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Escola Estadual de

Educação Profissional - EEEP


Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

Curso Técnico em Turismo

Animação Turística
Governador
Cid Ferreira Gomes

Vice Governador
Francisco José Pinheiro

Secretária da Educação
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho

Secretário Adjunto
Maurício Holanda Maia

Secretário Executivo
Antônio Idilvan de Lima Alencar

Assessora Institucional do Gabinete da Seduc


Cristiane Carvalho Holanda

Coordenadora de Desenvolvimento da Escola


Maria da Conceição Ávila de Misquita Vinãs

Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC


Thereza Maria de Castro Paes Barreto
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

Sumário

Capítulo 1
Animação Turística.................................................................................................... 2

Capítulo 2
Antecedentes Históricos............................................................................................ 8

Capítulo 3
Conceitos da Animação............................................................................................. 10

Capítulo 4
Metas e Mídias da Animação Turística...................................................................... 15

Animação Turística 1
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ANIMAÇÃO TURÍSTICA

A animação turística, em qualquer de suas modalidades, social, cultural e recreativo-esportiva,


é um conjunto de programas elaborados com a finalidade de humanizar uma viagem, fazendo com que o
turista se integre nela participativamente. Um tempo dedicado ao divertimento e à descontração. Forma
salutar de lazer, que quando praticado em conjunto com outras pessoas, proporciona harmonia, facilitando
o entrosamento entre elas.

Com a participação em jogos e brincadeiras as tensões são aliviadas, pois concorre para que
haja uma desinibição, desinibição, fator importante para uma interação do grupo, quando as pessoas se
desbloqueiam e permitem que seu espaço seja invadido de forma benéfica e salutar.

A animação turística, além de proporcionar horas de divertimento lúdico, oferece excelentes


possibilidades culturais, onde o intercâmbio de vivências irá enriquecer todos os participantes, de forma
tal que, muitas vezes, surge o desejo de se conhecer lugares e vivenciar outros métodos de vida.

A recreação permite sair da rotina, das tarefas cotidianas, diminuindo com isso a tensão
emocional e o tédio, que muitas vezes leva o homem a um estado de monotonia muito prejudicial ao seu
bem-estar.
A animação turística, nos ônibus (em viagens de longa duração), em hotéis de lazer, em locais
específicos para esse fim, em praias, enfim, em qualquer lugar em que haja disponibilidade de espaço,
torna as viagens mais convidativas e, principalmente, traz um elemento fundamental ao homem, que é a
sua integração no grupo e a possibilidade de novos conhecimentos e novas amizades.

Objetivo do Turista: Lazer, total desvinculação de obrigações, de horários, de formas padronizadas de


vida, da rotina diária. O turista quer se sentir feliz, descontraído, realizado.

Objetivo do Animador: Procurar, de maneira concreta e objetiva, encontrar o quê, o como, o porquê do
que fazer, para que o turista se sinta totalmente satisfeito e alegre.

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INTEGRAÇÃO DO GRUPO

A integração das pessoas num grupo não pode ser imposta, mas sim, sugerida com muita
habilidade para não ferir suscetibilidades.

Cabe ao animador, responsável pelas pessoas que estão em busca de aliviar suas tensões, suas
preocupação, procurar o divertimento certo na hora certa e com as pessoas certas.
Muito de psicologia entra nessa ocasião, quando se procura superar as dificuldades de comunicação,
integração pessoa a pessoa, sem ofender e sem forçar.

Se o grupo que o animador vai comandar é homogêneo: congressistas de·uma mesma área
profissional, adolescentes, estudantes universitários, grupos comunitários etc., tudo se torna mais fácil, a
programação será mais fácil.

A programação será feita com mais objetividade e, conseqüentemente de melhor proveito e


assimilação. Com o grupo heterogêneo de turistas é mais difícil fazer um entrosamento rápido. Mas o
animador tem uma vantagem: é que quando uma pessoa sai de casa para uma viagem de recreio, procura
sempre encontrar algo diferenciado do seu cotidiano, procurando diversão, cultura, lazer, relax, fazer
amizades novas etc., estando fortemente propício a aceitar as boas sugestões que o Animador lhe oferece.

Quando o turista inicia sua viagem de recreio, de imediato, se reveste de um espírito liberador
do estresse de meses de trabalho. Fica disposto e aberto ao diálogo, observador de coisas novas aceitando
com prazer aquilo que traga alegria para seu espírito.

