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PROJETO

PEDAGÓGICO
DE CURSO

ENGENHARIA
mecânica

Rio de Janeiro | 2015


SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO DA IES .................................................................................... 4


1.1.Histórico............................................................................................................ 4
1.2.Missão Institucional.......................................................................................... 5
1.3.Contextualização .............................................................................................. 7
1.4 Contextualização/ base legal e dados socioeconômicos da região

2. CONCEPÇÃO DO CURSO................................................................................. 11
2.1.Contexto educacional ..................................................................................... 11
2.2.Justificativa ..................................................................................................... 11
2.3.Objetivos gerais e específicos......................................................................... 12
2.4.Políticas institucionais .................................................................................... 13
2.5.Perfil do egresso ............................................................................................. 17

3. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA ....................................................... 22


3.1.Funcionamento............................................................................................... 22
3.2.Estrutura curricular e conteúdos curriculares................................................ 23
3.3.Metodologias de ensino ................................................................................. 26
3.4.Avaliação do ensino aprendizagem ................................................................ 35
3.5.Políticas de Apoio ao processo ensino aprendizagem ................................... 38

4. DOCENTE E TUTORIAL ACADÊMICO .............................................................. 41


4.1.Coordenação................................................................................................... 41
4.2.NDE e Colegiado ............................................................................................. 44
4.3.Corpo Docente................................................................................................ 48
4.4.Integralização Curricular................................................................................. 48
4.5.Pesquisa, Pós graduação e Extensão .............................................................. 50

5. INFRAESTRUTURA .......................................................................................... 53
5.1.Gabinetes da Coordenação e professores TI/ TP ........................................... 53
5.2.Espaço de trabalho para a coordenação ........................................................ 53
5.3.Sala dos professores ....................................................................................... 54

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5.4.Salas de aula ................................................................................................... 54
5.5.Biblioteca e acervo ......................................................................................... 55

6. AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMNETO DO CURSO............................................ 57


6.1.Avaliação do Projeto Pedagógico ................................................................... 57
6.2.Integralização da Autoavaliação Institucional................................................ 57
6.3.Perspectivas do Curso .................................................................................... 58

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1. APRESENTAÇÃO DA IES

1.1. Histórico

O Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM) é uma Instituição de Ensino


mantida pela Sociedade Unificada de Ensino Augusto Motta (SUAM). Fundada
oficialmente em 4 de dezembro de 1969, no Rio de Janeiro, a Instituição busca atender
às necessidades dos desenvolvimentos educacional e cultural das comunidades que a
cercam. Em 1970, a SUAM teve sua primeira Faculdade autorizada a funcionar. Mais
tarde, a implantação de novas Unidades de Ensino conferiu à Instituição o estágio de
Faculdades Integradas Augusto Motta e, gradativamente, metas foram alcançadas,
criando as condições necessárias para a sua transformação em Centro Universitário, no
ano de 1997.
Mas a trajetória histórica da SUAM começou ainda mais cedo, na década de 1930,
com a fundação do Colégio Luso Carioca pelo professor Augusto Medeiros da Motta.
Com o objetivo de melhorar o nível sócio-educacional da região da Leopoldina, o
Colégio iniciou suas atividades com um curso preparatório para a Escola Naval,
implantando, mais tarde, o Primário, o Admissão ao Propedêutico e o Técnico em
Contabilidade. Pensando na continuidade deste trabalho e em formar profissionais do
ensino, foi criada, ainda, a Escola de Formação de Professores.
O atendimento às necessidades locais mantém-se até hoje como uma das maiores
preocupações da família do professor Augusto Medeiros da Motta. Após o seu
falecimento, sua esposa, professora Amarina Motta, e seus filhos, Augusta e Arapuan,
fundaram, em 1968, a Escola Normal Luso Carioca. No final da década de 1960, a
região da Leopoldina ainda encontrava-se carente na área da educação superior.
Confirmando a expansão da Instituição a partir da verificação das demandas da
comunidade, em 1969 foi fundada a Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto
Motta, que daria origem à Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas.
Gradativamente, com base no plano de expansão, foram sendo implantadas novas
Unidades de Ensino: a Faculdade de Educação e a Faculdade de Ciências Humanas,
Letras e Artes, atendendo às demandas de formação de professores para o sistema

