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Aula 01

Direito Ambiental p/ Polícia Civil - DF (Delegado)


Professor: Rosenval Júnior

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Direito Ambiental para Polícia Civil - DF (Delegado)
Prof. Rosenval Júnior
Aula 01
A Constituição de 1988 e o meio ambiente.

SUMÁRIO PÁGINA
A Constituição de 1988 e o meio ambiente 2 - 36
MEMOREX do art. 225 37
Questões comentadas 38 - 77
Lista de questões + gabarito 78 - 95
Teste Final 96

"Quanto mais estudo, mais sorte eu tenho.

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Constituição Federal de 1988 e o meio ambiente

A Constituição Federal de 1988 foi a primeira das Constituições


brasileiras a dedicar um capítulo exclusivo para tratar especificamente
sobre o meio ambiente, com enfoque protecionista. O art. 225 traz as
diretrizes do direito ambiental. No entanto, a abordagem ambiental da
CF/88 não fica restrita a esse artigo, estando presente ao longo de toda a
Carta referências à proteção e defesa do meio ambiente.
Vamos iniciar o estudo com as competências, mas antes vamos ver
a classificação dos bens públicos. Em seguida analisaremos os dispositivos
do artigo 225, o mais importante em matéria ambiental.

Bens Públicos Ambientais

Classificação dos bens públicos quanto à finalidade:

Bens de uso comum: Podem ser usados por todos, indistintamente.


Ex.: rios, mares, ilhas oceânicas, praias, estradas, ruas e praças.

Bens de uso especial: Possuem uma destinação pública específica.


Ex.: Terras devolutas indispensáveis à preservação ambiental (art.20, II
da CF/88) e as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (art. 20,
XI da CF/88).

Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade especial,


nem são de uso comum. Constituem o patrimônio da União, Estados ou
dos Municípios, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma
dessas entidades. Os bens dominicais representam o patrimônio
disponível do Estado, pois não estão destinados ou afetados.

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Bens ambientais da União

Os bens pertencentes à União estão previstos no art. 20 da


Constituição Federal.
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser
atribuídos;
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e
à preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de
seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de
limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro
ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias
fluviais;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros
países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras,
excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto
aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal,
e as referidas no art. 26, II;
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona
econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e
pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.

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Bens dos Estados

Os bens ambientais dos Estados estão dispostos no artigo 26 da


Constituição e são os seguintes:

As águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em


depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de
obras da União;

As áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio,


excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;

As ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;

As terras devolutas não compreendidas entre as da União.

Bens municipais

Os bens municipais não foram expressamente listados na


Constituição, no entanto os municípios possuem o domínio de bens como
unidades de conservação municipais, jardins públicos, hortos florestais,
praças, entre outros.
Importante dizer que o fato de o constituinte ter anunciado que os
bens do inciso III do artigo 20 são da União , não transforma o Poder
Público Federal em proprietário da água, mas sim em gestor daquele
bem em benefício de e no interesse de todos. Da mesma forma os bens
indicados no inciso I do art. 26, dentre eles, as águas subterrâneas, são
bens que devem ser gerenciados pelos respectivos Estados que os
tenham sob o domínio dos seus respectivos territórios.
O meio ambiente está inserido na categoria dos direitos difusos, isto
é, daqueles direitos pertencentes a uma coletividade indeterminada e que
transcende a classificação tradicional de direito privado e direito público,
tem-se que o conceito de dominialidade das águas não pode ser visto sob
o ângulo do Direito Privado. Nesse sentido é preciso entender que a

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dominialidade inerente, por exemplo, aos recursos hídricos não tem
sinônimo de apropriação do bem, mas sim de gerenciamento.
Isso se dá porque de acordo com a definição contida no art. 225 da
Constituição Federal o meio ambiente é bem de uso comum do povo e
por isso não pode ser qualificado como um bem que pertença a uma
pessoa física ou jurídica privada ou pública, mas sim como um bem
pertencente a uma coletividade indeterminada.

Competências Constitucionais em Matéria Ambiental

O Brasil adotou o Federalismo cooperativo, em que há


coordenação entre a União e os demais entes.
A repartição da competência legislativa está fundamentada no
princípio da predominância do interesse, dessa forma compete à
União assuntos de interesse nacional, aos Estados temas de interesse
regional, e aos Municípios assuntos de predominante interesse local. Ao
Distrito Federal foram atribuídas as competências de interesse
predominantemente local (municipais) e regional (estaduais).

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Interesse
UNIÃO
Nacional

Interesse
Estados
Regional
Princípio da
predominância
do interesse
DF Regional/Local

Interesse
Municípios
Local

Há uma divisão das competências em Legislativa (poder de


normatizar: elaborar leis e atos normativos) e material ou
administrativa (atuação concreta, exercício do poder de polícia).

Material ou Poder de
Administrativa Polícia
Competência
Poder de
Legislativa
Normatizar

A Constituição Federal de 1988 enumera expressamente as


competências da União (artigos 21 e 22), a competência comum (art. 23)

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e a concorrente (art. 24). No art. 25 temos as competências dos Estados
e no art. 30 as dos Municípios.
Assim temos:
Expressamente as competências da União (Material: art. 21 e
Legislativa: art. 22);
Competência administrativa ou material comum outorgada a todos
os entes federativos (U, E, DF e M) no art. 23;
Competência legislativa concorrente entre a União, os estados e o
Distrito Federal no art. 24;
Competência remanescente ou residual aos Estados no art. 25, §
1°;
Expressamente as competências dos municípios no art. 30;
Ao Distrito Federal, regra geral, cabe as competências estaduais e
municipais, de acordo com o art. 32, § 1°.

Competência material:

Exclusiva da União (art. 21) - É indelegável.

Comum, cumulativa ou paralela (art. 23) -


Compete a todos os entes (U, E, DF e M)

Competência legislativa:

Privativa da União (art. 22) - Cabe somente à União


legislar sobre determinados temas. No entanto, lei complementar
poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas. É
delegável.

Concorrente (art. 24) - União, Estados e Distrito Federal


podem legislar sobre determinados assuntos. A União estabelece normas
gerais.

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Vou fazer uma breve explicação que já ajudará a resolver as


questões sem precisar memorizar uma lista gigante de competências.
Importante que vocês saibam que compete a todos os entes
políticos proteger o meio ambiente (é uma competência material
ou administrativa COMUM, art. 23). Essa é a regra, ok?!
A exceção é que determinadas competências materiais ou
administrativas são EXCLUSIVAS da União, art. 21. Exemplo:
explorar os serviços e instalações nucleares.
No que se refere a legislar sobre meio ambiente, a regra é a
competência CONCORRENTE, na qual cabe à União, aos Estados e ao
Distrito Federal legislar sobre meio ambiente, art. 24. Nesse caso,
compete à União editar normas gerais. Os municípios também podem
legislar sobre meio ambiente em se tratando de interesse local e
no intuito de suplementar a legislação estadual e federal no que
couber, de acordo com o art. 30.
No que diz respeito à competência legislativa, temos uma exceção:
Cabe PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre águas, energia,
jazidas, minas e outros recursos minerais, e também sobre
atividades nucleares de qualquer natureza, conforme preceitua o art.
22.
Visto isso, vamos apresentar as competências em matéria
ambiental de conhecimento obrigatório para a prova.

Competência LEGISLATIVA PRIVATIVA

Segundo o artigo 22 da CF/88, somente a União poderá legislar


sobre os temas inseridos nesse dispositivo. Entretanto, há uma única

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exceção: Lei Complementar poderá autorizar os Estados a legislar
sobre questões específicas das matérias relacionadas no art. 22.

Competência É aquela outorgada à União, com possibilidade de


LEGISLATIVA delegação aos Estados, por meio de Lei
PRIVATIVA Complementar.

Do artigo 22 é importante que vocês saibam que compete


privativamente à União legislar sobre:

Direito Agrário

Águas, Energia

Jazidas, Minas, outros Recursos Minerais

Populações Indígenas

Atividades Nucleares

Competência LEGISLATIVA CONCORRENTE

Tem fundamente no artigo 24 da CF/88. Caracteriza-se por atribuir


a competência de legislar sobre a mesma matéria a mais de um
ente federativo.
Cabe à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:

Direito Urbanístico

Florestas

Caça, Pesca, Fauna

Conservação da Natureza

Defesa do Solo dos Recursos Naturais

Proteção do Meio Ambiente

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Controle da Poluição

Proteção do Patrimônio

Responsabilidade por Dano ao Meio


Ambiente

Resumo da história:
Memorizem que cabe à U, E e DF legislar concorrentemente
sobre:
MEIO AMBIENTE (Regra geral) e
RESPONSABILIDADE POR DANO AO MEIO AMBIENTE.
No âmbito da competência legislativa concorrente caberá à União
estabelecer normas gerais. O que não exclui a competência
suplementar dos Estados.
Os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender
as suas peculiaridades, no caso de não existir Lei Federal sobre normas
gerais.
A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a
eficácia da lei estadual ou distrital, no que lhe for contrário. Notem que
não é revogar, mas sim suspender aquilo que for contrário. Caso não haja
contrariedade, as normas (federal e estadual) podem coexistir.

Obs.: Os Municípios também podem legislar sobre matéria


ambiental, no caso de interesse local (Art. 30, I da CF/88) e para
suplementar a legislação federal e a estadual no que couber (Art.
30, II da CF/88).
Diante disso, muito cuidado! Se na prova a questão afirmar que
município pode legislar sobre meio ambiente, marque CERTO.

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Os municípios podem legislar sobre meio ambiente e
também devem protegê-lo.
Entretanto, é importante observar que eles não possuem
competência legislativa concorrente, de acordo com a literalidade do art.
24 da CF/88.
A competência legislativa dos Municípios é nos termos do art. 30.
Se o item afirmar que os municípios possuem competência concorrente
com fundamento no art. 24 está errado.
Pessoal, essa é a posição da doutrina majoritária. No entanto, há
autores que denominam essa competência dos municípios de
"concorrente implícita".
Fiquem atentos, pois é muito sutil a diferença e pode causar
confusão na hora da prova.

Vejam como esse assunto foi cobrado em concurso:

(FGV - OAB - Set/2010)


Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é
de competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, com fundamento no artigo 24 da
Constituição Federal.
ERRADO.

(CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


O município não está elencado no artigo constitucional que trata
da competência concorrente, mas pode legislar acerca do tema
meio ambiente.
CERTO.

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Competência MATERIAL ou ADMINISTRATIVA em matéria
ambiental.

São aquelas que indicam o campo de atuação político-


administrativa do ente federado. São competências para atuação
efetiva, para a exploração de atividade, que confere aos entes
federativos poder de execução, de administrar.
Divide-se em exclusiva e comum.

Exclusiva
Art. 21
(União)
Competência
Material
Comum
Art. 23
(U, E, DF e M)

Competência MATERIAL EXCLUSIVA

São matérias de interesse geral, que competem apenas à


União. É indelegável.
Assim, no que diz respeito ao meio ambiente, compete à União:

Competência Administrativa (Material) EXCLUSIVA da UNIÃO -


Art. 21

Explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão


os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento
energético dos cursos de água.

Instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e

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definir critérios de outorga.

Instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,


saneamento básico e transportes urbanos.

Explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e


exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento
e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares
e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:

a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida


para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;

b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a


utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e
industriais;

c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização


e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas;

d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da


existência de culpa. (Responsabilidade Civil Objetiva)

Estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de


garimpagem, em forma associativa.

Competência MATERIAL COMUM, CUMULATIVA ou PARALELA

É atribuída conjuntamente à União, aos Estados, ao DF e aos


Municípios com o objetivo de executarem o poder de polícia para
proteção do meio ambiente, com fundamento no art. 23.

Competência comum da U, DF, E e M - Art.23

Proteger os Documentos, Obras e outros Bens de Valor Histórico,


Artístico e Cultural, os Monumentos, Paisagens Naturais Notáveis
e os Sítios Arqueológicos.