Um exemplo de boa política é fazer com que as pessoas de mesma profissão, mesmos gostos
por determinado assunto (por exemplo: cinema, arte, artesanato, folclore etc.), se agrupem para trocarem
idéias e se tornarem amigas.

Os grupos podem se formar:


Espontaneamente - sem interferência do animador.
Deliberadamente - quando para cumprir uma tarefa determinada.

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ALGUMAS CARACTERÌSTICAS DE UM BOM ANIMADOR

• Ter conhecimento básico de seu papel.


• Ter conhecimento do assunto a ser debatido.
• Ter conhecimento dos jogos e brincadeiras que apresentar.
• Procurar integrar aqueles que não se conhecem.
• Tentar relacionamentos rápidos.
• Dar sentido de apreço aos membros do grupo.
• Levar o grupo a superar dificuldades de comunicação.
• Manter a ordem durante todo o tempo.
• Procurar entender e atender a todos.
• Promover oportunidades para todos.
• Ser firme e decidido.
• Saber quando uma brincadeira está se tornando cansativa e parar.
• Saber escutar as pessoas.
• Conciliar os problemas que eventualmente surjam.
• Entender quando o grupo está apenas querendo descansar.
• Ser cordial com todos.
• Atender a sugestão de algum membro do grupo.

O animador deve sempre aproveitar os líderes que surgirem no grupo, pois são de grande
importância no desempenho de tarefas.

Uns se destacam pela força do encanto, outros porque são espertos e outros porque são
espontâneos. O animador não pode programar rigidamente sua atuação.
Para se levar a efeito alguma brincadeira ou jogo, deve-se ponderar, analisar inicialmente o
grupo, seus interesses e necessidades educativas e sociais, familiares, pessoais, condição física, tamanho
do grupo, os sentimentos, a indiferença, o entusiasmo, a agressividade, tudo enfim, para que não haja
problemas e tudo decorra de maneira satisfatória.
O animador tem que programar diversas opções de animação, para poder aplicar aquela que
mais seja adequada ao grupo.

Um bom momento para a escolha da modalidade de animação é quando da apresentação do


grupo, ponto chave para o desenvolvimento do seu trabalho, pois terá uma idéia de quem é quem, do que
gosta etc.

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OBJETIVOS DA ANIMAÇÃO

• Permitir o relaxamento e aliviar tensões nervosas.


• Favorecer a auto-expressão.
• Despertar o sentido de grupo, favorecendo a convivência.
• Provocar a vontade de maior permanência (o que é excelente para o turismo local).
• Integrar os participantes.
• Distrair, tanto os que participam ativamente, quanto aqueles que só querem assistir.

OBSERVAÇÕES GERAIS

• O turista quer interação, quer comunicação.


• O relacionamento humano é fator mais importante para uma boa estada e boa recordação de uma
viagem.
• O turista não gosta de ser obrigado a fazer NADA.
• O turista deve ser motivado a fazer alguma coisa do seu agrado.
•O animador tem que usar de psicologia para saber o momento exato para fazer determinada
programação.
• O animador promove a programação e induz o turista a participar.
• Há turistas que se divertem participando.
• Há turistas que se divertem assistindo a brincadeira dos outros.
• Os tipos de atração dependem do grupo de turistas.

Não esquecer: O homem trabalha com o objetivo de usufruir os prazeres do espírito, da aventura, do
desconhecido, do sexo e da gastronomia. Esse é o nosso turista.

FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA DE ANIMAÇÃO

Para um ótimo funcionamento do programa de animação, deverá haver:


Administrador de Animação
Animador Social.
Animador Cultural.
Animador Recreativo/Esportivo.

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FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR DE ANIMAÇÃO

 Coordenar todas as atividades sociais, esportivas e culturais.


 Recepcionar os grupos.
 Apresentar os componentes dos grupos.
 Motivar os grupos a participarem das diversas atividades.
 Manter reuniões periódicas com todos os membros da equipe para programação das atividades.
 Divulgar as programações
 Confeccionar e manter atualizado o mural informativo.
 Comprar os troféus, brindes para premiação.
 Informar sobre eventos de interesse geral e fora do hotel.
 Contratar grupos folclóricos para apresentações.
 Contratar seresteiros para serenatas.
 Contratar todas as pessoas que se fizerem necessárias para o devido desempenho das atividades
programadas, tais como para saraus literários e musicais batucadas, rodas de samba, etc.

