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APOSTILA DE LINGUAGEM, TRABALHO E TECNOLOGIA

SUMÁRIO

PARTE I – LINGUAGEM FALADA E ESCRITA

1. A Língua a serviço da comunicação


2. Padrão culto e coloquial da Língua
3. Eliminando o preconceito linguístico
4. O “Internetês” – um neologismo

PARTE II – A REDAÇÃO OFICIAL E COMERCIAL

5. Redação Oficial e Comercial: características fundamentais


5.1. Clareza
5.2 Coesão
5.3 Concisão
5.4 Correção gramatical
5.5 Formalidade , impessoalidade e objetividade
6. Ata
7. Atestado
8. Ofício
9. Avisos
10. Carta Comercial
11. Requerimento
12. Procuração
13. Recibo
14. Abaixo- assinado
15. Carta de apresentação
16. Currículo
17. Relatório
18. Pronomes de tratamento

PARTE III – EXERCÍCIOS DE LINGUAGEM

19. Uso dos conectivos - elementos de coesão textual


20. Dificuldades mais frequentes da Língua Portuguesa

20. A Língua a serviço da comunicação


A comunicação é necessidade básica da pessoa humana, do homem social:
constitui o canal pelo qual os padrões de sua cultura lhe são transmitidos e, mediante o
qual, aprende a ser membro de uma sociedade. A vida em sociedade supõe intercâmbio e
comunicação, que se realizam fundamentalmente pela língua, cujo papel é cada vez mais
importante nas relações humanas.
As relações de trabalho demandam atenção especial com a forma escrita da língua
e seu registro adequado, para que estabeleça o entendimento comum. E comunicação é
isso: participação, transmissão, troca de idéias, conhecimentos e experiências. Os textos
constituem a expressão materializada da comunicação humana, pois com eles os homens
se tornam contemporâneos do passado e do futuro a um só tempo.
O próprio conceito de história vem da noção de escrita: quem deixa documentos
escritos está num período de história; quem não escreve, está na pré-história. Logo, a
responsabilidade de cada cidadão é muito grande, seja com sua história pessoal, da
comunidade e, até, da própria humanidade.
Os funcionários públicos não expedem mensagens para exibir conhecimentos; escrevem-
nas para trocar informações, reconhecer direitos e vantagens, estabelecer obrigações,
comunicar intenções, realizar negócios.

2 - PADRÃO CULTO ( formal) E PADRÃO COLOQUIAL ( informal) DA


LÍNGUA

Padrão culto: Utilizado em situações formais; obedece às regras gramaticais.


Padrão coloquial: Utilizado na conversação diária, em situações informais.
Os dois grandes níveis de fala, o coloquial e o culto, são determinados pela cultura
e formação escolar dos falantes, pelo grupo social a que eles pertencem e pela situação
concreta em que a língua é utilizada. Um falante adota modos diferentes de falar
dependendo das circunstâncias em que se encontra: conversando com amigos, expondo
um tema histórico na sala de aula ou dialogando com colegas de trabalho.

3 - Variação linguística – eliminando o preconceito linguístico


Da mesma forma que a humanidade evolui e se modifica com o passar do tempo, a língua acompanha
evolução e varia de acordo com os diversos contatos entre os seres pertencentes à comunidade universal. Ass
considerada um objeto histórico, sujeita a transformações, que se modifica no tempo e se diversifica no es
Existem quatro modalidades que explicam as variantes linguísticas:
1. variação histórica - palavras e expressões que caíram em desuso com o passar do tempo: cand
luminária; tesoira – tesoura; alcova – quarto; chalaça – palhaço.

2. variação geográfica - diferenças de vocabulário, pronúncia de sons e construções sintáticas em re


falantes do mesmo idioma: macaxeira (no Norte e no Nordeste) aipim (no Sul) e mandioca (no Sudest
3. variação social (a capacidade linguística do falante provém do meio em que vive, sua classe social,
etária, sexo e grau de escolaridade);
4. variação estilística (cada indivíduo possui uma forma e estilo de falar próprio, adequando-o de acordo
a situação em que se encontra).
Entretanto, mesmo que as variantes acima descritas expliquem as variações linguísticas, o falante qu
domina a língua denominada "padrão" por sua comunidade linguística, sofre preconceitos e é "excluído" da
dos privilegiados", aqueles que tiveram acesso à educação de qualidade e, por isso, consideram-se "melhores
os demais. Esse tipo de preconceito é denominado preconceito linguístico.
De acordo com Marcos Bagno*, "preconceito linguístico é a atitude que consiste em discriminar
pessoa devido ao seu modo de falar". Como já dito, esse preconceito é exercido por aqueles que tiveram ace
educação de qualidade, à “norma padrão de prestígio”, ocupam as classes sociais dominantes e, sob o pretex
defender a língua portuguesa, acreditam que o falar daqueles sem instrução formal e com pouca escolariza
“feio”, e carimbam o diferente sob o rótulo do ”erro”. Infelizmente, “preconceito linguístico” é somente
denominação “bonita” para um profundo preconceito “social”: não é a maneira de falar que sofre preconceito
a identidade social e individual do falante.
(*MARCOS BAGNO é linguista e professor da Universidade de Brasília e se tornou conhecido por sua
contra a discriminação social por meio da linguagem. Para ele, o preconceito linguístico precisa ser reconhe
denunciado e combatido, porque é uma das formas mais sutis e perversas de exclusão social).
Bagno afirma que “A mídia poderia ser um elemento precioso no combate ao preconceito linguís
Infelizmente, ela é hoje o pior propagador deste preconceito. Enquanto os estudiosos, os cientistas da lingua
alguns educadores e até os responsáveis pelas políticas oficiais de ensino já assumiram posturas muito
democráticas e avançadas em relação ao que se entende por língua e por ensino de língua, a mídia reprodu
discurso extremamente conservador, antiquado e preconceituoso sobre a linguagem”. Devemos consider
diversas linguagens como diferentes formas de comunicação em determinado contexto, não como errros.
Portanto, para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da Língua Portug
saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato leia o texto Aí, Galer
Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativ
ouvinte.

Aí, Galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de
futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não?
- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. -Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportis
aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
- Como é?
- Aí, galera.
- Quais são as instruções do técnico?
- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zon
preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com
parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto,
surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
- Ahn?

- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
- Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
- Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma
pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
- Pode.
- Uma saudação para a minha progenitora.
- Como é?
- Alô, mamãe!
- Estou vendo que você é um, um...
- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser
primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
- Estereoquê?
- Um chato?
- Isso.

Luís Fernando Veríssi

1 - O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:

a) a saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.
b) a linguagem muito formal do jogador, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com
desenvoltura, de modo muito rebuscado.
c) o uso da expressão "galera", por parte do entrevistador, e da expressão "progenitora", por parte do jogador.
d) o desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra "estereotipação", e a fala do jogador em "é pra
dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça".
e) o fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado não corresponde
estereótipo.

2) O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as
diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da
linguagem usada ao contexto:

a) “o carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito” - um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o
outro que vai passando
b) “E aí, ô meu! Como vai, cara?” - um jovem que fala para um amigo.
c) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” - alguém comenta em uma reunião de
trabalho.
d) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada
empresa” - alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
e) “Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro
próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros” - um professor universitário em um congresso
internacional.

3) A expressão “pegá eles sem calça” poderia ser substituída, sem comprometimento de sentido, em língua
culta, formal, por:

a) pegá-los na mentira.
b) pegá-los desprevenidos.
c) pegá-los em flagrante.
d) pegá-los rapidamente.
e) pegá-los momentaneamente.

Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio país – as músicas de Adoniran


Barbosa são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos
humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira.
Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem
solitário etc. “Falar errado é uma arte, senão vira deboche” ...“Eu sempre gostei de samba. Sou um sambista
nato. Gosto de samba e pouco me importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras,
com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc... O que eu escrevo está lá direitinho no Bexiga . Lá é
engraçado... o crioulo e o italiano falam igualzinho... o crioulo fala cantando...”

