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Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

PJe - Processo Judicial Eletrônico

10/07/2018

Número: 5010641-48.2018.8.13.0145
Classe: BUSCA E APREENSÃO EM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
Órgão julgador: 5ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora
Última distribuição : 21/06/2018
Valor da causa: R$ 11.759,49
Assuntos: Alienação Fiduciária
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Partes Procurador/Terceiro vinculado
BANCO J SAFRA S/A (AUTOR) SERVIO TULIO DE BARCELOS (ADVOGADO)
CARLOS EDUARDO MENDES COELHO (RÉU)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
45911 21/06/2018 17:33 Petição Inicial Petição Inicial
898
45912 21/06/2018 17:33 INICIAL - CARLOS EDUARDO MENDES COELHO Petição
165
45912 21/06/2018 17:33 PROCURAÇÃO SAFRA 2018 Procuração
176
45912 21/06/2018 17:33 SUBS - MG 2018 Substabelecimento
196
45912 21/06/2018 17:33 CONTRATO Documento de Comprovação
213
45912 21/06/2018 17:33 CARLOS EDUARDO MENDES COELHO not Documento de Comprovação
234
45912 21/06/2018 17:33 CARLOS EDUARDO MENDES COELHO - Documento de Comprovação
260 DENATRAN
45912 21/06/2018 17:33 CARLOS EDUARDO MENDES COELHO - Documento de Comprovação
267 GRAVAME
45912 21/06/2018 17:33 CARLOS EDUARDO MENDES COELHO - Planilha de Cálculo
301 PLANILHA
45912 21/06/2018 17:33 CARLOS EDUARDO MENDES COELHO - CUSTAS Documento de Comprovação
319
45912 21/06/2018 17:33 COMPROVANTE_RAILANDER_CARLOS Comprovante de pagamento de custas
394 EDUARDO MENDES COELHO
45958 22/06/2018 15:18 Certidão de triagem Certidão
962
46023 25/06/2018 18:08 Decisão Decisão
980
PETIÇÃO INICIAL E DOCUMENTOS ANEXOS.

Assinado eletronicamente por: SERVIO TULIO DE BARCELOS - 21/06/2018 17:33:22 Num. 45911898 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062117332185900000044654996
Número do documento: 18062117332185900000044654996
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ..... ª VARA CIVEL DA COMARCA
DE JUIZ DE FORA/MG

DISTRIBUIÇÃO COM URGÊNCIA


INTEGRALIDADE DA DÍVIDA (RECURSO REPETITIVO RESP Nº 1.418.593 – MS) transitado em
julgado em 22/08/14 e para fins do art. 1.036 do Código de Processo Civil. "Nos contratos
firmados na vigência da Lei n. 10.931/2004, compete ao devedor, no prazo de 5 (cinco) dias
após a execução da liminar na ação de busca e apreensão, pagar a integralidade da dívida -
entendida esta como os valores apresentados e comprovados pelo credor na inicial -, sob
pena de consolidação da propriedade do bem móvel objeto de alienação fiduciária

BANCO J. SAFRA S/A, instituição financeira, inscrita no CNPJ sob o nº.


03.017.677/0001-20, com sede na Avenida Paulista, nº 2150, Bairro Bela Vista, CEP 01.310-
300, na cidade de São Paulo/SP, por seus procuradores, com endereço profissional na Rua Rio
Grande do Sul, Nº 661, 4º andar, Barro Preto, CEP: 30170-110, telefone: (31) 3527-4500, Belo
Horizonte/MG, endereço eletrônico barcelos@grupobarcelos.com.br, conforme instrumento de
mandato incluso, vem à presença de V. Exa., com fundamento no Decreto-Lei nº 911/69,
com as alterações do artigo 56 da Lei nº 10.931/04, artigos 101, 102 e seguintes da Lei 13.043,
de 13 de novembro de 2014, artigos 394, 395, 1361 à 1368-B, do Código Civil, artigo 927, III do
NCPC, 257, §3º do CTB e demais disposições legais aplicáveis à espécie, propor a presente
ação de:

BUSCA E APREENSÃO

COM PEDIDO DE LIMINAR PARA RETOMADA DO BEM E DETERMINAÇÃO "EX OFICIO" PARA
TRANSFERÊNCIA DE MULTAS E IPVA´S INCIDENTES SOBRE A GARANTIA AO REQUERIDO

em face de CARLOS EDUARDO MENDES COELHO, brasileiro, solteiro,


coordenador, devidamente inscrito no CPF sob nº 104.377.356-80, RG nº MG16527325,
expedido pela SSP, filho de Pedro Mauro Mendes Coelho e Vera Lucia Marquito Coelho,
residente e domiciliado na Avenida dos Andradas, nº 1143, Bairro Morro da Gloria, CEP: 36035-
120, nesta Comarca, endereço eletrônico desconhecido , pelos motivos de fato e de direito
que se passa a expor:

1) DOS FATOS:

O requerente concedeu à(o) requerido (a) um financiamento no valor de


R$17.567,64 (dezessete mil, quinhentos e sessenta e sete reais e sessenta e quatro centavos),
a ser pago em 36 (trinta e seis) prestações mensais e sucessivas, no valor de R$ 487,99
(quatrocentos e oitenta e sete reais e noventa e nove centavos), cada, com vencimento inicial
em 11/05/2017 final em 11/04/2020, mediante Contrato de Financiamento n.º 189013995,
para Aquisição de Bens, garantido por Alienação Fiduciária, celebrado em 11/04/2017 com
observância ao princípio do "Pacta Sunt Servanda".
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BARCELOS & JANSSEN ADVOGADOS ASSOCIADOS - OAB/MG 1.872
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Em garantia das obrigações assumidas o (a) requerido (a) transferiu em
Alienação Fiduciária, o(s) bem(ns) descrito(s) no supramencionado contrato a saber:

MARCA: YAMAHA TIPO: AUTOMOVEL


MODELO: XT 660 CHASSI: 9C6KM0030C0015207
COR: PRETO ANO: 2011/2012
PLACA: EQS3251 RENAVAM: 00342733605

Ocorre, porém, que o (a) requerido (a) tornou-se inadimplente, deixando de


efetuar o pagamento das prestações a partir de 11/03/2018 incorrendo em mora desde
então, nos termos do artigo 2º, § 2º, do Decreto-Lei 911/69, com as alterações da Lei
13.043/2014 bem como artigo 394 e seguintes do Código Civil.

O requerente, antes de bater às portas do Poder Judiciário para resolver a


inadimplência e garantir o seu direito creditório, por diversas oportunidades tentou a resolução
da situação de forma extrajudicial, objetivando a desjudicialização do processo, porém, não
logrou êxito. O requerido esta se furtando dos pagamentos não restando alternativas ao
requerente senão esta medida, haja vista que o requerente possui compromissos com os seus
depositantes e não pode amargar os prejuízos da inadimplência.

