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Aula 07

Direito Ambiental p/ Polícia Civil - DF (Delegado)


Professor: Rosenval Júnior

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Direito Ambiental
Delegado Polícia Civil - DF
Prof. Rosenval Júnior

AULA 07 – Licenciamento Ambiental

SUMÁRIO PÁGINA
Teoria sobre Licenciamento Ambiental 2
Questões comentadas 69

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Licenciamento Ambiental

Introdução

O fundamento da exigência do licenciamento ambiental reside na


possibilidade, constitucionalmente outorgada, de o Poder Público impor
condições/restrições ao exercício do direito de propriedade e do direito ao
livre empreendimento, a fim de que a função socioambiental da
propriedade seja observada.
O licenciamento ambiental reflete os princípios da supremacia do
interesse público na proteção do meio ambiente em relação aos interesses
privados, já que cuida de proteger o direito fundamental da pessoa
humana ao equilíbrio ecológico, disposto no art. 225, caput, da
Constituição Federal, de 1988.
Dada a indisponibilidade deste direito, cabe ao Poder Público – em
defesa do meio ambiente – intervir nas atividades privadas,
condicionando o seu exercício a determinadas obrigações que busquem
atingir um padrão de desenvolvimento reputado sustentável.
O licenciamento tem a finalidade de controlar atividades
potencialmente poluentes, procurando imprimir-lhes um padrão de
atuação sustentável, de modo a prevenir e/ou mitigar danos ambientais.
Nesse sentido, o licenciamento operacionaliza os princípios da
precaução, da prevenção e do poluidor-pagador, além de outros como a
exigência de publicidade. Cabe também o princípio da participação
através de audiências públicas, convocadas de acordo com
regulamentação do Conama.
Uma aplicação do princípio da prevenção e da precaução seria o
Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Quando da realização de um EIA
poderá haver a necessidade de aplicação de um ou de outro princípio, que
determinará a concessão ou não da licença ambiental.

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Assim, se o risco é conhecido, certo, concreto, a análise pode
indicar medidas preventivas no intuito de mitigar os impactos ou até
mesmo a não aprovação da obra ou empreendimento propostos.
Por outro lado, se identificados apenas riscos potenciais, incertos,
abstratos, em que não haja certeza científica quanto à extensão ou o grau
dos mesmos, a atividade poderá não ser aprovada por conta da aplicação
do princípio da precaução, haja vista que devemos adotar a opção mais
favorável à manutenção do equilíbrio ambiental (in dubio pro natura) e
da saúde (in dubio pro salute).
O Licenciamento e a Avaliação de Impactos Ambientais são
instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (Art. 9º, IV da
Lei 6.938/81). A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225,
§ 1º, IV, exige estudo prévio de impacto ambiental para instalação de
obra ou atividade potencialmente causadora de significativa
degradação do meio ambiente.
Importante dizer que a LC 140/2011 dispôs sobre as
competências em matéria ambiental e disciplinou alguns pontos acerca do
licenciamento ambiental. Além disso, cabe observar as regras dispostas
pelo Conama, em especial, as Resoluções 01/86, 237/97, 09/87 e
Instruções Normativas IBAMA nº 184/2008 e nº 14/2011. Há
ainda Resoluções e Instruções Normativas específicas para algumas
atividades, como exploração de gás e petróleo, mineração, entre outras.
A localização, construção, instalação, ampliação, modificação
e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de
recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente
poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer
forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio
licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras
licenças legalmente exigíveis.
A licença ambiental para empreendimentos e atividades
consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de
significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de

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impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio
ambiente (EIA/RIMA), ao qual será dado publicidade, garantida a
realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a
regulamentação.
O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou
empreendimento não é potencialmente causador de significativa
degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes
ao respectivo processo de licenciamento.
Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental
(EIA) e respectivo relatório de impacto ambiental (RIMA) o
licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
II - Ferrovias;
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
IV - Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, artigo 48, do
Decreto-Lei nº 32, de 18 de setembro de 1966;
V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e
emissários de esgotos sanitários;
VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de
230KV;
VII - Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais
como: barragem para fins hidrelétricos, acima de 10MW, de
saneamento ou de irrigação, abertura de canais para
navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos
d’água, abertura de barras e embocaduras, transposição de
bacias, diques;
VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no
Código de Mineração;
X - Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos
tóxicos ou perigosos;

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Xl - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte
de energia primária, acima de 10MW;
XII - Complexo e unidades industriais e agro-industriais
(petroquímicos, siderúrgicos, cloroquímicos, destilarias de álcool,
hulha, extração e cultivo de recursos hidróbios);
XIII - Distritos industriais e zonas estritamente industriais -
ZEI;
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas
acima de 100 (CEM) hectares ou menores, quando atingir áreas
significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de
vista ambiental;
XV - Projetos urbanísticos, acima de 100 (CEM) hectares ou
em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a
critério da SEMA e dos órgãos estaduais ou municipais;
XVI - Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, derivados
ou produtos similares, em quantidade superior a dez toneladas
por dia.
XVII - Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de
1.000 (MIL) hectares ou menores, neste caso, quando se tratar
de áreas significativas em termos percentuais ou de importância do
ponto de vista ambiental, inclusive nas áreas de proteção
ambiental.
XVIII - Empreendimentos potencialmente lesivos ao
patrimônio espeleológico nacional.

Essas são algumas atividades que devem ser licenciadas e para as


quais é exigido o EIA/RIMA. É um rol aberto, exemplificativo. Notem que
o caput do artigo diz “tais como”, ou seja, são exemplos. Não é um rol
taxativo ou exaustivo, pois o órgão ambiental pode exigir EIA/RIMA de
qualquer atividade que cause ou possa vir a causar significativo impacto
ambiental.

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Veja como caiu em prova!

(CESPE / UnB– Juiz Federal - TRF 2º Região - 2013)


A resolução do CONAMA que regulamenta a realização de EIA
enumera exaustivamente as atividades obrigatoriamente sujeitas
a esse tipo de estudo.
Errado. O rol não é taxativo ou exaustivo. A Resolução do CONAMA
apresente um rol aberto ou exemplificativo de atividades sujeitas ao
EIA/RIMA.

Muita atenção, pois licenciamento ambiental e Estudo de Impacto


Ambiental e seu Relatório (EIA/RIMA) não são sinônimos!
O Licenciamento ambiental é um procedimento
administrativo (exercício do poder de polícia) pelo qual o órgão
ambiental competente licencia um empreendimento considerado efetiva
ou potencialmente poluidor ou que possa causar degradação ambiental.
Para realizar o Licenciamento são exigidos estudos
ambientais. Um desses estudos pode ser o EIA/RIMA, pois
existem outros estudos.
O detalhe é que o EIA/RIMA é exigido nos casos de efetivo ou
pontencial SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. Não é para
qualquer atividade ou empreendimento.

Veja como foi cobrado em prova!

(CESPE / UnB - Juiz Federal - TRF 3º Região - 2013)


O estudo prévio de impacto ambiental e o respectivo relatório de
impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA) é necessariamente
exigido em todas as atividades que causem impacto ao meio
ambiente.
Errado. O EIA/RIMA é exigido para atividades ou empreendimentos com
potencial de causar SIGNIFICATIVA degradação ambiental. O item está

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errado ao afirmar que será necessariamente exigido em todas as
atividades impactantes.

O órgão ambiental definirá os estudos ambientais pertinentes ao


respectivo processo de licenciamento, caso o empreendimento não seja
potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente.
Assim, estudos mais simples podem ser exigidos.
Cabe destacar que a análise dos estudos ambientais é atividade
própria do Poder Executivo, é exercício do poder de polícia! Tanto
União, Estados, DF e Municípios possuem competência para licenciar, de
acordo com as disposições da Lei Complementar 140/11. Cabe lembrar
que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas.

Jurisprudência
CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E AMBIENTAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. CONSTRUÇÃO DE PISCICULTURA PARA CRIAÇÃO DE
ROBALO EM CATIVEIRO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL E ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO
AMBIENTAL. NECESSIDADE. COMPETÊNCIA GERENCIAL-EXECUTIVA,
COMUM E CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS.
FISCALIZAÇÃO CONJUNTA DOS AGENTES DO PODER DE POLÍCIA
AMBIENTAL DAS ENTIDADES FEDERADAS COMPETENTES. PODER DE
POLÍCIA ADMINISTRATIVA DO IBAMA. LEGITIMIDADE. I - Na ótica
vigilante da Suprema Corte, "a incolumidade do meio ambiente não pode
ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de
motivações de índole meramente econômica, ainda mais se se tiver
presente que a atividade econômica, considerada a disciplina
constitucional que a rege, está subordinada, dentre outros princípios
gerais, àquele que privilegia a"defesa do meio ambiente"(CF, art. 170,
VI), que traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio

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ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial
(espaço urbano) e de meio ambiente laboral (...) O princípio do
desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter
eminentemente constitucional, encontra suporte legitimador em
compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e
representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da
economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a invocação desse
postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores
constitucionais relevantes, a uma condição inafastável, cuja observância
não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais
significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio
ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a
ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações" (ADI-MC nº
3540/DF - Rel. Min. Celso de Mello - DJU de 03/02/2006). Nesta visão de
uma sociedade sustentável e global, baseada no respeito pela natureza,
nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de
paz, com responsabilidades pela grande comunidade da vida, numa
perspectiva intergeneracional, promulgou-se a Carta Ambiental da França
(02.03.2005), estabelecendo que "o futuro e a própria existência da
humanidade são indissociáveis de seu meio natural e, por isso, o meio
ambiente é considerado um patrimônio comum dos seres humanos,
devendo sua preservação ser buscada, sob o mesmo título que os demais
interesses fundamentais da nação, pois a diversidade biológica, o
desenvolvimento da pessoa humana e o progresso das sociedades estão
sendo afetados por certas modalidades de produção e consumo e pela
exploração excessiva dos recursos naturais, a se exigir das autoridades
públicas a aplicação do princípio da precaução nos limites de suas
atribuições, em busca de um desenvolvimento durável. II - A tutela
constitucional, que impõe ao Poder Público e a toda coletividade o dever
de defender e preservar, para as presentes e futuras gerações, o meio
ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida,
como direito difuso e fundamental, feito bem de uso comum do povo (CF,

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art. 225, caput), já instrumentaliza, em seus comandos normativos, o
princípio da precaução (quando houver dúvida sobre o potencial deletério
de uma determinada ação sobre o ambiente, toma-se a decisão mais
conservadora, evitando-se a ação) e a consequente prevenção (pois uma
vez que se possa prever que uma certa atividade possa ser danosa, ela
deve ser evitada) , exigindo-se, assim, na forma da lei, para instalação de
obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação
do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade (CF, art. 225, § 1º, IV). III - Na hipótese dos autos, versando
a controvérsia em torno de suposta ilegalidade de licença ambiental,
expedida, tão-somente, pelo órgão ambiental municipal, deve o IBAMA
adotar as medidas cabíveis, na condição de responsável pela ação
fiscalizadora decorrente de lei, a fim de coibir abusos e danos ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado, por eventuais beneficiários de
licenças emitidas sem a sua participação, na condição de órgão executor
da política nacional do meio ambiente, pois é da competência gerencial-
executiva e comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios proteger as obras e outros bens de valor histórico, artístico e
cultural, as paisagens naturais notáveis, os sítios arqueológicos e o meio
ambiente e, ainda, preservar as florestas, a fauna e a flora (CF, art. 23,
incisos III, VI e VII). IV - Em sendo assim, no caso em exame, afigura-se
insuficiente o licenciamento concedido pela municipalidade, sem o
acompanhamento fiscal do IBAMA e a elaboração do respectivo EIA/RIMA,
para fins de licenciar a atividade a ser realizada em Zona Costeira, de
acordo com o que estabelece o art. 6º, § 2º, da Lei nº 7.661/1988, bem
assim, conforme dispõe a Constituição Federal, quando determina a
proteção especial à Mata Atlântica e à Zona Costeira (CF, art. 225, § 4º),
caracterizando-se, portanto, a legitimidade da multa aplicada e o
embargo da referida atividade, na espécie dos autos. V - Apelação
desprovida.

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(TRF-1 - AMS: 805 BA 2004.33.01.000805-7, Relator: DESEMBARGADOR
FEDERAL SOUZA PRUDENTE, Data de Julgamento: 21/05/2012, QUINTA
TURMA, Data de Publicação: e-DJF1 p.1192 de 22/08/2012).

Conceitos

Artigo 1º da Resolução Conama 01/86

Impacto ambiental

Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do


meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia
resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente,
afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - a qualidade dos recursos ambientais.

Art. 1º da Resolução Conama 237/97

Licenciamento Ambiental

Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente


licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais,
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob
qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

Licença Ambiental

Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente, estabelece


as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão
ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para
localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades

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utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou
potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam
causar degradação ambiental.

Estudos Ambientais

São todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais


relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma
atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise
da licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de
controle ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico
ambiental, plano de manejo, plano de recuperação de área degradada e
análise preliminar de risco.
Impacto Ambiental Regional
É todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de
influência direta do projeto), no todo ou em parte, o território de dois
ou mais Estados.

Art. 2º da LC 140/2011
Licenciamento Ambiental
Procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou
empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou
potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar
degradação ambiental.
*Notem que a LC 140/2011 praticamente repetiu o conceito
apresentado pela Resolução do CONAMA 237/97.

Termo de referência (TR)


Documento elaborado pelo órgão ambiental competente que
estabelece o conteúdo necessário dos estudos a serem
apresentados no processo de licenciamento ambiental.

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Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único
nível de competência e todas as despesas e custos referentes à
realização do estudo de impacto ambiental correrão por conta do
proponente do projeto (empreendedor).
Assim, os estudos necessários ao processo de licenciamento
deverão ser realizados por profissionais legalmente habilitados, às
expensas do empreendedor. Atenção aqui! Os estudos são pagos
pelo empreendedor! É muito comum questões afirmando que o
órgão ambiental assume os custos, o que deve ser julgado como
errado!
O empreendedor e os profissionais que subscrevem os estudos
serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se
às sanções administrativas, civis e penais (TRÍPLICE
RESPONSABILIZAÇÃO).
As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou
sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do
empreendimento ou atividade.
O CONAMA definirá, quando necessário, licenças ambientais
específicas, observadas a natureza, características e peculiaridades da
atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de
licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação do
empreendimento ou atividade. Olhem aí mais uma competência do
Conama! Memorizem mais essa! Cai direito dizendo que é competência do
Ibama...o que está errado, claro!
No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar,
obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que
o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade
com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e, quando for o
caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para
o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes.

