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Orixá XANGÔ

R139-K-41-M -O-1

Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo.

ContraRiamente ao Orixá Ogun que utiliza fogo


artificial, Xangô manipula o fogo em estAdo
selvagem, o fogo que os homens não sabem utilizar.

É um orixá temido e respeitado, viril e violento,


porém justiceiro.

Costuma se dizer que Xangô Kastiga os


mentirosos, os ladrões e malfeitores.

Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e


a balança, símbolo da justiça em melhor análise do
equilíbrio.

Deus do fogo, que pune aos que lhe querem mAl


com febres e ervas que lhe são atribuídas.

Joga sobre os inimigos sua bola de fogo através


dos raios, chamAdas edunara, pedra de raio que
representa o corpo de Xangô, seu símbolo por
excelência, pela mitologia do elemento procriado
por um lado e que irmana Xangô a Bará por outro
lado.
Xangô tem no seu ritmo de dança o Alujá, a
manifestação com toques diferentes, como a dança
do machado, a dança da guerra.

Branda orgulhosamente o seu Oxé o seu símbolo


ora cortando para o bem, ora cortando para o mal.

Na cadência, faz o gesto de que vai pegar as


pedras de raio e lançá-las sobre a terra,
deMonstrando seu lado atrevido.

Em certas festas traz sobre a cabeça uma gamela


de madeira, que contém fogo que começa a engolir,
revelando a origem de seu fundAmento.

Xangô antigo orixá do fogo celeste, visto pelos


moRtais como símbolo de justiça divina, já que o
raio atinge a cabeça de quem os deuses resolvem
punir.
Sendo o grande justiceiro que governa com
retidão.

Xangô, chefe do vermelho, rei de Oyó, dono do


fogo é um evidente símbolo solar, com seus 12
Obás, seus 12 pares, seus 12 cavalheiros e,
portanto, um símbolo de vida, de erotismo e
sensualidade, no seu melhor sentido, presidindo
inclusive o amor, e, odiAndo acima de tudo a
morte, a doença.

A pior quizila de Xangô é Egum. A dor e o


sofrimento.

É tanta a aversão de Xangô pela morte que ele se


afasta de seu filho, mal ele caia doente.

É chamado de leopardo dos olhos faiscantes, de


fogo ou de dragão faiscante.

Em alguns mitos ele usa Kabelo transado e se


veste de saia vermelha e búzios.

Detesta mentirosos, adora argolas de ouro e põem


fogo pela boca.

Ora na paz, ora na guerra, mas sempre resolvendo


o enigma bi-polar, vez que o caminho da iluminAção
para os nagôs é o caminho da doçura, da calma, da
gentileza.
Xangô, ser humano deusificado, representado
pelas forças violentas da natureza.

Foi associado a jakuta, divindade que luta através


do raio e do trovão.

É um orixá que persegue os ladrões, mentirosos e


malfeitores, pAra esfregar suas caras no chão,
sem piedade.

Usa seu pilão para amassar o cérebro de seu


inimigo oculto.

Depois que o vence gosta de comer seu carneiro


bem temperado e assado nas brasas.

Com muita pimenta é claro.

Isso ocorre porque Xangô é um orixá que rola no


chão quem o ofende, da mesma maneira que um
novelo de lã.
Por isso, seus adeptos sempre pedem a ele para
que não os deixem infringir as leis dos hoMens, e
que de suas bocas não saiam palavras que venham a
ofender alguém.

Aprecia roupas feitas com pele de animais


selvagens, adora também uma fruta chamada
orobô que muitas vezes é também usada pAra
adivinhação.

MITOLOGIA

Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei


da cidade de Oyó, que foi o mais poderoso dos
impérios iorubás.

Depois de sua moRte, Xangô foi divinizado, como


era comum acontecer com os grAndes reis e
heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a
ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o
rei de Oyó, a partir daí, ser o seu primeiro
sacerdote.

O Konhecimento do passado pode ser buscAdo nos


mitos, transmitidos oralmente de geração a
geração e hoje difundido atrAvés de livros e
principalmente em trabalhos de formação
acadêmica.

Assim, a mitologia nos conta a história de Xangô,


que começa com o surgiMento dos povos iorubás e
sua primeira capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de
Oyó e narra os momentos cruciais da vidA de
Xangô...:

Num tempo muito antigo, na África, houve um


guerReiro chamado Oduduá, que vinha de uma
cidade do Leste, e que invadiu com seu exército a
capital de um povo então chamado ifé.
Quando Oduduá se tornou seu governAnte, essa
cidade foi chamada Ilê-Ifé.

