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Estilos de Musica do Brasil

A Música do Brasil reflete a diversificada cultura da nação. Alguns dos gêneros musicais populares
originários do Brasil mais conhecidos são principalmente o Samba, o Choro, a Bossa Nova e a Música
Popular Brasileira.

Como chorões podemos destacar Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho.

Exemplos de sambistas são Cartola e Noel Rosa.

Da Bossa Nova podemos destacar Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto.

Mas o Brasil tinha também um papel importante na tradição clássica. Considera-se que o primeiro grande
compositor brasileiro foi José Maurício Nunes Garcia, que viveu a transição do Brasil colonial para o Brasil
imperial, sendo facilmente inserido no período do Classicismo. Durante o Romantismo, o nome de maior
destaque foi Antônio Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani, adaptação do romance homônimo de
José de Alencar. No século XX destaca-se o trabalho de Heitor Villa-Lobos, responsável pela assimilação
pela música erudita de diversos elementos da cultura popular, como os violões e determinados ritmos.

 Samba
 Choro
 Bossa-nova
 Música Popular Brasileira
 Música do Pará
 Baião (música)
 Música sertaneja
 Pagode (música)
 Maracatu
 Frevo
 Forró
 Ciranda
 Gêneros gaúchos
 Lambada
 Funk carioca
 Gospel
 Polca-Rock (Mato Grosso do Sul)
 milonga [rio grande do sul}
 chamamé [rio grande do sul]
 xote [ rio grande do sul]
 vanerão [rio grande do sul]
 chamarrita [rio grande do sul]
 terno-de reis [folclore brasileiro açoriano]

O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil. O nome "samba" é,
provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso.

Samba comum

O samba é caracterizado por uma seção de ritmo contendo a marcação, geralmente surdo ou tantan, o
`coração do samba'; e seu núcleo mais importante é geralmente reconhecido como cavaco e pandeiro. O
cavaquinho é a conexão entre a secção de harmonia e a secção de ritmo, e costuma ser reconhecido
como um dos instrumentos harmônicos mais percussivos existentes; sua presença, via de regra,
diferencia o verdadeiro samba de variações mais suaves como a Bossa Nova (embora haja algumas
gravações de samba que não usem o cavaco, e.g. de Chico Buarque). O pandeiro é o instrumento
percussivo mais presente, aquele cuja batida é a mais completa. Um violão está sempre presente, e a
maneira de tocar violão no samba popularizou o violão de 7 cordas, por causa das sofisticadas linhas de
contraponto utilizadas no gênero nas cordas mais graves. As letras falam basicamente de qualquer coisa,
já que o samba é o ritmo nacional brasileiro. Esse sub gênero engloba todos os outros.

Artistas Famosos: Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Wilson Moreira, Teresa Cristina &
Grupo Semente,Martinho da Vila

Partido alto

Esse termo é utilizado para denominar um tipo de samba que é caracterizado por uma batida de pandeiro
altamente percussiva, com uso da palma da mão no centro do instrumento para estalos. A harmonia do
partido alto é sempre em tom Maior. Geralmente tocado por um conjunto de instrumentos de percussão
(normalmente surdo, pandeiro e tamborim) e acompanhado por um cavaquinho e/ou por um violão, o
partido alto costuma ser dividido em duas partes, o refrão e os versos. Partideiros costumam improvisar
nos versos, com disputas sendo comuns, e improvisadores talentosos fizeram sua fama e carreira no
samba, como Zeca Pagodinho, que é não só um grande sambista de propósito geral como um dos
melhores improvisadores.

Artistas Famosos: Candeia, Jovelina Pérola Negra, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Aniceto do Império,
Sombrinha, Nei Lopes, Almir Guinéto, Camunguelo
Pagode

Hoje é a forma de samba que se difunde entre as périferias dos centros urbanos do Brasil, surgida nos
anos 80 com a introdução de três novos instrumentos, o banjo, o tantan e o repique de mão.
Usualmente é cantado por uma pessoa acompanhada por cavaquinho, violão e pelo menos por um
pandeiro. As letras são descontraídas, falam normalmente de amor ou qualquer situação engraçada.
Quase sempre as letras não tem grande expressão, sendo a maior preocupação a aliteração do que o
conteúdo.

Artistas famosos: Raça Negra, Molejo, Exaltasamba, Araketo, Jeito Moleque

Samba de breque

Hoje um gênero morto, as músicas do samba de breque eram intercaladas com partes faladas, ou
diálogos. Os cantores, necessariamente, tinham um excelente dom vocal e habilidade de fazer vozes
diferentes. As letras contavam histórias e eram jocosas.