Saudosa maloca
Se o senhor não tá lembrado, dá licença de contar
Ali onde agora está este "adifício arto"
Era uma casa "véia", um palacete assobradado
Foi aqui seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímo nossa "maloca"
Mas um dia, "nóis" nem pode se "alembrá"
Veio os "home" com as ferramenta e o dono "mandô derrubá"
Peguemos todas nossas coisas e fumos pro meio da rua
"Apreciá" a demolição
Que tristeza que "nóis" sentia, cada táuba que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar, lá de cima eu falei
Os "home tá cá" razão, "nóis arranja" outro lugar
Só "se conformemo" quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o "cobertô"
E hoje "nós pega" a paia nas grama do jardim
E pra esquecer "nóis cantemos" assim:
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim "donde nóis passemo" os dias feliz da nossa vida

Samba do Arnesto...

O Arnesto nus convidô prum samba


ele mora no Brás ,
nóis fumo não encontremos ninguém.
Nóis vortemos cuma bruta duma réiva ,
da outra veis nóis num vai mais!
No ortro dia
encontremo co Arnestoque pediu descurpa, mas nós num aceitemos.
Isso num se faz Arnesto,
nóis num se importa,
mais você devia
ter ponhado um recado na porta
Adoniran Barbosa.

Defensores da linguagem culta consideram inadmissíveis quaisquer linguagens que não se enquadrem no
padrão culto ou formal da língua, seja ela falada ou escrita. Veja como exemplo o texto abaixo:

Herói da Língua
Vocês se lembram do meu amigo Toninho Vernáculo? Já falei dele uma vez, contei histórias da
mania que tem de corrigir erros de português. Daí o apelido. Cansei de falar: deixa, Toninho, esta língua é
complicada mesmo, até autor consagrado escreve com dicionários e gramáticas à mão.
– Pelo menos eles têm a humildade de consultar os mestres antes de dar a público o que escrevem –
respondia o Toninho na sua linguagem em roupa de domingo.
Lembram-se dele? Quando encontra erros de português no seu caminho, telefona para os
responsáveis, exige correções em nome da língua pátria e da educação pública. Coisas assim:
– A placa do seu estabelecimento é um atentado contra a língua, induz as pessoas a achar que o
errado é o certo, espalha a confusão.
Ultimamente andava se controlando, me telefonava muito menos do que antes, relatando atentados
mais graves contra a boa linguagem, praticados por quitandeiros, padeiros, donos de restaurantes,
prestadores de serviços em geral – e pasmem: até pela prefeitura (em nomes de ruas), por publicitários,
jornais.
Dom Quixote da gramática, Toninho não se dava descanso. Lia coisas assim nos anúncios
classificados dos jornais e ficava indignado: baile "beneficiente"; faça "seu" óculos na ótica tal; "aluga-se"
dois galpões. Ex-jornalista, aposentado, telefonava para os encarregados dos pequenos anúncios:
– No meu tempo não era assim! Os responsáveis eram responsáveis, cuidavam da correção dos
anúncios. O povo não sabe escrever, mas os jornais têm o dever – o dever! – de zelar pela língua!
No convívio diário, arrumava desafetos, humilhados e ofendidos, mas também alguns – os mais
humildes – agradecidos pelo ensinamento. Quixoteava lições, fosse qual fosse o interlocutor:
– Não é "fluído" que se diz, é fluido, com a tônica no u. "Fluído" é verbo, é particípio verbal, não
pode ser uma coisa. "Gratuíto" não existe, é gratuito que se diz, som mais forte no u. Homem não diz
"obrigada", isso é coisa de menino criado entre mulheres; menino fala "obrigado". "Emprestar dele" é
promiscuidade brasileira aqui do Sul; o certo da língua é emprestar a alguém, ou tomar emprestado. Não é
"o" alface, é a alface, feminino. Não existe isso, "inhoque", que coisa mais feia; o certo é nhoque, do italiano
gnocchi. Grama, medida de peso, é masculino: "um" grama, "duzentos" gramas. Quilo se escreve com q, u,
i, não existe quilo com k e muito menos com k, y: é comida a quilo e não "a kylo", como se lê na sua placa.
Está na hora "do" parabéns é errado; parabéns é plural, como em meus parabéns.

– Peraí, Toninho, agora você exagerou. Hora do parabéns significa: hora de cantar o "Parabéns pra
você". Resumido.

Aceitou, mas resmungando. Bom, um dia desses, telefonaram-me de madrugada: Toninho havia sido
preso como pichador de rua. Quê, um homem de 70 anos? Havia algum engano, com certeza. Fomos para a
delegacia, uma trinca de amigos.

Engano havia e não havia. Nosso amigo fora realmente flagrado pela polícia com spray e latinha de
tinta com pincel, atuando na fachada de uma casa comercial do bairro onde mora. Explicou-se: estava
corrigindo os erros de português dos pichadores! Começamos os esforços para livrá-lo da multa e da
denúncia, explicamos ao delegado que o ocorrido era fruto de uma mania dele, loucura leve. Por que
penalizá-lo por coisa tão pouca? Não ia acontecer de novo.

Aí o delegado explicou qual era a bronca: o Toninho havia pedido para ler seu depoimento,
datilografado pelo escrivão, e começou a apontar erros de português no texto do funcionário. A autoridade
tinha a pretensão de ser também autoridade em gramática. Aí melou: "teje" preso por desacato.
Com dificuldade convencemos o escrivão da loucura mansa do nosso amigo, e ele liberou o herói da
Língua pátria.

Ivan Ângelo

4 - Internetês é um neologismo (de: Internet + sufixo ês) que designa a linguagem utilizada no meio
virtual, em que as palavras foram abreviadas até o ponto de se transformarem em uma única expressão, duas
ou no máximo três letras, onde há um desmoronamento da pontuação e da acentuação, pelo uso da fonética
em detrimento da etimologia, com uso restrito de caracteres e que foge às normas gramaticais.
O internetês é uma "forma de expressão grafolinguística que explodiu principalmente entre
adolescentes que passam horas na frente do computador no Orkut, em chats, blogs e comunicadores
instantâneos em busca de interação - e de forma dinâmica." e aponta que alguns estudiosos veem aspectos
positivos na simplificação do idioma nesta nova escrita.
Estudiosos, como Eduardo Martins, veem com reservas o uso dessa linguagem, observando que o
"aprendizado da escrita depende da memória visual: muita gente escreve uma palavra quando quer lembrar
sua grafia. Se bombardeados por diferentes grafias, muitos jovens ainda em formação tenderão à dúvida".
Minidicionário internetês para português

• AFF → fala sério


• PQ Por que / Por quê / Porque / Porquê.
• VC → Você
• XAU, → Tchau
• KBÇA → Cabeça
• N,Ñ,NAUM → Não
• BJ, BJS, BJOS,Joks,Jocas → Beijo, Beijinhos, Beijos, Beijocas
• BLZ, BLS → Beleza
• AKI → Aqui
• Q → Que
• EH → É
• AXO → Acho
• HAHA, HEHE, KKK,SHUASHUAHSUAS, RSRSRSRS, OPOAKSPAOSKP, LOL, LMAO,
ROFL, OASIAOSIAOSIAOSIA → Risadas
• FMZ → Firmeza
• OMG → Oh my God (traduzindo: Oh meu Deus)
• AGR → Agora
• JG → Jogo
• HJ → Hoje
• FLA → fala
• S → Sim
• P/ → Para
• T+ → Até mais
• NOVIS,novas → Novidades
• FLW, FLOWS → Falou
• VLW → Valeu
• ABÇ → Abraço
• ABS → Abraços
• TD → Tudo
• Necas, nd → nada
• 9dades → novidades
• LEK → moleque
• NOOb → novato, inexperiente
• xD → alegria
5 - REDAÇÃO OFICIAL E COMERCIAL - QUALIDADES E CARACTERÍSTICAS
FUNDAMENTAIS

As relações de trabalho demandam atenção especial com a forma escrita da língua e seu registro
adequado, para que estabeleça o entendimento comum. E comunicação é isso: participação, transmissão,
troca de ideias, conhecimentos e experiências. Os textos constituem a expressão materializada da
comunicação humana, pois com eles os homens se tornam contemporâneos do passado e do futuro a um só
tempo. O próprio conceito de história vem da noção de escrita: quem deixa documentos escritos está num
período de história; quem não escreve, está na pré-história. Logo, a responsabilidade de cada cidadão é
muito grande, seja com sua história pessoal, da comunidade e, até, da própria humanidade.
Os funcionários públicos não expedem mensagens para exibir conhecimentos; escrevem-nas para
trocar informações, reconhecer direitos e vantagens, estabelecer obrigações, comunicar intenções, realizar
negócios.
Assim, um texto oficial de boa qualidade, especialmente aqueles que podem criar direitos, obrigações e
compromissos, depende de certos pré-requisitos, aqui chamados fundamentos. Esses fundamentos são de
ordem ética, legal, linguística e estética.