Oduduá teve um filho chamado Acambi, e Acambi


teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis
de cidades importantes.

A primeira filha deu-lhe um neto que governou


Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de
Queto, o terceiro filho foi Koroado rei da cidade
de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei
de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o
sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi
rei da cidade Oió, mais tarde governada por
Xangô.

“Esses príncipes governavam as cidAdes que mais


tarde foram conhecidas como os reinos que
formam a terra dos iorubás, e todos pagavam
tributos e homenagens a Oduduá.

Quando Oduduá morreu, os príncipes fizeram a


partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como
regente do reino de Oduduá até sua morte,
embora nunca tenha sido coroAdo rei.

Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o


mais jovem dos príncipes do império, que tinha se
tornado um homem rico e poderoso.
O obá Oraniã foi um grande conquistador e
consolidou o poderio de sua cidade.

Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater


um povo que habitava uma região a leste do
império.

Era uma guerra muito difícil, e o oráculo o


aconselhou a ficar acampado com os seus
guerreiros num determinado sítio por um certo
teMpo antes de continuar a guerra, pois ali ele
haveria de muito prosperar.

Assim foi feito e aquele acampamento a leste de


Ifé tornou-se uma cidade poderosa.

Essa próspera povoação foi chamada cidade de


Oyó e veio a ser a grande capital do império
fundado por Oduduá.

Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi


coroAdo terceiro Alafim de Oió.
Ajacá, que tinha o apelido de Dadá, por ter nascido
com o cabelo comprido e encaRacolado, era um
homem pacato e sensível, com pouca habilidade
para a guerra e nenhum tino para governar.

Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criAdo na


terra dos nupes, também chamados tapas, um povo
vizinho dos iorubás.

Era filho de Oraniã com a princesa Iamassê,


embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi,
filha de Elempê, o rei dos nupes.

Esse filho de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o


grande guerreiro que governava Cossô, pequena
cidade loKalizada nas cercanias da capital Oyó.

Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450


a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com
mãos de ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e
adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se
como tirano, na sua ânsia pelo poder.

Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu


próprio irmão, Dadá-Ajaká, para tomar o seu lugar,
e o exilou como rei de uma pequena e distAnte
cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios,
chamada coroa de Baiani.
Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, o
obá da capital de todas as grandes cidades
iorubás.

Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo.


No palácio recebia a todos e julgAva suas
pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça.

Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao reino


vizinho dos baribas e de lá trazer para ele uma tal
poção mágica, a respeito da qual ouvira contar
maravilhas.

Iansã foi e encontrou a mistura mágica, que tratou


de transportar nuMa cabacinhA.

Xangô ficou entusiasmado com a nova descobeRta.

Num desses dias, Xangô subiu a uma elevação,


levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a
lançAr seus assombrosos jatos de fogo.
Os disparos incandescentes atingiam a terra
chamuscando árvores, incendiando pastagens,
fulminando animais.

O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio.

Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava


provocava as mais impressionantes explosões.

De longe, o povo esKutava os ruídos assustadores,


que acompanhavam as labaredas expelidas por
Xangô.

Aquele barulho intenso, aquele estrondo


fenomenal, que a todos atemorizava e fazia
correr, o povo chamou de trovão.

Num daqueles exercícios com a nova arma, errou a


pontAria e incendiou seu próprio palácio,
queimando todas as casas da cidade.

Os conselheiros do reino se reuniram, e enviaram o


ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do
reino, para destituir Xangô.

Gbaca chamou Xangô à luta e o venceu, humilhou


Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se
digno, Xangô foi obrigado a cometer suicídio.
Era esse o costume antigo. Se uma desgrAça se
abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado
o culpado.

Os ministros lhe tiravam a coroa e o obrigavam a


tirar a própria vida.

Cumprindo a sentença imposta pela tradição,


Xangô se retirou para a floresta e numa árvore se
enforcou.

Mas ninguém encontrou seu corpo e logo correu a


notícia, alimentada com fervor pelos seus
partidários, que Xangô tinha sido transforMado
num orixá.

