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RESPOSTA TÉCNICA – Análise técnica em produtos de higiene

Análises técnicas em
produtos de higiene
Informações a respeito das análises técnicas feitas
em produtos de higiene.

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico - CDT/UnB

Fevereiro/2013
RESPOSTA TÉCNICA – Análise técnica em produtos de higiene

Resposta Técnica LIMA, Larisse Araújo


Análise técnica em produtos de higiene
Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico - CDT/UnB
18/2/2013
Informações a respeito das análises técnicas feitas em produtos
de higiene.
Demanda Quais análises são necessárias para fabricação de produtos
de higiene pessoal?
Assunto Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene
pessoal
Palavras-chave Análise físico-química; pH; potencial hidrogeniônico; produto de
higiene pessoal; viscosidade

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RESPOSTA TÉCNICA – Análise técnica em produtos de higiene

Solução apresentada

“Os ensaios de controle de qualidade em sabonetes e outros tipos de cosméticos têm por
objetivo, verificar a qualidade química e física, seguindo as orientações da ANVISA, bem
como [...] as boas práticas de fabricação dos produtos destinados à assepsia do corpo
humano (FREIRE et al., [200-?]).

De acordo com Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA (2004) grande parte das
análises destinadas à avaliação de cosméticos são relacionadas à estabilidade do produto e
preservação da saúde dos usuários.

“Os fabricantes realizam vários testes para avaliar a estabilidade dos componentes, a
capacidade de preservação, o risco de contaminação microbiana e o potencial de toxicidade
sistêmica” (BELLA, 2009).

Segundo a Anvisa (2004) os parâmetros observados na formulação dos cosméticos são


organoléptico, físico-químico e microbiológico. Em cada um desses parâmetros são
observados os seguintes itens:

Físicos: devem ser conservadas as propriedades físicas originais como


aspecto, cor, odor, uniformidade, dentre outras;

Químicos: devem ser mantidos dentro dos limites especificados a


integridade da estrutura química, o teor de ingredientes e outros
parâmetros;

Microbiológicos: devem ser conservadas as características microbiológicas,


conforme os requisitos especificados. O cumprimento das Boas Práticas de
Fabricação e os sistemas conservantes utilizados na formulação podem
garantir estas características (ANVISA, 2004).

A avaliação físico-química se configura como um importante parâmetro para avaliação da


estabilidade dos produtos e proteção a saúde humana. Dentre as principais análises físico-
química destacam-se o valor de pH; materiais voláteis; teor de água; viscosidade; tamanho
de partícula; centrifugação; densidade; granulometria; condutividade elétrica; umidade; teor
de ativo, quando for o caso. Para realização desses testes podem ser feitos ensaios via
úmida (metodologias diversas), espectrofotometria no ultravioleta-visivel (UV-Vis) e
infravermelho (IV); cromatografia (camada delgada, gasosa e líquida de alta eficiência),
eletroforese capilar, entre outras (ANVISA, 2004).

Ph

Segundo a Anvisa (2004) em especial para avaliação do pH são utilizadas a determinação


colorimétrica e a determinação potenciométrica:

Determinação colorimétrica: por meio de indicadores universais, escalas


preparadas com soluções tampões e indicadores. Apresenta baixa
sensibilidade. Pequenas variações de acidez ou basicidade nas
formulações são dificilmente observadas.

Determinação potenciométrica: utiliza-se o pHmetro (peagômetro) e a


determinação é medida pela diferença de potencial entre dois eletrodos
imersos na amostra em estudo. É importante utilizar o eletrodo adequado ao
tipo de formulação a ser analisada (ANVISA, 2004).

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Viscosidade

Segundo a Anvisa (2004) a viscosidade é uma variável que caracteriza reologicamente um


sistema:

A avaliação desse parâmetro ajuda a determinar se um produto apresenta a


consistência ou fluidez apropriada e pode indicar se a estabilidade é
adequada, ou seja, fornece indicação do comportamento do produto ao
longo do tempo. Os métodos mais frequentes na determinação da
viscosidade de um fluido utilizam os viscosímetros capilares, de orifícios e
rotacionais. Tais métodos fornecem resultados numéricos, facilmente
interpretados (ANVISA, 2004).

