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Projeto de Intervenção Urbana

Arco Tietê
Projeto de Lei Nº 581/2016
Projeto de Intervenção Urbana

Arco Tietê
Projeto de Lei Nº 581/2016
Sumário Apresentação
Introdução Apresentação P.03 AIU Centralidade da Metrópole P.50 O Projeto de Intervenção Urbana do Arco Tietê - PIU- AIUs são territórios destinados à reestruturação, trans-
Centralidade ACT é uma proposta que tem por objetivo instituir as formação, recuperação e melhoria ambiental das con-
A Cidade que queremos P.04 Eixos temáticos P.54
estratégias para o desenvolvimento e reestruturação dições urbanas atuais. Seus objetivos estão descritos no
Plano de Intervenções P.56 urbana da planície fluvial do Rio Tietê, a partir da visão PDE, trazendo a intenção de promover formas de ocu-
ESTRATÉGIAS 1. Socializar os ganhos de produção na região P.06 de cidade estabelecida pelo Plano Diretor Estratégico pação mais intensa, qualificada e inclusiva do espaço
Projeto P.58
- PDE, de forma planejada e equilibrada. Resultado urbano, combinadas com medidas voltadas ao desen-
2. Assegurar o direito à moradia digna para quem precisa P.07
de esforços de diversas Secretarias da Prefeitura do volvimento econômico que racionalizem e democrati-
3. Melhorar a mobilidade urbana P.08 AIU Lapa P.62 Município de São Paulo, coordenados pela Secretaria zem a utilização das redes de infraestrutura e a preser-
LAPA de Desenvolvimento Urbano - SMDU e realizados pela vação dos sistemas ambientais. As AIUs apresentadas
4. Qualificar a vida urbana dos bairros P.09 Eixos temáticos P.66
SP-Urbanismo, foi desenvolvido a partir do entendi- nesta proposta foram pensadas de forma a integrar as
5. Orientar o crescimento da cidade nas Plano de Intervenções P.68 mento que a planície se caracteriza, para além do rio, políticas setoriais de diferentes níveis de governo, em
proximidades do transporte público P.10 pela existência de vias estruturais, sistema ferroviá- especial relacionadas com as infraestruturas de mobili-
Projeto P.70
rio e rodovias que articulam diferentes municípios da dade, e com a implantação compartilhada das interven-
6. Reorganizar as dinâmicas metropolitanas promovendo
região metropolitana de São Paulo. Território onde se ções propostas e de arrecadação de receitas mediante
o desenvolvimento econômico P.11
AIU Apoios Urbanos P.74 verificam processos de transformação econômica e de parcerias do poder público com a iniciativa privada.
7. Incorporar a agenda ambiental ao desenvolvimento da cidade P.12 APoios padrões de uso e ocupação do solo, com a necessida-
Eixos temáticos P.78 As origens desta proposta, para além das diretrizes
Urbanos de de equilíbrio na relação entre emprego e moradia.
8. Preservar o patrimônio e valorizar as iniciativas culturais P.13 do atual PDE, se encontram presentes no antigo Pla-
Plano de intervenções P.82
O Projeto de Intervenção Urbana - PIU, aqui apresen- no Diretor da cidade - Lei Municipal nº 13.430/2002,
9. Fortalecer a participação popular nas
Projeto P.86 tado, reúne os estudos técnicos necessários a promo- que instituiu nesta mesma região diversas operações
decisões dos rumos da cidade P.14
ver o ordenamento e a reestruturação urbana em áreas urbanas que objetivavam a reestruturação e o desen-
subutilizadas, com potencial de transformação, ao lon- volvimento urbano. Conhecidas por Operação Urbana
contexto A Macroárea de Estruturação Projetos Projetos Estratégicos P.91 go da Macroárea de Estruturação Metropolitana - MEM. Diagonal Sul, Diagonal Norte e Carandiru - Vila Maria,
Metropolitana e o Arco Tietê P.15 Estratégicos Coordenados pelo poder público e originado a partir de estas propostas abrangiam áreas que se estendiam des-
Santa Rita P.92
premissas do PDE, fora desenvolvido a partir de uma de a Lapa até o Brás e de Pirituba a região da Vila Maria.
O processo de desenvolvimento do projeto P.20
DETRAN P.92 leitura territorial que compreendeu as características Conceitos que foram desenvolvidos, ao longo da últi-
Escalas de projeto P.23 sociais, econômicas e ambientais do Arco, de forma ma década, por diferentes estudos e que ao fim contri-
DEIC P.93
articulada, como fundamento para se firmar as premis- buíram na elaboração do chamamento público para o
Zoneamento P.26
Carandiru P.93 sas de planejamento e desenvolvimento urbano, neces- desenvolvimento de projetos urbanos do Arco Tietê,
Operação Urbana Consorciada Água Branca P.27 sárias a sua transformação. Tem por finalidade siste- realizados pela SMDU, no inicio de 2013 (proposta de
IPREM P.94
matizar e criar mecanismos urbanísticos que melhor manifestação de interesse - PMI Arco Tietê). Estudos
Plano de Melhoramentos Viários P.28
Canindé - Portuguesa P.94 aproveitem a terra e a infraestrutura, aumentando as que merecem destaque nesta proposta uma vez que
Unidades de Projeto P.29 densidades demográficas e construtivas, além de per- localiza a motivação e o mérito do Projeto, reconhe-
Canindé - Santo Antonio P.95
mitir o desenvolvimento de novas atividades econômi- cendo os esforços e dispêndios realizados pela Prefei-
Canindé - CMTC P.95 cas, criação de empregos, produção de habitação de tura do Município no estudo desta estratégica área da
Arco TietÊ Localização P.30
interesse social e equipamentos públicos para a popu- cidade.
Bento Bicudo P.96
Cenário atual P.32 lação e mitigar os problemas ambientais.
A SMDU e a SP-Urbanismo publicam este Caderno
Rua da Balsa P.96
Eixos temáticos P.34 O PIU ACT traz propostas urbanísticas, econômicas, Urbanístico Ilustrado do PIU ACT a partir das contri-
sociais e ambientais, articuladas para o desenvolvi- buições do debate público ocorrido nas audiências,
Visão urbanística P.36
mento da região, apresentando um programa de inter- em reuniões específicas e no processo participativo
Plano Urbanístico P.38 Projeto de LEi Mapas P.98 venções e parâmetros urbanísticos específicos, além de da minuta colaborativa, para que se possa conhecer
propostas econômico-financeiras e de gestão democrá- com detalhes necessários este Projeto de Lei que esta-
Definição do Programa de intervençõeS P.40 Texto do Projeto Lei P.116
tica que viabilizem sua implantação. Projeto que fora belece objetivos, diretrizes, estratégias e mecanismos
Ferramentas P.42 Quadros P.127 desenvolvido para ser aplicado em diferentes escalas para a implantação do Projeto de Intervenção Urbana
territoriais, desde estudos para a transformação de do Arco Tietê. O intuito é informar e democratizar o
Áreas de intervenção urbana P.46
grandes setores até para a implantação de pequenos debate entre os cidadãos para que possam, agora junto
Indicadores e metas P.49 projetos estratégicos. Traz consigo três recortes terri- ao processo legislativo, aprimorar ainda mais as pro-
toriais, que respeitam suas características ambientais postas aqui descristas, promovendo o desenvolvimento
especificas, mas que se articulam em sistemas de infra- sustentável do território.
Relatórios Complementares estrutura e padrões de ocupação coesos ao processo
São publicações complementares a este caderno urbanístico: de desenvolvimento urbano e econômico. As Áreas de
Intervenção Urbana - AIU, como são chamados estes
• Relatório Técnico Econômico: ACT 02 2E RT recortes, configuram uma oportunidade de transfor-
• Relatório Técnico Jurídico: ACT 02 2W RT mação e de ação coordenada entre as diversas agendas
• Sumario Executivo: ACT 02 2U RT setoriais da cidade sobre uma mesma região.
• Diagnóstico: ACT 02 2U RT

As publicações estão disponíveis no portal Gestão Urbana na página:


gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/arco-do-futuro/arco-tiete/arquivos
3
TRAVESSIAS SOBRE
OS RIOS TIETÊ E CRIAÇÃO DE PRAÇAS ÁREAS DE VALORIZAÇÃO DO AMPLIAÇÃO E
TAMANDUATEÍ E PARQUES TRANSFORMAÇÃO PATRIMÔNIO MELHORIAS DE
CALÇADAS
Implantação de áreas Áreas destinadas a abrigar Manutenção de bens
Criação de passarelas
verdes que desempenhem densidades construtivas tombados garantindo sua Exigência de ampliação
para pedestres e ciclistas
papel ambiental e social e demográficas altas ao integração na paisagem de calçadas com faixas
conectam as margens
longo dos principais eixos permeáveis e arborizadas
dos rios e garantem
de mobilidade em eixos específicos
maior acesso a parques,
equipamentos e à rede de
mobilidade

PROJETOS
ESTRATÉGICOS

Diretrizes específicas para


o parcelamento de terras
públicas, garantindo
áreas verdes, habitação
de interesse social e
equipamentos

TRANSPORTE PÚBLICO

Implantação de novos
corredores de ônibus nos
Apoios Urbanos Norte
e Sul
EIXOS ESTRATÉGICOS

VALORIZAÇÃO DA Vias que compõem


FRENTE DOS RIOS a rede de mobilidade
trazem incentivos
Criação de parques à transformação de
lineares em áreas de APP, lotes de forma a criar
criando uma rede de novas frentes urbanas
espaços públicos qualificadas por fachadas
ativas e passeios amplos

a cidade que queremos


O Projeto de Intervenção Urbana do Arco Tietê - PIU conjunto de áreas urbanizadas que demandam recu- associadas às diretrizes do PDE, da Lei de Parcelamen- III. Mitigar os problemas ambientais do território, circulação, priorizando o acesso à rede de trans- ao longo dos próximos 30 anos, para a consolidação de
ACT busca aperfeiçoar esta estratégica região da cida- peração, reabilitação ou requalificação para aplicação to, Uso e Ocupação do Solo - LPUOS e aos projetos estru- ampliando o sistema de controle de inundações e porte coletivo; um vetor alternativo para o crescimento econômico e
de recepcionando novos usos e atividades, com maior de programas de desenvolvimento econômico e pela turantes. O Projeto tem como objetivos gerais: alagamentos, reduzindo o efeito das ilhas de calor social da metrópole. Trata-se de um processo que busca
VI. Qualificar o ambiente urbano, por meio da preser-
equidade e qualidade na distribuição do adensamen- existência de relevantes concentrações de imóveis não I. Direcionar os investimentos do setor público e pri- e incrementando-se a oferta de espaços e áreas ver- alterar a lógica de concentração de investimentos públi-
vação e valorização dos recursos naturais e da pro-
to construtivo e populacional. Novas atividades urba- utilizados ou subutilizados, públicos ou privados. Áreas vado e o uso da infraestrutura para incrementar a des públicas; cos no vetor sudoeste da cidade e do padrão de segrega-
teção e recuperação do patrimônio histórico, artís-
nas, favorecidas tanto pelo amplo sistema de transpor- compatíveis, portanto, com processos de remodelagem oferta de empregos e o desenvolvimento econômi- ção sócio-espacial dela decorrente, propondo reorien-
IV. Promover a transformação de áreas ociosas, de tico, cultural, urbanístico, arqueológico e paisagís-
te existente e proposto quanto pela implantação de uma e reestruturação urbana, econômica, social e ambien- co, dinamizando os setores produtivos existentes, tar os investimentos públicos pelos critérios de maior
imóveis subutilizados e a instalação de novos usos tico existente.
nova rede de espaços públicos, serão estimuladas de tal, desejadas pelo Plano Diretor Estratégico - PDE. bem como promover o uso diversificado, intensivo possibilidade de transformação urbanística e melhor
compatíveis às áreas com solo potencialmente con-
forma controlada para um desenvolvimento urbano e equilibrado do território; VII. Definir e viabilizar a implantação do Programa viabilidade econômica da intervenção. Com isso em
Propõe-se, neste sentido, um conjunto de melhoramen- taminado, possibilitando sua reinserção funcional
equilibrado da região. de Intervenções previsto nesta lei, atendidas as vista, serão elaborados os Planos de Ação Integrada,
tos públicos que possibilite o processo de transforma- II. Estimular a diversidade tipológica habitacional e no ambiente urbano de forma sustentável, segura e
diretrizes do Princípio da Gestão Democrática das que visam desencadear o processo de transformação
A SP-Urbanismo desenvolveu a partir de 2013 uma lei- ção, articulado, ao longo do tempo necessário para sua a implantação de equipamentos sociais e institu- integrada aos demais objetivos desta lei;
Cidades. territorial, especialmente considerando o atendimen-
tura territorial do Arco Tietê e identificou perímetros implantação, às diversas agendas setoriais da cidade, cionais para atendimento de diferentes faixas de
V. Melhorar as condições gerais de mobilidade e aces- to habitacional, a provisão de equipamentos sociais,
específicos que poderão ser submetidos mais intensa- com soluções de qualificação ambiental e promoção de renda, viabilizando a permanência da atual popu- Estes objetivos não têm a expectativa de que o Arco Tie-
so da região, em escala local e regional, harmoni- a requalificação de logradouros e áreas públicas e as
mente a processos de transformação e requalificação novas infraestruturas. Proposta que responde às estra- lação residente; tê se transforme ou se renove de forma completa, mas
zando a convivência entre os diversos modais de obras de infraestrutura urbana, ao longo do tempo.
urbanística. A região é caracterizada por um grande tégias de desenvolvimento social e econômico da região buscam promover mudanças estratégicas e suficientes,

4 5
DEFINIÇÕES DO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO E ZONEAMENTO INCENTIVAR O PARCELAMENTO DOS GRANDES LOTES

1. SOCIALIZAR OS GANHOS 2. ASSEGURAR O DIREITO


DE PRODUÇÃO NA REGIÃO À MORADIA DIGNA PARA
A dinâmica recente de transformação urbana e de pro- QUEM PRECISA
dução imobiliária da cidade e as condições morfoló-
Os dados oficiais, oriundos principalmente dos seto-
gicas na região do Arco Tietê, com alto percentual de
res censitários, não indicam que, quantitativamente,
terrenos potencialmente transformáveis, reforçam a
a precariedade habitacional seja o grande desafio do
condição estratégica deste território no sentido de se
Arco Tietê: em 2010 eram 2.694 domicílios em situação
firmar como adequado ao adensamento populacional
subnormal contra 1.903 em 2000. Isso significa uma
e construtivo da cidade.
expansão menor do que a observada no conjunto do
Esta condição confere ao Arco Tietê uma ampla oportu- município (41% contra 55%). O território do Arco Tie-
nidade de transformação urbana e de captura de parte tê também é caracterizado por baixa vulnerabilidade
dos recursos da produção imobiliária para ser revertido social: 94% da população residente apresentam vulne-
diretamente na qualificação do ambiente urbano, na rabilidade baixa, baixíssima ou nenhuma. Por outro
produção de equipamentos sociais e institucionais e lado, existem focos importantes de alta vulnerabilidade
na criação de um parque público de habitação de inte- em pontos localizados.
resse social.
O olhar prospectivo, no entanto, aponta que a transfor-
Como estratégia para todo o território, define-se a des- mação desse território pode representar a oportunida-
tinação de 30% dos recursos arrecadados para a pro- de de implantação de moradia digna para os segmen-
moção de HIS, a serem aplicados prioritariamente no tos que compõem a parcela mais expressiva do déficit
atendimento da população de baixa renda hoje residen- habitacional. Tal possibilidade vem acompanhada de
te no perímetro. Os demais 70% serão gastos em áreas dois desafios adicionais: (i) a manutenção dos segmen-
verdes, microdrenagem, equipamentos, mobilidade e tos mais pobres durante o processo de valorização da
na gestão do projeto. Conta-se, ainda, com as destina- terra decorrente das novas infraestruturas instaladas;
ções para HIS oriundas da Cota Solidariedade e para (ii) o atendimento adequado da oferta de equipamentos
as áreas verdes, equipamentos e sistema viário com as sociais. Nese segundo caso, destacam-se, no quadro
áreas oriundas do parcelamento obrigatório, conforme atual, a dificuldade de acesso a parques (55% da popu-
determina a LPUOS de 2016. lação residente a mais de 1km) e equipamentos espor-
tivos (32,8% da população residente a mais de 1km).
Tendo em vista a alta incidência de grandes glebas ou
lotes que hoje se apresentam como barreiras à continui- A promoção de moradia deve vir acompanhada, portan-
dade do tecido urbano, o projeto apresenta duas estra- to, de áreas verdes, equipamentos e boa acessibilidade.
tégias específicas para incentivar a transformação des- Para isso, os Projetos Estratégicos trazem a regulação
sas áreas com qualidade: os Projetos Estratégicos e o da composição de usos dentro de seus perímetros, apro-
Parcelamento Fracionado. ximando moradia, lazer, cultura e mobilidade. Foram
definidas, também, estratégias para que a implantação
de conjuntos de Habitação de Interesse Social - HIS car-
Estratégias reguem parâmetros de qualificação do espaço urbano,
devendo contemplar fachadas ativas, faixas de fruição
DESTINAR OS RECURSOS ARRECADADOS PARA
pública, mix de rendas e espaços públicos de qualidade.
HIS E PROGRAMAS DE INTERESSE PÚBLICo

aplicar cotA SOLIDARIEDADE


Estratégias
PARCELAR GRANDES GLEBAS COM
DESTINAÇÃO OBRIGATÓRIA AO MUNICÍPIO REGULAR A DESTINAÇÃO DE ÁREAS DOS PROJETOS
ESTRATÉGICOS PARA A PRODUÇÃO DE HABITAÇÃO
PROPICIAR FORMAS ALTERNATIVAS
SOCIAL
DE PARCELAMENTO
DESTINAÇÃO DE ÁREAS DOS PROJETOS ESTRATÉGICOS (% EM RELAÇÃO AO TERRENO) PROMOVER A QUALIDADE DE VIDA NOS EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL
DESENVOLVER PROJETOS ESTRATÉGICOS PARA PROMOVER A QUALIDADE DE VIDA NOS
TRANSFORMAÇÃO DE ÁREAS PÚBLICAS Definir parâmetros para produção de HIS em ZEIS: Fachada ativa, áreas verdes, EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL
fruição e relação com o contexto urbano

DESENVOLVER E IMPLANTAR PROJETOS VOLTADOS


À PRODUÇÃO DE PARQUE PÚBLICO DE MORADIA
Ferrovia

Hidrografia

Arco Tietê

ZEIS

Lotes maiores
que 40.000 m²

Áreas Verdes

Projetos estratégicos

0 1000m N
PROMOVER NOVAS CONEXÕES ENTRE BAIRROS PELA PROMOVER NOVAS CONEXÕES LOCAIS QUALIFICAR OS PASSEIOS PÚBLICOS PROMOVENDO IMPLANTAR TRANSPOSIÇÕES SOBRE OS RIOS E FERROVIA
IMPLANTAÇÃO DOS APOIOS URBANOS, CONTEMPLANDO INTERMODALIDADE
CORREDORES DE ÔNIBUS, CICLOVIAS E AMPLOS PASSEIOS A abertura, alargamento ou requalificação de vias públicas Implantar novas travessias associadas a equipamentos
possibilita o surgimento de novas frentes urbanas qualificadas Requalificar os passeios incentiva a locomoção de pedestres e ou espaços públicos, que priorizem deslocamentos a pé e
3. Melhorar a ciclistas pela cidade e otimiza a intermodalidade de bicicleta, garante maior conexão das margens da orla
ferroviária e fluvial, promovendo novos eixos de integração
4. QUALIFICAR A VIDA
mobilidade urbana do tecido urbano
URBANA DOS BAIRROS
Atualmente estruturado a partir de uma grande rodo- As novas conexões viárias, além estruturar uma rede
via urbana – a Marginal Tietê – o território do Arco de mobilidade articulada, foram traçadas com o objeti-
Tietê vive um paradoxo: desempenha uma função de vo de promover novas frentes urbanas arborizadas para
passagem e de articulação da metrópole, por um lado, os bairros que atravessam. A constituição de outras
e por outro, não permite uma fácil circulação dentro duas redes, uma ambiental e outra de equipamentos
do seu território. Segundo dados da Pesquisa Origem e públicos, também tem como objetivo incrementar a
Destino do Metrô (2007), os bairros ao sul do Arco Tie- qualidade de vida dos moradores e usuários do terri-
tê têm percentual de deslocamentos com transporte tório do Arco Tietê.
público superior a 50%, muito em função da extensa
A rede ambiental, constituída por novos parques, pra-
oferta na região de corredores de ônibus, metrô e trem.
ças e eixos ambientais (alamedas e bulevares) foi defi-
Porém, os bairros do norte do Arco apresentam percen-
nida de forma a preencher os espaços onde a presença
tuais de deslocamentos utilizando transporte público
do verde era rara, associando-se, principalmente, às
inferiores, entre 30 e 40%.
margens dos corpos d´água e linhas de trem, criando
uma orla ferroviária e fluvial qualificada.
Implantar, neste contexto, os Apoios Urbanos Norte e
Sul é a medida inicial para propiciar a conexão entre os Uma nova rede de equipamentos também está prevista,
bairros, melhorar o acesso à rede de transporte sobre composta pela aquisição de novos terrenos, reforma de
trilhos existentes e, a partir desta estruturação, qua- equipamentos existentes, compra de imóveis de valor
lificar a orla fluvial do Rio Tietê através da redução do histórico para transformação e definição de áreas espe-
tráfego de veículos na marginal e a conformação de cíficas a serem destinadas pelo parcelamento.
áreas voltadas à qualificação ambiental e urbana jun-
As redes de mobilidade, espaços públicos e equipamen-
to às margens.
tos, ao se cruzarem, formam os principais pontos de
referência e encontro nos bairros do Arco Tietê. Além
Além dessa ligação longitudinal, diversos eixos de liga-
dessas redes, o incentivo ao comércio no térreo das
ção entre os bairros do norte e do sul foram traçados.
edificações ao longo dos principais eixos irá promo-
Outras vias foram definidas na escala local, com a fun-
ver maior dinâmica nas vias públicas, aumentando a
ção de romper grandes quadras e articular pontos atu-
segurança e promovendo vida de bairro aos moradores
almente isolados do território, consolidando a rede de
e usuários deste território.
mobilidade. Nos pontos onde a presença de barreiras
urbanas, como rios e ferrovia, revelou-se prejudicial ao
desenvolvimento do território foram definidas transpo-
Estratégias
sições capazes de reconectar a cidade. A qualificação
dos passeios em diversos eixos do território promoverá INCENTIVAR A FACHADA ATIVA
maior intermodalidade e conexão entre áreas verdes e
APROXIMAR A CIDADE DOS RIOS ATRAVÉS DA
equipamentos.
OCUPAÇÃO SUSTENTÁVEL DAS MARGENS

IMPLANTAR NOVOS EQUIPAMENTOS PÚBLICOS E


Ferrovia MODERNIZAR OS EXISTENTES
Estratégias
Hidrografia
IMPLANTAR NOVAS PRAÇAS E PARQUES CRIANDO
Arco Tietê
PROMOVER NOVAS CONEXÕES ENTRE BAIRROS UMA REDE DE ESPAÇOS PÚBLICOS INTEGRADOS
PELA IMPLANTAÇÃO DOS APOIOS URBANOS, 0 1000m N