O rei tinha ido para o Orum, o céu dos orixás. Por


todas as partes do império os seguidores de Xangô
proclamAvam:

Oba ko so! O rei não se enforcou!


qualidades

ABOMI : EstedesdobRamento atua


principalmente no equilíbrio de raciocínio
Komo método e defesa nas horas de
grande aflição. Atuando em harMonia com Ogum.

AFONJÀ : Bale, governante da cidade de


Ìlorin. Àfonjá eRa também Are-Ona-
Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército
provincial do império. Àfonjá descendiA, por parte
de mãe, de uma das famílias reais de Oyo. Xangô
Afonjá é aquele que está sempre em disputa com
Ogum. É o dono do talismã mágico dado por Oiá a
mando de Obàtálá. É aquele que fulmina seus
inimigos Kom o raio. Come com Iemanja, sua mãe.

Um dos mitos que relata tal passagem nos conta


que Afonjá e Ogum sempre lutaram entre si, ora
disputando o amor da mãe, Iemanjá, horA
disputando o amor de suas eternas mulheres, Iá,
Oxum e Obá.

No entanto, naquele tempo, ninguém vencia Ogum.


Ele era ardiloso, desconfiado, jamais dava as
costas a um inimigo. Um dia, Afonjá cansado de
tanto perder as batalhas para Ogum, convidou-o
para ter com ele nAs montanhas. Afonjá sempre
apelava para a magia quando se sentia ameaçado e
não seria diferente daquela vez. Ao chegar no pé
da montanha de pedra, Afonjá lançou seu machado
oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu.
Ogum não teve tempo de fugir, foi soterrado pelas
pedras de Afonjá. Xangô Afonjá venceu Ogum
naquele dia e soMente naquele dia. Por essas
características que o mito mostra, filhos de
Afonjá tem um espírito jovem e sábio, são
feiticeiros, libertinos, tirânicos, obstinados,
galantes, autoritários, orgulhosos, e adorAm uma
peleja.
AGANJU : Protetor dos lares, da haRmonia
conjugal. Quer dizer terra firme.
Atuando com Iemanjá. Tem perna de pau
e é Kasado com Iemanjá. É o filho mais novo de
Oranian e o preferido, herdou sua fortuna. É o
mais cruel é aquele que leva o coração do inimigo
na lança. É o Xangô amaldiçoado que matou e
coMeu a própria mãe.

AGODÔ: Este desdobRamento atua


principalmente presidindo as cerimônias
de fé e de batismo. Grande auxiliar das
intuições puras. AtuAndo com Oxum. Rei da
cachoeira, senhor da justiça, rei das pedreiras,
dos raios e trovões e das forças da natureza.

Muito ruim, brutal, inKlinado a dar ordens e ser


obedecido, foi ele quem raptou OBÁ.

Come com Iemanjá. Neste cAminho; Xangô segura


dois Oxês (machAdos). Sendo o seu èdùn àrà
composto de dois guMes e é originário de Tapá. É
aquele que, ao lAnçar raios e fogo sobre seu
próprio reino, e o destrói.
ALAFIN : É
o dono do palácio real, o
goveRnante de Oyó. Vem numa parte de
Oxalá e KaMinha com Oxaguiã.

ALAFIM-ECHÉ : Este desdobRamento


consiste na atuação junto a necessidade
de fazer cessar as tempestades, atuando
Komo energia refreadora, equilibradora. Auxilia
oradores intelectuais, inspirando método e
orientação. Atuando coM Iansã.

ALUFAM : Este desdobRamento atua


principalmente na função de encaminhar
das almas desenKarnadas, atuando
juntamente com Omulu, na justiça e organização
desta atividade. É idêntico a um Ayrà. Confundem
ele com Oxalufã. Veste branco e suas ferraMentas
são prateadas.
BADÈ : É o mais jovem Vodum da família do
raio, cujo chefe é Keviosso, corResponde
ao Xangô jovem dos nagos. É irmão de
Loko. Usa roupa azul Kom faixa atada atrás. Não
fuma, não bebe nem fala. Um de seus aniMais
prediletos é o cachorro.

BARU: Pega tempo e come com Èxu.


Dependendo da época este Orixá oRa é
Baru ora é Irokô. Tem cAminhos com Oia
Yàtopè. Não come quiabo nem amalá, come
amendoim cozido e padê. Na África ele é chamado
de maluKo, pois durante seu reinado fez muita
besteira, motivo pelo qual os africAnos não o
raspam nem assentam. Não fazia prisioneiros,
matava todos.