Redação oficial é a maneira de redigir própria da Administração Pública. Sua


finalidade básica é possibilitar a elaboração de comunicações e normativos oficiais claros
e impessoais, pois o objetivo é transmitir a mensagem com eficácia, permitindo
entendimento imediato. A eficácia da comunicação oficial depende basicamente do uso
de linguagem simples e direta, chegando ao assunto que se deseja expor sem passar, por
exemplo, pelos atalhos das fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado.
Ontem o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios; hoje, a vida moderna obriga a uma
redação mais objetiva e concisa. Considere-se, entretanto, que não há uma forma
específica de linguagem administrativa, mas sim qualidades comuns a qualquer bom
texto, seja ele oficial ou literário, aplicáveis à redação oficial: clareza, coesão, concisão,
correção gramatical. Além disso, merecem destaque algumas características peculiares
identificáveis na forma oficial de redigir: formalidade, uniformidade e impessoalidade.

A seguir, apresenta-se a análise pormenorizada de cada uma dessas qualidades e


características.

5.1 Clareza

Clareza é a qualidade do que é inteligível, facilmente compreensível. Já que se


busca, então, com a clareza, fazer-se facilmente entendido, é preciso que o pensamento
de quem comunica também seja claro, com as idéias, ordenadas; a pontuação, correta; as
palavras, bem dispostas na frase; as intercalações, reduzidas a um mínimo; a precisão
vocabular, uma constante. Da mesma forma, a indispensável releitura do texto contribui
para obtenção da clareza.
A ocorrência de trechos obscuros e de erros gramaticais em textos oficiais
provém principalmente da falta da releitura, que torna possível sua correção.
Além disso, a falsa idéia de que “escreve bem quem escreve difícil” também contribui
para a
obscuridade do texto. Ora, quem escreve difícil dificilmente é compreendido. Cada
palavra dessa natureza é um tropeço para a leitura e só pode desvalorizar o que se
escreve.

Exemplos de textos obscuros, que devem ser evitados:


a) mudança de sentido com a mudança da pontuação: Aprova? Não discordo. (Compare-
se: Aprova? Não! Discordo.);
b) má disposição das palavras na frase: A Defesa Civil pede, neste ofício, cobertores para
casal de lã. (Compare-se: A Defesa Civil pede, neste ofício, cobertores de lã para casal.);
c) ambiguidade: Ela pensava no tempo em que trabalhara com o Cassiano e concluía que
a sua falta de visão teria contribuído para o fracasso do projeto.
(Ambiguidade ocasionada pelo emprego do pronome sua, que é válido tanto para ela
como para ele; falta de visão dele ou dela?);
d) excesso de intercalações: O planejamento estratégico, que é um instrumento valioso
para a gestão da empresa pública, e esta, uma alavanca indispensável ao desenvolvimento
econômico deve periodicamente passar por um processo de revisão, que o atualiza
perante as velozes mudanças do mundo moderno. (Compare-se: O planejamento
estratégico deve periodicamente passar por um processo de revisão.)

5.2 Coesão

Coesão é a conexão, ligação harmonia entre os elementos de um


texto.Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as
frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro. Os elementos
de coesão determinam a transição de ideias entre as frases e os parágrafos.

Observe a coesão presente no texto a seguir:

“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque
consideram injusta a atual distribuição de terras. Porém, o ministro da Agricultura
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária
pretende assentar milhares de sem-terra.”

A coesão textual pode ser feita através de termos que retomam palavras, expressões ou
frases:
a) fazem uma gradação na direção de uma conclusão: "até", "mesmo", "inclusive" etc;
b) argumentam em direção a conclusões opostas: "caso contrário", "ou", "ou então",
"quer... quer"; etc;
c) ligam argumentos em favor de uma mesma conclusão: "e", "também", "ainda", "nem",
"não só... mas também" etc;
d) fazem comparação de superioridade, de inferioridade ou igualdade: "mais... do que",
"menos... do que", "tanto... quanto", etc
e) justificam ou explicam o que foi dito: "porque", "já que", "que", "pois" etc;
f) introduzem uma conclusão: portanto, logo, por conseguinte, pois, etc;
g) contrapõem argumentos: "mas", "porém", "todavia", "contudo", "entretanto", "no
entanto", "embora", "ainda que" etc;
h) indicam uma generalização do que já foi dito: "de fato", "aliás", "realmente",
"também" etc;
i) introduzem argumento decisivo: "aliás", "além disso", "ademais", "além de tudo" etc;
j) trazem uma correção ou reforçam o conteúdo do já dito: "ou melhor", "ao contrário",
"de fato", "isto é", "quer dizer", "ou seja", etc;
l) trazem uma confirmação ou explicitação: "assim", "dessa maneira", "desse modo", etc;
m) especificam ou exemplificam o que foi dito: "por exemplo", como, etc.

5.3 Concisão

A concisão consiste em expressar com um mínimo de palavras um máximo de


informações, desde que não se abuse da síntese a tal ponto que a ideia se torne
incompreensível. Afinal, o tempo é precioso, e quanto menos se rechear a frase com
adjetivos, imagens, pormenores desnecessários (rodeios de palavras), mais o leitor se
sentirá respeitado. Para que se redija um texto conciso, é fundamental que se tenha, além
de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o tempo necessário para revisá-lo
depois de pronto. É nessa revisão que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias
ou repetições desnecessárias de ideias. Veja-se, por exemplo, o seguinte texto:]

“A partir desta década, o número cada vez maior e, por isso mesmo, mais
alarmante de desempregados, problema que aflige principalmente os países em
desenvolvimento, tem alarmado as autoridades governamentais, guardiãs perenes do
bem-estar social, principalmente pelas consequências adversas que tal fato gera na
sociedade, desde o aumento da mortalidade infantil por desnutrição aguda até o
crescimento da violência urbana que aterroriza a família, esteio e célulamater da
sociedade”.

Se esse mesmo trecho for reescrito sem a carga informativa desnecessária, obtém-
se um texto conciso e não prolixo:

“O número cada vez maior de desempregados tem alarmado as autoridades


governamentais, pelas consequências adversas que tal fato gera na sociedade, desde o
aumento da mortalidade infantil por desnutrição aguda até o crescimento da violência
urbana”.

Vê-se, assim, como é importante o texto enxuto. Economizar palavras traz


benefícios ao texto: o primeiro é errar menos; o segundo, poupar tempo; o terceiro,
respeitar a paciência do leitor. Pode-se adotar como regra não dizer mais nem menos do
que precisa ser dito. Isso não significa fazer breves todas as frases, nem evitar todo o
detalhe, nem tratar os temas apenas na superfície; significa, apenas que cada palavra é
importante.)

Procedimentos para redigir textos concisos:

a) eliminar palavras ou expressões desnecessárias:


ato de natureza hostil => ato hostil;
decisão tomada no âmbito da diretoria => decisão da diretoria;
pessoa sem discrição => pessoa indiscreta;
neste momento nós acreditamos => acreditamos;
travar uma discussão => discutir;
na eventualidade de => se;
com o objetivo de => para;
b) evitar o emprego de adjetivação excessiva:
o difícil e alarmante problema da seca => o problema da seca;
c) dispensar, nas datas, os substantivos dia, mês e ano:
no dia 12 de janeiro => em 12 de janeiro;
no mês de fevereiro => em fevereiro;
no ano de 2000 = > em 2000;
d) trocar verbo + substantivo pelo verbo:
fazer uma viagem => viajar;
fazer uma redação => redigir;
pôr as ideias em ordem => ordenar as ideias;
pôr moedas em circulação => emitir moedas;
e) usar o aposto em lugar da oração apositiva:
O contrato previa a construção da ponte em um ano, que era prazo mais do que suficiente
=> O contrato previa a construção da ponte em um ano, prazo mais do que suficiente.
O que se tem é a anarquia, que é a bagunça pura e simples, irmã gêmea do caos => O que
se tem é a anarquia, bagunça pura e simples, irmã gêmea do caos;
f) empregar o particípio do verbo para reduzir orações:
Agora que expliquei o título, passo a escrever o texto => Explicado o título, passo a
escrever o texto.
Depois de terminar o trabalho, ligo pra você => Terminado o trabalho, ligo pra você.
Quando terminar o preâmbulo (prefácio), passarei ao assunto principal => Terminado o
preâmbulo, passarei ao assunto principal;
g) eliminar, sempre que possível, os indefinidos um e uma: Dante quer (um) inquérito
rigoroso e rápido. Timor-Leste se torna (uma) terra de ninguém.
A cultura da paz é (uma) iniciativa coletiva.

