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Diagnósticos do Programa e Desafios para a

Coordenação do Mestrado da FDRP


(Período 2018-2020)

Relatório geral elaborado para subsidiar o


processo de autoavaliação, de definição de
objetivos do programa para o próximo
período e de estratégias para alcançá-los.
Apresentado por ocasião da Reunião de
Coordenação de Curso do dia 28/06/2018.

Ribeirão Preto
2018
Diagnósticos do Programa e Desafios para a Coordenação do Mestrado
da FDRP

Elaboração: Fabiana Cristina Severi e Flavia Trentini. Coordenadora e


Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito da FDRP.

Colaboração técnica: Vania Cristina Vasconcellos Prudencio. Omar El


Faro. Antonio Tadeu Campos Mesquita Filho. Eder Gonçalves de Pádua.
Edneia Silva Santos Rocha.

Programa de Mestrado em Direito da FDRP

Universidade de São Paulo


Sumário

1. Análise dos dados e relatórios de avaliação do último quadriênio de


implementação do mestrado .......................................................................... 4
2. Projetos de pesquisa vinculados ao programa......................................... 23
3. Planos de ensino das disciplinas do mestrado, exclusão de disciplinas e
inclusão de novas ........................................................................................ 30
4. Credenciamento e recredenciamento de docentes permanentes e
colaboradores............................................................................................... 35
5. Políticas de acompanhamento de egressos, de comunicação e de
mobilidade (nacional e internacional) de docentes e discentes .................. 40
1. Análise dos dados e relatórios de avaliação do último
quadriênio de implementação do mestrado

1.1 Avaliação CAPES

O curso de mestrado acadêmico em Direito do Programa de Pós-Graduação da


Faculdade de Direito de Ribeirão Preto foi aprovado pelo Conselho Técnico-Científico
da Educação Superior da Capes, em sua 2ª Reunião Extraordinária, realizada no período
de 9 a 11 de dezembro de 2013. A sua primeira turma ingressou em agosto de 2014.
Em 2017, o curso obteve conceito 3 na Avaliação Quadrienal CAPES (ciclo
2013-2016), que tomou por base os dados referentes ao período 2014-2016 submetidos
pela Comissão de Pós Graduação da FDRP no Sistema Sucupira da CAPES. Também
em 2017, o curso passou pelo processo de Autoavaliação da própria USP, que resultou
em um relatório de análise qualitativa de avaliação do curso.
Na Avaliação Quadrienal CAPES, das 5 dimensões avaliadas, recebemos o
conceito máximo (MUITO BOM) em três deles (Proposta do Programa, Corpo Docente
e Inserção social). Na dimensão Corpo Discente, obtivemos o conceito BOM. Na
dimensão Produção Intelectual, obtivemos o conceito REGULAR.
Apesar de termos obtido MUITO BOM em três das cinco dimensões, os
conceitos REGULAR e BOM pesaram substancialmente em nossa avaliação, já que a
CAPES prevê um maior peso a essas duas dimensões na composição do conceito final
(30% para Corpo Discente e 40% para Produção Acadêmica). Ou seja, obtivemos os
menores conceitos exatamente nas dimensões de maior peso no processo de avaliação
da CAPES.
É importante considerar, todavia, que exatamente essas duas dimensões em que
obtivemos menor conceito foram avaliadas, apenas, por meio de dados referentes a um
período muito curto de implantação do programa (aproximadamente 2 anos). Foi um
período de reorganização das atividades e linhas de pesquisas dos docentes do
programa, investimentos em pesquisas com maior fôlego que, não necessariamente
puderam resultar em dados para o período considerado.
Segue abaixo um quadro sintético com as informações da Avaliação CAPES:
INDICADOR DE CONCEITO
QUESITOS/ITENS PESO DESAFIOS
AVALIAÇÃO OBTIDO

1. PROPOSTA DO MUITO
0
PROGRAMA BOM
1.1 Coerência, consistência, 50 (1) articulação e coerência (1) Rever
abrangência e atualização das entre disciplinas, projetos projetos de
áreas de concentração, linhas de de pesquisa, linhas de pesquisa,
pesquisa, projetos em pesquisa e áreas de buscando
andamento e proposta concentração; (2) agregar
curricular. consistência entre as linhas docentes em
de pesquisa, que devem poucos
manter organicidade entre projetos; (2)
si e uma forte ligação com a rever
área de concentração; (3) disciplinas,
relevância da temática das retirando as
disciplinas, dos projetos de não oferecidas
pesquisa, das linhas de MUITO e melhorar a
pesquisa e das áreas de BOM articulação
concentração, evitando entre elas e as
repetição dos tradicionais da graduação
“ramos” do Direito, que
desconsidera qualquer
problematização ou
especificação crítica e (4)
atualização e relevância dos
programas e bibliografias
das disciplinas;(5)
adequação dos títulos das
disciplinas com suas
ementas.
1.2. Planejamento do programa 25 Curso que demonstrar, na Melhorar
com vistas a seu descrição da proposta do cooperação,
desenvolvimento futuro, curso ou em outras internacionaliz
contemplando os desafios informações apresentadas, ação e
internacionais da área na que mantém um produção
produção do conhecimento, seus planejamento de sua intelectual
propósitos na melhor formação atuação, projetando MUITO
de seus alunos, suas metas perspectivas, em especial BOM
quanto à inserção social mais no que se trata da
rica dos seus egressos, conforme consolidação da cooperação
os parâmetros da área. com outros programas, da
produção intelectual, da
internacionalização e outros
aspectos de sua atuação;
1.3. Infraestrutura para ensino, 25 demonstrar manter
pesquisa e, se for o caso, adequadamente à proposta
extensão. do Programa (1) salas de
aula, (2) salas para
docentes, que possibilitem o
desenvolvimento de
pesquisa e orientação, (3) MUITO
sala para discentes, (4) BOM
computadores com acesso a
bases on-line de dados e (5)
biblioteca com acervo de
livros nacionais e
estrangeiros, clássicos e
contemporâneos e
assinaturas de periódicos
nas áreas de concentração
do Programa

MUITO
2. CORPO DOCENTE 20
BOM
2.1. Perfil do corpo docente, 25 (1) a totalidade do corpo
consideradas titulação, docente permanente tenha
diversificação na origem de formação em área adequada
formação, aprimoramento e à proposta do Programa, (2)
experiência, e sua demonstre na composição
compatibilidade e adequação à do corpo docente a
Proposta do Programa. existência de docentes com
maior e com menor tempo
de titulação, (3) pelo menos MUITO
70% do corpo docente BOM
permanente tenha mais de
três anos de doutoramento,
(4) pelo menos 50% do
corpo docente permanente
mantenha atividades com
outros programas de pós-
graduação, nacionais ou
estrangeiros
2.2. Adequação e dedicação dos 30 (1) no quadriênio, 70% das (1) Retirar
docentes permanentes em disciplinas são oferecidas disciplinas que
relação às atividades de pelo corpo docente nunca foram
pesquisa e de formação do permanente e (2) a ministradas.
MUITO
programa. totalidade do corpo docente (2) Há
BOM
permanente oferece docentes sem
disciplinas, orienta e disciplinas.
desenvolve pesquisa Rever projetos
de pesquisa.
2.3. Distribuição das atividades 30 (1) a totalidade do Corpo (1) Rever
de pesquisa e de formação entre Docente desenvolve projetos de
os docentes do programa atividades de pesquisa, pesquisa, (2)
orientação e formação no MUITO Incorporar
programa e (2) Docentes BOM atuação de
Colaboradores não colaboradores
assumam mais de 20% das
orientações no Programa
2.4. Contribuição dos docentes 15 mais de 80% dos docentes Rever, apenas,
para atividades de ensino e/ou permanentes ofereceu coerência
de pesquisa na graduação, com disciplinas na graduação, entre
atenção tanto à repercussão que orientou iniciação científica orientações/dis
este item pode ter na formação ou orientou monografia, em MUITO ciplinas de
de futuros ingressantes na PG, cada ano do triênio, de BOM graduação e de
quanto (conforme a área) na forma coerente com a mestrado
formação de profissionais mais proposta do programa;
capacitados no plano da
graduação
3. CORPO DISCENTE E
30 BOM
DISSERTAÇÕES
3.1. Quantidade de teses e 30 (a) a relação entre o
dissertações defendidas no número de alunos titulados
período de avaliação, em no quadriênio e o número
relação ao corpo docente de docentes permanentes do
BOM
permanente e à dimensão do Programa e (b) a relação
corpo discente. entre os alunos titulados e
os alunos matriculados no
programa. MUITO BOM: 4
3.2. Distribuição das orientações 20 O programa no qual entre ok
das teses e dissertações 81 e 100% dos docentes
defendidas no período de permanentes assumem entre
avaliação em relação aos 2 e 8 orientações ano, não
havendo, nos casos de MUITO
docentes do programa.
médias superiores a oito, BOM
concentração em um ou
mais docentes que afete a
qualidade da orientação.
3.3. Qualidade das Teses e 30 Porcentagem da produção Mapear e
Dissertações e da produção de discente em relação a Criar
discentes autores da pós- produção docente do corpo estratégias
graduação e da graduação na docente permanente do para melhoria
programa correspondente a BOM
produção científica do
programa, aferida por 30% ou mais.
publicações e outros indicadores
pertinentes à área
3.4. Eficiência do Programa na 20 tempo médio de titulação
formação de mestres e doutores no programa no quadriênio,
bolsistas: Tempo de formação devendo o programa com MUITO
de mestres e doutores e mestrado atender o tempo BOM
percentual de bolsistas para a titulação de até 30
titulados. meses para o mestrado.
4. PRODUÇÃO
40 REGULAR
INTELECTUAL
4.1. Publicações qualificadas do 40 MUITO BOM - programas
Programa por docente com desempenho acima de
permanente. 523 pontos por Docente
Permanente na produção
intelectual e mais de 232 BOM
pontos por Docente
Permanente na produção
intelectual nos estratos mais
elevados;
4.2. Distribuição de publicações 35 Programa no qual, pelo
qualificadas em relação ao menos, 60% do corpo
corpo docente permanente do docente permanente atingiu REGULAR
Programa. mais de 400 pontos por ano.

