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Prevenção de acidentes até sistemas fixos de combate a incendio

A Organização Nacional de Saúde define acidente como "um fato não premeditado do qual resulta dano
considerável". O Nation Safety Council define acidente como "uma ocorrência numa série de fatos que,
em geral e sem intenção, produz lesão corporal, morte ou dano material". Baptista lembra que "essas
definições caracterizam-se por considerar o acidente sempre como um fato súbito, inesperado,
iimprevisto (embora algumas vezes previsível) e não premeditado ou desejado; e, ainda, como causador
de dano considerável, embora não especifique se se trata de dano econômico (prejuízo material) ou de
dano físico às pessoas (sofrimento ,invalidez ou morte)".8

A segurança busca minimizar os acidentes do trabalho. Podemos conceituar acidente do trabalho como
decorrente do trabalho, provocando, directa ou indirectamente, lesão corporal, pertubação funcional ou
doença que determine a morte, a perda total ou parcial permanente ou temporária da capacidade para
o trabalho. A palavra acidente significa ato imprevisto e perfeitamente evitável na maioria dos casos. As
estatísticas de acidentes do trabalho, por lei, englobam também os acidentes de trajeto, ou seja, aqueles
que ocorrem no trajeto do empregado da sua casa para a organização, e vice-versa,

Os acidentes de trabalhos classificam-se em:

1, Acidente sem afastamento. Após o acidente, o empregado continua trabalhando. Este tipo de
acidente não é considerado nos cálculos dos coeficientes de frequência e de gravidade, embora deva ser
investigado e anotado em relatório, além de exposto nas estatísticas mensais.

2. Acidente em afastamento. É aquele que pode resultar em;

a. Incapacidade temporária: é a perda total da capacidade para o trabalho durante o dia do acidente ou
que se prolongue por período menor que um ano. No retorno, o empregado assume sua função sem
redução da capacidade. Em caso de acidente sem afastamento em que ocorra agravamento de lesão que
determine o afastamento, o acidente receberá nova designação, isto é, será considerado acidente com
afastamento, e o período de afastamento será iniciado no dia em que se constatou o agravamento da
lesão. Nesse caso, será mencionado no relatório do acidente e no relatório do mês.

b. Incapacidade permanente parcial: é a redução permanente e parcial da capacidade para o trabalho,


ocorrida no mesmo dia ou que se prolongue por período menor que um ano. A incapacidade
permanente parcial é motivada por:
i. Perda de qualquer membro ou parte do mesmo.

ii. Redução da função de qualquer membro ou parte do mesmo.

iii. Perda da visão ou redução funcional de um olho.

iv. Perda da audição ou redução funcional de um ouvido.

v. Quaisquer outras lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas que resultem, na opinião do
médico, em redução de menos de três quartos da capacidade de trabalho.

c. Incapacidade total permanente: é a perda total, em caráter permanente, da capacidade de trabalho. A


incapacidade total permanente é motivada por:

i. Perda da visão de ambos os olhos.

ii. Perda da visão de um olho com redução em mais da metade da visão do outro.

iii. Perda anatômica ou impotência funcional de mais de um membro de suas partes essencias (mão ou
pé).

iv. Perda da visão de um olho, simultânea à perda anatômica ou impotência funcional de uma das mãos
ou de um pé.

v. Perda da audição de ambos os ouvidos, ou, ainda, redução em mais da metade da sua função.

vi. Quaisquer outras lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas, permanentes, que
ocasionem, sob opnião médica, a perda de três quartos ou mais da capacidade para o trabalho.

d. Morte do acidentado.

Custos direto e indireto dos acidentes

O acidente de trabalho constutui fator negativo para a empresa, para o empregado e para a sociedade.
Suas causas e custos devem ser analisados. O Seguro de Acidentes do Trabalho cobre apenas os gastos
com despesas médicas e indemnizações ao acidentado. As demais modalidades de seguro contra riscos
fortuitos como o fogo, por exemplo, proporcionam à seguradora a fixação de taxas de acordo com o risco
individual existente em cada empresa.
Aceita-se, em diversos países, a proporção de 4 para 1 entre os valores do custo indireto e do direto. O
custo indireto representa, portanto, quatro vezes o custo direto do acidente do trabalho, sem se falar na
tragédia pessoal e familiar que o acidente de trabalho pode provocar.

Prevenção de roubos (vigilância)

De modo geral, cada organização tem seu serviço de vigilância com características próprias. Além disso,
as medidas preventivas devem ser revistas com frequência, para evitar a rotina que chega a tornar os
planos obsoletos.

Um plano de prevenção de roubos (vigilância) geralmente inclui:

1. Controle de entrada e saída de pessoal: é um controle efetuado geralmente na portaria da indústria,


quando da entrada ou saída do pessoal. Trata-se de um controle que pode ser visual ou baseado na
revista pessoal de cada indivíduo que ingressa ou sai da fábrica. Pode ser controle amostral (baseado em
sorteio por meio de aparelho eletrônico que cada empregado deve acionar) ou de 100%. Geralmente
esse controle se restringe nos operários, por ser revestido de aspectos pouco enaltecedores, pois está
sincronizado com a Teoria "X" de McGregor e assemelha-se ao Sistema 1 - Autocrático Coercitivo-
descrito por Likert. É amplamente utilizado em fábricas, mas não deve exagerar ao ferir a dignidade das
pessoas

2. Controle de entradas e saída de veículos: a maioria das empresas exerce fiscalização mais ou menos
rígida quanto a veículos, principalmente caminhões de sua frota de transportes ou veículos que tragam
ou levem mercadorias ou mmatérias-primas. Quando se trata de veículos da empresa, como caminhões,
peruas ou carros, a portaria anota na entrada e saída da fábrica o conteúdo, o nome do motorista e,
algumas vezes, a quilometragem do veículo.

