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Universidade Federal do ABC

Pró-Reitoria de Pós-Graduação

PROPOSTA DE CURSO NOVO

Pós-Graduação em Relações Internacionais


2017
São Bernardo do Campo
2017
SUMÁRIO
1 - PROPOSTA/CURSO 2

2 - INSTITUIÇÕES DE ENSINO 2

3 - CARACTERIZAÇÃO DA PROPOSTA 3

4 - ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO/LINHAS DE PESQUISA 09

5 - CARACTERIZAÇÃO DO CURSO 16

6 - DISCIPLINAS 27

7 - FORMAÇÃO DO CORPO DOCENTE 53

8 - PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA, ARTÍSTICA E TÉCNICA (2013-2017) 56

9 - EXPERIÊNCIA EM ORIENTAÇÃO 61

10 - PROJETOS NA UFABC 64

11 - RELAÇÃO DA PRODUÇÃO DE DOCENTES 71

12 - PROJETOS DE PESQUISA 90

13 - INFRAESTRUTURA 99

14 - CORPO DOCENTE E CRITÉRIOS DE CREDENCIAMENTO 101

15 - ATIVIDADES COMPLEMENTARES DOS DISCENTES 104

16 - METAS 105

17 - OUTRAS INFORMAÇÕES 106

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1 - PROPOSTA/CURSO

Nome do Programa: Relações Internacionais


Área do Conhecimento: Ciências Humanas
Área de Avaliação: Ciência Política e Relações Internacionais
Tem graduação na área afim?: Sim - Relações Internacionais
Início do Curso de Graduação: 2012
Nível do Curso Proposto: Mestrado Acadêmico
Situação do Curso: Em Projeto
Histórico da proposta junto à CAPES: Proposta Nova

2 - INSTITUIÇÕES DE ENSINO

DADOS DO COORDENADOR
CPF: 08206089802
NOME: Gilberto Marcos Antonio Rodrigues
Email: gilberto.rodrigues@ufabc.edu.br
DADOS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO PARTICIPANTES
UFABC - Universidade Federal do ABC
CEP: 09606-045
LOGRADOURO: Alameda da Universidade, s/nº
COMPLEMENTO: Campus São Bernardo do Campo
BAIRRO: Anchieta
MUNICÍPIO: São Bernardo do Campo
URL: http://www.ufabc.edu.br/

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EMAIL: propg@ufabc.edu.br
TELEFONE: (11)44378400

3 - CARACTERIZAÇÃO DA PROPOSTA

3.1 - Contexto Institucional

A Universidade Federal do ABC foi implementada em 2006 com um modelo


interdisciplinar e tendo o Bacharelado em Ciência & Tecnologia (BCT) como única porta
de entrada. No ano seguinte foram criados os primeiros seis programas de pós-
graduação, dos quais três já com Doutorado. Foi em 2010 que se iniciaram os cursos na
área das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que vem se desenvolvendo
aceleradamente desde então. Em pouco tempo, a nossa comunidade acadêmica logrou
construir uma ampla estrutura de ensino, pesquisa e extensão, impulsionando ainda mais
o original projeto interdisciplinar da universidade. Após a implantação do Bacharelado
em Ciências e Humanidades (BCH), seguiu-se a construção de cursos específicos na
forma dos bacharelados em Filosofia, Políticas Públicas (BPP), Ciências Econômicas
(BCE), Planejamento Territorial (BPT) e, em 2012, Relações Internacionais (BRI); e
Licenciatura em Filosofia. Em 2010 foram criados os programas de pós-graduação em
Ciências Humanas e Sociais e em Planejamento Territorial que contam com doutorado.
Em seguida nasceram os mestrados em Filosofia, Políticas Públicas e Economia. Mais
recentemente, foi criado o mestrado profissional em Filosofia.

Nesse processo, a Universidade Federal do ABC tem se destacado pela


elevada qualidade de seu corpo docente, todos doutores, procurando selecionar
professores com perfil adequado a cursos de pós-graduação. A diversidade de
disciplinas de graduação e áreas de pesquisas, no continuum formado pelos vários
cursos de Ciências Naturais, Engenharias e Ciências Sociais Aplicadas, tem levado à
contratação de docentes de diferentes áreas de formação, o que permitiria acolher
alunos com distintos interesses teóricos e empíricos, sem perder de vista o projeto

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pedagógico da universidade.

Os cursos de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da UFABC possuem mais


de 120 docentes credenciados. Pode-se constatar uma imensa riqueza e grande energia
intelectual para sustentar uma estrutura de pós-graduação mais complexa e vertebrada
numa gama maior de possibilidades, intra e interdisciplinares. Ao mesmo tempo, a
demanda crescente dos alunos egressos dos novos bacharelados terá que ser atendida,
assim como do público em geral, especialmente da região do Grande ABC – some-se a
isso que também é crescente a procura de estudantes oriundos de outras instituições de
ensino superior, de ponta, provenientes do Estado de São Paulo, de outras unidades da
Federação e, também, de outros países.

O Bacharelado em Relações Internacionais (BRI) foi aprovado na UFABC em


2012, vinculado ao Bacharelado em Ciências e Humanidades (BCH) no âmbito do Centro
de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS). A primeira avaliação
realizada pela Comissão do MEC, em 2016, concedeu nota máxima (5,0) ao Curso. No
ENADE 2015 o curso ficou com nota 5, em 3º lugar de um total de 103 cursos avaliados.
Nessa avaliação, o BRI também figurou entre os oito cursos que obtiveram a nota
máxima (5,0).

3.2 - Motivação e Justificativa

A Pós-graduação em Relações Internacionais (PRI) é uma iniciativa de


docentes vinculados (as) ao Bacharelado em Relações Internacionais (BRI). A motivação
basilar desse programa é promover o estudo, no Mestrado, de problemas pertinentes às
Relações Internacionais Contemporâneas, com ênfase na área de Política Internacional.

Nesse sentido, há uma articulação de áreas que compreendem as próprias


Relações Internacionais, bem como: Ciência Política, História, Economia, Geografia,
Sociologia, Direito e Antropologia. Além desses ramos das ciências humanas e sociais
aplicadas, há toda uma preocupação por parte dos pesquisadores no sentido de
estabelecer pontes de diálogo, pesquisa e complementação interdisciplinar com outras

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áreas do conhecimento dentro da UFABC, como os vários ramos das engenharias,
ciência e tecnologia.

No estado de São Paulo há apenas dois programas de pós-graduação em


Relações Internacionais, o Programa Interinstitucional de Pós-graduação em Relações
Internacionais San Tiago Dantas, que reúne PUC-SP, Unesp e Unicamp, criado em
2003, e o Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais do Instituto de
Relações Internacionais da USP, criado em 2008. É importante frisar: há apenas dois
cursos de pós-graduação em Relações Internacionais no estado que concentra o maior
número de graduações em RIs do País (um total de 32 cursos). Portanto, há demanda e
espaço para a criação de mais um programa de pós-graduação em pesquisa acadêmica
strictu sensu no estado de São Paulo.

Desde meados dos anos 1990, houve uma explosão da oferta de cursos de
graduação em Relações Internacionais que acompanhou o processo de abertura do
Brasil e de inserção no processo de globalização. A grande maioria dos cursos, porém,
foi oferecida por instituições de ensino privadas, de modo que a participação das
universidades públicas ainda é modesta e recente, com exceção da pioneira UnB.

O Bacharelado em Relações Internacionais da UFABC inseriu-se nesse cenário


de fortalecimento da área de Relações Internacionais nas universidades públicas, tanto
do ponto de vista educacional, acadêmico e de pesquisa, quanto do ponto de vista social
e político. No entanto, é preciso considerar que não só o curso de RI, mas a própria
UFABC, representam experiências singulares, com características inovadoras que serão
apresentadas adiante, de forma sintética.

Assim, é preciso notar que o Bacharelado em RI da UFABC apresenta uma


grande especificidade em relação aos demais cursos de Relações Internacionais,
justamente por se inserir em um projeto universitário inovador, que privilegia a
interdisciplinaridade, excelência e inclusão social com ênfase nas áreas de ciência e
tecnologia. Essa especificidade se expressa, como não poderia deixar de ser, nos eixos
centrais do curso de BRI da UFABC que buscam, também, dar conta da nova inserção

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internacional do país.

No âmbito da cooperação institucional, o BRI estabeleceu relações, desde o


seu início, com o curso de Relações Internacionais da UNIFESP. As duas instituições,
UFABC e UNIFESP, são as únicas universidades federais situadas na região
metropolitana de São Paulo (o BRI, em São Bernardo, e o curso de RI da UNIFESP em
Osasco). Essa aproximação teve como resultados, entre outros, a realização conjunta
das Semanas de Relações Internacionais (I Semana, em 2015, na UFABC, a II Semana,
em 2016, na UNIFESP, e a III Semana, em 2017, novamente na UFABC) e o
estabelecimento de um projeto de pesquisa entre os docentes dos dois cursos. Em razão
dessa proximidade, três professores do curso de RIs da UNIFESP estão participando do
projeto de mestrado. Espera-se que esse intercâmbio entre as duas universidades seja
aprofundado por conta da implantação do programa de pós-graduação.

Além disso, o BRI sediou em 2013 uma Conferência Nacional de Política


Externa com participação de cerca de mil alunos, acadêmicos, profissionais e gestores
de vários estados, com transmissão ao vivo acompanhada por 12 mil internautas do país
e de exterior. Esse evento foi um marco pela qualidade dos debates e mesas, e gerou
uma publicação (2003-2013 – Uma Nova Política Externa) lançada pela Editora da
UFABC em outubro de 2014.

O programa de pós-graduação nasce a partir da experiência bem sucedida da


implantação e consolidação do Bacharelado em Relações Internacionais (BRI), seja no
âmbito acadêmico, seja nas diferentes iniciativas de extensão universitária realizada
pelos docentes do bacharelado. Há 26 docentes alocados no BRI, além de nove outros
docentes credenciados. Quase todos os professores (as) do BRI tem orientações de TCC
concluídas ou em andamento; a maioria tem orientações de IC concluídas ou em
andamento; uma parte do professorado tem orientações de mestrado concluídas ou em
andamento; alguns têm orientações de doutorado concluídas ou em andamento. A rica
experiência do BRI gerou a massa crítica para avançar para um mestrado em Relações
Internacionais. Vale salientar que a atividade de pós-graduação é imprescindível para
permitir o aprimoramento da qualidade do trabalho desenvolvido por esse amplo grupo

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de docentes da área de RI.

Essas grandes áreas foram desdobradas em outras subáreas, como Geografia


Política, Segurança Internacional, Teoria das Relações Internacionais, Política Externa
Brasileira, Direitos Humanos, entre outras. Os professores e professoras possuem
interesses, pesquisas, publicações, prática docente, experiência profissional e
internacional (gestão pública ou privada, assessorias, consultorias, implantação de
projetos e cursos), e que contribuem para o enriquecimento intelectual e operacional
dentro das três linhas de pesquisa.

Do ponto de vista da pesquisa e em sintonia com o projeto pedagógico da


UFABC, o PRI tem a ambição de se consolidar como um dos principais programas
brasileiros no âmbito das Relações Internacionais. Além do aspecto da pesquisa
científica, há a compreensão de que o conhecimento gerado pode contribuir com o
desenvolvimento de um pensamento crítico que se desdobrará para além do ambiente
puramente acadêmico. Espera-se que o programa constitua um ambiente intelectual que
contribua não só para a formação de pesquisadores (as) de ponta nessa área, mas que
também forneça quadros que atuarão nos setores público e privado, bem como no
terceiro setor. Essa ambição reflete o projeto pedagógico no sentido de pensar e
contribuir com a integração dos diversos setores da sociedade brasileira no cada vez
mais complexo sistema internacional contemporâneo, pensando-se nas áreas de
cooperação e conflito, economia, diplomacia, defesa, segurança, cultura, identidade,
instituições governamentais, direitos humanos e sociedade civil. Essa divisão espelha os
diversos projetos de pesquisa, individuais e coletivos, do corpo docente que integrará a
Pós-Graduação.

A proposta do PRI nasceu com a colaboração do Programa de Pós-Graduação


em Ciências Humanas e Sociais (PCHS), ao qual uma parte dos docentes está
vinculada. Uma característica do futuro mestrado em Relações Internacionais é o fato de
vários dos seus professores terem atuado anteriormente em outros Programas de Pós-
Graduação, dentro e fora da UFABC. Destaca-se a enorme contribuição e sinergia
gerada dentro do Programa de Ciências Humanas e Sociais da UFABC– PG-CHS, uma
vez que nele cinco professores concluíram orientações e seguem orientando pesquisas

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que abordam questões sociais que dialogam direta ou indiretamente com temáticas das
relações internacionais.

O projeto de PRI contempla espaço de cooperação concreta com o PG-CHS,


por meio de disciplina de opção limitada compartilhada, o que deve se ampliar a partir
de um diálogo profícuo mantido com a coordenação e corpo docente do PG-CHS. Essa
cooperação também se realizará por meio de orientações e co-orientações, participação
em projetos de pesquisa assim como organizações de eventos de temática social e
internacional que possam dialogar tanto teórica quanto empiricamente.

O BRI também manteve desde seu início uma relação estreita com os
bacharelados em Ciências Econômicas, Políticas Públicas e Planejamento Territorial nos
âmbitos da extensão, pesquisa e ensino (disciplinas compartilhadas). O PRI deve
aproveitar desta experiência para estabelecer trabalhos conjuntos com os programas de
pós-graduação em Políticas Públicas, em Economia e Planejamento Territorial.

Não obstante essa caraterística e vocação para a cooperação intra-


institucional, o PRI nasce como um curso disciplinar, com foco robusto no campo
científico em que se projeta. A área de concentração do Mestrado será em Política
Internacional, e seu projeto pedagógico se desdobra em três linhas de pesquisa, são
elas: Direitos Humanos; Segurança Internacional e Geopolítica; Política Externa
Brasileira e Integração Regional Latino-Americana.

3.3 - Cooperação e intercâmbio

O Bacharelado em Relações Internacionais tem um convênio com a


Universidade de Quilmes em Buenos Aires, Argentina, sob o qual foi realizado um
intercâmbio em 2015, com 35 alunos acompanhada por um professor. Em maio de 2017,
foi realizada outra viagem de estudo com 22 estudantes e um professor. Nesta
oportunidade foram iniciados trâmites para a consecução de parcerias de cooperação
com universidades e centros de pesquisa na Colômbia e no Equador. Entre elas,
destacamos a Universidade Nacional da Colômbia, Escola Superior Militar, Universidad

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La Gran Colombia, Instituto de Cultura Brasil-Colômbia, Universidad Externado,
Universidad Andina, UNASUL e FLACSO.

Dois docentes do curso lograram a aprovação de um convênio (MOU) com a


Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), em 2016, e há tratativas em curso para
estreitar o vínculo em Relações Internacionais. Pretendemos aprofundar esse tipo de
iniciativa no âmbito da pós-graduação, incentivando tanto estágios docentes quanto
discentes. Teremos como foco a parceria e a cooperação com Institutos de Relações
Internacionais na Ásia, América Latina, África, Estados Unidos e Europa.

No âmbito das organizações internacionais, quatro docentes do BRI co-


coordenam a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), a partir de convênio assinado com
o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em 2014. Em
novembro de 2017, a CSVM-UFABC sediou a Primeira Conferência Latino-Americana e
VII Seminário Nacional das Cátedras Sérgio Vieira de Mello. Entendemos que a difusão
de conhecimento e o aprofundamento das pesquisas passam pelo processo de
internacionalização do conhecimento. Essa é uma marca da UFABC. O nosso corpo
docente tem uma ampla experiência internacional com formação em universidades em
outros países como Espanha, Bélgica, Colômbia, Canadá, Costa Rica, EUA, França,
Holanda e Reino Unido.

4 - ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO/LINHAS DE PESQUISA

4.1 - Área de Concentração: Política Internacional

A Política Internacional tem como foco a política nas relações internacionais. A


singularidade dessa proposta reside na escolha analítica e interpretativa dos fatos,
processos e fenômenos das relações internacionais que recai primordialmente na
política. Os dois Programas de Pós em RI existentes no estado de São Paulo tem
propostas diferentes do da UFABC. O Programa de Pós do IRI/USP tem como área de
concentração – Relações Internacionais, a qual está baseada em quatro áreas de

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conhecimento (Ciência Política, Economia, Direito e História). A razão dessa
multiplicidade de áreas se deve, sobretudo, à origem e viabilidade organizacional do
Programa, que nasceu, e se mantém, a partir de áreas fragmentadas, mas convergentes,
da USP. No caso do Programa San Thiago Dantas (PUC-SP, Unesp, Unicamp), há duas
áreas de concentração – 1) Instituições, processos e atores; 2) Paz, defesa e segurança
internacional. A opção aqui – lembrando que há três instituições participantes – foi
permitir a melhor distribuição de áreas de conhecimento em dois focos mais detalhados.

Uma Área de Concentração em Política Internacional se mantém


suficientemente abrangente para abarcar três linhas de pesquisa com temas distintos,
mas confere uma identidade epistemológica que operará num âmbito diverso e plural, no
que tange às teorias e correntes metodológicas das relações internacionais.

Nesse sentido, seu objeto de estudo inclui as relações políticas, econômicas e


sociais no ambiente internacional, composto prioritariamente pelos Estados e as
instituições interestatais, mas envolve também os atores que se movem na zona
transnacional, como as empresas transnacionais, as organizações não governamentais
e movimentos sociais. O Sistema Internacional é entendido como um espaço de conflito
e disputa pelo poder, mas também de tentativas de promover bem-estar humano e social,
e desenvolvimento científico e tecnológico. Nesse sentido, a política internacional se
volta para o estudo das reais e potenciais transformações nas correlações de forças
entre as potências, o surgimento de novos atores e a interrelação com as dinâmicas
políticas no âmbito nacional e regional.

O principal desafio dos estudos de Política Internacional é analisar e interpretar


os novos equilíbrios e desequilíbrios globais e regionais em face da perspectiva de
alterações na estrutura de poder mundial em um contexto de crise financeira, econômica,
política e social no cenário internacional. Esse desafio envolve não somente as
dinâmicas interestatais (entre Estados), mas reflete as transformações inerentes ao
capitalismo global e as dinâmicas internas dos Estados, que impactam na arena
internacional.

A política internacional é uma área de concentração relativamente abrangente


e pode abarcar distintos campos e focos analíticos. O elo comum que compõem o tecido

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de análise – processos políticos – é o diferencial que permite distinguir esta área de
concentração de outras. As três linhas de pesquisa que se vinculam à área, a saber: 1)
Direitos Humanos; 2) Segurança Internacional e Geopolítica; e 3) Política Externa
Brasileira e Integração Latino-americana dialogam entre si por meio desse elo, que é
uma opção delimitada de investigação e interpretação das relações internacionais.

A linha de pesquisa Direitos Humanos tem como objeto de estudo a temática


dos direitos humanos para além da normativa internacional, mas especialmente nas
relações políticas que se travam entre os atores em processos políticos decisórios nos
âmbitos regional e internacional. O mundo pós-guerra fria é marcado por uma
intensificação das crises humanitárias, em parte, inclusive, provocadas por crises
ambientais e fluxos migratórios e a centralidade que ganham os temas envolvendo etnia,
raça, gênero, orientação sexual e religião. Por isso, é importante estudar o papel dos
regimes de proteção individual e coletiva, a função dos organismos internacionais e os
avanços dos compromissos e valores cosmopolitas, como a segurança humana e os
Ojetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como a emergência de xenofobias
e violências sexuais dentro de uma dinâmica de aprofundamento de contatos culturais,
do aumento dos fluxos migratórios e dos novos conflitos armados e violentos. Interessa-
nos também analisar o uso desse instrumental pelas grandes potências para justificar
intervenções amparadas pelo conceito de responsabilidade de proteger aprovado pela
ONU em 2005.