CONTEMPLANDO CORREDORES DE ÔNIBUS,


CICLOVIAS E AMPLIAÇÃO DAS CALÇADAS
IMPLANTAR NOVOS EQUIPAMENTOS PÚBLICOS E IMPLANTAR NOVAS PRAÇAS E PARQUES CRIANDO UMA REDE
Promover Novas Conexões locais INCENTIVAR A FACHADA ATIVA APROXIMAR A CIDADE DOS RIOs MODERNIZAR OS EXISTENTES DE ESPAÇOS PÚBLICOS INTEGRADOS

QUALIFICAR OS PASSEIOS PÚBLICOS


PROMOVENDO INTERMODALIDADE

IMPLANTAR TRANSPOSIÇÕES
SOBRE OS RIOS E FERROVIA
ÁREAS DE TRANSFORMAÇÃO EIXOS ESTRATÉGICOS MODERNIZAR AS ZONAS PRODUTIVAS NAS PROXIMIDADES DOS EIXOS ESTRATÉGICOS

Áreas demarcadas no Mapa III, Trechos de logradouros, destacados no Mapa III desta lei e descritos no Quadro 1A, As áreas de contato entre os Eixos Estratégicos e as zonas produtivas terão
5. Orientar o subdivididas nas categorias T1, T2, T3
E T4, destinadas a abrigar densidades
que compõem uma rede de mobilidade motorizada e não motorizada e promovem
a estruturação dos espaços públicos, cujos lotes confrontantes têm atividades não
parâmetros urbanos incrementados, afim de criar áreas híbridas entre o
segundo e o terceiro setor da economia, modernizando a produção 6. reorganizar
crescimento da cidade construtivas e demográficas altas e
onde se concentram as transformações
residenciais incentivadas
as dinâmicas
nas proximidades do estratégicas voltadas à implementação
do uso misto associado à qualificação
metropolitanas
dos espaços públicos propostas pelo
transporte público PIU ACT
promovendo o
Apesar da vasta oferta de infraestrutura de transpor-
tes, existente e planejada, o território do Arco Tietê não
desenvolvimento
apresenta densidades populacionais com ela compatí- econômico
veis, oferecendo alto potencial de transformação. É ao
A presença de atividade econômica intensa, diversifi-
longo dos principais eixos de mobilidade que o adensa-
cada em diferentes setores e especializada é, antes de
mento construtivo e populacional deve ser incentivado.
tudo, um ativo desse território. Trata-se de uma área de
Tratam-se das vias definidas como Eixos Estratégicos,
intensa dinâmica produtiva, abrigando 10,8% do total
dos quais destacam-se: Apoios Urbanos, eixos do Tibur-
de emprego formal do Município. Atualmente, seus 564
tino e Curtume, avenidas Tiradentes e Cruzeiro do Sul
mil trabalhadores se distribuem em: 308 mil nos ser-
e Rua Marcos Arruda. Para se alcançar o adensamento
viços (54,6% do total de empregos do Arco Tietê); 126
pretendido foram definidos, para as quadras próximas IMPLANTAR REDE DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
NOS EIXOS ESTRATÉGICOS mil empregos no comércio (22,4%); e 96 mil empregos
a esses eixos, maiores índices de parâmetros urbanís-
na indústria (17,1%). Entre 2000 e 2013, o crescimento
ticos, como Coeficiente de Aproveitamento e Gabari-
foi ligeiramente superior ao da cidade (68,2% no Arco
to, resultando nas Áreas de Transformação. Tais áre-
contra 63,5% no MSP).
as correspondem às zonas definidas pela LPUOS como
as de maior adensamento (Zona Eixo de Estruturação A diversidade de postos de trabalho, abrangendo diver-
e Transformação Metropolitana - ZEM e Zona Eixo de sos níveis de escolaridade e diferentes ocupações, tam-
Estruturação e Transformação Metropolitana Previsto - bém se constitui um ativo importante. A grande pre-
ZEMP), mas incorporam alguns ajustes, principalmente sença de trabalhadores com ensino médio e salários
com o objetivo de promover o desenvolvimento urbano de 1 a 3 s.m. mostra o grande potencial para oferecer
e maior mobilidade no sentido transversal ao Rio Tietê, empregos para novos moradores com escolaridade
aproximando a cidade das águas com prudência, tendo mais baixa. O Arco Tietê possui, ainda, excelente oferta
em vista a preservação da paisagem e a baixa qualidade Ap de ensino técnico, compreendendo 20% das matrículas

Av Cruzeiro do Sul
oio
Ur b
dos solos de aluvião na várzea. no município de São Paulo, diversificada e aparente-

Tiburtino
ano

Curtume
No
r te
mente alinhada com o perfil econômico do território.
Nos Eixos Estratégicos, com o intuito de atrair a cons-
As áreas definidas na LPUOS como Zonas de Desen-
trução de novas frentes urbanas dinâmicas e adensa-
volvimento Econômico - ZDE e Zonas Predominante-
das, incentiva-se o remembramento de lotes menores
mente Industriais - ZPI foram mantidas e protegidas da
que 1.000m² e a implantação de áreas não residenciais
incorporação residencial e vertical. Ações na direção
localizadas no nível da rua. Além disso, ao longo des- Ap
oio
do desenvolvimento de seus setores logísticos, maior

R. Marcos Arruda
Ur b
ano
tes eixos surgem as Faixas de Indução, constituídas por Sul
integração com o entorno através da melhoria da mobi-

entes
uma profundidade de 50m contada a partir do alinha-
lidade, implantação de infraestrutura de Tecnologia da

Av Tirad
mento do lote frente ao eixo, dentro da qual a restrição
Informação e incremento nos parâmetros urbanísti-
de gabarito é flexibilizada, constituindo-se como mais
cos nas proximidades dos Eixos Estratégicos garantem
um incentivo à aproximação da atividade imobiliária
maior eficiência e dinamizam estes setores produtivos,
em direção aos Eixos Estratégicos.
incentivando sua modernização e a chegada de novas
indústrias e empresas.

Estratégias FAixas de indução


Estratégias
DEFINIÇÃO DE: ÁREAS DE TRANSFORMAÇÃO Trechos de lotes, demarcados no Mapa III, que têm frente
para os Eixos Estratégicos e estão contidos integral ou
proteger e MODERNIZAR AS ZONAS PRODUTIVAS
EIXOS ESTRATÉGICOS parcialmente na faixa de 50 m (cinquenta metros) contados
a partir do alinhamento dos lotes na frente para tais vias, NAS PROXIMIDADES DOS EIXOS ESTRATÉGICOS
subdivididas em Faixas de Indução Tipo I, com gabarito de
FAIXAS DE INDUÇÃO altura máxima de 48 m (quarenta e oito metros) e Faixas de IMPLANTAR REDE DE TECNOLOGIA DA
Indução Tipo II, sobre as quais não incide limite de altura
INCENTIVAR USOS MISTOS nas máxima para as edificações INFORMAÇÃO NOS EIXOS ESTRATÉGICOS
Áreas de transformação Eixo Estratégico

Linha Metro
PROPICIAR O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
INCENTIVAR O REMEMBRAMENTO DE LOTES E Corredor de ônibus
E URBANÍSTICO NO ENTORNO DAS ZONAS
A FACHADA ATIVA NOS EIXOS ESTRATÉGICOS Ferrovia
PRODUTIVAS
Apoios: Vias a abrir
EXPANDIR E QUALIFICAR A REDE DE MOBILIDADE
Apoios: Vias a melhorar
EM SEUS DIVERSOS MODOS DE DESLOCAMENTO
Principais conexões

Áreas de
transformação

Zonas produtivas
(ZDE e ZPI)
10 0 1000m N
IMPLANTAR ÁREAS DE ABSORÇÃO RECUPERAR CÓRREGOS IMPLANTAR PARQUES LINEARES IMPLANTAR EIXOS AMBIENTAIS

Implantar praças permeáveis capazes de absorver grandes Destamponar córregos limpos e qualificar os abertos é uma A recuperação ambiental das margens do sistema hídrico Implantar um sistema ambiental em rede aumenta a

7. Incorporar a agenda 8. Preservar o


volumes de água durante as chuvas mais intensas contribui solução adotada para reaproximar as pessoas dos cursos d´água. colaboram para infiltração e armazenamento da água no lençol conectividade entre áreas verdes e proporciona percursos
para a redução de enchentes e alagamentos, ao passo em Além disso, a abertura promove o contato dos corpos d´água freático e para a criação da mata ciliar, importante componente sombreados aos usuários em direção aos equipamentos e às
que o plantio de espécies adaptadas às cheias promove áreas com a atmosfera, colaborando para o ressurgimento da vida para a produção de alimentos para a fauna aquática. estações do trem e do metrô.
ambiental ao ajardinadas de contemplação aquática e ciliar. patrimônio e valorizar
desenvolvimento da as iniciativas culturais
cidade O projeto prevê diversas estratégias para a valorização
do patrimônio e o incentivo às iniciativas culturais. Em
A baixa oferta de espaços verdes por habitante no
primeiro lugar, foram definidas as Áreas de Preservação,
Arco Tietê, além de comprometer a qualidade de vida
dentro das quais a verticalização e o remembramento
dos habitantes, influencia diretamente no surgimen-
foram coibidos com o objetivo de preservar a paisagem
to de ilhas de calor em áreas específicas do território.
horizontal (Lapa de Baixo, colina do Pari e Zonas Estri-
Aumentar o número de praças e parques que proporcio-
tamente Residenciais - ZER predefinidas pela LPUOS). A
nam áreas de lazer, convívio e contemplação e absor-
isso se somou a definição do Perímetro de Preservação
vem e refletem a irradiação solar é um dos principais
da Memória Fabril, na Lapa de Baixo, com o objetivo de
objetivos para o território do Arco Tietê.
implantar um programa de incentivo à renovação dos
No que se refere à drenagem, com o baixo índice de imóveis e melhorar as condições ambientais e de mobi-
áreas permeáveis, o escoamento superficial das águas lidade da Lapa de Baixo.
pluviais é rápido e desenfreado, causando alagamentos
Outra estratégia é o ajuste nos parâmetros urbanos em
nos pontos mais baixos da várzea do Rio Tietê. Orientar
vigor no entorno de alguns edifícios históricos, para
o escoamento das águas em direção a grandes áreas
preservar e valorizar as suas visuais no contexto urba-
projetadas para receber, reter e retardar a descida de
no, notadamente ao longo da Rua Guaicurus, onde se
grandes volumes d´água é a solução adotada (Parque
alinham diversos deles (Poupatempo, Subprefeitura
da Foz do Tamanduateí, Parque Linear do Carandiru,
da Lapa, Tendal, antiga Estação Ciência e Mercado da
Parque do reordenamento urbanístico Bento Bicudo)
Lapa). À definição desses parâmetros somou-se a cria-
além da criação de longos cordões de infiltração das
ção do Parque Guaicurus. Este Parque tem por objetivo
águas pluviais em locais estratégicos, como é o caso
realizar a integração urbanística de vários equipamen-
do Apoio Urbano Norte - AUN, por exemplo.
tos já existentes, para que construa uma nova paisagem
Pq Linear do
Pq Linear do Carandirú
A canalização dos córregos também impediu o fluxo Curtume
Pq da Foz do defronte a orla ferroviária.
Pq Linear Tamanduateí
das águas pluviais em direção ao Rio Tietê. O destam- Córrego Cintra
No eixo histórico Norte-Sul da cidade de São Paulo, a Av.
ponamento é uma solução adotada para os córregos Perímetro de Preservação da
Memória Fabril Lapa de Baixo Tiradentes, propõe-se a melhoria na integração entre os
limpos (Córrego do Curtume) a fim de melhorar a dre-
diversos equipamentos culturais e áreas verdes existen-
nagem superficial urbana. A criação de diversos par-
tes e propostas (Pinacoteca do Estado, museus da Língua
ques lineares ao longo dos tributários do Rio Tietê (Rio Pq Guaicurus
Portuguesa e de Arte Sacra, Anhembi, Praça Campo de
Tamanduateí, córregos do Curtume, Carandiru, Papa-
Eixo histórico Bagatelle e futuro parque da Foz) através de qualifica-
terra Limongi e Cintra), recuperando parte de suas Áre- Norte-Sul
(Av Tiradentes) ção de passeios.
as de Proteção Permanente - APPs, e a implantação de
áreas verdes em seus antigos meandros completa as
estratégias de resgate de parte da configuração hídrica
Estratégias
original do território.
Equipamentos públicos
DEFINIR ÁREAS DE PRESERVAÇÃO E
As principais vias de conexão não apresentam arboriza- Áreas de Preservação

ção adequada para sombreamento e incentivo ao deslo- Ferrovia


coibir A VERTICALIZAÇÃO
camento não motorizado. Além disso, com essa ausên- Hidrografia
PRESERVAR AS VISUAIS DOS EDIFÍCIOS HISTÓRICOS
cia, os espaços verdes perdem conectividade entre si. Arco Tietê

Criar um sistema de Eixos Ambientais, composto de promover O RESGATE DA MEMÓRIA FABRIL


0 1000m N
bulevares e alamedas, aumenta a conectividade entre
INCENTIVAR A REFORMA DOS IMÓVEIS Integrar equipamentos públicos e áreas verdes Integrar equipamentos
áreas verdes, proporciona percursos sombreados aos Na lapa de baixo
DEFINIR ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PRESERVAR AS VISUAIS DOS EDIFÍCIOS HISTÓRICOS públicos e áreas verdes
usuários e caminhos ecológicos para a fauna e, por fim,
Subsídios à restauração e readequação
colabora para a mitigação das ilhas de calor. Áreas demarcadas no Mapa III, subdivididas nas categorias Recuo frontal mínimo de 5m (cinco metros) para os de edificações de interesse histórico
P1 e P2, destinadas à manutenção de densidades construtivas empreendimentos com altura superior a 10m (dez metros) com públicas ou privadas, em parceria com
e demográficas baixas e médias, e voltadas à valorização de frente para a Rua Guaicurus os respectivos proprietários, atendido o
bens de valor histórico, paisagístico e de zonas exclusivamente interesse público
residenciais de baixa densidade
Estratégias
IMPLANTAR ÁREAS DE ABSORÇÃO De ÁGUAS
PLUVIAIS
RECUPERAR A QUALIDADE AMBIENTAL DOS
CÓRREGOS TRIBUTÁRIOS AO RIO TIETÊ
IMPLANTAR PARQUES LINEARES E EIXOS
AMBIENTAIS
AMPLIAR A ARBORIZAÇÃO URBANA
A Macroárea de Estruturação Metropolitana e o Arco Tietê
9. Fortalecer a CONSELHO GESTOR
A visão urbanística determinada para o desenvolvimen- habitação de interesse social e equipamentos públicos regular a transformação desta região com base em
participação popular to urbano da cidade de São Paulo nas próximas décadas para a população moradora. Neste território de impor- projetos articulados, voltados à criação de oportuni-
reconheceu a necessidade de desempenhar estratégias tância metropolitana é preciso enfrentar os desafios de dades para o desenvolvimento urbano e econômico da
nas decisões dos de estruturação metropolitana para o município e pos- uma necessária reestruturação urbana, implantando cidade implantados por instrumentos urbanísticos e,
rumos da cidade sibilidades de adequação de seu crescimento demográ- novos usos e atividades de âmbito social, cultural e eco- em segundo lugar, ordenar as ações da gestão pública e
fico e econômico sem o evidente espraiamento urba- nômico, qualificando sua rede de espaços públicos e a os investimentos na cidade de modo a seguir os mesmos
O PIU ACT garante a gestão social e democrática das
no, fenômeno recorrente em nossa cidade. O território infraestrutura de mobilidade. objetivos dos projetos e planos propostos, com maior
intervenções previstas no território mediante a criação
denominado Arco do Futuro foi devidamente estudado controle das ações pelo município. É nesse sentido que
de Conselhos Gestores, vinculados a cada uma das Áre- A MEM é dividida em setores com características e
como uma hipótese de contenção deste espraiamento, o PDE determinou um procedimento específico para o
as de Intervenção Urbana AIU– Lapa, Centralidade da objetivos específicos.
e sua leitura territorial resultou na definição, duran- desenvolvimento destas propostas: o Projeto de Inter-
Metrópole e Apoios Urbanos. Os conselhos, paritários
te a revisão participativa do Plano Diretor Estratégico I. Setor Orla Ferroviária e Fluvial está localizado ao venção Urbana - PIU.
entre governo municipal e representantes da sociedade
do Município - PDE (Lei Municipal nº 16.050/2014), da longo das ferrovias e dos principais rios da metró-
civil, serão coordenados pela Secretaria Municipal de Na MEM os PIUs marcam a integração de estratégias
Macroárea Estruturação Metropolitana - MEM. Esta pole, Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, onde se con-
Desenvolvimento Urbano - SMDU e serão responsáveis de médio e longo prazo com o conjunto de ações deter-
área da cidade é estratégica e fundamental para a reo- centram terrenos industriais, sendo alguns deles
pelo controle social da implantação do Programa de COMUNIDADE ORGÃOS minadas em programas específicos para o desenvolvi-
ONGS rientação, ampliação e redistribuição dos processos de subutilizados e outros com intensa produtividade.
Intervenções das respectivas AIUs. ACADÊMICA MUNICIPAIS mento de seus setores relacionados a seus respectivos
transformação urbana e adensamento da cidade. Seu
II. Setor Eixos de Desenvolvimento compreende áre- agentes. No Setor Orla Ferroviária e Fluvial, por exem-
Entre suas atribuições, destacam-se: aprovar os Pla- perímetro combina três elementos estruturantes: os
as carentes de emprego, localizadas no entorno de plo, há grande concentração de empregos e usos resi-
nos de Ação Integrada; definir prioridades dentro do três principais rios – Tamanduateí, Pinheiros e Tietê;
grandes vias estruturais e rodovias, e com grande denciais esparsos. Os empregos mais qualificados estão
Programa de Intervenções e encaminhá-las ao Con- as ferrovias e avenidas pertencentes ao sistema viário
concentração habitacional. Está dividido em sub- concentrados no setor sudoeste da cidade, ao longo da
selho Gestor do Fundo de Desenvolvimento Urbano - estrutural e parte dos territórios produtivos existen-
setores, para os quais estão previstos, sobretudo, planície do Rio Pinheiros e parte ao longo do Rio Tie-
FUNDURB; e acompanhar o andamento dos projetos e tes na cidade além daqueles delimitados pela nova Lei
incentivos urbanísticos e fiscais para ampliação tê. Na planície do Tietê os usos habitacionais são mais
obras relativas às intervenções. Além disso, é o Conse- de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo - LPUOS. A
da oferta de emprego. rarefeitos limitando-se, ao sul, junto às linhas férre-
lho Gestor quem acompanhará a aplicação da cota de MEM define as diretrizes programáticas e instrumen-
as e ao norte, a partir do centro dos bairros. O vazio
solidariedade dentro do território da AIU e as propostas tos necessários para o desenvolvimento do território III. Setor Central corresponde ao centro histórico
entre a linha férrea e os bairros, tendo o Tietê como
de implantação e a aplicação dos recursos vinculados à do Arco do Futuro. da cidade e caracteriza-se pela concentração de
eixo central, tem um papel estratégico para a amplia-
habitação de interesse social e à implantação de equi- comércio e serviços especializados. Neste, o obje-
Conforme as diretrizes programáticas do PDE, as inter- ção da oferta de moradia, preservando os empregos. É
pamentos públicos. tivo é aumentar a densidade demográfica e a oferta
CONSELHO venções urbanas na MEM têm por objetivo melhorar neste setor, do Arco Tietê, que o PIU ACT implantará
INSTITUIÇÕES habitacional, respeitando o patrimônio histórico e
EMPRESARIAIS MUNICIPAL DE o aproveitamento da terra e da infraestrutura urbana, suas estratégias.
fortalecendo, ainda, a base econômica local.
HABITAÇÃO aumentar as densidades demográficas e construtivas,
Estratégias
além de fomentar o desenvolvimento das atividades Tais desafios inserem-se em uma estratégia de desen-
implantar conselho gestor formado por econômicas, criar empregos, recuperar a qualidade volvimento urbano proposta pelo PDE que deman-
membros da sociedade e DO governo
dos sistemas ambientais existentes e produzir mais da duas ordens de providências: em primeiro lugar,
criar grupo de trabalho com participação
de moradores e gestores públicos para
implementação dOS PLANOS DE AÇÃO SETORES DA MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO METROPOLITANA
INTEGRADA
Caieiras Mairiporã Arujá
IMPLANTAR SISTEMA DE MONITORAMENTO DE
TRANSFORMAÇÃO DO TERRITÓRIO DO ARCO TIETÊ
Guarulhos

Itaquaquecetuba

CONSELHO MORADORES E
PARTICIPATIVO DAS TRABALHADORES
SUBPREFEITURAS DA REGIÃO
Osasco
Poá

Ferraz de
Vasconcelos

Suzano

Taboão
São
da Serra
Caetano
do Sul
Mauá

Ribeirão Pires

Transporte sobre trilhos existente Embu Diadema


Hidrografia
Santo
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SISTEMA DE MONITORAMENTO DAS André

AÇÕES DO PIU ACT PELA SOCIEDADE


Mairiporã
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Guarulhos Ro Guarulhos

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do Sul do Sul

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Taboão

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Taboão da Serra Mauá
da Serra Suzano
Mauá

Ribeirão Pires
Ribeirão Pires

Embu Diadema
Embu Diadema
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Arco Tietê

nc
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et
tes
Macroárea de Estruturação Metropolitana

a
Macroárea de Urbanização Consolidada

Macroárea de Qualificação da Urbanização

Macroárea de Redução da Vulnerabilidade Urbana


Itapecerica da Serra
Itapecerica da Serra Macroárea de Redução da Vulnerabilidade Urbanização

e Recuperação Ambiental

Macroárea de Controle e Qualificação Urbana Ambiental

Macroárea de Contenção Urbana e Uso Sustentável

Macroárea de Preservação dos Ecossistemas Naturais


Embu-Guaçu
Embu-Guaçu Limite das Macrozonas São Bernardo
São Bernardo do Campo
do Campo
Arco Tietê Viário Estrutural de Nível 1

Áreas de Intervenção Urbana do Arco Tietê Rodoanel Planejado

Macroárea de Estruturação Metropolitana Área de Proteção e Recuperação de Mananciais

Viário Estrutural de Nível N1 Limite das Subprefeituras do Município de São Paulo

Rodoanel Planejado Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) Mancha Urbana da RMSP

Mancha Urbana da RMSP Hidrografia

Hidrografia
0 1 2,5 5 10km N

0 1 2,5 5 10km N

Base cartográfica: PMSP. Mapa Digital de São Paulo, 2004.

Base cartográfica: PMSP. Mapa Digital de São Paulo, 2004. Projeção UTM/23S. Datum horizontal SAD69.

Projeção UTM/23S. Datum horizontal SAD69. Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo.
Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano

PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO


CONTEXTO METROPOLITANO MACROÁREAS E ARCO TIETÊ
Mairiporã Mairiporã

Caieiras Caieiras

Guarulhos Guarulhos

Poá Poá
Osasco Osasco

Ferraz de Ferraz de
Vasconcelos Vasconcelos
São São
Caetano Caetano
do Sul do Sul
Taboão Taboão
da Serra da Serra
Mauá Mauá

Ribeirão Pires Ribeirão Pires

Embu Diadema Embu Diadema

Santo Santo
André André
Arco Tietê

Macroárea de Estrturuação Metropolitana


Arco Tietê
Metrô: Linha Existente
Macroárea de Estrturuação Metropolitana
Metrô: Linha Planejada
Usos Residenciais
Trem: Linha Existente
Concentração de Empregos
Trem: Linha Planejada
Mais empregos
Monotrilho: Linha Planejada

Corredor de Ônibus Municipal Existente


Itapecerica da Serra Itapecerica da Serra
Corredor de Ônibus Municipal Planejado
Menos empregos
Corredor de Ônibus Intermunicipal Existente

Corredor de Ônibus Intermunicipal Planejado Linhas CPTM existentes

Modal a ser definido Linhas Metrô Existentes

Principais Conexões com Apoios Urbanos Linhas Metrô Planejadas


Embu-Guaçu Embu-Guaçu
Viário Estrutural de Nível 1 São Bernardo Corredores Existentes São Bernardo
do Campo do Campo
Rodoanel Planejado Corredores Planejados

Área de Proteção e Recuperação de Mananciais Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) Município de São Paulo

Município de São Paulo Hidrografia

Hidrografia
0 1 2,5 5 10km N

0 1 2,5 5 10km N

Base cartográfica: PMSP. Mapa Digital de São Paulo, 2004.

