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Aula 02

Direito Ambiental p/ Polícia Civil - DF (Delegado)


Professor: Rosenval Júnior

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Direito Ambiental para Polícia Civil - DF
(Delegado)
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AULA 0 2 - A le gisla çã o br a sile ir a flor e st a l ( Le i nº 1 2 .6 5 1 / 2 0 1 2 )

SUM ÁRI O PÁGI N A


Apr e se nt a çã o 1
N ovo Código Flor est a l ( Le i 1 2 .6 5 1 / 2 0 1 2 ) 3
M e m or e x 61
Que st õe s com e nt a da s 63

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N ovo Código Flor est a l ( Le i 1 2 .6 5 1 , de 2 5 de m a io de 2 0 1 2 )
Um pe que no h ist ór ico

O prim eiro Código Florest al foi criado em 1 9 3 4 , durant e a era


Vargas. Em 1 9 6 5 , durant e a dit a dur a m ilit a r , t ivem os a edição de um
novo Código, que foi revogado pelo at ual ( Lei 12.651/ 12) .
O principal obj et ivo do Código era regulam ent ar a exploração de
t erras no país e est abelecer as áreas que deveriam ser preservadas.
Durant e t odo esse t em po que est eve em vigor pa ssou por
dive r sa s m uda nça s para at ender a novos int eresses e exigências.
Am bient alist as, ruralist as, pesquisadores e est udiosos concordavam
que o Código precisa ser revist o. E isso foi feit o.
Para os ruralist as, o Código Florest al, que est ava em vigor, t ornava
inviável o desenvolvim ent o da agropecuária. Por out ro lado, os
am bient alist as e a m aior part e dos est udiosos defendiam a t ese de que o
problem a era a falt a de eficiência no cam po e por isso não haveria a
necessidade de exploração de novas t erras.
Com a propost a do novo Código, várias polêm icas surgiram . Sendo
que o cerne de t odo o debat e foram as áreas de preservação
perm anent e; as reservas legais; onde, quem e em quais circunst âncias
essas áreas poderiam ser exploradas ou ocupadas; as form as de
recom posição das áreas degradadas; e qual seriam as punições para
quem havia desm at ado e se haveria anist ia.
Mesm o depois de aprovado, as polêm icas, debat es e dúv idas
cont inuam . O que faz desse assunt o um t em a m uit o im port ant e para
vocês!
Depois desse resum o dos fat os, vam os aos disposit ivos da nova lei.
Pe ssoa l, a nt es de iniciarm os o est udo da norm a é int eressant e t er
um a noção do t odo. Prim eiro vam os t er a visão da florest a, depois irem os
ver cada árvore.

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O código disciplina, dent re out ros, os seguint es t em as:

 Pr incípios;
 Conce it os;
 Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e ( APP) ;
 Ár e a s de Uso Re st r it o;
 Uso Ecologica m e nt e Sust e nt á ve l dos Apicuns e
Sa lga dos;
 Re se r va Le ga l ( RL) ;
 Re gim e de Pr ot e çã o da s Ár e a s Ve r de s Ur ba na s;
 Supr e ssã o de Ve ge t a çã o pa r a Uso Alt e r na t ivo do Solo;
 Ca da st r o Am bie nt a l Rur a l ( CAR) ;
 Ex plor a çã o Flor e st a l;
 Cont r ole de Or ige m Flor e st a l e D OF;
 Pr oibiçã o do Uso de Fogo e do Cont r ole dos I ncê ndios;
 Pr ogr a m a de Apoio e I nce nt ivo à Pr e se r va çã o e
Re cupe r a çã o do M e io Am bie nt e ;
 Cont r ole do D e sm a t a m e nt o;
 Agr icult ur a Fa m ilia r ;
 Ár e a s Consolida da s em Ár e a s de Pr e se r va çã o
Pe r m a ne nt e e e m Ár e a s de Re se r va Le ga l.

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Pr incípios

O Código Florest al est abelece norm as gerais sobre a prot eção da


veget ação, áreas de Preservação Perm anent e e as áreas de Reserva
Legal; a exploração florest al, o suprim ent o de m at éria- prim a florest al, o
cont role da origem dos produt os florest ais e o cont role e prevenção dos
incêndios florest ais, e prevê inst rum ent os econôm icos e financeiros para o
alcance de seus obj et ivos.
Tendo com o obj e t ivo o de se nvolvim e nt o sust e nt á ve l, o Novo
Código at enderá aos seguint es pr incípios:
I - afirm ação do com pr om isso sobe r a no do Br a sil com a
pr e se r va çã o das suas florest as e dem ais form as de veget ação nat iva,
bem com o da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da
int egridade do sist em a clim át ico, para o bem est ar das gerações
present es e fut uras;
II - reafirm ação da im por t â ncia da funçã o e st r a t é gica da
a t ivida de a gr ope cuá r ia e do pa pe l da s flor e st a s e de m a is for m a s
de ve ge t a çã o na t iva na sust ent abilidade, no crescim ent o econôm ico, na
m elhoria da qualidade de vida da população brasileira e na presença do
País nos m ercados nacional e int ernacional de alim ent os e bioenergia;
I I I - a çã o gove r na m e nt a l de pr ot eçã o e uso sust e n t á ve l de
flor e st a s, consagr ando o com prom isso do País com a com pat ibilização e
harm onização ent re o uso produt ivo da t erra e a preservação da água, do
solo e da veget ação;
I V - r e sponsa bilida de com um da Uniã o, Est a dos, D ist r it o
Fe de r a l e M un icípios, em cola bor a çã o com a socie da de civil, na
criação de polít icas para a preservação e rest auração da veget ação nat iva
e de suas funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais;
V - fom e nt o à pe squisa cie nt ífica e t e cnológica na busca da
inovação para o uso sust e nt á ve l do solo e da água, a r e cupe r a çã o e a
pr e se r va çã o das florest as e dem ais form as de veget ação nat iva;

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VI - criação e m obilização de ince nt ivos e conôm icos pa r a
fom e nt a r a pr e se r va çã o e a r e cuper a çã o da veget ação nat iva e para
pr om ove r o de se nvolvim e nt o de a t ivida de s pr odut iva s
sust e nt á ve is.

As flor e st a s exist ent es no t errit ório nacional e as de m a is for m a s


de ve ge t a çã o na t iva , reconhecidas de ut ilidade às t erras que revest em ,
são be ns de int e r e sse com um a t odos os habit ant es do País,
exercendo- se os dir e it os de pr opr ie da de com a s lim it a çõe s que a
legislação em geral e especialm ent e o Código Florest al est abelecem .
A aquisição de um im óvel com passivo am bient al responsabilizará o
novo propriet ário, ainda que est e não t enha dado causa ao dano, pois as
obr iga çõe s pr e vist a s no Código Flor e st a l t ê m na t ur e z a r e a l e sã o
t r a nsm it ida s ao suce ssor , de qualquer nat ureza, no caso de
t ransferência de dom ínio ou posse do im óvel rural ( Obr iga çã o pr opt er
rem ).
Assim , a obrigação de recuperação am bient al recai sobre o
propriet ário independent em ent e de est e t er dado causa. Não im port a a
priori quem causou o dano. Exem plo, José com pra um a fazenda com a
m at a ciliar do rio que cort a a propriedade desm at ada. Nesse caso, José
t erá a obrigação de recom por a área desm at ada, m esm o j á t endo
adquir ido a propriedade com a APP sem a cobert ura florest al.

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Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e

Ár e a de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e - APP é um a á r e a pr ot e gida ,
cobe r t a ou nã o por ve ge t a çã o na t iva , com a função am bient al de
preservar os recursos hídricos, a paisagem , a est abilidade geológica e a
biodiversidade, facilit ar o fluxo gênico de fauna e flora, pr ot eger o solo e
assegurar o bem - est ar das populações hum anas.
At ent em para esse det alhe: é a área que é de preservação
perm anent e. Ela pode est ar ou não cobert a por veget ação nat iva. O
ent orno de um a nascent e num raio m ínim o de 50 m et ros é área de
preservação perm anent e. Pode não t er um a árvore sequer e ainda assim
cont inuará sendo APP. As m argens dos rios devem ser preservadas com o
área de preservação perm anent e, ainda que não t enham cobert ura
veget al.
Essas áreas são pr ot egidas, pois são sensíveis, m ais vulneráveis a
deslizam ent os, erosão, enchent es e por isso precisam t er o seu uso
regulado.
Bast a lem brarm os dos deslizam ent os que acont eceram , acont ecem ,
e cont inuarão acont ecendo em Sant a Cat arina, Rio de Janeiro,
principalm ent e na r egião serrana.
Qual o m ot ivo desses desast res? Casas const ruídas em encost as,
em t opo de m orros, áreas desm at adas. E as enchent es? As m at as ciliares
em áreas urbanas prat icam ent e não exist em . I m óveis são const ruídos nas
beiras dos rios, cur sos d' águas são alt erados, há pouco invest im ent o em
infraest rut ura, em gest ão de resíduos. As áreas florest adas são reduzidas,
est á virando t udo concret o, o que dim inui a infilt ração e aum ent a a
velocidade do escoam ent o superficial.
Vam os agora est udar essas áreas. Em prova é m uit o com um
pergunt arem quais são as APPs. As m ais cobradas, sem dúvida, são as
m at as ciliares ( faixas m arginas dos cursos d'água) e seus lim it es.

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Prim eiro irem os est udar as APPs do art . 4º do Código Florest al, com
incidência ex lege e nat ureza j urídica de lim it ação de uso ao direit o de
propriedade.

D e lim it a çã o da s Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e

Topo de morros, montes,


montanhas e serras

Encostas

Nascentes/olhos d’água

Mata Ciliar

Restinga

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Considera- se Ár e a de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e , e m z ona s
r ur a is ou ur ba na s:

I - as fa ix a s m a r gina is de qua lque r cur so d’á gua na t ur a l pe r e ne e


int e r m it e nt e , excluídos os efêm eros, de sde a bor da da ca lha do
le it o r e gula r , e m la r gur a m ínim a de :

 3 0 m et ros, para os cursos d’água de m e nos de 1 0 m et ros de


largura;

 5 0 m et ros, para os cursos d’água que t enham de 1 0 a 5 0 m e t r os


de la r gur a ;

 1 0 0 m et ros, para os cursos d’água que t enham de 5 0 a 2 0 0


m e t r os de la r gur a ;

 2 0 0 m et ros, para os cursos d’água que t enham de 2 0 0 a 6 0 0


m e t r os de la r gur a ;

 5 0 0 m et ros, para os cursos d’água que t enham la r gur a supe r ior


a 6 0 0 m e t r os.

* Le it o r e gula r : a calha por onde correm regularm ent e as águas do


curso d’água durant e o ano.

A área de preservação perm anent e é um a área prot egida em zona


r ur a l ou ur ba na ! ! !
E por que eu cham o at enção para esse det alhe? Porque um a das
diferenças ent re APP e RL é j ust am ent e essa.
APP é á r e a pr ot egida e m zona r ur a l ou ur ba na . Já a Re se r va
Le ga l é a pe na s e m zona r ur a l!
Um out ro det alhe, é que as dim ensões exigidas pelo novo código
florest al são as m esm as exigidas pelo código revogado, no ent ant o, agora
a linha inicial de dem arcação foi m odificada.
Vou explicar, o ant igo código previa que a m at a ciliar seria fixada
( delim it ada) desde o nível m ais alt o, ou sej a, o nível alcançado na
ocorrência de cheias. Já o novo Código prevê que a m argem a ser
prot egida será fixada e m edida desde a borda da calha do leit o regular.

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I sso acarret a um a redução da prot eção am bient al, um a vez que
agora não é levada em cont a a ocorrência de cheias sazonais, que no
caso dos rios da Am azônia pode deixar áreas ext ensas desprot egidas.
Nest e pont o t em os um ret rocesso da prot eção das m argens dos rios.

I I - as áreas no ent orno dos la gos e la goa s N ATURAI S, e m fa ix a


com la r gur a m ínim a de :

 1 0 0 m e t r os, em zona s RURAI S.


 Ex ce çã o: Cor po d’á gua com a t é 2 0 he ct a r e s de supe r fície
de ve r á t e r APP de 5 0 m e t r os;

 3 0 m e t r os, em zona s URBAN AS.

Resum indo, t em os que em la gos e la goa s N ATURAI S a fa ix a de


pr ot e çã o t e r á la r gur a m ínim a de :
Em á r e a s RURAI S: 1 0 0 m pa r a cor po d’ á gua ACI M A de 2 0
he ct a r e s de supe r fície e 5 0 m pa r a cor po d’ á gua com ATÉ 2 0
he ct a r e s de supe r fície .
Em á r e a s URBAN AS: 3 0 m

Ex e m plo de APP

No mínio 30 m de mata ciliar No mínimo 30 m de mata ciliar

Rio com menos de 10 m de


largura

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Mata ciliar preservada

Conse qu ê ncia s da r e t ir a da da m a t a cilia r : a ssor e a m e nt o do r io,


e r osã o, pe r da de ha bit a t s.

ATEN ÇÃO! Nos im óveis rurais com at é 15 m ódulos fiscais é


adm it ida nas fa ix a s m a r gina is de qua lque r cur so d’á gua N ATURAL e

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nas áreas no ent orno dos la gos e la goa s N ATURAI S a prát ica da
aquicult ura e a infr aest rut ura física dir et am ent e a ela associada, desde
que:
I - sej am adot adas prát icas sust ent áveis de m anej o de solo e água e
de recursos hídricos, garant indo sua qualidade e quant idade, de acordo
com norm a dos Conselhos Est aduais de Meio Am bient e;
I I - est ej a de acordo com os respect ivos planos de bacia ou planos de
gest ão de recursos hídricos;
I I I - sej a realizado o licenciam ent o pelo órgão am bient al com pet ent e;
I V - o im óvel est ej a inscrit o no Cadast r o Am bient al Rural - CAR.
V – não im plique novas supressões de veget ação nat iva.

I I I - as á r e a s no e nt or no dos r e se r va t ór ios d’á gua a r t ificia is,


decorrent es de barram ent o ou represam ent o de cursos d’água nat urais,
na fa ix a de finida na lice nça a m bie n t a l do em preendim ent o.

Not em que os r e se r va t ór ios de á gua ARTI FI CI AI S t a m bé m sã o


pr ot e gidos pe lo Código Flor e st a l.
N ã o será exigida Área de Preservação Perm anent e no ent orno de
reservat órios art ificiais de água que nã o decorram de barram ent o ou
represam ent o de cursos d’água nat urais.
Nas acum ulações nat urais ou art ificiais de água com supe r fície
infe r ior a 1 he ct a r e , fica dispe n sa da a r e se r va da fa ix a de
pr ot e çã o, vedada nova supressão de áreas de veget ação nat iva, salvo
aut orização do órgão am bient al com pet ent e do Sist em a Nacional do Meio
Am bient e - Sisnam a.
Na im plant ação de reservat ório d’água art ificial dest inado a geração
de energia ou abast ecim ent o público, é obrigat ória a aquisição,
desapropriação ou inst it uição de servidão adm inist rat iva pelo
em preendedor das Áreas de Preservação Perm anent e criadas em seu
ent orno, conform e est abelecido no licenciam ent o am bient al, observando-
se a faixa m ínim a de 30 m et ros e m áxim a de 100 m et ros em área rural, e
a faixa m ínim a de 15 m et ros e m áxim a de 30 m et ros em área urbana.

