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 ABA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ACUPUNTURA

LATO SENSU EM ACUPUNTURA

PULSOLOGIA

ISABEL DE SOUSA SILVA

FORTALEZA - CE
2016
 ABA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ACUPUNTURA

LATO SENSU EM ACUPUNTURA

PULSOLOGIA

ISABEL DE SOUSA SILVA

Trabalho apresentado a Associação Brasileira


de Acupuntura como avaliação parcial para
obtenção de nota parcial, sob a orientação do
Profa. Maria Betânia Almeida de Brito
Andrade.

FORTALEZA - CE
2016
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 5
I CONCEITO.............................................................................................................................. 6
II LOCALIZAÇÃO DOS PULSOS ........................................................................................... 6
III APLICAÇÃO DA TÉCNICA ............................................................................................... 9
IV TIPOS DE PULSOS ............................................................................................................ 10
IV. 1 Quatro pincipais sensações de pulsos .......................................................................... 10
IV. 2 Os 28 pulsos patologicos ............................................................................................. 11
IV. 3 Bing mai: os pulsos nas doenças – descrição .............................................................. 12
IV. 4 Os pulsos nos problemas emocionais .......................................................................... 13
IV . 5 Os pulsos e as quatro estações .................................................................................... 13
V – LIMITAÇÃOES NO DIAGNOSTICO PELO PULSO .................................................... 14
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 15
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Os pontos radiais...........................................................................................7

Figura 2 - Os pontos radiais nas estações......................................................................14


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Localização do pulso.....................................................................................6


Tabela 2 - As nove regiões do pulso segundo o simple question..............................................7
Tabela 3 - Posição dos pulsos e os órgãos................................................................................8
Tabela 4 - Correspondência Zang Fu/ níveis ..........................................................................8
Tabela 5 - Os pulsos radiais e os órgãos............................................................................8
Tabela 6 - Pressão nos níveis e o significado clínico......................................................10
Tabela 7 - Atributos de um pulso normal.................................................................................10
Tabela 7.1 - Classificação dos pulsos............................................................................11
Tabela 7.2 - Classificação dos vinte e oito pulsos patológicos..........................................11
Tabela 7.3 - O pulso nos problemas emocionais...............................................................13
Tabela 7.4 - O pulso e as quatro estações......................................................................14
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INTRODUÇÃO
A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) se utiliza de diferentes métodos para
avaliar a condição energética dos pacientes, realizar diagnostico, dentre estes meios está a
verificação dos pulsos radias. A técnica também é conhecida como pulsologia.
A pulsologia é uma técnica milenar e através dela é possível perceber
desajustes energéticos, caso existam, nos doze meridianos principais. Para cada meridiano
existe uma lateralidade, localização e profundidade estabelecida.
Para conseguir realizar o diagnóstico utilizando este método são necessárias
muita prática e sensibilidade, além, evidentemente, do estudo teórico acerca das
características dos pulsos.
Neste trabalho será apresentado um referencial teórico de alguns autores que
abordam a pulsologia em suas obras. O intuito é tão somente expor as diversas opiniões e
demonstrar a importância da tomada de pulso na MTC.
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I CONCEITO
O exame pelo pulso é um tipo de diagnostico por palpação, através dele é
possível perceber o estágio do adoecimento no individuo. (AUTEROCHE E NAVAILH,
1992). O pulso permite uma imagem do corpo integralmente, possibilitando saber o estado do
Qi e do sangue, dos órgãos Yin e Yang e todas as partes do corpo. Nenhuma outra forma de
manifestação que seja tida como meio diagnostico permite tal feito. No entanto, constitui uma
das mais difíceis artes dentro da MTC, é necessário desenvolver uma habilidade bastante
singular a fim de realiza-la. (MACIOCIA, 2006).
De acordo com Flaws (2005), o exame dos pulsos é uma das principais formas
de verificar os padrões de adoecimento, e consiste na sensação dos pulsos nas artérias radiais
do processo estiloide dos pulsos esquerdo e direito. Ao local de tomada dos pulsos os chineses
denominam cun kou ou abertura do polegar, e representam o fluxo de Qi, sangue e fluidos
corporais do corpo.
Hicks (2007) cita como principais características possíveis de observar pelo
pulso: nível de Qi em um órgão/elemento, deficiência ou excesso dos Zang Fu, presença de
bloqueios energéticos e avaliação de mudanças no Qi durante e após o tratamento ministrado.
Morant (1990 assim diz: “O conhecimento dos pulsos é absolutamente
indispensável para a prática da verdadeira acupuntura, que age sobre o enfermo e não se
concentra em aplicar fórmulas decoradas.”
Já segundo Sussmann (1975), se a tomada do pulso for feita corretamente, de
forma hábil, é possível saber de imediato onde e como aplicar as agulhas de acupuntura, no
entanto ele faz a ressalva de que de acordo com a tradição milenar, não se deve confiar
unicamente co exame do pulso, apesar dele constituir parte importante e indispensável, as
outras técnicas precisam ser aliadas, como anamnese e a palpação por exemplo.
II LOCALIZAÇÃO DOS PULSOS
São considerados nove regiões ou pontos de observação dos pulsos, tais regiões
correspondem aos níveis Céu, Terra e Homem, cada um nas posições superior, média e
inferior. (AUTEROCHE E NAVAILH, 1992).
TABELA1: Localização do pulso
REGIÃO CÉU TERRA HOMEM
SUPERIOR Shao Yang da perna: artéria Yang Ming da perna: artéria Shao Yang do braço: artéria
frontal facial temporal superior
MÉDIO Tai Yin do braço: artéria Yang Ming do braço: primeira Shao Yang do braço: artéria
radial interossea cúbito palmar
INFERIOR Jue Yin da perna: artéria Shao Yin da perna: artéria Tai Yin da perna: artéria crural
externa inferior tibial posterior
FONTE: AUTEROCHE E NAVAILH, 1992, p. 213.
7

