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Apostila de Formaçaã o de

Obreiros
Olá, a paz!

É muito bom ter você conosco, estudando e se aperfeiçoando em tudo


aquilo que Deus te deu, ter você conosco é um privilégio para nós e a
sua dedicação aos estudos é algo que nos motiva a andar muitas milhas
com os perdidos, ajudando-os e ensinando-os na força do Senhor Jesus
Cristo.

Mantenha-se firme, não deixe de vigiar, porque o inimigo tentará de


tudo para fazer você desistir, tentando plantar sentimentos,
impedimentos e até pensamentos, porém no seu coração foi plantada a
divina semente

“(I Pedro 1:23) - Sendo de novo gerados, não de semente corruptível,


mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para
sempre. “ Deus tem promessas, Deus nos chamou para sermos
Barnabés, formadores de Paulos, e gastarmos muito tempo com poucas
pessoas, isso é o nosso chamado, essa é a nossa vida. Dedica-se a esse
curso!, cuide da sua família, melhor do que começar é começar e
terminar, faça um voto de terminar esse curso, vamos te ajudar,
qualquer problema, procure o seu líder ou professor para te ajudar em
qualquer aspecto,Vamos lá, ganhar o Brasil pra Jesus, contamos com
você,

Deus te Abençoe,
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO......................................................................................................................4

1. A CONDUTA DO OBREIRO.............................................................................................6

2. O DIACONATO...............................................................................................................10

3. AS QUALIFICAÇÕES NECESSÁRIAS.............................................................................11

4. LÍDERES IRREPREENSÍVEIS..........................................................................................13

5. O LÍDER E SEU LAR.......................................................................................................17

6. LÍDERES BEM QUALIFICADOS.....................................................................................21

7. LÍDERES DA PAZ............................................................................................................26

8. O LÍDER E O DINHEIRO................................................................................................31

9. TESTEMUNHO DO LÍDER CRISTÃO.............................................................................36

10. LÍDER AMIGO DO BEM..............................................................................................40

11. LÍDER JUSTO E PIEDOSO...........................................................................................43

12. HISTÓRIA DA IGREJA LOCAL*

13. VISÃO DA IGREJA LOCAL*

14. LITURGIA DA IGREJA LOCAL*

*essas matérias deverão ser dadas na Igreja local, pois esse conteúdo é diferente de
igreja para igreja, e o pastor local, é mais habilitado para passar essas informações.
INTRODUÇÃO

"Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro


que não tem de que se envergonhar que maneja bem a
Palavra da verdade. " (II Tm 2:15)

Antes de Paulo mencionar sobre a postura de obreiros, ele aborda


duas situações fundamentais que não podem ser, em hipótese
alguma, negligenciadas. Ele fala sobre "procurar" atender estas
condições: "Procura apresentar-te a Deus ( 1 ), aprovado ( 2 )... ".

O objetivo primário de alguém que "procura" é simplesmente


encontrar. A questão é que algumas coisas estão mais escondidas do
que imaginamos. Também, pode-se levar um tempo maior que o
esperado para serem obtidas. Como veremos, só depois de vinte
anos no deserto em Padã Arã é que Jacó atingiu estas condições,
restaurando seus relacionamentos e redimindo sua identidade.

Na verdade, indispensavelmente, antes de fazer qualquer coisa para


Deus precisamos de um encontro com estas realidades. Este
processo vai até os porões da alma eliminando a vergonha e todas as
demais impurezas que bloqueiam o fluir do Espírito Santo.

Surge, então, uma capacidade divina de manejar bem a palavra da


verdade que se expressa através de um estilo de vida que prevaleceu
sobre cada estado crônico de reprovação.

Sob esta perspectiva, a Palavra de Deus não é a "espada do


pregador", porém, como Paulo afirma, ao mencionar a armadura de
Deus, é a "espada do Espírito Santo", que apenas corta através de
nós na mesma profundidade que cortou a nós mesmos:
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"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que


qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e
espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os
pensamentos e intenções do coração." (Hb 4:12)
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1. A CONDUTA DO OBREIRO
a) O obreiro deve entender o ministério como vocação
divina e a atividade humana mais excelente (1 Tm 3:1);

b) A Bíblia para o obreiro deve ser considerada como o


instrumento indispensável no seu ministério e deverá usá-la
como única regra de fé e prática (2 Tm 2:15 – 4:1-5);

c) O obreiro deve ser estudioso, mantendo-se em dia com o


pensamento teológico, com a literatura bíblica e a cultura geral
(2 Tm 3:14 - 17);

d) O obreiro deve ser um modelo de boa conduta em todos


os sentidos e um exemplo de pureza em suas conversações e
atitudes como líder moral e espiritual do povo de Deus (1 Pe
5:1-3; 1Tm 4:12);

e) O obreiro deve zelar o máximo pelo bom nome do


ministério, da Palavra e do Senhor Jesus Cristo (1 CO 11:1; 4:1-
2).

f) O obreiro deve ser prudente ao se relacionar com as


pessoas, principalmente as do sexo oposto (1 Tm 5:1-2);

g) O obreiro deve ter a sua vida submetida ao Espírito Santo


para que o fruto do Espírito seja manifesto em sua vida no dia a
dia (Gl 5:22; Rm 12:17-21)
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h) O obreiro deve ser DIZIMISTA fiel.

Sua coragem - Exige-se do obreiro intrepidez e ousadia.

Sua dignidade - Ter uma vida decente e respeitosa no trato


com as pessoas e com valores espirituais.

A dignidade de um obreiro se revela através:


 Da sua linguagem. O obreiro deve evitar linguagem
imprópria ao seu ofício (piadas obscenas);
 Da sua reverência no trato com as coisas sagradas e
respeitosas;
 Do seu relacionamento decoroso com o sexo oposto.
 Sua discrição. O obreiro deve ser moderado, agindo
sempre com discernimento em relação à posição que
ocupa.
 Deve ter cuidado no trajar. Vestindo sempre
condignamente com a função que ocupa.
 Deve ter cuidado com os gestos.
 Deve evitar cenas patéticas que chamem as atenções
para si.
 Deve ter modos e costumes que combinem com a
posição que ocupa.
 Sua polidez. Um obreiro polido é aquele que, no trato
com as pessoas, principalmente subalternas, demonstra
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cortesia e civilidade.
São as boas maneiras do tratamento, tais como:
 Saber dar ordens. Não esquecer das duas palavras
chaves do relacionamento social obrigado e por favor.
 Saber corrigir. Ao fazê-lo não se esqueça do amor.
 Saber relacionar-se com os colegas de ministério: não
esquecer as boas formas de tratamento. Quando se
referir ao colega, é preciso demonstrar respeito.
 Saber vigiar as palavras, elas tanto curam quanto
matam.
 Sua liderança. Segundo Gangel "liderança é o exercício
de dons espirituais sob o chamado de Deus para servir
a determinado grupo de pessoas, para que este atinja
os alvos que Deus lhes deu, com o fim de que
glorifiquem a Cristo”. Baseado nessa definição o obreiro
tem de entender que :
o ele deve ser o exemplo para os seus liderados (I
Pe 5:3b);
o nunca deve agir de forma ditatorial. Esse modelo
não funciona mais;
o deve ter motivação para alcançar os alunos se o
professor não a tem;
o nunca deve agir como dominador, porque o
rebanho não é sua propriedade particular (I Pe
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5:3a.). Ele é, apenas, confiado a homens