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Nesse caso, o em preendedor, no âm bit o do licenciam ent o
am bient al, elaborará Plano Am bient al de Conservação e Uso do Ent orno
do Reservat ório, em conform idade com t erm o de referência expedido pelo
órgão com pet ent e do Sist em a Nacional do Meio Am bient e - Sisnam a, não
podendo o uso exceder a 10% do t ot al da Área de Preservação
Perm anent e.
O Plano Am bient al de Conservação e Uso do Ent orno de
Reservat ório Art ificial, para os em preendim ent os licit ados a part ir da
vigência do novo Código Florest al, deverá ser apresent ado ao órgão
am bient al concom it ant em ent e com o Plano Básico Am bient al e aprovado
at é o início da operação do em preendim ent o, não const it uindo a sua
ausência im pedim ent o para a expedição da licença de inst alação.

I V – as á r e a s n o e nt or no da s na sce nt e s e dos olhos d’á gua


pe r e ne s, qualquer que sej a sua sit uação t opográfica, no raio m ínim o de
5 0 ( cinqu e nt a ) m e t r os.

* N a sce nt e é o afloram ent o nat ur al do lençol freát ico que


apresent a perenidade e dá início a um curso d’água.
* Olho d’á gua é o afloram ent o nat ural do lençol freát ico, m esm o
que int erm it ent e.

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Aqui gost aria de r essalt ar que a prot eção é para o ent orno das
na sce nt e s e dos olhos de á gua PEREN ES. No art igo que foi vet ado
não havia essa exigência.

V - a s e ncost a s ou pa r t e s de st a s com de clivida de su pe r ior a 4 5 °,


e quiva le nt e a 1 0 0 % na linha de m a ior de clive .

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VI - as r e st inga s, com o fixadoras de dunas ou est abilizadoras de
m angues.

* Re st inga é o depósit o arenoso paralelo à linha da cost a, de form a


geralm ent e alongada, produzido por processos de sedim ent ação, onde se
encont ram diferent es com unidades que recebem influência m arinha, com
cobert ura veget al em m osaico, encont rada em praias, cordões arenosos,
dunas e depressões, apresent ando, de acordo com o est ágio sucessional,
est rat o herbáceo, arbust ivo e arbóreo, est e últ im o m ais int eriorizado.

VI I - os m a ngu e za is, em t oda a sua ext ensão.

* M a ngue za l é o ecossist em a lit orâneo que ocorre em t errenos


baixos, suj eit os à ação das m arés, form ado por vasas lodosas recent es ou
arenosas, às quais se associa, predom inant em ent e, a veget ação nat ural
conhecida com o m angue, com influência fluviom arinha, t ípica de solos
lim osos de regiões est uarinas e com dispersão descont ínua ao longo da
cost a brasileira, ent re os Est ados do Am apá e de Sant a Cat arina.

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VI I I - as bor da s dos t a bule ir os ou cha pa da s, at é a linha de rupt ura


do relevo, em faixa nunca inferior a 1 0 0 m e t r os em proj eções
horizont ais.

Faixa nunca inferior a


100 metros
100 m

Linha de ruptura
do relevo

Pessoal, a linha de rupt ura do relevo est á represent ada em am arelo


e a faixa de APP est á em verm elho, devendo ser de no m ínim o 100 m .

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I X - no t opo de m or r os, m ont e s, m ont a nha s e se r r a s, com a lt ur a
m ínim a de 1 0 0 m e t r os e inclina çã o m é dia m a ior que 2 5 ° , as áreas
delim it adas a part ir da curva de nível correspondent e a 2/ 3 ( dois t erços)
da alt ura m ínim a da elevação sem pre em relação à base, sendo est a
definida pelo plano horizont al det erm inado por planície ou espelho
d’água adj acent e ou, nos relevos ondulados, pela cot a do pont o de sela
m ais próxim o da elevação.

X - as á r e a s e m a lt it ude supe r ior a 1 .8 0 0 m e t r os, qualquer que sej a


a veget ação;

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XI – em ve r e da s, a faixa m arginal, em proj eção hor izont al, com
la r gur a m ínim a de 5 0 ( cinque nt a ) m e t r os, a part ir do espaço
perm anent em ent e brej oso e encharcado.

* Ve r e da : fit ofisionom ia de savana, encont rada em solos


hidrom órficos, usualm ent e com a palm eira arbórea Maurit ia flexuosa -
burit i em ergent e, sem form ar dossel, em m eio a agr upam ent os de
espécies arbust ivo- herbáceas.

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APP por a t o do Pode r Público

Consideram - se, ainda, de pr e se r va çã o pe r m a ne nt e , qua ndo


de cla r a da s de int e r e sse socia l por a t o do Che fe do Pode r
Ex e cut ivo, as áreas cobert as com florest as ou out ras form as de
veget ação dest inadas a um a ou m ais das seguint es finalidades:

I - cont e r a e r osã o do solo e m it iga r r iscos de e nche nt e s e


de sliz a m e nt os de t erra e de rocha;

I I - pr ot e ge r a s r e st inga s ou ve r e da s;

I I I - pr ot e ge r vá r ze a s;

I V - a br iga r e x e m pla r e s da fa un a ou da flor a a m e a ça dos de


e x t inçã o;

V - pr ot e ge r sít ios de e x ce pciona l be le za ou de va lor cie nt ífico,


cult ur a l ou hist ór ico;

VI - for m a r fa ix a s de pr ot e çã o a o longo de r odovia s e fe r r ovia s;

VI I - a sse gur a r condiçõe s de be m - e st a r público;

VI I I - a ux ilia r a de fe sa do t e r r it ór io na ciona l, a crit ério das


aut oridades m ilit ares.

I X – pr ot e ge r á r e a s úm ida s, especialm ent e as de im port ância


int ernacional. ( * á r e a s úm ida s: pant anais e superfícies t errest res
cobert as de form a periódica por águas, cobert as originalm ent e por
florest as ou out ras form as de veget ação adapt adas à inundação.)

Dessa form a, um decret o do President e da República, do


Governador ou do Prefeit o pode criar um a nova APP nos casos
especificados acim a.

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Re gim e de Pr ot e çã o da s Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e

A veget ação sit uada em Área de Preservação Perm anent e deverá


ser m ant ida pelo pr opriet ário da área, possuidor ou ocupant e a qualquer
t ít ulo, pessoa física ou j urídica, de dir eit o público ou privado. Em regra,
não será possível a supressão de veget ação nessas áreas.
Tendo ocorrido supressão de veget ação sit uada em Área de
Preservação Perm anent e, o propriet ário da área, possuidor ou ocupant e a
qualquer t ít ulo é obrigado a prom over a recom posição da veget ação,
ressalvados os usos aut orizados previst os no Código Florest al. Essa
obrigação t em nat ureza real e é t ransm it ida ao sucessor no caso de
t ransferência de dom ínio ou posse do im óvel rural ( Obr iga çã o pr opt er
rem ).
No caso de supr e ssã o nã o a ut or iza da de veget ação realizada
após 22 de j ulho de 2008, é ve da da a conce ssã o de nova s
a ut or iz a çõe s de supr e ssã o de ve ge t a çã o e nqua nt o nã o se
pr om ove r a r e com posiçã o da ve ge t a çã o, ressalvados os usos
aut orizados previst os no Código Florest al.
CURI OSI D AD E! A adoção da dat a de 22 de j ulho de 2008 com o
m arco para definir área rural consolidada coincide com a publicação do
Decret o 6.514/ 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções
adm inist rat ivas ao m eio am bient e.
I nt eressant e é que chegou a ser apresent ada em enda na Com issão
de Const it uição, Just iça e Cidadania para alt erar o m arco t em poral para
2001, por causa da Medida Provisória 2.166- 67/ 2001, m as a propost a foi
rej eit ada.

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A in t e r ve n çã o ou a su pr e ssã o de
ve ge t a çã o n a t iva e m APP som e n t e
ocor r e r á n a s h ipót e se s pr e vist a s n o
Código Flor e st a l de :

Utilidade pública

Interesse social

Baixo impacto
ambiental

UTI LI D AD E PÚBLI CA:

a) as at ividades de se gur a nça na ciona l e pr ot e çã o sa nit á r ia ;

b) as obr a s de infr a e st r ut ur a dest inadas às concessões e aos serviços


públicos de t r a nspor t e , sist e m a viá r io, inclusive aquele necessário
aos parcelam ent os de solo urbano aprovados pelos Municípios,
sa ne a m e nt o, ge st ã o de r e síduos, e ne r gia , t e le com unica çõe s,
r a diodifusã o, inst a la çõe s necessárias à realização de com pe t içõe s
e spor t iva s est aduais, nacionais ou int ernacionais, bem com o
m ineração, excet o, nest e últ im o caso, a ext ração de areia, argila, saibro
e cascalho;

c) at ividades e obras de de fe sa civil;

d) a t ivida de s que com pr ova da m e nt e pr opor cione m m e lhor ia s na


pr ot e çã o da s funçõe s a m bie nt a is referidas às Áreas de preservação

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perm anent e;

e) out r a s a t ivida de s sim ila r e s de vida m e nt e ca r a ct e r iza da s e


m ot iva da s e m pr oce dim e nt o a dm inist r a t ivo pr ópr io, qua ndo
ine x ist ir a lt e r na t iva t é cnica e loca ciona l a o e m pr e e ndim e nt o
pr opost o, de finida s e m a t o do Che fe do Pode r EXECUTI VO
FED ERAL.

Observem o absurdo que est ão perm it indo com o novo Código


Florest al. Agora é possível, por exem plo, o desm at am ent o de um a área
de preservação perm anent e para a const rução de um est ádio de fut ebol
ou de inst alações com o as que est ão sendo erguidas para as Olim píadas
no Rio de Janeir o. Tudo sob o argum ent o de serem inst alações
necessárias à realização de com pet ições esport ivas est aduais, nacionais
ou int ernacionais, afinal são casos de ut ilidade pública.

I N TERESSE SOCI AL:

a) as a t ivida de s im pr e scindíve is à pr ot e çã o da int e gr ida de da


ve ge t a çã o na t iva , t ais com o prevenção, com bat e e cont role do fogo,
cont role da erosão, erradicação de invasoras e prot eção de plant ios com
espécies nat ivas;

b) a e x plor a çã o a gr oflor e st a l sust e nt á ve l pr a t ica da na pe que na


pr opr ie da de ou posse r ur a l fa m ilia r ou por povos e com unida de s
t r a diciona is, desde que não descaract erize a cobert ura veget al
exist ent e e não prej udique a função am bient al da área;

c) a im pla nt a çã o de infr a e st r ut ur a pública de st ina da a e spor t e s,


la ze r e a t ivida de s e duca ciona is e cult ur a is a o a r livr e e m á r e a s
ur ba na s e r ur a is consolida da s, observadas as condições
est abelecidas nest a Lei;

d) a r e gula r iz a çã o fundiá r ia de a sse nt a m e nt os hum a nos ocupados


predom inant em ent e por população de baixa renda em áreas urbanas

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consolidadas, observadas as condições est abelecidas na Lei n o 11.977,
de 7 de j ulho de 2009 ( Program a Minha Casa, Minha Vida - PMCMV e a
regularização fundiária de assent am ent os localizados em áreas
urbanas) ;

e) im pla nt a çã o de inst a la çõe s ne ce ssá r ia s à ca pt a çã o e conduçã o


de á gua e de e flu e nt e s t r a t a dos para proj et os cuj os recursos hídricos
são part es int egrant es e essenciais da at ividade;

f) a s a t ivida de s de pe squ isa e e x t r a çã o de a r e ia , a r gila , sa ibr o e


ca sca lho, out or ga da s pe la a ut or ida de com pe t e nt e ;

g) out r a s a t ivida de s sim ila r e s de vida m e nt e ca r a ct e r iza da s e


m ot iva da s e m pr oce dim e nt o a dm inist r a t ivo pr ópr io, qua ndo
ine x ist ir a lt e r na t iva t é cnica e loca ciona l à a t ivida de pr opost a ,
de finida s e m a t o do Che fe do Pode r EXECUTI VO FED ERAL.

ATI VI D AD ES EVEN TUAI S OU D E BAI XO I M PACTO AM BI EN TAL:

a) a be r t ur a de peque na s via s de a ce sso int e r no e sua s pont e s e


pont ilhõe s, quando necessárias à t ravessia de um cur so d’água, ao
acesso de pessoas e anim ais para a obt enção de água ou à ret irada de
produt os oriundos das at ividades de m anej o agroflorest al sust ent ável;

b) im pla nt a çã o de inst a la çõe s ne ce ssá r ia s à ca pt a çã o e conduçã o


de á gua e e flue n t e s t r a t a dos, desde que com provada a out orga do
direit o de uso da água, quando couber;

c) im pla nt a çã o de t r ilha s para o desenvolvim ent o do ecot urism o;

d) const r uçã o de r a m pa de la nça m e nt o de ba r cos e pe que no


a ncor a dour o;

e) const r uçã o de m or a dia de a gr icult or e s fa m ilia r e s,


r e m a ne sce nt e s de com unida de s quilom bola s e out r a s popula çõe s
e x t r a t ivist a s e t r a diciona is em áreas r ur a is, onde o
a ba st e cim e nt o de á gua se dê pe lo e sfor ço pr ópr io dos
m or a dor e s;

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f) const r uçã o e m a nut e nçã o de ce r ca s na pr opr ie da de ;

g) pe squisa cie nt ífica r e la t iva a r e cur sos a m bie nt a is, respeit ados
out ros requisit os previst os na legislação aplicável;

h) cole t a de pr odut os nã o m a de ir e ir os pa r a fins de subsist ê ncia e


pr oduçã o de m uda s, com o sem ent es, cast anhas e frut os, respeit ada a
legislação específica de acesso a recursos genét icos;

i) pla nt io de e spé cie s na t iva s produt oras de frut os, sem ent es,
cast anhas e out r os produt os veget ais, desde que não im plique
supressão da veget ação exist ent e nem prej udique a função am bient al da
área;

j) e x plor a çã o a gr oflor e st a l e m a ne j o flor e st a l sust e nt á ve l,


com unit á r io e fa m ilia r , incluindo a ext ração de produt os florest ais não
m adeireiros, desde que não descaract erizem a cobert ura veget al nat iv a
exist ent e nem prej udiquem a função am bient al da área;

k) out r a s a çõe s ou a t ivida de s sim ila r e s, r e conh e cida s com o


e ve nt ua is e de ba ix o im pa ct o a m bie nt a l e m a t o do Conse lho
N a ciona l do M e io Am bie nt e - CON AM A ou dos Conse lhos
Est a dua is de M e io Am bie nt e ; ( Quando aparecer algum órgão do
SI SNAMA podem ficar ligados, pois na prova os exam inadores adoram
t rocar os nom es. Vão dizer aqui que é o I bam a, o MMA...Não caiam
nesse t ipo de pegadinha! )

A supr e ssã o de ve ge t a çã o na t iva pr ot e t or a de r e st inga s,


duna s e na sce nt e s som e nt e pode r á se r a ut or iza da e m ca so de
ut ilida de pública .
M ne m ônico:
RE D U N A
supr e ssã o
SOM EN TE
e m ca so de
UTI LI D AD E PÚBLI CA!

