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Companhia de Saneamento

de Minas Gerais - COPASA-MG


Agente de Saneamento - Especialidades:
Auxiliar Sondagem, Auxiliar Serviços
Saneamento, Eletricista Manutenção
Equipamentos, Leiturista, Mecânico
Manutenção Equipamentos,
Motorista e Operador ETA/ETE
Língua Portuguesa
1. Leitura, compreensão e interpretação de textos. 2. Conhecimentos linguísticos gerais e específicos relativos
à leitura e produção de textos. ..........................................................................................................................................1
3. Conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua. .....................................................................2
4. Estrutura fonética: encontros vocálicos e consonantais, dígrafo, divisão silábica, ortografia, acentuação
tônica e gráfica. ....................................................................................................................................................................4
5. Classes de palavras: classificação, flexões nominais e verbais, emprego. .......................................................... 12
6. Teoria geral da frase e sua análise: orações, períodos e funções sintáticas. ..................................................... 38
7. Sintaxe de concordância: concordância nominal e verbal (casos gerais e particulares). ............................... 49
8. Crase. .............................................................................................................................................................................. 52
9. Colocação de pronomes: próclise, mesóclise e ênclise. ......................................................................................... 55
10. Pontuação: emprego dos sinais de pontuação. ..................................................................................................... 56

Raciocínio Lógico
1. Noções básicas de lógica: 1.1 conectivos, tautologia e contradições, implicações e equivalências, afirmações
e negações, argumento, silogismo, validade de argumento. 1.2 Compreensão e elaboração da estrutura lógica
de situações-problema por meio de raciocínio dedutivo. ............................................................................................1
1.3 Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a
conclusões determinadas. ............................................................................................................................................... 19
2. Raciocínio matemático: utilizar o raciocínio matemático para resolver situações e problemas que envolvam
os seguintes conteúdos: 2.1 conjuntos numéricos racionais e reais - operações, propriedades, problemas
envolvendo as quatro operações nas formas fracionária e decimal; números e grandezas proporcionais; razão
e proporção; divisão proporcional; regra de três simples e composta; porcentagem. ........................................ 42
2.2 Expressões algébricas: equações de primeiro e segundo graus, sistemas de equações lineares. ............... 68
2.3 Sequências, Progressão aritmética e Progressão Geométrica. .......................................................................... 76
2.4 Conceito de Função: Função Polinomial, Exponencial e Logarítmica. .............................................................. 79
2.5 Geometria Plana: Polígonos regulares, circunferência e círculo; cálculo de áreas e perímetros. ............... 90

Noções de Informática
1. Sistema Operacional Windows 7. .................................................................................................................................1
2. Microsoft Word 2013: Edição e formatação de textos. .............................................................................................8
3. Microsoft Excel 2013: Elaboração, cálculos e manipulação de tabelas e gráficos. ........................................... 16
4. Internet Explorer 11 e Microsoft Outlook 2013: Navegação na Internet e Correio Eletrônico. .................... 23

Legislação
CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA http://www.copasa.com.br/wps/portal/internet/a-copasa/codigo-de-
conduta-etica.........................................................................................................................................................................1
POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO http://www.copasa.com.br/wps/portal/internet/a-copasa/politica-
anticorrupcao........................................................................................................................................................................6

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
- É possível deduzir que...
- O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...

Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
escrito.
1. Leitura, compreensão e - o texto diz que...
interpretação de textos. 2. - é sugerido pelo autor que...
Conhecimentos linguísticos - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...
gerais e específicos relativos à Erros de interpretação
leitura e produção de textos. É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
erros de interpretação. Os mais frequentes são:
Interpretação de texto
a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público,
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
pela imaginação.
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.
b) Redução
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
momento de responder às questões relacionadas a textos.
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
desenvolvido.
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar).
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
c) Contradição
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente,
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
errando a questão.
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as
frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
original e analisada separadamente, poderá ter um significado
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
diferente daquele inicial.
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências
diz e nada mais.
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse
tipo de recurso denomina-se intertexto.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
e o que já foi dito.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes
o tempo).
relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
de adequação ao antecedente.
diferenças entre as situações do texto.
Os pronomes relativos são muito importantes na
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
realidade, opinando a respeito.
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:
em um só parágrafo.
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
depende das condições da frase.
qual (neutro) idem ao anterior.
Condições básicas para interpretar
quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o
Fazem-se necessários:
objeto possuído.
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
como (modo)
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
onde (lugar)
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
quando (tempo)
texto) e semântico;
quanto (montante)
Observação – na semântica (significado das palavras)
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação,
Exemplo:
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre
Falou tudo QUANTO queria (correto)
outros.
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
c) Capacidade de observação e de síntese e
aparecer o demonstrativo O ).
d) Capacidade de raciocínio.
Dicas para melhorar a interpretação de textos
Interpretar X compreender
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
Interpretar significa
leitura;
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
- Através do texto, infere-se que...
menos duas vezes;

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
- Inferir; devido à falta de regulamentação.
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; incentivado em várias cidades.
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
compreensão; maioria dos moradores.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
questão; demais meios de transporte.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar.
Questões
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
O uso da bicicleta no Brasil objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil ciclista.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta Afogado no Trânsito
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
espalhadas em pontos estratégicos. (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de Respostas
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 3. Conhecimento gramatical de
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A acordo com o padrão culto da
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão língua.
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos Norma Culta e Língua-Padrão
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos lhe dê.
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
locomoção nas metrópoles brasileiras pesquisa e trabalhos acadêmicos.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua – Acho que já lhe conheço, rapaz.
circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática. Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso
Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização,
concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas
padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só
conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te /
nível hipotético. explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos
Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há / acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua-
dois estratos diferenciados: um praticamente intangível, padrão.
representado nas normas preconizadas pela gramática Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma
tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da polarização entre a norma-padrão (também denominada
língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual “norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das
seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no
que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os
população”, segundo Marcos Bagno. leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem,
Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a
somente a pessoa que tiver formação universitária completa norma culta.
será caracterizada como falante culto(urbano).
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos Norma culta, norma padrão e norma popular
que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao
língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando
sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A
gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas
(de repressão linguística) como o vestibular. também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes,
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma
descrevem? da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
culto). políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera-
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma Português do Brasil.
língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua A existência da civilização dá-se com o surgimento da
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo
os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer esta importante nos documentos formais que exigem a correta
de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais expressão do Português para que não haja mal entendido algum.
na escrita do que na fala. Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e
também, ao longo da história, um processo fortemente unificador verbal.
(que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas
que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos,
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto). zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA).
professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
grupo profissional ”. cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
assim: gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
– Me conta como foi o fim de semana… pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Te enganaram, com certeza! indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
mandado embora? do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
Ou mesmo assim: verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem de construção sintática, além de uma maior utilização da
machucados. voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress.
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado)
língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar. 4. Estrutura fonética: encontros
Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
vocálicos e consonantais,
Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
representadas na gramática, mas é marcada pela língua dígrafo, divisão silábica,
produzida em certo momento da história e em uma determinada ortografia, acentuação tônica e
sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes gráfica.
formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua Letra e fonema
idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e Fonema é som da fala. Letra é o sinal gráfico que representa
raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência o som da fala.
para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal O sistema fonético do português falado no Brasil registra um
a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido número aproximado de 33 fonemas. Já o alfabeto português é
de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma constituído de 26 letras.
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português O número de fonemas nem sempre é igual ao número de
no Brasil. letra em uma palavra:
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação: Duas letras podem representar um só fonema - carroça;
onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma assalto; chave...
Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas A letra x pode representar dois fonemas ao mesmo tempo -
anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível. fixo (/k//s/); táxi (/k//s/)
A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A Há letras que não representam fonemas, mas são apenas
Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue símbolo de nasalidade - canto [cãto], santo [sãto]; falam [falã]
rigidamente as regras gramaticais.
Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante Observação:
tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como A letra H não corresponde a nenhum som. É apenas um
porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o símbolo de aspiração, que permanece em nosso alfabeto por
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua força da etimologia e da tradição.
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. DÍGRAFO
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e, Dígrafo - é o conjunto de duas letras que representam um só
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é fonema. São dígrafos:
pequena. ch - chave, achar
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes lh - lhama, telha
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o nh - ninho, menininho
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na rr - terra, carro
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência ss - isso, pássaro
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente gu - guincho, joguinho
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita. qu - quiabo, aquilo
Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos sc - nascer, descer
e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas sç - cresça, desça
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem xc - excelente, excêntrico
que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a
linguagem popular, falada no cotidiano. Também são dígrafos os grupos que servem para representar
O nível popular está associado à simplicidade da utilização as vogais nasais. São eles:
linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos. am - campo
Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da an - anta
natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. em - embora
Dentre as características da Norma Popular podemos en - tentar
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa; im - importar
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com in - findo
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em om - bomba
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de on - desponta
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente um - atum
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do un - profundo
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas; o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la.
pessoais retos como objetos. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é,
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras.
gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral, Certos fonemas podem ser representados por diferentes
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica. (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma (excelente) – c (cinto) – sç (desço)
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema,
da Norma Popular). como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons,
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade, cinco fonemas.
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum
conhecer a língua culta para conviver. fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora,

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas o obstáculo é parcial.
para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, * fricativas: quando a corrente expiratória passa por uma
etc. estreita fenda, o que produz um ruído comparável a um fricção.
/F/-/S/-/X/-/N/-/Z/-/J/
Classificação dos Fonemas * laterais: quando a ponta ou dorso da língua se apóia
Vogais: são fonemas que saem livremente pelo canal bucal. no palato (céu da boca), saindo a corrente de ar pelas fendas
(a, e, i, o, u) laterais da boca. / L / - / LH /
Consoantes: são fonemas produzidos com obstáculos à * vibrantes: quando a ponta mantém com os alvéolos contato
passagem da corrente expiratória (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, intermitente, o que acarreta um movimento vibratório rápido,
r, s, t, v, x, w, y, z). abrindo e fechando a passagem à corrente expiratória. / R / - /
RR /
Semivogais: são as vogais I ou U, quando acompanhadas de
outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou 2. Quanto ao ponto de articulação:
tritongo. * bilabiais: quando há contato dos lábios.
Exemplo: CASEIRO * labiodentais: quando há contato da ponta da língua com a
arcada dentária superior.
Sílaba: fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez. * alveolares: quando há contato da ponta da língua com os
Exemplo: Acaso (a - ca - so). alvéolos dos dentes superiores.
* palatais: quando há contato do dorso da língua com o
ENCONTROS VOCÁLICOS palato duro, ou céu da boca.
Ditongo: é o encontro de uma vogal e de uma semivogal ou * velares: quando há contato da parte posterior da língua
vice-versa na mesma sílaba. com o palato mole, o véu palatino.
Os ditongos podem ser: orais ou nasais, crescentes ou
decrescentes. 3.Quanto ao papel das cordas vocais:
Ditongos orais: quando a vogal e a semivogal são orais. * surdas:quando são produzidas sem vibração as cordas
Exemplo: pai - fui - partiu vocais. / P / - / T / - / K / - / F / - / S / - / X /
Ditongos nasais: quando a vogal e a semivogal são nasais. * sonoras: quando são produzidas por vibração das cordas
Exemplo: mãe - muito - quando vocais. (/ B / - / D / - / G / - / V / - / Z / - / J / - / L /- / LH / - /
Ditongos crescentes: quando constituído por uma R / - / RR / - / M / - / N / - / NH /)
semivogal e uma vogal na mesma sílaba, isto é, quando a
semivogal antecede a vogal. Exemplo: lírio - história 4.Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal:
Ditongos decrescentes: quando formados por uma vogal e * nasais: quando a corrente expiratória se desenvolve pela
uma semivogal, isto é, a vogal antecede a semivogal. Exemplo: boca e pelo nariz, em virtude do abaixamento do véu palatino. /
pai - mau M / - / N / - / NH /
Tritongos: é o encontro de uma vogal entre duas semivogais *orais: quando a corrente expiratória sai exclusivamente
na mesma sílaba. pela boca.
Tritongos orais: quais - averiguei - enxaguei
Tritongos nasais: enxáguam - saguão - deságuem ENCONTRO CONSONANTAL
Hiatos: é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes: É o encontro de duas ou mais consoantes na mesma sílaba
Exemplo: vôo (vô - o) - saúde (sa - ú - de) ou em sílabas diferentes Exemplo: su-bli-me

CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS DÍGRAFO OU DIGRAMA


1. Quanto a zona de articulação É o grupo de duas letras que representam um só fonema. Os
* anteriores ou palatais: quando à língua se eleva dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos.
gradualmente para a frente. (/ É / - / Ê / - / I /) Dígrafos consonantais: CH, LH, NH, RR, SS, SC, SÇ. XC, XS,
*média: quando o fonema vocálico é emitido coma língua QU, GU.
baixa, quase em repouso. (/ A /) Dígrafos vocálicos: AM ou AN, EM ou EN, IM ou IN, OM ou
*posteriores ou velares: quando a língua se eleva para trás. ON, UM ou UN.
(/ Õ / - / Ô / - / U /)
LETRAS (DIACRÍTICA E ETIMOLÓGICA)
2. Quanto à intensidade Diacrítica: é a segunda letra de dígrafo. Exemplo: chave -
* átonas - são aquelas que se pronunciam com menor campo
intensidade ( casa, rosa, Pelé). Etimológica: é o h sem valor fonético . Exemplo: hoje - haver.
* tônicas - são as que se pronunciam com maior intensidade,
isto é, onde cai o acento tônico (casa, rosa , Pelé). CONTAGEM DE FONEMAS
1.dígrafo: vale 1 fonema
3. Quanto ao Timbre 2.x - ks: vale 2 fonemas
*abertas: maior abertura do tubo vocal. (pá, pé, pó) 3.letra etimológica: não valem fonema algum
*fechadas: menor abertura do tubo vocal. (vê, vinda, avô, 4.Exemplos: (chave -> 5 letras e 4 fonemas) (fixo -> 4 letras e
mundo) 5 fonemas) (hoje -> 4 letras e 3 fonemas).

4. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: as vogais Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2445/1/


podem ser orais e nasais CLASSIFICACAO-DOS-FONEMAS/Paacutegina1.html
* orais: são aquelas cuja ressonância se dá na boca: ( par, fé,
negro, vida, voto, povo, tudo) Questões
* nasais: são aquelas cuja ressonância se dá no nariz (lã,
pente - cinco - conto - mundo) 01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as
letras que a compõem é:
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSOANTES
1.Quanto ao modo de articulação: (A) importância
* oclusivas: quando a corrente expiratória encontra um (B) milhares
obstáculo total (oclusão), que impede a saída do ar, explodindo (C) sequer
subitamente. / P / - / T / - / K / - / B / - / D / - / G / (D) técnica
* constritivas: quando há um estreitamento do canal bucal, (E) adolescente
saindo a corrente de ar apertada ou constrita, ou melhor, quando

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APOSTILAS OPÇÃO
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, Divisão Silábica
mas dois fonemas? Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as
(A) exemplo seguintes normas:
(B) complexo - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce,
(C) próximos a-ve-ri-guou;
(D) executivo - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-
(E) luxo ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
- Não se separam os encontros consonantais que iniciam
03. Marque a opção que apresenta uma palavra classificada sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
como trissílaba. - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-
(A) Alimentação el, sa-ú-de;
(B) Carentes - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos:
(C) Instrumento car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
(D) Fome - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas,
(E) Repetência excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r.
Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, Acento Tônico
ditongo. Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe-
(A) jamais / Deus / luar / daí se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as
(B) joias / fluir / jesuíta / fogaréu demais.
(C) ódio / saguão / leal / poeira calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
(D) quais / fugiu / caiu / história faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras,
(A) 6 e 8 fonemas respectivamente; em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos
(B)10 e 7 fonemas respectivamente; que dão melodia à frase.
(C) 9 e 6 fonemas respectivamente;  
(D) 8 e 6 fonemas respectivamente; Classificação da sílaba quanto à intensidade
(E) 7 e 6 fonemas respectivamente. -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
- Átona:  é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre,
Respostas principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à
tônica da palavra primitiva. 
01. (D) (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 Classificação das palavras quanto à posição da sílaba
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 tônica
letras). De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos
da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas são
02. (B) (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/). classificados em:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos:
03. (B) avó, urubu, parabéns
(A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima.
(B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba Exemplos: dócil, suavemente, banana
(C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a
(D) Fome = fo-me - dissílaba antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
(E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba
Saiba que:
04. (B) (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu). - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel,
novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
05. (D) - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
Divisão Silábica boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico,
Sílaba inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia
(alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia,
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a).
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro,
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano,
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não trânsfuga.
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em  - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/
de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e zângão/zangão.
e o) podem representar semivogais. Questões:
 
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas 01-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, A) gra-tui-to;
flor, lá, meu; B) ad-vo-ga-do;
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, C) tran-si-tó-ri-o;
trans-por; D) psi-co-lo-gi-a;
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, pró- E) in-ter-stí-cio.
xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: 02-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta:
a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin- A) psi-có-ti-co;
go-lo-gis-ta. B) per-mis-si-vi-da-de;

Língua Portuguesa 6
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APOSTILAS OPÇÃO
C) as-sem-ble-ia; 3) Após a sílaba inicial “me-”.
D) ob-ten-ção; Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
E) fa-mí-li-a. Exceção: mecha

03-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas 4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
corretamente separadas: inglesas aportuguesadas.
A) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
B) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
C) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; 5) Nas seguintes palavras:
D) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
E) mis-té-ri-o, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
xingar, etc.
Respostas
01-E / 02-C / 03-E Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos:
Ortografia bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A da palavra. Veja os exemplos:
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos gesso: Origina-se do grego gypsos
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é jipe: Origina-se do inglês jeep.
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
consultar o dicionário sempre que houver dúvida. Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
O Alfabeto Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada Exceção: pajem
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
a A (á) b B (bê) Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
c C (cê) d D (dê)
e E (é) f F (efe) 3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
g G (gê ou guê) h H (agá) Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
i I (i) j J (jota) vertiginoso (de vertigem)
k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene) 4) Nos seguintes vocábulos:
o O (ó) p P (pê) algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
q Q (quê) r R (erre) hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
s S (esse) t T (tê)
u U (u) v V (vê) Emprega-se o J:
w W (dáblio) x X (xis) 1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
y Y (ípsilon) z Z (zê) Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Observação: emprega-se também o ç, que representa o despejar: despejo, despeje, despejem
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem
Emprego das letras K, W e Y viajar: viajo, viaje, viajem
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
derivados. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
taylorista. 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus Exemplos:
derivados. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. lisonjeador nojo- nojeira
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como jeito- ajeitar
unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km 4) Nos seguintes vocábulos:
(quilômetro), Watt. berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
traje, pegajento
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X: Emprego das Letras S e Z
1) Após um ditongo. Emprega-se o S:
Exemplos: caixa, frouxo, peixe 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
Exceção: recauchutar e seus derivados radical

2) Após a sílaba inicial “en”. Exemplos:


Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca análise- analisar catálise- catalisador
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo casa- casinha, casebre liso- alisar
“en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) ou origem

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
burguês- burguesa inglês- inglesa Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
chinês- chinesa milanês- milanesa Observe:

3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa Emprega-se o S:


Exemplos: Nos substantivos derivados de verbos terminados em
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa “andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa versão expelir- expulsão
Exemplos: estender- extensão suspender- suspensão
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, converter - conversão repelir- repulsão
metamorfose, virose
Emprega-se Ç:
5) Após ditongos Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos: Exemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus manter- manutenção contorcer- contorção
derivados
Exemplos: Emprega-se o X:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos Em alguns casos, a letra X soa como Ss
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos Exemplos:
repus, repusera, repusesse, repuséssemos auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
trouxe
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, Emprega-se Sc:
Teresa, Teresinha, Tomás Nos termos eruditos
Exemplos:
8) Nos seguintes vocábulos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível,
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc. Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Emprega-se o Z: Exemplos:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no nascer- nasço, nasça
radical crescer- cresço, cresça
Exemplos: descer- desço, desça
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a “mitir”, “ceder” e “cutir”
partir de adjetivos Exemplos:
Exemplos: agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez discutir- discussão
rígido- rigidez progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- exceder- excesso repercutir- repercussão
surdez
Emprega-se o Xc e o Xs:
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos: Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
colonizar- colonização realizar- realização
Observações sobre o uso da letra X
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
Exemplos: /ch/ - xarope, vexame
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
/cs/ - axila, nexo
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, /z/ - exame, exílio
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
/ss/ - máximo, próximo
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z /s/ - texto, extenso
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
prezar( ter em consideração) e presar (prender) Exemplos: excelente, excitar
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Emprego das letras E e I
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exemplos: pode não ser nítida. Observe:
exame exato exausto exemplo existir exótico
inexorável

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o E: Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Exemplos:
magoar - magoe, magoes “Auriverde pendão de minha terra,
continuar- continue, continues Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) As promessas divinas da Esperança…”
Exemplos: antebraço, antecipar (Castro Alves)

3) Nos seguintes vocábulos: Observações:


cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
orquídea, etc. uso da letra maiúscula.

Emprega-se o I : Por Exemplo:


1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir “Aqui, sim, no meu cantinho,
Exemplos: vendo rir-me o candeeiro,
cair- cai gozo o bem de estar sozinho
doer- dói e esquecer o mundo inteiro.”
influir- influi
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) se letra minúscula.
Exemplos: Por Exemplo:
Anticristo, antitetânico “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
etc. Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U: c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de Exemplos:
algumas palavras. Veja os exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização) d) Nos nomes mitológicos.
soar (emitir som) e suar (transpirar) Exemplos:
Dionísio, Netuno.
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
moleque. e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua Natal, Páscoa, Ramadã.

Emprego da letra H f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.


Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. Exemplos:
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e ONU, Sr., V. Ex.ª.
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
forma devido a sua origem na forma latina hodie. g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas.
Emprega-se o H: Exemplos:
1) Inicial, quando etimológico Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio União, etc.

2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
Exemplos: flecha, telha, companhia quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo:
3) Final e inicial, em certas interjeições Todos amam sua pátria.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
elemento, se etimológico Exemplos:
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Observações: Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 2) Utiliza-se inicial minúscula:
ele não é utilizado. a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja: b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, Conjunção
A situação agravou-se
sudoeste. que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os causa
Ninguém mais o espera,
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. Porque porque ele sempre se atrasa.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil) Conjunção de
Exemplos:
Ocidente (europeu) Finalidade –
Oriente (asiático) equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
julguem.
Lembre-se: que”.
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
Função de
se letra minúscula. Exemplos:
substantivo
– vem
Exemplo: Não é fácil encontrar o
acompanhado
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
pronome
Dê-me um porquê de sua
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula: saída.
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
1. Por que (pergunta)
Crime e Castigo ou Crime e castigo
2. Porque (resposta)
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
3. Por quê (fim de frase: motivo)
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
4. O Porquê (substantivo)
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
Emprego de outras palavras
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
nenhuma senão criticar.
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
Santa Maria ou santa Maria.
desta situação crítica.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não
disciplinas.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Exemplos:
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
Português ou português
pouco esta semana.
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
História do Brasil ou história do Brasil
Traz - do verbo trazer.
Arquitetura ou arquitetura
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
fono24.php
vultuosa e deformada.
Emprego do Porquê
Questões
Orações
Interrogativas Exemplo: 01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
(pode ser Por que devemos nos ........................ praticar atividade física..........................benefícios
substituído por: preocupar com o meio para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
Por por qual motivo, ambiente? terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
Que por qual razão) .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
avanço da idade.
Exemplo: (Ciência Hoje, março de 2012)
Equivalendo
a “pelo qual” Os motivos por que não As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
respondeu são desconhecidos. respectivamente, com:
(A) porque … trás … previnir
Exemplos: (B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
Você ainda tem coragem de (D) por que … traz … prevenir
Final de
Por perguntar por quê? (E) por quê … tráz … prevenir
frases e seguidos
Quê
de pontuação
Você não vai? Por quê? 02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
Não sei por quê! talvez seja _____ chorou.
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque;
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.

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APOSTILAS OPÇÃO
03. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)

acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e


“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs

acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com


artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Considerando a ortografia e a acentuação da norma- trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
respectivamente, preenchidas por: derivadas de nomes próprios estrangeiros.
(A) mal ... por que ... intuíto Ex.: mülleriano (de Müller)
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
(D) mal ... porque ... intuito nasais.
(E) mal ... por quê ... intuito Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Respostas Regras fundamentais:
01. D/02. B/03. D
Palavras oxítonas:
Acentuação Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
escrita. ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Regras básicas – Acentuação tônica
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
A acentuação tônica implica na intensidade com que são de lo, la, los, las.
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são Paroxítonas:
denominadas de átonas. Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas táxi – lápis – júri
como: - us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a - l, n, r, x, ps
última sílaba. automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba. - Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se ficará mais fácil a memorização!
evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus - ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
Como podemos observar, mediante todos os exemplos água – pônei – mágoa – jóquei
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: Regras especiais:
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade. Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos),
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir: Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”. acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento.
Ex.:
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
os demais, como átonos (que, em, de). Antes Agora
assembléia assembleia
Os Acentos Gráficos idéia ideia
jibóia jiboia
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e apóia (verbo apoiar) apoia
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados

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APOSTILAS OPÇÃO
ou não de “s”, haverá acento: sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:

Observação importante: Ela pode fazer isso agora.


Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora preposição por.
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura - Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Ex.:
Faço isso por você.
Antes Agora Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
crêem creem
vôo voo Questões

- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, 01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento A) Tem a última sílaba como tônica.
como antes: CRER, DAR, LER e VER. B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
Repare: D) Não tem sílaba tônica.
1-) O menino crê em você
Os meninos creem em você. 02. Assinale a alternativa correta.
2-) Elza lê bem! A palavra faliu contém um:
Todas leem bem! A) hiato
3-) Espero que ele dê o recado à sala. B) dígrafo
Esperamos que os dados deem efeito! C) ditongo decrescente
4-) Rubens vê tudo! D) ditongo crescente
Eles veem tudo!
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
- Cuidado! Há o verbo vir: aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
Ele vem à tarde! mesmo motivo que:
Eles vêm à tarde! A) túnel
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando B) voluntário
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: C) até
D) insólito
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz E) rótulos
Respostas
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 1-B / 2-C / 3-B
seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha. 5. Classes de palavras:
classificação, flexões nominais e
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
precedidas de vogal idêntica: verbais, emprego.
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com Classes de Palavras
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
serão mais acentuadas. Ex.: Artigo

Antes Depois Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica


apazigúe (apaziguar) apazigue se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
argúi (arguir) argui Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
número dos substantivos.
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
plural de: Classificação dos Artigos

ele tem – eles têm Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira


ele vem – eles vêm (verbo vir) precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.

A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
deter, abster.  de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
ele contém – eles contêm matei um animal.
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm Combinação dos Artigos
ele convém – eles convêm É muito presente a combinação dos artigos definidos e
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes assumida por essas combinações:
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, Preposições Artigos
como: - o, os
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua a ao, aos

Língua Portuguesa 12
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APOSTILAS OPÇÃO
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
de do, dos
em no, nos Morfossintaxe
por (per) pelo, pelos
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
a, as um, uns uma, umas com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
à, às - -
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
da, das dum, duns duma, dumas substantivo:
na, nas num, nuns numa, numas
A existência é uma poesia.
pela, pelas - - Uma existência é a poesia.

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o Questões


artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase. 01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -sentimentos: raiva, amor...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -estados: alegria, tristeza...
aproximação numérica: -qualidades: honestidade, sinceridade...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -ações: corrida, pescaria...

- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe do substantivo


oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa. Classificação dos Substantivos
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. Observe a definição:

- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).

- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
de revistas, jornais, obras literárias. edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.

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APOSTILAS OPÇÃO
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. Substantivo Simples: é aquele formado por um único
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma elemento.
mesma espécie de forma genérica. Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Estamos voando para Barcelona. Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
elementos.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é  
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Substantivos Primitivos e Derivados
particular. Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
2 - Substantivos Concretos e Abstratos nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
LÂMPADA MALA outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com da palavra limão.
existência própria, que são independentes de outros seres. São Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
assim, substantivos concretos. palavra.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres. Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo pode sofrer variações para indicar:
real e do mundo imaginário. Plural: meninos
Feminino: menina
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Aumentativo: meninão
etc. Diminutivo: menininho
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
  Flexão de Gênero
Observe agora: Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
Beleza exposta há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O substantivo beleza designa uma qualidade. O velho e o mar
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que Um Natal inesquecível
dependem de outros para se manifestar ou existir. Os reis da praia
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser  
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. A história sem fim
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, Uma cidade sem passado
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, As tartarugas ninjas
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
(sentimento).  
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
3 - Substantivos Coletivos de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
abelha, mais outra abelha. masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra feminino. Classificam-se em:
abelha... - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular fêmea.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(abelhas). a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. o indivíduo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma meio do artigo.
espécie. o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Formação dos Substantivos Saiba que:
Substantivos Simples e Compostos - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
são masculinos.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou variam em seu significado.
radical. É um substantivo simples.

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APOSTILAS OPÇÃO
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
capital (dinheiro) e a capital (cidade) artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes um jovem - uma jovem
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. artista famoso - artista famosa
aluno - aluna
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao gêneros.
masculino. a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
freguês - freguesa preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três carochinha.
formas: b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã a personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o quilograma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o plasma
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o apostema
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez Gênero dos Nomes de Cidades:
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
da notícia informa-nos de que se trata de um homem. A histórica Ouro Preto.

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APOSTILAS OPÇÃO
A dinâmica São Paulo. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
A acolhedora Porto Alegre. plural).
Uma Londres imensa e triste. Exceção: cânon - cânones.

Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
“ns”.
Gênero e Significação: homem - homens.

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
outra no feminino. pelo acréscimo de “es”.
Observe: revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) no plural, trocando o “l” por “is”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
proibição de trânsito) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas


a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira)
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras.
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
de outros sacramentos) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a crisma (sacramento da confirmação) látex - os látex.

o cura (pároco) Plural dos Substantivos Compostos


a cura (ato de curar) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o estepe (pneu sobressalente) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a estepe (vasta planície de vegetação) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o guia (pessoa que guia outras) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a guia (documento, pena grande das asas das aves) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o grama (unidade de peso) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a grama (relva) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o lente (professor) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a lente (vidro de aumento) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o nascente (lado onde nasce o Sol) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a nascente (a fonte) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes
Flexão de Número do Substantivo palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

Em português, há dois números gramaticais: o singular, que c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
indica um ser ou um grupo de seres, e formados de:
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
característica do plural é o “s” final. colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
Plural dos Substantivos Simples vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. anterior.

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APOSTILAS OPÇÃO
palavra-chave - palavras-chave Singular Plural Singular Plural
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
homem-rã - homens-rã esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: forno fornos porto portos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora fosso fossos posto postos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o bem-te-vi e os bem-te-vis esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-me-quer e os bem-me-queres Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o joão-ninguém e os joões-ninguém. molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Plural das Palavras Substantivadas Particularidades sobre o Número dos Substantivos
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes a) Há substantivos que só se usam no singular:
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras. b) Outros só no plural:
O aluno errou na prova dos noves. as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. (naipes de baralho), as fezes.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
variam no plural. c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez. bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Plural dos Diminutivos títulos)
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
acrescenta-se o sufixo diminutivo. sentido de plural:
pãe(s) + zinhos = pãezinhos Aqui morreu muito negro.
animai(s) + zinhos = animaizinhos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
botõe(s) + zinhos = botõezinhos improvisadas.
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos Flexão de Grau do Substantivo
tren(s) + zinhos = trenzinhos Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
colhere(s) + zinhas = colherezinhas variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
papéi(s) + zinhos = papeizinhos normal. Por exemplo: casa
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
pé(s) + zitos = pezitos Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
Plural dos Nomes Próprios Personativos indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre aumento. Por exemplo: casarão.
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
As Raquéis e Esteres. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
Plural dos Substantivos Estrangeiros indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos diminuição. Por exemplo: casinha.
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
terminam em “s” ou “z”). Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com Questões
as regras de nossa língua:
os clubes os chopes 01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os jipes os esportes ocorre com o plural de
as toaletes os bibelôs (A) reco-reco.
os garçons os réquiens (B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
Observe o exemplo: (D) célula-tronco.
Este jogador faz gols toda vez que joga. (E) sem-vergonha.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
Plural com Mudança de Timbre flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
chamado metafonia (plural metafônico). (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.

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APOSTILAS OPÇÃO
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está
errada: Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
A) Catalães. brasileiras
B) Cidadãos.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões.
Flexão dos adjetivos
Respostas
1-D / 2-D / 3-C
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Adjetivo
Gênero dos Adjetivos
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
classificam-se em: 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
outra para o feminino.
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade. 
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
Morfossintaxe do Adjetivo:
americana. 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Adjetivo Pátrio
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
político-social.
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Número dos Adjetivos

Alagoas alagoano Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Amapá amapaense
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Aracaju aracajuano ou aracajuense simples.
Por exemplo:
Amazonas amazonense ou baré
mau e maus
Belo Horizonte belo-horizontino feliz e felizes
ruim e ruins
Brasília brasiliense
boa e boas
Cabo Frio cabo-friense
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Campinas campineiro ou campinense
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Adjetivo Pátrio Composto  ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Observe alguns exemplos: Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia
américo-africana Adjetivo Composto
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
franceses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
português todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
americanas qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
franco-italianas ficará invariável. Por exemplo:
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Camisas rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo- Ternos rosa-claro.
portuguesas Olhos verde-claros.

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APOSTILAS OPÇÃO
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. sufixos.
Por exemplo:
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor
mau-pior Questões
alto-superior
grande-maior 01. Leia o texto a seguir.
baixo-inferior
Violência epidêmica
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas epidêmicas.
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
pequeno. centros urbanos e se dissemina pelo interior.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de As estratégias que as sociedades adotam para combater a
dois elementos. violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
qualidades de um mesmo elemento. ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
enfermidades.
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
Inferioridade nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Sou menos passivo (do) que tolerante. agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
Superlativo seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
O superlativo expressa qualidades num grau muito tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser desenvolvimento psicológico pleno.
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: A revisão de estudos científicos permite identificar três
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um fatores principais na formação das personalidades com maior
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se inclinação ao comportamento violento:
nas formas: 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
secretário é muito inteligente. transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não

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APOSTILAS OPÇÃO
lhes impuseram limites de disciplina. Grande parte dos pronomes não possuem significados
3) Associação com grupos de jovens portadores de fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
comportamento antissocial. um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
violência crescente nas cidades. indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o específica para cada pessoa do discurso.
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso. Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mais sólidas com o mundo do crime. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os do pronome seja coerente em termos de gênero e número
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e este se apresenta ausente no enunciado.
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão da nossa escola neste ano.
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das adequada]
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento [neste: pronome que determina “ano” = concordância
artístico. adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) inadequada]

Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,


corresponde a – características de epidemias. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
A) Arquimilionário/ ultraconservador; exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
B) Supremo/ ínfimo; Nós lhe ofertamos flores.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
Respostas flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
1-B / 2-C / 3-D quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Pronome - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 1ª pessoa do plural: nós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 2ª pessoa do plural: vós
alguma forma. - 3ª pessoa do plural: eles, elas
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome] Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
[referência ao nome] comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os
Essa moça morava nos meus sonhos! pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
[qualificação do nome] na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não há mais nada entre mim e ti.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não há nenhuma acusação contra mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não vá sem mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Atenção:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
Observações: verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o reto.
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
função de objeto indireto na oração. Não vá sem eu mandar.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos - A combinação da preposição “com” e alguns pronomes


diretos como objetos indiretos. originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
objetos diretos. frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
companhia.
Saiba que: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
nos exemplos que seguem: algum numeral.

Você terá de viajar com nós todos.


- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
vocês? Ele disse que iria com nós três.
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
pouco. Pronome Reflexivo

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
Atenção: verbo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tempo que a terminação verbal é suprimida. Eu não me vanglorio disso.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
fazei + o = fazei-os
dizer + a = dizê-la - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume Conhece a ti mesmo.
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes de Tratamento
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a - Muito obrigado, seu José.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Podem ter outros empregos, como:
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; a) indicar afetividade.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à - Não faça isso, minha filha.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
Observações: c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
encontro. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, átonos assumem valor de possessivo.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
Pronomes Demonstrativos
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
na 3ª pessoa. discurso.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou está perto da pessoa que fala.
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não fala.
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro Pronomes Indefinidos
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:
nisso, no, etc. Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) prático.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer.

Língua Portuguesa 23
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APOSTILAS OPÇÃO
Pronomes Relativos g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
São aqueles que representam nomes já mencionados antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as A casa onde morava foi assaltada.
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Note que: ocorrer a elipse do relativo “que”.
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído (que) fumava.
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo. Pronomes Interrogativos

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter preferes.
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza passageiros desembarcaram.
ou depois de determinadas preposições:
Sobre os pronomes:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
ambiguidade.) sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
desempenha função de complemento. Vamos entender,
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
refere a uma oração. lo.

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
sua vocação natural. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
das quais. o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) (consequente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Eu desejo lhe perguntar algo.
(antecedente) Eu estou perguntando-lhe algo.

Ele fez tudo quanto havia falado. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
(antecedente) os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
precedido de preposição. estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
É um professor a quem muito devemos. eu estava fazendo.
(preposição)

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Verbo
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização ocorrência (nascer); desejo (querer).
do conceito de amizade. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu Estrutura das Formas Verbais
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. apresentar os seguintes elementos:
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu essencial do verbo. Por exemplo:
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: São três as conjugações:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
estamudando-amizade-619645.shtml>. 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
se referem. tempo e o modo do verbo.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a Por exemplo:
amizades. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
superficial de amizade.
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere- d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
se aos pronomes eu e você. a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou
plural).
Quais estão corretas? falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
(A) Apenas I. falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
(B) Apenas II.

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APOSTILAS OPÇÃO
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a pessoais na linguagem figurada:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
principais verbos impessoais são: provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se contextos.
ou fazer (em orações temporais). verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. tempos, modos e pessoas.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia. d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal- curtas (particípio irregular). Observe:
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) Anexar Anexado Anexo
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Envolver Envolvido Envolto
Ex.: Já passa das seis. Imprimir Imprimido Impresso
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
indicando suficiência. Ex.:  Matar Matado Morto
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. Morrer Morrido Morto
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência Pegar Pegado Pego
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, Soltar Soltado Solto
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
então, pessoais. e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser em sua conjugação.
possível”. Por exemplo: Por exemplo: 
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados? Ir Pôr Ser Saber
vou ponho sou sei
- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se vais pus és sabes
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. ides pôs fui soube
A fruta amadureceu. fui punha foste saiba
As frutas amadureceram.
foste seja

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APOSTILAS OPÇÃO
f) Auxiliares Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
São aqueles que entram na formação dos tempos estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando estiveram.
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
                         estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Presente Composto: terei estado.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Está                    chegando            a         hora     do    debate. Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
                    ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
haver. Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Conjugação dos Verbos Auxiliares Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
SER - Modo Indicativo estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
vós éreis, eles eram. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós Futuro Composto: Tiver estado.
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós estai vós, estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Formas Nominais
vós sereis, eles serão. Infinitivo: estar
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Gerúndio: estando
Particípio: estado
SER - Modo Subjuntivo
ESTAR - Formas Nominais
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Impessoal: estar
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. estarem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido. Gerúndio: estando
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele Particípio: estado
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido. HAVER - Modo Indicativo

SER - Modo Imperativo Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
vós, sejam eles. havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
nós, não sejais vós, não sejam eles. houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
sermos nós, por serdes vós, por serem eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
SER - Formas Nominais houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Infinitivo: ser haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Gerúndio: sendo Futuro do Presente Composto: terei havido.
Particípio: sido Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
nós, serdes vós, serem eles.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
ESTAR - Modo Indicativo Modo Subjuntivo
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
eles estão. Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles
estávamos, vós estáveis, eles estavam. houvessem.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram. Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres,
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado. quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós
houverdes, quando eles houverem.

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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
no radical do verbo. Por exemplo: 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
Arrependi-me de ter estado lá. 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, Por exemplo:
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz- - c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva advérbio. Por exemplo: 
expressa pelo radical do próprio verbo.  

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APOSTILAS OPÇÃO
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que cantAVAM vendIAM partIAM
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria Futuro do Presente do Indicativo
viajado nas férias.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
2. Tempos do Subjuntivo CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar ás vender ás partir ás
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar á vender á partir á
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas cantar emos vender emos partir emos
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar eis vender eis partir eis
ele vencesse o jogo. cantar ão vender ão partir ão

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções Futuro do Pretérito do Indicativo
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. CANTAR VENDER PARTIR
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente cantarIA venderIA partirIA
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha cantarIAS venderIAS partirIAS
estudado bastante, não passou no teste. cantarIA venderIA partirIA
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. cantarIAM venderIAM partirIAM

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APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos


___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaR vendeR partiR R Ø apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS verbal em destaque expressa ação
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (A) concluída.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (B) atemporal.
(C) contínua.
Imperativo (D) hipotética.
(E) futura.
Imperativo Afirmativo
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (C) adotar como referência de qualidade.
Eu canto --- Que eu cante (D) julgar de acordo com normas legais.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Respostas
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 1-B / 2-C / 3-E
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Advérbio
Imperativo Negativo
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
negação às formas do presente do subjuntivo. tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
contiguidade.

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APOSTILAS OPÇÃO
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no Há locuções adverbiais que possuem advérbios
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias correspondentes.
em que esse processo se desenvolve.  Exemplo:
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
exemplos: é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado.
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo inconstitucionalissimamente, etc;
alheio, representando uma qualidade, característica. Diminutivo: diminui a intensidade.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
O artista canta muito mal. devagarinho, 

Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro Questões


advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, Único)
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, advérbios: AÍ e ainda.
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, Considerando que advérbio é a palavra que modifica
ao lado, em volta um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, circunstâncias expressas por eles.
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe A) Lugar e negação.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, B) Lugar e tempo.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, C) Modo e afirmação.
indubitavelmente D) Tempo e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, E) Intensidade e dúvida.
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também 02. Leia o texto a seguir.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis Impunidade é motor de nova onda de agressões
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
para quê?(finalidade) últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
Locução adverbial  repercussões.
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Exemplo: estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)

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APOSTILAS OPÇÃO
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma preposição a + artigos definidos o, os
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo a + o = ao
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras preposição a + advérbio onde
técnicas. a + onde = aonde
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. Preposição + Artigos
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito De + o(s) = do(s)
para compreender as novas pesquisas que trazem informações De + a(s) = da(s)
relevantes para nossa saúde e bem-estar. De + um = dum

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isto = disto em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isso = disso O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquilo = daquilo de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aqui = daqui que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aí = daí “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + ali = dali duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outro = doutro(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outra = doutra(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + este(s) = neste(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esta(s) = nesta(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esse(s) = nesse(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquele(s) = naquele(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquela(s) = naquela(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isto = nisto que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isso = nisso a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquilo = naquilo Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquele(s) = àquele(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquela(s) = àquela(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquilo = àquilo disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante.
Dicas sobre preposição “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
oblíquo e artigo. Como distingui-los? estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”.
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
e feminino. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
A dona da casa não quis nos atender. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois atitude”.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
um tratamento adequado. minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
ou a função de um substantivo. “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
da família não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
preposições: liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos. No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
Lugar = Vou ficar em casa; vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. termo em destaque expressa relação de
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. do projeto “Xadrez que liberta”.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo

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APOSTILAS OPÇÃO
de falar. Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para Subordinativas
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Conjunções coordenativas
muito feliz, porque eu não esperava. Dividem-se em:
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir
a revisão da minha pena. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
Ex. Gosto de cantar e de dançar.
02. Considere o trecho a seguir. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, não só...como também.
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na de compensação.
instituição. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
As preposições que preenchem o trecho, correta, todavia, no entanto, entretanto.
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
A) a ...com - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
B) de ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
C) de ...a Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
D) com ...a quer, já...já.
E) para ...de
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Estudei muito, por isso mereço passar.
expressa ideia de finalidade. Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
957,70 para R$ 1.915,40.
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
comprovar o crime. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer do verbo), porquanto.
o exame clínico”...
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Conjunções subordinativas
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas - CAUSAIS
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade vez que, como (= porque).
policial de dizer quem está embriagado... Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Respostas - COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-B / 3-B mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas
- CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Cada um colhe conforme semeia.
3ª oração: quando viu as amiguinhas. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONSECUTIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
Observe: Gosto de natação e de futebol. “tão”, “tamanho”).
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Falou tanto que ficou rouco.
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está
ligando termos de uma mesma oração. - FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Todos trabalham para que possam sobreviver.
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
(=para que),
Morfossintaxe da Conjunção
- PROPORCIONAIS
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
propriamente uma função sintática: são conectivos. mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.

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APOSTILAS OPÇÃO
- TEMPORAIS Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo elemento grifado pode ser substituído por:
que. A) Porém.
Quando eu sair, vou passar na locadora. B) Contudo.
C) Todavia.
Importante: D) Entretanto.
E) Conquanto.
Diferença entre orações causais e explicativas
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma (A) comparativa nas duas ocorrências.
explicativa. Veja os exemplos: (B) conformativa nas duas ocorrências.
(C) comparativa na primeira ocorrência.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (D) causal na segunda ocorrência.
atropelado”: (E) causal na primeira ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou
uma explicação do fato expresso na oração anterior. 03. Leia o texto a seguir.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que Participação
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
explicativa. junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
porque não havia cemitério no local.” interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
la é colocá-la no início do período, introduzida pela é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
em outra cidade. estrofe:
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
dependentes uma da outra. vida ou morte − será arte?”

Questões O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte


na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
01. Leia o texto a seguir. espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. identidade social.
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de (Belarmino Tavares, inédito)
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
passado. relação de causa e efeito:
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, A) ser poeta e militante político / confronto entre
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor subjetividade e atuação social
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a cada um de nós
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, E) participar ativamente da política / formular hipóteses
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de com ar de convicção
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão Respostas
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu 1-E / 2-E / 3-A
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical. Interjeição
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77) Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas

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APOSTILAS OPÇÃO
mais elaboradas. Observe o exemplo: - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Droga! Preste atenção quando eu estou falando! - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
raiva se traduz numa palavra: Droga! - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
As sentenças da língua costumam se organizar de forma Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por - Desculpa: Perdão!
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - Eh!
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
sentença. Ora!
Veja os exemplos: - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Bravo! Bis! Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bom! Repitam!» Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
“Estou com dor!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Deus!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos:
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita Locução Interjetiva
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação. Exemplos: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Psiu! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua; Ora bolas!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei, Quem me dera!
espere!” Virgem Maria!
Psiu! Meu Deus!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um Ai de mim!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça Valha-me Deus!
silêncio!” Graças a Deus!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Alto lá!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Muito bem!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Observações:

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria, exemplo:
tristeza, dor, etc. Ué! = Eu não esperava por essa!
Você faz o que no Brasil? Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
b) Sintetizar uma frase apelativa tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
Cuidado! Saia da minha frente. podem aparecer como interjeições.
As interjeições podem ser formadas por: Viva! Basta! (Verbos)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. Fora! Francamente! (Advérbios)
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
bolas! porque sozinha pode constituir uma mensagem.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes Socorro!
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que Ajudem-me! 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Silêncio!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) Fique quieto!
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
Classificação das Interjeições
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Atenção!, Olha!, Alerta!
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos

Língua Portuguesa 36
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APOSTILAS OPÇÃO
depois do “ó” vocativo. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiro segundo milésimo
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeira segunda milésima
diminutivo ou no superlativo. primeiros segundos milésimos
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! primeiras segundas milésimas
Interjeições, leitura e produção de textos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Usadas com muita frequência na língua falada informal, em funções substantivas:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante flexionam-se em gênero e número:
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Teve de tomar doses triplas do medicamento.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens partes
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
publicitários. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ É o que ocorre em frases como:
morf89.php “Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dobro, triplo, quíntuplo, etc. um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
Leitura dos Numerais três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
Separando os números em centenas, de trás para frente, cinco quinto quíntuplo quinto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no seis sexto sêxtuplo sexto
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos sete sétimo sétuplo sétimo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. oito oitavo óctuplo oitavo
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte nove nono nônuplo nono
e seis. dez décimo décuplo décimo
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
Flexão dos numerais treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, quinze décimo quinto - quinze avos
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em dezesseis décimo sexto - dezesseis avos