2) DO DIREITO:

Estabelece o artigo 2º, §2º do Decreto Lei 911/69, alterado pela Lei 13.043/14
que:

"Art. 2o No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações


contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o
proprietário fiduciário ou credor poderá vender a coisa a terceiros,
independentemente de leilão, hasta pública, avaliação prévia ou
qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição
expressa em contrário prevista no contrato, devendo aplicar o
preço da venda no pagamento de seu crédito e das despesas
decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver,
com a devida prestação de contas. (Redação dada pela Lei nº
13.043, de 2014)"
"§ 2o A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para
pagamento e poderá ser comprovada por carta registrada com
aviso de recebimento, não se exigindo que a assinatura constante
do referido aviso seja a do próprio destinatário. (Redação dada
pela Lei nº 13.043, de 2014)"

Importante destacar que a Lei supramencionada 13.043/14, em seu artigo 101,


aboliu a exigência da expedição de notificação por Cartório de Registro de Títulos e
Documentos, podendo ser procedida por meio de carta sem registro e com aviso de
recebimento (AR) pelo próprio credor ou seu procurador, conforme documento em anexo.

Ainda, destaca-se também que, em virtude do procedimento ser regido por lei
especifica valendo-se dos instrumentos processuais previstos no NCPC, o requerente desde já
informa que na hipótese de retomada da garantia a mesma será comercializada, em virtude da
vedação ao pacto comissório e serão abatidos os débitos contratuais bem como as despesas

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decorrentes da mora, conforme previsto em contrato. O requerente prestará as contas da
garantia podendo: i) existir saldo a receber do requerido; ou saldo a restituir ao requerido.

O Artigo 394 do Código Civil prescreve:

"Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o


pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e
forma que a lei ou a convenção estabelecer."

Como consequência de tal mora impõe-se a realização da garantia, nos termos


avençados no contrato (cláusula de alienação fiduciária em garantia), em consonância com o
artigo 2º e artigo 3º e seus parágrafos do Decreto-Lei nº 911/69, com a redação dada pela Lei
10.931/04 e lei 13.043/14, sendo considerado, para fins de purgação de mora a quitação
integral da dívida e demais custos causados pela mora, a saber:

2.1 DA MORA:

*2.1.1) R$ 10.690,45 (dez mil, seiscentos e noventa reais e quarenta e cinco centavos) - saldo
devedor em aberto (vencido e vincendo), atualizado até a data da propositura;

2.1.2) R$ 535,42 (quinhentos e trinta e cinco reais e quarenta e dois centavos) - custas
processuais;

*2.1.3) R$ 0,00 - remoção e estadias (apurados após apreensão);

2.1.4) R$ 1.069,04 (um mil, sessenta e nove reais e quatro centavos) - honorários
advocatícios.;

2.1.5) R$ 0,00 (zero reais) - IPVA;

2.1.6) R$ 2.086,21 (dois mil, oitenta e seis reais e vinte e um centavos) - MULTAS;

2.1.7) R$ 0,00 (zero reais) - DEMAIS (LICENCIAMENTO, DPVAT, ETC);

*2.1.1) O débito em aberto é calculado para pagamento até a data do ajuizamento, perfaz o montante de
R$10.690,45 (dez mil, seiscentos e noventa reais e quarenta e cinco centavos), correspondendo ao
saldo em aberto (vencido acrescido dos encargos moratórios contratuais e do vincendo, este calculado
proporcionalmente para a data da elaboração desta exordial- planilha em anexa).

2.1.3) A remoção e as estadias serão calculadas oportunamente, quando da apreensão e deverão ser
pagas pelo requerido, até a data da retirada do bem do pátio, podendo ser pagas no momento da
retirada ou depositados no processo.

Em relação ao pagamento da dívida, o STJ no julgamento do recurso repetitivo


REsp 1.418.593, considerou, para efeitos de purgação de mora, a integralidade da dívida e que
o montante da dívida é atualizado de acordo com as regras estabelecidas no contrato,
seguindo as normas que regem o negocio entabulado sendo inclusive o entendimento
sedimentado do STJ: REsp: 1.061.530, REsp: 973.827, REsp: 1.251.331, REsp: 1.058.114,
todos julgados no rito do artigo 543-C do CPC, a saber:

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"REsp 1.418.593/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 14/05/2014, DJe 27/05/2014 -
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. RECURSO ESPECIAL
REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC.
AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. DECRETO-LEI N. 911/1969.
ALTERAÇÃO INTRODUZIDA PELA LEI N. 10.931/2004. PURGAÇÃO
DA MORA. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE PAGAMENTO DA
INTEGRALIDADE DA DÍVIDA NO PRAZO DE 5 DIAS APÓS A
EXECUÇÃO DA LIMINAR. 1. Para fins do art. 543-C do Código de
Processo Civil: 'Nos contratos firmados na vigência da Lei n.
10.931/2004, compete ao devedor, no prazo de 5 (cinco) dias
após a execução da liminar na ação de busca e apreensão, pagar
a integralidade da dívida - entendida esta como os valores
apresentados e comprovados pelo credor na inicial -, sob pena de
consolidação da propriedade do bem móvel objeto de alienação
fiduciária'. 2. Recurso especial provido."

Nesse diapasão o STJ define o assunto no informativo 540 STJ, paginas 05 e


06.

O artigo 927, III do Novo Código de Processo Civil, preceitua que:

"Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:


(...) III - os acórdãos em incidente de assunção de competência
ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de
recursos extraordinário e especial repetitivos";

Portanto, deve a parte requerida, diante de todo o exposto e em consonância


também com o artigo 395 e seguintes do Código Civil, além de depositar a integralidade da
dívida e despesas decorrentes da mora, na mesma ocasião, o montante das custas/despesas
havidas com o processo e honorários advocatícios em favor dos patronos do requerente.

Estabelece os artigos 927 e ss do Código Civil que:

"Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo"

Excelência, se não existisse atraso - mora no cumprimento das obrigações, as


despesas decorrentes da impontualidade, também não existiriam. Logo, o requerido é
responsável pelas despesas decorrentes da mora, a título de reparação material (guincho e
estadia), incluindo as custas processuais e honorários de advogado.

Transcorrido os prazos in albis e nos termos do Artigo 3º, §1º do Decreto Lei
911/69, consolidará a posse e a propriedade do bem a favor do banco requerente, senão
vejamos:

"(...) § 1o Cinco dias após executada a liminar mencionada no


caput, consolidar-se-ão a propriedade e a posse plena e
exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário, cabendo às
repartições competentes, quando for o caso, expedir novo
certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de

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terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária.
(Redação dada pela Lei 10.931, de 2004)"

Caso ocorra o pagamento da dívida, esta deverá acontecer em até 05 (cinco)


dias do cumprimento do mandado, e não da juntada de peças processuais, comunicados,
intimações, mandados ou algo que o valha, nos termos do art. 3º, § 2º a saber:

"(...) § 2o No prazo do § 1o, o devedor fiduciante poderá pagar a


integralidade da dívida pendente, segundo os valores
apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese na qual o
bem lhe será restituído livre do ônus. (Redação dada pela Lei
10.931, de 2004)."