Diretrizes Gerais

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O estudo de impacto ambiental, além de atender à legislação,


em especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional
do Meio Ambiente, obedecerá às seguintes DIRETRIZES GERAIS:
I - Contemplar TODAS as alternativas tecnológicas e de
localização do projeto, confrontando-as com a hipótese de não
execução do projeto;
II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos
ambientais gerados nas fases de implantação e operação da
atividade;
III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou
indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de
influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia
hidrográfica na qual se localiza;
lV - Considerar os planos e programas governamentais,
propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua
compatibilidade.

Atividades Técnicas

O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as


seguintes ATIVIDADES TÉCNICAS:
I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto,
completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas
interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação
ambiental da área, antes da implantação do projeto,
considerando:
a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o clima,
destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e
aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as
correntes marinhas, as correntes atmosféricas;

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b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna
e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade
ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas
de extinção e as áreas de preservação permanente;
c) o meio socioeconômico - o uso e ocupação do solo, os
usos da água e a socioeconomia, destacando os sítios e
monumentos arqueológicos, históricos e culturais da
comunidade, as relações de dependência entre a sociedade
local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura
desses recursos.
II - Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas
alternativas, através de identificação, previsão da magnitude e
interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes,
discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e
adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos,
temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas
propriedades cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e
benefícios sociais.
III - Definição das medidas mitigadoras dos impactos
negativos, entre elas os equipamentos de controle e sistemas de
tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas.
IV - Elaboração do programa de acompanhamento e
monitoramento dos impactos positivos e negativos, indicando os
fatores e parâmetros a serem considerados.

Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente - RIMA

O relatório de impacto ambiental (RIMA) refletirá as


conclusões do estudo de impacto ambiental (EIA) e deve ser
apresentado de forma objetiva e adequada a sua compreensão.
As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível,
ilustradas por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de

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comunicação visual, de modo que se possam entender as vantagens e
desvantagens do projeto, bem como todas as consequências ambientais
de sua implementação.
O RIMA é o instrumento que apresenta em uma linguagem mais
acessível, de maneira mais compreensível para leigos, as informações
técnicas do EIA. Lembrem-se de que o EIA é um estudo extremamente
técnico elaborado por uma equipe multidisciplinar, assim temos
engenheiros, biólogos, advogados, antropólogos, geólogos, geógrafos,
enfim, diversos profissionais que irão fazer as suas análises no seu campo
de atuação e apresentarão os seus estudos, laudos e pareceres sobre o
local, acerca dos possíveis impactos.
Notem que no EIA é utilizado um jargão técnico, muito específico e
que não é de entendimento de pessoas que não são da área. Por isso, o
RIMA tem que ser elaborado em uma linguagem digamos “mais didática”
para que a população interessada e afetada pela proposta tenha
entendimento suficiente sobre os impactos negativos e positivos da
atividade ou empreendimento.

O relatório de impacto ambiental - RIMA conterá, no mínimo:


I - Os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e
compatibilidade com as políticas setoriais, planos e
programas governamentais;
II - A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e
locacionais, especificando para cada um deles, nas fases de
construção e operação a área de influência, as matérias primas, e
mão-de-obra, as fontes de energia, os processos e técnicas
operacionais, os prováveis efluentes, emissões, resíduos e perdas
de energia, os empregos diretos e indiretos a serem gerados;
III - A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos
ambiental da área de influência do projeto;
IV - A descrição dos prováveis impactos ambientais da
implantação e operação da atividade, considerando o projeto, suas

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alternativas, os horizontes de tempo de incidência dos impactos e
indicando os métodos, técnicas e critérios adotados para sua
identificação, quantificação e interpretação;
V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de
influência, comparando as diferentes situações da adoção do
projeto e suas alternativas, bem como com a hipótese de sua não
realização;
VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras
previstas em relação aos impactos negativos, mencionando
aqueles que não puderem ser evitados, e o grau de alteração
esperado;
VII - O programa de acompanhamento e monitoramento dos
impactos;
VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável
(conclusões e comentários de ordem geral).

Respeitado o sigilo industrial, assim solicitado e demonstrado pelo


interessado, o RIMA será acessível ao público.

Etapas do Licenciamento Ambiental Federal (Competência do


Ibama)

De acordo com a Instrução Normativa IBAMA nº 184 /08


alterada pela Instrução Normativa IBAMA nº 14 de 27/10/2011,
que estabelece, no âmbito do Ibama, os procedimentos para o
licenciamento ambiental federal, os procedimentos para o
licenciamento ambiental deverão obedecer as seguintes etapas:

 Instauração do processo;
 Licenciamento prévio;
 Licenciamento de instalação; e
 Licenciamento de operação.

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A instauração do processo de licenciamento ambiental federal


obedecerá as seguintes etapas:
 Inscrição do empreendedor no Cadastro Técnico Federal - CTF do
IBAMA (http://www.ibama.gov.br/cogeq) na categoria Gerenciador
de Projetos;
 Acesso ao Serviços on line - Serviços - Licenciamento Ambiental
pelo empreendedor, utilizando seu número de CNPJ e sua senha
emitida pelo CTF e a verificação automática pelo sistema da
vigência do Certificado de Regularidade;
 Preenchimento pelo empreendedor do Formulário de Solicitação de
Abertura de Processo - FAP e seu envio eletrônico ao IBAMA pelo
sistema;
 Geração de mapa de localização utilizando as coordenadas
geográficas informadas no FAP, como ferramenta de auxílio a
tomada de decisão;
 Verificação da competência federal para o licenciamento.
 Abertura de processo de licenciamento.
 Definição dos estudos ambientais e instância para o licenciamento
(Diretoria de Licenciamento Ambiental - DILIC ou Núcleo de
Licenciamento Ambiental - NLA).

A solicitação de EIA/RIMA se dará na fase de licenciamento prévio


para empreendimentos de significativo impacto ambiental.
Em empreendimentos de impacto pouco significativo e quando não
couber análise locacional, o IBAMA suprimirá a fase de Licença Prévia.
Para empreendimentos de impacto pouco significativo o IBAMA
exigirá Estudo Ambiental Simplificado e Plano de Controle Ambiental,
sendo que estes poderão ser licenciados integralmente pelos NLAs.

Tipos de Licenças Ambientais

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Licenças Ambientais, Resolução Conama 237/97.

LP Concedida na fase preliminar do planejamento;


Aprova sua localização e concepção;
Atesta a viabilidade ambiental; e
Estabelece os requisitos básicos e condicionantes

LI Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade.

LO Autoriza operação do empreendimento ou atividade.

No licenciamento ambiental ordinário federal, o Poder Público, no


exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças:
I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do
planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua
localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e
estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem
atendidos nas próximas fases de sua implementação.
Instaurado o processo, o empreendedor deverá providenciar o envio
pelo “Serviço on line - Serviços - Licenciamento Ambiental de proposta de
Termo de Referência - TR para elaboração do Estudo Ambiental”, com
base no Termo de Referência Padrão da tipologia específica do
empreendimento, disponibilizado no site do IBAMA/Licenciamento.
O IBAMA providenciará agendamento para a apresentação do
empreendimento pelo empreendedor, convidando os órgãos
intervenientes quando necessário. Neste momento serão discutidos
preliminarmente o teor do TR e a necessidade de realização de vistoria ao
local pretendido para o empreendimento.
O EIA e o RIMA deverão ser elaborados pelo empreendedor em
conformidade com os critérios, as metodologias, as normas e os padrões
estabelecidos pelo TR definitivo aprovado pela Diretoria de Licenciamento
Ambiental - DILIC. O RIMA deverá ser elaborado em linguagem acessível
ao entendimento da população interessada.

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Aos órgãos envolvidos no licenciamento será solicitado
posicionamento sobre o estudo ambiental no que segue:
Orgãos Estaduais de Meio Ambiente envolvidos - avaliar o projeto,
seus impactos e medidas de controle e mitigadoras, em
consonância com plano, programas e leis estaduais;
Unidade de conservação - identificar e informar se existem
restrições para implantação e operação do empreendimento, de
acordo com o instrumento de criação, do plano de manejo ou
zoneamento;
FUNAI e Fundação Palmares - identificar e informar possíveis
impactos sobre comunidades indígenas e quilombolas e, se as
medidas propostas para mitigar os impactos são eficientes;
IPHAN - informar se na área pretendida já existe sítios
arqueológicos identificados e, se as propostas apresentadas para
resgate são adequadas.
O RIMA ficará disponível no site do IBAMA na Internet e nos locais
indicados na publicação.
Para a realização de Audiência Pública, o IBAMA providenciará a
publicação de Edital de Convocação, informando data, horário e local.
A(s) ata(s) da(s) audiências públicas deverão ser disponibilizadas no
site do IBAMA/Licenciamento.
A DILIC emitirá Parecer Técnico Conclusivo sobre a viabilidade
ambiental do empreendimento, e o encaminhará à Presidência do IBAMA
para subsidiar o deferimento ou não do pedido de licença.
O parecer técnico conclusivo deverá ser disponibilizado no site do
IBAMA/Licenciamento.
Para a emissão da Licença Prévia, o empreendedor deverá
apresentar ao IBAMA, quando couber, a Certidão Municipal, a qual declara
que o local de instalação do empreendimento está em conformidade com
a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo ou documento similar.

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II - Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do
empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes
dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de
controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem
motivo determinante.
A concessão da Licença de Instalação - LI é subsidiada pelo Projeto
Básico Ambiental - PBA e a emissão de autorização de supressão de
vegetação, por Projeto ou Plano de Recuperação de Áreas Degradadas -
PRAD e Inventário Florestal.
O PBA e o Inventário Florestal deverão ser elaborados em
conformidade com os impactos identificados no EIA e com os critérios,
metodologias, normas e padrões estabelecidos pelo IBAMA e fixados nas
condicionantes da LP.
Quando couber, deverá ser apresentada pelo empreendedor, no
momento do envio do PBA, a outorga de utilização de recursos hídricos.

III - Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da


atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento
do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle
ambiental e condicionantes determinados para a operação.
Para subsidiar a concessão da Licença de Operação - LO, o
empreendedor deverá elaborar os seguintes documentos técnicos:
I - Relatório Final de Implantação dos Programas Ambientais;
II - Relatório Final das Atividades de Supressão de Vegetação,
quando couber; e
III - No caso de licenciamento de Usinas Hidrelétricas e Pequenas
Centrais Hidrelétricas, o Plano de Uso do Entorno do reservatório
(PACUERA).
O requerimento de LO deverá ser gerado pelo empreendedor
utilizando o Serviço on line - Serviços - Licenciamento Ambiental Federal
após o envio dos relatórios.

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Etapas

Assim, de forma resumida o procedimento de licenciamento


ambiental obedecerá às seguintes ETAPAS:
I - Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação
do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos
ambientais, necessários ao início do processo de
licenciamento correspondente à licença a ser requerida;
II - Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor,
acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais
pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III - Análise pelo órgão ambiental competente, integrante do
SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais
apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando
necessárias;
IV - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo
órgão ambiental competente integrante do SISNAMA, uma
única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e
estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a
reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e
complementações não tenham sido satisfatórios;
V - Audiência pública, quando couber, de acordo com a
regulamentação pertinente;
VI - Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo
órgão ambiental competente, decorrentes de audiências
públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação
quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido
satisfatórios;
VII - Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber,
parecer jurídico;
VIII - Deferimento ou indeferimento do pedido de licença,
dando-se a devida publicidade.

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O órgão ambiental competente definirá, se necessário,


procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a
natureza, características e peculiaridades da atividade ou
empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de
licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação.
Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as
atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto
ambiental.
Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental
para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para
aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados,
previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida
a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou
atividades.
Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os
procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e
empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de
gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do
desempenho ambiental.
O custo de análise para a obtenção da licença ambiental deverá ser
estabelecido por dispositivo legal, visando o ressarcimento, pelo
empreendedor, das despesas realizadas pelo órgão ambiental
competente. Logo, o órgão ambiental não faz essa análise de graça!
Quem tiver curiosidade pode conferir aqui a tabela e a fórmula de
cálculo:
http://www.ibama.gov.br/licenciamento/index.php
Será facultado ao empreendedor acesso à planilha de custos
realizados pelo órgão ambiental para a análise da licença.
O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de análise
diferenciados para cada modalidade de licença (LP, LI e LO), em função
das peculiaridades da atividade ou empreendimento, bem como para a

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formulação de exigências complementares, desde que observado o prazo
máximo de 6 meses a contar do ato de protocolar o requerimento até
seu deferimento ou indeferimento, ressalvados os casos em que houver
EIA/RIMA e/ou audiência pública, quando o prazo será de até 12
meses.
A contagem do prazo será suspensa durante a elaboração dos
estudos ambientais complementares ou preparação de esclarecimentos
pelo empreendedor.
Os prazos estipulados poderão ser alterados, desde que justificados
e com a concordância do empreendedor e do órgão ambiental
competente.
O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e
complementações, formuladas pelo órgão ambiental competente, dentro
do prazo máximo de 4 meses, a contar do recebimento da respectiva
notificação O prazo estipulado poderá ser prorrogado, desde que
justificado e com a concordância do empreendedor e do órgão ambiental
competente.
O não cumprimento dos prazos estipulados para o órgão ambiental
competente analisar as licenças ambientais e o prazo para o
empreendedor atender à solicitação de esclarecimentos e
complementações, respectivamente, sujeitará o licenciamento à ação do
órgão que detenha competência para atuar supletivamente e ao
arquivamento do pedido de licença do empreendedor.
O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá a
apresentação de novo requerimento de licença, mediante novo
pagamento de custo de análise.

Prazos de validade das licenças

O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de


validade de cada tipo de licença, especificando-os no respectivo
documento, levando em consideração os seguintes aspectos:

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I - O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos,
programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade, não
podendo ser superior a 5 anos.
II - O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá
ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do
empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 anos.
III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá
considerar os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 4 anos
e, no máximo, 10 anos.