chamados por Deus;
o deve avaliar sempre o perfil de sua liderança, se
ela está enquadrada no modelo bíblico.
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2. O DIACONATO
Com base em Atos 6, os diáconos cuidam da beneficência da
igreja, um trabalho tão importante e difícil que o texto
menciona a necessidade de serem os diáconos "homens de
boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria" (v.3).
Estêvão, um daqueles primeiros 7 diáconos, era "homem
cheio de fé e do Espírito Santo"(v.5). Alguns diáconos
receberam também o dom da profecia e/ou do ensino e o
talento natural para discursar, de modo que, além da
beneficência, exerciam também o ministério da Palavra. Foi o
caso de Estêvão (At 6:8;7:1-60) e de Filipe (At 8:5).

A Visão sobre o diaconato é que : "O diácono é o oficial


ungido pela liderança, mediante o seu preparo,
submissão, frutos e principalmente a confirmação do
Senhor. Sob a supervisão de um Presbítero, dedicar-se
especialmente:

(a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos;

(b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;

(c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares


reservados ao serviço divino;
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(d) exercer a fiscalização para que haja boa ordem na


Casa de Deus e suas dependências."

3. AS QUALIFICAÇÕES NECESSÁRIAS
Em I Pe 5:1-3, vemos que os presbíteros (incluindo os
pastores) devem ser "modelos do rebanho". Os diáconos,
conforme observamos em At 6:3-5, devem ser "homens
cheios do Espírito Santo e de sabedoria... e de fé". Paulo, em
II Tm 2:2, fala de "homens fiéis e idôneos." Este mesmo
apóstolo, nas duas passagens mais importantes sobre
presbíteros e diáconos, I Tm 3:1-12 e Tt 1:5-9, enumera cerca
de vinte qualificações que os presbíteros e os diáconos
precisam ter. São elas:

 Irrepreensível
 Esposo de uma só mulher
 Bom chefe de família
 Hospitaleiro
 Temperante
 Sóbrio
 Modesto
 Não dado ao vinho
 Não violento
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 Cordato
 Inimigo de contendas
 Não avarento
 Apto para ensinar
 Não seja neófito
 Tenha bom testemunho dos de fora
 Piedoso

Vamos estudar cada uma destas virtudes.

Nosso propósito é duplo:

(a) preparar-nos para uma eleição de presbíteros e diáconos;

(b) desenvolver estas virtudes em nossas próprias vidas.


Naturalmente, nenhum de nós possui todas estas virtudes, no
grau recomendado. Mas o importante é estarmos conscientes
de sua necessidade e crescendo na prática das mesmas...
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4. LÍDERES IRREPREENSÍVEIS
Presbíteros, diáconos e os crentes de modo geral devem ser
irrepreensíveis (ITm3:2,8;Tt 1:6,7). Paulo coloca esta virtude
em primeiro lugar porque ela é a principal e englobam todas as
outras.

4.1. O SIGNIFICADO DO TERMO


Irrepreensível é "o que não merece censura; que não pode ser
repreendido" (Dicionário). Esta qualidade relacionada por Paulo
não constitui uma novidade no pensamento do Novo
Testamento. Quando a igreja enfrentou o seu primeiro problema
de organização em Jerusalém, os apóstolos recomendaram que
sete "homens de boa reputação" fossem escolhidos para
ajudar a resolver o problema da distribuição dos alimentos (At
6:3). A idéia é a mesma. Um homem irrepreensível é um homem
de boa reputação, de comportamento exemplar.

Quando Paulo chegou a Listra em sua segunda viagem


missionária, ele ouviu falar de Timóteo. "Dele davam bom
testemunho os irmãos em Listra e Icônio" (At 16:1,2). Em outras
palavras, Timóteo tinha uma "boa reputação"; era
"irrepreensível" em todo o seu procedimento.

Observe três coisas:


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 As pessoas falavam sobre Timóteo. Uma boa reputação


gera comentários, antecedentes positivos.

 Mais de uma pessoa estava falando bem de Timóteo. Este


é um bom teste para saber se uma pessoa tem ou não
uma boa reputação. Todos temos um ou dois amigos que
nos admiram, mas o que as pessoas em geral estão
dizendo?

 Os irmãos falavam bem de Timóteo em Listra e Icônio. A


reputação de Timóteo era boa em casa e longe de casa.
Quando nos dois lugares há concordância de bom
testemunho acerca de um homem, podemos saber com
certeza que ele é irrepreensível. Paulo ficou impressionado
com a reputação de Timóteo. Este era o homem (um
jovem) que ele queria que "fosse em sua companhia" (At
16:3).

Leva tempo edificar uma boa reputação. Mas deveria ser o alvo
de cada cristão. Deve acontecer naturalmente enquanto
crescemos e amadurecemos na vida cristã.

4.2. “DESENVOLVEI A VOSSA SALVAÇÃO...”


Como dissemos, esta qualidade, que engloba todas as outras,
não aparece somente aqui em I Tm 3:2,8 e Tt 1:6-9 .
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Paulo, em Ef 1:4, ensina-nos que Deus "nos escolheu nEle


(Cristo) antes da fundação do mundo, para sermos santos e
irrepreensíveis perante Ele". E em CI 1:21-22 diz que "Ele nos
reconciliou... para apresentar-nos perante Ele santos,
inculpáveis e irrepreensíveis" (Ver também Ef 5:25b-27). Em I
Co 1:8, lemos esta promessa: "Cristo vos confirmará até ao fim,
para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus
Cristo". Cristo começou uma "boa obra" em nós e há de
completá-la! (Fl 1:6).