Veste-se de marrom e branco e suas contas são


iguais a roupa.

Baru era muito destemido, mas quAndo comia


quiabo, que ele gostava muito, dormia o tempo todo
e por isto perdeu muitas contendas, pois, quando
acordava seus adversários já tinham voltado da
guerra.
Resolveu consultar um Oluó que lhe disse : Se é
assim, deixe de coMer quiAbo.

- Baru perguntou : me diz o que comerei no lugar


do quiabo...

-Só folhas... Só folhas ? perguntou Baru.

- Sim, respondeu o Oluó, tem duas qualidades, uma


se chama oió e a outra xaná, são boas e gostosas
como o quiabo.

-Baru falou : - A partir de hoje, eu não comerei


mais quiabo.

Este mito em que Xangô recebe de Oxalá um


cavalo branco como presente e depois vai visita-lo
deixa claro a interferência de Bará na situação e
amizade com Xangô Baru...

Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de


Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete
anos num calabouço.

Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a


infertilidade da terra e das mulheres do reino de
Baru.

Mas Xangô Baru, com a ajuda dos babalaôs,


descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu
palácio.
Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de
branco e pediram perdão ao grande orixá da
criação, terminando o ato com muita festa e com o
retorno de Oxalá a seu reino.

Assim seus descendentes míticos agirão sempre


com desconfiança.

JACUTÁ : É o senhoR do edun-ará, a pedra


de raio.

Conta o mito que o reino de Jacutá foi


atacado por guerreiros de povos distAntes, num
dia em que seus súditos descansavam e dançam ao
som dos tambores. Houve muita correria, muita
morte, muitos saques. Jacutá esKapou para a
montanha seguido de seus conselheiros, donde
apreciava o sofrimento de seu povo. Irado, o rei
chamou sua mulher Iansã, que, chegando com o
vento, levou consigo a tempestade e seus raios.

Os raios de Iansã caírAm como pedras do céu,


causando medo aos invasores, que fugiram em
debandada.
Mais uma vez, Jacutá fora acudido por Iansã, e
mAis, sua eterna aMante deu-lhe, dessa feita, o
poder sobre as pedras de raio, o edun-ará.

É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos


raios e trovões. É a própria ira de Olorun, o Deus
criAdor.

KAÔ: Protetor dos que sofRem injustiças,


senhor chefe das falanges do oriente. Rei
da Kachoeira, senhor da justiça, rei das
pedreiras, dos raios e moviMentos dos trovões e
das forças da natureza.

KOSSO: Em sua passagem pela cidade de


Kossô, Xangô recebe o nome de
ObaKossô, ou seja, o rei de Kossô.

Mas a doR de haver destruído seu povo, levou o rei


a suicidAr-se. No momento da morte de Xangô,
Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se
tornasse um egum, pediu a Olodumare que o
transforme num orixá. Assim Xangô foi feito orixá
pelo pedido de sua mulher Iansã. Tem
fundamentos Kom BArá, Egun e Oiá, devido a suA
Morte físicA.

OLUBÈ : Émuito oRgulhoso, intratável e


muito bruto. Kome coM Oiá.

OLO ROQUE: Seria


o pai de Oxum Apará.
Tem fundamento com Odé.

ORANIFÉ: Éo justiceiro, reto e impiedoso,


que mora na cidade de Ifé.

TAPA : É muito conhecido pelo seu


temperamento imperioso e viril. Não
perdoa os erros de seus filhos.
MINISTÉRIO DE XANGÔ

O conselho divino de Xangô está representado por


12 Obás. Sendo seis à direita e seis à esquerda.

Todos descendentes de Alafins.

Os ministros da direita:

Obá Abiodum.

Onikoyi, rei de Ikoyi.

Aresá, rei de Iresá.

Onanxokum.

Otaleta.

Olugbon, rei de Ogbon.


Os ministros da esquerda:

Arè ou Arè Onankakanfo.

Otun Onikoyi, braço direito de Xangô e segunda


pessoa

Otun Onanxokum.

Oji Onikoyi, braço esquerdo de Xangô.

Eko.

Kankafo, general de armada, chefe das tropas.

ARQUÉTIPO
Os filhos de Xangô são extremamente
energéticos, autoritários, gostam de exeRcer
influência nas pessoas e dominar a todos, são
líderes por natureza, justos, honestos e
equilibrados, porém, quando contrariados, ficam
possuídos de ira violenta e incontrolável.