Base cartográfica: PMSP. Mapa Digital de São Paulo, 2004. Projeção UTM/23S. Datum horizontal SAD69.

Projeção UTM/23S. Datum horizontal SAD69. Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo.

Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano


MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO
MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO METROPOLITANA
METROPOLITANA ARCO TIETÊ, EIXOS DE TRANSPORTE PÚBLICO,
ARCO TIETÊ E EIXOS VULNERABILIDADE SOCIAL E CONCENTRAÇÃO
DE TRANSPORTE PÚBLICO DE EMPREGOS
O processo de desenvolvimento do projeto
O processo de desenvolvimento dos estudos para o Arco e institucional. de São Paulo - SABESP; Casa Civil; São Paulo Participa- DESENVOLVIMENTO DO amplas, faixa à esquerda para o corredor de ônibus, e subestações das companhias de energia ao longo
Tietê estruturou-se em 3 grandes etapas: (i) Proposta de ções; Secretaria Municipal de Transportes e São Paulo PROJETO FUNCIONAL DO APOIO dentre uma série de outras medidas localizadas. do trecho a ser implantado o Apoio Urbano Norte.
O resultado dos trabalhos apresentados na primeira
Manifestação de Interesse Privado - PMI para elabora- Transporte - SPTrans. URBANO NORTE e do Plano de
fase - Estudos de Pré-viabilidade, foram relativos ao Esse novo projeto, chamado agora de Apoio Urbano Por fim, em Setembro de 2015, sob a coordenação da
ção e apresentação de estudos de transformação urba- Melhoramentos Viários
desenvolvimento de cenários de projeto, considerando Os estudos de viabilidade da 2ª fase tiveram por objeti- Norte, altera de forma significativa a sua função e Secretaria do Governo Municipal - SGM, foram reali-
nística através de chamamento público, (ii) o desenvol-
os quatro campos de estudos prioritários e buscando vo detalhar e fundamentar as propostas habilitadas na Trata-se da implantação de eixo de transporte coletivo característica anterior de via de tráfego como apoio zadas e intitulada como Sala de Situação, as reuniões
vimento do projeto funcional do Apoio Urbano Norte
propor articulações entre estes a fim de demonstrar a 1ª fase, tomando por diretrizes e objetivos especificos de alta e média capacidade capaz de promover a trans- à Marginal Tietê, para uma via com profundo caráter com o objetivo de apresentar o Plano de Melhoramen-
e (iii) o Projeto de Intervenção Urbana do Arco Tietê -
viabilidade da proposta. Foram, portanto, estudos de o conteúdo descrito, em detalhe, no Relatório Resu­mo formação da região norte do Arco Tietê por intermédio urbano, valorizando as ligações locais e a criação de tos Viários para o Arco Tietê desenvolvido em conjunto
PIU ACT apresentado neste caderno urbanístico.
caráter conceitual e propositivo. Os cenários foram publicado pela SMDU, contendo a descrição dos pro- do adensamento em torno da linha 23 do Metrô e do novos polos de desenvolvimento na região, ensejan- com a SPObras, a SPTrans e a CET, integrantes estas
circunstanciados em levantamentos de informações e dutos mínimos a serem apresentados, assim como BRT (Bus Rapid Transit, ou Transporte Rápido por Ôni- do então a necessidade de um novo estudo funcional e do Grupo de Trabalho do desenvolvimento do Proje-
proposta de Manifestação
dados, análise das diretrizes e demonstração das mode- do aproveitamento dos estudos. Nesta 2ª fase, foram bus) Apoio Urbano Norte. Este projeto fora desenvolvi- novo projeto básico. Ainda nesta fase, outros estudos to Funcional para o Apoio Urbano Norte, intervenção
de Interesse Privado (PMI)
lagens urbanística, jurídica e econômico-financeira, produzidos também pela Administração, os Relató- do em duas fases: projeto preliminar e projeto básico. subsidiaram o desenvolvimento do projeto funcional: urbana que propiciará a ligação leste - oeste através de
A Prefeitura do Município de São Paulo - PMSP, por bem como dos meios de interação social e institucional. rios Intermediário e Final como resultados finais. O um novo eixo viário de estruturação urbana. Partici-
Tomou-se como base para os estudos, a luz das novas I. Prognóstico da mobilidade, visando avaliar o
intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimen- Consideraram-se como premissas, subsidiadas pela Relatório Intermediário consolidou aos proponentes a param da Sala de Situação representantes da SPTrans;
demandas, o projeto funcional do Apoio Norte desen- desempenho da ligação promovida pelo Apoio
to Urbano - SMDU, publicou o chamamento para mani- Administração Municipal, as diretrizes urbanísticas avaliação das propostas recebidas da 2ª fase da PMI e CET; SPObras; Secretaria Municipal de Infraestrutura
volvido pela São Paulo Obras - SPObras em 2008. Com Urbano Norte, com base na projeção de viagens a
festação de interesse na elaboração e apresentação de elencadas pela proposta original de projeto de Lei do solicitou esclarecimentos necessários para a conclusão Urbana e Obras - SIURB; Secretaria Municipal do Ver-
base neste projeto, a SP-Urbanismo contou com a par- partir da nova configuração da rede viária na zona
estudos de transformação urbana da área denominada PDE (PL nº 633/2013) para o território. A partir destas dos estudos. Após a fase de esclarecimentos, exauridas de e do Meio Ambiente - SVMA; Secretaria Municipal
ticipação dos agentes diretamente envolvidos no desen- norte da cidade, tanto para o tráfego geral como
Arco Tietê (chamamento público n.º 1/2013/SMDU). O diretrizes foram elaboradas estratégias para o deta- todas as etapas de instrução processual, entenderam-se de Habitação - SEHAB; Secretaria Municipal de Assis-
volvimento e validação do projeto preliminar, criando para o serviço de transporte coletivo.
chamamento teve como objetivo determinar um con- lhamento de vocações econômicas e das infraestrutu- ainda não presentes elementos que possibilitem desen- tência e Desenvolvimento Social - SMADS; Secretaria
assim o Grupo de Trabalho composto por representan-
junto de estratégias que caracterizou o programa de ras necessárias à transformação urbana, necessárias cadear a abertura de processo licitatório de parceria II. Viabilidade e impactos do enterramento das linhas Municipal da Saúde - SMS; Secretaria Municipal de Edu-
tes da Companhia de Engenharia de Tráfego - CET; São
desenvolvimento territorial considerando todo o perí- para a viabilidade de cada setor, em diferentes escalas. público-privada nos termos desejados quando da publi- de transmissão, visando validar o fundiário das cação - SME; Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e
Paulo Transporte - SPTrans; SPObras; AES Eletropau-
metro do Arco Tietê. Tal programa se propôs a viabili- cação do Chamamento Público e o processo foi enca- faixas de segurança de Linhas de Transmissão Recreação - SEME; Secretaria Municipal de Desenvol-
Para analisar as propostas recebidas desta fase de pré- lo e Companhia de Transmissão de Energia Elétrica
zar a implantação das diretrizes urbanísticas elencadas minhado ao Conselho Gestor de Parcerias Público-Pri- Aéreas de propriedade das Concessionárias AES vimento Urbano - SMDU e Departamento de Gestão do
viabilidade, além da Comissão Especial de Avaliação Paulista - CTEEP. Esta mesma estrutura de Grupo de
pelo Plano Diretor Estratégico - PDE, para a denomina- vadas do Município de São Paulo para prosseguimento. Eletropaulo e CTEEP, e desenvolver em conjunto Patrimônio Imobiliário - DGPI/SMDU.
instituída por representantes da SMDU e da SP-Urba- Trabalho, em um formato de reuniões periódicas, dire-
da Macroárea de Estruturação Metropolitana- MEM. especificações técnicas, com a finalidade de defi-
nismo, formou-se um Grupo Especial de Avaliação na Os estudos do chamamento e a avaliação das propostas cionaram e validaram o projeto funcional. As novas O Plano de Melhoramentos Viários para o subsetor
Sob o aspecto metodológico, a PMI do Arco Tietê definiu nir os requisitos para elaborar o estudo de viabili-
qual foram convidados integrantes do Governo do Esta- ocorreram ao longo de ambas as fases em um proces- proposições incluíram a ampliação do traçado origi- Arco Tietê da MEM foi encaminhado em dezembro de
o desenvolvimento dos estudos em 2 fases: pré-viabi- dade técnica/econômica para enterramento, rema-
do, devido a condição estratégica e metropolitana da so transparente e participativo, com várias reuniões nal para mais de 20 quilômetros, mudanças na seção 2015 à Câmara Municipal de São Paulo - CMSP e san-
lidade e viabilidade. Estruturadas por quatro campos nejamento e adequação das linhas de transmissão
proposta. O Grupo fora composto por representantes promovidas para esclarecimentos e direcionamentos, tipo, novas ligações viárias, valorização dos modos cionado em 08/09/2016 na forma da Lei nº 16.541/2016.
prioritários de estudos: Econômico; Ambiental; Mobili-
dos seguintes órgãos públicos: Secretaria dos Trans- assim como, informativo e contributivo, ora abertos não motorizados com a inclusão de ciclovia e calçadas
dade e Habitacional, as propostas buscaram responder
portes Metropolitanos; Empresa Paulista de Planeja- à população e interessados, ora para grupo técnico e
a um conjunto de conceitos que demonstrasse a viabili-
mento Metropolitano S/A - EMPLASA; Agência Paulis- acadêmico. Os resultados até o momento estão dispo-
dade e a estruturação para o desenvolvimento da trans- plano de melhoramentos viários APOIO URBANO NORTE: LINHA DE ALTA TENSÃO
ta de Habitação Social - Casa Paulista; Secretaria de níveis na plataforma Gestão Urbana (gestaourbana. Terrenos dedicados à passagem de linha de alta tensão têm o
formação urbana do Arco mediante o modelo urbanís- potencial de gerar nova frente urbana e estruturar deslocamentos
Logística e Transportes; Agência Paulista de Promo- sp.gov.br). Pirituba Arco Tietê
tico; a modelagem jurídica; os estudos econômicos e a Freguesia do Ó na zona norte
ção de Investimentos e Competitividade - INVESTE SÃO Apoio Norte e Sul
modelagem financeira; e os meios de interação social
PAULO; Companhia de Saneamento Básico do Estado Vila Maria
Hidrografia
Vila Guilherme
Ferrovia

Lapa Belém
Barra Funda
Vila Leopoldina
PMI Santa Cecília

MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE NA ELABORAÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE ESTUDOS DE TRANSFORMAÇÃO URBANÍSTICA.


Chamamento público nº 1/2013/SMDU

Quatro setores prioritários para elaboração de propostas:


OBJETIVO seção tipo corredor com parada - APOIO URBANO NORTE
ECONÔMICO MODELO URBANÍSTICO Transformar cerca de 5 milhões de m² no Arco Tietê,
Nova frente de
equilibrando a oferta de emprego e habitação, recebendo 30% desenvolvimento urbano
das oportunidades para os próximos 30 anos da cidade
Nova frente de
desenvolvimento
DIRETRIZES Qualificação dos Corredor BRT
urbano
Corredor BRT Via Ciclovia Passeio Ciclovia
AMBIENTAL MODELAGEM JURÍDICA Aproximar das áreas de habitação e de emprego com processos ativos de espaços públicos
adensamento populacional e estratégias de desenvolvimento econômico

Através de Propiciar a oferta de infraestruturas de mobilidade e suporte ao adensamento


suficientes para articular as centralidades existentes e futuras PMI: 1ª Fase
Pré-viabilidade
MOBILIDADE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS
ACESSIBILIDADE Renovar espacial e funcionalmente a orla ferroviária

Resgatar a várzea do Rio Tietê através da regularização fundiária das terras


públicas existentes e da implantação de sistemas alternativos de mobilidade

MEIOS DE INTERAÇÃO Renovar os usos da cidade e qualificar a paisagem urbana, PMI: 2ª Fase
HABITACIONAL Viabilidade 4 4 3,5 3,5 3,5 3 5 13,5 3 5
SOCIAL E INSTITUCIONAL através de projetos de intervenção urbana
48m
Projeto de Intervenção escalas de projeto
Urbana do Arco Tietê
O Projeto de Intervenção Urbana, quando de seu pro- territoriais e com diretrizes especificas em cada uma Definida a infraestrutura e o programa de desenvolvi-
A partir da definição do artigo 136 da Lei Municipal nº Lei que instituirá o PIU ACT, tendo em vista que Com base nos estudos do Diagnóstico e com o objetivo cesso de desenvolvimento, aponta que o desequilíbrio delas para atingir seus objetivos. mento urbano associado às formas de viabilização, os
16.050/2014, que institui o PDE, “os Projetos de Inter- após a aprovação, os projetos poderão ser licencia- de tratar as particularidades do território abrangido territorial entre a oferta de moradias e de oportunida- estudos deste PIU definiram territórios específicos para
A MEM é a macroárea, definida pelo PDE em seu artigo
venção Urbana, elaborados pelo Poder Público objeti- dos eventualmente dentro de suas especificidades no perímetro do Arco Tietê, considerando a distribui- des de emprego e renda no perímetro do Arco Tietê é potencializar a implantação da transformação urba-
12, que determina os grandes objetivos das transforma-
vam subsidiar e apresentar as propostas de transfor- (Ofício DDE023/2015) ção espacial da população, das atividades econômicas e o principal problema a ser enfrentado pela interven- nística proposta, detalhar os melhoramentos públicos
ções estruturais necessárias ao maior aproveitamento
mações urbanísticas, econômicas e ambientais nos sociais, da oferta de infraestrutura e de serviços urba- ção. Este direcionamento leva o PIU a estabelecer um necessários e o conjunto de parâmetros e incentivos
II. COMAER: esclarecimentos referente às sobrepo- da terra urbana com incremento das densidades cons-
perímetros onde forem aplicados os instrumentos de nos em sua área de abrangência, foram definidas três conjunto de diretrizes urbanísticas para equilibrar a urbanísticos adequados aos objetivos do Projeto. Arti-
sições de parâmetros urbanísticos tomando como trutivas e implantação de novas atividades econômi-
ordenamento e reestruturação urbana, como as ope- Áreas de Intervenção Urbana: oferta entre a habitação e emprego e potencializar a culado a definição do conjunto de obras e medidas de
base para análise a Lei Municipal nº 16.402 - LPUOS cas. São nas diretrizes para a MEM que encontramos as
rações urbanas, as áreas de intervenção urbana, áre- existência de infraestrutura, os ganhos socioambien- valorização da paisagem urbana, o PIU define o con-
e a Portaria DECEA Nº 957, de 9 de Julho de 2015, I. Apoios Urbanos, que tem por objetivo ofertar ações e estratégias para o equilíbrio entre a habitação
as de estruturação local e concessão urbanística” foi tais e o desenvolvimento econômico da região. Uma junto de instrumentos urbanísticos que irão colaborar
que dispõe sobre as restrições aos objetos proje- infraestruturas de mobilidade e suporte ao aden- e emprego no município, para determinar o adensa-
estruturado o processo de desenvolvimento do PIU ACT oportunidade para o desenvolvimento urbano da cida- no financiamento das intervenções, bem como as for-
tados no espaço aéreo que possam afetar adversa- samento populacional, suficientes para articular mento populacional e construtivo e renovar a infraes-
apresentado neste caderno urbanístico. de que define um programa de ações e estratégias para mas de gestão democrática e participativa da implan-
mente a segurança ou a regularidade das opera- as centralidades urbanas existentes. trutura já instalada relativas a mobilidade e drenagem.
o desenvolvimento urbano em um território com alto tação do Projeto. Tratamos nesta escala da estrutura-
O processo foi desenvolvido em duas etapas. A primeira ções aéreas dos aeródromos. A MEM é classificada pelo PIU ACT como a escala da
II. Centralidade da Metrópole, que tem por objeti- potencial de transformação e localização estratégica ção do PIU, que na forma de instituição das Áreas de
desenvolveu o diagnóstico do Arco Tietê articulado ao infraestrutura da cidade.
A segunda etapa tratou de desenvolver a proposta de vo renovar o uso e ocupação do solo e a paisagem ao longo da planície do Rio Tietê. Intervenção Urbana -AIU responde aos pré-requisitos
seu Programa de Interesse Público, a partir das defi-
ordenamento e reestruturação urbanística, contendo o urbana através da articulação de rede de equipa- Ao mesmo tempo em que definimos a MEM como o necessários definidos pelas estratégias do programa
nições expostas pelo PDE quando de sua construção Para se aplicar este programa é importante entender
programa de intervenção, as fases de implantação, os mentos regionais com o Centro. território de escala da infraestrutura, é fundamental de desenvolvimento urbano. As AIUs do Arco Tietê são
participativa, da PMI e dos debates realizados duran- que o Arco Tietê integra o processo de planejamento
parâmetros urbanísticos e os instrumentos de gestão determinar qual é a vocação urbanística de cada setor caracterizadas como escala da estruturação do Projeto.
te o processo de discussão da LPUOS. No processo de III. Lapa, que tem por objetivo renovar de forma espa- do município através dos setores definidos pela MEM,
ambiental necessários. Em conjunto com a proposta desta Macroárea. Sejam setores vocacionados a ativi-
desenvolvimento do diagnóstico e do programa de inte- cial e funcional o território próximo à orla ferro- ao mesmo tempo em que traz consigo a delimitação Esta estruturação do projeto define um conjunto de
urbanística foram realizadas as necessárias modela- dades de abrangência metropolitana como o da Orla
resse público, algumas consultas também subsidiaram viária. de territórios estratégicos, onde há a possibilidade de diretrizes e regras específicas para o parcelamento,
gens econômicas da intervenção, considerando espe- Ferroviária e Fluvial onde se localiza o Arco Tietê, ou
o desenvolvimento do projeto de intervenção urbana, reforçar e intensificar os processos de transformação uso e ocupação do solo contido no perímetro de cada
cialmente os mecanismos de financiamento e fonte de setores destinados a ampliação da geração de empre-
quais sejam: da cidade através da implantação de um programa de AIU. Atrelados ao programa de desenvolvimento eco-
recursos necessários e a definição do modelo de gestão gos, como os Eixos de Desenvolvimento, é necessá-
melhoramentos públicos, com grande vocação em miti- nômico e à promoção dos melhoramentos públicos, se
I. Licença Ambiental: Tratou-se de consulta, realiza- democrática de sua implantação. Este modelo privile- rio determinar qual é o programa de desenvolvimen-
gar os problemas ambientais da região, e parâmetros faz ainda necessário detalhar os usos mais adequados,
da pela SMDU/SP-Urbanismo acerca da viabilida- gia o controle social e os instrumentos para o monito- to urbano de cada um deles. Junto com a definição do
urbanísticos específicos para potencializar o seu aden- a infraestrutura complementar, a demanda específica
de ou necessidade de licenciamento ambiental do ramento e avaliação dos impactos da transformação programa é necessário definir, nesta escala, as formas
samento. Entende-se que o programa necessita, para de equipamentos públicos e a forma e quantidade de
Projeto Arco Tietê à SVMA. Em resposta, a SVMA urbanística pretendida sobre o desenvolvimento eco- de viabilização da implantação do projeto. O perímetro
atingir seus objetivos, de diferentes graus de detalha- atendimento das políticas habitacionais. Chamamos de
entende não haver necessidade de obter a Licença nômico e social da área objeto do estudo. do Arco Tietê contido na MEM é classificado neste PIU
mento, aplicação e gestão, o que nos leva a entender
Ambiental Prévia para a aprovação do Projeto de como escala da transformação territorial.
que o PIU ACT trata o Projeto em diferentes escalas

PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA MORADIA, EMPREGO E RENDA


DESENVOLVIMENTO DO PROJETO Como equilibrar a condição de moradia? Como equilibrar as oportunidades de emprego e renda?

