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XXII SÍMPOSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS

26 de novembro a 01 de dezembro de 2017


Florianópolis- SC

INFLUÊNCIA DA VEGETAÇÃO MARGINAL NO COMPORTAMENTO


HIDROLÓGICO DA BACIA DO RIO POMBA
Caluan Rodrigues Capozzoli 1,2* & Andrea de Oliveira Cardoso 3
Resumo – A proteção de áreas de vegetação nativa nas margens dos rios é normatizada de acordo
com a lei federal n° 12.651 de 2012, que estabelece faixas marginais de largura mínima que variam
de 30 a 500 metros. Tal regulamentação nem sempre é seguida, e a deterioração da vegetação
marginal pode implicar em mudanças no comportamento hidrológico da bacia. Neste trabalho, a
influência da área de proteção permanente de margem de rio no regime hidrológico é avaliada
utilizando o Modelo de Grandes Bacias para a bacia do Rio Pomba. Diferentes cenários de
manutenção de área de proteção permanente foram simulados e comparados com a situação atual da
bacia. Os resultados indicam que a manutenção de vegetação marginal ao longo de toda a bacia,
conforme preconiza o código florestal, implica em um pequeno aumento das vazões durante os
períodos de estiagem. Os cenários simulados mostram que aumentar as áreas de proteção
permanente promove reduções consideráveis na frequência de vazões de estiagem e de picos de
cheia, principalmente para larguras de área de proteção permanente de até 600 m.
Palavras-Chave – Modelagem hidrológica, uso do solo, área de proteção permanente.

MARGINAL VEGETATION INFLUENCE IN POMBA RIVER BASIN


HYDROLOGICAL BEHAVIOR
Abstract – Protection of areas of native vegetation along riverbanks is regulated according to
Federal Law No. 12,651 of 2012, which establishes marginal strips of minimum width ranging from
30 to 500 meters. Such regulation is not always followed, and deterioration of the marginal
vegetation may imply changes in the hydrological behavior of the basin. In this work the influence
of the permanent river bank protection area in the hydrological regime is evaluated using the Large
Basin Model for the Pomba River basin. Different scenarios of maintenance of permanent
protection area were simulated and compared with the current situation of the basin. The results
indicate that the maintenance of marginal vegetation along the entire basin, as recommended by the
forest code, implies a small increase in flows during periods of drought. The simulated scenarios
show that increasing the permanent protection areas promotes considerable reductions in the
frequency of drought and flood peaks, mainly for permanent protection areas widths up to 600 m.
Keywords – Hydrological modeling, land use, permanent protection área.

1
* Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Gerência de Hidrologia e Gestão Territorial. caluan.capozzoli@cprm.gov.br
2
Universidade Federal do ABC - Discente do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental
3
Universidade Federal do ABC – Docente do Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental, andrea.cardoso@ufabc.edu.br
*Autor Correspondente
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26 de novembro a 01 de dezembro de 2017
Florianópolis- SC

