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Danilo Franco Viana O.D.

Optometra
Reabilitação Visual
NOÇÕES BÁSICAS DE BIOMICROSCOPIA

Danilo Franco Viana O.D.


Bacharel em Optometria
Ortoptista
Tec. em Óptica e Optometria

BRASIL
2017
BIOMICROSCOPIA
 A biomicroscopia é uma parte fundamental do
exame primário dos olhos.
 Se ocupa da avaliação dos tecidos in-vivo, no
corpo. Sua disposição anatomica, alterações
patológicas e comportamentos.
 É utilizado principalmente para avaliação do
segmento anterior e seus anexos, porém com
auxilio de lentes especiais pode-se apreciar
estruturas do segmento posterior.
 É utilizado o biomicroscopio, também chamado
lâmpada de fenda.
LÂMPADA DE FENDA
 Atualmente, o mercado oferece muitos
modelos de lâmpadas de fendas. São desde os
modelos portáteis, que por sua vez podem ter
limitações em sua funções, até modelos mais
modernos com sistemas de vídeo integrados,
aumentos de maior alcance, praticidade e
tecnologia.
 Embora hajam estas alternativas, o principio
óptico e de uso de todas devem ser o mesmo.
LÂMPADA DE FENDA
A lâmpada de fenda apresenta dois braços
giratórios, um para a iluminação alternada e o
outro para o biomicroscopio, ambos instalados
em um mesmo eixo. A unidade de iluminação
é, essencialmente, um projetor com uma fonte
de luz ajustável em termos de largura, altura,
direção, intensidade e cor. Um descanso para
a cabeça imobiliza o paciente, um joystick e
oculares ajustáveis permitem ao examinador
focalizar a imagem de uma forma
estereoscópica.
LÂMPADA DE FENDA
 Iluminação e os braços do biomicroscópio são
parafocais, estando ambos os focos, desta
forma, no mesmo ponto, sendo o feixe de luz
centralizado no campo de visão do
examinador. Este arranjo permite uma
iluminação direta, e o deslocamento intencional
do alinhamento, leva a uma iluminação
indireta. Variações dessas técnicas de
iluminação usando campos de contraste em
campo escuro e campo luminoso, são usadas
para examinar o segmento anterior do olho.
COMPONENTES DA
LAMPADA DE FENDA
AJUSTES PARA UTILIZAÇÃO
DA LÂMPADA DE FENDA.
Zoom de aumentos

 Sistema de zoom ou tambor de aumentos variáveis.


O intervalo de aumentos podem variar entre 5x a
40x. A profundidade de foco e o campo visual é
menor quando utilizamos muitos aumentos. Alguns
biomicroscópios tem um sistema de alavanca com
apenas duas posições de aumentos disponíveis.
Nestes casos se podem incrementar as oculares
por outros de maior aumento, ampliando o intervalo
disponível.
TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO
TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO
ILUMINAÇÃO DIFUSA
A iluminação direta é classificada como difusa quando é projetado um feixe
luminoso cilíndrico em direção ao olho, com objetivo de estudar as estruturas
de forma global.

 A iluminação difusa permite valorar a presença de qualquer


alteração ou inflação das pálpebras.
 Permite observar e valorar distintos graus de disfunções das
glândulas de Meibomio.
 Altura do menisco lacrimal e contaminação do mesmo por
restos mucoso e celulares.
 Quase todos os tipos de irritação, traumatismo e infecção e
seus graus.
 Anormalidades conjuntivais.
 Observação geral de córnea e lentes de contato, opacidades
corneais, depósitos em superfícies de lentes de contato e o
movimento das lentes entre piscadas.
 Alterações da iris e da borda pupilar, observação de lentes
intraoculares de câmara anterior e detecção de nevus,
nódulos, sinéquias anteriores e posteriores.
ILUMINAÇÃO DIFUSA
 PROCEDIMENTO:
A lente difusora se situa a frente do sistema de
iluminação para difundir a luz e produzir uma
iluminação homogênea sobre o polo anterior. A
intensidade é controlada pela largura da fenda e pelo
reostato. O ângulo do sistema de iluminação é variável
entre 45° e 60°. A iluminação difusa se utiliza com
aumento baixo ou médio 6x a 10x. O feixe de luz e o
microscópio devem ficar com os focos coincidentes
mantendo o feixe em posição com o click-stop. Ajuste
as aberturas de tal forma que o feixe de luz tenha uma
largura de 3-4mm e uma altura máxima.
ILUMINAÇÃO DIFUSA
 ESTRUTURAS OBSERVÁVEIS:
- Pálpebras
- Cílios
- Som
- sobrancelhas
- Orifícios das glândulas de Meibomio
- Altura do menisco lacrimal
- Conjuntiva bulbar
- Conjuntiva tarsal
- Córnea (observação global)
- Superfície de lentes de contato
- Dinâmica de lentes de contato
- Íris
- Pupila
ILUMINAÇÃO DIFUSA
ILUMINAÇÃO DIRETA FOCAL
É utilizada para o estudo de detalhes, é obtida através da
modificação do tamanho e da forma do feixe luminoso, que passa
a formar o paralelepípedo, o corte óptico ou o pincel luminoso.

