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Disciplina: Gestão e Competitividade

Mestrando: Willian Capriata

ESTRUTURA DO RESUMO

Título: Albert Hirschman na América Latina e sua trilogia sobre desenvolvimento econômico.

Principal Questionamento e Objetivos do Texto: O objetivo do texto é traçar a experiência profissional de


Hirschman a partir de seus escritos, mais especificamente, sua trilogia de livros sobre desenvolvimento
econômico e uni-los, de maneira a encontrar as principais contribuições sobre o desenvolvimento
econômico. O questionamento se dá ao redor da abordagem convencional econômica sobre o crescimento
e a tentativa de romper barreiras disciplinares, com a orientação empírica de seu método de investigação.

Metodologia: Utiliza como metodologia os traços do trabalho de Hirschman sobre desenvolvimento


econômico e tenta fazer a união de todos os três livros, como se fosse um único só. Utiliza uma conexão
entre trabalhos teóricos, recomendações políticas, e pesquisa empírica. Além disso, utiliza também a teoria
baseada na prática, que envolvia pesquisa no campo.

Principais Contribuições:

O estudo inicia-se traçando as abordagens do primeiro livro de Hirschman, o The strategy, aonde era
demonstrado alguns processos básicos que configuram o progresso econômico nos países em
desenvolvimento. Nesse livro, Hirschman trata as indústrias como estratégia para promover o
desenvolvimento, e essas estratégias ficaram conhecidas como encadeamentos para trás.

Com a adoção dessa estratégia, tinha-se um padrão de crescimento desequilibrado, ou seja, acabava
o mesmo por ligar o desenvolvimento com uma cadeia de desequilíbrios. Esse ponto questionava as
generalizações e perspectivas teóricas, que prevalecia entre economistas envolvidos com problemas de
desenvolvimento. Para Hirschman, o problema fundamental do desenvolvimento era gerar e canalizar
energias humanas na direção desejada.

Os encadeamentos para trás enviavam estímulos para setores que forneciam insumos requeridos
para determinada atividade, enquanto que os encadeamentos para frente induziam o estabelecimento de
novas atividades que utilizavam o produto da atividade anterior. Então a fonte do desenvolvimento estaria
ligada a atividades com alto potencial de gerar encadeamentos, principalmente o para trás.

Esses encadeamentos implicam em interdependência, ou seja, há inter-relações em um sistema,


aonde riquezas são transferidas, insumos, trabalho, capital e dentre outros.

Em seu segundo livro, Journeys toward progress, Hirschman descreve passos e discussões políticas
dos países da américa latina, dentre eles o Brasil, do qual ele retratou o nordeste brasileiro como uma região
problemática durante os últimos 80 anos, e então ele se faz a seguinte pergunta: existe um estilo latino-
americano de resolver problemas e fazer política? Sendo assim, para responder a essa pergunta ele cria a
expressão lar age de vouloir conclure (a raiva de querer concluir), que faz a ligação a países com
industrialização tardia.
Em países classificados dessa maneira, os problemas sociais urgentes, aonde os governos devem
voltar suas ações, em um primeiro momento, haviam apenas a tentativa de pacificar os protestos, e então
essa raiva de querer concluir se move para o complexo de fracasso, que seria um estilo autodepreciativo de
fazer política, fazendo com que esses países tivessem uma tendência de considerar os problemas ou
totalmente não resolvidos, ou totalmente solucionados, movidos pelo desejo compulsivo de resolver esses
problemas rapidamente.

Ao invés dessa busca da solução total, Hirschman defende ganhos incrementais e uma estratégia de
resolução de problemas, ou seja, não se deve apenas olhar para resolução total, mas também verificar os
pontos de melhoria alcançados por tais políticas.

E por fim, seu último livro, development projects, concentrou-se na análise dos aspectos
microeconômicos do desenvolvimento, como a construção e manutenção de rodovias, estações elétricas e
esquemas de irrigação.

Em um de seus capítulos surge a expressão de latitude, que seria a característica do projeto que
permitiria ao planejador e operador molda-la, ou seja, deixa-la tomar um rumo específico independente de
ocorrências externas. Quando essa latitude é estreita, há uma baixa tolerância para um mau desempenho, e
nesse caso deve-se desenvolver a tarefa de maneira clara e definida.

Outro princípio utilizado nesse livro, foi o da mão escondida, que se associa a racionalidade ocultas,
ou seja, há projetos em que há ameaças insuspeitadas e ações remediais que podem ser tomadas. Os
planejadores de projeto nem sempre sabem das ameaças ou das ações, as vezes ignoram ou subestimam
determinada situação, porém, se houvesse a informação completa das dificuldades acerca de determinada
tarefa, o projeto poderia acabar sendo abandonado por esses planejadores. Dessa maneira, uma mão
escondida colabora para que planejadores assumam projetos que não fariam antes por terem parecido
inviáveis.

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