;

IX - Registro de Apuração do ICMS, modelo 9;

X - Movimentação de Combustíveis - LMC.

Os livros Registro de Entradas, modelo 1, e Registro de Saídas, modelo 2, serão utilizados


por contribuinte sujeito, simultaneamente, à legislação do Imposto sobre Produtos
Industrializados e do ICMS.

Os livros Registro de Entradas, modelo 1-A, e Registro de Saídas, modelo 2-A, serão
utilizados por contribuinte sujeito apenas à legislação do ICMS.

O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, será utilizado por


estabelecimento industrial ou a ele equiparado pela legislação federal, e por atacadista,

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ICMS – Teoria e Prática © 111

podendo, a critério do Fisco, ser exigido de estabelecimento de contribuinte de outro setor,


com as adaptações necessárias.

O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, será utilizado por


estabelecimento que confeccionar impressos de documentos fiscais para terceiro ou para
uso próprio.

O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6


será utilizado por todos os estabelecimentos.

O livro Registro de Inventário será utilizado por todos os estabelecimentos que mantenham
mercadorias em estoque.

O livro Registro de Apuração do ICMS será utilizado por todos os estabelecimentos


inscritos, como contribuintes do respectivo imposto.

É facultado ao contribuinte acrescentar, nos livros fiscais, indicações de seu interesse,


desde que não lhes prejudiquem a clareza.

As disposições acima não se aplicam a produtor não equiparado a comerciante ou


industrial, que deverá registrar as operações na forma estabelecida pela Secretaria de
Fazenda Estadual.

Dispensa

O livro Registro de Apuração do ICMS poderá, a critério do Fisco, ser dispensado:

1. se for adotada a Guia de Informação e Apuração do ICMS;

2. se o estabelecimento recolher o ICMS com base no regime de estimativa.

Autenticação

Os livros fiscais, que serão impressos e de folhas numeradas tipograficamente em ordem


crescente, só serão usados depois de visados pela repartição competente do Fisco estadual.

Os livros fiscais terão suas folhas costuradas e encadernadas, de forma a impedir sua
substituição.

O "visto" será gratuito e será aposto em seguida ao termo de abertura lavrado e assinado
pelo contribuinte. Não se tratando de início de atividade, será exigida a apresentação do
livro anterior a ser encerrado.

Os livros a serem encerrados serão exibidos à repartição competente do Fisco estadual


dentro de 5 (cinco) dias após se esgotarem.

As unidades da Federação poderão dispensar o "visto", desde que os livros tenham sido
registrados na Junta Comercial, ou substituí-lo por outro meio de controle previsto na
legislação estadual.

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Escrituração

Os lançamentos nos livros fiscais serão feitos a tinta, com clareza, não podendo a
escrituração atrasar-se por mais de 5 (cinco) dias, ressalvados os livros a que forem
atribuídos prazos especiais.

Os livros não poderão conter emendas ou rasuras e seus lançamentos serão somados nos
prazos estipulados.

Quando não houver período expressamente previsto, os livros fiscais serão somados no
último dia de cada mês.

Será permitida a escrituração por processo mecanizado, mediante prévia autorização do


Fisco estadual. Para maiores detalhes, veja o tópico “Emissão de Documentos e Livros por
Sistema Eletrônico”.

Mais de Um Estabelecimento

Os contribuintes que mantiverem mais de um estabelecimento, seja filial, sucursal,


agência, depósito, fábrica ou outro qualquer, manterão em cada estabelecimento
escrituração em livros fiscais distintos, vedada a sua centralização.

Retirada dos Livros Fiscais

Sem prévia autorização do Fisco estadual, os livros fiscais não poderão ser retirados do
estabelecimento sob pretexto algum, salvo para serem levados à repartição fiscal.

Presume-se retirado do estabelecimento o livro que não for exibido ao Fisco, quando
solicitado.

Os agentes do Fisco arrecadarão mediante termo todos os livros fiscais encontrados fora do
estabelecimento e os devolverão aos contribuintes, adotando-se, no ato da devolução, as
providências fiscais cabíveis.

Cessação da Atividade

Os contribuintes ficam obrigados a apresentar à repartição competente do Fisco estadual,


dentro de 30 (trinta) dias contados da data da cessação da atividade para cujo exercício
estiverem inscritos, os livros fiscais, a fim de serem lavrados os termos de encerramento.

Fusão, Incorporação, Transformação ou Aquisição

Nos casos de fusão, incorporação, transformação ou aquisição, o novo titular do


estabelecimento deverá transferir, para o seu nome, por intermédio da repartição
competente do Fisco estadual, no prazo de 30 (trinta) dias da data da ocorrência, os livros
fiscais em uso, assumindo a responsabilidade pela sua guarda, conservação e exibição ao
Fisco.

A repartição competente do Fisco estadual poderá autorizar a adoção de livros novos em


substituição aos anteriormente em uso.

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ICMS – Teoria e Prática © 113

Bases: artigos 63 a 69 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970, Ajuste SINIEF nº


01/1992, Ajuste SINIEF nº 03/1985 e os referenciados no texto.

REGISTRO DE ENTRADAS

O livro Registro de Entradas, modelos 1 ou 1-A, destina-se à escrituração do movimento


de entradas de mercadorias, a qualquer título no estabelecimento.

Serão também escriturados os documentos fiscais relativos às aquisições de mercadorias


que não transitarem pelo estabelecimento adquirente.

Os lançamentos serão feitos operação a operação, em ordem cronológica, das entradas


efetivas no estabelecimento ou à data da aquisição ou do desembaraço aduaneiro na
hipótese do parágrafo anterior.

Os lançamentos serão feitos, documento por documento, desdobrados em tantas linhas


quantas forem as naturezas das operações, segundo o Código Fiscal anexo, nas colunas
próprias, da seguinte forma:

1. coluna "Data da Entrada": data da entrada efetiva da mercadoria no estabelecimento ou


data da sua aquisição ou do desembaraço aduaneiro;

2. coluna sob o título "DOCUMENTO FISCAL": espécie, série e subsérie, número e data
do documento fiscal correspondente à operação, bem como o nome do emitente e seus
números de inscrição, estadual e no CNPJ, facultado, às unidades da Federação, dispensar
a escrituração das duas últimas colunas referidas neste item.

3. coluna "Procedência": abreviatura de outra unidade da Federação, se for o caso, onde se


localiza o estabelecimento emitente;

4. coluna "Valor Contábil": valor total constante do documento fiscal;

5. colunas sob o título "Codificação":

a) coluna "Código Contábil": o mesmo que o contribuinte eventualmente utiliza no seu


plano de contas contábil;

b) coluna "Código Fiscal” – correspondente ao CFOP;

6. colunas sob os títulos "ICMS - Valores Fiscais" e "Operações com Crédito do Imposto":

a) coluna "Base de Cálculo": valor sobre o qual incide o Imposto de Circulação de


Mercadorias;

b) coluna "Alíquota": alíquota do ICMS que foi aplicada sobre a base de cálculo indicada
no item “a” anterior;

c) coluna "Imposto Creditado": montante do imposto creditado;

7. colunas sob os títulos "ICMS - Valores Fiscais" e "Operações sem Crédito do Imposto":

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a) coluna "Isenta ou não Tributada": valor da operação, deduzida a parcela do IPI se


consignada no documento fiscal, quando se tratar de entrada de mercadorias cuja saída do
estabelecimento remetente tenha sido beneficiada com isenção do ICMS ou esteja
amparada por imunidade ou não incidência, bem como o valor da parcela correspondente à
redução da base de cálculo, quando for o caso;

b) coluna "Outras": valor da operação, deduzida a parcela do IPI se consignada no


documento fiscal, quando se tratar de entrada de mercadorias que não confira ao
estabelecimento destinatário crédito do ICMS, ou quando se tratar de entrada de
mercadorias cuja saída do estabelecimento remetente tenha sido beneficiada com
diferimento ou suspensão do recolhimento do ICMS;

8. colunas sob os títulos "IPI - Valores Fiscais" e "Operações com Crédito do Imposto":

a) coluna "Base de Cálculo": valor sobre o qual incide o Imposto sobre Produtos
Industrializados;

b) coluna "Imposto Creditado": montante do imposto creditado;

9. colunas sob os títulos "IPI - Valores Fiscais" e "Operações sem Crédito do Imposto":

a) coluna "Isenta ou não Tributada": valor da operação, quando se tratar de entrada de


mercadorias cuja saída do estabelecimento remetente tenha sido beneficiada com isenção
do IPI ou esteja amparada por imunidade ou não incidência, bem como valor da parcela
correspondente à redução da base de cálculo, quando for o caso;

b) coluna "Outras": valor da operação, deduzida a parcela do IPI, se consignada no


documento fiscal, quando se tratar de entrada de mercadorias que não confira ao
estabelecimento destinatário crédito do IPI, ou quando se tratar de entrada de mercadorias
cuja saída do estabelecimento remetente tenha sido beneficiada com suspensão do
recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados;

10. coluna "Observações": anotações diversas.