4.3. Produção técnica, patentes 25 12 ou mais produtos por


e outras produções docente permanente ao ano REGULAR
consideradas relevantes.
MUITO
5. INSERÇÃO SOCIAL 10
BOM
5.1. Inserção e impacto regional 40 MUITO BOM o Programa
e (ou) nacional do programa. de Pós-Graduação que
demonstrar: (1) formação
de recursos humanos
qualificados para a
Administração Pública ou a
sociedade civil, capazes de
aprimorar a gestão pública e MUITO
reduzir a dívida social; (2) BOM
produção de obras
relevantes, de circulação
nacional e/ou internacional;
(3) realização de atividades
de extensão, voltadas à
concretização de interesses
públicos ou sociais
5.2. Integração e cooperação 40 O programa que manter
com outros programas e centros intensa integração e
de pesquisa e desenvolvimento cooperação com outros
profissional relacionados à área programas ou com outras
de conhecimento do programa, instituições de pesquisa,
com vistas ao desenvolvimento com, pelo menos, cinco
da pesquisa e da pósgraduação. dentre as seguintes
atividades: (1) projetos
aprovados em grandes
programas internacionais,
que possibilitem a
mobilidade docente e/ou
estudantil; (2) projetos de
cooperação entre os
programas, financiados por
organismos oficiais; (3) MUITO
projetos desenvolvidos em BOM
parceria com instituições
públicas ou com
organismos privados; (4)
realização de eventos em
conjunto (simpósios,
congressos, oficinas etc);
(5) publicações conjuntas;
(6) desenvolvimento de
projetos de pesquisa
conjuntos; (7) realização de
cursos em parceria; (8) co-
orientação de teses e
dissertações; (9) mestrado
ou doutorado
interinstitucional;
5.3 - Visibilidade ou 20 Programa de Pós-
transparência dada pelo Graduação que mantenha
programa à sua atuação página atualizada na WEB,
que contenha de forma
clara, pelo menos, cinco
dentre os seguintes
elementos: (1) apresentação
do programa, com seus
objetivos, histórico,
projetos de pesquisa, linhas
de pesquisa e áreas de
concentração; (2)
informações sobre o corpo
docente, com links para os
respectivos currículos
Lattes e para home pages
dos docentes que as
mantenham; (3) grade
MUITO
curricular, com o programa
BOM
e a bibliografia das
disciplinas oferecidas, com
links para textos, quando
estão disponibilizados na
Web; (4) notícias sobre
atividades (colóquios,
seminários, conferências
etc.) das quais participaram
docentes do programa,
sobre atividades em
andamento no Programa e
sobre atividades previstas;
(5) informações sobre os
processos seletivos dos
cursos de pós-graduação do
Programa; (6) dissertações
e teses defendidas no
Programa;

Considerando a Avaliação CAPES, apesar das reservas que devemos fazer com
relação ao período curto de implantação do programa, identificamos alguns desafios
urgentes e prioritários para a melhoria do curso e de sua implementação para o próprio
biênio, além daqueles indicados na última coluna da tabela acima. São eles:

a) Investir em estratégias que promovam um incremento substancial na


produção docente (científica e técnica), seja em termos de publicações
qualificadas, seja no que diz respeito à distribuição da produção entre o corpo
docente.
b) Articular melhor a inserção de docentes credenciados nos projetos de
pesquisa, com participação de mais de um professor nos projetos de pesquisa.
Meta já indicada em 2016 – redução de 16 para 4 projetos, dois em cada
linha

Para isso, nesse primeiro momento, organizamos alguns dados que serão
apresentados abaixo, que podem servir para o diagnóstico do curso e para a definição de
ações ligadas aos desafios acima apontados.

1.2 Avaliação USP

O documento de Avaliação USP da Pós-Graduação baseou-se nos dados


referentes ao período 2013-2016 encaminhados pela nossa Comissão de Pós Graduação
para a construção de uma análise qualitativa. As informações solicitadas aos programas
referem-se aos seguintes eixos: Caracterização do programa, Egressos,
Internacionalização, Objetivos e estratégias e Informações adicionais. Com base nos
dados oferecidos pela CPG, três avaliadores externos emitiram, cada um deles, um
parecer, atribuindo conceitos dentro da escala: ótimo, muito bom, bom, regular e fraco.
Abaixo segue um quadro esquemático com os resultados:

ITENS DADOS INFORMADOS A1 A2 A3


Caracterização do FRACO ÓTIMO MUITO
Programa BOM
1.1 Vocação Atuação na docência, pesquisa científica Não há Priorizar
principal e tecnológica e atividades profissionais relação entre ações de
nas temáticas abrangidas pela área de projetos de articulaçã
concentração. Objetivos: inovação em extensão e as o com
relação ao modelo de pesquisa pesquisas programas
tradicional, intercâmbio com outros desenvolvidas e docentes
centros de pesquisa. . baixa situados
produção na própria
acadêmica região
em geral e
baixíssima
produção em
veículos de
qualidade.
não há
clareza
quanto à
especificidad
e do curso em
relação a
outros do
estado.
1.2 Prêmios e Prêmio Conciliar é Legal (CNJ)
destaques relevantes
1.3 Pontos fortes do a) Integração com a graduação, b)
Programa integração com a sociedade e c)
internacionalização.

1.4 Pontos fracos Pulverização da produção em muitos


projetos de pesquisa e baixa integração
entre pesquisadores.

EGRESSOS BOM ÓTIMO MUITO


BOM
2.1 Ferramentas Não há Falta
utilizadas para articulação
rastrear egressos
2.2 Perfil do egresso a) Atuação no ensino e pesquisa; b)
pesquisas multi e interdisciplinares, c)
atuação em áreas prioritárias para o
contexto regional; d) pesquisas
empíricas e em políticas públicas, e)
demandas de minorias, socioambientais,
economia de mercado
2.3 Egressos com Sem dados
destaque
nacional/internacion
al
2.4 % de publicação 0%
que inclui discentes
e egressos
2.5 Produção 19 docentes com indicação de produção
relevante
INTERNACIONAL FRACO ÓTIMO FRACO
IZAÇÃO
3.1 Produção de 0% Avaliar se Não há
orientadores com esse é o ponto programa
part. Internacional forte do implement
programa, já ado
que não há
indicadores
de que isso
tenha sido
alcançado de
alguma forma
até o
momento.
3.2 Percentual de 0%
estrangeiros como
discente
3.3 Percentual de 0%
disciplinas com
ementa em inglês
OBJETIVOS E REGULAR ÓTIMO ÓTIMO
ESTRATÉGIAS
4.1 Principais Aumento de conceito capes: a) Melhorar a
objetivos e incremento da produção, articulação estrutura para
estratégias para com a graduação, convênios, pesquisas
alcança-los instrumentos e indicadores internos de empíricas.
avaliação. Realizar
ações rápidas
para
incremento
na produção

4.2 Número de pós- 0


doutorandos

Em tal avaliação, novamente, alguns pontos emergem como prioritários para a


definição das estratégias de melhoria do programa: o incremento substancial na
produção docente e a melhor articulação entre os projetos de pesquisa e as
linhas/área do programa. Esses dois pontos são elencados como sendo indispensáveis
para que possamos buscar um aumento de conceito geral pela CAPES na próxima
avaliação quadrienal (objetivo indicado do documento como prioritário para o
Programa).

1.3 Dados para diagnóstico do Programa: produção acadêmica docente,


produção discente, apoio financeiro do programa a docentes e
discentes.

1.3.1 Produção intelectual docente

De acordo com os critérios CAPES, a obtenção do conceito MUITO BOM para


a produção intelectual docente envolve a garantia de uma pontuação obtida no
quadriênio por cada docente acima de 523 pontos, sendo que 232 pontos desta produção
deve ser em produção feita em revistas Qualis A1 e A2. Além disso, é preciso que o
programa tenha, pelo menos, 60% do corpo docente permanente com pontuação geral
acima de 400 pontos por ano. Ainda, é preciso que cada docente do corpo permanente
mantenha um número de produções técnicas, patentes e outras produções consideradas
relevantes superior a 12 itens por ano.
Assim, os docentes permanentes de um programa considerado MUITO BOM
para a CAPES devem manter uma produção intelectual anual de, em média, 150 pontos
(sendo 1 artigo publicado em revistas de estratos A1 ou A2) e produção técnica anual de
12 itens.
Considerando esse parâmetro, elaboramos os gráficos abaixo, tomando como
referência os dados informados por nós para a Plataforma Sucupira nos relatórios
encaminhados entre 2015-2018 sobre a produção dos docentes permanentes do
Programa de Mestrado da FDRP. Importante considerar que, apesar da ficha de
avaliação CAPES referir-se, apenas, à produção de docentes permanentes do programa,
os gráficos apresentam, também informações da produção de docentes colaboradores.
Os nomes de docentes do programa foram substituídos por letras do alfabeto.
No gráfico abaixo, apresentamos a produção total dos docentes do programa
(permanentes e colaboradores) informada nos relatórios Sucupira (período 2014-2017)
em relação ao parâmetro da CAPES (conceito MUITO BOM).

