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PREFEITURA MUNICIPAL DE PALHOÇA

SECRETARIA DE INFRA-ESTRUTURA, ENERGIA,


TELECOMUNICAÇÕES, TRANSPORTES E HABITAÇÃO

PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE


INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA
PMHIS - contrato 01/2009

ETAPA 2 Produto 2.3


REUNIÕES COMUNITÁRIAS

revisão 1
julho 2009
Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

Prefeitura Municipal de Palhoça


Secretaria de Infra-Estrutura, Energia, Telecomunicações, Transportes e Habitação de
Palhoça - Diretoria de Habitação

PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

Produto 2.3
Relatório das Reuniões com a Sociedade

Responsável pela Revisão, Verificação e Aprovação:


Simone Domingues

Revisão 1
Data: 10 . 07 . 2009

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Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALHOÇA

Ronério Heiderscheidt
Prefeito Municipal

Valmir Walmor Schwinden


Vice-Prefeito Municipal

Diretoria de Habitação

Therezinha Silva Kuollen


Diretora de Habitação

Simone Domingues
Assistente Social

Angelita Bavaresco
Engenheira Sanitarista

Alessandra Klemenberg
Advogada

Brice Caillibot
Estagiário

Diretoria de Infra-estrutura e Urbanismo

Fábio Coelho
Diretor de Infra-estrutura e Urbanismo

Isonar Augusta Corrêa


Arquiteta e Urbanista

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Fundação Municipal de Meio Ambiente

Gisele Lusa
Bióloga

EQUIPE TÉCNICA - VERTRAG

Luis Henrique C. Fragomeni


Coordenação Geral

Líria Yuri Nagamine


Gerente Técnica

Melissa Midori Yamada


Arquiteta e Urbanista

Heloísa H. Albergue
Arquiteta e Urbanista

Bruno Augusto Hasenauer Zaitter


Arquiteto e Urbanista

Carmen Ribeiro
Socióloga

Ana Rita Pugliesi


Socióloga

Clóvis Costa
Advogado

Lucia Benedita de Camargo Blicharski


Advogada

Gabriel Fragomeni
Comunicação e Marketing

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Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO........................................................................................................ 8
2 REUNIÕES COMUNITÁRIAS .............................................................................. 10
3 METODOLOGIA UTILIZADA NAS REUNIÕES .................................................. 14
4 SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS LEVANTADOS ............................................. 16
4.1 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Ponte de Imaruim / Centro....... 21
4.2 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Brejaru / Beira Rio / Frei
Damião... ...................................................................................................................... 24
4.3 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Passa Vinte / São Sebastião /
Caminho Novo / Bela Vista / Pagani / Pedra Branca.................................................... 27
4.4 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Aririú / Alto Aririú / Guarda do
Cubatão ........................................................................................................................ 29
4.5 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Barra do Aririu / Rio Grande .... 32
4.6 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Enseada do Brito / Praia de Fora
/ Marivone / Pontal........................................................................................................ 34
4.7 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Sétima Reunião: Pinheira /
Guarda do Embaú / Praia do Sonho / Passagem do Massiambu / Ponta dos
Papagaios..................................................................................................................... 36
5 ANÁLISE .............................................................................................................. 39
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 41
ANEXO 1 – APRESENTAÇÃO EXPOSTA NAS REUNIÕES PARA CONSTRUÇÃO DO
PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA –
ETAPA DE DIAGNÓSTICO ............................................................................................. 42
ANEXO 2 – MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DAS REUNIÕES COMUNITÁRIAS DE
DIAGNÓSTICO ................................................................................................................ 48
ANEXO 3 – LISTA DE PRESENÇA DAS REUNIÕES COMUNITÁRIAS DE
DIAGNÓSTICO ................................................................................................................ 64
ANEXO 4 – TARJETAS DE DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO ORIGINAIS DA
POPULAÇÃO................................................................................................................... 82

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Reuniões Realizadas........................................................................................ 12


Tabela 2. Resumo do Diagnóstico Habitacional construído pelos grupos ....................... 17
Tabela 3. Delegados......................................................................................................... 19

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Reuniões Comunitárias: Participação dos Moradores por Setores ................. 11

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APRESENTAÇÃO

Em atendimento ao Edital de Tomada de Preços n.º 216/2008 e Termo de


Referência correspondente, apresenta-se a seguir o Produto 2.3 – Relatório das
Reuniões com a Sociedade, um dos relatórios referentes à Etapa 02 – Diagnóstico do
Setor Habitacional do edital em destaque, cujo objeto é a elaboração do Plano Municipal
de Habitação de Interesse Social do Município de Palhoça – PMHIS/Palhoça. Este
documento foi preparado com a colaboração do Comitê Técnico – CT e coordenado pela
Diretoria de Habitação da Secretaria de Infra-Estrutura, Energia, Telecomunicações,
Transportes e Habitação de Palhoça.

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1 INTRODUÇÃO

O Plano Municipal de Habitação de Interesse Social do Município de Palhoça,


enquanto instrumento de planejamento a ser formulado para o enfrentamento das
necessidades habitacionais locais da população, consiste em condição básica para
adesão ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS. O prazo de
elaboração para os Planos Locais de Habitação de Interesse Social para adesão ao
sistema foi fixado para o dia 31 de dezembro de 2010, a partir da Resolução nº 24 do
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.
A Etapa 2 de elaboração do plano refere-se àquela de construção do Diagnóstico
do Setor Habitacional, conjuntamente à sociedade mediante reuniões comunitárias e
reuniões técnicas, a partir da elaboração de quatro produtos: (i) Produto 2.1 –
Compilação de Dados e Mapeamento das Informações Coletadas; (ii) Produto 2.2 –
Sistematização e Análise dos Dados e Informações; (iii) Produto 2.3 – Reuniões
Comunitárias e (iv) Produto 2.4 – Diagnóstico do Setor Habitacional Completo.
Este documento constitui o Produto 2.3 – Reuniões Comunitárias, que aborda e
sistematiza os dados das reuniões comunitárias realizadas no município no período de 4
à 12 de maio de 2009, envolvendo a participação direta de 244 moradores do Município.
Estes e outros dados gerais sobre as reuniões comunitárias fazem parte do Capítulo 2
do presente relatório.
No Capítulo 3 é descrita a metodologia da dinâmica de grupo aplicada nas
reuniões de diagnóstico.
O resultado da leitura de cada uma das reuniões é apresentado no Capítulo 4, do
qual integram informações de data, número de participantes, localização da reunião,
registro fotográfico, nomes dos delegados eleitos e dados do diagnóstico divididos em:
problemas principais, impedimentos e oportunidades.
E no Capítulo 5 é realizada uma análise do levantamento realizado nas reuniões
comunitárias, confrontando-a ao diagnóstico técnico, constante no Produto 2.1 –
Sistematização de Dados.
Por fim, fazem parte dos anexos a documentação das reuniões, divididos em
Anexo 1 – Apresentação exposta nas reuniões para construção do Plano Municipal de
Habitação de Interesse Social de Palhoça – Etapa de Diagnóstico; Anexo 2 - Material de
Divulgação das Reuniões Comunitárias da Etapa de Diagnóstico; Anexo 3 - Lista de
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Presença das Reuniões Comunitárias da Etapa de Diagnóstico; e Anexo 4 - Tarjetas de


Diagnóstico Comunitário Originais da População.