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dos antigos 1º e 2º graus; a ampliação da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados e a
criação da Faculdade de Comunicação Social, da Faculdade de Engenharia e da
Faculdade de Reabilitação, objetivando a preparação de recursos humanos para as
suas áreas específicas.
Estando todos os cursos reconhecidos desde a década de 1970, as Faculdades
Integradas Augusto Motta (FINAM) iniciaram, em meados da década de 1990, o seu
processo de transformação em Centro Universitário. A proposta educacional
caracterizou-se como um esforço para atender às aspirações e expectativas
comunitárias, prevalecendo a preocupação de que cada curso, seja de graduação,
extensão ou de pós-graduação, possa efetivamente representar um elo a mais para a
concretização do compromisso maior das FINAM em promover a cidadania e a
sociedade.
Em 1997, com o seu credenciamento como primeiro Centro Universitário do Brasil,
o Centro Universitário Augusto Motta passou a oferecer à região da Leopoldina uma
oportunidade ímpar, que cresce a cada dia, proporcionando desenvolvimento e
conhecimento à população. Expandindo seus ideais, a UNISUAM chegou, a partir de
2005, à Zona Oeste com as unidades de Campo Grande, Bangu e Jacarepaguá. A
concretização dessas novas Unidades justifica-se pela existência de demanda de suas
populações.
A UNISUAM formou, ao longo de 40 anos de história, profissionais qualificados e
cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, atendendo a comunidade ao redor de
suas Unidades, abrindo espaço para o exercício da profissão que os alunos escolheram
e, principalmente, oferecendo a oportunidade da prática da cidadania. Na busca pela
excelência e atendendo aos egressos, no sentido de promover a educação continuada,
a UNISUAM dispõe ainda de cursos de Especialização (presencial e a distância) e os
cursos de Mestrado Profissional Interdisciplinar em Desenvolvimento Local e Mestrado
Acadêmico em Ciências da Reabilitação, com um corpo docente altamente qualificado,
atualizado e comprometido com o desenvolvimento do país.

1.2. Missão Institucional

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A vocação da UNISUAM pode ser definida na busca constante da articulação entre
ensino, extensão e pesquisa como forma de proporcionar uma educação
compreendida em sentido lato, pleno, e que conduz os envolvidos no processo ensino-
aprendizagem ao desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir e buscar soluções
para os problemas sociais sejam eles nacionais, regionais ou locais.
Uma instituição de ensino é, antes de tudo, um espaço promotor de ações que
conduzem ao exercício da cidadania, cujo conceito abrange o conhecimento de
direitos e deveres. Atenta às necessidades, anseios e expectativas da sociedade, a
Instituição propicia ambiências instrumentais e substantivas para a formação de
profissionais de qualidade, com postura ética e conhecedores da realidade do seu
tempo e espaço. Parte-se do princípio de que a ética deve ser compreendida como a
reflexão sobre os valores, abrangendo responsabilidade social e cidadania, com caráter
humanístico. A Instituição, para cumprir sua vocação, apoia-se em sua missão, visão e
valores, a seguir apresentados:

MISSÃO:
“Promover o desenvolvimento do homem e do meio em que vive numa relação
recíproca com a sociedade, permitindo o acesso ao ensino de qualidade, participando
ativamente da melhoria dos processos educacionais do país.”

VISÃO:
“Ser reconhecida como a Instituição de Ensino de excelência com o melhor modelo de
transformação social do país”.

VALORES:

Competência
Capacidade de executar atividades, atendendo às necessidades técnicas-profissionais
exigidas pela sociedade.

Credibilidade

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Cumprir o que é proposto com atitudes e métodos baseados na ética e na missão
Institucional.

Comprometimento
Dedicação e reciprocidade aos compromissos assumidos por todos os integrantes da
Instituição.

Inovação
Criar diferenciais na área educacional, agregando valores profissionais, intelectuais e
sociais.

Responsabilidade
Atuação consciente de seu papel como agente de transformação social e promotora
do desenvolvimento humano e da comunidade na qual está inserida.

