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31/01/2012

REGENERAÇÃO
TECIDUAL GUIADA
INTRODUÇÃO
EM
PERIODONTIA

Prof. Dr. Fernando Oliveira

REGENERAÇÃO REGENERAÇÃO PERIODONTAL


Conceito Conceito

 Reprodução ou reconstituição de parte injuriada


 Regeneração dos tecidos de suporte dentário incluindo

ou perdida para restaurar a arquitetura e função cemento, ligamento periodontal e osso alveolar na superfície

dos tecidos injuriados ou perdidos. radicular doente.

AAP, 2001 AAP, 2001

TRATAMENTO PERIODONTAL CIRÚRGICO


OBJETIVO
CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A
TERAPIA PERIODONTAL
Restabelecimento dos tecidos periodontais  ADAPTAÇÃO
perdidos com a doença
Tipos de cicatrização  Cicatrização do tecido periodontal

 Adaptação  Reparo
através de um epitélio juncional longo.
 Nova Inserção  Regeneração
 Reinserção

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CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A


TERAPIA PERIODONTAL TERAPIA PERIODONTAL
 REINSERÇÃO
 NOVA INSERÇÃO
 Inserir novamente. É a reformação da união
 União do tecido conjuntivo com a superfície entre as fibras conjuntivas com a superfície
radicular e ou óssea que ocorre após uma
radicular que havia sido destituída de seu incisão ou ferida. Ocorre quando a superfície
aparelho de inserção original. Inclui a radicular não foi previamente exposta à
doença ou instrumentação periodontal.
formação de novo cemento.

CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A


TERAPIA PERIODONTAL CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A
TERAPIA PERIODONTAL
 REPARO

 Cicatrização de um ferimento por um tecido  REGENERAÇÃO

que não restaura completamente a  Reprodução ou reconstituição de


arquitetura ou a função da parte perdida. uma parte lesada e ou perdida.

CICATRIZAÇÃO TECIDUAL APÓS A POSSÍVEIS FONTES CELULARES PARA O


TERAPIA PERIODONTAL REPOVOAMENTO DA SUPERFÍCIE RADICULAR

 RECONSTITUIÇÃO  Células epiteliais


Células do tecido conjuntivo
 Restabelecimento das distâncias biológicas 
Endósteo
em suas medidas originais  Células originárias do osso
Periósteo
 Células do ligamento periodontal
(codificadas no DNA).

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CICATRIZAÇÃO DE ACORDO COM A


1 – Células epiteliais PREDOMINÂNCIA CELULAR
 Células epiteliais – Epitélio juncional longo
2 - Células do conjuntivo
 Células do conjuntivo – Reinserção
3 – Células ósseas
 Células ósseas – Anquilose e Reabsorção
4 – Células do ligamento
periodontal  Células do ligamento periodontal – Regeneração - Nova
inserção

REVISÃO CLÁSSICA

DA

REGENERAÇÃO TECIDUAL
GUIADA

Regeneração Tecidual Guiada Regeneração Tecidual Guiada


 Estudos laboratoriais sugere que o tipo de  Estudos animais indicaram diferentes respostas
célula que repovoa a superfície radicular após
cicatriciais quando vários tecidos periodontais
cirurgia periodontal deverá determinar o tipo de
entraram em contato com a superfície radicular.
inserção que formará na superfície radicular.
“DESENVOLVIMENTO DA RTG”

Karring et al., 1980; Nyman et al., 1980;


Melcher, 1976
Karring et al., 1985; Isidor et al., 1986; Aukhil et al., 1987.

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Regeneração Tecidual Guiada Princípio


da
 Vários estudos determinaram que barreiras Regeneração
físicas servem para excluir e selecionar os tipos Tecidual
Guiada
celulares na superfície radicular, facilitando a

regeneração periodontal.

Gottlow et al., 1984

“DESENVOLVIMENTO DA RTG”
“DESENVOLVIMENTO DA RTG”
1- Redução dos tecidos de suporte em volta dos dentes testes
4- Colocação de membranas nas raízes raspadas (testes);
(expostos por 6m ao acúmulo de placa);
• Impedir o Tc gengival entrar em contato nas raízes,
2- Retalho deslocado e dentes testes raspados;
• Proporcionar espaço p/ crescimento de tecido do LP.
3- Coroas secionadas e raízes sepultadas;

Gottlow et al., 1984 5- Não colocação de membranas contralaterais.