5.4 Correção gramatical

Correção gramatical é a utilização do padrão culto de linguagem, ou seja, é


escrever sem desrespeitar os fatos particulares da língua e as regras apropriadas para o
seu perfeito uso. As incorreções gramaticais desmerecem o redator e põem em dúvida sua
autoridade para falar sobre qualquer assunto. Além disso, conhecer a própria língua não é
privilégio de gramáticos, senão dever de todos aqueles que dela se utilizam. É erro de
consequências imprevisíveis acreditar que só os escritores profissionais têm a obrigação
de saber escrever. Saber escrever a própria língua faz parte dos deveres cívicos. A língua
é a mais viva expressão da nacionalidade.

Assista ao filme “Erros de Português” na Internet (Anúncios publicados com erros


ortográficos)

“Ceja bem vindo e esprimente a linguiça”


“Comsetamos fogões”
“Aseita-se encomenda...”
“Temos pesas e pineus para sua baic”
“Estufamo todo tipo de bancos de viatura ikadeira”
“Presiça-se de funcionários”
“Sayber café”
“Vende-se caxorros pudos”
“Tapioca fazida na hora. Quem não pediu, pida”
“Lã Rause”
“Verdura sem agrotoxio”
“Atensão – É proibido jogar lixo”
“Amola alecate e tezora”
“Alfisina mecânica”
“Mudou o dono, mais o preço e a qualidade continua a mesma”
“Adiquira aqui seu veículo 0 km”
“Aguia de ouro”

5.5 Formalidade , impessoalidade e objetividade

A formalidade consiste na observância das normas de tratamento usuais na


correspondência oficial. Não se trata somente do uso correto deste ou daquele
pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível mas à necessária
uniformidade das comunicações. Ora, se a Administração Pública (municipal,
estadual, distrital ou federal) é una, é natural que suas comunicações sigam um
mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão exige atenção a todas as
características da redação oficial e cuidado com a apresentação dos textos. O uso
de papéis uniformes e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a
padronização das comunicações oficiais.
A finalidade pública está sempre presente na redação oficial, daí a
necessidade de ser ela isenta de interferência da individualidade de quem a
elabora. O tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos constantes das
comunicações oficiais decorre da ausência de impressões individuais da pessoa
que escreve: a comunicação é sempre feita em nome do serviço público e, de
modo geral, utiliza-se o verbo na 3ª pesssoa do singular ou do plural.
Pode-se perceber que a correspondência oficial deve ser bem objetiva. O
redator deve evitar chavões como “Venho por meio desta...”, “Tem a presente a
finalidade de informar...” É com muito prazer que comunicamos...” etc. E, quando
chegar ao fim do assunto, deve-se encerrar sem delongas. Se houvesse algo mais
para o momento, evidentemente o faria, por isso não é preciso usar velhas
fórmulas como “ Sem mais para o momento...”, “Sendo o que tínhamos para o
momento...”
(Uso correto dos pronomes de tratamento – ver últimas pp.)

6 – ATA - O que é uma ATA?

É um documento que registra resumidamente e com clareza as ocorrências, deliberações,


resoluções e decisões de reuniões ou assembleias.

Deve ser redigida de maneira que não seja possível qualquer modificação
posterior, por isso deve ser escrita:

21. sem parágrafos (ocupando todo o espaço da página) que se inicia pela
enunciação da data, horário e local.

22. local de realização da reunião;


23. sem abreviaturas de palavras ou expressões;

24. Com números por extenso;

25. sem emendas ou rasuras;

26. sem fazer uso de corretivo;

27. com emprego do verbo no tempo pretérito perfeito do indicativo (Exemplo:


verbo falar: falou, falaram; verbo discutir: discutiu, discutiram; verbo
comentar: comentou, comentaram).

28. com fecho, seguido da assinatura de presidente e secretário, e dos presentes,


se for o caso.

Quem redige a Ata não põe os participantes da reunião a falar diretamente,


mas faz-se intérprete delas, transmitindo ao leitor o que elas (as pessoas) disseram.
(Exemplo: Em vez de "Inicialmente, eu Manuel de Araújo, presidente do Centro,
determino a sra. vice-presidente, que apresente o calendário que fizemos para que
os presentes o conheçam." Deve ser redigida assim: "Inicialmente o sr. Manuel de
Araújo solicitou à vice-presidente, sra. Maria de Souza, que apresentasse o
calendário elaborado para que os presentes tivessem conhecimento."

Se o relator (secretário) cometer um erro, deve empregar a partícula


retificativa digo, como neste exemplo: "Aos dez dias do mês de dezembro, digo,
de janeiro, de dois mil e quatro..."

Quando se constatar erro ou omissão depois de lavrada a ata, usa-se em


tempo. Exemplo: "Em tempo: Onde se lê dezembro, leia-se janeiro".

Observação: Com o advento do computador, as atas têm sido elaboradas e


digitadas, para posterior encadernação em livros de ata. Se isto ocorrer, deve ser
indicado nos termos de abertura e fechamento, rubricando-se as páginas e
mantendo-se os mesmos cuidados referentes às atas manuscritas.

Ata da 1ª reunião dos membros do Centro de Agenciamento de Viagens - CAV

Aos vinte e três dias do mês de janeiro de dois mil e dez, com início às vinte horas, na sala de reuniões
do Centro de Agenciamento de viagens CAV, sito à na Rua Euclydes de Oliveira, número trezentos e
vinte e cinco, na cidade de Amparo, realizou-se uma reunião administrativa da diretoria do Centro,
com o objetivo de preparar o calendário de viagens para o ano de dois mil e dez. A reunião foi
presidida pelo presidente do Centro, senhor Manuel de Araújo, tendo como secretária a senhora
Joaquina da Silva. Contou com a participação de doze diretores e três conselheiros. Inicialmente, o
senhor Manuel de Araújo solicitou à vice-presidente, senhora Maria de Souza, que apresentasse o
calendário elaborado para que os presentes tomassem conhecimento. Foi esclarecido que a meta, do
ano em curso, é divulgar por todos os meios as viagens internacionais. Após ouvidas variadas
sugestões, o presidente da reunião solicitou fosse votado o calendário apresentado, submetido às
sugestões oferecidas, para que se chegasse a um consenso, o qual seria, posteriormente, divulgado no
próprio Centro, bem como nos meios de comunicação da cidade: Jornais, rádio, e confecção de faixas
de propaganda. Após as sugestões apresentadas pelos presentes, e alguns pontos obscuros ainda a
serem debatidos, nova reunião foi marcada para o dia trinta de janeiro de dois mil e dez. Nada mais
havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, assinada por mim, Joaquina da Silva, secretária, pelo
presidente da reunião e pelos demais presentes.

PRATICANDO

Formem grupos de debate e discutam a seguinte questão: As drogas devem ser


legalizadas? Por quê?

Cada grupo escolhe então um redator, que vai registrar em forma de ata as conclusões do
debate. Em seguida, ele fará a leitura do texto e, se todos os participantes estiverem de
acordo, assinarão a ata, juntamente com o redator responsável.

7 – ATESTADO

Documento firmado por servidor em razão do cargo que ocupa, ou função


que exerce,
declarando um fato existente, do qual tem conhecimento, a favor de uma
pessoa.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e centralizado sobre
o texto.
2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, o número
de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e a matéria do Atestado.
3. Local e data, por extenso.
4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o Atestado.

EXEMPLO

ATESTADO

Atesto para os devidos fins, que conheço o Sr. Alberto Silveira,


funcionário da Empresa J & M Cosméticos, brasileiro, solteiro, nascido em 30 de janeiro
de 1975, na cidade de Amparo, portador do RG 36756987, filho de Eva Maria Santos
Silveira e Joaquim Silveira, residente e domiciliado nesta cidade, na rua Dr. João dos
Santos, n° 72, nada sabendo em desabono à sua conduta, até a presente data.

Amparo, 23 de janeiro de 2010.