1.3. Contextualização

Os avanços tecnológicos e a rápida difusão das informações vêm transformando o


conhecimento em algo cada vez mais imprescindível, o que exige profundas mudanças
no comportamento humano e no processo de ensino. As organizações buscam
profissionais criativos, flexíveis, que trabalhem em equipe e que possuam capacidade
de iniciativa, atributos que hoje são indispensáveis. Não podendo permanecer
indiferente a estas mudanças, a UNISUAM tem buscado despertar em seus alunos
princípios, competências e habilidades que atendam à sociedade.
A educação, por força da análise de cenários, tem que se adaptar às
necessidades do grupo social a que serve. O desafio atual é o de acompanhar as
intensas transformações sociais, culturais e econômicas criadas pela eclosão das
tecnologias. Neste sentido, o sucesso das ações pedagógicas é indispensável e urgente.
Preparar agentes de mudanças para enfrentar os novos tempos exige mais do que
tornar as informações acessíveis à sociedade, faz-se necessário transformar a
informação em conhecimento e depois transformar o conhecimento em saberes.

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A responsabilidade de apoiar o desenvolvimento do país é parte integrante dos
princípios e valores da UNISUAM, especialmente no que se refere à sua contribuição
em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio
ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural.
Desta forma, devido à abrangência de atuação da UNISUAM, o Projeto
Pedagógico do Curso de Engenharia Mecânica contempla efetivamente as demandas
de natureza econômica e social do país, tendo sido desenvolvido com base nas
propostas de Diretrizes Curriculares para os cursos de engenharia, apresentadas pela
ABENGE e pelas Comissões do Exame Nacional de Cursos, de acordo com a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996),
com base em relatórios e orientações da Câmara de Educação Superior do Conselho
Nacional de Educação.
Ademais, as propostas apresentadas neste projeto estão em consonância com
as orientações a dadas pela SESu/MEC para a elaboração das Diretrizes Curriculares,
uma vez que:

• Demonstram a preocupação com a qualidade do curso de graduação de


modo a permitir o atendimento das contínuas modificações do mercado
de trabalho;
• Ressaltam a necessidade da formação de um profissional generalista,
que irá buscar na educação continuada conhecimentos específicos e
especializados;
• Apontam para a necessidade de desenvolvimento e aquisição de novas
habilidades para além do ferramental técnico da profissão;
• Valorizam as atividades extra-muros, pleiteando para elas valores a
serem integrados à formação do graduando em engenharia;
• Discutem a necessidade de adaptação do conteúdo programático às
novas realidades que se apresentam à universidade.

Sendo assim, este projeto busca atender ao modelo de flexibilização curricular que
caracteriza a nova proposta de ensino superior do Ministério da Educação e do

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Desporto e, além disso, por visar à formação do engenheiro mecânico, baseia-se na Lei
nº 5194/66 que regula a profissão de Engenheiro.

1.4 Contextualização/ base legal e dados socioeconômicos da região

O Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do Brasil e capital do Estado


homônimo. O Município, que foi sede do governo durante o período colonial e capital
do Brasil (de 1763 a 1960), abriga um importante acervo arquitetônico e histórico e é
ainda hoje pólo irradiador de cultura e de novas tendências sociais.
O Município tem uma população de mais de seis milhões de habitantes, número
que corresponde a 40% da população do Estado. A cidade possui uma área de 1.224,56
Km2, dividida em 33 Regiões Administrativas, 18 subprefeituras e 160 bairros.
A UNISUAM está localizada em Bonsucesso, subúrbio da cidade (Zona da
Leopoldina), Campo Grande, Bangu e Jacarepaguá (Zona Oeste) no Município do Rio de
Janeiro. Seu trabalho começou em 1930, com a fundação do Colégio Luso Carioca.
Mais adiante, na década de 1960, surgiram os cursos de graduação, com o propósito
do desenvolvimento do ensino, da extensão e pesquisa, os quais se estendem até os
dias de hoje. Dentro do princípio da indissociabilidade, as atividades de ensino,
pesquisa e extensão promovem a aplicação do conhecimento e da prática
universitária, principalmente, no entorno de suas Unidades.

Sua inserção municipal está comprometida com o desenvolvimento local e os


resultados de suas pesquisas, aprimoramento curricular e modernização tecnológica
educacional, norteada pela excelência no ensino, oferece aos seus milhares de alunos
uma formação profissional que lhes permite intervir na realidade e de empreenderem
programas e projetos alternativos que agreguem valor à sociedade.

A história da UNISUAM confunde-se com a da Zona da Leopoldina, berço de sua


tradição. A Instituição encontrou na região o local ideal para o crescimento e o
desenvolvimento de suas atividades. Sua área cobre 4.435 hectares, na qual residem
aproximadamente 800.000 pessoas em 15 bairros.