PRODUÇÃO DOCENTE TOTAL (CONSOLIDADO/ INFORMADO) E


RELAÇÃO COM CAPES/PRODUÇÃO IDEAL (%)
2
1,8
1,6
1,4
1,2
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0

O que podemos perceber é que há um conjunto expressivo de docentes que


mantém uma produção próxima ao ideal (linha 1) ou mesmo a ultrapassa (12 docentes).
Mas, quando consideramos a média geral do total da produção docente do programa,
percebemos que ela não chega, ainda, ao valor mínimo ideal da CAPES. Também, há
um conjunto expressivo de docentes com produção abaixo da pontuação mínima
prevista pela CAPES no conceito MUITO BOM (11 docentes).
É preciso considerar, também, que muitos dos docentes que apresentam alta
produção pelo gráfico, são docentes colaboradores ou docentes que não estão mais no
quadro de docentes permanentes do programa, mas tiveram sua produção registrada no
período considerado. Abaixo, segue tabela com as informações de produção por
docente, para o período considerado.

PRODUÇÃO DOCENTE TOTAL - Consolidado - Informado CAPES

DOCENTE Quadriênio 2013-2016 Quadriênio 2017-2020 TOTAL MÉDIA PRODUÇÃO


2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 IDEAL (%)

A 168 32 297 280 777 194,25 129,50%


AA 14 0 490 444 948 237,00 158,00%
AB 240 40 280 140,00 93,33%
B 247 74 145 18 484 121,00 80,67%
C 0 0 456 175 631 157,75 105,17%
D 232 302 258 280 1072 268,00 178,67%
E 100 29 202 74 405 101,25 67,50%
F 88 54 59 140 341 85,25 56,83%
G 80 84 0 260 424 106,00 70,67%
H 120 39 70 54 283 70,75 47,17%
K 104 144 10 232 490 122,50 81,67%
L 253 213 292 154 912 228,00 152,00%
M 0 28 340 104 472 118,00 78,67%
N 0 110 155 192 457 114,25 76,17%
P 0 0 60 130 190 47,50 31,67%
Q 70 44 390 110 614 153,50 102,33%
R 14 0 353 393 760 190,00 126,67%
S 14 102 216 112 444 111,00 74,00%
U 0 150 376 144 670 167,50 111,67%
W 166 100 360 308 934 233,50 155,67%
X 300 128 306 112 846 211,50 141,00%
Y 80 60 351 148 639 159,75 106,50%
Z 132 84 280 496 165,33 110,22%
TOTAL 2422 1817 5466 3584 13289 3322,25 96,30%

No gráfico abaixo, trouxemos a produção intelectual total dos docentes do


programa no período considerado, buscando avaliar sua tendência de crescimento e a
proximidade com o ideal, de acordo com critérios CAPES:
PRODUÇÃO DOCENTE TOTAL - FDRP - SUCUPIRA
6000

5000

4000
PONTOS

3000

2000

1000

0
2013 2014 2015 2016 2017
ANO

TOTAL IDEAL TENDÊNCIA DE PONTOS

É possível perceber uma tendência de crescimento, ao longo do período, mas


ainda, com alguns picos de crescimento, sobretudo em 2016. Esse foi o ano de coleta
CAPES para o processo de Avaliação Quadrienal dos cursos de pós-graduação do país.
Para um programa em sua fase inicial de implantação, esse pico pode ter explicações de
ordem sazonal bastante variadas. Mas, o importante é que, para o próximo período,
apesar de variações individuais na produção docente, a tendência geral não seja de
queda, tampouco de flutuações relacionadas, exclusivamente, aos períodos de coleta de
dados para avaliação externa.
Outro dado importante para analisarmos diz respeito à produção docente em
revistas de estratos mais elevados. O gráfico abaixo se refere à produção intelectual em
estratos elevados, por docente do programa. As letras referem-se aos docentes
permanentes e colaboradores do programa. Os percentuais referem-se ao valor ideal de
produção intelectual em estrato elevado (um artigo A1 ou A2 por ano, ou quatro no
quadriênio).
PRODUÇÃO IDEAL EM A1 OU A2 POR DOCENTE DE 2014 A
2017
1,2
PROXIMIDADE DO IDEAL

1
0,8
0,6
0,4
0,2 Série1
0

DOCENTE

Percebemos, pelo gráfico, que há 9 docentes (43%) que não tiveram nenhum
artigo publicado em revista A1 ou A2 no quadriênio. Três docentes (14%) atingiram a
meta ideal (4 artigos), três docentes publicaram três artigos, sete (33%) publicaram um
artigo no quadriênio. Há uma produção significativa de artigos de discentes do
programa publicados em revistas de estratos elevados.
A tabela abaixo apresenta a produção docente em revistas A1 e A2, pelo período
considerado, e a proximidade de sua produção em relação ao ideal previsto pelos
critérios CAPES (conceito MUITO BOM):

PRODUÇÃO EM A1 e A2 / ANO

DOCENTE 2014 2015 2016 2017 TOTAL PRODUÇÃO IDEAL (%)


A 0 0 0 0 0 0%
B 0 0 1 0 1 25%
C 0 0 0 1 1 25%
D 1 1 1 1 4 100%
E 0 0 0 0 0 0%
F 2 0 0 0 2 50%
G 0 1 0 1 2 50%
H 0 0 0 0 0 0%
I 0 0 0 0 0 0%
J 1 0 2 1 4 100%
K 0 1 0 0 1 25%
L 0 0 0 0 0 0%
M 0 0 0 0 0 0%
N 0 0 1 0 1 25%
O 0 0 0 1 1 25%
P 0 0 0 0 0 0%
Q 0 0 0 0 0 0%
R 0 0 1 2 3 75%
S 0 0 0 0 0 0%
T 0 0 0 0 0 0%
U 0 0 3 1 4 100%
V 0 0 1 0 1 25%
W 0 0 1 0 1 25%
X 0 0 1 1 2 50%
Y 0 0 0 0 0 0%
Alunos 1 0 3 0 4 100%
FDRP 5 3 15 9 32 32%

Apesar de termos, ainda, um número baixo de docentes que estão próximos ao


perfil ideal, o gráfico abaixo nos permite perceber um sensível acréscimo da produção
total do programa em altos estratos ao longo dos anos. Nele, apresentamos o total de
produção docente em A1 e A2 por ano, sua proximidade com o ideal de produção de
acordo com os critérios CAPES e a tendência de produção geral:

PRODUÇÃO DE ARTIGOS EM A1 OU A2 DA FDRP


30

25
QUANTIDADE

20

15

10

0
2014 2015 2016 2017
ANO

FDRP IDEAL TENDÊNCIA DE PRODUÇÃO


Considerando que há uma tradição, não apenas na FDRP, mas em toda a área do
Direito, de produção intelectual que privilegia o formato livro e os problemas relativos à
classificação das revistas acadêmicas em Direito (são, ainda, poucas as revistas
disponíveis que são pontuadas em estratos elevados), podemos dizer que, durante o
período analisado, tem havido um esforço por parte de vários docentes do programa em
canalizar sua produção intelectual para revistas A1 e A2. Cabe, agora, continuarmos a
construir estratégias para que tal tendência seja mantida.
Para a avaliação da produção técnica dos docentes permanentes, buscamos os
dados do Sistema USP TYCHO, já que, até o fim de 2017, não tínhamos, ainda, criado
uma sistemática de acompanhamento de tal produção na CPG. O TYCHO importa
dados diretos do diretório do CNPq (Plataforma Lattes) dos docentes USP. Abaixo
segue uma tabela com os dados obtidos no TYCHO, por docente do programa
(representado em números), referente à produção técnica e sua relação de proximidade
com o valor ideal previsto pela CAPES (12 itens/ano).

% PRODUÇÃO TÉCNICA DOCENTE - TYCHO


4
PRODUÇÃO IDEAL (%)

3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0

Percebemos, pelo gráfico, que a maioria dos docentes do programa estão abaixo
do valor ideal de produção técnica, sendo que já um número expressivo com produção
abaixo de 50% do ideal. Abaixo, segue o gráfico que demonstra a tendência geral de
crescimento da produção técnica docente total.
FDRP
PRODUÇÃO TÉCNICA FDRP - TYCHO
IDEAL

300
TENDÊNCIA DA
PRODUÇÃO
TÉCNICA
QTDE. ITENS PRODUÇÃO TÉCNICA

250

200

150

100

50

0
2014 2015 2016 2017
ANO

Diferente dos demais tipo de produção apresentadas acima no presente relatório,


a produção técnica não apresenta tendência de aumento ao longo dos anos. Uma das
hipóteses possíveis aqui é que os docentes têm sido mobilizados pelo programa,
anualmente, a preencherem, no lattes, apenas os dados referentes à produção intelectual,
em razão de seu peso maior no processo de avaliação. Isso porque, de modo geral, os
docentes da FDRP, sabidamente, até em razão de seu regime de trabalho prioritário
(RDIDP), mantêm produção técnica bastante elevada, passível de ser verificada pelos
memoriais e dados reunidos pelos departamentos da Unidade.
Além disso, é possível que parte da produção técnica docente esteja “mal
distribuída ou informada” no lattes dos docentes, já que, se olharmos para o conjunto
produção técnica, produção artístico-cultural e informações complementares,
percebemos um volume de informações significativamente mais alto. É fundamental,
portanto, que a CCP desenvolva estratégias junto aos docentes para que os dados
referentes à produção técnica sejam melhor indicados nos lattes.

1.4 Produção discente


Dos 138 discentes vinculados ou egressos do programa, 63 não tiveram
produção registrada em lattes relativa a produção intelectual (artigos científicos, livros
ou trabalhos em anais de eventos e 23 apresentaram, ao menos 1 produção. O valor total
de itens no período é de 125, sendo a maioria deles sendo trabalhos completos ou
resumos apresentados em congressos científicos. Isso corresponde a 0,9 produção por
discente do programa.

