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NA ROTA DAS NOSSAS HISTÓRIAS E TRADIÇÕES

O Concelho de Paredes situa-se na região do Vale do Sousa e é constituído por


18 freguesias. É uma cidade com bonitas paisagens, com património exemplar,
monumentos, lendas, tradições, artesanato, gastronomia e eventos culturais.
No ano de 2013 passou a integrar a Área Metropolitana do Porto.
Para que possam conhecer melhor a minha terra, passo a exemplificar alguns dos
nossos edifícios e tradições da nossa gente.
A nível da música popular e erudita temos a Banda Filarmónica de Paredes assim
como vários Grupos de Bombos no nosso concelho.
A Orquestra Ligeira do Vale do Sousa foi construída em 22 de abril de 1995
sob a direção de Armando Matos, através da iniciativa da Associação Cultural e Musical
de Paredes (ACMP). O projeto surge com a finalidade de dar nova vida à atividade
associativa musical da ACMP, visto que pouco tempo antes da sua criação, a sua única
atividade terminou, a Banda Filarmónica de Paredes.
Ultimamente, dado ao desenvolvimento na sua lista de temas que na sua origem
pertencem à história do jazz, a orquestra passa a chamar-se OLVS Big Band, mantendo-
se como primeiro nome as iniciais do nome anterior como forma de homenagem ao
trabalho desenvolvido em períodos anteriores. No entanto, mantém o seu repertório e
vai trabalhando outros géneros que não o jazz para utilização em eventos que tenham
esse género de música.
A nível de Grupos de Bombos temos vários no nosso concelho. Passo agora a
enumerar alguns deles:
Grupo de Bombos da Madalena, fundado há 31 anos, no dia 3 de maio e tem
como finalidade alegrar as pessoas e continuar com uma tradição antiga;
Grupo de Bombos “Os Amigos da Galhofa” criado a 1 de junho de 2004, é
composto por sensivelmente 20 elementos, na sua generalidade jovens. Tem
como principal tarefa animar as romarias e festas pelo nosso país, mas também
proporcionar uma forma de manter os mais jovens ativos e ocupados com
atividades de nível cultural, usando assim como lema “GALHOFAS DE ALMA
E CORAÇÃO”.

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Grupo de Bombos Zés-Pereiras Santo Estevão de Vilela, apesar da data oficial de
fundação seja 1960, a atividade informal do grupo já conta com mais de 100
anos.
O grupo inicial era composto por cerca de uma dúzia de pessoas e os bombos
pertenciam aos próprios tocadores. Numa fase posterior, já iam tocar a festas
das redondezas (Lustosa, Rans, Penafiel, Paredes, Penamaior…) mas sem serem
pagos.
Algumas das músicas que esse grupo inicial tocava ainda permanecem no
alinhamento atual dos Zés Pereiras de Vilela. É o caso dos temas “João Franco”,
“A dragona”, “Os coelhos”, “Pianinha”, “Procissão”, “General”, “Passos
dobrados”, “Tecedeiras”, “Dança”, “Sinos”. O grupo oficializou-se como
Associação em 1960 e tem vindo até aos dias de hoje a espalhar as suas cerca de
25 músicas pela freguesia e pela região. Conta atualmente com cerca de 25
tocadores, dos 5 aos 45 anos.
Como Espaço Cultural de Interesse temos o Conservatório de Música de
Paredes, que originalmente tinha o nome de Academia de Música.
O Conservatório de Música de Paredes é uma escola de ensino particular e
cooperativo de música pertencente à Associação Cultural José Guilherme Pacheco.
Abriu as portas ao público em ano letivo de 1992/1993.
No ano letivo de 2010/2011 foi dada Autonomia pedagógica aos cursos básicos
e secundários de: Acordeão, Piano, Violino, Violeta, Violoncelo, Viola Dedilhada,
Flauta de Bisel, Flauta Transversal, Oboé, Clarinete, Fagote, Trompa, Trombone,
Órgão, Tuba e Secundários de Canto e Formação Musical.
Este edifício fica localizado na Rua Dr. José Magalhães, em Paredes. Funciona
num conjunto patrimonial constituído por dois edifícios. A parte central está integrada
no edifício arquitetónico que acolheu, durante muito tempo, os Paços do Concelho, um
belo edifício do século XVIII (datado de 1780, ampliado em 1860), que é propriedade
da Junta de Freguesia de Paredes. Uma parte integrante, propriedade da Câmara
Municipal de Paredes, está inserida no edifício da antiga Biblioteca Municipal de
Paredes (edifício datado de 1866, construído a expensas de Joaquim de Ferreira dos
Santos, Conde de Ferreira, então designada de Biblioteca Popular de Paredes).