A linha de pesquisa Segurança Internacional e Geopolítica contribui para


compreender o papel dos centros hegemônicos, a pax americana e seu ocaso e a
emergência de novos atores políticos que atuam a fim de modificar a ordem
internacional. Em particular, no plano do sistema mais geral, está posta a centralidade
da política externa dos EUA em relação às ações das demais potências, com particular
ênfase para a China, e, no plano mais geral, a ascensão de outros centros políticos e a
difusão de poder do Estado para outros atores. O que está em jogo é, de um lado, a
defesa de manutenção de privilégios, e, de outro, tentativas de reorganização que
envolve a democratização das estruturas de poder vigentes. Temáticas essenciais para
a compreensão dessa dinâmica incluem a dominação tecnológica, o controle sobre

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recursos naturais, entre os quais a energia, e as questões ambientais. Estes podem ser
tanto objetos de cooperação e acordos como de disputas e conflitos. O estudo da
reconfiguração do poder recoloca também uma análise das dinâmicas internas, o
problema da soberania e dos nacionalismos. O diálogo com a linha de pesquisa Direitos
Humanos se dá, por entre outros canais, com o tema da segurança humana, pela agenda
cada vez mais focada em questões humanitárias do Conselho de Segurança, em sua
ampliação temática para a proteção de civis em conflitos armados e a responsabilidade
de proteger, e pelo uso geopolítico recorrente dessa temática por parte das chamadas
grandes potências.

Seguindo a experiência do projeto pedagógico do Bacharelado em Relações


Internacionais, este programa adota como um de seus focos o estudo da inserção
internacional do Brasil. Na Linha de pesquisa "Política Externa Brasileira e Integração
Latino-Americana", buscar-se-á estudar o impacto das transformações internacionais
sobre o Brasil e a América Latina, tendo em vista o desenvolvimento econômico e social
do país e da região. Interessa entender os desafios na área da defesa e segurança,
identificando as opções e potenciais de uma política externa propositiva e soberana e de
uma integração regional autónoma. Os estudos de política externa brasileira terão como
foco a relação entre o ambiente externo e doméstico, e a dinâmica dos diferentes
interesses e grupos constituintes que determinam a inserção internacional do Estado
brasileiro. Sabe-se a que a integração regional latino-americana é a prioridade da política
externa brasileira, dada a proximidade geográfica, política, cultural e econômica entre
essas nações. Por isso, analisar os limites e desafios das diferentes iniciativas existentes
é de fundamental importância. O diálogo com a Linha de Pesquisa se dá pela necessária
relação e interdependência entre os debates e regimes da segurança internacional e da
geopolítica com a projeção da política externa brasileira nesse campo, bem como o papel
dos regimes hemisféricos e sub-regionais na conformação e contraponto à segurança
coletiva global. O diálogo com a linha de pesquisa Direitos Humanos se desenvolve pela
inter-relação crescente entre política externa e temas de Direitos Humanos, bem como
das temáticas migratória e humanitária no âmbito da integração latino-americana.

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4.2 - Linhas de pesquisa

4.2.1. Direitos Humanos:


Docentes Responsáveis - Daniel Carvalho, Gilberto M. A. Rodrigues, Julia Bertino e
Lucas Tasquetto.

Áreas
a) Migrações Internacionais
b) Regimes Internacionais de DH
c) Conflitos e crises humanitárias
d) Etnia, raça, gênero, orientação sexual e religião

Os direitos humanos se colocam como temática fundamental nas relações


contemporâneas, passando a compor políticas domésticas e se projetando nas políticas
externas dos Estados-nação sobretudo a partir dos anos 1990 até a atualidade. Tal
temática, bastante ampla, abarca múltiplas outras, igualmente de alta relevância: os
movimentos migratórios internacionais (denominados pela literatura de voluntários e
forçados) e internos (especialmente o caso dos deslocamentos tidos como involuntários
que se dão internamente às fronteiras territoriais estatais), crises humanitárias
(decorrentes de conflitos armados, também relacionadas a fluxos de refugiados e que
trazem à tona a discussão sobre a aplicação das normas de Direito Internacional
Humanitário) e a questão das chamadas minorias (grupos historicamente discriminados,
a exemplo das mulheres, negros, população LGBTI, migrantes e refugiados). Não
apenas os Estados são atores de relevo nesse processo, mas também Organizações
Internacionais e Regionais (entre as quais se destacam as do Sistema da Organização
das Nações Unidas), ONGs transnacionais ativistas na área e grupos de indivíduos os
quais passam a pressionar por demandas relacionadas a direitos humanos no âmbito da
política internacional. Desse modo, é importante notar como diversos atores (estatais e
não estatais) mobilizam e se comportam frente aos regimes internacionais

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(especialmente o estruturado no bojo da ONU) e regionais (europeu, interamericano e
africano), compreendendo a temática dos direitos humanos para além da normativa
internacional, mas especialmente nas relações políticas que se travam entre os atores
em tais processos políticos decisórios.

4.2.2 - Segurança Internacional e Geopolítica

Docentes responsáveis: Elias David Morales, Giorgio Romano Schutte, José Alexandre
Hage e Valéria Ribeiro.

Áreas
a) Tecnologia e conflitos internacionais
b) Estado, soberania e nacionalismos
c) Energia, recursos naturais e meio-ambiente
d) Estudos estratégicos e segurança humana

A Linha de Pesquisa 2 (Segurança Internacional e Geopolítica) estudará as


dinâmicas securitárias e as transformações geopolíticas que estão tendo lugar em escala
global na política internacional contemporânea. As relações internacionais serão
estudadas, aqui, numa perspectiva que procura compreender o papel dos centros
hegemônicos e a emergência de atores políticos que atuam no sentido de modificar a
ordem internacional de acordo com seus interesses, contestando o status quo.

Uma preocupação dessa linha será analisar o papel dos Estados nas questões
políticas, econômicas e militares, o problema da soberania e dos nacionalismos, as
disputas em torno da busca, exploração e uso dos recursos naturais, dos recursos
energéticos e os impactos da atividade humana na ecopolítica internacional
contemporânea. As ações dos grupos sociais e políticos na definição de regras que
buscam organizar o sistema internacional em torno desses temas serão estudadas, tanto
no âmbito da cooperação como no da disputa diplomática, econômica, ideológica e

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militar.

Também é objeto de estudo o problema da guerra e da paz envolvendo atores


estatais e não-estatais relacionado com a manutenção do monopólio legítimo da força,
a privatização das forças militares e a emergência de novos exércitos de base
corporativa. A configuração de guerras assimétricas e novos formatos de conflitos, além
dos tradicionais, trazem uma nova visão sobre o contexto atual da segurança
internacional que se dimensiona em vários aspectos incluindo áreas não tradicionais,
como a segurança econômica, societal e humana. Por último, há uma nova perspectiva
sobre os temas emergentes que nesta área têm adquirido relevância internacional tais
como as mudanças climáticas, terrorismo biológico, segurança cibernética, questões
sobre violência e igualdade de gênero além do impacto crescente das mais variadas
formas de tecnologia na diplomacia e nos conflitos internacionais.

4.2.3 - PEB e Integração Regional Latino-Americana

Docentes Responsáveis: Cristine Zanella, Gilberto Maringoni, Ismara Izepe e Tatiana


Berringer

Áreas

a) PEB: história e análise


b) Integração regional
c) Inserção internacional do Brasil e AL no mundo

A Linha de Pesquisa 3 (Política Externa Brasileira e Integração Regional)


estudará a política externa brasileira em seus aspectos fundacionais e conjunturais.
Teremos como foco a integração regional, e em especial na América Latina. Nessa linha,
a PEB é abordada através dos estudos históricos e da Análise de Política Externa, que
questiona a ideia de que o Estado é o agente monolítico das Relações Internacionais e
o interesse nacional é definido apenas em termos de poder político e bem estar-social.
Interessa-nos entender os conflitos burocráticos, de grupos de interesses, atores da

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sociedade civil e classes sociais no processo de definição e ação da política externa.
Entendemos que a principal meta e ponto de conflitos domésticos da política externa
brasileira ao longo do século XX foi a questão do desenvolvimento. Buscaremos
compreender os desafios impostos diante do nosso contexto internacional do século XXI.
A Integração Regional será estudada em torno das suas problemáticas locais e globais.
Será dada a atenção para a problemática da integração regional da América Latina e do
Caribe dentro dos aspectos políticos, econômicos, culturais e sociais. Buscaremos
compreender os desafios da integração regional dada a inserção internacional da região,
porque coexistem diversas iniciativas e quais os limites para o avanço e aprofundamento
dos processos existentes como Mercosul. Unasul, Aliança para o Pacífico e ALBA.

5 - CARACTERIZAÇÃO DO CURSO

5.1 - Detalhamento do Curso

Nível: Mestrado
Nome: Relações Internacionais
Periodicidade da Seleção: Anual

5.2 - Objetivo do Curso/Perfil do Profissional a ser formado

Objetivos Gerais

O objeto do Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais da

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UFABC é o estudo da Política Internacional tendo em vista as mudanças na configuração
geopolítica, o uso das novas tecnologias militares, os fluxos migratórios, o papel dos
direitos humanos, e o papel dos diferentes atores internacionais. Interessa-nos entender
de que forma essa nova dinâmica do cenário internacional impacta a inserção
internacional do Brasil – Sociedade, Estado e Economia. Pretendemos
institucionalmente contribuir com o elevado padrão de ensino, pesquisa e extensão da
UFABC voltado à produção e disseminação de conhecimento interdisciplinar sobre a
Política internacional. Também visamos colaborar com o desenvolvimento da área de
estudos de Relações Internacionais no Brasil e na América Latina, fomentando a
internacionalização universitária da UFABC.

Objetivos Específicos

1. Contribuir para formar e ampliar as capacidades institucionais da UFABC


para a pesquisa, ensino e extensão em temas fundamentais das Relações Internacionais
contemporâneas.

2. Formar pesquisadores que possam atuar em atividades profissionais no


âmbito das Relações Internacionais, contribuindo para os setores público, privado e o
terceiro setor, ou atuar como acadêmicos.

3. Oferecer uma formação sólida e abrangente em teoria, métodos e análise na


área de Relações Internacionais, observada a concentração em Política Internacional
com ênfase em direitos humanos, segurança e geopolítica, política externa brasileira e
integração regional.

4. Compreender as novas dinâmicas da geopolítica no século XXI.

5. Entender o papel dos direitos humanos e o fenômeno das migrações.

6. Analisar o papel desempenhado pelo Brasil na integração regional e no


sistema internacional contemporâneo.

7. Contribuir para a consolidação da área de estudos de relações internacionais

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no Brasil.

8. Fomentar a produção e circulação do conhecimento na área de RIs junto a


comunidade acadêmica internacional.

9. Somar-se às redes de intercâmbio e colaboração internacionais, por meio


de participação e intercâmbio de docentes e discentes da UFABC em instituições
estrangeiras e de recepção de docentes e discentes estrangeiros;

10. Agregar valor ao processo de internacionalização da UFABC.

5.3 - Público Alvo

O público alvo é formado por alunos oriundos dos bacharelados da UFABC, e


de egressos de outras universidades da região do Grande ABC, do resto do estado de
São Paulo e de egressos vindos de outros estados da federação e que se interessam
pelas temáticas abarcadas na área de concentração Política Internacional. Também se
enquadram na categoria público-alvo pessoas interessadas na temática internacional e
que tenham vínculos profissionais com os setores público, privado e com a sociedade
civil, detentores de diplomas de graduação ou mesmo de pós-graduação, mas que não
tenham necessariamente atuação direta no mundo acadêmico. É um objetivo do curso
realizar esforços para que o programa seja atrativo para pesquisadores oriundos de
outros países, e que queiram realizar os estudos pós-graduados em relações
internacionais em temáticas ligadas à inserção internacional do Brasil.

5.4 - Perfil do Profissional a Ser formado

Os egressos do PRI-UFABC terão uma formação acadêmica sólida nesta área,


com capacidade de atuar no âmbito acadêmico, no setor privado, no setor público e no
terceiro setor. O campo de atuação de relações internacionais tem se expandido nos

18
últimos anos, acompanhando o aumento significativo da inserção brasileira nos campos
da política, economia e cultura nos âmbitos regional e global. Desta forma, além do
tradicional concurso do Itamaraty, vários órgãos públicos nas esferas municipal, estadual
e federal, abriram vagas especializadas. Finalmente, cresceu também a oferta de
oportunidades nas empresas privadas e no terceiro setor - organizações internacionais e
organizações não-governamentais, bem como centros de pesquisa.

O PRI almeja que seus egressos desenvolvam um espírito crítico sobre os a


política internacional e tenham a capacidade de compreender nuances dos processos
políticos, econômicos, sociais e culturais que se inserem no sistema internacional
contemporâneo.

Pelo fato de o PRI ser concebido como um programa aberto, espera-se dos
egressos do PRI o desenvolvimento de estratégias e capacidades de pesquisa que
contribuam para a difusão do conhecimento sobre a política internacional em cada uma
das três linhas de concentração: Direitos Humanos; Segurança Internacional e
Geopolítica; Política Externa Brasileira.

Créditos

De acordo com o Regimento Interno para a Pós-Graduação da UFABC, art. 21, § 1º ,


cada unidade de crédito corresponde a 12 horas de atividades programadas,
compreendendo aulas, seminários, trabalhos de laboratório ou de campo, estudos
individuais, atividades complementares e redação de dissertação ou tese. Dessas 12
horas, 4 se referem a horas em sala de aula. Uma disciplina de 4 horas por semana
totaliza, em um regime quadrimestral, 48 horas. No total, são exigidos 120 créditos para
a conclusão do mestrado, dividido conforme a tabela abaixo.

19
Créditos para a obtenção do título*

Disciplinas 60

Dissertação 48

Atividades Complementares 12

Totais 120

Equivalência hora/crédito: 1 crédito = 4 horas aula

* “A quantificação dos créditos será estabelecida em regulamento próprio do


programa”.

Vagas por seleção: 10

5.5 - Descrição Sintética da Estratégia de Oferta de Cursos

Diferentemente da maioria das universidades brasileiras, a UFABC adota o


sistema quadrimestral. Em vez de o período letivo ser dividido em dois semestres, optou-
se por estruturar a oferta de disciplinas em três períodos de doze semanas cada. O
aluno poderá cumprir a carga exigida de disciplinas pelo programa (obrigatórias e de
opção limitada) até o primeiro quadrimestre do segundo ano de ingresso no mestrado.

A oferta sugerida de disciplinas será a seguinte:

A) - 1°. Quadrimestre: 2 obrigatórias (Metodologia e Projeto de Pesquisa & Teoria das


Relações Internacionais) e 1 Opção Limitada (da linha 1)

B) - 2°. Quadrimestre: Uma Obrigatória (Política Internacional) e duas de opção limitada


(das linhas 2 e 3)

20
C) - 3°. Quadrimestre: Três de opção limitada (uma por linha)

Obs.: A partir do terceiro quadrimestre, os estudantes se dedicarão à confecção da


dissertação propriamente dita.

Oferta de disciplinas por quadrimestre

Disciplinas 1o. Quadrimestre 2º. Quadrimestre 3º. Quadrimestre

Metodologia e Projeto X
de Pesquisa

Teoria das Relações X


Internacionais

Política Internacional X

Opção Limitada X X
ofertada pela linha 1

Opção Limitada X X
ofertada pela linha 2

Opção Limitada X X
ofertada pela Linha 3

Disciplinas – Carga Horária e Créditos

Créditos
Horas em sala de
aula

- Disciplinas 36
144
obrigatórias

21
- Disciplinas de 24
96
opção limitada

Total 240 60

Na UFABC as disciplinas são identificadas pelos seguintes componentes:

AAXXXX Nome da disciplina (T – P – I)

Onde:
• AAXXXX – é o código da disciplina;

• T – Indica o número de horas semanais de aulas expositivas presenciais;

• P – Indica o número médio de horas semanais de trabalho de laboratório,


aulas práticas ou de aulas de exercícios, realizadas em sala de aula;

• I – Indica estimativa de horas semanais adicionais de trabalho extraclasse


necessárias para o bom aproveitamento da disciplina.

Disciplinas Obrigatórias – Carga Horária, TPI e Créditos


Disciplinas T (horas-aula) P(horas-laboratório) I (Horas extra- Créditos
Obrigatórias classe)
1. Metodologia de
projeto e pesquisa 4 0 12

2. Teoria das
Relações 4 0 12
Internacionais
3. Política
Internacional 4 0 12

Disciplinas de Opção Limitada - Carga Horária, TPI e Crédito

Disciplinas de Opção T P I Créditos

22
Limitada (horas-aula) (horas-laboratório) (horas extra-
classe)
1. Regime 12
Internacional dos 4 0 8
Direitos Humanos
2. Conflitos Armados e
4
Crises Humanitárias 0 8 12
3. Migrações
4
Internacionais 0 8 12
4. Políticas Públicas
4
de Ação Afirmativa 0 8 12
5. Segurança
Internacional e 4 0 8 12
Estudos Estratégicos
6. Imperialismo:
Dimensões Críticas 0 8 12
4
das Relações
Internacionais
7. China:
Desenvolvimento e 4 0 8 12
Inserção Mundial
8. Geopolítica:
Teorias, Discursos 0 8 12
territoriais de poder e 4
Conflitos
internacionais
9. Geopolítica da
Energia 4 0 8 12

10. Análise de Política


Externa 4 0 8 12

23
11 – Política Externa
Comparada na 4 0 8 12
América Latina
12 – Política Externa
Brasileira e a
Integração Sul- 4 0 8 12
Americana
13 – Temas de
Política Externa 4 0 8 12
Brasileira
14 – Identidade e
Cultura na América 4 0 8 12
Latina

5.6 - Requisitos para qualificação e defesa

Qualificação: O exame de qualificação tem por objetivo verificar a consistência da


pesquisa do candidato na área de concentração do Programa, e será realizado mediante
submissão do texto a uma banca de arguição composta pelo orientador, que a presidirá,
e por mais dois docentes, sendo um deles membro integrante do Programa.

A inscrição para o exame de qualificação poderá ser solicitada a qualquer


tempo, devendo o discente:

1º Ter cumprido no mínimo 75% dos créditos em disciplinas.

2º Respeitar o prazo mínimo de 30 dias antes da data pretendida para a realização do


exame.

3º Entregar à Secretaria de Pós-Graduação a documentação necessária.

4º Remeter a cada um dos membros da banca um exemplar impresso ou em formato


eletrônico do texto de qualificação, a critério dos examinadores.

5º Enviar à Coordenação do Programa uma cópia do texto em formato PDF para arquivo.

O resultado do exame de qualificação será decidido em sessão secreta pelos


membros da comissão examinadora. Será considerado aprovado o discente que obtiver
aprovação da maioria dos examinadores.

24
O discente reprovado poderá submeter seu trabalho ao exame de qualificação
por apenas mais uma vez, dentro do prazo máximo de 90 (noventa dias) da data da
qualificação, com anuência do orientador. O discente que for reprovado por duas vezes
no exame de qualificação será desligado do Programa.

Em casos excepcionais, mediante justificativa do orientador e aprovação da


coordenação do Programa, será permitida a composição da Banca por dois membros
externos ao Programa.

A realização do exame de qualificação do Curso de Mestrado deve ser feita em


até 18 (dezoito) meses após o ingresso no curso e não antes de 6 (seis) meses.