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Embora sua atuação esteja mais focalizada, atualmente, nas Zonas da Leopoldina e
Oeste, o compromisso da UNISUAM é com o Município do Rio de Janeiro, que é
beneficiado, com as atividades acadêmicas, de ensino, pesquisa e extensão. Para a
Instituição, os resultados não se restringem aos profissionais formados em suas salas
de aula; eles estão relacionados ao desenvolvimento da sociedade como um todo e ao
crescimento que serão gerados por seus alunos, que se tornam agentes produtores de
mudanças em todo o Brasil.

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2. CONCEPÇÃO DO CURSO

2.1. Contexto educacional

O presente Projeto Pedagógico trata do Curso Engenharia Mecânica implantado


pela UNISUAM na sua Unidade Bonsucesso, o qual apresenta a habilitação de
graduação, conferindo ao egresso título de Engenheiro Mecânico.
O curso é organizado no sistema de créditos, funcionando em dois turnos, o
matutino e o noturno, desde fevereiro de 2014.

Carga Horária do Curso


Atividades Hora-aula de Hora-aula de
50min 60min
Ciclo Básico 1835 1529
Ciclo Profissional 2526 2105
Estágio 192 160
Supervisionado
TOTAL 5003 4169

As principais formas de admissão aos cursos de graduação da UNISUAM são o


processo seletivo, aberto a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou
estudos equivalentes, e o ingresso direto, utilizando o resultado obtido no Exame
Nacional do Ensino Médio (ENEM). Outras modalidades de admissão são: o ingresso
para portadores de diploma e transferência de outras Instituições de Ensino Superior,
que devem respeitar os prazos estabelecidos no calendário acadêmico da Instituição.

2.2. Justificativa

Na primeira década deste século, a atividade industrial no Brasil sofreu forte


aquecimento, sendo que no Estado do Rio de Janeiro isso se refletiu principalmente

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em ramos diretamente ligados à engenharia mecânica, como a indústria naval, a
petrolífera e a automobilística.
Tanto o ressurgimento da atividade na área de produção naval, quanto o
crescimento na área petroleira, geraram impacto direto em estaleiros e outra fábricas
da área de metal-mecânica no Município do Rio de Janeiro, cite-se em especial a
região dos estaleiros, indo desde o interior da Baía de Guanabara até o município de
Itaguaí.
Nesta faixa encontra-se a região da Leopoldina, compreendendo os estaleiros de
pequeno porte de Ramos e as fábricas ao longo da Avenida Brasil. Assim, a UNISUAM
está localizada em um ponto estratégico para a formação de mão de obra
especializada para este parque industrial em aquecimento. Em parte, graças a essa
mesma localização, o curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM mostrou-se tendo
uma abrangência muito maior que o esperado, captando alunos ligados inclusive aos
parques industriais dos Municípios de Duque de Caxias e de Nova Iguaçu.
Além disso, o caráter filantrópico da UNISUAM, combinado à alta demanda pelo
mercado de profissionais da área de engenharia mecânica, faz com que, na região
onde ele se localiza – uma região carente, junto ao Complexo do Alemão – o curso
funcione como um elemento de ascensão social para as comunidades do entorno.

2.3. Objetivos gerais e específicos

Em consonância com a missão da UNISUAM, e dos objetivos dela decorrentes, das


exigências legais e dos desafios a serem vencidos pelo país, pretende-se formar
engenheiros mecânicos com um viés profissional generalista – dentro de sua área de
atuação – voltado, de maneira equilibrada, para:

• concepção, modelagem e projeto de sistemas mecânicos – que abrangem


os sistemas mecânicos propriamente ditos, eletromecânicos e
termofluidodinâmicos;
• projeto, implementação e gestão de processos de fabricação e de
produção;
• planejamento, implementação e gestão dos trabalhos de manutenção.