Gottlow et al., 1984

“DESENVOLVIMENTO DA RTG”
Fatores Afetando o Resultado Clínico
RESULTADO da RTG
Análise histológica após 3 meses:
 Contaminação bacteriana;
1- Raízes recobertas com membranas apresentaram maior
 Características inatas no processo de
quantidade de nova inserção do que as raízes controle;
cicatrização da ferida;
2- Em 4 das 9 raízes testes – formação total de novo cemento;
 Características local do sítio;
3- Nas raízes controle houve cavidades de reabsorção;
 Procedimento cirúrgico.
4- Em 1 raiz controle houve reabsorção pela metade.

Gottlow et al., 1984

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Possíveis Fontes de Variabilidade de Possíveis Fontes de Variabilidade de


Resultado da RTG Resultado da RTG
 O Paciente:
 O paciente; 1. Fisiológico (Controle homeostático);
 A morfologia do defeito; 2. Meio ambiente (fumo);
3. Comportamental (controle de placa e infecção
 O procedimento da RTG e o período de
residual);
cicatrização. 4. Fatores genéticos (diabetes);
5. Outros (acesso local e estresse).

Possíveis Fontes de Variabilidade de Possíveis Fontes de Variabilidade de


Resultado da RTG Resultado da RTG
 A morfologia do defeito:  O procedimento da RTG e o Período Cicatricial:
1. Mb não absorvível;
1. Defeitos profundos – ganhos maiores de
2. Mb absorvível;
inserção clínica e óssea em >3mm;
3. Mb com reforço de titânio;
2. Largura do componente intraósseo do defeito: 4. Aprofundamento o mais possível da Mb;
3. Paredes remanescentes  3 >2 >1; 5. Cobertura total da Mb – evitar contaminação;

4. Espessura gengival < 1mm = deiscência do 6. Escolha adequada de abordagem cirúrgica – retalho
retalho. de acesso ou de Widman Modificado;
7. Habilidade do operador.

Regeneração Tecidual
MATERIAL E MÉTODO Guiada com Membrana não
Absorvível
DAS Defeitos Ósseos

APLICAÇÕES CLÍNICAS
DA
REGENERAÇÃO TECIDUAL
GUIADA

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Regeneração Tecidual Guiada com Membrana


Absorvível
Recessões gengivais

RTG - MC

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RTG - MC RTG – MC

Regeneração Tecidual Guiada com Membrana


Absorvível
Recessões gengivais

RTG-MC-Inicial

RTG - MC
RTG-MC-Final

RTG - MC
RTG - MC

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RTG - MC RTG - MC

Regeneração Tecidual Guiada com Membrana


Absorvível
Recessões gengivais

RTG-MC-inicial

RTG-MC-final

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Inicial
Regeneração Tecidual Guiada com Membrana
Absorvível
Recessões gengivais

Final

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Inicial

Final

Regeneração Tecidual Guiada com Membrana Absorvível Regeneração Tecidual Guiada com Membrana Absorvível
Furca – Grau I Furca – Grau I

Regeneração Tecidual Guiada com Membrana Absorvível Regeneração Tecidual Guiada com Membrana Absorvível
Furca – Grau I Furca – Grau I

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Regeneração Tecidual Guiada com Membrana Absorvível


Furca – Grau I REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA
Membrana não Absorvível

Procedimento
Esquemático

Politetrafluoretileno Expandido Reforçado com Titânio - Ptfe

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Regeneração Tecidual Guiada – Membrana com Reforço


de Titânio
Recessões gengivais

Carlo Tinti, 1999.

Carlo Tinti, 1999. Carlo Tinti, 1999.

Carlo Tinti, 1999. Carlo Tinti, 1999.

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Após 3
semanas

Após 4 semanas
Carlo Tinti, 1999. Carlo Tinti, 1999.