Prazos das licenças, art. 18 da Resolução Conama 237/97

Licenças: Prazo de validade:

LP - Licença Prévia 5 anos

LI - Licença de Instalação 6 anos

LO - Licença de Operação 4 a 10 anos

A Licença Prévia (LP) e a Licença de Instalação (LI) poderão ter os


prazos de validade prorrogados, desde que não ultrapassem os prazos
máximos estabelecidos.
O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de
validade específicos para a Licença de Operação (LO) de
empreendimentos ou atividades que, por sua natureza e peculiaridades,
estejam sujeitos a encerramento ou modificação em prazos inferiores.
Na renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou
empreendimento, o órgão ambiental competente poderá, mediante
decisão motivada, aumentar ou diminuir o seu prazo de validade, após
avaliação do desempenho ambiental da atividade ou empreendimento no
período de vigência anterior, respeitados os limites estabelecidos.
O § 4º do art. 18 da Resolução CONAMA 237/97 dispõe que a
renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou

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empreendimento deverá ser requerida com antecedência mínima de
120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade,
fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado
até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente.
Já o § 4º do artigo 14 da LC 140/11 prevê que a renovação de
licenças ambientais deve ser requerida com antecedência mínima
de 120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade,
fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado
até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente.

Modificação, Suspensão ou Cancelamento de Licença

O órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá


modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação,
suspender ou cancelar uma licença expedida, quando ocorrer:

I - violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou


normas legais;
II - omissão ou falsa descrição de informações relevantes
que subsidiaram a expedição da licença;
III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.

Os entes federados, para exercerem suas competências


licenciatórias, deverão ter implementados os Conselhos de Meio
Ambiente, com caráter deliberativo e participação social e, ainda, possuir
em seus quadros ou a sua disposição profissionais legalmente habilitados.

Audiências Públicas

De acordo com a Resolução CONAMA Nº 9 de 1987, as


audiências públicas têm por finalidade expor aos interessados o
conteúdo do produto em análise e do seu referido RIMA, dirimindo as

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dúvidas e recolhendo dos presentes as críticas e sugestões a respeito.

Órgão do Meio Ambiente promoverá a realização de Audiência


Pública:

Sempre que o órgão ambiental julgar necessário, ou

Quando for solicitado


o por entidade civil,
o pelo Ministério Público, ou
o por 50 ou mais cidadãos,

No caso de haver solicitação de audiência pública e na hipótese do


Órgão ambiental não realizá-la, a licença não terá validade.
A audiência pública deverá ocorrer em local acessível aos
interessados. Em função da localização geográfica dos solicitantes e da
complexidade do tema, poderá haver mais de uma audiência pública
sobre o mesmo projeto e respectivo RIMA.
A audiência pública será dirigida pelo representante do
Órgão licenciador que, após a exposição objetiva do projeto e o seu
respectivo RIMA, abrirá as discussões com os interessados presentes.
Ao final de cada audiência pública será lavrada uma ata sucinta.
Serão anexados à ata, todos os documentos escritos e assinados que
forem entregues ao presidente dos trabalhos durante a seção. A ata da
Audiência Pública e seus anexos servirão de base, juntamente com o
RIMA, para a análise e parecer final do licenciador quanto à aprovação ou
não do projeto.

Órgãos e Entidades envolvidos no Licenciamento Ambiental

No âmbito do Licenciamento ambiental federal, são os órgãos


públicos federais (Fundação Nacional do Índio-FUNAI, da Fundação
Cultural Palmares (FCP), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico

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Nacional (IPHAN) e do Ministério da Saúde) incumbidos da elaboração de
parecer sobre temas de sua competência, em processo visando à emissão
de licença ambiental, no âmbito do procedimento de licenciamento
ambiental.
De acordo com a Portaria Interministerial nº 419, de 26 de
outubro de 2011, os órgãos e entidades envolvidos no licenciamento
ambiental deverão apresentar ao IBAMA manifestação conclusiva sobre o
Estudo Ambiental exigido para o licenciamento.
I – Fundação Nacional do Índio-FUNAI – Avaliação dos impactos
provocados pela atividade ou empreendimento em terras indígenas,
bem como apreciação da adequação das propostas de medidas de
controle e de mitigação decorrentes desses impactos.
II – Fundação Cultural Palmares – Avaliação dos impactos provocados
pela atividade ou empreendimento em terra quilombola, bem como
apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de
mitigação decorrentes desses impactos.
III – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN
– Avaliação acerca da existência de bens acautelados identificados na
área de influência direta da atividade ou empreendimento, bem como
apreciação da adequação das propostas apresentadas para o resgate.
IV – Ministério da Saúde – Avaliação e recomendação acerca dos
impactos sobre os fatores de risco para a ocorrência de casos de
malária, no caso de atividade ou empreendimento localizado em
áreas endêmicas de malária.
A manifestação dos órgãos e entidades envolvidos deverá ser
conclusiva, apontando a existência de eventuais óbices ao
prosseguimento do processo de licenciamento e indicando as medidas ou
condicionantes consideradas necessárias para superá-los.

Atores envolvidos no processo de EIA são:


Órgão Ambiental Licenciador
Ministério Público

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Empreendedor: É o interessado, do Poder Público ou privado;
Equipe Interdisciplinar: São os consultores da empresa;
Órgão Não Governamentais (ONG’s): Grupos sociais
organizados;
População afetada: Direta ou Indiretamente;
Instituições Governamentais: Outros órgãos do governo (FUNAI,
IPHAN...);
Consultores Autônomos: Especialistas que podem ser
contratados para auxiliarem na análise do EIA e do RIMA.

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Atividades ou empreendimentos sujeitos ao licenciamento
ambiental, de acordo com o Anexo I da Resolução Conama
237/97.
Obs.: Trata-se de uma relação aberta, portanto não taxativa.

Extração e tratamento de minerais


- pesquisa mineral com guia de utilização
- lavra a céu aberto, inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento
- lavra subterrânea com ou sem beneficiamento
- lavra garimpeira
- perfuração de poços e produção de petróleo e gás natural

Indústria de produtos minerais não metálicos


- beneficiamento de minerais não metálicos, não associados à extração
- fabricação e elaboração de produtos minerais não metálicos tais como:
produção de material cerâmico, cimento, gesso, amianto e vidro, entre
outros.

Indústria metalúrgica
- fabricação de aço e de produtos siderúrgicos
- produção de fundidos de ferro e aço / forjados / arames / relaminados
com ou sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia
- metalurgia dos metais não-ferrosos, em formas primárias e secundárias,
inclusive ouro
- produção de laminados / ligas / artefatos de metais não-ferrosos com ou
sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia
- relaminação de metais não-ferrosos, inclusive ligas
- produção de soldas e anodos
- metalurgia de metais preciosos
- metalurgia do pó, inclusive peças moldadas
- fabricação de estruturas metálicas com ou sem tratamento de
superfície, inclusive galvanoplastia

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- fabricação de artefatos de ferro / aço e de metais não-ferrosos com ou
sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia
- têmpera e cementação de aço, recozimento de arames, tratamento de
superfície

Indústria mecânica
- fabricação de máquinas, aparelhos, peças, utensílios e acessórios com e
sem tratamento térmico e/ou de superfície

Indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações


- fabricação de pilhas, baterias e outros acumuladores
- fabricação de material elétrico, eletrônico e equipamentos para
telecomunicação e informática
- fabricação de aparelhos elétricos e eletrodomésticos

Indústria de material de transporte


- fabricação e montagem de veículos rodoviários e ferroviários, peças e
acessórios
- fabricação e montagem de aeronaves
- fabricação e reparo de embarcações e estruturas flutuantes

Indústria de madeira
- serraria e desdobramento de madeira
- preservação de madeira
- fabricação de chapas, placas de madeira aglomerada, prensada e
compensada
- fabricação de estruturas de madeira e de móveis

Indústria de papel e celulose


- fabricação de celulose e pasta mecânica
- fabricação de papel e papelão

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- fabricação de artefatos de papel, papelão, cartolina, cartão e fibra
prensada

Indústria de borracha
- beneficiamento de borracha natural
- fabricação de câmara de ar e fabricação e recondicionamento de
pneumáticos
- fabricação de laminados e fios de borracha
- fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de
borracha, inclusive látex

Indústria de couros e peles


- secagem e salga de couros e peles
- curtimento e outras preparações de couros e peles
- fabricação de artefatos diversos de couros e peles
- fabricação de cola animal

Indústria química
- produção de substâncias e fabricação de produtos químicos
- fabricação de produtos derivados do processamento de petróleo, de
rochas betuminosas e da madeira
- fabricação de combustíveis não derivados de petróleo
- produção de óleos/gorduras/ceras vegetais-animais/óleos essenciais
vegetais e outros produtos da destilação da madeira
- fabricação de resinas e de fibras e fios artificiais e sintéticos e de
borracha e látex sintéticos
- fabricação de pólvora/explosivos/detonantes/munição para caça-
desporto, fósforo de segurança e artigos pirotécnicos
- recuperação e refino de solventes, óleos minerais, vegetais e animais
- fabricação de concentrados aromáticos naturais, artificiais e sintéticos
- fabricação de preparados para limpeza e polimento, desinfetantes,
inseticidas, germicidas e fungicidas

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- fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes,
solventes e secantes
- fabricação de fertilizantes e agroquímicos
- fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários
- fabricação de sabões, detergentes e velas
- fabricação de perfumarias e cosméticos
- produção de álcool etílico, metanol e similares

Indústria de produtos de matéria plástica


- fabricação de laminados plásticos
- fabricação de artefatos de material plástico

Indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos


- beneficiamento de fibras têxteis, vegetais, de origem animal e sintéticos
- fabricação e acabamento de fios e tecidos
- tingimento, estamparia e outros acabamentos em peças do vestuário e
artigos diversos de tecidos
- fabricação de calçados e componentes para calçados
Indústria de produtos alimentares e bebidas
- beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos
alimentares
- matadouros, abatedouros, frigoríficos, charqueadas e derivados de
origem animal
- fabricação de conservas
- preparação de pescados e fabricação de conservas de pescados
- preparação, beneficiamento e industrialização de leite e derivados
- fabricação e refinação de açúcar
- refino / preparação de óleo e gorduras vegetais
- produção de manteiga, cacau, gorduras de origem animal para
alimentação
- fabricação de fermentos e leveduras

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- fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para
animais
- fabricação de vinhos e vinagre
- fabricação de cervejas, chopes e maltes
- fabricação de bebidas não alcoólicas, bem como engarrafamento e
gaseificação de águas minerais
- fabricação de bebidas alcoólicas

Indústria de fumo
- fabricação de cigarros/charutos/cigarrilhas e outras atividades de
beneficiamento do fumo

Indústrias diversas
- usinas de produção de concreto
- usinas de asfalto
- serviços de galvanoplastia

Obras civis
- rodovias, ferrovias, hidrovias, metropolitanos
- barragens e diques
- canais para drenagem
- retificação de curso de água
- abertura de barras, embocaduras e canais
- transposição de bacias hidrográficas
- outras obras de arte

Serviços de utilidade
- produção de energia termoelétrica
-transmissão de energia elétrica
- estações de tratamento de água
- interceptores, emissários, estação elevatória e tratamento de esgoto
sanitário

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- tratamento e destinação de resíduos industriais (líquidos e sólidos)
- tratamento/disposição de resíduos especiais tais como: de agroquímicos
e suas embalagens usadas e de serviço de saúde, entre outros
- tratamento e destinação de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles
provenientes de fossas
- dragagem e derrocamentos em corpos d’água
- recuperação de áreas contaminadas ou degradadas

Transporte, terminais e depósitos


- transporte de cargas perigosas
- transporte por dutos
- marinas, portos e aeroportos
- terminais de minério, petróleo e derivados e produtos químicos
- depósitos de produtos químicos e produtos perigosos
Turismo
- complexos turísticos e de lazer, inclusive parques temáticos e
autódromos

Atividades diversas
- parcelamento do solo
- distrito e pólo industrial

Atividades agropecuárias
- projeto agrícola
- criação de animais
- projetos de assentamentos e de colonização

Uso de recursos naturais


- silvicultura
- exploração econômica da madeira ou lenha e subprodutos florestais
- atividade de manejo de fauna exótica e criadouro de fauna silvestre
- utilização do patrimônio genético natural

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- manejo de recursos aquáticos vivos
- introdução de espécies exóticas e/ou geneticamente modificadas
- uso da diversidade biológica pela biotecnologia

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Licenciamento Ambiental para o Uso Ecologicamente Sustentável
dos Apicuns e Salgados

O novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) disciplinou o uso


ecologicamente sustentável dos apicuns e salgados. A Zona Costeira é
patrimônio nacional, nos termos do § 4o do art. 225 da Constituição
Federal, devendo sua ocupação e exploração dar-se de modo
ecologicamente sustentável. Os apicuns e salgados podem ser utilizados
em atividades de carcinicultura e salinas, desde que observados os
seguintes requisitos:
I - área total ocupada em cada Estado não superior a 10% (dez por
cento) dessa modalidade de fitofisionomia no bioma amazônico e a 35%
(trinta e cinco por cento) no restante do País, excluídas as ocupações
consolidadas;
II - salvaguarda da absoluta integridade dos manguezais arbustivos e dos
processos ecológicos essenciais a eles associados, bem como da sua
produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros;
III - licenciamento da atividade e das instalações pelo órgão ambiental
estadual, cientificado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e, no caso de uso de terrenos de
marinha ou outros bens da União, realizada regularização prévia da
titulação perante a União;
IV - recolhimento, tratamento e disposição adequados dos efluentes e
resíduos;
V - garantia da manutenção da qualidade da água e do solo, respeitadas
as Áreas de Preservação Permanente; e
VI - respeito às atividades tradicionais de sobrevivência das comunidades
locais.
A licença ambiental será de 5 (cinco) anos, renovável apenas se o
empreendedor cumprir as exigências da legislação ambiental e do próprio
licenciamento, mediante comprovação anual, inclusive por mídia
fotográfica.

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São sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental -
EPIA e Relatório de Impacto Ambiental - RIMA os novos
empreendimentos:
I - com área superior a 50 (cinquenta) hectares, vedada a fragmentação
do projeto para ocultar ou camuflar seu porte;
II - com área de até 50 (cinquenta) hectares, se potencialmente
causadores de significativa degradação do meio ambiente; ou
III - localizados em região com adensamento de empreendimentos de
carcinicultura ou salinas cujo impacto afete áreas comuns.
O órgão licenciador competente, mediante decisão motivada, poderá,
sem prejuízo das sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, bem
como do dever de recuperar os danos ambientais causados, alterar as
condicionantes e as medidas de controle e adequação, quando ocorrer:
I - descumprimento ou cumprimento inadequado das condicionantes ou
medidas de controle previstas no licenciamento, ou desobediência às
normas aplicáveis;
II - fornecimento de informação falsa, dúbia ou enganosa, inclusive por
omissão, em qualquer fase do licenciamento ou período de validade da
licença; ou
III - superveniência de informações sobre riscos ao meio ambiente ou à
saúde pública.