Defesa da Dissertação: para que o discente obtenha o título de Mestre no respectivo


Curso do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais serão exigidos os
seguintes requisitos:

1o. A integralização de todas as unidades de créditos, distribuídas em disciplinas e


atividades complementares assim como para a elaboração e apresentação da
dissertação;

2o. Aprovação no exame de qualificação;

3o. Aprovação da dissertação de mestrado.

4o. O resultado sobre a dissertação de mestrado será decidido em sessão secreta


pelos membros da banca examinadora. A banca deverá apresentar à coordenação do
Programa um parecer circunstanciado contendo a avaliação da dissertação do
candidato. Será considerado aprovado o discente que obtiver aprovação da maioria
dos examinadores.

5o. Estar quite com as obrigações administrativas, financeiras e documentais da


Universidade.

6o. A entrega do texto definitivo e demais documentos exigidos pela PROPG não deve
ultrapassar o limite de 60 dias após a defesa.

25
A banca julgadora deverá estar composta por um professor credenciado no PRI
e um professor externo à Universidade. O presidente da banca de defesa será
necessariamente o orientador.

As especificidades sobre a banca de defesa assim como de exame de


qualificação serão profundamente tratadas através de uma portaria direcionada para este
assunto.

5.7 - Requisitos para a obtenção do título

5.7.1 Mestrado

O mestrado tem duração de 2 (dois) anos, e termina com a defesa pública da


dissertação. O corpo discente deverá cursar três disciplinas obrigatórias e duas
disciplinas de opção limitada, além de preparar e defender a dissertação. No total, serão
cumpridos 120 créditos.

De acordo com o projeto pedagógico da UFABC, algumas disciplinas poderão


ser compartilhadas com outros programas de mestrado, como é o caso, por exemplo, do
Programa de Ciências Humanas e Sociais.

O regimento interno estabelecerá os critérios de seleção, garantindo que o


conjunto de ingressantes tenha formação condizente com o que se espera do Mestrado
em Relações Internacionais, além de considerar critérios de origem étnico-raciais. Todos
os candidatos deverão apresentar um projeto de pesquisa.

6 – DISCIPLINAS

6.1 Disciplinas Obrigatórias

26
1 - TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS (4-0-8)

Docentes responsáveis: Elias David Moralez Martinez, Julia Bertino Moreira, Tatiana
Berringer, Cristiane Zanella

Objetivo

Discutir a constituição das teorias de relações internacionais, a partir de suas


contextualizações históricas e do seu desenvolvimento contemporâneo, assim como
refletir criticamente acerca da aplicabilidade de tais correntes como ferramenta de
interpretação dos temas e fenômenos internacionais.

Ementa

Realismo. Idealismo. Escola inglesa. Debate metodológico. Neoliberalismo.


Neorrealismo. Teoria da interdependência complexa. Regimes internacionais. Economia
política internacional. Marxismo. Teoria do sistema-mundo. Teorias da hegemonia.
Teorias da dependência. Teoria Crítica. Construtivismo. Pós-modernismo. Pós-
estruturalismo. Feminismo. Pós-colonialismo. Debate teórico, metodológico,
epistemológico contemporâneo.

Bibliografia Obrigatória
DOUGHERTY, J. PFALTZGRAFF, R. Contending Theories of International
Relations: A Comprehensive Survey. Richmond: Longman, 2003.

FERNANDES, José. Teorias das Relações Internacionais - Da Abordagem


Clássica ao Debate Pós-positivista. Coimbra: Almedina, 2009.

WENDT, Alexander. Social Theory of International Politics. Cambridge: Cambridge


University Press, 1999.

27
Bibliografia Complementar
KEOHANE, Robert O.; NYE, Joseph S. Interdependência, Cooperación y
Globalismo. México: CIDE, 2005.

WALLERSTEIN, Immanuel Maurice. World-Systems Analysis: an introduction. Duke


University Press, 2004

BURCHILL, S.; LINKLATER, A. DEVETAK, J.; PATERSON, M. REUS, C. Theories of


International Relations. London: ParckGrad Mackmillan. 1996

KAUPPI, M.; VIOTTI, P. International Relations and World Politics. New York:
Prentince Hall. 2007.

TICKNER, Arlene B.; WAEVER, Ole. International Relations Scholarship around the
World: worlding beyond the West. Oxon: Routledge, 2009.

2 - METODOLOGIA E SEMINÁRIO DE PESQUISA EM Ris (4-0-8)


Docentes responsáveis: Júlia Bertino Moreira, Gilberto Marcos Antonio Rodrigues,
José Alexandre Althahyde Hage, Lucas Tasquetto.

Objetivos
a) Desenvolver com os alunos uma reflexão crítica a respeito das diferentes
abordagens metodológicas(qualitativas e quantitativas) aplicadas ao estudo das
Relações Internacionais, tanto do ponto de vista teórico como epistemológico,
instrumental e ético;
b) Discutir com os alunos seus projetos de pesquisa inicialmente apresentados
quando do ingresso na pós-graduação, com vistas a aprimorá-los face aos debates
realizados ao longo da disciplina.

Ementa
Desenho de Pesquisa: Problemas, Hipóteses e Variáveis; Debates epistemológicos em

28
Ciências Sociais e Ris; Interface entre abordagens teóricas e metodológicas nas Ris;
Métodos Qualitativos e Quantitativos: Técnicas de Pesquisa; Discussão de Projetos de
Pesquisa

Bibliografia Obrigatória
KING, Gary & KEOHANE, Robert O. and VERBA, Sidney. (1994). Designing Social
Inquiry: Scientific Inference in Qualitative Research. Princeton-NJ, Princeton
University Press.

KLOTZ, Audie & PRAKASH, Deepa (edit.). (2008). Qualitative Methods in


International Relations: A Pluralist Guide. New York, Palgrave MacMillan.

SPRINZ, Detlef F. & WOLINSKY-NAHMIAS, Yael. [ed.]. (2004). Models, Numbers &
Cases: methods for studying international relations. Michigan, The University of
Michigan Press.

Bibliografia Complementar
GEORGE, Alexander L. & BENNETT, Andrew. (2005) Case Studies and Theory
Development in the Social Sciences. Cambridge, Massachusetts, MIT Press, 4th Ed.

MAHONEY, James & RUESCHMEYER, Dietrich. (2003). Comparative Historical


Analysis in the Social Sciences. New York-NY, Cambridge University Press.

JACKSON, Patrick T. (2016). The Conduct of Inquiry in International Relations:


Philosophy of Science and Its Implications for the Study of World Politics (New
International Relations) 2nd Edition. New York, Routledge.

POUPART, Jean; DESLAURIERS, Jean-Pierre; GROULX, Lionel-H; LAPERRIÈRE,


Anne; MAYER, Robert; PIRES, Álvaro. A pesquisa qualitativa: enfoques
epistemológicos e metodológicos. Tradução de Ana Cristina Arantes Nasser.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2012

BRADY, Henry; COLLIER, David (Ed.). Rethinking Social Inquiry: diverse tools,
shared standards. Lanham, USA: Rowman & Littlefield, 2010.

29
3 - POLÍTICA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEA (4-0-8)
Docentes Responsáveis: Alexandre José Althayde Hage, Gilberto Rodrigues, Giorgio
Romano Schutte, Tatiana Berringer.

Objetivo

Compreender a trajetória da política global entre o fim da Segunda Guerra


Mundial e a atualidade, identificando os atores, as ideias e os interesses presentes nos
principais temas do cenário internacional.

Ementa

O cenário global do pós-Segunda Guerra Mundial: Guerra Fria, descolonização,


terceiro-mundismo. Europa Ocidental e do Japão no cenário global. Origem e evolução
dos conflitos no Oriente Médio. Trajetória política da URSS, do bloco soviético e da
China. América Latina: evolução política e inserção internacional. Estado-Nação,
Empresas Transnacionais e outros atores não-estatais. O mundo do pós-Guerra Fria:
unipolaridade e multipolaridade. O Sul Global e a ascensão político-econômica da China.
O debate sobre o declínio do poder estadunidense. Temas Emergentes.

Bibliografia básica
HOBSBAWN, E. Era dos extremos. O breve século XX - 1914, 1991. São Paulo: Cia.
das Letras, 1995

MEARSHEIMER, John J. The Tragedy of Great Powers Politics. 2. Ed. New York:
Norton, 2014.

SARAIVA, José Flávio Sombra, Org. (2008). História das relações internacionais
contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à era da globalização.
São Paulo: Saraiva.

30
Bibliografia complementar
GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. Desafios brasileiros na era dos gigantes. Rio de
Janeiro: Contraponto, 2006.

LEÃO, R. P. F.; PINTO, E. C.; ACIOLY, L. (Eds.) A China na nova configuração global
– impactos políticos e econômicos. Brasília: IPEA, 2011.

MONIZ BANDEIRA, Luis Alberto. A Desordem Mundial. Rio de Janeiro: Civilização


Brasileira, 2016.

NYE, Joseph S., Jr. The Future of Power. New York: Public Affairs, 2011.

WOOD, Ellen Meiksins. O Império do Capital. Tradução: Paulo Cesar Castanheira.


São Paulo: Boitempo, 2014.

6.2 - Disciplinas de Opção Limitada

LINHA DE PESQUISA 1 - DIREITOS HUMANOS

1 - REGIME INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS (4-0-8)

Docentes Responsáveis: Daniel Carvalho, Gilberto Rodrigues e Julia Bertino

Objetivo

Analisar de forma crítica o regime internacional de proteção dos Direitos


Humanos e a atuação de seus órgãos e tribunais internacionais. Estudar o âmbito
promocional e seu impacto no âmbito protetivo.

31
Ementa

Contextualização histórica e fundamentação teórica dos direitos humanos.


Análise do seu conteúdo através dos principais tratados e declarações internacionais.
Sistema de proteção internacional estabelecido no âmbito universal pela ONU. Sistemas
dos diversos tribunais regionais internacionais (europeu, interamericano, africano) e suas
principais decisões. Incipiente sistema árabe de proteção aos Direitos Humanos.
Influência do regime internacional nos Estados Nacionais e as propostas governamentais
de promoção dos direitos humanos. Crescente atuação da sociedade civil no plano
internacional, mediante o trabalho de proteção e promoção das organizações não
governamentais e dos movimentos sociais.

Bibliografia Obrigatória

COMPARATO, Fábio Konder. A afirmação histórica dos Direitos Humanos. Editora


Saraiva. São Paulo, 2015. ISBN 978-85-02-06223-8

DOUZINAS, Costas. The End of Human Rights: critical legal thought at the turn of
the century. Oxford: Hart Publishing, 2010.

RAMOS, André Carvalho. Teoria Geral dos Direitos Humanos na Ordem


Internacional. Editora Renovar. Rio de Janeiro, 2005. ISBN 85-7147-524-5

Bibliografia Complementar
BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. Campus. Rio de Janeiro, 2004. ISBN
9788535215618

MOYN, Samuel. The Last Utopia: human rights in history. Cambridge; London:
Harvard University Press, 2010.

PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e Justiça Internacional. Editora Saraiva. São


Paulo, 2007. ISBN 85-02-05827-4

32
RAMOS, André Carvalho. Processo Internacional de Direitos Humanos. Editora
Saraiva. São Paulo, 2015. ISBN 978-85-02-62056-8

WILSON, Richard A. Human rights in global perspective: anthropological studies


of rights claims and entitlements. Routledge. Londres, 2003.

2 - CONFLITOS ARMADOS E CRISES HUMANITÁRIAS (4-0-8)


Docentes Responsáveis: Daniel Carvalho, Gilberto Maringoni de Oliveira, Gilberto
Rodrigues, José Alexandre Altahyde Hage.

Objetivo

A disciplina trata da relação entre conflitos armados e crises humanitárias.


Análise da atuação dos atores governamentais, não-governamentais, os órgãos da ONU
e organizações internacionais da sociedade civil que atuam nesse campo. Aborda o tema
a partir da literatura sobre Organizações Internacionais, Direito Humanitário, Direitos
Humanos e Estudos sobre a Paz.

Ementa

O debate conceitual sobre os conflitos armados a partir das organizações


internacionais e da literatura; O regime jurídico internacional para a prevenção e
balizamento de conflitos armados; Órgãos da ONU que atuam na prevenção e resolução
de conflitos armados; Tribunal Penal Internacional: crimes de guerra, genocídio e crimes
contra a humanidade; Migrações forçadas; Órgãos da ONU que atuam em crises
humanitárias; Responsabilidade de proteger e responsabilidade ao proteger; Ajuda
humanitária; Missões e Operações de Paz.

Bibliografia Obrigatória
ABC de las Naciones Unidas. Nueva York: Naciones Unidas, 2012 (Disponível on line
na Biblioteca da ONU: http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/united-

33
nations/abc-de-las-naciones-unidas_77c4599b-es#.WJpye_K8o20#page5)

CARNEIRO, Wellington P. Crimes contra a Humanidade. Do Holocausto à Primavera


Árabe. Prismas, 2015.

ROEDER, Larry et al (Ed.). Diplomacy and Negotiation for Humanitarian NGOs.


New York: Springer, 2013

Bibliografia Complementar
CURRAN, D.; FRASER, T.; ROEDER, L; ZUBER, R. (Ed.). Perspectives on
Peacekeeping and Atrocity Prevention. Expanding Stakeholders and Regional
Arrangements. New York: Springer, 2015. (ISBN: 978-3-319-16371-0)

DUNANT, Henri. Recuerdo de Solferino. Comité Internacional de la Cruz Roja.


Disponível na Biblioteca digital da Cruz Vermelha:
https://www.icrc.org/spa/resources/documents/publication/p0361.htm

GENSER, J.; COTLER, I. (Ed.). The Responsibility to Protect. The promise of


stopping mass atrocities in our time. New York: Oxford University Press, 2012.
Preface by Desmond Tutu and Vaclav Havel.

JINKS, Derek et al (Ed.). Applying International Humanitarian Law In Judicial and


Quasi-Judicial Bodies. New York: Springer, 2014

SWINARSKI, Christophe. Direito Internacional Humanitário como sistema de


proteção internacional da pessoa humana: principais noções e institutos. São
Paulo: Revista dos Tribunais, 1990.

3 - MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS (4-0-8)


Docentes Responsáveis: Daniel Carvalho, Gilberto Rodrigues e Julia Bertino Moreira.

Objetivo

Familiarizar os pesquisadores com os textos teóricos fundamentais dos

34
processos de migração internacional e a construção da alteridade. Apresentar os últimos
avanços das pesquisas brasileiras e internacionais nesta área. Localizar nas realidades
sociais e políticas contemporâneas diagramas explicativos e as teorias aplicadas no
domínio da migração internacional.

Ementa
Dinâmicas e desafios dos processos migratórios contemporâneos. Migrantes
voluntários e migrantes forçados. Conflitos e transformações no universo do trabalho,
globalização, crise econômica e crise ambiental. Migração e alteridade. Produção das
identidades coletivas e processos de segregação e discriminação. Política migratória e
desenvolvimento local / regional. Políticas migratórias e o lugar do Brasil no acolhimento
de migrantes e refugiados. Recomposições territoriais, articulação entre território e
identidade.

Bibliografia Obrigatória
BRANDÃO, C. A. Território e desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local
e o global. Campinas, Editora da UNICAMP, 2007.

PÓVOA NETO, Helion; FERREIRA, Ademir Pacelli (Org.). Cruzando fronteiras


disciplinares: um panorama dos estudos migratórios. Rio de Janeiro, RJ: FAPERJ:
Revan, 2005. ISBN 9788571063136.

Bibliografia Complementar
COURGEAU, Daniel. Méthodes de mesure de la mobilité spatiale: Migrations
internes, mobilité temporaire, navettes. Paris, FRA: L’Institut National D’Estudes
Démographiques, 1988. ISBN 9782733220092.

GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

PRADO, Erlan José Peixoto do; COELHO, Renata (Org.). Migrações e trabalho.

35
Brasília, DF: MPT, 2015. ISBN 9788568203026.

SASSEN, S. The mobility of Capital and Labor. Cambridge: Cambrigde University


Press, 1988.

TARRIUS, A. La mondialisation par le bas: les nouveaux nomades de l’économie


souterraine. Paris: Éditions Balland, 2002.

4 - POLÍTICAS PÚBLICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA (4-0-8)


Docentes Responsáveis: Elias David Morales Martinez, Gilberto Rodrigues e Júlia
Bertino.

Obs.: Disciplina compartilhada com PGPP

Objetivo

Identificar os principais campos de incidência da discriminação da pessoa


humana e da violação dos seus direitos fundamentais. Análise do surgimento e
consolidação das políticas públicas de ação afirmativa. Análise crítica dos seus impactos
e da sua eficiência.

Ementa
Teorias do racismo; Doutrina racista no escravismo colonial; Racismo científico
e imperialismo neocolonial; A industrialização e os limites da ascensão social das
minorias; Mecanismos de discriminação no mercado de trabalho no capitalismo pós-
industrial; Movimentos sociais de luta contra a discriminação; Partidos políticos,
sindicatos e antirracismo nos EUA, Europa e Brasil; História das políticas de ação
afirmativa nos EUA, Europa e Brasil; Análise do impacto socioeconômico das políticas
de ação afirmativa; Medidas de desigualdade racial; A eficiência social das cotas no
ensino superior no Brasil.

36
Bibliografia Obrigatória

BALIBAR, Etienne, WALLERSTEIN, Immanuel. Race, nation et classe. Les identités

Ambiguës. La Découverte, Paris, 1988.

BERGMAN, Barbara. In defense of affirmative action. Basic Books, Nova Iorque,


1997.

ROBINSON, Cedric. Black marxism: the making of the Black radical. University of
North Carolina press, Chapel Hill, 2000 [1983].

Bibliografia Complementar

BLOOM, Jack M. Class, race and the civil rights movement. Indiana University
Press, Indianapolis, 1987.

CHADAREVIAN, Pedro C. Économie politique du racisme au Brésil. De l’abolition


de l’esclavage à l’adoption des politiques d’action affirmative. EUE, Saarbrücken,
2011.

COX, Oliver C. Race relations. Elements of social dynamics. Wayne State University
Press, Detroit, 1976.

MOURA, Clóvis. Brasil: as raízes do protesto negro. Global Editora, São Paulo,
1983.

REICH, Michael. Racial inequality. A political-economic analysis. Princeton


University Press, Princeton, 1981.

LINHA DE PESQUISA 2 – SEGURANÇA INTERNACIONAL E GEOPOLÍTICA

37
1 - SEGURANÇA INTERNACIONAL E ESTUDOS ESTRATÉGICOS (4-0-8)

Docentes Responsáveis: Cristiane Zanella, Elias David Morales, José Alexandre


Althayde Hage,

Objetivo
Apresentar as principais linhas teóricas e as reflexões críticas que
instrumentalizam o estudo e o debate acerca dos problemas de segurança internacional
e dos estudos estratégicos; discutir os principais temas envolvendo a segurança
internacional contemporânea e seus principais atores políticos; Estimular a análise
científico-crítica do panorama da Segurança Internacional através do estudo de casos
contemporâneos na política mundial.

Ementa
Teorias da Guerra e Teorias da Segurança Internacional; Estados e Atores Não-
Estatais; O Impacto das Tecnologias na Segurança Internacional; Proliferação de Armas
de Destruição em Massa; Propaganda Política – Psy Ops (Psychological Operations);
“Novos” temas de Segurança Internacional; Securitização e Politização; Grande
Estratégia: Teoria e Prática no Séc. XXI; Segurança Coletiva e Operações de Paz;
Guerras Assimétricas: Terrorismo e Contra-Terrorismo.