Em Fl 2:12b,15 somos exortados a cooperar com o Salvador,


não na salvação propriamente, mas no desenvolvimento das
virtudes que devem caracterizar a vida dos salvos: "...
desenvolvei a vossa salvação para que vos torneis
irrepreensíveis... inculpáveis no meio de uma geração
pervertida e corrupta..." Não há necessidade de empurrar estas
virtudes para o "dia de Cristo". Ou seja, não devemos nos
acomodar e pensar que só no fim do mundo, no dia da volta de
Cristo é que seremos irrepreensíveis. Pedro exorta aos que
aguardam aquele dia: "...empenhai-vos por ser achados por
Ele... sem mácula, irrepreensíveis... E crescei na graça..." (II
Pe 3:10-18).

4.3. MODELOS DE REBANHO


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Vê-se, nestas passagens, que todos os filhos de Deus devem


ser irrepreensíveis. Mas em I Tm 3:1-13 e Tt 1:5-9,
aprendemos que os presbíteros e diáconos, por razão de suas
posições de liderança, devem ser "modelos do rebanho", nisto e
em tudo o mais (I Pe 5:3).

O apóstolo Paulo, que também ocupava posição de liderança,


pôde escrever aos tessalonicenses. "Vós e Deus sois
testemunhas do modo por que piedosa, justa e
irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que
credes" (I Ts 2:10. Ver At 20:18 e 19; I Co 11:1). Este
procedimento irrepreensível, de Paulo e seus companheiros em
Tessalônica, produziu frutos maravilhosos porquanto os muitos
novos convertidos naquela cidade tornaram-se "imitadores" do
apóstolo e, eles próprios, "modelos para todos os crentes na
Macedônia e na Acaia" (I Ts 1:6-7). No verso seguinte, Paulo
lhes diz: "... de vós repercutiu a palavra do Senhor... e por toda
parte se divulgou a vossa fé para com Deus..." Outra vez, a
"boa reputação"!
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5. O LÍDER E SEU LAR


Sob este título, vamos estudar as qualidades mencionadas por
Paulo em I Tm 3:1-13 e Tt 1:5-8 e que estão relacionadas
com o lar do pastor, do presbítero e do diácono, em especial, e
dos cristãos, de modo geral.

5.1. “ESPOSO DE UMA SÓ MULHER”


A expressão não quer dizer que o líder cristão tem que ser
casado. Significa, sim, que ele tem que ser puro e, se casado,
deve ser absolutamente fiel à sua mulher. É preciso lembrar
que esta recomendação foi feita num tempo em que a
poligamia era muito comum. Muitos conversos ao cristianismo
eram de procedência pagã e praticantes da poligamia. Havia
judeus que a admitiam. Em nossos dias, as leis e os códigos
de moral não permitem a poligamia, mas os casos furtivos ou
públicos de infidelidade conjugal e de concubinato se
multiplicam. O cinema, a televisão, a literatura e os pseudo-
conselheiros matrimoniais têm contribuído muito para isto. E,
que tragédia! Alguns crentes e mesmo líderes de igreja têm
cedido às pressões e às tentações.
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Veja nas passagens seguintes a seriedade com que a Bíblia


trata deste assunto. Há muitas outras, mas o espaço aqui só
nos permite citar estas:

 Jó 31:1-12. Jó era um "homem íntegro e reto, temente a


Deus, e que se desviava do mal" (1:1). Mas ele também
teve que fazer uma aliança com os seus olhos...
Compare com II Sm 11:2-4; Nm 15:39b; Mt 5:27-29.
 Pv 5:1-23 0 sexo, com a própria e única mulher (ou com
o próprio e único marido) é criação e dádiva de Deus,
que visa a procriação (SI 127:3; 128:3-4) e o prazer (Pv
5: 18-19; I Tm 4:3-5). Fora do casamento, o sexo é
iniqüidade que prende, cordas de pecado que detém,
falta de disciplina, loucura (Pv 5:22-23).
 MI 2:14-16. Note a importância que Deus dá aos votos
feitos no casamento. Ele foi testemunha dos mesmos, e
não se esquece... O patriarca Abraão é censurado no
v.15 (ver Gn 16:1-4).’‘Ninguém seja infiel para com a
mulher da sua mocidade”.

Alguns passos preventivos:


a. Evite as fantasias sexuais. Veja Fl 4:8.

b. Se estiver namorando ou noivando, Iembre-se de que


Deus preservou a sexo para o casamento. Veja I Ts 4:3-8.
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Carícias em demasia nesse período comprometem o


relacionamento do casal depois, na vida conjugal (haverá
desconfiança, ciúme etc.).
c. Se você é casado(a), ame a sua esposa (ou o seu
marido); cultive um relacionamento feliz com ela (ou com
ele).
d. A vida espiritual do casal, assim como a comunicação e o
sexo são da máxima importância. Ver Cl 3:19; I Pe 3:7; Tt
2:4-5; I Co 7:2-5.
e. Evite expor-se deliberadamente às tentações. Cada um
conhece a sua estrutura e as suas reações. Por que
permitir-se conflitos e riscos desnecessários? Ver I Co
6:18; II Tm 2:22.
f. Fortaleça-se com o estudo regular da Bíblia, com orações
constantes e participação na adoração da igreja. SI
119:11; Mt 26:6-13; Hb 10:25.

5.2. “QUE GOVERNE BEM A SUA PRÓPRIA CASA”


Em nosso dias, mais e mais homens e mulheres estão
confusos a respeito desta importante questão: o governo da
casa. Há maridos tiranos, machistas, autoritários... E há
aqueles que se curvam, se rendem, e entregam o "governo da
casa". Cuidam do seu trabalho (às vezes nem isto) e deixam
para a esposa o controle das finanças, das compras, dos
horários, e a criação e educação dos filhos. Isto é muito
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cômodo... e trágico. Não importando o grau de submissão de


sua mulher (Ef 5:22-24) e da obediência dos filhos (Ef 6:1), o
marido e pai deve assumir plenamente a sua posição de
"cabeça" e governar bem a sua casa. Esse "bem" certamente
envolve amor, amizade, humildade, sabedoria, firmeza,
presença, conhecimento bíblico, oração. A ênfase dos textos
parece estar na educação dos filhos: "governe... criando os
filhos sob disciplina, com todo respeito" (I Tm 3:4); "que tenha
filhos crentes, que não são acusados de dissolução, nem são
insubordinados" (Tt 1:6). A razão desta exigência, no caso dos
líderes da igreja é simples: "pois se alguém não sabe governar
a própria casa, come cuidará (governará) da igreja de Deus?"
(ITm 3:5)

5.3. “HOSPITALEIRO”
Se os cristãos de modo geral devem "praticar a hospitalidade"
(Rm 12:13), muito mais os líderes da Igreja. As portas de suas
casas devem estar abertas para pregadores e evangelistas
itinerantes, músicos, cantores, irmãos em Cristo e mesmo
estranhos (ainda que certos cuidados sejam necessários
nestes dias de tanta exploração, maldade, violência). Convidar
irmãos para uma refeição, acolher um Pequeno Grupo de
estudo bíblico e comunhão são formas de praticar a
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hospitalidade. Ver Lc 10:38; At 10:22-27; 16:15; Rm16:23; I Co


16:19.
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6. LÍDERES BEM QUALIFICADOS


Sob este título, estudaremos as virtudes relacionadas com o
equilíbrio emocional e temperamental tanto dos líderes como
dos demais cristãos.