INTRODUÇÃO
Diversos modelos foram desenvolvidos com o objetivo de representar os diversos processos
hidrológicos que ocorrem em uma bacia hidrográfica (Lopes et al, 1981; Abbot et al, 1986;
Collischonn, 2001) e cada modelo tem características específicas de representação dos processos
hidrológicos, discretização temporal e espacial dos dados de entrada e saída e parâmetros de
calibração, que conferem a cada modelo potencialidades e limitações.
Neste trabalho foi utilizado o Modelo de Grandes Bacias (MGB) que é um modelo onde as
características de uso e tipo de solo relevantes para representação dos processos hidrológicos são
dadas por unidades de resposta hidrológica (Collischonn, 2001).
A área escolhida para este trabalho é a bacia do rio Pomba, importante afluente do rio Paraíba
do Sul. Na bacia do rio Pomba, mais de 50% da cobertura da bacia corresponde a áreas de pastagem
onde a manutenção das Áreas de Proteção Permanente (APP) pode implicar em uma redução de 6%
na vazão máxima diária anual (Pereira, 2013).
No Brasil a proteção de áreas de vegetação nativa é normatizada de acordo com a lei federal
n° 12.651 de 2012, especificamente para proteção da vegetação de margem dos rios, a lei estabelece
faixas marginais de largura mínima que variam de 30 a 500 metros, de acordo com a largura do
curso d’água e muito se discute a respeito se estas dimensões são adequadas para preservação dos
cursos d’água.
Desta forma, o objetivo deste trabalho é avaliar a influencia da largura da APP marginal na
resposta hidrológica da bacia do rio Pomba. Para tanto, cenários de cobertura de superfície
considerando diferentes larguras de APP marginal nos cursos de água foram simulados utilizando o
modelo MGB. Este tipo de estudo pode contribuir para compreender a sensibilidade hidrológica da
bacia, à alteração cobertura de vegetação.
METODOLOGIA
Área de estudo
A bacia do rio Pomba está localizada entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, o rio
Pomba nasce na serra da Mantiqueira, no município de Barbacena - MG e deságua na margem
esquerda do rio Paraíba do Sul, no município de Cambuci – RJ e tem como afluentes principais os
rios Novo, Piau, Xopotó, Formoso e Pardo. Esta bacia está inserida na bacia do rio Paraíba do Sul,
na região hidrográfica do Atlântico Sudeste. A região da bacia do rio Pomba é classificada como
tropical quente, caracterizada por totais pluviométricos concentrados nos meses de verão e com
invernos secos onde, no trimestre mais seco, as médias pluviométricas são inferiores a 60 mm
(Ribeiro, 2014).
Dados utilizados
Para elaboração deste estudo o período de janeiro de 2005 até dezembro de 2009 foi utilizado
para calibração e de janeiro de 2010 até dezembro de 2015, foi utilizado para verificação do
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modelo. Estes períodos foram escolhidos levando em consideração o período dos mapeamentos de
uso e ocupação da bacia (entre 2010 e 2012), utilizados para determinação das Unidades de
Resposta Hidrológica (URH), conforme descrito na próxima seção.
Os dados de chuva e vazão diária foram obtidos no portal hidroweb (hidroweb.ana.gov.br) da
Agência Nacional de Águas, sendo selecionados os postos pluviométricos com percentual de falha
anual inferior a 15% nos dados diários para o período de estudo. Os dados climatológicos da
estação climatológica de Juiz de Fora, código OMM 83692, foram obtidos no Banco de Dados
Meteorológicos para Ensino e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (www.inmet.gov.br).
A tabela 1 apresenta informações das estações fluviométricas utilizadas.
Tabela 1 – Estações fluviométricas utilizadas para modelagem, a estação de Cataguases (em
negrito) foi utilizada para a calibração do modelo
Código Nome Altitude (m) Área de drenagem (m²)
58765001 Usina Maurício 212 1770
58770000 Cataguases 169 5880
58790002 Santo Antônio de Pádua II 63 8210

Determinação das unidades de resposta hidrológica para a região de estudo


Para a determinação das URH da bacia foram utilizadas informações de cobertura da
superfície e tipos de solo para os dois estados que compõe a bacia. A principal base utilizada para
cobertura da superfície foi o mapa de cobertura da terra de 2012 produzido pelo IBGE na escala
1:1.000.000 (IBGE, 2015), que foi complementado com informações do mapa de uso e cobertura da
terra do estado do Rio de Janeiro de 2010 produzido pelo INEA na escala 1:250.0000 (INEA,
2010). As informações do tipo de solo foram obtidas pela composição do mapa de solos do estado
de Minas Gerais, que está disponível no mapa de geodiversidades do estado e que foram
sistematizados pelo Serviço Geológico do Brasil (Machado, 2010) com o mapa de solos do projeto
Rio de Janeiro produzido pela Embrapa e sistematizado pelo INEA (Carvalho Filho et al, 2001).
Para a cobertura da superfície, as áreas com características superficiais semelhantes, do ponto
de vista de resposta hidrológica, foram agrupadas em uma mesma classe e os diferentes tipos de
solo que compõe a bacia foram agrupados de acordo com a sua capacidade de geração de
escoamento superficial, de maneira semelhante ao realizado por Fan et al (2015).
Avaliação da calibração
Para avaliação da calibração do modelo foram utilizados os coeficientes de Nash (R2), Nash
do logaritmo das vazões (Rlog) e erro volumétrico (∆V).
Com o objetivo de avaliar o comportamento do modelo para diferentes categorias de vazões,
foi calculada a acurácia do modelo para cinco categorias de interesse, calculadas mensalmente, de
acordo com o método dos quantis sugerido por Xavier e Xavier (1999). Foram consideradas como
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vazões muito baixas aquelas correspondentes ao quantil igual ou menor que 15%, baixas, as vazões
entre os quantis 15% e 35%, normais, as vazões entre os quantil 35% e 65%, altas, as vazões entre
os quantis de 65% e 85% e muito altas, vazões de quantil igual ou superior a 85%.
A acurácia do modelo em um dos postos fluviométricos utilizados no tempo t (em dias), de
um dado mês, é feita de acordo com os seguintes passos:
1 – Definem-se os limiares de vazões de cada categoria a partir das vazões diárias observadas;
2 – Se a vazão observada em um determinado dia pertence à categoria que está sendo avaliada
e a vazão simulada também, um acerto é contabilizado para o modelo. Se a vazão observada não
pertence à categoria que está sendo analisada e a vazão simulada também não, é contabilizado um
negativo correto para o modelo. Todos os dias de simulação são considerados e os dias de
simulação que não se enquadram em nenhum dos dois critérios, não são contados;
3 – Calcula-se a acurácia por categoria e mês do ano a partir da equação 1.
𝐴𝑐𝑒𝑟𝑡𝑜𝑠+𝑁𝑒𝑔𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑡𝑜𝑠
𝐴𝑐𝑢𝑟á𝑐𝑖𝑎 = (1)
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑠𝑖𝑚𝑢𝑙𝑎çã𝑜