A escrituração do livro deverá ser encerrada no último dia de cada mês.

Entradas de Materiais de Consumo

Os documentos fiscais relativos às entradas de materiais de consumo poderão ser


totalizados, segundo a natureza da operação, para efeito de lançamento global no último
dia do período de apuração.

Nota: Possibilidade revogada pelo Ajuste Sinief 13/2010, vigorando a partir de 01.03.2011.

Serviços de Transporte

Os documentos fiscais relativos à utilização de serviços de transporte poderão ser lançados


englobadamente, pelo total mensal.

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Os estabelecimentos prestadores de serviços de transporte, que optarem por redução da


tributação condicionada ao não aproveitamento de créditos fiscais, poderão escriturar os
documentos correspondentes à aquisição de mercadorias, totalizando-os, segundo a
natureza da operação e a alíquota aplicada, para efeito de lançamento global, no último dia
do período de apuração.

Nota: esta possibilidade foi revogada a partir de 01.03.2011 pelo Ajuste Sinief 13/2010.

Substituição Tributária

Ao final do período de apuração, para fins de elaboração da Guia de Informação e


Apuração das Operações e Prestações Interestaduais, deverão ser totalizadas e acumuladas
as operações e prestações escrituradas nas colunas "valor contábil", "base de cálculo,
"outras" e na coluna "observações", o valor do imposto pago por substituição tributária, por
unidade federada de origem das mercadorias ou de início da prestação do serviço.

Bases: artigo 70 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970, Ajustes SINIEF nº 01/80,


01/82, 16/89 03/94 e 06/95.

REGISTRO DE SAÍDAS

O livro Registro de Saídas, modelos 2 ou 2-A, destina-se à escrituração do movimento de


saídas de mercadorias, a qualquer título, do estabelecimento.

Serão também escriturados os documentos fiscais relativos às transmissões de propriedade


das mercadorias que não tenham transitado pelo estabelecimento.

Os lançamentos serão feitos em ordem cronológica, segundo a data de emissão dos


documentos fiscais, pelos totais diários das operações da mesma natureza, de acordo com o
CFOP, sendo permitido o registro conjunto dos documentos, de numeração seguida,
emitidos em talões da mesma série e subsérie.

Os lançamentos serão feitos, nas colunas próprias, da seguinte forma:

1. colunas sob o título "Documento Fiscal": espécies, série e subsérie, números inicial e
final e data do documento fiscal emitido;

2. coluna "Valor Contábil": valor total constante dos documentos fiscais;

3. colunas sob o título "Codificação":

a) coluna "Código Contábil": o mesmo que o contribuinte eventualmente utilizar no seu


plano de contas contábil;

b) coluna "Código Fiscal” – o código CFOP;

4. colunas sob os títulos "ICM - Valores Fiscais" e "Operações com Débito do Imposto":

a) coluna "Base de Cálculo": valor sobre o qual incide o ICMS;

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b) coluna "Alíquota": alíquota do ICMS que foi aplicada sobre a base de cálculo indicada
na alínea anterior;

c) coluna "Imposto Debitado": montante do imposto debitado;

5. colunas sob os títulos "ICMS - Valores Fiscais" e "Operações sem Débito do Imposto":

a) coluna "Isenta ou Não Tributada": valor da operação, deduzida a parcela do IPI, se


consignada no documento fiscal, quando se tratar de mercadorias cuja saída do
estabelecimento tenha sido beneficiada com isenção do ICMS ou esteja amparada por
imunidade ou não incidência, bem como valor da parcela correspondente à redução da base
de cálculo, quando for o caso:

b) coluna "Outras": valor da operação, deduzida a parcela do IPI, se consignada no


documento fiscal, quando se tratar de mercadorias cuja saída do estabelecimento tenha sido
beneficiada com diferimento ou suspensão do recolhimento do ICMS;

6. colunas sob os títulos "IPI - Valores Fiscais" e "Operações com Débito do Imposto":

a) coluna "Base de Cálculo": valor sobre o qual incide o IPI;

b) coluna "Imposto Debitado": montante do imposto debitado;

7. colunas sob os títulos "IPI - Valores Fiscais" e "Operações sem Débito do Imposto":

a) coluna "Isenta ou Não Tributada": valor da operação, quando se tratar de mercadorias


cuja saída do estabelecimento tenha sido beneficiada com isenção do IPI ou esteja
amparada por imunidade ou não incidência, bem como valor da parcela correspondente à
redução da base de cálculo, quando for o caso;

b) coluna "Outras": valor da operação, deduzida a parcela do IPI se consignada no


documento fiscal, quando se tratar de mercadorias cuja saída do estabelecimento tenha sido
beneficiada com suspensão do recolhimento do IPI;

8. coluna "Observações": anotações diversas.

Encerramento da Escrituração

A escrituração do livro deverá ser encerrada no último dia de cada mês.

Substituição Tributária

Ao final do período de apuração, para fins de elaboração da Guia de Informação e


Apuração das Operações e Prestações Interestaduais, deverão ser totalizadas e acumuladas
as operações e prestações escrituradas nas colunas "valor contábil", "base de cálculo" e na
coluna "observações", o valor do imposto cobrado por substituição tributária, por unidade
federada de destino das mercadorias ou da prestação do serviço, separando as destinadas a
não contribuintes.

Bases: artigo 71 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970 e Ajuste SINIEF nº 06/95.

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REGISTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE

O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, destina-se à escrituração


dos documentos fiscais e dos documentos de uso interno do estabelecimento,
correspondentes às entradas e às saídas, à produção, bem como às quantidades referentes
aos estoques de mercadorias.

Os lançamentos serão feitos operação a operação, devendo ser utilizada uma folha para
cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadorias.

Os lançamentos serão feitos nos quadros e nas colunas próprios, da seguinte forma:

1. quadro "Produto": identificação da mercadoria;

2. quadro "Unidade": especificação da unidade (quilogramas, metros, litros, dúzias etc.), de


acordo com a legislação do IPI;

3. quadro "Classificação Fiscal": indicação da posição, inciso e subinciso e alíquota


previstos pela legislação do IPI;

Nota: O disposto não se aplica aos estabelecimentos comerciais não equiparados


aos industriais.

4. colunas sob o título "Documento": espécie, série e subsérie do respectivo documento


fiscal e/ou documento de uso interno do estabelecimento, correspondente a cada operação;

5. colunas sob o título "Lançamento": número e folha do livro Registro de Entradas ou do


Registro de Saídas em que o documento fiscal tenha sido lançado, bem como a respectiva
codificação contábil e fiscal, quando for o caso;

6. colunas sob o título "Entradas":

a) coluna "Produção - No próprio Estabelecimento": quantidade do produto industrializado


no próprio estabelecimento;

Nota: é facultado o lançamento de totais diários. Fica igualmente dispensada a


escrituração das colunas sob o título "Documento" e "Lançamento" exceção feita à
coluna "Data".

b) coluna "Produção - Em outro Estabelecimento": quantidade do produto industrializado


em outro estabelecimento da mesma empresa ou de terceiros, com mercadorias
anteriormente remetidas para esse fim;

c) coluna "Diversas": quantidade de mercadorias não classificadas nas alíneas anteriores,


inclusive as recebidas de outros estabelecimentos da mesma empresa ou de terceiros para
industrialização e posterior retorno, consignando-se o fato, nesta última hipótese, na coluna
"Observações";

d) coluna "Valor": base de cálculo do IPI, quando a entrada das mercadorias originar
crédito desse tributo. Se a entrada não gerar crédito ou quando se tratar de isenção,

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imunidade ou não-incidência do mencionado tributo, será registrado o valor total atribuído


às mercadorias;

e) coluna "IPI": valor do imposto creditado, quando de direito;

7. colunas sob o título "Saídas":

a) coluna "Produção - No próprio Estabelecimento": em se tratando de matéria-prima,


produto intermediário e material de embalagem, a quantidade remetida do almoxarifado
para o setor de fabricação, para industrialização no próprio estabelecimento; em se tratando
de produto acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado no
próprio estabelecimento;

Nota: é facultado o lançamento de totais diários, quando remetidos do


almoxarifado para o setor de fabricação para industrialização no próprio
estabelecimento. Fica igualmente dispensada a escrituração das colunas sob o
título "Documento" e "Lançamento" exceção feita à coluna "Data"

b) coluna "Produção - Em outro Estabelecimento": em se tratando de matéria-prima,


produto intermediário e material de embalagem, a quantidade saída para industrialização
em outro estabelecimento da mesma empresa ou de terceiros, quando o produto
industrializado deva retornar ao estabelecimento remetente; em se tratando de produtos
acabado, a quantidade saída, a qualquer título, de produto industrializado em
estabelecimento de terceiros;

c) coluna "Diversas": quantidade de mercadorias saídas, a qualquer título, não


compreendidas nas alíneas anteriores;

d) coluna "Valor": base de cálculo do IPI. Se a saída estiver amparada por isenção,
imunidade ou não incidência, será registrado o valor total atribuído às mercadorias;

e) coluna "IPI": valor do imposto, quando devido;

8. coluna "Estoque": quantidade em estoque, após cada lançamento de entrada ou de saída;

Nota: é facultado o lançamento diário, ao invés de após cada lançamento de


entrada ou saída, na coluna "Estoque".