Regeneração Tecidual Guiada – Membrana com Reforço


Antes Após 8 meses de Titânio
Recessões gengivais

A
Carlo Tinti, 1999. Lins et al., 2003

C
B
Lins et al., 2003 Lins et al., 2003

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D E
Lins et al., 2003 Lins et al., 2003

CONDUTA PÓS-OPERATÓRIA
NA R.T.G
OBJETIVOS:

 Controle da infecção da ferida;


A

 Contaminação da ferida;

 Trauma mecânico do sítio.

Lins et al., 2003

CONDUTA PÓS-OPERATÓRIA CONDUTA PÓS-OPERATÓRIA


NA R.T.G NA R.T.G

 Evitar escovação (HO) e mastigação na área


 Tetraciclinas ou Amoxicilina (1 semana);
tratada;
 Clorexidina 0.12%;  Membranas não absorvível e com RT:
1- Remover de 4 a 6 semanas;
 TPS* – semanalmente, até remoção da Mb.
2- Re-instruir bochechos com CH (15 dias);
* Controle de placa supra com taça de borracha + gel de clorexidina.
3- TPS semanal.

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CONDUTA PÓS-OPERATÓRIA
NA R.T.G CONCLUSÃO
 Membranas absorvível:
DO
1- Antibioticoterapia – 6 a 8 semanas PROCEDIMENTO
2- Re-instruir HO mecânica após item 1;
DA
3- Bochechos com CH só nos 20 a 30 dias pós
colocação – depois suspende; R. T. G.
4- TPS mensal até 1 ano.

O ESPAÇO SOB A MEMBRANA


 Células do ligamento periodontal e osso alveolar
colonizam o coágulo sanguíneo expressando seu
potencial regenerativo.
A RTG é efetiva na prevenção da
migração de células do TC e EG
no coágulo ao redor da superfície
radicular instrumentada
 CEMENTO
 LIGAMENTO PERIODONTAL
 OSSO ALVEOLAR

 REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA  REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA

 Algumas desvantagens do uso de membranas  Algumas desvantagens do uso de membranas

absorvíveis: absorvíveis:

1- Percentual médio de cobertura radicular e dentes 2- Risco alto de infecção, freqüentes exames pós

com completa cobertura, é superior nas técnicas de com + administração de antibióticos ↑ desconforto

enxertos submergidos; do paciente;


Slots et al., 1999

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 REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA


 REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA
 Algumas desvantagens do uso de membranas
 Algumas desvantagens do uso de membranas
absorvíveis:
3- Complicações – difícil de resolver (infecção (+) absorvíveis:

reabsorção em andamento = resultado estético 4- Efeito colateral adverso – reação de corpo


comprometido) → procedimentos corretivos estranho;
adicionais; Tatakis & Trombelli, 1999

Tatakis & Trombelli, 1999 Tatakis & Trombelli, 1999

Tatakis & Trombelli, 1999 Tatakis & Trombelli, 1999

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 REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA

Tatakis & Trombelli, 1999  Algumas desvantagens do uso de membranas

absorvíveis:

5- Espessura do retalho → relação direta com o

resultado;
Anderegg et al.,1995; Harris, 1997; Baldi et al., 1999

Baldi et al., 1999

Baldi et al., 1999

 REGENERAÇÃO TECIDUAL GUIADA

 Algumas desvantagens do uso de membranas

absorvíveis:

6- Enxertos submergidos permite baixas taxas de

insucesso.

Harris, 1997

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RECONSTRUÇÃO RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS DESDENTADOS

DE Necessidade prévia à colocação:

REBORDOS  Implantes;

 Reabilitação protética.
DESDENTADOS

RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS DESDENTADOS EM


RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS DESDENTADOS
IMPLANTES
Materiais: PRÉ OU PÓS-PROTÉTICA
 Enxerto ósseo autógeno extra-oral; Materiais:
 Sítios intra oral;
 Enxerto de tecido mole;
 Xenoenxertos;
 Enxerto de tecido duro;
 Aloenxertos;
 Enxertos aloplásticos;  Combinado (hard and/or soft tissue)

 Fatores de crescimento.