Diagnóstico

Caracterização
Preservar os territórios produtivos com regras específicas
Promover o adensamento populacional em
Caracterização da rede de de uso e ocupação
Caracterização da rede de espaços livres Caracterização Avaliação do áreas com oferta de infraestrutura
Caracterização Identificação
Caracterização da rede hídrica Caracterização equipamentos: públicos do uso e Caracterização Diagnóstico licenciamento
da rede de de projetos
socioeconômica e da condição fundiária educação, saúde, (parques, ocupação da habitalidade do ACT ambiental
mobilidade colocalizados
geomorgológica cultura e lazer e praças, áreas do solo com SVMA
assistência social verdes, áreas de
fruição e lazer) Melhorar a infraestrutura de mobilidade e acessibilidade Aperfeiçoar o uso das terras públicas compartilhando-as
superando a barreira formada pelo rio e a ferrovia com usos produtivos

Programa de Interesse Público e desenvolvimento da proposta

Viabilizar incentivos urbanísticos para a expansão do


Incrementar o sistema de drenagem e de áreas verdes
Desenvolvimento comércio e dos serviços
Desenvolvimento
Desenvolvimento do Plano de Desenvolvimento Diagnóstico Definição e
Definição dos do Plano Desenvolvimento Desenvolvimento Desenvolvimento Definição
do Plano de Infraestrutura do Plano de ambiental aplicação da
Objetivos da do Sistema do Plano de Rede do Plano de do Plano de dos Projetos
Parcelamento de drenagem Rede de espaços da área de metodologia de
proposta Viário (novos de equipamentos mobilidade adensamento Estratégicos
do Solo e áreas de livres públicos influência ações/estratégias
alinhamentos)
proteção hídrica Promover uma rede de espaços públicos e
equipamentos em suporte ao adensamento
Incentivar o uso misto do solo urbano

Contribuições
Ampliar e qualificar a oferta de moradia Promover programas de desenvolvimento econômico
Definição a diferentes faixas de renda associados à expansão da infraestrutura do território
Levantamento Definição e dos modelos Validação e
dos custos de aplicação da metodológicos contribuições da
Definição da
implantação Metodologia de aplicação e proposta com a
Gestão Territorial
e operação de modelagem interpretação sociedade civil e
do projeto econômica do instrumento órgãos públicos
regulatório Criar incentivos habitacionais e econômicos
para a permanência da população moradora
projetos estratégicos as propostas que detalham estas 1. Dinamizar as áreas e setores produtivos existentes planos e projetos do município. Fato este, ocorrido a Mairiporã

necessidades de forma a propiciar racionalidade aos no perímetro com geração de alto valor agregado e partir da aprovação do PDE, com a delimitação dos
investimentos, celeridade no atendimento das políticas oportunidade para novos empregos, associados à setores da MEM, passando pelo Zoneamento das áre-
públicas e possibilitar parcerias para o atendimento qualificação do espaço urbano com processos ati- as produtivas (Zona de Desenvolvimento Econômico - Caieiras

das estratégias em locais específicos de cada AIU. Os vos de adensamento populacional; ZDE e Zona Predominantemente Industrial - ZPI) e das
Projetos Estratégicos foram elaborados como integran- Zonas de Estruturação Metropolitana (ZEM e ZEMP), MACROÁREA DE ESTRUTUTRAÇÃO
II. Ofertar infraestruturas complementares de mobi-
tes da escala da implantação da intervenção. pela incorporação da Operação Urbana Consorciada METROPOLITANA (MEM)
lidade e suporte ao adensamento populacional, TERRITÓRIO DA INFRAESTRUTURA
Água Branca - OUCAB (Lei Municipal nº 15.893/2013),
O PIU ACT pretende alcançar o desenvolvimento espe- suficientes para articular as centralidades urba- • Adensamento populacional
pela lei de alinhamento viário do Arco Tietê (Lei nº
rado por meio de diferentes estratégias urbanísticas nas existentes; • Equilíbrio entre habitação e emprego Guarulhos

16.541/2016) e pela localização de grandes parcelas de


em diferentes escalas. Estas escalas foram desenvol- • Renovação da infraestrutura
III. Renovar de forma espacial e funcional o território terrenos públicos que podem ter seus usos reorganiza-
vidas de acordo com o programa de ações e estratégias
lindeiro à orla ferroviária, inclusive sua conexão dos. Em conjunto, somam-se a estes condicionantes, as
e levaram a segmentar o perímetro do Arco Tietê na
ao sistema de transporte; regiões onde se faz necessária a mitigação de proble-
forma de “unidades de projeto”. O termo é utilizado
mas de drenagem e ilhas de calor e a implantação de
para explicitar quais são as porções estratégicas do ter- IV. Qualificar a várzea do Rio Tietê através da regula-
uma rede de espaços públicos qualificada.
ritório para as quais o projeto urbanístico prevê ações rização fundiária, principalmente das terras públi-
mais detalhadas. Cada uma das “unidades de projeto” cas, para a implantação de usos diversificados; Poá
Osasco
a serem propostas contém especificidades que, por si,
V. Renovar o uso e ocupação do solo para ordenar
justificam a proposição de programas de intervenção
e qualificar a paisagem urbana, através da oferta PROJETO DE INTERVENÇÃO ARCO TIETÊ (PIU ACT)
e parâmetros urbanísticos singulares na forma de con-
de infraestruturas urbanas adequadas, priorizan- PROGRAMA DA TRANSFORMAÇÃO
juntos de projetos urbanísticos, articulados, idealiza-
do estratégias de controle ambiental, soluções de • Programa de desenvolvimento urbano
dos e associados a objetivos comuns e infraestruturas
drenagem e de saneamento. • Definição de densidades e indicadores
territoriais sistêmicas. Isto possibilita a construção de
• Definição de instrumento urbanístico
um território integrado, no qual convergem diferentes As “unidades de projeto” identificadas no PIU Arco Tie-
escalas de projeto e de intervenções, em diferentes tem- tê foram delimitadas através da sobreposição de regra-
pos da cidade. As unidades de projeto buscam: mentos e de infraestruturas determinadas por diversos Taboão
da Serra

ÁREA DE INTERVENÇÃO URBANA (AIU)


Embu Diadema
PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA ARCO TIETÊ ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO
Santo
• Intervenções e parâmetros urbanísticos André

• Instrumentos de financiamento
• Modelo de gestão democrática
GESP
Macrodrenagem na várzea do
MEM PMSP - Lei 16.541/2016
Tietê Alinhamento viário ao sistema de
Metrô/CPTM linhas 06, 16, 19, 20, e
23; 07, 08, 11 e 12 ARCO TIETÊ transporte
Apoio urbano Norte Sul e conexões
Trem regional para Campinas
Plataforma Logística urbana

Itapecerica da Serra
PROJETO ESTRATÉGICO (PE)
DIagnóstico do ACT Programa de interesse público
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
• Modelo de ação integrada
Caracterização da Diretrizes Programas Sócio-
Análise Crítica • Detalhamento das intervenções
Situação Atual Urbanísticas Econômicos
• Celebração das parcerias
Embu-Guaçu
São Bernardo
do Campo

Macroárea de Estruturação Metropolitana


PIU ACT
Projeto de Intervenção Urbana Arco Tietê

Áreas de Intervenção Urbana


Projeto Programa de Estratégia Projetos Estratégicos
de Infraestrutura Desenvolvimento Ambiental
Macroárea de Estruturação Metropolitana

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)

Mancha Urbana da RMSP


Hidrografia

AIU 0 1 2,5 5 10km N

(1) Apoios Urbanos; (2) Centralidade da Metrópole; (3) Lapa


Base Cartográfica: MDC/SMDU; Emplasa, 2007
Elaboração: SP-Urbanismo, 2016
Programa de Regramento Financiamento da Gestão da
Intervenções Urbanístico Impalntação Implantação
MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO
METROPOLITANA
Plano MEM + Regramento Instrumentos Projetos Estratégicos
Qualificação Urbana Específico Urbanisticos ESCALAS DE PROJETO
para LPUOS
Zoneamento OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA Água branca

Arco Tietê ZEU ZEMP ZCOR-2 ZMIS ZEIS-4 ZPI-2 ZERa AC- 1 0 0,5 1,5 3km N PIU ACT Ferrovia Principais Conexões Parques, Praças e Canteiros 0 0,5 1,5 3km N
ZEUa ZC3 ZCOR-3 ZMISa ZEIS-5 ZOE ZPDS AC- 2
ZEUP ZCa ZCORa ZEIS-1 ZDE-1 ZPR ZPDSr OUCAB Metrô Existente Apoios - Via a abrir Hidrografia
ZEUPa ZC-ZEIS ZM ZEIS-2 ZDE-2 ZER-1 ZEPAM
ZEM ZCOR-1 ZMa ZEIS-3 ZPI-1 ZER-2 ZEP MEM Corredor Existente Apoios - Via a melhorar

ZONEAMENTO OUC Água Branca


A nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo O novo zoneamento, dentre outros objetivos, pretende pequenos localizados na periferia, assim como permi- A Operação Urbana Consorciada Água Branca - OUCAB Com os recursos arrecadados na Operação estão previs- Plano de Melhoramentos Viários
- LPUOS de São Paulo (Lei no 16.402/2016), conhecida amparar o desenvolvimento econômico do município. tida a utilização de edificações irregulares – desde que contida no setor da Orla Ferroviária e Fluvial da cidade, tas, dentre as principais intervenções: a construção de para a região do Arco Tietê
como Lei de Zoneamento, normatiza a ação pública Para isso, cria ferramentas e promove alterações na lei obedecidos os parâmetros de incomodidade. dentro da MEM do Arco Tietê, é um território consi- Habitações de Interesse Social para cerca de 5 mil famí- A proposta do PIU ACT tem por finalidade viabilizar a
e privada sobre as formas de uso do solo da cidade e anterior para fortalecer o setor produtivo da cidade, derado estratégico para a renovação das infraestrutu- lias, reforma e qualificação de conjuntos habitacionais implantação de infraestruturas que permitirão a con-
As estratégias adotadas para o desenvolvimento ter-
traz avanços significativos para que todo o processo bem como para facilitar a instalação de atividades eco- ras urbanas da cidade de São Paulo no âmbito de uma existentes; previsão de obras de dois novos parques solidação de uma eficiente rede de mobilidade urbana,
ritorial do perímetro do Arco Tietê basearam-se nas
de desenvolvimento urbano ocorra de acordo com as nômicas. A criação de duas Zonas Predominantemente aproximação das áreas de habitação aos locais de oferta lineares; ampliação de creches e construção de equi- interligando de forma abrangente as regiões norte e
premissas determinadas pela Lei de Zoneamento. Esse
estratégias do Plano Diretor Estratégico - PDE. Trata-se Industriais - ZPI 1 e ZPI 2, e duas de Desenvolvimento de emprego e do equilíbrio dos incentivos econômicos pamentos de saúde, educação e esporte; construção sul, leste e oeste do Arco Tietê, de acordo com as dire-
conjunto de informações indicou ainda as premissas
de uma mudança de escala de regulação: das Macroáre- Econômico - ZDE 1 e ZDE 2, garantem a reserva de ter- ao desenvolvimento da cidade. A primeira proposta de da Ponte de Pirituba, ligando a avenida Raimundo de trizes propostas pelo PDE (Lei nº 16.050/2014). Tal rede
de parcelamento, uso e ocupação do solo apto a propi-
as e Eixos ao longo das redes de transporte no PDE, para ritório para o desenvolvimento de atividade produtiva Intervenção Urbana na região surgiu em 1995, com a Magalhães à Lapa, melhorando a mobilidade da região, será capaz de propiciar as condições para a implanta-
ciar o desenvolvimento das vocações econômicas e das
quadras e lotes no Zoneamento. A nova lei identifica a e logística. Há ainda mecanismos que preveem a possi- Lei nº 11.774 de 18 de maio de 1995, sendo posterior- e ainda obras de drenagem já em andamento. Desta ção do planejamento urbanístico realizado para o local
infraestruturas necessárias à transformação urbana do
cidade como um território articulado e que funciona de bilidade de regularização de usos industriais instalados mente alterada pela Lei n° 15.893/2013, já adequada à forma, busca-se o equilíbrio socioambiental, com ade- com infraestrutura que se integra ao sistema viário dos
local, contemplando os quatro setores prioritários de
forma integrada, enfrentando as desigualdades e parti- fora das zonas industriais com condicionantes especifi- legislação federal (Estatuto da Cidade) e à legislação quada qualidade de vida aos moradores e usuários da distritos e conecta os terminais de transporte público.
desenvolvimento urbano (mobilidade, meio ambiente,
cularidades locais sem deixar de lado o que é necessá- cas, de modo a manter a oferta de empregos descentra- municipal (PDE - Lei nº 16.050 de 31 de julho de 2014). região. A OUCAB também estabelece e regulamenta Leis de alinhamento viário são importantes instrumen-
desenvolvimento econômico e habitação), sintetizadas
rio para o desenvolvimento estratégico da metrópole. lizada. Já para facilitar a instalação de atividades não diretrizes urbanísticas para a urbanização de glebas tos de planejamento que objetivam reservar espaços
em projetos estruturantes, compreendidos como neces- O projeto busca propiciar o melhor aproveitamento da
Para isso, as zonas foram organizadas em 3 diferentes residenciais de baixo risco, foram dispensadas as exi- públicas, que antecedem o conceito dos projetos estra- da cidade para a implantação das novas infraestrutu-
sários à implantação do seu plano de desenvolvimento. terra urbana com o adensamento populacional, buscan-
agrupamentos: territórios de transformação, qualifi- gências de vagas de estacionamento e carga e descarga tégicos definidos neste PIU, como o subsetor A1, que já ras. A motivação é o atendimento das diretrizes do PDE
As definições das ZEM e ZEMP foram fundamentais do as diversas faixas de renda e um novo padrão de
cação e preservação. e oferecidos incentivos em área computável para lotes esta em fase final de detalhamento. na busca da melhoria da qualidade de vida, promoção
para a realização do projeto. urbanidade. Estima-se que, ao final da Operação Urba-
na, a região conte com cerca de 30.000 novos moradores.
Plano de Melhoramentos Viários do Arco Tietê Unidades de Projeto

PIU ACT Hidrografia Corredor Existente 0 0,5 1,5 3km N PIU ACT Ferrovia Hidrografia Perímetro de Adesão AIU Apoios Urbanos 0 0,5 1,5 3km N

OUCAB Ferrovia Alinhamentos Viários: Lei nº 16.541/2016 + PIU ACT OUCAB Metrô Existente Apoios - Via a abrir AIU Centralidade

MEM Metrô Existente MEM Parques, Praças e Canteiros Apoios - Via a melhorar AIU Lapa

de adensamento populacional em região com grande Unidades de Projeto seu aterramento, e do melhoramento viário de algu- A Centralidade da Metrópole e a Lapa são estratégias de grandes equipamentos públicos como o Anhembi, de desenvolvimento urbano e econômico vinculados
número de oferta de empregos e aumento das ativida- A sobreposição de regramentos e de infraestruturas mas avenidas e ruas nos distritos de Casa Verde, San- territoriais que tratam da criação de novas centrali- o Campo de Marte, alguns centros comerciais e equi- à regulação da área construída computável adicional
des econômicas e sociais dessa região da cidade, prin- determinados por diversos planos e projetos do muni- tana, Vila Guilherme e Vila Maria. A partir da implan- dades, tendo como principal objetivo a transformação pamentos culturais. É caracterizada por um grande prevista tanto no PDE quanto na LPUOS.
cipalmente na articulação entre os bairros da Zona cípio determinaram três áreas estratégicas de interven- tação deste eixo, estruturas qualificadas permitirão de áreas de baixa densidade populacional com gran- número de glebas públicas que podem ser reorganiza-
Para além das “unidades de projeto”, as demais áreas
Norte. ção do PIU do Arco Tietê, assim divididas: o adensamento populacional e presume-se, o equilí- des glebas, públicas e privadas, para o incremento e das de forma a propiciar o melhor desenvolvimento da
integrantes do setor Arco Tietê da MEM também são
brio do número de empregos e de habitantes na Zona renovação da infraestrutura e a qualificação ambien- região, a produção habitacional, o incremento da rede
O Plano de Melhoramentos Viários (Lei Municipal n0 Os Apoios Urbanos são as áreas envoltórias dos eixos de impactadas diretamente pela transformação urbanís-
Norte, promovendo oportunidades para qualificação tal da região. Consideram igualmente a oportunidade de espaços públicos e o financiamento da intervenção.
16.541/2016) desenvolveu-se em consonância com o mobilidade, associados a infraestruturas de drenagem, tica proposta no PIU. Isto reforça a condição da região
de comércios, serviços e empresas. O Apoio Urbano do grande número de equipamentos e da infraestru- Sobre a intervenção na Lapa, trata-se da criação de uma
Programa de Corredores coordenado pela São Paulo distribuição de energia e telecomunicações. Integrada enquanto território produtivo e complementa o aden-
completa-se ao sul com a implantação de uma infra- tura instalada, de abrangência metropolitana, para o nova centralidade a partir do redimensionamento da
Transporte - SPTrans, prevendo as intervenções neces- a estes eixos propõe-se uma rede de espaços livres e samento e a diversidade tipológica da ocupação, rece-
estrutura de mobilidade equivalente, que, combinada incremento de usos residenciais, de forma a equilibrar estrutura fundiária de áreas subutilizadas, com grande
sárias para desenvolvimento destes eixos de transpor- equipamentos urbanos que apoiarão o adensamento bendo contribuições na melhoria da infraestrutura e
à indução do adensamento populacional e construti- a oferta de emprego e moradia nessas regiões. A pro- oferta de infraestrutura devido à instalação de novas
te coletivo que irão conformar um corredor perime- populacional e construtivo pretendido, articulando a na criação da rede de espaços públicos.
vo em seu entorno, favorecerá a renovação da planície posta de novas centralidades contém diretrizes de uso linhas de transporte de alta capacidade pelo Metrô e
tral conectado às estações de trem e metrô, capaz de criação de novos postos de trabalho à oferta de unida-
entre a orla ferroviária e o Tietê, desde o bairro da Lapa e ocupação que articulam ambas as margens do Rio pela CPTM, desenvolvendo oportunidades de uso e ocu-
promover a conexão interbairros tanto na região norte des habitacionais. Implantados junto à planície aluvial
até o bairro do Tatuapé. A implantação destes siste- Tietê e promovem modelos adequados de urbanização pação em uma área estratégica da metrópole.
como na região sul do Arco Tietê, consolidando uma e paralelos ao rio, propiciam o desenvolvimento social,
mas de infraestrutura está necessariamente articulada e de desenho da paisagem. Essas diretrizes permitirão
rede de mobilidade urbana, com sistema de vias de por- econômico e ambiental em seu entorno e integram os Cada uma destas três áreas de intervenção possui dire-
à produção de novas frentes de expansão da ocupação à cidade resignificar sua relação com o rio e propiciar
te compatível às demandas presentes e futuras. O PIU bairros a norte e a sul do Rio Tietê. trizes específicas que atendem os objetivos gerais do
urbana e à reorganização do sistema fundiário do Arco o desenvolvimento urbano de modo a superar os dese-
baseou-se nestes melhoramentos para definir os novos PIU ACT. São perímetros determinados onde se esta-
A proposta dos Apoios Urbanos parte da definição de Tietê, permitindo o acesso à terra para a implantação e quilíbrios entre moradia e emprego nesse território.
eixos de transformação junto as zonas ZEM e ZEMP e as belece um programa de intervenções próprio asso-
um novo eixo de mobilidade na região norte, denomi- financiamento do PIU e para a produção de habitação
conexões necessárias para implantar a infraestrutura A Centralidade da Metrópole compreende a área locali- ciado a parâmetros urbanísticos, capazes de gerar a
nado Apoio Urbano Norte, implantado ao longo da atu- de interesse social, equipamentos públicos e infraes-
de suporte ao adensamento habitacional pretendido. zada junto ao eixo norte-sul da cidade e na vizinhança transformação pretendida. Trazem oportunidades
al faixa de domínio da linha de alta tensão, através de trutura para o desenvolvimento econômico da cidade.
JAÇANÃ

ARCO TIETÊ
LOCALIZAÇÃO

TUCURUVI VILA MARIA


tatuapé

CACHOEIRINHA MANDAQUI

centro de detenção

VILA MEDEIROS

1. Vista da Vila Maria a partir do Belém

ARCO TIETÊ
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CENTRO ESPORTIVO TIETê


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CONSOLAÇÃO

4. Rede de distribuição de energia

MERCADO DA LAPA
BELA VISTA

LAPA DE BAIXO

JARDIM PAULISTA
MOÓCA
CAMBUCI
ÁGUA RASA
PINHEIROS
LIBERDADE

Divisa entre distritos 5. Lapa de Baixo e eixo da Rua 12 de Outubro


Arco Tietê

0 1000m N
31
BUTANTÃ
ARCO TIETÊ
CENÁRIO ATUAL
O perímetro para o Projeto de Intervenção Urbana do
Arco Tietê - PIU ACT abriga um contingente de cerca de
350 mil habitantes, correspondente a 3,0% da popula-
ção paulistana em uma área de 5.380 ha que correspon-
de a 4,0% do total do município. Na margem direita do
rio, engloba as porções meridionais dos distritos Vila
Maria, Vila Guilherme, Santana, Casa Verde, Limão,
Freguesia do Ó, Pirituba, São Domingos e a parte les-
te do distrito Jaguara; na margem esquerda, pequena
parte do distrito Tatuapé e da Mooca, grande parte dos
distritos Belém, Brás, Santa Cecília, e Barra Funda, a
integralidade do Pari e do Bom Retiro, pequenos tre-
chos da Sé, República, Perdizes e da Consolação, além
da porção setentrional da Lapa.

Vasto território e com forte presença na vida da cidade


ao longo de toda a sua história, com funções e papéis
distintos durante seus ciclos de crescimento, a porção
central da várzea do Rio Tietê oferece oportunidade
para catalisar as transformações da cidade, necessá-
rias em suas mais diversas dimensões. Sua magnitude
e localização privilegiada dialogam com os principais
desafios da metrópole, seja pela presença combinada
do rio, das ferrovias e de áreas industriais e grandes
glebas em reestruturação, seja por ser um território
com grandes desequilíbrios estruturais relativos a ofer-
ta de emprego e habitação, a serem enfrentados pela
cidade.

A redução da desigualdade social e o equilíbrio entre


a oferta de empregos e a localização da moradia emer-
gem como desafio central para o futuro da cidade.
Como produto e manifestação das características do
modelo de desenvolvimento urbano em São Paulo,
especialmente ao longo do século XX, o enfrentamen-
to dessa questão requer políticas e estratégias de cará-
ter estrutural. Somada a isso está a combinação entre
ausência de mecanismos de controle à especulação
com a terra e o planejamento do transporte prioritá-
rio ao automóvel cabendo às planícies fluviais a ocu-
pação preferencial das grandes avenidas de fundo de
vale, além da expansão horizontal e descontínua da
mancha urbana.