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2 REUNIÕES COMUNITÁRIAS

Constituindo-se num requisito importante no processo de construção do Plano


Municipal de Habitação de Interesse Social, as reuniões comunitárias foram
programadas para envolver todos os bairros de Palhoça, em torno de 28, desde a Ponte
do Imaruim até a Pinheira.
A convocação foi feita prioritariamente através das representações comunitárias,
cuja maioria está organizada em forma de conselhos comunitários, além de outras
instâncias associativas como a Sociedade João Paulo II, ou religiosas, como as
paróquias e Igrejas. Outro caminho utilizado na divulgação das reuniões foram as
unidades de saúde e os centros educacionais, cuja capilaridade permite cobrir toda a
extensão do Município.
No total foram realizadas sete reuniões, no período de 04 a 12 de maio, cuja
maior participação correspondeu aos setores 02 (Bairros Brejaru, Frei Damião e
Eldorado) com 92 presenças, e o setor 01 (Bairros Centro, Ponte do Imaruim e Areias),
com 35, não coincidentemente, os bairros com maiores problemas de moradia. (ver
Figura 1 )
Correspondendo a um total de 244 pessoas – um pouco menos, excluindo-se os
técnicos – e 31 grupos de trabalhos, pode-se dizer que a participação ficou muito longe
de ser representativa em relação à população do Município. E além da pouca expressão
numérica, pode-se afirmar que a maioria compareceu presumindo a possibilidade de se
engajar em algum programa habitacional concreto, sobretudo por conta da repercussão
na mídia do programa governamental “Minha Casa Minha Vida”. (Gráfico 1 e Quadro 1 . )
No entanto, considerando-se o resultado dos diagnósticos realizados pelos
grupos de trabalho, pode-se concluir pela boa qualidade da participação, seja pela
pertinência dos problemas levantados, seja pela coerência na indicação dos fatores que
dificultam ou entravam as soluções possíveis, a partir de um entendimento plenamente
compatível com o conceito social de moradia.
Outro retorno satisfatório refere-se à composição do quadro de delegados,
medido pelo bom nível de aceitabilidade dos que se dispuseram ao cargo e aos
encargos que fazem parte da empreitada de acompanhar mais de perto todas as etapas
de construção do Plano.

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Gráfico 1. Reuniões Comunitárias: Participação dos Moradores por Setores

Figura 1 . Localização das Reuniões Comunitárias

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Quadro 1 . Reuniões Realizadas

Setor Bairros Local Data Presença

01 Centro / Ponte do Imaruim Fadesc 04 / maio 35


Conselho
02 Brejarú / Eldorado / Frei Damião Comunitário 05 / maio 92
Brejaruense
Passa Vinte / Pedra Branca /
Câmara de
02 São Sebastião / Caminho Novo / 06 / maio 21
Vereadores
Bela Vista/ Pagani
Salão Paroquial
Aririu / Alto Aririu / Guarda do
03 Igreja São 07 / maio 29
Cubatão
Francisco de Assis
Barra do Aririu / Pachecos / Rio Salão Paroquial
04 08 / maio 19
Grande / Aririu de Formiga Ireja da Barra
Enseada de Brito / Praia de
Salão Paroquial
05 Fora / Marivone / Pontal / 11 / maio 21
Enseada
Furadinho
Pinheira / Guarda do Embaú /
Praia do Sonho / Passagem do Salão Paroquial
05 12 / maio 27
Massiambu / Ponta dos Pinheira
Papagaios

Os objetivos das Reuniões Comunitárias são relevantes às leituras da realidade


habitacional de Palhoça pela comunidade, como parte do Diagnóstico Habitacional do
Plano Municipal de Habitação de Interesse Social.
Com relação à divulgação das reuniões, num primeiro momento, os convites
foram encaminhados aos Conselhos Comunitários e outras instituições sociais de
Palhoça, a partir de uma relação de entidades representativas sugerida pela Prefeitura.
Em reforço, seguiu-se uma visitação a cada Setor com o acompanhamento de lideranças
comunitárias, procedimento este que se mostrou produtivo pelos contatos diretos
mantidos com alguns moradores, observações e registros fotográficos do bairro em seu
cotidiano e em suas condições de habitabilidade. A visita aos bairros ainda possibilitou a
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verificação dos locais das reuniões, permitindo a adequação dos mesmos sempre que
necessária, e sempre com o apoio obsequioso dos Conselhos Comunitários ou das
Paróquias.
O esquema de divulgação para a convocação das reuniões contou com os
seguintes recursos e providências:
▪ convites enviados a instituições sociais indicadas pela Prefeitura
(Conselhos Comunitários, entidades de classe, Igrejas, Escolas, Unidades de
Saúde e Vereadores do Município);
▪ contatos telefônicos;
▪ visita aos bairros;
▪ fixação de cartazes em pontos estratégicos e distribuição de folders;
▪ entendimentos com presidentes de Conselhos Comunitários ou
responsáveis pelas Paróquias;
▪ carro de som;
▪ site da Prefeitura.

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3 METODOLOGIA UTILIZADA NAS REUNIÕES

Os trabalhos desenvolvidos durante as reuniões objetivaram prestar


esclarecimentos básicos sobre o Plano de Habitação de Interesse Social e orientar os
presentes na construção do diagnóstico habitacional dos seus bairros, a partir do
conceito social de moradia. Nesta conceituação foram especialmente enfatizados os
fatores urbanos e ambientais que condicionam o bem estar e a qualidade de vida das
comunidades em seus processos de habitar, conviver e se desenvolver.
Para a construção do diagnóstico os moradores presentes foram divididos em
grupos em torno de seis e orientados a discutir e a eleger os problemas residenciais
mais graves do bairro. Além da indicação dos problemas os grupos foram ainda
motivados a pensar e a apontar suas prováveis causas e soluções possíveis, tendo por
base a enunciação de três questões:
1. apresentar os cinco principais problemas relacionados à situação
habitacional do seu bairro;
2. apresentar as dificuldades ou entraves que impedem a solução desses
problemas;
3. apresentar as possibilidades que o seu bairro oferece para resolver os
problemas.
A exposição dos temas foi auxiliada por uma apresentação em powerpoint,
incluindo, a partir da segunda reunião, registros fotográficos dos encontros anteriores.
Mais que motivacional, esse recurso pretendeu chamar a atenção para a amplitude do
processo em relação aos demais bairros do Município.
Como forma de evidenciar o envolvimento do poder público no processo de
construção do Plano, a abertura das reuniões foi mantida a cargo da Prefeitura que,
através da Diretoria de Habitação, expôs sobre os benefícios do Plano para o Município.
Para reforçar a assimilação do processo de construção do Plano foram
distribuídos folders com informações básicas.
Para atingir os objetivos das reuniões comunitárias, foi estabelecido um roteiro
básico que foi seguido durante esses encontros.