FUNÇÕES DO ANIMADOR SOCIAL

• Organizar sua programação para apresentá-la nas reuniões da equipe de animação para que sejam
supridos todos seus requisitos.
• Todas as tarefas do Administrador de Animação (“caso não haja possibilidade de se fazer aquela divisão,
considerada ótima”).
• Quando o hotel não dispuser de local adequado para determinada programação, procurar uma solução,
sem que com isso atrapalhe o ritmo normal do estabelecimento.
• Fazer um roteiro de cada programação para apreciação do gerente do hotel e do administrador de
animação.
• Deverá ter sob sua guarda e responsabilidade todo o material relativo à parte social de Animação.
• Fornecer recibo de empréstimo para todos os jogos os quais ficarão sob responsabilidade do hóspede
• Organizar festas, concursos, bingos, etc.
• Colaborar com o administrador na festa de premiação.

FUNÇÕES DO ANIMADOR CULTURAL

• Informar sobre os costumes, tradições, características, manifestações folclóricas da localidade visitada e


da região.

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• Apresentar audiovisuais com assuntos de interesse cultural.


• Promover apresentações de grupos folclóricos, quando os Turistas terão oportunidade de participar,
tomando interesse sobre o assunto.
• Organizar biblioteca turística, onde os aspectos culturais de todos os lugares estarão à mão do Turista.
• Organizar sessões de música.
• Organizar oficinas para diversas atividades, tais como: modelagem (barro ou papel), pintura, madeira,
trançados, bordados, costuras, etc.
• Organizar representações teatrais, onde os participantes serão os próprios Turistas.
• Organizar apresentações de mamulengos, onde os Turistas participarão desde a feitura dos bonecos à
escolha do tema e representação.
• Promover cursos de culinária e bebidas regionais.
• Promover cursos de danças regionais.
• Oferecer informações básicas de como fazer as diversas atividades, por intermédio de pessoas
especializadas no assunto.
• Promover mostras dos trabalhos realizados.
• Colaborar com o Administrador na festa de premiação.

FUNÇÕES DO ANIMADOR RECREATIVO/ESPORTIVO

• Coordenar todas as atividades esportivas.


• Guardar sob sua responsabilidade todo material esportivo.
• Organizar equipes para disputa de torneios.
• Coordenar os torneios.
• Demarcar as quadras.
• Escolher os apitadores dos jogos (de preferência, entre os participantes do grupo que não querem
disputar).
• Elaborar tabelas de resultados para posterior afixação no mural informativo.
• Colaborar com o Administrador de Animação na promoção e divulgação da programação.
• Participar efetivamente na festa da entrega dos prêmios.
• Promover brincadeiras dentro e ao redor da piscina.
• Dar pequenas lições de natação (como boiar, mergulhar, nadar de costas e outras modalidades).
• Zelar pela segurança dos banhistas da piscina e prestar primeiros socorros.

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ANTECEDENTES HISTÓRICOS

Foi no início do século passado que surgiu a animação turística, mediante uma das
modalidades de viagem, a travessia do Atlântico em navios de luxo, estabelecendo os primeiros modelos
que posteriormente seriam desenvolvidos em outras áreas.

Nessas viagens, observou-se que, para preencher satisfatoriamente o tempo livre dos passageiros
geralmente ricos e exigentes, era necessário criar algumas distrações.

E, pouco a pouco, as diversas recreações e atrações foram estruturando-se num esquema de


Animação, suscitando o surgimento de profissionais especializados. O posterior aparecimento de
cruzeiros marítimos consolidaria essa atividade.

O conceito de animação foi ampliado e revalorizado a partir de 1950, quando o Club


Méditerranée lançou um novo tipo de viagens de férias: quinze dias em acampamentos fixos de tendas de
lona, com as demais instalações igualmente de pouco conforto. Em compensação, ofereceu-'se uma
atividade complementar e ainda pouco conhecida, a animação coletiva, que criaria vida própria nesse
novo tipo de comunidade turística, por sinal, sempre situada em áreas bastante afastadas das
aglomerações.

A sorte do Club foi possuir entre os seus fundadores, algumas pessoas com extraordinária
força de comunicação' que rapidamente se transformariam em grandes mestres da animação. De modo
que, quando se abriam as inscrições anuais para a nova temporada, seus associados escolhiam as
destinações ofertadas mais em função desse ou daquele animador, do que pelas belezas paisagísticas dos
locais de acampamento.