Teor de água

“Vários são os métodos utilizados para a determinação quantitativa de água em um produto


acabado, sendo os mais usuais: método gravimétrico, método destilação e método
titulométrico de Karl-Fischer” (ANVISA, 2004).

Teste de prateleira

“Também conhecido como Estabilidade de Longa Duração ou Shelf life, tem como objetivo
validar os limites de estabilidade do produto e comprovar o prazo de validade estimado no
teste de estabilidade acelerada” (ANVISA, 2004).

Segundo Anvisa (2004):

É utilizado para avaliar o comportamento do produto em condições normais


de armazenamento. A frequência das análises deve ser determinada
conforme o produto, o número de lotes produzidos e o prazo de validade
estimado. Recomendam-se avaliações periódicas até o término do prazo de
validade e, se a intenção é ampliá-lo, pode-se continuar o acompanhamento
do produto.

No estudo de estabilidade de prateleira, amostras representativas do


produto são armazenadas à temperatura ambiente. O número de amostras
deve permitir a realização de todos os testes que serão executados durante
o estudo. Essas amostras são analisadas periodicamente até que se expire
o prazo de validade. Devem ser feitos os mesmos ensaios sugeridos nos
procedimentos citados anteriormente, e outros definidos pelo formulador de
acordo com as características da formulação. (ANVISA, 2004).

Conclusões e recomendações

Recomenda-se a leitura do documento “Guia de estabilidade de produtos cosméticos”


<http://www.anvisa.gov.br/divulga/public/series/cosmeticos.pdf> para mais informações
sobre os testes e as condições que os mesmo devem se realizar.

Recomenda-se especialmente a leitura das seguintes Respostas Técnicas:

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Produção de palmilhas


ortopédicas em EVA. Resposta elaborada por Larissa Rodrigues Silva; Mauri Rubem
Schmidt; Marcos Anselmo. Porto Alegre: SENAI/RS, 2006 (Código da Resposta: 3641).
Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 02 jan. 2012.

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SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Palmilhas. Resposta elaborada por


Elizabeth Martines. Curitiba: TECPAR, 2007 (Código da Resposta: 6753). Disponível em:
<http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 06 jan. 2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Palmilha Amalfi. Resposta


elaborada por César Augusto Metz. Porto Alegre: SENAI/RS, 2009 (Código da Resposta:
15530). Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 06 jan. 2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Modelagem de forma de calçado e


palmilha para botas e sandálias. Resposta elaborada por Gerson Roberto Zorn. Porto
Alegre: SENAI/RS, 2011 (Código da Resposta: 18813). Disponível em:
<http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 06 jan. 2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Componentes de calçados.


Resposta elaborada por Flávia Eli Suganuma. São Paulo: USP/DT, 2010 (Código da
Resposta: 16361). Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 06 jan.
2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Análises microbiológicas em


cosméticos. Resposta elaborada por Rosa Maria Beraldo. São Paulo: SIRT/UNESP, 2013
(Código da Resposta: 24646). Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso
em: 06 jan. 2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Partes de um calçado anatômico.


Resposta elaborada por Elenilton Gerson Berwanger. Porto Alegre: SENAI/RS, 2012
(Código da Resposta: 24488). Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso
em: 06 jan. 2012. ontes consultadas

Fontes consultadas

AGENCIA NACIONAL DE VIGILANCIA SANITARIA - ANVISA. Guia de estabilidade de


produtos cosméticos. Brasília, 2004. (Série qualidade em cosméticos, 1). Disponível em:
<http://www.anvisa.gov.br/divulga/public/series/cosmeticos.pdf>. Acesso em: 18 fev. 2013

BELLA, Zsuzsanna Ilona Katalin Jármy-Di et al. O uso de sabonetes íntimos femininos.
Revista feminina. Rio de Janeiro, n.4, abr. 2009. Disponível em:
<http://www.febrasgo.org.br/arquivos/femina/Femina2009/abril/Femina-v37n4-p229.pdf>.
Acesso em: 18 fev. 2013.

FREIRE, Vitória de Andrade et al. Análise físico-química de sabonetes em barra de


baixo custo comercial. Campina Grande, [200-?]. Disponível em:
<http://editorarealize.com.br/revistas/enect/trabalhos/2d2be453ceb550225aa4c6fe397eec69
_159.pdf>. Acesso em: 18 fev. 2013.

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