Bibliografia Obrigatória
BUZAN, Barry & HANSEN, Lene. Estudos de Segurança Internacional. São Paulo,
Editora Unesp, 2012

WILLIAMS, Paul D. Security Studies. An Introduction. New York, Routledge, 2008.

FREEDMAN, Lawrence. Strategy. A History. Oxford, Oxford University Press, 2013.

38
Bibliografia Complementar
ARON R. Paz e Guerra entre as Nações. Brasília, Editora Universidade de Brasília,
1986.

BOOTH, Ken. Critical Security Studies and world politics. Boulder, Lynne Rienner,
2005.

CEPICK, Marco (Ed.) (2010) Segurança Internacional: Práticas, Tendências e


Conceitos. São Paulo: Editora Hucitec. Link do PDF:
http://professor.ufrgs.br/marcocepik/files/cepik_org_-_2010_-
_seguranca_internacional.compressed.pdf
COLLINS, Allan. Contemporary Security Studies. Oxford, OUP, 2007.
CLAUSEWITZ, Carl von. On War. Princeton-NJ, Princeton University Press, 2008.

2 - IMPERIALISMO: DIMENSÕES CRÍTICAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS (4-


0-8)
Docentes Responsáveis: Gilberto Maringoni de Oliveira, Giorgio Romano Schutte,
Tatiana Berringer, Valéria Ribeiro.
Objetivos
Estudar as abordagens críticas dentro do campo das relações internacionais
em torno do tema do imperialismo. Parte-se da recuperação das teorias marxistas
clássicas do imperialismo para em seguida analisar as contribuições teóricas depois da
Segunda Guerra, da crise dos anos 70 e do fim da Guerra Fria. Também serão discutidos
autores que abordam o novo imperialismo. Em torno dessa recuperação pretende-se
aprofundar a análise do imperialismo em suas várias dimensões e manifestações
concretas mais recentes.

Ementa
Imperialismo clássico; Imperialismo após a 2ª Guerra Mundial; Hegemonia e
teoria do sistema-mundo; Estado e capitalismo e imperialismo a partir dos anos 70: a
internacionalização do capital, a Comunidade Econômica Europeia e as disputas
geopolíticas. Fim da Guerra Fria – geopolítica e financeirização; O debate sobre o “novo

39
imperialismo” nos anos 2000: As disputas interestatais: Estados Unidos, Europa, Rússia
e China; As grandes potências e os BRICS

Bibliografia Básica

LUXEMBURG, Rosa. A acumulação de capital: contribuição ao estudo econômico


do imperialismo. São Paulo: Abril Cultural, 1984.

LENIN, Vladimir I. O imperialismo: fase superior do capitalismo. São Paulo: Global,


1987.

POULANTZAS, Nicos. As classes sociais no capitalismo de hoje. Rio de Janeiro:


Zahar, 1978

Bibliografia Complementar
WOOD, Ellen. O império do capital. Boitempo, 2014.

AMIN, Samir. Os desafios da mundialização. São Paulo, SP: Ideias e Letras, 2006.

FRIEDEN, Jeffry A. Capitalismo global: história econômica e política do século XX.


Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar, 2008.

ANDERSON, Perry. A política externa americana e seus principais teóricos.


DUMÉNIL, Gérard LÉVY Dominique. A crise do neoliberalismo. Editora Boitempo,
2011.

3 - CHINA: DESENVOLVIMENTO E INSERÇÃO MUNDIAL (4-0-8)


Docentes responsáveis: Giorgio Romano Schutte, Tatiana Berringer, Valéria Lopes
Ribeiro.

40
Ementa

China, das origens à revolução de 1949. Nova Democracia, Revolução Cultural,


Reformas e abertura. Town and. Village Enterprises (TVE), reforma rural e agricultura.
Política industrial, desenvolvimento tecnológico e Zonas Econômicas Especiais.
Empresas estatais, comércio exterior, importação e exportação de capitais. Trabalho,
migração, hukou e questão urbana. Instituições políticas, cultura e Defesa. Diretrizes da
política externa chinesa: relação com Estados Unidos, BRICS, África e América Latina.
China e o sistema financeiro internacional. China, instituições, acordos e negociações
globais (ONU, OMC).

Bibliografia Obrigatória
ALBUQUERQUE, E. M. (2012) Agenda Rosdolsky. Belo Horizonte: Editora UFMG.

AMIN, S. (1986). O Futuro do Maoísmo. São Paulo: Vertice.

ARRIGHI, G. (2008). Adam Smith em Pequim. São Paulo: Boitempo.

Bibliografia Complementar
ARRIGHI, G (1994). O longo século XX. São Paulo: Unesp, 1994.

LEÃO, R. P. F.; PINTO, E. C. & ACIOLY, L. (orgs.). (2011) A China na nova


configuração global: impactos políticos e econômicos. Brasília: Ipea.

MARTI, M. E. (2007) A China de Deng Xiaoping. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

PIRES, M.C.; PAULINO, L.A. (orgs.). (2011) As relações entre China e América
Latina num contexto de crise: estratégias, intercâmbios e potencialidades. São
Paulo.

41
POMERANZ, K. (2000) The great divergence: China, Europe, and the making of the
modern world economy. Princeton: Princeton University Press.

XI, J. (2014) A Governança da China. Beijing: Ediciones em lenguas estranjeras.

4 - GEOPOLÍTICA: TEORIAS, DISCURSOS TERRITORIAIS DE PODER E


CONFLITOS INTERNACIONAIS (4-0-8)
Docentes Responsáveis: Giorgio Romano Schutte, José Alexandre Althayde Hage,
Valéria Lopes Ribeiro.

Objetivos
Apresentar e sistematizar o conhecimento em torno da relação entre poder
político e território em escala internacional. Debater os principais discursos, teorias e
conceitos da Geopolítica, visando uma reflexão crítica acerca da área e sua relação com
a política. Analisar, a partir de estudos de caso, as principais concepções e práticas
geopolíticas de antigas e novas potências.

Ementa
Bases epistemológicas da Geopolítica; Geopolítica Clássica; Totalitarismo,
território e poder na Europa durante a primeira metade do século XX ; A perspectiva
liberal norte-americana sobre o território e poder; renovação crítica da Geopolítica:
marxismo e pós-estruturalismo Ordem Geopolítica Bipolar; O geopolítica global dos
Estados Unidos no pós-Guerra Fria e início do século XXI; A geopolítica sul-americana
do Brasil com a criação do MERCOSUL e UNASUL; A reemergência internacional da
Rússia e sua geoestratégia eurasiática no século XXI; A geopolítica global da China e
sua geoestratégia asiática no século XXI

Bibliografia Básica
AGNEW, John; CORBRIDGE, Stuart. Mastering Space: Hegemony, Territory and
International Political Economy. London: Routledge, 1995.

42
COSTA, Wanderley Messias da. Geografia Política e Geopolítica. Discursos sobre
o Território e o Poder. São Paulo: Edusp, 2013.

IKENBERRY, G. John, America Unrivaled: the Future of the Balance of Power.


London, Cornell University Press, 2002.

Bibliografia Complementar
BAUMANN, Renato; OLIVEIRA, Ivan Tiago Machado (Organizadores). Os BRICS e
seus Vizinhos: Comércio e Acordos Regionais. Brasília: IPEA, 2014.

GADDIS, John Lewis. Strategies of Containment: a Critical Appraisal of American


National Security Policy During the Cold War. Nova York: Oxford University Press,
2005.

KENNEDY, Paul. The Rise and Fall of the Great Powers: Economic Change and
Military Conflict from 1500 to 2000. New York: Vintage Books, 1989.

KISSINGER, Henry. Diplomacia. São Paulo: Saraiva, 2012.

Ó THUATHAIL, Gearóid. Critical Geopolitics: The Politics of Writing Global Space.


Minneapolis: Minnesota Press, 1996.

5 – GEOPOLÍTICA DA ENERGIA (4-0-8)


Docentes Responsáveis – Giorgio Romano e José Alexandre Althayde Hage
Obs.: Disciplina compartilhada com PPG-ENE

Ementa
A energia e a formação do sistema mundial. O papel do carvão e do Petróleo e
a era das “Sete Irmãs”. Petróleo e conflito militares. Nacionalismo petroleiro e a formação

43
da OPEP. O cenário energético no pós-1973. As privatizações do pós-1990 e o desafio
da soberania energética. A dinâmica dos preços, a polêmica da escassez e o surgimento
do “shale”. Atores e cenários de destaque: EUA, Europa, China, Rússia, África e
Venezuela. Energia e os desafios do desenvolvimento. Energia, meio ambiente e
aquecimento global. Fontes renováveis: hídrica, eólica, solar, biocombustíveis. Tópicos
das políticas de energia no Brasil.

Bibliografia Obrigatória
BERCOVICI, G. (2011) Direito Econômico do Petróleo e dos Recursos Minerais.
São Paulo: Quartier Latin.

FALOLA, T. & GENOVA, A. (2005) The Politics of the Global Oil Industry – An
Introduction. Westport (EUA), London: Praeger.

FUSER, I. (2008) Petróleo e Poder – O envolvimento militar dos Estados Unidos


no Golfo Pérsico. São Paulo: Editora Unesp.

Bibliografia Complementar
KLARE, M. T. (2008) Rising Powers, Shrinking Planet – The new geopolitics of
energy. New York: Metropolitan Books/Henry Holt and Company.

SHAH, S. (2007) A História do Petróleo. Porto Alegre: L&PM Editores.

YERGIN, D (2011). A Busca – Energia, segurança e a reconstrução do mundo


moderno. Rio de Janeiro: Intrínseca.

JUHASZ, A. (2008) A Tirania do Petróleo. Rio de Janeiro: Ediouro.

KADRI, A. (2014) Arab Development Denied. London

LINHA DE PESQUISA 3 – PEB E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

44
1 - ANÁLISE DE POLÍTICA EXTERNA (4-0-8)

Docentes: Ismara Izepe, Julia Bertino, Tatiana Berringer.


Objetivos
Apresentar os principais conceitos e abordagens das análises de política
externa. Trabalhar sobre a problemática dos processos decisórios e da composição do
interesse nacional na formulação de uma política externa. Entender a crítica que a
Análise de Política Externa (APEx) faz aos estudos clássicos de relações internacionais,
em especial, o realismo. Demonstrar como a política externa é uma política pública,
sujeita à disputa de interesses de grupos de interesses, classes sociais e instituições
burocráticas estatais. Analisar como se configuram os interesses e o papel do
sindicalismo e dos movimentos sociais na política externa.

Ementa
O que é Análise de Política Externa; Abordagem cognitiva; O realismo
neoclássico; A política burocrática; O jogo de dois níveis; Mudanças em política externa;
diplomacia presidencial; Legislativo e a política externa; Empresariado e política externa;
Classes sociais e política externa; Política Externa como política pública; Novos atores e
política externa: a paradiplomacia; Sindicalismo e política externa; Movimentos sociais e
política externa; Estudos sobre o processo decisório de política externa no Brasil.

Bibliografia obrigatória
ALLISON, Graham; ZELIKOW, Philip. Essence of decision: explaining the Cuban
missile crisis. 2. ed. New York, USA: Addison-Wesley, 1999.

BAUER, Raymond; POOL, Ithiel De Sola; DEXTER, Lewis Anthony. American business
and public policy: the politics of foreign trade. 2. ed. Chicago: Aldine Transaction, 2007.

SMITH, Steve; HADFIELD, Amelia; DUNNE, Timothy (eds.), Foreign Policy: Theories,

45
Actors, Cases. New York and Oxford: Oxford University Press, 2012.

Bibliografia complementar
ALDEN, Chris; ARAN, Aran. Foreign Policy Analysis: New Approaches. Routledge,
2011.

DANESE, Sérgio França. Diplomacia presidencial. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.

FIGUEIRA, Ariane Roder. Rupturas e continuidades no padrão organizacional e


decisório do Ministério das Relações Exteriores. Revista Brasileira de Política
Internacional, n. 53, n. 2, p.05-22, 2010.

HERZ, Mônica. Análise cognitiva e política externa. Contexto Internacional, vol. 16,
jan 1994.

OLIVEIRA, Henrique Altemani de; LESSA, Antônio Carlos. (orgs.). Relações


internacionais do Brasil: temas e agendas. v. 2. São Paulo: Saraiva, 2006.

2 - POLÍTICA EXTERNA COMPARADA NA AMÉRICA LATINA (4-0-8)


Docentes: Gilberto Maringoni, Giorgio R. Schutte, Ismara Izepe, Tatiana Berringer.

Objetivos
Estudar de maneira comparativa as políticas externas dos países da América
Latina depois de 1990. Entender como a estratégia dos Estados Unidos impacta as
políticas externas na região. Compreender as formas como o neoliberalismo foi adotado
e também seus impactos sob as políticas externas dos Estados latino-americanos.
Analisar o atual papel da China na América Latina e Caribe. Abordar a dinâmica das
políticas de integração regional.

Ementa

46
Política externa comparada; Neoliberalismo e política externa na América
Latina e Caribe. Relações Brasil, Argentina e Estados Unidos. O papel da China na
América Latina e Caribe. Política externa e governos progressistas nos anos 2000.
Política externa do Chile, Peru e Colômbia: dos tratados de livre comércio à Aliança para
o Pacífico; Política externa do Cone Sul: do Mercosul à Unasul e Celac; Política Externa
da Venezuela e a ALBA.

Bibliografia obrigatória

AYERBE, Luis Fernando (org.). Novas lideranças políticas e alternativas de


governo na América do Sul. São Paulo: Editora Unesp, 2008.

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. Brasil, Argentina e Estados Unidos: da tríplice


aliança ao Mercosul. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Revan, 2003.

RAPORPORT, Mario; MADRID, Eduardo. Argentina, Brasil: de rivales a aliados –


política, economía e relaciones bilaterales. Buenos Aires: Capital Intelectual, 2011.

Bibliografia complementar
BATISTA, Paulo Nogueira. O Consenso de Washington: a visão neoliberal dos
problemas latino-americanos. São Paulo: Consulta Popular, 2001.

CISNEROS. Andrés. Apuntes para una política exterior post kirchnerista: hacia
políticas exteriores de Estados. Buenos Aires: Plenata, 2014.

ESCUDÉ, Carlos. Principios del realismo periférico: una teoría argentina y su


vigencia ante el ascenso de China. 1. ed. Buenos Aires: Lumiere, 2012.

GUIMARÃES, Samuel P. Argentina: visões brasileiras. Brasília: Instituto de


Pesquisa em Relações Internacionais, FUNAG, 2000.

RUSSEL, Roberto; TOKLATLIÁN, Juan Gabriel. De la autonomia antagónica a la


relacional: una mirada teórica desde el Cono Sur. Perfiles Latinoamericanos, vol.

47
10, n. 21, p. 159-194, 2002.

3 - POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA (4-0-8)


Docentes: Gilberto Maringoni, Giorgio R. Schutte, Ismara Izepe

Objetivos

Compreender a relação entre o Estado brasileiro e os demais Estados da


América do Sul em perspectiva histórica, desde as aspirações expansionistas luso-
brasileiras e os conflitos na Bacia do Prata durante o Brasil Império até a formação do
Mercosul, Unasul e Celac. Debater qual é o papel que o Estado brasileiro exerce
atualmente na região e os desafios e perspectivas intra e extrablocos regionais. Entender
o papel do sindicalismo e dos movimentos sociais na integração regional latino-
americana.

Ementa

Bolivarianismo, América Latina e Pan-americanismo; Colonização e a disputa


na Bacia Amazônica; Conflitos na Bacia do Prata; Pacto ABC; Vargas, Dutra e Perón;
CAN; A CEPAL; A ALALC; Ditadura e sub-imperialismo brasileiro; Democratização e
integração regional; Neoliberalismo e Integração Regional; Mercosul; A luta contra a
ALCA; Unasul; CELAC; Aliança para o Pacífico; Articulação dos movimentos sociais na
ALBA.

Bibliografia obrigatória

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. A expansão do Brasil e a formação dos Estados na


Bacia do Prata. Argentina, Uruguai e Paraguai. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2012.

BIELCHOWISKY, Ricardo (org.). Cinquenta anos de pensamento da CEPAL. Vol. 1


e 2. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

48
BONFIM, Manoel. A América Latina: males de origem. Rio de Janeiro, TOPBOOKS,
2005.

Bibliografia complementar
BENTHEL, Leslie. O Brasil e a ideia de América Latina em perspectiva histórica.
Estudos Históricos: Rio de Janeiro, vol. 22, n.44, 2009.

CARDIM, Carlo Henrique; ALMINO, João (orgs). Rio Branco a América do Sul e a
Modernização do Brasil. Rio de Janeiro, EMC, 2002.

DORATIOTO, Francisco. A maldita guerra. São Paulo: Cia das Letras, 2002.

FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO (Org.). A América do Sul e a integração


regional. Brasília, DF: Fundação Alexandre de Gusmão, 2012.

BECKER, Bertha K.; EGLER, Claudio A. G. Brasil: uma nova potência regional na
economia-mundo. 6. ed. Rio de Janeiro, RJ: Bertrand Brasil, 2010.

4 - TEMAS DE POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA (4-0-8)


Docentes: Gilberto Maringoni de Oliveira, Ismara Izepe de Souza, Lucas Tasquetto,
Tatiana Berringer.

Objetivo

Compreender o papel do Brasil no sistema econômico e político internacional,


e apresentar as posições do país em relação aos grandes temas da agenda internacional
contemporânea. Apontar a participação do país nos acordos bilaterais e multilaterais e
nos vários fóruns mundiais. Articular a inserção internacional mais ativa do Brasil e sua
maior participação relativa nas arenas de deliberações globais à emergência de novos
agentes representativos no sistema internacional, tais como Índia, Rússia, África do Sul
e especialmente a China. Debater a maior articulação comercial, produtiva e política com

49
os países que compõem o novo eixo Sul-Sul do desenvolvimento mundial.

Ementa

Do GATT para a OMC e a agenda do Brasil no multilateralismo comercial; o


Brasil na Organização das Nações Unidas – propostas de reforma do Conselho de
Segurança e participação em operações de paz; política externa de defesa e energia; o
Brasil e as grandes questões ambientais contemporâneas; cooperação internacional
para o desenvolvimento e combate à pobreza; participação em coalizões Sul-Sul e
reforma do sistema financeiro internacional; novas estratégias de proteção e promoção
do investimento estrangeiro direto; relações bilaterais com América Latina, África, Ásia e
Estados Unidos.

Bibliografia obrigatória
ACIOLY, Luciana; CINTRA, Marcos Antonio Macedo. (orgs.). Inserção internacional
brasileira: temas de política externa. v. 1. Brasília: IPEA, 2010.

CERVO, Amado. Inserção internacional: formação dos conceitos brasileiros. São


Paulo: Saraiva, 2008.

OLIVEIRA, Henrique Altemani de; LESSA, Antônio Carlos. (orgs.). Relações


internacionais do Brasil: temas e agendas. v. 1. São Paulo: Saraiva, 2006.

Bibliografia complementar
HOPEWELL, Kristen. Breaking the WTO: How emerging powers disrupted the
neoliberal Project. Stanford University Press, 2016.

MRE. Repertório de política externa: posições do Brasil. Brasília: FUNAG, 2007.

50
MILANI, Carlos R. S.; MUÑ OZ, Enara Echart; DUARTE, Rubens de S.; KLEIN, Magno.
Atlas da Polit́ ica Externa Brasileira. Buenos Aires e Rio de Janeiro: CLACSO e
EDUerj, 2014.

SARDENBERG, Ronaldo Mota. O Brasil e as Nações Unidas. Brasília: FUNAG, 2013.

STUENKEL, Oliver. The BRICS and the Future of Global Order. London: Lexington
Books, 2015.