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APOSTILAS OPÇÃO
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode
dezenove décimo nono - dezenove avos revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até
vinte vigésimo - vinte avos o período mais complexo, elaborado segundo os padrões
trinta trigésimo - trinta avos sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos Socorro!
sessenta sexagésimo - sessenta avos Muito obrigado!
setenta septuagésimo - setenta avos Que horror!
oitenta octogésimo - oitenta avos Sentinela, alerta!
noventa nonagésimo - noventa avos Cada um por si e Deus por todos.
cem centésimo cêntuplo centésimo Grande nau, grande tormenta.
duzentos ducentésimo - ducentésimo Por que agridem a natureza?
trezentos trecentésimo - trecentésimo “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
quinhentos quingentésimo - quingentésimo “Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.”
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo (Adonias Filho)
setecentos septingentésimo - septingentésimo “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo)
oitocentos octingentésimo - octingentésimo “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos
novecentos nongentésimo seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em
ou noningentésimo - nongentésimo helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo,
mil milésimo - milésimo mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo As frases são proferidas com entoação e pausas especiais,
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases,
Questões principalmente as que se desviam do esquema sujeito +
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (=
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as
temos exemplos de numerais: circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases
A) ordinais; nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo
B) cardinais; parado e morto.
C) fracionários;
D) romanos; Quanto ao sentido, as frases podem ser:
E) Nenhuma das alternativas.
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo,
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou
empregados. enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Paulo parece inteligente. (afirmativa)
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. Nunca te esquecerei. (negativa)
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
são, respectivamente Por que chegaste tão tarde?
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, Gostaria de saber que horas são.
nongentésimo “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa)
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo Imperativas: aquela através da qual expressamos uma
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa.
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
Respostas “Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa)
1-B / 2-D / 3-B Não cometa imprudências. (negativa)
“Não me leves para o mar.” (negativa)
6. Teoria geral da frase e sua
análise: orações, períodos e Exclamativas: aquela através da qual externamos uma
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento,
funções sintáticas. etc.:
Como eles são audaciosos!
Não voltaram mais!
Análise Sintática
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide Bons ventos o levem!
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
sintática dos termos de cada oração. “E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo,
função sintática e núcleo de um termo da oração. Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição):
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são “Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança Branco)
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
comunicação com o ouvinte ou o leitor. “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de (Domingos Carvalho da Silva)
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro
em parágrafos minuciosamente construídos. caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza

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APOSTILAS OPÇÃO
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um
ascendente ora descendente. período, completando um pensamento e concluindo o enunciado
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que casos, através de reticências.
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”, elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do
que aparentemente diz. Socorro!
A entoação é um elemento muito importante da frase falada, Com licença!
pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo Que rapaz impertinente!
de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar Muito riso, pouco siso.
constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
tom com que a proferimos. Observe: partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
Olavo esteve aqui. ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
Olavo esteve aqui? desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
Olavo esteve aqui?! grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
Olavo esteve aqui! coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
Questões
A menina banhou-se na cachoeira.
01. Marque apenas as frases nominais: A menina – sujeito
(A) Que voz estranha! banhou-se na cachoeira – predicado
(B) A lanterna produzia boa claridade. Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
(C) As risadas não eram normais.
(D) Luisinho, não! O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, algo», «o tema do que se vai comunicar».
exclamativa, optativa ou imperativa. O predicado é a parte da oração que contém “a informação
(A) Você está bem? nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho! constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
(C) Que alívio!
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado! Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara
(E) Você se machucou? algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou
(F) A luz jorrou na caverna. seja, o predicado, é «é eterno».
(G) Agora suma, seu monstro!
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.
modelo:
Luisinho ficou pra trás. (declarativa) Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
Lusinho, fique para trás. (imperativa) substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de
  sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso. “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
(C) Os meninos olharam à sua volta. desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos.
Assinale, pois, as frases verbais: Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
(A) Deus te guarde! em três grandes níveis:
(B) As risadas não eram normais. - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
(C) Que ideia absurda!
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
(E) Tão preta como o túnel! Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
(F) Quem bom! da Passiva).
(G) As ovelhas são mansas e pacientes.
(H) Que espírito irônico e livre! - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Respostas
01. “a” e “d” Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
declarativa Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta! Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica
Oração uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma

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APOSTILAS OPÇÃO
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu O sujeito pode ser:
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos;
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado; cavalo nadavam ao lado da canoa.”
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
predicado; amanhã.
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
Exemplo: saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
A padaria está fechada hoje. aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
está fechada hoje: predicado nominal vocês)
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
a padaria: sujeito fertiliza o Egito.
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição açudes. (= Açudes foram construídos.)
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado. dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina
Exemplo: trancou-se no quarto.
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação
As formigas invadiram minha casa. verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou
as formigas: sujeito = termo determinante a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
invadiram minha casa: predicado = termo determinado bem naquele restaurante.
Há formigas na minha casa.
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado Observações:
sujeito: inexistente - Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse Ninguém lhe telefonou.
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o - Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
Exemplos: ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
Eu acompanho você até o guichê. pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Pode ser omitido junto de infinitivos.
Vocês disseram alguma coisa? Aqui vive-se bem.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Devagar se vai ao longe.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse

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sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina
que estabelece concordância com outro termo essencial Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo forma o predicado.
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
Então têm por características básicas: apresentar-se como
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um As flores murcharam.
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. Os animais correm.
As folhas caem.
Exemplo:
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem
Carolina conhece os índios da Amazônia. o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
sujeito: Carolina = termo determinante predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
determinado João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
Nesse exemplo podemos observar que a concordância é Resende)
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá (Camilo Castelo Branco)
porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos,
isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, Os verbos de predicação completa denominam-se
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou (bitransitivos).
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos: relacionando o predicativo com o sujeito.
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
Minha empregada é desastrada. Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
predicado: é desastrada pois têm sentido completo.
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito “Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
tipo de predicado: nominal “Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo (Marquês de Maricá)
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) Observações: Os verbos intransitivos podem vir
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
predicado: demoliu nosso antigo prédio As orações formadas com verbos intransitivos não podem
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
sujeito passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
tipo de predicado: verbal o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.

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Inês trazia as mãos sempre limpas. Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
O povo chamava-os de anarquistas. fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
Julgo Marcelo incapaz disso. na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
O homem anda. (intransitivo)
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem O homem anda triste. (de ligação)
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes O cego não vê. (intransitivo)
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, objeto.
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc. Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. A bandeira é o símbolo da Pátria.
Exemplos: A mesa era de mármore.
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
adolescente.” (Ciro dos Anjos) Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
neutros.” (Érico Veríssimo) O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José atrasado.)
Américo) O menino abriu a porta ansioso.
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” Todos partiram alegres.
(José Geraldo Vieira)
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem- verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes,
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas coisas.; Onde está a criança que fui?
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, um verbo transitivo. Exemplos:
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. O juiz declarou o réu inocente.
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam O povo elegeu-o deputado.
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
variam de significação conforme sejam usados como transitivos vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
diretos ou indiretos. cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com choque com o mundo me causara.”
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
Exemplos: Termos Integrantes da Oração
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Oferecemos flores à noiva. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
Ceda o lugar aos mais velhos. completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
compreensão do enunciado. São os seguintes:
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Nominal;
formação do predicado nominal. Exemplos: - Agente da Passiva.
A Terra é móvel.
A água está fria. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
O moço anda (=está) triste. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
A Lua parecia um disco. As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de Procurei o livro, mas não o encontrei.
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Ninguém me visitou.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto O objeto direto tem as seguintes características:
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Normalmente, não vem regido de preposição;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com verbo ativo: Caim matou Abel.
dificuldades.; Parece que vai chover.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
por Caim. preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
O objeto direto pode ser constituído: do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar expressão.
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
meus escritos?” chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
(Vivaldo Coaraci) preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal:
Machado) “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado significação dos verbos:
de Assis)
Em tais construções é de rigor que o objeto venha - Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
acompanhado de um adjunto. à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre verdade ao moço.)
principalmente:
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto
ali”. com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; adjuntos adverbiais.
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
duas criaturas que só tinham uma à outra”. pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
conheço desde os seus mais tenros anos”. quem conto são poucas.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
ambos...”. representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a com, contra, de, em, para e por.
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!. Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”

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Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
Observações: O complemento nominal representa o o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos de repente.
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
pelos pronomes: domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
As flores são umedecidas pelo orvalho. ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio,
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto
ativa: adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa) adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
Observações: desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. (Carlos Drummond de Andrade)
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos substantivo:
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele Foram os dois, ele e ela.
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do Respostas
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) 01. D\02. C\03. D

O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto Período


é, a saber, ou da preposição acidental como:
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
não são banhados pelo mar. interrogação ou com reticências.
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)

O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
coisas.” (Raquel Jardim) período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
a coisa personificada a que nos dirigimos: oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria verbais, duas orações)
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de Há três tipos de período composto: por coordenação, por
Assis) subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) tempo (também chamada de misto).

Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Período Composto por Coordenação – Orações
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os Coordenadas
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, Considere, por exemplo, este período composto:
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de de infância.
apelo (ó, olá, eh!): 1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 3ª oração: recordamos os tempos de infância
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” As três orações que compõem esse período têm sentido
(Graciliano Ramos) próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
Castelo Branco) sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da sintaticamente.
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. As orações independentes de um período são chamadas
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
Questões orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação.
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
em: sindéticas.
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
(B) enfrentamos MUITAS novidades - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(E) assumimos MUITO conflito e confusão OCA OCA OCA

02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são Assis)
respectivamente: “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(A) sujeito – objeto direto; (Antônio Olavo Pereira)
(B) sujeito – aposto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(C) objeto direto – aposto; (Coelho Neto)
(D) objeto direto – objeto direto;
(E) objeto direto – complemento nominal. - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto O homem saiu do carro / e entrou na casa.
indireto. OCA OCS
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
Pessoa) que as introduzem. Pode ser:
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
Guimarães) mas também, não só... mas ainda.
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Saí da escola / e fui à lanchonete.
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para OCA OCS Aditiva
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa)

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (A) causa
(B) explicação
A doença vem a cavalo e volta a pé. (C) conclusão
As pessoas não se mexiam nem falavam. (D) proporção
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até (E) comparação
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”  
(Machado de Assis) 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, sublinhada pode indicar uma ideia de:
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. (A) concessão
(B) oposição
Estudei bastante / mas não passei no teste. (C) condição
OCA OCS Adversativa (D) lugar
(E) consequência
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Respostas
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 01.
uma conjunção coordenativa adversativa. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
A espada vence, mas não convence. Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)  
02. E\03. C
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo. Período Composto por Subordinação

Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
OCA OCS Conclusiva Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração causa)
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Vives mentindo; logo, não mereces fé. orações com a mesma função sintática:
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
com função de adjunto adnominal)
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, Todos querem / que você participe. (oração subordinada
ora... ora, seja... seja, quer... quer. com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
OCA OCS Alternativa
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
coordenativa alternativa. subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
é classificado como período composto por subordinação. As
Venha agora ou perderá a vez. orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço Orações Subordinadas Adverbiais
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
(Luís Jardim) que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, que as introduz:
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
OCA OCS Explicativa principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção visto que.
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação Não fui à escola / porque fiquei doente.
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa OP OSA Causal
explicativa.
O tambor soa porque é oco.
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
Veríssimo) “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Sousa)
Questões
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
01. Relacione as orações coordenadas por meio de ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
conjunções: contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. Irei à sua casa / se não chover.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. OP OSA Condicional
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
  

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APOSTILAS OPÇÃO
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos Ela é bonita / como a mãe.
ofensores. OP OSA Comparativa
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
Andrade) (Marquês de Maricá)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
tenha êxito. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. daquele olhar.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
que, mesmo que. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
OP OSA Concessiva subentendido o verbo ser (como a mãe é).
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
arriscou uma opinião. mais, quanto menos.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. OSA Proporcional OP
Por mais que gritasse, não me ouviram.
À medida que se vive, mais se aprende.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. diminuindo.
OP OSA Conformativa
Orações Subordinadas Substantivas
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
OP OSA Temporal O grupo quer / que você ajude.
OP OSS Objetiva Direta
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) mestre exigia a presença de todos.)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Mariana esperou que o marido voltasse.
de Maricá) Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
que, porque (=para que), que. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
OP OSA Final Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Indireta
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. viagem.)
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Aconselha-o a que trabalhe mais.
para que) Daremos o prêmio a quem o merecer.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Lembre-se de que a vida é breve.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= É importante / que você colabore.
porque), pois que, visto que. OP OSS Subjetiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
prolongar minha viagem. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com da reunião.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
menos ou mais). necessária.)

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO
Parece que a situação melhorou. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Aconteceu que não o encontrei em casa. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
Importa que saibas isso bem. aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: Pedra que rola não cria limo.
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Os animais que se alimentam de carne chamam-se
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua carnívoros.
inocência. (complemento nominal) Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
Estou convencido / de que ele é inocente. escreveram.
OP OSS Completiva Nominal “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
dele.) quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Estava ansioso por que voltasses. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
Sê grato a quem te ensina. restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
(Graciliano Ramos) novo livro.
OP OSA Explicativa OP
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, Deus, que é nosso pai, nos salvará.
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
felicidade. (predicativo) Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
O importante é / que você seja feliz. Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
OP OSS Predicativa
Orações Reduzidas
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Observe que as orações subordinadas eram sempre
Minha esperança era que ele desistisse. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
Não sou quem você pensa. subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
do país. (aposto) (infinitivo)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
país. - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
OP OSS Apositiva (particípio)

Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
coisa: a sua felicidade) formas nominais são chamadas de reduzidas.
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
que virias a morrer...” (Osmã Lins) a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
oculto?” (Machado de Assis) conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- da oração desenvolvida.
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
saúde, tornou-se realidade. Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros reduzida de infinitivo.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou. Precisando de ajuda, telefone-me.
Diga-me como resolver esse problema. Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Orações Subordinadas Adjetivas Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
adnominal em oração subordinada adjetiva: vestiário.
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) OSA Temporal
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
adjetiva) reduzida de particípio.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas Observações:


por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem - Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
ser classificadas em: desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se cidade.
referem. Exemplo: - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
OP OSA Restritiva Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
Preciso terminar este exercício. (A) subordinada substantiva completiva nominal
Ele está jantando na sala. (B) subordinada substantiva objetiva indireta
Essa casa foi construída por meu pai. (C) subordinada substantiva predicativa
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma (D) subordinada substantiva subjetiva
reduzida. Exemplo: (E) subordinada substantiva objetiva direta  
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração Respostas
coordenada sindética aditiva) 01. B\02. A\03. D\04. E\05. B
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
gerúndio. 7. Sintaxe de concordância:
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas concordância nominal e verbal
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a (casos gerais e particulares).
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito. Concordância Verbal
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. a função de subordinado. 
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
período agora é composto por coordenação, pois a oração se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o chegou
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
ter chorado. singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. atrasados.
OP OSA Comparativa OSA Condicional Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
Questões eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
para ser mãe”, a oração destacada é: Casos referentes a sujeito simples
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
(B) subordinada substantiva completiva nominal 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
(C) subordinada substantiva predicativa núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
(D) coordenada sindética conclusiva
(E) coordenada sindética explicativa 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na Observação:
realidade.” A oração sublinhada é: - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
(A) adverbial conformativa no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o
(B) adjetiva plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
(C) adverbial consecutiva Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal 3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas,
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de,
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de dos alunos resolveram ficar.
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em 4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
(A) para se encaixarem. aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
(B) para seu encaixotamento. concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
(C) para que se encaixassem. vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
(D) para que se encaixem.
(E) para que se encaixariam. 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das Observação:
orações seguintes? - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
(C) O aluno fez-se passar por doutor. aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
(D) Precisa-se de operários. doação de alimentos. 
(E) Não sei se o vinho está bom. Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
de formatura. 
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A
oração sublinhada é:

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
que atuaram na Copa América. no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
atermos a duas questões básicas: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, mundo.
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
/ Alguns de nós o receberão. ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
de nós o receberá.   / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
meu esforço.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular Questões
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos 01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
nós quem contamos toda a verdade para ela. alternativa?
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa breve, o ultrapassará.
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
Em casa sou eu que decido tudo.    que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
10) No caso de o sujeito aparecer representado por comê-las sem receio!
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:    janela do hotel!
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
do eleitorado apoiou a decisão. 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
Observações: posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os cotidianas com os outros.
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo alguma coisa que também quer se expressar.
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
que os determinam: nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima
este permanece no singular, contanto que o predicativo também do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas é uma cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
criação de Machado de Assis.    coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência as sentem.
mundial. (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma 2005. p 250)
potência mundial. 
A frase em que se respeitam as normas de concordância
Casos referentes a sujeito composto verbal é:

1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando atraem.
relacionado a dois pressupostos básicos: (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto nos atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.  

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
03. Uma pergunta 05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a
concordância verbal está correta em:
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de (A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves acabou os créditos.
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para (B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador que executa diversos serviços para os clientes.
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a (C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para
decisão: - Quem sofrerá? os passageiros que chegavam à cidade.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se (D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas
considerar. lembranças que seu tio lhe deixou.
(Salvador Nicola, inédito) (E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi
para bater um papo com o motorista.
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: Respostas
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 01. C\02. A\03. C\04. E\05. C
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Concordância Nominal
peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
tomar decisões sem medir suas consequências. demais termos da oração para que concordem em gênero e
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
sobrevir consequências imprevistas e injustas. artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
humana. Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo.
04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a - A pequena criança é uma gracinha.
constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua
fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo. geral mostrada acima.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida a) Um adjetivo após vários substantivos
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na ou concorda com o substantivo mais próximo.
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
o que, se não permite estimar o número de civilizações - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
extra terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas
expectativas. 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos - Ela tem pai e mãe louros.
complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência? - Ela tem pai e mãe loura.
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais
matemático do que biológico: complexidade engendra 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre para o plural.
espécies cujo subproduto é a inteligência. - O homem e o menino estavam perdidos.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o próximo.
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as Comi delicioso almoço e sobremesa.
chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência. Provei deliciosa fruta e suco.
(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
28/10/2012) concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
A frase em que as regras de concordância estão plenamente Estava ferido o pai e os filhos.
respeitadas é:
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, c) Um substantivo e mais de um adjetivo
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza 2- coloca o substantivo no plural.
sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
criatividade e planejamento.
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia d) Pronomes de tratamento
por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
a vida ao longo do tempo com relativa facilidade. Vossa Santidade esteve no Brasil.
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de
dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um As cartas estão anexas.
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a A bebida está inclusa.
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.

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APOSTILAS OPÇÃO
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
singular e o adjetivo no plural. João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
Renato advogou um e outro caso fáceis. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. certa autonomia econômica.

g) É bom, é necessário, é proibido 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier gênero, número ou pessoa):
precedido de artigo ou outro determinante. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
Canja é bom. / A canja é boa. diferença.”
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
é proibida. cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
h) Muito, pouco, caro longe...
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muitas frutas durante a viagem. compreensivo.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
2- Como advérbios: são invariáveis. envolvimento da empresa.
Comi muito durante a viagem. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
parênteses.
2- Como pronomes: seguem a regra geral. (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. necessária)
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. (B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
j) Menos, alerta bastantes)
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
Preciso de menos comida para perder peso. (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
Estamos alerta para com suas chamadas. (meio/ meia)

k) Tal Qual 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:


1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
consequente. (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o
As garotas são vaidosas tais qual a tia. assunto.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
criança viciadas.
l) Possível (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” parentes.
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. Respostas
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 01. D\02. D\03. B
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
cidade. 04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio

m) Meio 05. C
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral. 8. Crase.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.

n) Só Crase
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem. A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,
2- sozinho (adjetivo): variável. «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
Estiveram sós durante horas. de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
Questões pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
nominal: compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
(C) Alguma solução é necessária, e logo! simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido

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APOSTILAS OPÇÃO
Observe: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
Vou a + a igreja. que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou à igreja.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
No exemplo acima, temos a ocorrência da à noite às claras às escondidas à força
preposição “a”, exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo à vontade à beça à larga à escuta
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e às avessas à revelia à exceção de à imitação de
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
os outros exemplos: à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer que
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode à
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto semelhança às ordens à beira de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”. de
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já Crase diante de Nomes de Lugar
especificados.
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
1-) diante de substantivos masculinos: diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
Andamos a cavalo. preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Fomos a pé. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”. A
2-) diante de  verbos no infinitivo: ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de
A criança começou a falar. lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Ela não tem nada a dizer. Por exemplo:
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a]
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos França.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Alegre.) 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes Vou à praia. = Volto da praia.
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Por exemplo: ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
Cláudio para sair mais cedo.) Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Refiro-me àquele atentado.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Sou grata à população. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
Fumar é prejudicial à saúde. portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Aluguei aquela casa.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.  preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. Veja outros exemplos:
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho. Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
3-) na indicação de horas: Não obedecerei àquele sujeito.
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas. Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
Foram dormir à meia-noite. A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas  às quais  ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo c) a - aqueles - à - a 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos d) à - àqueles - a - a 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: e) a - aqueles - à - há

Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a 04. Leia o texto a seguir.


Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Comunicação
Roberto.
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um autor
2-) diante de pronome possessivo feminino: ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma queda de

Língua Portuguesa 54
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popularidade em termos de venda. Ou, quando teatrólogo, em 2. ênclise: pronome depois do verbo
termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. E, entre nós, o 3. mesóclise: pronome no meio do verbo
suave fantasma de Cecília Meireles recém está se materializando,
tantos anos depois. Próclise
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para
a solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e - Palavras com sentido negativo:
efervescente. Nada me faz querer sair dessa cama.
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. Sua Não se trata de nenhuma novidade.
comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por afinidades.
É como, na vida, se faz um amigo. - Advérbios:
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada Nesta casa se fala alemão.
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho − para que Naquele dia me falaram que a professora não veio.
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
reproduzidos uns dos outros. - Pronomes relativos:
Mas acontece que há também autores xerox, que nos invadem A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
com aqueles seus best-sellers... Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
Será tudo isto uma causa ou um efeito?
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já foi - Pronomes indefinidos:
civilizado. Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1.
ed., 2005. p. 654) - Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
festiva e efervescente.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o - Preposição seguida de gerúndio:
segmento grifado for substituído por: Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
A) leitura apressada e sem profundidade. indicado à pesquisa escolar.
B) cada um de nós neste formigueiro.
C) exemplo de obras publicadas recentemente. - Conjunção subordinativa:
D) uma comunicação festiva e virtual. Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
Ênclise
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará- aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em ênclise vai acontecer quando:
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma
vida digna. - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
(Disponível em: Amem-se uns aos outros.
www.metropolitana.com.br/blog/qual_e_a_importancia_da_ Sigam-me e não terão derrotas.
ressocializacao_de_presos. Acesso em: 18.08.2012. Adaptado)
- O verbo iniciar a oração:
Assinale a alternativa que preenche, correta e Diga-lhe que está tudo bem.
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma- Chamaram-me para ser sócio.
padrão da língua portuguesa.
A) à … à … à - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
B) a … a … à “a”:
C) a … à … à Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
D) à … à ... a Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
E) a … à … a
- O verbo estiver no gerúndio:
Respostas Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
1-B / 2-A / 3-B / 4-A / 5-D despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face.
9. Colocação de pronomes:
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
próclise, mesóclise e ênclise. Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Colocação dos Pronomes Oblíquos Mesóclise
Átonos
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a futuro do presente ou no futuro do pretérito:
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se realizará)
referem. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
proposta a você)
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, Fontes:
lhes, nos e vos. http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
oração em relação ao verbo: htm

1. próclise: pronome antes do verbo

Língua Portuguesa 55
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Questões - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.

01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do Ponto e Vírgula ( ; )
verbo fabricar se extraiu-lhe. 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. importância.
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
conhecê-las. a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)

02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo vírgulas.
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
(A) Basta apresenta-lo. e cobertor.
(B) Basta apresentar-lhe.
(C) Basta apresenta-lhe. 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
(D) Basta apresentá-la. decreto de lei, etc.
(E) Basta apresentá-lo. - Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola;
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o - Caminhada na praia;
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a - Reunião com amigos.
norma-padrão?
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – Dois pontos
conhecia-o 1- Antes de uma citação
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
– tinha encontrado-o.
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no 2- Antes de um aposto
Museu – relatá-las-ão. - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus e calor à noite.
antepassados? – explicou-lhes.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
um museu virtual – Lhes vinham perguntando. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
rotina de sempre.
04. De acordo com a norma-padrão e as questões gramaticais
que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o Escola”, é 4- Em frases de estilo direto
correto afirmar que  Maria perguntou:
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que - Por que você não toma uma decisão?
acompanha.
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para antes Ponto de Exclamação
do verbo que acompanha. 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
(C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa. súplica, etc.
(D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração “Frustrei- - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
me”, tornaria a próclise obrigatória.
(E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória. 2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
05. A substituição do elemento grifado pelo pronome - João! Há quanto tempo!
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu Ponto de Interrogação
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
(D) que desviava a água = que lhe desviava Reticências
(E) supriam a necessidade = supriam-na 1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
Respostas
01. D/02. E/03. C/04. D/05. D 2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
10. Pontuação: emprego dos
sinais de pontuação. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?

4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


Pontuação - Deixa, depois, o coração falar...
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem Vírgula
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Não se usa vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
portuguesa. diretamente entre si:

Ponto a) entre sujeito e predicado.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.