1.5 Fomentos, bolsas e apoio financeiro a docentes e discentes


Na graduação em direito da FDRP temos uma dinâmica já consolidada de
estímulo à pesquisa de iniciação científica, com fomento de órgãos como FAPESP, USP
e CNPq. No mestrado, todavia, temos ainda um número reduzido de pesquisas que
recebem apoio por meio de bolsas.
No caso de bolsas FAPESP, entre 2014 e 2018, tivemos um total de 2 discentes
contemplados na modalidade Bolsa de Mestrado e 2 discentes contemplados com bolsas
técnicas vinculadas a projetos de auxílio regular de docente. No caso de apoios FAPESP
a docentes do programa, no período considerado, temos o seguinte quadro:

Docente N. Processo Modalidade de apoio


Cynthia Carneiro 12/07245-6 Auxílio Pesquisa – Regular
Eduardo Saad Diniz 2016/15038-1 Bolsa de Pesquisa no Exterior – Regular
Fabiana Cristina Severi 2016/07770-4 Auxílio Pesquisa – Regular1
Flávia Trentini 16/00402-0 Bolsa de Pesquisa no Exterior – Regular
Eduardo Saad Diniz 2016/01635-8 Auxílio Organização - Regular
Márcio Henrique Pereira 13/22109-4 Auxílio a Pesquisa – Regular
Paulo Eduardo Alves da Silva 2014/22124-6 Bolsa no Exterior - Regular - Pesquisa
Thiago Marrara 2014/07036-3 Auxílio Pesquisa - Regular
Thiago Marrara 2014/06731-0 Auxílio Organização - Regular

Abaixo segue gráfico disponibilizado na página virtual da FAPESP2 referente à


evolução das bolsas e fomentos totais concedidos à docentes e discentes da FDRP:

1
As bolsistas técnicas são vinculadas a esse processo.
2
Disponível em: http://www.bv.fapesp.br/pt/instituicao/1662/faculdade-de-direito-de-ribeirao-preto-
fdrp?q=Faculdade%20de%20Direito%20de%20Ribeir%C3%A3o%20Preto%20(FDRP)
A CPG da FDRP tem mantido uma política de apoio financeiro a docentes e
discentes do programa, sobretudo, para viabilizar a produção acadêmica docente e
discente vinculados ao programa. Os apoios são provenientes de duas fontes: as
inscrições de pessoas candidatas ao processo seletivo para ingresso no mestrado e o
orçamento concedido pela Direção da Unidade.
O recurso advindo das inscrições prioriza o apoio para a realização das bancas
de qualificação e defesa de dissertações e para a produção acadêmica docente. No
período considerado, foi disponibilizado a cada docente o valor de R$ 2.000,00. Além
desse valor base, foram disponibilizados valores de, em média, R$ 1.000,000 para
docentes que colaborou com a elaboração ou correção de questões da prova do processo
seletivo. No período considerado, 41% dos docentes do programa tiveram bonificação
extra em razão da participação no processo seletivo.
O recurso advindo da Direção tem sido destinado ao apoio, sobretudo, à
produção acadêmica discente. A Direção em exercício entre 2014-2017 disponibilizou,
anualmente, o valor de R$ 30.000,00 ao programa. A Direção atual ainda não
disponibilizou valores ao programa (jun.2018).
No período considerado (2014-2018), apenas dois docentes do programa não
fizeram uso de recursos de sua cota básica ou bonificação. Dentre aqueles que fizeram
uso, a maioria utilizou a verba para viabilizar a realização das bancas de qualificação e
de defesa (55,4%) e uma parte significativa utilizou para viabilizar a participação em
congressos acadêmicos (36%). Os demais recursos foram usados para viabilizar
atividades de pesquisa docente (8,4%). Em termos de itens de dispêndio, a quase
totalidade envolveu diária e despesa com transporte.
No caso dos discentes, foram 53 apoios concedidos de, em média, R$ 1.000,00
cada um, para viabilizar a participação deles em congressos acadêmicos. A maioria dos
congressos foi nacional, tendo maior destaque os encontros do CONPEDI. Há auxílios
para eventos fora do país (Encontros: Law and Society e CONPEDI Internacional) e
para eventos nacionais de amplitude internacional (Seminário Fazendo Gênero, por
exemplo). A maioria deles resultou em produção de artigos completos em anais de
eventos.

1.6 Objetivos para o próximo período

As duas avaliações acima apresentadas combinam indicadores quantitativos e


qualitativos para análise da qualidade do nosso programa de mestrado. Sem
desconsiderar as críticas possíveis a tais instrumentos e o curto tempo de existência de
nosso programa, podemos aproveitar a maioria dos apontamos para que possamos
planejar as próximas ações de implantação do curso.
Assim, alguns dos objetivos que entendemos como principais para o próximo
período são:
N. Objetivos
1 Redefinir o modelo de financiamento da CPG a docentes e discentes, de modo a favorecer a
melhoria da produção qualificada
2 Criar ações de incentivo para a captação de recursos e bolsas externos à USP
3 Intensificar as oportunidades de preparação de docentes e discentes do programa para
metodologia e técnicas de pesquisa e de escrita.
4 Fortalecer a articulação com departamentos e comissões da Unidade para que seja possível
ampliar a disponibilidade de, ao menos, percentual de 40% de docentes do programa para
dedicação à pesquisa e produção acadêmica de impacto, bem como ampliar a inserção social do
programa.
5 Redefinição dos projetos de pesquisa vinculados ao programa
6 Monitoramento dos docentes não credenciados no programa, mas que manifestaram formalmente
interesse em se credenciarem e têm perfil adequado.
7 Atualização das disciplinas do programa, considerando seu ambiente como um ambiente
propício para o fortalecimento de parte dos objetivos aqui previstos.
8 Construir uma política de monitoramento de egressos do programa e de avaliação discente.

Alguns desses objetivos, por considerarmos sua prioridade, serão melhor


detalhados nos próximos itens do presente relatório.
2. Projetos de pesquisa vinculados ao programa

Uma das questões centrais para a melhoria da implementação do curso de


Mestrado da FDRP no próximo período diz respeito à redefinição dos projetos de
pesquisa a ele vinculados. Desde o Relatório SUCUPIRA 2016 temos indicado a
necessidade de se fazer tal revisão, buscando reduzir o número de projetos e melhorar a
sua articulação com as linhas de pesquisa, como um meio de melhorar o desempenho do
programa em diversas dimensões.
A necessidade dessa redefinição também foi apontada pela CAPES, em seu
processo de avaliação. Por ocasião do recredenciamento da maioria dos docentes do
programa, agora em início de 2019, entendemos que o segundo semestre de 2018 é o
momento propício para que isso possa acontecer. De acordo com o APCN Direito 2017
(Requisitos para a Apresentação de Propostas de Cursos Novos), os projetos de pesquisa
devem ser:
coordenados por docentes permanentes e preferencialmente agregar docentes
e discentes de modo a evidenciar a sua natureza coletiva. Projetos individuais
de um docente permanente, colaborador ou visitante, se existentes, devem ser
adequadamente justificados. O projeto de pesquisa deve ser formulado de
maneira a que se possa compreender claramente o objeto da investigação,
qual a posição da pesquisa no estado do conhecimento sobre o objeto, quais
os meios, recursos e propósitos do projeto, bem como quais os resultados
pretendidos e mostrar-se adequado a explicitar as linhas de pesquisa e a área
de concentração do programa. Deve haver uma proporção adequada entre o
número de projetos de pesquisa e a dimensão do corpo docente, evitando-se a
concentração da coordenação dos projetos de pesquisa em alguns docentes
(CAPES, 2017, p. 33).

O quadro atual de projetos vinculados ao programa, por linhas de pesquisa e


docentes responsáveis, está representado no seguinte quadro:

Projeto de Pesquisa Linha de Membros


Pesquisa
Acesso à Jurisdição, participação 2 BENEDITO CEREZZO PEREIRA FILHO
processual e direitos fundamentais no CAMILO ZUFELATO (Responsável Pelo
Estado Democrático de Direito Projeto)
CLAUDIO DO PRADO AMARAL
JAIR APARECIDO CARDOSO
Direito e Desenvolvimento: políticas 1 HELENO TAVEIRA TORRES (Responsável
públicas, orçamento e tributação Pelo Projeto)
Energias renováveis e o desafio da 1 FLAVIA TRENTINI (Responsável Pelo
sustentabilidade Projeto)
MARIA HEMILIA FONSECA