5 - IDENTIDADE E CULTURA NA AMÉRICA LATINA (4-0-8)


Docentes: Gilberto Maringoni, Ismara Izepe, Julia Bertino Moreira

OBJETIVOS

Examinar a existência de uma possível identidade latino-americana no campo


da cultura e dos costumes. Verificar quais seriam os atributos comuns e a relação do
Brasil com os demais países da região. Influências extrarregionais na formação cultural
dos países. Relacionar tais atributos com a posição dos países da região na divisão
internacional do trabalho.

EMENTA

Pesquisar o que significaria uma identidade regional a partir dos processos de


Independência. O surgimento do conceito “América Latina”. Afinidades regionais, língua
e produção estética. As tendências à fragmentação. A construção mítica do passado,
história sincrônica e os principais intérpretes.

Bibliografia básica

ROUQUIÉ, Alain. O extremo-Ocidente. Introdução à América Latina. São Paulo:


Edusp, 1992.

51
VARGAS, Everton Vieira. O legado do Discurso: Brasilidade e Hispanidade no
pensamento social brasileiro e latino-americano. Brasília: Funag, 2007.

BOMFIM, Manoel. A América Latina. Males de origem. Rio de Janeiro: Topbooks,


1993.

Bibliografia Complementar

ARDAO, Arturo. Génesis de la idea y el nombre de América Latina. Caracas: Centro


de Estudios Latinoamericanos Romulo Gallegos, 1980

BETHEL, Leslie. História da América Latina, Edusp. Vols. 1, 2 4

CARRERA DAMAS, Germán. El culto a Bolívar. Caracas: UCV, 1983

CASTELLS, Manoel. O Poder da Identidade: Paz e Terra, 2001.

FARRET, Rafael Leporace, PINTO, Simone Rodrigues. América Latina: da


construção do nome à consolidação da ideia

7 - FORMAÇÃO DO CORPO DOCENTE

Docente Formação

52
IES atual IES de titulação Área de titulação Ano de
titulação

1 Cristine Koehler Zanella UFABC UFRGS e Ghent Estudos Estratégicos 2015


University Internacionais e Ciência
Política

2 Elias David Morales Martinez UFABC USP Integração da América 2008


Latina

3 Gilberto Maringoni de Oliveira UFABC USP História 2006

4 Gilberto Marcos Antonio UFABC PUC-SP Ciências Sociais/RI 2004


Rodrigues

5 Giorgio Romano Schutte UFABC USP Sociologia 2003

6 Julia Bertino Moreira UFABC UNICAMP Ciência Política 2012

7 Lucas da Silva Tasqueto UFABC USP Relações Internacionais 2014

8 Tatiana Berringer UFABC UNICAMP Ciência Política 2014

9 Valéria Lopes Ribeiro UFABC UFRJ Economia Política 2013


Internacional

10 José Alexandre Althayde Hage UNIFESP UNICAMP Ciência Política 2006

11 Ismara Izepe de Souza UNIFESP USP História 2009

12 Daniel Campos de Carvalho UNIFESP USP Direito Internacional 2012

7.1 Perfil do corpo docente

Perfil do Corpo Docente

53
Participação em Corpo
projetos de editorial,
Bolsa pesquisa em revisão de Participação
produtividade andamento artigos em
Docentes cooperações
(sim/não) (indicar anos) (No. total) nacionais /
internacionais

1 Cristine Koehler Zanella Não 2 2 sim

Daniel Campos de Não 3 4


2
Carvalho

Elias David Morales Não 4 11


3
Martinez

Gilberto Marcos Antonio Sim 4 9 sim


4
Rodrigues
Gilberto Maringoni de Não 2 3
5
Oliveira

6 Giorgio Romano Schutte Não 4 1


7 Ismara Izepe de Souza Não 4 7

José Alexandre Não 4 13


8
Althayde Hage

9 Julia Bertino Moreira Não 4 9 sim

10 Lucas Tasquetto Não 4 6

11 Tatiana Berringer Não 4 2 sim

12 Valéria Lopes Ribeiro Não 0 1

7.2 Atuação na Pós-Graduação

Atuação na Pós-Graduação

54
Permanente Dedicação Outros cursos
ou Exclusiva ao que participa
Docentes Colaborador curso (sim/não) (caso pertinente)
1 Cristine Koehler Zanella Permanente Sim

2 Daniel Campos de Carvalho Permanente Sim

3 Elias David Morales Martinez Permanente Não PCHS/UFABC

Gilberto Marcos Antonio Permanente Não PCHS/UFABC


4
Rodrigues
Gilberto Maringoni de Permanente Não PCHS/UFABC
5
Oliveira

6 Giorgio Romano Schutte Permanente Não PCHS/UFABC

7 Ismara Izepe de Souza Permanente Sim

José Alexandre Althayde Permanente Sim


8
Hage

9 Julia Bertino Moreira Permanente Não PCHS/UFABC

10 Lucas Tasquetto Permanente Sim

11 Tatiana Berringer Permanente Sim

12 Valéria Lopes Ribeiro Permanente Sim

7.3 Atuação nas linhas de pesquisa

55
Linha 2: SEGURANÇA Linha 3: PEB E
Linha 1: DIREITOS
INTERNACIONAL E INTEGRAÇÃO REGIONAL
HUMANOS
GEOPOLÍTICA LATINO AMERICANA

Daniel Campos de Carvalho Giorgio R. Schutte Gilberto Maringoni

Gilberto M. A. Rodrigues Valéria Ribeiro Ismara Izepe

Julia Bertino Elias David M. Martinez Tatiana Berringer

Lucas Tasquetto José Alexandre Hage Cristine K. Zanella

8 - PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA, ARTÍSTICA E TÉCNICA (2013-2017)

Produção Científica (2013-2017) TOTAL DE

PUBLICAÇÕE
S

NO
Docente Artigos em Qualis A Qualis B/C DECORRER
Periódicos
CPRI DA VIDA

ACADÊMICA

B1 - 2

Cristine 9 B2 - 1 93
Koehler
1 B5 - 5
Zanella
C- 1

Daniel
Campos de
2 1 B1 - 2 14
Carvalho

56
B1 - 2

3 Elias David 6 A2 - 1 B2 - 5 22
Morales
Martinez

4 Gilberto 1 B2 - 1 62
Maringoni de
Oliveira

Gilberto
Marcos
5 2 A2 - 1 B2 - 1 102
Antonio
Rodrigues

B2 – 1

6 Giorgio 7 A2 - 1 B3 – 1
Romano
B4 – 1 61
Schutte
B5 – 2

C- 1

7 Ismara Izepe 2 B2 - 2 28
de Souza

B1- 1

8 José 9 A2 - 1 B2 -5 109
Alexandre
B3 - 2
Althayde Hage

B1 - 1

9 Julia Bertino 3 B2 - 2 34
Moreira

Lucas da Silva B2 - 2
Tasquetto

57
10 2 31

A1 - 1 B2 - 1

11 Tatiana 7 A2 - 1 B5 - 2 17
Berringer
C- 2

B2 - 1

12 Valéria Lopes 4 B5 - 3 7
Ribeiro

58
8.1 - Indipro
Tabela de comparação dos programas de pós-graduação em Ciência Política e Relações Internacionais

59
Conforme pode-se ver na tabela abaixo, o PRI UFABC já possui um índice de
produtividade elevado (0,6084). Estamos abaixo apenas dos programas da UNB (0.9925), San
Tiago Dantas (0.8953), UERJ (0,7091) e PUC-RJ (0.6856). Esses programas foram criados
respectivamente em 1984, 2003, 2009 e 1987. Em comparação com os demais programas criados
nos últimos anos (UEPB, UFRJ, UFRGS, etc) já temos um índice muito bom.

Indipro comparado com os demais programas da área de Ciência Política e Relações Internacionais

60
9 - EXPERIÊNCIA EM ORIENTAÇÃO

Orientações Concluídas/ em Andamento

Docente
D M TCC IC

Elias David 0/1 9/4 24/4 15/0


Morales
1
Martinez

Cristine 0/0 0/0


Koehler
2 7 18
Zanella

Gilberto 0/0 0/3 2/0 1/0


Maringoni de
3
Oliveira

Gilberto 0/3 1/2 4/1 1/2


Marcos
4
Antonio
Rodrigues

5 Giorgio 0/4 6/1 5/6 2/2


Romano
Schutte

6 Ismara Izepe 0/0 0/0 13 4


de Souza

7 José 0/0 0/0 29 2


Alexandre
Althayde Hage

8 Julia Bertino 0/0 0/0 0/4 7/1


Moreira

9 Lucas da Silva 0/0 0/0 2/4 0/0

61
Tasquetto

10 Daniel 0/0 0/0 29/7 2/1


Carvalho

11 Tatiana 0/0 0/0 14/2 2/1


Berringer

12 Valéria Lopes 0/0 0/0 1/3 1/0


Ribeiro

9.1 - Experiência internacional

Experiência
Docente Instituição País Ano
internacional

Cristine Koehler Sanduíche Ghent University Bélgica 2015


Zanella

Institut
Universitaire de
Daniel Campos Mobility Program Hautes Études Suíça 2005
Carvalho Internationales de
Génève, IUHEI

Elias David Moralez Graduação Universidad Colômbia 2001


Nacional de
Martinez Colombia
Graduação e Universidade de
Mestrado Amsterdam
Holanda
Sociologia. Birzeit University -
Giorgio Romano Birzeit University - Palestina, 1984/87/88
Schutte Palestina, BIRZEIT, BIRZEIT Palestina
Israel.

62
Universidad para
La Paz
Mestrado Costa Rica
Uppsala
Gilberto Marcos Especialização Universitet Suécia
Antonio Rodrigues 1996/2010/2017
Pós-doc (I, II) University of Notre EUA
Dame (I)
American
University (II)

José Alexandre Missão de Trabalho Departamento de EUA 2012


Althayde Hage Estado dos EUA

Julia Bertino Visiting Fellowship University of Reino Unido


Moreira Programe Oxford 2010/2016
Canada
Visiting Scholar York University

Lucas Tasquetto Sanduíche King’s College Reino Unido


London 2012/2014
Formação Noruega
Complementar University of
Bergen

School of Oriental
and African
Tatiana Berringer Visiting Scholar Studies Reino Unido
2014/2016
Missão de Trabalho Université Lumiére França
Lyon 2

Valéria Lopes Visiting Research Stellenbosch África do Sul 2013


Ribeiro University

63
10 - PROJETOS NA UFABC

Docentes
Coordena
Agência Título do Linha de permanentes Tipo de
Docente dor do Vigência
financiadora projeto pesquisa (UFABC) projeto
Projeto
envolvidos

A
Emergênci
Elias Elias CNPq/MCTI a das Seguranç
David David Potências a
Morales Morales Nucleares - Internacio 1 Edital
Martinez Martinez de facto- e nal e Universa
suas Geopolític l
Implicações
à
a
Segurança
Internacion 2017/19
al. Em
direção a
uma nova
relação de
poder no
Sistema
Internacion
al do
Século
XXI?

Conselho Atuação da
Gilberto Gilberto
Nacional de Comunidad
Marco Marco Desenvolviment
Antonio Antonio e Científica Direitos 1 Bolsa de
o Científico e
Tecnológico Brasileira Humanos Produtividad 2016 - Em
Rodrigu Rodrigues nas e andamento
es Organizaçõ
es
Internacion
ais.

Conselho Comunicaç Política


Nacional de ões na
Desenvolviment Externa MCTI/CNPQ/
Gilberto Gilberto América Brasileira 1
o Científico e Universal
Maringo Maringoni Tecnológico Latina:
e 2014/2017
ni disputa
política e Integraçã
regulação o
(1980- Regional
2011)

64
Giorgio Arilson Seguranç Núcleo de
Romano Favareto a Estudos
Schutte UFABC NEEDDS Internacio vários 2014-2016
nal e
Geopolític
a

Integração
local de
Julia Adriana refugiados: Direitos Sem
Bertino Capuano trajetórias e Humanos Financiamen
Moreira de Nenhuma políticas 4 to Atual
Oliveira públicas
nos
municípios
do ABC

10.1 Projetos interinstitucionais

Docentes
Coordenador Agência Título do Linha de permanentes Tipo de
Docente Vigência
do Projeto financiadora projeto pesquisa (UFABC) projeto
envolvidos

Cristine Ricardo A.S. International Projeto Brasil- Linha 3 - PEB e


Koehler Development Haiti: um novo Integração
Zanella Seitenfus Research olhar sobre um Regional Pesquisa 2007-2012
Center novo Haiti Latino-
Americana

O desafio Linha 1 -
energético: o Segurança
Cristine Cristine Centro Brasil entre Internacional e
Koehler Koehler Universitário tensões Geopolítica
Zanella Zanella Ritter dos institucionais e Pesquisa 2012
Reis a busca pela
autossuficiênci
a com a
construção da
Usina de Belo

65
Monte

Linha 1 -
Segurança
Cristine Cristine Centro A geopolítica Internacional e
Koehler Koehler Universitário energética do Geopolítica
Zanella Zanella Ritter dos Brasil Pesquisa 2013-2014
Reis

Paradoxos, Gilberto
continuidad Marcos
es e Antonio
limitações Rodrigues
da Linha 2 -
Segurança Segurança
Elias David Paulo CAPES Internacion Internacional e Pesquisa 2014-Atua
Morales Kuhlmann al no Geopolítica Elias David
Martinez século XXI: Morales
as Martinez
Mudanças
Climáticas
ea
José Blanes
Problemáti
Sala
ca Nuclear
entre a
Securitizaç
ão, a
Politização
ea
Humanizaç
ão

Docentes
Coordenad Agência
Título do Linha de permanente Tipo de
Docente or do financiador Vigência
projeto pesquisa s (UFABC) projeto
Projeto a
envolvidos

66
Segurança
Estatal e
Elias David Henrique Pró-reitoria de Segurança Linha 1 - Elias David
Morales Altemani Pósgraduaçã Humana: Direitos Morales
Martinez o e Pesquisa estudo dual Humanos Pesquisa 2010-2013
UEPB das lógicas de Martinez
segurança,
partindo do
local
(Paraíba),
para o
Regional
(América do
Sul e Leste
Asiático)

Conselho A
Nacional de Multiplicação e
Elias David Augusto Desenvolvime Vinculação Linha 1 - Elias David
Morales Wagner nto Científico das Zonas Segurança Morales
Martinez Menezes e Tecnológico Livres de Internacional e Martinez Pesquisa 2012-2012
Teixeira Armas Geopolítica
Júnior Nucleares no
Pós-Guerra
Fria:
Implicações
Políticas e
Dimensões
Estratégicas
para os EU

Termo de
Colaboração
Técnico-
Científica
(TCTC) Estudo Linha 3 - Giorgio
nº22/2016 Exploratório Romano
Gilberto Gilberto entre a (discussion PEB e Schuttle
Marco Marco UFABC e a paper) sobre o Integração
Antonio Antonio lugar, o papel Regional Pesquisa 2016-Atual
Prefeitura
Rodrigues Rodrigues Municipal de e a viabilidade Latino-
de criação de Americana Gilberto
São Paulo
uma entidade Marcos
(PMSP).
internacional Antonio
Publicado no
de cidades no Rodrigues
DOU, Seção
3, n.203, p. âmbito do
37, de Sistema das
21.10.2016. Nações
Unidas

Docentes
Coordenad Agência
Título do Linha de permanente Tipo de
Docente or do financiador Vigência
projeto pesquisa s (UFABC) projeto
Projeto a
envolvidos

67
Fulbright
Comissão
Gilberto Gilberto para o Responsibility Linha 1 - Gilberto
Marco Marcos Intercâmbio to Protect: Direitos Marcos
Antonio Antonio entre os Latin American Humanos Antonio Pesquisa 2010-2010
Rodrigues Rodrigues Estados Views Rodrigues
Unidos e o
Brasil

Linha 3 -

Giorgio Giorgio Política PEB e


Romano Romano Externa Integração
Schutte Schutte IPEA Regional Giorgio Pesquisa 2016
Brasileira: Romano
Latino-
América do Americana Schutte
Sul e
Integração
Regional

Giorgio Giorgio FES Energia e Energia Estudo 2013-2014


Romano Romano Desenvolvime
Schutte Schutte nto
Sustentável

Gilberto Gilberto Conselho Perfil dos Linha 3 - Gilberto


Maringoni Maringoni de Nacional de dirigentes Maringoni de
Oliveira Desenvolvime sindicais PEB e Oliveira Pesquisa 2015-Atual
De Oliveira nto Científico docentes na Integração
e Tecnológico educação Regional
básica: Brasil, Latino-
Chile e Americana
Venezuela

Docentes
Coordenad Agência
Título do Linha de permanente Tipo de
Docente or do financiador Vigência
projeto pesquisa s (UFABC) projeto
Projeto a
envolvidos

68
Fundação de Laboratório de Linha 3 - PEB e
Amparo à Estudos sobre Integração
Ismara Izepe Sedi Hirano Pesquisa do etnicidade, Regional
de Souza Estado de racismo e Latino-
São Paulo discriminação Americana Pesquisa 2006-2014

Coordenaçã
o de
Julia Bertino Shiguenoli Aperfeiçoam A questão Linha 1 - Julia Bertino Pesquisa
Moreira Miyamoto ento de dos Direitos Moreira
refugiados Humanos 2004-2006
Pessoal de
Nível no contexto
Superior - internacional
Bolsa (de 1943 aos
dias atuais)

Coordenaçã Evidências
o de Empíricas
Aperfeiçoam sobre a Linha 3 - PEB
ento de Regulação e Integração
Lucas da Fábio Regional Lucas da Pesquisa 2013-Atual
Pessoal de do Comércio
Silva Morosini Latino- Silva
Nível Internacional
Tasquetto americana Tasquetto
Superior - e do
Auxílio Investimento
financeiro Estrangeiro
em
Perspectiva
Brasileira

Docentes
Coordenad Agência
Título do Linha de permanente Tipo de
Docente or do financiador Vigência
projeto pesquisa s (UFABC) projeto
Projeto a
envolvidos

69
Tendências
nos acordos
regionais e
bilaterais de
Lucas da Michelle Instituto de Linha 3 - PEB
comércio
Silva Ratton Pesquisa e Integração
face ao Lucas da Pesquisa 2011-2013
Tasquetto Sanchez Econômica Regional
sistema Silva
Badin Aplicada - Latino-
multilateral Tasquetto
Auxílio americana
de regras de
financeiro
comércio:
elementos
para um
debate
sobre direito
e
desenvolvim
ento no
Brasil

1. Armando 1. Fapesp 1.Neoliberali


Boitio Junior smo e
relações de
classe no
Linha 3: PEB Pesquisa 1.2010-2015
Brasil.
2. Armando e Integração
Boito Junior 2. Capes/ Latino- Tatiana
(Brasil)e Cofecub americana Berringer
Tatiana 2.2011-2015
Paul 2.Conflitos
Berringer
Boufartigue sociais,
(França) trabalho e
política. O
Brasil e a
França no
capitalismo
mundializad
o

Docentes
Coordenad Agência
Título do Linha de permanente Tipo de
Docente or do financiador Vigência
projeto pesquisa s (UFABC) projeto
Projeto a
envolvidos

Laboratório Linha 2 -
de Estudos Segurança
Valéria Valéria em Internacional Valéria Lopes Pesquisa 2017-Atual
Lopes Lopes Economia e Geopolítica Ribeiro
Ribeiro Ribeiro Política da
China -
Instituto de
Economia
UFRJ

70
Linha 2 -
Segurança
Valéria Valéria Grupo de Internacional Valéria Lopes Pesquisa
Lopes Lopes Economia e Geopolítica Ribeiro
Ribeiro Ribeiro Política 2011-Atual
(IE/UFRJ)

11 - RELAÇÃO DA PRODUÇÃO DE DOCENTES – 2013/2017

Cristine Koehler Zanella

Nac. ou
Artigos (Títulos) Nome do periódico ISSN QUALIS
Internac. (N/I)

As "falhas" que tecem o Haiti 1806-9592


N B1
Estudos Avançados

The Road Taken: the


Institutionalization of
Economic Sanctions as an Carta Internacional
1413-0904 N B1
Instrument at Service of
International Collective
Security

O ensino de Relações
Internacionais e o Cinema:
reflexões sobre o uso de Meridiano 47 1518-1219 N B2
filmes como uma ferramenta
pedagógica

Brazil-Iran relations: what to


expect from a post-sanctions 2175-2052 N B5
era Mundorama

Uma nova carta no grande


jogo pelo controle do Mar do
Sul da China: a decisão Mundorama 2175-2052 N B5
arbitral do caso Filipinas v.
China

Syria conflict and the Mundorama 2175-2052 N B5


Russian sanctions imposed
against Turkey

71
A América Latina leva seus
mares à Haia: a disputa
marítima entre Peru e Chile Mundorama 2175-2052 N B5
e a decisão da CIJ

Bachelet e Matthei: o Chile Mundorama 2175-2052 N B5


entre vidas cruzadas

A atuação do Brasil no
Órgão de Solução de
Controvérsias da OMC e o Revista InterAção 2178-1842 N C
lugar do direito na PEB (UFSM)

Livros (Título) Cidade, Editora, ISBN N/I


Ano, Páginas

Connecting Development
and Sustainability:
empowering people to
effective international
Londres: ZED Books,
cooperation. In:
2016, v. , p. 142-158,
Development and 9781783606245 I
1.ed.
sustainability: the challenge
of social change

Gravidade: a exploração do
espaço e a disputa pela
fronteira final. In: As Belo Horizonte: Fino
Relações Internacionais e o Traço, 2016, v. , p. 43- 8580543126 N
Cinema - volume 2: Estado e 68.
conflitos internacionais. 1ed.