9. coluna "Observações": anotações diversas.

Quando se tratar de industrialização no próprio estabelecimento, será dispensada a


indicação dos valores relativamente às operações indicadas nas alíneas "a" do item 6 e na
primeira parte da alínea "a" do item 7.

Não serão escrituradas neste livro as entradas de mercadorias a serem integradas no ativo
fixo ou destinadas a uso do estabelecimento.

A Secretaria da Receita Federal, quando se tratar de produtos da mesma posição da Tabela


anexa ao Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, poderá autorizar o
industrial, ou a ele equiparado, a agrupá-los numa mesma folha.

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Substituição por Fichas

O livro de Controle de Produção e Estoques poderá, a critério da autoridade competente do


Fisco estadual, ser substituído por fichas, as quais deverão ser:

1. impressas com os mesmos elementos do livro substituído;

2. numeradas tipograficamente;

3. prévia e individualmente autenticadas pelo Fisco estadual ou pela Junta Comercial.

Autenticação

Deverá ainda ser previamente visada pela repartição competente do Fisco estadual ou pela
Junta Comercial a ficha-índice, em que, observada a ordem numérica crescente, será
registrada a utilização de cada ficha.

Prazo de Escrituração

A escrituração do livro ou das fichas referidas não poderá atrasar-se por mais de 15
(quinze) dias.

No último dia de cada mês deverão ser somados as quantidades e valores constantes das
colunas "Entradas" e "Saídas", acusando o saldo das quantidades em estoque, que será
transportado para o mês seguinte.

Agrupamento

As mercadorias que tenham pequena expressão na composição do produto final, tanto


quanto em termo físicos quanto em valor, poderão ser agrupadas numa mesma folha ou
ficha, desde que se enquadrem numa mesma posição da tabela do IPI.

Estabelecimentos Atacadistas

Os estabelecimentos atacadistas não equiparados a produtores industriais e obrigados à


adoção do Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque modelo 3, ficam
dispensados da escrituração das colunas "Valor" e "IPI'', mantidas as outras simplificações.

Possibilidade de Utilização de Controles Quantitativos de Mercadorias

Os estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação do IPI e os


atacadistas, que possuírem controles quantitativos de mercadorias que permitam perfeita
apuração dos estoques permanentes, poderão independentemente de autorização prévia,
utilizar estes controles em substituição ao livro modelo 3, desde que atendam ao seguinte:

a) o estabelecimento que optar pela substituição deverá comunicar essa opção, por escrito,
à Superintendência Regional da Receita Federal de sua jurisdição, e à Secretaria de
Fazenda do Estado, anexando modelo dos formulários adotados;

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b) a comunicação deverá ser feita através do órgão local da Secretaria da Receita Federal,
que jurisdicionar o estabelecimento optante;

c) os estabelecimentos que optarem pelos controles ficam obrigados a apresentar, quando


solicitados, aos fiscos federal e estadual, os controles quantitativos de mercadorias
substitutivos;

d) para a obtenção de dados destinados ao preenchimento de informações do IPI, os


estabelecimentos industriais ou a eles equiparados poderão adaptar aos seus modelos,
colunas para indicação do "Valor" e do "IPI", tanto nas entradas quanto nas saídas de
mercadorias;

e) ficam dispensados da obrigatoriedade de prévia autenticação as fichas adotadas em


substituição ao livro modelo 3;

f) os estabelecimentos que optarem pela substituição deverão manter sempre atualizada


uma ficha-índice ou equivalente.

Bases: Ajuste SINIEF nº 02/1972 e artigo 72 do Convênio CONFAZ s/ nº de 15.12.1970.

REGISTRO DE IMPRESSÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, destina-se à escrituração


das impressões de documentos fiscais, para terceiros ou para o próprio estabelecimento
impressor.

Os lançamentos serão feitos operação a operação, em ordem cronológica das saídas dos
documentos fiscais confeccionados ou de sua elaboração no caso de serem utilizados pelo
próprio estabelecimento.

Os lançamentos serão feitos, nas colunas próprias, da seguinte forma:

1. coluna "Autorização de Impressão - Número": número da "Autorização de Impressão de


Documentos Fiscais", quando exigida pelo Fisco, para posterior confecção dos documentos
fiscais;

2. colunas sob o título "Comprador":

a) coluna "Número de Inscrição": número da inscrição estadual e número da inscrição no


CNPJ;

b) coluna "Nome": nome do contribuinte usuário do documento fiscal confeccionado;

c) coluna "Endereço": identificação do local do estabelecimento do contribuinte usuário do


documento fiscal confeccionado;

3. colunas sob o título "Impressos":

a) coluna "Espécie": espécie do documento fiscal confeccionado: Nota Fiscal, Nota Fiscal
de Venda a Consumidor, Nota Fiscal de Produtor;

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b) coluna "Tipo": tipo do documento fiscal confeccionado: talonário, folhas soltas,


formulários contínuos etc.;

c) coluna "Série e Subsérie": série e subsérie correspondente ao documento fiscal


confeccionado;

d) coluna "Numeração": números dos documentos fiscais confeccionados; no caso de


impressão de documentos fiscais sem numeração tipográfica sob regime especial, tal
circunstância deverá constar da coluna "Observações";

4. colunas sob o título "Entregas":

a) coluna "Data": dia, mês e ano da efetiva entrega dos documentos fiscais confeccionados
ao contribuinte usuário;

b) coluna "Notas Fiscais": série, subsérie e o número da Nota Fiscal emitida pelo
estabelecimento gráfico relativa à saída dos documentos fiscais confeccionados;

5. coluna "Observações": anotações diversas.

Base: artigo 74 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

REGISTRO DE UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS E TERMOS DE


OCORRÊNCIAS

O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6,


destina-se à escrituração das entradas de documentos fiscais, confeccionados por
estabelecimentos gráficos ou pelo próprio contribuinte usuário do documento fiscal
respectivo, bem como a lavratura, pelo fisco, de termos de ocorrências.

Os lançamentos serão feitos operação a operação, em ordem cronológica da respectiva


aquisição ou confecção própria do documento fiscal, devendo ser utilizada uma folha para
cada espécie, série e subsérie de documento fiscal.

Os lançamentos serão feitos, nos quadros e colunas próprios, da seguinte forma:

1. quadro "Espécie": espécie do documento fiscal confeccionado: Nota fiscal, Nota Fiscal
de Venda a Consumidor, Nota Fiscal de Entrada;

2. quadro "Série e Subsérie": série e subsérie correspondente ao documento fiscal


confeccionado;

3. quadro "Tipo": tipo do documento fiscal confeccionado: talonário, folhas soltas,


formulários contínuos etc.;

4. quadro "Finalidade da Utilização": fins a que se destina o documento fiscal: vendas a


contribuintes, vendas a não contribuintes, vendas a contribuintes de outras unidades da
Federação etc.;

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5. coluna "Autorização de Impressão": número da "Autorização de Impressão de


Documentos Fiscais", quando exigida pelo Fisco, para posterior confecção do documento
fiscal;

6. coluna "Impressos - Numeração": os números dos documentos fiscais confeccionados;


no caso de impressão de documentos fiscais sem numeração tipográfica sob regime
especial, tal circunstância deverá constar da coluna "Observações";

7. colunas sob o título "Fornecedor":

a) coluna "Nome": nome do contribuinte que confeccionou os documentos fiscais;

b) coluna "Endereço": a identificação do local do estabelecimento impressor;

c) coluna "Inscrição": número da inscrição estadual e número da inscrição no CNPJ, do


estabelecimento impressor;

8. colunas sob o título "Recebimento":

a) coluna "Data": dia, mês e ano do efetivo recebimento dos documentos fiscais
confeccionados;

b) coluna "Nota Fiscal": série e subsérie e número da Nota Fiscal emitida pelo
estabelecimento impressor por ocasião da saída dos documentos fiscais confeccionados;

9. coluna "Observações": anotações diversas, inclusive:

a) extravio, perda ou inutilização de blocos de documentos fiscais ou conjunto de


documentos fiscais em formulários contínuos;

b) supressão da série e subsérie;

c) entrega de blocos ou formulários de documentos fiscais à repartição para serem


inutilizados.

Do total de folhas deste livro, 50% (cinquenta por cento), no mínimo, serão destinadas para
lavratura, pelo fisco, de termos de ocorrência, as quais devidamente numeradas, deverão
ser incluídas no final do livro.

Serão consignados também os documentos fiscais em uso no estabelecimento à data em


que se tornar obrigatória a escrituração do livro.

REGISTRO DE INVENTÁRIO

O livro Registro de Inventário, modelo 7, destina-se a arrolar, pelos seus valores e com
especificações que permitam sua perfeita identificação, as mercadorias, as matérias-primas,
os produtos intermediários, os materiais de embalagem, os produtos manufaturados e os
produtos em fabricação, existentes no estabelecimento à época do balanço.