3
Disponível em:
http://capes.gov.br/images/documentos/Criterios_apcn_2semestre/Crit%C3%A9rios_de_APCN_2017_-
_Direito.pdf
Estado, Capitalismo e Ideologia na 2 JONATHAN HERNANDES
Modernidade MARCANTONIO (Responsável Pelo
Projeto)
Gestão da Justiça e desenvolvimento do 1 FERNANDO DA FONSECA GAJARDONI
Estado Democrático de Direito PAULO EDUARDO ALVES DA SILVA
(Responsável Pelo Projeto)
Grupos societários, concentração 1 GISELDA MARIA FERNANDES NOVAES
econômica e responsabilidade HIRONAKA
GUSTAVO SAAD DINIZ
JULIANA OLIVEIRA DOMINGUES
(Responsável Pelo Projeto)
Mecanismos institucionais de proteção 1 EDUARDO SAAD DINIZ (Responsável Pelo
ao desenvolvimento socioeconômico e Projeto)
prevenção à criminalidade
O Estado brasileiro, o direito e os 1 GUSTAVO ASSED FERREIRA
impactos das políticas de governo e da (Responsável Pelo Projeto)
atuação da administração pública no
processo de desenvolvimento nacional
Os modelos de desenvolvimento 1 HELENO TAVEIRA TORRES (Responsável
adotados no Brasil de 1979 a 2006 Pelo Projeto)
Participação política como fundamento 2 RUBENS BECAK (Responsável Pelo
do Estado Democrático de Direito Projeto)
Políticas públicas, discriminação e 2 RAUL MIGUEL FREITAS DE OLIVEIRA
direitos fundamentais (Responsável Pelo Projeto)
THIAGO MARRARA DE MATOS
Teoria do direito, pensamento jurídico- 2 CRISTINA GODOY BERNARDO DE
decisório e justiça distributiva OLIVEIRA
SERGIO NOJIRI (Responsável Pelo Projeto)
Teorias da justiça e os fundamentos 2 IGNACIO MARIA POVEDA VELASCO
ético-políticos do Estado Democrático SERGIO NOJIRI (Responsável Pelo Projeto)
de Direito
Teorias democráticas e relação de 2 FABIANA CRISTINA SEVERI
gênero JONATHAN HERNANDES
MARCANTONIO
MARCIO HENRIQUE PEREIRA
PONZILACQUA (Responsável Pelo Projeto)
Trabalho Decente e Competitividade 1 CYNTHIA SOARES CARNEIRO
MARIA HEMILIA FONSECA (Responsável
Pelo Projeto)
Tributação, Economia e Direitos 1 GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS
Sociais: relações jurídico- MENDES (Responsável Pelo Projeto)
constitucionais MARCIO HENRIQUE PEREIRA
PONZILACQUA
1 = Linha de pesquisa Desenvolvimento, democracia e instituições
2 = Linha de pesquisa Racionalidade jurídica e direitos fundamentais na construção do
Estado Democrático de Direito
São, portanto, 16 projetos em andamento, sendo que alguns deles envolvem,
apenas, docentes colaboradores do programa. Nenhum deles conta, atualmente, com
algum tipo de auxílio financeiro de órgão de fomento.
A meta indicada pela CPG e CCP no Relatório CAPES 2016 foi de reduzir o
número atual de projetos para 4.
Entendemos que, além da redução, é fundamental que essas linhas espelhem
esforços reais de nucleação temática entre docentes do programa, e de organização das
estratégias de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas no programa, em articulação
com a graduação. Ainda, que a partir desses projetos possam ser pensadas estratégias de
mobilidade docente e discente, de construção de parcerias e convênios com outros
centros de pesquisa e de captação de fomento que possa viabilizar um aprofundamento
dos resultados nele previstos.
Em termos de estratégias, entendemos que essa reorganização deva ser realizada
de modo colaborativo com todos os docentes credenciados, respeitando-se as afinidades
de trabalho já existentes e alguns parâmetros pré-definidos pela CCP. Em termos de
parâmetros, buscamos elaborar uma ficha de inscrição de projeto, para servir de modelo
para a construção das propostas e alguns levantamentos de dados sobre o perfil de
produção acadêmica atual, que podem subsidiar a tomada de decisão dos docentes.
Algumas experiências ou dados que podem favorecer a nucleação são: os
laboratórios de graduação, os Grupos de Pesquisa já existentes e a análise das palavras-
chave comumente utilizadas por docentes e discentes em seus trabalhos acadêmicos.

2.1 Laboratórios de Graduação


Os Laboratórios de ensino e de pesquisa são estruturas presentes e de grande
relevância acadêmica em diversas Unidades da USP. Eles reúnem pesquisadores,
docentes, técnicos etc. em torno de problemas ou temas de pesquisa de destaque na área
do curso em que estão vinculados.
Na FDRP, temos a experiência de Laboratórios como disciplinas, previstos no
Projeto Político Pedagógico da graduação em Direito e a presença de dois Laboratórios
de ensino em funcionamento, aprovados pelo Programa Inova-Lab da Pró-Reitoria de
Graduação da USP. Entendemos que tais experiências e estruturas podem ser relevantes
para o processo de construção dos projetos de pesquisa do programa, porque eles
abarcam um repertório de práticas de trabalho colaborativo entre docentes da Unidade,
de atividades interdisciplinares de ensino-pesquisa-extensão e de produções acadêmicas
inovadoras em conteúdo e formato.
Para os dois Laboratórios existentes, o desafio seria criar uma dinâmica que
permita a ampliação da participação de docentes e discentes da pós em sua estrutura,
além de um alinhamento de seus objetivos aos previstos no programa de mestrado.
Além deles, consideramos haver condições, atualmente da criação de outro
laboratório, dedicado à disponibilização de ferramentas e abordagens metodológicas
para a melhoria das pesquisas empíricas e com foco em políticas públicas. Essa
proposta ainda está em fase inicial de construção.

2.2 Grupos de pesquisa existentes


A Unidade mantém, desde a fase inicial de implantação do curso de graduação
em Direito, um número bem expressivo de grupos de estudo e de pesquisa, que reúnem
pesquisadores, docentes e estudantes (de graduação e pós-graduação) de diversas
instituições de ensino e unidades da USP. Vários docentes que atualmente estão
credenciados no mestrado são líderes em tais grupos ou estão associados em
colaboração. Muitos dos temas ou problemas de pesquisa desses grupos estão em forte
articulação com as linhas de pesquisa do programa.
Assim, partir, também, dessas experiências para a construção dos projetos de
pesquisa pode ser um caminho bem interessante. Abaixo, estão os grupos de pesquisa
cadastrados no diretório de grupos de pesquisa do CNPq, aos quais os professores da
FDRP fazem parte como líderes:
Nome do grupo Líder
A Dimensão Ético-Moral e o Direito Rubens Beçak
A transformação do Direito do Trabalho na sociedade pós- Jair Aparecido Cardoso
moderna e seus reflexos no mundo do trabalho
Chinese-Brazilian Studies: business and society Eduardo Saad Diniz
GEMTE-BRASIL – Grupo de Estudos Migratórios e Direitos do Cynthia Soares Carneiro
Trabalhador Estrangeiro no Brasil
DIPSIN – Grupo de pesquisa em Direito, Psicologia e Sérgio Nojiri
Neurociência
Grupo de Estudo e Pesquisa em Sociologia do Direito e Direitos Márcio Henrique Pereira
Socioambientais Ponzilacqua
Grupo de Estudos Carcerários Aplicados da USP Claudio do Prado Amaral
Grupo de Estudos sobre Internacionalização das Normas Maria Hemília Fonseca
Trabalhistas (GEINT)
Grupo de Pesquisa de Direito Administrativo (GDA) Thiago Marrara
Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Fabiana Cristina Severi
Desigualdades
Grupo de Pesquisa Inovação, Gestão e Sociedade Eduardo Saad Diniz
Violação de direitos humanos no âmbito corporativo Eduardo Saad Diniz
2.3 Palavras-chave da produção docente e discente.

As palavras-chave ou descritores são elementos que facilitam a indexação dos


trabalhos acadêmicos nos sistemas de busca online. Assim, indivíduos interessados no
assunto podem ter acesso facilitado, desde que as palavras-chave expressem de forma
significativa o conteúdo da pesquisa. O mais importante é que as palavras-chave tenham
ligação direta com os temas centrais da investigação.
Para tentar mapear possíveis relações entre pesquisas de docentes e discentes do
nosso programa e, assim, favorecer o processo de reelaboração dos projetos de pesquisa,
fizemos uma análise das palavras-chave indicadas nas dissertações defendidas junto ao
programa até o momento e aquelas indicadas pelos próprios docentes em levantamento
feito pela Comissão de Pesquisa da Unidade.
Pela análise das palavras-chave das dissertações defendidas não encontramos
relações significativas. Aliás, o que encontramos foi uma diversificação muito ampla de
palavras-chave. Dos 65 trabalhos que tiveram suas palavras-chave analisadas,
obtivemos um conjunto de 698 palavras. Desse total, 421 palavras eram distintas entre
si. A palavra mais recorrente nessa amostra foi “direito”, com 3% de frequência em
relação às demais.
No caso da análise das palavras-chave do conjunto disponibilizado pela CCEx
(217 palavras), as palavras com maior recorrência foram: internacional (5 ocorrências),
contratos (4 ocorrências) e democracia (3 ocorrências). São 139 palavras distintas entre
si no conjunto total. Mas apesar da ampla diversidade, tentamos fazer uma análise de
relação temática, considerando as palavras-chave do grupo dos termos indicados pelos
docentes, organizando-as a partir de 4 eixos, que poderiam sugerir algum tipo de
proximidade possível para o início dos trabalhos de organização dos projetos de
pesquisa.
Eixos Palavras-chave
1 Ambiente. Sustentabilidade. Urbanístico. Política Agrícola. Trabalho. Agronegócio. Políticas
socioambientais. Cidades. Minorias. Recursos Naturais.
2 Desigualdades. Acesso à justiça. Judicialização. Trabalho. Processo. Discriminação. Tutela.
Sociologia. Minorias. Litigiosidade. Movimentos sociais. Trabalho. Igualdade.
3 Teorias da Justiça. Dignidade. Teorias da Decisão Judicial. Hermenêutica. Religião.
Dignidade Humana. Democracia. Ética. Igualdade.
4 Concorrência. Corrupção. Comércio Internacional. Empresas. Sociedades. Cooperativa.
Corrupção. Investimento. Cooperativa. Concentrações. Infrações econômicas.