Os permissivos jurisdicionais concedidos diferentemente do que estabelece a


lei , serão considerados ilegais, principalmente em relação ao prazo de purga de mora.

Nesse sentido o STJ também já se manifestou e consolidou o entendimento a


saber:

"REsp 1.148.622/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,


QUARTA TURMA,julgado em 01/10/2013, DJe 15/10/2013)
PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.
TERMO A QUO PARA O PAGAMENTO DA DÍVIDA. ART. 3º, §§ 1º e
2º, DO DECRETO-LEI N. 911/1969. DATA DA INTIMAÇÃO
CONTIDA NO MANDADO DE BUSCA, APREENSÃO E CITAÇÃO. 1. O
Decreto-Lei n. 911/1969, nos parágrafos 1º e 2º do art 3º, confere
ao devedor fiduciário o prazo de 5 dias - a partir da execução da
liminar de busca e apreensão - para pagar a integralidade da
dívida pendente, nos termos do pedido inicial. 2. O mandado de
busca e apreensão/citação veicula, simultaneamente, a
comunicação ao devedor acerca da retomada do bem alienado
fiduciariamente e sua citação, daí decorrendo dois prazos
diversos: (i) de 5 dias, contados da execução da liminar, para o
pagamento da dívida (art. 3º, §§ 1º e 2º, do Decreto-Lei n.
911/1969, c/c 240 do CPC); e (ii) de 15 dias, a contar da juntada
do mandado aos autos, para o oferecimento de resposta (art. 297,
c/c 241, II, do Código de Processo Civil).3. Recurso especial
provido."

2.2 - DA RECEPÇÃO DO DECRETO LEI 911/69

Em relação a teoria da recepção e compatibilidade das normas perante a


Constituição Federal, existe corrente minoritária no sentido de reconhecer como
inconstitucional os prazos estabelecidos para purga de mora e consolidação de propriedade
previstos no §1º do artigo 3º do Decreto Lei 911/69. Ora Excelência no texto da Carta Magna
não existe a fixação de prazos para elaboração de recursos ou defesas, valendo-se a norma
constitucional, de leis gerais ou especiais, que a regulamentam.

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Na verdade, o que é garantido constitucionalmente, inclusive como principio,
insculpido no artigo 5º é o direito de ampla defesa e contraditório, assegurado a todos os
cidadãos, sendo que as leis (gerais ou especiais) regulamentarão os prazos para cada tipo de
situação.

Seguindo a teoria do risco, dependerá do requerente em realizar ou não a


garantia, decorrido os prazos previstos na lei. Isto porque, o parágrafo 3º do mesmo diploma
estabelece que:

§ 3o O devedor fiduciante apresentará resposta no prazo de


quinze dias da execução da liminar. (Redação dada pela Lei
10.931, de 2004)

Ou seja, o prazo para a resposta coaduna com os ditames do Código de


Processo Civil artigo 335 e seguintes. E ainda, o Decreto lei , deixa claro que na hipótese de
improcedência da ação, caso a garantia contratual seja vendida o requerente poderá ser
responsabilizado pelos atos praticados nos moldes do §6º a saber:

§ 6o Na sentença que decretar a improcedência da ação de


busca e apreensão, o juiz condenará o credor fiduciário ao
pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente
a cinquenta por cento do valor originalmente financiado,
devidamente atualizado, caso o bem já tenha sido alienado.
(Redação dada pela Lei 10.931, de 2004)

Ademais, o Decreto-lei 911/69 e leis posteriores, que regulamentam a alienação


fiduciária, trazem previsão de procedimento judicial que preserva o "due process of law", bem
como o princípio da ampla defesa, não impedindo que o requerido, uma vez acionado, venha a
juízo defender-se.

Outrossim, o STF instado, já reconheceu a validade da legislação, no julgamento


do AGRRE 281-029 /RS da 2ª Turma Rel. Mauricio Correa, a saber:

"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO


EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DECRETO-LEI Nº 911/69.
NORMA RECEBIDA PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
Decreto-lei nº 911/69. Norma recebida pela Constituição Federal
de 1988. Precedente do Tribunal Pleno. Unificação de
Jurisprudência, mediante edição de súmula. Desnecessidade.
Observância do disposto no artigo 101 do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não
conhecido."

Portanto, não há que se falar em inconstitucionalidade ou não recepção do


Decreto Lei 911/69.

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2.3 - DOS DÉBITOS INCIDENTES SOBRE A GARANTIA

O artigo 1.368 - B § único, do Código Civil estabelece que:

"Art. 1.368-B. A alienação fiduciária em garantia de bem móvel


ou imóvel confere direito real de aquisição ao fiduciante, seu
cessionário ou sucessor. (Incluído pela Lei nº 13.043, de 2014)
Parágrafo único: O credor fiduciário que se tornar proprietário
pleno do bem, por efeito de realização da garantia, mediante
consolidação da propriedade, adjudicação, dação ou outra forma
pela qual lhe tenha sido transmitida a propriedade plena, passa a
responder pelo pagamento dos tributos sobre a propriedade e a
posse, taxas, despesas condominiais e quaisquer outros
encargos, tributários ou não, incidentes sobre o bem objeto da
garantia, a partir da data em que vier a ser imitido na posse direta
do bem."

Em relação as multas o Artigo 257, § 3º do CTB estabelece:

"As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do


veículo, ao embarcador e ao transportador, salvo os casos de
descumprimento de obrigações e deveres impostos a pessoas
físicas ou jurídicas expressamente mencionados neste Código.
§ 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações
decorrentes de atos praticados na direção do veículo."

Nesse sentido:

"STJ - RECURSO ESPECIAL REsp 1281081 MG 2011/0145796-2


(STJ) Data de publicação: 14/02/2012 Ementa:
ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. TRÂNSITO. INFRAÇÃO
RELACIONADA ÀCONDUÇÃO, NÃO À PROPRIEDADE DO VEÍCULO.
CONDUTOR-INFRATOR PLENAMENTEIDENTIFICADO QUANDO DA
AUTUAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO
PROPRIETÁRIO.INEXISTÊNCIA. PRESTÍGIO DA VERDADE REAL EM
PROCEDIMENTOADMINISTRATIVO SANCIONADOR. 1. Como deixa
claro o acórdão recorrido, houve autuação por infraçãoao CTB
não relacionada à propriedade e à regularidade do veículo,mas
referente à sua condução - ou seja, por conduta atribuível
unicamente ao condutor, e não ao proprietário, que sequer estava
presente no momento da autuação. 2. Dessa forma, é indevida a
atribuição de responsabilidade ao proprietário, com pontuação
negativa em seus registros específicos,em especial porque, além
de tudo quanto já consignado, o condutor-infrator foi
regularmente identificado. 3. É de se prestigiar o princípio da
verdade real em sede de procedimento administrativo
sancionador. 4. Recurso especial não provido.""