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Compensação Ambiental

Compensação ambiental é um instrumento previsto no art. 36 da


Lei 9.985/00, que obriga o empreendedor a apoiar a implantação e
manutenção de unidade de conservação, nos casos de
licenciamento ambiental de empreendimentos que causem
significativo impacto ambiental, com fundamento no EIA/RIMA.
Segundo o Caput do art. 36, as unidades de conservação
beneficiadas são as pertencentes ao grupo de proteção integral;
entretanto no parágrafo 3º do mesmo artigo, temos que no caso de o
empreendimento afetar uma unidade específica (mesmo que não seja de
Proteção Integral) ou sua zona de amortecimento, a unidade afetada
deverá ser uma das beneficiárias, ou seja, se uma unidade de
conservação sustentável for afetada pela atividade, também deverá ser
beneficiada com a compensação. Além disso, o licenciamento só será
concedido mediante autorização do órgão responsável pela administração
da UC atingida.
A lei estabeleceu, em seu texto original, que o montante de
recursos a ser destinado para as unidades de conservação pelo
empreendedor não poderia ser inferior a 0,5% dos custos totais de
implementação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão
ambiental licenciador de acordo com o grau de impacto causado pelo
empreendimento.
O artigo 36, § 1o da lei 9.985/2000, ainda traz essa redação. E é
aqui que mora o perigo! Pois o Supremo Tribunal Federal declarou
a inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio
por cento dos custos totais previstos para a implantação do
empreendimento." (STF. ADI 3.378-DF, Relator Min. Carlos Britto.
Julgamento: 09-04-2008. DJ 20-06-2008).
Por esse motivo, eu risquei a exigência do percentual mínimo de
0,5%. Hoje não temos mais um piso! O órgão ambiental fixará o

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montante de acordo com o grau de impacto causado, com
fundamento no EIA/RIMA.
Observe que a decisão do STF declarou inconstitucional
apenas o piso de 0,5%. A compensação ambiental é constitucional
e continua em vigor.
Assim, para os fins de fixação da compensação ambiental, o IBAMA
estabelecerá o grau de impacto a partir de estudo prévio de impacto
ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, ocasião em que considerará,
exclusivamente, os impactos ambientais negativos sobre o meio
ambiente. ATENÇÃO! É o IBAMA que faz o cálculo da compensação
ambiental!
Apenas para complementar o assunto, vale dizer que, de acordo
com o art. 36, § 2º da Lei 9.985/00, as unidades de conservação a
serem beneficiadas são definidas pelo órgão ambiental
licenciador, considerando as propostas apresentadas no EIA/RIMA e
ouvido o empreendedor, podendo inclusive ser contemplada a criação de
novas unidades de conservação. Além disso, o Decreto 4.340/02
acrescenta que fixado em caráter final o valor da compensação, o IBAMA
definirá sua destinação, ouvindo tabém o Instituto Chico Mendes de
Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes.
A aplicação dos recursos da compensação ambiental nas
unidades de conservação, existentes ou a serem criadas, deve obedecer à
seguinte ordem de prioridade:
I - regularização fundiária e demarcação das terras;
II - elaboração, revisão ou implantação de plano de manejo;
III - aquisição de bens e serviços necessários à implantação,
gestão, monitoramento e proteção da unidade, compreendendo
sua área de amortecimento;
IV - desenvolvimento de estudos necessários à criação de nova
unidade de conservação; e
V - desenvolvimento de pesquisas necessárias para o manejo da
unidade de conservação e área de amortecimento.

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O Valor da Compensação Ambiental - CA será calculado pelo


produto do Grau de Impacto - GI com o Valor de Referência - VR, de
acordo com a fórmula a seguir:
CA = VR x GI, onde:
CA = Valor da Compensação Ambiental;
VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do
empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos,
projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento
ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento,
bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do
empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com
apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; (As informações
necessárias ao calculo do VR deverão ser apresentadas pelo
empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de
instalação)
GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a
0,5%. O EIA/RIMA deverá conter as informações necessárias ao cálculo
do GI. O grau de impacto considera o Impacto sobre a Biodiversidade; o
Comprometimento de Área Prioritária; e a Influência em Unidades de
Conservação.

Jurisprudência

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 36 E SEUS §§ 1º, 2º E


3º DA LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE
DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS
DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE
PARCIAL DO § 1º DO ART. 36.
1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da
Lei nº 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver
sido a própria lei que previu o modo de financiamento dos gastos com as

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unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação
ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de
delegação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos
administrados.
2. Compete ao órgão licenciador fixar o quantum da compensação,
de acordo com a compostura do impacto ambiental a ser
dimensionado no relatório - EIA/RIMA.
3. O art. 36 da Lei nº 9.985/2000 densifica o PRINCÍPIO USUÁRIO-
PAGADOR, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da
responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade
econômica.
4. Inexistente desrespeito ao postulado da razoabilidade.
Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à
defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras
gerações, não havendo outro meio eficaz para atingir essa finalidade
constitucional. Medida amplamente compensada pelos benefícios que
sempre resultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua
higidez.
5. Inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a
meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do
empreendimento", no § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000. O valor da
compensação-compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao
impacto ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a
ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os
custos do empreendimento.
6. Ação parcialmente procedente.
(STF: ADI 3378 DF, Relator: CARLOS BRITTO, Data de Julgamento:
08/04/2008, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-112 Divulg. 19-06-
2008 Public. 20-06-2008)

Por fim cabe dizer que o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012)
dispôs em seu artigo 41, § 6o, que os proprietários localizados nas zonas

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de amortecimento de Unidades de Conservação de Proteção Integral são
elegíveis para receber apoio técnico-financeiro da compensação prevista
no art. 36 da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, com a finalidade de
recuperação e manutenção de áreas prioritárias para a gestão da
unidade.
De acordo com a Resolução do CONAMA nº 428/2010, o
licenciamento de empreendimentos de significativo impacto ambiental que
possam afetar Unidade de Conservação (UC) específica ou sua Zona de
Amortecimento (ZA), assim considerados pelo órgão ambiental
licenciador, com fundamento em Estudo de Impacto Ambiental e
respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), só poderá ser
concedido após autorização do órgão responsável pela administração da
UC ou, no caso das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN),
pelo órgão responsável pela sua criação.
Ainda conforme disposição da Resolução do CONAMA nº 428/2010,
caso o empreendimento de significativo impacto ambiental afete duas ou
mais UCs de domínios distintos, caberá ao órgão licenciador consolidar as
manifestações dos órgãos responsáveis pela administração das
respectivas UCs.

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Licitações e o Licenciamento Ambiental

A licitação destina-se a garantir a observância do princípio


constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a
administração e a promoção do desenvolvimento nacional
sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da
igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
De acordo com o art. 12 da Lei 8.666/93, os projetos básicos e
projetos executivos de obras e serviços serão considerados
principalmente os seguintes requisitos:
I - segurança;
II - funcionalidade e adequação ao interesse público;
III - economia na execução, conservação e operação;
IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e
matérias-primas existentes no local para execução, conservação e
operação;
V - facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da
durabilidade da obra ou do serviço;
VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do
trabalho adequadas;
VII - impacto ambiental.
O Projeto Básico é conceituado como o conjunto de elementos
necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para
caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto
da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos
técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o
adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento,
e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e
do prazo de execução.

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Já Projeto Executivo é o conjunto dos elementos necessários e
suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas
pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Consoante disposto no art. 10 da Lei 11.079/04, a contratação de
parceria público-privada será precedida de licitação na
modalidade de concorrência, estando a abertura do processo
licitatório condicionada a:
I – autorização da autoridade competente, fundamentada em estudo
técnico que demonstre:
a) a conveniência e a oportunidade da contratação, mediante identificação
das razões que justifiquem a opção pela forma de parceria público-
privada;
b) que as despesas criadas ou aumentadas não afetarão as metas de
resultados fiscais previstas no Anexo referido no § 1o do art. 4o da Lei
Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, devendo seus efeitos
financeiros, nos períodos seguintes, ser compensados pelo aumento
permanente de receita ou pela redução permanente de despesa; e
c) quando for o caso, conforme as normas editadas na forma do art. 25
desta Lei, a observância dos limites e condições decorrentes da aplicação
dos arts. 29, 30 e 32 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000,
pelas obrigações contraídas pela Administração Pública relativas ao objeto
do contrato;
II – elaboração de estimativa do impacto orçamentário-financeiro nos
exercícios em que deva vigorar o contrato de parceria público-privada;
III – declaração do ordenador da despesa de que as obrigações contraídas
pela Administração Pública no decorrer do contrato são compatíveis com a
lei de diretrizes orçamentárias e estão previstas na lei orçamentária
anual;
IV – estimativa do fluxo de recursos públicos suficientes para o
cumprimento, durante a vigência do contrato e por exercício financeiro,
das obrigações contraídas pela Administração Pública;

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V – seu objeto estar previsto no plano plurianual em vigor no âmbito onde
o contrato será celebrado;
VI – submissão da minuta de edital e de contrato à consulta pública,
mediante publicação na imprensa oficial, em jornais de grande circulação
e por meio eletrônico, que deverá informar a justificativa para a
contratação, a identificação do objeto, o prazo de duração do contrato,
seu valor estimado, fixando-se prazo mínimo de 30 (trinta) dias para
recebimento de sugestões, cujo termo dar-se-á pelo menos 7 (sete) dias
antes da data prevista para a publicação do edital; e
VII – licença ambiental prévia ou expedição das diretrizes para o
licenciamento ambiental do empreendimento, na forma do
regulamento, sempre que o objeto do contrato exigir.

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Passo a passo do Licenciamento Ambiental Federal

Fonte: http://www.ibama.gov.br/perguntas-frequentes/licenciamento-
ambiental

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Avaliação de impactos ambientais: conceitos, técnicas de
identificação e valoração de impactos

A avaliação de impacto ambiental – AIA é um dos instrumentos


da Política Nacional do Meio Ambiente, podendo ser aplicada na análise de
impactos de Leis, Planos e Programas, entre outros, utilizando-se de
inúmeras metodologias.

Veja como foi cobrado em prova!

(CESPE / UnB – Engenheiro – Ministério da Integração - 2013)


A avaliação de impactos ambientais é um instrumento da política
nacional de meio ambiente empregado para identificar, avaliar e
propor medidas de proteção ao meio ambiente.
Certo. Item de acordo com o artigo 9º da Lei nº 6.938/81 (Política
Nacional do Meio Ambiente - PNMA).

Os métodos de avaliação de impactos ambientais são instrumentos


utilizados para coletar, analisar, avaliar, comparar, organizar informações
qualitativas e quantitativas sobre os impactos ambientais originados de
uma determinada atividade modificadora do meio ambiente, em que são
consideradas, também, as técnicas que definirão a forma e o conteúdo
das informações a serem repassadas aos setores envolvidos.
O processo de avaliação dos impactos ambientais apresenta
diversas etapas que geralmente consistem em:
1- delimitar a área a ser estudada e definir o problema;
2- identificar os efeitos ambientais mais prováveis;
3- predizer a magnitude dos impactos prováveis;
4- avaliar a significância dos impactos ambientais prováveis para
cada alternativa de desenvolvimento;
5- comunicar os resultados da avaliação, incluindo recomendações
sobre as melhores alternativas.

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Principais atributos de um estudo de impacto classificação


qualitativa e quantitativa de impactos ambientais

Critério de Valor:
 impacto positivo ou benéfico (quando uma ação causa
melhoria da qualidade de um fator ambiental) e
 impacto negativo ou adverso (quando uma ação causa dano à
qualidade de um fator ambiental);

Critério da Ordem:
 impacto direto, primário ou de primeira ordem (quando
resulta de uma simples relação de causa e efeito) e
 impacto indireto, secundário ou de enésima ordem (quando
é uma reação secundária em relação à ação, ou quando é parte
de uma cadeia de reações);

Critério de Espaço:
 impacto local (quando a ação circunscreve-se ao próprio sitio e
as imediações),
 impacto regional (quando o impacto se propaga por uma área
além das imediações do sitio onde se dá a reação). Nos termos da
Resolução Conama 237/97, é todo e qualquer impacto ambiental
que afete diretamente (área de influência direta do projeto), no
todo ou em parte, o território de dois ou mais Estados; e
 impacto estratégico (quando é afetado um componente
ambiental de importância coletiva nacional ou mesmo
internacional);

Critério de Tempo:
 impacto em curto prazo (quando o impacto surge a curto
prazo),

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 impacto a médio prazo (quando o impacto surge a médio
prazo) e
 impacto a longo prazo (quando o mesmo surge ao longo do
tempo) e

Critério de Dinâmica ou Periodicidade:


 impacto temporário (quando o impacto permanece por um
tempo determinado, após a realização da ação),
 impacto cíclico (quando o impacto se faz sentir em
determinados ciclos, que podem ser ou não constantes ao longo do
tempo) e
 impacto permanente (quando uma vez executada a ação, os
impactos não param de se manifestar num horizonte temporal
conhecido)

Critério de Plástica:
 impacto reversível (quando uma vez cessada a ação, o fator
ambiental retoma as suas condições originais) e
 impacto irreversível (quando cessada a ação, o fator ambiental
não retorna as suas condições originais, pelo menos num
horizonte de tempo aceitável pelo homem).

Critério de Magnitude e Importância

 Magnitude é a medida de um impacto em termos absolutos, uma


alteração do valor de um fator ou parâmetro ambiental em termos
quantitativos ou qualitativos. Exemplo: a magnitude de um impacto
ambiental foi de 3 ppm (partes por milhão), numa situação em que
a concentração inicial de uma determinada substância era de 2
ppm e passou a 5 ppm após sofrer a interferência de uma
determinada atividade impactante. Em outras palavras, foram
adicionada 3 ppm desta substância na concentração original, por

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influência da atividade impactante

 Importância é a ponderação do grau de significação de um


impacto em relação ao fator ambiental afetado e a outros
impactos. Pode ocorrer de um certo impacto, embora de magnitude
elevada, não seja importante quando comparado com outros, no
contexto de uma dada avaliação de impactos ambientais. Exemplo:
simplificadamente, em linguagem de avaliação de impactos
ambientais, ter uma magnitude de 1 ppm de mercúrio (Hg) é mais
importante que uma magnitude de 10 ppm de sílica, pois o
primeiro é um metal pesado e tem capacidade de entrar na cadeia
alimentar, enquanto o outro é praticamente inerte.