6.1. “TEMPERANTE”
I Tm 3:2. Ver também I Tm 3:11 e Tt 2:2. O indivíduo
temperante tem uma perspectiva clara e profunda da vida;
seus prazeres não são primariamente os dos sentidos, mas,
sim, os da alma; não se dá a excessos (na alimentação, no
trabalho, na doutrina), mas é moderado, equilibrado e
cuidadoso. Esta virtude relaciona-se com os gostos e hábitos
físicos, morais e mentais. Ver Fl 4:5.

6.2. “SÓBRIO”
I Tm 3:2; Tt 1:8. A palavra grega, que nestas passagens é
traduzida por "sóbrio", aparece em Tt 2:2-5 e é traduzida por
"sensato". Também pode significar "prudente". Talvez o
melhor comentário sobre o que Paulo tinha em mente se
encontra em Rm 12:3. O apóstolo queria instruir os cristãos a
fazerem uma avaliação mais "sóbria", "sensata" ou "prudente"
de si mesmos em relação a Deus e aos outros cristãos.
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Ver Rm 12:4-8; 1 Co 12:14-27. Nas igrejas de Roma e de


Corinto, havia crentes que tinham uma opinião
demasiadamente elevada acerca de seus respectivos dons
espirituais e posição no corpo de Cristo. Conseqüentemente,
Paulo teve de escrever-lhes: "digo a cada um dentre vós que
não pense de si mesmo além do que convém, antes, pense
com moderação..." (Rm 12:3). As pessoas sóbrias são
necessariamente humildes. Elas têm uma opinião equilibrada
a seu próprio respeito. Estão cônscias de que tudo o que têm
(dons, habilidades, posses, etc.) vem de Deus. Sem Ele, não
são nada (Jo 15:4).

Todavia, esta virtude não significa fraqueza. Ter uma


perspectiva adequada do nosso lugar dentro da família de
Deus e reconhecer que não somos nada sem Cristo, não
significa que devemos ser tímidos, retraídos, sem auto-
estima, sentindo-nos incapazes. Timóteo, ao que parece, tinha
problemas neste setor. Paulo escreveu-lhe: "...te admoesto
que reavives o dom de Deus, que há em ti... Porque Deus não
nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e
de moderação. Não te envergonhes, portanto... " (II Tm 1:6-8).
E "ninguém despreze a tua mocidade... " (I Tm 4:12).

As pessoas, mesmo crentes, freqüentemente vão a dois


extremos. Ou se consideram um fracasso ou têm uma opinião
exagerada de si mesmas. Precisamos saber que tudo o que
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somos e temos provém de Deus, graciosamente. Por outro


lado, devemos reconhecer e usar os recursos materiais, os
talentos naturais e os dons espirituais que Deus nos tem dado
e com eles fazer grandes façanhas para Deus (II Co 3:4-6a; Fl
4:13).

6.3. “MODÉSTIA”
I Tm 3:2. No original grego, o termo significa "bem
comportado", "respeitável”, "ordeiro" ou "bem- organizado".
Paulo está dizendo aqui que o líder da igreja deve ter uma
vida bem organizada, tanto no que diz respeito à moral interior
como no que se refere à conduta exterior. Pensamentos e
conceitos organizados, arrumados e limpos; vestimenta,
calçado, cabelo, barba, casa, jardim, mesa de trabalho, carro,
tudo bem tratado e com boa aparência. Paulo usa a mesma
palavra quando fala da maneira como as mulheres devem se
vestir (I Tm 2:9-10).

A forma verbal dessa palavra é ainda mais esclarecedora.


Aparece em Mt 12:44 (casa varrida e ornamentada), Mt 23:29
(túmulo adornado), Mt 25:7 (lâmpadas preparadas), Lc 21:5
(templo ornado de belas pedras e de dádivas). Mas talvez o
uso mais expressivo do termo seja o que Paulo lhe dá em Tt
2:9-10. Os servos devem ser obedientes, não respondões etc.,
"a fim de ornarem... a doutrina de Deus, nosso Salvador". Esta
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ilustração, naturalmente, alarga o conceito da respeitabilidade


ou modéstia. Paulo está dizendo que um homem respeitável
ou modesto adorna os ensinamentos da Bíblia. A fala, a veste,
o escritório, o lar, os negócios - tudo deve ser mantido em
ordem, com boa aparência, a bem do testemunho e da
doutrina. Nosso Deus é ordeiro!

6.4. “NÃO DADO AO VINHO”


I Tm 3:3,8;Tt 1:7. A posição bíblica nessa questão de beber
ou não beber vinho é a de equilíbrio, de moderação e cuidado.
Paulo diz: "não dado ao vinho" e "não inclinado a muito
vinho". Em I Tm 5:23 ele mesmo recomenda ao jovem pastor
Timóteo: "Não continues a beber somente água; usa um
pouco de vinho por causa do teu estômago e das tuas
freqüentes enfermidades". Naquela época, o vinho era
reputado medicamente útil na ajuda à cura de várias
enfermidades; e quem sofria de dificuldades de digestão
poderia ser ajudado mediante o uso moderado do vinho.

Em suas epístolas, Paulo combate a posição extremada dos


hereges gnósticos da época, os quais pregavam o ascetismo
(práticas de abstinência com fins espirituais ou religiosos). Ver
I Tm 4:3-4; Cl 2:16,18. E também Jo 2:1-11; Mt 11:19.
Formação de Obreiro 27

Por outro lado, o mesmo apóstolo e outros autores sagrados


condenam veementemente o uso abusivo do vinho (suco de
uva fermentado) e de bebidas fortes. Paulo escreveu aos
Efésios: "Não vos embriagueis com vinho no qual há
dissolução..." (Ef 5:18). E o sábio Salomão escreveu nos
Provérbios: "Para quem são os ais? para quem os pesares?...
para os que se demoram em beber vinho, para os que andam
buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando...
resplandece no copo... " Em outras palavras, se o vinho lhe
parece tão atraente, tentador, evita-o! Ver Pv 23:29-35.