A análise das palavras-chave, apesar de ter sido realizada com foco na


organização dos projetos de pesquisa, nos permitiu identificar outro desafio importante
par ao programa: melhorar a disponibilização dos “elementos importantes para
recuperação da informação” dos trabalhos acadêmicos vinculados ao programa.
O título, o resumo e as palavras-chave são os 3 elementos importantes para
recuperação da informação em trabalhos acadêmicos. A maioria dos mecanismos de
busca usará os termos encontrados no título, no resumo e na lista de palavras-chave para
decidir se/e quando exibir o trabalho para leitores interessados. Também é uma
importante fonte para que os bibliotecários façam a indexação dos trabalhos acadêmicos
de forma mais eficiente nos catálogos bibliográficos e nas Bibliotecas Digitais.
Sendo os resumos importantes para recuperação da informação, pois deve ajudar
o leitor a decidir se há interesse em ler a pesquisa, sugere-se a adoção da ABNT/NBR
6028:2003 que é específica para resumos. Nessa norma, há sugestões de linguagem a
ser adotada, informações relevantes e extensão média do texto do resumo.
Palavras-chave ou descritores são elementos que facilitam a indexação dos
trabalhos acadêmicos nos sistemas de busca online. Assim, indivíduos interessados no
assunto podem ter acesso facilitado, desde que as palavras-chave expressem de forma
significativa o conteúdo da pesquisa. O mais importante é que as palavras-chave tenham
ligação direta com os temas centrais da investigação.
Para se determinar esses termos, iremos sugerir a docentes e discentes: a) Listar
os termos que mais se repetem no texto; b) Acrescentar termos adicionais que possam
ser considerados como sinônimos, ou variantes do termo; c) acrescentar abreviaturas
comuns de termos, por exemplo, Supremo Tribunal Federal (STF); d) verificar se a lista
de termos garante que todos os principais temas do trabalho foram contemplados; e e)
fazer testes, digitando as palavras-chave do seu trabalho em algum mecanismo de busca
e verificando se os resultados que aparecem correspondem ao assunto de seu trabalho.
Isso ajudará a determinar se as palavras-chave escolhidas são adequadas para o tema do
trabalho.
A CCP, em conjunto com outras comissões da Unidade, realizará um trabalho,
ainda neste semestre, de ajuda técnica a docentes e discentes do programa para a
melhoria do uso de tais elementos e, também, das regras de normalização acadêmica.
2.4 Ficha modelo para inscrição dos novos projetos

Como dissemos, apesar de trazermos alguns dados que possam facilitar tal
processo de organização dos projetos, a concretização desse objetivo depende da
participação ativa dos docentes do programa. Assim, nossa ideia é conduzir tal processo
de modo a garantia a autonomia de cada grupo para a construção dos 4 projetos,
indicando apenas parâmetros para sua uniformização e adequação aos objetivos do
programa.
Abaixo, segue uma sugestão de ficha modelo para a construção dos projetos de
pesquisa:
Projeto de Pesquisa – Ficha Modelo
Título do projeto
Palavras-chave
Descrição da proposta
Pesquisadores/as envolvidos/as
Objetivos da proposta (internos e externos ao programa):
a) Pesquisa
b) Ensino
c) Extensão
d) Inserção social
e) Mobilidade/internacionalização
Impactos esperados

Produtos esperados
(artigos, livros, capítulos, material didático, bolsas, número de discentes
envolvidos, trabalhos em congressos, convênios etc.)
Docente coordenador/a
Cronograma de execução

A proposta é que até dia 30 de setembro de 2018 tenhamos finalizado tal


redefinição.
3. Planos de ensino das disciplinas do mestrado, exclusão de
disciplinas e inclusão de novas

A ficha de avaliação CAPES indica como MUITO BOM o oferecimento, no


quadriênio, de todas as disciplinas previstas no Programa e a participação de todos os
docentes credenciados em sua oferta. Além disso, as disciplinas devem ter seus
conteúdos e bibliografia constantemente atualizados e compatíveis com os objetivos das
linhas de pesquisa.
As disciplinas também são contextos importantes para que os indicadores de
mobilidade e de articulação entre graduação e pós-graduação possam ser avaliados. A
interação entre dois ou mais docentes do programa em uma mesma disciplina é uma
oportunidade para a melhoria das oportunidades de interação entre projetos de pesquisa.
Por fim, a manutenção de uma regularidade na oferta das disciplinas é desejável, pois
garante melhor organização didática tanto de docentes, quanto de discentes internos e
externos ao programa.
Considerando a oferta das disciplinas no nosso programa nos últimos anos, um
primeiro aspecto diz respeito à frequência semestral. Há um conjunto expressivo de
disciplinas que não foram oferecidas nenhuma vez. Talvez isso seja um ponto
importante para que a CPG possa avaliar a conveniência dessas disciplinas
permanecerem no programa.

Sigla Nome da disciplina Frequência Responsáveis


Maria Hemilia
DRP5001 - 1 Direito, Ciência e Método 4
Jonathan
DRP5003 - 1 Teorias da Justiça 7 Nuno e Nojiri

DRP5002 - 1 Direito e Desenvolvimento 4 Gustavo Assed. Flavia


Migrações Internacionais: Contribuição ao
DRP6017 - 1 4 Cynthia Carneiro
Desenvolvimento
Tutela Jurisdicional no Estado Democrático de
Claudio. Camilo.
DRP6011 - 1 Direito: Legitimidade e Efetividade dos Direitos 4
Cerezzo
Fundamentais
A Transformação das Relações de Trabalho na
DRP6021 - 1 Pós-Modernidade e a Efetivação dos Direitos 3 Jair Cardoso
Humanos
Diálogos sobre a Docência no Ensino Superior: Guilherme. Gustavo
DRP6018 - 1 3
Teoria e Prática Assed
Extrafiscalidade: Aspectos Jurídicos da
DRP6006 - 1 Tributação como Instrumento para o 3 Guilherme
Desenvolvimento Socioeconômico Nacional
Grupos Societários, Concentração Econômica e Gustavo Diniz
DRP6007 - 1 3
Responsabilidade Juliana

Participação Democrática e os Desafios


DRP6010 - 1 3 Beçak Marrara
Distributivos do Estado Social

Administração Pública, Direito e


DRP6019 - 1 2 Raul Marrara
Desenvolvimento

DRP6009 - 1 Direitos Humanos e Movimentos Sociais 2 Fabiana. Cynthia

Direitos Socioambientais: Desafios ao


DRP6015 - 1 2 Marcio. Flavia
Ordenamento Jurídico e às Políticas Públicas

Modernidade, Estado e Sociedade


DRP6016 - 1 2 Jonathan. Eduardo
Contemporânea

DRP6013 - 1 Pesquisa Empírica em Direito 2 Paulo. Nojiri

Teoria da Decisão Judicial: Aspectos Jurídicos,


DRP6008 - 1 2 Cristina. Nojiri. Nuno
Políticos e Sociais

Bens Públicos, Infraestruturas e Recursos


DRP6023 - 1 1 Raul. Marrara. Marcio
Naturais

Diálogos sobre a Docência no Ensino Superior: Guilherme. Gustavo


DRP6018 - 2 1
Teoria e Prática Assed

DRP6020 - 1 Estatuto da Cidade e Políticas Urbanísticas 1 Raul. Marrara

DRP6005 - 1 Marcos Jurídicos das Energias Renováveis 1 Flavia

Modelos e Figuras em Análise Econômica do


DRP6001 - 1 1 Luciano
Direito

Educação Jurídica: Contornos Epistemológicos


DRP6004 - 1 0 Nuno
e Político-Institucionais

Eficiência na Prestação do Serviço Público


DRP6014 - 1 0 Paulo. Gajardoni
Judicial

Estado e Concorrência: Intervenção,


DRP6022 - 1 0 Raul. Marrara. Juliana
Contratação e Regulação

DRP6002 - 1 Federalismo Fiscal e Direitos Humanos 0 Heleno. Ana Carla

Teorias Contemporâneas do Estado e Direitos


DRP6012 - 1 0 Fabiana
Fundamentais

DRP6003 - 1 Trabalho Decente e Sustentabilidade 0 Maria Hemilia

Levantamento realizado em: 9/5/2018


Considerando os dados sobre a participação dos docentes credenciados,
percebemos, também, que a maioria dos docentes (mas não a totalidade), ofereceu
disciplinas, seja de modo isolado ou em articulação com outros docentes do programa.
Houve experiências pontuais de disciplinas oferecidas de modo articulado à graduação e
de disciplinas com participação de professores colaboradores. A Tabela abaixo
apresenta o código das disciplinas que foram ministradas por docentes do programa, de
modo isolado (verde) ou em parceria (azul), por semestre e com o número de discentes
matriculados em cada uma delas (número ao final do código).