Capacidade de Resiliência do Meio: avaliará a capacidade do meio


afetado se recuperar em face aos impactos a que foi submetido.

Principais metodologias e aplicação

Métodos Espontâneos ou "Ad hoc"

Os métodos "ad hoc", também conhecidos como painéis ou reuniões


de especialistas, consistem na criação de grupos de trabalho formados
por profissionais e cientistas de diferentes disciplinas, de acordo com as
características do projeto a ser avaliado.
O método utiliza o conhecimento empírico de experts no assunto
e/ou da área em questão. Consiste em reuniões entre especialistas de
diversas áreas para se obter dados e informações, em tempo reduzido,
de forma simples e objetiva.
Esses especialistas são escolhidos de acordo com as características
da proposta de análise, devendo possuir conhecimento científico e
experiência profissional para oferecer o maior respaldo possível ao
estudo. Usa-se esse método, por exemplo, quando não se dispõe de

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tempo suficiente para a realização de um estudo convencional.
São, portanto, adequados para casos com escassez de dados,
fornecendo orientação para outras avaliações. Os impactos são
identificados normalmente através de brainstorming, caracterizando-os e
sintetizando-os em seguida por meio de tabelas ou matrizes.
Um exemplo comum é o método Delphi, que utiliza rodadas
subsequentes de questionários nos quais os especialistas expressam suas
impressões, a partir daí se desenha um cenário que é então
compartilhado com todos os especialistas em sucessivas rodadas, até que
se obtenha consenso em determinados tópicos e um quadro de opções
possíveis em pontos de dissenso.
Apresentam como vantagem uma estimativa rápida da evolução
de impactos de forma organizada, facilmente compreensível pelo público.
Porém, não realizam um exame mais detalhado das intervenções e
variáveis ambientais envolvidas, geralmente considerando-as de forma
bastante subjetiva, com risco de tendenciosidade desde a avaliação até a
escolha dos participantes.

Metodologia de Listagem de Controle (Check-list)

As listagens de controle foram um dos primeiros métodos de


avaliação de impactos ambientais, em virtude, principalmente, de sua
facilidade de aplicação. Ajustam-se bem ao método “ad hoc”, pois num
esforço multidisciplinar pode-se efetuar uma listagem dos impactos
mais relevantes, mesmo com limitação de dados. Existem vários tipos
de listagens: simples, descritivas, comparativas, questionários e
ponderais (método Battelle).
Os especialistas deverão relacionar os impactos decorrentes das
fases de implantação e operação do empreendimento, categorizando-os
em positivos ou negativos, conforme o tipo da modificação antrópica que
esteja sendo introduzida no sistema analisado.
Possuem como vantagem a simplicidade de aplicação, no entanto

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apresentam a desvantagem de não permitir projeções e previsões ou
identificação de impactos de segunda ordem.

Matrizes de Interações ou Matriz de Correlação Causa x Efeito

As matrizes e as listas de verificação simples são os métodos de AIA


mais utilizados. Constituem um tipo de método que utiliza uma figura
para relacionar os impactos de cada ação com o fator ambiental a ser
considerado, a partir de quadrículas definidas pelo cruzamento de linhas
e colunas.
Funcionam como listagens de controle bidimensionais, uma vez que
as linhas podem representar as ações impactantes (erradicação da
cobertura vegetal, por exemplo) e as colunas, os fatores ambientais
(solo, flora, fauna etc.).
Uma das mais difundidas nacional e internacionalmente foi a
Matriz de Leopold, elaborada para o Serviço Geológico dos Estados
Unidos. Essa matriz foi projetada para avaliação de impactos associados
a quase todos os tipos de implantação de projetos.
O princípio básico da Matriz de Leopold consiste em,
primeiramente, assinalar todas as possíveis interações entre as ações e
os fatores, para em seguida estabelecer em uma escala que varia de 1 a
10, a magnitude e a importância de cada impacto, identificando se o
mesmo é positivo ou negativo. Enquanto a valoração da magnitude é
relativamente objetiva ou empírica, pois refere-se ao grau de alteração
provocado pela ação sobre o fato ambiental, representando uma medida
do grau ou escala de impacto. A pontuação da importância é subjetiva
ou normativa uma vez que envolve atribuição de peso relativo ao fator
afetado no âmbito do projeto, refere-se à significância da causa sobre o
efeito.
Pessoal, para melhor exemplificar a aplicação da matriz de Leopold,
irei apresentar um estudo realizado pela pesquisadora Richieri sobre os
efeitos das mudanças climáticas globais e regionais e as características

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biológicas do manguezal.
A matriz desenvolvida neste estudo (13 X 18) contém 234 células
de interação. A primeira coluna da matriz em questão reuniu fatores
abióticos considerados causas físico-químicas dos impactos ambientais,
distribuídos em 4 subgrupos, de acordo com o local onde a ação se
desenvolve: no solo, na água, na atmosfera, ou em interfaces de relação
entre dois ou mais ambientes.
Após a organização dos fatores, procedeu-se à associação de
interação entre os fatores bióticos e abióticos da matriz.
A matriz abaixo mostra a associação de interação entre fatores
bióticos e abióticos.

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A matriz 2 deve ser entendida como estimativa da magnitude e


importância dos impactos ocasionados pelas mudanças climáticas,
utilizando resultados como indicadores de possibilidades.
O campo “Significância” foi composto pelos parâmetros:
• Resultado (Re), determinado pela multiplicação simples dos fatores
Probabilidade, Severidade, Escala e Detecção. (Re = Pr X Sr X Es X De),
fornecendo uma noção de grandeza da causa sobre seus efeitos.
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• Relevância dos impactos ambientais foi determinada de acordo com a
hierarquia final, indicada no parâmetro resultado, sendo considerada:
Desprezível; Significante; Importante; e Crítico.

I(Incidência): D (Direta) e I (Indireta)


A (Abrangência): L (Local), R (Regional) e G (Global)
Pr (Probabilidade): Chance de ocorrer , classificada em: 3 (alta); 2
(média) e 1 (baixa)
Sr (Severidade): 3 (Severo); 2 (Leve) e 1 (Sem dano)
Es (Escala): 3 (Ampla); 2 (Limitada) e 1 (Isolada)
De (Detecção): 3 (Difícil); 2 (Moderado) e 1 (Fácil)

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Agora, vamos analisar outra matriz de Leopold, proposta
pelo pesquisador e professor Suetônio Mota para
empreendimentos rodoviários:

Parâmetros de avaliação dos impactos ambientais:

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Matriz aplicada ao projeto de uma rodovia:


Fase implantação
Meio Físico
Ação: Cortes, aterros e terraplenagem

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Pessoal, há vários outros fatores a serem analisados. Essa matriz


serve apenas para ilustrar como seria a avaliação.
Assim, em cada fase e a depender da atividade outras tabelas são
utilizadas. Exemplo, poderíamos considerar os impactos causados pelas
desapropriações no meio antrópico durante a fase de implantação da
rodovia. Certamente, um impacto positivo seria o aumento de emprego e
renda durante a implantação do empreendimento, uma vez que haveria a
necessidade de contração de mão-de-obra. No entanto, para algumas
pessoas, as desapropriações poderiam ser negativas, para outras
positivas. Sendo, em alguns casos, classificado com um impacto
indefinido para a satisfação e bem-estar da população diretamente
afetada.

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Matriz para Mineração (Extração de Areia).

Erosão e assoreamento
superficiais
Alteração
Alteração Qualidade do Ar
Alteração Qualidade Solos
Alteração
Perda
Proliferação de Vetores
Perda
Mercado
Qualidade de vida
Trafego de Veículos
Impacto Visual
Desconforto Ambiental
Riscos a Saúde Humana
Aumento da Arrecadação
F
A

de

de
de
S das

Qualidade
E

bens
Espécies

Espécies
Águas

e
Ações Abióticos Bióticos Antrópicos
Aquisição E E
de bens
Contrataçã E E
o de mão-
de-obra
Abertura P P E E E E E E E E
de vias de
acesso
Desmate P P P P E E P E E P
para
Implantação

áreas úteis
Instalação P P P E E E E P E E E P
de
Estruturas
Retirada da E E E E E E E E E E E E E E E
Areia
Estocagem E E E E P P E E
Drenagem E E E E E E
Operação

Peneirame E E E E E
nto
Carregame E E E E E P E E E E

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nto
Transporte E E E P P E E E E E
Retirada de P P P P P
objetos
artificializa
dos
Demolição P P P P P P P P
de
instalações
construídas
Recuperar P P P
as áreas
afetadas
Instalação P P
de
estruturas
contra
erosão
Desativação

Subsolage P P P P P P P P
m de solos
compactad
as
E = Impacto Efetivo P = Impacto Potencial
Impacto Positivo Impacto Negativo

Redes de Interações (Network)

Essa metodologia estabelece uma sequência de impactos


ambientais a partir de uma determinada intervenção, utilizando método
gráfico (fluxogramas e gráficos). A rede mais difundida e conhecida é a
de Sorensen.
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As redes têm por objetivo as relações entre ações praticadas pelo
empreendimento e os consequentes impactos. Apresentam como
vantagens o fato de permitirem uma boa visualização de impactos
secundários e demais ordens, principalmente quando computadorizadas,
e a possibilidade de introdução de parâmetros probabilísticos, mostrando
tendências.
Visam também a orientar as medidas a serem propostas para o
gerenciamento dos impactos identificados, isto é, recomendar medidas
mitigadoras que possam ser aplicadas já no momento de efetivação das
ações causadas pelo empreendimento e propor programas de manejo,
monitoramento e controle ambientais.
Exemplo de rede de interação:

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Mapas de Sobreposição ou Superposição de Cartas (Overlay
Mapping)

As técnicas cartográficas são utilizadas na localização/ extensão


de impactos, na determinação de aptidão e uso de solos, na definição de
áreas de relevante interesse ecológico, cultural, arqueológico,
socioeconômico, ou seja, em zoneamentos e gerenciamentos ambientais.
Perfeitamente adaptável a diagnósticos e avaliações ambientais,
tal metodologia consiste na confecção de uma série de cartas temáticas,
uma para cada compartimento ambiental. Esses mapas temáticos (solo,
categoria de declividade, vegetação etc.), quando sobrepostos, orientam
os estudos em questão. Interagem para produzir a síntese da situação
ambiental de uma área geográfica, podendo ser elaboradas de acordo
com os conceitos de vulnerabilidade ou potencialidade dos recursos
ambientais.
Essa metodologia é útil para conflitos de uso e outras questões de
dimensão espacial, como a comparação entre alternativas a serem
analisadas em um Estudo de Impacto Ambiental de um determinado
empreendimento. Para uma melhor eficiência, exige-se a
apresentação dos mapas em uma mesma escala e com um mesmo
padrão de detalhamento.
Atualmente, a técnica de SIG já dispõe de softwares avançados na
obtenção de mapas temáticos, tomando mais ágil a utilização do
método em questão.
Exemplo de aplicação:
No exemplo a seguir, apresento três mapas (de vegetação, de
declividade e de solos). Os mapas serão sobrepostos, por isso o nome do
método. Imaginem folhas transparentes com os mapas apresentados
abaixo, um sobre o outro de tal forma que seja possível identificar as
áreas de interesse.
Admita a existência dos seguintes mapas temáticos (todos na
mesma escala e com o mesmo padrão de detalhamento) de uma área em

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que se pretende implantar um aeroporto:

Sendo:
M = Mata; C = Cerrado;
Li = Litossolo (solos rasos); La = Latossolo (solos profundos).

A transformação dos mapas temáticos em informação numérica


pode ser feita da seguinte forma:
1= Mata;
2= Cerrado;
3= maior ou igual a 20 % de declividade de terreno;
4 = menor que 20 % de declividade de terreno;
5= latossolo; e
6 = Litossolo.

Assim teremos:

Tendo em vista o objetivo de se minimizar o custo de implantação


do aeroporto e os impactos ambientais negativos advindos dessa

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atividade, foram definidas as seguintes alternativas de localização do
mesmo:

1º alternativa: Cerrado + menor que 20º + Latossolo

2º alternativa: Cerrado + maior ou igual que 20º + Latossolo

3º alternativa: Mata + menor que 20º + Latossolo

Assim, são os seguintes os respectivos mapas de aptidão/restrição


da área, segundo essas três alternativas:

Sendo:

N= não apto, pois pelo menos uma restrição não foi atendida;
A= apto, pois todas as restrições foram atendidas.

Dessa forma, podem-se vislumbrar nos mapas áreas aptas, ou


seja, que atendem as especificações de diferentes alternativas. Essas
alternativas, conforme evidenciado anteriormente, indicam minimização
de impactos ambientais negativos e do custo da obra.
No nosso exemplo, teríamos três opções que atendem as
especificações. Haveria uma região, quando sobrepostos os mapas, que
não estaria apta em nenhuma das alternativas. Imaginem os três
últimos mapas sobrepostos e vocês irão visualizar uma área no lado
superior esquerdo não apta em nenhuma das alternativas.

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Ilustração da sopreposição de mapas:

Projeção de Cenários

O método de Projeção de Cenários está baseado na análise de


situações ambientais prováveis em termos de evolução de um ambiente
(cada situação corresponde a um cenário) e/ou de situações hipotéticas,
referentes a situações diferenciadas geradas por proposição de
alternativas de projetos e programas.
Tem por objetivo orientar as autoridades governamentais no
cumprimento de suas metas de longo prazo, através de indicadores de
tendências prováveis. As variáveis a serem analisadas terão maior ou
menor grau de influência na determinação dos estudos futuros dos
sistemas ambientais. Os cenários surgem a partir da ação contínua do(s)
planejador (es) e do ambiente a ser estudado, incluídos aí fatores
naturais e de externalidades.
Na construção de cenários, temos como primeira etapa a
construção de uma base, ou seja, a imagem do estado atual do sistema a
partir da qual o estudo prospectivo pode se desenvolver.
Quando este método é adaptado para os Estudos de Impacto
Ambiental, o que ocorre é a elaboração de alguns tipos básicos de

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estudo: os cenários das alterações ambientais com e sem a implantação
e/ ou operação do empreendimento em questão e as alternativas
construtivas do referido projeto.