Artistas famosos: Moreira da Silva

Samba-Canção

Muito executado nas rádios,com grande influências no estilo e na melodia do Bolero Mexicano e ballad
americano. As músicas deste gênero são românticas e de ritmo mais lento. Os temas variavam do
puramente lírico ao trágico.

Artistas famosos: Noel Rosa, Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Dolores
Duran, Maysa, Lindomar Castilho e Alexandre Pires.

Grupos famosos: Só para Contrariar

Samba-Enredo

O samba enredo é o estilo cantado pelas escolas de samba durante os desfiles de carnaval. A letra do
samba-enredo, normalmente, conta uma história que servirá de enredo para o desenvolvimento da
apresentação da escola de samba. Em geral, a música é cantada por um homem, acompanhado sempre
por um cavaquinho e pela bateria da escola de samba, produzindo uma textura sonora complexa e densa,
conhecida como batucada.

Bossa Nova

A Bossa nova é um estilo originalíssimo de samba brasileiro que surgiu na década de 1960. Este estilo é
uma mistura do Jazz com o samba. Durante muito anos foi samba das praias e bares do Rio de Janeiro.
Hojé um dos estilos mais comuns no Brasil inteiro, se caracterizando como o samba das festas,
restaurantes e reuniões informais criado pelo ilustre cantor e músico João Gilberto, acompanhado de
outros como o Tom Jobim. A Bossa Nova foi bem original no seu estilo criativo, pois introduziu o repique
de mão e a viola eletrônica, imitando a guitarra nos tons mais finos, fazendo uma melodia com forte
influência das melodias americanas misturadas com batidas abrasileiradas. É cantada geralmente por
uma pessoa em tom suave e convidativo.

A palavra 'bossa' era um termo da gíria carioca que, no fim dos anos cinquenta , significava 'jeito',
'maneira', 'modo'. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-
se que esse alguém tinha 'bossa'. Se o Ricardo desenhava bem, dizia-se que tinha 'bossa de arquiteto'.
Se o Paulo escrevia, redigia bem, tinha 'bossa de jornalista'. E a expressão 'Bossa Nova' surgiu em
oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo. Sim, mas o quê era
julgado superado e velho, na música popular brasileira? 'Tudo',dizia a mocidade bronzeada de
Copacabana.

 A tristeza e melancolia das letras, a repetição dos ritmos 'abolerados' e dos 'sambas-canção'; era tudo
a mesma coisa, não obstante os grandes cantores da época: Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Carlos
Galhardo. Lindas valsas e serestas? Sim, e daí? Daí é que algo tinha de ser feito.
 Diferentes harmonias, poesias mais simples, novos ritmos. - Ritmo é batida, como do relógio, do pulso,
do coração- E Bossa Nova é batida diferente do violão, poesia diferente das letras, cantores diferentes
dos mestres. A Bossa Nova não seria melhor nem pior. Seria completamente diferente de tudo, mais
intimista, mais refinada, mais alegre, otimista. Diferente. Não começou especificamente num lugar, numa
rua, num evento, num Festival. A rigor, ela não é nem um gênero musical. É o tratamento que se dá a
uma música, em termos de 'batida' e de ritmo.
 O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958,quando João
Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, 'Chega de Saudade', posteriormente gravada por Eliseth
Cardoso, no disco 'Canção do amor demais'. Em 1956, ninguém falava em Bossa Nova, mas o
apartamento onde morava Nara Leão, no Edifício Palácio Champs Elysée, em frente ao Posto 4, já era
ponto de reunião dos rapazes bronzeados de Copacabana: Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo
Boscoli e outros. Não se compunham músicas ali. Ouviam-se. E trocavam idéias.
 Só no ano seguinte, em 1957, João Gilberto chegou ao Rio e, certa noite, foi à casa de Roberto
Menescal, na Galeria do mesmo nome, em Copacabana. E aconteceu o grande encontro: O ritmo
encontrou a música e a poesia.

Samba Reggae

É um novo estilo de samba que teve origem na Bahia em 2000 com muita força. Na década de 1980
havia manifestações culturais de batidas latinas misturadas com axé e melodias parecidas com reggae,
porém estas manisfestações não impulcionaram o estlio para frente. Por volta de 2000, grupos como
Gera Samba e Cidade Negra e a Cantora Daniela Mercury fizeram manifestações a favor da volta do
estilo citado e sua propagação pelo Brasil. Assim, surgiu o Samba Reggae que, por sua vez, não manteve
o mesmo estilo mas inovou com, além de istrumentos latinos, instrumentos de samba comum como
pandeiro e tambor além de guitarra ou viola eletrônica no lugar do cavaquinho. O Samba Reggae é um
samba essecialmente praiano, narrando cituações de praia ou vida de seus autores negros, geralmente
como personagens de praia (surfistas, balconistas de bar ou restaurante, salva vidas...). Muitos grupos
ainda estão em formação e, desta forma, este estilo de Samba ainda está em fase de testes. Talvez o
Samba Reggae se torne um grande estilo no futuro, sem época definida.