No livro serão também arrolados, separadamente:

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1. as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de


embalagem e os produtos manufaturados pertencentes ao estabelecimento, em poder de
terceiros;

2. as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de


embalagem, os produtos manufaturados e os produtos em fabricação de terceiros, em poder
do estabelecimento.

O arrolamento em cada grupo deverá ser feito segundo a ordenação da Tabela prevista na
legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Nota: o disposto não se aplica aos estabelecimentos comerciais não equiparados


aos industriais.

Os lançamentos serão feitos, nas colunas próprias, da seguinte forma:

1. coluna "Classificação Fiscal": posição, inciso e subinciso em que as mercadorias estejam


classificadas na Tabela anexa ao Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados;

Nota: o disposto não se aplica aos estabelecimentos comerciais não equiparados


aos industriais.

2. coluna "Discriminação": especificação que permita a perfeita identificação das


mercadorias, tais como: espécie, marca, tipo e modelo;

3. coluna "Quantidade": quantidade em estoque à data do balanço;

4. coluna "Unidade": especificação da unidade (quilogramas, metros, litros, dúzias etc), de


acordo com a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados;

5. coluna sob o título "Valor":

a) coluna "Unitário": valor de cada unidade das mercadorias pelo custo de aquisição ou de
fabricação ou pelo preço corrente no mercado ou bolsa, prevalecendo o critério da
estimação pelo preço corrente, quando este for inferior ao preço de custo; no caso de
matérias-primas e/ou produtos em fabricação, o valor será o de seu preço de custo;

b) coluna "Parcial": valor correspondente ao resultado da multiplicação "quantidade" pelo


"valor unitário";

c) coluna "Total": valor correspondente ao somatório dos "valores parciais" constantes da


mesma posição, inciso e subinciso referidos no item 1;

6. coluna "Observações": anotações diversas.

Após o arrolamento, deverá ser consignado o valor total de cada grupo e, ainda, o total
geral do estoque existente.

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Data de Escrituração

O inventário será levantado em cada estabelecimento no último dia do ano civil, ou nas
hipóteses especiais determinadas pela legislação.

Prazo de Escrituração

A escrituração deverá ser efetivada dentro de 60 (sessenta) dias, contados da data do último
dia do ano civil ou da data determinada pela legislação.

Base: artigo 76 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

REGISTRO DE APURAÇÃO DO ICMS

O livro Registro de Apuração do ICM, modelo 9, destina-se a registrar os totais dos valores
contábeis e dos valores fiscais relativos ao ICMS, das operações de entradas e saídas,
extraídos dos livros próprios e agrupados segundo o CFOP.

No livro serão registrados, também, os débitos e os créditos fiscais do ICMS, a apuração


dos saldos e os dados relativos às guias de informação e apuração do ICMS e de
recolhimento.

As unidades da Federação poderão dispor que o livro seja escriturado por períodos
inferiores a um mês, em função da periodicidade das apurações do ICMS.

Base: artigo 78 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

FISCALIZAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS FISCAIS

Os livros e documentos fiscais, bem como outros papéis relacionados com o ICMS
poderão ser retirados do estabelecimento pelas autoridades fiscais estaduais e federais.

Será lavrado termo de arrecadação, em 2 (duas) vias, uma das quais será entregue ao
contribuinte ou seu preposto.

Os livros e documentos fiscais, bem como outros papéis, que constituam provas de
infração à legislação tributária, poderão ser apreendidos pelas autoridades fiscais estaduais
e federais.

Base: artigos 88 e 89 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970.

GUIA DE INFORMAÇÃO E APURAÇÃO DO ICMS

As unidades da Federação poderão exigir dos contribuintes do ICMS, documento de


informação e apuração do imposto, podendo conter outros elementos previstos na
legislação.

Deverá ser informado, de acordo com a periodicidade estabelecida pela respectiva unidade
da Federação, separadamente, em campos próprios, os valores relativos á base de cálculo,
imposto e demais informações de apuração do ICMS.

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As unidades da Federação exigirão dos contribuintes do ICMS a Guia de Informação das


Operações e Prestações Interestaduais - GI/ICMS, destinada a apurar a balança comercial
interestadual, que conterá, no mínimo, as seguintes indicações:

I - denominação: Guia de Informação das Operações e Prestações Interestaduais -


GI/ICMS;

II - identificação do contribuinte;

III - inscrição estadual;

IV - período de referência;

V - informações relacionadas com entradas e saídas de mercadorias, aquisições e


prestações de serviços, por unidade federada.

A guia será preenchida, no mínimo, em duas vias com a seguinte destinação:

a) a 1ª via, para a repartição fiscal competente;

b) a 2ª via, ao contribuinte como prova de entrega ao fisco.

A GI/ICMS será de periodicidade anual, compreendendo as operações e prestações


realizadas no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada exercício, devendo ser
entregue pelo contribuinte, conforme a legislação específica de cada unidade federada.

As unidades da Federação poderão dispensar a apresentação da Guia de Informação das


Operações e Prestações - GI/ICMS:

1. quando possuírem documentos próprios para coleta dos dados exigidos;

2. de microempresa e produtor agropecuário.

Bases: artigos 80 e 81 do Convênio CONFAZ s/nº de 15.12.1970, Ajuste SINIEF 01/1996


e 07/96.

EMISSÃO DE DOCUMENTOS E LIVROS POR SISTEMA ELETRÔNICO

O Convênio ICMS 57/1995 e alterações subsequentes dispõem sobre a emissão de


documentos fiscais e a escrituração de livros fiscais por contribuinte usuário de sistema
eletrônico de processamento de dados.

A emissão por sistema eletrônico de processamento de dados dos documentos fiscais


previstos no Convênio s/nº, de 15 de dezembro de 1970, que instituiu o Sistema Nacional
Integrado de Informações Econômico-Fiscais – SINIEF, e no Convênio SINIEF 06/1989,
de 21 de fevereiro de 1989, bem como a escrituração dos livros fiscais, a seguir
enumerados, far-se-ão de acordo com as seguintes disposições:

I – Registro de Entradas;

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II – Registro de Saídas;

III – Registro de Controle da Produção e do Estoque;

IV – Registro de Inventário; e

V – Registro de Apuração do ICMS.

VI – Livro de Movimentação de Combustíveis – LMC.

AMPLITUDE

Fica obrigado às referidas disposições o contribuinte que:

1. emitir documento fiscal e/ou escriturar livro fiscal em equipamento que utilize ou tenha
condições de utilizar arquivo magnético ou equivalente;

2. utilizar equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), que tenha condições de gerar
arquivo magnético, por si ou quando conectado a outro computador;

3. não possuindo sistema eletrônico de processamento de dados próprio, utilize serviços de


terceiros com essa finalidade.

AUTORIZAÇÃO

O uso, alteração do uso ou desistência do uso do sistema eletrônico de processamento de


dados para emissão de documentos fiscais e/ou escrituração de livros fiscais, serão
autorizados pelo Fisco da unidade da Federação a que estiver vinculado o estabelecimento
interessado, em requerimento preenchido em formulário próprio.

A critério de cada unidade da Federação, o pedido/comunicação de uso do sistema poderá


ser exigido por empresa, abrangendo todos os seus estabelecimentos localizados em seu
território.

CONDIÇÕES

O contribuinte usuário de sistema eletrônico de processamento de dados deverá fornecer,


quando solicitado, documentação minuciosa, completa e atualizada do sistema, contendo
descrição, gabarito de registro (lay-out) dos arquivos, listagem dos programas e as
alterações ocorridas no período.

O contribuinte estará obrigado a manter, pelo prazo previsto na legislação da unidade


federada a que estiver vinculado, as informações atinentes ao registro fiscal dos
documentos recebidos ou emitidos por qualquer meio, referentes à totalidade das operações
de entrada e de saída e das aquisições e prestações realizadas no exercício de apuração.

I – por totais de documento fiscal e por item de mercadoria (classificação fiscal), quando se
tratar de Nota Fiscal, modelos 1 e 1-A.

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Nota: O registro fiscal por item de mercadoria fica dispensado quando o estabelecimento
utilizar sistema eletrônico de processamento de dados somente para a escrituração de
livro fiscal.

II – por totais de documento fiscal, quando se tratar de:

a) Nota Fiscal de Serviços de Transporte, modelo 7, quando emitida por prestador de


serviços de transporte ferroviário de carga;

b) Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;

c) Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;

d) Conhecimento Aéreo, modelo 10;

e) Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6, nas entradas;

f) Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações, modelo 22, nas aquisições.

III – por total diário, por equipamento, quando se tratar de Cupom Fiscal ECF, PDV e de
Máquina Registradora, nas saídas.

IV – por total diário, por espécie de documento fiscal, nos demais casos.

CONTRIBUINTE DO IPI

O contribuinte do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI deverá manter arquivadas,


em meio magnético, as informações a nível de item (classificação fiscal), conforme
dispuser a legislação específica deste imposto.