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Roteiro seguido:

▪ Introdução da Reunião pela Prefeitura;


▪ Esclarecimentos sobre o Plano em seus pressupostos, objetivos e importância
para o Município;
▪ Esclarecimentos conceituais sobre o diagnóstico habitacional objeto da reunião;
▪ Trabalho em Grupo para realização do diagnóstico;
▪ Indicação de dois delegados para acompanhamento das etapas e
desdobramentos do Plano.

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4 SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS LEVANTADOS

Para construção do diagnóstico, os moradores presentes foram orientados a


pensar a moradia não apenas em seu conceito restritamente domiciliar, mas fazendo
parte de uma coletividade onde a rede de serviços, a infraestrutura e os equipamentos
sociais são recursos complementares intrínsecos à função residencial e, como tais,
definidores de um padrão mínimo de qualidade.
De acordo com a natureza e a dimensão dos problemas apontados pelos Grupos
e esquematizados no Quadro abaixo. O município de Palhoça apresenta um cenário de
carências habitacionais que vão do déficit de unidades residenciais à inadequação
habitacional em relação a esse padrão mínimo de qualidade. Entre os mais recorrentes,
sobressaem os relacionados ao saneamento básico como a ausência de rede de esgoto,
que se revela de forma mais grave nos bairros Frei Damião e Brejarú, e o abastecimento
de água, com mais urgência no bairro Pinheira.
Aparecem também como graves e recorrentes a pavimentação e o sistema viário
de ruas cuja situação, em alguns casos bastante precários, favorece a incidência de
alagamentos.
A irregularidade fundiária aparece como um problema que se estende além dos
bairros de baixa renda, interferindo diretamente na contratação de financiamentos para
melhorias ou construção de casas.
Entre todos os bairros, o Frei Damião, o Brejaru e a Ponte do Imaruim
concentram o maior número de problemas e, consequentemente, o maior número de
queixas, sendo que o Frei Damião, por conta do alto nível de precariedade em todos os
requisitos básicos de moradia (iluminação elétrica, rede de esgoto, pavimentação das
ruas, adensamento populacional, irregularidade fundiária, situação de risco, domicílios
rústicos, coleta de lixo, entre outros), nivela-se à condição de quase favela.
No que concerne aos fatores reconhecidos como causa dos problemas ou
impedimento das soluções, a ausência do poder público é a que mais se evidencia, tanto
na instância estadual, na figura do governador, como na municipal, com imputação do
prefeito e vereadores, sobretudo nos serviços de fiscalização. Mas também há registro
de mea culpa nas referências à falta de organização comunitária e desinteresse dos
próprios moradores. Na Enseada de Brito chama atenção a inclusão das áreas de
preservação ambiental entre os fatores que dificultam a resolução dos problemas, o que

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se explica pelo fato do Município ter nada menos que 73% do seu território caracterizado
como área de proteção. Fazendo parte desse acervo, os manguezais são citados como
vulneráveis a invasões predatórias e demandantes de medidas urgentes de fiscalização.
Esta consciência ecológica também se manifesta na indicação de rios que urgem
cuidados de recuperação como o rio Cubatão no Aririu.
Por fim, as sugestões de solução passam pelo aproveitamento de recursos já
existentes como desapropriação de áreas para construção de novas casas, mas,
também, de melhorias urbanas, sendo que estas, pelo caráter da maioria dos problemas
relacionados, são mais necessárias e mais urgentes.

Quadro 2 . Resumo do Diagnóstico Habitacional construído pelos grupos


nº de
Bairros Problemas Causas Soluções
Grupos
- Incompatibilidade do
Projeto de urbanização
da Beira Mar com a
situação residencial da
Ponte do Imaruim;
Falta de Melhoria de
- Esgoto e lixo jogados no
fiscalização e acesso aos
Ponte do Imaruim, mar;
falta de equipamentos
Areias e 05 - Irregularidade fundiária
emprego e sociais que já
Centro - Densidade habitacional
baixa renda existem no
- Burocracia e custo alto
dos moradores. próprio bairro.
para regularização de
casas ou terrenos;
- Falta de
conscientização dos
moradores.

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nº de
Bairros Problemas Causas Soluções
Grupos

- Pavimentação das ruas


- Esgoto a céu aberto
- Instalações clandestinas Vontade dos
Brejaru, Falta de apoio
de energia elétrica moradores em
Frei Damião e 08 da Prefeitura e
- Irregularidade fundiária resolver seus
Eldorado do Governo.
- Violência urbana problemas.
- Servidão Sto Antônio
com valas abertas.

- Política
- Esgoto Habitação
Passa Vinte,
- Pavimentação das ruas Falta de - Existências de
P. Branca
- Alagamentos, interesse terrenos
Pagani,
04 principalmente no Rio público e falta grandes e
São Sebastião,
Grande. de verba. vagos
C. Novo e
- Falta de moradia e - Arrumar as
Bela Vista
falta de creche. bocas de lobo
para drenagem.

- Organização
comunitária
- Alagamentos
- Conjuntos
- Degradação do rio
habitacionais
Cubatão por conta do Vontade
Aririru, - Melhoria
desmatamento e política, alto
Alto Aririu e 05 urbana
extração de areia. custo dos
Guarda do Cubatão - Financiamento
- Sistema de esgoto financiamentos
de casas
- Pavimentação e
- Terrenos
adequação das ruas.
vazios na
Tapuia.
- Necessidade de - Áreas de -Desapropria-
Enseada do Brito, moradia preservação ção de áreas
Praia de Fora, 02 - Esgoto a céu aberto no - Terrenos - Geração de
Marivone e Pontal Marivone acidentados renda
- invasão do mangue na - Irregularidade - Terreno c/

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nº de
Bairros Problemas Causas Soluções
Grupos
Praia de Fora fundiária. área de 5.000
- Arruamento m2 na Ens. de
Brito
- Terras
devolutas na
Praia do Forte.
- Organização
comunitária
Pinheira, - Interesse da
- Má qualidade da água - Melhoria
Guarda do Embaú, população
- Esgoto, urbana
Praia do Sonho, - Falta de
05 - Alagamentos, - Aproveita-
Passagem do Vereadores
- Coleta de lixo, mento do
Massiambu e Ponta representando
- Áreas de lazer. terreno que é
dos Papagaios a comunidade.
utilizado na
reciclagem.