Em relação ao IPVA, a C. Corte estabeleceu que:

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Número do documento: 18062117332237100000044655262
IPVA: "REsp 1306407(2011/0214836-4 de 30/11/2016)
TRIBUTÁRIO. IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO
ADQUIRENTE POR DÉBITOS ANTERIORES. LEGITIMIDADE.
INSCRIÇÃO NO CADIN. POSSIBILIDADE. 1. Por força do art. 131, I,
do CTN, o adquirente do veículo se torna responsável pelo
pagamento dos débitos de IPVA, sendo desinfluente o exercício
em que ocorreu o fato gerador. 2. A inscrição regular do
responsável tributário no cadastro de inadimplentes, por não se
qualificar como ato ilícito, não ocasiona dano moral indenizável.
3. Recurso especial provido, devendo os autos retornarem ao
Tribunal de origem".

Ainda consolidou entendimento REPETITIVO - no REsp 1.114.406, tema 453 no


sentido de que:

"RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA.


EXECUÇÃO FISCAL. DESPESAS DE REMOÇÃO E ESTADIA
DEVEÍCULO APREENDIDO. RESPONSABILIDADE DO
ARRENDATÁRIO. 1. As despesas relativas à remoção, guarda e
conservação de veículo apreendido no caso de arrendamento
mercantil, independentemente da natureza da infração que deu
origem à apreensão do veículo e ainda que haja posterior
retomada da posse do bem pelo arrendante, são da
responsabilidade do arrendatário, que se equipara ao proprietário
enquanto em vigor o contrato de arrendamento (cf. artigo 4º da
Resolução CONTRAN nº 149/2003). 2. Recurso especial provido.
Acórdão."

Portanto, a consolidação da propriedade deverá ocorrer livre de ônus, o que


inclui a não cobrança de quaisquer tributos, multas, diárias de pátio e outros encargos de
responsabilidade do devedor, requerido neste processo, nos termos do artigo 1368 B do
Código Civil, com nova redação conferida pela Lei 13.043/2014.

2.4 - DAS DESPESAS COM A REMOÇÃO E GUARDA

Nos termos do art. 2° caput e seu § 1°, do Decreto-Lei n. 911/69, o Credor faz
jus ao pagamento integral da dívida e despesas decorrentes da execução da garantia:

“Art. 2o No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações


contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário
fiduciário ou credor poderá vender a coisa a terceiros,
independentemente de leilão, hasta pública, avaliação prévia ou
qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição
expressa em contrário prevista no contrato, devendo aplicar o preço da
venda no pagamento de seu crédito e das despesas decorrentes e
entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com a devida prestação
de contas. (Redação dada pela Lei nº 13.043, de 2014)
§ 1º O crédito a que se refere o presente artigo abrange o principal, juros
e comissões, além das taxas, cláusula penal e correção monetária,
quando expressamente convencionados pelas partes.”
(sem grifos na original)

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Número do documento: 18062117332237100000044655262
A parte ré tem pleno e irrestrito conhecimento das obrigações contratuais livre e
conscientemente assumidas.

Entre as despesas incorridas com a execução da garantia, estão as despesas


com remoção e guarda do veículo, sendo estas de responsabilidade da parte ré.

Conforme interpretação literal da norma legal e das disposições contidas na


Cédula de Crédito Bancário, a parte ré, a partir da inadimplência é responsável por todas as
despesas provenientes da execução da garantia.

Embora a lei determine que o produto da venda seja aplicado no pagamento das
obrigações, principal e acessórias e despesas oriundas da execução da garantia, não retira da
parte ré a mesma obrigação de suportar em caso de tentar impedir a consolidação da posse e
propriedade com o pagamento da dívida.

É cediço que as despesas com estadia e guincho suportadas pela parte ré, são
previstas na lei e na Cédula, não podendo ser imputadas ao Autor.

Ademais, imputar ao Autor ônus de arcar com as despesas relativas à guarda e


remoção do veículo, quando foi parte ré que deu azo, é promover o enriquecimento ilícito do
devedor.

A restituição do veículo, sem a devida contraprestação, apenas premia a parte


ré que será agraciada com a ordem.

Antes do Código Civil de 2002, não havia regulamentação expressa em nosso


ordenamento jurídico no tocante ao enriquecimento sem causa. Desde a promulgação do
novo Código Civil, os artigos 884 a 886 do referido estatuto tratam de forma objetiva este
preceito que há muito permeava o direito pátrio. Para César Fiúza, “enriquecimento ilícito ou
sem causa, também denominado enriquecimento indevido, ou locupletamento, é, de modo
geral, todo aumento patrimonial que ocorre sem causa jurídica, mas também tudo o que se
deixa de perder sem causa legítima” (O princípio do enriquecimento sem causa e seu
regramento dogmático).

O enriquecimento sem causa ou ilícito é um princípio por sua natureza, sendo


os seus requisitos os seguintes: diminuição patrimonial do lesado; aumento patrimonial do
beneficiado sem causa jurídica que o justifique; relação de causalidade entre o
enriquecimento de um e o empobrecimento do outro. O elemento subjetivo é dispensado na
análise do enriquecimento sem causa, pois, como no caso trazido à baila nestes autos, o
enriquecimento da parte ré irá ocorrer por um fato causado pela por esta.

De acordo com a tradicional doutrina unitária da deslocação patrimonial,


surgida quando da elaboração do Código Civil alemão, a cláusula geral de enriquecimento sem
causa institui uma pretensão de aplicação direta, bastando para tal, única e simplesmente, a
verificação de detenção injustificada de um enriquecimento à custa de outrem. (JUNG, Erich.
Die Bereicherungsansprüche und der Mangel des rechtlichen Grundes. Leipzig: Hirschfeld,
1902. p. 127 e ss.)

In casu, a restituição do bem pela parte ré sem o devido pagamento do débito


trará a real possibilidade de enriquecimento sem causa desta, fazendo-se necessária impedir
a sua ocorrência.