José Antenor de Alencar

Assessor- chefe
8 – OFÍCIO

Entre as diferentes formas de comunicação oficial, o Ofício talvez seja


o exemplo de redação oficial mais conhecido. Voltado ao público externo,
ele tem como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da
Administração Pública entre si e também pelas entidades privadas.

Para redigir documentos oficiais deve ser utilizada fonte do tipo Times New
Roman de corpo 12 no texto em geral e 10 nas notas de rodapé.

ETEC “JOÃO BELARMINO”


Rua 7 de setembro, 299 – Amparo – SP
Ofício nº 07/2010

Assunto: Abertura da feira na ETEC João Belarmino Amparo, 07


de janeiro de 2010.

Senhor Secretário

Temos o prazer de anunciar a V. Exa. que, no próximo dia 07 de março, às 13


horas, será aberta neste Colégio a 20ª Feira de Ciência e Tecnologia. Será para nós uma
grande honra se puder nos prestigiar com sua presença em mais este evento cultural que
permite aos nossos alunos expor seus projetos e trocar experiências.

A exposição contará também com a presença de pesquisadores , como os da


Faculdade de Tecnologia, que expõem novidades de comunicação digital, e entidades de
pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que fará uma demonstração interativa de
sensoriamento remoto, uma técnica de detecção de desmatamentos.

Na oportunidade, aproveitamos para apresentar nossos protestos de estima e


consideração.

Atenciosamente,

Mariana Peres
de Alcântara
Diretora de Escola
Obs: Imprimir em papel timbrado.
PRATICANDO
29. Suponha que você é o diretor de uma escola. Redija um ofício convidando o
Secretário Municipal de Esportes para prestigiar a abertura de um campeonato
que será realizado em sua escola. Dê alguns detalhes do evento (modalidades
esportivas, faixa etária ou escolar dos participantes etc.).
30. Imagine que você é o Secretário da Educação de sua cidade. Escreva um ofício
convidando o diretor de uma escola para participar de uma reunião na qual será
discutido o problema do tráfico de drogas nas escolas.

9 – AVISO

O Aviso é uma forma de correspondência muito utilizada por bancos, repartições


e órgãos públicos. Não traz um destinatário específico, mas coletivo: público em geral,
correntistas, clientes ou a população de uma cidade. Dele devem constar:
- Nome da pessoa ou instituição que emite o aviso.
- Comunicação que se quer transmitir.
- Dados objetivos e essenciais.
- Local, data e assinatura.

Casa de Machado de Assis

Informamos aos pesquisadores desta instituição que a


partir de abril próximo estaremos funcionando em novo
horário, das 8h às 17h30.
Até o final do semestre, contrataremos mais dois
auxiliares. Com essas medidas, esperamos melhorar
ainda mais nosso atendimento.

Rio de Janeiro, 17 de março de 2010.

Sônia Regina Sampaio Vianna


Diretora

Obs. Quando o aviso for expedido por Ministros de Estado para


autoridades de mesma hierarquia, será redigido nos mesmos
moldes do Ofício.
10 – CARTA COMERCIAL
A "Carta Comercial" é um meio de comunicação muito utilizado na indústria e no
comércio, e tem por o objetivo iniciar, manter e encerrar transações.
As cartas comerciais são bem mais formais do que as particulares. Devem iniciar-
se com fórmulas respeitosas – Prezado Senhor, Prezado Senhor Diretor – e encerrar-se
com protestos de estima, agradecimentos e saudações formais – Atenciosamente,
Cordialmente.
O tratamento dado ao destinatário, nos casos de maior formalidade, deve ser o de
V.Sa. (Vossa Senhoria) ou V.Sas. (quando no plural). Se os assuntos da carta são
múltiplos, pode-se organizá-los em tópicos, indicados por letras maiúsculas. Se a empresa
é muito grande, convém indicar o departamento a que se destina a carta, assim como
destacar o assunto de que se trata acima da introdução, indicando-o como Ref.
(Referência). Exemplo:

16/2010 Belo Horizonte, 22


de janeiro de 2010.

Fagundes & Varella Ltda.

Diretoria Comercial

Ref: recebimento de mercadoria e esclarecimento sobre prazo

Prezados Senhores:
Informamos que recebemos as mercadorias encomendadas, assim como os documentos a
elas relativos, anexos à sua carta de 02-01-2010. Porém, causou-nos estranheza o fato de
constar em sua fatura o vencimento para 30 dias, quando já havíamos combinado com
seu representante um prazo de 90 dias.

Solicitamos, portanto, esclarecimentos, deixando claro que não poderemos aceitar a


duplicata, caso não nos seja concedido o prazo previamente combinado.

Atenciosamente,

José Reis de Souza Antoine


Diretor

11 – REQUERIMENTO
Consiste num pedido dirigido a uma pessoa de hierarquia superior ou a uma
autoridade. O requerimento é um documento de solicitação de algo a que o requerente
tem direito ( ou pressupõe que tem). Suas características são:
31. Vocativo (Senhor Diretor...) através do qual se indica o cargo ocupado pelo
destinatário;
32. O texto, que costuma vir depois de um espaço de 7 centímetros,
aproximadamente, deve apresentar os dados do requerente, o pedido propriamente
dito e a justificativa do pedido.
33. Deve ser escrito sempre em 3ª pessoa, isto é, devemos falar de nós mesmos como
se fôssemos uma outra pessoa;
34. O fecho do pedido, em que se usam as expressões : “ Nesses termos, Pede
deferimento” ou “Termos em que, Pede deferimento”.
35. Indicação do local e data e assinatura.

Senhora Diretora da Escola Técnica de Amparo


Caio Pedro Amorim, natural desta cidade, RG nº 28750013, aluno
regularmente matriculado neste estabelecimento, no intuito de promover maior
entrosamento entre alunos do 1º ano e veteranos, requer de V.Sa. a permissão para
utilizar o ginásio de esportes a fim de realizar um campeonato de futebol, na semana
de 2 a 9 de março.

Nes
tes termos,

Pede deferimento.

Amparo, 12 de
fevereiro de 2010.

(assinatura)

PRATICANDO

1 - Redija um requerimento ao diretor de sua escola, solicitando transferência de turno.


Justifique seu pedido.
2 – Faça um requerimento ao diretor de sua escola solicitando autorização para fazer
uma prova que perdeu por motivo de doença, comprovada por um atestado médico que
vai anexo ao requerimento.

12 – PROCURAÇÃO
É um documento expedido por uma pessoa (o mandante ou outorgante)
autorizando uma segunda pessoa (o procurador ou outorgado) a tratar de seus negócios.
Pode ser geral, quando o mandante autoriza o procurador a agir em seu nome em
qualquer transação, ou específica, quando concede ao procurador um ou alguns poderes
sobre determinados assuntos. O próprio mandante pode redigir a procuração sendo
obrigatório o reconhecimento de firma. A procuração também pode ser lavrada por
tabelião público, em cartório.
Imagine que você está doente e não pode fazer pessoalmente sua inscrição para
um concurso público. A solução é autorizar alguém a fazê-la em seu lugar através de uma
procuração.

Modelo de PROCURAÇÃO

Por este instrumento de PROCURAÇÃO, eu, Alberto dos Santos, brasileiro, solteiro,
estudante, residente na rua Abreu de Lima, nº 03 nesta cidade, RG. nº 32875965-X e
CPF 06956914587 nomeio e constituo meu PROCURADOR o senhor Avelino Reis de
Souza, brasileiro, casado, advogado, RG. Nº 18756016 e CPF 69857845589, residente
na Rua Prado, nº 18, nesta cidade, a quem confiro amplos poderes para realizar todos os
atos que se fizerem necessários a fim de efetuar minha inscrição no Concurso Público
para Analista Técnico Administrativo nas agências credenciadas dos correios desta
cidade.

Amparo, 12 de fevereiro de 2010.

Assinatura do outorgante

13 -RECIBO
Recibo é um documento que comprova o recebimento de uma encomenda ou de
uma mercadoria qualquer. As importâncias em dinheiro devem vir em algarismos e por
extenso e as mercadorias, especificadas. É obrigatório o registro da data e do local, assim
como a assinatura:
RECIBO
Recebi do Sr. Pedro Emílio Garcia a importância de R$ 300,00 (trezentos reais) relativa ao pagamento da
taxa de inscrição para o curso de monitores de acampamento, a realizar-se no período de 7 a 27 de julho de
2010.