A animação coletiva passou a ser uma atração por si mesma e constituiu-se em novo tipo de
produto turístico, que rapidamente passaria a ser a coqueluche dos turistas jovens, dos intelectuais e de
todos aqueles que buscavam algo de novo.

O indiscutível mérito do Club foi de revelar uma necessidade reprimida dos turistas cansados
de serem apenas o "gado turístico", conforme a expressão do sociólogo alemão Enzenberger, de serem
guiados para fazer ou olhar isso ou aquilo, quando no íntimo desejavam ter uma participação mais efetiva
na realização de suas viagens.

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O Club Méditerranée foi um grande exemplo motivador, mas a súbita valorização da


animação turística pode ser explicada por outros fatores surgidos nesses últimos anos, inclusive alguns
extra turísticos.

Em primeiro lugar, como conseqüência da crise energética, houve uma mudança bastante
sensível nos modos de viajar das pessoas que planejam sozinhas suas viagens que representam a grande
maioria dos turistas.

Atualmente, eles se deslocam menos de forma itinerante, quer dizer, seguindo um roteiro que
prevê visitações de várias cidades. Essas viagens, além de incidirem m maior gasto com o combustível,
também enfrentam a instabilidade de preços dos serviços de cada cidade, o que influi negativamente na
escolha preferencial dessa modalidade.

Em contrapartida, aumenta o chamado turismo sedentário com deslocamentos para uma só


destinação. Isso significa que, permanecendo por maior período de tempo numa só cidade, o Turista
exigirá dela muito mais que aquele que nela permanece apenas um ou dois dias e, normalmente, se limita
a fazer um city tour.

Outro fator importante refere-se ao amadurecimento do turista como tal. À medida que
aumenta o seu hábito de viajar e, conseqüentemente, enriquece a sua experiência de veranista, parece que
a hospedagem confortável e a boa comida, assim como as obras-de-arte e belas paisagens, não bastam
mais para satisfazer os seus desejos, observam alguns expertos internacionais.

O turista moderno ambiciona por uma participação mais ativa. Ele gostaria de ser o
verdadeiro protagonista de suas férias e para isso espera encontrar equipamentos e serviços que poderiam
propiciar-lhe melhor utilização' do tempo livre e maior convivência ambiental.

Entretanto, esses equipamentos, quando existem, não raramente ficam sem uso, porque muitos
dos desejos não são realizáveis sem auxílio de um especialista, ou seja, do Animador.

Em termos de marketing, o enriquecimento dos produtos pela animação, bem como o


surgimento de produtos específicos com base nela, está produzindo efeitos positivos sobre a demanda
reprimida, que poderá ser motivada, pelo fator novidade, a aderir à consumação do turismo.

E há ainda a considerar que a padronização cada vez mais acentuada dos meios de
hospedagem e dos serviços complementares, está obrigando aos produtores a procurarem o algo mais
capaz de influir decisivamente na luta contra os seus concorrentes pela conquista dos mercados.

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O que terá, sem dúvida, efeitos benéficos para o aprimoramento de todo o sistema receptivo.
Acrescente preocupação do turista em preencher integralmente e de modo ativo o seu tempo
disponível, revela, na grande maioria das cidades turísticas, a insuficiência de estruturas de informação,
de assistência e de facilidades de acesso às atrações e diversões indispensáveis a uma deleitável
permanência de maior duração.

E mais: nos dias de mau tempo, não existem opções para que se atenda àquela famosa
proposição dos planejadores: "O turista que pretende permanecer 15 dias numa cidade, deve contar com
estruturas que lhe permitam passar agradavelmente todo esse tempo, mesmo se chover ao longo do
período".

Na realidade, depois do segundo ou terceiro dia de estada, é cada vez mais freqüente a
implacável pergunta do visitante: "- O que fazer?" E não resta dúvida de que um apropriado sistema de
animação teria evitado esse questionamento.

Quanto à acolhida de fluxos internacionais, normalmente aqueles que afluem pelos portões de
entrada Norte-Nordeste, há de considerar que o pouco conhecimento de idiomas estrangeiros nessas
regiões, limita o pleno aproveitamento das atrações e diversões locais. Um sistema de animação, com
animadores poliglotas, apresenta-se como caminho mais viável para a solução desse problema.

CONCEITOS DA ANIMAÇÃO

A animação é um dos temas turísticos mais em evidência nos últimos anos. É o mais jovem
serviço do setor, mas se o fato é novo, o termo animar, no sentido de dar vida, freqüenta os dicionários
europeus desde o século XVII.