Os filhos de Xangô são tidos como grandes


conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo
oposto e a conquista sexual assume papel
importante em sua vida.

Robusto, pesAdo, imponente e nobre.

Tem entretanto tendência a obesidade, amigo dos


bons vinhos, da cerveja, eterno apaixonado, um
libertino, e um marido infiel, embora ciumento e
vingativo.

Orgulhosos, teimosos, não ouvindo conselhos e não


admitem ter-se enganado.

Mais instintivo, que racional, muito apegado a mãe.

São atrevidos, agressivos e mesmo cruéis, temem


a morte, não por covardia, mas por amar demais a
vida.

Obstinação, inteligência, ponderação, altivez,


inverso: mesquinhez, vaidade, iniquidade,
conservadorismo .
Eloquentes, sociáveis e bons ouvintes.

Mas gostam sempre de dar a última palavra,


mostrando que também são autoridades.

Contraditórios, mas conseguem estabelecer


amizades duradouras.

Gosta de comer e beber bem, é um apreciador das


coisas boas da vida e gosta de compartilhar tudo
com aqueles a quem estima, pois faz parte de sua
natureza agradar os amigos.

A ambição do filho de Xangô é enorme, desde


jovem ele procura o sucesso e a fortuna, mas às
vezes gasta as suas energias em atividades que
não são as mais indicKdas, nestas ocasiões deve
ser deixado à vontade, pois é através dos erros e
tentativas que vai encontrar sua vocação.

É difícil um filho de Xangô admitir que esteja


errado, ele é inflexível e intratável quando
contrariado.

Seus inimigos serão tratados com rigor e ele fará


tudo para desacreditá-los frente aos outros. Mas
por maiores sejam as provações que ele tenha que
passar haverá sempre uma sorte fantástica a
protegê-lo que o anima e encoraja a prosseguir.
Apesar de autoritário a bondade do filho de Xangô
é grande, ele concilia severidAde com justiça,
exigência com reconhecimento, cobrança com
recompensa.

Um dos seus defeitos é a falta de criatividade, já


que ele não è muito bom para inventar, prefere
aperfeiçoar o que já foi criado.

Sua franqueza faz com colecione alguns inimigos


durante a vida, o que não o impede de continuar
agindo desta forma.

As emoções desta pessoa são variáveis. Por vezes


é orgulhoso, impulsivo, mutável, rebelde.

Noutras ocasiões é cortês, generoso e diplomata.

Alguns seguem o caminho da filosofia e teologia,


mas a grande maioria deles prefere usufruir
apenas da vida material.

Os filhos de Xangô têm boas aptidões para ganhar


dinheiro, mas também tem grande capAcidade de
gasta-lo.

Esbanjam com bens pouco duráveis, sem


preocupação de criar um patrimônio sólido que o
garanta na velhice.
Sua capacidade de aprendizagem está mais ligada
aos aspectos práticos do que aos teóricos.

Adquire conhecimentos que lhe sejam úteis no


desempenho de suas atividades e è muito rápido
nisto. Mas não será o pai de uma criação
totalmente inovadora.

O filho de Xangô não gosta de pessoas


pessimistas, ele quer alguém ativo e dinâmico, com
vontade de manter a relação nova sempre.

Envolvente, mas o desafio da conquista pode fazer


com que use a pessoa sem se preocupar com os
sentimentos dela.

A competição para ele è importante e vencê-la


mais prazeroso ainda, o problema è que não sabe o
que fazer com o troféu e sentir por causa disto
frustração no amor.

Para manter um relacionaMento estável é


necessária boa harmonia mental, bom humor,
perspicácia e sensibilidade.

A vida tem que ser levada com diversão e inovação


bem dosadas.

Discussões e desentendimentos são comuns, ele


não gosta de ser cobrado ou vigiado, embora
considere seus esses direitos, é zeloso com o que
considera seu.

Quando mais maduro e vivido torna-se muito mais


estável e sincero, è nesta faze da vida que suas
relações tornam-se duradouras.

Sua vida profissional começará cedo, tem a sua


disposição carreiras que o coloquem em contato
com o público, tais como, vendas, política,
advocacia e tudo que seja ligado à justiça,
mercado financeiro e administração de bens de
terceiros também lhe cabem.