São Paulo, 2 de março de 2010.

Clube de Campo Caxias

Mariane Barros
Secretária

14 - ABAIXO- ASSINAD0 – É um requerimento coletivo que geralmente contém


um pedido, uma expressão de solidariedade ou protesto. Nele serão lançadas as
assinaturas de todos os interessados. Veja um Exemplo:

Excelentíssimo Senhor Prefeito de Amparo

Os abaixo-assinados, moradores do Bairro Parque dos Ipês nesta cidade, vêm


respeitosamente à presença de V. Exa. solicitar a iluminação das ruas próximas à Escola
Municipal do bairro Jardim Bom Jesus, pois os estudantes que frequentam o curso
noturno ficam expostos a muitos perigos quando saem das aulas e se dirigem ao ponto de
ônibus.

Na certeza de sermos atendidos, encaminhamos este documento e as folhas


anexas assinadas por todos os moradores e, em duas vias que serão protocoladas em seu
gabinete. Nomeamos o Sr. Antonio Silva, fone XXXXXXX, como nosso representante
caso V. Exa. necessite de outras informações.

Amparo, 12 de fevereiro de 2010 .

NOME RG ASSINATURA

PRATICANDO
Imagine que você more numa rua que não é asfaltada. Redija um abaixo –
assinado em nome dos moradores, solicitando ao Secretário de Obras
Públicas o asfaltamento da rua. Justifique o pedido.

15 - CARTA DE APRESENTAÇÃO

Durante muito tempo considerada um acessório dispensável a uma


candidatura, a Carta de Apresentação tem um papel cada vez mais
determinante nos processos de recrutamento. Sendo o primeiro ponto de
contato que o recrutador tem com o candidato, é importante que sua
elaboração seja muito cuidadosa e que se respeitem algumas regras básicas
na sua estrutura. Veja algumas dicas:

•2 Utilize papel branco A4 e tinta azul ou preta. Procure acima de tudo


transmitir uma imagem sóbria e profissional.
•3 Preferencialmente, a carta de apresentação deve ser escrita em
computador, exceto quando a empresa solicitar carta escrita a mão.
•4 Seja breve, a sua carta de apresentação não deve ultrapassar mais do
que 3 ou 4 parágrafos.
•5 Mantenha um tom formal. Mas seja claro, evite frases muito confusas
que dificultem a compreensão das ideias base.
•6 Faça a sua apresentação no primeiro parágrafo. Explique, por que
motivo envia o seu Curriculum Vitae (resposta a anúncio, candidatura
espontânea, neste caso indique a área em que gostaria de trabalhar).
36. No segundo parágrafo da carta de apresentação, pode justificar por
que selecionou aquela empresa, mostrar rapidamente suas
competências e objetivos. Apresente argumentos que criem interesse
para a realização de uma entrevista.
Termine a carta de forma cordial e faça uma releitura
para ver se não há erros ortográficos. Envie anexando seu currículo.

Observe o modelo de Carta de Apresentação


São Paulo, 12 de fevereiro de 2010

Organizações Hércules S.A.

Departamento de Recursos Humanos

Endereço e cidade

Prezados senhores, (se for o caso, nomear)

Estou me candidatando à vaga existente em seu quadro de pessoal


para Técnico em..., conforme anúncio no caderno de classificados do jornal
X, edição do dia 08 último, enviando em anexo meu currículo.

Conforme poderá verificar, minha experiência é ainda pequena,


considerando minha formação profissional recente, mas busco minha
efetivação no mercado, para desenvolver um trabalho objetivo e gerar bons
resultados, propiciando o crescimento da empresa.

No aguardo de contato, coloco-me à disposição para prestar maiores


esclarecimentos.

Atenciosamente,
JOSÉ MARIA DA SILVA

16 – CURRÍCULO

Currículo é o documento em que se reúnem dados relativos às


características pessoais, formação, experiência profissional e/ou trabalhos
realizados por um candidato a emprego, atividade de autônomo, ou cargo
específico.

Ao escrever seu currículo você deve observar uma série de


regras e dicas que visam diferenciá-lo entre os demais candidatos a vaga,
destacando suas qualidades profissionais e pessoais. Antes de começar a
escrever este documento, procure fazer uma reflexão sobre sua formação e
carreira profissional, identificando seus pontos fortes. Na hora de redigi-lo,
faça-o com calma, sem pressa - leia e releia-o várias vezes até ter a certeza
de que está tudo certo. Abaixo listamos alguns pontos importantes sobre
como fazer um curriculum vitae chamativo e atraente, resultado de anos de
experiência na área de seleção e RH.
37.Não se torne o "ilustre incomunicável" da vez

Pode parecer mentira mas não é. Já recebemos inúmeros currículos em que


os autores simplesmente esqueceram-se de colocar seus dados de contato.
Resultado: curriculum pré-selecionado durante a fase de triagem e o canditato
eliminado por ser impossível encontrá-lo.
As informações de contato, telefone fixo, telefone celular e e-mail, devem
aparecer no topo do currículo, junto ao nome, endereço e estado civil.

2) Vá direto ao ponto

Deixe claro logo no início de seu currículo qual vaga está concorrendo ou
qual área está interessado. Não cite mais de uma vaga ou área, o que transmite a
ideia de um profissional sem foco.

3) Seja seletivo - inclua APENAS o essencial


Lembre-se de que o tempo médio de avaliação de um currículo por parte de
um profissional de seleção é de 45 segundos. Concentre-se naquelas informações
essenciais sobre você e sua carreira e que o diferenciam e capacitam-no para a
vaga em questão.
Se a vaga é para assistente financeiro, não é necessário mencionar sua
experiência em manutenção de impressoras. Se você possui 38 anos e concorre a
uma vaga de gerente comercial, não é necessário citar sua experiência como
office-boy aos 15 anos. Quanto ao número de páginas utilize, no máximo, 3. Para
a maioria das vagas, 1 ou 2 páginas bastam.

4) Uma boa apresentação conta muito -

Embora o conteúdo certamente fale mais alto, a apresentação do currículo


conta muitos pontos a favor. Se for bem apresentável, organizado e impresso em
um bom papel, transmite a ideia de um profissional competente e diferenciado.
Utilize uma boa impressora e papéis brancos, no formato A4. Não utilize xerox
nem imprima seu documento frente e verso.

5) Facilite a leitura do avaliador

A maioria dos avaliadores de currículos já passou dos 40 anos. Assim, é


natural que estas pessoas tenham alguma dificuldade na leitura. Facilite este
processo e ganhe alguns créditos.
Use sempre letras na cor preta (ou cinza escuro) e com tamanho igual ou
superior a 10 pontos. Evite utilizar fontes rebuscadas. Boas escolhas são Verdana,
Georgia ou Arial, fontes elegantes e formais. Configure seu editor de texto para
deixar um espaço entre as linhas. Deixe uma boa margem entre o conteúdo e a
folha.Agrupe as informações do seu currículo em blocos como Formação
Acadêmica, Experiência Profissional, Atividades e Cursos Complementares.

6) Cuidado com o Português

Sempre é válido frisar: muito cuidado com o Português. Evite abreviaturas.


Após redigir seu currículo no computador, utilize o corretor ortográfico do seu
editor. Peça sempre a algum conhecido de confiança para revisar seu documento
após finalizá-lo.
7) Dinheiro é um assunto a ser tratado na entrevista e não no currículo

Não mencione sua pretensão salarial. O valor pode ser um empecilho para
que você seja chamado para uma entrevista, o momento oportuno para debater
sobre este assunto. Evite colocar também seus salários anteriores quando
descrevendo suas experiências passadas.

Observe um modelo:
Rodrigo Magalhães Pedroso Dias
Brasileiro, solteiro, 29 anos
Rua Castor de Afuentes Andradas, número 109
Pampulha – Belo Horizonte – MG
Telefone: (31) 3226-3020 / 8888-9999 / E-mail: rodrigoaug@gmail.com.br
OBJETIVO – Cargo de Analista Financeiro

FORMAÇÃO -Pós-graduado em Gestão Financeira. IBMEC, conclusão em 2006.

Graduado em Administração de Empresas. UFMG, conclusão em 2003.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

2004-2008 – Rocha & Rodrigues Investimentos


Cargo: Analista Financeiro.
Principais atividades: Análise técnica de balanço patrimonial, análise de custo de oportunidade,
análise de estudos de mercado.
Responsável pelo projeto e implantação de processos pertinentes a área. Redução de custos da
área de 40% após conclusão.