Nas palavras de Maciocia (2006) tem-se que as nove regiões são artérias nas
quais se sente o pulso e o estado dos três aquecedores (superior, médio e inferior), cada região
é subdivida em três novas zonas: céu, terra e pessoa. Esta explicação pode ser observada na
tabela abaixo:
Tabela 2: As nove regiões do pulso segundo o simple questions
ORGÃO OU PARTE
ÁREA LOCALIZAÇÃO REGIÃO PONTO
LOCAL
Superior Taiyang Qi da cabeça
Superior Cabeça Média E3 Qi da boca
Inferior TA21 Qi dos ouvidos e olhos
Superior P8 Pulmões
Médio Mão Média IG4 Centro do tórax
Inferior C7 Coração
Superior F10 Fígado
Inferior Perna Media R3 Rins
Inferior BP11 Baço e estomago
FONTE: MACIOCIA, 2006, p. 354.

Cada pulso radial está divido em três regiões, a saber: central, exatamente na
altura da apófise radial; inferior, na base do polegar e superior, acima da apófise radial.
(MORANT, 1990).

Figura 1: Os pontos radiais


FONTE: SUSSMANN, 1975, p. 91.
8

Cada ponto radial faz correlação com determinado órgão ou víscera. Como se
pode perceber na tabela abaixo:
Tabela: 3 – Posições dos pulsos e os órgãos
BRAÇO ESQUERDO BRAÇO DIREITO
POSIÇÃO
Superficial Profundo Profundo Superficial
Distal Intestino delgado Coração Pulmão Intestino grosso
Medial Vesícula biliar Fígado Baço Estômago
Proximal Bexiga Rim Pericárdio Triplo aquecedor
FONTE: HICKS, 2007, p. 251.

As posições também são conhecidas por polegar (cun)/anterior, barreira


(guan)/médio e cubito ou pé (shi)/posterior. (FLAWS, 2005). Segundo Maciocia (2006), a
posição cun reflete as energias Yang, e as posições guan e shi, as energias Yin.