Artistas / grupos famosos: Gera Samba, Cidade Negra,Daniela Mercury Margareth Menezes, Braga Boys,
Inimigos da HP

Outras variantes

Samba de roda é uma dança ritual preservada em algumas cidades baianas.

Samba rock um estilo musical com fortes influências do funk e soul. Este estilo que surgiu no final
dos anos 1980, não foi muito para frente devido a falta de apoio de grupos e também de ibope.

O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e


instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados
de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do
nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos
participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é
considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.

O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e
cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o
violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.

Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas
uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares
naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu.
O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais
colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um
cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno,
que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas
décadas para ser considerado um gênero musical.

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns
dos choros mais famosos são

 "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu


 "Brasileirinho", de Waldir Azevedo
 "Noites Cariocas", de Jacob do Bandolim
 "Carinhoso", de Pixinguinha

Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado a mais significativa. O
chorão mais conhecido e ativo na atualidade é o virtuoso flautista e compositor Altamiro Carrilho, que já
se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

Origem do termo
Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra "choro", porém essa palavra pode
significar várias coisas.

 Choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século
XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Daí o termo Choro.
O próprio conjunto de choro passou a ser denominado como tal, por exemplo, "Choro do
Calado".
 O termo pode também derivar de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas,
expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como "xoro" e
finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com "ch".
 Outros defendem que a origem do termo é devido à sensação de melancolia transmitida pelas
"baixarias" do violão
 Dia do Choro

 No dia 23 de abril se comemora o Dia Nacional do Choro, trata-se de uma homenagem ao


nascimento de Pixinguinha. A data foi criada oficialmente em 4 de setembro de 2000, quando foi
sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da
Escola de Choro Raphael Rabello.

 Música Popular Brasileira é um acrônimo (uma sigla) que representa uma tendência
musical brasileira a partir de 1966. Trata-se da música popular urbana de classe média surgida
após a segunda geração da Bossa Nova. É uma música criada por pessoas nascidas a partir da
década de 40 em diante. Não é um gênero como samba, modinha, lundu, bolero, choro ou
música erudita, que são estilos definidos ouvidos predominantemente por classes sociais
distintas. A Musica Popular Brasileira começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas
foi mudando e incorporando elementos de procedências várias.
 Na cultura musical brasileira não existe muita resistência, por parte dos músicos, em misturar
gêneros musicais. Por isso existem diversos gêneros híbridos, e outros que, ainda que não
possam ser considerados novas linguagens,diferenciam-se ao não encaixar-se nas definições
mais comuns de seus respectivos gêneros. Esses estilos musicais, híbridos e não demarcados,
são genericamente classificados como Musica Popular Brasileira.
 Consequentemente, a Musica Popular Brasileira não se restringe a um ritmo ou corrente. É
simplesmente o nome dado à música brasileira ouvida predominantemente pela classe média,
abrangendo estilos variados. Igualmente, os artistas representativos da Musica Popular
Brasileira também não se notabilizam pela definição de um estilo musical, mas por apresentarem
trabalhos diversificados e híbridos.

Musica do Pará

A Música paraense recepciona diversas influências através dos séculos. No século XX pode-se perceber
um delineamento de suas características e de sua peculiaridade.

Ritmos regionais

 Brega
 Boi-bumba
 Carimbó Kurimbô
 Guitarrada
 Lundu
 Marujada
 Siriá
 Lambada
 Forró

Lambada

Surgida no Pará, a música lambada tem base no carimbó e na guitarrada, influenciada por vários ritmos
como a cumbia, o merengue e o zouk.

Origem

Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de "Lambadas" as músicas mais
vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo cuja paternidade é creditada
ao músico Pinduca. O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do Caribe
caiu no gosto popular, conquistou o público e se estendeu, numa primeira fase, até o Nordeste. O grande
sucesso, no entanto, só aconteceu após a entrada de empresários franceses no negócio. Com uma
gigantesca estrutura de marketing e músicos populares, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na
Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Chorando se Foi" tornou-se o carro
chefe da novidade pelo mundo.

Como acontece com certa freqüência em outras situações, a valorização do produto só se deu após
reconhecimento no exterior. Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas
tanto no mercado interno quanto externo. Os franceses, por exemplo, compraram de uma só vez os
direitos autorais de centenas de músicas. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona no
sucesso do ritmo, incrementando suas carreiras, como foi o caso de Sidney Magal, Sandy e Júnior, Fafá
de Belém e o grupo Balão Mágico. Depois dessa fase de super exposição, como acontece com quase
todo fenômeno midiático, deu-se um natural desgaste com a consequente queda nas vendas até cessar a
produção.