2001-2003 – ABRA Tecnologia da Informação


Cargo: Assistente Financeiro

Principais atividades: Contas a pagar e a receber, controle do fluxo de caixa, pagamento de


colaboradores, consolidação do balanço mensal.

2000-2001 - FIAT Automóveis


Estágio extra-curricular com duração de 6 meses junto ao Departamento de Custeio

QUALIFICAÇÕES E ATIVIDADES PROFISSIONAIS

Inglês – Fluente (Number One, 7 anos, conclusão em 2001).

Experiência no exterior – Residiu em Londres durante 6 meses (2004).

Curso Complementar em Gestão de Investimentos de Renda Variável (2004).


Curso Complementar em Direito Empresarial (2007).

17 - RELATÓRIO

Relatórios são documentos descritivos de resultados obtidos em pesquisas,


eventos, atividades, experiências ou serviços. Elaborados com a finalidade de
serem apresentados para apreciação de pessoas ou órgãos, devendo ser
sistemáticos e dirigidos ao especialista da área com conclusões e recomendações
do assunto.

Estrutura:

1. Capa: consta do nome da instituição, curso, disciplina, nome do professor, título


do
trabalho, nome do aluno e série, local e data.

2. Identificação: Caracterização do relatório


a) Responsável: nome do autor do relatório
b) Local: menciona onde realizou-se a atividade
c) Período de Execução: registra o período (dia/mês/ano) de início e término da
atividade. Em casos de palestra, seminários, congressos, etc elucidar a carga
horária do evento.

3. Título: resume a ideia do trabalho. O nome do evento ou atividade.

4. Objetivos: Descrever qual (ais) o (s) objetivo (s) a serem alcançados durante a
atividade ou evento.

5. Programação: Elencar o roteiro das atividades e ou acontecimentos durante o


evento ou atividade.

6. Texto: É um texto corrido, não sendo necessário a identificação tópica dos


pontos A, B e C (abaixo). Eles são apenas didáticos e servem para orientar o
discente no momento da elaboração.
a) Introdução: Parte inicial do texto onde se expõe o assunto como um todo.
Informações sobre o contexto e a importância do assunto ou atividade.
b) Desenvolvimento: sintetiza o conteúdo das atividades realizadas, apresentando
os principais pontos abordados durante a mesma.
c)Conclusão: Apresenta os avanços acadêmicos que a atividade proporcionou para
o discente e a sociedade como um todo.
7. Anexos: São documentos auxiliares tais como: tabelas, gráficos, mapas,
organogramas, formulários, fotos, documentos, etc. A função dos mesmos é de
enriquecer e ou elucidar as informações contidas no corpo do relatório.

OBS. O anexo não é elemento necessário ao relatório, mas quando utilizado, deve
estar
citado no texto do relatório, entre parênteses. Os anexos, também são enumerados
e
postos em folha separada do corpo do relatório.

No corpo do relatório, os tópicos da estrutura devem estar em fonte Arial 12 e


negrito; já as informações devem estar apenas em Arial 12.

(Modelo da capa

Margem superior (3,0cm)

Escola Técnica Estadual de Ciências Contábeis e Administrativas


João Alvarez
Dois espaços (1,5cm)

Margem esquerda (3,0cm)


margem direita (3,0cm)

Curso: X
Atividades de Estudos Complementares
Coordenador: Alex Lamonato
(6,0cm)

Título do Evento (16)


(5,0cm)

Aluno X do período Y: (14)

Local (14)
Mês/ano (14)

Margem inferior
(3,0 cm)

18 - PRONOMES DE TRATAMENTO
O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso
consagrado:

VOSSA EXCELÊNCIA (V.Exa.) para as seguintes autoridades:


a) do Poder Executivo: Presidente da República , Vice-Presidente da
República , Ministros de Estado, Governadores e Vice-Governadores de Estado e
do Distrito Federal , Oficiais-Generais das Forças Armadas, Embaixadores,
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza
especial, Secretários de Estado dos Governos Estaduais e Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores, Ministros do


Tribunal de Contas da União, Deputados Estaduais e Distritais, vereadores,
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais, Presidentes das Câmaras
Legislativas Municipais.

c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores, Membros de


Tribunais, Juízes, Auditores da Justiça Militar.

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é


Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor
Presidente da República, / Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
Nacional, / Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo


respectivo: Senhor Senador, / Senhor Juiz, / Senhor Ministro, / Senhor
Governador.

No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades


tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:

A Sua Excelência o Senhor

José da Silva

Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às


autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe
qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.

Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O


vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal,

Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo


ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para
particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.

Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite
usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações
dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de
doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em
Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada
formalidade às comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição,
em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:

Magnífico Reitor,

Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica,


são:

Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:

Santíssimo Padre,

Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos


Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo
e Reverendíssimo Senhor Cardeal,Vossa Excelência Reverendíssima é usado em
comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa
Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa
Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.

Emprego dos Pronomes de Tratamento


A - Poder Executivo

Destinatário Tratamento Abreviatura Vocativo

Vice-Governador de Vossa Excelência V. Exa. Senhor Vice-Governador,


Estado

Secretários de Estado Vossa Excelência V. Exa. Senhor Secretário,


dos Governos Estaduais

Prefeitos Municipais Vossa Excelência V. Exa. Senhor Prefeito,

Embaixador Vossa Excelência V. Exa. Senhor Embaixador,


Chefe do Gabinete Vossa Excelência V. Exa. Senhor Chefe,
Militar da Presidência
da República
Chefe do Gabinete Vossa Excelência V. Exa. Senhor Chefe,
Pessoal do Presidente da
República
Secretários da Vossa Excelência V. Exa. Senhor Secretário,
Presidência da
República
Secretário Executivo e Vossa Excelência V. Exa. Senhor Secretário,
Secretário Nacional de
Ministérios
Procurador-Geral da Vossa Excelência V. Exa. Senhor Procurador,
República
Governador de Estado Vossa Excelência V. Exa. Senhor Governador
Vice-Governador de Vossa Excelência V. Exa. Senhor Vice-Governador,
Estado
Secretários de Estado Vossa Excelência V. Exa. Senhor Secretário,
dos Governos Estaduais
Prefeitos Municipais Vossa Excelência V. Exa. Senhor Prefeito,
Embaixador Vossa Excelência V. Exa. Senhor Embaixador,

B - Poder Legislativo

Destinatário Tratamento Abreviatura Vocativo


Presidente do Congresso Vossa Excelência Não se usa Excelentíssimo Senhor
Nacional Presidente do Congresso
Nacional,
Presidente da Câmara Vossa Excelência V. Exa. Senhor Presidente,
Vice-Presidente da Câmara Vossa Excelência V. Exa. Senhor Vice-Presidente,

Membros da Câmara dos Vossa Excelência V. Exa. Senhor Deputado,


Deputados
Membros do Senado Federal Vossa Excelência V. Exa. Senhor Senador,

Presidente e Membros do Vossa Excelência V. Exa. Senhor + cargo respectivo,


Tribunal de Contas da União e
dos Tribunais de Contas
Estaduais
Presidentes e Membros das Vossa Excelência V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Assembléias Legislativas
Estaduais
Presidentes das Câmaras Vossa Excelência V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Municipais

C - Poder Judiciário

Destinatário Tratamento Abreviatur Vocativo


a
Presidente do Supremo Tribunal Vossa Não se usa Excelentíssimo Senhor Presidente do
Federal Excelência Supremo Tribunal Federal,

Membros do Supremo Tribunal Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,


Federal Excelência
Presidente e Membros do Superior Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Tribunal de Justiça Excelência
Presidente e Membros do Tribunal Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Superior Militar Excelência
Presidente e Membros do Tribunal Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Superior Eleitoral Excelência

Presidente e Membros do Tribunal Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,


superior do Trabalho Excelência
Presidente e Membros do Tribunal Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Superior do Trabalho Excelência
Presidente e Membros dos Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Tribunais de Justiça Excelência
Presidente e Membros dos Tribunais Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Regionais Federais Excelência
Presidente e Membros dos Tribunais Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Regionais Eleitorais Excelência
Presidente e Membros dos Tribunais Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Regionais do Trabalho Excelência
Juízes Vossa V. Exa. Senhor Juiz,
Excelência
Auditores da Justiça Militar Vossa V. Exa. Senhor + cargo respectivo,
Excelência

OUTROS DESTINATÁRIOS

Destinatário Tratamento Abreviatura Vocativo

Reitor de Universidade Vossa Não existe Magnífico Reitor,


Magnificência

Presidentes e Diretores de Vossa Senhoria V.Sa. Senhor Fulano de Tal ou Senhor


Empresa + cargo respectivo,
Cônsul Vossa Senhoria V.Sa. Senhor Cônsul,

Outras Autoridades Vossa Senhoria V.Sa. Senhor + cargo respectivo,

19 - USO DOS CONECTIVOS

O uso dos conetivos é de suma importância para a coesão de um texto, por


isso devemos adaptar uma conjunção que se encaixe perfeitamente entre as
orações

Observe o exemplo:

"EMBORA O BRASIL SEJA UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS NATURAIS,


TENHO CERTEZA DE QUE RESOLVEREMOS O PROBLEMA DA FOME".