Tabela 4- Correspondência Zang Fu/níveis


LOCALIZAÇÃO ESQUERDA DIREITA
Polegar Intestino delgado/Coração Intestino grosso/Pulmão
Barreira Vesícula biliar/Fígado Estomago/Baço
Pé Bexiga/Rim Triplo aquecedor/ Pericárdio
FONTE: AUTEROCHE E NAVAILH, 1992, p. 215.

Morant (1990) apresenta uma diferenciação quanto a relação dos pontos dos
pulsos com os órgãos, tanto quanto ao nível, quanto a quantidade de posições, note-se na
tabela abaixo:
Tabela 5 – Os pulsos radias e os órgãos
LADO
POSIÇÃO NÍVEL
Esquerdo Direito
I Superficial Intestino delgado Intestino grosso
Intermediário Coração Pulmões
II Superficial Vesícula biliar Estômago
Intermediário Fígado Pâncreas
Profundo Baço
III Superficial Bexiga Triplo aquecedor
Intermediário Rins Circulação e sexualidade
Profundo Órgãos sexuais
IV Superficial Medula espinhal
Intermediário Cerebelo/ medula
Profundo Cérebro
FONTE: MORANT, 1990, p.91.
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III APLICAÇÃO DA TÉCNICA


Na realização da tomada de pulsos alguns aspectos são levados em
consideração, tais como: hora, posição correta do paciente e do profissional, idade do
paciente, e a constituição física do mesmo. O melhor horário para verificação dos pulsos é
pela manhã, pois o individuo ainda não está afetado pelo trabalho, refeições e emoções; o
posicionamento dos dedos do profissional deve se ajustar a compleição física do paciente, e
importante regular os dedos para que a polpa de cada dedo toque o pulso corretamente e assim
possa percebê-lo, levantando, pressionando, empurrando e deslizando. (MACIOCIA, 2006).
Na opinião de Sussmann (1975), primeiramente o profissional deve estabelecer
as diferenças sutis, caso existam, entre o pulso direito e esquerdo; em seguida deve comparar
os pulsos superficiais aos profundos, e por ultimo, deve observar as sensações obtidas nos
níveis I e III. A partir dessas informações é possível avaliar a polaridade (yin/yang)
predominante no paciente, o próximo passo é avaliar cada ponto e perceber o excesso ou
insuficiência em cada meridiano, nesta etapa é necessária maior atenção e habilidade, dada a
sutileza dos pulsos.
Ao se tomar o pulso, o paciente deve estar sentado, com os braços a frente do
corpo apoiados em uma superfície e na altura do coração. As palmas devem estar em posição
supino e o punho relaxado. (AUTEROCHE E NAVAILH, 1992).

Flaws (2006) faz a seguinte explicação:

“Caso o médico tome o pulso direito do paciente com a sua mão esquerda, a posição
guan, ou barreira, é sentida diretamente sob o dedo médio, quando este é colocado
sobre o processo estiloide do paciente. A posição cun, ou polegar, é sentida pelo
dedo indicador do médico, colocado sobre o espaço entre o processo estiloide e a
base da eminência tênar. A posição do cúbito, ou chi, encontrada sob o dedo anular,
é imediatamente proximal ao dedo médio que repousa sobre o processo estiloide do
paciente. Tipicamente, quando se fala das três posições, elas são mencionadas da
posição distal à proximal: polegar, barreira, cúbito; cun, guan, chi.” (FLAWS, 2006,
p.11).

Para diferenciar os nove pulsos, três diferentes níveis de pressão são aplicadas
em cada posição. (MACIOCIA, 2006). A pressão leve corresponde ao nível superficial e é
chamada de elevar; a pressão média que chega até os músculos, corresponde ao nível médio e
se chama de procurar; a pressão forte, chegando aos tendões e ossos, corresponde ao pulso
profundo e tem o nome de apoiar. (AUTEROCHE E NAVAILH, 1992).
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Tabela 6 – Pressão nos níveis e o significado clínico


NIVEL FRACO FORTE
Deficiência de Yang ou Qi Excesso de Yang, invasão de fator
Superficial (Profundo, fraco, encharcado, patogênico externo (flutuante,
escondido) grande, em corda)
Deficiência de sangue (áspero, em Sangue-calor ou êxtase de sangue
Médio couro, superficial, disperso) (firme, em corda, deslizante,
grande, transbordante)
Deficiência de Yin (flutuante, Frio interno ou calor interno, estase
Profundo vazio, em couro, disperso) nos órgãos Yin (profundo, cheio,
deslizante, em corda, firme, tenso).
FONTE: MACIOCIA, 2006, p. 363.

