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RELATÓRIO DE ATIVIDADES PRÁTICA

DETERMINAÇÃO DAS VISCOSIDADE DE FLUIDOS


Sumário
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 3
3 METODOLOGIA ..................................................................................................... 4
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 6
5 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 7
REFERÊNCIA ................................................................................................................. 7
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1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho descreve atividades desenvolvidas no laboratório referente
a disciplina de mecânica dos fluidos. Buscou determinar a viscosidade dos fluidos: água
e óleo, pelo método da esfera ou método de Stokes.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A viscosidade dinâmica ou absoluta, µ, é uma propriedade dos fluidos
originada por uma coesão entre as moléculas e pelos choques entre elas, segundo Franco
Brunetti, pode-se dizer que é a propriedade dos fluidos que permitem equilibrar,
dinamicamente, forças tangencias externas quando os fluidos estão em movimento.
Matematicamente, µ é a constante de proporcionalidade da lei de Newton da
viscosidade e na prática, a viscosidade é a dificuldade de um fluido escorrer. Para o
mesmo fluido pode variar devido mudanças de temperatura e pressão.
O movimento em um meio viscoso é influenciado por uma força viscosa,
proporcional a velocidade, e através de uma fórmula, conhecida como Lei de Stokes.
Para esferas em baixas velocidades a Força Viscosa (Fv) é definida pela fórmula:
𝐹𝑉 = 6. 𝜋. 𝜇. 𝑅. 𝑣
Onde:
µ= viscosidade dinâmica;
R= raio da esfera;
v= velocidade de queda da esfera.
Segundo a Lei de Stokes, quando uma esfera de densidade maior que a do
fluido for solta sobre a superfície desse, com o passar do tempo a velocidade aumentará
de forma não uniforme, em um dado momento, o estado da esfera é o seguinte:
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Após algumas modificações na Lei de Stokes, obtemos a seguinte relação para


a velocidade limite da esfera caindo no fluido
2𝑅 2 (ɤ𝑒 − ɤ𝑓𝑙𝑢𝑖𝑑𝑜)
𝑣= 𝑔
9𝜇
Temos que considerar que as paredes do tubo irão causar um efeito no
movimento da esfera, para relacionar esse efeito usamos o fator de Ladenburg, dado
por:
𝑅 𝑅
𝑘 = (1 + 2,4 ∗ ) ∗ (1 + 3,3 ∗ )
𝐴 𝐵
Onde:
R =raio da esfera;
A =raio do tubo;
B=altura do fluido.
Por fim a velocidade com a influência do tubo será dada por:
𝑅²
𝑉′ = 𝑘 ∗ 𝑣 = 𝑘 ∗ 2 ∗ ∗ (ɤ𝑒 − ɤ)
9∗𝜇
𝑅²
𝜇 = 𝑘∗2∗ ∗ (ɤ𝑒 − ɤ)
9 ∗ 𝑉′

3 METODOLOGIA
Os equipamentos utilizados foram: duas esferas metálicas de diâmetros
diferentes, duas torres de Stokes, uma preenchida com água e outra com óleo,
paquímetro, balança, imã e um cronômetro.
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O primeiro procedimento para realizar o experimento consistiu em pesar as


esferas, calcular seu diâmetro e medir a altura dos fluidos nos tubos.
Posteriormente as esferas foram soltas do topo da torre de Stokes com água,
uma de cada vez, e com o auxílio do cronometro calculou-se o tempo que a esfera leva
para chegar ao fundo da torre de Stokes. Para retirar a esfera do fundo do tubo utiliza-se
o imã. Esse procedimento foi realizado 10 vezes.
O mesmo procedimento foi realizado com o tubo preenchido com óleo,
também realizado 10 vezes.
Em uma tabela foram anotados os tempos à medida que terminava cada
procedimento (Tabela I). Com o auxílio do software Excel todos os dados foram
tabulados.
Utilizando as fórmulas:
𝑅²
𝑉′ = 𝑘 ∗ 𝑣 = 2 ∗ ∗ (ɤ𝑒 − ɤ)
9∗𝜇