 ILUMINAÇÃO DIRETA COM PARALELEPÍPEDO:


É a forma de iluminação mais utilizada. O braço do
sistema de iluminação se situa ao lado da parte da
córnea que vamos avaliar (lado temporal para córnea
temporal). A largura do feixe se aumenta até igualar
aproximadamente a profundidade aparente da córnea.
Desta forma construímos um paralelepípedo entre a a
córnea no qual apreciamos em 3D, com o epitélio na
superfície anterior e o endotélio na superfície
posterior.
ILUMINAÇÃO PARALELEPÍPEDO
 PROCEDIMENTO:
- O ângulo é variável entre 30° a 60°
- A magnitude é variável entre 10x a 40x
- Utiliza-se intensidade média-alta.
DESENHO ESQUEMÁTIDO DA
ILUMINAÇÃO PARALELEPÍPEDO
PARALELEPÍPEDO PARA EXAME
DO CRISTALINO
A luz direta com uma largura entre 0,5 e 2mm poder
utilizada para examinar a transparência do cristalino.
Para enfocar as distintas camadas é necessário ir
introduzindo o biomicroscópio desde a área pupilar
em um movimento de maior amplitude para o
enfoque das distintas camadas.
O ângulo de iluminação é menor (mais
perpendicular) que o utilizado para a observação da
córnea e pode oscilar entre 10° a 45°
 é a técnica básica para observação de manchas ou
opacidades no cristalino.
 setas apontando para o
cristalino transparente

Catarata moderada
CORTE ÓPTICO
O corte óptico é obtido diminuindo-se ainda
mais o meridiano horizontal do paralelepípedo,
até que as faces anterior e posterior formem
duas linhas densas e separadas. O perfil do
corte óptico é caracterizado por duas linhas,
anterior e posterior, que representam porções
determinadas da estrutura ocular em estudo.
CORTE ÓPTICO
 Estatécnica permite realizar um corte transversal
de luz sobre a córnea. Assim é possível valorar a
profundidade das seguintes condições oculares:
corpo estranho alojado na córnea, opacidades
corneais e infiltrados estromais. Permite avaliar o
grau de adelgaçamento estromal, assim como o
edema epitelial e a turvação ou pigmento
endotelial.
CORTE ÓPTICO

1- Filme lacrimal: 1º linha brilhante


2 – Linha eptelial: obscura.
3 – Linha de Bowman: mais brilhante
4 – Estroma: de aspecto cinza granular.
5 – linha endotelial: mais brilhante que o
estroma.
FEIXE CÔNICO
O feixe cônico é obtido reduzindo-se o
diâmetro do feixe luminoso cilíndrico. É
utilizado no estudo do humor aquoso, para
identificação de "flare" ou células inflamatórias.

 Usa-se principalmente para observar células


inflamatórias e proteínas na câmara anterior e
quando se tem uma uveíte anterior.
FEIXE CÔNICO
 PROCEDIMENTO:
O feixe de luz se reduz em largura e altura até obter
um ponto, ou partindo de um corte óptico, se reduz a
altura até 0.2mm. A intensidade de luz deve ser
máxima e preferivelmente apagar a luz do meio
ambiente para aumentar o contraste. Deve-se usar
aumento médio e com um ângulo maior que 60° e
vagarosamente se aproxima a luz da pupila até que
se consiga o efeito Tyndall.
FEIXE CÔNICO

Desenho
esquemático do feixe
cônico.

“Flare” na camara anterior. Células na camara anterior.


FONTES:
https://www.google.com.br/?gws_rd=cr,ssl&ei=zKmrWJ2zOMS7wAT
wzoD4Bw#q=manual+da+lampada+de+fenda+download
http://www.isaacramos.com.br/2013/10/catarata-2/
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1227&fase
=imprime
- Perez, Anyella - apostila de biomicroscopia
-Doenças externas oculares e córnea. CBO
- Alem das fontes o material conta com acréscimos de
informações baseadas em minha experiência.
OBRIGADO
danilofrviana@hotmail.com