A Dança Carimbó

Antes de entrar na dança lambada devemos falar um pouco de uma de suas raízes: O carimbó. Dança
indígena, pertencente ao folclore amazônico vem sendo dançado por lá há séculos. Ascendente directo
da lambada é, na forma tradicional, acompanhado por tambores de tronco de árvores afinados a fogo.
Atualmente o Carimbó tem como característica ser mais solto e sensual, com muitos giros e movimentos
onde a mulher tenta cobrir o homem com a saia.

A Dança Lambada

A lambada dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por
duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na polca sua referência
principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe. Usa,
normalmente, as cabeças dos tempos e o meio do tempo par, se começarmos a dançar no "um", para as
trocas de peso (pisa-se no "um", no "dois" e no "e" - que é chamado comumente de contratempo). A
lambada chega a Porto Seguro, e ali se desenvolve. Boas referências foram a Lambada Boca da Barra,
em Porto, e o Jatobar em Arraial D´Ajuda, onde desde o início também zouks (lambadas francesas)
serviram para embalar os lambadeiros. Tudo isso acontece na época do apogeu do carnaval baiano, que
ditava uma moda atrás da outra, e numa delas, apresentou a lambada ao Brasil. Essa segunda fase da
dança durou apenas uma temporada e foi um pouco mais abrangente que a primeira, que só havia
chegado até o nordeste. Até esse ponto a lambada tinha como principal característica os casais
abraçados. Era uma exigência tão forte que, quando da realização de alguns concursos, aqueles que se
separassem eram desclassificados. No exterior e aqui, a lambada torna-se um grande sucesso e em
pouco tempo estava presente em filmes e praticamente todos os programas de auditório aparecendo até
em novelas. É a hora dos grandes concursos e shows. A necessidade do espetáculo faz com que os
dançarinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias. Depois de algum tempo, a
música lambada entra em crise e pára de ser gravada. Os Djs das boates aproveitam então para simular
o enterro do estilo musical. A dança perde destaque, mas sobrevive, pois já haviam sido feitas nas
lambaterias muitas experiências com variados estilos de música que tivessem a batida (base de
marcação) que permitisse dançar lambada, só para citar um exemplo, a banda de rumba flamenca Gipsy
Kings teve vendagem significativa por aqui por conta da dança, então as músicas francesas, espanholas,
árabes, americanas, africanas, caribenhas etc. viraram a "salvação" e solução para a continuidade do
estilo de dança. De todas, o zouk foi o ritmo que melhor se encaixou na nossa dança tornando-se a
principal música para dançar lambada.

Esta passa a ser dançada com um andamento mais lento, com mais tempo e pausas que praticamente
não existiam na música lambada, permitindo explorar ao máximo a sensualidade, plasticidade e beleza da
nossa criação. Os movimentos ficaram mais suaves e continuam fluindo, modificando-se à medida que
ela incorpora e troca com outras modalidades. Contribuem ainda as diversas pesquisas, até fora da dança
de salão, como por exemplo, as de contacto e improvização. Hoje a relação com o parceiro volta a ganhar
valor, as acrobacias ficam praticamente exclusivas para os palcos e os locais para dançar reabrem em
diversos estados.

Mesmo não tendo por parte de alguns o devido reconhecimento, a lambada mostrou-se um grande
incremento profissional.

Encontramos lambaterias e professores de lambada em diversos pontos do planeta e ainda que a


chamem de zouk, muitos viveram e vivem dela até hoje. De toda essa história ficaram óptimos frutos, por
exemplo: uma boa parte dos talentos da dança de salão de hoje surgiram a partir da lambada; a
apresentação da dança a dois aos jovens; a visibilidade internacional conquistada - a lambada é a nossa
dança de par mais conhecida no exterior (mais até que o samba) e principalmente o resgate do direito de
dançar abraçado, perdido a décadas
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1. Batuque: Dança de origem africana, caracterizada por requebros, palmas e


sapateados, acompanhados ou não de canto. Por extensão, nome de certos
ritmos marcados por forte percussão.

2. Be Bop: É um tipo de Jazz sofisticado. Anos 40.

3. Bolero: Um dos avós do Mambo, Chá Chá Chá e Salsa, nasceu na Inglaterra
passando pela França e Espanha com nomes variados(dança e contradança).
Mais tarde um bailarino espanhol, Sebastian Cerezo, fez uma variação
baseadas nas Seguidillas, bailados de ciganas, cujos vestidos eram ornados
com pequenas bolas(as boleras).Cantores mais famosos: Agustin Lara,
Bienvenido Granda, Lucho Gatica, Gregório Barros, Pedro Vargas, Consuelo
Velasquez, Armando Mazanera, Trio Irakitã e recentemente Luis Miguel.

