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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FACULDADE DE DIREITO
CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

VANESSA DE CARVALHO SCHUERZ

RESENHA: “Cultura, Direitos e Políticas, a construção de uma agenda


pública no campo das políticas culturais para os povos indígenas e a
diversidade étnica no Brasil contemporâneo.”

Salvador
2017
VANESSA DE CARVALHO SCHUERZ

RESENHA: “Cultura, Direitos e Políticas, a construção de uma agenda


pública no campo das políticas culturais para os povos indígenas e a
diversidade étnica no Brasil contemporâneo.”

Trabalho apresentado no quarto semestre do curso de


bacharelado em Direito, Faculdade de Direito,
Universidade Federal da Bahia, como atividade da
disciplina Sociologia Jurídica, turma 02.

Orientadora: Sara da Nova Quadro Côrtes.

Salvador
2017
Referência: “Cultura, Direitos e Políticas, a construção de uma agenda pública no campo
das políticas culturais para os povos indígenas e a diversidade étnica no Brasil
contemporâneo.” Luiz Antônio de Oliveira, outubro de 2015, recife.

A cultura é uma agregação de tudo que vemos, ouvimos e reproduzimos, sejam lá


nossos hábitos, nossa moral, lei, arte, conhecimento, etc. A cultura indígena além de tradição e
respeito a sua ancestralidade é uma forma de empoderamento, luta e resistência. Propagar a sua
cultura, a priori significa sobreviver através da visibilidade, seria uma conservação de seus
costumes através do respaldo cultural, podendo ser dado através do governo federal.
O governo federal, através do ministério da cultura cria vários mecanismos para a
fomentação de eventos culturais. Como a Lei Rouanet, por exemplo, seu fundamento tem como
base a propagação da ancestralidade nacional, de forma dissociada, democratizando a obtenção
de verbas, incentivo fiscal á projetos apoiados pela mesma.
Os apoios são dados através de editais, fazendo com que haja o nascimento de uma
burocratização, e como sua consequência acaba afastando um direito devido à dificuldade do
processo. Com isso, cria a figura chamada de “atravessadores burocráticos de cultura” pessoas
que entram nos editais defendendo os direitos indígenas. A crítica do autor está em pessoas de
outras etnias, que ocupam esses espaços e ingressam com esses projetos, pois mesmo que a
mediação seja necessária, talvez não esteja bem representada por pessoas que não compõem
essas sociedades.
O recebimento de recursos para fins culturais, conservação e divulgação da tradição, -
mesmo com dificuldades de acesso e “atravessadores culturais” - auxilia de forma significativa
a conquistas territoriais. A visibilidade desses eventos, faz com que o restante da população
nacional possa enxergar a importância das práticas nativas brasileiras e ressalta a ameaça que
esse patrimônio enfrenta através dos conflitos que começaram na colonização e se agravam
hoje com o desenvolvimento urbano.
O direito indígena, conseguiu -apesar dos obstáculos- entrar para agenda públicas de
ações do Estado, porém, a luta é grande esse ingresso não resolveu todas as questões agrárias,
no extremo sul do estado da Bahia, por exemplo, existem terras sem demarcação por pelo menos
três décadas. É como se fosse bonito cultuar o exótico de forma estética, mas sem garantir a
eles direitos, igualdade, personalidade. É importante que eles adquiriam garantias não apenas
culturais, como entretenimento, mas sociais, civis, politicas, ter uma participação ativa e
respeitada na cidadania.

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