Proteger o Meio Ambiente

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Combater a Poluição

Preservar as Florestas, a Fauna e a Flora

Saneamento Básico

Combater as Causas da Pobreza

Registrar, Acompanhar e Fiscalizar as Concessões de Direitos de


Pesquisa e Exploração de Recursos Hídricos e Minerais em seus
Territórios.

Resumindo: Preservar e proteger o meio ambiente é


competência COMUM da União, dos Estados, do DF e dos
Municípios.

De acordo com o parágrafo único do art. 23, leis complementares


fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e
do bem-estar em âmbito nacional.
Em dezembro de 2011 foi publicada a Lei Complementar 140/11,
que fixou normas, nos termos dos incisos III, VI e VII do caput e do
parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações
administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas
à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente,
ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das
florestas, da fauna e da flora; e alterou a Lei 6.938, de 31 de agosto de
1981.

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RESUMÃO sobre as competências em Matéria Ambiental

COMPETÊNCIAS EM MATÉRIA AMBIENTAL

Competência Legislativa PRIVATIVA da União - Art. 22

Direito Agrário
Águas, Energia
Jazidas, Minas, outros Recursos Minerais
Populações Indígenas
Atividades Nucleares

Competência Administrativa (Material) EXCLUSIVA da União -


Art.21

Explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou


permissão os serviços e instalações de energia elétrica e o
aproveitamento energético dos cursos de água.

Instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos


e definir critérios de outorga.

Instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive


habitação, saneamento básico e transportes urbanos.

Explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e


exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o
enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de
minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios
e condições:

a) toda atividade nuclear em território nacional somente será


admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso
Nacional;

b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a


utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e
industriais;

c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção,

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comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou
inferior a duas horas;

d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da


existência de culpa. (Responsabilidade Civil Objetiva)

Estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade


de garimpagem, em forma associativa.

Competência ADMINISTRATIVA COMUM da U, DF, E e M - Art.23

Proteger os Documentos, Obras e outros Bens de Valor


Histórico, Artístico e Cultural, os Monumentos, Paisagens
Naturais Notáveis e os Sítios Arqueológicos.

Proteger o Meio Ambiente

Combater a Poluição

Preservar as Florestas, a Fauna e a Flora

Saneamento Básico

Combater as Causas da Pobreza

Registrar, Acompanhar e Fiscalizar as Concessões de Direitos de


Pesquisa e Exploração de Recursos Hídricos e Minerais em seus
Territórios.

Competência LEGISLATIVA CONCORRENTE (U, E, DF)


Art. 24

Direito Urbanístico

Florestas

Caça, Pesca, Fauna

Conservação da Natureza

Defesa do Solo dos Recursos Naturais

Proteção do Meio Ambiente

Controle da Poluição

Proteção do Patrimônio

Responsabilidade por Dano ao Meio Ambiente

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Competência Legislativa (E, DF) Art. 25, § 3º

Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões


metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões,
constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para
integrar a organização, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum.

Competência Administrativa (E, DF) Art. 25, § 1º

São reservadas aos Estados as competências que não lhes


sejam vedadas pela Constituição.
Explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de
gás canalizado.

Competência Legislativa (Municípios) Art.30

Legislar sobre assuntos de interesse local;


Suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.

Competência Administrativa (Municípios) Art.30

Promover, no que couber, adequado ordenamento territorial,


mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da
ocupação do solo urbano;
Promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local,
observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

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Meio Ambiente Cultural

Segundo o art. 216 da CF/88, constituem patrimônio cultural


brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à
ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade
brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais
espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico,
paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,
ecológico e científico.
Observem que o patrimônio cultural é constituído de bens materiais
e imateriais, singulares ou coletivos, móveis ou imóveis.
Muitas questões afirmam que são bens culturais apenas os bens
materiais. Errado!!! Não caiam nessa pegadinha!
Outra coisa: o rol apresentado pela constituição é exemplificativo,
não taxativo, pois o constituinte utilizou a expressão "nos quais se
incluem", o que nos leva a aceitar outros além dos apresentados na
CF/88.
O Poder Público, com a colaboração da comunidade,
promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio
de:
inventários,
registros,
vigilância,
tombamento e desapropriação,
outras formas de acautelamento e preservação.

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Vou fazer alguns comentários sobre o tombamento por ser o
instrumento mais comum em provas.
Tombamento é o ato administrativo de inscrição de um bem
material em um dos livros do Tombo.
Uma vez que a proteção do patrimônio cultural é uma
competência comum, admite-se o tombamento de um mesmo bem
por mais de um ente político.
Podem ser objeto de tombamento bens materiais de interesse
cultural ou ambiental, móveis ou imóveis, tomados individualmente ou
em sua coletividade.
Obs.: De acordo com a doutrina ambiental, os bens imateriais serão
objeto de registro, e não do tombamento!
Pessoal, como todo bem ambiental, o patrimônio cultural tem
natureza jurídica de bem difuso, que pertence a todos. Cabendo não só
ao Poder Público, mas a toda sociedade o dever de preservá-lo.
Sobre a competência sobre o patrimônio cultural é suficiente
que vocês saibam que a competência material ou administrativa é comum
e a competência legislativa é concorrente, de acordo com os artigos 23 e
24 da CF/88 respectivamente.
"Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios: III - proteger os documentos, as
obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a
descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor
histórico, artístico ou cultural; V - proporcionar os meios de
acesso à cultura, à educação e à ciência."
"Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal
legislar concorrentemente sobre: VII - proteção ao patrimônio
histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico."

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Meio Ambiente Artificial

Constituem o meio ambiente artificial todo o espaço construído, os


equipamentos públicos e todos os espaços habitáveis pelo homem.
A política de desenvolvimento urbano executada pelo Poder Público
municipal tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções
sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
A propriedade urbana cumprirá a sua função social quando atender
às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano
diretor (instrumento básico da política de desenvolvimento e de
expansão urbana), que deve ser aprovado pela Câmara Municipal, e é
obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes.

Meio Ambiente do Trabalho

Diz respeito às condições existentes no local de trabalho. Refere-se


às condições inerentes à qualidade de vida do trabalhador.
O meio ambiente do trabalho adequado é um direito fundamental,
essencial à sadia qualidade de vida do trabalhador.
De acordo com o art. 200, VIII da CF/88, compete ao sistema único
de saúde (SUS), além de outras atribuições, nos termos da lei, colaborar
na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

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Artigo 225 da Constituição Federal de 1988

De acordo com o art. 225, caput da CF/88, todos têm direito ao


meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações.
Vejam que no caput temos a norma matriz "todos têm direito
ao meio ambiente ecologicamente equilibrado" consagra o princípio
da sadia qualidade de vida. Cabe dizer que o caput do art. 225 da
CF/88 tem inspiração na doutrina ANTROPOCÊNTRICA, haja vista que
dispôs o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado como bem de uso comum do povo, ou seja, o equilíbrio
ambiental serve aos interesses humanos.
Em "impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá- lo temos o Princípio da Obrigatoriedade de
Intervenção do Poder Público e da Participação. "Para as presentes e
futuras gerações" temos disposto o Princípio do Acesso Equitativo aos
Recursos Naturais ou Equidade Intergeracional ou Solidariedade
Intergeracional, pois aqui temos um pacto entre gerações. As gerações
presentes podem utilizar os recursos ambientais, mas de forma
sustentável, sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações.
Quando a Constituição diz "bem de uso comum do povo" quer
dizer que o meio ambiente é um bem jurídico autônomo, de
titularidade difusa, indisponível e insuscetível de apropriação.
Observem que não só o Poder Público, mas também a coletividade
tem o dever de defender e preservar o meio ambiente de modo a permitir
a satisfação das necessidades das gerações presentes sem comprometer
as gerações futuras.
O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é difuso,
bem de uso comum do povo, que não pertence a indivíduos

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isolados, mas a toda a coletividade, e é direito de terceira
dimensão ou geração, que está relacionado à
fraternidade/solidariedade.
Para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, a Constituição elencou uma séria de
obrigações e instrumentos impostos ao Poder Público (Princípio da
Obrigatoriedade de Intervenção Estatal), sendo de competência
comum da União, dos Estados, do DF e dos Municípios a proteção do meio
ambiente.
Notem que o poder público não tem a faculdade de proteger o
meio ambiente, na verdade, ele tem um dever constitucional, a
obrigação de fazer, de zelar pela defesa e proteção do meio
ambiente. Assim como o cidadão também tem o dever de preservar e
defender o meio ambiente.

Jurisprudência

"O direito à integridade do meio ambiente típico direito de


terceira geração constitui prerrogativa jurídica de titularidade
coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos
humanos, a expressão significativa de um poder atribuído, não ao
indivíduo identificado em sua singularidade, mas, num sentido
verdadeiramente mais abrangente, à própria coletividade social. Enquanto
os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) que
compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais realçam o
princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos
econômicos, sociais e culturais) que se identificam com as liberdades
positivas, reais ou concretas acentuam o princípio da igualdade, os
direitos de terceira geração, que materializam poderes de
titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as
formações sociais, consagram o princípio da solidariedade e
constituem um momento importante no processo de desenvolvimento,

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expansão e reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados,
enquanto valores fundamentais indisponíveis, pela nota de uma essencial
inexauribilidade."
(MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-10-1995,
Plenário, DJ de17-11-1995.) No mesmo sentido: RE 134.297, Rel.
Min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1995, Primeira Turma, DJ de
22-9-1995.

Abaixo os incisos, que trazem os instrumentos de garantia para a


proteção do direito disposto no caput do artigo 225.

Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover


o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.

Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do


País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação
de material genético.

Dispositivo regulamentado pela Lei 11.105/2005, Lei de


Biossegurança, que estabelece normas de segurança e mecanismos de
fiscalização sobre o cultivo, a produção, a manipulação, a pesquisa, a
comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte
de organismos geneticamente modificados (OGM) seus derivados.
Diversidade ecológica ou biodiversidade é "a variabilidade de
organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os
ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os
complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a
diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. (art.
2º, III, da Lei n. 9.985/2000).

Definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e


seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a

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alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos
que justifiquem sua proteção;

Unidades de Conservação
(UC)
(Lei 9.985/00)

Áreas de Preservação
Permanente (APP)
(Código Florestal)

Espaços Territoriais
Especialmente Protegidos
(ETEP):

Reserva Legal (RL)


(Código Florestal)

Outros: Jardins Zoológicos,


Hortos, Jardins Botânicos,
Quilombos, Terras
Indígenas...

Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade


potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade.

O estudo prévio de impacto ambiental é uma espécie do gênero


Avaliação de Impactos Ambientais.
É um estudo exigido no licenciamento ambiental de
empreendimentos ou atividades efetiva ou potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente.
No caso de atividade ou empreendimento não causador de
significativo impacto ambiental, outros estudos ambientais mais
simplificados serão exigidos.

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A Constituição em respeito ao Princípio da Informação determina a
publicidade do EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental).

Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas,


métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a
qualidade de vida e o meio ambiente.

Positiva no direito ambiental o Princípio do Limite. Uma aplicação


seria o controle, inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes
e afins. Outra seria o controle pelo Poder Público da produção e
destinação de resíduos sólidos, gases e efluentes.

Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a


conscientização pública para a preservação do meio ambiente.

A educação ambiental é um componente essencial e permanente da


educação nacional, presente em todos os níveis formais ou informais. É
um instrumento importante na conscientização pública para a preservação
do meio ambiente.
Educação ambiental é um processo permanente, no qual os
indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio e adquirem
conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os
tornam aptos a agir individual e coletivamente e resolver problemas
ambientais presentes e futuros.
Segundo o art. 1º e 2º da Lei 9.795/99, educação ambiental é o
conjunto de processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso
comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade.
Os poderes públicos devem definir políticas que incorporem as
dimensões ambientais e promovam a participação da sociedade na

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conservação, recuperação e manutenção das condições ambientais
adequadas.