A proposta ao final das reuniões era eleger dois representantes da comunidade presente
para a participação nas etapas seguintes do Plano de Habitação de Interesse Social,
para que esse Plano possa ser então, construído de forma conjunta. No quadro a seguir,
estão listados os delegados eleitos.

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Quadro 3 . Delegados

Setor Bairro Nome Telefone (48) e-mail


João Carlos
84 16 86 15 -
Ponte do Amândio
01
Imaruim 32 42 00 61
Eni de Souza sjpii@hotmail.com
32 42 70 22
Brejaru Eloir Trindade 99 69 51 84 -
Alexander
02
Frei Damião Camara 99 89 10 22 alexberestinas@gmail.com
Berestinas
Guilherme
99 35 14 12
Rio Grande Lautenschleger -
02 Prá
Armando de armandobona@yahoo.com
Passa Vinte 99 15 69 73
Bona .br
Carmelino da 33 44 06 11
-
Silva 33 44 36 45
03 Aririú
Laurita Maria 33 42 03 67
-
Silva dos Santos 99 72 56 74
Maria Aparecida
-
Barra do Marcelino 84 34 88 18
04
Arirriú Hudson Roberto
-
Alves 91 45 90 86
Beijamim Ribeiro
32 86 87 54 -
Enseada de dos Santos
05
Brito 99 01 28 94
Gênesis Duarte -
84 16 45 91
32 83 25 54
Juliano Medeiros coloniaz-15@hotmail.com
05 Pinheira
Hélia Alice 32 83 12 52
-
dos Santos 99 01 91 01

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Os subcapítulos a seguir apresentam a sistematização dos dados levantados pelas


comunidades, e divididas pelos grupos.

4.1 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Ponte de Imaruim / Centro

Data Nº de participantes Local


FADESC – Rua Leão Born,
04 de maio de 2009 35
nº2132 – Centro

Delegados
João Carlos Amândio Eni de Souza
Ponte do imaruim Ponte do Imaruim
Diagnóstico
GRUPO 1- AREIAS / MARCELO BORGES DE SÁ
1. Localização – as vias públicas não oferecem condições adequadas de
mobilidade, as ruas não são suficientemente largas para dar passagem a
carros / caminhões;
2. Documentação – necessário para fazer melhorias nas casas – proibição de
venda para quem adquire casa própria através de programas da Prefeitura;
3. Infra-estrutura carente e equipamentos urbanos;

4. Saneamento básico: drenagem e limpeza do rio;

5. Projeto da Prefeitura de urbanização da beira-mar é incompatível com as


necessidades do Município;
6. Densidade habitacional – considerada já na situação limite;

7. Conscientização dos moradores;

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8. Burocracia na tramitação de papeis / exigências para confirmação de renda;

9. Padrão construtivo da casa / avaliação da adequação das condições de


moradia das famílias.

GRUPO 2 / AREIAS – PONTE DO IMARUIM / DALVA SCHARF DA ROSA

1. Infra-estrutura – abrir ruas que dêem acesso aos equipamentos urbanos da


própria Ponte – o que pode ser feito através de aterramento;
2. Construção de lotes (o espaçamento entre as casas é pequeno);
3. Remanejamento de moradores;
4. Areias é um dos bairros que apresenta maiores necessidades;
5. Regularização dos lotes e casas;
6. Conscientização dos moradores.

GRUPO 3 / Areias (próximo ao centro) – Eni de Souza

1. Situação do esgoto que é despejado no mar – o bairro é bom/ boas condições


de moradia – duas partes distintas / uma delas carente que acaba sendo mais
prejudicada pela outra enquanto receptor de lixo e esgoto dessa outra parte;
2. Lixo jogado no mar;
3. Projeto de construção de galerias;
4. Questão das drogas – consumo e comércio;
5. Sugestão: urbanização da beira mar voltado para a população;
6. Adensamento;
7. Fiscalização em relação a novas ocupações.

GRUPO 4 / AREIAS / RODRIGO DA ROCHA

01. Localização – bem aceita pela população;


02. Documentação – maioria é posse – recibo de compra e venda / área de
marinha – necessidade de fiscalização;
03. Equipamentos urbanos razoáveis – falta hospital – a maioria recorre ao centro
– maior adequação da estrutura que já existe – médicos, horários de
atendimento – melhor funcionamento;
04. Rede de esgoto precária.

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GRUPO 5 / CAMINHO NOVO : ISONAR CORREIA

Potencialidades Problemas
01. Criação de empregos nos novos
01. Infra-estrura: pavimentação,
empreendimentos criados no
iluminação pública, esgoto, segurança e
bairro: Shopping, Indústrias da
equipamentos urbanos comunitários;
Região e Supermercado Giassi;
02. Burocracia na aquisição da
documentação;
03. Taxas altas para legalização de obras
na PM;
02. Localização boa.
04. Falta de representante atuante da
comunidade;
05. Preferência por casa a apartamento;
06. Riscos de enchentes.

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4.2 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Brejaru / Beira Rio / Frei Damião

Data nº de participantes Local


05 de maio de 2009 92

Delegados
Eloir Trindade Alexander Camara Berestinas
Brejaru Frei Damião
Diagnóstico
GRUPO 01 – BREJARU

1. Faltam melhorias nas ruas como calçamento;

2. Melhoria no sistema de esgoto. Colocação de tubos e fechamento da vala na


Servidão Santo Antônio;

3. Muita violência e pouca segurança;

4. Falta de atenção na questão da educação;

5. Repasse de convênios pela Prefeitura em relação às creches.

GRUPO 02 – FREI DAMIÃO


Principais problemas
1. Saneamento básico / esgoto / ponte / situação das ruas;
2. Transporte coletivo;
3. Segurança pública;
4. Escritura pública;
5. Desordenamento das casas / Áreas de lazer para as crianças.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 24


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 03 – FREI DAMIÃO


Principais problemas
1. Saneamento básico;
2. Ruas esburacadas e com muita lama (sem pavimentação);
3. Falta de rondas policiais;
4. Casas muito perto umas das outras;
5. Posse irregular dos terrenos;
6. Falta de ônibus;
7. Falta de médico;
8. Falta de creche;
9. Falta de coleta de lixo;
10. Falta de policiamento nas ruas;
11. Falta de segurança nas casas.
GRUPO 04 – BREJARU
Problemas principais
1. Saneamento básico;
2. Pavimentação das ruas;
3. Policiamento nos bairros;
4. Saúde clínica em geral;
5. Transporte público;
6. Melhoria das ruas;
7. Falta de apoio da Prefeitura e também do Governo.
Oportunidades
Existem pessoas nas comunidades com vontade para que todos os problemas
sejam resolvidos.
GRUPO 05 – BREJARU
Principais problemas
1. Pavimentação;
2. Segurança;
3. Saneamento básico;
4. Transporte;
5. Saúde pública;