Língua Portuguesa 56
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b) entre o verbo e seus objetos. “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
adnominal. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
despertou reações entre os empresários. E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
Usa-se a vírgula: em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para marcar intercalação: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
vem caindo de preço. vendas associadas aos dois temas.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão B) Duas explicações do treinamento para consultores
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir vendas associadas aos dois temas.
mão dos lucros altos. C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para marcar inversão: de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. D) Duas explicações do treinamento para consultores
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio vendas associadas aos dois temas.
de 1982. E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
em enumeração): vendas associadas aos dois temas.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: regência nominal e à pontuação.
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
- Para isolar: notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros.
- o aposto: (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
trânsito caótico. notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
outros.
- o vocativo: (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
Ora, Thiago, não diga bobagem. seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
Questões outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
língua portuguesa. outros.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
ajudar a revelar quem era a sua dona. outros.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse após o acréscimo das vírgulas.
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse ou acione o código na internet.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora código foi acionado.
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
ajudar a revelar quem era a sua dona. criança foi encontrada.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou às, areias do Guarujá.
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
ajudar a revelar quem era a sua dona. de quem a encontrou e informar um ponto de referência

02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a Resposta


ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas 1-C 2-C 3-B 4-D 5-E
da frase abaixo:

Língua Portuguesa 57
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Anotações

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RACIOCÍNIO LÓGICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Com isso podemos dizer que uma proposição é verdadeira


ou falsa, nunca as duas juntos.

3) A proposição “p v ~ (p ^ q)” é tautológica, conforme


mostra sua tabela verdade.

p q p^q ~ (p ^ q) p v ~ (p ^ q)

V V V F V

V F F V V

1. Noções básicas de lógica: 1.1 F V F V V


conectivos, tautologia e F F F V V
contradições, implicações e
equivalências, afirmações e 4) A proposição “p ^ q → (p ↔ q)” é tautológica, conforme
negações, argumento, mostra sua tabela verdade.
silogismo, validade de
argumento. 1.2 Compreensão e p q p^q p→q p ^ q → (p ↔ q)

elaboração da estrutura lógica V V V V V


de situações-problema por
V F F F V
meio de raciocínio dedutivo.
F V F F V

F F F V V
TAUTOLOGIA

Esse é um tópico que se refere a classificação mediante a 5) A proposição “p v (q ^ ~q) ↔ p” é tautológica, conforme
solução obtidas das proposições compostas. mostra sua tabela verdade.

Vejamos,
p q ~q q ^ ~q p v (q ^ ~q) p v (q ^ ~q) ↔ p
Tautologia: é uma proposição composta que tem valor
lógico V (verdade) para quaisquer que sejam os valores V V F F V V
lógicos das proposições componentes, ou seja, uma tautologia
conterá apenas V (verdade) na última coluna (ou coluna V F V F V V
solução) de sua tabela verdade. As tautologias também são
chamadas de proposições tautológicas ou proposições F V F F F V
logicamente verdadeiras.
É imediato que as proposições p → p e p ↔ p são F F V F F V
tautológicas (Principio de Identidade para as proposições:
toda a proposição é igual a si mesma, ou ainda, todo valor - Princípio de Substituição para as tautologias
lógico de uma proposição é igual a ele mesmo).
Seja P (p; q; r; ...) uma proposição composta tautológica
Exemplos e sejam P0 (p; q; r; ...), Q (p; q; r; ...), R (p; q; r; ...), ..., proposições,
1) A proposição “~ (p ^ ~p) é tautológica (Princípio da não também compostas, e componentes de P (p; q; r; ...). Como o
contradição), conforme vemos na sua tabela verdade: valor de P (p; q; r; ...) é sempre verdade (V), quaisquer que
sejam os valores lógicos das proposições simples
p ~p p ^ ~p ~(p ^ ~p) componentes “p”, “q”, “r”, ..., é óbvio que, substituindo-se as
proposições p por P0, q por Q0, r por R0, ...na tautologia P (p; q;
V F F V r; ...), a nova proposição P (P0; Q0; R0; ...) que assim se obtém
também será uma tautologia. É o que chamamos para as
F V F V tautologias “Princípio de substituição”.

Então podemos dizer que uma proposição não pode ser PRINCÍPIO DA SUBSTITUIÇÃO: Seja P (p, q, r, ...) uma
simultaneamente verdadeira e falsa. tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia,
quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0, ...
2) A proposição “p v ~p” (Princípio do terceiro excluído) é
tautológica, vejamos sua tabela verdade. Exemplo

Se “p”, “q”, “r” e “s” são proposições simples, então a


p ~p p v ~p proposição expressa por: {[(p → q) ↔ (r ∧ s)] ∧ (r ∧ s)} → (p
→ q) é uma tautologia, então, veja:
V F V

F V V p q r s p→ r^s : {[(p → q) ↔ (r ∧ s)] ∧ Solução


q (r ∧ s)} → (p → q)

V V V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V

Raciocínio Lógico 1
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APOSTILAS OPÇÃO

V V V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira,


independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras
V V F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V ou falsas.
( ) Certo ( ) Errado
V V F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V
Resposta
V F V V F V [(F ↔ V) ∧ (V)] → F V

V F V F F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V 01. Resposta: Certo.


Considerando P e Q como V.
V F F V F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V (V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
V F F F F F [(F ↔ F) ∧ (F)] → F V Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
F V V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V
(V) ↔ (V) = V
F V V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V Então concluímos que a afirmação é verdadeira.

F V F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V CONTRADIÇÃO E CONTIGÊNCIA

F V F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V Contradição (proposições contra válidas ou


proposições logicamente falsas): é toda proposição
F F V V V V [(V ↔ V) ∧ (V)] → V V
composta cuja última coluna da sua tabela verdade encerra
F F V F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V somente com a letra F (falsidade), ou seja, seus valores lógicos
são sempre F, quaisquer que sejam os valores lógicos das suas
F F F V V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V premissas. A contradição é a negação da Tautologia e vice
versa.
F F F F V F [(V ↔ F) ∧ (F)] → V V Para as contradições vale um “Princípio de Substituição”,
análogo ao que foi para as tautologias:
Substituindo as proposições compostas “p → q” e “r ∧ s”
pelas proposições simples “a” e “b”, respectivamente, então PRINCÍPIO DA SUBSTITUIÇÃO: Seja P (p, q, r, ...) é uma
obteremos a seguinte proposição composta: {[a ↔ b] ∧ b} → a. contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma
Pelo Princípio da Substituição, tem-se que a nova proposição contradição, quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0,
composta também será tautológica, vejamos:
Exemplo:
a b a↔b [a ↔ b ] ∧ b {[a ↔ b] ∧ b} → (a) Solução A proposição (p v ~q) ↔ (~p ^ q) é uma contradição.
Vamos montar a tabela verdade para provarmos:
V V V V∧V=V V→V V

V F F F∧F=F F→V V p q ~p ~q pv ~p ^ q (p v ~q) ↔ (~p ^ q)


~q
F V F F∧V=F F→F V
V V F F Vv F ^ V= F V↔F=F
F F V F∧F=F F→F V F= V

V F F V VvV F^F=F V↔F=F


Referências =V
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
F V V F FvF V^V=V F↔V=F
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio =F
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
F F V V FvV V^F=F V↔F=F
Questão =V

01. (DPU – Analista – CESPE/2016) Um estudante de Última coluna


direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua
própria legenda, na qual identificava, por letras, algumas Os valores da última coluna são todos F (falsidade).
afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as
vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu Contingência (proposições contingentes ou
vocabulário particular constava, por exemplo: proposições indeterminadas): toda proposição composta
P: Cometeu o crime A. cuja última coluna da tabela verdade figuram as letras V e F
Q: Cometeu o crime B. cada uma pelo menos uma vez. Em outros termos a
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão contingência é uma proposição composta que não é tautologia
no regime fechado. e nem contradição.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Exemplo:
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não A proposição p ↔ (p ^ q) é uma contingência. Vamos
recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável. comprovar através da tabela verdade.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o
item que se segue.
p q p^q p ↔ (p ^ q)

V V V V

Raciocínio Lógico 2
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APOSTILAS OPÇÃO

p q p^ p→
V F F F
q p^q
F V F V V V V V
V F F F
F F F V
F V F V
Última coluna F F F V

Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata


Uma proposição simples, por definição, ou será uma
de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
tautologia – valor lógico verdade (V) – ou uma contradição –
por aqui nossa análise.
valor lógico falsidade (F) –, e nunca uma contingência – valor
c) Se João é alto OU Guilherme é gordo, então Guilherme é
lógico verdade (V) e falsidade (F), simultaneamente.
gordo
Isso equivale a p v q → q. A tabela verdade seria:
Referências
p q pv
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. q pvq→q
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: V V V V
Nobel – 2002. V F V F
F V V V
Questões F F F V
01. (PECFAZ /ESAF) Conforme a teoria da lógica Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
proposicional, a proposição ~P ∧ P é: de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
(A) uma tautologia. por aqui nossa análise.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição. d) Se João é alto OU Guilherme é gordo, então João é alto E
(D) uma contingência. Guilherme é gordo
(E) uma disjunção. Isso equivale a p v q→p^q. A tabela verdade seria:
02. (ESAF) Chama-se tautologia a toda proposição que é
p q p p^q pvq→
sempre verdadeira, independentemente da verdade dos
vq p^q
termos que a compõem. Um exemplo de tautologia e:
V V V V V
(A) se Joao e alto, então Joao e alto ou Guilherme e gordo;
(B) se Joao e alto, então Joao e alto e Guilherme e gordo; V F V F F
(C) se Joao e alto ou Guilherme e gordo, então Guilherme e F V V F F
gordo; F F F F V
(D) se Joao e alto ou Guilherme e gordo, então Joao e alto e
Guilherme e gordo;
(E) se Joao e alto ou não e alto, então Guilherme e gordo. Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
Resposta por aqui nossa análise.
01. Resposta: C.
Resolução: Basta observar que ~p^p terá tudo “F” na e) Se João é alto OU não é alto, então Guilherme é gordo
última coluna, consequentemente será uma contradição. Isso equivale a p v ~p→ q. A tabela verdade seria:

02. Resposta: A. p q ~ pv~p pv~p→


Resolução: p q
Fazendo p: João é alto e q: Guilherme é gordo, vamos V V F V V
analisar as alternativas, V F F V F
a) Se João é alto, então João é alto OU Guilherme é gordo F V V V V
Isso equivale a p → p v q. A tabela verdade seria:
F F V V F
p q pv p→
q pvq Ao encontrarmos o 1º “F” você já saberia que não se trata
V V V V de tautologia e sim de uma contingência, poderíamos parar
por aqui nossa análise.
V F V V
F V V V IMPLICAÇÃO LÓGICA
F F F V
Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas
Observe que a alternativa “A” já nos levou a uma implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
proposição “sempre verdadeira”, ou seja, já encontramos a (V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a
tautologia. Portanto, não seria necessário analisarmos as proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P
outras. Vamos fazê-lo apenas para praticarmos um pouco mais → Q for uma tautologia.
o raciocínio. Representamos a implicação com o símbolo “⇒”,
simbolicamente temos:
b) Se João é alto, então João é alto E Guilherme é gordo
Isso equivale a p → p ^ q. A tabela verdade seria: P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).

Raciocínio Lógico 3
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APOSTILAS OPÇÃO

A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha,


ainda que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V, e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
ou então que P → Q é uma tautologia. são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras
duas proposições.
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente Então:
distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um p^q⇒pvq
conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação p^q⇒p→q
lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
A tabela acima também demonstram as importantes
Exemplo: Regras de Inferência:
A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será: Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q
Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q)
2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q →
V V V V V p, é:
L p q p↔q p→q q→p
V F F F V
1ª V V V V V
F V F F V
2ª V F F F V
F F F V V
3ª F V F V F
Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^
4ª F F V V V
q) ⇒ (p ↔q).

Em particular: A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as


- Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo a
primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
p p v ~p
proposições. Então:
V V p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p

F V 3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é:

- Somente uma contradição implica uma contradição: p ^


~p ⇒ p v ~p → p ^ ~p

p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p

V F F F Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta


linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste a
F V F F IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo
disjuntivo.
(p v q) ^ ~p ⇒ q
Propriedades da Implicação Lógica
É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p
A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
transitiva:
4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é:
Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
Uma proposição complexa implica ela mesma.
Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R.

Exemplificação e Regras de Inferência A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta


Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus
outras palavras :é a obtenção de novas proposições a partir de ponens.
proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de
inferência obtidas da implicação lógica: (p → q) ^ p ⇒ q

1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q 5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p


é: é:

Raciocínio Lógico 4
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APOSTILAS OPÇÃO

A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º Corro ou faço ginástica


linha e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo V F
subsiste a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus
tollens. Acordo cedo ou não corro
(p → q) ^ ~q ⇒ ~p V F

Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q Portanto ele:


Comeu muito
Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a Não fez ginástica
Implicação Lógica: Correu, e;
Acordou cedo
Adição p⇒pvq
02. Resposta D
q⇒pvq
Na expressão temos ~p v q  p  q  ~q  ~p. Temos
Simplificação p^q⇒p duas possibilidades de equivalência p  q: Se André não é
p^q⇒q artista , então Bernardo não é engenheiro. Porém não temos
essa opção ~q  ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André
Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q é artista. Logo reposta letra d).
(p v q) ^ ~q ⇒ p
03. Resposta: A.
Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q Na expressão temos ~p v q  p  q p  q: Se Pedro é
pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
Referência
Definição: Duas ou mais proposições compostas são
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: equivalentes, mesmo possuindo fórmulas (ou estruturas
Nobel – 2002.
lógicas) diferentes, quando apresentarem a mesma solução em
suas respectivas tabelas verdade.
Questões
Se as proposições P e Q são ambas TAUTOLOGIAS, ou
então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
FGV/2015) Renato falou a verdade quando disse:
Exemplo:
• Corro ou faço ginástica.
Dada as proposições “~p → q” e “p v q” verificar se elas são
• Acordo cedo ou não corro.
equivalentes.
• Como pouco ou não faço ginástica.
Vamos montar a tabela verdade para sabermos se elas são
Certo dia, Renato comeu muito.
equivalentes.
É correto concluir que, nesse dia, Renato: p q ~p → q p v q
(A) correu e fez ginástica;
(B) não fez ginástica e não correu; V V F V V V V V
(C) correu e não acordou cedo;
V F F V F V V F
(D) acordou cedo e correu;
(E) não fez ginástica e não acordou cedo. F V V V V F V V
02. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é F F V F F F F F
engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
(A) André é artista se e somente Bernardo não é
Observamos que as proposições compostas “~p → q” e “p
engenheiro.
∨ q” são equivalentes.
(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.
(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista. ~p → q ≡ p ∨ q ou ~p → q ⇔ p ∨ q, onde “≡” e “⇔” são os
(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro. símbolos que representam a equivalência entre proposições.

Equivalências fundamentais
03. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é
do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
1 – Simetria (equivalência por simetria)
(A) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
a) p ^ q ⇔ q ^ p
(B) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.
(C) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista. p q p ^ q q ^ p
(D) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
(E) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista. V V V V V V V V

Resposta V F V F F F F V

F V F F V V F F
01. Resposta: D.
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta F F F F F F F F
por uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito”
Como pouco ou não faço ginástica b) p v q ⇔ q v p
F V p q p v q q v p

Raciocínio Lógico 5
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APOSTILAS OPÇÃO

b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r)
V V V V V V V V
p q r p v (q ^ r (p v q) ^ (p v r
V F V V F F V V ) )
F V F V V V V F V V V V V V V V V V V V V V V
F F F F F F F F V V F V V V F F V V V V V V F

c) p ∨ q ⇔ q ∨ p V F V V V F F V V V F V V V V

p q p v q q v p V F F V V F F F V V F V V V F

V V V F V V F V F V V F V V V V F V V V F V V

V F V V F F V V F V F F F V F F F V V F F F F

F V F V V V V F F F V F F F F V F F F F F V V

F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F F

2 - Associação (equivalência pela associativa)


d) p ↔ q ⇔ q ↔ p a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)
p q p ↔ q q ↔ p p q r p ^ (q ^ r (p ^ q) ^ (p ^ r
) )
V V V V V V V V
V V V V V V V V V V V V V V V
V F V F F F F V
V V F V F V F F V V V F V F F
F V F F V V F F
V F V V F F F V V F F F V V V
F F F V F F V F
V F F V F F F F V F F F V F F
2 - Reflexiva (equivalência por reflexão) F V V F F V V V F F V F F F V
p→p⇔p→p
F V F F F V F F F F V F F F F
p p p → p p → p
F F V F F F F V F F F F F F V
V V V V V V V V
F F F F F F F F F F F F F F F
F F F V F F V F
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
3 – Transitiva p q r p v (q v r (p v q) v (p v r
Se P(p,q,r,...) ⇔ Q(p,q,r,...) E ) )
Q(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) ENTÃO
P(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) . V V V V V V V V V V V V V V V

Equivalências notáveis: V V F V V V V F V V V V V V F

V F V V V F V V V V F V V V V
1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r) V F F V V F F F V V F V V V F

p q r p ^ (q v r (p ^ q) v (p ^ r F V V F V V V V F V V V F V V
) )
F V F F V V V F F V V V F F F
V V V V V V V V V V V V V V V
F F V F V F V V F F F V F V V
V V F V V V V F V V V V V F F
F F F F F F F F F F F F F F F
V F V V V F V V V F F V V V V
3 – Idempotência
V F F V F F F F V F F F V F F
a) p ⇔ (p ∧ p)
F V V F F V V V F F V F F F V
p p p ^ p
F V F F F V V F F F V F F F F
V V V V V
F F V F F F V V F F F F F F V
F F F F F
F F F F F F F F F F F F F F F

Raciocínio Lógico 6
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APOSTILAS OPÇÃO

b) p ⇔ (p ∨ p) Exemplo:
p p p v p p → q: Se estudo então passo no concurso.
~p v q: Não estudo ou passo no concurso.
V V V V V
5 - Pela bicondicional
F F F F F a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
p q p ↔ q (p → q) ^ (q → p)
4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se outra
condicional equivalente à primeira, apenas invertendo-se e V V V V V V V V V V V V
negando-se as proposições simples que as compõem.
V F V F F V F F F F V V
1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p) F V F F V F V V F V F F
p q p → q ~q → ~p
F F F V F F V F V F V F
V V V V V F V F

V F V F F V F F b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q), aplicando-se a


contrapositiva às partes
F V F V V F F V p q p ↔ q (~q → ~p) ^ (~p → ~q)
F F F V F V F V V V V V V F V F V F V F

V F V F F V F F F F V V
Exemplo: F V F F V F V V F V F F
p → q: Se André é professor, então é pobre.
~q → ~p: Se André não é pobre, então não é professor. F F F V F V V V V V V V

2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)


c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q)
p q ~p → q ~q → p
p q p ↔ q (p ^ q) v (~p ^ ~q)
V V F V V F V V
V V V V V V V V V F F F
V F F V F V V V
V F V F F V F F F F F V
F V V V V F V F
F V F F V F F V F V F F
F F V F F V F F
F F F V F F F F V V V V

Exemplo:
~p → q: Se André não é professor, então é pobre. 6 - Pela exportação-importação
~q → p: Se André não é pobre, então é professor. [(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
p q r [(p ^ q) → r] [p → (q → r)
3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p) ]
p q p → ~q q → ~p V V V V V V V V V V V V V
V V V F F V F F V V F V V V F F V F V F F
V F V V V F V F V F V V F F V V V V F V V
F V F V F V V V V F F V F F V F V V F V F
F F F V V F V V F V V F F V V V F V V V V

Exemplo: F V F F F V V F F V V F F
p → ~q: Se André é professor, então não é pobre.
q → ~p: Se André é pobre, então não é professor. F F V F F F V V F V F V V

F F F F F F V F F V F V F
4 º Caso: (p → q) ⇔ ~p v q
p q p → q ~p v q Proposições Associadas a uma Condicional (se, então)
V V V V V F V V
Chama-se proposições associadas a p → q as três
V F V F F F F F proposições condicionadas que contêm p e q:
– Proposições recíprocas: p → q: q → p
F V F V V V F V – Proposição contrária: p → q: ~p → ~q
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p
F F F V F V F F
Observe a tabela verdade dessas quatro proposições:

Note que:

Raciocínio Lógico 7
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APOSTILAS OPÇÃO

Observamos ainda que a condicional p → q e a sua 02. Resposta: Certo.


recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO Relembrando temos que: Se p então q = Não p ou q. (p → q
EQUIVALENTES. = ~p v q)

Exemplos: NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS


p → q: Se T é equilátero, então T é isósceles. (V)
q → p: Se T é isósceles, então T é equilátero. (F) Para se negar uma proposição composta é necessário que
se entenda que irá gerar uma outra proposição composta
Exemplo: equivalente a negação de sua primitiva.
Vamos determinar: De modo geral temos que:
a) A contrapositiva de p → q Sejam “♦” e “♪” conectivos lógicos quaisquer.
b) A contrapositiva da recíproca de p → q Temos ~ (p ♦ q) ⇔ (p ♪ q).
c) A contrapositiva da contrária de p → q Obs.: O símbolo “⇔” representa equivalência entre as
proposições.
Resolução:
a) A contrapositiva de p → q é ~q → ~p Tem-se que: “p ♪ q” é equivalente à negação de “p ♦ q” e
A contrapositiva de ~q → ~p é ~~p → ~~q ⇔ p → q
ainda “p ♦ q” é uma proposição oposta à “p ♪ q”.
b) A recíproca de p → q é q → p
A contrapositiva q → q é ~p → ~q

c) A contrária de p → q é ~p → ~q
A contrapositiva de ~p → ~q é q → p

Equivalência “NENHUM” e “TODO”


1 – NENHUM A é B ⇔ TODO A é não B.
Exemplo:
Nenhum médico é tenista ⇔ Todo médico é não tenista (=
Todo médico não é tenista).

2 – TODO A é B ⇔ NENHUM A é não B.