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ATEN ÇÃO! EXCEÇÃO! A int e r ve nçã o ou a supr essã o de


ve ge t a çã o na t iva em r e st inga s e m a ngue za is pode r á se r
a ut or iz a da , e x ce pciona lm e nt e , e m loca is onde a fun çã o e cológica
do m a ngue za l e st e j a com pr om e t ida , pa r a e x e cuçã o de obr a s
ha bit a ciona is e de ur ba niza çã o, inse r ida s em pr oj e t os de
r e gula r iz a çã o fundiá r ia de int e r e sse socia l, e m á r e a s ur ba na s
consolida da s ocupa da s por popula çã o de ba ix a r e nda .
Vej am aqui out ro absurdo, um a vez que o Poder Público prefere
execut ar obras nesses ecossist em as frágeis e j á com prom et idos a fazer a
sua recuperação am bient al.
É D I SPEN SAD A a a ut or iza çã o do ór gã o a m bie nt a l
com pe t e nt e pa r a a e x e cuçã o, em ca r á t e r de ur gê ncia , de
a t ivida de s de se gur a nça na ciona l e obr a s de int e r e sse da de fe sa
civil de st ina da s à pr e ve nçã o e m it iga çã o de a cide nt e s e m á r e a s
ur ba na s.
É PERM I TI D O o a ce sso de pe ssoa s e a nim a is à s Ár e a s de
Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e para obt enção de água e para realização de
at ividades de baixo im pact o am bient al.

Ár e a s de Uso Re st r it o

Nos pa nt a na is e pla nície s pa n t a ne ir a s é pe r m it ida a


e x plor a çã o e cologica m e nt e sust e nt á ve l, devendo- se considerar as
recom endações t écnicas dos órgãos oficiais de pesquisa, ficando novas
supressões de veget ação nat iva para uso alt ernat ivo do solo
condicionadas à aut orização do ór gã o e st a dua l do m eio am bient e.
Em á r e a s de inclina çã o e nt r e 2 5 ° e 4 5 °, serão perm it idos o
m a ne j o flor e st a l sust e nt á ve l e o e x e r cício de a t ivida de s
a gr ossilvipa st or is, bem com o a m a n ut e nçã o da infr a e st r ut ur a física
a ssocia da a o de se nvolvim e nt o da s a t ivida de s, observadas boas

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prát icas agronôm icas, sendo ve da da a conve r sã o de nova s á r e a s,
e x ce t ua da s a s hipót e se s de ut ilida de pública e int e r e sse socia l.

Admitido manejo Admitido manejo


florestal sustentável florestal sustentável

Uso Ecologica m e nt e Sust e nt á ve l dos Apicuns e Sa lga dos

A Zona Cost e ir a é pa t r im ônio na ciona l, nos t e r m os do § 4 o do


a r t . 2 2 5 da Const it uiçã o, de ve ndo sua ocupa çã o e e x plor a çã o se
da r de m odo e cologica m e nt e sust e nt á ve l.
Galera, aqui o Código Florest al apenas rat ificou o dispost o na
CF/ 88. Lem brando que segundo a Const it uição são PATRI M ÔN I O
N ACI ON AL: a Flor e st a Am a zônica br a sile ir a , a M a t a At lâ nt ica , a
Se r r a do M a r , o Pa nt a na l M a t o- Gr osse n se e a Zona Cost e ir a , e sua
ut ilização far- se- á, na form a da lei, dent ro de condições que assegurem a
preservação do m eio am bient e, inclusive quant o ao uso dos recursos
nat urais.
Ant es de falarm os dos Apicuns e Salgados, é im port ant e dizer que o
Código Florest al nã o os list a com o APPs, m as exige que o uso dessas
áreas sej a feit o de form a ecologicam ent e sust ent ável.

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Os a picuns e sa lga dos pode m se r ut iliza dos e m a t ivida de s de
ca r cinicult ur a e sa lina s, desde que observados os seguint es
requisit os:

I - á r e a t ot a l ocupa da e m ca da Est a do nã o supe r ior a 1 0 % de ssa


m oda lida de de fit ofisionom ia no biom a a m a zônico e a 3 5 % no
r e st a nt e do Pa ís, excluídas as ocupações consolidadas que at endam ao
dispost o no § 6º do art . 11- A;
Resum indo:
Área t ot al ocupada com a at ividade em cada Est ado:
• 1 0 % dos apicuns e salgados se for no Biom a Am azônico.
• 3 5 % dos apicuns e salgados se for no rest ant e do País.

II - sa lva gua r da da a bsolut a int e gr ida de dos m a ngue z a is


a r bust ivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados,
bem com o da sua produt ividade biológica e condição de berçário de
recursos pesqueiros;

I I I - lice ncia m e n t o da a t ivida de e da s inst a la çõe s pe lo ór gã o


a m bie nt a l e st a dua l, cient ificado o I nst it ut o Brasileiro do Meio
Am bient e e dos Recursos Nat urais Renováveis - I bam a e, no caso de uso
de t errenos de m arinha ou out ros bens da União, realizada regularização
prévia da t it ulação perant e a União;

IV - r e colhim e nt o, t r a t a m e nt o e disposiçã o a de qua dos dos


e flue nt e s e r e sídu os;

V - ga r a nt ia da m a nut e nçã o da qua lida de da á gua e do solo,


r e spe it a da s a s Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e ; e

V - r e spe it o à s a t ivida de s t r a diciona is de sobr e vivê ncia da s


com unida de s loca is.

* Ca r cinicult ur a é a criação de cam arão. Essa at iv idade pode


causar significat ivos im pact os am bient ais. Carcinicult ura, seus im pact os e
a aplicação do princípio da precaução j á foram obj et os de cobrança do
Cespe/ UNB na prova discursiva de Analist a Am bient al do MMA.

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* Sa lga do ou m a r ism a s t r opica is h ipe r sa linos: áreas sit uadas
em regiões com frequências de inundações int erm ediárias ent re m arés de
sizígias e de quadrat ura, com solos cuj a salinidade varia ent re 100 ( cem )
e 150 ( cent o e cinquent a) part es por 1.000 ( m il) , onde pode ocorrer a
presença de veget ação herbácea específica.
* Apicum : áreas de solos hipersalinos ( elevada salinidade) sit uadas
nas regiões ent rem arés superiores, inundadas apenas pelas m arés de
sizígias, que apresent am salinidade superior a 150 part es por 1.000,
desprovidas de veget ação vascular.

A lice nça a m bie n t a l será de 5 a nos, r e nová ve l a pe na s se o


e m pr e e nde dor cu m pr ir a s e x igê ncia s da le gisla çã o a m bie nt a l e do
pr ópr io lice ncia m e nt o, m ediant e com provação anual inclusive por m ídia
fot ográfica.

São suj e it os à a pr e se nt a çã o de Est udo Pr é vio de I m pa ct o


Am bie nt a l EPI A e Re la t ór io de I m pa ct o Am bie nt a l RI M A os novos
e m pr e e ndim e nt os:

I com á r e a supe r ior a 5 0 he ct a r e s, vedada a fragm ent ação do proj et o


para ocult ar ou cam uflar seu port e;

I I com á r e a de a t é 5 0 he ct a r e s, se pot encialm ent e causadores de


significat iva degradação do m eio am bient e; ou

I I I loca liza dos e m r e giã o com a de n sa m e nt o de e m pr e e ndim e nt os


de ca r cinicult ur a ou sa lina s cu j o im pa ct o a fe t e á r e a s com uns.

O ór gã o lice ncia dor com pe t e nt e , m ediant e decisão m ot ivada,


poderá, sem prej uízo das sanções adm inist rat ivas, civis e penais
cabíveis, bem com o do dever de recuperar os danos am bient ais
causados, a lt e r a r a s condiciona nt es e a s m e dida s de cont r ole e
a de qua çã o, quando ocorrer:

I - descum prim ent o ou cum prim ent o inadequado das condicionant es ou

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m edidas de cont role previst as no licenciam ent o, ou desobediência às
norm as aplicáveis;

I I - fornecim ent o de inform ação falsa, dúbia ou enganosa, inclusive por


om issão, em qualquer fase do licenciam ent o ou período de validade da
licença; ou

I I I - superveniência de inform ações sobre riscos ao m eio am bient e ou à


saúde pública.

A am pliação da ocupação de apicuns e salgados respeit ará o


Zoneam ent o Ecológico- Econôm ico da Zona Cost eira - ZEEZOC.
É a sse gur a da a r egula r iza çã o das at ividades e em preendim ent os
de carcinicult ura e salinas cuj a ocupação e im plant ação t enham ocorrido
ant es de 22 de j ulho de 2008, de sde que o em preendedor, pessoa física
ou j urídica, com pr ove sua loca liza çã o e m a picum ou sa lga do e se
obr igue , por t e r m o de com pr om isso, a pr ot e ge r a int e gr ida de dos
m a ngue za is a r bust ivos a dj a ce nt e s.
É ve da da a m anut enção, licenciam ent o ou regularização, em
qualquer hipót ese ou form a, de ocupação ou exploração irregular em
apicum ou salgado, ressalvadas as exceções previst as no pr óprio Código.

Ár e a de Re se r va Le ga l

Re se r va Le ga l é a área localizada no int erior de um a pr opr ie da de


ou posse r ur a l com a função de a sse gur a r o uso e conôm ico de m odo
sust e nt á ve l dos r e cur sos na t ur a is do im óve l r ur a l, auxiliar a
conservação e a reabilit ação dos processos ecológicos e prom over a
conservação da biodiversidade, bem com o o abrigo e a prot eção de fauna
silvest re e da flora nat iva.
I m port ant e frisar que a Reserva Legal é exigida em propriedades ou
posses rurais. Já as Áreas de Preservação Perm anent es devem ser
m ant idas t ant o em áreas rurais quant o urbanas.

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ATEN ÇÃO! É m uit o com um quest ões com os percent uais m ínim os
da Reserva Legal. Logo, m e m or ize m os pe r ce nt ua is m ín im os.
Todo im óve l r ur a l de ve m a nt e r área com cober t ur a de
ve ge t a çã o na t iva , a t ít ulo de Re se r va Le ga l, sem prej uízo da
aplicação das norm as sobre as Áreas de Preservação Perm anent e,
observados os seguint es pe r ce nt ua is m ínim os em relação à área do
im óvel:

I - localizado na Am a z ônia Le ga l:

I m óvel sit uado em área de flor e st a s

I m óvel sit uado em área de ce r r a do

I m óvel sit uado em área de ca m pos ger a is;

Obs.: O pe r ce nt ua l de Re se r va Le ga l em im óvel sit uado em área de


form ações florest ais, de cerrado ou de cam pos gerais na Am azônia Legal
será definido considerando se pa r a da m e nt e os índices.

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I I - loca liz a do na s de m a is r e giõe s do Pa ís:

I ndependent em ent e do Biom a, desde que não sej a


na Am azônia Legal.

* Am a zônia Le ga l: os Est ados do Acre, Pará, Am azonas, Roraim a,


Rondônia, Am apá e Mat o Grosso e as regiões sit uadas ao nort e do
paralelo 13° S, dos Est ados de Tocant ins e Goiás, e ao oest e do m eridiano
de 44° W, do Est ado do Maranhão.

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ATEN ÇÃO!
De acordo com o art . 68 do Código, os propriet ários ou possuidores
de im óveis rurais que realizaram supressão de veget ação nat iva
respeit ando os percent uais de Reserva Legal previst os pela legislação em
vigor à época em que ocorreu a supressão são dispensados de prom over
a recom posição, com pensação ou regeneração para os percent uais
exigidos.
Os propriet ários ou possuidores de im óveis rurais poderão provar
essas sit uações consolidadas por docum ent os t ais com o a descrição de
fat os hist óricos de ocupação da região, regist ros de com ercialização,
dados agropecuários da at ividade, cont rat os e docum ent os bancários
relat ivos à produção, e por t odos os out ros m eios de prova em direit o
adm it idos.

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Os propriet ários ou possuidores de im óveis rurais, na Am azônia
Legal, e seus herdeiros necessários que possuam índice de Reserva Legal
m aior que 50% de cobert ura florest al e não realizaram a supressão da
veget ação nos percent uais previst os pela legislação em vigor à época
poderão ut ilizar a área excedent e de Reserva Legal t am bém para fins de
const it uição de servidão am bient al, Cot a de Reserva Am bient al - CRA e
out ros inst rum ent os congêneres previst os no Código Florest al.
Em ca so de fr a ciona m e nt o do im óve l r ur a l, a qualquer t ít ulo,
inclusive para assent am ent os pelo Program a de Reform a Agrária, se r á
conside r a da , pa r a de lim it a çã o da á r e a de Re se r va Le ga l a á r e a do
im óve l a nt e s do fr a ciona m e nt o.
Prest em at enção no I NCLUSI VE para assent am ent os pelo Program a
de Reform a Agrária. A prova pode vir com um " excet o" , " exclusive" .
Fiquem ligados!
O pe r ce nt ua l de Re se r va Le ga l em im óvel sit uado em área de
form ações florest ais, de cerrado ou de cam pos gerais na Am azônia Legal
será definido considerando se pa r a da m e nt e os índices.
No caso de im óve l loca liz a do e m flor e st a na Am a z ônia Le ga l, o
pode r público pode r á r e duzir a Re se r va Le ga l para at é 50% , para
fins de recom posição, quando o Município t iver m ais de 50% da área
ocupada por unidades de conservação da nat ureza de dom ínio público e
por t erras indígenas hom ologadas.
Ainda em im óvel localizado em florest a na Am azônia Legal, o poder
público e st a dua l, ouvido o Conse lho Est a dua l de M e io Am bie nt e ,
pode r á r e duzir a Re se r va Le ga l par a at é 50% , quando o Est ado t iver
Zoneam ent o Ecológico- Econôm ico aprovado e m ais de 65% do seu
t errit ório ocupado por unidades de conservação da nat ureza de dom ínio
público, dev idam ent e regularizadas, e por t erras indígenas hom ologadas.
Os e m pr e e ndim e nt os de a ba st e cim e nt o público de á gua e
t r a t a m e nt o de e sgot o nã o est ão suj eit os à const it uição de Reserva
Legal.

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N ã o será exigido Reserva Legal relat iva às áreas adquiridas ou
desapropriadas:
 por det ent or de concessão, perm issão ou aut orização para
exploração de pot encial de energia hidráulica, nas quais
funcionem em preendim ent os de geração de energia elét r ica,
subest ações ou sej am inst aladas linhas de t ransm issão e de
dist ribuição de energia elét rica.
 com o obj et ivo de im plant ação e am pliação de capacidade de
rodovias e ferrovias.
Qua ndo indica do pe lo Zone a m e n t o Ecológico- Econôm ico -
ZEE e st a dua l, realizado segundo m et odologia unificada, o pode r
público fe de r a l pode r á :
I - reduzir, exclusivam ent e para fins de regularização, m ediant e
recom posição, regeneração ou com pensação da Reserva Legal de im óveis
com área rural consolidada, sit uados em área de florest a localizada na
Am azônia Legal, para at é 50% da propriedade, excluídas as áreas
priorit árias para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos e
os corredores ecológicos.
I I - am pliar as áreas de Reserva Legal em at é 50% dos percent uais
previst os nest a Lei, para cum prim ent o de m et as nacionais de prot eção à
biodiversidade ou de redução de em issão de gases de efeit o est ufa.

A loca liza çã o da á r e a de Re se r va Le ga l no im óvel rural deverá levar


em consideração os seguint es est udos e crit érios:

I - o pla no de ba cia hidr ogr á fica ;

I I - o Zone a m e nt o Ecológico- Econôm ico;

I I I - a for m a çã o de cor r e dor e s e cológicos com out ra Reserva Legal,


com Área de Preservação Perm anent e, com Unidade de Conservação ou
com out ra área legalm ent e prot egida;

I V - as á r e a s de m a ior im por t â ncia pa r a a conse r va çã o da


biodive r sida de ; e

V - as á r e a s de m a ior fr a gilida de a m bie nt a l.

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O ór gã o e st a dua l int egrant e do Sisnam a ou inst it uição por ele
habilit ada deverá aprovar a localização da Reserva Legal após a inclusão
do im óvel no CAR.