Defeitos de Rebordos Desdentados


RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS DESDENTADOS
1ª Classificação
Avaliação:
 Mensurações radiográficas;  Classe I – Perda de tecido no sentido vestibulolingual
 Interpretação visual; (espessura);
 Fotografias;
 Classe II – Perda apicocoronal de tecido (altura);
 Mensuração óssea com sonda periodontal;
 Classe III – combinação de perda de tecido
 Compasso cirúrgico;
vestibulolingual e apicocoronal (espessura e alt.).
 Avaliação com parafusos de fixação;
 Análise comparativa de moldagens.
Seibert, 1983

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Defeitos de Rebordos Desdentados Defeitos de Rebordos Desdentados


2ª Classificação 3ª Classificação
(Avalia a Severidade do Defeito)
(Avalia a Profundidade do Defeito)
Distância em Perda de Subs Perda de Subs

 Leve ou inferior a 3 milímetro; Relação ao Ápice tância no sentido tância no sentido


das Papilas Horizontal: Verical:
 Moderado ou entre 3 e 6 milímetro; Adjacentes: Tipo de Defeito

 Severo ou superior a 6 milímetro.


- 3 mm Horizontal leve Vertical leve
3 a 6 mm Horiz. Moderado Vertical Moderado
Allen et al., 1985 + 6 mm Horiz. Severo Vertical Severo

Studer et al., 1998

RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS DESDENTADOS


DESDENTADOS
 Objetivos Enxerto pediculado de tecido conjuntivo
não epitelizado – Técnica do Giro
 Selamento do ar o qual afeta a fonética;

 Controle de gotículas de saliva durante a fala;  Indicações  Contra – indicações


 Rebordos Classe I;  Para ganho de altura do
 Evitar acúmulo de alimentos entre pôntico e rebordo;
 Quando serão mantidas rebordo;
 Correção estética.
cor e textura superficiais  Tecido na área doadora
do tecido atual do
muito fino.
rebordo.

RECONSTRUÇÃO DE REBORDOS
DESDENTADOS

ENXERTO PEDICULADO DE
TECIDO CONJUNTIVO NÃO EPITELIZADO:
TÉCNICA DO GIRO

Apresentação de Caso clínico


&
Apresentação Esquemática

Abrams, 1980

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CASOS CLÍNICOS

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Enxerto do palato com


espessura total

Pós operatório de 7 dias Pós operatório de 7 dias

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Pós operatório de 15 dias Antes Após 1 ano

Pré –operatório
com prótese adaptada Pré –operatório
Visão vestibular - sem prótese

Abertura com defeito ósseo


Visão oclusal subjacente

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Alloderm como material de Preenchimento


preenchimento com alloderm

Visão vestibular da sutura Visão oclusal da sutura

Visão vestibular
da sutura com prótese adaptada Pós de 2 dias
sem gengiva artificial

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Pós 1 semana – v. oclusal


Pós 1 semana – v. vestibular

Pós 2 semanas – v. vestibular Pós 2 semanas – v. oclusal

Pós 1 mês – completa granulação Pós 1 mês – completa granulação


vista vestibular vista oclusal

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Pós 2 meses – vista vestibular Pós 2 meses – vista oclusal

Antes Antes

Gengiva Sem gengiva


artificial artificial

Depois Depois

PRESERVAÇÃO DE
REBORDO PÓS EXTRAÇÕES
COM
MEMBRANA E
PREENCHIMENTO ÓSSEO

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Antes

Depois

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PREENCHIMENTO
DE
REBORDO
COM
ENXERTO DE TECIDO
CONJUNTIVO

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PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS _______________________


COM RTG
EM CASO CLÍNICO – 1
IMPLANTODONTIA
_______________________ _______________________
CASOS CLÍNICOS

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C D

E F

G H

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Inicial

I
Final

_______________________
1
CASO CLÍNICO – 2
_______________________

3 4 6

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7 9

8 10

_______________________
Antes

CASO CLÍNICO – 3
_______________________

Depois

A C

B D

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_______________________
E
CASO CLÍNICO – 3
_______________________

_______________________
CASO CLÍNICO – 4
_______________________

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37
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_______________________
CASO CLÍNICO – 5
_______________________

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_______________________
CASOS CLÍNICOS
DIVERSOS
_______________________

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Perguntas ?

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