Exemplo: Vejamos:
Toda música é bela ⇔ Nenhuma música é não bela (= – Negação de uma disjunção exclusiva
Nenhuma música é bela). Por definição, ao negar-se uma DISJUNÇÃO EXCLUSIVA,
gera-se uma BICONDICIONAL.
Referências ~ (p v q) ⇔ (p ↔ q) ⇔ (p → q) ^ (q → p)
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. p q ~ (p v q)
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
V V V V F V
Questões V F F V V F

01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) F V F F V V


Considere a sentença:
“Corro e não fico cansado”. F F V F F F
Uma sentença logicamente equivalente à negação da
sentença dada é:
(A) Se corro então fico cansado. p ↔ q (p → q) ^ (q → p)
(B) Se não corro então não fico cansado.
V V V V V V V V V V
(C) Não corro e fico cansado.
(D) Corro e fico cansado. V F F V F F F F V V
(E) Não corro ou não fico cansado.
F F V F V V F V F F
02. (TCE/RN – Conhecimentos Gerais para o cargo 4 –
CESPE/2015) Em campanha de incentivo à regularização da F V F F V F V F V F
documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz
com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e - Negação de uma condicional
não registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”. Ao negar-se uma condicional, conserva-se o valor lógico
A partir dessa situação hipotética e considerando que a de sua 1ª parte, troca-se o conectivo CONDICIONAL pelo
proposição P: “Se o comprador não escritura o imóvel, então conectivo CONJUNÇÃO e nega-se sua 2ª parte.
ele não o registra” seja verdadeira, julgue o item seguinte.
A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O ~ (p → q) ⇔ (p ^ ~q) ⇔ ~~ p ^ ~q
comprador escritura o imóvel, ou não o registra”.
( ) Certo ( ) Errado
p q ~ (p → q) p ^ ~q
Respostas
01. Resposta: A. V V F V V V V F F
A negação de P→Q é P ^ ~ Q V F V V F F V V V
A equivalência de P-->Q é ~P v Q ou pode ser: ~Q-->~P

Raciocínio Lógico 8
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APOSTILAS OPÇÃO

c) 3 + 5 ≥ 8
F V F F V V F F F

F F F F V F F F V Para negarmos uma sentença matemática basta negarmos


os símbolos matemáticos, assim estaremos negando toda
sentença, vejamos:
- Negação de uma bicondicional
Ao negarmos uma bicondicional do tipo “p ↔ q” estaremos
negando a sua formula equivalente dada por “(p → q) ∧ (q → Sentença Negação Sentença
p)”, assim, negaremos uma conjunção cujas partes são duas Matemática ou obtida
condicionais: “(p → q)” e “(q → p)”. Aplicando-se a negação de algébrica
uma conjunção a essa bicondicional, teremos:
~ (p ↔ q) ⇔ ~ [(p → q) ∧ (q → p)] ⇔ [(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~p)] 5 + 6 = 11 ~ (5 + 6 = 11) 5 + 6 ≠ 11

5–3≠4 ~ (5 – 3 ≠ 4) 5–3=4
p q ~ (p ↔ q)
5>1 ~ (5 > 1) 5≤1
V V F V V V
7< 10 ~ (7< 10) 7≥ 10
V F V V F F
3+5≥8 ~ (3 + 5 ≥ 8) 3+5<8
F V V F F V
y+5≤7 ~ (y + 5 ≤ 7) y+5>7
F F F F V F

É comum a banca, através de uma assertiva, “induzir” os


~ [(p → q) ^ (q → p)] candidatos a cometerem um erro muito comum, que é a
negação dessa assertiva pelo resultado, utilizando-se da
F V V V V V V V
operação matemática em questão para a obtenção desse
V V F F F F V V resultado, e não, como deve ser, pela negação dos símbolos
matemáticos.
V F V V F V F F Exemplo:
Negar a expressão “4 + 7 = 16” não é dada pela expressão
F F V F V F V F “4 + 7 = 11”, e sim por “4 + 7 ≠ 16”

(p ^ ~q) v (q ^ ~p) NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS – LEIS DE


MORGAN
V F F F V F F
As Leis de Morgan demonstram que:
V V V V F F F - Negar que duas dadas proposições são ao mesmo tempo
verdadeiras equivale a afirmar que pelo menos uma é falsa
F F F V V V V - Negar que uma pelo menos de duas proposições é
verdadeira equivale a afirmar que ambas são falsas.
F F V F F F V
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÂO transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO e
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
DUPLA NEGAÇÃO (TEORIA DA INVOLUÇÃO)
– De uma proposição simples: p ⇔ ~ (~p) Vejamos:
– Negação de uma conjunção (Leis de Morgan)
p ~ (~ p) Para negar uma conjunção, basta negar as partes e trocar o
conectivo CONJUNÇÃO pelo conectivo DISJUNÇÃO.
V V F V ~ (p ^ q) ⇔ (~p v ~q)

F F V F p q ~ (p ^ q) ~p v ~q

- De uma condicional: p → q ⇔ ~p v q V V F V V V F F F
A dupla negação de uma condicional dá-se por negar a 1ª
parte da condicional, troca-se o conectivo CONDICIONAL pela V F V V F F F V V
DISJUNÇÃO e mantém-se a 2ª parte. Ao negarmos uma F V V F F V V V F
proposição primitiva duas vezes consecutivas, a proposição
resultante será equivalente à sua proposição primitiva. F F V F F F V V V

NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES MATEMÁTICAS

Considere os seguintes símbolos matemáticos: igual (“=”); - Negação de uma disjunção (Lei de Morgan)
diferente (“≠”); maior que (“>”); menor que (“<”); maior ou Para negar uma disjunção, basta negar as partes e trocar o
igual a (“≥”) e menor ou igual (“≤”). Estes símbolos, associados conectivo DISJUNÇÃO pelo conectivo-CONJUNÇÃO.
a números ou variáveis, formam as chamadas expressões ~ (p v q) ⇔ (~p ^ ~q)
aritméticas ou algébricas.
Exemplo: p q ~ (p v q) ~p ^ ~q
a) 5 + 6 = 11
b) 5 > 1 V V F V V V F F F

Raciocínio Lógico 9
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APOSTILAS OPÇÃO

03. Resposta: A.
V F F V V F F F V
Quebrando a sentença em P e Q:
F V F F V V V F F P: Vou à academia todos os dias da semana
Conectivo: ∧ (e)
F F V F F F V V V Q: Corro três dias na semana
Aplicando a lei de Morgan: ~(P∧ Q) ≡ ~P ∨ ~Q
~P: Não vou à academia todos os dias da semana
Exemplo:
Conectivo: ∨ (ou)
Vamos negar a proposição “É inteligente e estuda”, vemos
~Q: Não corro três dias na semana
que se trata de uma CONJUNÇÂO, pela Lei de Morgan temos
que uma CONJUNÇÃO se transforma em uma DISJUNÇÃO,
Logo: Não vou à academia todos os dias da semana ou não
negando-se as partes, então teremos:
corro três dias na semana.
“Não é inteligente ou não estuda”
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. No estudo da Lógica Matemática, a dedução formal é a
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio principal ferramenta para o raciocínio válido de um
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
argumento. Ela avalia de forma genérica as conclusões que a
argumentação pode tomar, quais dessas conclusões são
Questões
válidas e quais são inválidas (falaciosas). Ainda na Lógica
Matemática, estudam-se as formas válidas de inferência de
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
uma linguagem formal ou proposicional constituindo-se,
FGV/2015) Considere a afirmação: assim, a teoria da argumentação.
“Mato a cobra e mostro o pau” Um argumento é um conjunto finito de premissas –
A negação lógica dessa afirmação é: proposições –, sendo uma delas a consequência das demais.
(A) não mato a cobra ou não mostro o pau; Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou
(B) não mato a cobra e não mostro o pau; consequência lógica das demais, é chamada conclusão.
(C) não mato a cobra e mostro o pau; Um argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, em
(D) mato a cobra e não mostro o pau; que os Pis (P1, P2, P3...) e Q são fórmulas simples ou
(E) mato a cobra ou não mostro o pau. compostas. Nesse argumento, as fórmulas Pis (P1, P2, P3...) são
chamadas premissas e a fórmula Q é chamada conclusão.
02. (CODEMIG – Advogado Societário – FGV/2015) Em
uma empresa, o diretor de um departamento percebeu que
Conceitos
Pedro, um dos funcionários, tinha cometido alguns erros em
Premissas (proposições): são afirmações que podem ser
seu trabalho e comentou:
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são
“Pedro está cansado ou desatento.”
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja
A negação lógica dessa afirmação é: aceito.
(A) Pedro está descansado ou desatento.
(B) Pedro está descansado ou atento. Inferência: é o processo a partir de uma ou mais
(C) Pedro está cansado e desatento. premissas se chegar a novas proposições. Quando a inferência
(D) Pedro está descansado e atento. é dada como válida, significa que a nova proposição foi aceita,
(E) Se Pedro está descansado então está desatento. podendo ela ser utilizada em outras inferências.
03 (TJ/AP-Técnico Judiciário / Área Judiciária e Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da
Administrativa- FCC) Vou à academia todos os dias da inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
semana e corro três dias na semana. Uma afirmação que
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo,
corresponde à negação lógica da afirmação anterior é
...”, “portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras.
(A) Não vou à academia todos os dias da semana ou não
corro três dias na semana.
Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro.
(B) Vou à academia quase todos os dias da semana e corro
dois dias na semana. Falácia: é um argumento inválido, sem fundamento ou
(C) Nunca vou à academia durante a semana e nunca corro tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que
durante a semana. enuncia.
(D) Não vou à academia todos os dias da semana e não
corro três dias na semana. Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,
(E) Se vou todos os dias à academia, então corro três dias dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
na semana. logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a
conclusão é a terceira premissa.
Respostas O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação)
01. Resposta: A.
conforme dito no início temos:
Negação do ''ou'': nega-se as duas partes e troca o
conectivo ''ou'' pelo ''e''.

02. Resposta: D.
Pedro está cansado ou desatento.
O conectivo ou vira e, dai basta negar as proposições.
Pedro não está cansado e nem está desatento, ou seja,
Pedro está descansado e atento.

Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO

Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos


acima são considerados silogismos.
Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
Q, indica-se por:
P1, P2, ..., Pn |----- Q

Argumentos Válidos
Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo) Exemplos
quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as 01. Seja um argumento formado pelas seguintes
premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que premissas: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. Se
um argumento é válido quando a conclusão é uma Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. Nem Rita foi à
consequência obrigatória das verdades de suas premissas. Ou festa, nem Paula ficou em casa.
seja: Sejam as seguintes premissas:
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.
conclusão. P3: Nem Rita foi à festa, nem Paula ficou em casa.
Inicialmente, reescreveremos a última premissa “P3” na
Um argumento válido é denominado tautologia quando forma de uma conjunção, já que a forma “nem A, nem B” pode
assumir, somente, valorações verdadeiras, ser também representada por “não A e não B”. Portanto,
independentemente de valorações assumidas por suas teremos:
estruturas lógicas. Então, sejam as premissas:
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
Argumentos Inválidos P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.
Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo ou P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa.
mal construído), quando as verdades das premissas são
insuficientes para sustentar a verdade da conclusão. Lembramos que, para que esse argumento seja válido,
Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências todas as premissas que o compõem deverão ser
geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como necessariamente verdadeiras.
conclusão uma contradição (F). P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa: (V)
Um argumento não válido diz-se um SOFISMA. P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa: (V)
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa: (V)
- A verdade e a falsidade são propriedades das
proposições. Nesse caso, não há um “ponto de referência”, ou seja, não
- Já a validade e a invalidade são propriedades inerentes temos uma proposição simples que faça parte desse
aos argumentos. argumento; logo, tomaremos como verdade a conjunção da
- Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou premissa “P3”, já que uma conjunção é considerada verdadeira
falsa, mas nunca válida e inválida. somente quando suas partes forem verdadeiras. Assim,
- Não é possível ter uma conclusão falsa se as teremos a confirmação dos seguintes valores lógicos
premissas são verdadeiras. verdadeiros: “Rita não foi à festa” (1º passo) e “Paula não ficou
- A validade de um argumento depende exclusivamente em casa” (2º passo).
da relação existente entre as premissas e conclusões. P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.

Critérios de Validade de um argumento


Pelo teorema temos:

Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente


Ao confirmar a proposição simples “Paula não fica em casa”
se a condicional: como verdadeira, estaremos confirmando, também, como
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica. verdadeira a 1ª parte da condicional da premissa “P2” (3º
passo).
Métodos para testar a validade dos argumentos P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência),
atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento
para determinarmos uma conclusão verdadeira.
Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
quantificadores: todo, algum e nenhum).
Se a 1ª parte de uma condicional for verdadeira, logo, a 2ª
parte também deverá ser verdadeira, já que uma verdade
Os métodos consistem em:
implica outra verdade. Assim, concluímos que “Marta vai à
1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na
festa” (4º passo).
dedução dos valores lógicos das premissas de um
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
argumento, a partir de um “ponto de referência inicial” que,
geralmente, será representado pelo valor lógico de uma
premissa formada por uma proposição simples. Lembramos
que, para que um argumento seja válido, partiremos do
pressuposto que todas as premissas que compõem esse
argumento são, na totalidade, verdadeiras.
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como Sabendo-se que “Marta vai à festa” é uma proposição
auxílio a tabela-verdade dos conectivos. simples verdadeira, então a 2ª parte da condicional da

Raciocínio Lógico 11
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APOSTILAS OPÇÃO

premissa P1 será falsa (5º passo). Lembramos que, sempre


que confirmarmos como falsa a 2ª parte de uma condicional,
devemos confirmar também como falsa a 1ª parte (6º passo),
já que F → F: V.

Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,


podemos obter as seguintes conclusões: “Pedro não é pintor”;
“Eduardo é eletricista”; “Saulo não é síndico” e “Paulo é
porteiro”.
Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
podemos obter as seguintes conclusões: “Ana não vai à festa”; Caso o argumento não possua uma proposição simples “ponto
“Marta vai à festa”; “Paula não fica em casa” e “Rita não foi de referência inicial”, devem-se iniciar as deduções pela
à festa”. conjunção, e, caso não exista tal conjunção, pela disjunção
exclusiva ou pela bicondicional, caso existam.
02. Seja um argumento formado pelas seguintes
premissas: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista. Paulo é porteiro se, e 2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos
somente se, Saulo não é síndico. que levar em considerações dois casos.
Sejam as seguintes premissas: 1º caso: quando o argumento é representado por uma
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista. fórmula argumentativa.
P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista.
P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico. Exemplo:
A → B ~A = ~B
Lembramos que, para que esse argumento seja válido, Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as
todas as premissas que o compõem deverão ser, proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos
necessariamente, verdadeiras. a validade do argumento.
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista: (V)
P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista: (V)
P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico:
(V)
Caso o argumento não possua uma proposição simples
(ponto de referência inicial) ou uma conjunção ou uma
disjunção exclusiva, então as deduções serão iniciadas pela
bicondicional, caso exista.
Sendo P3 uma bicondicional, e sabendo-se que toda
bicondicional assume valoração verdadeira somente
(Fonte: http://www.marilia.unesp.br)
quando suas partes são verdadeiras ou falsas,
simultaneamente, então consideraremos as duas partes da
O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão
bicondicional como sendo verdadeiras (1º e 2º passos), por
é falsa está sinalizada na tabela acima pelo asterisco. Observe
dedução.
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o
argumento não é valido.

2o caso: quando o argumento é representado por uma


Confirmando-se a proposição simples “Saulo não é síndico” sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e
como verdadeira, então a 1ª parte da disjunção em P2 será é questionada a sua validade.
valorada como falsa (3º passo). Se uma das partes de uma Exemplo:
disjunção for falsa, a outra parte “Eduardo é eletricista” deverá “Se leio, então entendo. Se entendo, então não
ser necessariamente verdadeira, para que toda a disjunção compreendo. Logo, compreendo.”
assuma valoração verdadeira (4º passo). P1: Se leio, então entendo.
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista. P2: Se entendo, então não compreendo.
C: Compreendo.
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
P1 ∧ P2 → C

Representando inicialmente as proposições primitivas


Ao confirmar como verdadeira a proposição simples “leio”, “entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”,
“Eduardo é eletricista”, então a 2ª parte da condicional em P1 “q” e “r”, teremos a seguinte fórmula argumentativa:
será falsa (5º passo). Se a 2ª parte de uma condicional for P1: p → q
valorada como falsa, então a 1ª parte também deverá ser P2: q → ~r
considerada falsa (6º passo), para que seu valor lógico seja C: r
considerado verdadeiro (F → F: V).
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou

Raciocínio Lógico 12
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APOSTILAS OPÇÃO

Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r


a passo):
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r V V V V V V F V F F V V

V V V V V V V F V V V F V V V V V V V F F

V V F V V V V V F V F V V F F F F V F V V

V F V V F F F F V V F F V F F F F V V V F

V F F V F F F V F F V V F V V F V F F V V

F V V F V V V F V F V F F V V V V V V F F

F V F F V V V V F F F V F V F V F V F V V

F F V F V F F F V F F F F V F V F V V F F

F F F F V F F V F 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º

1º 2º 1º 1º 1º 1º
Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma
contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.
V V V V V V V F F V
Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade
em alguns casos torna-se muito trabalhoso, principalmente
V V F V V V V V V F quando o número de proposições simples que compõe o
argumento é muito grande, então vamos aqui ver outros
V F V V F F F V F V métodos que vão ajudar a provar a validade dos argumentos.

V F F V F F F V V F 3.1 - Método da adição (AD)

F V V F V V V F F V

F V F F V V V V V F
3.2 - Método da adição (SIMP)
1º caso:
F F V F V F F V F V

F F F F V F F V V F

1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º 2º caso:

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
3.3 - Método da conjunção (CONJ)
V V V V V V F V F F V 1º caso:

V V F V V V V V V V F

V F V V F F F F V F V
2º caso:
V F F V F F F F V V F

F V V F V V F V F F V

F V F F V V V V V V F 3.4 - Método da absorção (ABS)

F F V F V F V F V F V

F F F F V F V F V V F
3.5 – Modus Ponens (MP)
1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º

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3.6 – Modus Tollens (MT) Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:
1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas
proposições simples que aparecem apenas uma vez no
conjunto das premissas do argumento.
Exemplo
3.7 – Dilema construtivo (DC) Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu .Se há nuvens no
céu ,então o dia está claro.
Temos então o argumento formado pelas seguintes
premissas:
P1: Se chove, então faz frio.
P2: Se neva, então chove.
3.8 – Dilema destrutivo (DD) P3: Se faz frio, então há nuvens no céu.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro.

Vamos denotar as proposições simples:


p: chover
q: fazer frio
3.9 – Silogismo disjuntivo (SD) r: nevar
1º caso: s: existir nuvens no céu
t: o dia está claro
Montando o produto lógico teremos:

2º caso:

Conclusão: “Se neva, então o dia está claro”.

Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está


3.10 – Silogismo hipotético (SH) claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
argumento anterior.

2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,


apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da
3.11 – Exportação e importação. outra. As demais proposições simples são eliminadas pelo
processo natural do produto lógico.
1º caso: Exportação Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá
necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente
VERDADEIRA.

Tome Nota:
2º caso: Importação Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso de
equivalência da contrapositiva (contraposição) de uma
condicional, para que ocorram os devidos reajustes entre as
proposições simples de uma determinada condicional que
resulte no produto lógico desejado.
Produto lógico de condicionais: este produto consiste na (p → q) ~q → ~p
dedução de uma condicional conclusiva – que será a
conclusão do argumento –, decorrente ou resultante de Exemplo
várias outras premissas formadas por, apenas, Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda.
condicionais. Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições trabalha.
simples iguais que se localizam em partes opostas das Temos então o argumento formado pelas seguintes
condicionais que formam a premissa do argumento, premissas:
resultando em uma condicional denominada condicional P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha.
conclusiva. Vejamos o exemplo: P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha.
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja.
Denotando as proposições simples teremos:
p: Ana trabalha
q: Beto estuda
r: Carlos viaja
Montando o produto lógico teremos:

Conclusão: “Beto não estuda”.

Raciocínio Lógico 14
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3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em, Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:
apenas, uma parte das premissas do argumento. “Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar
Exemplo que o argumento formado pelas premissas p e q e pela
Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense. conclusão c é um argumento válido.
Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino. ( ) Certo ( ) Errado
Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é
corintiano, então Márcio não é palmeirense. 03. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo
Então as premissas que formam esse argumento são: Júnior – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma
P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então
palmeirense. Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então
P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são- Tristeza é uma bruxa.
paulino. Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. (A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é (B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um
palmeirense. centauro.
Denotando as proposições temos: (C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
p: Nivaldo é corintiano (D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
q: Márcio é palmeirense (E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
r: Pedro é são paulino
Efetuando a soma lógica: Respostas

01. Resposta: Errado.


A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as
premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
premissas:
A = Chove
Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas B = Maria vai ao cinema
(P1,P2,P3) teremos: C = Cláudio fica em casa
D = Faz frio
E = Fernando está estudando
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional:
Conclusão: “Márcio é palmeirense”.
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª
Referências falsa, utilizando isso temos:
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Fernando estava estudando. // B → ~E
Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
Iniciando temos:
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A →
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
Questões chove tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema
01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) (V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. Maria vai ao cinema tem que ser V.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. → ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. Cláudio sai de casa tem que ser F.
• Quando Fernando está estudando, não chove. 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
• Durante a noite, faz frio. (V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está
Tendo como referência as proposições apresentadas, estudando pode ser V ou F.
julgue o item subsecutivo. 1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria
( ) Certo ( ) Errado foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou
F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à
conclusão (V ou F).
02. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande 02. Resposta: Errado.
apreço pela matemática, apesar de achar essa uma área muito Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
difícil. Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
é aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na P1 ∧ P2 → C
faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina Organizando e resolvendo, temos:
chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
não tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
nessa disciplina. C: Mariana é aprovada em Química Geral
A partir das informações apresentadas nessa situação Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas. Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana as premissas serem verdadeiras, para sabermos se o
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo argumento é válido:
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de Testando C para falso:

Raciocínio Lógico 15
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APOSTILAS OPÇÃO

(A → B) ∧ (B →C)
(A →B) ∧ (B → F) P+C
Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm ~P
que ser F: Logo, C
(A → B) ∧ (B → F)
(A → F) ∧ (F → F) Silogismo Categórico de Forma Típica
(F → F) ∧ (V)
Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso Chamaremos de silogismo categórico de forma típica ao
que o “A” seja falso: argumento formado por duas premissas e uma conclusão, de
(A → F) ∧ (V) modo que todas as premissas envolvidas são categóricas de
(F → F) ∧ (V) forma típica (A, E, I, O). Teremos também três termos:
(V) ∧ (V) - Termo menor: sujeito da conclusão.
(V) - Termo maior: predicado da conclusão.
Então, é possível que o conjunto de premissas seja - Termo médio: é o termo que aparece uma vez em cada
verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos premissa e não aparece na conclusão.
leva a concluir que esse argumento não é válido.
Chamaremos de premissa maior a que contém o termo
03. Resposta: B. maior, e premissa menor a que contém o termo menor.
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza Exemplo
não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como
conclusão o valor lógico (V), então: Todas as mulheres são bonitas.
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo Todas as princesas são mulheres.
(F) → V ________________________
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um Todas as princesas são bonitas.
centauro (F) → V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma Termo menor: as princesas.
bruxa(F) → V Termo maior: bonitas.
(1) Tristeza não é uma bruxa (V) Termo médio: mulheres.
Logo:
Temos que: Premissa menor: Todas as princesas são mulheres.
Esmeralda não é fada(V) Premissa maior: Todas as mulheres são bonitas.
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V) Regras do Silogismo
Então concluímos que:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro. Para que um silogismo seja válido, sua estrutura deve
respeitar regras. Tais regras, em número de oito, permitem
SILOGISMO verificar a correção ou incorreção do silogismo. As quatro
primeiras regras são relativas aos termos e as quatro últimas
O silogismo é a dedução feita a partir de duas proposições são relativas às premissas. São elas:
denominadas premissas, de modo a originar uma terceira - Todo silogismo contém somente 3 termos: maior, médio
proposição logicamente implicada, denominada conclusão. e menor;
Exemplo: - Os termos da conclusão não podem ter extensão maior
que os termos das premissas;
Tenho um Escort ou tenho um Focus, não tenho um Escort. - O termo médio não pode entrar na conclusão;
╞ Tenho um Focus. - O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;
- De duas premissas negativas, nada se conclui;
Observação: o símbolo “╞” é chamado de traço de - De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão
asserção ;É usado entre as premissas e a conclusão .Esse negativa;
silogismo também pode ser representado como: - A conclusão segue sempre a premissa mais fraca;
- De duas premissas particulares, nada se conclui.
Tenho um Escort ou tenho um Focus.
Não tenho um Escort. Estas regras reduzem-se às três regras que Aristóteles
Logo, tenho um Focus. definiu. O que se entende por “parte mais fraca” são as
seguintes situações: entre uma premissa universal e uma
Chamado de P a proposição: “Tenho um Escort”, escreve- particular, a “parte mais fraca” é a particular; entre uma
se: P: Tenho um Escort. premissa afirmativa e outra negativa, a “parte mais fraca” é a
Chamado de C a proposição: “Tenho um Focus”, escreve- negativa. Atenção: Para determinar se um argumento é uma
se: C: Tenho um Focus. falácia ou silogismo, deve-se analisar o resultado, ou
argumento final: quando se chega a um argumento falso, tem-
Das proposições P e C resulta a proposição “Tenho um se uma falácia; quando se chega a um argumento verdadeiro,
Escort ou tenho um Focus”. Denotamos: P + C: Tenho um tem-se um silogismo.
Escort ou tenho um Focus.
Com a negativa da proposição P, tem-se a premissa “Não Silogismos Derivados
tenho um Escort”. Escreve-se: ~P: Não tenho um Escort (é o
mesmo que dizer: “não possuo um carro denominado Escort”). Silogismos derivados são estruturas argumentativas que
Reescrevendo o argumento, obteremos: não seguem a forma rigorosa do silogismo típico, mas que
mesmo assim são formas válidas.
P + C, ~P ╞ C
Entimema: trata-se de um argumento em que uma ou
ou mais proposições estão omitidas, porém. Por exemplo: todo

Raciocínio Lógico 16
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APOSTILAS OPÇÃO

metal é corpo, logo o chumbo é corpo. Neste caso, fica conclusão se unem o sujeito da primeira proposição com o
subentendida a premissa “todo chumbo é metal”. Passando predicado da última. Por exemplo:
para a forma silogística:
A Grécia é governada por Atenas.
Todo metal é corpo. Atenas é governada por mim.
Todo chumbo é metal. Eu sou governado por minha mulher.
___________________ Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10
Todo chumbo é corpo. anos.
Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos.
Mais um exemplo: Todo quadrúpede tem 4 patas. Logo, um
cavalo é um quadrúpede. No dia a dia, usamos muitas formas Silogismo Hipotético: contém proposições hipotéticas ou
como essa, pois as premissas faltantes são óbvias ou implícitas compostas, isto é, apresentam duas ou mais proposições
e repeti-las pode cansar os ouvintes. Contudo, é comum haver simples unidas entre si por uma cópula não verbal, isto é, por
confusão justamente por causa de premissas faltantes. partículas. As proposições compostas podem ser divididas em:

Epiquerema: é um argumento onde uma ou ambas as - Claramente Compostas: são aquelas proposições em
premissas apresentam a prova ou razão de ser do sujeito. que a composição entre duas ou mais proposições simples são
Geralmente é acompanhada do termo porque ou algum indicadas pelas partículas: e, ou, se ... então.
equivalente. Por exemplo:
Copulativa ou Conjuntiva: “a lua se move e a terra não se
O demente é irresponsável, porque não é livre. move”. Nesse exemplo, duas proposições simples são unidas
Ora, Pedro é demente, porque o exame médico revelou ser pela partícula e ou qualquer elemento equivalente a essa
portador de paralisia geral progressiva. conjunção. Dentro do cálculo proposicional será considerada
Logo, Pedro é irresponsável. verdadeira a proposição que tiver as duas proposições simples
verdadeiras e será simbolizada como: p ∧ q.
No epiquerema sempre existe, pelo menos, uma
proposição composta, sendo que uma das proposições simples Disjuntivas: “a sociedade tem um chefe ou tem desordem”.
é razão ou explicação da outra. Caracteriza-se por duas proposições simples unidas pela
partícula “ou” ou equivalente. Dentro do cálculo proposicional,
Polissilogismo: é uma espécie de argumento que a proposição composta será considerada verdadeira se uma ou
contempla vários silogismos, onde a conclusão de um serve de as duas proposições simples forem verdadeiras e será
premissa menor para o próximo. Por exemplo: simbolizada como: p ∨ q.