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Número do documento: 18062117332237100000044655262
A jurisprudência pátria desde sempre vem repugnando tal situação, como o voto
proferido pelo Exmo. Sr. Min. Eros Grau do Excelso Supremo Tribunal Federal no julgamento
do Agravo Regimento no Recurso Extraordinário nº 594.354-2, no qual é apresentada de forma
cristalina a vedação ao enriquecimento sem causa:

“5. Antes do novo Código Civil, nosso direito positivo não contemplava
em texto normativo expresso o princípio da vedação ao enriquecimento
sem causa. De qualquer forma, é indisputável que este sempre atuou em
nosso sistema como norma jurídica, informando e conformando
soluções jurídicas a serem aplicadas. 6. O que conta é a circunstância
de, na expressão de FRANCISCO MADRAZO, funcionar como
fundamento do direito das obrigações, regra de ouro das transferências
patrimoniais, padrão ou medida com o qual se julga a equidade de um
negócio ou de uma situação jurídica. 7. O princípio da vedação do
enriquecimento sem causa encontra sua matriz na equidade que,
...como anotou JORGE AMERICANO...no direito romano se combinou
com o princípio da proteção ao patrimônio para repelir o locupletamento
injustificado, criando a ação de in rem verso. (...) Enriquecimento sem
causa é aquele em função do qual alguém, em detrimento de outrem, vê
acrescido seu patrimônio. Há, aí, locupletamento indevido.” (sem grifos
no original)

Deste modo, os requisitos formais para comprovação do enriquecimento ilícito, caso ocorra o
pedido de restituição do bem, estão claramente presentes. Tais requisitos são: “a) existência
real do enriquecimento; b) existência real de um prejuízo; c) nexo causal entre o prejuízo e o
lucro injusto (RT 458/122)”.

3) DO PEDIDO:

Diante de todo o exposto e com fundamento no artigo 3º e seus parágrafos do


já citado diploma legal, com as alterações dadas pela Lei 10.931/2004 e Lei 13.043/2014,
requer se digne Vossa Excelência a :

a) Conceder liminarmente, a BUSCA E APREENSÃO do(s) bem(ns) supramencionado(s);

b) Em razão da especialidade desse procedimento e da natureza do litígio, o autor vem


manifestar seu desinteresse na autocomposição, sendo desnecessária a designação de
audiência, conforme disposto nos artigos 319, VII c/c 334, §5º do Novo Código de Processo
Civil.

c) Expedição de OFÍCIO AO DETRAN, liminarmente, em conjunto ao mandado de busca


e apreensão, autorizando o requerente a transferir as multas incidentes sobre o Bem para o
CPF do requerido, por ser de sua exclusiva responsabilidade, bem como a retirada de
quaisquer ônus incidentes sobre o bem junto ao Registro Nacional de Veículos Automotores -
RENAVAM;

d) Sendo efetivada a retomada, requer seja o bem depositado em mãos da parte


requerente, na pessoa de seu representante que for indicado, bem como seja procedida
Determinar a citação do requerido ou seu representante legal para que no prazo de 05 (cinco)
dias, pague a integralidade da dívida indicada no quadro "da mora" da presente inicial,
acrescida dos encargos pactuados, despesas materiais decorrentes da retomada, se houver,
custas processuais e honorários advocatícios sobre o valor total, conforme julgamento do

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Número do documento: 18062117332237100000044655262
STJ, proferido no Recurso Repetitivo n. 1.418.593- MS, hipótese na qual o(s) bem(ens) lhe
será(ao) restituído(s) livre do ônus da alienação fiduciária e ou para no prazo de 15 (quinze),
sob pena de revelia, contestar e acompanhar a presente ação, até final decisão, onde não se
discutira mais propriedade;

e) Decorrido o prazo de 5 (cinco) dias após executada a liminar sem que o (a) requerido
(a) efetue o pagamento da totalidade do débito,tornar definitiva a consolidação da propriedade
com a posse plena e exclusiva do(s) bem (s) objeto da demanda, em mãos do requerente, tudo
conforme disposição legal, previsto no parágrafo primeiro do artigo 3.º do Dec. Lei 911/69,
com a redação que lhe foi dada pelo artigo 56 da Lei 10.931/04;

f) O (a) requerido (a), por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão,


deverá entregar o bem e seus respectivos documentos, de acordo com o §14 do art. 3º, do
Dec. Lei 911/69, com a redação que lhe foi dada pela Lei 10.931/04;

f.1) Na hipótese do descumprimento §14 do art. 3º, do Dec. Lei 911/69, com a redação
que lhe foi dada pela Lei 10.931/04, requer seja arbitrado multa diária, a ser paga pelo
requerido, até o efetivo cumprimento.

f.2) condenar o (a) requerido (a) ao pagamento das despesas decorrentes da mora,
bem como as custas e honorários advocatícios.

g) Concessão de Segredo de Justiça em virtude da possibilidade de ocultação da


garantia contratual;

h) Em caso de purga de mora, nos termos supramencionados, o requerido deverá


pagar as despesas decorrentes do atraso. Caso seja expedido mandado de restituição ou
sobrevenha determinação judicial para restituição do bem, requer-se desde já que seja
determinado o pagamento da remoção e das diárias, pelo requerido no ato da retirada ou
através de depósito judicial;

Requer ainda, que sejam concedidas ao Sr. Oficial de Justiça, as faculdades


contidas no parágrafo segundo do artigo 212 e ss, do Novo Código de Processo Civil, inclusive
com ordem de arrombamento e reforço policial, para que proceda a apreensão do(s) bem(ns)
que será(ao) removido(s) para o depósito do requerente, quando também, o (a) requerido (a)
deverá entregar os respectivos documentos, conforme preceitua o §14º, do artigo 3º. incluído
pela Lei 13.043/ 2014, cuja determinação deverá constar do mandado.

Ao final, face a tudo que consta dos autos, deverá ser prolatada sentença dando
por PROCEDENTE O PEDIDO, tornando definitiva a consolidação da propriedade e da posse
plena e exclusiva do bem objeto da demanda, em mãos da parte autora, nos termos do artigo
3º parágrafo 1º do Decreto-lei nº 911/69, com a redação do artigo 56 da Lei 10.931/04, c/c
com o artigo 2º da mesma norma legal e do parágrafo único do artigo 1.368-B, advindo pelo
artigo 102 da Lei 13.043/14, respondendo o requerente ou quem este indicar apenas pelos
débitos e tributos que ocorram após sua efetiva posse direta; condenando o(a) requerido (a)
ao pagamento das verbas de sucumbência, devendo para tanto, ser expedido também OFÍCIO
À SECRETARIA DA FAZENDA ESTADUAL comunicando a transferência da propriedade, para
que esta se abstenha à cobrança de IPVA junto ao Banco requerente ou a quem este indicar,
anteriormente à consolidação da propriedade nos termos da fundamentação supra
transferindo os encargos/ pendências gerados até a reintegração para o CPF/CNPJ do
requerido.

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Número do documento: 18062117332237100000044655262
Por fim, requer que todas as intimações, publicações de despachos e
comunicações relativas ao veículo retido/retomado, sejam realizadas em nome do advogado
Sérvio Túlio de Barcelos – OAB/MG 44.698, com endereço Rua Rio Grande do Sul, Nº 661, 4º
andar, Barro Preto, CEP.: 30170-110, telefone (31) 3527-4500, Belo Horizonte/MG, sob pena de
nulidade, inclusive aquelas por meio eletrônico de acordo com a Lei nº 11.419/06, através do
email barcelos@grupobarcelos.com.br, que representam o requerente em JUIZO.