Princípios básicos da educação ambiental:

I - o enfoque:
humanista,
holístico,
democrático e
participativo;

II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade,


considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-
econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;

III - o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva


da inter, multi e transdisciplinaridade;

IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as


práticas sociais;

V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;

VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;

VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais,


regionais, nacionais e globais;

VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade


individual e cultural.

Aplicada na educação ambiental, a transversalidade deve ser vista


como uma forma de se tratarem temas que devem ser difundidos
continuamente no ensino formal (através de todas as disciplinas e níveis
de ensino) e não formal.
As questões socioambientais são temas transversais, de natureza
distinta das áreas convencionais. Sua complexidade perpassa diferentes
campos do conhecimento, não podendo ser tratada isoladamente por uma
disciplina.

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A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de
ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de
Meio Ambiente - Sisnama, instituições educacionais públicas e
privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-
governamentais (ONGs) com atuação em educação ambiental.
A educação ambiental será desenvolvida como uma prática
educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e
modalidades do ensino formal. NÃO devendo ser implantada como
disciplina específica no currículo de ensino. Isso se deve ao seu caráter
multidisciplinar e transversal.
Isso é muito cobrado em prova. Portanto, fiquem atentos! A
educação ambiental deve estar presente de forma integrada e não de
forma isolada, como uma disciplina específica.
No entanto, nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas
voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se
fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica. Nesse
caso é facultativa a criação da disciplina específica.
Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional,
em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética
ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.
A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação
de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.
A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental
ficará a cargo de um órgão gestor, que será dirigido pelos Ministros
do Meio Ambiente e Ministério da Educação.
Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito
à educação ambiental, incumbindo:
I - ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Constituição
Federal, definir políticas públicas que incorporem a dimensão
ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de

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ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e
melhoria do meio ambiente;
II - às instituições educativas, promover a educação ambiental de
maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem;
III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente -
Sisnama, promover ações de educação ambiental integradas aos
programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira
ativa e permanente na disseminação de informações e práticas
educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão
ambiental em sua programação;
V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e
privadas, promover programas destinados à capacitação dos
trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o
ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo
produtivo no meio ambiente;
VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à
formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a
atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a
identificação e a solução de problemas ambientais.

Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas


que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a
extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

Este inciso tem clara inspiração nas linhas eco e biocêntricas


(preservação da fauna e flora). Não confundir com o caput do art.
225, que segue a linha antropocêntrica.
Convém citar que o STF tem declarado a inconstitucionalidade de
leis estaduais que permitam práticas como as "rinhas de galo" ou a "farra
do boi", pois o pleno exercício de direitos culturais não prescinde da

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observância do inciso VII do art. 225 da Constituição, o qual veda práticas
que submetam os animais à crueldade. (Não prescindir= Não dispensar)
Ademais, atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais
silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime com
pena de detenção, de três meses a um ano, e multa, de acordo com o art.
32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). Incorre nas mesmas
penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo
(vivissecação), ainda que para fins didáticos ou científicos, quando
existirem recursos alternativos. Se houver a morte do animal a pena é
aumentada de um sexto a um terço.

A seguir os parágrafos 2º, 3º, 4º, 5º e 6º do art. 225, muito


recorrentes em provas. Vocês precisam ter esses dispositivos no sangue!

Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o


meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida
pelo órgão público competente, na forma da lei. (Art. 225, § 2º)

Aplicação do princípio do poluidor-pagador, da reparação ou da


responsabilidade, com a exigência do PRAD - Plano de Recuperação de
Áreas Degradadas.
A exploração de recursos minerais exige a recuperação do meio
ambiente da região afetada por esse tipo de atividade, em que ao final da
extração, o órgão competente fará vistoria e indicará a solução técnica
cabível para a sua recuperação.

As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente


sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções

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penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados. (Art. 225, § 3º)

A CF/88 prevê a possibilidade de responsabilização da pessoa


física e jurídica nas esferas penal, civil e administrativa (Art.
225,§3º da CF/88). É uma Tríplice responsabilização.

PENAL

Responsabilidade
pessoa física e CIVIL
pessoa jurídica

ADMINISTRATIVA

A Lei 9.605/98 regulamenta a norma constitucional e dispõe sobre


os crimes ambientais e as infrações administrativas.

A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar,


o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. (Art. 225, § 4º)

PATRIMÔNIO NACIONAL:

1-Floresta Amazônica brasileira

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2-Mata Atlântica

3-Serra do Mar

4-Pantanal Mato-Grossense

5-Zona Costeira

Vocês podem memorizar assim:


FAB MATA SERRA PANTA ZONA
Memorizem os 5! Nas questões os examinadores inserem outros
biomas ou ecossistemas no intuito de confundir ou simplesmente afirmam
que um ou outro não é patrimônio. As questões mais elaboradas cobram
a posição do STF acerca do tema.
Observem que não é patrimônio nacional de acordo com o art. 225:
o cerrado, a caatinga e os pampas. Embora sejam biomas brasileiros.
Patrimônio nacional NÃO quer dizer que seja bem público, que
esteja entre o patrimônio disponível da União. São na verdade bens cuja
preservação é do interesse de toda a coletividade.

(...) O preceito consubstanciado no art. 225, § 4º, da Carta da


República, além de não haver convertido em bens públicos os
imóveis particulares abrangidos pelas florestas e pelas matas nele
referidas (Mata Atlântica, Serra do Mar, Floresta Amazônica
brasileira), também não impede a utilização, pelos próprios
particulares, dos recursos naturais existentes naquelas áreas que estejam
sujeitas ao domínio privado, desde que observadas as prescrições legais e
respeitadas as condições necessárias a preservação ambiental. (...)
(RE 134.297/SP, Rel. Min. Celso Mello, Julgamento:12/06/1995, DJ
22/09/1995)

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Logo, não há conversão de propriedades privadas em bens da


União e nem a desapropriação indireta em decorrência do regime especial
de proteção conferido a essas áreas pela constituição.

São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos


Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais. (Art. 225, § 5º)

Terras devolutas seriam as existentes no território brasileiro, que


não se incorporaram legitimamente ao domínio particular e sem finalidade
pública específica.
As terras devolutas não compreendidas entre as da União
pertencem aos Estados (Art. 26, IV da CF/88). Já as terras devolutas
indispensáveis à preservação ambiental são bens da união (art. 20, II da
CF/88) e podem ser classificadas como bens públicos de uso especial e de
uso comum, por possuírem destinação pública específica: a proteção dos
ecossistemas naturais, sendo assim bens públicos indisponíveis.
Dessa forma, as terras devolutas que concorrem para a proteção
ambiental são indisponíveis!
A ação discriminatória visa discriminar, separar, delimitar, demarcar
aquilo que é devoluto daquilo que legitimamente tenha se incorporado ao
domínio particular ou que seja de domínio público.

As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua


localização definida em LEI FEDERAL, sem o que não poderão ser
instaladas. (Art. 225, § 6º)

Vocês vão ver que nas questões os examinadores colocam decreto,


lei estadual, municipal, resolução...enfim, não interessa! As usinas que
operem com reator nuclear deverão ter sua LOCALIZAÇÃO definida em
LEI e precisa ser FEDERAL! Sem isso NÃO poderão ser instaladas!

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Cabe dizer que além da lei federal definindo a sua localização, a
usina que opere com reator nuclear deverá observar o prévio
licenciamento ambiental e outras exigências legais.

Ação Popular Ambiental

É a ação intentada por qualquer cidadão com o objetivo de


anular judicialmente atos lesivos ou ilegais aos interesses
metaindividuais garantidos constitucionalmente, quais sejam a
moralidade administrativa, o patrimônio público ou de entidade que o
Estado participe, o meio ambiente e o patrimônio histórico e
cultural.
Art. 5º, LXXIII da CF/88- qualquer cidadão é parte legítima para
propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência;
Dessa forma, a Ação Popular é um remédio constitucional, que
possibilita ao cidadão brasileiro (aquele que esteja em pleno gozo de seus
direitos políticos) tutelar em nome próprio e no interesse da coletividade a
anulação de atos lesivos ao patrimônio público ou de entidade custeada
pelo Estado, ou ainda à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico cultural.
Há três requisitos ou pressupostos principais para o cabimento da
ação, quais sejam: a) o autor ser cidadão, b) que ocorra ilegalidade no
ato e c) que exista lesividade do ato.

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Função Socioambiental da Propriedade

A função social da propriedade foi reconhecida expressamente pela


Constituição de 1988, no art. 5º, XXIII; 170, III; Art. 182 § 2º; e 186,
inc. II.
A Constituição impõe ao proprietário o dever de exercer o
seu direito de propriedade em conformidade com a preservação
do meio ambiente. No sentido de que, se ele não o fizer, o exercício do
seu direito de propriedade não será legítimo.

"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer


natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXII - é garantido o direito de propriedade;

XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;"

"Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho


humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência
digna, conforme os ditames da justiça social, observados os
seguintes princípios:

I - soberania nacional;

II - propriedade privada;

III - função social da propriedade;

IV - livre concorrência;

V - defesa do consumidor;

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VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento
diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de
seus processos de elaboração e prestação;

VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

VIII - busca do pleno emprego;

IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte


constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração
no País."

A propriedade rural cumpre a sua função social quando atende,


simultaneamente, quatro requisitos, entre eles aproveitamento racional e
adequado e a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e
preservação do meio ambiente.

"Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural


atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência
estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

I - aproveitamento racional e adequado;

II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e


preservação do meio ambiente;

III - observância das disposições que regulam as relações de


trabalho;

IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e


dos trabalhadores.
Já a propriedade urbana para desempenhar a sua função social
deve atender às exigências fundamentais de ordenação da cidade
expressas no plano diretor.
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A função social da propriedade


não se limita à propriedade rural.
A propriedade urbana também deve
cumprir a sua função social.

Artigos importantes sobre meio ambiente na CF/88

Art. 5º, LXXIII

Art. 129, III

Art. 170

Art. 174, §3º

Art. 176

Art. 177

Art. 182

Art. 186

Art. 200, VIII

Art. 216

Art. 225

Art. 231 e 232

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MEMOREX do art. 225 da CF/88 para véspera de prova

ETEP: Espaços Territoriais Especialmente Protegidos


UF: Unidade da Federação
PF: Pessoa Física
PJ: Pessoa Jurídica

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Questões resolvidas

1) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011)


É competência privativa da União a proteção, por meio do IPHAN,
dos documentos, das obras e de outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, dos monumentos, das paisagens naturais
notáveis e dos sítios arqueológicos.

ERRADO. Trata-se de competência COMUM. Art. 23, III da CF/88.

2) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011)


Se determinado estado da Federação editar lei instituindo código
florestal, a referida lei deverá ser considerada inconstitucional,
visto que cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre a
matéria.

ERRADO. Legislar sobre florestas é competência CONCORRENTE da


União, dos Estados e do DF. Art. 24, VI da CF/88.

3) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É concorrente entre União, Estados, Municípios e Distrito Federal a
competência para proteger o meio ambiente, combater a poluição
e preservar as florestas, a fauna e a flora.

ERRADO. Proteger o meio ambiente, combater a poluição e preservar as


florestas, a fauna e a flora. é competência COMUM. Art. 23, VI e VII da
CF/88.

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4) (PGE-RO - Procurador 2011)


É competência privativa da União legislar sobre responsabilidade
civil ambiental.

ERRADO. Legislar sobre responsabilidade por dano ao meio ambiente é


competência CONCORRENTE da União, dos Estados e do Distrito
Federal. Art. 24, VIII da CF/88.

5) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011) A pesquisa e a


lavra de recursos minerais e o aproveitamento de energia
hidráulica constituem atividades da esfera de competência da
União. Assim, uma vez que os recursos minerais pertencem a esse
ente federativo, e não ao proprietário do solo, cabe à
administração federal autorizar sua exploração.

CORRETO. A propriedade do solo não abrange jazidas, minas e demais


recursos minerais, e os potenciais de energia hidráulica. Esses se
submetem ao regime de dominialidade pública, sendo assegurada ao
proprietário do solo a participação nos resultados da lavra. Além disso,
segundo o art. 21, XII, b é competência da União o aproveitamento
energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se
situam os potenciais hidroenergéticos.

6) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)


Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação
entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios para
o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente.

ERRADO. Não é lei ordinária, mas sim Lei COMPLEMENTAR. Essa lei,
finalmente, foi editada em dezembro de 2011. Trata-se da LC 140/2011.

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7) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)


Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é
de competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, com fundamento no artigo 24 da
Constituição Federal.

ERRADO. PEGADINHA CLÁSSICA! Vocês irão encontrar outras


questões com essa abordagem.
De acordo com a literalidade do art. 24 a competência concorrente
cabe apenas à União, aos Estados e ao DF. A competência legislativa dos
Municípios está no art. 30 da CF/88. Notem que a questão afirma que os
municípios possuem competência concorrente com fundamento no art. 24
o que está errado!

8) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)


A competência executiva em matéria ambiental não alcança a
aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de
meio ambiente.

ERRADO. Óbvio que alcança. É competência comum exercer o poder de


polícia no intuito de proteger o meio ambiente e para isso os entes
federativos podem e devem fiscalizar, monitorar e impor sanções.

9) (TJ-PR - Juiz- 2010)


A competência material dos Municípios é suplementar, cabendo-
lhes proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer

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de suas formas subsidiariamente, nos termos de Lei
Complementar.

ERRADO. TODOS (U, E, DF e M) devem proteger o meio ambiente e


combater a poluição. É competência material ou executiva
COMUM. Art. 23, VI da CF/88.

10) (TJ-PR - Juiz- 2010)


A competência para legislar sobre responsabilidade por dano ao
meio ambiente é privativa da União.

ERRADO. A competência para legislar sobre responsabilidade por dano ao


meio ambiente é CONCORRENTE. Art. 24, VIII da CF/88.

11) (TJ-PR - Juiz- 2010)


Na competência legislativa em matéria ambiental, a
superveniência de Lei Federal revoga dispositivo de Lei Estadual
no que lhe for contrário.

ERRADO. Suspende apenas aquilo que for contrário. Art. 24, § 4º da


CF/88.

12) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-RR 2008)


No tocante à competência legislativa a ser exercida pelos estados,
deve-se considerar que, no âmbito da legislação concorrente, a
competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais e
que esta exclui a competência suplementar dos estados.

ERRADO. "A competência da União para legislar sobre normas gerais


não exclui a competência suplementar dos Estados". Art. 24, § 2º da
CF/88

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13) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)
A proteção do meio ambiente, o combate à poluição e a
preservação das florestas, da fauna e da flora são de competência
comum da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito
Federal.

CERTO. Art. 23, VI e VII da CF/88.

14) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


União, Estados, Municípios e Distrito Federal têm competência
comum para proteger os documentos, as obras e outros bens de
valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens
naturais notáveis e os sítios arqueológicos, bem como para
preservar as florestas, a fauna e a flora.

CERTO. Art. 23, III e VI da CF/88.

15) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008) As normas para a cooperação


entre União, Estados, Municípios e o Distrito Federal no exercício
de sua competência executiva comum para proteger o meio
ambiente deverão ser fixadas por decreto federal.

ERRADO. De novo! Como gostam do parágrafo único do art. 23.


É por Lei Complementar. A LC 140/2011.

16) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Com fulcro no princípio da predominância do interesse, compete
privativamente à União legislar sobre florestas, caça e pesca.

ERRADO. Competência CONCORRENTE. Art. 24, VI da CF/88.

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17) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Mesmo que exista atuação normativa por parte da União, o
estado-membro pode tratar das normas gerais.

ERRADO. Cabe à União estabelecer normas gerais, o que não exclui a


competência suplementar dos Estados. No caso da União não editar as
normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender as suas peculiaridades. Art. 24, §§ 1º, 2º e 3º da CF/88.

18) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


O município não está elencado no artigo constitucional que trata
da competência concorrente, mas pode legislar acerca do tema
meio ambiente.

CERTO. Perfeito. Segundo o art. 24 da CF/88, apenas U, E e DF possuem


competência concorrente. O que não impedi que os Municípios legislem
sobre matéria ambiental de interesse local.
Fiquem ligados. Encontrei esse tipo de cobrança em outras provas da
banca Cespe.

19) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


O DF não pode legislar concorrentemente com a União na matéria
ambiental, por ser a sede da República brasileira.

ERRADO. Viagem total...Lógico que pode. Não só o DF, como a União e


os Estados. Art. 24 da CF/88

20) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Os estados podem legislar concorrentemente sobre jazidas e
minas encontradas em seus territórios.

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ERRADO. Legislar sobre jazidas, minas, outros recursos minerais é
competência PRIVATIVA da União. Art. 22, XII. Lembrando que os
recursos minerais, inclusive os do subsolo são bens da União, Art. 20, IX
da CF/88.

21) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


Matéria relacionada a atividade nuclear de qualquer natureza é de
competência exclusiva da União.

CERTO. Art. 21 XXIII e Art. 22, XXVI da CF/88.

22) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


No âmbito da legislação concorrente, os estados não podem
legislar sobre matéria ainda não tratada pela União.

ERRADO. Podem sim! Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os


Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender as suas
peculiaridades, Art. 24, § 3º da CF/88.

23) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


As normas gerais no âmbito da competência concorrente são
atribuídas à União.

CERTO. Art. 24, § 1º da CF/88.

24) (MPE-PR - Promotor de Justiça 2011)


É competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal
legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do
meio ambiente e controle da poluição, bem como, sobre
responsabilidade por dano ao meio ambiente.

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CERTO. Art. 24, VI e VIII da CF/88.

25) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É princípio informador da ordem econômica brasileira a defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado,
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação.

CERTO. Art. 170, VI da CF/88.

26) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É função institucional do Ministério Público promover o inquérito
civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e
coletivos.

CERTO. Art. 129, III da CF/88.

27) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É função do Estado favorecer a organização da atividade
garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio
ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.

CERTO. Art. 174, § 3º da CF/88.

28) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


Compete ao Sistema Único de Saúde, dentre outras atribuições,
colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do
trabalho.

CERTO. Art. 200, VIII da CF/88.

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29) (PGE-RO - Procurador 2011)


A instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
degradação ambiental exige estudo prévio de impacto ambiental.

ERRADO. O EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental) ou EIA (Estudo


de Impacto Ambiental) é exigido para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de SIGNIFICATIVA degradação do meio
ambiente.
ATENÇÃO!
EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório
de Impacto Ambiental) é exigido para impactos SIGNIFICATIVOS! Não
é qualquer obra ou atividade potencialmente poluidora. Tem que
causar impactos SIGNIFICATIVOS!
Obs.: EPIA ou EIA são sinônimos. A CF/88 utiliza o termo Estudo
Prévio de Impacto Ambiental (EPIA). Já a Lei 6.938/81 e as Resoluções do
Conama 237/97 e 01/86 utilizam EIA. Ambos querem dizer a mesma
coisa, e são estudos ambientais prévios que subsidiam o licenciamento
ambiental de atividades ou empreendimentos de significativo impacto
ambiental.

30) (PGE-RO - Procurador 2011)


A desafetação de Unidade de Conservação de categoria Reserva
Legal depende de lei.

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ERRADO.
ATENÇÃO! Reserva Legal (RL) não é categoria de unidade de
conservação. Trata-se na verdade de uma espécie de Espaço
Especialmente Protegido, assim como as Áreas de Preservação
Permanente (APP) e as Unidades de Conservação (UC).

Unidades de
Conservação (UC)
Lei 9.985/00

Espaços Áreas de
Territoriais Preservação
Especialmente Permanente (APP)
Protegidos (ETEP): Lei 12.651/2012

Reserva Legal (RL)


Lei 12.651/2012

Esse assunto será estudado na aula sobre Código Florestal e


Unidades de Conservação.
Apenas no intuito de não deixar dúvidas para depois, adianto que as
Unidades de Conservação (UC) dividem-se em 2 grupos: UC de proteção
integral e UC de uso sustentável. Cada grupo é dividido em categorias,
com características específicas.
O objetivo básico das Unidades de Proteção Integral é preservar a
natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos
naturais, com exceção dos casos previstos na lei do SNUC (Sistema
Nacional de Unidades de Conservação). Já as Unidades de Uso
Sustentável visam compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável de parcela dos seus recursos naturais.

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UC Proteção Integral Preservar a natureza+uso indireto

UC Uso Sustentável Conservação da natureza+uso sustentável

5 categorias de UC no grupo de UC de PROTEÇÃO INTEGRAL

I - Estação Ecológica (EE);

II - Reserva Biológica (ReBio);

III - Parque Nacional (ParNa);

IV - Monumento Natural (MN);

V - Refúgio de Vida Silvestre (RVS).

7 categorias de UC no grupo de UC de USO SUSTENTÁVEL

I - Área de Proteção Ambiental (APA);

II - Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE);

III - Floresta Nacional (FloNa);

IV - Reserva Extrativista (ResEx);

V - Reserva de Fauna (RF);

VI Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS); e

VII - Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Pessoal, revisando: RL, APP e UC são espaços territoriais


especialmente protegidos. RL e APP são áreas protegidas pelo Código
Florestal. Unidades de Conservação também são espaços territoriais
protegidos presentes na lei que institui o Sistema Nacional de Unidades
de Conservação (SNUC). São classificadas em 2 grupos, que se
subdividem em categorias, conforme a tabela acima. Assim, se o item no
lugar de RL colocasse APA (Área de Proteção Ambiental) aí estaria certo,
pois APA é uma das categorias de unidade de conservação.

31) (PGE-RO - Procurador 2011)


A responsabilidade penal da pessoa jurídica no direito ambiental
está prevista em legislação ordinária, não tendo previsão
constitucional.

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ERRADO. A responsabilidade administrativa, civil e penal (Tríplice


responsabilização) da pessoa jurídica está prevista no art. 3º da Lei de
Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) e no art. 225,§ 3º da CF/88.
Confiram:
"As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa,
civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a
infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua
entidade." Art. 3º da Lei 9.605/98.
"As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados." Art. 225, § 3º da CF/88.

32) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


A Constituição da República conferiu tratamento especial ao meio
ambiente, dedicando a esse um capítulo específico, incluído no
Título "Da Ordem Social".

CERTO. Título VIII, Capítulo VI, Art. 225 da CF/88.

33) (MPE-PR - Promotor de Justiça 2011)


Para assegurar a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, as usinas que operem com reator nuclear
deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não
poderão ser instaladas.

CERTO. Art. 225, Caput, § 6º da CF/88.

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34) (TRT - 23ª REGIÃO - MT - Juiz 2011)


A proteção ao meio ambiente deve ser assegurada em todas as
suas dimensões, a despeito de a Constituição de 1988 não ter
feito menção expressa ao meio ambiente do trabalho.

ERRADO. A CF/88 - no Art. 200, VIII - dispõe expressamente sobre o


meio ambiente do trabalho.
"Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos
termos da lei: colaborar na proteção do meio ambiente, nele
compreendido o do trabalho."

35) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais.

CERTO. Art. 225, § 5º da CF/88.

36) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida,
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

CERTO. Art. 225, caput da CF/88.

37) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)

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As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

CERTO. Art. 225, § 6º da CF/88.

38) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida
pelo órgão público competente, na forma da lei.

CERTO. Art. 225, § 2º da CF/88.