Há um outro aspecto deste assunto que precisamos


considerar. Embora Paulo não ensinasse a abstinência total
por motivos ascéticos (que estimulam o orgulho espiritual), ele
disse aos romanos: "... é bom não comer carne, nem beber
vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão
venha a tropeçar" (Rm 14:15-21 e 15:1-3). O amor aos
irmãos é o princípio mais elevado.

Assim, temos dois ensinos diretos na Palavra de Deus em


relação ao vinho ou outra bebida forte:

 Não podemos ser adeptos da bebida e jamais devemos


permitir que ela nos influencie negativamente.
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 Haverá circunstâncias em que a melhor coisa a fazer é


abster-nos totalmente do vinho a fim de não servir de
escândalo para outros.

Os líderes, mais que os seus liderados, têm o dever de


praticar estes princípios.

7. LÍDERES DA PAZ
Consideremos agora as virtudes que permitem que os líderes
sejam instrumentos da paz e harmonia no lar, no trabalho e
na igreja.

7.1. “NÃO ARROGANTE”


Tt 1:7. Arrogar é ter como próprio, atribuir-se a si. Diz-se
"arrogar-se o direito de". O indivíduo arrogante é altivo,
orgulhoso, pretencioso, teimoso; ele pensa que nunca erra, e
jamais admite que cometeu um erro; sempre acaba fazendo o
que quer. Se tiver que entregar os pontos, ele o faz
resmungando. "Esta bem" - diz ele - "mas acho que esta não é
a melhor maneira de resolvermos o assunto..." O homem
arrogante age corno um ditador no seu lar, e a tendência é ser
assim no trabalho e na igreja. Ele toma as decisões e os
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outros quase nada podem dizer ou fazer, senão curvar-se à


sua vontade (pelo menos na sua presença).

A palavra grega traduzida por arrogante em Tt 1:7 só aparece


em mais um outro lugar no Novo Testamento: em II Pe 2:10.
Aqui foi usada num contexto mais amplo, rico em significado.
Trata-se de um caso extremo de arrogância. Pedro adverte os
cristãos contra os falsos mestres e diz como reconhecê-los.
Eles "seguirão as suas práticas libertinas, e... movidos por
avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias..." (II Pe
2:2-3). Eles "menosprezam qualquer governo". Serão "
atrevidos, arrogantes " (II Pe 2:10). Seu coração será
"exercitado na avareza" (II Pe 2:14), e falarão "palavras
jactanciosas de vaidade" (II Pe 2:18). O perfil está claro. O
homem arrogante é um homem ego-centralizado...

7.2. “NÃO IRASCÍVEL”


Tito 1:7.0 líder cristão não pode ser irascível; não pode irritar-
se ou encolerizar-se com facilidade; não pode perder as
estribeiras; não pode ser "pavio curto".

Nem toda ira é pecado. A Bíblia fala da ira de Deus (SI 76:7;
Jo 3:36). Mas esta tem o sentido de "justa indignação" (SI
7:11) e justo juízo (Rm 2:5-10; Ef 5:6). Jesus manifestou
indignação repetidas vezes durante o seu ministério terreno
Formação de Obreiro 30

(Mc 3:5; Jo 2:13-17). Os cristãos, conseqüentemente, podem


e devem irar-se, manifestando a sua indignação e reprovação
ante o pecado. De fato, há uma grande necessidade de mais
ira contra o mundo de hoje. Devemos, diante do mal
descarado, ficar indignados e não tolerantes, zangados e não
apáticos. Deus odeia o pecado e Seu povo deve odiá-lo
também. Se o mal desperta a Sua ira, também deve despertar
a nossa. Ver Nm 16:1s; I Sm 11:6; Sl119:3s.

Ao mesmo tempo, devemos lembrar-nos de que nós próprios


somos pecadores, inclinados à intemperança e à vaidade.
Precisamos vigiar esta nossa ira santa e cuidar para que não
se transforme em ira pecaminosa. Veja SI 4:4; Ef 4:26-27.
Nesta ultima passagem, Paulo tem o cuidado de equilibrar sua
expressão permissiva, "irai-vos", com três negativas:

 "Não pequeis" Devemos assegurar-nos de que a nossa


ira esteja livre do orgulho ofendido, do despeito, da
malícia, da animosidade e do espírito de vingança.
 "Não se ponha a sol sobre a vossa ira". Isto quer dizer:
não fiqueis acalentando a ira; não deixeis que degenere
em ressentimento (ver Os vs. 31-32).
 "Nem deis lugar ao diabo", porque ele sabe quão
fina é a linha entre a ira santa e a ira pecaminosa, e quão
difícil é para nós encontrarmos um uso responsável para
Formação de Obreiro 31

a ira. O diabo gosta de ficar espreitando as pessoas


zangadas, esperando poder tirar proveito da situação ao
provocá-las para o ódio ou a violência, ou a um
rompimento do comunhão.

7.3. “NÃO VIOLENTO”


I Tm 3:3. Tt 1:7. 0 que Paulo condena aqui é a atitude
agressiva que resulta da ira pecaminosa. Há indivíduos que
parecem estar sempre com os punhos cerrados, prontos para
uma briga; são iracundos, belicosos. Porque Deus se agradou
da oferta de Abel e não da sua, Caim "irou-se sobremaneira" e
acabou matando o irmão (Gn 4:4-8). Moisés tornou-se um
homem "mui manso, mais do que todos os homens que havia
sobre a terra" (Nm 12:3). Mas ele também teve os seus
problemas com a ira que degenera em raiva e, por fim, em
violência. Ver Êx 2:11-12; 32:19; Nm 20:11 com vs. 8 e 12.
Tiago e João, discípulos de Jesus, intentaram pedir fogo do
céu para consumir os samaritanos que não quiseram
hospedá-los, a eles e a Jesus (Lc 9:54).
Formação de Obreiro 32

7.4. “... PORÉM CORDATO...”


Tt 3:2; I Pe 2:18 e Tg 3:17. Nesta última passagem descreve-
se a "sabedoria lá do alto". Esta é "pura. pacífica, indulgente,
tratável, plena de misericórdia..." Esta é a idéia. O crente
cordato é diferentemente oposto ao iracundo. Ainda que
jamais compromete a verdade bíblica, ele está disposto a
ceder quando a questão envolvida carece de importância real,
e mais ainda quando se trata dos seus próprios direitos. Isto
ele faz no espírito de I Co 6:7: "O só existir entre vós
demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não
sofreis antes a injustiça?... o dano?"