4. Bossa Nova: Movimento renovador da música popular brasileira, surgido no


Rio de Janeiro, na década de 1950. Caracterizou-se por harmonias
elaboradas e letras coloquiais.

5. Calypso: Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. Tinha no seu início um


clima de "duelo" político.Cantores mais famosos: Harry Belafonte

6. Carimbó: Música folclórica da Ilha de Marajó desde o século XIX.Cantores


mais famosos: Verequete, Pinduca, Milton Yamada.

7. Chá Chá Chá: Dança derivada do Danzon cubano, que se seguiu ao Mambo.
O nome foi tirado do barulho feito pelos dançarinos nas pistas de dança.
Popularizou-se no mundo com as formações das Big Bands, onde havia claro
predomínio de instrumentos de sopro.Cantores mais famosos: Orquestra
Aragón e Fajardo y sus Estellas.

8. Dance Music: Nasceu na Alemanha, na metade dos anos 70, por um dos
homens fortes de Donna Summer. Hoje quem mais fatura com a Dance
Music são os japoneses

9. Descarga: Foi a mãe da salsa. Surgiu com a união de diversos músicos


tocando o que queriam, em grandes shows. Fusão entre a música latina,
rigidamente estruturada e o improviso do Jazz.

10. El Son: Antiga forma musical popular em Cuba.

11. Forró: Designação popular dos bailes freqüentados e promovidos por


migrantes nordestinos nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Teve
origem nas festas oferecidas pelos ingleses aos empregados que construíam
estrada de ferro.

12. Habanera: Gênero de música e dança cubana, em compasso binário, que


influenciou o Tango, o Maxixe e a música popular de quase todos os países
hispano-americanos. Popular no século XIX, foi utilizada por grandes
compositores, como Bizet, Albéniz e Ravel.
13. Jive: Uma mistura de Rock com Boogie Woogie americanos.

14. Lambada: Nasceu da adaptação do Caribó eletrificado ao Merengue em


1976, Belém do Pará.Cantores mais famosos: Beto Barbosa, Márcia Ferreira,
Manezinho do Sax, Grupo Kaoma.

15. Lundum: Conhecido também como Lundu, Landu ou Londu. Dança e canto
de origem africana, baseados em sapateados, movimentos acentuados de
quadris e umbigadas. Trazidos para o Brasil(Pará) por escravos Bantos no
século XVIII. Nessa mesma época os escravos praticam-no no Rio de Janeiro,
onde constituiu uma das origens do Samba e da Chula.Cantores mais
famosos: grupos folclóricos.

16. Mambo: Nasceu em Cuba e virou uma salada musical. Tem como
antepassados os ritmos afro-cubanos derivados de cultos religiosos no
Congo. Seu nome vem da gíria usada pelos músicos negros("Estás Mambo"-
tudo bem com você?-) que tocavam El Son nas charangas(bandas locais
cubanas). Perez Prado adicionou metais nas charangas e foi de fato o
primeiro a rolular essa nova versão de El Son de Mambo. Invadiu os E.U.A.
nos anos 50.Cantores mais famosos: Prez Prado, Xavier Cugat,Tito Puente e
Beny Moré.

17. Merengue: RItmo veloz e malicioso, nascido na República Domenicana, tem


o seu nome derivado do jeito que os domenicanos chamavam os invasores
franceses no século XVII(merenque).Cantores mais famosos: Juan Luis Guerra
e Walfrido Vargas.

18. Milonga: Popular das zonas próximas ao estuário do rio da Prata,


interpretada com acompanhamento de violão.

19. Pagode: Variação do samba que apresenta características do choro, tem


estilo romântico e andamento fácil para dançar. Obteve grande sucesso
comercial no início da década de 1990.

20. Pasodoble: Nasceu há três séculos, na Espanha, junto com as touradas. Tem
o mesmo ritmo quente e apaixonante desse espetáculo.

21. Polca: Dança e música originária da Boêmia, popular em meados do século


XIX nos salões europeus. Caracteriza-se pelo movimento rápido, em
compasso binário e andamento alegreto.

22. Quick Step: RItmo americano que como o próprio nome diz, é rápida e cheia
de pulinhos.

23. Reggae: Estilo musical que uniu os ritmos caribenhos com o Jazz e o Rhythm
and Blues. Símbolo dos movimentos político-sociais jamaicanos nas décadas
de 1960 e 1970. Seus principais intérpretes são Bob Marley, Peter Tosh e
Jimmy Cliff.