𝑅 𝑅
𝑘 = (1 + 2,4 ∗ ) ∗ (1 + 3,3 ∗ )
𝐴 𝐵
Onde:
A = Raio do tubo, medido com o auxílio do paquímetro;
B = Altura total do fluído;
ɤe= Peso específico da esfera: para calculá-lo, deve-se pesar a massa (m) da
esfera e com o diâmetro, conseguimos calcular o volume e substituir na
fórmula(m*g)/V para obter o peso específico da esfera;
ɤ= Peso específico do líquido: o peso específico da água e do óleo são
tabelados;
R= Raio da esfera que é medido com o auxílio do paquímetro;
μ= Viscosidade dinâmica;
v= velocidade da esfera sem considerar as paredes do tubo;
V^'=Velocidade terminal da esfera, que é calculado com a fórmula: V'=v_0+a.t
com o tempo (t) calculado através do cronometro e
B= altura total do fluído.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em posse dos dados do experimento primeiro fez a velocidade terminal. As


primeiras observações feitas foram o tempo de queda da esfera em cada substância.
Percebe-se que na água o tempo de queda é mais rápido que no óleo consequentemente
a velocidade terminal no óleo é muito maior que a velocidade terminal na água.
Os valores de viscosidade dinâmica obtidos com o ensaio ficaram bem
distantes dos valores apresentados na literatura. Isso pode ter ocorrido devido a erros na
execução do ensaio.
Tabela I - Experimento com a substância óleo.

ÓLEO
ESFERA MAIOR ESFERA MENOR
TEMPO DE QUEDA VISCOSIDADE TEMPO DE QUEDA VISCOSIDADE
1,25 0,010061076 1,93 0,00618083
1,47 0,009807009 1,98 0,005255808
1,33 0,010610862 1,83 0,005809051
1,38 0,011224206 1,73 0,005598578
1,42 0,01155826 1,68 0,005440872
1,41 0,01049615 1,85 0,005479459
1,25 0,012609011 1,54 0,00618083
1,37 0,00990708 1,96 0,005639444
1,45 0,011224206 1,73 0,005328302
1,17 0,010728109 1,81 0,006603451

Para a substância água os dados seguem na tabela II. O tempo de queda medido
para cada vez que o ensaio foi executado. A viscosidade da substância ficou
relativamente diferente dos valores apresentado na literatura.
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Tabela II - Experimento com a substância álcool.


ÁGUA
ESFERA MAIOR ESFERA MENOR
TEMPO DE QUEDA VISCOSIDADE TEMPO DE QUEDA VISCOSIDADE
0,76 0,025551424 0,53 0,01457743
0,72 0,026970947 0,55 0,014047341
0,8 0,024273852 0,65 0,011886212
0,85 0,022845979 0,52 0,014857765
0,73 0,026601482 0,73 0,010583613
0,79 0,024581116 0,53 0,01457743
0,99 0,019615234 0,56 0,013796496
0,62 0,0313211 0,69 0,011197156
0,71 0,02735082 0,5 0,015452075
0,79 0,024581116 0,44 0,017559176

5 CONCLUSÃO

As propriedades físicas dos materiais são características que estes têm que são
sempre as mesmas, as pequenas diferenças encontradas no experimento tratam-se de
erros experimentais, sejam as condições do ambiente, inexperiência de quem realiza,
algum problema de calibragem dos instrumentos, ou erro de manuseio.
O uso da teoria dos erros permite encontrar um valor médio mais próximo do
esperado, e quanto mais repetições essa possibilidade de acerto também aumenta.

REFERÊNCIA
Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Introdução a teoria de erros. Disponível em:
https://educacaoespacial.files.wordpress.com/2010/10/erros.pdf.

UNESP. Teoria dos erros. Disponível em:


http://wwwp.fc.unesp.br/~malvezzi/downloads/Ensino/Disciplinas/LabFisI_Eng/Apostil
aTeoriaDosErros.pdf.