Auteroche e Navailh (1992) esclarecem ainda que local em que é feito o


processo deve ser calmo, e que o paciente deve estar com uma frequência cardíaca não
alterada por atividade física recente. O profissional deve manter uma respiração calma, sua
atenção deve estar concentrada na sensibilidade do tato dos dedos. Existem relatos antigos
que afirmam que a tomada de pulsos não deveria ser inferior a cinquenta pulsações. Na
atualidade convencionou-se que não deve ser menor que um minuto.

IV TIPOS DE PULSOS
Um pulso é considerado normal (Ping Mai) quando apresenta: frequência de
quatro pulsações por ciclo respiratório (uma inspiração e uma expiração); ritmo suave, sem
sobressaltos; intensidade vigorosa na palpação superficial e profunda e sensibilidade em todos
os pontos observados. (YAMAMOTO, 1998).

Tabela 7 – Atributos de um pulso normal


ASPECTO CARACTERISTICAS
Espírito Macio, suave, mas com força, regular.
Qi do estômago Suave, calmo, relativamente macio e lento.
Raiz Normal nas regiões posteriores e no nível profundo.
Onda Pulso com onda nítida e homogênea da posição posterior para a anterior.
FONTE: MACIOCIA, 2006, p.370.

IV. 1 QUATRO PINCIPAIS SENSAÇÕES DE PULSOS

Existem quatro sensações principais ou essências do pulso: flutuante, profundo,


lento e rápido.
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Tabela – 7.1 Classificação dos pulsos


SENSAÇÃO OU ESSÊNCIA TIPO DE PULSO
Flutuante Flutuante, em haste de cebolinha, em couro de tambor,
macio ou úmido, vazio, em fluxo abundante, disperso.
Profundo Profundo, escondido, confinado, fraco.
Lento Lento, em NE, regularmente interrompido, áspero,
moderado.
Rápido Rápido, acelerado, apressado, agitado.
FONTE: FLAWS, 2006, p. 30.
IV. 2 OS 28 PULSOS PATOLOGICOS
O I Ching cita sessenta e quatro modalidades de manifestação energéticas no
universo, e os desajustes dessas manifestações ocasionam alterações patológicas nas ondas
dos pulsos radias. Dessas sessenta e quatro, vinte e oito são perceptíveis à palpação. Para a
classificação desses vinte e oito pulsos são observados os aspectos Yin/Yang das
características fundamentais dos mesmos, características estas que são: intensidade,
frequência, intermitência, irregularidade, amplitude, textura, forma e localização.
(DULCETTI JUNIOR, 2001, p. 227.)

Tabela – 7.2 Classificação dos vinte e oito pulsos patológicos


ASPECTO TIPO DE PULSO
Os sete aspectos externos - Qi biao Superficial – Fu mai
Escorregadio – Hua mai
Pleno – Shi mai
Vasto – Hong mai
Contraído, tenso – Jin mai
Dicrótico, oco – Gou mai
Em corda de arco – Xian mai
Os oito aspectos internos – Ba Li Profundo – Shen
Retardado – Chi mai
Rugoso – Se mai
Miúdo – Wei mai
Lento – Huan mai
Fraco – Ruan mai
Mole – Ruo mai
Escondido – Fuo mai
As nove vias de comunicação – Tsiou Tao Rápido – Shu mai
Vazio – Xu mai
Como pele de tambor – Gu mai
Relaxado – San mai
Fino – Xi mai
Duro – Lao mai
Móvel – Dong mai
Apressado – Cu mai
Em nó – Tsie mai
As quatro formas suplementares Grande – Tai mai
Longo – Chang mai
Curto – Duan mai
Variável – Dai mai
FONTE: DULCETTI JUNIOR, 2001, p. 227-228.
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IV. 3 BING MAI: DESCRIÇÃO DOS PULSOS NAS DOENÇAS