72
As cidades e o século 21: as
novas demandas, o direito à
cidade e os espaços de
cooperação internacional. In:
Derecho del medio ambiente
y urbanismo / Direito do meio Lima: Kinsagraph, 201611958
ambiente e urbanismo. I
2016, v. 1, p. 26-39 (depósito legal)

Alô Amigos: o soft power da


Boa Vizinhança chega pela
Disney. In: As Relações Belo Horizonte: Fino
Internacionais e o Cinema - Traço, 2015, v. , p.
Volume 1 207-226 8580542464 N

Cidades-empresa:
oportunidades e desafios
para o desenvolvimento.
In:Paradiplomacia em
Porto Alegre: UniRitter, 9788555720000 N
movimento: perspectivas em
2015, v. , p. 137-144
homenagem aos 20 anos de
atuação da Rede
Mercocidades

73
O Sistema Interamericano de
Proteção aos Direitos
Humanos e a superação do
paradigma da
irresponsabilidade jurídica
das Organizações
Internacionais: um
movimento a partir do caso Lima: Editorial Cuzco,
haitiano. In:Os Direitos 2014, v. 1, p. 21-42
Humanos no século XXI/Los
Derechos Humanos en el
siglo XXI.

9789972972867 I

Congresso, Cidade,
Anais Publicados (Títulos) N/I
Ano

Semana de Extensão,
Pesquisa e Pós-
Política Energética Graduação, 2013,
Brasileira: a interferência de N
Porto Alegre. O papel
fatores internacionais na transformador da
Construção de Belo Monte universidade

Semana de Extensão,
Pesquisa e Pós-
Mate-Papo: as Relações Graduação, 2013,
Internacionais e o Mundo - Porto Alegre. O papel N
Ano II transformador da
universidade

4º Encontro Nacional
da Associação
A política energética Brasileira de Relações
brasileira e a questão de N
Internacionais, 2013,
Belo Monte: projetos internos Belo Horizonte.
e reflexos internacionais

Daniel Campos de Carvalho

Nome do Nac. ou
Artigos (Títulos) ISSN QUALIS
periódico Internac. (N/I)

74
A batalha pela alma Interseções – 2317-1456 N B2
política da Europa em revista de estudos
tempos de crise interdisciplinares

Cidade, Editora,
Livros (Título) ISBN N/I
Ano, Páginas

Direito e déficit
democrático na União
Europeia: A marcha Curitiba: Editora
Prismas, 2017. 9788555074974 N
histórica dos tratados e
a origem dos problemas 211p .
de legitimidade do bloco

Capítulos de livros Cidade, Editora,


ISBN N/I
(Título. In: livro) Ano, Páginas

Antecipando a
Organização das
Nações Unidas: a Boa Vista: Editora
ordem jurídica da Liga da Universidade
das Nações como Federal de
ensaio do Direito Roraima, 2016, v. , 9788582880999 N
Internacional pós-1945. p. 16-48.
In: A ONU aos 70:
contribuições, desafios
e perspectivas.

Nova fronteira de
legitimidade? A
arquitetura jurídico-
política da UNASUL e
São Paulo:
os pilares do novo 9788502627451 N
Saraiva, 2015, v.
regionalismo. In: Direito
1, p. 269-296
da Integração Regional

A noção de
ordenamento jurídico e
Rio de Janeiro: 8535276769 N
o reconhecimento do
Direito da União Elsevier, 2014, v.
Europeia como um 1, p. 265-286
corpo sistêmico.
In: Direito Internacional

75
Atual

Pluralidade de Sentidos
da Noção de Esfera
Pública em face do
Projeto Europeu de
São Paulo:
Integração Comunitária 9788502175747 N
Saraiva, 2012 p.
e os desafios jurídicos
23-52,
correlatos. In.: Direito
Internacional em
Contexto

Congresso, Cidade,
Anais (Títulos) N/I
Ano

1º Congresso da
Associação
A influência dos direitos Internacional de
humanos no desenvolvimento Ciências Sociais e
da noção de cidadania para I
Humanas e XII
além do Estado Nacional: Congresso Luso-Afro-
desafios e possibilidades. Brasileiro (CONLAB),
2015, Lisboa

A atuação dos tribunais


internacionais frente ao
choque entre o regime da III Conferencia Bienal
resolução 1267/1999 do de la Sociedad
Latinoamericana de I
CS/ONU e os mecanismos
de proteção dos direitos Derecho Internacional,
humanos: desafios e 2015, Bogotá
consequências.

ELIAS DAVID MORALES MARTINEZ

Nac. ou
Artigos (Títulos) Nome do periódico ISSN Internac. QUALIS
(N/I)

76
The consolidation of North Austral: Brazilian
Korea as a nuclear power Journal of Strategy &
2238-6912 N B2
through the leadership of Kim International
Jong Un Relations

Políticas neoliberais na
América Latina: uma análise
Revista de Estudos 2236-4811 N B2
comparativa dos casos Brasil
e Chile Internacionais

O programa nuclear iraniano


e o acordo E3/EU+3┃The
Mural Internacional 2177-7314 N B2
iranian nuclear program and
the 3/EU+3 agreement

O Processo de
Desecuritização do 0102-8529 N A2
Narcotráfico na Unasul. Contexto
Internacional

O desarmamento nuclear no
sudeste asiático: uma análise
do posicionamento da China Revista de Estudos 2236-4811 N B2
com relação ao Tratado de Internacionais
Bankok

A Implementação do
Protocolo de Cartagena
sobre Biossegurança no Revista de Estudos
Internacionais 2236-4811 N B2
Brasil: uma análise dos
obstáculos existentes para a
sua efetividade.

Cidade, Editora,
Livros (Título) ISBN N/I
Ano, Páginas

A defesa nacional do Brasil: Campina Grande: 9788578793715 N


questões em debate EDUEPB, 2016

Capítulos de livros (Título. Cidade, Editora,


ISBN N/I
In: livro) Ano, Páginas

Os Direitos das Pessoas


LGBT como questão de
Segurança Humana no
Contexto Internacional. In:
São Paulo: 9788566048858 N
Gênero e Diversidade
Pontocom, 2016, p.
Sexual: Percursos e
55-68
Reflexões na Construção de
um Observatório LGBT

77
Los nuevos mecanismos de
cooperación Sur-Sur
presentes en la política Bogotá: Editora
exterior brasileña en la Universidad 9789587613582
primera década del siglo XXI: Nacional, 2013, v. , I
IBAS, G-20 y BRIC. In: p. 183-212
Colombia en el Mundo - 220
años de reconocimiento
internacional.

La Comunidad Andina: Campina Grande:


Cohesión Interna e Intereses EDUEPB, 2012, v. 1,
Individuales de los Estados p. 45-60 9788578791278 N
Miembros. In: América
Andina:Integração Regional,
Segurança e outros olhares

O Multilateralismo da Política Belo Horizonte: Fino


Externa Brasileira na ONU. Traço, 2013, v. II, p.
In: Parcerias Estratégicas do 113-155. 8580541271 N
Brasil: a dimensão
multilateral e as parcerias
emergentes

GILBERTO MARCOS ANTONIO RODRIGUES

Nome do Nac. ou Internac.


Artigos (Títulos) ISSN QUALIS
periódico (N/I)

A participação da Pensamiento
sociedade civil nas Propio
Organizações 1016-9628 I B2
Internacionais Regionais
(OIR)

Paradiplomacy, Security
Policies and City
Networks: the case of the Contexto 1982-0240 I A2
Mercocities Citizen Internacional
Security Thematic Unit

Cidade, Editora,
Livros (Título) ISBN N/I
Ano, Páginas

Papo de Café. Sao Paulo: 9788516102456 N


Conversando sobre Moderna, 2016
Relações Internacionais

78
Organizações São Paulo: 9788516095192 N
internacionais Moderna, 2014

GILBERTO MARINGONI DE OLIVEIRA

Nac. ou Internac.
Artigos (Títulos) Nome do periódico ISSN QUALIS
(N/I)

O menino de Rugendas, da História: Debates e


parede ao espaço virtual: o Tendências 2238-8885 N B2
que muda no desenho de
humor?

Rumo à direita na política São Paulo: Boitempo


externa. In: Por que gritamos Editorial, 2016, v. 1, p. 97885755
golpe? 77-84 N
95008

O avanço do São Paulo: Publisher 978-85-


conservadorismo não é Brasil, 2016, v. 1, p. 90- 8593-885- N
fenômeno apenas brasileiro. 96 7
In: Golpe 16

Fim de ciclo no continente?. Rio de Janeiro: Editora


In: Brasil, sociedade em Oaz e Terra, 2015, v. 1, 97885775
N
movimento. p. 271-280 33343

Além da Abolição. Rio de Janeiro:


In: Agostini, obra, paixão e Fundação Casa de Rui N
arte do italiano que Barbosa, 2014, v. 1, p.
desenhou o Brasil (1843- 225-245
1910)

79
Comunicações na América Brasília: Instituto de
Latina: lei e liberdade, Pesquisa Econômica
questões complementares. Aplicada - IPEA, 2013, 97885781
In: Panorama da v. 1, p. 247-262 N
11755
comunicação e das
telecomunicações no Brasil.

Anais (Títulos) Congresso, Cidade, N/I


Ano

4º Encontro Nacional
da Associação
A disputa pela regulação das Brasileira de Relações
comunicações na América Internacionais, Belo N
Latina Horizonte, 2013

GIORGIO ROMANO SCHUTTE

Nac. ou
Artigos (Títulos) Nome do periódico ISSN Internac. QUALIS
(N/I)

As eleições gerais nos Países Mundorama 2175-2052 N B5


Baixos no contexto Europeu

O Sul Global. De Bandung ao


Século XXI 2175-2052 N B5
Mundorama

Crise Econômica ameaça Boletim de Economia


liderança da União Europeia e Política Internacional
2176-9915 N B4
no debate sobre Energia e IPEA
Mudança Climática

Trajetória e desafios da matriz Economia e Políticas 2318-647X N B3


energética chinesa Públicas

Brasil: nuevo desarrolismo y Nueva Sociedad 0251-3552 I B2


petróleo de aguas profundas

O Imbróglio Britânico em Teoria e Debate 1678-3697 N C


Perspectiva

Segurança energética e
mudanças climáticas na 0102-8529 N A2
União Europeia Contexto Internacional

80
Brazil: New European Review of
Developmentalism and the Latin American and 0924-0608 I S/C
Management of Offshore Oil Caribbean Studies
Wealth.

Energia e Desenvolvimento São Paulo, FES- 978-85-


Sustentável no Brasil/ Energy Brasil/ International, 99138-40-3/
and sustainable 2014. 50p. N/I
978-85-
development in Brazil- Recent 99138-46-5
developments and outlook

2003-2013 Uma Nova Política Tubarão: Ed. Copiart,


Externa (Org) 2014, 256 p. 978-85-8388-
N
023-3

Capítulos de livros (Título. Cidade, Editora, Ano,


ISBN N/I
In: livro) Páginas

Brazil: 10 Years of a Johannesburgo, África


Workers´Party Government. do Sul: Chris Hani 978-0-620-
In:Webster, Edward & Hurt, Institute, 2014, p. 15- I
58974-1
Karen. (Org.). 33
A Lula Moment for South
Africa.

Panorama do Pré-Sal: Porto Alegre: Zouk,


desafios e oportunidades. In: 2014, , p. 97-148.
Favareto, Arilson & Moralez,
Rafael. (Org.). 978-8-580-
N
Energia, Desenvolvimento e 490299
Sustentabilidade.

Congresso, Cidade,
Anais (Títulos) N/I
Ano

Encontro Associação
Brasileira de RI
Bens Públicos Globais: entre (ABRI), Belo N
a diplomacia multilateral e a Horizonte,
soberania nacional 2015

A criação de um banco de
desenvolvimento do BRICS e
seu papel frente a Seminário Associação
um cenário internacional em Brasileira de RI N
transformação (ABRI), João Pessoa,
2014

81
Encontro Associação
Brasileira de RI
A experiência da UFABC: (ABRI), Belo N
uma visão interdisciplinar Horizonte, 2013

Encontro Associação
Brasileira de RI
Segurança Energética e (ABRI), Belo N
Mudanças Climáticas na Horizonte, 2013
União Europeia

International
Conference and
Brazil: new developmentalism Regional
and the management of the Transformation in I
offshore oil wealth Latin America and the
Caribbean,
Amsterdam, 2013

ISMARA IZEPE DE SOUZA

Artigos (Títulos) Nome do Nac. ou QUALIS


periódico ISSN Internac. (N/I)
Autonomia e
desenvolvimento: os
discursos do Brasil na Mnemonise
Assembleia Geral da Revista
ONU durante a 2237-3217 N B4
Política Externa
Independente (1961-
1963)

O Brasil e a Grande Revista


Guerra nas páginas Brasileira de
do jornal O Estado de Estudos 1984-5642 N B2
S. Paulo Estratégicos
O resgate da
discussão sobre o
congelamento do Conjuntura 2178-8839 N B2
poder mundial nos Austral
governos Lula e
Dilma (2003-2014)

Adiós España, arriba


el progreso: a
imigração espanhola São Paulo: ISBN13:9788577322527 N
para o Brasil na Humanitas, 2014
década de 1950

Congresso,
Cidade, Ano
Anais (Títulos) N/I
O combate à Política XVII Congresso
Externa Internacional de

82
Independente nas AHILA, Berlim, I
páginas do jornal O 2016.
Estado de S. Paulo
(1961-1964)

5o Encontro
Nacional da
A mídia impressa e a Associação
política externa Brasileira de
brasileira: alguns Relações
apontamentos Internacionais,
Belo Horizonte,
2015

El discurso de la Congreso
hispanidad como Internacional
instrumento de América Latina,
propaganda y acción la autonomía de
diplomática española una región,
en Brasil (1939-1960) Madri. 2013

A política externa
brasileira durante o
regime militar XXVII Simpósio
brasileiro (1964- Nacional de
1985): um balanço História, Natal.
historiográfico 2013.

JOSÉ ALEXANDRE ALTAHYDE HAGE

Nome do Nac. ou
Artigos (Títulos) periódico ISSN Internac. (N/I) QUALIS
Alguns Aspectos
Conceituais da
Geopolítica: Breve
Investigação entre o
Meridiano 47 1518-1219 N B2
Clássico e o Moderno
no Pensamento
Geopolítico

Problemas de la Foreign Affairs en


Geopolítica Español
Brasileña. 1665-1707 I B2

Uma Questão
Brasileira em
Euclides da Cunha: Carta 1413-0904 N B1
Princípios de Internacional
Geopolítica em uma (USP)
Região em Disputa.

Brasil e Estados
Unidos: Duas
Geopolíticas em Revista Brasileira 1984-5642 B2
Possível Disputa de Estudos
Estratégicos

Brasil Frente a la Foreign Affairs en 1665-1707 I B2


Crisis de Energía Español

83
A Possível Mudança
do Centro Dinâmico
do Capitalismo: A Oikos: Revista de 1808-0235 N B3
Contribuição dos Economia Política
BRICS e os Limites Internacional
do Hemisfério Sul

A Diplomacia Revista Brasileira


Brasileira e a de Ciências
Questão Africana Sociais 1806-9053 A2
(resenha)

Economia e
Geopolítica:
Industrialização como Meridiano 47 B2
Fator de Poder no
1518-1219
Terceiro Mundo

El Panorama Foreign Affairs en


Electoral en Brasil: Español
Un Breve Análisis 1665-1707 B2

Cultura Nacional e
Geopolítica Brasileira:
O Pensamento Social Meridiano 47 1518-1219 B2
na Geopolítica
Nacional

Geopolítica e
Progresso Econômico
no Brasil: uma Meridiano 47 1518-1219 N B2
possível relação
histórica

A Energia e seu
Controle Histórico: A
Questão do Etanol Brazilian Journal 2237-7743
como Recursos of International
Energético Relations

Capítulos de livro Cidade, Editora, ISBN N/I


Ano, Páginas
(Título. In: Livro)

Mercosul: Breve Pelotas: Centro


Histórico do Otimismo de Estudos em
ao Desalento. In: Geopolítica e
Charles Pennaforte; Relações
Maria de Fátima Internacionais,
Bento Ribeiro 2016, p. 155-174.