Os termos Animação e Animador são de data mais recente. Os seus significados, no contexto
turístico, derivam do conceito formulado pelo Club Méditerranée, há poucas décadas, e refletem o atual
estágio de desenvolvimento desse serviço nos diversos componentes do setor de turismo.

A Terminologia do Turismo Brasileiro apresenta as seguintes definições:

Animação no turismo: conjunto de atividades que objetivam humanizar as viagens,


oferecendo ao turista a possibilidade de participação ativa, de tornar-se protagonista de suas férias.
Desenvolve-se nos centros de férias, nos meios de hospedagem, nos transportes de longo

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curso, etc., pelos programas de cunho cultural, social, recreativo e esportivo.

Animador: Pessoa incumbida de animar, distrair, ambientar e orientar os turistas.

Como acontece com toda expressão nova, a animação turística também não escapa de
algumas interpretações errôneas.

Confunde-se, geralmente, com a atração, que só em alguns casos excepcionais é também


animação. Apresentar uma manifestação folclórica, um bumba-meu-boi, por exemplo, é atração, é um
espetáculo que o turista vê passivamente, da mesma forma como assiste a uma peça de teatro ou a um
programa de televisão. Mas se tratar da apresentação de ciranda, a atração certamente passará a ser
animação, já que ela induzirá o turista a participar ativamente, a fazer parte do espetáculo.

As fronteiras da definição do termo animação ainda não foram definitivamente traçadas a seu
significado básico, entretanto, parece que não mais oferece dúvidas.

O ponto de partida da idéia de animação é concebê-la como um processo, concretizado na


introdução organizada ou sistemática de recursos materiais e não materiais pré-determinados, com o
propósito deliberado de tornar uma atividade mais interessante e, conseqüentemente, incentivar a sua
prática.

Tanto o turismo de lazer como o turismo de negócios operam fatores que influem na duração
da experiência turística, mas acentuar o interesse e incentivar a prática, que é o propósito da animação,
depende, no campo do turismo, dos recursos de lazer empregados.

A animação turística tem o propósito de acentuar o interesse do turista pelo local visitado,
quando terá a possibilidade de aumentar seu prazer pessoal e se realizar a animador deve determinar os
conteúdos dos recursos de animação partindo de um conhecimento prévio dos interesses e preferências do
público a que se destina.

O animador deve dispor os recursos e coordená-los em função de horários e lugares


acessíveis, o animador deve diversificar os conteúdos com o fim de aumentar a margem de escolha.

A animação turística tende a incorporar-se à estrutura da oferta turística, pois atende a um tipo
de demanda tão impositiva quanto o transporte, o alojamento, a alimentação, a informação turística etc., e,
por isso, requer prestadores de serviços especializados.

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A animação turística sendo um conjunto de atividades ou práticas destinadas a tornar o lazer


criativo, dinâmico e participativo, deve ser devidamente planejada, dirigida e organizada, ou pelos
responsáveis por determinado empreendimento turístico ou pelas autoridades governamentais
competentes de uma localidade, estado, região ou país.

A animação turística está destinada aos usuários do empreendimento ou à população residente


no local e que a ele demande, inclusive e, especialmente, turistas e viajantes.

A animação turística é oferecida em instalações, equipamentos e serviços ou atrativos


turísticos específicos existentes no empreendimento ou na localidade, estado, região ou país.

Os objetivos principais da animação turística são:

• Preencher o tempo livre do usuário, Turista ou viajante.


• Assegurar-lhe maior aproveitamento de outro atrativo turístico principal eventualmente existente no
local.
• Aumentar sua permanência e consumo.

Para um bom desenvolvimento do trabalho de animação turística devemos ter sempre em


mente o comportamento profissional do técnico, sua apresentação e seu vocabulário. '

Deve haver um bom relacionamento interpessoal entre o animador e o pessoal dos hotéis, das
agências, dos restaurantes e todos os demais serviços.

O animador turístico deve cultivar a arte de saber, ver, ouvir e calar de acordo com os
momentos que surjam, para nunca molestar o turista, que é a pessoa mais importante no momento e não
quer se contrariar nem ficar constrangido com algo que lhe aconteça.

O turista deve sempre merecer o nosso maior respeito, a animação turística como sendo a
introdução de recursos de lazer visando ao descanso, divertimento e desenvolvimento físico e mental dos
turistas, condicionados por seus interesses e preferências e pelos recursos e condições do pólo receptor,
tem também a finalidade de aumentar as taxas de permanência e os gastos turísticos.