Método dos Modelos Matemáticos

Representa o que há de mais moderno em termos de métodos de


avaliação de impactos ambientais, apesar de ter sido desenvolvido no
final da década de 70.
Funciona como modelos matemáticos (simulação, regressão,
probabilidade, multivariado etc.), desde os mais simples aos mais
complexos, que permitem simular a estrutura e o funcionamento dos
sistemas ambientais, pela consideração de todas as relações biofísicas e
antrópicas possíveis de serem compreendidas nos fenômenos
estudados.
Talvez, a principal critica ao método seja a simplificação de uma
realidade ambiental pela consideração de uma relação matemática.
Requer pessoal técnico e experiente, bem como exige programas e
emprego de equipamentos apropriados e dispendiosos.
A seguir, é exposto um exemplo relativo a este método:

Admita que a seguinte relação matemática tenha capacidade de


estimar a população residual (que sobreviverá) de um dado animal,
quando se desmata uma área para implantar um aeroporto com 10
hectares, num determinado município brasileiro:

P= 2x + 5y

sendo:

P= População residual (que sobreviverá) do animal;


X= número de hectares de mata que restará após o

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desmatamento necessário à implantação do aeroporto;
Y= número de hectares de cerrado que restará após o
desmatamento necessário à implantação do aeroporto.

Admita ainda, que o local onde se pretende implantar o aeroporto


tenha a seguinte cobertura vegetal em termos de área:
Mata= 17 hectares
Cerrado= 21 hectares

Suponha, agora que se decidiu pelas seguintes alternativas de


desmatamento para implantação do referido aeroporto:
ALTERNATIVA A= 7 Hectares em Mata e 3 Hectares em Cerrado;
ALTERNATIVA B= 3 Hectares em Mata e 7 Hectares em Cerrado;
ALTERNATIVA C= 10 Hectares em Mata;
ALTENATIVA D= 10 Hectares em cerrado.

Após os cálculos, qual a melhor alternativa para a implantação


do aeroporto, em termos do valor de P? Qual o Valor do P para a
alternativa testemunha, ou seja, não implantar o aeroporto?

Respostas:

ALTERNATIVA A:
P= 2 (10) + 5 (18)= 110

ALTERNATIVA B
P= 2 (14) + 5 (14)= 98

ALTERNATIVA C
P=2 (7) + 5 (21)= 119

ALTERNATIVA D

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P= 2(17) + 5 (11) = 89

ALTERNATIVA TESTEMUNHA (não implantar o aeroporto)


P= 2 (17) + 5 (21)= 139

Após os cálculos, p o d e - s e c o n c l u i r q u e a melhor alternativa


para implantação do aeroporto em termos do valor de P é a C, já que
redundará em uma população sobrevivente da ordem de 119
indivíduos, ou seja, a maior entre as alternativas propostas.
A alternativa testemunha, por sua vez, apresenta um valor P
igual a 139 indivíduos, o que significa dizer que é esta a atual população
do animal na área.

Comparando os métodos pode-se afirma que nenhum método para


avaliação de impacto necessariamente é o melhor para ser usado em
todas as ocasiões. Métodos podem ser combinados para tornar a
avaliação mais completa e exata.
A escolha do método pode depender de vários fatores:
 tipo e tamanho do projeto;
 qual o objetivo da avaliação;
 alternativas que devem ser avaliadas;
 a natureza dos impactos prováveis;
 a natureza e conveniência do método de identificação do
impacto;
 a experiência da equipe de Avaliação de Impacto Ambiental
(AIA) com o método escolhido;
 os recursos disponíveis – custo, informação, tempo, pessoal;
 outros.

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Questões Comentadas

1 - (CESPE / UnB - Promotor de Justiça - MPE-AM - 2007)


O licenciamento de estabelecimentos destinados a produzir
materiais nucleares deve ser feito pelos órgãos estaduais,
municipais e distritais.

Errado.
Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único
nível de competência.
"São ações administrativas da União: promover o licenciamento
ambiental de empreendimentos e atividades: destinados a pesquisar,
lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material
radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em
qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão
Nacional de Energia Nuclear (Cnen)." (Art. 7o, XIV, "g" da LC 140/2011.)
Lembrando que compete à União explorar os serviços e
instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio
estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios
nucleares e seus derivados.
Além disso, toda atividade nuclear em território nacional
somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação
do Congresso Nacional.
Outra questão importante e muito cobrada em concurso é que a
responsabilidade civil por danos nucleares independe da
existência de culpa (Responsabilidade Civil Objetiva)
Por fim, cabe recordar que as usinas que operem com reator
nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o
que não poderão ser instaladas. (Art. 225, § 6º da CF/88)
Percebam que tudo é federal. Assim fica mais fácil. Quando
aparecer na prova energia nuclear, lembrem-se de que é federal! O
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licenciamento ambiental é de competência do órgão ambiental federal. A
localização depende de lei federal. E a atividade nuclear depende de
aprovação do Congresso Nacional.

2 - (Cesgranrio - BNDES - Advogado - 2010)


No que se refere à tutela constitucional do meio ambiente e aos
princípios orientadores do Direito Ambiental, sabe-se que a
efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado é assegurada pelo Poder Público, ao exigir
licenciamento ambiental e estudo prévio de impacto ambiental
para instalação de todas as obras ou atividades potencialmente
causadoras de degradação do meio ambiente.

Errado.
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é realizado previamente
para o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades
consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de SIGNIFICATIVA
degradação do meio ambiente.
Portanto, não é qualquer, nem toda atividade, obra ou
empreendimento que será submetida ao EIA/RIMA.
Para atividades ou empreendimentos que não são potencialmente
causadores de significativa degradação do meio ambiente, o órgão
ambiental definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo
procedimento de licenciamento.

3 - (Cesgranrio - EPE - Advogado - 2010)


As atividades potencialmente poluidoras devem submeter- se a
procedimento de licenciamento ambiental conduzido pelo órgão
ambiental competente, que deve sempre exigir a realização de
Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de
Impacto Ambiental (EIA/Rima).

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Errado. Detalhe muito cobrado! EIA/RIMA é estudo realizado para o
licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades consideradas
efetiva ou potencialmente causadoras de SIGNIFICATIVA degradação
do meio ambiente.
Portanto, não é qualquer atividade. Tem que ser efetiva ou
potencialmente causadora de significativa degradação.
Para atividade ou empreendimento que não é potencialmente
causador de significativa degradação do meio ambiente o órgão ambiental
definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de
licenciamento.

4 - (CESPE / UnB - Procurador de Estado - PGE-PE - 2009)


O licenciamento ambiental, instrumento da Política Nacional do
Meio Ambiente, é procedimento administrativo pelo qual o órgão
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação
e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de
recursos ambientais. Acerca da configuração jurídica do
licenciamento nos termos da Resolução nº 237/1997 do CONAMA,
é correto afirmar que
A) o licenciamento é obrigatório somente para as atividades
arroladas no anexo da Resolução nº 237/1997.
B) o licenciamento não consubstancia o exercício do poder de
polícia.
C) o licenciamento pode ser realizado por meio de uma única
licença que agregue a concepção, instalação e operação do
empreendimento.
D) os prazos máximos de vigência para as licenças prévia, de
instalação e de operação são distintos.
E) o órgão ambiental não pode, por decisão motivada, modificar
licenças já concedidas.

Gabarito D

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Prazos das licenças, art. 18 da Resolução Conama 237/97

Licenças: Prazo de validade:

LP - Licença Prévia 5 anos

LI - Licença de Instalação 6 anos

LO - Licença de Operação 4 a 10 anos

5 - (Cesgranrio - BNDES - Advogado - 2010)


No que se refere à tutela constitucional do meio ambiente e aos
princípios orientadores do Direito Ambiental, sabe-se que a
efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado é assegurada pelo Poder Público, ao exigir
licenciamento ambiental e estudo prévio de impacto ambiental
para instalação de todas as obras ou atividades potencialmente
causadoras de degradação do meio ambiente.

Errado.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é realizado previamente
para o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades
consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de SIGNIFICATIVA
degradação do meio ambiente.
Portanto, não é qualquer, nem toda atividade, obra ou
empreendimento que será submetida ao EIA/RIMA.
Para atividades ou empreendimentos que não são potencialmente
causadores de significativa degradação do meio ambiente, o órgão
ambiental definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo
procedimento de licenciamento.

6 - (Cesgranrio - Petrobrás - Advogado - 2011)


No que se refere à Política Nacional do Meio Ambiente, aos seus
instrumentos deve ser apresentado, como subsídio para a análise

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da possibilidade de concessão da Licença Instalação, o Estudo
Prévio de Impacto Ambiental, quando o licenciamento ambiental
depender da elaboração desse documento.

Errado. O EIA é requisito da Licença Prévia, no caso de atividades ou


empreendimentos de significativo impacto ambiental.
Em regra temos 3 licenças: prévia (LP), de instalação (LI) e de
operação (LO).
Alguns empreendimentos possuem licenças específicas, um exemplo
é a atividade petrolífera. A Resolução CONAMA 23/1993, institui 2 licenças
prévias, a de perfuração - LPper e a de produção para pesquisa - LPpro.

Licenças Ambientais, Resolução Conama 237/97.

LP Concedida na fase preliminar do planejamento;


Aprova sua localização e concepção;
Atesta a viabilidade ambiental; e
Estabelece os requisitos básicos e condicionantes

LI Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade.

LO Autoriza operação do empreendimento ou atividade.

7 - (Cesgranrio - Petrobrás - Advogado - 2011)


Depende da elaboração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental o
licenciamento ambiental de oleodutos e gasodutos, aos quais será
dada publicidade, por tais empreendimentos serem considerados
capazes de causar significativa degradação do meio ambiente.

Certo. A resolução do Conama 01, de 1986, traz no seu art. 2º um rol


exemplificativo de atividades de dependem de Estudo de Impacto de
Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA),
dentre elas estão oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e
emissários de esgotos sanitários.
É imprescindível a leitura das resoluções 01/86 e 237/97.

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8 - (Cesgranrio - Petrobrás - Analista Ambiental - 2008)


No licenciamento ambiental, o documento emitido pelo órgão
licenciador que determina a abrangência, os procedimentos e os
critérios para a elaboração de um determinado estudo ambiental é
denominado Termo de
A) Concessão.
B) Referência.
C) Compromisso.
D) Ajustamento de Conduta.
E) Sigilo e Confidencialidade.

Termo de referência é o instrumento orientador para a elaboração


dos estudos ambientais, como o EIA/RIMA. Contém as diretrizes, o
conteúdo e abrangência dos estudos, além dos procedimentos.
Gabarito B.

9 - (Cesgranrio - Petrobrás - Advogado - 2008)


"Licença ambiental é o ato administrativo pelo qual o órgão
ambiental competente estabelece as condições, restrições e
medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo
empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar,
ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos
recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente
poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar
degradação ambiental." Resolução CONAMA nº. 237/97 - Art. 1º
II
Acerca das regras relativas ao procedimento de licenciamento
ambiental previstas na Resolução CONAMA nº 237, de 19 de
dezembro de 1997, analise as afirmações a seguir.
I - A concessão de licença ambiental a empreendimentos
considerados causadores de significativa degradação do meio

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ambiente dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e
respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente
(EIA/RIMA).

Correto. EIA/RIMA é exigido nos casos de significativo impacto


ambiental

II - Compete ao CONAMA o licenciamento ambiental de


empreendimentos e atividades com significativo impacto
ambiental de âmbito nacional.

Errado. Essa é uma competência do IBAMA. O CONAMA é órgão


consultivo e deliberativo.

III - Os prazos de validade constantes das licenças prévias e de


instalação concedidas pelo órgão ambiental competente são
improrrogáveis.

Errado. A Licença Prévia (LP) e a Licença de Instalação (LI) poderão ter


os prazos de validade prorrogados, desde que não ultrapassem os prazos
máximos.

IV - As Licenças de Operação concedidas terão um prazo máximo


de validade de 5 (cinco) anos.
Errado.

Prazos das licenças (art. 18 da Resolução Conama 237/97)

Licenças: Prazo de validade:

LP - Licença Prévia 5 anos

LI - Licença de Instalação 6 anos

LO - Licença de Operação 4 a 10 anos

Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s)

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A) I
B) IV
C) I e III
D) I e IV
E) I, II e III

Gabarito A.

10- (Cesgranrio - Engenheiro Ambiental - SEAD Amazonas - 2005)


A Constituição Federal assegura o livre exercício de qualquer
atividade econômica, independente de autorização do Poder Público,
ressalvados os casos legalmente previstos. Assim,
empreendimentos que utilizam recursos ambientais são
submetidos à licença ambiental, a qual consiste em ato
administrativo plenamente vinculado, pelo qual o Poder Público
faculta a um empreendedor o exercício de determinada
atividade, preenchidos os requisitos exigíveis. A licença ambiental
que aprova a localização e a concepção de um empreendimento ou
atividade é denominada licença:
(A) final.
(B) prévia.
(C) intermediária.
(D) de instalação.
(E) de operação

Gabarito B

Licenças Ambientais, Resolução Conama 237/97.

LP Concedida na fase preliminar do planejamento;


Aprova sua localização e concepção;
Atesta a viabilidade ambiental; e

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Estabelece os requisitos básicos e condicionantes

LI Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade.

LO Autoriza operação do empreendimento ou atividade.

11 - (Cesgranrio - Profissional Junior Formação Engenharia


Ambiental - Petrobras Distribuidora - 1/2011)
O estudo de impacto ambiental deve abranger a área de
influência do projeto, considerando
(A) que o licenciamento deve ser feito de forma a mais
fragmentada possível.
(B) um raio de dez kilômetros tendo como centro a área do
projeto.
(C) apenas área geográfica a ser diretamente afetada pelos
impactos.
(D) a bacia hidrográfica na qual se localiza.
(E) todos os possíveis desdobramentos no território nacional
causados pelos impactos diretos na área de influência.

Gabarito D
Uma das diretrizes do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é definir
os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada
pelos impactos, denominada área de influência do projeto,
considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza.
Art. 5º, III da Resolução Conama 01/86.

12 - (Cesgranrio - Engenheiro de Meio Ambiente - Petrobras -


março/2010)
A Resolução CONAMA 01/86, que dispõe sobre critérios básicos e
diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA),
no artigo 6º, estabeleceu as atividades técnicas mínimas que

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deverão constar no Estudo de Impacto Ambiental, dentre as quais
NÃO se inclui o(a)
(A) diagnóstico ambiental da área de influência do projeto com
completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas
interações, de modo a caracterizar a situação ambiental da área,
antes da implantação do projeto.
(B) elaboração dos programas de acompanhamento e de
monitoramento dos impactos positivos e negativos, indicando os
fatores e os parâmetros a serem considerados.
(C) definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos,
entre elas os equipamentos de controle e sistemas de tratamento
de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas.
(D) análise dos impactos ambientais do projeto e de suas
alternativas, por meio de identificação, previsão da magnitude e
interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes.
(E) elaboração do relatório de qualidade do meio ambiente e de
um cadastro técnico de atividades e instrumentos de defesa
ambiental, caso eles não existam para a região do
empreendimento.