7.5. “... INIMIGO DE CONTENDAS”


Esta expressão é ainda mais abrangente que a anterior, pois
uma pessoa pode não estar inclinada a "brigas e contendas" e,
todavia, gostar das contendas de palavras. Veja I Co 1:11-
12;.3:3; I Tm 1:3-7; Tt 3:9 e especialmente II Tm 2:23-25.
Formação de Obreiro 33

8. O LÍDER E O DINHEIRO
As expressões que vamos estudar neste bloco referem-se ao
dinheiro e aos bens materiais. Paulo diz que o (presbítero) não
pode ser "avarento" (1Tm3:3) e que os diáconos não podem
ser "cobiçosos de sórdida ganância" (v.8). Em Tt 1:7 torna a
dizer: "O bispo... não seja... cobiço de torpe ganância". Em
muitas outras passagens, a Bíblia adverte os crentes contra a
avareza, a cobiça ou a ganância. Alguns líderes, ministrando
aos demais, são especialmente tentados nesta área. Mas eles
devem ser "modelos do rebanho" nesta questão também.

8.1. O DINHEIRO NÃO É MAU


Inicialmente, é preciso esclarecer que o dinheiro em si mesmo
não é mau. Leia I Tm 6:9-10 e observe que a Bíblia não proíbe
a posse de riquezas, mas a ambição pela riqueza a qual
expõe os homens a "tentação e cilada", as "concupiscências
insensatas e perniciosas". E acrescenta: "o amor ao dinheiro
é raiz de todos os males". Não é o dinheiro que é mau, mas
o "amor ao dinheiro", a ambição desmedida, a cobiça. Note
que o apóstolo está falando de "homens cuja mente é
pervertida... supondo que a piedade é fonte de lucro" (vs. 3-5).
O cifrão domina suas mentes e é a sua motivação.
Formação de Obreiro 34

A Bíblia conta a história de grandes homens de Deus que


foram muito ricos. Deus mesmo os enriqueceu não somente
porque queria ser glorificado neles, mas também porque os
amava. Além disso, aprendemos na Bíblia que quando Deus
enriquece a alguns, Ele o faz não apenas para o seu
"aprazimento", mas também e especialmente para "que
pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em
dar e prontos a repartir..." (I Tm 6:17-18. Ver At 2:44-45; 4:34-
35; II Co 8:14-15).

8.2. UMA QUESTÃO DE PRIORIDADE


Falando das necessidades materiais, Jesus disse. "...vosso
Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai,
pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas
estas cousas vos serão acrescentadas" (Mt 6:32-33). Jesus
ensinou também que não devemos ajuntar tesouros no terra,
mas no céu, e acrescentou: "Porque onde esta o teu tesouro,
aí estará o teu coração" (Mt 6:19-21). Ver também. Cl 3:1-2.

Trata-se de um "estilo de vida", determinado por aquilo que é


mais importante e duradouro. O dinheiro e os bens são
importantes e necessários, mas são meios, não o fim ou
propósito de nossas vidas. Tornamo-nos materialistas,
egoístas, avarentos e gananciosos quando amamos o dinheiro
e os bens, e fazemos deles o alvo de nossas vidas.
Formação de Obreiro 35

8.3. A TENDÊNCIA HUMANA


A tendência humana é esquecer-se de Deus quando as
riquezas prosperam. Os filhos de Israel enfrentaram esta
tentação quando entraram na Terra Prometida. E Moisés os
advertira de antemão, dizendo: "Havendo-te, pois o Senhor
teu Deus introduzido na terra que... prometeu... te daria,
grandes e boas cidades..., casas cheias de tudo o que é bom,
casas que não encheste... guarda-te, para que não esqueças
o Senhor..." (Dt 6:10-12). E outra vez: "Guarda-te, não te
esqueças do Senhor teu Deus, não cumprindo os Seus
mandamentos... Não digas no teu coração: A minha força e o
poder do meu braço me adquiriram estas riquezas" (Dt
8:11,17). Aprendamos esta lição de Israel. As bênçãos
materiais que Deus nos concede podem vir a se transformar
em uma maldição. Podemos nos esquecer dAquele que no-las
concedeu. É a tendência humana. Podemos ficar tão
envolvidos com as coisas materiais da vida que perdemos a
perspectiva espiritual. O dinheiro pode se transformar num fim
em Si mesmo e não num meio para alcançar os propósitos
divinos.

8.4. A TENTAÇÃO DO LÍDER ESPIRITUAL


A Bíblia faz-nos saber que os líderes espirituais poderão
enfrentar tentações particulares em relação ao dinheiro. Eis
Formação de Obreiro 36

por que Paulo, ao especificar as qualificações dos presbíteros


e dos diáconos, diz isto: "não sejam... avarentos" , "cobiçosos
de torpe ganância" (I Tm 3:3; Tt 1:7). Pedro também
recomendou aos presbíteros: "Pastoreai o rebanho de Deus. .
não por sórdida ganância, mas de boa vontade" (1 Pe 5:2).
Entre os cristãos verdadeiros e espirituais do primeiro século
havia homens com falsas motivações "...enganadores...
ensinando o que não devem, por torpe ganância" (Tt
1:10,11).Entretanto, é preciso esclarecer que é a vontade de
Deus que os líderes espirituais que se dedicam integralmente
ao ministério sejam sustentados financeiramente pelas igrejas.
Paulo escreveu aos coríntios: "Se vos semeamos as coisas
espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?...
Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados, do
próprio templo se alimentam? e quem serve ao altar, do altar
tira o seu sustento? Assim ordenou o Senhor aos que pregam
o evangelho, que vivam do evangelho..." (I Co 9:6-14). E a
Timóteo, o mesmo apóstolo escreveu: "Devem ser
considerados merecedores de dobrada honra (o sentido literal
é dobrados honorários) os presbíteros que presidem bem,
com especialidade os que se afadigam na Palavra e no
ensino" (1Tm 5:17,18). Houve ocasiões em que o apóstolo
Paulo não recebeu dinheiro das igrejas e, além de pregar o
evangelho, trabalhou fabricando tendas a fim de sustentar-se
(At 20:34; At 18:3-4). Todavia, ele dizia ter o direito de não
Formação de Obreiro 37

trabalhar (noutra profissão, visando sustento) e receber da


igreja (I Co 9:6,7,12). Noutras ocasiões ele aceitou de bom
grado as ofertas que lhe foram enviadas (ver Fl 4:15-18).
Naquelas ocasiões, ele quis evitar que os pagãos
interpretassem mal suas motivações, não queria ser associado
com os falsos mestres cuja motivação era o dinheiro; algumas
vezes, ele quis sustentar-se através de um trabalho braçal a
fim de prover um bom exemplo para indivíduos que não
gostavam de trabalhar (II Ts 3:7-11).