Em Flaws (2006) tem-se:
1. Fu mai – pulso flutuante: dedo elevado apresenta um excesso, dedo pressionado apresenta
insuficiência, liberado ganha força total.
2. Ge mai – pulso em couro de tambor: em corda e amplo, com vazio no centro.
3. Hong mai – pulso em fluxo abundante: flutuante, amplo, surge exuberante, desaparece
debilitado.
4. Xu mai – pulso vazio: deficiente, flutuante, amplo, lento, vazio, oco, macio, deficiente.
5. Kou mai – pulso em haste de cebolinha: flutuante, macio, amplo, vazio no centro.
6. San mai – pulso disperso: é flutuante, amplo e sem raiz; com pouca pressão se torna
irregular e disperso; sob forte pressão se torna ausente.
7 – Ruan mai – pulso macio ( Run mai – pulso úmido) : flutuante, fino, macio e flexível.
8 – Chen mai – pulso profundo: localizado próximo ao osso; não pode ser detectado com
pressão leve ou moderada, mas é sentido com pressão forte.
9 – Ruo mai – pulso fraco: profundo, fino, macio, como um fio.
10 – Fu mai - pulso escondido: é difícil de sentir, está sob os tendões, para senti-lo é preciso
pressionar forte sobre o osso.
11 – Lao mai - pulso confinado: se pressionado superficialmente ou de forma moderada, não
responde, porém, pode ser obtido mediante forte pressão. Duro, firme, não variável, repleto,
amplo, em corda e longo.
12 – Chi mai – pulso lento: menor que 60 bpm ou quatro batimentos por respiração.
13 – Huan Mai – pulso moderado ou relaxado: harmonioso, relaxado e forte (Ping mai);
relaxado, frouxo, flácido e lento (Bing mai).
14 – Shu mai – pulso rápido: acima de 90bpm ou mais de cinco batimentos por respiração
15 – Ji mai – pulso acelerado: rápido, acima de 120bpm, ou 7-8 batimentos por respiração.
16 – Shi mai – pulso cheio: forte, longo, em corda, amplo, duro e cheio.
17 – Hian mai – pulso em corda: fino, longo, possui força.
18 – Jim mai – pulso tenso: tenso, forte, sentido como uma corda tensa.
19 – Chong mai – pulso longo: longo, é sentido além da sua localização ou variação.
20 – Duan mai – pulso curto: não alcança sua localização ou variação.
21 – Dong mai – pulso agitado: deslizante, rápido, forte.
22 – Hua mai – pulso deslizante: desliza livremente
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23 – Se mai – pulso áspero: lento, relaxado, estagnado, difícil, fino, pode cessar e perder uma
batida, mas depois se recupera. Não flui livremente. Parece um pedaço de bambu sendo
raspado por uma faca.
24 – Xi mai – pulso fino: macio; é sentido como uma corda de seda; fraco, sem energia, mas
resistente.
25 – Wei mai – pulso imperceptível: insuficiente, extremamente fino, macio, de difícil
palpação. Algumas vezes pode ser sentido, outras é perdido.
26 – Da mai – pulso amplo: amplo, preenche a extremidade do dedo, forte.
27 – Fie mai – pulso em nó: lento, relaxado, cessa em intervalos irregulares; batimento
interrompido ou pulsado.
28 – Pai mai – pulso regularmente interrompido: comparativamente relaxado e fraco, cessa
em intervalos regulares.
29 – Cu mai – pulso apressado ou rápido interrompido irregularmente: rápido e
irregularmente interrompido.
IV. 4 OS PULSOS NOS PROBLEMAS EMOCIONAIS
Em algumas situações é possível verificar no pulso a existência de problemas
emocionais:
Tabela – 7.3 O pulso nos problemas emocionais
CARACTERÍSTICAS DO PULSO DESORDEM EMOCIONAL
Pulso do coração ligeiramente transbordante Tristeza, mágoa ou preocupação.
Todos os pulsos em corda e cheios Raiva reprimida ou frustração.
Pulso rápido Medo, culpa ou choque.
Pulso em uma onda Tristeza ou mágoa
Pulso do pulmão fraco Tristeza ou mágoa
Pulso do pulmão cheio Preocupação ou mágoa não expressa
Ambas as posições anteriores fracas e curtas Tristeza ou mágoa de longa data
Pulso móvel Choque
FONTE: MACIOCIA, 2006, p. 374.
IV . 5 OS PULSOS E AS QUATRO ESTAÇÕES
É fato que na MTC a conexão entre o macrocosmo e microcosmo estão sempre
em correspondência, ressoantes, e tal não seria diferente em relação ao pulso. Portanto, em
cada estação ocorrem variações no mesmo. (FLAWS, 2006)
“Na primavera o pulso está ligeiramente em “corda” no individuo sadio; no
verão, o pulso normal está levemente em “gancho”; no 6° mês, o pulso normal está levemente
flexível e fraco, no outono, o pulso está levemente em “penugem”; no inverno, o pulso está
levemente em “pedra”.” (SU WEM, capitulo18, in AUTEROCHE E NAVALHI, 1992).
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Tabela – 7.4 O pulso e as quatro estações