A avaliação da acurácia por categoria permite conhecer a capacidade do modelo em simular


diferentes faixas da distribuição dos dados de vazão, e avaliar se o mesmo capaz de reproduzir
extremos, o que contribuirá para a análise dos resultados das simulações.
Simulação e avaliação dos cenários de área de proteção permanente
Uma vez calibrado o modelo considerando a distribuição das URH da bacia, foram elaborados
cenários de uso do solo considerando diferentes larguras de APP ao longo do rio Pomba e seus
afluentes. Foram testados cenários considerando APPs de 30m, 50m (correspondentes ao que
deveria ser aplicado por lei ao longo dos cursos d’água da bacia) e de 100m até 1000m com
incremento de 100m entre os cenários. As larguras foram consideradas constantes ao longo de todos
os cursos d’água e os cenários foram comparados com a simulação da situação atual da bacia,
denominada aqui como cenário de controle.
A avaliação dos cenários de APP foi feita comparativamente em relação ao cenário de
controle. Foram definidos os limiares de vazão muito alta (quantil 85%) e muito baixa (quantil
15%) para o cenário controle e contadas as ocorrências em cada categoria para todo o período de
análise (2005 até 2015), em seguida foi verificada a ocorrência de eventos de ambas as categorias,
de acordo com os valores definidos para o cenário de controle, em cada um dos cenários simulados
nas três estações fluviométricas utilizadas no estudo.
RESULTADOS
Calibração do modelo
A calibração do modelo foi avaliada para as três estações fluviométricas utilizadas, no período
de calibração e validação (tabela 2). O valor do R2 é fortemente influenciado por erros nas vazões,
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particularmente o ajuste das vazões máximas, já o Rlog pondera mais fortemente os erros de vazões
mínimas e pode ser utilizado para avaliar se os períodos secos estão sendo adequadamente
simulados no modelo em ambos os coeficientes os ajustes maiores que 0,75 são considerados bons,
e aceitáveis os ajustes entre 0,36 e 0,75 (Collischonn, 2001). O ∆V tem objetivo de avaliar se as
perdas de água associadas à evapotranspiração estão sendo bem calculadas e, de acordo com Pereira
(2013), se |∆V|<10% o desempenho do modelo pode ser considerado muito bom, bom quando
10%<|∆V|<15% e não satisfatório se |∆V|>25%.
O resultado é bom para ambos os períodos e, apesar das variações dos coeficientes, ainda
assim todos os valores encontrados são aceitáveis e indicam que a calibração está adequada.
Tabela 2 – Coeficientes de Nash (R2), Nash do logaritmo das vazões (Rlog) e erro
volumétrico (∆V) para o período de calibração e validação em cada uma dos postos fluviométricos.
Calibração Validação
Código Nome
R2 Rlog ∆V (%) R2 Rlog ∆V (%)
58765001 Usina Maurício 0.80 0.74 -11.52 0,54 0,98 -16,16
58770000 Cataguases 0.79 0.83 3.35 0,85 1,00 1,83
58790002 Santo Antônio de Pádua II 0.68 0.84 1.73 0,87 0,99 1,96
O resultado do teste de acurácia da estação de Santo Antônio de Pádua II, localizada mais a
jusante da bacia (figura 1), demonstrou que o modelo reproduz bem eventos de extremos de vazão
muito baixa e muito alta, em todos os meses do ano, o que pode ser observado pelos valores
próximos a 1, o que índica que o modelo é eficiente para estimar o evento, quando ocorre, e em não
emitir alarmes falsos. O modelo MGB foi desenvolvido com o objetivo de simular vazões em bacias
com área de drenagem maiores que 10.000 km² e nota-se um aumento da acurácia de montante para
jusante. O melhor resultado é para a estação de Santo Antônio de Pádua II, que está mais a jusante e
possui área de drenagem de 8.210 km², mas os resultados são satisfatórios para os três pontos
analisados.
Foi possível observar também que para as faixas intermediárias de vazão o desempenho do
modelo é melhor para o período chuvoso da bacia. Este resultado é coerente com as características
do modelo que possui limitações para representações de escoamento de base.