39) (Analista Jurídico Arquitetura - PG-DF - 2011)


O meio ambiente ganhou muito relevo com o advento da
Constituição Federal vigente, chegando-se a prever a
responsabilização administrativa, cível e, mesmo penal, tanto para
as pessoas físicas quanto as jurídicas.

CERTO. "As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente


sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados." Art. 225, §3º da CF/88.

40) (Analista Jurídico Arquitetura - PG-DF - 2011)


Em relação às terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a
Constituição garante a eles propriedade, sendo, portanto,
inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas são
imprescritíveis.

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ERRADO. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são
patrimônio da União, art. 20, XI. Sendo de propriedade do ente federal,
portanto bens públicos de natureza especial ou sui generis, inalienáveis,
indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis, art. 231, §4º.

(...) as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, embora


pertencentes ao patrimônio da União (CF, art. 20, XI), acham-se
afetadas, por efeito de destinação constitucional, a fins específicos
voltados, unicamente, à proteção jurídica, social, antropológica,
econômica e cultural dos índios, dos grupos indígenas e das comunidades
tribais. A QUESTÃO DAS TERRAS INDÍGENAS - SUA FINALIDADE
INSTITUCIONAL. - As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios
incluem-se no domínio constitucional da União Federal. As áreas
por elas abrangidas são inalienáveis, indisponíveis e insuscetíveis de
prescrição aquisitiva. A Carta Política, com a outorga dominial atribuída à
União, criou, para esta, uma propriedade vinculada ou reservada, que se
destina a garantir aos índios o exercício dos direitos que lhes foram
reconhecidos constitucionalmente (CF, art. 231, §§ 2º, 3º e 7º), visando,
desse modo, a proporcionar às comunidades indígenas bem-estar e
condições necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus
usos, costumes e tradições. A disputa pela posse permanente e pela
riqueza das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios constitui o
núcleo fundamental da questão indígena no Brasil. A competência
jurisdicional para dirimir controvérsias pertinentes aos direitos indígenas
pertence à Justiça Federal comum.
(Primeira Turma, RE nº 183188/MS, Relator Ministro Celso de Mello,
Julgamento:09/12/1996, DJU de 14.02.1997.) STF

41) (CESPE - OAB - Exame de Ordem Unificado 1ª Fase -


Maio/2008)
As usinas que operem com reator nuclear devem ter sua
localização definida em lei estadual.

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ERRADO. Lei FEDERAL, consoante Art. 225, § 6º da CF/88.

42) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2011)


Ao indicar a defesa do meio ambiente como um dos princípios da
ordem econômica, a Constituição Federal submete o exercício da
atividade econômica à preservação do meio ambiente.

CERTO. Art. 170, VI da CF/88.

43)(CESPE - Advogado - IBRAM-DF 2009)


O Ministério Público da União está legitimado para promover o
inquérito civil e a ação civil pública visando proteção do meio
ambiente, mas não para defender direitos difusos e coletivos.

ERRADO. Conforme o art. 129, III da CF/88 o Ministério Público está


legitimado a promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a
proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de
outros interesses difusos e coletivos.

44) (CESPE - Advogado - IBRAM-DF 2009)


A administração pública das cidades brasileiras com mais de
20.000 habitantes está obrigada a elaborar o plano diretor do
município a ser submetido e aprovado pela Câmara Municipal. A
exigência ampara-se em preceito constitucional e visa orientar a
política de desenvolvimento e de expansão urbana.

CERTO. Art. 182, § 1º da CF/88. O plano diretor, aprovado pela


Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil
habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento
e de expansão urbana."

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45) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)
Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida
pelo órgão público competente, na forma da lei.

CERTO. Art. 225, § 2º da CF/88.

46) (CESPE - TJ-PB - Juiz 2011)


A floresta amazônica brasileira, a mata atlântica, a serra do Mar, o
pantanal mato-grossense e a zona costeira são considerados
patrimônio nacional pela CF, razão pela qual é vedada a utilização
dos recursos naturais existentes nessas áreas, ainda que sujeitas
ao domínio privado.

ERRADO. Vejam a decisão do STF.


(...)O preceito consubstanciado no art. 225, § 4º, da Carta da República,
além de não haver convertido em bens públicos os imóveis
particulares abrangidos pelas florestas e pelas matas nele
referidas (Mata Atlântica, Serra do Mar, Floresta Amazônica
brasileira), também não impede a utilização, pelos próprios
particulares, dos recursos naturais existentes naquelas áreas que estejam
sujeitas ao domínio privado, desde que observadas as prescrições legais e
respeitadas as condições necessárias a preservação ambiental. (...)
(RE 134.297/SP, Rel. Min. Celso Mello, Julgamento:12/06/1995, DJ
22/09/1995)

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47)(CESPE - OAB - 2009.3)
O § 4º do art. 225 da CF estabelece que "a Floresta Amazônica
brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-
Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao
uso dos recursos naturais." Em face desse dispositivo os
proprietários dos imóveis particulares inseridos nas florestas e
matas referidas nesse dispositivo constitucional podem utilizar os
recursos naturais existentes nessas áreas, desde que observadas
as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à
preservação ambiental.

CERTO. De acordo com decisão do STF reproduzida na questão anterior.

48) (CESPE - Analista Ambiental - 2011)


A Constituição Federal de 1988, ao consagrar a proteção à
Floresta Amazônica brasileira, à Mata Atlântica, à Serra do Mar, ao
Pantanal Mato-grossense, e à Zona Costeira, definidos como
patrimônio nacional, converteu em bens públicos os imóveis
particulares abrangidos pelas referidas florestas e matas.

ERRADO. É aí pessoal? Ficou fácil né? Cópia da decisão do STF.

49) (Advogado Júnior - UEGA - 2009)


O direito ao desenvolvimento econômico tem sido um dos
obstáculos à preservação do meio ambiente em Estados soberanos
como o Brasil, motivo pelo qual a Constituição de 1988 promoveu
uma clivagem entre desenvolvimento e meio ambiente.

ERRADO. O que mais se busca atualmente é o chamado desenvolvimento


sustentável, que vocês viram na primeira aula, busca conciliar

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desenvolvimento econômico, equilíbrio ambiental e justiça ou equidade
social.
A ordem econômica deverá observar, conforme os ditames da
justiça social, dentre outros princípios, a função social da propriedade e a
defesa do meio ambiente. Art. 170 caput, III e VI da CF/88.
Só o artigo 170 é suficiente para afirmar que o item está errado.
Notem que o constituinte buscou harmonizar o desenvolvimento
econômico e social e a defesa do meio ambiente. Portanto, não há
uma clivagem ou separação entre meio ambiente e desenvolvimento
como afirmado na questão.

50) (Juiz - TRT - 9ª REGIÃO - 2006)


Através do princípio do desenvolvimento sustentável, o direito
ambiental busca realizar uma harmonização entre o
desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente.

CERTO. Conforme explicado na questão anterior.

51) (Advogado Júnior - UEGA - 2009)


A utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a
preservação do meio ambiente constituem, nos termos da
Constituição brasileira, um requisito da função social da
propriedade rural.

CERTO.

Art. 186 da CF/88 - Função Social da Propriedade Rural

A função social é cumprida quando a propriedade rural atende,


simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência
estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

I - aproveitamento racional e adequado;

II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e

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preservação do meio ambiente;

III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos


trabalhadores.

52) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2010)


Para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, incumbe ao poder público, promover
a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente.

CERTO. Art. 225, VI da CF/88.

53) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2010)


A Floresta Amazônica brasileira, A Mata Atlântica, a Serra do Mar,
o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

CERTO. Art. 225, § 4º da CF/88.

54) (Advogado - CIENTEC-RS 2010)


Fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado aquele que
explorar recursos minerais.

CERTO. Art. 225, § 2º da CF/88.

55) (Advogado - CIENTEC-RS 2010)

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Incumbe ao Poder Público a preservação e restauração dos
processos ecológicos essenciais e provimento do manejo ecológico
das espécies e ecossistemas.

CERTO. Art. 225, § 1º, I da CF/88.

56) (CESPE - Técnico Judiciário - TRE-MT 2010)


Constituem patrimônio nacional a floresta amazônica, a mata
atlântica, o pantanal mato-grossense, o cerrado e os pampas
gaúchos, devendo sua utilização ocorrer segundo condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao
uso dos recursos naturais.

ERRADO. Cerrado e Pampas não são considerados pela Constituição


como Patrimônio Nacional.

57) (Advogado Júnior - UEGA 2009)


O meio ambiente é, assim, a interação do conjunto de elementos
naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento
equilibrado da vida em todas as suas formas". (SILVA, José
Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 7. ed. São Paulo:
Malheiros, 2009).
A Constituição confere legitimidade para qualquer cidadão propor
ação popular em defesa do meio ambiente em qualquer dos seus
três aspectos.

CERTO. Art. 5º, LXXIII da CF/88 Qualquer cidadão é parte legítima


para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência.

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58) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

CERTO. Estão vendo como esse assunto é cobrado. Art. 225, § 6º da


CF/88.

59) (Juiz - TRT - 9ª REGIÃO 2006)


A defesa e preservação do meio ambiente, para as presentes e
futuras gerações, não é dever apenas do Poder Público, mas
também da coletividade, o que justifica a necessidade de
conscientização pública e promoção da educação ambiental.

CERTO. Art. 225, caput, VI da CF/88

60) (CESPE - Procurador Federal - 2010)


O meio ambiente é um direito difuso, direito humano fundamental
de terceira geração, mas não é classificado como patrimônio
público.

ERRADO. Pois o meio ambiente é um direito difuso, ou seja, de natureza


indivisível, de que são titulares pessoas indeterminadas. É também um
direito de 3ª dimensão ou geração, que são os direitos de fraternidade
ou solidariedade, destinados a assistir todo o gênero humano. Além disso,
é um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido
para as presentes e futuras gerações.

61 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Por ser comum a competência material para proteção do
patrimônio cultural, a União, o Estado e o município podem,

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simultaneamente, instituir tombamento sobre um mesmo bem,
desde que haja relevância histórico-cultural de âmbito local,
regional ou nacional.

CERTO. Consoante o art. 23, III da CF/88, a proteção do patrimônio


cultural é competência material ou administrativa comum.

62 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Os modos de criar e de fazer enraizados no cotidiano de
comunidades, tais como técnicas tradicionais de construção naval,
integram o patrimônio cultural brasileiro, sendo meio idôneo para
a sua proteção o registro.

CERTO. De acordo com o art. 216 da CF/88, constituem patrimônio


cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à
ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade
brasileira, nos quais se incluem, entre outros, as formas de expressão; os
modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e
tecnológicas. O meio de proteção de bens intangíveis é o registro,
conforme Decreto 3.551/00.

63 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


As formas de acautelamento e preservação do patrimônio cultural
brasileiro, são previstas pela Constituição Federal de forma
taxativa.

ERRADO. Como vimos na aula, as formas de acautelamento estão


exemplificadas na CF/88.

64 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)

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Incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade
do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas
á pesquisa e manipulação de material genético.

CERTO. Literalidade do art. 225, §1º, II da CF/88.

65 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2006)


Acerca das normas constitucionais de proteção ao meio ambiente
cultual, julgue o item que se segue.
As manifestações das culturas populares, indígenas e afro-
brasileiras, e dos demais grupos participantes do processo
civilizatório nacional estão constitucionais previstas como objeto
de proteção estatal.

CERTO. Art. 216 da CF/88.

66 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)


A tutela constitucional do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado abrange previsão segundo a qual são
indisponíveis as terras devolutas ou arrecadas pela União, por
ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais.

Errado.
Art. 225, § 5º da CF/88. O erro foi dizer terras devolutas ou
arrecadas pela União. O correto é pelos ESTADOS!

"São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por


ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais."

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67 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)


A tutela constitucional do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado abrange previsão segundo a qual as
jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os
potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta
da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e
pertencem ao Estado em cujo território estiverem localizados.