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 25


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

6. Educação.
Oportunidades
Aproveitar melhor os espaços das áreas verdes do Bairro.
GRUPO 06 – BREJARU
Principais problemas
1. Tubulação entupida;
2. Falta de pavimentação;
3. Posto de saúde deficiente;
4. Terrenos baldios com lixo acumulado, ratos, etc.;
5. Falta de policiamento;
6. Falta de um vereador responsável;
7. Melhoria do transporte público.
Oportunidades
As condições do Bairro só dependem da Prefeitura, da conscientização de no
bairro não há manutenção, e da conscientização das pessoas.
GRUPO 07 – BEIRA RIO
Principais problemas
1. Enchentes;
2. Calçamento;
3. Transporte coletivo;
4. Lazer;
5. Iluminação pública;
6. Infra-estrutura;
7. Qualquer chuva é um problema enorme, o calçamento é péssimo;
8. Falta de ônibus.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 26


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

4.3 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Passa Vinte / São Sebastião /


Caminho Novo / Bela Vista / Pagani / Pedra Branca

Data nº de participantes Local


06 de maio de 2009 - Câmara de Vereadores

Delegados
Guilherme Lautenschleger Prá Armando de Bonna
Rio Grande Passa Vinte
Diagnóstico
GRUPO 01 – SÃO SEBASTÃO – MORRO DO GATO
Problemas principais
1. Falta de moradia própria;
1. Esgoto;
2. Pavimentação;
3. Regularização fundiária;
4. Falta de interesse público.
GRUPO 02 – RIO GRANDE
Problemas principais
1. Faltam horários de ônibus;
2. Alagamento das ruas;
3. Falta de pavimentação das ruas;
4. Falta de creche;
5. Saneamento básico.
Impedimentos
Falta de interesse público e verba.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 27


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

Oportunidades
Tem terrenos vagos; arrumar as bocas-de-lobo para escoamento da água.
GRUPO 03 – PASSA VINTE
Problemas principais
1. Saneamento básico;
2. Ruas sem pavimentação;
3. Esgoto a céu-aberto com proliferação de mosquitos;
4. Falta de creche;
5. Falta de hospital e posto médico;
6. Mais horários de transporte coletivo;
7. Limpeza das ruas.
Impedimentos
Falta de interesse público e verba.
Oportunidades
Por em prática todos os problemas citados.
GRUPO 04 – CAMINHO NOVO
Problemas principais
1. Falta de moradia própria;
2. Alagamento das ruas;
3. Ruas sem pavimentação;
4. Posto de saúde.
Impedimentos
Ausência do poder público e política habitacional para baixa renda.
Oportunidades
1. Oferece emprego perto da moradia;
2. Comércio satisfatório;
3. Escola em horário noturno;
4. Existência de Lotes e grandes vazios urbanos.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 28


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

4.4 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Aririú / Alto Aririú / Guarda do


Cubatão

Data nº de participantes Local


07 de maio de 2009 29 -

Delegados
Carmelino da Silva Laurita Maria Silva dos Santos
Diagnóstico
GRUPO 01 –
Problemas principais
1. Transporte Coletivo;
2. Pavimentação das ruas;
3. Sistema viário;
4. Rede de esgoto;
5. Equipamentos de lazer;
6. Hospital;
7. Policiamento.
Impedimentos
Má vontade política.
Oportunidades
1. Organização comunitária;
2. Implantação de conjuntos habitacionais;
3. Melhoria urbana.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 29


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 02 – GUARDA DO CUBATÃO


Problemas principais
1. Degradação do rio Cubatão por conta do desmatamento e extração de areia
que provocam o alargamento do rio, ameaçando estradas e casas. O
calçamento das ruas está desmoronando e assustando os moradores que não
sabem a quem recorrer;
2. Pavimentação das ruas;
3. Rede de Esgoto;
4. Falta de praças / Falta de equipamentos de lazer;
5. Sistema viário das ruas;
6. Hospital;
7. Policiamento;
8. Regularização Fundiária de terrenos.
Impedimentos
1. Má vontade política;
2. Organização comunitária;
3. Poucas propostas da Prefeitura;
4. Custo financeiro da casa própria.
Oportunidades
Financiamento para que as pessoas possam construir suas casas.

GRUPO 03 –
Problemas principais
1. Sistema viário das ruas;
2. Falta de hospital;
3. Falta de policiamento;
4. Alagamentos.
Impedimentos
1. Falta de interesse dos políticos;
2. Custo da casa própria.
Oportunidades

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 30


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

Há terrenos na Tapuia.
GRUPO 04 –
Problemas principais
1. Famílias sem renda e que vivem no abandono;
2. Equipamentos de lazer;
3. Falta de Hospital;
4. Falta de policiamento;
5. Áreas sujeitas a alagamentos.
Impedimentos
Falta de vontade política.
GRUPO 05 – ALTO ARIRIU
Problemas principais
1. Falta de policiamento;
2. Falta de hospital;
3. Áreas sujeitas a alagamentos;
4. Legalização de terrenos.
Impedimentos
1. Política mal administrada;
2. Pessoas de baixa renda e sem terrenos.
Oportunidades
1. Financiamento para construção de casas;
2. Construção de conjuntos habitacionais.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 31


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

4.5 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Barra do Aririu / Rio Grande

Data nº de participantes Local


08 de maio de 2009 19

Delegados
Maria Aparecida Marcelino Hudson Roberto Alves
Diagnóstico
GRUPO 01 -
Problemas principais
1. Falta de moradia;
2. Falta de esgoto;
3. Aluguel muito caro;
4. Ruas sem pavimentação e sinalização;
5. Alagamento das ruas quando chove;
6. Favelamento do bairro Laranjeiras.
Impedimentos
1. Vontade política;
2. Verba;
3. Falta de fiscalização do poder público;
4. Falta de interesse dos vereadores e governamentais.
Oportunidades
1. Saneamento;
2. Pavimentação das ruas.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 32


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 2 -
Problemas principais
1. Documentação – a grande maioria dos proprietários não tem escritura pública.
Grande parte da área é da Marinha;
2. Infra-estrutura – a rede pluvial é precária e é invadida pela tubulação do esgoto;
3. Falta fiscalização na construção dos muros das casas que cada vez mais
invadem as ruas;
4. As ruas estão em péssimo estado de conservação.
Impedimentos
1. Má vontade política;
2. A população não cobra e ainda colabora para o agravamento dos problemas.
Oportunidades
1. Manter uma fiscalização mais rígida;
2. Conscientizar a população quanto às construções irregulares e esgoto
clandestino.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 33


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

4.6 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Enseada do Brito / Praia de


Fora / Marivone / Pontal

Data nº de participantes Local


11 de maio de 2009 21

Delegados
Beijamim Ribeiro dos Santos Gênesis Duarte
Diagnóstico
GRUPO 01 -
Problemas principais
1. Necessidade de moradia;
2. Saneamento básico;
3. Arruamento.
Impedimentos
1. Áreas de preservação / Mata Atlântica;
2. Terra acidentada;
3. Terrenos irregulares (sem Escritura).
Oportunidades
Realizar desapropriação de áreas remanescentes para habitação popular.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 34