Gabarito E

Art. 6º Resolução Conama 01/86

EIA desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades técnicas:

I Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto


considerando:
a) o meio físico:
b) o meio biológico e os ecossistemas naturais
c) o meio socioeconômico

II Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas


alternativas.

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III Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos.

lV Programa de acompanhamento e monitoramento.

13 - (Cesgranrio - Engenheiro de Meio Ambiente - Petrobras -


2/2010)

De acordo com a Resolução do Conama no 010, de 06 de dezembro


de 1990, na hipótese de dispensa do Estudo de Impacto
Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental
(EIA/Rima) para a obtenção de licença prévia de atividade de
extração mineral de jazida de emprego imediato na construção
civil, o empreendedor deverá apresentar um
(A) Relatório de Controle Ambiental.
(B) Relatório Ambiental Preliminar.
(C) Projeto Básico Ambiental.
(D) Plano de Recuperação de Áreas Degradadas.
(E) Plano de Controle Ambiental.

Gabarito A
Segundo a Resolução do Conama 10/90, a critério do órgão
ambiental competente, o empreendimento, em função de sua natureza,
localização, porte e demais peculiaridades, poderá ser dispensado da
apresentação do EIA/RIMA.
Na hipótese da dispensa de apresentação do EIA/RIMA, o
empreendedor deverá apresentar um Relatório de Controle Ambiental-
RCA, elaborado de acordo com as diretrizes a serem estabelecidas pelo
órgão ambiental competente.
Para a obtenção da LP é exigido o EIA/RIMA ou RCA (no caso de
dispensa do EIA/RIMA). Quando for requerer a LI o empreendedor deverá
apresentar o Plano de Controle Ambiental - PCA, que conterá os projetos
executivos de minimização dos impactos ambientais.

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14 - (Cesgranrio - Analista de Pesquisa Energética Meio Ambiente /
Desenvolvimento Regional / Socioeconomia - EPE 2010)
A realização dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e a
apresentação do respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
foram regulamentadas, no nível federal, pela Resolução CONAMA
001, de 28/01/1986. Analise os tópicos abaixo, apresentados
como obrigados aos referidos estudos para fins de licenciamento,

de acordo com o artigo 2º daquela resolução.


I – Linha de transmissão de energia elétrica acima de 230 kW.
II – Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão).
III – Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte
de energia primária, acima de 10 MW.
IV – Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos,
tais como barragens para fins energéticos, acima de 10 MW.
Estão efetivamente obrigados aos Estudos de Impacto
Ambiental os tópicos
(A) I e III, apenas.
(B) I, II e III, apenas.
(C) I, III e IV, apenas.
(D) II, III e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

Gabarito E
O rol apresentado no Art. 2º Resolução Conama 01/86 é apenas
exemplificativo.

Art. 2º Resolução Conama 01/86


Dependerá de elaboração de EIA/ RIMA:

I Estradas de rodagem com 2 ou +faixas;

II Ferrovias;

III Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;

IV Aeroportos;

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V Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e
emissários de esgotos sanitários;

VI Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de


230KV;

VII Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais


como: barragem para fins hidrelétricos, acima de 10MW,
de saneamento ou de irrigação, abertura de canais para
navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d'água,
abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias,
diques;

VIII Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);

IX Extração de minério, inclusive os da classe II;

X Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos


tóxicos ou perigosos;

Xl Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a


fonte de energia primária, acima de 10MW;

XII Complexos e unidades industriais (petroquímicos,


siderúrgicos, cloroquímicos, destilarias de álcool, hulha,
extração e cultivo de recursos hidróbios);

XIII Distritos industriais e zonas estritamente industriais -


ZEI;

XIV Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas


acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas
significativas em termos percentuais ou de importância
do ponto de vista ambiental;

XV Projetos urbanísticos, acima de 100 ha. ou em áreas


consideradas de relevante interesse ambiental;

XVI Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, derivados


ou produtos similares, em quantidade superior a 10
toneladas por dia. De acordo com Resolução do Conama

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11/86

XVII Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de


1000 ha ou menores, neste caso, quando se tratar de
áreas significativas em termos percentuais ou de
importância do ponto de vista ambiental, inclusive nas
áreas de proteção ambiental. De acordo com Resolução do
Conama 11/86

XVIII Empreendimentos potencialmente lesivos ao patrimônio


espeleológico nacional. De acordo com Resolução do Conama
05/87

15 - (Cesgranrio - Engenheiro de Meio Ambiente - Petrobras - 2008)


NÃO corresponde a uma diretriz estabelecida pela Resolução

CONAMA no 001, de 23 de janeiro de 1986, para elaboração do


Estudo de Impacto Ambiental (EIA):
(A) contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização
de projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do
projeto.
(B) considerar os planos e programas governamentais, propostos e
em implantação na área de influência do projeto, e sua
compatibilidade.
(C) definir os limites da área geográfica a ser direta ou
indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de
influência do projeto.
(D) realizar o diagnóstico ambiental do meio socioeconômico antes
da implantação da atividade, comparando-o com o prognóstico dos
meios físico e biótico na fase de operação da mesma.
(E) identificar e avaliar sistematicamente os impactos
ambientais gerados nas fases de implantação e operação da
atividade.

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Gabarito D

Artigo 5º da Resolução do Conama 01/86

Diretrizes do EIA:

I Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização


de projeto, confrontando as com a hipótese de não execução do
projeto;

II Identificar e avaliar sistematicamente os impactos


ambientais gerados nas fases de implantação e operação da
atividade ;

III Definir os limites da área geográfica a ser direta ou


indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de
influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia
hidrográfica na qual se localiza;

lV Considerar os planos e programas governamentais,


propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua
compatibilidade.

16 - (Cesgranrio -- Engenheiro de meio ambiente Júnior -


Termoaçu - 2008)
Além da prevenção do dano ambiental, devem ser objetivos de um
Estudo Prévio de Impacto Ambiental a transparência
administrativa e a consulta aos interessados, isto é, a efetiva
participação e fiscalização da atividade administrativa pela
comunidade. O principal instrumento para obtenção destes
objetivos é a audiência pública, que está regulamentada pela
Resolução CONAMA 009/87. Qual das seguintes situações NÃO
indica uma hipótese de convocação de audiência pública?
A) Quando solicitado por entidade civil.
B) Quando solicitado pelo Ministério Público.
C) Quando solicitado pelo empreendedor do projeto.

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D) Quando solicitado por cinquenta ou mais cidadãos.
E) Quando o órgão de meio ambiente “julgar necessário”.

Gabarito C
De acordo com a Resolução CONAMA Nº 9 de 1987, as audiências
públicas têm por finalidade expor aos interessados o conteúdo do produto
em análise e do seu referido RIMA, dirimindo as dúvidas e recolhendo dos
presentes as críticas e sugestões a respeito.

Órgão do Meio Ambiente promoverá a realização de Audiência


Pública:

Sempre que julgar necessário, ou

Quando for solicitado


o por entidade civil,
o pelo Ministério Público, ou
o por 50 ou mais cidadãos,

No caso de haver solicitação de audiência pública e na hipótese do


Órgão Estadual não realizá-la, a licença não terá validade.
A audiência pública deverá ocorrer em local acessível aos
interessados. Em função da localização geográfica dos solicitantes se da
complexidade do tema, poderá haver mais de uma audiência pública
sobre o mesmo projeto e respectivo RIMA.
A audiência pública será dirigida pelo representante do Órgão
licenciador que, após a exposição objetiva do projeto e o seu respectivo
RIMA, abrirá as discussões com os interessados presentes.
Ao final de cada audiência pública será lavrada uma ata sucinta.
Serão anexados à ata, todos os documentos escritos e assinados que
forem entregues ao presidente dos trabalhos durante a seção. A ata da
Audiência Pública e seus anexos servirão de base, juntamente com o
RIMA, para a análise e parecer final do licenciador quanto à aprovação ou

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não do projeto.

17 - (Cesgranrio - Advogado - EPE - 2010)


As atividades potencialmente poluidoras devem submeter- se a
procedimento de licenciamento ambiental conduzido pelo órgão
ambiental competente, que deve sempre exigir a realização de
Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de
Impacto Ambiental (EIA/Rima).

Errado. Detalhe muito cobrado! EIA/RIMA é estudo realizado para o


licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades consideradas
efetiva ou potencialmente causadoras de SIGNIFICATIVA degradação
do meio ambiente.
Portanto, não é qualquer atividade. Tem que causar significativa
degradação.
Para atividade ou empreendimento que não é potencialmente
causador de significativa degradação do meio ambiente o órgão ambiental
definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de
licenciamento.

18 - (PUC-PR - Juiz - TJ-RO - 2011)


A Lei 6.938/81 prevê expressamente o instrumento do
licenciamento ambiental estabelecendo que este deverá ser
exigido obrigatoriamente para a instalação e funcionamento de
toda e qualquer atividade econômica.

Errado. Não é toda ou qualquer atividade econômica.


Depende de licenciamento ambiental as atividades,
estabelecimentos ou empreendimentos efetiva ou potencialmente
poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação
ambiental

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19 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)
A aprovação de projetos habilitados a benefícios concedidos por
entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais
deve ser condicionada ao licenciamento ambiental e ao
cumprimento das normas, dos critérios e dos padrões expedidos
pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Certo. Literalidade do art. 12 da Lei 6.938/81.

20 – (CESPE / UnB – Juiz Federal – TRF 5º - 2009)


O licenciamento ambiental é o conjunto de etapas constituintes do
procedimento administrativo que objetiva a concessão da licença
ambiental, sendo esta, portanto, uma das etapas do
licenciamento.

Certo. O licenciamento é o procedimento administrativo e a licença


ambiental é o ato administrativo.

21 – (CESPE / UnB – Juiz Federal – TRF 5º Região - 2009)


Para a expedição das diversas modalidades de licença ambiental
(licença prévia, licença de instalação e licença de operação), o
órgão ambiental competente não poderá estabelecer prazos de
análise diferenciados, devendo, todos eles, observar o prazo
máximo de doze meses a contar do ato de protocolar o
requerimento até seu deferimento ou indeferimento.

Errado. Em regra o prazo será de 6 meses, ressalvados os casos em que


houver EIA/RIMA ou audiência pública, que será de 12 meses.

22 – (CESPE / UnB – Juiz Federal – TRF 5ª Região - 2009)


A licença de instalação autoriza, após as verificações necessárias,
o início das atividades licenciada e o funcionamento de seus

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equipamentos de controle de poluição, de acordo com o previsto
na licença prévia.

Errado. A LI autoriza a implantação. O início das atividades (operação)


depende da LO.

23 – (CESPE / UnB – Juiz federal – TRF 5ª Região - 2007)


O licenciamento ambiental é um procedimento por meio do qual o
Estado desenvolve seu poder de polícia no âmbito preventivo,
exercendo controle prévio sobre atividades potencialmente
causadoras de dano ao meio ambiente.

Certo. Exatamente. O licenciamento é exercício de poder de polícia


e aplicação do princípio da prevenção e da precaução, além de outros.

24 – (CESPE / UnB – Juiz Federal – TRF 5ª Região - 2006)


A autorização emitida por órgão ambiental se reveste de caráter
absoluto e imutável.

Errado. Pode haver modificação, suspensão e cancelamento da licença


ambiental.

O órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá


modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação,
suspender ou cancelar uma licença expedida, quando ocorrer:

I - violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou


normas legais;
II - omissão ou falsa descrição de informações relevantes
que subsidiaram a expedição da licença;
III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.

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25 – (CESPE / UnB – Juiz Federal – 2006)
Identificada pelo IBAMA –órgão executor da Polícia Nacional do
Meio Ambiente, a quem cabe exercer o poder de polícia ambiental-
a ocorrência de lesão à parcela de mata atlântica, é possível a
determinação de interrupção da atividade empreendida.

Certo. Com o mesmo fundamento apresentado no item anterior.

26 – (CESPE / UnB – Exame da Ordem 2008.3) Quanto ao


licenciamento ambiental, uma das modalidades de licença
ambiental é a licença de operação, que é concedida após a
apresentação dos documentos referentes a determinado
empreendimento e de seu projeto de implementação e antes da
licença de instalação.

Errado. 1º LP. A LO é posterior a LI.

27 – (CESPE / UnB – Ministério Público/AM – 2007)


O licenciamento de estabelecimentos destinados a produzir
materiais nucleares deve ser feito pelos órgãos estaduais,
municipais e distritais.

Errado. É competência do órgão federal!

28 – (CESPE / UnB – Procurador Federal-AGU – 2006)


A exigência pela administração pública de realização de estudos
de impacto ambiental para o licenciamento de atividades
potencialmente poluidoras configura exercício de poder de polícia.

Certo. Já comentamos item similar. Fiscalização, licenciamento


ambiental, aplicação de sanções administrativas são exemplos de
exercício do poder de polícia.

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29 - (CESPE / UnB - Analista de Infraestrutura - ÁREA I - MPOG–


2012)
As obras dos empreendimentos que vierem a afetar o meio
ambiente somente poderão ser iniciadas após a obtenção da
licença de operação pelo responsável.

Errado. Após a Licença de Instalação (LI).

30 - (Cesgranrio - Analista Ambiental Júnior – Biologia –


Petrobras – 2012)
O licenciamento ambiental é um instrumento fundamental na
busca do desenvolvimento sustentável. Sua contribuição é direta e
visa a encontrar o convívio equilibrado entre a ação econômica do
homem e o meio ambiente onde ele se insere. Através do
licenciamento, busca-se a compatibilidade do desenvolvimento
econômico e da livre iniciativa com o meio ambiente, dentro de
sua capacidade de regeneração e permanência. O processo de
licenciamento ambiental possui três etapas distintas:
licenciamento prévio, licenciamento de instalação e licenciamento
de operação.
A licença prévia
(A) autoriza o início da obra ou a instalação do empreendimento;
nos empreendimentos que impliquem desmatamento, a licença
depende também de autorização de supressão de vegetação.
(B) deve ser solicitada antes de o empreendimento entrar em
operação, pois é essa licença que autoriza o início do
funcionamento da obra/empreendimento.
(C) deve ser solicitada na fase de planejamento da implantação,
da alteração ou da ampliação do empreendimento.

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(D) tem sua concessão condicionada à vistoria, que verifica se
todas as exigências e os detalhes técnicos do projeto aprovado
foram desenvolvidos e atendidos.
(E) tem prazo de validade estabelecido, não podendo esse prazo
ser inferior a 4 (quatro) anos ou superior a 10 (dez) anos.