O animador define as idéias e a seqüência dos instrumentos essenciais ao desenvolvimento de


projetos de animação de pólos turísticos, indicando os tipos de elementos informativos que devem balizar
o processo criativo de montagem e organização de programações especificas.

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ÂMBITO DA ANIMAÇÃO

A animação turística tem seu âmbito em:

a) Meios de hospedagem.
b) Meios de transporte de longo curso.
c) Demais agentes do sistema receptivo.

MEIOS DE HOSPEDAGEM

a) Hotéis convencionais urbanos.


b) Hotéis convencionais das estâncias climáticas e hidrominerais.
c) Hotéis de lazer.
d) Demais tipos de hotéis, motéis, pousadas, pensões, além dos albergues da juventude.

De modo geral, o âmbito da Animação nesses estabelecimentos é menor que nos centros de
férias, em razão da permanência mais curta e da composição menos homogênea dos hóspedes.

As quatro divisões indicam a necessidade de aplicação de modelos diferenciados de Animação


para cada uma, de vez que tanto as estruturas físicas dos tipos de estabelecimentos mencionados, como os
perfis e comportamentos dos seus Turistas variam substancialmente.

O principal problema que enfrenta a implantação de um serviço de Animação nos hotéis,


situa-se no dimensionamento dessa atividade.

São dois aspectos a examinar:

1. A disponibilidade de espaços existentes ou com possibilidade de adaptação para a Animação.


2. A viabilidade econômica do serviço, consideradas as probabilidades de retorno do investimento em
curto e médio prazos.

Observações colhidas no exterior indicam que uma programação integral de animação em três
períodos (manhã, tarde e noite) é economicamente viável nos hotéis de, pelo menos, 500 apartamentos.

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Como no Brasil, atualmente, são raros os hotéis desse porte, o serviço de Animação pode
desenvolver-se, basicamente, de duas formas:

1. Em dimensão menor, com número reduzido de atividades.


2. Por meio de um sistema cooperativo, integrando vários estabelecimentos.

Esse último apresenta muitas vantagens: a programação pode ser enriquecida e o custo
baixado pelo rateio de certas despesas de organização e o barateamento mediante contratações conjuntas
de artistas e espetáculos. Isso foi comprovado na primeira experiência nacional em Maceió.

MEIOS DE TRANSPORTE DE LONGO CURSO

a) Navios para cruzeiros e outros tipos de viagens marítimas.


b) Embarcações de médio porte, para lazer ou viagens fluviais.
c) Ônibus de excursão.
d) Ônibus carro-leito das linhas comerciais.
e) Aviões.
f) Trens de linhas interestaduais e internacionais.

Em linhas gerais, há duas formas básicas de Animação nos meios de transporte:

1. Aquela que permite uma estruturação mais ampla e mais diversificada, a cargo de um Animador.
2. Outra, em escala menor, que pode ser orientada pelos funcionários dos serviços de apoio (rodo moça,
aeromoça, etc.).

DEMAIS AGENTES DO SISTEMA RECEPTIVO

a) Agências de viagens especializadas em serviço receptivo.


b) Promotores de Congressos, Convenções e Conclaves semelhantes.
c) Promotores de eventos sociais, culturais, etc.
d) Entidades e associações culturais, inclusive as de folclore.
e) Parques naturais.
f) Clubes sócio-esportivos.
g) Restaurantes, bares e similares.

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METAS E MÍDIAS DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA

As metas básicas da animação objetivam atender a cada segmento da demanda turística, de


acordo com as diversas modalidades de prática do turismo e os múltiplos perfis motivacionais dos
turistas. Mas antes de tudo, deve estabelecer-se uma distinção bem precisa entre o produto-animação e a
animação do produto.
O planejamento das estruturas dos serviços de animação, assim, exerce-se sobre dois âmbitos
distintos, tanto na parte física, como na programação e na formação da mão-de-obra especializada.

PRODUTO-ANIMAÇÃO

Em sua forma mais costumeira de centro ou de clube de férias - seguindo em linhas gerais a
filosofia do Club Méditerranée, repousa sobre o conceito que considera a própria animação como atração
principal, relegando ao segundo plano a paisagem, o conforto, etc.