NOTA FISCAL

A Nota Fiscal, modelo 1 e 1-A, será emitida, no mínimo, com o número de vias e
destinação previstos no Convênio S/Nº, de 15 de dezembro de 1970.

Quando a quantidade de itens de mercadorias não puder ser discriminada em um único


formulário, poderá o contribuinte utilizar mais de um formulário para uma mesma nota
fiscal, obedecido o seguinte:

1. em cada formulário, exceto o último, deverá constar, no campo Informações


Complementares do quadro Dados Adicionais, a expressão "Folha XX/NN – Continua",
sendo NN o número total de folhas utilizadas e XX o número que representa a sequência
da folha no conjunto total utilizado;

2. quando não se conhecer previamente a quantidade de formulários a serem utilizados,


omitir-se-á, salvo o disposto no item 3 abaixo, o número total de folhas utilizadas (NN);

3. os campos referentes aos quadros "Cálculo do Imposto e Transportador/Volumes


Transportados" só deverão ser preenchidos no último formulário, que também deverá
conter, no referido campo "Informações Complementares", a expressão "Folha XX/NN";

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4. nos formulários que antecedem o último, os campos referentes ao quadro "Cálculo do


Imposto" deverão ser preenchidos com asteriscos (*).

5. Fica limitada em 98 a quantidade de itens de mercadoria por nota fiscal emitida.

ARQUIVO MAGNÉTICO

O contribuinte deverá fornecer, nos casos estabelecidos neste Convênio, arquivo magnético
contendo as informações previstas nesta cláusula, atendendo às especificações técnicas
descritas no Manual de Orientação vigentes na data de entrega do arquivo.

ARQUIVO MAGNÉTICO DAS OPERAÇÕES INTERESTADUAIS

O contribuinte remeterá às Secretarias de Fazenda, Finanças ou Tributação das Unidades


da Federação destinatárias das mercadorias, até o dia quinze (15) do primeiro mês de cada
trimestre civil, arquivo magnético, com registro fiscal, das operações interestaduais
efetuadas no trimestre anterior.

O arquivo remetido a cada unidade da Federação restringir-se-á aos destinatários nela


localizados.

A unidade da Federação poderá exigir que o arquivo magnético seja previamente


consistido por programa validador por ela fornecido.

ARQUIVO MAGNÉTICO - EMISSÃO DO CTRC ELETRÔNICO

Na hipótese de emissão por sistema eletrônico de processamento de dados de


Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, Conhecimento de Transporte
Aquaviário de Cargas e Conhecimento Aéreo, o contribuinte, em substituição à via
adicional para controle do Fisco de destino, prevista no Convênio SINIEF 06, de 21 de
fevereiro de 1989, remeterá às Secretarias de Fazenda, Finanças ou Tributação das
Unidades da Federação destinatárias da mercadoria, até o dia 15 (quinze) do primeiro mês
de cada trimestre civil, arquivo magnético das prestações interestaduais efetuadas no
trimestre anterior.

O arquivo remetido a cada unidade da Federação restringir-se-á aos destinatários nela


localizados.

Não deverão constar do arquivo os Conhecimentos emitidos em função de redespacho ou


subcontratação.

A unidade da Federação poderá exigir que o arquivo magnético seja previamente


consistido por programa validador por ela fornecido.

IMPOSSIBILIDADE TÉCNICA DE EMISSÃO POR PROCESSAMENTO DE DADOS

No caso de impossibilidade técnica para a emissão dos documentos fiscais a que se refere a
cláusula primeira, por sistema eletrônico de processamento de dados, em caráter
excepcional, poderá o documento ser preenchido datilograficamente, hipótese em que
deverá ser incluído no sistema.

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LOCAL DE EMISSÃO

Os documentos fiscais devem ser emitidos no estabelecimento que promover a operação ou


prestação, facultado às unidades da Federação autorizar a emissão em local distinto.

VIAS DE DOCUMENTO FISCAL

As vias dos documentos fiscais, que devem ficar em poder do estabelecimento emitente,
serão enfeixadas em grupos de até quinhentas (500), obedecida sua ordem numérica
sequencial.

FORMULÁRIOS

Os formulários destinados à emissão dos documentos fiscais por sistema eletrônico de


dados deverão:

I – ser numerados tipograficamente, por modelo, em ordem consecutiva de 000.001 a


999.999, reiniciada a numeração quando atingido este limite;

II – ser impressos tipograficamente, facultada a impressão por sistema eletrônico de


processamento de dados da série e subsérie e, no que se refere à identificação do emitente:

a) do endereço do estabelecimento;

b) do número de inscrição no CNPJ;

c) do número de inscrição estadual.

III – ter o número do documento fiscal impresso por sistema eletrônico de processamento
de dados, em ordem numérica sequencial consecutiva, por estabelecimento,
independentemente da numeração tipográfica do formulário;

IV – conter o nome, o endereço e os números de inscrição, estadual e no CNPJ, do


impressor do formulário, a data e a quantidade da impressão, os números de ordem do
primeiro e do último formulário impressos, o número da Autorização para Impressão de
Documentos Fiscais – AIDF;

V – quando inutilizados, antes de se transformarem em documentos fiscais, ser enfeixados


em grupos uniformes de até duzentos (200) jogos, em ordem numérica sequencial,
permanecendo em poder do estabelecimento emitente, pelo prazo de cinco (5) anos,
contado do encerramento do exercício de apuração em que ocorreu o fato.

MAIS DE UM ESTABELECIMENTO NO ESTADO

À empresa que possua mais de um estabelecimento na mesma unidade da Federação, é


permitido o uso do formulário com numeração tipográfica única, desde que destinado à
emissão de documentos fiscais do mesmo modelo.

O controle de utilização será exercido nos estabelecimentos do encomendante e dos


usuários do formulário.

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O uso de formulários com numeração tipográfica única poderá ser estendido a


estabelecimento não relacionado na correspondente autorização, desde que haja aprovação
prévia pela repartição fiscal a que estiver vinculado.

AUTORIZAÇÃO PARA IMPRESSÃO

Os estabelecimentos gráficos somente poderão confeccionar formulários destinados à


emissão de documentos fiscais, mediante prévia autorização da repartição competente dos
Fiscos das unidades da Federação a que estiverem vinculados os estabelecimentos
usuários, nos termos previstos no Convênio S/Nº, de 15 de dezembro de 1970.

ESCRITURAÇÃO FISCAL

Os livros fiscais escriturados eletronicamente serão adotados com base nos modelos
especificados pelo Convênio 57/1995, com exceção do Livro de Movimentação de
Combustíveis que atenderá o modelo instituído pelo Departamento Nacional de
Combustíveis – DNC.

É permitida a utilização de formulários em branco, desde que, em cada um deles, os títulos


previstos nos modelos sejam impressos por sistema eletrônico de processamento de dados.

Obedecida a independência de cada livro, os formulários serão numerados por sistema


eletrônico de processamento de dados, em ordem numérica consecutiva de 000.001 a
999.999, reiniciada a numeração quando atingido este limite.

Os formulários referentes a cada livro fiscal deverão, segundo a legislação de cada unidade
federada, ser enfeixados ou encadernados por exercício de apuração, em grupo de até 500
(quinhentas) folhas.

Relativamente aos livros Registro de Entradas, Registro de Saídas, Registro de Controle da


Produção e do Estoque, Registro de Inventário, Registro de Apuração do ICMS e livro de
Movimentação de Combustíveis, fica facultado enfeixar ou encadernar:

1. os formulários mensalmente e reiniciar a numeração, mensal ou anualmente;

2. dois ou mais livros fiscais diferentes de um mesmo exercício num único volume
de, no máximo, 500 (quinhentas) folhas, desde que sejam separados por
contracapas com identificação do tipo de livro fiscal e expressamente nominados na
capa da encadernação.

AUTENTICAÇÃO

Os livros fiscais escriturados por sistema eletrônico de processamentos de dados, serão


enfeixados ou encadernados e autenticados em até 120 (cento e vinte) dias, contados da
data do último lançamento, a critério de cada unidade da Federação.

ESCRITURAÇÃO MENSAL OU PERÍODOS INFERIORES

É facultada a escrituração das operações ou prestações de todo o período de apuração por


meio de emissão única.

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Havendo desigualdade entre os períodos de apuração do IPI e do ICMS, tomar-se-á por


base o menor.

Os livros fiscais escriturados por sistema eletrônico de processamento de dados deverão


estar disponíveis no estabelecimento do contribuinte, decorridos dez (10) dias úteis
contados do encerramento do período de apuração.

REGISTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO E DO ESTOQUE

Os lançamentos nos formulários constitutivos do livro Registro de Controle da Produção e


do Estoque podem ser feitos de forma contínua, dispensada a utilização de formulário
autônomo para cada espécie, marca, tipo ou modelo de mercadoria.

O exercício da faculdade prevista não excluirá a possibilidade de o Fisco exigir, em


emissão específica de formulário autônomo, a apuração dos estoques, bem como as
entradas e as saídas de qualquer espécie, marca, tipo ou modelo de mercadoria.