Seja o requerente nomeado depositário fiel do bem apreendido, na pessoa de


um dos seus representantes a seguir qualificados, ou ainda na pessoa dos representantes
indicados no momento da apreensão:

 Douglas Moreira de Oliveira


CPF: 042.512.776-19
Telefone: 32 9 9163-3858

Ratifica o Requerente, que antes de seguir para as vias judiciais, procurou o (a)
Requerido (a) para tentativa de composição sem sucesso, motivo pelo qual entende que a
designação de audiência de conciliação não será produtiva. Declara, para os fins legais, que a
cópia do instrumento de mandato e de demais documentos acostada à presente, é reprodução
fiel do original, restando a mesma autenticada nos termos da lei n.º 11.382 de 06/12/2006.

Requer provar o alegado por todos meios em direito admitidos, especialmente


depoimento pessoal do requerido (a), sob pena de confissão, oitiva de testemunhas, juntada
de documentos, perícia, etc.

Dá-se a presente o valor de R$ 11.759,49 (onze mil, setecentos e cinquenta e


nove reais e quarenta e nove centavos).

Termos em que
Pede e espera deferimento
Juiz de Fora, 19 de junho de 2018

JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA FREDERICO NASSIF BOUERI


OAB/MG 79.757 OAB/MG 85.827

SÉRVIO TÚLIO DE BARCELOS


OAB/MG44.698

LFRG

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NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL 03243225 JO978348495BR

14 maio de 2018

Ao

CARLOS EDUARDO MENDES COELHO


AV DOS ANDRADAS 1143
MRO DA GLORIA
JUIZ DE FORA MG 36035120

Referente ao CONTRATO DE FINANCIAMENTO/ ARRENDAMENTO n.º 189013995


BANCO SAFRA S/A 58160789000128
Avenida Paulista, no 2100 Bela Vista Sao Paulo - SP 0131020

Prezado(a) Senhor(a)

Até a presente data, não identificamos o pagamento das parcelas do contrato de (financiamento ou arrendamento)
supramencionado, encontrando-se o mesmo em INADIMPLÊNCIA.Conforme previsto nas Resoluções do Banco Central do
Brasil, em Lei 11.775/08, Decreto-Lei n.º 911/69, alterado pela Lei n.º 10.931/04 e Lei n.º 10.406/2003 (Código Civil) tal
situação, além de gerar prejuízos e desconforto para o o Banco Credor, gera a faculdade do mesmo utilizar-se dos instrumentos
jurídicos legais para RETOMAR a garantia atrelada ao contrato.

Não acusamos o recebimento da parcela com vencimento em 11/03/2018 e as demais subsequentes e para que surtam
os efeitos legais, fica V.Sa. NOTIFICADO(A) de todos os termos da lei para que efetue o pagamento integral do saldo devedor,
devidamente corrigido no prazo máximo de 48 (Quarenta e oito) horas, no escritório inframencionado:

BARCELOS ADVOGADOS ASSOCIADOS LTDA.


RUA RIO GRANDE DO SUL - BARRO PRETO 661 2º ANDAR
BELO HORIZONTE – MG – CEP: 30170-110 Fone: (31) 3527-4533

Outrossim, fica ainda, V.Sa. informada de que o não pagamento das parcelas descritas acima será interpretada
como falta de interesse e por consequencia ensejará a propositura de AÇÃO JUDICIAL (BUSCA E
APREENSÃO/REINTEGRAÇÃO DE POSSE DO BEM) para APREENSÃO do bem.

Por fim, fica consignado que efetivado somente o pagamento de uma parcela vencida, e, deixando as demais parcelas
também vencidas sem o devido pagamento não haverá revogação da presente notificação, pois serão compensados os valores
porventura pagos, e , permanecerá V.Sa. em mora , validando-se a presente para adoção dos procedimentos judiciais cabiveis.

Caso ao receber esta notificação V.Sa. já tenha regularizado a(s) pendência(s), solicitamos que desconsidere a presente.

Atenciosamente
Banco J Safra S/A

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Número do documento: 18062117332365000000044655331
GRUPO MRS
BAURU - SP - (14) 3879-1297
WWW.GRUPOMRS.COM.BR–DOCUMENTOS@GRUPOMRS.COM.BR

Bauru-SP, 21 maio de 2018.

NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL
CARLOS EDUARDO MENDES COELHO
AV DOS ANDRADAS 1143
MRO DA GLORIA JUIZ DE FORA MG 36035120

Com referência a Notificação Extrajudicial remetida via CORREIOS em


14/05/2018 ao seu destinatário e devidamente registrada sob nº
JO978348495BR, foi entregue no endereço retro mencionado conforme
informações abaixo:

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Número do documento: 18062117332365000000044655331
19/06/2018 Portal de Serviços Denatran

Consultar Veículo
ATENÇÃO
As informações obtidas através de consulta a este site não servem como certidão de
regularidade.

Dados do veículo
Placa EQS3251

Código RENAVAM 00342733605

CPF/CNPJ do Proprietário 104.377.356-80

Nome do Proprietário CARLOS EDUARDO MENDES COELHO

Tipo MOTOCICLETA

Espécie PASSAGEIRO

Carroceria NãO APLICAVEL

Categoria PARTICULAR

Combustível GASOLINA

Marca/Modelo YAMAHA/XT 660R

Ano Fabricação 2011

Ano Modelo 2012

Cor PRETA

Lotação 2

Capacidade de Carga 0

Potência 0

Cilindradas 659

Indicadores de Situação do Veículo


Restrição-1 ALIENACAO FIDUCIARIA

Restrição-2 Não há

Restrição-3 Não há

Restrição-4 Não há

https://portalservicos.denatran.serpro.gov.br/#/veiculo 1/2

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19/06/2018 Portal de Serviços Denatran

Existe ocorrência de furto/roubo ativa? Não

Existe comunicação de venda ativa? Não

Existe restrição judicial RENAJUD? Não

Existe multa RENAINF? Sim

Existe recall? Não

Para obter detalhes das restrições ou informações adicionais procure o DETRAN do seu
veículo.

https://portalservicos.denatran.serpro.gov.br/#/veiculo 2/2

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19/06/2018 DETRAN - MG - Consulta da situação do veículo

DETRAN - M G
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Veículos Situação do Veículo

Cons ulta da s ituação do ve ículo

Terça-feira, 19 de Junho de 2018 - 16 horas e 20 minutos


Dados Ve ículo
Placa: EQS3251

Im pe dim e ntos

ENDERECO DESATUALIZADO

Re s triçõe s

ALIENACAO FIDUCIARIA AGENTE: BANCO J SAFRA SA

DETRAN-MG Av João Pinheiro, 417 - Boa Viagem - CEP 30.130-183 - Belo Horizonte - MG

https://www.detran.mg.gov.br/veiculos/situacao-do-veiculo/consulta-a-situacao-do-veiculo/-/consulta_impedimentos_veiculo/EQS3251/9C6KM0030C001520… 1/1