Figura 1 – Acurácia mensal do modelo para as classes de vazão analisadas


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Cenários de recomposição da vegetação de marginal


Os resultados das três estações foram semelhantes ao apresentado para a estação de jusante,
Santo Antônio de Pádua II. A figura 2a mostra que a frequência de eventos de vazão muito baixa
diminui com o aumento da APP para todos os meses do ano. A redução é mais acentuada para os
meses de maio até outubro e menos evidente para os meses de novembro a abril, acompanhando o
ciclo sazonal. Particularmente para os meses de junho até agosto, há uma inflexão na curva entre
500m e 600m. Tal resultado sugere uma maior sensibilidade na resposta hidrológica para a
ocorrência de extremos de estiagem, com a diminuição da APP, em períodos de vazante, ou seja,
períodos de estiagem prolongada podem inferir em vazões mais críticas na bacia para cenários de
menor APP.
Para a categoria de vazão muito alta (figura 2b), observa-se o aumento na ocorrência desses
entre maio e outubro, especialmente em julho e agosto, com o aumento da APP e diminuição na
ocorrência de eventos de vazão muito alta de novembro até março. Considerando a sazonalidade da
vazão, este resultado sugere a redução de extremos de vazão muito baixas em períodos de cheias e o
aumento de vazão muito alta nos períodos de vazante, o que reflete numa menor probabilidade em
ocorrer casos de vazões muito críticas ao longo do ano, considerando o regime sazonal esperado.
É importante destacar que a manutenção de APP como preconiza a legislação contribui para
diminuição de eventos de vazão muito baixa nos períodos de estiagem e atenuação das vazões
muito altas no período chuvoso, porém em proporção consideravelmente pequena em relação ao
potencial de diminuição quando utilizadas APP maiores.

Figura 2 - (a) frequência de vazões muito baixas e (b) muito altas em função da Área de Proteção Permanente (APP)
mantida na margem dos cursos d’água da bacia
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CONCLUSÃO
O modelo MGB foi calibrado e validado para a bacia do rio Pomba e cenários alternativos de
cobertura da terra nas margens dos cursos d’água existentes foram analisados.
Os resultados indicam diminuição na frequência de eventos muito seco com o aumento da
largura das APPs, sendo este efeito mais pronunciado nos meses de maio a outubro.
Também foi verificado que o aumento das APP contribui para o aumento na frequência de
vazões muito altas entre os meses de maio e outubro e diminuição da frequência de vazões muito
altas de novembro até março. Estes resultados indicam que o aumento da APP na bacia contribui
para manutenção das vazões no período de recessão e também para uma ligeira diminuição das
vazões altas nos meses chuvosos.
O resultado deste trabalho pode contribuir para uma quantificação preliminar do serviço
ambiental hidrológico exercido pela manutenção das áreas de proteção permanente em uma bacia
hidrográfica. No entanto, avanços ainda são necessários para melhor delimitação destas áreas no
modelo, considerando mais precisamente a variação das dimensões dos cursos d´água existentes,
assim como a delimitação das áreas de nascentes, topo de morro e reserva legal, também prevista no
código florestal.
Neste trabalho considerou-se que nos cenários simulados o comportamento das variáveis
climatológicas (temperatura máxima, média, umidade relativa, pressão atmosférica e vento) ocorre
de acordo com a média de longo termo, sendo necessários avanços no sentido de considerar a
influência da manutenção da APP nestas variáveis para representar com maior fidelidade os
cenários de recomposição florestal.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem à Universidade Federal do ABC - UFABC pelo apoio técnico e ao
CNPq pelo apoio ao Projeto Universal (nº 471700/2013-4).

REFERÊNCIAS
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BRASIL.(2012) Lei 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa;.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
014/2012/lei/L12651compilado.htm>. Acesso em: 02 abr. 2017.
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