Se r á a dm it ido o côm put o da s Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e


no cá lculo do pe r ce nt ua l da Re se r va Le ga l do im óve l, desde que:

I - não im plique a conversão de novas áreas para o uso alt ernat ivo do
solo;

I I - a área a ser com put ada est ej a conservada ou em processo de


recuperação, conform e com provação do propriet ário ao órgão est adual
int egrant e do Sisnam a; e

I I I - o propriet ário ou possuidor t enha requerido inclusão do im óvel no


Cadast ro Am bient al Rural - CAR, nos t erm os da Lei 12.651/ 12.

O pr opr ie t á r io ou possuidor de im óve l com Re se r v a Le ga l


conse r va da e inscr it a no Ca da st r o Am bie nt a l Rur a l - CAR cuj a área
ult rapasse o m ínim o exigido por lei, pode r á ut iliza r a á r e a e x ce de nt e
pa r a fins de const it uiçã o de se r vidã o a m bie nt a l, Cot a de Re se r va
Am bie nt a l e out r os inst r um e nt os congê ne r e s pr e vist os no Código
Flor e st a l.
* Cot a de Re se r va Am bie nt a l - CRA, t ít ulo nom inat ivo
represent at ivo de área com veget ação nat iva, exist ent e ou em processo
de recuperação: I - sob regim e de servidão am bient al; II -
correspondent e à área de Reserva Legal inst it uída volunt ariam ent e sobre
a veget ação que exceder os percent uais exigidos no art . 12 do Código
Florest al; I I I - prot egida na form a de Reserva Part icular do Pat rim ônio
Nat ural - RPPN; I V - exist ent e em propriedade rural localizada no int erior
de Unidade de Conservação de dom ínio público que ainda não t enha sido
desapropriada.
* Se r vidã o Am bie nt a l: I nst rum ent o pelo qual o propriet ário ou
possuidor de im óvel, pessoa nat ural ou j ur ídica, pode, por inst rum ent o
público ou part icular ou por t erm o adm inist rat ivo firm ado perant e órgão
int egrant e do Sisnam a, lim it ar o uso de t oda a sua propriedade ou de

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part e dela para preservar, conservar ou recuperar os recursos am bient ais
exist ent es. A rest rição ao uso ou à exploração da veget ação da área sob
servidão am bient al deve ser, no m ínim o, a m esm a est abelecida para a
Reserva Legal.
Obs.: A servidão am bient al é disciplinada pela Lei 6.938/ 81 ( Polít ica
Nacional do Meio Am bient e) .
Poderá ser inst it uído Reserva Legal em regim e de condom ínio ou
colet iva ent re propriedades rurais, respeit ado o percent ual exigido em
relação a cada im óvel, m ediant e a aprovação do órgão com pet ent e do
Sisnam a.

Re gim e de Pr ot e çã o da Re se r va Le ga l

A Re se r va Le ga l de ve se r conse r va da com cobe r t ur a de


ve ge t a çã o na t iva pelo propriet ário do im óvel rural, possuidor ou
ocupant e a qualquer t ít ulo, pessoa física ou j urídica, de direit o público ou
privado.
Adm it e - se a e x plor a çã o e conôm ica da Re se r va Le ga l
m e dia nt e m a ne j o sust e nt á ve l, previam ent e aprovado pelo órgão
com pet ent e do Sisnam a, de acordo com as seguint es m odalidades de
prát icas de exploração selet iva:
 m anej o sust ent ável SEM propósit o com ercial para consum o na
propriedade e

 m anej o sust ent ável para exploração florest al COM pr opósit o


com ercial.

O m a ne j o sust e n t á ve l pa r a e x plor a çã o flor e st a l e ve nt ua l SEM


pr opósit o com e r cia l, para consum o no próprio im óvel, in de pe nde de
a ut or iz a çã o dos ór gã os com pe t e nt e s, devendo apenas ser
declarados previam ent e ao órgão am bient al a m ot ivação da exploração

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e o volum e explorado, lim it ada a exploração anual a 20 m et ros cúbicos.

O m a ne j o flor e st a l sust e nt á ve l da ve ge t a çã o da Re se r va Le ga l
COM pr opósit o com e r cia l de pe nde de a ut or iza çã o do ór gã o
com pe t e nt e e deverá at ender as seguint es diret rizes e orient ações:

I - não descaract erizar a cobert ura veget al e não prej udicar a


conservação da veget ação nat iva da ár ea;

I I - assegurar a m anut enção da diversidade das espécies;

I I I - conduzir o m anej o de espécies exót icas com a adoção de m edidas


que favoreçam a regeneração de espécies nat ivas.

É livr e a colet a de produt os florest ais não m adeireiros, t ais com o


frut os, cipós, folhas e sem ent es, devendo- se observar:
I - os períodos de colet a e volum es fixados em regulam ent os
específicos, quando houver;
I I - a época de m at uração dos frut os e sem ent es;
I I I - t écnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de
indivíduos e da espécie colet ada no caso de colet a de flores, folhas,
cascas, óleos, resinas, cipós, bulbos, bam bus e raízes.
Para fins de m anej o de Reserva Legal na pequena propriedade ou
posse rural fam iliar, os órgãos int egrant es do Sisnam a deverão
est abelecer procedim ent os sim plificados de elaboração, análise e
aprovação de t ais planos de m anej o.
É obr iga t ór ia a suspe nsã o im e dia t a da s a t ivida de s e m Ár e a
de Re se r va Le ga l de sm a t a da ir r e gula r m e nt e a pós 2 2 de j ulho de
2008.
A inscrição do im óvel rural no Cadast ro Am bient al Rural - CAR é
condição obrigat ória para a adesão ao Program a de Regularização
Am bient al - PRA.

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Com base no requerim ent o de adesão ao PRA, o órgão com pet ent e
int egrant e do Sisnam a convocará o propriet ário ou possuidor para assinar
o t erm o de com prom isso, que const it uirá t ít ulo execut ivo ext raj udicial.
A part ir da assinat ura do t erm o de com prom isso, serão suspensas
as sanções decorrent es das infrações. Cum pridas as obrigações
est abelecidas no PRA ou no t erm o de com prom isso para a regularização
am bient al, nos prazos e condições neles est abelecidos, as m ult as serão
consideradas com o convert idas em serviços de preservação, m elhoria e
recuperação da qualidade do m eio am bient e, regularizando o uso de
áreas rurais consolidadas conform e definido no PRA.
A á r e a de Re se r va Le ga l de v e r á se r r e gist r a da no ór gã o
a m bie nt a l com pe t e nt e por m e io de inscr içã o no Ca da st r o
Am bie nt a l Rur a l - CAR se ndo ve da da a a lt e r a çã o de sua
de st ina çã o, nos ca sos de t r a nsm issã o, a qua lque r t ít ulo, ou de
de sm e m br a m e nt o, com a s e x ce çõe s pr e vist a s na Le i 1 2 .6 5 1 / 1 2 .

Ex plor a çã o Flor e st a l de a cor do com o N ovo Código Flor e st a l

A e x plor a çã o de flor e st a s na t iva s e for m a çõe s suce ssor a s, de


dom ínio público ou pr iva do, ressalvados os casos previst os nos art s.
21, 23 e 24 do Código Florest al, de pe nde r á de lice n cia m e nt o pe lo
ór gã o com pe t e nt e do Sisna m a , m e dia nt e a pr ova çã o pr é via de
Pla no de M a ne j o Flor e st a l Sust e nt á ve l – PM FS, que cont em ple
t écnicas de condução, exploração, reposição florest al e m anej o
com pat íveis com os variados ecossist em as que a cobert ura arbórea
form e.
Pla no de M a ne j o Flor e st a l Sust e nt á ve l - PM FS

O PMFS at enderá os seguint es fundam ent os t écnicos e cient íficos:

I - caract erização dos m eios físico e biológico;

I I - det erm inação do est oque exist ent e;

I I I - int ensidade de exploração com pat ível com a capacidade de suport e

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am bient al da florest a;

I V - ciclo de cort e com pat ível com o t em po de rest abelecim ent o do


volum e de produt o ext raído da florest a;

V - prom oção da regeneração nat ural da florest a;

VI - adoção de sist em a silvicult ural adequado;

VI I - adoção de sist em a de exploração adequado;

VI I I - m onit oram ent o do desenvolvim ent o da florest a rem anescent e;

I X - adoção de m edidas m it igadoras dos im pact os am bient ais e sociais.

A aprovação do PMFS pelo órgão com pet ent e do Sisnam a confere


ao seu det ent or a licença am bient al para a prát ica do m anej o florest al
sust ent ável, nã o se aplicando out ras et apas de licenciam ent o am bient al.
PMFS aprovado é a licença que aut oriza a exploração florest as nat ivas e
form ações sucessoras, de dom ínio público ou privado.
O det ent or do PMFS encam inhará relat ório anual ao órgão
am bient al com pet ent e com as inform ações sobre t oda a área de m anej o
florest al sust ent ável e a descrição das at ividades realizadas.
O PMFS será subm et ido a v ist orias t écnicas para fiscalizar as
operações e at ividades desenvolvidas na área de m anej o.
Para fins de m anej o florest al na pe que na pr opr ie da de ou posse
r ur a l fa m ilia r , os órgãos do Sisnam a deverão est abelecer
pr oce dim e nt os sim plifica dos de elaboração, análise e aprovação dos
referidos PMFS. Par a a pequena propriedade ou posse rural fam iliar há um
procedim ent o sim plificado t ant o para o PMFS quant o para o PRAD.
Com pet e ao ór gã o fe de r a l de m eio am bient e a a pr ova çã o de
PM FS incident es em flor e st a s pública s de dom ínio da Uniã o.

São ise nt os de PM FS:

I - a supressão de florest as e form ações sucessoras para uso alt ernat ivo
do solo ( Ent ende- se por uso alt ernat ivo do solo a subst it uição de
florest as e form ações sucessoras por out ras cobert uras do solo, t ais

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com o proj et os de assent am ent o para reform a agrária, agropecuários,
indust riais, de geração e t ransm issão de energia, de m ineração e de
t ransport e.) ;

I I - o m anej o e a exploração de florest as plant adas localizadas fora das


Áreas de Preservação Perm anent e e de Reserva Legal;

III - a exploração florest al não com ercial realizada na pequena


propriedade ou posse rural fam iliar ou por populações t radicionais.

As pe ssoa s física s ou j ur ídica s que ut iliza m m a t é r ia - pr im a


flor e st a l em su a s a t ivida de s de ve m supr ir - se de r e cur sos
or iundos de :

 florest as plant adas;

 PMFS de florest a nat iva aprovado pelo órgão com pet ent e do
Sisnam a;

 supressão de veget ação nat iva aut orizada pelo órgão com pet ent e
do Sisnam a;

 out ras form as de biom assa florest al definidas pelo órgão


com pet ent e do Sisnam a.

São obrigadas à REPOSI ÇÃO FLORESTAL as pessoas físicas ou


j urídicas que ut ilizam m a t é r ia - pr im a flor e st a l or iunda de supr e ssã o
de ve ge t a çã o na t iva ou que det enham aut orização para supressão de
ve ge t a çã o na t iva .

É ise nt o da obr iga t or ie da de da r e posiçã o flor e st a l a que le que


ut ilize :

I - cost aneiras, aparas, cavacos ou out ros resíduos provenient es da


at ividade indust rial

I I - m at éria- prim a florest al:

a) oriunda de PMFS;

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b) oriunda de florest a plant ada;

c) não m adeireira.

A isenção da obrigat oriedade da reposição florest al nã o desobriga o


int eressado da com provação perant e a aut oridade com pet ent e da origem
do recurso florest al ut ilizado.
A reposição florest al será efet ivada no Est ado de origem da
m at éria- prim a ut ilizada, m ediant e o plant io de e spé cie s
pr e fe r e ncia lm e nt e na t iva s, conform e det erm inações do órgão
com pet ent e do Sisnam a. Eu considero m ais um ret rocesso, afinal a
reposição aplica- se aos casos de supressão de veget ação nat iva. Mas, o
novo Código Florest al exige que essa reposição sej a realizada m ediant e o
plant io de e spé cie s PREFEREN CI ALM EN TE na t iva s. N a pr ova podem
a fir m a r que é obr iga t or ia m e nt e , o que t or na r ia a a fir m a t iva
e r r a da !
As e m pr e sa s indust r ia is que ut ilizam gr a nde qua nt ida de de
m a t é r ia - pr im a flor e st a l são obr iga da s a elaborar e im plem ent ar
Pla no de Supr im e nt o Sust e nt á ve l - PSS, a ser subm et ido à aprovação
do órgão com pet ent e do Sisnam a. O PSS assegurará produção
equivalent e ao consum o de m at éria- prim a florest al pela at ividade
indust rial.
O PSS de e m pr e sa s side r úr gica s, m e t a lúr gica s ou out r a s que
consum a m gr a nde s qua nt ida de s de ca r vã o ve ge t a l ou le nha
est abelecerá a ut iliz a çã o e x clusiva de m a t é r ia - pr im a or iunda de
flor e st a s pla nt a da s ou de PM FS e será pa r t e int e gr a nt e do
pr oce sso de lice n cia m e nt o a m bie nt a l do e m pr e e ndim e nt o.

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Cont r ole da Or ige m dos Pr odut os Flor e st a is de a cor do com o novo
Código Flor e st a l

O cont role da origem da m adeira, do carvão e de out ros produt os


ou subprodut os florest ais incluirá sist e m a na ciona l que int egre os dados
dos diferent es ent es federat ivos, coor de na do, fisca liz a do e
r e gula m e nt a do pe lo ór gã o fe de r a l com pet e nt e do SI SN AM A
( I BAM A) .
Os dados do sist em a serão disponibilizados para acesso público por
m eio da rede m undial de com put adores, cabendo ao órgão federal
coordenador do sist em a fornecer os program as de inform át ica a serem
ut ilizados e definir o prazo para int egr ação dos dados e as inform ações
que deverão ser aport adas ao sist em a nacional.
Não é e x igida a ut or iz a çã o pr é via pa r a o pla nt io ou o
r e flor e st a m e nt o com e spé cie s flor e st a is na t iva s ( e x : Ar a ucá r ia ) ou
e x ót ica s ( e x .: Euca lipt o) , desde que observadas as lim it ações e
condições previst as no Código Florest al, devendo ser inform ados ao órgão
com pet ent e, no prazo de at é 1 ano, para fins de cont role de origem .
É livr e a e x t r a çã o de le nha e de m a is pr odut os de flor e st a s
pla nt a da s de sde que N ÃO e st e j a m e m APP ( Ár e a de Pr e se r va çã o
Pe r m a ne nt e ) e RL ( Re se r va Le ga l) .
O cor t e ou a e x plor a çã o de e spé cie s na t iva s pla nt a da s e m
área de uso a lt e r na t ivo do solo se r ã o pe r m it idos
inde pe nde nt e m e n t e de a ut or iza çã o pr é via , devendo o plant io ou
reflorest am ent o est ar previam ent e cadast rado no órgão am bient al
com pet ent e e a exploração ser previam ent e declarada nele para fins de
cont role de origem .
O órgão federal coordenador do sist em a nacional poderá bloquear a
em issão de D ocum e nt o de Or ige m Flor e st a l - D OF dos ent es
federat ivos não int egrados ao sist em a e fiscalizar os dados e relat órios
respect ivos.