O Álcool Combustível Natal: RB Gráfica


na Política Externa e Editora, 2015,
Brasileira: Um Ciclo p. 112-127.
que não se Completa

A Teoria da Petrópolis: Vozes,


Dependência: Uma 2014, p. 251-284.
Contribuição ao
Estudo das Relações
Internacionais

Brasil e Mercosul: A São Paulo:


Integração como EDUC/FAPESP,

84
Elemento Estratégico 2013, v. 1, p. 151-
177

Anais (Títulos) Congresso, N/I


Cidade, Ano

IV Congresso
Internacional do
O Álcool Combustível Núcleo de N
na Política Externa Estudos das
Brasileira: Um Ciclo Américas, Rio de
que não se Completa Janeiro, 2014

XXXVII Encontro
Anual da
Brasil e Mercosul: A Associação de N
Integração Regional Pós-Graduação e
como Elemento Pesquisa em
Estratégico Ciências Sociais,
Águas de Lindoia,
2013

A Energia e o IV Encontro da
Sistema Associação
Internacional: Brasileira de N
Questões sobre Relações
Recursos Energéticos Internacionais,
Historicamente Belo Horizonte,
Controlados 2013

JÚLIA BERTINO MOREIRA

Nome do Nac. ou
Artigos (Títulos) periódico ISSN Internac. (N/I) QUALIS
Política Externa e Carta
Refugiados no Brasil: Internacional
uma análise sobre o (USP) 1413-0904 N B1
governo Lula (2003-
2010)

O Papel das Monções:


Cátedras Sérgio Vieira Revista de
de Mello no Processo Relações 2316-8323 N B2
de Integração Local Internacionais da
dos Refugiados no UFGD
Brasil

Refugiados no Brasil: REMHU –


reflexões acerca do Revista
processo de Interdisciplinar de 2237-9843 N B1
integração local Mobilidade
Humana

Capítulos de livros Cidade,


Editora, Ano,
(Título. In: livro) ISBN N/I
Páginas
Integração local de
haitianos em Santo

85
André: interação entre Jundiaí: Paco 9788546205189 N
poder público Editorial, 2016, p.
municipal e entidades 451-466.
religiosas

Direito Internacional Curitiba: Juruá,


dos Refugiados e a 2014, p. 101-130.
legislação brasileira 978853624801-1 N

Anais (Títulos) Congresso, N/I


Cidade, Ano
REFUGIADOS NOS I Semana de
MUNICÍPIOS DO Relações
ABC: A ATUAÇÃO Internacionais da
DAS INSTITUIÇÕES Universidade
N
DA SOCIEDADE Federal do ABC
CIVIL NO PROCESSO & Universidade
DE INTEGRAÇÃO Federal de São
LOCAL Paulo, São
Bernardo do
Campo, 2015

V Encontro
Nacional da ABRI
Política Externa e - Associação N
Refugiados no Brasil: Brasileira de
uma Análise Sobre o Relações
Governo Lula. Internacionais,
Belo Horizonte,
2015

Refugiados e política VIII Encontro da


pública no Brasil ANDHEP, São
Paulo, 2014 N

Recepção de 37° Encontro


refugiados europeus Anual da
no Brasil do pós- ANPOCS, Águas N
guerra de Lindoia, 2013.

Regime internacional 4º Encontro


relativo aos refugiados Nacional da
e a posição dos EUA Associação
Brasileira de
Relações
Internacionais,
Belo Horizonte,
2013.

LUCAS TASQUETTO

86
Artigos (Títulos) Nome do ISSN Nac. ou QUALIS
periódico Internac. (N/I)
A administração de
territórios ocupados:
indeterminação das Revista de Direito 2237-1036 N B2
normas de direito Internacional
internacional
humanitário?

Os acordos de
comércio para além
das preferências: uma Revista de Direito 2237-1036 N B2
análise da Internacional
regulamentação sobre
os novos temas?

Capítulos de livros Cidade, Editora,


Ano,
(Título. In: livro) ISBN N/I
Páginas
Comercialização da
educação superior: a
definição das posições São Paulo: Anita 9788572771733 N
negociadoras entre o Garibaldi, 2016, p.
regulador educacional 57-76.
e o negociador
comercial

Direitos humanos no
comércio internacional:
o que muda com a São Paulo: N
nova geração de Aduaneiras, 2014,
p. 245-267. 9788571296763
acordos regionais de
comércio da UE?

São Paulo: VT
Assessoria
Artigo XXIV Consultoria e 978-85-66977-00- N
Treinamento Ltda, 4
2013, p. 241-255

Comércio e regras Brasília: Instituto


sobre propriedade de Pesquisa
intelectual nos acordos Econômica 978-85-7811-169- N
preferenciais de Aplicada -IPEA, 4
comércio 2013, p. 145-167

O comércio de Brasília: Instituto


serviços regulado de Pesquisa
pelos acordos Econômica 978-85-7811-169- N
preferenciais de Aplicada - IPEA, 4
comércio 2013, p. 169-192

Regras sobre Brasília: Instituto


comércio e de Pesquisa
investimentos nos Econômica 978-85-7811-169- N

87
acordos preferenciais Aplicada - IPEA, 4
de comércio 2013, p. 193-222.

Anais (Títulos) Congresso, N/I


Cidade, Ano
Human rights in International
international trade: Studies
what changes with the Association (ISA)
new generation of Annual
European Preferential Convention, San
Trade Agreements? Francisco, 2013.

TATIANA BERRINGER

Nac. ou
Artigos (Títulos) Nome do ISSN Internac. (N/I) QUALIS
periódico

What is at a stake in
Brazil today?
Revista Fevereiro 2236-2037 N C

Reforma política,
neodesenvolvimentism
o e classes sociais Ser Social 1415-6946 N B5

Frações de classe, Revista de Estudos


hegemonia e política Internacionais
externa 2236-4811 N B2

Social Classes,
Neodevelopmentalism,
and Brazilian Foreign Latin American 0094-582X I A1
Policy under Perspectives
Presidents Lula and
Dilma

Nicos Poulantzas e os Quaestio Iuris 1807-8389 N B5


estudos de relações
internacionais

Bloque en el poder y Dermarcaciones


los analyses de
politica exterior 0719-4730 I C

Classes sociais, Revista de


neodesenvolvimentism Sociologia e Política
o e política externa 1678-9873 N A2

Cidade, Editora,
Ano,
Livro ISBN N/I
Páginas
A burguesia brasileira Curitiba: Editora 978-85-8192-
e a política externa Appris, 2015, 237p. 769-5
nos governos FHC e N

88
Lula

Anais (Títulos) Congresso, N/I


Cidade, Ano
Bloco no poder, VIII Congresso
integração regional e Latino-americano
neodesenvolvimentism de Ciência Política, I
o: desafios para o Lima, Peru, 2015
Estado brasileiro

Colóquio
Internacional Marx
Bloco no poder e as e Engels, N
análises de política Campinas, 2015
externa

A política externa e VIII Congresso


neodesenvolvimentism Latino-americano
o nos governos Lula. de Ciência Política, I
Lima, Peru, 2015

O imperialismo II Jornadas de
brasileiro em questão estudios de
América Latina y el I
Caribe: desafios y
debates actuales,
Buenos Aires, 2014

Brasil e América do VII Congresso


Sul: os projetos de CEISAL, Porto,
integração física e s 2013 I
acusações de
imperialismo

VALÉRIA LOPES RIBEIRO

Artigos (Títulos) Nome do ISSN Nac. ou QUALIS

periódico Internac. (N/I)

'Sobre a China' : Marx


e Engels
Crítica Marxista 0104-9321 N B2

A expansão chinesa
na África: comércio,
investimentos e fluxos Textos de 0103-6017 N B5
financeiros Economia

Os impactos da
expansão econômica
chinesa e seus Relações 2316-2880 N B5
investimentos na Internacionais no
República Federal da Mundo Atual
Nigéria

89
O papel da história na Revista de
Economia: a afirmação Economia Política e
da Economia Política História Econômica 1807-2674 N B5
como teoria crítica

Anais (Títulos) Congresso, N/I


Cidade, Ano

Nova conjuntura XX Encontro


mundial sob influência Nacional de
chinesa: impactos Economia Política, N
para os países Foz do Iguaçu,
africanos 2015

A expansão chinesa e XIX Encontro


seus impactos na Nacional de
África na primeira Economia política, N
década do século XXI: Florianópolis, 2014
o caso de Angola

12 - PROJETOS DE PESQUISA

Linha de Pesquisa 1 - Direitos Humanos

Projeto de Pesquisa 1

Docente: Gilberto Marcos Antonio Rodrigues

Bolsa de Produtividade em Pesquisa - (PQ) Nível 2.

Título: Atuação da Comunidade Científica Brasileira nas Organizações Internacionais.


Processo n. 308818/2015-6. Início: Fev/2016.

Descrição/Resumo: A pesquisa visa investigar a atuação de atores da comunidade


científica brasileira em organizações internacionais, com foco no Sistema das Nações

90
Unidas. Por atores da comunidade científica, entende-se a associações científicas,
institutos de pesquisa, universidades e pesquisadores; por organizações internacionais
entende-se organizações e organismos intergovernamentais. As organizações
internacionais do Sistema ONU dispõem de canais institucionais de participação da
sociedade civil, incluindo atores da comunidade científica. O problema geral de pesquisa
é: Qual a relevância contemporânea dos atores da comunidade científica brasileira nas
organizações internacionais? A hipótese principal é: os atores da comunidade científica
brasileira vem aumentando sua atuação e ganhando relevância nas estruturas e políticas
das organizações internacionais. Algumas questões são colocadas: De que forma essa
participação tem se dado? Em que setores essa participação tem se dado de maneira
mais intensa? Qual o impacto que essa participação tem gerado nas próprias
organizações e em suas políticas? O projeto tem como foco três áreas em particular: 1)
Mudança climática; 2) Biodiversidade; 2) Alimentação/Agricultura.

Projeto de Pesquisa 2

Docentes Responsáveis: Júlia Bertino Moreira; Gilberto Marcos Antonio Rodrigues;


José Blanes Sala, Acácio Sidinei Almeida Santos

Título: Integração local de refugiados: trajetórias e políticas públicas nos municípios do


ABC (grupo de pesquisa cadastrado na PROPES/UFABC).

Descrição/Resumo: Tendo em vista as soluções duráveis propostas pela legislação


internacional pertinente ao Direito Internacional dos Refugiados, sem dúvida, a que se
considera ideal é a repatriação, uma vez que enfatiza o caráter voluntário do retorno,
havendo cessado as causas que provocaram a condição de refugiado. No entanto, a que
vem sendo mais utilizada, em razão dos seus bons resultados -dadas as atuais
circunstâncias de duração e de virulência dos conflitos- é a integração local. Neste
sentido, é necessário um esforço estatal de criação de políticas públicas aptas a
possibilitar tal solução, que passa sempre pela governabilidade do poder local. O Projeto
visa mapear e compreender a presença de refugiados na região do ABC e verificar e

91
analisar as políticas públicas municipais, com foco inicial nas cidades de Santo André,
São Bernardo e Mauá, voltadas para migrantes e estrangeiros em situação de
vulnerabilidade, e seu potencial para atendimento e inclusão dos refugiados. O projeto
se insere nas atividades de pesquisa da Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFABC, em
convênio com o ACNUR, com base no Plano de Ação do México (2004) e no âmbito da
agenda da política regional para refugiados de Cartagena + 30 (2014).

Linha de Pesquisa 2 - Segurança Internacional e Geopolítica

Projeto de pesquisa 1 - Grupo de Estudos em Geopolítica da Energia

Docentes: Giorgio Romano, José Alexandre Altahyde Hage

dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/8333923563136713

Título: Geopolítica de Energia

Descrição:

O ponto de partida deste projeto de pesquisa é a importância que as matérias-


primas energéticas têm na hierarquia entre os Estados. Entender a evolução das
políticas de energia nos contextos global, regionais e brasileiro; analisar o efeito dos
fatores energéticos sobre a geopolítica e a situação econômica global e, no sentido
oposto, a maneira com a evolução da conjuntura brasileira, latino-americana e global
produz impactos no campo da energia. Esse projeto se desdobra em pesquisas sobre:

a) o impacto do Pré-Sal sobre a inserção internacional do Brasil. As grandes reservas


recuperáveis de petróleo e gás transformaram o Brasil de um importador em um
exportador de petróleo no contexto de uma matriz energética nacional fortemente
baseada em fontes renováveis. A pesquisa analisa os cenários futuros para a inserção
do Brasil considerando essa nova realidade.

b) o impacto do gás e petróleo de xisto sobre a política energética dos EUA e o mercado
mundial de petróleo. Meados da década de 2000 os EUA estavam em uma situação de
alta dependência de importação de petróleo (mais de 70%), grande parte de países que

92
não eram considerados amigos. Com a exploração do xisto, os EUA dobraram sua
produção de petróleo e revolucionaram o mercado de gás. A pesquisa analisa a evolução
desse processo, os impactos sobre a formação dos preços internacionais, os cenários
possíveis no que diz respeito às consequências dessa nova realidade sobre a relação
com o Oriente Médio e a consistência desse processo em longo prazo.

c) a trajetória da matriz energética da China com sua dependência de carvão e o dilema


da segurança energética. China é hoje o maior consumidor de energia no mundo e se
tornou o maior importador de petróleo. Isso tem impactos muito grandes sobre a
segurança energética. Ao mesmo tempo, a produção interna, não obstante os altos
investimentos em energias renováveis, é baseado fortemente em carvão com
consequências graves sobre poluição do ar. A pesquisa analisa a evolução da política
energética da china e de que forma essa dependência influencia sua política externa e a
política de investimentos das grandes estatais do setor energético.

d) política energética da União Europeia. A União Europeia é o maior importador de


energia do mundo com pouquíssimas reservas de energia fóssil. A Comissão Europeia
articulou, sobretudo a partir de 2005, um ativismo inédito na área de energia, apesar da
inexistência de uma competência formal para o estabelecimento de uma política
energética comum. O fato de a UE ser crescentemente deficitária no campo energético
aumentou a relevância da questão da segurança e acabou também estimulando a busca
de fontes alternativas. Esse movimento resultou em uma legislação inovadora e
ambiciosa que é objeto da pesquisa.

Projeto de Pesquisa 2
Docente: Elias David Morales Martinez
Projeto com financiamento Edital Universal –No. 1/2016 CNPq/MCTI
Título: “A Emergência das Potências Nucleares -de facto- e suas Implicações à
Segurança Internacional. Em direção a uma nova relação de poder no Sistema
Internacional do Século XXI?”

Vigência: 2017-2019

93
Descrição:

O desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins bélicos constituiu um


elemento crucial no âmbito das relações internacionais durante a segunda metade do
século XX. A era nuclear modificou profundamente a relação de poder e primazia no
sistema internacional e um novo paradigma político e estratégico era implementado pelos
Estados que possuíam tal armamento.

Assim, em 1945 os EUA usaram pela primeira e única vez armas nucleares
contra a população civil, ostentando o monopólio nuclear até 1949 quando a ex-URSS
deu fim ao monopólio dos EUA. Posteriormente a Inglaterra em 1954, a França em 1962,
e a China em 1964 fizeram testes nucleares bem sucedidos o que lhes garantiu
conformar o grupo de países que, através do Tratado de Não Proliferação Nuclear –TNP
assinado em 1968, foram reconhecidos como potências de jure ou potenciais nucleares
à luz do Direito Internacional.

Durante o período da Guerra Fria as doutrinas implementadas por estes países


estiveram direcionadas à dissuasão mútua e à contenção dos seus adversários. No
entanto, presenciamos que durante a Guerra Fria e no período posterior novos atores
estatais emergiram no sistema internacional com potencialidade bélica nuclear à margem
do TNP. Na década de 1970, Índia quanto Paquistão entraram numa corrida
armamentista que resultou em testes nucleares na região da Caxemira. Em 1995 e 1996,
os dois países entraram em rivalidades e ameaças mútuas do uso da arma nuclear.
Igualmente, desde a década de 1970, pesam graves suspeitas da capacidade bélica
nuclear de Israel, país que nunca negou e nem confirmou a realização de testes
nucleares.

A Coreia do Norte decidiu sair do TNP em 2003 para dar início ao


desenvolvimento da sua política nuclear bélica. Em 2006, 2010, 2013 e 2016 realizou
testes nucleares de baixa potência. Nos últimos anos, o Irã tem agido de forma muito
dúbia com relação ao seu programa nuclear. Muitas suspeitas ainda continuam
apontando que a política nuclear deste país está orientada ao enriquecimento de urânio

94
com fins políticos e militares, enquanto que os discursos oficiais do Estado demonstram
o favorecimento do desenvolvimento da tecnologia para fins pacíficos.

Esse grupo de países conformam a chamada segunda geração de Estados


nucleares, pois apesar de possuir este tipo de armamento, ainda não são reconhecidos
formalmente pelos tratados internacionais que restringe o status de “nuclearizados
belicamente” somente aos países da primeira geração e que estão contemplados pelo
TNP (EUA, Rússia, Inglaterra, França e China).

Assim sendo, durante os últimos vinte anos, temos percebido que o papel das
armas nucleares gradualmente começou a ser modificado, adquirindo uma nova
interpretação da sua pose e do seu possível uso, como também no significado de
projeção de poder que significa para os Estados dentro do novo contexto que revela o
fato de que existem novas doutrinas nucleares sendo implementadas nos últimos anos,
como também um novo papel outorgado às armas nucleares na política externa e na
segurança nacional de tais países.

Portanto, a presente pesquisa pretende mapear a evolução das doutrinas das


potências nucleares de facto, quer dizer, os países que desenvolveram algum nível de
tecnologia nuclear bélica sem o consentimento do marco jurídico do Direito Internacional
através do TNP, assim como verificar se há uma nova configuração de poder que tais
países estão imprimindo ao papel das armas nucleares no contexto do Pós Guerra Fria.

95
LINHA DE PESQUISA 3 - Política Externa Brasileira e Integração Regional Latino-
americana.

Projeto de pesquisa 1
Título: Crises políticas e Política Externa brasileira: um estudo comparado dos
interesses de classe e da atuação da imprensa em 1964 e 2016

Docentes: Tatiana Berringer e Ismara Izepe

Descrição:

Esse projeto tem por objetivo o estudo e análise das crises políticas e da relação
com a política externa brasileira em 1964 e 2016. Pretendemos entender os interesses
de classe e o papel da imprensa nos dois momentos da história do Brasil, tendo como
foco a política externa.

Tendo em vista o debate público acerca da atuação internacional do Estado


brasileiro durante os governos Lula e Dilma (2003-2016), em especial, as acusações de
“ideologização” e isolamento da política externa brasileira que aparecem nas
manifestações de setores da oposição e nos editoriais da grande imprensa, interessa-
nos entender quais as alianças e interesses de classe estiveram por trás da condução
do processo de impeachment da presidenta Dilma e a reorientação da política externa
brasileira no governo Temer. Quais as classes e frações de classe se interessam por
uma reaproximação com os Estados Unidos e Europa? Há, de fato, setores organizados
que defendam o fim do Mercosul ou o abandono da União Aduaneira? Quais foram os
elementos externos que contribuíram para a mudança na posição de parte da burguesia
interna brasileira em relação à política externa sul-sul? A nossa hipótese é que a Aliança
para o Pacífico e as negociações do Acordo de Parceria Transpacífica contribuíram para
a campanha de acusação de isolamento da política externa brasileira durante os
governos PT, a despeito a diversificação de parceiros, do elevado número de abertura
de embaixadas e representações diplomáticas e do aumento das exportações de
produtos e capitais. Percebemos também que a entrada da Venezuela sempre despertou
fortes reações negativas por parte da imprensa e de setores empresariais, há uma
grande resistência a adoção de uma política externa anti-imperialista tal como a de Hugo

96
Chávez e Nicolás Maduro.

No Brasil, a burguesia e a alta classe média sempre foi contra alianças com
Estados sul-americanos que tivessem uma postura conflitiva com os Estados Unidos,
haja vista a campanha de Carlos Lacerda em 1953 quando Perón propôs para Vargas o
Pacto ABC, ou toda a mobilização contra a política externa independente, especialmente
o reatamento de relações com a URSS, na questão cubana na OEA, e a condecoração
de Che Guevara, antes do golpe de 1964. Esses elementos nos ajudam a pensar melhor
a posição política ideológica da alta classe média e a burguesia interna brasileira em
relação ao imperialismo. Ambas parecem não concordar com contorno e um
compromisso mais político de integração e uma posição mais autônoma ou conflitiva em
relação ao imperialismo. Para nós isso indica que a burguesia brasileira não é nem
nacional e nem compradora. A burguesia interna é uma fração intermediária entre essas
duas frações, que dada a sua necessidade de concorrência com o capital externo, ela
depende da proteção do Estado e de uma política de integração econômica, mas dada
a sua dependência em relação ao capital externo, ela não aceita uma política regional
anti-imperialista e popular. Isso explica o perfil ainda intergovernamental e de baixa
institucionalidade das iniciativas de integração regional lideradas pelo Brasil.