24. Rock And Roll: ou simplesmente Rock, é o estilo musical que surgiu nos
Estados Unidos em meados da década de 1950 e, por evolução e assimilação
de outros estilos, tornou-se a forma dominante de música popular em todo o
mundo. Os elementos mais característicos do estilo são as bandas compostas
de um ou mais vocalistas, baixo e guitarras elétricas muito amplificadas, e
bateria. Também podem ser usados teclados elétricos e eletrônicos,
sintetizadores e instrumentos de sopro e percussão diversos.
Do ponto de vista musical, o Rock surgiu da fusão da música Country,
inspirada nas baladas da população branca e pobre do Kentucky e de outras
regiões rurais do centro dos Estados Unidos, de estilo épico e narrativo; e do
Rhythm and Blues, por sua vez uma fusão dos primitivos cantos de trabalho
negros e do Jazz instrumental urbano. Inicialmente de música muito simples,
era um estilo de forte ritmo dançante. Entre os primeiros cantores e
compositores, quase todos negros, destacaram-se Chuck Berry, Little
Richards e Bill Halley, este líder de uma banda conhecida no Brasil com o
nome de Bill Haley e seus Cometas, que gravou a pioneira Rock Around the
Clock. As letras das canções da época referiam-se, de forma inculta e
irreverente, a temas comuns ao universo dos jovens, como amor, sexo, crises
da adolescência e automóveis. Utilizavam percussivamente o som das
palavras e também sílabas soltas e onomatopaicas, como be-bop-a-lula, que
deu nome a uma canção.
Elvis Presley foi o primeiro grande astro do Rock e da emergente indústria
fonográfica. Apoiadas sobretudo no sucesso do gênero, as gravadoras
americanas transformaram-se em impérios financeiros e, em sua intenção de
tornar o rock atraente a uma maior audiência, promoveram transformações
que descaracterizaram a vitalidade inicial do movimento. No início da década
de 1960, no entanto, o Rock inglês explodiu com uma carga de energia
equivalente à dos primeiros músicos americanos do estilo e seu sucesso logo
conquistou o público jovem americano. Destacaram-se no período The
Beatles, banda inglesa cuja música foi influenciada diretamente pelos
primeiros compositores do Rock. Tipicamente agressiva era a postura dos
Rolling Stones, a mais duradoura das bandas da época, ainda em atividade na
década de 1990. A sonoridade das palavras voltou eventualmente a ser mais
importante que o sentido, na tentativa de descrever experiências com o uso
de alucinógenos. Na América, Bob Dylan tornou-se conhecido com o Folk
Rock, que unia os ritmos do Rock às baladas tradicionais da música Country.
Sua música encerrava uma mensagem política em linguagem poética.
Progressivamente, as letras das canções passaram a abordar os mais
variados assuntos, em tom ora filosófico e contemplativo, ora ácido e
mordaz. A música passou também por um processo de maior elaboração e
surgiram os solistas de grande virtuosismo, sobretudo guitarristas, e arranjos
com longas partes instrumentais de complexa orquestração. A cantora Janis
Joplin, o guitarrista Jimi Hendrix e o cantor Jim Morrison, do The Doors,
representam um período de fértil experimentação musical do estilo.
Na década de 1970, surgiram inúmeros subgêneros, como o Rock progressivo
do Pink Floyd, basicamente instrumental e conectado com a música erudita;
o Technopop do Alan Parsons Project, que explorava o sintetizador e as
técnicas de estúdio; o Art Rock, ligado ao artista pop Andy Warhol e aos
músicos John Cale e Lou Reed; o Heavy Metal do Kiss e do Van Halen e o
Punk Rock do Sex Pistols, surgido no movimento punk, que levou a extremos
a intensidade sonora dos instrumentos e a agressividade das letras e
atitudes; o glitter de Alice Cooper e David Bowie, que acentuou o lado
andrógino dos cantores, com figurinos exóticos e pesada maquiagem; e o
Pop Rock, fusão do estilo a gêneros mais comerciais, com larga utilização de
instrumentos eletrônicos.

25. Rumba: O embalo sensual da Rumba nasceu como dança da fertilidade em


que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos pássaros e animais antes
do acasalamento. Durante a dança, há sempre um elemento de insinuação e
fuga.

26. Salsa: Ritmo musical desenvolvido a partir da segunda metade do século XX


com contribuições da música caribenha e de danças folclóricas dessa região,
como a Conga e o Mambo. Em seu acompanhamento predominam os
instrumentos de percussão.