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A notável evolução da eletrônica e da computação aplicadas aos modernos
sistemas mecânicos traz possibilidades quase que ilimitadas de aplicação, mas também
requer do engenheiro: conhecimentos científicos e tecnológicos mais aprofundados e
constantemente atualizados; e motivação para a aprendizagem continuada e para a
autoaprendizagem. Portanto, a matriz curricular do curso de Engenharia Mecânica é
concebida com o propósito de formar um profissional que esteja atento às
necessidades da sociedade como um todo.
Do ponto de vista social, o curso objetiva a formação de um profissional cuja
principal função é criar meios e métodos para aumentar a eficiência e a produtividade
do trabalho humano. Busca-se ainda incutir nos egressos da UNISUAM a consciência
das implicações ecológicas das atividades por eles desenvolvidas, e a importância de
primar pela utilização responsável dos recursos naturais e do meio ambiente. Por fim,
busca-se forjar nesses egressos as condutas ética, moral, cívica e profissional; o
espírito de grupo; a responsabilidade; a lealdade; a probidade; a disciplina e a
hierarquia.
Objetiva-se, desta forma, a formação de um profissional com forte embasamento
teórico dentro de sua área de atuação, crítico e criativo, uma vez que a função do
engenheiro deixa de ser estritamente técnica e torna-se multifuncional pela
necessidade de envolvimento em atividades gerenciais e financeiras, e de sua
interação com especialistas de outras áreas do conhecimento humano.
Nesta perspectiva, os objetivos do Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia
Mecânica apresentam coerência com o perfil profissional projetado para o egresso,
com a estrutura curricular e com o contexto educacional. O PPC foi elaborado para que
seus objetivos contemplem as demandas efetivas de natureza econômica e social, e
sua execução está alinhada com a visão institucional de excelência.

2.4. Políticas institucionais

As políticas de ensino da UNISUAM objetivam contribuir com a formação de


pessoas nas diferentes áreas do conhecimento, com postura crítica sobre o processo
de formação profissional, de forma a propiciar a inserção, permanência e evolução do

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egresso nos diferentes setores da sociedade, com habilidades, competências e atitudes
necessárias ao pleno exercício de uma cidadania ativa e crítica, com políticas claras
para o ensino de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão, de forma integrada,
dialogando com os diferentes stakeholders necessários à plena formação do aluno.

No âmbito da graduação, as políticas de qualificação do corpo discente


reforçam o papel includente da IES, estando caracterizadas por seus programas de
nivelamento orientados por alunos de períodos mais avançados e por plantões
semanais de professores que acompanham os alunos em dificuldades; monitorias para
iniciação à docência; simpósios discentes semestrais que reforçam o protagonismo
estudantil; semanas de pesquisa, extensão e pós-graduação, levando para fora de sala
de aula as perguntas sem respostas e as intervenções necessárias; inserção de
disciplinas com conteúdos socioculturais, de relações étnico-raciais,
empreendedorismo, responsabilidade socioambiental, filosóficos, raciocínio lógico,
leitura e produção de textos e cidadania; um núcleo de apoio psicopedagógico, cujo
papel de desenvolvimento pedagógico e ações de prevenção e mediação dos conflitos
estreitam os laços entre a Instituição, os discentes e os docentes.

Além dos conteúdos disciplinares, a educação ambiental, a educação para os


direitos humanos e a educação para as relações étnico-raciais transversalizam a
formação utilizando-se também de eventos institucionais, como: Fórum de
Responsabilidade Ambiental, Expoágua, Brasileirafro, Brasileiríndio, Fórum
Paraolímpico, Seminários das Águas, Fórum do Terceiro Setor e Lideranças Sociais;
além disso, semestralmente, ocorre o Simpósio Docente, com efetiva contribuição
para a formação continuada nas questões relacionadas à prática pedagógica, seus
aspectos filosóficos e metodológicos, operacionalizados em conferências, grupos de
trabalho, oficinas e relatos de experiência.

Os professores são estimulados e apoiados a participarem de eventos


científicos, realizarem cursos de aprimoramento, atualização, especialização, mestrado
e doutorado por meio de concessão de licenças ou de bolsas integrais ou parciais. Os
projetos pedagógicos dos cursos são atualizados permanentemente pelos NDEs, a
partir dos resultados das avaliações internas (autoavaliação institucional feita pela
Comissão Própria de Avaliação [CPA] e uma pesquisa institucional respondida
semestralmente por toda comunidade acadêmica) e externas (ENADE e Avaliações in
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loco), de forma a mantê-los em permanente adequação à realidade e às demandas
sociais emergentes e em consonância com o PDI, PPI, e as Diretrizes Curriculares
Nacionais. As estruturas curriculares são flexíveis (sem os pré-requisitos formais), que
permitem diferentes caminhos dos alunos em seus respectivos cursos, dando-lhes a
autonomia necessária para construção da sua formação.