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O t r a nspor t e , por qualquer m eio, e o a r m a ze na m e nt o de
m adeira, lenha, carvão e out ros produt os ou subprodut os florest ais
oriundos de florest as de e spé cie s n a t iva s, para fins com erciais ou
indust riais, r e qu e r e m lice nça do ór gã o com pe t e nt e do Sisna m a .
A lice nça se r á for m a liza da por m e io da e m issã o do D OF, que
deverá acom panhar o m at erial at é o beneficiam ent o final.
Para a em issão do DOF, a pessoa física ou j urídica responsável
deverá est ar r e gist r a da no Ca da st r o Té cnico Fe de r a l de At ivida de s
Pot e ncia lm e nt e Poluidor a s ou Ut iliza dor a s de Re cur sos
Am bie nt a is, previst o no art . 17 da Lei 6.938, de 31 de agost o de 1981.
Que m r e ce be r ou a dquir ir , pa r a fins com e r cia is ou
indust r ia is, m adeira, lenha, carvão e out ros produt os ou subprodut os de
florest as de espécies nat ivas é obr iga do a e x igir a a pr e se nt a çã o do
D OF e m unir - se da via que de ve r á a com pa nha r o m a t e r ia l a t é o
be ne ficia m e nt o fina l.
No DOF deverão const ar a especificação do m at erial, sua volum et ria
e dados sobre sua origem e dest ino.
O COM ÉRCI O de pla nt a s VI VAS e out r os pr odut os or iundos
da FLORA N ATI VA de pe nde r á de lice nça do ór gã o ESTAD UAL
com pet ent e do Sisnam a e de r e gist r o no Ca da st r o Té cnico Fe de r a l de
At ivida de s Pot e ncia lm e nt e Poluidor a s ou Ut iliza dor a s de Re cur sos
Am bie nt a is, previst o no art . 17 da Lei no 6.938, de 31 de agost o de
1981, sem prej uízo de out ras exigências cabíveis.
A EXPORTAÇÃO de pla nt a s viva s e out r os pr odut os da flor a
de pe nde r á de lice nça do ór gã o FEDERAL com pe t e nt e do Sisna m a .
Pe ssoa l, not e m que o com é r cio de pla nt a s viva s e out r os
pr odut os or iundos da FLORA N ATI VA de pe nde r á de lice nça do
ór gã o ESTAD UAL e a e x por t a çã o de pla nt a s viva s de pe nde r á de
lice nça do ór gã o FED ERAL!

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Cont r ole do D e sm a t a m e nt o

O órgão am bient al com pet ent e, ao t om ar conhecim ent o do


desm at am ent o em desacordo com o dispost o no Código Florest al, deverá
em bargar a obra ou at ividade que deu causa ao uso alt ernat ivo do solo,
com o m edida adm inist rat iva volt ada a im pedir a cont inuidade do dano
am bient al, propiciar a regeneração do m eio am bient e e dar viabilidade à
recuperação da área degradada.
O e m ba r go r e st r inge - se a os loca is onde e fe t iva m e nt e
ocor r e u o de sm a t a m e nt o ile ga l, nã o alcançando as at ividades de
subsist ência ou as dem ais at ividades realizadas no im óvel não
relacionadas com a infração.

Ca da st r o Am bie nt a l Rur a l ( CAR)

O Ca da st r o Am bie nt a l Rur a l ( CAR) é um r e gist r o público


e le t r ônico na ciona l, no âm bit o do Sist em a Nacional de I nform ação
sobre Meio Am bient e - SI NI MA, obr iga t ór io pa r a t odos os im óve is
r ur a is ( posse s e pr opr ie da de s r ur a is) , com a finalidade de int egrar as
inform ações am bient ais das propriedades e posses rurais, com pondo base
de dados para cont role, m onit oram ent o, planej am ent o am bient al e
econôm ico e com bat e ao desm at am ent o.
A inscr ição do im óvel rural no CAR t em nat ureza declarat ória e
perm anent e, devendo ser realizada preferencialm ent e j unt o ao órgão
am bient al m unicipal ou est adual com pet ent e do Sist em a Nacional do Meio
Am bient e - SI SNAMA. D e a cor do com o D e cr e t o 8 .2 3 5 , de 2 0 1 4 , a
inscr içã o no CAR se r á r e a liza da por m e io do Sist e m a de Ca da st r o
Am bie nt a l Rur a l – Sica r , sist e m a e le t r ônico de â m bit o na ciona l
de st ina do ao ger e ncia m e nt o de infor m a çõe s a m bie nt a is dos
im óve is r ur a is.
O regist ro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbação no
Cart ório de Regist ro de I m óveis, sendo que, no período ent re a dat a da

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publicação do Código Florest al e o regist ro no CAR, o propriet ário ou
possuidor rural que desej ar fazer a averbação t erá direit o à grat uidade
dest e at o.
O cadast ram ent o nã o será considerado t ít ulo par a fins de
reconhecim ent o do direit o de propriedade ou posse, t am pouco elim ina a
necessidade de cum prim ent o do dispost o no art . 2 o da Lei n o 10.267, de
28 de agost o de 2001.
Realizada a inscrição no CAR, os propriet ários ou os possuidores de
im óveis rurais com passivo am bient al relat ivo às Áreas de Preservação
Perm anent e, de Reserva Legal e de uso rest rit o poderão proceder à
regularização am bient al m ediant e adesão aos Program as de
Regularização Am bient al dos Est ados e do Dist rit o Federal – PRA.
A inserção do im óvel rural em perím et ro urbano definido m ediant e
lei m unicipal não desobriga o propriet ário ou posseiro da m anut enção da
área de Reserva Legal, que só será ext int a concom it ant em ent e ao
regist ro do parcelam ent o do solo para fins urbanos aprovado segundo a
legislação específica e consoant e as diret rizes do plano diret or.
I m port ant e m encionar que após 5 anos da dat a da publicação do
Código Florest al, as inst it uições financeiras só concederão crédit o
agrícola, em qualquer de suas m odalidades, para propriet ários de im óveis
rurais que est ej am inscrit os no CAR.

Re gim e de Pr ot e çã o da s Ár e a s Ve r de s Ur ba na s

O poder público m unicipal cont ará, para o est abelecim ent o de áreas
verdes urbanas, com os seguint es inst r um e nt os:

I - o exercício do direit o de preem pção para aquisição de rem anescent es


florest ais relevant es, conform e dispõe a Lei n o 10.257, de 10 de j ulho de
2001;

II - a t ransform ação das Reservas Legais em áreas verdes nas


expansões urbanas

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I I I - o est abelecim ent o de exigência de áreas verdes nos lot eam ent os,
em preendim ent os com erciais e na im plant ação de infraest rut ura; e

I V - aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da com pensação


am bient al.

* Ár e a ve r de ur ba na : espaços, públicos ou privados, com


predom ínio de veget ação, preferencialm ent e nat iva, nat ural ou
recuperada, previst os no Plano Diret or, nas Leis de Zoneam ent o Urbano e
Uso do Solo do Município, indisponíveis para const rução de m oradias,
dest inados aos propósit os de recreação, lazer, m elhoria da qualidade
am bient al urbana, prot eção dos recursos hídricos, m anut enção ou
m elhoria paisagíst ica, prot eção de bens e m anifest ações cult urais.

Supr e ssã o de Ve ge t a çã o pa r a Uso Alt e r na t ivo do Solo

A supr e ssã o de ve ge t a çã o na t iva pa r a uso a lt e r n a t ivo do


solo, t a nt o de dom ínio público com o de dom ínio pr iva do,
de pe nde r á do ca da st r a m e nt o do im óve l no CAR e de pr é v ia
a ut or iz a çã o do ór gã o e st a dua l com pe t e nt e do Sisna m a .
* Uso a lt e r na t ivo do solo: subst it uição de veget ação nat iva e
form ações sucessoras por out ras cobert uras do solo, com o at ividades
agropecuárias, indust riais, de geração e t ransm issão de energia, de
m ineração e de t ransport e, assent am ent os urbanos ou out ras form as de
ocupação hum ana.
N o ca so de r e posiçã o flor e st a l, de ve r ã o se r pr ior iz a dos
pr oj e t os que cont e m ple m a ut iliza çã o de e spé cie s N ATI VAS do
M ESM O BI OM A onde ocor r e u a supr e ssã o. Pe ssoa l, not e m que
de ve r ã o se r pr ior iza dos! N ã o é obr iga t ór io!
N a s á r e a s pa ssív e is de uso a lt e r n a t ivo do solo, a supr e ssã o
de ve ge t a çã o que a br igue e spé cie da flor a ou da fa una a m e a ça da
de e x t inçã o, se gundo list a oficia l publica da pe los ór gã os fe de r a l

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ou e st a dua l ou m unicipa l do Sisna m a , ou e spé cie s m igr a t ór ia s,
de pe nde r á da a doçã o de m e dida s com pe nsa t ór ia s e m it iga dor a s
que a sse gur e m a conse r va çã o da e spé cie .
N ÃO é pe r m it ida a conve r sã o de ve ge t a çã o na t iva pa r a uso
a lt e r na t ivo do solo no im óve l r ur a l que possuir á r e a a ba ndona da .

Pr oibiçã o do Uso de Fogo e do Cont r ole dos I ncê ndios

É pr oibido o uso de fogo na ve ge t a çã o, e x ce t o na s se guint e s


sit ua çõe s:
I - em locais ou regiões cuj as peculiaridades j ust ifiquem o em prego
do fogo em prát icas agropast oris ou florest ais, m ediant e prévia aprovação
do órgão est adual am bient al com pet ent e do Sisnam a, para cada im óvel
rural ou de form a regionalizada, que est abelecerá os crit érios de
m onit oram ent o e cont role;
Nest e caso, o órgão est adual am bient al com pet ent e do Sisnam a
exigirá que os est udos dem andados para o licenciam ent o da at ividade
rural cont enham planej am ent o específico sobre o em prego do fogo e o
cont role dos incêndios.
I I - em prego da queim a cont rolada em Unidades de Conservação,
em conform idade com o respect ivo plano de m anej o e m ediant e prévia
aprovação do órgão gest or da Unidade de Conservação, visando ao
m anej o conservacionist a da veget ação nat iva, cuj as caract eríst icas
ecológicas est ej am associadas evolut ivam ent e à ocorrência do fogo;
I I I - at ividades de pesquisa cient ífica vinculada a pr oj et o de
pesquisa devidam ent e aprovado pelos órgãos com pet ent es e realizada
por inst it uição de pesquisa reconhecida, m ediant e prévia aprovação do
órgão am bient al com pet ent e do Sisnam a.

Ex ce t ua m - se da pr oibiçã o do uso do fogo na ve ge t a çã o, as


pr á t ica s de pr e ve nçã o e com ba t e a os incê ndios e a s de a gr icult ur a

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de subsist ê ncia e x e r cida s pe la s popula çõe s t r a diciona is e
indíge na s.

Na apuração da responsabilidade pelo uso irregular do fogo em


t erras públicas ou part iculares, a aut oridade com pet ent e para fiscalização
e aut uação deverá com provar o nexo de causalidade ent re a ação do
propriet ário ou qualquer prepost o e o dano efet ivam ent e causado.
É necessário o est abelecim ent o de nexo causal na verificação das
responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em t erras
públicas ou part iculares.

M ot osse r r a

Os est abelecim ent os com erciais responsáveis pela com ercialização


de m ot osserras, bem com o aqueles que as adquirirem são obr iga dos a o
r e gist r o no ór gã o FED ERAL com pet ent e do Sisnam a.
A lice nça para o port e e uso de m ot osserras será r e nova da a
ca da 2 a nos.

Pr ogr a m a de Apoio e I nce nt ivo à Pr e se r va çã o e Re cupe r a çã o do


M e io Am bie nt e

O Poder Execut ivo federal est á aut orizado a inst it uir, sem prej uízo
do cum prim ent o da legislação am bient al, program a de apoio e incent ivo à
conservação do m eio am bient e, bem com o para adoção de t ecnologias e
boas prát icas que conciliem a produt ividade agropecuária e florest al, com
redução dos im pact os am bient ais, com o form a de prom oção do
desenvolvim ent o ecologicam ent e sust ent ável, observados sem pre os
crit érios de progressividade.

Cot a de Re se r va Am bie nt a l - CRA

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É um t ít ulo nom inat ivo represent at ivo de área com veget ação
nat iva, exist ent e ou em processo de recuperação:
I - sob regim e de se r vidã o a m bie nt a l;
II - correspondent e à área de Re se r va Le ga l inst it uída
volunt a r ia m e nt e sobr e a ve ge t a çã o que e x ce de r os pe r ce nt ua is
e x igidos pe lo Código Flor e st a l;
I I I - prot egida na form a de Re se r va Pa r t icula r do Pa t r im ônio
N a t ur a l - RPPN ;
I V - e x ist e nt e e m pr opr ie da de r ur a l loca liz a da no int e r ior de
Unida de de Conse r va çã o de dom ínio público que a inda nã o t e nha
sido de sa pr opr ia da .
A CRA não pode ser em it ida com base em veget ação nat iva
localizada em área de RPPN inst it uída em sobreposição à Reserva Legal
do im óvel.
A Cot a de Reserva Florest al - CRF em it ida nos t erm os do art . 44- B
da Lei n o 4.771, de 15 de set em bro de 1965, passa a ser considerada,
pelo efeit o do novo Código Florest al, com o Cot a de Reserva Am bient al.
O vínculo de área à CRA será averbado na m at rícula do respect ivo
im óvel no regist ro de im óveis com pet ent e.
O órgão federal pode delegar ao órgão est adual com pet ent e
at ribuições para em issão, cancelam ent o e t ransferência da CRA,
assegurada a im plem ent ação de sist em a único de cont role.

Cada CRA corresponderá a 1 hect are:


I - de área com veget ação nat iva prim ária ou com veget ação
secundária em qualquer est ágio de regeneração ou recom posição;
I I - de áreas de recom posição m ediant e reflorest am ent o com espécies
nat ivas.

O est ágio sucessional ou o t em po de r ecom posição ou regeneração


da veget ação nat iva será avaliado pelo órgão am bient al est adual
com pet ent e com base em declaração do propriet ário e vist oria de cam po.

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A CRA não poderá ser em it ida pelo órgão am bient al com pet ent e
quando a regeneração ou recom posição da área forem im prováveis ou
inviáveis.
A CRA pode ser t r ansferida, onerosa ou grat uit am ent e, a pessoa
física ou a pessoa j urídica de direit o público ou privado, m ediant e t erm o
assinado pelo t it ular da CRA e pelo adquirent e.
A CRA só pode se r ut iliza da pa r a com pe nsa r Re se r va Le ga l
de im óve l r ur a l sit ua do no m e sm o biom a da á r e a à qua l o t ít ulo
e st á vincula do.
A CRA só pode ser ut ilizada para fins de com pensação de Reserva
Legal se respeit ados os seguint es requisit os:
As áreas a serem ut ilizadas para com pensação deverão:
I - ser equivalent es em ext ensão à área da Reserva Legal a ser
com pensada;
I I - est ar localizadas no m esm o biom a da área de Reserva Legal a
ser com pensada;
I I I - se fora do Est ado, est ar localizadas em áreas ident ificadas
com o priorit árias pela União ou pelos Est ados.
A ut ilização de CRA para com pensação da Reserva Legal será
averbada na m at rícula do im óvel no qual se sit ua a área vinculada ao
t ít ulo e na do im óvel beneficiário da com pensação.
Cabe ao propriet ário do im óvel rural em que se sit ua a área
vinculada à CRA a r esponsabilidade plena pela m anut enção das condições
de conservação da veget ação nat iva da área que deu origem ao t ít ulo.

Agr icult ur a Fa m ilia r

A int ervenção e a supressão de veget ação em Áreas de Preservação


Perm anent e e de Reserva Legal para as at ividades event uais ou de baixo
im pact o am bient al, quando desenvolvidas na pequena propriedade ou
posse rural fam iliar dependerão de sim ples declaração ao órgão am bient al
com pet ent e, desde que est ej a o im óvel devidam ent e inscrit o no CAR.