UTILIZAÇÃO DE CÓDIGOS

É facultada a utilização de códigos:

I – de emitentes – para os lançamentos nos formulários constitutivos do livro Registro de


Entradas, elaborando-se Lista de Códigos Emitentes, que deverá ser mantida em todos os
estabelecimentos usuários do sistema;

II – de mercadorias – para os lançamentos nos formulários constitutivos dos livros Registro


de Inventário e Registro de Controle da Produção e do Estoque, elaborando-se Tabela de
Código de Mercadorias, que deverá ser mantida em todos os estabelecimentos usuários do
sistema.

A Lista de Códigos de Emitentes e a Tabela de Códigos de Mercadorias deverão ser


enfeixadas por exercício, juntamente com cada livro fiscal, contendo apenas os códigos
neles utilizados, com observações relativas às alterações, se houver, e respectivas datas de
ocorrência.

FISCALIZAÇÃO

O contribuinte fornecerá ao Fisco, quando exigido, os documentos e arquivo magnético de


que trata este Convênio, no prazo de cinco (5) dias úteis contados da data da exigência,
sem prejuízo do acesso imediato às instalações, equipamentos e informações em meios
magnéticos.

Por acesso imediato entende-se inclusive o fornecimento dos recursos e informações


necessárias para verificação e/ou extração de quaisquer dados, tais como, senhas, manuais
de aplicativos e sistemas operacionais e formas de desbloqueio de áreas de disco.

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EMISSÃO DE REGISTROS

O contribuinte que escriturar livros fiscais por sistema eletrônico de processamento de


dados fornecerá ao Fisco, quando exigido, por meio de emissão específica de formulário
autônomo, os registros ainda não impressos.

EXERCÍCIO DE APURAÇÃO

Entende-se como exercício de apuração o período compreendido entre 1° de janeiro e 31


de dezembro.

FICHA DE CONTROLE DE IMPORTAÇÃO - FCI

A partir de 01.05.2013 (data fixada pelo Ajuste SINIEF 27/2012), no caso de operações
com bens ou mercadorias importados que tenham sido submetidos a processo de
industrialização, o contribuinte industrializador deverá preencher a Ficha de Conteúdo de
Importação - FCI, na qual deverá constar:

i) descrição da mercadoria ou bem resultante do processo de industrialização;

ii) o código de classificação na Nomenclatura Comum do MERCOSUL - NCM/SH;

iii) código do bem ou da mercadoria;

iv) o código GTIN (Numeração Global de Item Comercial), quando o bem ou mercadoria
possuir;

v) unidade de medida;

vi) valor da parcela importada do exterior;

vii) valor total da saída interestadual;

viii) conteúdo de importação calculado nos termos da cláusula quarta.

Com base nas informações descritas nos itens anteriores, a FCI deverá ser preenchida e
entregue:

- de forma individualizada por bem ou mercadoria produzidos;

- utilizando-se o valor unitário, que será calculado pela média aritmética ponderada,
praticado no último período de apuração.

Condições para Apresentação da FCI

Deverá ser apresentada nova FCI toda vez que houver alteração em percentual superior a 5
% (cinco por cento) no Conteúdo de Importação ou que implique alteração da alíquota
interestadual aplicável à operação.

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O contribuinte sujeito ao preenchimento da FCI deverá prestar a informação à unidade


federada de origem por meio de declaração em arquivo digital com assinatura digital do
contribuinte ou seu representante legal.

O arquivo digital deverá ser enviado via internet para o ambiente virtual indicado pela
unidade federada do contribuinte por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com
utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela
administração tributária.

Informações na NF-e

Uma vez recepcionado o arquivo digital pela administração tributária, será


automaticamente expedido recibo de entrega e número de controle da FCI, o qual deverá
ser indicado pelo contribuinte nos documentos fiscais de saída que realizar com o bem ou
mercadoria descrito na respectiva declaração.

A informação prestada pelo contribuinte será disponibilizada para as unidades federadas


envolvidas na operação.

Deverá ser informado em campo próprio da Nota Fiscal Eletrônica - NF-e:

- o valor da parcela importada do exterior, o número da FCI e o Conteúdo de Importação


expresso percentualmente, no caso de bens ou mercadorias importados que tenham sido
submetidos a processo de industrialização no estabelecimento do emitente;

- o valor da importação, no caso de bens ou mercadorias importados que não tenham sido
submetidos a processo de industrialização no estabelecimento do emitente.

Enquanto não criados campos próprios na NF-e deverão ser informados no campo
"Informações Adicionais", por mercadoria ou bem o valor da parcela importada, o número
da FCI e o Conteúdo de Importação ou o valor da importação do correspondente item da
NF-e com a expressão: "Resolução do Senado Federal nº 13/12, Valor da Parcela
Importada R$ ________, Número da FCI_______, Conteúdo de Importação ___%, Valor
da Importação R$ ____________".

Comprovantes de Cálculo do Conteúdo de Importação

O contribuinte que realize operações interestaduais com bens e mercadorias importados ou


com Conteúdo de Importação deverá manter sob sua guarda pelo período decadencial os
documentos comprobatórios do valor da importação ou, quando for o caso, do cálculo do
Conteúdo de Importação, contendo no mínimo:

- descrição das matérias-primas, materiais secundários, insumos, partes e peças,


importados ou que tenham Conteúdo de Importação, utilizados ou consumidos no processo
de industrialização, informando, ainda;

a) o código de classificação na Nomenclatura Comum do MERCOSUL - NCM/SH;

b) o código GTIN (Numeração Global de Item Comercial), quando o bem ou mercadoria


possuir e;

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c) as quantidades e os valores.

- Conteúdo de Importação, quando existente;

- o arquivo digital do FCI, quando for o caso.

Estoques de Produtos em 31.12.2012

As disposições contidas neste ajuste aplicam-se aos bens e mercadorias importados, ou que
possuam Conteúdo de Importação, que se encontrarem em estoque em 31 de dezembro de
2012.

Na impossibilidade de se determinar o valor da importação ou do Conteúdo de Importação,


o contribuinte poderá considerar o valor da última importação.

Base: Ajuste Sinief 19/2012.

ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL - EFD

O Convênio ICMS 143/2006 instituiu a Escrituração Fiscal Digital – EFD, de uso


obrigatório para os contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
de Comunicação - ICMS ou do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI.

O contribuinte deverá manter o arquivo digital da EFD, bem como os documentos fiscais
que deram origem à escrituração, na forma e prazos estabelecidos para a guarda de
documentos fiscais na legislação tributária, observados os requisitos de autenticidade e
segurança nela previstos.

A escrituração prevista na forma deste convênio substitui a escrituração e impressão dos


seguintes livros:

I - Registro de Entradas;
II - Registro de Saídas;
III - Registro de Inventário;
IV - Registro de Apuração do IPI;
V - Registro de Apuração do ICMS;
VI - documento Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente - CIAP.

A escrituração do documento Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente - CIAP, é


obrigatória desde 01.01.2011, conforme Ajuste SINIEF 2/2010.

MANUAL DE ORIENTAÇÃO E LEIAUTE

O Ato Cotepe ICMS 9/2008, alterado pelos Atos Cotepe ICMS 46/2010 e 18/2012, institui
o Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração Fiscal Digital – EFD.

O manual visa a orientar a geração em arquivo digital dos dados concernentes à


Escrituração Fiscal Digital e outras informações fiscais pelo contribuinte pessoa física ou
jurídica inscrito no cadastro de contribuintes do respectivo órgão fiscal.

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ICMS – Teoria e Prática © 135

VALIDAÇÃO

A EFD somente terá validade para efeitos fiscais após a confirmação de recebimento do
arquivo que a contenha.

Desta forma, não basta a escrituração, é necessário o envio e a confirmação do seu


recebimento para que a EFD se torne válida.

Para tais fins, será disponibilizado pelos fiscos das unidades federadas e fisco federal
programa para validação do conteúdo, assinatura digital e transmissão do arquivo. Antes de
ser recebido, o arquivo digital passará, portanto, por validações que analisarão o conteúdo
dos registros.

A recepção e validação dos dados relativos à EFD serão realizadas no ambiente nacional
do Sistema Público de Escrituração Digital - SPED, instituído pelo Decreto 6.022/2007, e
administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com imediata retransmissão à
respectiva unidade federada.

CERTIFICAÇÃO DIGITAL

O arquivo que contenha a EFD deverá ser assinado digitalmente de acordo com as Normas
da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil pelo contribuinte, por seu
representante legal ou por quem a legislação indicar.

OBRIGATORIEDADE

A EFD é de uso obrigatório para todos os contribuintes do ICMS ou do IPI, podendo os


mesmos serem dispensados dessa obrigação, desde que a dispensa seja autorizada pelo
fisco da unidade federada do contribuinte e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

A nova modalidade de escrituração fiscal seria exigida a partir de 01.06.2008, conforme o


Ato Cotepe ICMS 9/2008, artigo 3º.

Por força do Protocolo ICMS/CONFAZ 77/2008, a obrigatoriedade foi aplicada somente


aos contribuintes relacionados no respectivo protocolo, a partir de 01.01.2009, sendo
facultativa aos demais contribuintes.