A lição como um todo está muito clara. Os lideres espirituais


devem ser cautelosos. Infelizmente o mundo do século vinte
também está cheio de aproveitadores religiosos. Mesmo entre
os crentes evangélicos existem Iíderes que se aproveitam das
igrejas financeiramente. E isto é uma tragédia! 0 reverso
também acontece, e é igualmente trágico. Paulo escreveu aos
filipenses: "...no início do evangelho, quando parti da
Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo, no tocante a
dar e receber, senão unicamente vós outros..." (Fl 4:15). Dar
as cousas espirituais e receber os bens materiais; dar os
bens Materiais e receber as cousas espirituais. Ver outra vez I
Co 9:11 e Rm 15:26-27.
Formação de Obreiro 38

9. TESTEMUNHO DO LÍDER CRISTÃO


Vamos ver o que Paulo diz sobre o testemunho dos lideres
cristãos perante o mundo.

9.1. “É NECESSÁRIO QUE TENHA BOM TESTEMUNHO DOS


DE FORA ...”
l Tm 3:7. Um industrial não evangélico observou que os
"crentes" que trabalhavam na sua indústria eram os seus
melhores operários. Quando precisou contratar novos
empregados, deu preferência aos "crentes". Entretanto, o
diretor não evangélico de uma escola na cidade comentou que
os professores evangélicos do seu estabelecimento não eram,
de modo algum, os mais zelosos no cumprimento dos seus
deveres.

O que as pessoas de fora da igreja dizem dos crentes é muito


importante. Se é um "bom testemunho'; Cristo é honrado, a
igreja é grandemente beneficiada e a pregação do evangelho
encontra uma melhor acolhida nos corações dos não salvos.
Por outro lado, se os "de fora" não têm boa impressão dos
crentes, será muito difícil ganhá-las para Cristo. Em I Tm 3:7
Paulo está falando da necessidade dos líderes cristãos terem
um "bom testemunho dos de fora", mas há inúmeras
Formação de Obreiro 39

passagens na Bíblia que falam sobre a importância de todos


os crentes terem uma boa reputação entre os não salvos.

(I Ts 4:11-12; Cl 4:5; I Co 10:31-33; II Co 6:3-7; l Pe 2:11-17)


Trabalho, negócios, Linguagem, modo de falar; Hábitos
alimentares; Adversidades, trabalho, caráter; Moral, civismo.).

9.2. “... A FIM DE NÃO CAIR NO OPRÓBRIO”


A Bíblia vê o "cair no opróbrio" (ignomínia, reprovação,
crítica) de duas perspectivas.

 Há a o opróbrio resultante do amor, da obediência


e do serviço a Cristo. É um opróbrio inevitável e bem-
aventurado Leia Mt 5:11 (note "por minha causa" e
"mentindo"). Veja também Lc 6:22; I Pe 4:14; IITm 3:12;
Hb 11:24-26; Jo 15:18-20; IJo 3:13.
 Mas há um opróbrio em nada bem-aventurado. É
aquele que resulta de procedimentos não condizentes
com a fé cristã. Veja o que Pedro diz em I Pe 4:15. No
verso anterior ele fala do opróbrio, de um sofrimento que
podemos e devemos evitar. É deste que Paulo está
falando em I Tm 3:7. O opróbrio será maior se a pessoa
em questão for um líder de igreja.
Formação de Obreiro 40

9.3. “... E NO LAÇO DO DIABO”


"Laço" é armadilha, cilada. Paulo usa a mesma palavra em I
Tm 6:9 e II Tm 2:26. Como a crítica vinda dos não-cristãos
pode constituir-se num "laço do diabo"?

 Desonra. O opróbrio pode levar um homem a sentir-se


terrivelmente envergonhado, humilhado, aniquilado. Leia
outra vez I Pe 4:13-16. Note a preocupação de Pedro em
confortar e alegrar aqueles que estão sofrendo "pelo
nome de Cristo". No v.16 ele diz: "se sofrer como cristão,
não se envergonhe disso..." Ora, se o cristão que não
tem motivos para envergonhar-se, sente-se
envergonhado, então, o cristão criticado por mal
procedimento tem duplo motivo para "ficar
envergonhado". A emoção descrita aqui pode levar ao
desânimo, à depressão, ao desespero. Falando de um
certo indivíduo cristão que cometera grave pecado e fora
excluído da comunhão da igreja, Paulo, supondo que o
faltoso já teria se arrependido, escreveu aos coríntios: "...
deveis perdoar-Ihe e confortá-lo, para que não seja...
consumido por excessiva tristeza".
(II Co 2:7. Veja I Co 5:1,4-7)
 Temor e perda de confiança. O opróbrio pode causar
também temor e perda de autoconfiança. Até Paulo
Formação de Obreiro 41

experimentou temor e conflito emocional quando


criticado (II Co 7:5,6).
 Ira e atitude de defesa. Essa é uma outra reação diante
da critica. Ver Rm 12:17-19.

Vergonha, temor, perda de confiança, ira, defesa geralmente


acompanham opróbrio e são "laços do diabo". Um bom
testemunho pode evitar essa derrota. Como está o seu
testemunho perante o mundo?
Formação de Obreiro 42

10. LÍDER AMIGO DO BEM


10.1. O BEM E O MAL
As Escrituras usam uma série de termos e expressões para
definir o que é o bem e o que é o mal. Identifique-os em Ef
4:25;5:2 e em CI 3:8-15.

Em Tt 1:8 aprendemos também que o líder cristão deve ser


"amigo do bem", isto é, uma pessoa permanentemente
desejosa de fazer o bem, não o mal. As Escrituras
freqüentemente contrastam o desejo ou conveniência de fazer
o bem com o desejo ou propensão para fazer o mal. Leia as
seguintes passagens: Sl 37:27; Pv 31:10-12; Jr 13:23; Am
5:14-15a; Rm 2:5-10; Rm 12:9; II Co 5:10. Vê-se, por estas e
outras passagens, que todos os cristãos devem ser amigos
do bem. Os líderes, porém, são "modelos do rebanho". I Pe
5:3.