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 02 -
Problemas principais
1. Na Enseada de Brito: terrenos irregulares, sem documentação; falta de geração
estável de renda para aquisição de material de construção; energia elétrica
cara;
2. Praia de Fora: invasão de mangue do Pontal;
3. Marivone: esgoto a céu aberto e sem geração de renda que permita assumir
uma prestação de casa.
Oportunidades
1. Na Enseada de Brito existe uma área de terra de pelo menos 5.000 m2 onde
poderia ser atendida uma parte do problema;
2. Na Praia de Fora também existem áreas devolutas.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 35


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

4.7 Sistematização dos Dados de Diagnóstico de Sétima Reunião: Pinheira /


Guarda do Embaú / Praia do Sonho / Passagem do Massiambu / Ponta dos
Papagaios

Data nº de participantes Local


12 de maio de 2009 27

Delegados
Juliano Medeiros Hélia Alice dos Santos
Diagnóstico
GRUPO 01 –
Problemas principais
1. Saneamento básico;
2. Água potável;
3. Coleta de lixo seletivo;
4. Área de lazer;
5. Creche;
6. Aquisição de casa própria.
Impedimentos
1. Interesse da população;
2. Vontade política.
Oportunidades
1. Organização da comunidade;
2. Melhor uso do espaço da Colônia de Pescadores;
3. Melhor uso do galpão de triagem do lixo sólido;
4. Terreno do campo de futebol sob a responsabilidade do Conselho Comunitário

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 36


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 02 –
Problemas principais
Saneamento básico.
Impedimentos
Interesse da população.
Oportunidades
Organização da comunidade.
GRUPO 03 –
Problemas principais
1. Saneamento básico;
2. Água de má qualidade;
3. Atendimento precário do Posto de Saúde;
4. Falta de atendimento bancário;
5. Falta de creche.
Oportunidades
1. Uma Associação de Moradores que atue direto com os problemas;
2. Empenho dos moradores com a ajuda das autoridades municipais (Prefeito e
Vereadores).
GRUPO 04 –
Problemas principais
1. Saneamento básico;
2. Tratamento total do esgoto;
3. Melhoria da água;
4. Melhoria dos transportes;
5. Melhoria do sistema de saúde.
Impedimentos
1. Falta de interesse político;
2. Faltam representantes da Comunidade (Vereadores).
Oportunidades
1. Emancipação da Pinheira;
2. A grande maioria da população possui casas ou terrenos, então o que falta é a
melhoria destes.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 37


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

GRUPO 05 –
Problemas principais
1. Água;
2. Saneamento;
3. Moradia;
4. Alagamento das ruas;
5. Falta de creche.
Oportunidades
O terreno institucional da reciclagem poderia ser doado para habitação o que
supriria as necessidades habitacionais de toda a região – da Passagem do
Massiambú, Pinheira e Guarda do Embaú.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 38


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

5 ANÁLISE

A percepção da população em relação ao seu município é um reflexo das


condições de moradia em que ela vive, não apenas no que concerne às condições
físicas da casa em que mora, mas, sobretudo, no que tange às condições de viver e se
desenvolver que o bairro ou a cidade lhe oferece. E são essas condições básicas de
habitabilidade que remetem ao conceito da função social da moradia, em torno do qual
foram orientadas as discussões que se efetivaram nas reuniões comunitárias, seguindo,
aliás, a linha metodológica adotada pelo trabalho como um todo.
A somatória dos problemas apontados pela leitura comunitária coincide,
efetivamente, com o diagnóstico técnico expresso no Produto 2.1. Compilação dos
Dados. Tanto aqui, como lá, os problemas de habitabilidade ressaltados são de igual
natureza e aparecem com os mesmos níveis de carência, precariedade ou urgência. A
diferença restringe-se apenas quanto à setorização que cada bairro, em cada reunião,
pôde fazer em sua leitura coletiva, através da qual é possível saber que o problema da
má qualidade da água é maior na Pinheira, ou que os problemas de regularização
fundiária se fazem mais presentes na Barra do Aririu, por conta das propriedades da
Marinha, ou que os moradores da Enseada do Brito são os que mais padecem com o
sistema viário.
O diagnóstico técnico ressalta a falta de planejamento espacial e sócio-
econômico, entre as principais causas de problemas urbanos como: crescimento
desordenado, falta de saneamento básico, destruição de áreas de preservação
permanente e especulação imobiliária. Todos eles estão presentes na leitura comunitária
só que mais intensamente nuns bairros que em outros.
Outro ponto importante ressaltado no diagnóstico técnico refere-se às condições
de subnormalidade dos domicílios de Palhoça cujos índices apontam nada menos que
37 áreas nesta situação. Na leitura comunitária este problema aparece como relevante
nas indicações feitas pelos bairros Frei Damião, Brejarú e Ponte do Imaruim. Figurando
como item relacionado a esta mesma questão, já que, juntos, compõem o déficit
habitacional de um município, a falta de moradia aparece como um dos problemas
apontados no setor 4.
A questão da ilegalidade fundiária é apontada no diagnóstico técnico como fruto
da valorização especulativa dos terrenos, entre outras causas. Na leitura comunitária, a

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 39


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

regularização fundiária representa um desejo aflitivo para a maioria dos bairros que
aponta a burocracia e o alto custo dos processos de regularização como principais
entraves. Num País onde a aquisição da casa própria é estimulada como uma condição
vital de ascensão social e até de felicidade, o problema é compreensível.
Alguns dos problemas levantados nas reuniões comunitárias, pelos bairros, são
reincidentes em quase todas as comunidades. Os mais graves referem-se ao
saneamento básico em seus componentes principais: esgoto, coleta de lixo, drenagem
das águas pluviais e abastecimento de água tratada, todos eles, contemplados no
diagnóstico técnico.
A falta de equipamentos públicos permeia todas as comunidades, variando de
acordo com as necessidades específicas de cada região. O diagnóstico técnico também
levanta esta questão como decorrente da falta de planejamento espacial, com especial
reflexo no transporte e pavimentação.
A questão da organização comunitária e conscientização popular como fatores
desenvolvimento comunitário, abordada em “mea culpa” na primeira reunião de
moradores, é tema de reflexão do Capítulo 3. - Atores Sociais e suas Capacidades do
Produto 2.1 – Compilação dos Dados e Mapeamento das Informações Coletadas.