27. Samba: dança popular e gênero musical derivado de ritmos e melodias de


raízes africanas, como o Lundu e o Batuque. A coreografia é acompanhada
de música em compasso binário e ritmo sincopado. Tradicionalmente, é
tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados
instrumentos de percussão. Por influência das orquestras americanas em
voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados também
instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do Choro,
flauta e clarineta. Apesar de mais conhecido atualmente como expressão
musical urbana carioca, o samba existe em todo o Brasil sob a forma de
diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do Batuque.
Manifesta-se especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e
Minas Gerais.
Como gênero musical urbano, o Samba nasceu e desenvolveu-se no Rio de
Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma de
dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação
anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda
metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da
Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como
Polca, Maxixe, Lundu, Xote etc., e originou o samba carioca urbano e
carnavalesco. Surgiu nessa época o Partido Alto, expressão coloquial que
designava alta qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas por
antigos conhecedores das formas antigas do samba.
Em 1917 foi gravado em disco o primeiro Samba, Pelo telefone, de autoria
reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos). A propriedade musical gerou
brigas e disputas, pois habitualmente a composição se fazia por um processo
coletivo e anônimo. Pelo telefone, por exemplo, teria sido criado numa roda
de partido alto, da qual participavam também Mauro de Almeida, Sinhô e
outros. A comercialização fez com que um samba passasse a pertencer a
quem o registrasse primeiro. O novo ritmo firmou-se no mercado fonográfico
e, a partir da inauguração do rádio em 1922, chegou às casas da classe
média.
Os grandes compositores do período inicial foram Sinhô (José Barbosa da
Silva), Caninha (José Luís Morais), Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana) e
João da Baiana (João Machado Guedes). Variações surgiram no final da
década de 1920 e começo da década de 1930: o Samba-Enredo, criado sobre
um tema histórico ou outro previamente escolhido pelos dirigentes da escola
para servir de enredo ao desfile no carnaval; o Samba-Choro, de maior
complexidade melódica e harmônica, derivado do choro instrumental; e o
Samba-Canção, de melodia elaborada, temática sentimental e andamento
lento, que teve como primeiro grande sucesso Ai, ioiô, de Henrique Vogeler,
Marques Porto e Luís Peixoto, gravado em 1929 pela cantora Araci Cortes.
Também nessa fase nasceu o samba dos blocos carnavalescos dos bairros do
Estácio e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos,
com inovações rítmicas que ainda perduram. Nessa transição, ligada ao
surgimento das escolas de samba, destacaram-se os compositores Ismael
Silva, Nilton Bastos, Cartola (Angenor de Oliveira) e Heitor dos Prazeres. Em
1933, este último lançou o samba Eu choro e o termo "breque" (do inglês
break, então popularizado com referência ao freio instantâneo dos novos
automóveis), que designava uma parada brusca durante a música para que o
cantor fizesse uma intervenção falada. O Samba-de-Breque atingiu toda sua
força cômica nas interpretações de Moreira da Silva, cantor ainda ativo na
década de 1990, que imortalizou a figura maliciosa do sambista malandro.
O Samba-Canção, também conhecido como samba de meio do ano,
conheceu o apogeu nas décadas de 1930 e 1940. Seus mais famosos
compositores foram Noel Rosa, Ari Barroso, Lamartine Babo, Braguinha (João
de Barro) e Ataulfo Alves. Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, gravada por
Francisco Alves em 1939, foi o primeiro sucesso do gênero Samba-Exaltação,
de melodia extensa e versos patrióticos.
A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o
samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos: surgiu o Samba
de Gafieira, mais propriamente uma forma de tocar -- geralmente
instrumental, influenciada pelas orquestras americanas, adequada para
danças aos pares praticadas em salões públicos, gafieiras e cabarés -- do que
um novo gênero. Em meados da década de 1950, os músicos dessas
orquestras profissionais incorporaram elementos da música americana e
criaram o Sambalanço. O partido alto ressurgiu entre os compositores das
escolas de samba dos morros cariocas, já não mais ligado à dança, mas sob a
forma de improvisações cantadas feitas individualmente, alternadas com
estribilhos conhecidos cantados pela assistência. Destacaram-se os
compositores João de Barro, Dorival Caymmi, Lúcio Alves, Ataulfo Alves,
Herivelto Martins, Wilson Batista e Geraldo Pereira.
Com a Bossa Nova, que surgiu no final da década de 1950, o samba afastou-
se ainda mais de suas raízes populares. A influência do Jazz aprofundou-se e
foram incorporadas técnicas musicais eruditas. O movimento, que nasceu na
zona sul do Rio de Janeiro, modificou a acentuação rítmica original e
inaugurou um estilo diferente de cantar, intimista e suave. A partir de um
festival no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, a bossa nova alcançou
sucesso mundial. O retorno à batida tradicional do samba ocorreu no final da
década de 1960 e ao longo da década de 1970 e foi brilhantemente
defendido por Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco e Paulinho da Viola e
pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da
Vila.
Na década de 1980, o Samba consolidou sua posição no mercado fonográfico
e compositores urbanos da nova geração ousaram novas combinações, como
o paulista Itamar Assunção, que incorporou a batida do Samba ao Funk e ao
Reggae em seu trabalho de cunho experimental. O Pagode, que apresenta
características do Choro e um andamento de fácil execução para os
dançarinos, encheu os salões e tornou-se um fenômeno comercial na década
de 1990.
28. Soca: Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. É uma abreviação de soul-
cum-calypso.