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Exceção:
 im plant ação de inst alações necessárias à capt ação e condução
de água e efluent es t rat ados, desde que com provada a out orga
do direit o de uso da água, quando couber;
 pesquisa cient ífica relat iva a recursos am bient ais, respeit ados
out ros requisit os previst os na legislação aplicável;
Para cum prim ent o da m anut enção da área de reserva legal na
pequena propriedade ou posse rural fam iliar pode r ã o se r com put a dos
os pla nt ios de á r vor e s fr ut ífe r a s, or na m e nt a is ou indust r ia is,
com post os por e spé cie s e x ót ica s, cult ivadas em sist em a int ercalar ou
em consórcio com espécies nat ivas da região em sist em as agroflorest ais.
O licenciam ent o am bient al de PMFS com ercial na pequena
propriedade ou posse rural fam iliar se beneficiará de procedim ent o
sim plificado de licenciam ent o am bient al.
O m anej o sust ent ável da Reserva Legal para exploração florest al
event ual, sem propósit o com ercial dir et o ou indiret o, para consum o na
pequena propriedade ou posse rural fam iliar, independe de aut orização
dos órgãos am bient ais com pet ent es, lim it ada a ret irada anual de m at erial
lenhoso a 2 m et ros cúbicos por hect are.
Esse m anej o não poderá com prom et er m ais de 15% da biom assa
da Reserva Legal nem ser superior a 15 m et ros cúbicos de lenha para uso
dom ést ico e uso energét ico, por propriedade ou posse rural, por ano.
* m a ne j o e ve nt ua l, sem propósit o com ercial, é o suprim ent o, para
uso no próprio im óvel, de lenha ou m adeira serrada dest inada a
benfeit orias e uso energét ico nas propriedades e posses rurais, em
quant idade não superior a 15% da biom assa da Reserva Legal nem ser
superior a 15 m et ros cúbicos de lenha para uso dom ést ico e uso
energét ico, por propriedade ou posse rural, por ano.
Essas propriedades são desobrigadas da reposição florest al se a
m at éria- prim a florest al for ut ilizada par a consum o próprio.

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Já o m anej o florest al m adeireiro sust ent ável da Reserva Legal com
propósit o com ercial diret o ou indiret o depende de aut orização sim plificada
do órgão am bient al com pet ent e.

Ár e a s Consolida da s e m Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e

Am igos, essa é a part e m ais chat inha do código. Não sei se a prova
vai chegar nesse nível de cobrança. Ent ret ant o, com o seguro m orreu de
velho, apresent o esse t ópico que gerou algum as discussões e polêm icas.
Ár e a r ur a l consolida da é a área de im óvel rural com ocupação
ant rópica preexist ent e a 22 de j ulho de 2008, com edificações,
benfeit orias ou at ividades agrossilvipast oris, adm it ida, nest e últ im o caso,
a adoção do regim e de pousio.
* Pousio: prát ica de int errupção t em porária de at ividades ou usos
agrícolas, pecuários ou silvicult urais, por no m áxim o 5 anos, para
possibilit ar a recuperação da capacidade de uso ou da est rut ura física do
solo.
Nas Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e é a ut or iz a da ,
e x clusiva m e nt e , a cont inuida de da s a t ivida de s a gr ossilvipa st or is,
de e cot ur ism o e de t ur ism o r ur a l e m á r e a s r ur a is consolida da s a t é
2 2 de j u lho de 2 0 0 8 .

Re com posiçã o

 Re com posiçã o a o longo de cur sos d’á gua na t ur a is

Para os im óveis rurais com área de a t é 1 m ódulo fisca l que


possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Perm anent e a o
longo de cur sos d’á gua na t ur a is, será obr iga t ór ia a r e com posiçã o
da s r e spe ct iva s fa ix a s m a r gina is e m 5 m e t r os, cont ados da borda da
calha do leit o regular, independent em ent e da largura do cur so d´ água.

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ATÉ 1 módulo fiscal 5m

Para os im óveis rurais com á r e a supe r ior a 1 m ódulo fisca l e de


a t é 2 m ódulos fisca is que possuam áreas consolidadas em Áreas de
Preservação Perm anent e a o longo de cur sos d’á gua na t ur a is, se r á
obr iga t ór ia a r e com posiçã o da s r e spe ct iva s fa ix a s m a r gina is e m 8
m e t r os, cont ados da borda da calha do leit o regular, independent e da
largura do curso d´ água.

1 - 2 módulos fiscais 8m

Para os im óveis rurais com á r e a supe r ior a 2 m ódulos fisca is e


de a t é 4 m ódulos fisca is que possuam áreas consolidadas em Áreas de
Preservação Perm anent e a o longo de cur sos d’á gua na t ur a is, se r á
obr iga t ór ia a r e com posiçã o da s r e spe ct iva s fa ix a s m a r gina is e m
15 m e t r os, cont ados da borda da calha do leit o regular,
independent em ent e da largura do curso d’água.

2 - 4 módulos fiscais 15 m

Para os im óveis rurais com área supe r ior a 4 m ódulos fisca is que
possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Perm anent e a o
longo de cur sos d’á gua na t ur a is, se r á obr iga t ór ia a r e com posiçã o
da s r e spe ct iva s fa ix a s m a r gina is:

I – ATEN ÇÃO! Est e inciso foi ve t a do pe la Le i 1 2 .7 2 7 , de 1 7 de


out ubr o de 2 0 1 2 .

I I - nos dem ais casos, conform e det erm inação do PRA, observado o
m ínim o de 2 0 e o m á x im o de 1 0 0 m e t r os, cont ados da borda da calha
do leit o regular. ( Aqui t am bém t ivem os m udança, ant es da lei de

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conversão o m ínim o era 30 m . Agora dim inuíram 10 m et ros, ficando o
m ínim o de 20 m ) .

 Re com posiçã o no e nt or no de na sce nt e s e olhos d’á gua


pe r e ne s
Nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação
Perm anent e no e nt or no de na sce nt e s e olhos d’á gua pe r e ne s, se r á
a dm it ida a m a nut e nçã o de a t ivida de s a gr ossilvipa st or is, de
e cot ur ism o ou de t ur ism o r ur a l, se ndo obr iga t ór ia a r e com posiçã o
do r a io m ínim o de 1 5 m e t r os.

A r e com posiçã o no e nt or no de na sce nt e s a gor a e st á fix a da


e m 1 5 m e t r os, a nt e s da conve r sã o da M P e m le i, t ín ha m os
dife r e nt e s m e dida s a de pe nde r do núm e r o de m ódulos. Ant e s
e r a m 5 , 8 , ou 1 5 m e t r os. Agor a e st á fix a do o m ínim o de 1 5
m e t r os, inde pe nde nt e do núm e r o de m ódulos.

 Re com posiçã o no e nt or no de la gos e la goa s na t ur a is

Para os im óveis rurais que possuam áreas consolidadas em Áreas


de Preservação Perm anent e no e nt or no de la gos e la goa s na t ur a is,
se r á a dm it ida a m a nut e nçã o de a t ivida de s a gr ossilvipa st or is, de
e cot ur ism o ou de t ur ism o r ur a l, se ndo obr iga t ór ia a r e com posiçã o
de fa ix a m a r gina l com la r gur a m ínim a de :
I - 5 m e t r os, para im óveis rurais com á r e a de a t é 1 m ódulo
fisca l;
I I - 8 m e t r os, para im óveis rurais com á r e a supe r ior a 1 m ódulo
fisca l e de a t é 2 m ódulos fisca is;
I I I - 1 5 m e t r os, para im óveis rurais com á r e a supe r ior a 2
m ódulos fisca is e de a t é 4 m ódulos fisca is; e

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I V - 3 0 m e t r os, para im óveis rurais com á r e a supe r ior a 4
m ódulos fisca is.

ATÉ 1 módulo fiscal 5m

1 - 2 módulos fiscais 8m

2 - 4 módulos fiscais 15 m

Acima de 4 módulos fiscais 30 m

 Re com posiçã o e m ve r e da s
Nos casos de áreas rurais consolidadas em ve r e da s, se r á
obr iga t ór ia a r e com posiçã o da s fa ix a s m a r gina is, e m pr oj e çã o
hor iz ont a l, de lim it a da s a pa r t ir do e spa ço br e j oso e e ncha r ca do,
de la r gur a m ínim a de :
I - 3 0 m e t r os, para im óveis rurais com área de a t é 4 m ódulos
fisca is; e
I I - 5 0 m e t r os, para im óveis rurais com á r e a super ior a 4
m ódulos fisca is.

ATÉ 4 módulos fiscais 30 m

Acima de 4 módulos fiscais 50 m

Se r á a dm it ida a m a nut e nçã o de r e sidê ncia s e da


infr a e st r ut ur a a ssocia da às a t ivida de s a gr ossilvipa st or is, de
e cot ur ism o e de t ur ism o r ur a l, inclusive o a ce sso a e ssa s
a t ivida de s desde que não est ej am em área que ofereça risco à vida ou à
int egridade física das pessoas.

A r e com posiçã o poderá ser feit a, isolada ou conj unt am ent e, pelos
seguint es m é t odos:

I - condução de r e ge ne r a çã o na t ur a l de espécies nat ivas;

I I - pla nt io de e spé cie s na t iva s;

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I I I - pla nt io de e spé cie s na t iva s + conduçã o da r e ge ne r a çã o
na t ur a l de e spé cie s na t iva s;

I V - pla nt io int e r ca la do de e spé cie s le nhosa s, pe r e n e s ou de ciclo


longo, e x ót ica s com na t iva s de ocor r ê ncia r e giona l, e m a t é 5 0 %
da á r e a t ot a l a se r r e com post a , no ca so de pe que na pr opr ie da de
ou posse r ur a l fa m ilia r .

Aos propriet ários e possuidores dos im óveis rurais que, em 22 de


j ulho de 2008, det inham a t é 1 0 m ódulos fisca is e desenvolviam
at iv idades agrossilvipast oris nas ár eas consolidadas em Áreas de
Preservação Perm anent e, é garant ido que a exigência de recom posição,
nos t erm os dest a Lei, som adas t odas as Áreas de Preservação
Perm anent e do im óvel, não ult rapassar á:
I - 10% da área t ot al do im óvel, para im óveis rurais com área de at é 2
m ódulos fiscais; e
I I - 20% da área t ot al do im óvel, para im óveis rurais com área
superior a 2 e de at é 4 m ódulos fiscais.

Será adm it ida a m anut enção de at ividades florest ais, cult uras de
espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, bem com o da infraest rut ura
física associada ao desenvolvim ent o de at ividades agrossilvipast oris,
vedada a conversão de novas áreas para uso alt ernat ivo do solo nas
áreas rurais consolidadas em :
 encost as ou part es dest as com declividade superior a 45°,
equivalent e a 100% na linha de m aior declive;
 bordas dos t abuleir os ou chapadas;
 t opo de m orros, m ont es, m ont anhas e serras;
 áreas em alt it ude superior a 1.800 m et ros.
O past oreio ext ensivo nest es locais deverá ficar rest rit o às áreas de
veget ação cam pest re nat ural ou já convert idas para veget ação

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cam pest re, adm it indo- se o consórcio com veget ação lenhosa perene ou
de ciclo longo.
Adm it e- se nas bordas dos t abuleiros ou chapadas dos im óveis rurais
de at é 4 m ódulos fiscais, no âm bit o do PRA, a part ir de boas prát icas
agronôm icas e de conservação do solo e da água, m ediant e deliberação
dos Conselhos Est aduais de Meio Am bient e ou órgãos colegiados
est aduais equivalent es, a consolidação de out r as at ividades
agrossilvipast oris, ressalvadas as sit uações de risco de vida.

Ár e a s Consolida da s e m Ár e a s de Re se r va Le ga l

O propriet ário ou possuidor de im óvel rural que det inha, em 22 de


j ulho de 2008, área de Reserva Legal em ext ensão inferior ao
est abelecido, poderá regularizar sua sit uação, independent em ent e da
adesão ao PRA, adot ando as seguint es alt ernat ivas, isolada ou
conj unt am ent e:
I - recom por a Reserva Legal;
I I - perm it ir a regeneração nat ural da v eget ação na área de Reserva
Legal;
I I I - com pensar a Reserva Legal.

Essa obrigação t em nat ureza real e é t ransm it ida ao sucessor no


caso de t ransferência de dom ínio ou posse do im óvel rural.
A recom posição deverá at ender os crit érios est ipulados pelo órgão
com pet ent e do Sisnam a e ser concluída em at é 20 anos, abrangendo, a
cada 2 anos, no m ínim o 1/ 10 da área t ot al necessária à sua
com plem ent ação.
A recom posição poderá ser realizada m ediant e o plant io int ercalado
de e spé cie s na t iva s com e x ót ica s ou fr ut ífe r a s, em sist e m a
a gr oflor e st a l, observados os seguint es parâm et ros:
I - o plant io de espécies exót icas deverá ser com binado com as
espécies nat ivas de ocorrência regional;

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I I - a área recom post a com espécies exót icas não poderá exceder a
50% da área t ot al a ser recuperada.
As áreas a serem ut ilizadas para com pensação deverão:
I - ser equivalent es em ext ensão à área da Reserva Legal a ser
com pensada;
I I - est ar localizadas no m esm o biom a da área de Reserva Legal a
ser com pensada;
I I I - se fora do Est ado, est ar localizadas em áreas ident ificadas
com o priorit árias pela União ou pelos Est ados.
A definição de áreas priorit árias buscará favorecer, ent re out ros, a
recuperação de bacias hidrográficas excessivam ent e desm at adas, a
criação de corredores ecológicos, a conservação de grandes áreas
prot egidas e a conservação ou recuperação de ecossist em as ou espécies
am eaçados.
Quando se t rat ar de im óveis públicos, a com pensação poderá ser
feit a m ediant e concessão de direit o real de uso ou doação, por part e da
pessoa j urídica de direit o público propriet ária de im óvel rural que não
det ém Reserva Legal em ext ensão suficient e, ao órgão público
responsável pela Unidade de Conservação de área localizada no int erior
de Unidade de Conservação de dom ínio público, a ser criada ou pendent e
de regularização fundiária.
Os propriet ários ou possuidores de im óveis rurais que realizaram
supressão de veget ação nat iva respeit ando os percent uais de Reserva
Legal previst os pela legislação em vigor à época em que ocorreu a
supressão são dispensados de prom over a recom posição, com pensação
ou regeneração para os percent uais exigidos no Código Florest al em
vigor.
Os propriet ários ou possuidores de im óveis rurais, na Am azônia
Legal, e seus herdeiros necessários que possuam índice de Reserva Legal
m aior que 50% de cobert ura florest al e não realizaram a supressão da
veget ação nos percent uais previst os pela legislação em vigor à época
poderão ut ilizar a área excedent e de Reserva Legal t am bém para fins de

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const it uição de servidão am bient al, Cot a de Reserva Am bient al - CRA e
out ros inst rum ent os congêneres previst os no Código Florest al.

Pe que na pr opr ie da de ou posse r ur a l fa m ilia r

É aquela explorada m ediant e o t rabalho pessoal do agricult or


fam iliar e em preendedor fam iliar rural, incluindo os assent am ent os e
proj et os de reform a agrária, e que at enda ao dispost o no art . 3 o da Lei n o
11.326, de 24 de j ulho de 2006;
Para os fins do Código Florest al, est ende- se o t r at am ent o
dispensado à pequena propriedade ou posse rural fam iliar às
propriedades e posses rurais com at é 4 m ódulos fiscais que desenvolvam
at iv idades agrossilvipast oris, bem com o às t erras indígenas dem arcadas e
às dem ais áreas t it uladas de povos e com unidades t radicionais que façam
uso colet ivo do seu t errit ório.
É adm it ido, para a pequena propriedade ou posse rural fam iliar o
plant io de cult uras t em porárias e sazonais de vazant e de ciclo curt o na
faixa de t erra que fica expost a no período de vazant e dos rios ou lagos,
desde que não im plique supressão de novas áreas de veget ação nat iva,
sej a conservada a qualidade da água e do solo e sej a pr ot egida a fauna
silvest re.