Quem age de acordo com sua vontade é livre. Condicional: “se vinte é número ímpar, então vinte não é
Ora, o racional age de acordo com sua vontade. divisível por dois”. Aqui, duas proposições simples são unidas
Logo, o racional é livre. pela partícula se... então. Dentro do cálculo proposicional, essa
proposição, será considerada verdadeira se sua consequência
Ora, quem é livre é responsável. for boa ou verdadeira, simbolicamente: p → q.
Logo, o racional é responsável.
- Ocultamente Compostas: são duas ou mais proposições
Ora, quem é responsável é capaz de direitos. simples que formam uma proposição composta com as
Logo, o racional é capaz de direitos. partículas de ligação: salvo, enquanto, só.

Silogismo Expositório: não é propriamente um silogismo, Exceptiva: “todos corpos, salvo o éter, são ponderáveis”. A
mas um esclarecimento ou exposição da ligação entre dois proposição composta é formada por três proposições simples,
termos, caracteriza-se por apresentar, como termo médio, um sendo que a partícula salvo oculta as suas composições. As três
termo singular. Por exemplo: proposições simples componentes são: “todos os corpos são
ponderáveis”, “o éter é um corpo” e “o éter não é ponderável”.
Aristóteles é discípulo de Platão. Também são exceptivos termos como fora, exceto, etc. Essa
Ora, Aristóteles é filósofo. proposição composta será verdadeira se todas as proposições
Logo, algum filósofo é discípulo de Platão. simples forem verdadeiras.

Silogismo Informe: caracteriza-se pela possibilidade de Reduplicativa: “a arte, enquanto arte, é infalível”. Nessa
sua estrutura expositiva poder ser transformada na forma proposição temos duas proposições simples ocultas pela
silogística típica. Por exemplo: “a defesa pretende provar que partícula enquanto. As duas proposições simples
o réu não é responsável do crime por ele cometido. Esta componentes da composta são: “a arte possui uma
alegação é gratuita. Acabamos de provar, por testemunhos indeterminação X” e “tudo aquilo que cai sobre essa
irrecusáveis, que, ao perpetrar o crime, o réu tinha o uso indeterminação X é infalível”. O termo realmente também é
perfeito da razão e nem podia fugir às graves considerado reduplicativo. A proposição composta será
responsabilidades deste ato”. Este argumento pode ser considerada verdadeira se as duas proposições simples forem
formalizado assim: verdadeiras.

Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da Exclusiva: “só a espécie humana é racional”. A partícula
razão é responsável por seus atos. “só” oculta as duas proposições simples que compõem a
Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão. composta, são elas: “a espécie humana é racional” e “nenhuma
Logo, o réu é responsável por seus atos. outra espécie é racional”. O termo apenas também é
considerado exclusivo. A proposição será considerada
Sorites: é semelhante ao polissilogismo, mas neste caso verdadeira se as duas proposições simples forem verdadeiras.
ocorre que o predicado da primeira proposição se torna
sujeito na proposição seguinte, seguindo assim até que na

Raciocínio Lógico 17
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APOSTILAS OPÇÃO

O silogismo hipotético apresenta três variações, conforme Se dizes o que é justo, os homens te odiarão.
o conetivo utilizado na premissa maior: Se dizes o que é injusto, os deuses te odiarão.
Portanto, de qualquer modo, serás odiado.
Condicional: a partícula de ligação das proposições
simples é se... então. Questões

Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve. 01. (CESGRANRIO - CAPES - Analista de Sistemas) Parte
A temperatura da água é de 100°C. superior do formulário
Logo, a água ferve. O silogismo é uma forma de raciocínio dedutivo. Na sua
forma padronizada ,é constituído por três proposições: as
Esse silogismo apresenta duas figuras legítimas: duas primeiras denominam-se premissas e a terceira,
conclusão .As premissas são juízos que precedem a conclusão .
- Ponendo Ponens (do latim afirmando o afirmado): ao Em um silogismo, a conclusão é consequência necessária das
afirmar a condição (antecedente), prova-se o condicionado premissas. Assinale a alternativa que corresponde a um
(consequência). silogismo.
(A)
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve. Premissa 1: Marcelo é matemático.
A temperatura da água é de 100°C. Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Logo, a água ferve. Conclusão: Marcelo gosta de física.

- Tollendo Tollens (do latim negando o negado): ao (B)


destruir o condicionado (consequência), destrói-se a condição Premissa 1: Marcelo é matemático.
(antecedente). Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Conclusão: Marcelo não gosta de física.
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
Ora, a água não ferve. (C)
Logo, a água não atingiu a temperatura de 100°C. Premissa 1: Mário gosta de física.
Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Disjuntivo: a premissa maior, do silogismo hipotético, Conclusão: Mário é matemático.
possui a partícula de ligação “ou”.
(D)
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem. Premissa 1: Mário gosta de física.
Ora, a sociedade não tem chefe. Premissa 2: Todos os matemáticos gostam de física.
Logo, a sociedade tem desordem. Conclusão: Mário é matemático.

Esse silogismo também apresenta duas figuras legítimas: (E)


Premissa 1: Mário gosta de física.
- Ponendo Tollens: afirmando uma das proposições Premissa 2: Nenhum matemático gosta de física.
simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a Conclusão: Mário não é matemático.
conclusão.
02. (FGV - MEC - Documentador) O silogismo é uma
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem. forma de raciocínio dedutivo. Na sua forma padronizada, é
Ora, a sociedade tem um chefe. constituído por três proposições: as duas primeiras
Logo, a sociedade não tem desordem. denominam-se premissas e a terceira, conclusão. As premissas
são juízos que precedem a conclusão. Em um silogismo, a
- Tollendo Ponens: negando uma das proposições simples conclusão é consequência necessária das premissas. São dados
da premissa maior na premissa menor, afirma a conclusão. três conjuntos formados por duas premissas verdadeiras e
uma conclusão não necessariamente verdadeira.
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
Ora, a sociedade não tem um chefe. I-
Logo, a sociedade tem desordem. Premissa 1: Todos os mamíferos são homeotérmicos.
Premissa 2: Todas as baleias são mamíferas.
Conjuntivo: a partícula de ligação das proposições Conclusão: Todas as baleias são homeotérmicas.
simples, na proposição composta, é “e”. Nesse silogismo, a II-
premissa maior deve ser composta por duas proposições Premissa 1: Todos os peixes são pecilotérmicos.
simples que possuem o mesmo sujeito e não podem ser Premissa 2: Todos os tubarões são pecilotérmicos.
verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, os predicados devem Conclusão: Todos os tubarões são peixes.
ser contraditórios. Possui somente uma figura legítima, o III-
Ponendo Tollens, afirmando uma das proposições simples da Premissa 1: Todos os primatas são mamíferos.
premissa maior na premissa menor, nega-se a outra Premissa 2: Todos os mamíferos são vertebrados.
proposição na conclusão. Conclusão: Todos os vertebrados são primatas.

Ninguém pode ser, simultaneamente, mestre e discípulo. Assinale:


Ora, Pedro é mestre. (A) se somente o conjunto I for um silogismo.
Logo, Pedro não é discípulo. (B) se somente o conjunto II for um silogismo.
(C) se somente o conjunto III for um silogismo.
Dilema: o dilema é um conjunto de proposições onde, a (D) se somente os conjuntos I e III forem silogismos.
primeira, é uma disjunção tal que, afirmando qualquer uma (E) se somente os conjuntos II e III forem silogismos.
das proposições simples na premissa menor, resulta sempre a
mesma conclusão. Por exemplo:

Raciocínio Lógico 18
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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas III - Todos os primatas são mamíferos. Todos os mamíferos


são vertebrados. Conclusão: todos os vertebrados são
01. Resposta “E”. primatas. Mais uma vez não podemos afirmar, pois a questão
Parte inferior do formulário não dá informações para concluirmos tal coisa... o conjunto dos
A letra “D” parece certa, mas observe que certa seria se a primatas está contido no conjunto dos mamíferos e os
segunda premissa fosse invertida: “Todos os que gostam de mamíferos contidos no conjunto dos vertebrados, então pode
física são matemáticos”. A letra “E” é correta. Existem algumas ser que tenha primatas que não sejam primatas ou que não
proposições que podem ser negadas. sejam mamíferos....
Algum → negação: Nenhum.
Nenhum → negação: Algum.
Todo → negação: Algum não.
Algum não → negação: Todo.

Nessa questão basta negar todas as proposições com suas


equivalências supracitadas, ou basta fazer conjuntos (ou
balões):

(A) Há dois grupos “matemáticos” e “aqueles que gostam


de física”. Há uma intersecção entre eles, com matemáticos que
gostam e matemáticos que não gostam de física. Marcelo pode
estar tanto em um como em outro grupo.
(B) Mesmo raciocínio. Marcelo pode gostar ou não de
física. 1.3 Compreensão do
(C) Há intersecção entre “matemáticos” e “gostam de processo lógico que, a partir
física”. Mário pode estar no grupo “matemáticos que gostam
de física” e o outro grupo, “aqueles que gostam de física e não
de um conjunto de
são matemáticos”. hipóteses, conduz, de forma
(D) O grupo “matemáticos” está dentro de “os que gostam válida, a conclusões
de física”. Porém, Mario tanto pode ser matemático como
pertencer a outro grupo que também goste de física.
determinadas.
(E) Não há intersecção entre os grupos “os que gostam de
física” e “matemáticos”. Mário gosta de física, logo, ele não
pode ser matemático. (Alternativa correta) Raciocínio Lógico-Dedutivo - Dedução

02. Resposta “A”. É um tipo de Raciocínio lógico que se utiliza da dedução


I - Todos os mamíferos são homeotérmicos. Todas as para obter uma conclusão de certa premissa. Deduzir segundo
baleias são mamíferos. Conclusão: todas as baleias são o dicionário de língua portuguesa, pode significar concluir, ato
homeotérmicos. Está certa... essa questão fica clara se de deduzir.
desenharmos um conjunto.... assim fica da seguinte forma: o
conjunto dos mamíferos está contido no conjunto dos Nesta modalidade de raciocínio lógico, dada uma
homeotérmicos... e o conjunto das baleias está contido dentro generalização, inferimos as particularidades. As
do conjunto dos mamíferos, consequentemente está dentro do generalizações são sempre atingidas pelo processo indutivo, e
conjunto dos homeotérmicos, por isso podemos afirmar que as particularidades pelo dedutivo.
todas as baleias são homeotérmicos.
O raciocínio dedutivo apresenta conclusões que devem,
necessariamente, ser verdadeiras caso todas as premissas
sejam verdadeiras.

É importante deixar claro que a dedução não oferece


conhecimento novo, apenas organiza e especifica o
conhecimento que já se possui.

Exemplo:

II - Todos os peixes são pecilotérmicos. Todos os tubarões Todo vertebrado possui vértebras.
são pecilotérmicos. Conclusão: todos os tubarões são peixes. Todos os gatos são vertebrados.
Não podemos afirmar tal coisa... pode ser que alguns ou até Logo, todos os gatos têm vértebras.
todos sejam, mas a questão não dá informações suficientes
para isso... em um conjunto teríamos o conjunto dos Afim de estudar um pouco mais sobre Raciocínio lógico-
pecilotérmicos e dentro dele 2 conjuntos... dos peixes e dos dedutivo devemos estudar sobre os silogismos, onde foi
tubarões... eles podem ter alguma intersecção ou nenhuma, abordado no tópico Acima.
por isso não podemos afirmar.
Referência

http://www.infoescola.com/filosofia/raciocinio-dedutivo/

ESTRUTURAS LÓGICAS

Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser


entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos

Raciocínio Lógico 19
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APOSTILAS OPÇÃO

que permitem estabelecer as condições de validade e Valores lógicos das proposições


invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
sentenças denominadas premissas e uma sentença se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
denominada conclusão. é falsa (F).
Em diversas provas de concursos são empregados toda Consideremos as seguintes proposições e os seus
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político, respectivos valores lógicos:
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura.
A maioria das proposições são proposições contingenciais,
Conceito de proposição ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
exemplo, se considerarmos a proposição simples:
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
sentido completo. Assim, as proposições transmitem ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
entes.
Elas devem possuir além disso: Classificação das proposições
- um sujeito e um predicado;
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor As proposições podem ser classificadas em:
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F). 1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
proposição. ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
Vejamos alguns exemplos:
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar Exemplos:
B) Brasília é a capital do Brasil. O céu é azul.
C) Todos os músicos são românticos. Hoje é sábado.

A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou 2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem
F). elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
TOME NOTA!!! podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por
Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou letras maiusculas: P, Q, R, ... .
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda
proposição, é pela presença de: Exemplos:
- sujeito simples: "Carlos é médico"; O ceu é azul ou cinza.
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos"; Se hoje é sábado, então vou a praia.
- sujeito inexistente: "Choveu"
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito, Observação: os termos em destaque são alguns dos
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada matemática.
proposição.
3) Proposição (ou sentença) aberta: quando não se
Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou
consideradas proposições lógicas. valorar a proposição!), portanto, não é considerada frase
lógica. São consideradas sentenças abertas:
Princípios fundamentais da lógica a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
ontem? – Fez Sol ontem?
A Lógica matemática adota como regra fundamental três b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
princípios1 (ou axiomas): c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue
a televisão.
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas,
I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão
verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa. paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão
ambígua) – 2 + 3 + 7
II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma
proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo 4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição
tempo. admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso,
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou
III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda sentença lógica.
proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso. Observe os exemplos:

Frase Sujeito Verbo Conclusão


Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados, Maria é Maria É (ser) É uma frase
NÃO podemos classificar uma frase como proposição. baiana (simples) lógica

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Raciocínio Lógico 20
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APOSTILAS OPÇÃO

Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase 02. Resposta: E.
têm dois (composto) lógica Analisando as alternativas temos:
irmãos (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
Ventou Inexistente Ventou É uma frase (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
hoje (ventar) lógica proposição.
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
livro de livro verbo frase lógica (D) É uma frase interrogativa.
literatura (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
esse carro sujeito frase lógica
Existe vida Vida Existir É uma frase 03. Resposta: B.
em Marte lógica Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
Sentenças representadas por variáveis podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
a) x + 4 > 5; sentença lógica.
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
referem-se à quantidade de verbos presentes na frase. que tenhamos
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será (D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de valor de V ou F a sentença).
um átomo (mais de um átomo = uma molécula). (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Questões
Conceito de Tabela Verdade
01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
classificada como uma proposição simples? previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
(A) Será que vou ser aprovado no concurso? simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
(B) Ele é goleiro do Bangu. falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista. uma determinada fórmula (proposição composta).
(D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos. De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma Em se tratando de uma proposição composta, a
proposição? determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(A) O copo de plástico. lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(B) Feliz Natal! no seguinte princípio, vamos relembrar:
(C) Pegue suas coisas.
(D) Onde está o livro?
(E) Francisco não tomou o remédio. O valor lógico de qualquer proposição composta
depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: proposições simples componentes, ficando por eles
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” UNIVOCAMENTE determinados.
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. Para determinarmos esses valores recorremos a um
• O que é isto? dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
Há exatamente: verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
(A) uma proposição; proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
(B) duas proposições; possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
(C) três proposições; simples componentes.
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições. Número de linhas de uma Tabela Verdade
O número de linhas de uma proposição composta depende
Respostas do número de proposições simples que a integram, sendo dado
pelo seguinte teorema:
01. Resposta: D.
Analisando as alternativas temos: “A tabela verdade de uma proposição composta com n*
(A) Frases interrogativas não são consideradas proposições simples componentes contém 2n linhas.” (*
proposições. Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”)
(B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para
definir quem é ele. a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
(C) Trata-se de uma proposição composta proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,
(D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com
sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico. repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a
Análise Combinatória.

Raciocínio Lógico 21
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APOSTILAS OPÇÃO

Construção da tabela verdade de uma proposição


composta 02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
Para sua construção começamos contando o número de simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
proposições simples que a integram. Se há n proposições verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, (A) 2;
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores (B) 4;
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante. (C) 8;
(D) 16;
Exemplos (E) 32.
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos acima, então teremos:
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira Resposta D.
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda
a tabela propriamente dita. Estudo dos Operadores e Operações Lógicas

Quando efetuamos certas operações sobre proposições


chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições.

1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma


proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p.
Pela tabela verdade temos:
(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-
verdade.html)

2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os


cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em
4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 Simbolicamente temos:
em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos ~V = F ; ~F = V
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição). V(~p) = ~V(p)

Exemplos

Proposição Negação: ~p
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca
Nicolas está de Nicolas NÃO está de
férias férias
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE
trabalhar Norberto foi trabalhar

A primeira parte da tabela todas as afirmações são


verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela- lógico a falsidade.
verdade.html)

- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos


Vejamos alguns exemplos:
considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno
(A) 2;
NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico
(B) 4;
verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de
(C) 8;
valores lógicos a sua proposição primitiva.
(D) 16;
(E) 32.
p ≡ ~(~p)
Vamos contar o número de verbos para termos a
Observação: O termo “equivalente” está associado aos
quantidade de proposições simples e distintas contidas na
“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
natureza de seus valores lógicos.
e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
Exemplo:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
1. Saturno é um planeta do sistema solar.
Resposta D.

Raciocínio Lógico 22
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APOSTILAS OPÇÃO

2. Sete é um número real maior que cinco.

Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das


proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros
(V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em
termos de valores lógicos, entre si.
Exemplos
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de (a)
conjunção de duas proposições p e q a proposição p: A neve é branca. (V)
representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V) q: 3 < 5. (V)
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V
falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”). (b)
p: A neve é azul. (F)
Pela tabela verdade temos: q: 6 < 5. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V

(d)
Exemplos p: A neve é azul. (F)
(a) q: 7 é número ímpar. (V)
p: A neve é branca. (V) V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V
q: 3 < 5. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V 4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção
exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é
(b) verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é
p: A neve é azul. (F) verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
q: 6 < 5. (F) e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F ambas falsas.
Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q,
(c) MAS NÃO AMBOS”).
p: Pelé é jogador de futebol. (V) Pela tabela verdade temos:
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F

- O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado Para entender melhor vamos analisar o exemplo.
por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V), p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser
escrevendo: verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
V(p) = V condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
Podemos escrever:
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), Nathan é médico ^ Nathan é professor
escrevendo:
V(p) = F q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas
- As proposições compostas, representadas, por exemplo, não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva).
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus Reescrevendo:
respectivos valores lógicos representados por: Mario é carioca v Mario é paulista.
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T).
Exemplos
3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos.
simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.
proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo
valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das 5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se
proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando proposição condicional ou apenas condicional representada
ambas são falsas. por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em
Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”). que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais
Pela tabela verdade temos: casos.

Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente


para q; q é condição necessária para p).

Raciocínio Lógico 23
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p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de Transformação da linguagem corrente para a


símbolo de implicação. simbólica
Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
Pela tabela verdade temos: isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
resolver questões deste tipo.

Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,


“q” e “r” representadas por:
p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.
Exemplos
(a) Sejam, agora, as seguintes proposições compostas
p: A neve é branca. (V) denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
q: 3 < 5. (V) representadas por:
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
(b) estuda.
p: A neve é azul. (F) R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
q: 6 < 5. (F) João não bebe.
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V
O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
(c) (modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
p: Pelé é jogador de futebol. (V) reescrevermos de forma simbólica, vajamos:
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F

(d)
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
Continuando:
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se
estuda.
proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p).
Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
Pela tabela verdade temos:
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


“É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
Exemplos frases negam, por completo, as frases subsequentes.
(a)
p: A neve é branca. (V) - O uso de parêntesis
q: 3 < 5. (V) A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
(b) proposições:
p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F) (I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V (II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção.

(c) As quais apresentam significados diferentes, pois os


p: Pelé é jogador de futebol. (V) conectivos principais de cada proposição composta dá valores
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) lógicos diferentes como conclusão.
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar,
colocando parêntesis as seguintes proposições:
(d) a) ((p ^ q) → r) v s
p: A neve é azul. (F) b) p ^ ((q → r) v s)
q: 7 é número ímpar. (V) c) (p ^ (q → r)) v s
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F d) p ^ (q → (r v s))
e) (p ^ q) → (r v s)

Raciocínio Lógico 24
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Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. F F V F V


Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos,
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, 2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
algumas convenções, das quais duas são particularmente conectivos que compõem a proposição composta.
importantes: p q ~ (p ^ ~ q)
V V
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é: V F
(I) ~ (negação) F V
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma F F
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda
para direita). Depois completamos, em uma determinada ordem as
(III) → (condicional) colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
(IV) ↔ (bicondicional)
p q ~ (p ^ ~ q)
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”.
V V V V
V F V F
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v.
F V F V
Exemplo F F F F
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma 1 1
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa
condicional há que se usar parêntesis: p q ~ (p ^ ~ q)
p →( q ↔ s ^ r ) V V V F V
E para convertê-la em uma conjunção: V F V V F
(p → q ↔ s) ^ r F V F F V
F F F V F
2ª) Quando um mesmo conectivo aparece 1 2 1
sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis,
fazendo-se a associação a partir da esquerda. p q ~ (p ^ ~ q)
V V V F F V
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes V F V V V F
proposições se escrevem: F V F F F V
F F F F V F
Proposição Nova forma de escrever a 1 3 2 1
proposição
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p p q ~ (p ^ ~ q)
((~p) → (q → (~(p v ~p→ (q → ~(p v r)) V V V V F F V
r))))
V F F V V V F
F V V F F F V
- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos):
F F V F F V F
“¬” (cantoneira) para negação (~).
4 1 3 2 1
“●” e “&” para conjunção (^).
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→).
Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
facilitará na resolução de diversas questões (modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores
lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
atribuições de p e q de modo que:

P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do


conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
(Fonte: http://www laifi.com.)
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
de U em {V,F}
Exemplo
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um
P(p,q) = ~ (p ^ ~q)
diagrama sagital é a seguinte:
1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas
correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
lógicos.

p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V
V F V V F
F V F F V

Raciocínio Lógico 25
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3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade


anterior as duas primeiras da esquerda relativas às Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também
seguinte tabela verdade simplificada: simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
~ (p ^ ~ q)
V V F F V 1) Idempotente: p v p ⇔ p
F V V V F A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
V F F F V bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F V F
4 1 3 2 1 p pvp pvp↔p
V V V
Referências F F V
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
Nobel – 2002.
bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.
ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES
p q pvq qvp pvq↔qvp
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V V V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também V F V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F V V V V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades: F F F F V

1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa 3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)


equivalência). A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica.
p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
p p^p p^p↔p V V V V V V V
V V V V V F V V V V
F F V V F V V V V V
V F F V V F V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p F V V V V V V
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a F V F V V V V
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica. F F V F V V V
F F F F F F F
p q p^q q^p p^q↔q^p
V V V V V 4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p
V F F F V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
F V F F V seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
F F F F V
p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r) V V F V V V V
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas, F V F V F V V
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica.
Estas propriedades exprimem que t e w são
p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r) respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
V V V V V V V disjunção.
V V F V F F F
V F V F F F F Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r
V F F F F F F proposições simples quaisquer.
F V V F F V F 1) Distributiva:
F V F F F F F - p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
F F V F F F F - p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)
F F F F F F F
A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p
v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w
↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas.
p q r q v p ^ (q v p ^ p ^ (p ^ q) v (p ^
r r) q r r)
p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w
V V V V V V V V
V V F V F V V
V V F V V V F V
F V F F F V V
V F V V V F V V
Estas propriedades exprimem que t e w são V F F F F F F F
respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da F V V V F F F F
conjunção. F V F V F F F F
F F V V F F F F

Raciocínio Lógico 26
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APOSTILAS OPÇÃO

F F F F F F F F A última coluna da tabela-verdade referente à proposição


lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das é igual a
proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua
bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.

A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a ( ) Certo ( ) Errado


conjunção é distributiva em relação à disjunção e a
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a 02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
disjunção é distributiva em relação à conjunção. Sistemas – FUNDATEC/2015)
Exemplo: Qual operação lógica descreve a tabela verdade da função
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à Z abaixo cujo operandos são A e B? Considere que V significa
seguinte proposição: Verdadeiro, e F, Falso.
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p
- p v (p ^ q) ⇔ p

A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a


bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica.
(A) Ou.
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
(B) E.
V V V V V (C) Ou exclusivo.
V F V V V (D) Implicação (se...então).
F V V F V (E) Bicondicional (se e somente se).
F F F F V
03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das AOCP/2015) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional correto afirmar que
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica. (A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
(B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.
p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p (C) para que a proposição composta seja verdadeira é
V V V V V necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras.
V F F V V (D) para que a proposição composta seja verdadeira é
F V F F V necessário que ambas, p e r sejam falsas.
F F F F V (E) para que a proposição composta seja falsa é necessário
que ambas, p e r sejam falsas.
Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio Respostas
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. 01. Resposta: Certo.
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
Questões
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos V V V V V V V V
9,10,11 e 16 – CESPE/2015) V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F

02. Resposta: D.
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q
e Z = condicional.

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-


verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V
e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos
verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos 03. Resposta: E.
lógicos usuais, julgue o item subsecutivo. Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas
proposições são falsas.