3. Estacionamento fora da área da fábrica: em geral, as indústrias mantêm estacionamento dos carros de
seus empregados fora da área da fábrica, a fim de evitar o transporte clandestino de produtos,
componentes ou ferramentas. Algumas indústrias não permitem o acesso dos empregados aos seus
carros no estacionamento durante o horário de trabalho.

4. Rondas pelos terrenos da fábrica e pelo interior da fábrica: é muito comum esquemas de ronda dentro
da fábrica e pelos arredores, principalmente fora do horário de trabalho, não somente para efeitos de
vigilância, como também para verificação de prevenção de incêndios.
5. Registro de máquinas, equipamentos e ferramentas: as máquinas, equipamentos e ferramentas
utilizadas pelo pessoal são registradas e inventariadas periodicamente. As ferramentas e intrumentos
utilizados pelos operários são depositados ao fim de cada jornada de trabalho no respectivo
almoxarifado, para efeito de controle e prevenção de furtos. Algumas empresas, quando da admissão de
operários, fazem recibos de entrega de ferramentas, cabendo ao operário a responsabilidade pela sua
manutenção.

8. Controles contábeis: certos controles contábeis são efetuados nas áreas de compras, almoxarifado,
expedição e recepção de mercadorias. Por outro lado, esses controles contábeis são aferidos
periodicamente por empresas externas de auditoria. Casos de super faturamento (venda a preços
menores do que consta na fatura) ou pagamento de faturas sem dar baixa no registro possibilitam a
localização de evasão de mercadorias.

Prevenção de incêndios

A prevenção e o combate a incêndios, principalmente quando há equipamentos e instalações valiosas a


proteger, exigem um planejamento cuidadoso. Não apenas um conjunto de extintores adequado,
dimensionamento do reservatório de água, sistema de detecção e alarme, como também o treinamento
do pessoal são pontos-chaves.

O fogo que provoca um incêndio é uma reação química do tipo oxidação exotérmica, ou seja, queima de
oxigênio com libertação de calor. Para haver a reação, devem estar presentes:

• Combustível (sólido, líquido ou gasoso).

• Comburente (geralmente o oxigênio da atmosfera).

• Catalizador (a temperatura).

Classificação de incêndios
Métodos de extinção de incêndios

O fogo é o resultado da reação de três elementos (combustível, oxigênio do ar e temperatura), sua


extinção exige, pelo menos, a eliminação de um dos elementos que o compõe. Assim a extinção de um
incêndio deve ser feita por meio dos seguintes princípios:

1. Remoção ou isolamento- neutralização do combustível: consiste em remover o material que está em


combustão ou isolar outros materiais que possam alimentar ou propagar o fogo.

• Fechar o registro da tubulação de combustível que está alimentando o incêndio.

• Remover materiais das proximidades do fogo para delimitar seu campo de ação.

• Remover a parte do material incendiado, o que se pode conseguir com mais facilidade no início do
incêndio.

2. Abafamemto- neutralização do comburente: consiste em eliminar ou reduzir o oxigênio do ar na zona


da chama para interromper a combustão do material. É o princípio usado quando se tenta abafar o fogo
com algum cobertor ou areia.

3. Resfriamento- neutralização da temperatura: consiste em reduzir a temperatura do material


incendiado até cessar a combustão. A água é o elemento mais usado para esse fim, pelo seu poder de
resfriamento e por ser mais econômica do que qualquer outro agente extintor.

Tipos de extintores

Existem vários agentes e aparelhos extintores de incêndio. Agentes extintores são matérias empregados
para a extinção de incêndios. Para extinguir o fogo torna-se necessário, além de identificar sua classe,
conhecer qual o tipo de extintor adequado a ser utilizado. Existem sistemas móveis e fixos para extinção
de incêndio. A identificação do tipo de extintor móvel adequado para cada classe de incêndio pode ser
feita como mostra a tabela abaixo.
1. Espuma: equipamento móvel que emulsiona espuma. Pode ser centralizado e composto de uma
estação emulsionadora, sistema de distribuição de espuma e diques de proteção ou pode ser
descentralizado através de vários extintores de espuma localizados em pontos importantes.

2. Gás carbónico: as instalações fixas ou móveis de gás carbónico destinam-se a proteger locais de
grande periculosidade, como cabinas de pintura, salas de equipamento eletrônico, porões de navios,
máquinas de precisão gráfica, depósitos de óleo. O gás é acondicionado em bateria de cilindros de aço e
conduzido aos difusores por tubulações de cobre.

Administração de riscos

A administração de riscos envolve identificação, análise e gerenciamento das condições potencias de


infortúnio. O risco é uma ocorrência imprevisível, mas provável. Além do sistema de proteção contra
incêndio (aparelhos portáteis, hidrantes e sistemas automáticos), a administração de riscos requer um
esquema da apólices de seguro contra fogo e lucros cessantes, como meio completamente de assegurar
o patrimônio e o andamento da empresa.

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