A estruturação de um produto-animação é das mais complexas. Como esse tipo de produto


pode viabilizar-se somente em centros de férias mais ou menos fechados, aonde os hóspedes, geralmente
vindos em grupos, passam temporadas de uma ou mais semanas, impõe-se a indispensabilidade para que a
concepção dos equipamentos e serviços, antes de tudo, estimule a criação do espírito de integração.

Por essa razão, já a partir do planejamento urbanístico-arquitetônico do local, deverá


evidenciar-se a preocupação em oferecer condições necessárias para induzir os turistas a uma participação
intensa, que é à base do bom funcionamento do sistema de animação integral.

Não devemos esquecer que o Animador, ao passar a constituir-se parte integrante do próprio
produto, deve apresentar o mais alto grau de capacitação profissional.

Os centros de férias, nome genérico adotado neste trabalho, em condições de transformar-se


em Produto-Animação têm como principal característica uma clientela agrupada para passar períodos de
estada mais longos e predisposta a conviver e participar de programas conjuntos.

Esses são em princípio:

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a) Clubes de Turismo, sob variadas denominações.


b) Colônias de Férias.
c) Algumas formas de Turismo Social.
d) Campings, em especial aqueles que costumam receber para estadas mais demoradas.

ANIMAÇÃO DO PRODUTO

É aplicável a todas as demais modalidades de turismo e, ainda, aos inúmeros serviços direta
ou indiretamente ligados ao setor por meio de ações que diferem, às vezes substancialmente, uma das
outras.
São praticamente todos os componentes do setor de turismo que podem usufruir da ação de
animação.

Agrupam-se, basicamente, em:


a) Meios de hospedagem.
b) Meios de transporte de longo curso.
c) Demais agentes do sistema receptivo turístico.
d) Localidades turísticas, no seu conjunto.

MÍDIAS DA ANIMAÇÃO

As mídias que atuam sobre o Turista-objeto, desenvolvem se em duas faixas:

1. Recursos Físicos, que tratam dos espaços, dos equipamentos e da ambiência indispensáveis à realização
de Animações;
2. Recursos Humanos, compreendendo a formação da mão-de-obra especializada e a participação
comunitária.

RECURSOS FÍSICOS

Os espaços adequados e de boa qualidade para animação, são a condição indispensável para o
sucesso desse serviço.
Sendo a animação um fato novo, esses espaços não se encontram nos empreendimentos
turísticos tradicionais.
Existem, é verdade, hotéis dotados de grandes áreas para lazer, as quais, paradoxalmente, não
satisfazem sempre as exigências do serviço de animação.

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Estas áreas são, geralmente, preparadas para atividades diurnas, ao ar livre, enquanto a
animação se desenvolve tanto de dia como de noite e independe das condições atmosféricas

AMBlÊNClA

O meio físico que envolve a habitação (fixa ou móvel) do turista em viagem, é um dos fatores
determinantes da qualidade da animação.
Por isso, na ocasião da criação de espaços para animação em novos hotéis, ou de adaptação
dos espaços existentes e em condições de reaproveitamento para esse serviço, recomenda-se aos
arquitetos que consultem, além dos técnicos em animação, também os ambientadores e paisagistas.

EQUIPAMENTOS

Os equipamentos para animação não obedecem, obrigatoriamente, a uma padronização.


Diferem pela localização (mar, montanha, campo etc.) e pelo tipo de animação:

Produto-Animação ou Produtos a serem animados.

A maioria dos equipamentos é onerosa, vista a diversificação dos mesmos, tanto na área
cultural (projetores de filmes e slides, materiais para a oficina de criatividade (discoteca, biblioteca, etc.),
como para o setor esportivo (lanchas, windsurfe, materiais para caça e pesca, jogos de bola, etc.), além do
setor de recreação (jogos de salão, bilhar, tênis de mesa, etc.).

Os custos desses equipamentos podem ser elevados demais para um empreendimento de porte
médio, o que leva à busca de opções que possam permitir a estruturação de Instalações para animação em
qualquer tipo de estabelecimento turístico:

Aproveitamento dos equipamentos de um centro de animação turística, quando esse existe,


que atenderá às exigências de todos os tipos de turistas.

RECURSOS HUMANOS

A formação de mão-de-obra especializada visa à preparação de produtores, animadores e


monitores, por meio de vários tipos de cursos. Eles deverão formar especialistas para os quatro setores
básicos do serviço de animação turística:

Animação Turística 17
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1. Administrador de Animação.
2. Animador Social.
3. Animador Cultural.
4. Animador Recreativo/Esportivo.