Além disso, as concepções curriculares permitem a constante atualização e


buscam romper com a fragmentação do saber. As atividades complementares,
estimulam o conhecimento de novas linguagens e culturas, tecnologias,
empreendedorismo e inovação. Desde 2005, a UNISUAM incentiva a pesquisa por
meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), destinado aos
alunos, e também financia com carga horária específica os professores pesquisadores
que têm seus projetos aprovados nos editais institucionais. Os editais são anuais e os
projetos são avaliados por uma comissão de professores, nomeada anualmente para
este fim. Atualmente, existem 12 grupos de pesquisa cadastrados no diretório de
grupos do CNPq e um comitê de ética em pesquisa, constante da Plataforma Brasil,
relativo às pesquisas com seres humanos; a UNISUAM possui também quatro
periódicos científicos indexados no WebQualis. Desde 2005, 58 projetos ocorreram
com fomentos das agências governamentais, tendo produzido mais de 650 artigos
publicados em periódicos revisados por pares.

Em relação à transferência de conhecimento e tecnologia, além das jornadas


acadêmicas, fóruns e seminários, a UNISUAM organiza desde 2013, pelo Núcleo de
Apoio ao Empreendedorismo (NAE), o “Meeting Empreendedor”, em que toda a
comunidade acadêmica se reúne para o desenvolvimento de ideias e soluções
inovadoras, impulsionando o ecossistema empreendedor, que é um dos pilares da
formação dos nossos alunos. No âmbito da Extensão, alicerçados na Política Nacional
da Extensão Universitária, promove-se o desenvolvimento das comunidades
acadêmica e local, fundamentadas na aplicação dos conhecimentos produzidos, na
análise dos resultados e na relação recíproca entre os diferentes setores da sociedade.
Nos últimos 5 anos a Instituição apoiou 409 projetos de extensão por meio do
Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEXT), com carga horária específica
para professores e a oferta de bolsas para os alunos selecionados via edital anual e
avaliados pelo comitê de avaliação, nomeado para este fim, e são desenvolvidos em

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parcerias com empresas, ONGs, governo e lideranças sociais. Os núcleos de práticas
são mais um terreno fértil para consolidação e desenvolvimento das atividades
práticas dos cursos, alinhadas à prestação de serviço à comunidade, como o NAE, que
atende ao público interno e externo por meio de consultorias e atividades dos
escritórios-modelo em diferentes áreas do conhecimento; o Núcleo de Prática Jurídica
(NPJ) para o desenvolvimento das atividades práticas do curso de direito e prestação
de serviços jurídico; o Núcleo de Comunicação Hans Donner (NHD), para o
desenvolvimento das atividades práticas dos cursos de jornalismo, publicidade e
marketing; a Clínica Escola Amarina Motta (CLESAM) para o desenvolvimento das
atividades práticas dos cursos e prestação de serviços na área da saúde; o Serviço de
Psicologia Aplicada (SPA) para o desenvolvimento das atividades práticas do curso e
prestação de serviço de apoio psicológico à comunidade; o Centro Cultural (CCULT),
que promove e potencializa a cultura em atividades acadêmicas transversais em todos
os cursos. Por meio da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) e do projeto
UNISUAM Inclusiva, a Instituição realiza a inclusão dos idosos em processos de
formação e das pessoas com deficiência, respectivamente. Nesse ponto a UNISUAM
destaca-se com projetos reconhecidos, como o “Colega Legal”, que assiste aos
deficientes visuais, com ledores e dispositivos de tecnologia assistida; projetos
específicos para os deficientes auditivos com intérpretes de libras para todos os alunos
surdos e orientação profissional especializada; e projetos para a atenção integral aos
alunos com os distúrbios neuropsiquiátricos de comprometimento da interação social
e da comunicação verbal e não-verbal e do comportamento restrito e repetitivo
(autismo).

A Instituição também desenvolve programas de pós-graduação lato sensu,


presencial e a distância, e stricto sensu, de forma a atender às demandas dos egressos
e do público externo e reforçar sua missão singular de transformação do homem e do
meio em que vive. Possui dois Programas de pós-graduação stricto sensu, um
mestrado acadêmico, em Ciências da Reabilitação, com proposta de doutorado em
análise pela CAPES, e um mestrado profissional, em Desenvolvimento Local. No âmbito
da internacionalização, por meio do Núcleo de Relações Internacionais (NRI), a
UNISUAM promove intercâmbios estudantis, eventos como o Zona Norte Days, de
promoção de intercâmbios estudantis, e parcerias com instituições de ensino, como

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Trinity College, Berry University, Universidad César Vallejo, Universidade de Trás os
Montes e Alto Douro, dentre outras.