Ferrovia

Hidrografia

Arco Tietê

Macroárea de
Estruturação Urbana
ARCO TIETÊ
inclusão produtiva. (iii) E ao propiciar o adensamento retificação dos rios e a construção das marginais modi- entre esta populosa área e o polo de empregos existente modelo de crescimento e desenvolvimento urbano dife- de Estruturação Metropolitana - MEM e, em especial,
EIXOS TEMÁTICOS populacional de diversas classes sociais, pela produção ficaram os modos de deslocamento da produção, dos na região central. Em relação a demanda de desloca- rente daquele que criou a cidade até agora. A reversão no Arco Tietê.
O PIU ACT, enquanto ação estrutural sobre o território de habitação social, combinada com investimentos em trens para os caminhões, e reforçou o modelo de desen- mentos de longa distância, em escala metropolitana, do padrão de expansão espraiada de São Paulo pres-
Finalmente, pela sua localização estratégica - espaço
tem a potencialidade de reverter, ao menos parcialmen- espaços públicos, mobilidade e equipamentos públi- volvimento urbano orientado para o transporte indivi- a reocupação da várzea do Rio Tietê permite alterar a sionando áreas ambientalmente frágeis e ampliando
de convergência de toda a macrometrópole paulista e
te, esse quadro de desigualdade. (i) O Projeto deve esta- cos, oferecer uma condição única de aproximação, não dual. Aliado ao crescimento horizontal e extensivo da tendência demográfica do município. Em conjunto, ao o problema dos grandes deslocamentos urbanos tem
pela magnitude as intervenções - tem o potencial de
belecer mecanismos para captura, a região de parte da apenas de emprego e moradia, mas, sobretudo dos ele- metrópole e ao enfraquecimento da gestão do trans- se promover mais unidades de habitação para diversas trazido danos sociais e urbanísticos para a cidade.
reestruturação das dinâmicas metropolitanas. O Arco
geração de riqueza de setores produtivos, ou seja, seto- mentos condicionantes para o desenvolvimento social. porte público, a concentração de empregos no centro faixas de renda, permite-se melhor uso da infraestru- Nesse sentido, explicita-se o desafio de se acomodar a
Tietê pode ser considerado um núcleo dessa imensa
res de alto valor agregado, para direcionar este recur- expandido levam às razões estruturais para a crise de tura existente e planejada, beneficiando o crescimento demanda habitacional que surgirá nos próximos anos
O território do Arco Tietê também reflete as grandes concentração urbana que é a macrometrópole paulista,
so na produção e melhoria da infraestrutura e quali- mobilidade na cidade. dos empregos na própria várzea e nas suas imediações. relacionados ao déficit da cidade e ao crescimento da
questões relacionadas à mobilidade urbana. Seguin- que representa 16% da população e 28% do PIB nacio-
ficação do ambiente urbano. Programa que é capaz atividade econômica. Para receber esse novo fluxo de
do os ciclos de desenvolvimento da cidade, desde os As características do Arco Tietê e suas possibilidades O território do Arco Tietê situa-se também na base das nal. O entroncamento das ferrovias e o acesso as gran-
de socializar parte da riqueza gerada na cidade para área construída, no interior do centro expandido, é fun-
caminhos dos Bandeirantes, a implantação da ferrovia de ordenamento e transformação criam oportunidades transformações relacionadas às mudanças na estru- des rodovias da cidade de São Paulo torna-o mais do
o usufruto da cidade. (ii) Ao dinamizar uma platafor- damental aproveitar áreas dotadas de infraestrutura,
e a transformação dos fundos de vale em grandes ave- de se enfrentar duas questões estruturais para a cidade, tura produtiva da capital paulista. Como uma grande que um local de passagem, de travessia da metrópole,
ma produtiva e estimular setores econômicos, a trans- grande possibilidade de transformação de seus usos e
nidas - o território do Arco sempre desempenhou um em diferentes escalas. Em relação à infraestrutura de metrópole, São Paulo é foco de inúmeras mudanças mas a estrutura de acesso ao maior mercado consumi-
formação urbanística propicia base para geração de com densidades demográficas menores, possibilidade
papel fundamental na mobilidade da cidade. E, na mes- mobilidade, o Projeto permitirá melhor articulação, em em suas dinâmicas produtivas. As várzeas dos rios, do dor do Brasil.
mais e melhores empregos, definindo oportunidades de que pode ser oferecida em grande parte da Macroárea
ma medida, revelou e tem revelado os seus limites. A escala local, interna a zona norte, bem como a ligação Tietê em particular, prestam-se também a admitir um

LOCALIZAÇÃO Transporte Público USO DO SOLO ZONEAMENTO


MEM MEM Arco Tietê ZEU ZEIS-3
Av Ge

s
a re
Ro an d

Álv Arco Tietê Arco Tietê Residencial Horizontal ZEUa ZEIS-4


a
B

ano
d eir

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t Hidrografia Hidrografia Residencial Vertical ZEUP ZEIS-5


do an

C ae
So
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s

En Ferrovia Linhas CPTM existentes Uso Misto ZEUPa ZDE-1


de

Av
Edga

ar

Linhas Metrô Existentes Comércio e serviços ZEM ZDE-2


te

aj
s

r Fac

In

Linhas Metrô Planejadas Industrial e Armazens ZEMP ZPI-1


Av

e Corredores Existentes Usos Especiais ZC3 ZPI-2


em Santana
ó

az L
SÃO
Br Pirituba Corredores Planejados Usos Coletivos ZCa ZOE
DOMINGOS LIMÃO CASA Av SANTANA Rua ZC-ZEIS ZPR
VERDE São
t ra

Av Margi Qu Estação CPTM Existente ZCOR-1 ZER-1


ir in
Du

LAPA nal Tietê o Estação Metrô Existente ZCOR-2 ZER-2


d

Rio Tietê VILA Rio Tietê


Ro

Av Mar MARIA Estação Metrô Planejada ZCOR-3 ZERa


qu ês de Sã
o Vicen Vila Raio influência ZCORa ZPDS
te Armênia
PARI Leopoldina Barra estações (600m) ZM ZPDSr
BARRA FUNDA Funda ZMa ZEPAM
BELÉM
Luz ZMIS ZEP
ZMISa AC- 1
Av Cel so ZEIS-1 AC- 2
Av
M Ri Garcia ZEIS-2
a rg o
in a Ta Bandeira
lP m
inh an
eir du
os at

0 1 2km N 0 1 2km N 0 1 2km N 0 1 2km N

Rede Hídrica ÁREAS VERDES DIMENSÃO DE LOTES COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO


MEM MEM Arco Tietê Arco Tietê
Arco Tietê Arco Tietê <20.000 m2 <0.5
aixo

ui
ra s

Hidrografia Hidrografia 20.000-40.000 m2 0.5-1.0


aq
de b
Pe d

Ferrovia >40.000 m2 1.0-2.0


Rio

nd

Ferrovia Parques mun. e est. 2.0-4.0


Ma

Cór re
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Curvas de Nível Raio de Influência de PIRITUBA >4.0


go
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C ab
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FREGUESIA
Rio

r re

Córrego da Divisa

Córrego Fechado Parques (1km)


go C

DO Ó VILA
31º

SANTANA
Córrego/Rio Aberto SÃO GUILHERME
Temperatura aparente da LIMÃO CASA
aran

Limite Das Bacias Pq. Cidade DOMINGOS


VERDE
Pq. da superfície (Alvo) de registro
Planície Aluvial de Toronto Pq. do
C. C

Rio Tietê - 03/09/1999 às 09h57


a

dir ú

Juventude
C. Ág ua Branc

Área de Inundação Trote VILA


urtino

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Pontos De Alagamento Água Branca 23,5º 27º 30º MARIA


ntos

31º
embu
C . dos Sa é
ar

24º 27,5º 30,5º


me

C. A
C . Tib

Barra Funda 24,5º 28º 31º


Su

PARI
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C . Paca

BARRA
C.

Cór re

25º 28,5º 31,5º


ang

FUNDA
28º Luz Pq. do Belém 25,5º 29º
uer

BELÉM
go T

26,5º 29,5º
a

Villa Lobos
atua

Av Temperatura (+/- 1ºC)


M a rg Ri
o Observação: Segundo a aplicação
Ta

in a m
lP an do modelo de regressão quadrática
inh du
eir at de Malaret et al. (1985)
os eí
0 1 2km N 0 1 2km N 0 1 2km N 0 1 2km N

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS PRODUÇÃO HABITACIONAL TERRENOS PÚBLICOS


MEM MEM MEM
Av Ge

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Av Ge

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Ro an d

Álv Arco Tietê Arco Tietê Arco Tietê


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B

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Hidrografia a et Hidrografia Hidrografia
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En Ferrovia Ferrovia
de

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Edga

de

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Edga
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Equip. de Saúde ZEIS 1 Terras da União


ar
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aj
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r Fac

In

Equip. de Educação ZEIS 2 Terras do Estado


r Fac

In

FREGUESIA
Av

Av

Equip. de Assist. Social ZEIS 3 PIRITUBA DO Ó Terras do Município


me e SANTANA
ó

z Le Equip. Esporte z L em ZEIS 4 SÃO


B ra Rua B ra DOMINGOS
LIMÃO CASA
Av São Equip. Cultural Av Rua ZEIS 5 VERDE
São
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Av Margi Qu Ceus Existentes Av Margi Qu


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Du

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Du

o nal Tietê o VILA


Ceus Planejados LAPA GUILHERME
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Rio Tietê MARIA


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Rio Tietê
Ro

Av Mar Av Mar
qu ês de Sã qu ês de Sã
o Vicen Linhas Metro Existentes o Vicen
te te
Linhas Cptm Existentes PARI
BARRA
Corredores Exitentes FUNDA

BELÉM

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Av
M Ri Garcia Av Garcia
a rg o M a rg Ri
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in a in a Ta
lP m lP m
inh an inh an
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os at os at
eí eí
0 1 2km N 0 1 2km N 0 1 2km N
ARCO TIETÊ
A Área de Intervenção Urbana Centralidade da Metró-
PóLOS INTEGRADORES DE INFRAESTRUTURA ZDE / ZPI* Lei nº 16.402/16 - Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo
VISÃO URBANÍSTICA Pólos integradores ZDE-1
pole - AIU Centralidade da Metrópole compreende
Arco Tietê ZDE-2 área localizada junto ao Eixo Norte-Sul da cidade e na
Consolidadas a partir do novo marco regulatório e dos Lei nº 16.541/2016 MEM ZPI
Define a implantação Arco Tietê vizinhança de grandes equipamentos públicos como o
projetos em implantação no município, a oportunidade dos Apoios Hidrografia MEM
Parques Anhembi, o Campo de Marte, alguns centros comer-
configurada pelas “unidades de projeto” se transfor- Hidrografia
Ferrovias Parques ciais e equipamentos culturais. É caracterizada por
mam nos perímetros de desenvolvimento da proposta Metrô Existente
ZDE-2 ZDE-1
Santana / Corredor Existente Ferrovias um grande número de glebas públicas que podem ser
urbanística. Para se alcançar as metas propostas pelo Edgar
Facó
Inajar Caetano Corredor
Zaki
Narchi Principais conexões FREGUESIA Metrô Existente
de Souza Álvares Norte-Sul Apoios - via a abrir
DO Ó
Corredor Existente reorganizadas de forma a propiciar o melhor desenvol-
Plano Diretor Estratégico - PDE, a visão urbanística
PIRITUBA
Apoios - via a melhorar SÃO Principais conexões
SANTANA
DOMINGOS LIMÃO
CASA Apoios - via a abrir vimento da região, a produção habitacional, o incre-
do PIU ACT propõe oferecer infraestrutura alternati- Vila VERDE VILA Apoios - via a melhorar
Maria JAGUARÁ LAPA GUILHERME VILA
MARIA mento da rede de espaços públicos e o financiamento
va de mobilidade suficiente para articular as centrali-
Água Branca da intervenção.
dades existentes e as futuras, renovando as atividades Vila BARRA
SANTA
BOM
PARI
RETIRO
Leopoldina Barra Funda FUNDA
urbanas e sua paisagem de forma funcional e espacial. Armênia
CECÍLIA
A intervenção na Lapa trata da criação de uma nova
BELÉM
ZPI
Amparado tanto pela renovação do sistema ferroviário centralidade a partir do redimensionamento da estru-
Luz
quanto pela implantação de novos corredores de ônibus tura fundiária de áreas subutilizadas, com grande ofer-
e ligações viárias que irão retirar demanda de ligação Bandeira ta de infraestrutura devido à instalação de novas linhas
interbairros das marginais e propiciar a reaproximação de transporte de alta capacidade, pelo Metrô e pela
da cidade e de seu principal rio. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM,
desenvolvendo oportunidades de uso e ocupação em
O resgate da planície aluvial do Rio Tietê também ocor- 0 1 2,5 5km N *ZDE - Zona de Desenvolvimento Econômico 0 1 2,5 5km N
*ZPI - Zona Predominantemente Industrial uma área estratégica da metrópole.
re pela regularização fundiária das terras públicas
existentes, pela implantação de sistemas articulados Para além das unidades de projeto, as demais áreas
oPERAÇÃO uRBANA Consorciada áGUA bRANCA Lei nº 15.893/13 TERRENOS PÚBLICOS
de drenagem e pela criação de uma eficiente rede de integrantes do setor Arco Tietê da MEM também são
OUCAB Terras da União
espaços públicos. A visão de cidade estabelecida pelo Arco Tietê Terras do Estado impactadas diretamente pela transformação urbanís-
MEM Terras do Município
PDE busca a aproximação das áreas de habitação e do Arco Tietê tica proposta no PIU ACT. Isto reforça a condição da
Hidrografia MEM
emprego com processos ativos de adensamento popu- Parques região enquanto território produtivo e complementa o
Hidrografia
lacional e estratégia de desenvolvimento econômico OUCAB
Ferrovias Parques adensamento e a diversidade tipológica da ocupação,
Metrô Existente
são aplicadas nos projetos dos Apoios Urbanos, Cen- Corredor Existente Ferrovias recebendo contribuições na melhoria da infraestrutura
Principais conexões Metrô Existente
tralidade e Lapa. FREGUESIA
DO Ó
Apoios - via a abrir FREGUESIA
DO Ó
Corredor Existente e da criação da rede de espaços públicos. A visão urba-
Apoios - via a melhorar SANTANA Principais conexões
nística tem por escopo:
PIRITUBA PIRITUBA
SÃO SÃO Apoios - via a abrir
SANTANA
A proposta dos Apoios Urbanos parte da definição de DOMINGOS LIMÃO
CASA
DOMINGOS
LIMÃO
CASA Apoios - via a melhorar
VERDE VILA VERDE VILA
um novo eixo de mobilidade na região norte, denomi- I. Articular os projetos de implantação de grandes
VILA
JAGUARÁ LAPA GUILHERME JAGUARÁ LAPA MARIA
GUILHERME

nado Apoio Urbano Norte - AUN, implantado ao lon- BOM


VILA
MARIA
BOM
infraestruturas (apoio urbano e orla ferroviária)
BARRA PARI
go da atual faixa de domínio da linha de alta tensão, ao projeto de criação de novas centralidades, em
SANTA RETIRO BARRA RETIRO
FUNDA SANTA
CECÍLIA FUNDA
CECÍLIA

através de seu enterramento e do melhoramento viá- PARI


BELÉM
BELÉM diferentes escalas e cenários temporais, a partir de
rio de algumas avenidas e ruas nos distritos de Casa instrumentos de politica urbana e de projetos asso-
Verde, Santana, Vila Guilherme e Vila Maria. A par- ciados, levando em conta propostas já existentes
tir da implantação deste eixo, estruturas qualificadas como, por exemplo, a Operação Urbana Consorcia-
permitirão o adensamento populacional e presume-se, da Água Branca - OUCAB;
o equilíbrio do número de empregos e de habitantes
0 1 2,5 5km N 0 1 2,5 5km N II. Desenvolver as modelagens urbanísticas associadas
na Zona Norte, promovendo oportunidades para qua-
a vocações econômicas desejáveis ao programa de
lificação de comércios, serviços e empresas. O Apoio
intervenção, possibilitando a implantação de seto-
Urbano se completa ao sul com a implantação de uma ZEM / ZEMP* Lei nº 16.402/16 - Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo ÁREAS DE INTERVENÇÃO urbana
res produtivos associados aos centros de pesquisa
infraestrutura de mobilidade equivalente que, combi- ZEM AIU Centralidade
ZEMP AIU Lapa e investimentos;
nada à indução do adensamento populacional e cons- Arco Tietê AIU Apoios Urbanos
MEM OUCAB
trutivo em seu entorno, favorecerá a renovação da pla- Arco Tietê III. Esclarecer os diferentes procedimentos e respon-
Hidrografia Centralidade da Metrópole MEM
nície entre a orla ferroviária e o Tietê, desde o bairro Parques 638 ha sabilidades entre as ações públicas e privadas,
Hidrografia
da Lapa até o bairro do Tatuapé. A implantação destes ZEMP Ferrovias Parques praças e canteiros incluindo projetos colocalizados e estratégicos;
PIRITUBA Metrô Existente
sistemas de infraestrutura está necessariamente arti- FREGUESIA Corredor Existente Pirituba
Apoios Urbanos Santana Apoios - via a abrir
DO Ó
Principais conexões Freguesia do Ó 1.239 ha
Apoios - via a melhorar IV. Propiciar estratégias urbanas e econômicas para
culada à produção de novas frentes de expansão da ocu- SÃO Apoios - via a abrir Ferrovia
DOMINGOS
CASA
SANTANA Apoios - via a melhorar Metrô Existente gestão e desenvolvimento dos projetos, articulados
pação urbana e à reorganização do sistema fundiário
LIMÃO
VERDE
JAGUARÁ LAPA VILA
GUILHERME entre si e com o território de estudo, bem como o
do Arco, permitindo o acesso à terra para a implantação BARRA
FUNDA
VILA
MARIA controle público durante o processo de desenvol-
e financiamento do PIU ACT e para a produção de habi- SANTA BOM
CECÍLIA RETIRO
vimento associado aos investimentos em infraes-
tação social, equipamentos públicos e infraestrutura ZEM Vila Leopoldina
PARI
BELÉM
Lapa Brás trutura, oferta de empregos e adensamento cons-
para o desenvolvimento econômico da cidade. 492 ha
Perdizes OUCAB
538 ha
Belém trutivo;
Higienópolis

V. Desenvolver todas as etapas de trabalho articuladas


Perímetro
expandido
Bela Vista
Móoca
com processos de consulta e participação social,
2.452 ha
principalmente junto a população impactada pelas
0 1 2,5 5km N
transformações propostas.
*ZEM - Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana 0 1 2,5 5km N
*ZEMP - Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana
ARCO TIETÊ
Plano Urbanístico

Área de transformação
Rede Hídrica
Rede de Espaços Públicos
Rede de Mobilidade
Perímetro expandido
Perímetro de adesão - AIU
Limite do Município
Estações CPTM existentes
Estações Metrô existentes
Estações Metrô em projeto
Ferrovia

Base cartográfica: Mapa Digital de São Paulo, 2004.


Projeção UTM/23S Datum Horizontal SAD69
Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo,
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano
SP-Urbanismo

Minuta do Projeto de Lei / Dezembro de 2016

0 0,5 1 2km N
Para prover equipamentos públicos de qualidade à
DEFINIÇÃO DO PROGRAMA Identificação dos Diagnóstico dentro dos Definição dos Definição das Desenvolvimento das
população atual e futura do Arco Tietê, foram definidas
PROBLEMAS EIXOS DE ANÁLISE OBJETIVOS DIRETRIZES FERRAMENTAS
DE INTERVENÇÕES Problemas recorrentes no Problemas agrupados Com as metas que se Orientações que definem e Criação de ferramentas para
como áreas prioritárias para sua implantação terrenos
públicos subutilizados, galpões de valor histórico que
A atual infraestrutura do Arco Tietê apresenta diversas território do Arco Tietê por temas específicos pretende alcançar regulam o caminho a seguir concretizar intervenções
resgatam a memória fabril da cidade e parcelas pre-
e recorrentes fragilidades em seu território. Diante dis- previstas no programa
definidas de grandes lotes de destinação obrigatória,
so, foi elaborada uma metodologia capaz de confrontar
afim de que sua localização esteja em harmonia com
tais demandas com “ações-tipo”, que integram seu Pro-
a rede de espaços públicos previstas para o território.
grama de Intervenções. Tratam de modos de intervir no
espaço a partir de ferramentas padronizadas e desen- a. Destamponamento de córregos limpos Com o intuito de diminuir o déficit habitacional atual,
01
volvidas para se adaptarem às especificidades locais, b. Qualificação de córregos abertos foram definidas estratégias de implantação de novas
Implantar áreas de Recuperação de córregos
visando à qualificação concreta do espaço urbano. unidades de Habitação de Interesse Social - HIS dis-
absorção das águas
a. Canteiros drenantes tribuídas pelo território, contemplando fachadas ati-
Para se reduzir os índices de alagamento foram defi- PONTOS DE REDE HÍDRICA pluviais associadas 02
a espaços de lazer
b. Pisos drenantes vas, faixas de fruição pública, mix de rendas e espaços
nidas grandes praças de absorção das águas pluviais ALAGAMENTO Eixos drenantes
e contemplação públicos de qualidade, integrando ao máximo os con-
próximas aos pontos críticos, longos eixos drenantes a. Praças de acumulação
juntos com o espaço urbano à sua volta. Assentamen-
em meio às microbacias e o destamponamento dos 03 b. Praças de absorção
c. Alças de pontes tos precários e conjuntos habitacionais existentes no
córregos limpos. Estas ações em conjunto acabam por Áreas de absorção
perímetro também contarão com destinação de verba
resgatar parte da configuração hídrica natural do ter-
a. Parques lineares específica para projetos de reurbanização e reforma.
ritório, trazendo também novos valores culturais e pai- 04 b. Novos parques
sagísticos. Parques
a. Requalificação de praças existentes
As ações acima descritas podem multiplicar sua capa-
Aumentar a oferta
b. Praças oriundas de destinação obrigatória cidade de qualificar o espaço na medida em que são
Para sanar a carência de áreas verdes, diversas for- CARÊNCIA DE REDE DE ESPAÇO de espaços públicos
ESPAÇOS VERDES E
05 c. Praças sobre túneis passíveis de combinações entre si. Por exemplo: as
mas de se abrir espaços públicos arborizados foram PÚBLICO e implantar uma d. Praças sob viadutos
ILHAS DE CALOR rede ambiental Praças transposições podem ter seus acessos realizados em
elaboradas, como a recuperação de praças existentes, e. Novas praças
meio a praças públicas ou ser associadas a novos equi-
a implantação de parques lineares ao longo de rios, a a. Alamedas
06 pamentos, aumentando a segurança e o conforto dos
demarcação de praças oriundas de parcelamento e de b. Bulevares
Eixos ambientais pedestres e ciclistas; as áreas de absorção das águas
praças vinculadas aos túneis e viadutos que visam ame-
a. Abertura de novo viário pluviais podem se tornar praças com jardins de chuva
nizar seus impactos na paisagem. Bulevares e alame-
07 b. Alargamento de viário existente para contemplação, estar e lazer; os córregos destam-
das, por sua vez, foram traçados para conectar esses c. Requalificação de viário existente
Sistema viário ponados devem ser acompanhados de parques linea-
espaços verdes, equipamentos e diferentes modais de
Melhorar condições res, reaproximando a população dos corpos d´água; as
transporte, promovendo percursos qualificados aos REDE DE a. Ampliação e melhoria de passeios existentes
MOBILIDADE
de mobilidade 08 novas vias podem se tornar alamedas ou bulevares,
pedestres e ciclistas e reduzindo as temperaturas. e acesso
b. Acessos - rampas e escadarias
Passeios promovendo percursos seguros e arborizados; e assim
Novas vias foram traçadas com a função de romper MOBILIDADE a. Ciclopassarelas sobre a ferrovia por diante. Desta forma, as múltiplas possibilidades de
grandes quadras e articular pontos atualmente isola- DESCONECTADA 09 b. Ciclopassarelas sob a ferrovia combinação e conexão entre as ações orientadas pelos
c. Ciclopassarelas sobre rios ou córregos
dos do território, consolidando a rede de mobilidade. Transposições objetivos e diretrizes para o PIU ACT resultam em uma
Em casos de vias subdimensionadas em importantes rede capaz de definir um programa de desenvolvimento
rotas de conexão foram propostos alargamentos viá- urbano em um território com alto potencial de trans-
rios, sempre que observadas áreas lindeiras ociosas e formação e de localização estratégica ao longo das mar-
com potencial de se transformarem em novas frentes Redistribuir oferta gens do Rio Tietê.
INFRAESTRUTURA
e modernizar a. Remanejamentoo de linhas de alta tensão
urbanas. Em casos de viários com largura suficiente e E BASE 10
espaços produtivos b. Implantação de infovia
passeios estreitos, optou-se pela modificação da geo- PRODUTIVA Infraestrutura e base produtiva
existentes
metria destas vias existentes em benefício do trans- DESEQUILÍBRIO
NA OFERTA DE
porte não motorizado, dispensando desapropriações. EMPREGOS
Nos pontos onde a presença de barreiras urbanas, como
rios e ferrovia, revelou-se extremamente prejudicial ao
desenvolvimento do território foram definidas trans-
posições capazes de reconectar a cidade. Reequilibrar a oferta
a. Equipamentos em terrenos públicos subutilizados
de equipamentos
Os espaços produtivos do Arco Tietê, definidos na Lei de EQUIPAMENTOS b. Equipamentos em galpões existentes de valor histórico
de acordo com 11
Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo - LPUOS como PÚBLICOS c. Novos equipamentos
DESEQUILÍBRIO a densidade Equipamentos d. Equipamentos oriundos de destinação de grandes lotes
Zonas de Desenvolvimento Econômico - ZDE e Zonas NA OFERTA DE populacional
Predominantemente Industriais - ZPI, foram mantidas EQUIPAMENTOS
e protegidas da incorporação residencial e vertical. PÚBLICOS

Ações na direção do desenvolvimento de seus setores a. Implantar HIS de maneira integrada ao


tecido urbano em projetos estratégicos
logísticos, maior integração com o entorno através da
b. Promover espaços públicos
melhoria da mobilidade e da implantação de infraes- c. Promover fruições públicas
trutura de T.I. garantem maior eficiência e dinamizam Estimular o
d. Conformar eixos de espaços públicos
e. Incentivar inúmeros acessos, usos mistos,
estes setores produtivos, incentivando sua moderniza- PRODUÇÃO adensamento
ção e a chegada de novas indústrias e empresas. HABITACIONAL com diversidade
12 fruições públicas e fachadas ativas
f. Incentivar taxas de ocupação mais altas
de renda Produção habitacional
próximo à oferta de áreas verdes públicas
DÉFICT DE MORADIA
g. Promover maiores áreas verdes condominiais em
regiões com menor oferta de áreas verdes públicas
FERRAMENTAS
REDE HÍDRICA
1. Recuperação de córregos
O destamponamento é uma solução adotada para os cór-
regos limpos a fim de promover o contato dos corpos d´á-
gua com a atmosfera e reaproximar as pessoas dos rios. A
qualificação dos córregos abertos por meio de instalações
de lazer e mobilidade em sua orla também contribui para
resgatar a presença dos rios na cidade.