ADMINISTRADOR DE ANIMAÇÃO

Tem sob sua responsabilidade a pesquisa de mercado, o planejamento, a produção e a


administração dos serviços ou sistemas de Animação.

ANIMADOR SOCIAL

Procura integrar e alentar os Turistas com uma programação coletiva, por meio de diversas
modalidades de recreação: festas, jogos de salão, concursos, passeios, etc.

ANIMADOR CULTURAL

Programação de palestras e audiovisuais sobre a localidade, sua gente e tradições. Promove


pequenas manifestações culturais (música, cinema, etc.). Organiza excursões de cunho cultural. Realiza
minicursos (artesanato, culinária, fotografia, etc.) e induz os Turistas a exercitarem suas aptidões no
atelier de criatividade.

ANIMADOR RECREATIVO/ESPORTIVO

Tem três objetivos:

1º Ensinar aos visitantes certas modalidades esportivas (natação, windsurfe, esqui aquático, tênis, etc.),
sendo essa uma tarefa dos professores e monitores. Oferecer oportunidades de prática esportiva àqueles
turistas que possuam esse hábito
.
2º Congregar, por intermédio de jogos e competições (pesca, voleibol, futebol, etc.) os turistas de
comportamentos distintos.

3º Promover competições recreativas (corrida de saco, corrida do ovo na colher, etc.) para um bom
entrosamento do grupo.

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Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

Bibliografia 

Título/Periódico  Autor  Local  Editora  Ano 

Tempo Limite e  WAICHMAN, Paulo  Campinas, SP  Papirus  1997 


recreação: Um 
desafio pedagógico. 
Recreação e lazer.  GUERRA, Marlene  1996 
Porto Alegre  Sagra: DC Luzzato 
Recreação, Jogos,  FERREIRA, Solange  2000 
Rio de Janeiro   Sprit 
recreação.  L. 
Lazer e Cultura  DUMAZIER, Jofre  1974 
São Paulo  Perspectiva 
popular. 
Lazer: Formação e  CARVALHO,  Campinas – SP  Papirus  1995 
atuação  Marcelino Nelson 
profissional. 

Elaboração Técnica
Tereza Neuma Martins de Abreu
Consultora Técnica

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Hino Nacional Hino do Estado do Ceará

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas Poesia de Thomaz Lopes


De um povo heróico o brado retumbante, Música de Alberto Nepomuceno
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Terra do sol, do amor, terra da luz!
Brilhou no céu da pátria nesse instante. Soa o clarim que tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Se o penhor dessa igualdade Em clarão que seduz!
Conseguimos conquistar com braço forte, Nome que brilha esplêndido luzeiro
Em teu seio, ó liberdade, Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!
Desafia o nosso peito a própria morte!
Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Ó Pátria amada, Chuvas de prata rolem das estrelas...
Idolatrada, E despertando, deslumbrada, ao vê-las
Salve! Salve! Ressoa a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido Rubros o sangue ardente dos escravos.
De amor e de esperança à terra desce, Seja teu verbo a voz do coração,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido, Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
A imagem do Cruzeiro resplandece. Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão.
Gigante pela própria natureza, Peito que deu alívio a quem sofria
És belo, és forte, impávido colosso, E foi o sol iluminando o dia!
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Tua jangada afoita enfune o pano!
Terra adorada, Vento feliz conduza a vela ousada!
Entre outras mil, Que importa que no seu barco seja um nada
És tu, Brasil, Na vastidão do oceano,
Ó Pátria amada! Se à proa vão heróis e marinheiros
Dos filhos deste solo és mãe gentil, E vão no peito corações guerreiros?
Pátria amada,Brasil!
Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Deitado eternamente em berço esplêndido, Há de florar em meses, nos estios
Ao som do mar e à luz do céu profundo, E bosques, pelas águas!
Fulguras, ó Brasil, florão da América, Selvas e rios, serras e florestas
Iluminado ao sol do Novo Mundo! Brotem no solo em rumorosas festas!
Abra-se ao vento o teu pendão natal
Do que a terra, mais garrida, Sobre as revoltas águas dos teus mares!
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; E desfraldado diga aos céus e aos mares
"Nossos bosques têm mais vida", A vitória imortal!
"Nossa vida" no teu seio "mais amores." Que foi de sangue, em guerras leais e francas,
E foi na paz da cor das hóstias brancas!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo


O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,


Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!