29. Tango: surgido como criação anônima dos bairros pobres e marginais de
Buenos Aires, o tango argentino tradicional tornou-se mundialmente famoso
na voz de Carlos Gardel e, adaptado a uma estética moderna, com as
composições instrumentais de Astor Piazzolla.
Tango é uma música de dança popular que nasceu em Buenos Aires, capital
da Argentina, no final do século XIX. Evoluiu a partir do candombe africano,
do qual herdou o ritmo; da Milonga, que inspirou-lhe a coreografia; e da
Habanera, cuja linha melódica assimilou. Chamado pelos argentinos de
"música urbana", tem a peculiaridade de apresentar letras na gíria típica de
Buenos Aires, o lunfardo.
Os primeiros Tangos, ainda próximos à Milonga, eram animados e alegres. O
primeiro cantor profissional de tango, também compositor, foi Arturo de
Nava. A partir da década de 1920, tanto a música como a letra assumiram
tom acentuadamente melancólico, tendo como principais temas os tropeços
da vida e os desenganos amorosos. A temática é freqüentemente ligada à
vida boêmia, com menção ao vinho, aos amores proibidos e às corridas de
cavalos. As orquestras compunham-se inicialmente de bandolim, bandurra e
violões. Com a incorporação do acordeão, a que seguiram a flauta e o
bandoneom, o tango assumiu sua expressão definitiva.
Dos subúrbios chegou ao centro de Buenos Aires, por volta de 1900. As
primeiras composições assinadas surgiram na década de 1910, no período
conhecido como da Guardia Vieja (Velha Guarda). A partir daí, conquistou
grande popularidade na Europa, com o impulso da indústria fonográfica
americana. Os tradicionalistas incriminam a predominância da letra, a partir
da década de 1920, como responsável pela adulteração do caráter original
do tango. A voz do cantor modificou o ritmo, que já não comportava o
mesmo modo de dançar. As figuras mais importantes da Guardia Nueva
(Nova Guarda) foram o cantor Carlos Gardel -- cuja voz e personalidade,
aliadas à morte trágica num acidente de avião, ajudaram a transformar em
mito argentino -- e o compositor Enrique Santos Discepolo. Ao mesmo
tempo, compositores europeus, como Stravinski e Milhaud, utilizavam
elementos do tango em suas obras sinfônicas.
Embora continuasse a ser ouvido e cultuado na Argentina conforme a feição
que lhe foi dada por Gardel, o tango começou a sofrer tentativas de
renovação. Entre os representantes dessa tendência, figuram Mariano Mores
e Aníbal Troilo e, sobretudo, Astor Piazzolla, que rompeu decididamente com
os moldes clássicos do tango, dando-lhe tratamentos harmônicos e rítmicos
modernos.
O Tango -- como o Samba, no Brasil -- tornou-se símbolo nacional com forte
apelo turístico. Casas de tango e o culto aos nomes famosos de Gardel e Juan
de Dios Filiberto perpetuam o gênero. Ao contrário do samba, no entanto, a
criação artística do tango sofreu forte declínio a partir da década de 1950.
Dança. Por sua forte sensualidade, o tango foi, a princípio, considerado
impróprio a ambientes familiares. O ritmo herdou algumas características de
outras danças de casais, como as corridas e quebradas da habanera, mas
aproximou mais o par e acrescentou grande variedade de passos. Os
dançarinos mais exímios compraziam-se em combiná-los e inventar outros,
numa demonstração de criatividade. Fora dos ambientes populares e dos
prostíbulos, onde imperava nos subúrbios, o tango perdeu um pouco da
lendária habilidade dos bailarinos. Admitido nos salões, abdicou das
coreografias mais extravagantes e evitou posturas sugestivas de uma
intimidade considerada indecente, numa adaptação ao novo ambiente.

30. Valsa: Dança de salão derivada do Ländler, popular na Áustria, Baviera e


Boêmia. Caracteriza-se pelo compasso ternário da música, pelos passos em
que os pés deslizam pelo chão e pelos giros dos pares. Surgiu entre 1770 e
1780

31. Xote: Tipo de dança de salão de origem alemã, popular no Nordeste do


Brasil, executada ao som de sanfonas nos bailes populares. Trazida ao Brasil
em 1851 pelo professor de dança José Maria Toussaint, com o nome original
de schottische. Também chamada Xótis