Pr ogr a m a s de Re gula r iza çã o Am bie nt a l dos Est a dos e do D ist r it o


Fe de r a l – PRA

A União, os Est ados e o Dist rit o Federal deverão im plant ar


Program as de Regularização Am bient al - PRAs de posses e propriedades
rurais. A inscr ição do im óvel rural no CAR é condição obrigat ória para a
adesão ao PRA.
Com base no requerim ent o de adesão ao PRA, o órgão com pet ent e
int egrant e do Sisnam a convocará o propriet ário ou possuidor para assinar
o t erm o de com prom isso, que const it uirá t ít ulo execut ivo ext raj udicial.

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Consoant e dispõe o Decret o 8.235, de 2014, os órgãos com pet ent es
deverão firm ar um único t erm o de com prom isso por im óvel rural e
enquant o est iver sendo cum prido o t erm o de com prom isso pelos
propriet ários ou possuidores de im óveis rurais, ficará suspensa a
aplicação de sanções adm inist rat ivas, associadas aos fat os que deram
causa à celebração do t erm o de com prom isso.
Com o obj et ivo de apoiar, art icular e int egrar os Pr ogram as de
Regularização Am bient al dos Est ados e do Dist rit o Federal, o Decret o
8.235, de 2014, inst it uiu o Program a Mais Am bient e Brasil. O Program a
será coordenado pelo Minist ério do Meio Am bient e e será com post o de
ações de apoio à regularização am bient al de im óveis rurais, em especial:
I - educação am bient al;
I I - assist ência t écnica e ext ensão rural;
I I I - produção e dist ribuição de sem ent es e m udas; e
I V - capacit ação de gest ores públicos envolvidos no processo de
regularização am bient al dos im óveis rurais nos Est ados e no Dist rit o
Federal.

Sobr e a s disposiçõe s fina is

Além do dispost o no Código Florest al e sem prej uízo da criação de


unidades de conservação da nat ureza, na form a da Lei n o 9.985, de 18 de
j ulho de 2000, e de out ras ações cabíveis volt adas à prot eção das
florest as e out ras form as de veget ação, o pode r público fe de r a l,
e st a dua l ou m unicipa l pode r á :
I - pr oibir ou lim it a r o cor t e das espécies da flora raras,
endêm icas, em perigo ou am eaçadas de ext inção, bem com o das espécies
necessárias à subsist ência das populações t radicionais, delim it ando as
áreas com preendidas no at o, fazendo depender de aut orização prévia,
nessas áreas, o cort e de out ras espécies;
I I - de cla r a r qua lque r á r vor e im un e de cor t e , por m ot iv o de sua
localização, raridade, beleza ou condição de port a- sem ent es;

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I I I - e st a be le ce r e x igê ncia s a dm in ist r a t iva s sobre o regist ro e
out ras form as de cont role de pessoas físicas ou j urídicas que se dedicam
à ext ração, indúst ria ou com ércio de produt os ou subprodut os florest ais.
A União, em conj unt o com os Est ados, o Dist r it o Federal e os
Municípios, realizará o I nvent ário Florest al Nacional ( I FN) , para subsidiar
a análise da exist ência e qualidade das florest as do País, em im óveis
privados e t erras públicas.
O I nvent ário Florest al Nacional ( I FN) , prom ovido pelo Serviço
Florest al Brasileiro ( SFB) , t em com o obj et ivo possibilit ar o m onit oram ent o
cont ínuo das florest as do país, fornecendo inform ações sobre os recursos
florest ais.
As análises qualit at ivas e quant it at ivas das t ipologias veget ais
brasileiras com base na colet a de dados em cam po, incluem aspect os
com o a est rut ura e com posição da florest a, est oque de m adeira, carbono,
biom assa, saúde e vit alidade, assim com o os padrões de m udança desses
aspect os ao longo do t em po, com parando as est im at ivas obt idas de
m edições sucessivas.
O conhecim ent o dos recursos florest ais brasileiro servirá de suport e
para apoiar a form ulação das polít icas públicas volt adas ao m eio
am bient e, a gest ão e a elaboração de planos de uso e conservação dos
recursos florest ais.

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Re sum o sobr e APP e RL
APP RL
Art igos 4º e 6º da Lei 12.651/ 12. Art igo 12 da Lei 12.651/ 12.

Ár e a ur ba na ou r ur a l Ár e a r ur a l
REGRA GERAL: A int ervenção ou a REGRA GERAL: Adm it e- se a
supressão de veget ação nat iva em exploração sob m anej o florest al
Área de Preservação Perm anent e sust ent ável, previam ent e aprovado
som ent e ocorrerá nas hipót eses de pelo órgão com pet ent e do Sisnam a.
ut ilidade pública, de int eresse É livre a colet a de produt os
social ou de baixo im pact o florest ais não m adeireiros, t ais
am bient al previst as no Código com o frut os, cipós, folhas e
Florest al. sem ent es, devendo- se observar os
A supressão de veget ação nat iva crit érios definidos no Código
prot et ora de nascent es, dunas e Florest al.
rest ingas som ent e poderá ser
aut orizada em caso de ut ilidade
pública.
Não há um percent ual m ínim o, Há pe r ce nt ua is m ínim os em
pois a delim it ação depende do relação à área do im óvel:
caso concret o.
I - localizado na Am a z ônia Le ga l:
Exem plos:
* Mat as ciliares ( de 30 – 500
a) 8 0 % , no im óvel sit uado em
m et ros) . A faixa m arginal depende área de flor e st a s;
da largura do curso d’ água.
* Áreas no ent orno das nascent es e b) 3 5 % , no im óvel sit uado em
dos olhos d’água perenes, área de ce r r a do;
qualquer que sej a sua sit uação
c) 2 0 % , no im óvel sit uado em área
t opográfica, no raio m ínim o de 50
de ca m pos ge r a is;
m et ros.
* as rest ingas, com o fixadoras de

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dunas ou est abilizadoras de
m angues.
I I - localizado nas de m a is r e giõe s
* os m anguezais, em t oda a sua
do País: 2 0 % .
ext ensão.
* as áreas em alt it ude superior a
A área de Reserva Legal deverá ser
1.800 m et ros, qualquer que sej a a
regist rada no órgão am bient al
veget ação.
com pet ent e por m eio de inscrição
no CAR ( Cadast ro Am bient al Rural) .

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List a de que st õe s sobr e o N ovo Código Flor e st a l ( Le i


1 2 .6 5 1 / 2 0 1 2 )

Julgue os it e n s a ba ix o com o ce r t o ou e r r a do:

1 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
Conside r a m - se Ár e a s de Pr e se r v a çã o Pe r m a ne nt e , em z ona s
r ur a is ou ur ba na s, a s fa ix a s m a r gina is de qua lqu e r cur so d’á gua
na t ur a l pe r e ne e int e r m it e nt e , e x cluídos os e fê m e r os, de sde a
bor da da ca lha do le it o r e gula r , e m la r gur a m ínim a de 3 0 m e t r os,
pa r a os cur sos d’á gua de m e nos de 1 0 m e t r os de la r gur a .

Ce r t o. Art . 4º , I , a do Código Florest al.

2 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
As á r e a s de pr e se r va çã o pe r m a ne nt e sã o áreas pr ot e gida s,
cobe r t a ou nã o por ve ge t a çã o na t iva , com a funçã o a m bie nt a l de
pr e se r va r os r ecur sos hídr icos, a pa isa ge m , a e st a bilida de
ge ológica e a biodive r sida de , fa cilit a r o flux o gê nico de fa una e
flor a , pr ot e ge r o solo e a sse gur a r o be m - e st a r da s popula çõe s
hum a na s.

Ce r t o. Art . 3º , I I do Código Florest al.

3 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
At o do Che fe do Pode r Ex e cut ivo pode e st a be le ce r á r e a s de
pr e se r va çã o pe r m a ne nt e .

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Ce r t o. Art . 6º do Código Florest al.

4 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
A Re se r va Le ga l é um a á r e a loca liza da e m um a pr opr ie da de r ur a l
ou ur ba na com a funçã o de a sse gur a r o uso e conôm ico de m odo
sust e nt á ve l dos r e cur sos na t ur a is do im óve l r ur a l, a ux ilia r a
conse r va çã o e a r e a bilit a çã o dos pr oce ssos e cológicos e pr om ove r
a conse r va çã o da biodive r sida de , be m com o o a br igo e a pr ot e çã o
de fa una silve st r e e da flor a na t iva .

Er r a do. Art . 3º , I I I do Código Florest al. A reserva legal é um a área


localizada no int erior de um a propriedade ou posse rural.

5 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
Os de ve r e s a ssocia dos à s Ár e a s de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e
( APP) e à Re se r va Le ga l ( RL) t ê m na t ur e za de obr iga çã o pr opt e r
r e m , ist o é , a de r e m a o t ít ulo de dom ínio ou posse .

Ce r t o. Art . 2º , § 2º e Art . 7º , § 1º e 2º do Código Florest al. As


obrigações previst as no Código Florest al t êm nat ureza real e são
t ransm it idas ao sucessor, de qualquer nat ureza, no caso de t ransferência
de dom ínio ou posse do im óvel rural ( Obrigação propt er rem ) .

6 - ( Que st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
O e nt or no de r e se r va t ór ios d'á gua a r t ificia is nã o r e ce be m
pr ot e çã o de a cor do com o novo Código Flor e st a l.

Er r a do. Art . 4º , I I I ; Art . 5º ; e Art . 62 do Código Florest al.

7 - ( Que st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
A r e se r va le ga l na Ca a t inga e quiva le a 2 0 % da pr opr ie da de r ur a l.

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Ce r t o. Art . 12, I I do Código Florest al.

8 - ( Que st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
80% do im óve l sit ua do e m área de flor e st a s loca liza do na
Am a z ônia Le ga l de ve m se r pr e se r v a dos com o r e se r va le ga l.

Ce r t o. Art . 12, I , a do Código Florest al.

9 - ( Que st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
É a dm it ido o m a ne j o flor e st a l sust e nt á ve l da ve ge t a çã o da
Re se r va Le ga l, de a cor do com a s dir e t r ize s e or ie nt a çõe s do
Código Flor e st a l e m vigor .

Ce r t o. Art igos 20, 22 e 23 do Código Florest al.

1 0 – ( Qu e st ã o e la bor a da pe lo a ut or – 2 0 1 4 )
É possíve l qu e em um a pr opr ie da de nã o e x ist a Ár e a de
Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e .

Ce r t o. Sim , é possível caso não haj a nenhum a área a ser prot egida
conform e dispost o no art . 4º ou 6º do Código Florest al.

1 1 - ( Concur so pa r a I ngr e sso na M a gist r a t ur a de Ca r r e ir a do


Est a do do Rio de Ja ne ir o – 2 0 1 2 )
Com ba se na Le i n.º 1 2 .6 5 1 / 2 0 1 2 , conside r a - se área r ur a l
consolida da a que la com ocupa çã o a nt r ópica pr e e x ist e nt e a 2 2 de
j ulho de 2008, com e difica çõe s, be n fe it or ia s ou a t ivida de s
a gr ossilvopa st or is, a dm it ida , ne st e últ im o ca so, a a doçã o do
r e gim e de pousio.

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Ce r t o. Art . 3º , I V, Lei 12.651/ 2012. Para os efeit os dest a Lei, ent ende- se
por área rural consolidada aquela com ocupação ant rópica preexist ent e a
22 de j ulho de 2008, com edificações, benfeit orias ou at ividades
agrossilvipast oris, adm it ida, nest e últ im o caso, a adoção do regim e de
pousio.

1 2 - ( Concur so pa r a I ngr e sso na M a gist r a t ur a de Ca r r e ir a do


Est a do do Rio de Ja ne ir o – 2 0 1 2 )
Conside r a - se com o int e r e sse socia l o m a ne j o a gr oflor e st a l
sust e nt á ve l, consist e nt e na a dm in ist r a çã o da ve ge t a çã o na t ur a l
pa r a a obt e nçã o de be n e fícios e conôm icos, socia is e a m bie nt a is.

Er r a do. De fat o, o m anej o sust ent ável é a adm inist ração da veget ação
nat ural para a obt enção de benefícios econôm icos, sociais e am bient ais,
respeit ando- se os m ecanism os de sust ent ação do ecossist em a obj et o do
m anej o e considerando- se, cum ulat iva ou alt ernat ivam ent e, a ut ilização
de m últ iplas espécies m adeireiras ou não, de m últ iplos produt os e
subprodut os da flor a, bem com o a ut ilização de out ros bens e serviços.

No ent ant o, essa at ividade não se enquadra com o caso de int eresse
social.

I nt e r e sse socia l seria a e x plor a çã o a gr oflor e st a l sust e nt á ve l


pr a t ica da na pe que na pr opr ie da de ou posse r ur a l fa m ilia r ou por
povos e com unida de s t r a diciona is, desde que não descaract erize a
cobert ura veget al exist ent e e não prej udique a função am bient al da área.

É considerada a t ivida de e ve nt ua l ou de ba ix o im pa ct o a m bie nt a l a


e x plor a çã o a gr oflor e st a l e m a ne j o flor e st a l sust e nt á ve l,
com unit á r io e fa m ilia r , incluindo a ext ração de produt os florest ais não
m adeireiros, desde que não descaract erizem a cobert ura veget al nat iva
exist ent e nem prej udiquem a função am bient al da área.

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1 3 - ( Concur so pa r a I ngr e sso na M a gist r a t ur a de Ca r r e ir a do


Est a do do Rio de Ja ne ir o – 2 0 1 2 )
A ut iliz a çã o e a e x plor a çã o da ve ge t a çã o de for m a cont r á r ia à
m e nciona da le i configur a uso ir r e gula r da pr opr ie da de , com
possibilida de de r e sponsa bilida de s civil, pe na l e a dm inist r a t iva .

Ce r t o. Consoant e o caput art . 2º do novo Código Florest al t em os que as


flor e st a s e x ist e nt e s no t e r r it ór io na ciona l e a s de m a is for m a s de
ve ge t a çã o na t iva , reconhecidas de ut ilidade às t erras que revest em ,
sã o be ns de int e r e sse com um a t odos os ha bit a nt e s do Pa ís,
exercendo- se os direit os de propriedade com as lim it ações que a
legislação em geral e especialm ent e est a Lei est abelecem .
Ainda no m esm o art igo, em seu § 1º , o Código Florest al dispõe que na
ut ilização e exploração da veget ação, a s a çõe s ou om issõe s cont r á r ia s
às disposições dest a Lei sã o conside r a da s uso ir r e gula r da
pr opr ie da de , aplicando- se o procedim ent o sum ário previst o no inciso I I
do art . 275 da Lei no 5.869, de 11 de j aneiro de 1973 - Código de
Processo Civil, sem prej uízo da responsabilidade civil, nos t erm os do § 1º
do art . 14 da Lei no 6.938, de 31 de agost o de 1981, e das sa nçõe s
a dm inist r a t iva s, civis e pe na is.

1 4 - ( Concur so pa r a I ngr e sso na M a gist r a t ur a de Ca r r e ir a do


Est a do do Rio de Ja ne ir o – 2 0 1 2 )
A r e se r va le ga l consist e e m á r e a loca liz a da no int e r ior de um a
pr opr ie da de ou posse , com a funçã o de a sse gur a r , e nt r e out r a s
funçõe s, o u so e conôm ico sust e nt á ve l dos r e cur sos n a t ur a is.