Errado. Art. 176 da CF/88. Novamente o erro está em afirmar que


pertence ao Estado.

"As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais


de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para
efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida
ao concessionário a propriedade do produto da lavra."

68 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)


As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados.

Certo. Art. 225, § 3º da CF/88.


"As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados (responsabilidade civil)."

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Lembrem-se de que estão sujeitos a sanções tanto as Pessoas Físicas
quanto as Pessoas Jurídicas. Além disso, podemos ter uma tríplice
responsabilização: penal, administrativa e civil.

69 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


Incumbe ao Poder Público federal, com exclusividade, preservar e
restaurar processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas.

Errado. Art. 225, § 1º, I da CF/88. Incumbe ao Poder Público (União,


Estados, Distrito Federal e Municípios).
Pessoal, no direito sempre que aparecer "sempre", "nunca", "sem
exceção", "exclusivamente", pode ficar com um pé atrás, pois muito
provavelmente a questão estará errada.

Vejam:

"Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,


bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida,
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder
Público: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e
prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;"

70 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


As terras devolutas ou as arrecadadas pelos Estados, por ações
discriminatórias, são disponíveis e dispensam sua desafetação
pelo Poder Público em geral.

Errado. Art. 225, § 5º da CF/88.

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"São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por


ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais."

71 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


A Serra do Mar Paulista, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona
Costeira de Pernambuco, entre outras, são patrimônios estaduais
e sua utilização far-se-á livremente, na forma da lei dos
respectivos estados.

Errado. Art. 225, § 4º da CF/88.

É para memorizar!

"A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar,


o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
NACIONAL, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive
quanto ao uso dos recursos naturais."

72 - (FCC - Procurador - PGE/SP - 2009)


O controle da poluição do ar é de responsabilidade exclusiva do
Município.

Errado. Art. 24, VI da CF/88.


Pessoal, combater a poluição é uma competência material COMUM!
e legislar sobre controle da poluição é uma competência CONCORRENTE.

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"Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a
poluição em qualquer de suas formas;"

"Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre: VI - florestas, caça, pesca, fauna,
conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do meio ambiente e controle da poluição;"

73 - (FCC - Secretário de Diligências - MPE-RS - 2010)


A pessoa jurídica não é passível de sanção penal.

Errado.
Item muito comum em provas!
Confiram o art. 225, §3º da CF/88 e o Art. 3º, da Lei 9.605/98.
"As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados." Art. 225, §3º da CF/88

"As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil


e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a
infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua
entidade." Art. 3º, da Lei 9.605/98.

74 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


A responsabilidade da pessoa física por crimes ambientais é
objetiva.

Errado. A responsabilidade penal é SUBJETIVA.

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ATENÇÃO! Responsabilidade Objetiva é a Civil, pois independe de
comprovação de culpa, sendo suficiente a comprovação de dano e do
nexo causal.

75 - (CESPE - Analista Ambiental - III - MMA 2011)


A Constituição Federal de 1988, apesar de reconhecida por parte
significativa da doutrina como avançada no campo dos direitos
relacionados ao meio ambiente, não trata expressamente da
educação ambiental.

Errado. Art. 225, § 1º, VI da CF/88:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente


equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder


Público: VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de
ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

76 - (CESPE - Promotor de Justiça - MPE-ES - 2010)


A responsabilização do poluidor pela indenização ou reparação
dos danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por
sua atividade exige comprovação de culpa.

Errado. Independe da comprovação de culpa. A responsabilidade civil por


dano ambiental é OBJETIVA.

77 - (CESPE - Procurador de Estado - PGE-PE - 2009)


A responsabilidade civil ambiental independe de culpa.

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Certo. Perfeito. Responsabilidade Civil por dano ambiental OBJETIVA,
basta comprovação do dano e do nexo causal.

78 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
A obrigação de reparar os danos ambientais causados depende da
prévia aplicação de sanções administrativas e penais.

Errado. Art. 225, § 3º da CF/88.


As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os
danos causados
No caso de dano ambiental, tanto a pessoa física quanto a pessoa
jurídica podem ser responsabilizadas nas três esferas: civil, penal e
administrativa. É uma tríplice responsabilização!

79 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Lei ordinária deve estabelecer as normas para cooperação entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios relativas à
competência comum de proteção do meio ambiente.

Errado. É lei complementar! E essa lei já existe, é a LC 140/2011.

80 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Redução dos limites de uma unidade de conservação da natureza
pode ser feita por decreto.

Errado. Pessoal, uma unidade de conservação até pode ser criada por
decreto, afinal ela é criada por ato do Poder Público, que pode ser uma lei

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ou um decreto. No entanto, dependerá de lei a redução dos seus limites
ou até mesmo a sua extinção, ainda que ela tenha sido criada por
decreto.
Nestes termos, vejam o que está disposto no art. 225, § 1º, III da
CF/88:
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder
Público:
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e
seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração
e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer
utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem
sua proteção

81 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Princípio da avaliação prévia dos impactos ambientais não restou
consagrado em tais normas constitucionais.

Errado. Princípio previsto no artigo 225 da CF/88.


Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder
Público:
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente,
estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade

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Instrumento conhecido como EPIA (Estudo Prévio de Impacto
Ambiental) ou EIA (Estudo de Impacto Ambiental).

82 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Plano Diretor é o instrumento básico da política de
desenvolvimento urbano, sendo obrigatório para as cidades com
mais de vinte mil habitantes, nos termos do artigo 182, §1º da
Constituição Federal.

Certo. Art. 182, § 1º da CF/88.


O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para
cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da
política de desenvolvimento e de expansão urbana.
Lembrando que o Estatuto da Cidade traz situações em que municípios,
ainda que com mesmo de 20 mil habitantes, terão que ter plano diretor.
Vejam o art. 41 do Estatuto da Cidade.
O plano diretor é obrigatório para cidades:
I com mais de vinte mil habitantes;
II integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas;
III onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos
previstos no § 4º do art. 182 da Constituição Federal;
IV integrantes de áreas de especial interesse turístico;
V inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades
com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional.
VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à
ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou
processos geológicos ou hidrológicos correlatos. (Incluído pela Lei nº
12.608, de 2012)

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Assim, por exemplo, se o município integrar área de especial
interesse turístico deverá ter plano diretor, ainda que não tenha mais de
20 mil habitantes.
De qualquer forma, questão correta, uma vez que todo município
com mais de 20 mil habitantes é obrigado a ter plano diretor!

83 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR FORMAÇÃO DIREITO


PETROBRAS DISTRIBUIDORA 1/2011)
A Constituição Federal de 1988 apresenta os fundamentos do
Direito Ambiental brasileiro em diversas normas sobre o assunto,
inclusive dedicando um de seus capítulos à proteção do meio
ambiente ecologicamente equilibrado.
A esse respeito, é INCORRETO afirmar que a(o)
(A) localização das usinas que operem com reator nuclear deve
ser definida em lei federal.

Certo. Art. 225, § 6º da CF/88 As usinas que operem com reator


nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o
que não poderão ser instaladas.

(B) competência para legislar sobre recursos naturais é


concorrente entre a União e os Estados.

Certo. Art. 24 da CF/88.


Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do
solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da
poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e
paisagístico;

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VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a
bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico;

(C) utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a


preservação do meio ambiente não são consideradas para
verificar o cumprimento da função social da propriedade rural.

Errado. Art. 186 da CF/88.


A função social é cumprida quando a propriedade rural atende,
simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos
em lei, aos seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e
preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de
trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos
trabalhadores.

(D) defesa do meio ambiente consta como um dos princípios da


ordem econômica, expressos no artigo 170 da Constituição
Federal.

Certo. Art. 170 da CF/88.


A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na
livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme
os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I - soberania nacional;
II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;

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V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento
diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e
serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte
constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração
no País.

(E) meio ambiente ecologicamente equilibrado é um bem de uso


comum do povo.

Certo. CF/88, art. 225, Caput. Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

Gabarito C

84 - (CESPE / UnB Analista Ambiental IBAMA 2012)


O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é
considerado um direito fundamental de terceira geração, em razão
de ser baseado no interesse comum que liga e une as pessoas e
ter caráter universal.

CERTO.
Galera, basicamente é o seguinte:
1ª dimensão: direito civis e políticos;
2ª dimensão: direitos sociais, econômicos e culturais; e
3ª dimensão: direitos difusos e coletivos (direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado).

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O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é de 3ª


geração ou dimensão, sendo de titularidade difusa ou coletiva.
O meio ambiente é um bem de uso comum do povo, direito das
gerações presentes e futuras, estando o Poder Público e a coletividade
obrigados a preservá-lo e a defendê-lo.
O interesse difuso estrutura-se como interesse pertencente a todos
e a cada um dos componentes da pluralidade indeterminada. Não é um
simples interesse individual.
Vejam de onde o Examinador tirou esse item:
"O direito à integridade do meio ambiente típico direito de
terceira geração constitui prerrogativa jurídica de titularidade
coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos
humanos, a expressão significativa de um poder atribuído, não ao
indivíduo identificado em sua singularidade, mas, num sentido
verdadeiramente mais abrangente, à própria coletividade social. Enquanto
os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) que
compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais realçam o
princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos
econômicos, sociais e culturais) que se identificam com as liberdades
positivas, reais ou concretas acentuam o princípio da igualdade, os
direitos de terceira geração, que materializam poderes de titularidade
coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais,
consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento
importante no processo de desenvolvimento, expansão e reconhecimento
dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais
indisponíveis, pela nota de uma essencial inexauribilidade." (MS 22.164,
Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-10-1995, Plenário, DJ
de17-11-1995.) No mesmo sentido: RE 134.297, Rel. Min. Celso de
Mello, julgamento em 13-6-1995, Primeira Turma, DJ de 22-9-
1995.

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85 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)
O direito à integridade do meio ambiente é típico direito de
terceira dimensão e constitui prerrogativa jurídica de titularidade
coletiva.

CERTO. Mesmo fundamento do item anterior.

86 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Com relação à administração pública e ao meio ambiente, julgue
os próximos itens.
Considerando-se o direito constitucional ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, é vedada a adoção de qualquer
prática que submeta os animais à crueldade.

ERRADO.
De acordo com o art. 225, § 1º, VII, da CF/88, incumbe ao Poder
Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas
que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a
extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade.
Esse inciso tem clara inspiração nas linhas eco e biocêntricas
(preservação da fauna e flora). Não confundir com o caput do art. 225,
que segue a linha antropocêntrica.
Convém citar que o STF tem declarado a inconstitucionalidade de
leis estaduais que permitam práticas como as "rinhas de galo" ou a "farra
do boi", pois o pleno exercício de direitos culturais não prescinde da
observância do inciso VII do art. 225 da Constituição, o qual veda práticas
que submetam os animais à crueldade. (Não prescindir= Não dispensar)

ATENÇÃO! Notem que o art. 225, § 1º, VII, da CF/88 dispõe que
é vedado, na forma da lei, as práticas que submetam os animais à
crueldade.

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De acordo com o art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes
Ambientais), temos que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou
mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou
exóticos é crime com pena de detenção, de três meses a um ano, e
multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência
dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou
científicos, quando existirem recursos alternativos. Se houver a
morte do animal a pena é aumentada de um sexto a um terço.
Podemos entender que se NÃO existirem recursos alternativos é
possível experiências com animais vivos, ainda que sejam consideradas
cruéis ou dolorosas. Vamos imaginar aqui uma experiência com um sapo
ou uma barata em um laboratório de biologia de uma Universidade. Outro
exemplo, seria a utilização de ratos como cobaias em pesquisas para cura
do câncer.
Embora o comando da questão se refira somente ao direito
constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, ou
seja, ficamos limitados ao art. 225 da CF/88, no mesmo artigo em
seu § 1º, VII, está disposto que a vedação é na forma da lei. Ou seja,
a lei pode especificar em quais casos será vedado. E é o que está disposto
na Lei de Crimes Ambientais.