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 40


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALHOÇA, Plano Estratégico Municipal para


Assentamentos Subnormais. 2000

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 41


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

ANEXO 1 – APRESENTAÇÃO EXPOSTA NAS REUNIÕES PARA


CONSTRUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE
INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA – ETAPA DE DIAGNÓSTICO

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 42


REUNIÃO PARA
CONSTRUÇÃO DO
PLANO MUNICIPAL
DE HABITAÇÃODE
INTERESSE SOCIAL
DE PALHOÇA

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PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA / DIRETORIA DE HABITAÇÃO de Palhoça

ROTEIRO DA REUNIÃO

1. Auto-apresentação dos participantes e da Consultoria;


2. Exposição dos objetivos da Reunião;
3. Exposição resumida sobre os pressupostos e
objetivos do Plano Municipal de Habitação de
Interesse Social;
4. Diagnóstico da situação habitacional do Município de
Palhoça pelos participantes da Reunião:
5. Eleição de dois representantes da comunidade
presente para participarem das fases seguintes da
construção da Política.

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1
1. EMPRESA

VERTRAG: Empresa de Planejamento


OBJETIVO DA CONSULTORIA:

Elaborar o Plano Municipal de Habitação de


Interesse Social de Palhoça, com a
participação da comunidade, consolidando
os instrumentos de planejamento e gestão
participativos

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PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA / DIRETORIA DE HABITAÇÃO de Palhoça

2. OBJETIVOS DA REUNIÃO

ƒ Identificar, qualificar e quantificar a realidade


habitacional do município de Palhoça;
ƒ Estabelecer quais são os principais problemas
habitacionais do Município e colocá-los em ordem de
importância na avaliação dos presentes;
ƒ Evidenciar as principais ameaças e potencialidades
do Município em referência à questão habitacional.

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2
3. PRESSUPOSTOS DO PLANO

ƒ Viabilizar o acesso regularizado à terra, à habitação, à


infra-estrutura e aos equipamentos e serviços urbanos;
ƒ Promover condições dignas de moradia e o
cumprimento da função social da propriedade;
ƒ Entender a moradia como um direito de todos, de
acordo com a Constituição Brasileira.

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3. OBJETIVOS DO PLANO

ƒ Priorizar programas e projetos habitacionais para


famílias de baixa renda;
ƒ Incentivar o aproveitamento de áreas dotadas de
infra-estrutura não utilizadas ou subutilizadas,
inseridas na malha urbana;
ƒ Garantir a execução de trabalho social visando a
melhoria da qualidade de vida;

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3
4. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO
HABITACIONAL DE PALHOÇA

PROBLEMAS E POTENCIALIDADES:

ƒ Localização adequada / Mobilidade


ƒ Documentação / Custo Financeiro
ƒ Infra-estrutura / Equipamento Urbanos
ƒ Densidade Habitacional / Salubridade
ƒ Padrão construtivo / Conforto2

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5. ELEIÇÃO DOS DELEGADOS

Duas pessoas pra representar a comunidade


local na discussão da próxima etapa:
Estratégias de Ação.

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4
6. PRÓXIMAS ATIVIDADES

ƒ AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA APRESENTAÇÃO DO


DIAGNÓSTICO;
ƒ DISCUSSÃO DAS ESTRATÉGIAS E AÇÃO;
ƒ CONFERÊNCIA MUNICIPAL PARA APROVAÇÃO
DO PLANO;

Para maiores informações, favor consultar o site da Prefeitura:


www.palhoca.sc.gov.br

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PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE PALHOÇA / DIRETORIA DE HABITAÇÃO de Palhoça

5
Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

ANEXO 2 – MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DAS REUNIÕES


COMUNITÁRIAS DE DIAGNÓSTICO

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 48


TEXTO PRODUZIDO PARA DIVULGAÇÃO VIA INTERNET

PLANO DE HABITAÇÃO DE PALHOÇA

RESUMO EXPLICATIVO

1. INTRODUÇÃO

O planejamento habitacional, nos municípios e Estados, é de fundamental relevância para a


consecução das diretrizes da Política Habitacional e a integração urbana, sobretudo, como forma
de garantir a função social da cidade e da propriedade urbana.

Diante de um fluxo migratório acelerado e desordenado durante suas duas últimas décadas, o
município de Palhoça foi o principal destino de entrada desse movimento, originado em grande
parte, devido a uma forte demanda pela busca de um espaço de moradia alternativo na região.
Visando organizar e regularizar essa situação, a Prefeitura Municipal de Palhoça assumiu o
compromisso de rever suas políticas de organização territorial aderindo ao Programa Nacional de
Habitação de Interesse Social, momento em que pleiteou recursos federais junto ao Ministério das
Cidades a fim de aplicá-los em prol de melhoria das condições de moradia dos cidadãos
palhocenses, em especial para o segmento de baixa renda.

Aberto o processo licitatório e homologada a contratação da consultoria – VERTRAG, a Prefeitura


Municipal, por intermédio da Diretoria de Habitação e com apoio da Câmara de Vereadores,
marca oficialmente hoje, o lançamento das atividades para seu Plano Municipal de Habitação de
Interesse Social convidando a todos a participar e acompanhar o processo daqui em diante.
2. O QUE É O PLANO?

No sentido de fortalecer o planejamento estratégico de longo e médio prazo foi concebida a


Política Nacional de Habitação e sancionada a Lei no 11.124, de 16 de junho de 2005, que criou o
Sistema e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - SNHIS/FNHIS, com o objetivo de
integrar a atuação dos três níveis governamentais, descentralizando – de forma articulada – ações
planejadas e fontes de financiamento que buscam otimizar investimentos voltados para a
habitação de interesse social.

Conforme preconiza a Lei, o Plano deverá conter o diagnóstico do setor habitacional, as


diretrizes, objetivos, linhas programáticas, fontes de recursos, metas e indicadores, que
expressem o entendimento dos governos locais e dos agentes sociais, a respeito do planejamento
local do setor habitacional e que definam um plano de ação, para enfrentar seus principais
problemas, especialmente no que se refere à habitação de interesse social.

O Plano de Habitação de Interesse Social consolida o planejamento da ação municipal referente à


questão habitacional num determinado espaço de tempo (com validade de 10 anos conforme
horizonte sugerido pela Lei), considerando os instrumentos locais do ciclo de gestão
orçamentário-financeiro.

Considera como ponto de partida a situação atual do setor habitacional do Município de


Palhoça, levando em conta as condições e disparidades sócio-econômicas; as bases legal
e institucional existentes; e a capacidade operacional e de gestão dos agentes públicos e
privados que operam o setor.

É o instrumento de implantação, por subsídios advindos de processos participativos, a gestão


democrática do planejamento do setor habitacional, especialmente no que tange à habitação de
interesse social.

3. OBJETIVOS

3.1 - Objetivo Geral

Elaborar o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social de Palhoça, com a


participação da comunidade, consolidando os instrumentos de planejamento e gestão, com vistas
a viabilizar o acesso regularizado à terra, à habitação, à infra-estrutura e aos equipamentos e
serviços urbanos, promovendo condições dignas de moradia e o cumprimento da função social da
propriedade.