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O Conservatório possui, no conjunto, 14 salas de aula e um auditório com
lotação para 100 pessoas, onde são realizados muitos concertos.
Para além de tudo isto, temos também as danças populares, com os nossos
Ranchos.
O Rancho Folclórico Regional de Paredes grupo que representa a região do
Vale do Sousa com as suas danças tradicionais, foi fundado em 1950. Os seus trajes
foram objeto de uma recolha minuciosa e registam os usos e costumes etnográficos da
região.
O Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo de Bitarães foi fundado a 15 de
junho de 1982, com vista a divulgar o folclore da região, mais precisamente a região do
Vale do Sousa onde se insere a freguesia de Bitarães, pertencente ao conselho de
Paredes, no Douro Litoral.
Os trajes são regionais, como se usavam no tempo dos nossos avós, sendo de uso
domingueiro e festivo, mas contendo também dois trajes de trabalho e de noivos.
Os cantores da nossa tocata foram recolhidos com base nos festejos populares e
cantares de trabalho, durante as desfolhadas, vindimas e outros trabalhos de campo.
Fazem parte do reportório de músicas e danças:
Rusga Duriense; Desgarrada do Douro; Malhão das Palmas; Vira
Estrepassado; Vira Mancado; Chula Vareira Velha; Cana Verde; Tirana;
verdegar da Roda; Rosinha; Vira de Oito; Chula da Casa do Povo; São
Saias Amor são Sais; Senhor da Pedra; Vira da Morena; Malhão Picado;
Vareira Linda Vareira; Rosa Arredonda a Saia.
Rancho Juvenil Regional da Sra. da Hora (Vilela – Paredes) nasceu a 29 de julho de
1986. O desejo de fazer sobressair alguns elementos característicos da Terra, há muito
esquecidos, foi o mote que moveu os diversos elementos para se unirem e fundarem
este Rancho Regional.
Representando a região do Douro Litoral, o Rancho Regional Juvenil da Senhora
da Hora agrupa cerca de 45 elementos que exibem danças e cantares tradicionais como:
as danças de Roda, danças de Coluna, os Viras, o Malhão, a Chula entre outras.
Obedecendo ao detalhe, os trajes são cópias de vestir dos seus antepassados e
caracterizam-se pela proximidade ao modelo original. O Rancho de Vilela é formado

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pelos trajes de: Lavradeira Rica, Lavradeira Pobre, de ir à missa, de Domingar, de
campo e traje de Noivos. Todo este compromisso de autenticidade e valor nas atuações
públicas deste Rancho estabelecem uma ponte entre os nossos antepassados e gerações
futuras.
O grupo apresenta também uma dançadeira que todos os anos desfila nas festas
da Sra. da Agonia no dia da mordomia a convite de um grupo de Viana do Castelo.
Espero que tenham gostado desta breve apresentação sobre a região do Vale do
Sousa e que tenha ajudado a conhecer melhor a nossa cidade, as nossas gentes e as
nossas tradições.

Trabalho realizado por:


Diogo Rafael Pacheco

4.º D