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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA


CAMPUS SÃO CRISTOVÃO
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
QUIMICA EXPERIMENTAL II
CLEISON FREITAS DA HORA

TITRIMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO – ÁCIDOS POLIPRÓTICOS

Relatório apresentado ao curso


de Química Industrial, sob a
orientação da Prof. Lisiane
Freitas, como um dos pré-
requisitos para avaliação da
disciplina Química Experimental
II.

São Cristóvão/SE

Julho - 2018
1. OBJETIVO
Determinar a acidez total titulável de refrigerante.

2. ATIVIDADES PRÉ-LABORATÓRIO

2.1 Diferencie Titrimetria de neutralização e Titrimetria Potenciométrica. Explique


quando é aconselhável utilizar uma em detrimento da outra

Nas volumetrias de neutralização, precipitação, oxi-redução e de complexação ocorre


sempre uma variação brusca dos elementos de interesse nas proximidades dos pontos
de equivalência. Por exemplo, na titulação de um ácido com uma base, nas proximidades
do ponto de equivalência ocorre uma drástica diminuição das atividades (concentrações)
do íon H+. Na titulação de um haleto, por meio de uma solução de prata, ocorrerá uma
diminuição sensível do íon do haleto e um aumento do íon Ag+ próximo ao ponto de
equivalência. O mesmo ocorre nas volumetrias de oxi-redução e de complexação. Estas
variações bruscas permitem a detecção do ponto de equivalência, na maioria das vezes,
com a utilização de indicadores. Estas variações nas concentrações de íons serão
acompanhadas de variações nos potenciais da célula galvânica constituída pelo eletrodo
indicador sensível ao íon motivo de análise e o eletrodo de referência. Assim, medindo-
se as diferenças das variações do eletrodo de referencia da célula e do eletrodo indicador,
podemos determinar o ponto de equivalência da solução titulada.
A potenciometria é um método analítico baseado na medida da força eletromotriz
(FEM) de uma célula galvânica constituída por dois eletrodos, um eletrodo indicador e
outro, o de referência, que podem ser baseado em sistemas de oxi-redução ou de
membrana. O eletrodo indicador é um eletrodo sensível ao elemento que se quer
determinar, já o eletrodo de referência é um eletrodo de potencial bem conhecido, que
permanece constante, independente da composição da solução do analito. Os métodos
potenciométricos são úteis para determinar acidez de amostras coloridas que não
permitem visualizar o ponto de viragem com indicadores químicos. Assim é necessário a
utilização do Phmetro através da medição do pH.

2.2 Qual o indicador utilizado para essa determinação, explique a sua resposta.
O indicador utilizado foi o timolftaleína. A timolftaleína é um indicador de pH,
de fórmula química C28H30O4. A temperatura ambiente se apresenta como um sólido
branco de odor tênue. Possui intervalo de viragem de cor em pH na faixa de 9,3 a 10,5 ,
mudando de incolor a azul.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os ácidos polipróticos tem a capacidade de doar mais do que um próton, e um


exemplo é o ácido fosfórico. Quando o ácido fosfórico está em solução aquosa, ele sofre
as seguintes dissociações:

𝐻3 𝑃𝑂4 ⇔ 𝐻2 𝑃𝑂4− + 𝐻 +
𝐻2 𝑃𝑂4− ⇔ 𝐻𝑃𝑂42− + 𝐻 +
𝐻𝑃𝑂42− ⇔ 𝑃𝑂43− + 𝐻 +

Quando adicionamos o hidróxido de sódio na solução, ocorrerá a neutralização


das espécies ácidas conforme reação abaixo:

𝐻3 𝑃𝑂4 + 𝑁𝑎𝑂𝐻 ⇔ 𝑁𝑎𝐻2 𝑃𝑂4 + 𝐻2 𝑂


𝑁𝑎𝐻2 𝑃𝑂4 + 𝑁𝑎𝑂𝐻 ⇔ 𝑁𝑎2 𝐻𝑃𝑂4 + 𝐻2 𝑂
𝑁𝑎𝐻𝑃𝑂4 + 𝑁𝑎𝑂𝐻 ⇔ 𝑁𝑎3 𝑃𝑂4 + 𝐻2 𝑂

A adição sucessiva de base vai fazer com que o ácido passe a ficar em forma iônica
com cargas cada vez mais negativas, até que apareça uma espécie aniônica que não se
comporte como ácido.
Para essa análise foi utilizado a solução de NaOH 0,0456 𝑚𝑜𝑙. 𝐿−1 .
Os volumes de base utilizados foram encontrados no processo de titulação. A seguir
são mostrados os dados experimentais obtidos.

Amostra Volume de NaOH


gasto (mL)
1 5,5
2 5,3
3 5,7
Tabela 1: Dados obtidos para a titrimetria de neutralização
 PÓS-LABORATÓRIO
 Valor real de ácido fosfórico da amostra, apresentando a média, desvio
padrão.
Pode-se determinar o valor real da acidez de cada amostra utilizando os cálculos a
seguir:
1. Cálculo da massa do ácido presente em 10 ml:
1.1. Amostra 1 – volume de 5,5 ml
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒 ∗ 𝑉𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 𝑀𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
0,045637 ∗ 0,0055 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 98
𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜 = 0,012299171𝑔
Porcentagem da acidez através da massa do ácido em 100 mL
0,012299171𝑔 – 10mL
X – 100mL
X = 0,1229g – 0,1229%
1.2. Amostra 1 – volume de 5,3 ml
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒 ∗ 𝑉𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 𝑀𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
0,045637 ∗ 0,0053 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 98
𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜 = 0,011851928𝑔
Porcentagem da acidez através da massa do ácido em 100 mL
0,011851928𝑔 – 10mL
X – 100mL
X = 0,1185g – 0,1185%
1.3. Amostra 1 – volume de 5,7 ml
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒 ∗ 𝑉𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 𝑀𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
0,045637 ∗ 0,0057 𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜
=
2 98
𝑀á𝑐𝑖𝑑𝑜 = 0,012746414𝑔
Porcentagem da acidez através da massa do ácido em 100 mL
0,012746414𝑔– 10mL
X – 100mL
X = 0,1275g – 0,1275%
2. Cálculo da média e do desvio padrão dos valores obtidos:
𝑋𝑚é𝑑𝑖𝑎 = (0,1229 +0,1185 +0,1275)
𝑋𝑚é𝑑𝑖𝑎 = 0,122966667%
𝑋𝑚é𝑑𝑖𝑎 = 0,1230%

𝑆𝐷 = (𝑋1 − 𝑋𝑀É𝐷𝐼𝐴 )² = (0,1229 – 0,1230)² = 0,00000001

𝑆𝐷 = (𝑋2 − 𝑋𝑀É𝐷𝐼𝐴 )² = (0,1185 – 0,1230)² = 0,00002025

𝑆𝐷 = (𝑋3 − 𝑋𝑀É𝐷𝐼𝐴 )² = (0,1275 – 0,1230)² = 0,00002025


𝑆𝐷 = (0,00000001 + 0,00002025 + 0,00002025) = 0,00004051
0,00004051
𝑆𝐷 = √ = 0,0045
3−1

4. CONCLUSÃO

Observa-se que o objetivo proposto pela prática foi alcançado de maneira satisfatória.
O experimento é um exemplo de como a química está inserida em nosso cotidiano, não
apenas no que diz respeito à preparação desse produto, mas também no controle de
qualidade necessário para que seja consumido sem risco à saúde. A Química tem um
papel essencial na análise de quaisquer produtos consumidos pelas pessoas. O ácido
fosfórico é responsável pelo sabor picante das bebidas à base de cola sendo por esse
motivo que sua adição em bebidas é comumente detectada em vários produtos com um
teor bem acima do permitido pela ANVISA, que é de 0,06%.