A pesquisa será realizada a partir de uma análise dos principais editoriais da


imprensa brasileira – O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Jornal O Globo - e
dos documentos de posição e declarações das entidades de representação de classe da
burguesia interna brasileira, em especial a Federação do Estado de São Paulo e a
Confederação Nacional das Indústrias. Será feita análise de discurso desses materiais a
fim de identificar os interesses de classes e fração de classes e suas representações
político-partidárias. A comparação entre os dois momentos visa destacar as diferenças
e as coincidências dos diferentes atores em relação ao papel do Estado brasileiro no
cenário internacional.

Equipe envolvida:

4 Projetos de mestrado: 1) as classes médias, a política externa e o golpe de 1964; 2)

97
As classes média, a política externa e o golpe de 2016; 3) A imprensa, a política externa
e o golpe de 1964: 4) A imprensa, a política externa e o golpe de 2016;

4 projetos de Iniciação científica: 1) A Fiesp e o golpe de 2016; 2) A burguesia interna e


o Acordo Mercosul -União Europeia. 3) A Folha de São Paulo e o golpe de 2016; 4) O
Estado de São Paulo e o golpe de 1964.

Projeto de Pesquisa 2
Título: Comunicações na América Latina: disputa política e regulação (1980-2011)
Docente: Gilberto Maringoni

Projeto da chamada: MCTI/CNPQ/Universal 14/2014 Processo: 460735/2014-4)


Início: Dez 2014 – Final: Dez 2017

Descrição:
O projeto visa examinar o panorama comunicacional da América Latina após o
advento das tecnologias digitais, tendo como pontos de apoio a evolução dos negócios,
as transformações políticas das últimas três décadas e o progresso tecnológico. Essas
transformações tornaram superadas as legislações nacionais existentes na área e
abriram inéditas frentes de disputa entre Estados, empresas e movimentos sociais em
busca de novos marcos institucionais para as comunicações e as telecomunicações. O
desafio colocado é: como criar regras nacionais democráticas que regulem a atuação de
corporações com raio de ação supranacional?
Essa questão toca em pontos sensíveis e várias ordens de interesses. Trata-se
das propostas envolvendo a elaboração de novas legislações para os meios de
comunicação em alguns países do continente.
Isso acontece especialmente na Venezuela, na Argentina, no Equador e na
Bolívia. No Brasil ainda não há uma decisão de governo a respeito.
O pano de fundo é a mudança no panorama político continental a partir de 1998.
Em alguns países há uma reação ao modelo de matiz liberal, adotado nos anos 1980-
90, que se manifesta em vitórias eleitorais de governos pautados por discursos
reformistas. Assim, as disputas em torno da comunicação envolvem diversas

98
concepções políticas.
A área tem se mostrado particularmente sensível às demandas por novas
regras de funcionamento. As empresas de mídia, por lidarem com difusão de ideias,
valores e abordagens subjetivas, alegam que a pretensão dos que advogam a criação
de novas normas é implantar a censura e o cerceamento à livre circulação de ideias. Os
defensores das mudanças afirmam o contrário. Dizem que o setor é monopolizado por
grupos econômicos e que um novo marco legal teria por base a defesa de um pluralismo
de opiniões.

13 - INFRAESTRUTURA

A UFABC possui uma ampla e moderna infraestrutura física, administrativa e


de ensino e pesquisa. Considerando que a universidade foi fundada recentemente
(2006), a sua infraestrutura avançou rapidamente e já é adequada para o bom
funcionamento dos programas de pós-graduação. Todos os docentes possuem salas de
trabalho, equipadas com computadores, telefones e acesso a Internet de alta velocidade.

Há salas de estudos para o alunado, além de amplos auditórios devidamente


equipados para a realização de conferências, apresentações e aulas, área de
convivência e espaços para a realização de trabalhos em grupo. Todas as salas de aula
dispõem de computadores, projetores e amplo acesso à Internet.

O acervo da biblioteca está sendo construído, tendo se expandido rapidamente


desde a inauguração dos cursos na UFABC em 2006. Há uma consistente política de
aquisição de títulos acadêmicos (livros e periódicos), tanto no nível de graduação quanto
de pós-graduação.

13.1 Site do curso.

O site será voltado simultaneamente aos públicos interno e externo à Ufabc


e terá atualização constante, sendo localizado no domínio da universidade como um site

99
oficial. O coordenador ou vice-coordenador do Programa será o administrador. Haverá
amplo uso de recursos visuais para torná-lo mais atrativo e transformá-lo em uma
referência para o curso, além de ser o principal meio de comunicação com os alunos.
Haverá postagens automáticas das notícias na página do facebook do curso, que serão
responsabilidade dos alunos do programa. Para a sua montagem e manutenção, será
aproveitada a experiência do sítio do BRI.

Para o público interno, o site oferecerá informações sobre:

1) o projeto pedagógico; o Regimento Interno; regras para bolsas; links para resoluções
de órgãos superiores que afetam diretamente o corpo discente e/ou docente do curso;
o corpo docente (áreas de pesquisa, contato, lattes); grupos de estudos ligados ao
programa composto por docentes e discentes;

2) a oferta de disciplinas planejadas para aquele ano;

3) notícias sobre atividades de extensão do curso, palestras/ workshops/ debates,


atividades externas;

4) link para canal de Youtube do curso (com registros de palestras, debates e/ou
participações de docentes em atividades externas, inclusive entrevistas para os órgãos
de imprensa, etc);

5) contatos e informações sobre os egressos do programa;

6) espaço com títulos das dissertações defendidas com as informações básicas,


resumo e link para o arquivo na biblioteca virtual da Ufabc

7) espaço de oferta de oportunidades do Programa de Assistência ao Docente da


Ufabc

8) informações sobre congressos acadêmicos relacionados a área.

O site também será desenvolvido para que o público externo possa dispor de
um espaço de apresentação do programa de pós-graduação, bem como os períodos e

100
condições sobre o processo seletivo e as ofertas para inscrições como aluno especial.

14 - CORPO DOCENTE E CRITÉRIOS DE CREDENCIAMENTO

14.1 - Corpo Docente

Para o credenciamento de novos professores ao Mestrado, será considerado,


além da aderência temática ao programa, a produção científica do candidato, de acordo
com os critérios definidos pelo Comitê de Ciência Política & Relações Internacionais (CP
& RIs) da CAPES. Além disso, os professores devem ter experiência, pelo menos, de
orientação em IC para o mestrado, e/ou em orientação de Mestrado e Doutorado.
Finalmente, também é necessário que o docente tenha, pelo menos, uma publicação
Qualis B2 nos últimos quatro anos de acordo com o que é preconizado pelo documento
da área de CP & RIs.

Em relação à experiência dos docentes em orientação, ressaltamos que se trata


de um quadro com perspectivas de expansão. Parte dos docentes do PRI participa de
outros programas na própria UFABC (PCHS), orientando alunos de mestrado e
doutorado, bem como projetos de iniciação científica e de conclusão de curso.
Destacamos ainda que, uma vez aprovado o referido Programa, uma parte dos docentes
que atua como permanentes nos demais programas passará para a categoria
“colaborador”, ficando como permanentes apenas no PRI.

Alguns dos docentes (no momento da escrita dessa proposta, três professores
(as) ) são do curso de Relações Internacionais da UNIFESP. Eles foram convidados
dentro da colaboração acadêmica que já existe entre o Departamento de Relações
Internacionais-UNIFESP e o BRI-UFABC, e que tem se materializado em iniciativas
conjuntas como a I e II Semana de Relações Internacionais (2015-2016) e em projetos

101
de pesquisa conjuntos.

14.2 – Critérios de Credenciamento

De acordo com o regimento da pós-graduação em Relações Internacionais, o


programa é constituído por professores permanentes, visitantes e colaboradores,
definidos nos termos da Resolução ConsEP Nº 99, de 15/03/2011 e da Portaria Nº 174,
de 30/12/2014 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES).

Parágrafo único. A atuação de um docente como coorientador de mestrado não requer


o seu credenciamento como docente nos programas de pós-graduação da UFABC.

Artigo 37. O credenciamento, recredenciamento e descredenciamento de docentes


permanentes e colaboradores ocorrerão nos seguintes momentos:

I.A solicitação de credenciamento poderá ser realizada a qualquer momento;

II.Todos os orientadores credenciados devem solicitar o recredenciamento a cada


período de quatro anos, de acordo com as especificações constantes em portaria própria;

Artigo 38. A solicitação de credenciamento deverá ser encaminhada pelo interessado à


Coordenação do Programa contendo os seguintes documentos:

I.Projeto de pesquisa relacionado ao domínio temático do Programa, com indicação da(s)


linhas(s) de pesquisa em que pode aderir e contribuir;

II.Currículo Lattes atualizado;

III.Carta à Coordenação do Programa contendo a motivação para que a solicitação seja


atendida;

IV.Indicação das disciplinas nas quais o docente poderá colaborar e das atividades nas

102
quais se propõe a participar no âmbito do Programa;

Parágrafo único. A coordenação poderá solicitar ao pleiteante a realização de uma


entrevista com o Colegiado do Programa.

Artigo 39. A solicitação de recredenciamento deverá ser encaminhada pelo interessado


à Coordenação do Programa, contendo os seguintes documentos:

II.Currículo Lattes atualizado;

II.Carta à Coordenação do Programa contendo informações consideradas relevantes,


destacando as publicações recentes com a finalidade de facilitar a análise do pedido;

III.Projeto de pesquisa, no caso de haver mudança de projeto em relação ao primeiro


credenciamento ou em relação ao recredenciamento imediatamente anterior àquele para
o qual a solicitação é encaminhada.

Artigo 40. A solicitação de recredenciamento será analisada levando em consideração


os seguintes critérios, detalhados e especificados em portaria própria:

I.A adequação das atividades do docente e seu projeto de pesquisa ao domínio temático
do programa;

II.O atendimento das exigências mínimas de produção intelectual, definidas na Portaria


de Credenciamento e Recredenciamento;

III.As atividades de participação, colaboração e de cooperação desenvolvidas pelo


docente no âmbito do programa.

Artigo 41. A solicitação de credenciamento ou recredenciamento será analisada e


julgada pela Coordenação do Programa conforme os critérios, normas e procedimentos
na portaria de credenciamento e recredenciamento do Programa, devendo ser
homologada posteriormente pela Comissão de Pós-Graduação da UFABC.

103
15 - ATIVIDADES COMPLEMENTARES DOS DISCENTES

As atividades complementares são compreendidas como atividade extraclasse


ou extracurricular cujo objetivo principal é qualificar o desenvolvimento discente,
buscando um elevado nível de envolvimento com a instituição e a academia, através de
uma maior produção científica, uma contínua colaboração com docentes e discentes,
uma ampla interação com seus respectivos campos, contribuindo assim para sua
formação acadêmica e profissional.

As atividades complementares estão subdivididas em três categorias:

I - atividades acadêmicas;

II - produção acadêmica / científica;

III - atividades pedagógicas.

Para efeitos de distribuição de créditos obtidos através das atividades


complementares os alunos do mestrado, deverão integralizar do integralizar 12 (doze)
créditos em atividades complementares distribuídos em cada uma das três categorias
apresentadas.

O programa sistematizará, através de portaria, as especificidades das


atividades complementares assim como o número mínimo e máximo de créditos neste
item, contemplando as seguintes áreas de atuação:

I. Participação em Comissões do PRI


II. Organização de eventos científicos internos e externos através do PRI
III. Participação de eventos científicos internos e externos
IV. Organização de eventos culturais e de extensão internos e externos através do
PRI
V. Participação de eventos culturais e de extensão internos e externos

104
VI. Participação em Grupos de Pesquisa (1 crédito por quadrimestre)
VII. Apresentação de Palestra/Mesa-Redonda/Workshop em Eventos internos e
externos
VIII. Publicação de artigos em revistas acadêmicas/científicas (por artigo):
IX. Apresentação de trabalhos em Eventos Nacionais
X. Publicação de Resumos em Anais de Congresso
XI. Publicação de trabalhos completos em Anais de Congressos
XII. Publicação de capítulos de livro-e-book acadêmicos/científicos
XIII. Publicação de livro autoral
XIV. Organização ou Edição de livro/e-book
XV. Participação no Programa de Assistência ao Docente
XVI. Participação em Programas/Projetos de Extensão

16 - METAS

Metas Quantitativas (considerando o período que compreende o primeiro quadriênio -


considerando o seu término):

- Formar 40 mestres ao final do quadriênio;


- Realizar intercâmbio internacional com, pelo menos, duas universidades estrangeiras;
- Credenciar mais 5 docentes permanentes;
- Credenciar três docentes colaboradores;
- Obter nota 4 (quatro) na primeira avaliação da CAPES;
- Lograr que dois terços (2/3) dos docentes permanentes publiquem em Periódicos A1,
A2 e B1;
- Lograr que pelo menos metade (1/2) dos discentes publique artigos em periódicos A1,
A2 ou B1, além de capítulos de livros, individualmente ou em parceria com seus
orientadores/as;

105
Metas Qualitativas

- Contribuir para ampliar o acesso de graduados a área de Relações Internacionais no


Estado de São Paulo
- Produzir dissertações sobre temas relevantes e de excelência acadêmica;
- Consolidar uma parceria estável e construtiva com o PG-CHS, por meio de oferta
conjunta de disciplinas e a realização de eventos conjuntos.
- Consolidar uma parceria estável e construtiva com o Curso de Relações
Internacionais da UNIFESP, por meio de seus docentes integrados no Programa;
- Obter projeção nacional e internacional, com base na qualidade de seu programa e de
sua produção docente e discente;
- Atrair estudantes de outras regiões do país para o Programa;
- Atrair estudantes estrangeiros para o Programa;
- Desenvolver pesquisas com recursos de fomento nacional e internacional;
- Produzir um livro, pelo menos, com pesquisas do Programa.

17 - OUTRAS INFORMAÇÕES

Professores que estão colaborando mas ainda não alcançaram os critérios da


área de CP & RIs.

Existe um grupo de professores do BRI e da UFABC que está colaborando


ativamente na confecção dessa proposta de pós-graduação. Eles possuem experiência
docente, de orientação, em participação em outras universidades, inclusive públicas e
em funções administrativas, ou em movimentos da sociedade civil.

Na questão das publicações, todos os professores abaixo listados tem livros

106
publicados, sendo que, em alguns casos, são referência em suas áreas de pesquisa.
Alguns dos docentes também tem artigos publicados em revistas de elevado qualis-
capes (Direito, Sociologia, etc), mas em outras áreas que não CP & RIs.

Finalmente, há ainda o caso de um docente que tem publicação A2, mas não
realizou nenhum dos tipos de orientação preconizados pela APCN da área.

O que merece destaque aqui é que, pela experiência que os docentes têm, e
pelo seu trabalho no bacharelado em Relações Internacionais na UFABC, bem como em
outras instâncias de nossa universidade, em breve eles cumprirão todos os critérios
exigidos pela área de CP & RIs para serem credenciados no programa.

Os docentes em questão são:

- Acácio Sidinei Almeida Santos, sociólogo, que possui livros, e capítulos de livros,
publicados versando sobre temáticas africanas. Tem experiência internacional no
doutorado sanduíche na Universidade de Cocody, na Costa do Marfim. Orientou
trabalhos de mestrado e IC, e também lecionou em outras universidades públicas.

- Diego Azzi, sociólogo, que possui uma publicação A2 na área de CP & RIs, e trabalhou
em instituições da sociedade civil, tendo experiência internacional no doutorado
Sanduíche na Universidade Paris I.

- Flávio Rocha de Oliveira, cientista político, possui livros, capítulos de livros e artigos
em revistas (magazines) internacionais na área de geopolítica, política externa brasileira
e segurança internacional, além de orientação de TCCs em IC. Também tem experiência
administrativa, tendo sido vice-coordenador do curso de Relações Internacionais da
UNIFESP entre 2011 e 2015. Possui experiência internacional, como Visiting Schollar na
Universidade da Carolina do Sul, como bolsista da Fundação Fullbright, e na
Universidade de Tel Aviv, também como pesquisador visitante em curso de formação
complementar.

- José Blanes Sala, que é vice-coordenador do BRI e do PPCHS (2017), tendo várias
orientações de mestrado e doutorado, além de ICs e experiência na área de RIs na
UNESP. O professor Blanes tem publicações de elevado índice Qualis-Capes, mas na

107
área de Direito Internacional. Tem experiência internacional na Universidade de
Barcelona, Espanha.

- Igor Fuser, cientista político, que, além de professor do BRI, também é professor no
mestrado em Energia da UFABC. Tem várias orientações de mestrado, completadas e
em andamento, e é autor de livros e artigos que são referência nas áreas de geopolítica
da energia e PEB/América Latina. Possui publicações Qualis-Capes, mas na área de
Sociologia. Também foi jornalista e editor de internacional de várias revistas de grande
circulação, como Época, Veja, OESP e FSP.

A - Formação dos Docentes que ainda não cumprem todos os requisitos da área
de CP & RIs.

Docente Formação

IES atual IES de titulação Área de titulação Ano de


titulação

1 Acácio Sidinei Almeida Santos UFABC USP Sociologia 2004

2 Diego Araújo Azzi UFABC USP Sociologia 2013

3 Flávio Rocha de Oliveira UFABC USP Ciência Política 2004

4 Igor Fuser UFABC USP Ciência Política 2011

5 José Blanes Sala UFABC USP Direito Internacional 2002

B - Atuação na Pós-Graduação dos professores que colaboraram com o

108
documento

Atuação na Pós-Graduação

Docentes Permanente Dedicação Outros cursos que


ou Exclusiva ao participa (caso
Colaborador curso pertinente)
(sim/não)
Acácio Sidinei Almeida Permanente Sim
1
Santos
2 Diego Araújo Azzi Permanente Sim
3 Flávio Rocha de Oliveira Permanente Sim
4 Igor Fuser Permanente Não PG-Energia
5 José Blanes Sala Permanente Não PG-CHS

C - Atuação nas linhas de pesquisa dos professores que ainda não cumprem
integralmente os requisitos da APC

Linha 2: SEGURANÇA Linha 3: PEB E


Linha 1: DIREITOS
INTERNACIONAL E INTEGRAÇÃO REGIONAL LATINO
HUMANOS
GEOPOLÍTICA AMERICANA

José Blanes Sala Flávio Rocha de Oliveira Diego Azzi


Acácio Sidinei Almeida Santos Igor Fuser

D - Experiência internacional dos professores que ainda não cumprem


integralmente os requisito da APC

Experiência
Docente Instituição País Ano
internacional

Acácio Sidinei Sanduíche Université de Costa do


Almeida Santos Cocody Marfim
2003

109
Diego Azzi Sanduíche Paris I - Pantheón- França
Sorbonne
2011

Flávio Rocha de Formação South Carolina EUA


Oliveira Complementar - University -
Visiting Researcher Fullbright Israel
2005
Foundation
2013
Universidade de
Tel-Aviv
Igor Fuser Repórter e Editor de Vários
Internacional -
Cobertura de Vários
eventos Vários
internacionais e
atividades de
pesquisa
José Sala Blanes Graduação e Universitat de Espanha
1977/99/
Formação Barcelona
Recente
Complementar

E - Experiência em Orientação dos professores que ainda não cumprem todos os


requisitos CAPES

Docente Orientações Concluídas/ em Andamento

D M TCC IC

2 Diego Azzi

3 Flávio Rocha de 45 01
Oliveira

28 - Lato Sensu

17 - Graduação

110
4 José Blanes Sala 2/3 8/3 35/2 6/2

5 Igor Fuser 3/3 3 4

Fim do documento

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