87 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Pessoas físicas que praticarem atos lesivos ao meio ambiente
estarão sujeitas a sanções penais e administrativas, ao passo que
as pessoas jurídicas que praticarem tais atos sofrerão sanções
civis e administrativas, em ambos os casos, independentemente
da obrigação de reparar os danos causados.

ERRADO.
Tanto a pessoa FÍSICA quanto a JURÍDICA podem ser
responsabilizadas por crime ambiental nas esferas PENAL, CIVIL e
ADMINISTRATIVA. É uma Tríplice responsabilização.

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Assim, de acordo com o art. 225, § 3º da CF/88, as condutas e
atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores,
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
ATENÇÃO! Considero esse item capcioso. Vejam que a banca não
diz expressamente que serão aplicadas às pessoas físicas
EXCLUSIVAMENTE, UNICAMENTE as sanções penais e administrativas. Foi
o que o item deu a entender, mas de maneira implícita. Isso pode ter
deixado alguns candidatos em dúvida.

88 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Constituem matérias de competência privativa da União a
proteção do meio ambiente e o combate à poluição, em qualquer
de suas formas.

ERRADO. Questão de graça! presentinho do Cespe...mamão com açúcar!


Conforme art. 24, VI da CF/88, é competência COMUM da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio
ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas.
Pessoal, compete a todos os entes políticos proteger o meio
ambiente, combater a poluição e preservar as florestas, a fauna e
a flora (é uma competência material ou administrativa COMUM).
Essa é a regra!
Pensem comigo, seria ilógico ser privativo não é mesmo?! Afinal,
não só o poder público deve proteger o meio ambiente, a coletividade
também tem essa atribuição. Assim, TODOS devem proteger e preservar
o ambiente.

89 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Dado o princípio do poluidor-pagador, para que se imponha ao
poluidor e ao predador a obrigação de recuperar e (ou) indenizar
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, é necessário

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que se prove a culpa do degradador. Caso ele não tenha agido com
má-fé, não será obrigado a reparar e (ou) indenizar os danos
causados.

ERRADO.
A responsabilidade civil por dano ambiental é OBJETIVA, ou seja,
independe da comprovação de culpa, basta o dano e o nexo causal.
Logo, NÃO é necessário que se prove a culpa do degradador para que se
imponha a obrigação de recuperar o dano ambiental.

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Lista de questões

1) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011)


É competência privativa da União a proteção, por meio do IPHAN,
dos documentos, das obras e de outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, dos monumentos, das paisagens naturais
notáveis e dos sítios arqueológicos.

2) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011)


Se determinado estado da Federação editar lei instituindo código
florestal, a referida lei deverá ser considerada inconstitucional,
visto que cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre a
matéria.

3) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É concorrente entre União, Estados, Municípios e Distrito Federal a
competência para proteger o meio ambiente, combater a poluição
e preservar as florestas, a fauna e a flora.

4) (PGE-RO - Procurador 2011)


É competência privativa da União legislar sobre responsabilidade
civil ambiental.

5) (CESPE/UnB - Juiz - TRF 5ª REGIÃO 2011)


A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento de
energia hidráulica constituem atividades da esfera de
competência da União. Assim, uma vez que os recursos minerais
pertencem a esse ente federativo, e não ao proprietário do solo,
cabe à administração federal autorizar sua exploração.

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6) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)
Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação
entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios para
o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente.

7) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)


Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é
de competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, com fundamento no artigo 24 da
Constituição Federal.

8) (FGV - OAB - Primeira Fase - Set/2010)


A competência executiva em matéria ambiental não alcança a
aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de
meio ambiente.

9) (TJ-PR - Juiz- 2010)


A competência material dos Municípios é suplementar, cabendo-
lhes proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer
de suas formas subsidiariamente, nos termos de Lei
Complementar.

10) (TJ-PR - Juiz- 2010)


A competência para legislar sobre responsabilidade por dano ao
meio ambiente é privativa da União.

11) (TJ-PR - Juiz- 2010)


Na competência legislativa em matéria ambiental, a
superveniência de Lei Federal revoga dispositivo de Lei Estadual
no que lhe for contrário.

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12) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-RR 2008)
No tocante à competência legislativa a ser exercida pelos estados,
deve-se considerar que, no âmbito da legislação concorrente, a
competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais e
que esta exclui a competência suplementar dos estados.

13) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


A proteção do meio ambiente, o combate à poluição e a
preservação das florestas, da fauna e da flora são de competência
comum da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito
Federal.

14) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


União, Estados, Municípios e Distrito Federal têm competência
comum para proteger os documentos, as obras e outros bens de
valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens
naturais notáveis e os sítios arqueológicos, bem como para
preservar as florestas, a fauna e a flora.

15) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


As normas para a cooperação entre União, Estados, Municípios e o
Distrito Federal no exercício de sua competência executiva comum
para proteger o meio ambiente deverão ser fixadas por decreto
federal.

16) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Com fulcro no princípio da predominância do interesse, compete
privativamente à União legislar sobre florestas, caça e pesca.

17) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Mesmo que exista atuação normativa por parte da União, o
estado-membro pode tratar das normas gerais.

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18) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


O município não está elencado no artigo constitucional que trata
da competência concorrente, mas pode legislar acerca do tema
meio ambiente.

19) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


O DF não pode legislar concorrentemente com a União na matéria
ambiental, por ser a sede da República brasileira.

20) (CESPE/UnB - Procurador de Estado - PGE-PE 2009)


Os estados podem legislar concorrentemente sobre jazidas e
minas encontradas em seus territórios.

21) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


Matéria relacionada a atividade nuclear de qualquer natureza é de
competência exclusiva da União.

22) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


No âmbito da legislação concorrente, os estados não podem
legislar sobre matéria ainda não tratada pela União.

23) (CESPE/UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


As normas gerais no âmbito da competência concorrente são
atribuídas à União.

24) (MPE-PR - Promotor de Justiça 2011)


É competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal
legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do
meio ambiente e controle da poluição, bem como, sobre
responsabilidade por dano ao meio ambiente.

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25) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É princípio informador da ordem econômica brasileira a defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado,
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus
processos de elaboração e prestação.

26) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É função institucional do Ministério Público promover o inquérito
civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e
coletivos.

27) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


É função do Estado favorecer a organização da atividade
garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio
ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.

28) (CESGRANRIO - Advogado - Petrobrás 2011)


Compete ao Sistema Único de Saúde, dentre outras atribuições,
colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do
trabalho.

29) (PGE-RO - Procurador 2011)


A instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
degradação ambiental exige estudo prévio de impacto ambiental.

30) (PGE-RO - Procurador 2011)


A desafetação de Unidade de Conservação de categoria Reserva
Legal depende de lei.

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31) (PGE-RO - Procurador 2011)
A responsabilidade penal da pessoa jurídica no direito ambiental
está prevista em legislação ordinária, não tendo previsão
constitucional.

32) (FGV - TJ-PA Juiz - 2008)


A Constituição da República conferiu tratamento especial ao meio
ambiente, dedicando a esse um capítulo específico, incluído no
Título "Da Ordem Social".

33) (MPE-PR - Promotor de Justiça 2011)


Para assegurar a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, as usinas que operem com reator nuclear
deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não
poderão ser instaladas.

34) (TRT - 23ª REGIÃO - MT - Juiz 2011)


A proteção ao meio ambiente deve ser assegurada em todas as
suas dimensões, a despeito de a Constituição de 1988 não ter
feito menção expressa ao meio ambiente do trabalho.

35) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais.

36) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida,

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impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

37) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

38) (CONSULPLAN - Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)
Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida
pelo órgão público competente, na forma da lei.

39) (Analista Jurídico Arquitetura - PG-DF - 2011)


O meio ambiente ganhou muito relevo com o advento da
Constituição Federal vigente, chegando-se a prever a
responsabilização administrativa, cível e, mesmo penal, tanto para
as pessoas físicas quanto as jurídicas.

40) (Analista Jurídico Arquitetura - PG-DF - 2011)


Em relação às terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a
Constituição garante a eles propriedade, sendo, portanto,
inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas são
imprescritíveis.

41) (CESPE - OAB - Exame de Ordem Unificado 1ª Fase -


Maio/2008)
As usinas que operem com reator nuclear devem ter sua
localização definida em lei estadual.

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42) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2011)
Ao indicar a defesa do meio ambiente como um dos princípios da
ordem econômica, a Constituição Federal submete o exercício da
atividade econômica à preservação do meio ambiente.

43)(CESPE - Advogado - IBRAM-DF 2009)


O Ministério Público da União está legitimado para promover o
inquérito civil e a ação civil pública visando proteção do meio
ambiente, mas não para defender direitos difusos e coletivos.

44) (CESPE - Advogado - IBRAM-DF 2009)


A administração pública das cidades brasileiras com mais de
20.000 habitantes está obrigada a elaborar o plano diretor do
município a ser submetido e aprovado pela Câmara Municipal. A
exigência ampara-se em preceito constitucional e visa orientar a
política de desenvolvimento e de expansão urbana.

45) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida
pelo órgão público competente, na forma da lei.

46) (CESPE - TJ-PB - Juiz 2011)


A floresta amazônica brasileira, a mata atlântica, a serra do Mar, o
pantanal mato-grossense e a zona costeira são considerados
patrimônio nacional pela CF, razão pela qual é vedada a utilização
dos recursos naturais existentes nessas áreas, ainda que sujeitas
ao domínio privado.

47)(CESPE - OAB - 2009.3)


O § 4º do art. 225 da CF estabelece que "a Floresta Amazônica
brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-

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Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao
uso dos recursos naturais." Em face desse dispositivo os
proprietários dos imóveis particulares inseridos nas florestas e
matas referidas nesse dispositivo constitucional podem utilizar os
recursos naturais existentes nessas áreas, desde que observadas
as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à
preservação ambiental.

48) (CESPE - Analista Ambiental - 2011)


A Constituição Federal de 1988, ao consagrar a proteção à
Floresta Amazônica brasileira, à Mata Atlântica, à Serra do Mar, ao
Pantanal Matogrossense, e à Zona Costeira, definidos como
patrimônio nacional, converteu em bens públicos os imóveis
particulares abrangidos pelas referidas florestas e matas.

49) (Advogado Júnior - UEGA - 2009)


O direito ao desenvolvimento econômico tem sido um dos
obstáculos à preservação do meio ambiente em Estados soberanos
como o Brasil, motivo pelo qual a Constituição de 1988 promoveu
uma clivagem entre desenvolvimento e meio ambiente.

50) (Juiz - TRT - 9ª REGIÃO 2006)


Através do princípio do desenvolvimento sustentável, o direito
ambiental busca realizar uma harmonização entre o
desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente.

51) (Advogado Júnior - UEGA - 2009)


A utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a
preservação do meio ambiente constituem, nos termos da

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Constituição brasileira, um requisito da função social da
propriedade rural.

52) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2010)


Para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, incumbe ao poder público, promover
a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente.

53) (MPE-SP - Promotor de Justiça 2010)


A Floresta Amazônica brasileira, A Mata Atlântica, a Serra do Mar,
o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

54) (Advogado - CIENTEC-RS 2010)


Fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado aquele que
explorar recursos minerais.

55) (Advogado - CIENTEC-RS 2010)


Incumbe ao Poder Público a preservação e restauração dos
processos ecológicos essenciais e provimento do manejo ecológico
das espécies e ecossistemas.

56) (CESPE - Técnico Judiciário - TRE-MT 2010)


Constituem patrimônio nacional a floresta amazônica, a mata
atlântica, o pantanal mato-grossense, o cerrado e os pampas
gaúchos, devendo sua utilização ocorrer segundo condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao
uso dos recursos naturais.