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Número do documento: 18062117332389100000044655364
DEMONSTRATIVO DO DÉBITO / PARCELAS VENCIDAS E VINCENDAS VOLTAR

Cliente LEA/CDC Contrato


CARLOS EDUARDO MENDES COELHO CDC 189013995
Prazo do Financiamento Taxa de Juros Remuneratórios (% a.m.) Vlr Garantia (Molicar/Fipe) SEM Depreciação Data do Cálculo
36 2,28% 22.018,00 19/06/2018
N.° da Primeira Parcela Vencida Data da 1.ª Parcela Vencida Valor da Parcela (R$)
11 11/03/2018 487,99
UF do cliente Descrição do Veículo Ano/Modelo do Veículo
MG XT 660 R 2012
0,3708724 # # 0,162663333 0,16 0,37

PMT VENCIMENTO ATRASO VALOR ENCARGOS CONTRATUAIS DESCAPITALIZAÇÃO TOTAL

11 11 / 3 / 2018 100 487,99 111,91 599,90

12 11 / 4 / 2018 69 487,99 95,37 583,36

13 11 / 5 / 2018 39 487,99 79,37 567,36

14 11 / 6 / 2018 8 487,99 62,83 550,82

15 11 / 7 / 2018 -22 487,99 0,00 -8,00 479,99

16 11 / 8 / 2018 -53 487,99 0,00 -19,05 468,94

17 11 / 9 / 2018 -84 487,99 0,00 -29,85 458,14

18 11 / 10 / 2018 -114 487,99 0,00 -40,06 447,93

19 11 / 11 / 2018 -145 487,99 0,00 -50,38 437,61

20 11 / 12 / 2018 -175 487,99 0,00 -60,13 427,86

21 11 / 1 / 2019 -206 487,99 0,00 -69,99 418,00

22 11 / 2 / 2019 -237 487,99 0,00 -79,61 408,38

23 11 / 3 / 2019 -265 487,99 0,00 -88,11 399,88

24 11 / 4 / 2019 -296 487,99 0,00 -97,32 390,67

25 11 / 5 / 2019 -326 487,99 0,00 -106,03 381,96

26 11 / 6 / 2019 -357 487,99 0,00 -114,82 373,17

27 11 / 7 / 2019 -387 487,99 0,00 -123,14 364,85

28 11 / 8 / 2019 -418 487,99 0,00 -131,54 356,45

29 11 / 9 / 2019 -449 487,99 0,00 -139,75 348,24

30 11 / 10 / 2019 -479 487,99 0,00 -147,51 340,48

31 11 / 11 / 2019 -510 487,99 0,00 -155,35 332,64

32 11 / 12 / 2019 -540 487,99 0,00 -162,77 325,22

33 11 / 1 / 2020 -571 487,99 0,00 -170,26 317,73

34 11 / 2 / 2020 -602 487,99 0,00 -177,57 310,42

35 11 / 3 / 2020 -631 487,99 0,00 -184,27 303,72

36 11 / 4 / 2020 -662 487,99 0,00 -191,26 296,73

SALDO DEVEDOR 12.687,74 349,48 -2.346,77 10.690,45


ESPAÇO 10.340,97
SALDO DEVEDOR 10.690,45
ESPAÇO
% ABATIMENTO SOBRE O SALDO DEVEDOR
ESPAÇO
VALOR COBRADO / CAUSA 10.690,45
V.19

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Número do documento: 18062117332444200000044655398
Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Guia de Recolhimento de Custas e Taxas Judiciárias - GRCTJ - WEB

Justiça de 1ª e 2ª Instâncias Número da Guia: 0145.18.00989046-3


Beneficiário CNPJ Agência / Cód. Beneficiário
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais 21.154.554/0001-13 0085 / 562058-9

Endereço do Beneficiário UF CEP Nosso Número


Av. Afonso Pena, 4001 - Serra - Belo Horizonte MG 30.130-008 14014518009890463-8

Identificação do Pagador CPF/ CNPJ do Pagador


BANCO J SAFRA SA 03017677000120
Referência do Recolhimento

BUSCA/APREENSÃO DL 911/69/CÍVEL
Comarca/Vara: Juiz de Fora
Valor da Causa: R$ 11.759,49
Número do Processo: S/Nº
Discriminação dos valores a recolher guia: Custas Prévias

Custas de 1ª instância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$
. . .260,11
...
Taxa Judiciária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .R$
. . .94,29
.
BUSCA E APREENSÃO - c/ of.companheiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .R$
. . 166,60
...
VALOR TOTAL
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . R$
. . .521,00
....

Informações Complementares:
ATENÇÃO:
. Não pagar após o vencimento - 19/07/2018;
. Proibido cobrar multas/mora/acréscimos ou conceder descontos/abatimentos/deduções;
. O prazo de validade da guia não se sobrepõe, derroga ou modifica o prazo processual a que está vinculado o recolhimento;
. A prova do recolhimento se fará pela própria guia autenticada mecanicamente ou pela guia acompanhada do comprovante definitivo do efetivo pagamento. A
autenticação na guia ou o comprovante emitido pelo guichê de caixa deverão ser originais. Não fará prova do recolhimento o comprovante emitido por canais
eletrônicos relativo ao serviço de agendamento ou outro similar que possa vir a ser cancelado, por iniciativa do Banco ou do correntista.

Data de Emissão Data de Validade Valor do Documento AUTENTICAÇÃO MECÂNICA - RECIBO DO PAGADOR
19/06/2018 19/07/2018 R$ 521,00

1ª Via - Autos

104-0 10495.62059 89014.151842 00989.046305 1 75900000052100


Local de Pagamento Vencimento
PAGAR PREFERENCIALMENTE NAS CASAS LOTÉRICAS ATÉ O VALOR LIMITE 19/07/2018
Beneficiário: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais CNPJ: 21.154.554/0001-13 Agência / Código do Beneficiário
Endereço: Av. Afonso Pena, 4001 - Serra - Belo Horizonte CEP: 30.130-008 0085 / 562058-9
Data do Documento Nº do Documento Espécie DOC Aceite Data process. Nosso Número
19/06/2018 0145.18.00989046-3 OU N 19/06/2018 14014518009890463-8
Uso do Banco Carteira Espécie Moeda Quantidade Moeda xValor (=) Valor Documento
RG R$ R$ 521,00
(-) Desconto / Abatimento
Instruções (Texto de Responsabilidade do Beneficiário)
***********************************************************************************
ATENÇÃO:
(-) Outras Deduções
. Não pagar após o vencimento;
. Proibido cobrar multas/mora/acréscimos ou conceder descontos/abatimentos/deduções; ***********************************************************************************
. O prazo de validade da guia não se sobrepõe, derroga ou modifica o prazo processual a que está vinculado o (+) Mora / Multa
recolhimento; ***********************************************************************************
. A prova do recolhimento se fará pela própria guia autenticada mecanicamente ou pela guia acompanhada do (+) Outros Acréscimos
comprovante definitivo do efetivo pagamento. A autenticação na guia ou o comprovante emitido pelo guichê de
caixa deverão ser originais. Não fará prova do recolhimento o comprovante emitido por canais eletrônicos relativo ***********************************************************************************
ao serviço de agendamento ou outro similar que possa vir a ser cancelado, por iniciativa do Banco ou do (=) Valor Cobrado
correntista. R$ 521,00
Pagador BANCO J SAFRA SA CPF / CNPJ: 03017677000120

Sacador / Avalista Cód Baixa.