Raciocínio Lógico 27
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APOSTILAS OPÇÃO

Caro (a) leitor (a), esses conteúdos “- Implicação Lógica; - A arbitrariedade é tanta que na hora da prova pode ser
Estruturas Lógicas - Proposição Conectivos Tabela interessante substituir as proposições por letras, veja:
Verdade; - Argumentação Lógica” já foram abordadas nos
tópicos anteriores, então para evitarmos repeticções daremos Todo A é B
sequência aos outros assuntos. Todo B é C
Logo Todo A é C
RACIOCÍNIO LÓGICO E A VISÃO SISTÊMICA
A arbitrariedade ainda se relaciona às pessoas, lugares,
- Deduzir novas informações das relações fornecidas e coisas, ou eventos fictícios. Cobra-se no edital o ato de deduzir
avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura novas informações das relações fornecidas, ou seja, o aspecto
daquelas relações; da Dedução Lógica poderá ser cobrado de forma a resolver as
questões.
- Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a
estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas, lugares, Caro aluno, elaborar estratégia para inteirar-se sobre
coisas, eventos fictícios; Raciocínio Lógico e uma visão sistêmica na hora de resolver
uma questão é de suma importância para se obter o sucesso e
- Visa também avaliar se o candidato identifica as acertar.
regularidades de uma sequência, numérica ou figural, de modo
a indicar qual e o elemento de uma dada posição; Nestes tipos de questões, envolvem-se interpretação de
texto e todo o conhecimento em Raciocínio Lógico, haja vista
- Compreensão do processo lógico que, a partir de um que o objetivo é testar as habilidades de raciocínio dos
conjunto de hipóteses, conduz, de forma valida, a conclusões candidatos, assim sendo, estude os seguintes tópicos em nosso
determinadas. material:
- Princípio da Regressão ou Reversão;
Pode-se afirmar que só para analisar o edital, tem-se um - Implicação Lógica;
primeiro “susto”, o candidato não entende o que vai cair. - Estruturas Lógicas;
Alguns perguntam se tem matéria para estudar, outros qual é - Correlação de Elementos / Associação Lógica;
a matéria. Observe que vai cair na prova conhecimentos do - Lógica de Argumentação;
candidato se o mesmo entende a estrutura lógica de relações - Proposições Categóricas.
arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas, ou eventos fictícios.
PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO
Entende-se por estruturas lógicas as que são formadas
pela presença de proposições ou sentenças lógicas (são Princípio da regressão
aquelas frases que apresentam sentido completo, como por Este princípio tem como objetivo resolver determinados
exemplo: Homero é culpado). problemas de forma não algébrica, mas utilizando uma técnica
baseada em raciocínio lógico, conhecida como princípio da
Observe que a estrutura lógica vai ligar relações arbitrárias regressão ou reversão.
e, neste caso, nada deverá ser levado para a prova a não ser os Esta técnica consiste em determinar um valor inicial
conhecimentos de Lógica propriamente dito, os candidatos pedido pelo problema a partir de um valor final dado. Utiliza-
muitas vezes caem em erros como: se para resolução dos problemas as operações matemáticas
básicas com suas respectivas reversões.
Se Ana foi à praia então Paulo foi pescar, ora eu sou muito
amigo de uma Ana e de um Paulo e ambos detestam ir à praia - Fundamento da regressão
ou mesmo pescar, auto induzindo respostas absurdas. Utilizando as quatro operações fundamentais, podemos
obter uma construção quantitativa lógica fundamentada no
Dessa forma, as relações são arbitrárias, ou seja, não princípio da regressão, cujo objetivo é obter o valor inicial do
importa se você conhece Ana, Homero ou Paulo. Não importa problema proposto através da operação inversa.
o seu conhecimento sobre as proposições que formam a frase,
na realidade pouco importam se as proposições são
Soma ↔ a regressão é feita pela subtração.
verdadeiras ou falsas.
Subtração ↔ a regressão é feita pela soma.
Multiplicação ↔ a regressão é feita pela divisão.
Queremos dizer que o seu conhecimento sobre a frase
Divisão ↔ a regressão é feita pela multiplicação.
deverá ser arbitrário, vamos ver através de outro exemplo:

Todo cavalo é um animal azul Veja os exemplos abaixo:


Todo animal azul é árvore 1 – Uma pessoa gasta metade do seu capital mais R$ 10,00,
Logo Todo cavalo é árvore ficando sem capital algum. Quanto ela possuía inicialmente?
Solução:
Observe que podemos dizer que se tem acima um
argumento lógico, formado por três proposições categóricas
(estas têm a presença das palavras Todo, Algum e Nenhum), as
duas primeiras serão denominadas premissas e a terceira é a
conclusão.

Observe que as três proposições são totalmente falsas, mas


é possível comprovar que a conclusão é uma consequência
lógica das premissas, ou seja, que se considerar as premissas
como verdadeiras, a conclusão será, por consequência,
verdadeira, e este argumento será considerado válido
logicamente.

Raciocínio Lógico 28
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APOSTILAS OPÇÃO

No problema acima, a pessoa gastou em dinheiro (– R$ I – A proposição 1, a proposição 2 e a conclusão (p1, p2, C),
10,00), ou seja, houve uma perda. Pelo princípio da regressão, têm pelo menos uma linha verdadeira quando construída a sua
iremos supor que ele recuperará o dinheiro, para que tabela-verdade.
possamos chegar à situação inicial (+ R$ 10,00). II – (p1 p2) → C é tautológica, caso contrário, temos um
Posteriormente, ele gasta metade do seu capital (÷2). Para sofisma.
voltarmos a situação inicial devemos multiplicar por 2 o valor
em dinheiro que ele possuía. Logo, 2 × R $10,00 = R$ 20,00. Nota: argumento possui 3 premissas no
mínimo e uma conclusão e silogismo 2
2 – Um indivíduo fez uma promessa a São Sebastião, se este premissas e uma conclusão, assim de início
dobrar o seu dinheiro, ele doará R$ 20,00 para a igreja, no final chamarei o silogismo de argumento sem o rigor
da 3º dobra, nada mais lhe restara, quanto possuía o indivíduo da definição, pois a preocupação é quanto a
inicialmente? validade, e percebe que não há correlação com
(A) 14,50 o português, mas sim com a estrutura.
(B) 15,50
(C) 16,50 Exemplo:
(D) 17,50 Verifique se o argumento (silogismo) abaixo é válido:
(E) 18,50 Premissa 1 (P1): pvq
Solução: Premissa 2 (P2): ~q
Conclusão (C): p
a) Solução Algébrica
Valor que possuía inicialmente: x Condição I: P1, P2 e C devem ter pelo menos uma linha da
1º dobra: 2x – 20 tabela-verdade toda verdadeira.
2° dobra: 2(2x – 20) – 20 P1: pvq P2: ~q C:
3° dobra: 2[2(2x – 20) – 20] – 20 = 0 p
Resolvendo a equação encontramos x = 17,50 V F V
Resposta: Inicialmente o indivíduo possui R$17,50 V V V
V F F
b) Solução pelo método da regressão F V F

Condição II: (p1 p2) → C deve ser tautológica


(pvq) ~q → p
F V V
Pelo método da regressão, vamos abordar o problema do V V V
final para o início, ou seja, partiremos do passo IV até o passo F V F
I. F V F
IV) Se no final restou 0, significa que todo o dinheiro foi
doado. Resposta: O argumento é válido, pois satisfaz as duas
III) No terceiro passo, ele dobrou o capital que tinha e deu condições.
20 reais para a igreja, fazendo a regressão, podemos dizer se
ele deu 20 reais para a igreja (representar – 20), então, ele os 1) Verifique se os argumentos abaixo são válidos:
possuía inicialmente 20 (representar +20). Como ele dobrou o p1: hoje é sábado ou domingo.
capital, temos agora que reduzi-lo a metade (20 ÷ 2) = 10. p2: hoje não é sábado.
Conclusão: na terceira etapa ele possuía 10 reais, que C: hoje é domingo.
dobrados originaram 20 reais. Como doou 20 reais, ficou com Solução:
nada no quarto passo. Construindo a tabela, temos:
II) No segundo passo, ele já possuía 10 reais, mas doou 20 p1: pvq p2: ~p C: q
para a igreja (-20) e ao recuperá-lo ficou com 10 + 20 = 30. V F V
Como ele dobrou o capital, temos agora que reduzi-lo a metade V F F
(30 ÷ 2) = 15. Conclusão: na segunda etapa ele possuía 15 reais,
V V V
que dobrados originaram 30 reais. Como doou 20 reais, ficou
F V F
com 10 no terceiro passo.
I) Inicialmente, ele possuirá os 15 reais mais 20 reais que
De acordo com a tabela, podemos garantir que o
serão recuperados, ou seja, 35 reais e reduzir o capital pela
argumento é válido, pois existe pelo menos uma linha toda
metade (35 ÷ 2) = 17,50.
verdadeira (V, V, V) e a verdade das premissas (V, V) garante a
Resposta: Inicialmente, possuía R$ 17,50.
verdade da conclusão (V).
Gabarito: D
Gabarito: V, pois o argumento é válido.
Outros métodos:
2) É correto o raciocínio lógico dado pela sequência de
2- Tabela verdade e equivalência lógica, negação e validade
proposições seguintes:
de um argumento.
Se Célia tiver um bom currículo, então ela conseguirá um
3- Regras de Inferência
bom emprego.
4- Diagramas de Euller-Venn
Ela conseguiu um bom emprego.
O candidato deve ficar atento, após o entendimento da
Portanto, Célia tem um bom currículo.
tabela verdade, este deve saber aplicar as regras de inferência,
Solução:
diagramas de Venn, equivalência e negação, assim ele
verificará que não existe lógica pelas frases ou suas
interpretações , veja o modelo abaixo( caso 1 e 2 ). p1: p → p2 : q C: p
Caso 1: validade de um argumento q
Um argumento é válido caso satisfaça duas condições: V V V
F F V

Raciocínio Lógico 29
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APOSTILAS OPÇÃO

V V F Questões
V F F
01. Uma senhora levava uma caixa de chocolates para dar
Neste caso, a primeira condição é satisfeita, ou seja, temos aos seus netos. Ao primeiro ela deu a metade dos chocolates
uma linha toda verdadeira (V, V, V). No entanto, a verdade das que levava mais meio chocolate. Ao segundo, deu a metade do
premissas, além de garantir a verdade da conclusão, também que restou e mais meio chocolate. Por último, ao terceiro neto
garantiu a sua falsidade, havendo assim uma contradição ela deu a metade do que ainda sobrou e mais meio chocolate,
(também conhecido como princípio do terceiro excluído). não sobrando nenhum com ela. Quantos chocolates havia
Exemplo: inicialmente na caixa?
p1 p2 C
V V V 02. Um homem gastou tudo o que tinha no bolso em três
V V F lojas. Em cada uma gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do
que tinha ao entrar. Quanto o homem tinha ao entrar na
A conclusão não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo primeira loja?
tempo, logo o argumento não é válido.
Gabarito: F 03. Um feirante vendeu 1/3 das frutas que possuía mais
duas. A seguir, vendeu 4/5 das restantes mais uma, ficando,
Caso 2 assim, com três frutas. Se n é o número inicial de frutas, então:
- DIAGRAMAS DE VENN- EULLER –EXPRESSÕES (A) n > 100
CATEGÓRICAS (B) 90 < n < 100
(C) 70 < n < 90
As expressões categóricas são: (D) 50 < n < 70
TODO (E) 30 < n < 50
ALGUM
NENHUM 04. (SENAI 2015) O sr. Altair deu muita sorte em um
programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele
NOTA: Deve ficar claro que a negação destas expressões apresentava um saldo devedor X no banco, mas resolveu
não tem nenhuma relação com a gramática, língua Portuguesa depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou
ou relação com o seu antônimo como todo, nenhum ou coisa uma certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no
do gênero, na verdade a negação destas expressões tem programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha, ficando
relação direta com a cisão topológica do diagrama, podendo então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair
ainda ser associada à mecânica dos fluidos no que se refere a resolveu aplicar no programa, agora a quantia B que possuía,
volume de controle, para não entramos no contexto da física e novamente saiu contente, ganhou três vezes o valor
será feito apenas uma abordagem topológica da estrutura. investido. Ao final, ele passou de devedor para credor de um
valor de R$ 3 600,00 no banco. Qual era o saldo inicial X do sr.
Caso 1: Negação da expressão Nenhum Altair?
Qual a negação da proposição: “Nenhum rondoniense é (A) -R$ 350,00.
casado” (B) -R$ 300,00.
i) deve ficar claro que a negação de nenhum não é todo ou (C) -R$ 200,00.
pelo menos um ou qualquer associação que se faça com o (D) -R$ 150,00.
português, a topologia da estrutura nos fornecerá várias (E) -R$ 100,00.
respostas, vejamos: Respostas
Possíveis negações: Negar a frase é na verdade verificar os
possíveis deslocamentos dos círculos. 01. Resposta:
I) pelo menos 1 rondoniense é casado
II) algum rondoniense é casado
III) existe rondoniense casado
IV) Todo rondoniense é casado
V) Todo casado é rondoniense
Definir:
A = Rondoniense
B= Casado

02. Resposta:

CONCLUSÃO: Topologicamente o pelo menos 1 é a


condição mínima de existência; algum e existe estão no mesmo
nível de importância e o todo é a última figura sendo assim
topologicamente possível mas a última, em termos de
importância.

Raciocínio Lógico 30
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APOSTILAS OPÇÃO

03. Resposta: L
úcia
P
atríci
a
M
aria

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das


esposas.

Observação: a montagem dessa tabela vale para qualquer


número de grupos do problema. Ou seja, se forem, por
exemplo, cinco grupos, um deles será a referência para as
linhas iniciais e os outros quatro serão distribuídos nas
colunas. Depois disso, da direita para a esquerda, os grupos
serão “levados para baixo” na forma de linhas, exceto o
primeiro.
Veja um exemplo com quatro grupos: imagine que tenha
sido afirmado que cada um dos homens tem uma cor de cabelo:
04. Resposta: C.
loiro, ruivo ou castanho.
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última
Neste caso, teríamos um quarto grupo e a tabela resultante
aplicação é 3B, logo:
seria:
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A
→ A = 1200/4 → A = 300 Me Enge Adv L P M
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com o dicina nharia ocacia úci atríci aria
a a
500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X →
C N
-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200. arlos
Como o valor de X representa uma dívida representamos L N
com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00. uís
P N N S
CORRELAÇÃO DE ELEMENTOS / ASSOCIAÇÃO LÓGICA aulo
L N
Esses são problemas aos quais prestam informações de úcia
diferentes tipos, relacionado a pessoas, coisas, objetos P N
fictícios. O objetivo é descobrir o correlacionamento entre os atríci
a
dados dessas informações, ou seja, a relação que existe entre
M S N N
eles.
aria
Explicaremos abaixo um método que facilitará muito a
resolução de problemas desse tipo. Para essa explicação,
usaremos um exemplo com nível de complexidade fácil.

01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com


Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com
quem. Eles trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina,
mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas
abaixo, tente descobrir o nome de cada marido, a profissão de
cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
A ordem em que você copia as colunas para as linhas é
b) Paulo é advogado.
importante para criar esses “degraus” na tabela, ou seja,
c) Patrícia não é casada com Paulo.
primeiro os elementos do grupo mais à direita passam para as
d) Carlos não é médico.
linhas (ou o último grupo de informações), depois o “segundo
mais à direita” e assim por diante, até que fique apenas o
Vamos montar o passo a passo para que você possa
primeiro grupo (mais à esquerda) sem ter sido copiado como
compreender como chegar a conclusão da questão.
linha. Esses espaços em branco na tabela, representam regiões
onde as informações seriam cruzadas com elas mesmas, o que
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a
é desnecessário.
visualização da resolução, a mesma deve conter as
informações prestadas no enunciado, nas quais podem ser
2º passo – construir a tabela gabarito.
divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.
Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em
Me Enge Adv L P M
alguns casos ela é fundamental para que você enxergue
dicina nharia ocacia úci atríci aria informações que ficam meio escondidas na tabela principal.
a a Haverá também ocasiões em que ela lhe permitirá
C conclusões sobre um determinado elemento. Tendo por
arlos exemplo quatro grupo de elementos, se você preencheu três,
L logo perceberá que só restará uma alternativa, que será esta
uís célula.
P Um outro ponto que deve ser ressaltado é que as duas
aulo tabelas se complementam para visualização das informações.

Raciocínio Lógico 31
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Por isso, a tabela gabarito deve ser usada durante o Maria S N N


preenchimento da tabela principal, e não depois.
A primeira linha de cabeçalho será preenchida com os
nomes dos grupos. Nas outras linhas, serão colocados os d) Carlos não é médico. - preenchemos com um “N” na
elementos do grupo de referência inicial na tabela principal tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.
(no nosso exemplo, o grupo dos homens).
Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari
Home Profissõe Esposa a a a a a a
ns s s
Carlos N N
Carlos
Luís Luís N
Paulo
Paulo N N S N
3º passo - vamos dá início ao preenchimento de nossa
Lúcia N
tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas
que não deixam margem a nenhuma dúvida. Patríci N
Em nosso exemplo: a
a) O médico é casado com Maria — marque um “S” na
tabela principal na célula comum a“ Médico ”e“ Maria”, e um Maria S N N
“N” nas demais células referentes a esse “S”
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula
Medici Engenhar Advocac Lúci Patríci Mari que ficou em branco.
na ia ia a a a
Medici Engenhar Advocaci Lúci Patríci Mari
Carlos
na ia a a a a
Luís
Carlos N N
Paulo
Luís S N N
Lúcia N
Paulo N N S N
Patríci N
Lúcia N
a
Patríci N
Maria S N N
a

Maria S N N
Observe ainda que: se o médico é casado com Maria, ele
NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos
“N” no cruzamento de Medicina e elas. E se Maria é casada com Podemos também completar a tabela gabarito.
o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e
nem com o advogado (logo colocamos “N” no cruzamento do
nome de Maria com essas profissões). Não conseguimos Homens Profissões Esposas
nenhuma informação referente a Carlos, Luís e Paulo.
Carlos
b) Paulo é advogado. – Vamos preencher as duas tabelas Luís Médico
(tabela gabarito e tabela principal) agora.
Paulo Advogado
Home Profissõe Esposa
ns s s
Carlos
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento
Luís
de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E
Paulo Advogado
preenchemos sua tabela gabarito.
c) Patrícia não é casada com Paulo. – Vamos preencher
com “N” na tabela principal Medici Engenhar Advocac Lúci Patríc Mar
na ia ia a ia ia

Medici Engenhar Advocaci Lúci Patríci Mari Carlos N S N


na ia a a a a
Luís S N N
Carlos N
Paulo N N S N
Luís N
Lúcia N
Paulo N N S N
Patríci N
Lúcia N a

Patríci N Maria S N N
a

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Homens Profissões Esposas 1º) Não se preocupe em terminar a tabela principal, uma
vez que você tenha preenchido toda tabela gabarito. Ganhe
Carlos Engenheiro tempo e parta para a próxima questão.

Luís Médico 2º) Nunca se esqueça de que essa técnica é composta por
duas tabelas que devem ser utilizadas em paralelo, ou seja,
Paulo Advogado quando uma conclusão for tirada pelo uso de alguma delas,
as outras devem ser atualizadas. A prática de resolução de
questões de variados níveis de complexidade vai ajudá-lo a
4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na ficar mais seguro.
tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a
novas conclusões, que serão marcadas nessas tabelas. Referência
Observe, na tabela principal, que Maria é esposa do
médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser ROCHA, Enrique – Raciocínio lógico para concursos: você consegue aprender:
registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos fazer agora, pois teoria e questões – Niterói: Impetus – 2010.
essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o
problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos Questões
continuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde.
01. (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – Área
Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Administrativa – FCC/2015) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo
Como Paulo é o advogado, podemos concluir que Patrícia não viajaram em janeiro, todos para diferentes cidades, que foram
é casada com o advogado. Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades
para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria
− Mariana viajou para Curitiba;
Carlos N S N − Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.
Luís S N N
É correto concluir que, em janeiro,
Paulo N N S N
(A) Paulo viajou para Fortaleza.
Lúcia N (B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
Patrícia N N (D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.
Maria S N N
02. (COLÉGIO PEDRO II – Engenheiro Civil – ACESSO
Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser PÚBLICO/2015) Antônio, Eduardo e Luciano são advogado,
casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o engenheiro e médico, não necessariamente nessa ordem. Eles
advogado. são casado, divorciado e solteiro, mas não se sabe qual o estado
civil de quem. Porém, sabe-se que o casado é engenheiro,
Medici Engenhar Advocac Lúci Patríc Mar Eduardo é advogado e não é solteiro, e o divorciado não é
na ia ia a ia ia médico. Portanto, com certeza:
(A) Eduardo é divorciado.
Carlos N S N (B) Luciano é médico.
(C) Luciano é engenheiro.
Luís S N N (D) Antônio é engenheiro.
Paulo N N S N (E) Antônio é casado.

Lúcia N N S 03. (PREF. DE BELO HORIZONTE/MG – Assistente


Administrativo – FUMARC/2015) Três bolas A, B e C foram
Patríci N S N pintadas cada uma de uma única cor: branco, vermelho e azul,
a
não necessariamente nessa ordem. Se a bola A não é branca
Maria S N N nem azul, a bola B não é vermelha e a bola C não é azul, então
é CORRETO afirmar que as cores das bolas A, B e C são,
respectivamente:
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (A) azul, branco e vermelho.
(que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e (B) branco, vermelho e azul.
Carlos) e Maria é casada com o médico (que é Luís). (C) vermelho, branco e azul.
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está (D) vermelho, azul e branco.
resolvido:
Respostas
Homens Profissões Esposas
01. Resposta: B.
Carlos Engenheiro Patrícia Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
Luís Médico Maria
Fortal Goiâ Curit Salva
Paulo Advogado Lúcia eza nia iba dor
Luiz N

Raciocínio Lógico 33
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APOSTILAS OPÇÃO

Arnal N Se sabemos que o casado é engenheiro e Eduardo é


do advogado e não solteiro, ele só pode ser divorciado, assim nem
Mari precisamos usar a última frase e sabemos que o solteiro é
ana médico.
Paulo
Advogad Engenheir Médi
− Mariana viajou para Curitiba; o o co
Fortale Goiâ Curit Salvad Antônio N
za nia iba or Eduardo S N N
Luiz N N Luciano N
Arnal N N Casado N S N
do Divorciad S N N
Maria N N S N o
na Solteiro N N S
Paulo N
A única coisa que podemos afirmar com certeza é que
− Paulo não viajou para Goiânia; Eduardo é advogado e divorciado
Fortal Goiâ Curi Salva
eza nia tiba dor
03. Resposta: D.
Luiz N N
Arna N N O enunciado diz: a bola A não é branca nem azul, isso quer
ldo dizer que ela é vermelha.
Mari N N S N A B C
ana Branca N
Paul N N Vermel S N N
o ha
Azul N
− Luiz não viajou para Fortaleza.
Fortal Goiâ Curi Salva A bola B não é vermelha e a bola C não é azul
eza nia tiba dor
A B C
Luiz N N N
Arna N N Branca N N S
ldo Vermel S N N
Mari N N S N ha
ana Azul N S N
Paul N N
o A bola A é vermelha, a bola B é azul e a bola C é branca.