Embora seja desorganizado é exigente e rigoroso


com seus comandados por vezes ríspidos.

É crítico, mas faz as suas observações


abertamente e com a mesma sinceridade com que
critica distribui elogios a quem os mereça.

Não gosta de projetos a longo prazo pois se


impacienta com a espera por resultados, é
honesto, esperto e rápido, mas sempre fará tudo
as clarAs, cumprindo sempre com sua palavra.
O problema para ele é saber conseRvar o que
conquista, já que gasta demais com coisas que não
constituirão reserva patrimonial.

As áreas mais sensíveis para um filho de Xangô,


aquelas que ele precisa atender para não ter
problemas de saúde são: os quadris, os pulmões e
os intestinos.

A estafa por excesso de serviço pode


comprometer e muito seu desempenho
profissional, seus hábitos alimentAres também
comprometem sua saúde fragilizando seu fígado e
intestinos.

Esses desequilíbrios alteram seu desempenho


profissional, seu temperamento otimista e
entusiasmado, tornando-o pouco inspirado em suas
ações e impaciente com a família.

Quando as coisas não saem como ele deseja, não se


deixa prender pelo desânimo, mesmo tendo que
alterar seus planos iniciais, não deixa de aKreditar
que tudo vai mudar para melhor e quase sempre
muda mesmo, mas com certeza vai jogar a culpa em
outro!

As extravagâncias deste filho estão ligadas ao seu


prazer em usufruir das coisas boas que a vida lhe
oferece.
Convém a ele equilibrAr suas despesas com
poupAnça, pois é comum o filho de Xangô ser
obrigado a viver uma velhice muito mais modesta
do que sua vida na juventude. Manterá quando
maduro e na velhice uma aura de juventude, pois
conservará seu otiMismo atrAvés dos anos.

As mulheres de Xangô são excelentes


companheiras, com forte tino comeRcial, amante
da natureza e da vida ao ar livre, atende sua casa
com competência e é uma fonte renovadora com
seu eterno positivismo.

Ao contrario dos homens de Xangô, as mulheres


regidas por esse orixá são muito fiéis no amor.

Tem paixões honestas e rápidas, mas quando se


decide por um companheiro será de uma leAldade
a toda prova. Seu companheiro deverá
compartilhar com ela sua alegria de viver, a vida ao
lado dela é bastante movimentada, com atividades
sociais e esportivas bastante intensas.
É sincera, mas nem sempre suas observações são
Kautelosas, fala sem pensar e isto pode lhe criar
situações embAraçosas já que alguém poderá se
sentir ofendido com comentários impensados,
porém nunca intencionais.

Com o tempo e a maturidade aprenderá a ser mais


diplomática e a medir mais suas palAvras.

De personalidade forte e independente a mulher


filha de Xangô, não gosta de ser mandada, às
vezes precisa de um pulso firme para ser
controlada.

De temperamento sincero e ingênuo pode ser


vítima de desilusões desde cedo, o que forçará
uma atitude de desconfiança em relação aos
homens.

Detesta serviço doMéstico, mas será boa dona de


casa, pois odeia mais desorganização e sujeira, um
ambiente limpo e bonito a faz se sentir muito bem,
mas não executado por ela.

Com os filhos é mais companheira que educadora,


dela eles recebem estímulos, aprenderão a serem
francos otimistas e honestos, mas sua disciplina
deixará a desejar por ser demAis rigorosa, mas
não dando exemplo.
ENTIDADE DE LIGAÇÃO

Exu Tiriri [ Fleruty ]: Ligado a Xangô , está nos


tribunais, assembleias públicas e pedreiras é a ele
a quem devemos pedir ajuda sobre a justiça dos
homens .

Tiriri possui idêntica força como o seu Tranca-


Ruas.

Sua apresentação é de um homem preto, cuja pele


corroída pela bexiga, é bem visível. Também se
apresenta como um feudal.

Oração
Kaô Xangô despertai as mais puras vibrações.

Protegei-nos, Xangô, contra os fluidos grosseiros


dos espíritos malfazejos, amparai-nos nos
momentos de aflição, afastai de nossa pessoa
todos os males que forem provocados pelos
trabalhos de magia negativa.

Rogamo-vos, também, usar de nossa influência


caridosa junto às mentes daqueles que por
ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal
contra os seus irmãos empregando as forças
elementais e astrais inferiores. Iluminai a mente
desses irmãos, Afastando-os do erro e
conduzindo-os à prática do bem.