2. Eixos drenantes
1.a Destamponamento de córrego 1.b Qualificação dos córregos abertos 2.a Canteiros drenantes 2.b Pisos drenantes 3.a Praças de acumulação
Criar grandes cordões de infiltração das águas pluviais em
locais estratégicos colabora para impedir que as águas atin-
jam os pontos mais baixos da várzea;

3. Áreas de absorção
Orientar o escoamento das águas pluviais em direção a
grandes áreas projetadas para receber, reter e retardar a
descida de grandes volumes d´água;

REDE DE ESPAÇO PÚBLICO


4. Parques
Implantar novos parques, principalmente vinculados aos
corpos d´água, aumenta a oferta de áreas de lazer, conví- 3.b Praças de absorção 3.c Alças de pontes 4.a Parques lineares 4.b Novos parques 5.a Requalificação das praças existentes
vio e contemplação no Arco Tietê, além de colaborar para
a amenização das ilhas de calor, redução das enchentes e
aumento da umidade relativa do ar;

5. Praças
Implantar novas praças no interior dos bairros aumenta a
oferta de áreas de lazer, encontro e contemplação aos mora-
dores, além de colaborar para a amenização das ilhas de
calor e aumento da umidade relativa do ar;

6. Eixos ambientais
Criar um sistema ambiental em rede aumenta a conectivida-
de entre áreas verdes, equipamentos e estações do trem e do 5.b Praças oriundas de destinação obrigatória 5.c Praças sobre túneis 5.d Praças sob viadutos 5.e Novas praças 6.a Alamedas

metrô, proporcionando percursos sombreados aos usuários


e caminhos ecológicos para a fauna;

REDE DE MOBILIDADE
7. Sistema viário
A abertura, alargamento ou qualificação de vias públicas
aumenta a conectividade entre áreas do Arco Tietê e possi-
bilita a emergência de novas frentes urbanas;

8. Passeios
A requalificação dos passeios por meio do redesenho de sua
geometria, seja ampliando-o em detrimento do leito carro- 6.b Bulevares 7.a Abertura de novo viário 7.b Alargamento de viário existente 7.c Requalificação de viário existente 8.a Ampliação e melhoria dos passeios existentes
çável, diminuindo curvaturas para reduzir a velocidade dos
automóveis ou promovendo conexões verticais acessíveis
em áreas de grandes desníveis, incentivarão a locomoção
peatonal pelo território;

9. Transposições
Novas travessias associadas a equipamentos, espaços públi-
cos e estações do trem e do metrô, que priorizam desloca-
mentos a pé e de bicicleta, garantem a conexão entre bairros
e o acesso ao trabalho, serviços e equipamentos públicos;

INFRAESTRUTURA E BASE PRODUTIVA


8.b Acessos - rampas e escadarias 9.a Ciclopassarelas sobre a ferrovias 9.b Ciclopassarelas sob a ferrovias 9.c Ciclopassarelas sobre rios e córregos 10.a Remanejamento de linha de alta tensão
10. Infraestrutura e base produtiva
Manter e potencializar unidades produtivas dentro das ZDEs
e ZPIs definidas pela LPUOS de 2016 é uma estratégia para
proteger territórios produtivos da incorporação residencial
vertical;

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
11. Equipamentos públicos
A implantação de novos equipamentos, além de suprir as
necessidades da população, qualifica a vida nos bairros.

10.b Implantação de infovias 11.a Equipamentos em terrenos públicos subutilizados 11.b Equipamentos em galpões existentes de valor histórico 11.c Novos equipamentos 11.d Equipamentos oriundos de destinação de grandes lotes
FERRAMENTAS
PRODUÇÃO HABITACIONAL

12. Estimular o adensamento com diversidade de renda, aumentar a oferta


de equipamentos e a melhorar as condições de habitabilidade
Implantar conjuntos de Habitação de Interesse Social - HIS de dimensões
menores e mais distribuídos pelo território, contemplando fachadas ativas,
faixas de fruição pública, mix de rendas e espaços públicos de qualidade,
GRANDE GLEBA ZEIS
procurando ao máximo relacionar os conjuntos com o espaço urbano à
testada em
sua volta. LOTE SUBUTILIZADO
área pública
zeis >150m

Área livre

Área condominial

Fachada ativa

Conexões

Áreas de fruição pública

Equipamentos públicos 12.a 12.b 12.e

Evitar demarcações de grandes áreas como ZEIS, privilegiando Lotes ou agrupamentos de lotes em ZEIS com testadas superiores a 150m, Promover as divisões condominiais garantindo condomínios com poucas
pequenos lotes inseridos na malha urbana da cidade. que não liguem dois ou mais logradouros públicos, deverão promover unidades habitacionais e com acesso direto ao logradouro público.
pequenas áreas públicas (praças) como espaço de socialização. Dinamizar os fluxos pedonais através da promoção de inúmeros acessos,
a partir de usos mistos, fruições públicas e fachadas ativas.

lotes com testadas


>150m em zeis que
ligam duas vias ou mais

devem promover
FRUIÇÕES PÚBLICAS

12.f
área verde 12.c
Incentivar taxas de ocupação mais altas em áreas próximas às áreas verdes públicas.
Lotes ou agrupamentos de lotes em ZEIS com testadas superiores a 150m, que liguem
dois ou mais logradouros públicos, deverão promover ou condicionar fruição pública.

eHIS ehmp INSERIDO


PROMOÇÃO DE NA MALHA URBANA
FACHADAS ATIVAS
EQUIPAMENTO PÚBLICO E USO MISTO
EM LOTE
SUBUTILIZADO

12.d
12.g
À luz de um projeto urbanístico específico onde exista a intenção de criar
um eixo de espaços públicos, considerado os usos, dinâmicas e características Incentivar a utilização de maiores áreas condominiais verdes em regiões
específicas do eixo a se compor, incentivar: a utilização do lazer condominial com pouca oferta de áreas verdes públicas. Promover áreas verdes de fruição
12.a
implantado na área frontal do lote, a formar um eixo de espaços públicos, pública com o intuito de conformar uma rede de espaços verdes.
Implantar eHIS e eHMP evitando a segregação espacial e social do tecido urbano. Dinamizar os fluxos pedonais através da promoção de inúmeros
conformado por áreas de fruição pública e áreas verdes públicas; ou incentivar a
acessos, a partir de usos mistos, fruições públicas e fachadas ativas. Implantar equipamentos públicos em lotes subutilizados.
utilização do lazer condominial implantado na área frontal do lote, mas apenas
de fruição visual, conformando um eixo verde visual e não de fruição.
ARCO TIETÊ
CONCEITOS A PARTIR DA LEI MUNICIPAL Nº16.050/2014 (PDE)
Áreas de intervenção Urbana PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA (PIU)
Para a consecução de seus objetivos, o PDE determina propostas de transformação, o Plano Diretor permi- indicadas e incentivadas pelo projeto urbanístico. O PIU é elaborado pelo poder público com objetivo de promover transformações urbanísticas em perímetros específicos.
que o Projeto de Intervenção Urbana - PIU - demons- te que cada AIU defina o valor do potencial constru- O PIU apresenta propostas urbanísticas, sociais, econômica-financeiras, ambientais e gestão (art. 136, caput)
A AIU diferencia-se das operações urbanas consorcia-
tre quais são as ações e regramentos mais adequados tivo adicional em seu território, valendo-se de fatores
das quanto às suas fontes de financiamento e quanto à áREAS DE INTERVENÇÃO URBANA (aiu)
para a sua eficiente implantação, utilizando-se de ins- de planejamento e social próprios, por intermédio do
sua relação com a iniciativa privada. Permitindo a apli- o que é implementaÇÃO Critérios
trumentos urbanísticos para sua aplicação. No capítu- controle da quantidade de área construída computável
cação alternativa de recursos provenientes de outros Porções de território definidas em lei destinadas à Determinadas por Projetos de Intervenção Urbana - PIU • Projeto urbanístico realizado através de gestão
lo sobre ordenamento e transformação territorial do adicional (ACCA). A soma destes dois índices (preço e reestruturação, transformação, recuperação e melhoria que poderão ser elaborados e implantados utilizando-se democrática
fundos municipais, voltados para promoção habitacio-
PDE encontram-se elencados os instrumentos urbanís- disponibilidade da ACCA) permite, mediante a reali- ambiental de setores urbanos (art. 145) quaisquer instrumentos de política urbana e de gestão
nal de interesse social ou saneamento, por exemplo, e
ambiental previstos neste Plano Diretor Estratégico - PDE,
• Estabelecimento de regulações urbanísticas pela
ticos capazes de colaborar na implantação dos PIUs. zação de estudos econômicos, identificar o volume de pactuação
através da geração de receitas provenientes de empre- além de outros deles decorrentes (art. 148, caput)
Incluem-se nestes instrumentos aqueles que preveem recursos disponíveis que contribuirão para o financia- finalidade
ações para a composição de investimentos e formas mento das intervenções previstas no projeto. Os valores
endimentos público-privados em terrenos públicos que Promover formas de ocupação mais intensa, qualificada e • Qualificação ambiental como o principal objetivo
necessitam de parcelamento do solo, da qual chama- inclusiva do espaço urbano combinadas com medidas que Elementos específicos
de financiamento da proposta; incentivos econômicos arrecadados, obtidos por mecanismos específicos de
mos Projetos Estratégicos. Com isto espera-se que haja promovam o desenvolvimento econômico, racionalizem e • Valor específico para a outorga onerosa do direito de
e estratégias de gestão quando de sua implantação e alienação, poderão ser segregados em conta especial do construir, mediante Fp e Fs próprios; (art. 145, §5º, inc. I)
maior convergência das iniciativas municipais em atu- democratizem a utilização das redes de infraestrutura e a
as ações mitigadoras vinculadas às condições socio- Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB), para
ação concertada com as prioridades do PIU. preservação dos sistemas ambientais (art. 145, §2º) • Possibilidade de realização de leilão de outorga onerosa
ambientais da região a ser requalificada. Instrumentos exclusiva utilização na implantação do projeto. do direito de construir (art. 145, §5º, inc. II)
como Áreas de Intervenção Urbana - AIU, Operações É urbanisticamente adequado e juridicamente eficiente justificativa
Urbanas Consorciadas - OUC e Concessão Urbanística
O PIU ACT indica que as três unidades de projeto pro-
cogitar que a regulação urbanística do Arco Tietê seja Integração de políticas setoriais de diferentes níveis de • Conta segregada no Fundo de Desenvolvimento Urbano
postas, Apoios Urbanos, Centralidade da Metrópole e governo, em especial relacionada com os elementos - FUNDURB para vincular o investimento do valor
são, por exemplo, instrumentos urbanísticos adequa- implantada por intermédio de uma única iniciativa nor- arrecadado nos perímetros de abrangência e expandido
Lapa, sejam implantadas através do instrumento urba- estruturadores do território; (art. 145, §3º, inciso VII)
dos para a implantação dos PIUs. mativa, uma lei especifica que institui o PIU ACT. Em (art. 145, §5º, inc. III)
nístico da AIU, garantindo: Implantação compartilhada das intervenções propostas e
que pese não ser vedado que haja legislações distintas
Recente instrumento urbanístico de ordenamento e de arrecadação de receitas mediante parcerias do Poder • Delimitação do perímetro expandido no qual serão
• Diretrizes gerais para todo o território englobado para tratar do PIU ACT e de cada uma de suas AIU, Público com o setor privado (art. 145, §3º, inciso VIII) realizados investimentos, com recursos da própria
transformação territorial determinado pelo PDE, a AIU
pelo perímetro do Arco Tietê, vinculando o plane- o risco de perda de coesão em termos de disposições AIU, que atendam às necessidades habitacionais da
é uma porção do território delimitada como área de
jamento urbanístico às ações infraestruturais pro- jurídico-urbanísticas tende a se acentuar na hipótese população de baixa renda e melhorem as condições dos
especial interesse para a reestruturação, transforma- sistemas ambientais, de drenagem, de saneamento e de
postas; da edição de vários diplomas urbanísticos ao invés de
ção, recuperação e melhoria ambiental, com o objetivo mobilidade, entre outros (art. 145, §5º, inc. IV)
somente um, mesmo que implantados em diferentes
de gerar efeitos positivos na qualidade de vida, no aten- • Proposta de regulações urbanísticas específicas
tempos do desenvolvimento urbano mas articulados
dimento às necessidades sociais e no desenvolvimento destas unidades de projeto integradas à existente
em um projeto de conjunto. PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA (PIU)
econômico do município. A AIU reúne um programa OUCAB, de tal forma que acabem se viabilizando de
SÃO VIABILIZADAS POR
de melhoramentos públicos associados a parâmetros forma autônoma e em tempo adequado. As disposições veiculadas pelo PDE e pela LPUOS com APRESENTA PROPOSTAS: E PELAS:
MEIO DOS INSTRUMENTOS:
urbanísticos específicos e à definição de quantidades as propostas de transformação e requalificação urba-
Como efeito da implementação deste instrumento URBANÍSTICAS AMBIENTAIS áREAS DE INTERVENÇÃO
necessárias de área construída adicional para atender nística, cogitadas para a totalidade do Arco Tietê e • Elaboração de projetos urbanos • Soluções para áreas de risco ambiental OPERAÇÕES URBANAS
urbanístico, os estudos econômicos modelaram cená- com etapas e fases • Melhorar condições ambientais e paisagísticas URBANA (AIU)
o adensamento populacional e construtivo desejado ao para suas unidades de projeto, por fim, caracterizam- • D efinição de uso e ocupação de solo CONSORCIADAS (OUC) Porções de território destinadas à
rios de transformação territorial para cada AIU con-
território. A AIU, instituída por meio de uma lei especi- se como um sistema consequente de planejamento e Instrumento definido na Lei Federal nº
reestruturação, transformação, recuperação
siderando a gradativa valorização do preço da terra, e SOCIAIS GESTÃO 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) para
fica, também define as formas de regulação da outorga regulação do desenvolvimento urbano para área obje- • P romoção de moradia social DEMOCRÁTICA e melhoria ambiental
consequentemente da outorga onerosa, provocada tan- • Instalação de equipamentos públicos • Mecanismos de participação social viabilizar projetos elaborados pelo poder
onerosa do direito de construir a partir das conclusões to de estudo. Seu desenvolvimento final fornecerá ao • Instrumentos para o monitoramento
to pela infraestruturação dos espaços públicos, como público, com o objetivo de promover
e diretrizes do PIU. Município de São Paulo a proposta de um marco nor- e avaliação das ações
transformações urbanísticas estruturais,
pela geração de oportunidades de produção imobiliá- ECONÔMICO-FINANCEIRAS
mativo urbanístico que ao mesmo tempo reconhecerá • E studos de viabilidade econômica melhorias sociais e valorização ambiental
A necessidade de implantação do projeto por lei especí- ria, sempre consonantes com as intenções do projeto das intervenções urbanas
as diferenças e peculiaridades do extenso território do • Elaborar estratégias de financiamento
fica confere ao instrumento a segurança jurídica neces- urbanístico, e de forma a criar a dinâmica econômica
Arco Tietê e tratará de propor projetos de desenvol-
sária, tanto no tocante à expectativa de sua implan- suficiente para arrecadar os recursos financeiros que
vimento urbano que, a partir da abordagem de ques- áREAS DE INTERVENÇÃO URBANA DO ARCO TIETÊ
tação quanto ao controle social do seu planejamento suportem o programa de intervenções almejado.
tões localizadas, será capaz de desencadear processos
urbanístico. A implantação do Projeto será gerida com
A prevalência da comercialização do potencial cons- de transformação para toda a região de estudo, a cada
a participação dos proprietários, moradores, usuários
trutivo através da contrapartida financeira em outorga momento do desenvolvimento da cidade.
permanentes e investidores públicos e privados, para
onerosa permitirá a desejável flexibilidade por parte da
promover programas de interesse público voltados a
coordenação pública, pois por um lado fica garantida
formas de ocupação mais intensa, qualificada e inclu-
a conta segregada para cada AIU, vinculando receitas
siva do território, associando a isto medidas de desen-
e despesas por unidade de projeto, e por outro se apro-
volvimento econômico, racionalização da rede de infra-
pria do regramento ordinário da cidade, fortalecen-
estrutura e a preservação de ecossistemas ambientais.
do os elementos positivados pelo PDE - Fator de Pla-
No § 5º do art. 145, e nos subsequentes artigos 146 a 148, nejamento - fp e Fator Social - fs, enviando à socieda-
o PDE traz elementos que caracterizam o instrumento de a mensagem clara e direta sobre quais tipologias
AIU. Na busca da viabilidade e do financiamento das construtivas, em que locais, e em que tempo são mais

OUCAB MEM Perímetro de Adesão Metrô Existente Hidrografia AIU Lapa

PIU ACT Arco Tietê Ferrovia Parques, Praças e Canteiros AIU Centralidade AIU Apoios Urbanos
ARCO TIETÊ
INDICADORES E METAS

centralidade da metrópole

atual proposto

24 mil habitantes 140 mil habitantes

69 mil empregos 80 mil empregos

71km de vias 78km de vias

0km de corredores 3km de corredores

lapa

atual proposto

16 mil habitantes 106 mil habitantes

51 mil empregos 63 mil empregos

52km de vias 61km de vias

6km de corredores 6km de corredores

Apoios urbanos

atual proposto

97 mil habitantes 211 mil habitantes

86 mil empregos 191 mil empregos

203km de vias 221km de vias

4km de corredores 25km de corredores


ÁREA DE INTERVENÇÃO URBANA:
CENTRALIDADE DA
METRÓPOLE
A Área de Inter venção Urbana Centralidade da
Metrópole - AIU Centralidade da Metrópole abran­
ge território localizado na várzea do Rio Tietê,
na conf luência com Rio Tamanduateí e Córrego
Ca­randiru, compos­to majoritariamente por terre­nos
públicos, de grandes dimensões e baixa densidade
construtiva, apesar da ampla oferta de infraestrutura
e equipamentos públicos.

Sua área, de 638 hectares, corresponde a 12% do PIU


ACT. Chama a atenção que seus 24.400 habitantes, no
entanto, representam apenas 7% da população total do
Arco. Com isso, a densidade populacional da AIU Cen-
tralidade da Metrópole é bastante inferior à média de
todo o território do PIU ACT, com 38 habitantes/ha,
sendo que os distritos com mais residentes estão a sul
do Rio Tietê, em torno das estações de metrô Armênia
e Luz.

Dentre as AIUs do PIU ACT, a AIU Centralidade da


Metrópole é a que oferece melhor acesso a equipa-
mentos públicos: em média, possui um equipamento
de educação a cada 760 habitantes, e um equipamento
de saúde por 1.900 habitantes. Apesar da baixa oferta
de parques e praças no território, a média de área verde
por habitante é alta, influenciada pela baixa densidade
populacional.

Por sua proximidade com o centro e bairros com seto-


res produtivos intensos e dinâmicos, como Brás e Bom
Retiro, a AIU Centralidade da Metrópole também pos-
sui um desequilíbrio entre o número de empregos e
moradores: são 2,8 empregos por habitante, em média.
Dos quase 70.000 empregos distribuídos no território,
22% são ocupações ligadas ao comércio, 24% à indústria
e 7% à construção civil. A maior parte destes empregos,
o equivalente a 46%, está ligada a serviços.

Entre 2010 e 2013 foram lançadas aproximadamente


1.300 novas unidades habitacionais dentro do períme-
tro de intervenção, o que representa 9% dos lançamen-
tos para o Arco Tietê. Ainda assim, se considerada a
sua localização estratégica, próxima a infraestrutura
de transporte, com fácil acesso a principais avenidas e
com ampla oferta de equipamentos, serviços e empre-
gos, a atividade imobiliária parece ser bastante inci-
piente na Centralidade da Metrópole e no Arco Tietê,
como um todo.

É notável no território a presença de grandes lotes com


pouca área construída. É o caso de parte dos terrenos
públicos que abrigam grandes equipamentos, como o
Departamento Estadual de Trânsito - Detran, a Com-
panhia de Saneamento Básico do Estado de São Pau-
lo - Sabesp, Polícia Militar e tantos outros. No entan-
to, também é notável o baixo aproveitamento de lotes
privados, como aqueles nas proximidades do Shopping
Center Norte. Grandes áreas de estacionamento e
Leonel
edificações com altas taxas de ocupação e pouco verti-
calizadas denunciam seu grau de subutilização.

Ataliba
A definição dos limites da AIU Centralidade da Metró-

en
.G
pole leva em conta, portanto, a presença destes imóveis

Av
Parque da
Juventude
de grandes áreas com baixos coeficientes de aprovei-
ME tamento e a presença de lotes públicos existentes ao
ÁS LE
AV BR longo do Rio Tietê. A norte, a Centralidade faz limite
com a Área de Intervenção Urbana Apoios Urbanos -
R. Antonio dos Santos Neto AIU Apoios Urbanos e, ao sul, com a Operação Urba-
I na Centro - OUC. Também inclui perímetros de Zonas

ONT
CH
NAR Especiais de Interesse Social - ZEIS localizados na Ave-
KI

OS DUM
Campo de Marte ZA
AV R. J nida Zaki Narchi e na Luz, garantindo que recursos
osé

AV CRUZEIRO DO SUL
Bernardo arrecadados dentro da AIU Centralidade da Metrópole
IPREM

AV SANT
Pinto possam sem destinados à requalificação e produção de
unidades habitacionais de interesse social.

AV OTTO BAUMGART

Veloso
EIXOS ESTRUTURAIS
Praça

Santa
Apoio Urba

AIU CENTRALIDADE
no Norte
Campo de
Bagatelle

Dona
Shopping Projetos
AV OLAVO FONTOURA estratégicos

Ei
Center Norte

xo
Eixo Tietê

R.

Ca
AV MARG Terminal

ra
Mentem
INAL TIET

nd
Ê Sambódromo Parque Anhembi

ir ú
Tietê
Apoio Ur
Clube Espéria bano Sul

Ei x
oT
iguel

am
Machados

an
du
ate
R. M

í
RIO TIETÊ
Parque

os
esportes Campo de Eixos Ambientais Eixos estruturais
Av

Centro

R. D
radicais Beisebol Estádio da
. Rudge

Esportivo
Parque do Gato Portuguesa
Tietê O projeto aposta na transformação de terrenos subuti-
RI
O
Shopping D
lizados, privilegiados por sua localização, e na qualifi-
TA
Av Mar M
quês de AN cação da infraestrutura de transporte existente, prin-
São Vicente DU
AT cipalmente ao longo do eixo norte-sul com as avenidas

Tiradentes e Cruzeiro do Sul, e também ao longo do
Apoio Urbano Sul - AUS, que atravessa o território tra-
zendo novas conexões com o viário existente na mar-
gem sul do Rio Tietê. É pautado pela sua condição de
R. M
amor Praça área de várzea e traz diretrizes para criação e qualifi-
é
Armênia cação de áreas verdes existentes formando uma rede
Araguaia
R. e dando ênfase ao papel ambiental e social destes par-
ques e praças. Traz como desafio qualificar o habitat

AV

R. Araguaia

Campos
Pena
dos atuais e futuros moradores da área, incrementando

DO
as ofertas de equipamentos e espaços de lazer e recrea-

EST
R. Afonso

de
AD
ção, melhorando a mobilidade e garantindo ofertas de

Carlos
ES

O
empregos na região.