ESTAÇÃO PULSO NA VISÃO ATUAL PULSO NA VISÃO ANTIGA
Primavera (Chun) Em corda (Xian) Em corda (Xian)
Verão (Xia) Em fluxo abundante (Hong) Semelhante a gancho (Gou)
Outono (Qiu) Flutuante (Fu) Semelhante a cabelo (Mao)
Inverno (Dong) Profundo (Chen) Semelhante a pedra (Shi)
FONTE: FLAWS, 2006, p. 2006.

EM FLUXO
ABUNDANTE

EM CORDA MODERADO

PROFUNDO FLUTUANTE

Figura 2: Os pulsos radiais nas estações

V – LIMITAÇÃOES NO DIAGNOSTICO PELO PULSO


Apesar de ser indispensável no conjunto de técnicas diagnósticas da MTC, o
pulso tem certas limitações, como a subjetividade, que abre um leque de interpretações
diferentes, e também o fato de estar vulnerável a influências de fatores recentes.
(MACIOCIA, 2006).
Contudo, a um atento e experimentado acupunturista estas limitações não
representam empecilho a uma tomada de pulsos adequada.

CONCLUSÃO
Diante do que foi colhido, apresentado e avaliado, conclui-se que o exercício
da tomada de pulsos deve ocupar parte importante na vida de quem deseje se dedicar a MTC,
pois constitui parte indispensável na construção do diagnostico, e sem um diagnostico preciso
não é possível ajudar o enfermo.
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REFERÊNCIAS

AUTEROCHE, B.; NAVAILH, P. O diagnostico na medicina chinesa. 2° ed. São


Paulo: Andrei, 1992.

DULCETTI JUNIOR, Orley. Pequeno tratado de acupuntura tradicional chinesa. São


Paulo: Andrei, 2001.

FLAWS, Bob. O segredo do diagnóstico chinês pelo pulso. 1. ed. São Paulo: Roca,
2005.

HICKS, Angela; HICKS, John; MOLE, Peter. Acupuntura constitucional dos cinco
elementos. 1. ed. São Paulo: Roca, 2007.

MACIOCIA, Giovanni. Diagnóstico na medicina chinesa. 1. ed. São Paulo: Roca,


2006.

MORANT, George Soulié. Acupuntura. 1. ed. Buenos Aires: Editorial médica


panamericana, 1990.

SUSSMANN, David J. Que é acupuntura?. São Paulo: Circulo do livro, 1975.

SUSSMANN, David, J. Acupuntura: teroria y practica. 8. ed. Buenos Aires: Kier,


1975.

YAMAMOTO, Celso. Pulsologia. 3. ed. São Paulo: Group, 1998.