Er r a do. O it em parece sim ples, m as m uit os erraram essa quest ão.


Vej am os...

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Eu disse e repet i algum as vezes: RL é e m á r e a RURAL! Já a APP é em
área rural e urbana.
Mas, professor não fica subent endido que é propriedade rural? Não! Tem
propriedade em área urbana, oras! Do j eit o que est á na quest ão pode ser
em m eio rural e/ ou urbano, um a vez que o it em não especificou. Por isso,
est á errado!

O exam inador é t ão cruel que depois de “ uso e conôm ico sust e nt á ve l


dos r e cur sos na t ur a is” ainda om it iu “do im óve l r ur a l” para não dar
nenhum a pist a ao candidat o sobre a casca de banana.

Alguém vai errar isso em um a prova? Pelo am or de Deus, hein?!

Para fixar:

Re se r va Le ga l é a área localizada no int erior de um a pr opr ie da de ou


posse RURAL, com a funçã o de a sse gur a r o uso e conôm ico de
m odo sust e nt á ve l dos r e cur sos na t ur a is do im óve l r ur a l, auxiliar a
conservação e a reabilit ação dos processos ecológicos e prom over a
conservação da biodiversidade, bem com o o abrigo e a prot eção de fauna
silvest re e da flora nat iva.

1 5 - ( Concur so pa r a I ngr e sso na M a gist r a t ur a de Ca r r e ir a do


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Tício a dquir iu im óve l de Pa ulo, m e dia nt e r e gist r o no Re gist r o de
I m óve is e a t e n dim e nt o de t oda s as for m a lida de s le ga is.
Post e r ior m e nt e , const a t a do que a á r e a e st a va cont a m ina da com
m e t a is pe sa dos, o M inist é r io Público pr om ove u a çã o civil pública
e m fa ce de Tício. N e sse ca so, de a cor do com o e nt e ndim e nt o
unifor m e do Supe r ior Tr ibuna l de Just iça , é cor r e t o a fir m a r que
conside r a ndo que se cuida de obr iga çã o pr opt e r r e m , Tício a ssum e

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o ônus de m a nt e r a pr e se r va çã o, se ndo possíve l im por obr iga çã o
de fa ze r consist e nt e na r e com posiçã o da á r e a e / ou inde niza çã o.

Ce r t o. Perfeit o! Nem precisa conhecer as decisões do STJ. O código


florest al deixa claro no art . 2º , § 2º , que as obrigações previst as nest a
Lei t êm nat ureza real e são t ransm it idas ao sucessor, de qualquer
nat ureza, no caso de t ransferência de dom ínio ou posse do im óvel rural.
Essa é a Obr iga çã o pr opt e r r e m , o que significa dizer que as
obrigações aderem ao t ít ulo e se t ransferem ao fut uro propriet ário.
De acordo com reit eradas decisões do STJ, a obrigação de
conservação é aut om at icam ent e t ransferida do alienant e ao adquirent e,
independent em ent e dest e últ im o t er responsabilidade pelo dano
am bient al.
O Minist ro Herm an Benj am in, no REsp nº 650728/ SC,
brilhant em ent e pont uou que “ as obrigações am bient ais derivadas do
depósit o ilegal de lixo ou resíduos no solo são de nat ureza propt er rem , o
que significa dizer que aderem ao t ít ulo e se t ransferem ao fut uro
propriet ário, prescindindo- se de debat e sobre a boa ou m á- fé do
adquirent e, pois não se est á no âm bit o da responsabilidade subj et iva,
baseada em culpa. Para o fim de apuração do nexo de causalidade no
dano am bient al, equiparam - se quem faz, quem não faz quando deveria
fazer, quem deixa fazer, quem não se im port a que façam , quem financia
para que façam , e quem se beneficia quando out ros fazem . Const at ado o
nexo causal ent re a ação e a om issão das recorrent es com o dano
am bient al em quest ão, surge, obj et ivam ent e, o dever de prom over a
recuperação da área afet ada e indenizar event uais danos rem anescent es,
na form a do art . 14, § 1°, da Lei 6.938/ 81.”

1 6 - ( FGV - OAB - V Ex a m e de Or de m )
Joã o a dquir iu e m m a io de 2 0 0 0 um im óve l e m á r e a r ur a l, ba nha do
pe lo Rio For m oso. Em 2 0 1 0 , foi cit a do pa r a r e sponde r a um a a çã o
civil pública pr opost a pe lo M unicípio de Be la s V e r e da s, que o

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r e sponsa biliza civilm e nt e por t e r com e t ido cor t e r a so na m a t a
cilia r da pr opr ie da de . Joã o a le ga que o de sm a t a m e nt o foi
com e t ido pe lo a nt igo pr opr ie t á r io da fa ze nda , que j á pr a t ica va o
pla nt io de m ilho no loca l. Em r a zã o do e x post o, é cor r e t o a fir m a r
que a m a nut e nçã o de á r e a de m a t a cilia r é obr iga çã o pr opt e r r e m ;
se ndo obr iga çã o de conse r va çã o, é a ut om a t ica m e nt e t r a nsfe r ida
do a lie na nt e a o a dquir e nt e . Logo, Joã o t e r á que r e pa r a r a á r e a .

Ce r t o. Mais um a quest ão sobre obrigação propt er rem . As obrigações


previst as no Código Florest al t êm nat ureza real e são t ransm it idas ao
sucessor, de qualquer nat ureza, no caso de t ransferência de dom ínio ou
posse do im óvel rur al ( Obr iga çã o pr opt e r r e m ) .

1 7 - ( CESPE / Un B– Té cnico Ba ncá r io – BASA – 2 0 1 2 )


Julgue os it e ns se guint e s, r e la t ivos a o novo Código Flor e st a l
br a sile ir o.
Ent r e a s novida de s do Código Flor e st a l, a única e logia da pe los
m ovim e nt os e cológicos é a que e lim ina a ne ce ssida de de
m a nut e nçã o de á r e a s de r e se r va le ga l na Am a z ônia .

Er r a do. Com o os am bient alist as iriam elogiar um código que viesse a


prever a elim inação da necessidade de m anut enção de RL?
I ndependent em ent e do Biom a, as r eservas legais são de ext rem a
im port ância não só para assegurar a pr ot eção am bient al, com o t am bém o
uso sust ent ável.
Cabe dizer, que o código NÃO elim inou a obrigação de m anut enção dos
percent uais m ínim os de RL.

1 8 - ( CESPE / Un B – Té cnico Ba ncá r io – BASA – 2 0 1 2 )


A pr e side nt a D ilm a Rousse ff, a lé m de ve t a r dive r sos pont os do
novo Código Flor est a l, a pr e se nt ou m e dida pr ovisór ia com dive r sa s

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pr opost a s de m odifica çã o no t ex t o a pr ova do pelo Congr e sso
N a ciona l.

Ce r t o. MP que foi convert ida na lei 12.727, de 17 de out ubro de 2012.


Cert am ent e vocês acom panharam essa novela pelos not iciários.

1 9 - ( CESPE / Un B – Té cnico Ba ncá r io – BASA – 2 0 1 2 )


D e pois da a pr ova çã o do novo Código Flor e st a l pe lo Congr e sso
N a ciona l, houve dive r sa s m a nife st a çõe s, pr incipa lm e nt e de
a m bie nt a list a s. N e ssa s m a nife st a çõe s, r e ivindicou- se o ve t o
int e gr a l a o t e x t o.

Ce r t o. Houve at é o m ovim ent o “ VETA TUDO, DI LMA” .

2 0 - ( CESPE / Un B – Té cnico Ba ncá r io – BASA – 2 0 1 2 )


O m ot ivo pr incipa l pa r a a e diçã o do novo Código Flor e st a l foi a
obsole scê ncia do t e x t o a nt e r ior , que nã o sofr ia a lt e r a çõe s de sde
sua e diçã o, na é poca dos gove r nos m ilit a r e s.

Er r a do. O código poderia at é est ar, em alguns pont os, obsolet o. Mas, é
errado dizer que não sofreu alt erações desde a sua edição, pois foram
várias as m odificações enquant o est eve em vigor.

2 1 - ( CESPE / Un B – D e fe nsor ia Pú blica do TO – 2 0 1 3 )


A á r e a de pr e se r va çã o pe r m a ne nt e é a que se loca liz a no int e r ior
de um a pr opr ie da de ou posse r ur a l, de ve ndo se r m a nt ida a sua
cobe r t ur a ve ge t a l na t iva , por se r e la n e ce ssá r ia a o a br igo e
pr ot e çã o da fa una e flor a na t iva s, à conse r va çã o da biodive r sida de
e à r e a bilit a çã o dos pr oce ssos e cológicos.

Er r a do. Art . 3 o , I I e I I I do Código Florest al.


Para os efeit os dest a Lei, ent ende- se por:

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I I - Ár e a de Pr e se r va çã o Pe r m a ne nt e - APP: área prot egida,
cobe r t a ou nã o por ve ge t a çã o na t iva , com a função am bient al de
preservar os recursos hídricos, a paisagem , a est abilidade geológica e a
biodiversidade, facilit ar o fluxo gênico de fauna e flora, pr ot eger o solo e
assegurar o bem - est ar das populações hum anas;
III - Re se r va Le ga l: área localizada no int erior de um a
pr opr ie da de ou posse r ur a l, delim it ada nos t erm os do art . 12, com a
função de assegurar o uso econôm ico de m odo sust ent ável dos recursos
nat urais do im óvel rural, auxiliar a conservação e a reabilit ação dos
processos ecológicos e prom over a conservação da biodiversidade, bem
com o o abrigo e a prot eção de fauna silvest re e da flora nat iva.

2 2 - ( FGV – X Ex a m e Unifica do – OAB - 2 8 / 0 4 / 2 0 1 3 )


Joã o, m ilit a nt e a m bie nt a list a , a dquir e chá ca r a e m á r e a r ur a l j á
de gr a da da , com o obj e t ivo de cult iva r a lim e nt os or gâ nicos pa r a
consum o pr ópr io. Alguns m e se s de pois, e le é not ifica do pe la
a ut or ida de a m bie nt a l loca l de que a á r e a é de pr e se r va çã o
pe r m a ne nt e .
Sobr e o ca so, a ssina le a a fir m a t iva cor r e t a .
A) Joã o é r e sponsá ve l pe la r e ge ne r a çã o da á r e a , m esm o nã o t e ndo
sido r e sponsá ve l por sua de gr a da çã o, um a ve z que se t r a t a de
obr iga çã o pr opt e r r e m .
B) Joã o som e nt e t e r ia a obr iga çã o de r e ge n e r a r a á r e a ca so
soube sse do da no a m bie nt a l com e t ido pe lo a nt igo pr opr ie t á r io,
e m hom e na ge m a o pr incípio da boa - fé .
C) O único r e spon sá ve l pe lo da no é o a nt igo pr opr ie t á r io, ca usa dor
do da no, um a ve z que Joã o nã o pode se r r e sponsa biliza do por a t o
ilícit o que nã o com e t e u.
D ) N ã o há r e sponsa bilida de do a nt igo pr opr ie t á r io ou de Joã o,
m as da Adm inist r a çã o Pública , em r a zã o da om issã o na
fisca liz a çã o a m bie nt a l qua ndo da t r a nsm issã o da pr opr ie da de .

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Ga ba r it o A. Trat a- se de obrigação propt er rem .
A aquisição de um im óvel com passivo am bient al responsabilizará o
novo propriet ário, ainda que est e não t enha dado causa ao dano, pois as
obr iga çõe s pr e vist a s no Código Flor e st a l t ê m na t ur e z a r e a l e sã o
t r a nsm it ida s ao suce ssor , de qualquer nat ureza, no caso de
t ransferência de dom ínio ou posse do im óvel rural ( Obr iga çã o pr opt er
rem ).
Assim , a obrigação de recuperação am bient al recai sobre o
propriet ário independent em ent e de est e t er dado causa. Não im port a a
priori quem causou o dano.

2 3 - ( CESPE / Un B – Pr om ot or de Just iça - M PE/ AC - 2 0 1 4 )


Pe r m it e - se o a ce sso de pe ssoa s às áreas de pr e se r va çã o
pe r m a ne nt e pa r a a obt e nçã o de á gua e pa r a o e x e r cício de
a t ivida de s de e x plor a çã o a gr oflor e st a l sust e nt á ve l de ba ix o ou
m é dio im pa ct o a o m e io a m bie nt e .

Er r a do. De acordo com o art . 9 o do Código Florest al, é perm it ido o acesso
de pessoas e anim ais às Áreas de Preservação Perm anent e para obt enção
de água e para realização de at ividades de baixo im pact o am bient al. O
it em fica errado, pois a Banca incluiu as at ividades de m édio im pact o ao
m eio am bient e, enquant o o Código Florest al perm it e apenas at ividades de
baixo im pact o am bient al.

2 4 - ( CESPE / Un B – Consult or Le gisla t ivo Ár e a XI – Câ m a r a dos


D e put a dos - 2 0 1 4 )
A APP, em zona s r ur a is ou ur ba na s, com pr e e nde t a nt o a
ve ge t a çã o e x ist e nt e e m á r e a s pú blica s, qua nt o a ve ge t a çã o de
á r e a s pr iva da s.

Ce r t o. As Áreas de Preservação Perm anent e são espaços t errit oriais


especialm ent e prot egidos, podendo ser públicas ou pr ivadas, urbanas ou

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rurais, cobert as ou não por veget ação nat iva, com a função am bient al de
preservar os recursos hídricos, a paisagem , a est abilidade geológica e a
biodiversidade, facilit ar o fluxo gênico de fauna e flora, pr ot eger o solo e
assegurar o bem - est ar das populações hum anas.

2 5 - ( CESPE / Un B – Consult or Le gisla t ivo Ár e a XI – Câ m a r a dos


D e put a dos - 2 0 1 4 )
A Const r uçã o de obr a s de infr a e st r ut ur a de st ina da s à s conce ssõe s
pública s, com o um a ba r r a ge m pa r a a e x plor a çã o de pot e ncia l
hidr e lé t r ico, pode se r conside r a da com o a t ivida de de ut ilida de
pública pa r a fins de supr e ssã o de v e ge t a çã o na t iva e m APP.

Ce r t o. É de ut ilidade pública, consoant e dispõe o Código Florest al, obra


de infraest rut ura dest inada às concessões e aos serviços públicos de
energia. Ainda de acordo com o Código Florest al, a int ervenção ou a
supressão de veget ação nat iva em Área de Preservação Perm anent e
som ent e ocorrerá nas hipót eses de ut ilidade pública, de int eresse social
ou de baixo im pact o am bient al.

Ga ba r it o da list a de que st õe s com e nt a da s:

1C 2C 3C 4E 5C 6E 7C 8C 9C 10C
11C 12E 13C 14E 15C 16C 17E 18C 19C 20E
21E 22A 23E 24C 25C

At e nçã o! Qua ndo cit o ( novo) código flor e st a l, r e fir o- m e à Le i


1 2 .6 5 1 , de 2 5 de m a io de 2 0 1 2 , com a s a t ua liza çõe s da Le i nº
1 2 .7 2 7 , de 1 7 de out ubr o de 2 0 1 2 .

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Gr a nde a br a ço e bons e st udos!

Rose nva l Júnior


r ose nva lj unior @e st r a t e gia concur sos.com .br
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w w w .fa ce book .com .br / r ose nva lj r

" N ã o pr ocur e de sculpa s pa r a fr a que j a r .


Encont r e m ot ivos pa r a se for t a le ce r !"

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