Agora, completando o restante: PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS


Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou.
Então, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia Uma proposição categórica é aquela formada por um
quantificador associado a um sujeito (primeira classe de
Fortal Goiâ Curit Salva atributos) que se liga a um predicado (segunda classe de
eza nia iba dor
atributos) por meio de um elo (cópula).
Luiz N S N N
De um modo geral, são todas as proposições formadas ou
Arnal S N N N
do iniciadas com os seguintes termos: “todo”, “algum” e
Mari N N S N “nenhum”.
ana
Paul N N N S Exemplo:
o

02. Resposta: A.
Sabemos que o casado é engenheiro
Advogad Engenheir Médi
o o co
Antônio
Eduardo
Luciano
Casado N S N
Numa proposição categórica, é importante que o sujeito se
Divorciad N
o relacionar com o predicado de forma coerente e que a
Solteiro N proposição faça sentido, não importando se é verdadeira ou
falsa.
Eduardo é advogado e não é solteiro
Advogad Engenheir Médi Vejamos algumas formas:
o o co 1) Todo A é B.
Antônio N 2) Nenhum A é B.
Eduardo S N N 3) Algum A é B.
Luciano N 4) Algum A não é B.
Casado N S N
Divorciad N Onde temos que A e B são os termos ou características
o dessas proposições categóricas.
Solteiro N

Raciocínio Lógico 34
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos: Exemplo:
“Nenhum político é corrupto” possui o mesmo significado
que “nenhuma pessoa corrupta é político”.
Proposição categórica Termos ou características
São equivalentes as seguintes expressões categóricas:
TODO lutador é forte. lutador e forte a) Nenhum político é honesto.
b) Todo político não é honesto.
NENHUM atleta é ocioso atleta e ocioso
Podemos representar esta universal negativa pelo
ALGUM estudante é canhoto estudante e canhoto seguinte diagrama (A ∩ B = ø):

ALGUMA ilha não é habitável ilha e habitável

Classificação de uma proposição categórica de acordo


com o tipo e a relação
As proposições categóricas também podem ser
classificadas de acordo com dois critérios fundamentais: Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”
qualidade e extensão ou quantidade. Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto
Qualidade: O critério de qualidade classifica uma “A” tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto
proposição categórica em afirmativa ou negativa. “B”. Contudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos
Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica que nem todo A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que
uma proposição categórica em universal ou particular. A “Algum B é A”.
classificação dependerá do quantificador que é utilizado na
proposição. Exemplo:
“Algum médico é estudioso” é o mesmo que “Alguma
pessoa estudiosa é médico”.

São equivalentes as seguintes expressões categóricas:


a) Algum médico é estudioso.
b) Pelo menos um médico é estudioso.
c) Ao menos um médico é estudioso.
d) Existem médicos que são estudiosos.
e) Existe pelo menos um médico que é estudioso.
Entre as proposições existem tipos e relações, estas vêm Podemos representar esta universal negativa pelo
desde a época de Aristóteles, que de acordo com a qualidade e seguinte diagrama (A ∩ B ≠ ø):
a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados
pelas letras A, E, I e O.

Vejamos cada uma delas:

Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”.


Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido
no conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de
“A” é também elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A é B”
diferente de “Todo B é A”. Proposições nessa foram Algum A não é B estabelecem que
o conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence
Exemplo: ao conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o
“Todo sacerdote é altruísta” não significa o mesmo que mesmo que Algum B não é A.
“Toda pessoa altruísta é sacerdote”. Exemplo:
São equivalentes as seguintes expressões categóricas: “Algum animal não é réptil” não é o mesmo que dizer que
a) Todo animal é irracional. “Algum réptil não é animal”.
b) Qualquer animal é irracional. Serão consideradas equivalentes as seguintes expressões
c) Cada animal é irracional. categóricas:
d) Se é animal, é irracional. a) Algum químico não é matemático.
b) Algum químico é não matemático.
Podemos representar esta universal afirmativa pelo c) Algum não matemático é químico.
seguinte diagrama (A C B): d) Nem todo químico é matemático.
e) Existe um químico que não é matemático.
f) Pelo menos um químico não é matemático.
g) Ao menos um químico não é matemático.
h) Existe pelo menos um químico que não é matemático.

Podemos representar esta universal negativa pelo


seguinte diagrama (A ¢ B):
Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”.
Tais proposições afirmam que não há elementos em
Nas proposições categóricas, usam-se também
comum entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A
as variações gramaticais dos verbos “ser” e “estar”,
é B” é o mesmo que dizer “nenhum B é A”.
tais como “é”, “são”, “está”, “foi”, “eram”, ..., como
“elo” entre A e B.

Raciocínio Lógico 35
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo
Para compreender melhor este assunto, é bom ter
conhecimento sobre a Teoria dos Conjuntos, para
Dado o argumento: em determinada empresa foi saber como desenvolver as operações com conjuntos.
realizado um estudo para avaliar o grau de satisfação de seus
empregados e diretores. O estudo mostrou que, naquela
empresa, “nenhum empregado é completamente honesto” e Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
“alguns diretores são completamente honestos”.
Analisando os diagramas lógicos formados pelas Tipo Preposição Quantidade Extensão
proposições categóricas: “nenhum empregado é
completamente honesto” e “alguns diretores são A TODO A é B Afirmativa Universal
completamente honestos”, teremos:
NENHUM A é
E Negativa Universal
“Nenhum empregado é completamente honesto” B

I ALGUM A é B Afirmativa Particular

ALGUM A NÃO
O Negativa Particular
éB

Tipo Diagramas

“Alguns diretores são completamente honestos”

Se um elemento pertence ao conjunto A, então


pertence também a B.

Se correlacionarmos os dois diagramas lógicos, em um


único diagrama, poderíamos obter dois resultados possíveis:
E
1º possibilidade

Existe pelo menos um elemento que pertence a A,


então não pertence a B, e vice-versa.

Existe pelo menos um elemento comum aos


conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguintes formas:

2ª possibilidade

Perceba-se que, nesta sentença, a atenção está


sobre o(s) elemento (s) de A que não são B
(enquanto que, no “Algum A é B”, a atenção estava
O
sobre os que eram B, ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a diferença
entre conjuntos, que forma o conjunto A - B

Como não foi afirmado se existem ou não empregados que Temos ainda que:
são diretores, ou diretores que sejam empregados, então,
podemos apenas supor tais possibilidades.
Proposição Equivalência Negação
Portanto, uma conclusão que podemos chegar através
TODO A é B NENHUM NÂO ALGUM NÃO
destas informações é que, naquela empresa, “os diretores que
são honestos não são empregados”. Porém, podem existir ou NENHUM A é B TODO NÃO ALGUM
não empregados que são diretores ou vice-versa e, como não
podemos afirmar, por conseguinte, nada poderá ser concluído ALGUM A é B Existe A que é B NENHUM
sobre essa última possibilidade.
Vamos analisar as proposições e a aplicação nos ALGUM A NÃO é B Pelo MENOS TODO
diagramas. UM A que é B

Raciocínio Lógico 36
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APOSTILAS OPÇÃO

- Inclusão e) algum chiclete não é verde (ERRADO, pois não


Todo, toda, todos, todas. podemos afirmar esse fato).
Resposta D.
- Interseção
Algum, alguns, alguma, algumas. Através dessas classificações, pôde-se construir um
Ex: Todos brasilienses são bons ciclistas. quadro, denominado Quadrado Geral de Oposição, que
Negação lógica: Algum brasiliense não é bom ciclista. apresenta as relações existentes entre as proposições. Tal
quadro é atribuído a Aristóteles. As letras S e P indicam,
- Disjunção respectivamente, sujeito e predicado. A letra do meio
Nenhum A é B. identifica o tipo de proposição categórica.
Ex: Algum brasiliense não é bom ciclista.
Negação lógica: Nenhum brasiliense é bom ciclista.

Vamos ver mais um exemplo:


1) (CETRO) Em um pote de doces, sabe-se que existe pelo
menos um chiclete que é de hortelã. Sabe-se, também, que
todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são verdes.
Segue-se, portanto, necessariamente que:
(A) todo doce verde é de hortelã;
(B) todo doce verde é chiclete;
(C) nada que não seja verde é chiclete;
(D) algum chiclete é verde;
(E) algum chiclete não é verde.

Primeiramente vamos separar as premissas e analisa-las


colocando-as dentro dos seus respectivos diagramas.
Representa-se SAP para descrever a ideia de que a sentença
P1: existe pelo menos um chiclete que é de hortelã; possui sujeito (S) relacionado ao predicado (P) por meio de
P2: todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são uma proposição categórica do tipo A (universal afirmativa).
verdes. Da mesma forma, ocorre com SEP, SIP ou SOP.
Portanto, representando as premissas P1 e P2 na forma Essas regras que relacionam as proposições são
de diagramas lógicos, obteremos a seguinte situação denominadas regras de contrariedade, contraditoriedade,
conclusiva: subcontrariedade e subalternação.

P1: existe pelo menos um chiclete que é de hortelã; Vejamos as regras:


Regra de contrariedade (contrárias): Duas proposições
são contrárias quando ambas não podem ser verdadeiras ao
mesmo tempo. Entretanto, em alguns casos, podem ser falsas
ao mesmo tempo. Elas são universais e se opõem entre si.

P2: todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são Exemplo:
verdes. Todo homem é racional. (A) - verdadeira
Nenhum homem é racional. (E) – falsa
As duas não são verdadeiras ao mesmo tempo.

Regra de contraditoriedade (contraditórias): Duas


proposições são contraditórias quando ambas não podem ser
verdadeiras ao mesmo tempo, nem podem ser falsas ao
mesmo tempo. Elas se opõem tanto em qualidade quanto em
extensão. Enquanto uma é universal, a outra é particular;
enquanto uma é afirmativa, a outra é negativa.

Por esses diagramas, podemos concluir que:


a) nem todo chiclete é de hortelã e verde;
b) algum chiclete é de hortelã e verde;
c) todos os chicletes podem ser verdes ou não.

Vamos analisar cada alternativa:


a) todo doce verde é de hortelã (ERRADO, pois nem todo
doce verde é de hortelã);
b) todo doce verde é chiclete (ERRADO, pois nem todo
doce verde é chiclete);
c) nada que não seja verde é chiclete (ERRADO, pois
alguns chicletes não são verdes);
d) algum chiclete é verde (CERTO);

Raciocínio Lógico 37
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: tipo de raciocínio não é valido, pois não se pode afirmar que
Todo homem é racional (A) – verdade nenhum aluno está presente apenas porque algum aluno não
Algum homem não é racional (O) – falsa. está presente.
Neste caso ocorre se uma é verdadeira, a outra,
obrigatoriamente é falsa e vice versa. Logo uma é a negação da Negação das Proposições Categóricas
outra. Ao negarmos uma proposição categórica, devemos
observar as seguintes convenções de equivalência:
Regra da subcontrariedade (subcontrárias): Duas 1) Ao negarmos uma proposição categórica universal
proposições são subcontrárias quando ambas não podem ser geramos uma proposição categórica particular.
falsas ao mesmo tempo. Entretanto, em alguns casos, podem 2) Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma
ser verdadeiras ao mesmo tempo. proposição categórica particular geramos uma proposição
categórica universal.
3) Negando uma proposição de natureza afirmativa
geramos, sempre, uma proposição de natureza negativa; e,
pela recíproca, negando uma proposição de natureza negativa
geramos, sempre, uma proposição de natureza afirmativa.

Exemplo:
Algum homem é racional (I) – verdadeira
Algum homem não é racional (O) - falsa
Neste caso não ocorre de ambas serem falsas ao mesmo
tempo.

Regra de subalternação (subalternação e


superalternação): As proposições são ditas subalternas ou
superalternas quando são iguais em qualidade e se opõem
entre si apenas em extensão. Ou seja enquanto uma é
universal, a outra é particular.
Exemplos:
Vamos negar as proposições que se seguem, segundo a
tabela da negação:
1) Todo jogador é esportista. – Algum jogador não é
esportista.
2) Nenhum carnívoro come vegetais – Algum carnívoro
come vegetais.
3) Algum executivo não é empreendedor – Todo executivo
é empreendedor.
4) Algum músico é romântico – Nenhum músico é
romântico.

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
A → I (válida): da verdade do todo podemos inferir pela CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
verdade das partes, mas da verdade das partes não podemos lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
inferir pela verdade do todo. IESDE BRASIL S/A (imagens)
Exemplo:
Todos os alunos estão presentes. Questão
Algum aluno está presente.
Observe que não podemos inferir a verdade partindo da 01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) João
parte (Algum aluno está presente), mas o contrário podemos olhou as dez bolas que havia em um saco e afirmou:
fazer. “Todas as bolas desse saco são pretas”.
Sabe-se que a afirmativa de João é falsa.
I→ A (indeterminada): quando alguém diz que “algum É correto concluir que:
aluno está presente” e conclui que “todos os alunos estão (A) nenhuma bola desse saco é preta;
presentes”, está fazendo uso da subalternação. Observe que o (B) pelo menos nove bolas desse saco são pretas;
raciocínio não é válido, pois não podemos afirmar, partindo do (C) pelo menos uma bola desse saco é preta;
pressuposto que alguns alunos estão presentes, que todos os (D) pelo menos uma bola desse saco não é preta;
alunos estão presentes. (E) nenhuma bola desse saco é branca.

E → O (válida): se dizermos que “nenhum aluno está Resposta


presente”, concluímos que “algum aluno não está presente”, 01. D
estamos fazendo uso da superalternação entre as proposições.
Se não tem nenhum aluno presente isto significa que algum LÓGICA SEQUENCIAL OU SEQUÊNCIAS LOGICAS
aluno NÃO está presente.
O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental.
O → E (indeterminada): se alguém diz “algum aluno não Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
está presente” e conclui que “nenhum aluno está presente”, para concluir através de mecanismos de comparações e
está utilizando uma subalternação entre as proposições. Este abstrações, quais são os dados que levam às respostas
verdadeiras, falsas ou prováveis. Logo, resumidamente o

Raciocínio Lógico 38
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APOSTILAS OPÇÃO

raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes


dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da A carta que está oculta é:
formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte
do pensamento. (A) (B) (C)

Sequências Lógicas
As sequências podem ser formadas por inúmeros fatores,
dentre eles temos pessoas, figuras, letras, números, etc.
Existem várias formas de se estabelecer uma sequência, o
importante é que existem pelo menos três elementos que
caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica.
Algumas sequências são bastante conhecidas e todos que
estudam lógica devem conhece-las, tais como as progressões
aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números
primos e os quadrados perfeitos.
Exemplo 1 (D) (E)

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

A sequência numérica proposta envolve multiplicações


por 4.
6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536 Se tal critério for mantido, para obter as figuras
subsequentes, o total de pontos da figura de número 15 deverá
Exemplo 2 ser:
(A) 69
(B) 67
(C) 65
(D) 63
(E) 61

03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,


970, 940, 900, 850, ...
A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade. (A) 800
13 – 10 = 3 (B) 790
17 – 13 = 4 (C) 780
22 – 17 = 5 (D) 770
28 – 22 = 6
35 – 28 = 7 04. Na sequência lógica de números representados nos
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
Questões que pode ser:

01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada


linha do esquema seguinte:

(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78

05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de


fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme
indicado abaixo:

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?


(A) 20 palitos
(B) 25 palitos

Raciocínio Lógico 39
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APOSTILAS OPÇÃO

(C) 28 palitos 11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados


(D) 22 palitos segundo determinado critério.

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu LACRAÇÃO → cal


em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja AMOSTRA → soma
que a soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A LAVRAR → ?
única alternativa cuja figura representa a planificação desse
cubo tal como deseja Ana é: Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o
lugar do ponto de interrogação é:
(A) alar
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a


linha, segundo determinado padrão.

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui


corretamente o ponto de interrogação é:
Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16
círculos completos na:
(A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura (A) (B) (C) (D) (E)
(E) 96ª figura
13. Observe que na sucessão seguinte os números foram
08. Analise a sequência a seguir: colocados obedecendo a uma lei de formação.

Admitindo-se que a regra de formação das figuras


seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X
que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é: + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46
(E) 48
(A) (B) (C)
14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em
forma de triângulo, segundo determinado critério.

(D) (E)
09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
(A) 20 Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas
(B) 21 as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o
(C) 100 ponto de interrogação é:
(D) 200 (A) P
(B) O
10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo (C) N
número? (D) M
(A) 4 (E) L
(B) 20
(C) 31 15. Considere que a sequência seguinte é formada pela
(D) 21 sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os
algarismos sejam separados.
Raciocínio Lógico 40
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APOSTILAS OPÇÃO

1234567891011121314151617181920... Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de


palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa que cada figura a partir da segunda tem a quantidade de
sequência é: palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma,
(A) 9 fica fácil preencher o restante da tabela e determinar a
(B) 8 quantidade de palitos da 7ª figura.
(C) 6
(D) 3 06. Resposta: A.
(E) 1 Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a
Respostas planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6,
somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”, da
01. Resposta: A. mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2, formando um lado. Na figura da letra “D”, o 2 estaria em face
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das apresentada na letra “E”, o 1 não estaria em face oposta ao
opções dadas só pode ser a da opção (A). número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na
02. Resposta: D. letra “A” é a única para representar um lado.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
simetria, tem-se: 07. Resposta: B.
Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total. Como na 3ª figura completou-se um círculo, para
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total. completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16: 3. 16 =
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total. 48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado 08 pontos no total.
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total. 08. Resposta: B.
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim,
Em particular: continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total. número 277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria, representam número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura
tem-se: corresponde à 2ª figura, que é representada pela letra “B”.
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no
total. 09. Resposta: D.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no A regularidade que obedece a sequência acima não se dá
total. por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito,
total. Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no “D”: Duzentos.
total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pontos 10. Resposta: C.
no total. Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três,
Treze, Trinta, ... O próximo só pode ser o número Trinta e um,
Em particular: pois ele inicia com a letra “T”.
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos no
total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado,
temos para total de pontos da figura 15: Total de pontos = 30 11. Resposta: E.
+ 32 + 1 = 63 pontos. Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da
03. Resposta: B. mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000 palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com
e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras letras,
940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o na ordem invertida, obtém-se ARVAL.
próximo número é 60, dessa forma concluímos que o próximo
número é 790, pois: 850 – 790 = 60. 12. Resposta: C.
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por
04. Resposta: D. quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura que está
24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão levantadas,
8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura que falta deve ter
próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o as mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas).
próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14. As figuras apresentam as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna
levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse
05. Resposta: D. caso, a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna
Observe a tabela: levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça
Figura 1ª 2ª 3 4 5 6 7ª
quadrada, as mãos levantadas e a perna erguida para a
s ª ª ª ª esquerda.

N° de 4 7 1 1 1 1 22 13. Resposta: A.
Palito 0 3 6 9 Existem duas leis distintas para a formação: uma para a
s parte superior e outra para a parte inferior. Na parte superior,
tem-se que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma

Raciocínio Lógico 41
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APOSTILAS OPÇÃO

multiplicação por 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma


subtração de 3 unidades. Com isso, X é igual a 5 multiplicado
por 2, ou seja, X = 10. Na parte inferior, tem-se: do 1º termo
para o 2º termo ocorreu uma multiplicação por 3; já do 2º
termo para o 3º, houve uma subtração de 2 unidades. Assim, Y As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não
é igual a 10 multiplicado por 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 + tem fim. N é um conjunto com infinitos números.
30 = 40.

14. Resposta: A.
A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita do
triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para a esquerda; Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o
continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na conjunto será representado por:
ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então, N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}
as letras são, da direita para a esquerda, “M”, “N”, “O”, e a letra
que substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra Subconjuntos notáveis em N:
“P”.
1 – Números Naturais não nulos
15. Resposta: B. N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0}
A sequência de números apresentada representa a lista
dos números naturais. Mas essa lista contém todos os 2 – Números Naturais pares
algarismos dos números, sem ocorrer a separação. Por Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N
exemplo: 101112 representam os números 10, 11 e 12. Com
isso, do número 1 até o número 9 existem 9 algarismos. Do 3 - Números Naturais ímpares
número 10 até o número 99 existem: 2 x 90 = 180 algarismos. Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N
Do número 100 até o número 124 existem: 3 x 25 = 75
algarismos. E do número 124 até o número 128 existem mais 4 - Números primos
12 algarismos. Somando todos os valores, tem-se: 9 + 180 + 75 P={2,3,5,7,11,13...}
+ 12 = 276 algarismos. Logo, conclui-se que o algarismo que
ocupa a 276ª posição é o número 8, que aparece no número A construção dos Números Naturais
128. - Todo número natural dado tem um sucessor (número que
vem depois do número dado), considerando também o zero.
Exemplos: Seja m um número natural.
2. Raciocínio matemático: a) O sucessor de m é m+1.
b) O sucessor de 0 é 1.
utilizar o raciocínio matemático c) O sucessor de 3 é 4.
para resolver situações e
problemas que envolvam os - Se um número natural é sucessor de outro, então os dois
números juntos são chamados números consecutivos.
seguintes conteúdos: 2.1 Exemplos:
conjuntos numéricos racionais e a) 1 e 2 são números consecutivos.
reais - operações, propriedades, b) 7 e 8 são números consecutivos.
c) 50 e 51 são números consecutivos.
problemas envolvendo as quatro
operações nas formas - Vários números formam uma coleção de números
fracionária e decimal; números e naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o
terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro
grandezas proporcionais; razão e assim sucessivamente.
e proporção; divisão Exemplos:
proporcional; regra de três a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
b) 7, 8 e 9 são consecutivos.
simples e composta; c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.
porcentagem.
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
antecessor (número que vem antes do número dado).
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de
zero.
O conjunto dos números naturais é representado pela letra a) O antecessor do número m é m-1.
maiúscula N e estes números são construídos com os b) O antecessor de 2 é 1.
algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos c) O antecessor de 56 é 55.
como algarismos indo-arábicos. Embora o zero não seja um d) O antecessor de 10 é 9.
número natural no sentido que tenha sido proveniente de
objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como um O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades números naturais pares. Embora uma sequência real seja
algébricas que estes números. outro objeto matemático denominado função, algumas vezes
utilizaremos a denominação sequência dos números naturais
Na sequência consideraremos que os naturais têm início pares para representar o conjunto dos números naturais
com o número zero e escreveremos este conjunto como: N = { pares: P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...} O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
números naturais ímpares, às vezes também chamados, a
sequência dos números ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}

Raciocínio Lógico 42
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APOSTILAS OPÇÃO

Operações com Números Naturais Propriedades da Adição e da Multiplicação dos


Na sequência, estudaremos as duas principais operações números Naturais
possíveis no conjunto dos números naturais. Praticamente, Para todo a, b e c ∈ 𝑁
toda a Matemática é construída a partir dessas duas 1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
operações: adição e multiplicação. 2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
- Adição de Números Naturais 4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
A primeira operação fundamental da Aritmética tem por 5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
finalidade reunir em um só número, todas as unidades de dois 6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
ou mais números. 7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
Exemplo: a.(b +c ) = ab + ac
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total 8) Distributiva da multiplicação relativamente à
subtração: a .(b –c) = ab –ac
-Subtração de Números Naturais 9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um
É usada quando precisamos tirar uma quantia de outra, é a número natural por outro número natural, continua como
operação inversa da adição. A operação de subtração só é resultado um número natural.
válida nos naturais quando subtraímos o maior número do
menor, ou seja quando a-b tal que a≥ 𝑏. Questões
Exemplo:
254 – 193 = 61, onde 254 é o Minuendo, o 193 01. (SABESP – APRENDIZ – FCC) A partir de 1º de março,
Subtraendo e 061 a diferença. uma cantina escolar adotou um sistema de recebimento por
cartão eletrônico. Esse cartão funciona como uma conta
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o corrente: coloca-se crédito e vão sendo debitados os gastos. É
subtraendo como subtrativo. possível o saldo negativo. Enzo toma lanche diariamente na
cantina e sua mãe credita valores no cartão todas as semanas.
- Multiplicação de Números Naturais Ao final de março, ele anotou o seu consumo e os pagamentos
É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro na seguinte tabela:
número denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número denominadas
multiplicador.
Exemplo:
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.

- 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes: 2 x 5 = 2 + 2 +


2 + 2 + 2 = 10. Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto
“. “, para indicar a multiplicação).

- Divisão de Números Naturais No final do mês, Enzo observou que tinha


Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber (A) crédito de R$ 7,00.
quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro (B) débito de R$ 7,00.
número que é o maior é denominado dividendo e o outro (C) crédito de R$ 5,00.
número que é menor é o divisor. O resultado da divisão é (D) débito de R$ 5,00.
chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo (E) empatado suas despesas e seus créditos.
quociente obteremos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, 02. (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS
pois nem sempre é possível dividir um número natural por GERAIS - PREF. IMARUI) José, funcionário público, recebe
outro número natural e na ocorrência disto a divisão não é salário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem
exata. o desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato. Qual
o salário líquido de José?
(A) R$ 1800,00
(B) R$ 1765,00
(C) R$ 1675,00
(D) R$ 1665,00
Respostas
Relações essenciais numa divisão de números 01. Resposta: B.
naturais: Crédito: 40 + 30 + 35 + 15 = 120
Débito: 27 + 33 + 42 + 25 = 127
- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor 120 – 127 = - 7
deve ser menor do que o dividendo. Ele tem um débito de R$ 7,00.
35 : 7 = 5
- Em uma divisão exata de números naturais, o 02. Resposta: B.
dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 2000 – 200 = 1800 – 35 = 1765
35 = 5 x 7 O salário líquido de José é R$ 1.765,00.
- A divisão de um número natural n por zero não é Referências
possível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
Funções
= 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem
sentido ou ainda é dita impossível.

Raciocínio Lógico 43
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APOSTILAS OPÇÃO

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado,
mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião dispensado.
do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o
conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este Subtração de Números Inteiros
conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em A subtração é empregada quando:
alemão). - Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma
delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra.

A subtração é a operação inversa da adição.


Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
sempre do maior número!!!