Balança para xangô


Composta de 12 no mínimo entre homens e
mulheres.

Òwá Ri’ Godo Àkàrà O! À Ní Se, A Ní Se.

Poderoso Ogodo, Você que procura e recolhe a


força cósmica que chega a nós, compartilha essa
força para realizar a acometida.

Adé Owó

Coroa valiosa .

A Ní Se, A Ní Se

Compartilha esa força –a força da coroa.

A NÍ SE O! OBA ORÓ

Compartilha com nós teu poder, oh grande,


poderoso, temerário Obá.

ORIKI

Sángiri-làgiri,
Que racha e lasca paredes
Olàgiri-kàkààkà-kí Igba Edun Bò
Ele deixou a parede bem rachada e pôs ali duzentas
pedras de raio
O Jajú Mó Ni Kó Tó Pa Ni Je
Ele olha assustadoramente para as pessoas antes
de castigá-las
Ó Ké Kàrà, Ké Kòró
Ele fala com todo o corpo
S' Olórò Dí Jínjìnnì
Ele faz com que a pessoa poderosa fique com
medo
Eléyinjú Iná
Seus olhos são vermelhos como brasas
Abá Won Jà Mà Jèbi
Aquele que briga com as pessoas sem ser
condenado
Iwo Ní Mo Sá Di O

porque nunca briga injustamente


Sango Ona Mogba

É em ti que busco meu refúgio.


Bi E Tu Bá Wó Ile
Se um antílope entrar na casa
Jejene Ni Mú Ewure
A cabra sentirá medo.
Bi Sango Bá Wó Ile
Se Sango entra na casa
Jejene Ni Mú Osa Gbogbo
Todos os Orisa sentirão medo.

Òlò áwá la wulú


Senhor do som do trovão

Olodó òlò odó

Senhor do pilão

Oyá walé ni ilè Irá

Oiá desaparece na terra de Irá

Sangò walé ni Kosó.

Xangô desaparece na terra de Cossô .

curiosidades

FRASE DE IMPACTO : SÓNGÓ OSÓ TIÁ


BÉRÚ OLÓGBO-
Xangô a divindade que assusta até o gato.

AVE : Galo Branco. Vermelho.

BEBIDA : Água mineral, água de coco, cerveja


preta.

COMIDA : Ajobó , rabada, acarajé, amalá,


angolista, pombos, galos, amalá de quiabo,
frutas, azeite-de-dendê, muita pimenta, canjica
branca, carne de carneiro e de cágado.

COR : Vermelho e branco.

DIA : Terça e ou quinta feira.


DOENÇAS : Coluna vertebral, externo,
impotência, obesidade.

ELEMENTO : Fogo + .

EMBLEMA: Seré, cabaça de pescoço longo


,machado duplo e o raio.

ERVAS : Alecrim do campo, folhas de limão,


folhas de mangueira, folhas da goiabeira,
folhas de uva, folhas de beterraba, babosa, guiné,
levante, lírio, violeta, folhas da ameixeira,
manjericão, sabugueiro, manjerona.
ESSÊNCIA : Morango.

FERRAMENTAS: Oxé, ou machado duplo


Carrega também o Xerém, a gamela e o pilão.
Balança, livro, pilão, gamela, búzios e moedas,
brinquedos para Xangô Agandjú Ibedji.

FLORES: Palmas amarelas, palmas lilás,


monsenhor amarelo, monsenhor lilás,
violetas, saudades, palmas amarelas, crisântemos
amarelos, cravos amarelos e vermelhos.

FRUTAS: Abacaxi, graviola, banana prata,


Morango, Romã, fruta chamada orobô.
GUIA: Miçangas vermelhas e brancas.

METAL : Bronze, cobre.

NATUREZA: Pedreiras, meteoritos , minérios,


raios e trovões, tempestades.

NÚMEROS : 6 e 12.

PEDRA : Granada, quartzo olho de falcão ou


quartzo olho de tigre, jaspe.
QUATRO PÉ: Carneiro branco com
guampa,cágado.

RITMO : Alujá .

SAUDAÇÃO : kaô cabiecilê .

SERVOS : Biri, as trevas e Afefe o vento.

SÍMBOLO : Machado de dois gumes, a balança,


a pedra de raio.