Entretanto, pelo Protocolo ICMS 3/2011 a obrigatoriedade de utilização da EFD aplica-se a


todos os estabelecimentos dos contribuintes a partir 1º de janeiro de 2012, podendo ser
antecipada a critério de cada Unidade federada.

Para os Estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,
Roraima, São Paulo e Sergipe a obrigatoriedade da EFD aplica-se a todos os
estabelecimentos dos contribuintes a partir de 1º de janeiro de 2014, podendo ser
antecipada a critério de cada um desses estados (Protocolo ICMS 88/2011).

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ICMS – Teoria e Prática © 136

DISPENSA

Ficam dispensados da utilização da EFD as Microempresas e as Empresas de Pequeno


Porte, previstas na Lei Complementar 123/2006, de 14 de dezembro de 2006. Entretanto, o
disposto nesta cláusula não se aplica aos contribuintes dos Estados de Alagoas e Mato
Grosso.

Base: Protocolo ICMS 3/2011, cláusula 2ª e parágrafo único.

ARQUIVOS RELATIVOS AO CONVÊNIO ICMS 57/1995

O estabelecimento de contribuinte obrigado à EFD será dispensado de entregar os arquivos


estabelecidos no Convênio ICMS 57/1995 a partir de 1º de janeiro de 2012 e, para o estado
do Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio
Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e de Sergipe, a partir de 1 o de janeiro de
2014, podendo a dispensa ser antecipada a critério de cada Unidade Federada.

RETIFICAÇÃO

Nos termos do Ajuste Sinief 11/2012, o contribuinte poderá retificar a EFD:

i) até o prazo normal de entrega, independentemente de autorização da administração


tributária;

ii) até o último dia do terceiro mês subsequente ao encerramento do mês da apuração,
independentemente de autorização da administração tributária;

iii) - após o prazo citado em "ii", mediante autorização da Secretaria de Fazenda, Receita,
Finanças ou Tributação do seu domicílio fiscal quando se tratar de ICMS, ou pela RFB
quando se tratar de IPI, nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro
de fato no preenchimento da escrituração, quando evidenciada a impossibilidade ou a
inconveniência de saneá-la por meio de lançamentos corretivos.

A retificação será efetuada mediante envio de outro arquivo para substituição integral do
arquivo digital.

Não será permitido o envio de arquivo digital complementar.

O disposto nos itens "ii" e "iii" não se aplica quando a apresentação do arquivo de
retificação for decorrente de notificação do fisco.

Não produzirá efeitos a retificação:

- de período de apuração que tenha sido submetido ou esteja sob ação fiscal;

- cujo débito objeto da retificação tenha sido enviado para inscrição em Dívida Ativa, nos
casos em que importe alteração desse débito;

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- transmitida em desacordo com as disposições normativas

Períodos Anteriores a 01.01.2013

A EFD de período de apuração anterior a janeiro de 2013 poderá ser retificada até o dia
30.04.2013, independentemente de autorização do fisco.

O disposto não se aplica às situações em que, relativamente ao período de apuração objeto


da retificação, o contribuinte tenha sido submetido ou esteja sob ação fiscal.

NORMAS GERAIS

As normas gerais de apresentação da EFD são disciplinadas pelo Ajuste SINIEF 2/2009,
alterado pelos Ajustes SINIEF 2/2010 e 11/2012.

DENÚNCIA ESPONTÂNEA

De acordo com o artigo 138 do CTN, a responsabilidade por infrações tributárias é


excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento
do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela
autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer


procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

Obviamente que tais disposições valem para todos os tributos, incluindo-se aí o ICMS.

Frise-se que a simples notificação por parte da Fazenda Estadual tira o caráter espontâneo.
Portanto, a iniciativa da denúncia deve ser antecedente a qualquer ato do fisco.

Segue adiante um modelo de denúncia espontânea, apresentado a fisco estadual:

Ilustríssimo Senhor Delegado da Receita Estadual – em Curitiba

Senhor Delegado

Cia. Justa S/A, pessoa jurídica de direito privado, contribuinte do ICMS, inscrita
no CNPJ sob nº 99.999.999/0000-01 e no Cadastro Estadual de Contribuintes sob
nº 99.999.999-99, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria com
fundamento no artigo 138 do Código Tributário Nacional, denunciar
espontaneamente que realizou operação de venda de produção do estabelecimento
ao Lar de Idosos Bom Pastor, com isenção de ICMS, por entender
equivocadamente que a venda para esse tipo de destinatário fruía de isenção.

Deste modo, não destacou o imposto na Nota Fiscal nº 999, de 05 de dezembro de


2010, no valor de R$ 1.000,00, deixando, portanto, de recolher R$ 180,00, o que
faz nesta data, com a respectiva correção monetária e juros.

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Outrossim, declara que não existe contra si nenhum ato iniciante de Processo
Administrativo Fiscal – PAF nem qualquer outro ato de fiscalização relativo à
mencionada infração.

Atenciosamente,

Curitiba, 20 de janeiro de 2011,

(Nome e Assinatura do Administrador)

SÚMULAS DO STJ E STF

Seguem algumas Súmulas do STJ e STF, que ora favorecem o contribuinte, ora lhe
beneficiam, no trato do conflito constitucional do ICMS em relação às normas inferiores
(inclusive da própria LC 87/1996):

SÚMULAS DO STJ

STJ Súmula nº 155


O ICMS incide na importação de aeronave, por pessoa física, para uso próprio.

STJ Súmula nº 163


O fornecimento de mercadorias com simultânea prestação de serviços em bares,
restaurantes e estabelecimentos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre o
valor total da operação.

STJ Súmula nº 166


Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para
outro estabelecimento do mesmo contribuinte.

STJ Súmula nº 135


O ICMS não incide na gravação e distribuição de filmes e videoteipes.

STJ Súmula nº 237

Nas operações com cartão de crédito, os encargos relativos ao financiamento não são
considerados no cálculo do ICMS.

STJ Súmula nº 198


Na importação de veículo por pessoa física, destinado a uso próprio, incide o ICMS.

STJ Súmula nº 95
A redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados ou do Imposto de
Importação não implica redução do ICMS.

STJ Súmula nº 129


O exportador adquire o direito de transferência de crédito do
ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a
matéria-prima.

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STJ Súmula nº 80
A taxa de melhoramento dos portos não se inclui na base de
cálculo do ICMS.

STJ Súmula nº 156


A prestação de serviço de composição gráfica, personalizada e sob encomenda, ainda que
envolva fornecimento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS.

STJ Súmula nº 163


O fornecimento de mercadorias com a simultânea prestação de serviços em bares,
restaurantes e estabelecimentos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre o
valor total da operação.

SÚMULAS DO STF

Súmula nº 662 - STF - 24/09/2003


É legítima a incidência do ICMS na comercialização de exemplares de obras
cinematográficas, gravados em fitas de videocassete.

Súmula nº 661 - STF - 24/09/2003


Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por
ocasião do desembaraço aduaneiro.

Súmula nº 660 - STF - 24/09/2003 – conforme republicação DJ 30/03/2006, p.1.


Não incide ICMS na importação de bens por pessoa física ou jurídica que não seja
contribuinte do imposto.

GUIA NACIONAL DE RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS ESTADUAIS – GNRE

O Convênio SINIEF 06/1989 instituiu a GNRE, que será utilizada para recolhimento de
tributos devidos a unidade federada diversa da do domicílio do contribuinte, incluindo o
ICMS.

A GNRE deverá conter os seguintes dados:

I – Denominação "Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais – GNRE".

II – Campo 1 – Código da unidade federada favorecida;

III – Campo 2 – Código da Receita: será preenchido pelo contribuinte, conforme


especificado em tabela impressa no verso da GNRE;

IV – Campo 3 – CNPJ/CPF do contribuinte: será identificado o número do CNPJ/MF ou


CPF/MF, conforme o caso;

V – Campo 4 – Nº do Documento de origem: será identificado somente o número do auto


de infração, do parcelamento, da inscrição como dívida ativa ou da declaração da
importação, conforme o caso, atendendo as necessidades de cada UF;

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ICMS – Teoria e Prática © 140

VI – Campo 5 – Período de Referência ou Nº Parcela: será indicado o mês e ano (no


formato MM/AAAA) referente à ocorrência do fato gerador do tributo ou o número da
parcela, quando se tratar de parcelamento;

VII – Campo 6 – Valor principal: será indicado o valor nominal histórico do tributo;

VIII – Campo 7 – Atualização Monetária: será indicado o valor da atualização monetária


incidente sobre o valor principal;

IX – Campo 8 – Juros: será indicado o valor dos juros de mora;

X – Campo 9 – Multa: será indicado o valor da multa de mora ou da multa aplicada em


decorrência da infração;

XI – Campo 10 – Total a Recolher: será indicado o valor do somatório dos campos 6 a 9;

XII – Campo 11 – Reservado: para uso da UFs;

XIII – Campo 12 – Microfilme;

