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RESUMO TEXTO PROFESSORA SILVANA AULA 23/03 – SUAS: na consolidação da assistencia social enquanto politica publica

Longo caminho para a promulgação da lei LOAS da criação do SUAS. Contradições - por um lado a garantia constitucional da Seguridade Social e do tripé
que a compõem - Previdência Social, saúde e assistente social em suas leis respectivas. Por outro lado a presença dos preconceitos que permeiam a
compreensão sobre o acesso a políticas públicas e o papel do estado e da sociedade brasileira na garantia desse acesso. Do ponto de vista político as
intervenções no campo da política social e na assistência social vem se apresentando como espaço propício a ocorrência de práticas assistencialistas e
clientelistas, servindo também ao fisiologismo e a formação de redutos eleitorais. A introdução da assistência social como política social incorpora uma
inovação conceitual e também reitera as heranças históricas constitutivas da cultura política brasileira.
LOAS - introduz novo significado para assistente social, diferenciando-a do assistencialismo e situando-a como política de Seguridade e voltada à extensão
da Cidadania social dos setores mais vulnerabilizados da população brasileira e também aponta a centralidade do estado na universalização e garantia do
direito e de acesso a serviços sociais qualificados, propondo o sistema descentralizado e participativo na gestão da Assistência Social no país.
Questões evidenciadas na própria lei: um tipo particular de política social que caracteriza-se por:
a - genérica na atenção e específica nos destinatários;
b - partícularista, porque voltada prioritariamente para o atendimento das necessidades sociais básicas;
c - desmercadorizavel;
d - universalizante, porque ao incluir segmento sociais excluídos no circuito de políticas, serviços e direitos, reforça o conteúdo universal de várias políticas
socioeconômicas setoriais.
A LOAS, lei 8.742/93 tem como diretrizes Art. 5:
I. Descentralização político-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os municípios, e comando único das ações em cada Esfera do governo;
II. Participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis;
III. Primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de assistência social em cada Esfera do governo.
A partir dessas diretrizes assistente social foi construindo um caminho Após 13 anos de promulgação da lei.
Em 2004 o Cnas Aprovou o Pnas, assim no Pnas/2004 a ser social é definida como: direito de cidadania, com vistas a garantir o atendimento às
necessidades básicas dos segmentos populacionais vulnerabilizadas pela pobreza e pela exclusão social.
Funções da política de assistência social:
a) inserção: inclusão dos destinatários nas políticas sociais básicas proporcionando-lhe o acesso a bens, serviços e direitos usufruídos pelos demais
seguimentos da população;
b) prevenção: criar apoios nas situações circunstanciais de vulnerabilidade, evitando que o cidadão resvale patamar de renda alcançado ou perca o acesso
que já possui aos bens e serviços, mantendo-o incluído no sistema social a despeito de estar acima da linha da Pobreza;
c) promoção: promover a cidadania, eliminando relações clientelistas que não se pautam por direitos e que se submetem, fragmentam e desorganizam os
destinatários e
d) proteção: atenção às populações excluídas e vulneráveis socialmente, operacionalizados por meio de ações de redistribuição de renda direta e indireta.
Funções que ao se integrarem cumprem o papel de resgatar e concretizar direitos antes negados.
O Pnas/2004 apresenta como objetivos:
I. Promover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social básica e ou especial para família, indivíduos e grupos que dela necessitem;
II. Contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços socioassistenciais básicos e especiais
em área urbana e Rural;
III. Assegurar que as ações no âmbito da assistência social tenham centralidade na família e que Garantam uma convivência familiar e comunitária.
Esses objetivos reafirmam a função de atender as demandas que lhe cabem em uma rede de serviços, projetos e benefícios.
A regulação do SUAS estabelece como base de sua organização:
I. A matricialidade sócio-familiar, recuperando a ideia de grupo familiar e não de indivíduo isolado.
II. Descentralização político-administrativa, com comando único em cada Esfera do governo.
III. Recompõe o debate sobre o financiamento da política: a clareza de destinação orçamentária para o fundo pelas três instâncias do governo.
IV. Informação, monitoramento e avaliação de dados que deve oferecer subsídios, em que se assentam as propostas para área.
V. Política de recursos humanos, serviços de qualidade e profissionais capacitados.
Serviços públicos estatais fundamentais criados pelo SUAS: CRAS - vinculado da proteção social básica e o CREAS - destinados a proteção social especial.
Na proteção social básica, os serviços devem ser referenciados no Cras, seu trabalho aponta para atuação na Perspectiva do fortalecimento dos vínculos
familiares e na convivência comunitária. Deverão ser referência para escuta, informações, apoio psicossocial, encaminhamentos monitorados e de inserção
nas ações da rede Assistência Social e demais políticas públicas e sociais.
A proteção social especial, destinada a indivíduos que se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, bem como crianças e
adolescentes, jovens, idosos, pessoas com deficiência nas várias situações caracterizadas de risco pessoal. Deve ofertar serviços de abrigamento de longo ou
curto duração, serviços de acolhimento e atenção psicossocial especializado, destinados a criar vínculos de pertencimento e possibilidades de reinserção
social.
Desafio na Perspectiva da materialização do SUAS: Os grandes desafios estão colocados primeiramente na perspectiva de pensar uma política nacional
articulada para uma área que sempre foi dada as experiências particulares associadas a caridade benesses