Neste sentido o Plano deverá atentar para os seguintes objetivos específicos.

3.2 - Objetivos Específicos

a. Orientar as ações do poder público e da iniciativa privada, num processo integrado ao


Plano Diretor Municipal e às demais políticas setoriais de desenvolvimento urbano e
social;
b. Definir o plano de metas que estabeleça os procedimentos e as ações de curto, médio e
longo prazos;
c. Viabilizar o acesso aos recursos públicos federais (SNHIS e FNHIS), viabilizar o
acesso aos recursos públicos municipais, com a definição de dispositivos
orçamentários;
d. Estimular a produção habitacional através de parcerias com a iniciativa privada e
instituições públicas municipais, estaduais e federais.

4. METODOLOGIA

O trabalho será realizado em 3 (três) etapas principais: em uma primeira fase o processo
metodológico, numa segunda fase o diagnóstico habitacional e numa terceira fase, as
propostas e diretrizes para a consolidação de instrumentos eficazes para atender à
demanda habitacional de uma forma sustentável e participativa, utilizando-se da
infraestrutura existente e respeitando as restrições ambientais e de logística do município.
O Processo Participativo atenderá às recomendações da Resolução N° 25 de 18 de março de
2005, editada pelo Ministério das Cidades, que prevê:
(i) ampla comunicação pública;
(ii) ciência do cronograma e dos locais de reunião e de apresentação dos estudos e propostas;
(iii) publicação e divulgação dos resultados dos debates e das propostas adotadas nas diversas
etapas do processo, além da promoção de ações de sensibilização, mobilização e capacitação,
voltadas preferencialmente para as lideranças comunitárias, movimentos sociais, profissionais
especializados e outros atores sociais.
A participação da sociedade e das comunidades beneficiárias no processo de elaboração
do Plano Municipal de Habitação de Interesse Social de Palhoça será viabilizada com apoio dos
seguintes instrumentos:

a. Envolvimento da sociedade em geral e especialmente das comunidades beneficiárias por


intermédio de seus representantes no Conselho Gestor Local do Fundo de Habitação de
Interesse Social;
b. Lançamento de Divulgação do Plano;
c. Reuniões locais;
d. Audiências públicas;
e. Instrumentos de publicidade do PMHIS

- A Etapa I está sendo consolidada através desse evento de Lançamento, onde está sendo
apresentada a metodologia a ser aplicada.
- A Etapa II, de diagnóstico envolve o levantamento de dados e informações sobre a situação em
que se encontra o município acerca de suas questões habitacionais, além de reuniões com a
comunidade, onde serão levantados dados sobre as principais questões - problemas e soluções -
habitacionais sentidas pelas comunidades locais. O cruzamento dessas informações será o
volume de Diagnóstico Habitacional.
- A Etapa III vem a consolidar os dados levantados na etapa anterior, em forma de diretrizes e
ações. Com os dados de demandas e de capacidade de suporte da esfera pública, e a discussão
com os técnicos municipais, além de representantes da comunidade, é possível definir quais
programas e ações serão prioritárias no processo de implementação do Plano de Habitação de
Interesse Social.

Dessa forma, contamos com a participação de todos no processo de construção desse Plano de
Habitação de Interesse Social.

Para acompanhamento das reuniões comunitárias (cronograma) e demais atividades do Plano,


procurar a Diretoria de Habitação na sede da Prefeitura Municipal bem como nos veículos de
comunicação locais.

Obrigado pela colaboração.


TEXTO PARA GRAVAÇÃO CARRO DE SOM

REUNIÃO - 1: DIVULGAÇÃO DURANTE O 1º DIA 04/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs na FADESC na RUA LEÃO BORN, 2132 –
CENTRO.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs na FADESC na RUA LEÃO BORN, 2132 –
CENTRO.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 2: DIVULGAÇÃO DURANTE O 2º DIA 05/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs no CONSELHO COMUNITÁRIO DO


BREJARU na RUA JOSÉ LINHARES, S/N – BREJARU.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs no CONSELHO COMUNITÁRIO DO BREJARU
na RUA JOSÉ LINHARES, S/N – BREJARU.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 3: DIVULGAÇÃO DURANTE O 3º DIA 06/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs na CÂMARA DE VEREADORES na RUA


JOCI JOSÉ MARTINS, 101-PASSA VINTE.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs na CÂMARA DE VEREADORES na RUA JOCI
JOSÉ MARTINS, 101-PASSA VINTE.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 4: DIVULGAÇÃO DURANTE O 4º DIA 07/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL da IGREJA SÃO


FRANCISCO DE ASSIS na RUA JOÃO JOSÉ DA SILVA, 326.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL da IGREJA SÃO
FRANCISCO DE ASSIS na RUA JOÃO JOSÉ DA SILVA, 326.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 5: DIVULGAÇÃO DURANTE O 5º DIA 08/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA


BARRA DO ARIRIÚ.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA
BARRA DO ARIRIÚ.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 6: DIVULGAÇÃO DURANTE O 6º DIA 11/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA


ENSEADA DO BRITO.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA
ENSEADA DO BRITO.

Contamos com sua presença! Participe!


REUNIÃO - 7: DIVULGAÇÃO DURANTE O 7º DIA 12/05

ABERTURA: “MORADIA DIGNA PARA TODOS OS CIDADÃOS PALHOCENSES.”

Venha conhecer e participar do Plano de Habitação de Interesse Social que a Prefeitura


Municipal de Palhoça está desenvolvendo! As reuniões comunitárias iniciam-se no dia
04 de Maio e terminam no dia 12. Para outras informações procure sua associação de
bairro, a sede da Prefeitura ou no endereço eletrônico: www.palhoca.sc.gov.br

A sua participação começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA


PINHEIRA.

Repetindo, as reuniões do Plano de Habitação serão abertas a todos interessados e


a da sua região começa hoje às 19hs no SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DA
PINHEIRA.

Contamos com sua presença! Participe!


Modelo do Cartaz Produzido pela Vertrag para Divulgação das Reuniões
Comunitárias de Diagnóstico
Total de 25 cópias Distribuídas
Modelo de Convite Produzido pela Vertrag para as Reuniões Comunitárias de
Diagnóstico
Distribuição de 130 cópias
Modelo de folder Produzido pela Vertrag para Divulgação das Reuniões
Comunitárias de Diagnóstico
Distribuição de 700 cópias
Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

ANEXO 3 – LISTA DE PRESENÇA DAS REUNIÕES COMUNITÁRIAS DE


DIAGNÓSTICO

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 64


Diagnóstico do Setor Habitacional – Reuniões com a Sociedade

ANEXO 4 – TARJETAS DE DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO ORIGINAIS


DA POPULAÇÃO

Plano Municipal de Habitação de Interesse Social • Etapa 2 • Produto 2.3 • Revisão 1 82

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