ADENT
Museu de

Av
R. Carnot
Cartas do Mapa Topográfico do

AV TIR
Arte Sacra de
São Paulo Município de São Paulo (SARA - 1930)
Av
Rio
Branco

R. Prates

Parque da Luz

R. Tiers
Av
Francisco

Matarazzo
R. M R. São
auá Caetano

Centralidade

52 0 500m N 53
CENTRALIDADE da metrópole
EIXOS TEMÁTICOS longo do Rio Tietê. Muitos destes terrenos são públicos, institucionais, como Centro de Acolhida, Centro de Este mesmo eixo, formado pelas avenidas Tiradentes
decorrentes da retificação dos antigos meandros do rio Educação Infantil - CEI e Centro de Reabilitação. e Cruzeiro do Sul, é também o que organiza as zonas
Estruturado no sentido norte-sul a partir da linha 1 de alagamento, principalmente ao longo de principais As ilhas de calor também são resultado das extensas
e hoje recebem equipamentos e serviços públicos como Além dos equipamentos de educação, saúde e assis- propostas pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação
azul do metrô, o território oferece acesso a eixos de avenidas e junto às alças de acesso à Marginal Tietê. coberturas metálicas e áreas de estacionamento, muito
Detran, Sabesp, Terminal Rodoviário do Tietê, Sam- tência social localizados no Carandiru, Bom Retiro e do Solo - LPUOS: no entorno das estações de metrô
transporte de média e alta capacidade. Quando com- A leitura da rede hídrica, somada ao levantamento frequentes no território. O uso do solo é marcado pela
bódromo e Centro de Exposições Anhembi, além de Canindé, é notável a concentração de equipamentos Armênia, Tietê e Carandiru, a lei traz as Zonas Eixo de
binadas aos futuros corredores de ônibus, incluindo o das áreas verdes existentes e das ilhas de calor, reve- presença de galpões – sejam eles armazéns e depósitos,
áreas verdes e equipamentos esportivos, como o Par- culturais na Avenida Tiradentes, seguindo o fenô- Estruturação da Transformação Metropolitana - ZEMs
AUS, estas linhas irão compor uma malha coesa que la a necessidade de criação de praças e parques, que grandes centros de compra na Vila Guilherme, ou usos
que de Esportes Radicais, Estádio Municipal de Bei- meno que se estende ao longo do eixo norte-sul des- e Zonas de Centralidade - ZCs. O restante do território
cobrirá o território em sua totalidade. A acessibilida- desempenhem um papel ambiental na mitigação de institucionais e equipamentos públicos, juntos à foz do
sebol, as áreas dos antigos clubes Regatas do Tietê e de a região da Avenida Paulista: a conexão traz gran- é composto por Zonas Mistas - ZMs e ZEIS, tanto em
de às estações de metrô e paradas de ônibus pode, no enchentes através de áreas inundáveis e permeáveis Tamanduateí, próximos ao Canindé, Carandiru ou no
Clube Esperia, além do Estádio da Portuguesa e Clubes de oferta de museus, espaços públicos e patrimônio terrenos públicos como em terrenos privados na Luz
entanto, ainda ser ampliada mediante melhorias na e com incremento de arborização, que tende a reduzir Anhembi. Estas atividades, que ocupam grandes ter-
da Comunidade - CDCs no Canindé. Outro bairro com histórico, reunindo, em um mesmo vetor, referências e no Brás, e que irão propiciar a implantação de uni-
rede de mobilidade a pé e de bicicleta, e a partir da os efeitos das ilhas de calor. Além disso, um redesenho renos e possuem baixas taxas de ocupação e coeficien-
grande concentração de áreas públicas é a Vila Guilher- como o Parque do Trianon e Museu de Arte de São Pau- dades de Habitação de Interesse Social - HIS no perí-
abertura de novas vias em grandes lotes e glebas que do viário existente e a incorporação de estratégias de tes de aproveitamento, estão geralmente associadas a
me, com o Instituto de Previdência Municipal - IPREM, lo Assis Chateaubriand - MASP na Paulista, o Anhan- metro da AIU.
devem ser parceladas. microdrenagem nas vias propostas podem fazer com amplas áreas de estacionamento ao ar livre.
a Escola Municipal de Administração Pública de São gabaú, chegando à Luz, Pinacoteca e Museu de Arte
Uma análise do eixo ambiental mostra que, por se que esta rede ambiental agregue valor paisagístico e Estes grandes usos são bastante visíveis em todo o
Paulo - EMASP, Departamento Estadual de Investiga- Sacra com Sambódromo, o Centro de Exposições do
tratar de uma planície aluvial, são frequentes os pontos maior conforto ambiental aos passeios. território, mas estão concentrados principalmente ao
ções Criminais - DEIC, Polícia Militar e equipamentos Anhembi, Campo de Bagatelle e Campo de Marte.

LOCALIZAÇÃO Transporte Público DIMENSÃO DE LOTES ZONEAMENTO

aiu CENTRALIDADE
Pq. da Centralidade Metrópole Centralidade Metrópole ZEIS-1
Pq. da Pq. da
Juventude Hidrografia Hidrografia Centralidade Metrópole Perímetro da ZEIS-2
Carandiru Juventude Juventude
Ferrovia Linhas CPTM existentes Campo de Marte Hidrografia Campo de Marte Centralidade ZEIS-3
Campo de Marte
CPTM Existente Linhas Metrô Existentes Ferrovia ZEU ZEIS-4
Linhas Metrô Existentes Linhas Metrô Planejadas <20.000 m2 ZEUa ZEIS-5
vo
Av. Ola
vo Metrô Existente Av. Ola Corredores Existentes 20.000-40.000 m2 ZEUP ZDE-1
ra
Fontou
ra
Rodoviária Corredores Existentes Fontou Corredores Planejados >40.000 m2 ZEUPa ZDE-2
Rio Tietê Anhembi Tietê Rio Tietê Portuguesa-Tietê Ciclovias e Ciclofaixas Rio Tietê Rio Tietê ZEM ZPI-1
Anhembi Anhembi
Existentes ZEMP ZPI-2
ZC3 ZOE
Av. Mar Av. Mar Estação CPTM Existente ZCa ZPR
quês de quês de Pq. do Pq. do Canindé
São Vic Canidé São Vic Estação Metrô Existente Canindé ZC-ZEIS ZER-1
ente Pq. do ente Gato Gato
Gato Estação Metrô Planejada ZCOR-1 ZER-2
Raio influência ZCOR-2 ZERa
Armênia estações (600m) ZCOR-3 ZPDS
ZCORa ZPDSr

Av.
ZM ZEPAM
Av.

do
ZMa ZEP
do

E st
Tiradentes ZMIS AC- 1
E st

Júlio Prestes

ad
ZMISa AC- 2
ad

Pq. da Pq. da Pq. da

o
o

Luz Santa Cecília Luz Luz

0 250 500m N Luz 0 250 500m N 0 250 500m N 0 250 500m N

Rede Hídrica ÁREAS VERDES COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO PRODUÇÃO HABITACIONAL


Centralidade Metrópole Pq. da Centralidade Metrópole Pq. da
Hidrografia Juventude Hidrografia Pq. da Perímetro da Centralidade Metrópole
Juventude
Córrego Carandiru

Ferrovia Campo de Marte Ferrovia Juventude Centralidade Hidrografia


Campo de Marte
Curvas de Nível Parques Municipais/ Campo de Marte Ferrovia
Córrego Fechado Estaduais <0.5 ZEIS 1
Córrego/Rio Aberto Raio de Influência 0.5-1.0 ZEIS 2
Limite Das Bacias de Parques (1km) 1.0-2.0 ZEIS 3
Rio Tietê Planície Aluvial Rio Tietê Cobertura Vegetal Real Rio Tietê 2.0-4.0 Rio Tietê Rodoviária ZEIS 4
Anhembi Rodoviária Anhembi Tietê
Área de Inundação Tietê >4.0 ZEIS 5
Pontos De Alagamento Temperatura aparente da
Ri superfície (Alvo) de registro Pq. do
o Pq. do
Ta - 03/09/1999 às 09h57 Canindé
m Gato Gato Canindé
an
du
ate
í
Temperatura (+/- 1ºC)
Obs: Segundo a aplicaçãodo modelo de

Av.
Av.

Av.
regressão quadrática de Malaret et al. (1985)

do
do

do
E st
E st

E st
ado
ado

ado
Pq. da Pq. da Pq. da
Luz Luz Luz

0 250 500m N 0 250 500m N 0 250 500m N 0 250 500m N

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS USO DO SOLO TERRENOS PÚBLICOS REGULAÇÕES ESPECIAIS


Pq. da Centralidade Metrópole Perímetro da Centralidade Metrópole Centralidade Metrópole
Juventude Pq. da Pq. da
Hidrografia Centralidade Hidrografia Hidrografia
Juventude Juventude
Ferrovia Ferrovia
Campo de Marte Campo de Marte Campo de Marte Campo de Marte
Equip. de Saúde Residencial Horizontal Terras da União Cone de Aproximação
Equip. de Educação Residencial Vertical Terras do Estado - Campo de Marte
vo
Av. Ola Equip. de Assist. Social Uso Misto Terras do Município Superfície Horizontal
ra
Fontou Equip. Esporte Comércio e serviços Rodoviária Interna - Campo de Marte
Rodoviária Equip. Cultural Grandes Centros Rodoviária Tietê Superfície Cônica -
Rio Tietê Rio Tietê Rio Tietê
Anhembi Tietê Anhembi Tietê
Ceus Existentes Comerciais Campo de Marte
Ceus Planejados Escritórios e Hotéis Área Envoltória de
Industrial e Armazens Pq. do Pq. do Bens Tombados -
Pq. do Canindé
Canidé Usos Especiais Gato Gato Canindé Condephaat/Conpresp
Gato
Usos Coletivos ZEPEC APP - LPUOS
ZEPEC APP BIR- LPUOS
ZEPEC - LPUOS
ZEPEC BIR - LPUOS
Av.
Av.

Av.

Av.
do
do

do

do
E st
E st

E st

E st
ado
ado

ad

ad
Pq. da Pq. da Pq. da Pq. da

o
Luz Luz Luz Júlio Luz
Prestes
0 250 500m N 0 250 500m N 0 250 500m N 0 250 500m N
CENTRALIDADE da Metrópole
Plano de Intervenções
Canteiros drenantes
02.a.01 02.a.02 02.a.03

Praças secas rebaixadas


03.a.01

Praças de absorção
03.b.01 03.b.02 03.b.03 03.b.04

Parques lineares
04.a.01 04.a.02 04.a.03 04.a.04

Outros parques
04.b.01

Requalificação de praças existentes


05.a.01 05.a.02 05.a.03 05.a.04 05.a.05 05.a.06 05.a.07 05.a.08

Outras praças
05.e.01 05.e.02 05.e.03 05.e.04 05.e.05

Alamedas
06.a.01 06.a.02 06.a.03 06.a.04 06.a.05 06.a.06 06.a.07 06.a.08
06.a.09

Bulevares
06.b.01 06.b.02 06.b.03 06.b.04 06.b.05 06.b.06 06.b.07

Abertura de novo viário


07.a.01 07.a.02 07.a.03 07.a.04 07.a.05 07.a.06 07.a.07 07.a.08
07.a.09 07.a.10 07.a.11 07.a.12 07.a.13 07.a.14

Alargamento de viário
07.b.01 07.b.02 07.b.03 07.b.04 07.b.05 07.b.06

Requalificação de viário existente


07.c.01 07.c.02 07.c.03 07.c.04 07.c.05 07.c.06 07.c.07 07.c.08

Ampliação e melhoria de passeios existentes


08.a.01 08.a.02 08.a.03 08.a.04 08.a.05 08.a.06 08.a.07 08.a.08
08.a.09 08.a.10 08.a.11 08.a.12

Ciclopassarelas sobre rios ou córregos


09.c.01 09.c.02 09.c.03 09.c.04 09.c.05 09.c.06

Equipamentos em terrenos públicos subutilizados


11.a.01

Novos equipamentos
11.c.01

Área de transformação
Rede Hídrica
Rede de Espaços Públicos
Rede de Mobilidade
Perímetro AIU Centralidade

Base cartográfica: Mapa Digital de São Paulo, 2004.


Projeção UTM/23S Datum Horizontal SAD69
Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo,
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano
SP-Urbanismo

Minuta do Projeto de Lei / Dezembro de 2016

0 100 250 700m N


CENTRALIDADE da metrópole
PARÂMETROS URBANÍSTICOS Tietê e promovam novos modelos de urbanização e de ÁREAS VERDES
projeto Centralidade da Metrópole desenho da paisagem urbana, o que permite resignifi- Centralidade da Metrópole
Apoio Urbano Norte Perímetro Expandido - ACT
O projeto trata da consolidação de uma centralidade, TRANSFORMAÇÃO car a relação da cidade com o rio, além da promoção do Pq. da OUCAB - Lei nº 15.893 - 2013
T1 T2 T3 T4 Juventude Limite do Município
cujo desenvolvimento pretende a urbanização propícia desenvolvimento urbano no sentido de superar os dese- Estações CPTM existentes

Dumont

Av. Cruzeiro do Sul


QUALIFICAÇÃO Estações Metrô existentes
para o desenvolvimento de atividades de escala metro- Q1 Q2 Q3 quilíbrios entre moradia e emprego nesse território. Campo de Marte Estações Metrô em projeto

Córrego Carandiru
Ferrovia

Av. Santos
politana associada à qualificação social e ambiental PRESERVAÇÃO Bulevar proposto
P1 P2 A intenção de tirar partido dos eixos de mobilidade se Alameda proposta
junto às margens do Rio Tietê, articulando com o eixo Parques, praças e
Calçada Especial I manifesta através de parâmetros urbanísticos propos- canteiros existentes
norte-sul da cidade de São Paulo e seus fluxos de mobi- Calçada Especial II Parques, praças e
Calçacada Especial III tos: as Áreas de Transformação, com maiores coeficien- Anhembi
Term. canteiros propostos
lidade, economia e infraestrutura. Calçada Especial IV Tietê Hidrografia
Faixa Non Aedificandi te de aproveitamento e menores restrições de gabarito, Rio Tietê
Recuo Torre - 5m
A retomada do contato com os rios, há décadas perdido se estendem ao longo do Apoio Sul, Avenida Tiradentes Pq. da Foz
Ri
Eixo Estratégico Av. Marquês de Apoio U o
rbano Su
com a vinda das obras de canalização e eixos viários, é Eixo Estr. com Faixa de Ind. I e Avenida Cruzeiro do Sul, incorporando as áreas de São Vicente l Ta
m
an
Eixo Estr. com Faixa de Ind. II du
ate
foco das ações previstas neste território: a implantação Eixo Estr. com Faixa de Ind. Va ZEM colocadas LPUOS. í

de parque linear ao longo do córrego do Carandiru, a Perímetro Expandido - ACT


Destacam-se também na AIU Centralidade da Metrópo-

Av.
Limite do Município
requalificação do eixo do Tamanduateí - dando conti-

do
Estações CPTM existentes
le as ações relativas à melhoria da circulação de bens

E st
Estações Metrô existentes
nuidade às ações previstas na Operação Urbana Con-

ad
Estações Metrô em projeto
e pessoas: o território apresenta-se como o centro da

o
Ferrovia Pq. da Luz
sorciada Bairros do Tamanduateí - OUCBT -, a implanta- Parques, praças e canteiros
Clubes dicotomia entre intensidade de fluxos metropolitanos
ção de um parque público na foz do rio e as ações pontu- Hidrografia
e a desconexão local, protagonizada pela presença de
ais ao longo do Rio Tietê irão configurar um sistema de 0 250 500m N 0 250 500m N
grandes glebas e pela falta de conexões transversais
espaços verdes públicos de grande valor paisagístico,
aos eixos norte-sul. A implantação dos Apoios Urba-
ambiental e social para moradores da região. Além
PLANO AMBIENTAL nos será, então, complementada por melhoramentos MELHORAMENTOS VIÁRIOS
dos problemas de drenagem e ilhas de calor, a nova
Centralidade da Metrópole viários que conectarão estes novos corredores à linha Centralidade da Metrópole
rede tem como objetivo garantir acesso da população Apoio Urbano Norte Comp. Ambiental de Encosta Apoio Urbano Norte Alinhamentos Propostos
Pq. da Comp. Ambiental de Várzea 01 do Metrô e aos eixos norte-sul. Estas melhorias se Pq. da - PIU ACT
a áreas de lazer e esportivas. Por isso, este sistema irá Juventude Vias com Passeios ou Juventude Alinhamentos viários vigentes
Canteiros Drenantes darão através da requalificação de avenidas e criação Perímetro Expandido - ACT

Dumont
Dumont
incorporar ou se integrar a parques e praças existentes

Av. Cruzeiro do Sul


Av. Cruzeiro do Sul
Córregos a Destamponar OUCAB - Lei nº 15.893 - 2013
de novas passagens transversais ao rio e com a requa-

Córrego Carandiru
Campo de Marte Córregos Abertos a Qualificar Campo de Marte Limite do Município
– como o Parque da Juventude, Centro Esportivo Tie- Áreas de Abosrção Estações CPTM existentes
lificação da Avenida do Estado e dos eixos formados

Av. Santos
Av. Santos
Perímetro Expandido - ACT Estações Metrô existentes
tê, Estádio de Beisebol, Parque de Esportes Radicais, Limite de Município Estações Metrô em projeto
Estações CPTM Existentes pelas avenidas Tiradentes e Cruzeiro do Sul. Na porção Ferrovia
Parque da Luz e Armênia – e ao sistema de mobilidade. Estações Metrô Existentes Parques, praças e
Estações Metrô em Projeto norte, as conexões propostas visam articular o comple- canteiros existentes
Estas conexões se darão através de alamedas e bule- Anhembi
Term. Ferrovia
Anhembi
Term. Parques, praças e
Tietê Parques, praças e xo Anhembi e Campo de Marte, dando acessibilidade a Tietê canteiros propostos
vares, que agregarão valor paisagístico e ambiental às Rio Tietê canteiros existentes Rio Tietê Hidrografia
Parques, praças e partir da estação de metrô e Terminal Rodoviário Tietê.
vias existentes e propostas pelo plano. Pq. da Foz canteiros propostos
Av. Marquês de Apoio U
rbano Su
Ri
o
Ta
Hidrografia Soma-se a isso a proposta de implantação de acessibi- Av. Marquês de Apoio U
rbano Su
São Vicente l m São Vicente l
an
Junto aos eixos ambientais estão também os vetores du
ate
lidade junto aos grandes lotes localizados ao longo do
í
existentes de transporte, que orientam o projeto. O eixo córrego do Carandiru, viabilizando a abertura de vias
norte-sul, conformado pelas Avenidas Tiradentes-San- complementares, que incrementarão a mobilidade ente

Av.
Av.

do
do
tos Dumont e Cruzeiro do Sul, estrutura as principais os bairros da Vila Guilherme e Santana. Da mesma for-

E st
E st

ad
ad
conexões entre as duas margens do Rio Tietê através ma, o parcelamento de lotes públicos e os incentivos

o
o
Pq. da Luz Pq. da Luz

das pontes das Bandeiras e Cruzeiro do Sul: o eixo a parcelamento de lotes privados – como no complexo
concentra principais fluxos de transporte público e de Center Norte - garantirão a abertura de novas vias que
0 250 500m N 0 250 500m N
automóveis entre a zona norte e centro, além de pro- valorizarão a microacessibilidade destes locais, enco-
porcionar deslocamentos de bicicleta e a pé, e apresen- rajando deslocamentos não motorizados e o uso das
ta enorme potencial para reetruturação do território. FAVELAS E ZEIS estações de metrô Armênia e Tietê.
Centralidade da Metrópole
A Avenida Tiradentes destaca-se como eixo histórico Apoio Urbano Norte Como já exposto, a AIU Centralidade da Metrópole
Pq. da ZEIS 1 - LPUOS - Lei nº 16.402-2016
e cultural, tanto no contexto do Arco Tietê quanto na Juventude ZEIS 2 - LPUOS - Lei nº 16.402-2016 abraça grandes terrenos públicos subutilizados que
ZEIS 3 - LPUOS - Lei nº 16.402-2016
escala da metrópole: este eixo revela um enorme poten- apresentam enorme potencial de transformação. Esta
Dumont

Av. Cruzeiro do Sul

Campo de Marte Base HABISP 2016


cial turístico e cultural que pode ser engatilhado pela Perímetro de favela promessa baseia-se, em grande parte, no parcelamento
Av. Santos

Perímetro de favela dentro


transformação de áreas públicas subutilizadas que o do perímetro OUCAB e melhor destinação de terras municipais localizadas
Perímetro de Núcleo
interceptam e através da requalificação viária, que próximos ao Parque da Juventude, nas atuais áreas da
Perímetro de ZEIS atingido por
garanta a qualidade e segurança de deslocamentos a Anhembi
Term. melhoramentos públicos Sabesp e Detran e no Canindé. A identificação destes
Tietê Alinhamentos viários
pé e de bicicleta. Rio Tietê propostos - ACT PIU terrenos serviu como base para definição dos Projetos
Alinhamentos viários vigentes
Estratégicos, que trazem parâmetros específicos para
A proposta tira partido também da instalação de nova Av. Marquês de Apoio U Perímetro Expandido - ACT
São Vicente
rbano Su
l OUCAB - Lei nº 15.893 - 2013 parcelamento e uso do solo. Grande parte da produção
infraestrutura de mobilidade: os Apoios Urbanos. O OUCAB - Perímetro de Integração
habitacional (HIS e Habitação de Mercado Popular -
desenvolvimento desta centralidade deverá ser viabi- Limite do Município
Estações CPTM existentes HMP) no território será viabilizada a partir da implan-
lizado através de uma proposta de transformação do
Av.