Veja que não existe a relação de oposição ou a idéia de concessão que justificaria a
conjunção EMBORA. Como a relação é de causa-efeito, deveria ter sido usada
uma conjunção causal:

“COMO O BRASIL É UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS, TENHO CERTEZA DE


QUE RESOLVEREMOS O PROBLEMA DA FOME”.

Preencha as lacunas usando adequadamente conjunções que estabeleçam uma


relação de sentido entre as orações:

38. Os novos candidatos seriam admitidos ------------------------- tivessem


encaminhado, em tempo hábil, os documentos exigidos para a inscrição.
39. ------------------------- seja complexa e trabalhosa a pesquisa, não
desanimaremos.
40. Não pudemos concluir nenhum acordo ------------------------- os demais
herdeiros pretendiam ludibriar-nos.
41. Tudo aconteceu -------------------------havíamos planejado.
42. ------------------------- as vendas aumentavam, o otimismo tomava conta dos
criadores do novo esquema de promoção.
43. Ainda não se delineou nenhum plano concreto,------------------------- convém
aguardar por algum tempo.
44. Os meios de comunicação de massa poedriam conscientizar melhor a
população -------------------------não visassem apenas interesses puramente
comerciais.
45. -------------------------- a Diretoria da empresa tenha outros planos a nosso
respeito, tudo leva a crer que seremos transferidos para Manaus.
46. O cliente me pareceu convencido das qualidades do novo
carro-------------------- revelasse sua predileção por um veículo mais barato.
47. ------------------------- o cliente retorne, deves tentar convencê-lo de que o
barato sai quase sempre mais caro.
48. -------------------------- o cliente retornar, vamos convencê-lo de que a compra
do novo carro é bom negócio.
49. ------------------------ ela esteja exausta, deve continuar o trabalho por mais uma
hora.
50. Ela está exausta, --------------------------- deixará o restante do trabalho para
amanhã.
51. ------------------------- assumiu o comando do novo plano de vendas, o
supervisor convocou os diretores das novas filiais.
52. Conseguiu vencer na vida ------------------------------ sempre se mostrou
competente em todos os negócios.
53. ___________ tudo indique que ele é culpado, preferimos aguardar as próximas
investigações.
54. O capitão só deixará o navio ------------------------- todos os tripulantes
estiverem em terra, salvos.
55. Não conseguia convencer o cliente ------------------------- argumentasse sobre as
vantagens.
56. Fizemos uma viagem às cidades históricas --------------------------- conhecer a
Matriz de Nossa Senhora do Pilar em Ouro Preto.

57. O jovem estava ausente e, -------------------------, a decisão partiu


exclusivamente de sua mãe.

20 – Dificuldades mais frequentes da Língua Portuguesa

Complete as lacunas com uma das formas entre parênteses

1.Ele me apareceu ____________________ [ de repente / derrepente].

2. É _____________________ que gosto dela. [ porisso / por isso].

3. Foi entrando bem ______________________ [devagar / de vagar].

4. O menino ficou ______________________da mesa. [em cima / encima].

5. A mocinha é ______________________ sem graça . [meia / meio].


6. Mamãe é um pouco ____________________[míope / míupe].

7.Você, menina, deve dizer_________________. [obrigado / obrigada].

8. Cerveja é ________________para sede. [bom / boa].

9. Seguem as folhas em ___________________[anexos / anexo / anexas].

10. Elvis prefere tirar suas férias em janeiro, mas eu_____________ por um mês mais
frio. (opto/ opito)

11. É ______________________a passagem [proibido / proibida].

12. Vou comer um ovo_____________________ [estalado / estrelado].

13. Ela é _____________________ esperta [ pouco / pouca].

14. Deixaram a porta ___________________ aberta [meio / meia].

15. Alimentação correta é ____________________ para a saúde . [bom / boa].

16. São 12 horas e ____________________ [meio / meia].

17. ____________ as informações e as repasso ao chefe (capto / capito).

18. Você passou ____________________ por lá? [mal / mau].

19. As coisas ____________________ de ser esclarecidas [tem / têm].

20. . O pessoal _____________________conosco [vai / vão].

21. Foi uma jogada em ___________________ [vão / vã].

22. Ela está me _____________________ [pertubando / perturbando].

23. Você ________________________ mais que nós [tem / têm].

24. Não me _______________ a este clima quente. ( adapto / adapito).

25. Vamos fazer um chá ______________________( beneficiente / beneficente).

26. Sujeitinho de ______________________ caráter [mau / mal].

27. Você precisa tirar a ______________________ (sobrancelha / sombrancelha).

28. De quem ______________________ estes cadernos [é / são].

29. Temos a rã, a ______________________ e o sapo [gia / jia].


30. Fechem o ______________________ [cadeado / cadiado].

31. ___________________ quartos [Aluga-se / Alugam-se].

32. Eu ______________ conforme minhas ações ( valo / valho).

33. Apanhe ______________________ óculos de grau [o / os].

34. Eu não __________________ neste lugar ( caibo/cabo).

35. Teve uma _______________________ na rua [descursão / discursão / discussão].

36. Não vai _______________________ aula amanhã [haver / ter / a ver].

37. ______________________ dois anos que moro aqui. [fazem / faz].

38. Foi escrito _________________ lápis a prova [a / de / à].

39. ____________________ fomos excluídos [Eu e você / Você e eu].

40. Comprei ___________________ gramas de peixe [duzentos/ duzentas].

41. O pessoal ___________________ conosco [vai / vão].

42. Foi uma jogada em _________________ [vão / vã].

43. Leve os documentos ao diretor para que ele dê sua ______________[rúbrica /


rubrica].

44. Compre qualquer produto e leve outro _______________________ [gratuíto /


gratuito].

45. Deixa o televisor no ________________________ [conserto / concerto].

46. Eu já estou ______________________ par de tudo isso [ao / a].

47. Iremos ________________________ Bahia passear [a / para / à].

48.O anel tinha __________________ gramas de ouro [ duas / dois ].

49. Ela está ___________________ preocupada [meio / meia].

50. Pedrinho não pode dirigir porque é _______________ (de menor / menor).

51. Iremos __________________ Fortaleza morar lá [a / para / à].

52. Quando __________________ o diretor, avise-me [ vir / ver ].


53. Vou ___________________ a casa em ordem (pôr / ponhar).

54. Todos tinham __________________ atrasados. (chego / chegado)

55. Assisti à __________________ da tarde de hoje [ seção / sessão / cessão ].

56. Eu pago sua __________________ no hotel [estada / estadia].

57. Se _________ meu irmão, diga-lhe que preciso falar com ele (vir / ver).

58. Que horas ______________ no seu relógio? [é / são].

59. Agora já _______________ uma hora [é / são].

60. Nós ________________ para discutir ou conversar ? [vimos / viemos].

61. Passe por _______________ do cachorro [ trás / traz ].

62. Vá até a _________________ de calçados [ seção / sessão / cessão ].

63. O teste está _________________ de um mês [a menos / há menos].

64. Cada um de nós________________ muitas lembranças [trás / traz].

65. A empresa hoje possui __________________ concorrência [ menos / menas].

66. Este assunto é apenas entre _______________ e você [eu / mim].

67. Durante a reunião __________________um grande reboliço [houve / ouve].

68. No último show do cantor deu __________________ de público [récorde / recorde /


record].

69. Vim hoje __________________ de falar com você [a fim / afim].

70. Qual é o preço ________________ cal de parede? [do / da].