2º 1º 2º 1º 2º 1º 2º 1º
Ministrante sem/20 sem/20 sem/20 sem/20 sem/20 sem/20 sem/20 sem/20
14 15 15 16 16 17 17 18
DRP50
Ana Carla Bliacheriene
01 - 29
Benedito Cerezzo Pereira DRP60 DRP60 DRP60
Filho 11- 17 11- 9 11- 7
DRP60
Camilo Zufelato
11- 5
DRP60
Claudio do Prado Amaral
11- 10
Cristina Godoy Bernardo de
Oliveira
DRP60 DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Cynthia Soares Carneiro
17- 6 17 - 7 17- 7 17- 22 09- 10
DRP60
Eduardo Saad Diniz
16- 23
DRP60 DRP50 DRP60 DRP60
Fabiana Cristina Severi
09 - 11 01- 39 09- 21 09- 10
DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Flavia Trentini
18- 14 1832 05- 8 15 - 5
Guilherme Adolfo dos DRP60 DRP60 DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Santos Mendes 06 - 7 06 - 3 18: - 23 06 - 9 18- 27 06 - 9
DRP50
DRP50 DRP50 02- 36 / DRP50 DRP60 DRP50
Gustavo Assed Ferreira
02- 31 02- 37 DRP60 02- 5 18 - 27 02- 14
18 - 23
DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Gustavo Saad Diniz
07- 8 07- 4 07- 13 07- 9
DRP60 DRP60 DRP60
Jair Aparecido Cardoso
21- 12 21- 5 21- 11
DRP50
Jonathan Hernandes DRP60 DRP60
01 - 1-
Marcantonio 16- 7 16- 23
29
DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Juliana Oliveira Domingues
07- 8 07 - 4 07- 13 07- 9
Luciano de Camargo DRP60
Penteado 01- 7
Marcio Henrique Pereira DRP60 DRP60
Ponzilacqua 15- 4 15- 7
DRP50 DRP50 DRP50
Maria Hemilia Fonseca
01 - 1- 01 - 1- 01 – 1 -
29 34 40
Nuno Manuel Morgadinho DRP50 DRP60 DRP60 DRP50 DRP50 DRP50
dos Santos Coelho 03- 25 08 - 14 18- 32 03- 16 03- 15 03- 18
Paulo Eduardo Alves da DRP60 DRP60 DRP60
Silva 13 - 13 13- 11 13- 8
Raul Miguel Freitas de DRP60 DRP60 DRP60
Oliveira 19- 21 20- 9 23 - 23
DRP60 DRP60 DRP60
Rubens Beçak
10- 11 10- 11 10 - 6
DRP50 DRP50 DRP50 DRP50 DRP60 DRP60
Sérgio Nojiri
03- 9 03- 19 03- 16 03- 23 08 - 20 13- 8
DRP60 DRP60 DRP60 DRP60
Thiago Marrara de Matos
19- 21 199 23- 23 19- 6

De modo geral, no quadriênio, tivemos a quase totalidade de docentes


permanentes do programa ministrando disciplinas, de modo individual ou em regência
conjunta. Todavia, não tivemos a participação de docentes colaboradores do programa
na oferta de disciplinas. Com isso, nosso percentual de docentes do programa
(colaboradores ou permanentes) que ministraram disciplinas no quadriênio fica próximo
a 80%. Esse valor ainda está dentro do conceito MUITO BOM da CAPES.
Também percebemos que as ofertas das disciplinas, em sua maioria, não seguem
uma padronização em termos de frequência por semestre. Isso se deve a fatores variados
como: licenças de docentes no semestre, interrupção do vínculo do docente responsável
pela disciplina com o programa (Profs. Ana Carla, Luciano e Nuno), tipo de regime de
trabalho e, eventualmente, sobrecarga de atividades do docente na graduação ou em
outras atividades na Unidade.
Algumas das disciplinas tiveram interação com a graduação, o que é bastante
positivo para efeito de integração dos dois cursos. É o caso, por exemplo, da disciplina
Pesquisa Empírica em Direito.
Um dado bastante positivo é que, apesar de algumas disciplinas não terem sido
ofertadas e nem todos os docentes terem mantido uma frequência na oferta de
disciplinas, podemos perceber um aumento geral da oferta de disciplinas nos semestres,
com um leve aumento, também, no número de disciplinas ofertadas por dois ou mais
docentes do programa. É o que está representado no gráfico abaixo:
Considerando, então, tais dados, elencamos desafios para o próximo biênio:

1 Rever disciplinas, retirando as não oferecidas e, eventualmente, inserir novas disciplinas.


Considerar critérios CAPES e USP, além das experiências do próprio programa que
foram exitosas em termos de abordagem didático-pedagógica ou de avaliação discente.
2. Aumentar as oportunidades de interação entre docentes internos e externos no contexto
das disciplinas em uma razão que não comprometa a capacidade do próprio corpo
docente do programa em garantir a oferta da totalidade das disciplinas previstas
3 Aumentar a interação entre disciplinas e projetos pedagógicos da graduação e da pós-
graduação

Para a redefinição e atualização das disciplinas, recomendamos que os temas


abordados mantenham consistência com as linhas de pesquisa e com a área de
concentração do programa, cobrindo, tematicamente as linhas e área. Devemos evitar a
inclusão de disciplinas meramente informativas, características de cursos de
especialização ou de graduação. É recomendável que algumas disciplinas sejam
estruturadas no formato de seminários de pesquisa e que elas garantam oportunidades de
intenso debate sobre os projetos de pesquisa em execução dos discentes do programa e
de escrita acadêmica.
4. Credenciamento e recredenciamento de docentes
permanentes e colaboradores

Ao final de 2018 é o prazo de vencimento dos credenciamentos da maioria dos


docentes do Programa4.
Para que possamos viabilizar um debate público, aberto e construído a partir de
parâmetros previamente definidos, buscamos reunir aqui os parâmetros normativos já
existentes na FDRP para credenciamento e recredenciamento de docentes, traçar, a
partir de tais normativas, perfis de docentes adequados aos objetivos do programa e
disponibilizar ferramenta para que a organização dos dados sobre tal perfil possa ser
feita de modo adequado.
O prazo para que a Comissão de Pós-Graduação da FDRP possa encaminhar os
pedidos de recredenciamento à Pró-reitora de Pós-Graduação da USP é dezembro de
2018. Há, também, uma lista de pedidos de novos credenciamentos feitos por docentes
da FDRP e de outras unidades do campus, no aguardo de análise.

4.1 Parâmetros normativos FDRP para credenciamento de docentes no


programa
De acordo com a Resolução CoPGr nº 7353/2017, o credenciamento de um
orientador no Programa de Mestrado da FDRP será baseado em seu desempenho
científico. Ele deverá demonstrar sua capacidade de “conduzir um projeto de pesquisa e
gerar publicações em periódicos com arbitragem. Será considerada sua participação em
congressos e estágios de pós-doutorado. A coordenação e a participação do docente em
projetos de pesquisa serão valorizadas”.
No primeiro credenciamento, o docente deverá apresentar, entre outras coisas5:
“nos últimos 3 (três) anos, pontuação mínima de produção científica compatível com o

4
Conforme o Regimento de Pós-Graduação, "A cada cinco anos, os Programas e suas áreas de
concentração deverão apresentar o conjunto atualizado de suas disciplinas à CPG para fins de
recredenciamento.". Como não temos autonomia, ainda precisaremos da aprovação da Câmara Curricular
da PRPG, conforme o roteiro que te entreguei para análise da proposta de disciplina do Prof. Márcio.
Veja no anexo, a lista de nossas disciplinas com o prazo de credenciamento. O credenciamento dos
orientadores expira em 17/12/2018, com exceção do Prof. Eduardo, que acabou de ser credenciado. O
prazo dele terminará em 25/04/2022.
5
Com relação aos critérios de credenciamento e recredenciamento de orientadores, eis o que diz nosso
atual Regulamento (também disponível em http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-copgr-7353-
de-08-de-junho-de-2017): "XI – ORIENTADORES E COORIENTADORES XI.1 A decisão sobre o
critério MUITO BOM de avaliação do corpo docente de programas de mestrado, de
acordo com os critérios da CAPES, indicados pelo Comitê de Área. A CCP deverá
divulgar anualmente a pontuação mínima exigida para todo o período abarcado”.
Para os demais credenciamentos, “o docente deverá apresentar nos últimos 5
(cinco) anos e, cumulativamente, no último período de avaliação da CAPES, pontuação
mínima de produção científica compatível com o critério MUITO BOM de avaliação do
corpo docente de programas de mestrado, de acordo com os critérios da CAPES,
indicados pelo Comitê de Área. A CCP deverá divulgar anualmente a pontuação
mínima exigida para todo o período abarcado.
Formalmente, a CCP e a CPG da Unidade não disponibilizaram, nos anos
anteriores, ofício ou documento com a pontuação mínima exigida para o período
abarcado. Todavia, como a resolução citada faz referência ao conceito MUITO BOM de
produção científica, tomaremos a ficha de avaliação CAPES como referência principal
para a construção dos parâmetros para o credenciamento e recredenciamento de
docentes no programa.
É importante ressaltar que não podemos considerar produção acadêmica e
produção intelectual como termos sinônimos e, assim, considerar que o credenciamento
de docentes esteja atrelada, apenas aos parâmetros CAPES de produção intelectual. Essa
dimensão é fundamental, haja vista a análise acima apontada no presente relatório sobre
o desempenho do programa no quadriênio passado. Mas é importante construirmos
parâmetros que possam avaliar a produção acadêmica de modo global de cada docente,
considerando todas as atividades possíveis de serem por ele realizadas no período de
credenciamento e que são valorizadas no programa e nas avaliações CAPES e USP.
Assim, tomando como parâmetro as fichas de avaliação CAPES e USP, bem
como os objetivos do nosso programa, previstos em seu Projeto Pedagógico,

credenciamento de um orientador será baseada em seu desempenho científico. O docente será avaliado
por sua capacidade comprovada de conduzir um projeto de pesquisa e gerar publicações em periódicos
com arbitragem. Será considerada sua participação em congressos e estágios de pós-doutorado. A
coordenação e a participação do docente em projetos de pesquisa serão valorizadas. XI.2 Para o primeiro
credenciamento como orientador pleno, o docente deverá apresentar: a) nos últimos 3 (três) anos,
pontuação mínima de produção científica compatível com o critério “muito bom” de avaliação do corpo
docente de programas de mestrado, de acordo com os critérios da CAPES, indicados pelo Comitê de
Área. A CCP deverá divulgar anualmente a pontuação mínima exigida para todo o período abarcado; b)
projeto de pesquisa aderente à área, a uma das linhas e a um dos projetos de pesquisa do programa; c)
proposta de disciplina aderente ao projeto de pesquisa apresentado. XI.3 Para os demais credenciamentos
como orientador pleno, o docente deverá apresentar nos últimos 5 (cinco) anos e, cumulativamente, no
último período de avaliação da CAPES, pontuação mínima de produção científica compatível com o
critério “muito bom” de avaliação do corpo docente de programas de mestrado, de acordo com os
critérios da CAPES, indicados pelo Comitê de Área. A CCP deverá divulgar anualmente a pontuação
mínima exigida para todo o período abarcado.
construímos a tabela abaixo com vários itens que podem ser preenchidos por cada
docente nos pedidos de credenciamento e de recredenciamento para que a CPG e CCP
possam avaliar a contribuição global do docente ao programa.
NOME