Estação Metrô existentes


Estação Metrô em projeto tação destes projetos e a exigência de áreas verdes e
do

uso e ocupação do solo urbano com o aproveitamento Ferrovia


E st

Parques, praças e usos institucionais irão qualificar a moradia dos mora-


ad

de terras públicas e privadas a fim de estabelecer o


o

canteiros existentes
Pq. da Luz
Parques, praças e dores da Centralidade da Metrópole.
equilíbrio de atividades urbanas e diversidade popu- canteiros propostos
Hidrografia
lacional. A AIU Centralidade da Metrópole deve con-
ter qualidades que articulem ambas as margens do Rio
CENTRALIDADE da metrópole CENTRALIDADE da metrópole
parque linear tamanduateí parque da foz do rio tamanduateí
A proposta visa transformar a paisagem árida que Assim, o projeto garante uma nova frente ao rio a par- Uma nova travessia de pedestres e ciclistas conecta as A Centralidade da Metrópole tem como grande objeti- dos terrenos hoje utilizados pela Sabesp e pela Faculda- criada com o intuito de preservar e dar valor ao patri-
caracteriza hoje o entorno do Rio Tamanduateí: cal- tir, inicialmente, da leitura da rede hídrica e da vontade margens do rio, ligando a Rua Dr. Rodrigo de Barros à vo transformar áreas subutilizadas localizadas na vár- de Zumbi dos Palmares. Estes usos devem ser remane- mônio existente, recuperando a história da primeira
çadas estreitas, que criam situação de desconforto e de constituir uma Área de Proteção Permanente - APP Rua Tibiriçá, reduzindo assim o deslocamento de quem zea do Rio Tietê. Uma das manifestações desta trans- jados para novos lotes, de preferência localizados nas estação elevatória de esgotos da cidade, local antiga-
insegurança ao aproximar o pedestre do intenso flu- que o valorize na paisagem. Áreas verdes são criadas vai a pé. O parque também se integra à Praça Armênia formação intensa do território é a conformação de um proximidades, dentro do perímetro da Centralidade. mente conhecido como “Espaço das Águas”.
xo de veículos da Avenida do Estado; escassez de áre- em ambas as margens, paralelas à Avenida do Estado, e à estação de metrô, ajudando a configurar um siste- parque à foz do Rio Tamanduateí, e a criação de uma Com desativação da atual alça de acesso que conecta a
Por meio de três novas passarelas para pedestres e
as sombreadas e áreas verdes que garantam repiro criando uma nova frente para os lotes. Uma via local, ma de parques e espaços livres acessíveis à população. nova frente para o Rio Tietê através da articulação de Av. do Estado à Avenida Presidente Castelo Branco, o
ciclistas o Parque da Foz se integra a um sistema de
dos usuários do entorno; falta de conexões entre suas de baixa velocidade e com desenho que valorize a expe- equipamentos existentes e lotes públicos que serão des- parque ainda ganha área sob a Ponte Estaiada Governa-
Os parâmetros de ocupação tiram partido deste rede- áreas verdes e equipamentos públicos caracterizado
margens, afastando o bairro da Luz do Bom Reti- riência do transeunte, gera acesso a estes lotes e agre- tinados a áreas recreativas. A articulação entre calça- dor Orestes Quércia, hoje sem uso, e se aproxima ao Rio
senho dos espaços públicos e permitem, por um lado, pela presença de um parque linear, à margem esquer-
ro e Pari e restringindo suas dinâmicas; edificações ga valor ao térreo, que recebe incentivos ao uso misto, das amplas, praças, parques e recuos especiais de lotes Tamanduateí, criando uma oportunidade de contato.
o adensamento construtivo e populacional através de da do Rio Tamanduateí e sua conexão com o conjunto
vazias, degradadas e lotes subutilizados, que eviden- garantindo o dinamismo e vitalidade deste novo par- privados pretende constituir um sistema que valorize
maiores coeficientes de aproveitamento e gabaritos, O parque ganhará uma frente para o Apoio Urbano Sul, Parque do Gato, Campo de Beisebol, Parque de Esportes
ciam a falta de interesse da população por aquele lugar. que. O viário local proposto se conecta ao viário exis- as margens dos rios e recuperar o papel ambiental da
e, por outro, valorizam a presença das vilas operárias que garantirá acesso da população a esta área recreati- Radicais e novas áreas de lazer que serão criadas em
E por último, uma paisagem que denota o descaso em tente, amarrando os deslocamentos dentro dos bairros. várzea e a identidade local ligada aos clubes esportivos.
existentes e sua reinserção na paisagem. va através de uma parada do futuro corredor de ônibus, terrenos públicos, costurando toda a frente da Margi-
relação ao Rio Tamanduateí e sua função no desenho
O novo parque irá incorporar a área do o atual Parque localizada junto à nova entrada do parque. Atraves- nal Tietê até alcançar o edifício do Senai e a CEI Wil-
e na história da cidade.
Esportivo Tietê, incrementando sua extensão ao longo sando o apoio, o parque conecta-se à Praça das Águas, son José Abdalla.

1. Valorização da frente
do Rio Tamanduateí 1. Criação do Parque da Foz

2. Criação de alamedas 2. Valorização do


patrimônio
3. Calçada Especial
3. Calçada Especial
4. Eixo estratégico
4. Eixo estratégico
5. Área de Transformação (T2)
5. P rojeto estratégico

6. Valorização da frente
do Rio Tamanduateí

7. Novas travessias

8. Apoio Urbano Sul

Parque linear caRandirú


A proposta para a Centralidade inclui a implantação de
um parque linear ao longo do córrego do Carandiru.
Esta área verde irá incorporar terrenos privados próxi-
mos à Marginal Tietê, a Praça Mashiach Now e parte de
terreno municipal com acesso pela Avenida Zaki Nar-
chi, alvo de Projeto Estratégico, fazendo a integração
com o Parque da Juventude. Assim, proporcionará uma
1. Requalificação de
entrada para o parque existente, ampliando o seu aces-
conjuntos existentes
so para os moradores dos conjuntos habitacionais da
Avenida Zaki Narchi e para a população futura da Vila 2. Abertura de novo viário
Guilherme. Além disso, uma nova travessia de pedes-
3. Criação do Parque Linear
tres e ciclistas garantirá a conexão deste sistema de
áreas públicas com a margem sul do Rio Tietê, próxi- 4. Novas unidades de habitação
mo ao Estádio da Portuguesa, fazendo a conexão com de interesse social
o Apoio Urbano Sul.
ÁREA DE INTERVENÇÃO URBANA
LAPA
O perímetro da Lapa é caracterizado pela baixa den-
sidade populacional (33 hab/ha) e pela presença da
atividade industrial em transformação na direção do
uso residencial vertical. A Lei de Parcelamento, Uso e
Ocupação do Solo - LPUOS, Lei nº 16.402/2016 instituiu
em seu interior Zonas de Estruturação Metropolitana
- ZEM, Zonas Mistas - ZM e Zonas Especiais de Interes-
se Social - ZEIS, com o intuito de aumentar a oferta de
moradia e empregos na região. A presença do corredor
de ônibus Pirituba/Lapa/Centro e de diversas estações
de trem existentes e planejadas apontam para a neces-
sidade de se otimizar a infraestrutura existente aden-
sando o território.

Os diversos pontos de alagamento, em função da retifi-


cação do Rio Tietê, e os baixo índice de espaços verdes
por hectare levaram ao desenvolvimento de estraté-
gias de implantação de espaços públicos que cumprem
funções ambientais importantes, tais como absorver
as águas pluviais e promover a conexão ecológica entre
diferentes pontos do território.

Cartas do Mapa Topográfico do


Município de São Paulo (SARA - 1930)

Lapa

O projeto urbanístico estruturou-se a partir de eixos de


ligação norte-sul que cruzam o Rio Tietê, promovendo
a conexão entre a ferrovia, o corredor de ônibus, o Rio
Tietê e seus bairros ao norte. A melhoria na mobilidade
desses eixos, priorizando o deslocamento não motori-
zado, dará condições para emergência de novas frentes
urbanas em cujas áreas lindeiras será induzido o desen-
volvimento da atividade imobiliária de uso misto com
alta densidade e fachada ativa.

EIXOS ESTRUTURAIS

Conexões existentes a qualificar Novas conexões


Av
P aul
a Fe
r re
i ra
Entre a Av. Ermano Marchetti e o Rio Tietê encontra-se

Av General Ed
uma área caracterizada pela presença de indústrias de
diferentes portes, vinculadas principalmente ao ramo

R José Peres Campêlo


da confecção. No entanto, a presença de diversos gal-
pões inativos e o surgimento de novos empreendimen-

gar Facó
tos residenciais verticais nos últimos anos aponta que a
área vem sofrendo transformações em seu uso. A pro-
al s a ximidade do corredor de ônibus da Av. Ermano Mar-
RB
chetti, cujas quadras lindeiras se definem como ZEM
Ro

Editora Abril segundo a LPUOS, também indica o desejo de adensa-


d
do

Editora Abril
sB

mento populacional e construtivo para a área. A estru-


an

tura fundiária é regular e adequada a esta transforma-


de
i ra

ção vigente, com exceção das quadras junto à Ponte


nt
es

Av Marginal direita
do Tietê do Piqueri, onde a configuração dos lotes se apresenta
RIO TIETÊ
desordenada e pouco adequada à urbanização. Nessas
Macedo Soares quadras se encontram também áreas públicas resul-
Av Embaixador
tantes da retificação do Tietê, abrigando o Clube Des-
portivo Municipal Bento Bicudo e uma ZEIS.
Alstom
Entre a Av. Ermano Marchetti e a Ferrovia encontra-se

Av José Mar
o bairro histórico da Lapa de Baixo, caracterizado pelo

i
uso residencial horizontal, com algumas construções

rtinell
R Ra

Ru a A
originárias do início do século XX. A área apresenta
imu

or M a
ia de Faria
um sistema fundiário de pequenas dimensões e uso

ntônio
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comercial popular, e sua população residente susten-


TVFund. Padre

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Cultura
Pe r e

ta forte sentido de pertencimento ao bairro. A leste da

Nagib
Anchieta /
Av
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E Lapa de Baixo encontra-se a indústria de vidros Saint

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rm Cultura
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Av Co
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Gobain (antiga Vidraria Santa Marina), estabelecida na
e Ma

arc
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tti
área em fins do século XIX, em cujo interior existem
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im
edifícios e chaminés tombadas pelo Conselho Munici-
ãe s

pal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e


São Paulo F.C-CT Ambiental da Cidade de São Paulo - CONPRESP.
Pátio da Lapa
Av M A sul da ferrovia, a Rua Guaicurus contempla impor-
a rq u
Santa ês d
e Sã
o Vi tantes equipamentos públicos de porte regional: Poupa-
Marina cen

R do
te
tempo, Terminal Rodoviário, Mercado da Lapa, Subpre-

Cur tu
feitura da Lapa, Tendal da Lapa e antiga Estação Ciên-
Pátio de manobras RW cia, sendo os quatro últimos edifícios tombados pelo
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RJ am Antiga
CPTM oh
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eer fábrica Santa
CONPRESP. No entanto, a existência de diversos gal-
ar r s
i so Marina pões degradados ao longo da via deteriora a paisagem,
n

Av
R Em
R Fortunato Ferraz mas ao mesmo tempo oferece uma oportunidade para

S
an
novos usos residenciais e de serviços se instalarem na

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ta
Ma
Mercado
Mercado Municipal área, uma vez que se trata de um importante corre-

r in
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da lapa pa
da Lapa Instituto dor de ônibus com proximidade a diversas estações da

a
La

i
a d
ra Rogacionista Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM.
n ho
Se A área localizada a norte do Rio Tietê se expande até a
s. Estação Ciência
N
R Rua da Balsa, sendo caracterizada pela presença desta-
cada da gráfica da Editora Abril. Trata-se de uma Zona
de Desenvolvimento Econômico - ZDE 2 que apresenta
Tendal Poupatempo
Poupatempo grandes quadras e pouca permeabilidade.
da Lapa/ R Guaicurus
A área oeste do perímetro é caracterizada por uma
Subprefeitura
estrutura fundiária de grandes dimensões. Atualmente
R Catão

o setor está em forte processo de transformação pela


implantação de torres residenciais junto à Av. Raimun-
do Pereira Magalhães. A implantação de uma nova pon-
te sobre o Rio Tietê, nesta mesma via, potencializará a
R Clélia
acessibilidade do setor.

Sesc Pompéia

0 250m N
LAPA
EIXOS TEMÁTICOS
As linhas 7 e 8 da CPTM e o corredor de ônibus da Em que pese a grande oferta de transporte, o períme- diversidade de renda na região. Além dessas oportuni- dos córregos tamponados do Tiburtino e Curtume e que pode ser observado nas quadras entre a ferrovia e
Av. Ermano Marchetti trazem ao perímetro diversas tro é caracterizado pela baixa densidade populacional, dades de adensamento, diversos são os terrenos públi- junto à Av. Ermano Marchetti. Os antigos meandros a Marginal Tietê.
opções de mobilidade. A futura linha 6 do Metrô, já como resultado direto do uso do solo predominante- cos municipais nos antigos meandros do Rio Tietê e ao do Rio Tietê também se encontram em cotas baixas e
No que tange a oferta de equipamentos públicos, obser-
em construção, correrá sob a Rua Santa Marina, no mente industrial. Os lotes apresentam, em sua grande longo da Rua Guaicurus, o que facilita a implantação apresentam suscetibilidade a alagamentos. A leitura
va-se uma concentração a sul da ferrovia, principal-
extremo leste do perímetro. Em uma de suas estações, maioria, baixos coeficientes de aproveitamento e mui- de equipamentos públicos e áreas verdes no perímetro, da configuração hídrica original da área traz subsídios
mente ao longo da Rua Guaicurus. Já a norte da linha
próxima à fabrica de vidro Saint Gobain, está previs- tos, ociosidade. Há, ainda, forte presença de grandes dando suporte e qualidade à transformação. para a definição de parâmetros urbanísticos e estraté-
férrea é muito baixa a presença de equipamentos, pro-
ta integração à estação Água Branca da CPTM como lotes e glebas a serem parceladas, associados ao uso gias para criação de futuras áreas verdes para suprir
No que se refere aos problemas ambientais, o fato de blema que se agrava pela escassez de transposições da
também a chegada dos Trens Regionais. No entanto, industrial ou subutilizados. a demanda exigida pelo adensamento populacional e
estar em uma área de várzea do Rio Tietê faz com quase linha férrea, o que aumenta as distâncias percorridas
hoje, não há integração intermodal entre o corredor construtivo previsto para o perímetro.
Em busca de equilibrar a oferta de transporte público todo o perímetro da AIU da Lapa, com exceção da orla para se acessar um equipamento. O adensamento pre-
existente e a ferrovia e poucos são os pontos de trans-
e o adensamento populacional e construtivo, a LPU- ferroviária, seja classificado como integrante da planí- A localização das praças e parques também deve miti- visto para o perímetro deve contemplar, portanto, a
posição do Rio Tietê e da linha férrea, alguns inclusive
OS de 2016 trouxe áreas de ZEM, ZM e ZEIS, com o cie aluvial do Rio Tietê, apresentando áreas suscetíveis gar a presença de ilhas de calor, localizadas nas áre- implantação de novos equipamentos sociais e a otimi-
sem acessibilidade.
intuito de aumentar a oferta de moradia e trabalho e a a enchentes e alagamentos, principalmente ao longo as de baixa porcentagem de cobertura vegetal e altas zação de seus acessos.
taxas de ocupação do solo por galpões industriais, o

LOCALIZAÇÃO Transporte Público USO DO SOLO ZONEAMENTO


AIU Lapa AIU Lapa Perímetro AIU Lapa Perímetro ZEIS-2
Hidrografia Hidrografia Hidrografia Balsa AIU Lapa ZEIS-3
Piqueri Balsa R . da
Ferrovia Linhas CPTM existentes R . da Residencial Horizontal ZEU ZEIS-4
Balsa
CPTM Existente R . da Linhas Metrô Existentes Residencial Vertical ZEUa ZEIS-5
Linhas Metrô Existentes Linhas Metrô Planejadas Uso Misto ZEUP ZDE-1
Metrô Existente Corredores Existentes Comércio e serviços ZEUPa ZDE-2
Corredores Existentes Corredores Planejados Grandes Centros ZEM ZPI-1
Ciclovias e Ciclofaixas Comerciais ZEMP ZPI-2
Existentes Escritórios e Hotéis ZC3 ZOE
Av. E Industrial e Armazens Av. E ZCa ZPR
rm

Av.
rm Av. E Av. E M a rc a n o
M a rc a n o Estação CPTM Existente rm Usos Especiais ZC-ZEIS ZER-1

Av.
rm M a rc a n o hett

Av.
hett M a rc a n o

R .P.
i Estação Metrô Existente hett Usos Coletivos i ZCOR-1 ZER-2
hett

R .P.
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R .P.
Estação Metrô Planejada ZCOR-2 ZERa

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Raio influência ZCOR-3 ZPDS

Ma

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Av. M Av. M

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Patio da Lapa ar ar

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São q uês de estações (600m) Av. M São q uês de ZCORa ZPDSr

R . do
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Av. M

Av.

Av.
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Vice Lapa (linha 7) ar São q uês de Vice
São q uês de ZM ZEPAM

Av.
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Vice Vice

ães
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nte ZMa ZEP

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Santa Marina
Mercado

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ZMIS AC- 1

ar i

ar i
me
da Lapa Lapa (linha 8)

na

na
ZMISa AC- 2

ar i

me
Água Branca

na
ZEIS-1

Rua Guaicurus Rua Guaicurus


Rua Guaicurus Rua Guaicurus
0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N

Rede Hídrica ÁREAS VERDES SISTEMA FUNDIÁRIO COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO


AIU Lapa AIU Lapa AIU Lapa Perímetro AIU Lapa
Hidrografia Hidrografia Hidrografia Balsa Hidrografia
ra
Rib. Verde

Ferrovia Ferrovia lsa Ferrovia R . da <0.5


Pe d

Balsa R. da Ba
Curvas de Nível R . da Parques Municipais/ <20.000 m2 0.5-1.0
da

Córrego Fechado Estaduais 20.000-40.000 m2 1.0-2.0


Rio

Córrego/Rio Aberto Raio de Influência >40.000 m2 2.0-4.0


Limite Das Bacias de Parques (1km) >4.0
Rio Tietê
Planície Aluvial Cobertura Vegetal Real
Área de Inundação
Cór rego

Pontos De Alagamento Temperatura aparente da Av. E


rm
Córre

Av.
Av. E superfície (Alvo) de registro Av. E M a rc a n o
rm

Av.
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Av.

M a rc a n o

R .P.
- 03/09/1999 às 09h57 hett i

R .P.
Tiburtin

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Temperatura (+/- 1ºC)

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St
Obs: Segundo a aplicaçãodo modelo de

Curtu
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Curtu

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regressão quadrática de Malaret et al. (1985)

aM

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Córrego

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Água Preta ar i

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Rua Guaicurus
Rua Guaicurus Rua Guaicurus
0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS PRODUÇÃO HABITACIONAL TERRENOS PÚBLICOS REGULAÇÕES ESPECIAIS


AIU Lapa AIU Lapa AIU Lapa AIU Lapa
Hidrografia Hidrografia Hidrografia Hidrografia
alsa Ferrovia Balsa Ferrovia Balsa Ferrovia
Balsa R . da B R . da R . da
R . da Equip. de Saúde ZEIS 1 Terras da União Cone de Aproximação
Equip. de Educação ZEIS 2 Terras do Estado - Campo de Marte
Equip. de Assist. Social ZEIS 3 Terras do Município Superfície Horizontal
Equip. Esporte ZEIS 4 Interna - COMAER
Rio Tietê
Equip. Cultural ZEIS 5 Superfície Cônica
Ceus Existentes - COMAER
Ceus Planejados Área Envoltória de
Av. E Av. E Bens Tombados
rm Av. E Av. E

Av.

Av.
Av.

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M a rc a n o M a rc a n o rm rm Condephaat/Conpresp
hett hett M a rc a n o M a rc a n o

R .P.

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i hett hett ZEPEC APP - LPUOS


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ZEPEC APP BIR- LPUOS


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Av. M Av. M Av. M ZEPEC - LPUOS


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São q uês de São q uês de São q uês de

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ZEPEC BIR - LPUOS


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Rua Guaicurus Rua Guaicurus Rua Guaicurus Rua Guaicurus


0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N 0 500 1000m N
LAPA
AÇÕES DO SETOR
Destamponamento
01.a.01

Pisos drenantes
02.b.01 02.b.02 02.b.03

Praça seca rebaixada


03.a.01

Praças de absorção
03.b.01 03.b.02 03.b.03 03.b.04 03.b.05

Parques lineares
04.a.01

Outros parques
04.b.01 04.b.02

Requalificação de praças existentes


05.a.01 05.a.02 05.a.03 05.a.04

Oriunda de destinação obrigatória


05.b.01

Outras praças
05.e.01 05.e.02 05.e.03 05.e.04 05.e.05 05.e.06 05.e.07 05.e.08
05.e.09 05.e.10 05.e.11 05.e.12 05.e.13 05.e.14 05.e.15 05.e.16
05.e.17

Alamedas
06.a.01 06.a.02 06.a.03 06.a.04 06.a.05 06.a.06 06.a.07 06.a.08
06.a.09 06.a.10 06.a.11 06.a.12

Bulevares
06.b.01 06.b.02 06.b.03 06.b.04

Abertura de novo viário


07.a.01 07.a.02 07.a.03 07.a.04 07.a.05 07.a.06 07.a.07 07.a.08
07.a.09 07.a.10 07.a.11 07.a.12 07.a.13 07.a.14 07.a.15 07.a.16
07.a.17 07.a.18 07.a.19 07.a.20

Alargamento de viário
07.b.01 07.b.02 07.b.03 07.b.04 07.b.05 07.b.06 07.b.07 07.b.08
07.b.09 07.b.10 07.b.11

Requalificação de viário existente


07.c.01 08.a.01 08.a.02 08.a.03 08.a.04 08.a.05 08.a.06 08.a.07
08.a.08 08.a.09 08.a.10 08.a.11 08.a.12

Ciclopassarelas sobre a ferrovia


09.a.01 09.a.02

Ciclopassarelas sob a ferrovia


09.b.01

Ciclopassarelas sobre rios ou córregos


09.c.01 09.c.02

Remanejamento de linha de alta tensão


Área de transformação
10.a.01
Rede Hídrica
Rede de Espaços Públicos Infovia
Rede de Mobilidade 10.b.01 10.b.02
Perímetro AIU Lapa
Equipamentos em terrenos públicos subutilizados
Base cartográfica: Mapa Digital de São Paulo, 2004. 11.a.01
Projeção UTM/23S Datum Horizontal SAD69
Elaboração: Prefeitura do Município de São Paulo, Equipamentos em galpões existentes e de valor histórico
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano 11.b.01 11.b.02
São Paulo Urbanismo
Novos equipamentos
Minuta do Projeto de Lei / Dezembro de 2016
11.c.01 11.c.02 11.c.03 11.c.04
0 100 250 500m N
LAPA
PARÂMETROS URBANÍSTICOS Partindo das diretrizes do Plano Diretor Estratégico ÁREAS VERDES
PROJETO Lapa (PDE) para recuperação, preservação e proteção de Lapa
Perímetro Expandido - ACT
Em síntese, a presença de três elementos que hoje se TRANSFORMAÇÃO imóveis relacionados ao patrimônio industrial e fer- Balsa OUCAB - Lei nº 15.893 - 2013
T1 T2 T3 T4 R . da Limite do Município
configuram como barreiras à continuidade do tecido roviário foram definidas duas estratégias. Entre a Rua Estações CPTM existentes
QUALIFICAÇÃO Estações Metrô existentes
urbano marca o caráter da Lapa, são eles: a Marginal Q1 Q2 Q3 Guaicurus e a ferrovia foi delimitado o perímetro do Estações Metrô em projeto
Ferrovia
Tietê, a Av. Ermano Marchetti e a ferrovia. No entanto, PRESERVAÇÃO Parque Guaicurus, com o objetivo de integrar os equi- Bulevar proposto
P1 P2 Alameda proposta
tais eixos de difícil transposição podem se transformar pamentos existentes, muitos deles tombados e associa-

Ei xo do Ti
Parques, praças e

Eixo d

Ei xo do

Ei xo do
Calçada Especial I canteiros existentes
em novas frentes urbanas à medida que se qualificam Calçada Especial II dos à industrialização do início do século XX, e implan- Parques, praças e

o Curt
Calçacada Especial III canteiros propostos

Tiburtin
Av. E
suas respectivas orlas e suas vias públicas transversais. tar novas áreas verdes e transposições em seus espaços

Curtum
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burtino
M ar n Calçada Especial IV Hidrografia
c het o

Av.

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ti Faixa Non Aedificandi
livres, de modo a construir uma nova orla ferroviária

R .P.

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Av. M

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Recuo Torre - 5m Av. M

e
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O projeto urbanístico se estrutura a partir de dois Eixos São q uês de ar
São q uês de

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Vice Av. Er m Vice
nte integrada ao tecido urbano. Na mesma direção, foi deli- ano nte

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Eixo Estratégico

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Marchet
Estratégicos norte-sul que cruzam o Rio Tietê, localiza-