Gabarito C

A – Errado. A LP é concedida na fase preliminar do empreendimento.


Não autoriza instalação, pois essa é uma prerrogativa da LI.
B – Errado. A licença que autoriza o início do funcionamento da
obra/empreendimento é a LO.
C – Certo. A LP deve ser solicitada na fase de planejamento/preliminar
da atividade ou empreendimento.
D – Errado. Não há essa condição.
E – Errado. Esse é o prazo de validade da LO (de 4 – 10 anos). A LP tem
prazo de validade de 5 anos. A LI tem prazo de 6 anos.

31 - (Cesgranrio - Engenheiro(A) de Meio Ambiente Júnior–


Petrobras – 2012)
O processo de licenciamento ambiental de empreendimentos,
dependendo de seu porte e impactos causados ao meio ambiente,
exigirá a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e
respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima), a serem
submetidos à aprovação do órgão ambiental competente.
De acordo com a Resolução Conama no 01, de 23 de janeiro de
1986, o Rima deverá apresentar, em seu conteúdo, alguns
aspectos, EXCETO a(o)
(A) recomendação quanto à alternativa mais favorável
(B) descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e
locacionais

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(C) caracterização da qualidade ambiental futura da área de
influência
(D) síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambientais
da área de influência do projeto
(E) projeto executivo de minimização dos impactos ambientais

Gabarito E

Artigo 9º da Resolução Conama 01/89:


O relatório de impacto ambiental - RIMA refletirá as conclusões do estudo
de impacto ambiental e conterá, no mínimo:
I - Os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade
com as políticas setoriais, planos e programas governamentais;
II - A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais,
especificando para cada um deles, nas fases de construção e operação a
área de influência, as matérias primas, e mão-de-obra, as fontes de
energia, os processos e técnica operacionais, os prováveis efluentes,
emissões, resíduos de energia, os empregos diretos e indiretos a serem
gerados; (Alternativa B)
III - A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambiental da
área de influência do projeto; (Alternativa D)
IV - A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e
operação da atividade, considerando o projeto, suas alternativas, os
horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos,
técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e
interpretação;
V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência,
comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas
alternativas, bem como com a hipótese de sua não realização;
(Alternativa C)

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VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em
relação aos impactos negativos, mencionando aqueles que não puderam
ser evitados, e o grau de alteração esperado;
VII - O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e
comentários de ordem geral). (Alternativa A)

32 - (Cesgranrio –Profissional Básico - Formação de Engenharia –


BNDES - 2011)
A Resolução do Conama nº 237, de 19 de dezembro de 1997, foi
um marco na regulamentação do processo de licenciamento
ambiental no Brasil. Ela estabelece a competência da União, dos
Estados e dos Municípios, lista as atividades sujeitas ao
licenciamento e aborda os estudos ambientais. No processo de
licenciamento ambiental, essa Resolução dispõe que
(A) o prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá
considerar os planos de controle ambiental e será de, no mínimo,
4 (quatro) anos e, no máximo, 10 (dez) anos.
(B) o licenciamento ambiental de atividades com significativo
impacto ambiental de âmbito regional, que utilizem energia
nuclear, é da competência dos órgãos ambientais estaduais.
(C) os empreendimentos e as atividades devem ser licenciados em
três níveis de competência: federal, estadual e municipal.
(D) os processos de licenciamento que sofreram arquivamento
podem ser objeto de apresentação de novo requerimento de
licença, após o período de 12 meses, mediante novo pagamento
de custo de análise.
(E) a Licença Prévia (LP) autoriza a instalação do
empreendimento ou atividade de acordo com as especificações
constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo
as medidas de controle ambiental.

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Gabarito A

A – Certo. Art. 18 da Resolução CONAMA 237/97


O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de validade de
cada tipo de licença, especificando-os no respectivo documento, levando
em consideração os seguintes aspectos:
I - O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no mínimo, o
estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e
projetos relativos ao empreendimento ou atividade, não podendo ser
superior a 5 (cinco) anos.
II - O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá ser, no
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do
empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos.
III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar
os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 4 (quatro) anos e,
no máximo, 10 (dez) anos.
B – Errado. Energia nuclear é competência federal.
C – Errado. O licenciamento é feito em um único nível de competência.
D – Errado. O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá
a apresentação de novo requerimento de licença, mediante novo
pagamento de custo de análise. A Resolução CONAMA 237/97 não
estabelece um período para novo requerimento de licenciamento.
E – Errado. LP não autoriza instalação, quem faz isso é a LI.

33 – (CESPE / UnB – Analista de Infraestrutura – MPOG – 2012)


A licença ambiental é o ato administrativo por meio do qual o
órgão ambiental competente, considerando as disposições legais e
regulamentares e as normas técnicas aplicáveis a cada caso,
licencia a localização, a instalação, a ampliação e a operação de
empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais,
que são consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou
que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

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Errado. Questão muito maldosa! Começou certo, pois, de fato, licença


ambiental é um ato administrativo. No entanto, é por intermédio do
licenciamento ambiental, o procedimento administrativo, que o órgão
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos
ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou
daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

Art. 1º da Resolução Conama 237/97

Licenciamento Ambiental

Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente


licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais,
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob
qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

Licença Ambiental

Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente, estabelece


as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão
ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para
localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades
utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou
potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam
causar degradação ambiental.

34 - (FGV - OAB -IV Exame de Ordem)


Um cidadão brasileiro pode solicitar informações sobre a
qualidade do meio ambiente em um município aos órgãos
integrantes do Sisnama, mediante a apresentação de título de
eleitor e comprovação de domicílio eleitoral no local.

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Errado.
Qualquer indivíduo (inclusive estrangeiro), independentemente da
comprovação de interesse específico, terá acesso às informações
ambientais, mediante requerimento escrito. Não precisa comprovar
domicílio eleitoral no local, muito menos apresentar título de eleitor.

35 - (FGV - OAB -IV Exame de Ordem)


Uma pessoa jurídica com sede na França poderá solicitar, aos
órgãos integrantes do Sisnama, mediante requerimento escrito,
mesmo sem comprovação de interesse específico, informações
sobre resultados de monitoramento e auditoria nos sistemas de
controle de poluição e de atividades potencialmente poluidoras
das empresas brasileiras.

Certo. Não há necessidade de comprovação de interesse específico


para ter acesso às informações ambientais. É exigido apenas
requerimento escrito, no qual assumirá a obrigação de não utilizar as
informações colhidas para fins comerciais, sob as penas da lei civil, penal,
de direito autoral e de propriedade industrial, assim como de citar as
fontes, caso, por qualquer meio, venha a divulgar os aludidos dados.

36 - (FGV - OAB -VI Exame de Ordem)


Em determinado Estado da federação é proposta emenda à
Constituição, no sentido de submeter todos os Relatórios de
Impacto Ambiental à comissão permanente da Assembleia
Legislativa.
Com relação ao caso proposto, assinale a afirmativa correta.
A) Os Relatórios e os Estudos de Impacto Ambiental são
realizados exclusivamente pela União, de modo que a Assembleia
Legislativa não é competente para analisar os Relatórios.
B) A análise e a aprovação de atividade potencialmente causadora
de risco ambiental são consubstanciadas no poder de polícia, não

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sendo possível a análise do Relatório de Impacto Ambiental pelo
Poder Legislativo.
C) A emenda é constitucional, desde que de iniciativa
parlamentar, uma vez que incumbe ao Poder Legislativo a direção
superior da Administração Pública, incluindo a análise e a
aprovação de atividades potencialmente poluidoras.
D) A emenda é constitucional, desde que seja de iniciativa do
Governador do Estado, que detém competência privativa para
iniciativa de emendas sobre organização administrativa,
judiciária, tributária e ambiental do Estado.

Gabarito B

A análise dos estudos ambientais (EIA/RIMA) é atividade típica


administrativa (exercício do poder de polícia), de competência do
Poder Executivo. Essa análise pode ser realizada pela União, pelos
Estados, DF e Municípios, consoante divisão de competências prevista na
LC 140/11.

37 - (CESPE / UnB – Procurador - Procuradoria-Geral do Estado do


Piauí – 2014)
A licença ambiental possui natureza jurídica de licença, de forma
que, depois de concedida, não pode ser revista pela
administração.

Errado. De acordo com o art. 19 da Resolução CONAMA 237/97, temos


que o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada, poderá
modificar os condicionantes e as medidas de controle
e adequação, suspender ou cancelar uma licença expedida, quando
ocorrer:
I - Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas
legais.

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II - Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que
subsidiaram a expedição da licença.
III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.
38 - (CESPE / UnB – Procurador - Procuradoria-Geral do Estado do
Piauí – 2014)
A licença ambiental é conferida por prazo determinado ou
indeterminado, submetendo-se, no primeiro caso, à possibilidade
de renovação.

Errado. A licença ambiental terá prazo determinado.


Consoante art. 18 da Resolução CONAMA 237/97, o órgão ambiental
competente estabelecerá os prazos de validade de cada tipo de licença,
especificando-os no respectivo documento, levando em consideração os
seguintes aspectos:
I - O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no mínimo, o
estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e
projetos relativos ao empreendimento ou atividade, não podendo ser
superior a 5 (cinco) anos.
II - O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá ser, no
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do
empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos.
III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar
os planos de controle ambiental e será de, no mínimo, 4 (quatro) anos e,
no máximo, 10 (dez) anos.

39 - (CESPE / UnB - Cargo 3: Engenheiro Júnior – Área:


Engenharia Ambiental – CEF – 2006)
No método Ad Hoc, os especialistas participantes das reuniões
para a avaliação de impactos ambientais conferem subjetividade à
tomada de decisão.

Certo. Essa é a principal desvantagem do método Ad Hoc.

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40 - (CESPE / UnB - Cargo 7: Técnico Científico – Área: Engenharia


do Meio Ambiente – BASA – 2007)
O método Ad Hoc tem como vantagem a rapidez na identificação
dos impactos mais prováveis a serem causados pelo
empreendimento em análise.

Certo. Essa é uma das vantagens do método Ad Hoc, além do baixo


custo.

41 - (CESPE / UnB - Cargo 7: Técnico Científico – Área: Engenharia


do Meio Ambiente – BASA – 2007)
No método da matriz de Leopold, há atribuição de pesos para
representar a magnitude dos impactos ambientais.

Certo. Há pesos para representar a magnitude e a significância


(importância ou relevância).

42 - (Cesgranrio – Engenheiro de Meio Ambiente – Petrobras –


2011)
A avaliação dos impactos ambientais é uma das atividades
técnicas previstas para a elaboração de um Estudo de Impacto
Ambiental, sendo realizada por distintos métodos. O método de
avaliação dos impactos ambientais proposto por Sorensen, no
início da década de 70, e bastante difundido, corresponde a um
exemplo de
(A) rede de interação.
(B) listagem de controle.
(C) matriz de ações e fatores.
(D) modelo de simulação.
(E) superposição de mapas.

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Gabarito A. A primeira rede de interação foi elaborada por Sorensen no
início da década de 1970, aplicada à resolução de conflitos de uso e
controle de degradação ambiental em uma zona costeira.

43 - (Cesgranrio - Profissional de Meio Ambiente Júnior –


Transpetro – 2012)
A avaliação dos impactos ambientais corresponde a uma etapa
importante no planejamento e projeto de uma atividade ou
empreendimento potencialmente poluidor, podendo ser realizada
por diversos métodos ou técnicas. Sobre o assunto, associe as
características com os respectivos nomes dos métodos ou técnicas
de avaliação de impactos ambientais apresentados a seguir.
I - Baseia-se na reunião de especialistas e técnicos que tenham
conhecimentos teóricos e práticos em setores relacionados às
características do empreendimento em análise.
II - Trata-se de uma listagem ponderal cuja importância relativa
de cada um dos parâmetros ambientais, em relação à soma dos
impactos do projeto, é dada pela atribuição dos pesos.
III - Corresponde a uma evolução das listagens de controle, que
relaciona os fatores ambientais com as ações decorrentes de um
projeto, atribuindo valores à magnitude e à importância do
impacto ambiental para cada um dos relacionamentos.

P - Método de Battelle
Q - Método Ad-Hoc
R - Rede de Sorensen
S - Matriz de Leopold

As associações corretas são:


(A) I - P , II - R , III - Q
(B) I - Q , II - P , III - S
(C) I - Q , II - R , III - S

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(D) I - R , II - S , III – P

Gabarito B

O método Ad Hoc realiza reuniões com técnicos e cientistas


especializados, que detenham conhecimentos teóricos e especializados,
que detenham conhecimentos teóricos e práticos sobre o
empreendimento em análise (Q). No método Battelle (P) a importância de
cada parâmetro em relação aos principais impactos do projeto é
estabelecida aos principais impactos e estabelecida por meio de pesos,
por isso o nome Listagem Ponderal. O método de matrizes (S) é uma
evolução das listagens, que possibilitam relacionar os impactos de cada
ação nos cruzamentos entre linhas e colunas (Relação Bidimensional).
Nos cruzamentos entre linhas e colunas são atribuídos valores que variam
de 1 a 10 indicando a magnitude e a relevância do impacto. Para
distinguir entre impacto benéfico ou adverso, utilizam-se os sinais de + e
- respectivamente. A matriz de Leopold é uma das mais aplicadas, sendo
incialmente utilizada em empreendimentos de mineração.

44 - (Cesgranrio - Engenheiro de Meio Ambiente Júnior –


Petrobras – 2012)
Uma das etapas do EIA/Rima é a avaliação dos impactos
ambientais gerados nas fases de implantação e operação da
atividade ou do empreendimento que pode ser realizada por
diferentes métodos.
A esse respeito, o Método de Battelle corresponde a um exemplo
de
(A) modelo de simulação matemática
(B) listagem de controle ponderável
(C) análise multiobjetivo
(D) matriz de interação
(E) rede de interação

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Direito Ambiental
Delegado Polícia Civil - DF
Prof. Rosenval Júnior

Gabarito B
Aqui bastava saber que o Método Battelle é um exemplo de aplicação da
Listagem de controle ponderável.

Gabarito

1E 2E 3E 4D 5E 6E 7C 8B 9A 10B

11D 12E 13A 14E 15D 16C 17E 18E 19C 20C

21E 22E 23C 24E 25C 26E 27E 28C 29C 30C

31E 32A 33E 34E 35C 36B 37E 38E 39C 40C

41C 42A 43B 44B

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