10.2. O BEM É “FRUTO DO ESPÍRITO”


O apóstolo Paulo falou da sua luta pessoal para fazer o bem e
não o mal. Chegou a dizer, externando o conflito de todos
aqueles que ainda têm consciência do bem e do mal "... o
querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque
Formação de Obreiro 43

não faço o bem que prefiro, mas a mal, que não quero, esse
faço... não sou eu quem o faz, e, sim, o pecado que habita em
mim" (Rm 7:18-20). Que situação! Não foi sem razão que o
mesmo apóstolo exclamou: "Desventurado homem que sou!"
(v.24). Mas ele diz, logo em seguida: "Graças a Deus por
Jesus Cristo nosso Senhor" (v. 25). O autor da epístola aos
Hebreus expressou este desejo para os seus leitores: "O Deus
da paz... vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a
Sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dEle,
por Jesus Cristo..." (Hb 13:21).

Toda a nossa propensão é para o mal, mas, quando aceitamos


Jesus Cristo como nosso Salvador pessoal e Senhor de
nossas vidas, Seu Espírito vem habitar em nós. Se nos
submetemos inteiramente à Sua direção, Ele produz em nós o
Seu maravilhoso "fruto", que é o bem (Gl 5:16-26).

10.3. AVALIAÇÃO PESSOAL


Avalie a sua vida à luz destes textos bíblicos:

Gl 6:10; Hb 13:16

Aproveito todas as oportunidades para fazer o bem?

Rm 15:2; Ef 4:29

Será que eu edifico as pessoas ou as destruo?


Formação de Obreiro 44

II Co 9:10-11; I Tm 6:17-18

Uso os recursos materiais que Deus me dá para ajudar aos


necessitados?

Sl 35:12-14; Rm 12:19-21; Gl 6:9

Persisto em fazer o bem, mesmo quando me retribuem com o


mal?
Formação de Obreiro 45

11. LÍDER JUSTO E PIEDOSO


Em Tt 1:8 lemos: "... é indispensável que a bispo seja... justo,
piedoso..."

11.1. “JUSTO”
No original grego, a palavra é "dikaiós", que aparece em
oitenta e uma vezes nas páginas do Novo Testamento, com
significados diversos. Há a justiça imputada, aquela que o
crente recebe pela fé (Rm 3:21-24,26 e II Co 5:21). Essa
justiça tem a ver com a nossa posição diante de Deus. Mas há
também a justiça prática, que tem a ver com a vida diária, com
a conduta reta e íntegra. Este parece ser o sentido aqui em Tt
1:8. Ver também I Tm 1:9; Tt 2:11-12.

11.2. “PIEDOSO”
A palavra grega é "osios" e significa piedoso, agradável a
Deus, livre do pecado e da maldade, santo. Essa palavra
aparece lado a lado com "dikaios", justo, em outras passagens
também, e não somente aqui em Tt 1:8. Ver Lc 2:25; I Tm
6:11; Tt 2:12; II Pe 3:11. E isto não é por mera coincidência.
Essas palavras se completam. O "justo" cumpre os seus
deveres para com o homem; o "piedoso" cumpre as seus
Formação de Obreiro 46

deveres para com Deus. O rei Davi foi um homem muito


piedoso. Os salmos que escreveu mostram o quanto ele
amava ao Senhor. E ele se apercebeu do quanto o Senhor Se
agradava disto, porque escreveu: "O Senhor distingue para Si
o piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo por Ele" (SI
4:3). Uma vez ele ficou assustado com a corrupção à sua volta
e com a falta de temor a Deus e clamou: "Socorro, Senhor!
porque já não há homens piedosos; desapareceram os fiéis
entre as filhos dos homens." (SI 12:1).

11.3. APRENDENDO A JUSTIÇA


No Velho Testamento, o povo de Israel, num tempo de crise,
pretendeu a pratica da piedade sem a justiça. Mas Deus não
se agradou dos seus sacrifícios e demais atos de culto. Disse-
Ihes: "De que me serve a mim a multidão dos vossos
sacrifícios?... Não continueis a trazer ofertas vãs... não posso
suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene... Lavai-
vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos
meus olhos: cessai de fazer a mal. Aprendei a fazer o bem;
atendei a justiça..." ( Is 1:11-17).

Jesus também falou da necessidade de justiça prática antes


de pretender prestar culto a Deus. Ver Mt 5:23-24. Há uma
"forma de piedade" sem poder, que não opera a justiça. É tão
morta quanto a fé sem as obras. I Tm 3:5; Tg 2:17. Não tem
Formação de Obreiro 47

valor nenhum para Deus, e não melhora em nada a vida das


pessoas.

11.4. EXERCITANDO A PIEDADE


Paulo escreveu a Timóteo: "Exercita-te pessoalmente na
piedade..." (I Tm 4:7). Os gregos davam muita importância ao
exercício físico. Paulo, porém, afirma que "o exercício físico
para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é
proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da
que há de ser" (v.8). O exercício físico aumenta a força física e
traz alguma satisfação pessoal, especialmente quando o atleta
consegue o primeiro lugar nas competições. Mas tudo isto tem
pouco proveito quando comparado com os benefícios da
piedade, nesta vida e na que há de ser. Foi neste sentido que
Paulo escreveu a Timóteo nesta epístola: "De fato, grande
fonte de lucro é a piedade" (I Tm 6:6). A própria comparação
que Paulo faz entre o exercício da piedade e o exercício físico,
no contexto dos jogos e competições gregos, dá-nos as dicas
para o exercício da piedade:

 O atleta alimenta-se adequadamente e se exercita o mais


possível. Assim também nós devemos nos alimentar
adequadamente da Palavra de Deus e gastar as energias
espirituais na prática da justiça e no serviço a Cristo.
Formação de Obreiro 48

 A oração, praticada regularmente, é também um


excelente exercício espiritual (I Co 9:24-27).
 O atleta despe-se de tudo o que é supérfluo a fim de
movimentar-se livremente. Assim também nós devemos
desembaraçar-nos de tudo aquilo que possa impedir o
nosso progresso espiritual e o nosso serviço a Cristo (Hb
12:1).
 O atleta, quando corre, ou lança um disco, um dardo etc.,
fixa os olhos num determinado alvo. Ou, conforme o
esporte, ele estabelece uma meta e esforça-se ao
máximo por alcança-la. Assim também nós devemos fixar
os nossos olhos em Cristo (nosso modelo e inspiração) e
estabelecer nossa meta, a completa dedicação pessoal a
Deus e a Cristo (Hb 12:2; I Co 9:26).