1. Dados gerais

1.1 Linha de pesquisa


1.2 Projeto de pesquisa do Programa
1.3 Tempo de titulação
1.4 Vinculo com outros programas
2. Contribuições ao Programa 2014 2015 2016 2017 2018 2019
2.1 Disciplinas oferecidas no mestrado
2.2 Vagas oferecidas
2.3 Orientações efetivamente concluídas no mestrado
2.4 Organização de atividades científico-acadêmicas
2.5 Fomentos obtidos de agências externas à USP
2.6 Fomentos obtidos da USP (itens da regulamentação CPG)
2.7 Participação em grupos de pesquisa registrados no CNPq
2.8 Orientações de IC ligadas à proposta do Programa
2.9 Orientação de TCC
2.10 Supervisão de POSDOC
2.11 Realização de POSDOC
2.9 Disciplinas ministradas na graduação ligadas à proposta do
Programa
2.10 Bolsa Produtividade CNPq
3. Produção acadêmica
3.1 Artigos publicados em revistas de estratos A1 e A2
3.2 Artigos publicados em revistas nos demais estratos
3.3 Capítulos de livros e livros publicados
3.4 Livros publicados
3.5 Livros organizados
3.6 Produção técnica
3.7 Produção com discente ou egresso do Programa
3.8 Produção com discente da graduação
4. Inserção social e Internacionalização
4.1 Atividades de cooperação com docentes do programa
4.2 Publicações conjuntas com docentes de outros programas
4.3 Desenvolvimento de projetos de pesquisa conjuntos com
outros programas
4.4 Co orientação de teses e dissertações
4.5 Realização de cursos em parceria com outros programas
4.6 Realização de eventos em conjunto (simpósios, congressos,
oficinas etc.)
4.7 Projetos desenvolvidos em parceria com instituições
públicas ou privadas
4.8 Projetos de cooperação entre programas, financiados por
organismos oficiais
4.9 Projetos aprovados em programas internacionais, que
possibilitem mobilidade
4.10 Resultados sociais das atividades acadêmicas realizadas
junto ao programa
4.11 Formação de recursos humanos
4.12 Produção de obras relevantes, de circulação nacional e/ou
internacional
4.13 Realização de atividades de extensão

Além disso, em relação à produção intelectual, considerando os critérios do


conceito MUITO BOM (previsto em nossas normativas de programa como critérios
mínimos a serem preenchidos para credenciamento no programa) construímos três
perfis de docentes que podem ser indicados como perfis esperados no programa.

Perfil Descrição
Perfil 1 - Docente com produção anual média de 300 pontos, com ao menos 3 artigos científicos no
quadriênio, publicados em revistas de estrato A1 ou A2.
- Previsão de 12 itens anuais de produção técnica ou relevante.
- Colaboração com o programa em outros indicadores previstos na ficha de avaliação da
produção acadêmica global.
Perfil 2 - Docente com produção mínima de 150 pontos por ano e, ao menos, 1 artigo científico no
quadriênio, publicado em revista de estrato A1 ou A2.
- Previsão de 12 itens anuais de produção técnica ou relevante.
- Colaboração com o programa em outros indicadores previstos na ficha de avaliação da
produção acadêmica global.
Perfil 3 - Docentes que estão um pouco abaixo dos critérios mínimos de produção do perfil 2, mas
que mantêm intensa colaboração com o programa em outros indicadores previstos na ficha
de avaliação da produção acadêmica global.
- Previsão de 12 itens anuais de produção técnica ou relevante.
- Intensa colaboração com o programa em outros indicadores previstos na ficha de
avaliação da produção acadêmica global.

É importante considerar que o perfil 3 não representa um perfil ruim ou médio,


mas uma referência que permite conciliar os critérios de avaliação CAPES e USP com a
realidade da atividade acadêmica e profissional de docentes USP, sobretudo aqueles em
regime de dedicação integral à docência e à pesquisa. Manter uma alta produtividade de
modo homogêneo, anualmente, é, por vezes, incompatível com atividades que
demandam dedicação de maior fôlego voltadas a resultados de maior impacto (Projetos
com financiamento externo, ou voltados à produção de impactos em políticas públicas
etc.).
Da mesma forma, o docente USP, por vezes, durante o período de
credenciamento no programa pode ter períodos de licença prêmio, de licença
maternidade, de licenças para pesquisas/docência em outras universidades, para
atividades em outros órgãos dos poderes públicos, para atividades administrativas na
própria USP etc. Ainda, por se tratar de Unidade relativamente nova na USP, o perfil 3
permite que docentes em início de carreira ou em elaboração de teses para progressão na
carreira (livre-docência ou titularidade) possam compatibilizar as exigências do
programa com as exigências com outros ritmos de trabalho, quem também podem trazer
impactos positivos para o programa em médio prazo.
Os três perfis, apesar de tomarem como parâmetro a ficha de avaliação CAPES
não podem desconsiderar as críticas possíveis aos impactos negativos que uma política
focada no produtivismo “numérico” podem trazer para a conquista da excelência
acadêmica, para que a universidade pública possa cumprir com suas funções sociais e
para as outras atividades fundamentais da universidade (ensino e extensão). Não
queremos compactuar com um modelo de incentivo a carreiras docentes que privilegiem
publicações altamente especializadas, mas que, no fim das contas, não interessam a
ninguém e nada digam à sociedade, apenas em razão da obtenção de pontos CAPES.
Todavia, os dados que buscamos organizar aqui explicitam desafios que, além de
dialogarem com os parâmetros CAPES, estão relacionados ao próprio fortalecimento
dos objetivos institucionais e sociais do programa de mestrado da FDRP. Por
considerações qualitativas, ou por aspectos quantitativos, nosso propósito foi
argumentar que nossos desafios são enormes nesse próximo período.
A perspectiva é que tais perfis possam ser aprovados o mais breve possível para
que possam servir de parâmetro para os próximos credenciamentos e para a análise dos
pedidos de novos credenciamentos já submetidos.
5. Políticas de acompanhamento de egressos, de
comunicação/visibilidade e de mobilidade (nacional e
internacional) de docentes e discentes

5.1 Política de acompanhamento de egressos

A política de acompanhamento de egressos nos permite dispor de ferramentas de


avaliação sobre o impacto da formação dos profissionais para as profissões acadêmicas
e jurídicas, avaliar o desempenho institucional do programa ao acompanhar a situação
profissional dos ex-alunos, construir e manter um banco de dados sobre os egressos
possibilitando para a comunicação permanente e estreito vinculo institucional, divulgar
a inserção dos alunos formados em atividades profissionais, detectar as áreas de atuação
prevalentes, identificar os setores que mais absorvem os profissionais formados no
programa e identificar o grau de compatibilidade entre sua formação e as demandas da
sociedade.
Buscaremos construir, nos primeiros meses do segundo semestre de 2018, uma
política de acompanhamento de egressos, baseada, sobretudo, na manutenção de um
instrumento eletrônico disponibilizado para acesso na página eletrônica da FDRP. Todo
o conjunto de egressos receberão um convite por e-mail para acessarem o site da
instituição, realizarem seu cadastro e preencherem o questionário se desejarem. Os
dados são organizados por meio de ferramentas de estatística descritiva, analisados pela
própria CCP periodicamente e divulgado na Unidade, com regularidade anual.

5.3 Política de visibilidade e comunicação

Já existe, na Unidade, um conjunto de estratégias e ferramentas de comunicação,


que têm garantido ótima visibilidade às ações e cursos da FDRP. Nosso propósito, aqui,
é utilizar tal conjunto de modo mais intensificado, criando estratégias adequadas às
características do mestrado.
Uma primeira proposta é tornar os dados da página WEB sobre o programa mais
completos e dinâmicos, sobretudo em relação às notícias sobre atividades das quais
participam docentes do programa, em andamento ou previstas, e sobre egressos do
programa. Na página, também será inserido novos conteúdos como: acompanhamento
de egressos, agenda de defesa de bancas, dados de produção acadêmica do programa
etc.
Outra estratégia é criar um boletim virtual, formado por textos em estilos
jornalístico, de resenhas, de ensaios ou de entrevistas, com conteúdos derivados das
atividades de pesquisa e inserção social realizadas no âmbito do programa. A
possibilidade de vídeos no boletim está sob análise da CCP.
Por fim, uma terceira estratégia é a criação de uma campanha permanente nas
redes sociais da FDRP (Facebook e Instagram) com conteúdos de difusão de
conhecimento gerado pelo programa, informações sobre oportunidades acadêmicas ou
profissionais.

5.4 Política de mobilidade (nacional e internacional) de docentes e discentes


do programa.
A FDRP mantém indicadores bastante elevados de mobilidade internacional
discente de graduação em direito e bem significativo de mobilidade internacional
docente. A mobilidade de discentes de mestrado, nacional e internacional, ainda é um
desafio para o programa. Nossa perspectiva é realizar um estudo junto às comissões da
Unidade para ampliar a divulgação das oportunidades junto aos discentes do programa,
bem como ampliar os convênios entre a FDRP e universidades nacionais e estrangeiras.
Tal estudo ainda está em fase inicial de elaboração.