XIV – Campo 13 – UF Favorecida: será indicado o nome e a sigla da unidade da Federação


favorecida;

XV – Campo 14 – Data de Vencimento: indicar o dia, mês e ano (no formato


DD/MM/AAAA) em que o tributo deverá ser recolhido;

XVI – Campo 15 – Número de Convênio ou Protocolo/Especificação da Mercadoria: será


indicado o número do Convênio ou Protocolo que criou a obrigação tributária e
especificada a mercadoria correspondente ao pagamento do tributo;

XVII – Campo 16 – Nome, Firma ou Razão Social: será indicado o nome, a firma ou a
razão social, do contribuinte;

XVIII – Campo 17 – Inscrição Estadual na UF Favorecida: o contribuinte indicará o


número de sua inscrição estadual na unidade da Federação favorecida;

IX – Campo 18 – Endereço Completo: será indicado o logradouro, o número e


complemento do endereço do contribuinte;

XX – Campo 19 – Município: será indicado o Município do contribuinte;

XXI – Campo 20 – UF: será indicada a sigla da unidade da Federação do contribuinte;

XXII – Campo 21 – CEP: será indicado o Código de endereçamento Postal do


contribuinte;

XXIII – Campo 22 – DDD/Telefone: será indicado o número do telefone do contribuinte;

XXIV – Campo 23 – Informações Complementares: reservado a outras informações


exigidas pela legislação tributária ou que se façam necessárias;

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XXV – Campo 24 – Autenticação: espaço para aposição da chancela indicativa do


recolhimento da receita pelo agente arrecadador;

XXVI – Campo 25 – Código de Barras: espaço reservado para impressão do Código de


Barras.

Códigos de unidades da Federação

01 – 9 - Acre
02 – 7 - Alagoas
03 – 5 - Amapá
04 – 3 - Amazonas
05 – 1 - Bahia
06 – 0 - Ceará
07 – 8 - Distrito Federal
08 – 6 - Espírito Santo
10 – 8 - Goiás
12 – 4 - Maranhão
13 – 2 - Mato Grosso
14 – 0 - Minas Gerais
15 – 9 - Pará
16 – 7 - Paraíba
17 – 5 - Paraná
18 – 3 - Pernambuco
19 – 1 - Piauí
20 – 5 - Rio Grande do Norte
21 – 3 - Rio Grande do Sul
22 – 1 - Rio de Janeiro
23 – 0 - Rondônia
24 – 8 - Roraima
25 – 6 - Santa Catarina
26 – 4 - São Paulo
27 – 2 - Sergipe
28 – 0 - Mato Grosso do Sul
29 – 9 - Tocantins

Especificações / Códigos de Receita:

a) ICMS Comunicação - Código 10001-3;


c) ICMS Energia Elétrica - Código 10002-3;
d) ICMS Transporte - Código 10003-0;
e) ICMS Substituição Tributária por Apuração - Código 10004-8;
f) ICMS Importação - Código 10005-6;
g) ICMS Autuação Fiscal - Código 10006-4;
h) ICMS Parcelamento - Código 10007-2;
i) ICMS Dívida Ativa - Código 15001-0;
j) Multa p/infração à obrigação acessória - Código 50001-1;
k) Taxa - Código 60001-6;
l) ICMS recolhimentos especiais - Código 10008-0.
m) ICMS Substituição Tributária por Operação - Código 10009-9

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Base: artigo 88 do Convênio SINIEF 6/1989 e alterações posteriores.

IMPORTAÇÃO – PAGAMENTO DO IMPOSTO

Quando o desembaraço aduaneiro se verificar em território de unidade da Federação


distinta daquela do importador, o recolhimento do ICMS será feito em Guia Nacional de
Recolhimento de Tributos Estaduais – GNRE, com indicação da unidade federada
beneficiária, exceto no caso de unidade da Federação com a qual tenha sido celebrado e
implementado o convênio com a Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB - para
débito automático do imposto em conta bancária indicada pelo importador.

A não exigência do pagamento do imposto, integral ou parcial, por ocasião da liberação de


bens ou mercadorias, em virtude de imunidade, isenção, não incidência, diferimento ou
outro motivo, será comprovada mediante apresentação da Guia para Liberação de
Mercadoria Estrangeira sem Comprovação do Recolhimento do ICMS – GLME.

A GLME, que poderá ser emitida eletronicamente, será preenchida pelo contribuinte em 3
(três) vias, que, após serem visadas, terão a seguinte destinação:

I - 1ª via: importador, devendo acompanhar o bem ou mercadoria no seu transporte;

II - 2ª via: Fisco Federal ou recinto alfandegado - retida por ocasião do desembaraço


aduaneiro ou entrega do bem ou mercadoria;

III - 3ª via: Fisco da unidade federada do importador.

A GLME emitida eletronicamente poderá conter código de barras, contendo no mínimo as


seguintes informações:

I - CNPJ/CPF do importador;

II - número da Declaração de Importação - DI -, Declaração Simplificada de Importação -


DSI - ou Declaração de Admissão em regime aduaneiro especial - DA -;

III - código do recinto alfandegado constante do Sistema Integrado de Comércio Exterior -


SISCOMEX -;

IV - unidade federada do destino da mercadoria ou bem.

Em qualquer hipótese de recolhimento ou exoneração do ICMS uma das vias do


comprovante de recolhimento ou da GLME deverá acompanhar a mercadoria ou bem em
seu trânsito.

O ICMS, quando devido, será recolhido por ocasião do despacho aduaneiro de


nacionalização da mercadoria ou bem importados ou nas hipóteses de extinção do regime
aduaneiro especial previstas na legislação federal, nos termos da legislação estadual.

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Fica dispensada a exigência da GLME na entrada de mercadoria ou bem despachados sob


o regime aduaneiro especial de trânsito aduaneiro, definido nos termos da legislação
federal pertinente.

Base: Convênio ICMS 85/2009.

DRAWBACK

Ficam isentas do ICMS o recebimento pelo importador ou, quando prevista na legislação
estadual, a entrada no estabelecimento de mercadoria importada sob o regime de
"drawback".

O benefício previsto:

1. somente se aplica às mercadorias:

a) beneficiadas com suspensão dos impostos federais sobre importação e sobre produtos
industrializados;

b) das quais resultem, para exportação, produtos industrializados ou os arrolados na lista de


que trata a cláusula segunda do Convênio ICMS 15/91, de 25 de abril de 1991.

Comprovação

Fica condicionada à efetiva exportação, pelo importador do produto resultante da


industrialização da mercadoria importada, comprovada mediante a entrega, à repartição a
que estiver vinculado, da cópia da Declaração de Despacho de Exportação - DDE,
devidamente averbada com o respectivo embarque para o exterior, até 45 dias após o
término do prazo de validade do Ato Concessório, do regime ou, na inexistência deste, de
documento equivalente, expedido pelas autoridades competentes.

Entrega de Cópias da Declaração de Importação

O importador deverá entregar na repartição fiscal a que estiver vinculado, até 30 (trinta)
dias após a liberação da mercadoria importada, pela repartição federal competente, cópias
da Declaração de Importação, da correspondente Nota Fiscal de Entrada e do Ato
Concessório do regime ou, na inexistência deste, de documento equivalente, em qualquer
caso, com a expressa indicação do bem a ser exportado.

Obriga-se, ainda, o importador a proceder à entrega, de cópias dos seguintes documentos,


no prazo de 30 (trinta) dias contados da respectiva emissão:

1. ato Concessório aditivo, emitido em decorrência da prorrogação do prazo de validade


originalmente estipulado.

2. novo Ato Concessório, resultante da transferência dos saldos de insumos importados ao


abrigo de Ato Concessório original e ainda não aplicados em mercadorias exportadas.

Amplitude

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A isenção estende-se, também, às saídas e retornos dos produtos importados com destino à
industrialização por conta e ordem do importador.

Entretanto, a isenção não se aplica às operações nas quais participem estabelecimentos


localizados em unidades da Federação distintas.

Informação na Nota Fiscal

Nas operações que resultem em saídas, inclusive com a finalidade de exportação, de


produtos resultantes da industrialização de matéria-prima ou insumos importados, tal
circunstância deverá ser informada na respectiva Nota Fiscal, consignando-se, também, o
número do correspondente Ato Concessório do regime de "drawback".

Descaracterização

A inobservância das disposições acarretará a exigência do ICMS devido na importação e


nas saídas isentas, resultando na descaracterização do benefício previsto, devendo o
imposto devido ser recolhido com a atualização monetária, multa e demais acréscimos
legais, calculados a partir da data da entrada do produto importado no estabelecimento ou
do seu recebimento ou das saídas, conforme o caso, e do vencimento do prazo em que o
imposto deveria ter sido recolhido caso a operação não fosse realizada com a isenção.

Bases Legais: Convênios ICMS CONFAZ 27/1990 e alterações posteriores.

Regulamentação do Regime pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e


Comércio Exterior

Atualmente as normas e procedimentos aplicáveis às operações de comércio exterior estão


consolidadas na Portaria Secex 23/2011, com alterações posteriores.

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