Autenticação mecânica - Ficha de Compensação

2ª Via

Assinado eletronicamente por: SERVIO TULIO DE BARCELOS - 21/06/2018 17:33:24 Num. 45912319 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062117332471300000044655416
Número do documento: 18062117332471300000044655416
21/06/2018 - BANCO DO BRASIL - 11:43:41
301403014 0006

COMPROVANTE DE PAGAMENTO DE TITULOS

CLIENTE: BARCELOS ADVOGADOS ASS


AGENCIA: 3014-7 CONTA: 32.045-5
================================================
CAIXA ECONOMICA FEDERAL
------------------------------------------------
10495620598901415184200989046305175900000052100
BENEFICIARIO:
TRIBUNAL DA JUSTICA DO ESTADO DE MI
NOME FANTASIA:
TRIBUNAL DA JUSTICA DO ESTADO DE MI
CNPJ: 21.154.554/0001-13
PAGADOR:
BANCO J SAFRA SA
CNPJ: 03.017.677/0001-20
------------------------------------------------
NR. DOCUMENTO 62.117
DATA DE VENCIMENTO 19/07/2018
DATA DO PAGAMENTO 21/06/2018
VALOR DO DOCUMENTO 521,00
VALOR COBRADO 521,00
================================================
NR.AUTENTICACAO 6.CC7.80B.443.250.A93

Assinado eletronicamente por: SERVIO TULIO DE BARCELOS - 21/06/2018 17:33:25 Num. 45912394 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062117332500500000044655491
Número do documento: 18062117332500500000044655491
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

COMARCA DE JUIZ DE FORA

5ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora

Rua Marechal Deodoro, 662, Centro, JUIZ DE FORA - MG - CEP:

CERTIDÃO DE TRIAGEM

Certifico que:

( X ) houve pagamento das custas

( X ) a parte autora está regularmente representada

( ) o(s) documento(s).........................., relacionado(s) na inicial, não foi/foram apresentado(s).

Assinado eletronicamente por: RODRIGO JOSE CANDIDO DA SILVA PARAISO - 22/06/2018 15:18:48 Num. 45958962 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062215184771100000044701927
Número do documento: 18062215184771100000044701927
( X ) não há outro processo envolvendo mesmas partes e/ou mesmo pedido desta ação, nesta comarca,
conforme pesquisa no SISCOM/TJMG.

JUIZ DE FORA, 22 de junho de 2018

Assinado eletronicamente por: RODRIGO JOSE CANDIDO DA SILVA PARAISO - 22/06/2018 15:18:48 Num. 45958962 - Pág. 2
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062215184771100000044701927
Número do documento: 18062215184771100000044701927
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

COMARCA DE JUIZ DE FORA

5ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora

Rua Marechal Deodoro, 662, Centro, JUIZ DE FORA - MG - CEP:36.015-900

PROCESSO Nº 5010641-48.2018.8.13.0145

CLASSE: BUSCA E APREENSÃO EM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA (81)

ASSUNTO: [Alienação Fiduciária]

AUTOR: BANCO J SAFRA S/A

RÉU: CARLOS EDUARDO MENDES COELHO

Considerando o art. 1.046, § 2º, Código de Processo Civil:

1 -Face à comprovação da mora, DEFIRO a liminar.

2 -Cite-se para no prazo de 15 (quinze) dias contados a partir da execução da liminar, querendo,
apresentar resposta, sob pena de revelia.

Assinado eletronicamente por: FRANCISCO JOSE DA SILVA - 25/06/2018 18:08:41 Num. 46023980 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18062510281489900000044766776
Número do documento: 18062510281489900000044766776
- Dê-se ciência ao réu de que poderá, ainda, sem prejuízo de eventual resposta, entendendo ter havido
pagamento a maior e desejando restituição, pagar a integralidade da dívida pendente, no prazo de 5
(cinco) dias contados da execução da liminar, segundo os valores apresentados pelo autor na inicial,
hipótese que o bem lhe será restituído, livre de ônus.

Ressalto que para purgar a mora, o réu/devedor deverá efetuar o pagamento da integralidade da
dívida, correspondente ao valor indicado na inicial/planilha e conforme entendimento do egrégio
Tribunal de Justiça deste estado, o qual acolho (Agravo de Instrumento 1.0000.16.029811-3/001 –
Comarca de Patos de Minas – Relator: Des. José Arthur Filho – 21.06.2017).

- Nos termos do art. 3º, § 14 do Dec-Lei 911/69, deverá o réu, no ato do cumprimento da liminar, entregar
os documentos de porte obrigatório e transferência do veículo.Deixo de aplica, por ora, multa diária.

- Ressalvo que poderá o oficial de justiça lançar mão das prerrogativas do art. 212, § 2º do CPC, inclusive
arrombamento, caso entenda necessário e uso de força policial, desde que devidamente certificado;

3 – Faculto ao autor obter, junto à secretaria deste juízo, certidão para, junto ao Detran, efetuar registro da
presente ação no Renavan do veículo, uma vez que não é possível fazê-lo via on-line, por meio do
Renajud.

4 – Nos termos do art. 3º, § 12 do Dec-Lei 911/69, deverá constar do mandado que, estando o veículo em
comarca distinta, fica possibilitada sua apreensão, independentementede distribuição de carta precatória.

5 – Nos termos do Agravo de Instrumento acima mencionado – 1.0000.16.029811-3/001 – determino


que o autor mantenha o veículo nesta Comarca até finalizar o prazo de purga da mora.

6 –Intimação exclusiva de procurador:

Caso requerido, atenda-se.

7 – Eventual pedido de processamento do feito sob sigilo/segredo,ainda que até o cumprimento da


liminar, indefiroposto que o caso dos autos não se enquadra nas hipóteses do art. 188, Código de Processo
Civil.

8 – Concomitantemente à citação intime-se o autor da presente, haja vista o item 5 e 7. Promova a


secretaria a exclusão da marcação no sistema.

JUIZ DE FORA, 25 de junho de 2018

Assinado eletronicamente por: FRANCISCO JOSE DA SILVA - 25/06/2018 18:08:41 Num. 46023980 - Pág. 2
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