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57) (Advogado Júnior - UEGA 2009)
O meio ambiente é, assim, a interação do conjunto de elementos
naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento
equilibrado da vida em todas as suas formas". (SILVA, José
Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 7. ed. São Paulo:
Malheiros, 2009).
A Constituição confere legitimidade para qualquer cidadão propor
ação popular em defesa do meio ambiente em qualquer dos seus
três aspectos.

58) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

59) (Juiz - TRT - 9ª REGIÃO 2006)


A defesa e preservação do meio ambiente, para as presentes e
futuras gerações, não é dever apenas do Poder Público, mas
também da coletividade, o que justifica a necessidade de
conscientização pública e promoção da educação ambiental.

60) (CESPE - Procurador Federal - 2010)


O meio ambiente é um direito difuso, direito humano fundamental
de terceira geração, mas não é classificado como patrimônio
público.

61 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Por ser comum a competência material para proteção do
patrimônio cultural, a União, o Estado e o município podem,
simultaneamente, instituir tombamento sobre um mesmo bem,
desde que haja relevância histórico-cultural de âmbito local,
regional ou nacional.

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62 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Os modos de criar e de fazer enraizados no cotidiano de
comunidades, tais como técnicas tradicionais de construção naval,
integram o patrimônio cultural brasileiro, sendo meio idôneo para
a sua proteção o registro.

63 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


As formas de acautelamento e preservação do patrimônio cultural
brasileiro, são previstas pela Constituição Federal de forma
taxativa.

64 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2007)


Incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade
do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas
á pesquisa e manipulação de material genético.

65 - (CESPE - Juiz Federal - TRF 5 Região - 2006)


Acerca das normas constitucionais de proteção ao meio ambiente
cultual, julgue o item que se segue.
As manifestações das culturas populares, indígenas e afro-
brasileiras, e dos demais grupos participantes do processo
civilizatório nacional estão constitucionais previstas como objeto
de proteção estatal.

66 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)


A tutela constitucional do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado abrange previsão segundo a qual são
indisponíveis as terras devolutas ou arrecadas pela União, por
ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais.

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67 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)
A tutela constitucional do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado abrange previsão segundo a qual as
jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os
potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta
da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e
pertencem ao Estado em cujo território estiverem localizados.

68 - (FCC- TJ/AP - Analista Judiciário)


As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados.

69 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


Incumbe ao Poder Público federal, com exclusividade, preservar e
restaurar processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas.

70 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


As terras devolutas ou as arrecadadas pelos Estados, por ações
discriminatórias, são disponíveis e dispensam sua desafetação
pelo Poder Público em geral.

71 - (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE - 2008)


A Serra do Mar Paulista, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona
Costeira de Pernambuco, entre outras, são patrimônios estaduais
e sua utilização far-se-á livremente, na forma da lei dos
respectivos estados.

72 - (FCC - Procurador - PGE/SP - 2009)

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O controle da poluição do ar é de responsabilidade exclusiva do
Município.

73 - (FCC - Secretário de Diligências - MPE-RS - 2010)


A pessoa jurídica não é passível de sanção penal.

74 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


A responsabilidade da pessoa física por crimes ambientais é
objetiva.

75 - (CESPE - Analista Ambiental - III - MMA 2011)


A Constituição Federal de 1988, apesar de reconhecida por parte
significativa da doutrina como avançada no campo dos direitos
relacionados ao meio ambiente, não trata expressamente da
educação ambiental.

76 - (CESPE - Promotor de Justiça - MPE-ES - 2010)


A responsabilização do poluidor pela indenização ou reparação
dos danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por
sua atividade exige comprovação de culpa.

77 - (CESPE - Procurador de Estado - PGE-PE - 2009)


A responsabilidade civil ambiental independe de culpa.

78 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
A obrigação de reparar os danos ambientais causados depende da
prévia aplicação de sanções administrativas e penais.

79 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)

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Lei ordinária deve estabelecer as normas para cooperação entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios relativas à
competência comum de proteção do meio ambiente.

80 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Redução dos limites de uma unidade de conservação da natureza
pode ser feita por decreto.

81 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Princípio da avaliação prévia dos impactos ambientais não restou
consagrado em tais normas constitucionais.

82 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR DIREITO


PETROBRAS LIQUIGÁS 1/2012)
Plano Diretor é o instrumento básico da política de
desenvolvimento urbano, sendo obrigatório para as cidades com
mais de vinte mil habitantes, nos termos do artigo 182, §1º da
Constituição Federal.

83 - (CESGRANRIO - PROFISSIONAL JÚNIOR FORMAÇÃO DIREITO


PETROBRAS DISTRIBUIDORA 1/2011)
A Constituição Federal de 1988 apresenta os fundamentos do
Direito Ambiental brasileiro em diversas normas sobre o assunto,
inclusive dedicando um de seus capítulos à proteção do meio
ambiente ecologicamente equilibrado.
A esse respeito, é INCORRETO afirmar que a(o)
(A) localização das usinas que operem com reator nuclear deve
ser definida em lei federal.
(B) competência para legislar sobre recursos naturais é
concorrente entre a União e os Estados.

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(C) utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a
preservação do meio ambiente não são consideradas para
verificar o cumprimento da função social da propriedade rural.
(D) defesa do meio ambiente consta como um dos princípios da
ordem econômica, expressos no artigo 170 da Constituição
Federal.
(E) meio ambiente ecologicamente equilibrado é um bem de uso
comum do povo.

84 - (CESPE / UnB Analista Ambiental IBAMA 2012)


O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é
considerado um direito fundamental de terceira geração, em razão
de ser baseado no interesse comum que liga e une as pessoas e
ter caráter universal.

85 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


O direito à integridade do meio ambiente é típico direito de
terceira dimensão e constitui prerrogativa jurídica de titularidade
coletiva.

86 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Com relação à administração pública e ao meio ambiente, julgue
os próximos itens.
Considerando-se o direito constitucional ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, é vedada a adoção de qualquer
prática que submeta os animais à crueldade.

87 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Pessoas físicas que praticarem atos lesivos ao meio ambiente
estarão sujeitas a sanções penais e administrativas, ao passo que
as pessoas jurídicas que praticarem tais atos sofrerão sanções

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civis e administrativas, em ambos os casos, independentemente
da obrigação de reparar os danos causados.

88 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Constituem matérias de competência privativa da União a
proteção do meio ambiente e o combate à poluição, em qualquer
de suas formas.

89 - (CESPE / UnB Técnico Administrativo IBAMA 2012)


Dado o princípio do poluidor-pagador, para que se imponha ao
poluidor e ao predador a obrigação de recuperar e (ou) indenizar
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, é necessário
que se prove a culpa do degradador. Caso ele não tenha agido com
má-fé, não será obrigado a reparar e (ou) indenizar os danos
causados.

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Gabarito das Questões Resolvidas:

1E 2E 3E 4E 5C 6E 7E 8E 9E 10E

11E 12E 13C 14C 15E 16E 17E 18C 19E 20E

21C 22E 23C 24C 25C 26C 27C 28C 29E 30E

31E 32C 33C 34E 35C 36C 37C 38C 39C 40E

41E 42C 43E 44C 45C 46E 47C 48E 49E 50C

51C 52C 53C 54C 55C 56E 57C 58C 59C 60E

61C 62C 63E 64C 65C 66E 67E 68C 69E 70E

71E 72E 73E 74E 75E 76E 77C 78E 79E 80E

81E 82C 83C 84C 85C 86E 87E 88E 89E

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Teste final para fixar e verificar o aprendizado

1) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida,
impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

2) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados.

3) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar,
o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

4) (FUMARC - Advogado - BDMG 2011)


São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais.

5) (UFPR - Advogado Júnior - UEGA 2009)


A Constituição Brasileira atual traz um capítulo específico sobre o
meio ambiente, inserido no título da "Ordem Social".

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6) (UFPR - Advogado Júnior - UEGA - 2009)
O Ministério Público brasileiro não possui competência prevista
expressamente na Constituição para a defesa do meio ambiente,
decorrendo tal prerrogativa da legislação infraconstitucional.

7) (MS CONCURSOS - Advogado - CIENTEC-RS 2010)


Proclama a Constituição que todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado.

8)(CESPE - Analista Ambiental - III - MMA 2011)


A Constituição Federal de 1988, apesar de reconhecida por parte
significativa da doutrina como avançada no campo dos direitos
relacionados ao meio ambiente, não trata expressamente da
educação ambiental.

9) (FAE - Juiz - 2006 - TRT - 9ª REGIÃO PR)


O direito ambiental é de índole constitucional. O interesse que
visa tutelar é a sadia qualidade de vida do homem, em suas
gerações presentes e futuras, o que realiza através da defesa e
preservação do meio ambiente como elemento indissociável da
saúde e do bem estar do povo.

10) (FCC - Promotor de Justiça - MPE-PE - 2008 )


As usinas que operem com reator nuclear devem ter sua
localização definida em lei do município, por ser este o titular
exclusivo do interesse local, sem o que não poderá ser instalada.

11) (FCC - Analista Processual MPU 2007)


As usinas que operem com reatores nucleares deverão ter sua
localização definida em lei estadual ou municipal, podendo ocorrer
uma pré-instalação.

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12) (MOVENS - Especialista em Recursos Minerais - Auditoria
Externa - DNPM 2010)
As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em decreto do presidente da República.

13) (FUNRIO - Analista Administrativo - MPOG 2009)


As usinas nucleares deverão ter sua localização definida em
Decreto Federal, sem o qual não poderão ser instaladas.

14) (IF-SE - Analista - Tecnologia da Informação 2010)


As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua
localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

15) (FCC - Analista Processual MPU 2007)


A Mata Atlântica e o Pantanal Mato-Grossense não são
considerados patrimônio nacional pela Constituição Federal
brasileira.

16) (FUNRIO - Analista Administrativo - MPOG 2009)


O meio ambiente tem a natureza de bem de uso comum do povo,
tanto que incumbe ao Poder Público preservar a diversidade do
patrimônio genético do País.

17) (FCC - Promotor de Justiça - MPE-PE 2002)


O nosso ordenamento jurídico admite a responsabilidade penal da
pessoa jurídica, com previsão expressa na Constituição Federal de
1988 e Lei dos Crimes Ambientais (Lei n 9.605/98).

18) (CONSULPLAN Advogado - Prefeitura de Santa Maria


Madalena - RJ - 2010)

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Quando o Distrito Federal legislar sobre florestas, caça, pesca,
fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos
naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição, ele
estará:
a) Legislando sobre matéria que também pode ser objeto de lei editada
pelos Estados e União.
b) Legislando sobre matéria que lhe compete privativamente.
c) Invadindo competência privativa da União.
d) Invadindo competência privativa dos Estados.
e) Invadindo competência privativa dos Municípios.

19) (MPE-GO - Promotor de Justiça 2009)


De acordo com a Constituição Federal do Brasil, são considerados
patrimônio nacional:
a) a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar e os
Pampas.
b) a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.
c) a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal Mato-Grossense, a Zona Costeira e o Cerrado.
d) a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal Mato-Grossense, a Zona Costeira, o Cerrado e a Caatinga.

20) (FCC - Oficial de Defensoria Pública - DPE-SP - 2010)


A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica e a Serra do Mar
são consideradas, conforme norma expressa da Constituição
Federal,
a) bens de propriedade dos Estados onde se situem, que disciplinarão a
utilização dos recursos naturais.
b) bens de propriedade dos municípios onde se situem, vedada sua
utilização por terceiros.

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c) patrimônio do ente público responsável pela sua gestão, utilização e
preservação.
d) patrimônio nacional, vedada, portanto, sua utilização pelos cidadãos.
e) patrimônio nacional, passíveis de serem utilizados de forma
sustentável.

Gabarito do Teste Final:


1C 2C 3C 4C 5C 6E 7C 8E 9C 10E
11E 12E 13E 14C 15E 16C 17C 18A 19B 20E

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