2.5. Perfil do egresso

Em consonância com a missão institucional e as competências necessárias para


uma formação profissional que acompanhe os desafios do mundo do trabalho e seu
ciclo de renovação cada vez mais curto, o Centro Universitário Augusto Motta
direciona os seus cursos para que os egressos estejam cientes de sua responsabilidade
social, a partir de uma postura profissional que esteja vinculada à melhoria de vida da
população; tenham uma visão ampla de sua atuação profissional, seus deveres e
direitos; sejam capazes de exercer uma cidadania ativa e crítica, conscientes de sua
importância para o desenvolvimento e transformação da sociedade; utilizem
conhecimentos fundamentados em sua formação básica, com a perspectiva
humanística, holística e profissional e sua respectiva contribuição social; estejam aptos
a desenvolver práticas inovadoras que precisam ser permanentemente reinventadas;
construam, na diversidade de ações, habilidades e competências capazes de
desenvolver projetos em equipes multidisciplinares; desenvolvam as competências
necessárias à boa condução de suas carreiras agregando valores pessoais aos
organizacionais; reconheçam a importância de observar, entender e desenvolver o
potencial humano, numa visão holística em que se identifiquem forças e fraquezas e
construam-se estratégias para trabalhar pontos fracos; estejam aptos a sentir-se parte
integrante de um grupo, e por isso assumam com serenidade e de forma crítica o que
lhes compete individualmente para o sucesso do trabalho coletivo; reconheçam a
importância das tecnologias de informação e comunicação como ingredientes que
orientem sua prática profissional a fim de torná-la mais eficiente. A Instituição
proporciona, ao egresso dos cursos de graduação, oportunidades de prosseguimento
em seus estudos através do Programa de Pós-Graduação lato e stricto sensu. Prioriza-
se a formação continuada, garantindo a educação como mola-mestra do crescimento
econômico e social, promovendo a geração de conhecimentos, a leitura crítica da
realidade, o compromisso com o indivíduo, a sociedade, o ambiente, o

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desenvolvimento sustentável e, consequentemente, a geração de novos postos de
trabalho.
Busca-se que o engenheiro mecânico graduado pela UNISUAM possua uma
formação generalista, com forte embasamento teórico e prático relacionado a sua
área de atuação, que o capacite a rapidamente absorver novas informações e
tecnologias através de uma constante e renovada capacidade de estudo e de auto-
aperfeiçoamento. Pretende-se formar um profissional habilitado a ocupar cargos e
exercer funções pertinentes a esse ramo da engenharia, nos mais diversos tipos de
empresas. Para isto é capaz de atuar num amplo leque de atividades, que vai do
assessoramento técnico, passando pela concepção e modelagem, projeto, fabricação,
manutenção, produção até a gestão.
Este profissional deve ser capaz também de trabalhar em equipe, o que se procura
fomentar através do convívio e da participação deste em grupos multidisciplinares,
formados por profissionais dos mais diversos segmentos e funções. Portanto, o perfil
profissional proposto no PPC do curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM pretende
expressar de maneira excelente as competências e habilidades do egresso, que
seguem discriminadas abaixo:

Requisitos Comuns:

Além de uma formação estritamente técnica, fruto de um perfil generalista do


graduado, requer-se também uma abrangente formação cultural e cívica que contribua
para o desenvolvimento de qualidades imprescindíveis à natureza interdisciplinar do
exercício da engenharia. São requisitos comuns aos concludentes:
- comportamento ético nos âmbitos pessoal e profissional;
- conscientização da importância e das implicações humanas, sociais, econômicas e
ambientais de seu trabalho;
- capacidade de comunicação e de liderança para trabalhar em equipe;
- senso crítico;
- controle emocional;
- percepção acurada da realidade;
- racionalidade na tomada de decisões.

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Requisitos específicos:

Numa abordagem estritamente técnica, o Engenheiro Mecânico formado pela


UNISUAM deve ter um perfil generalista em sua área de atuação, de forma que possa
fazer face aos inúmeros cargos e funções que o engenheiro deve estar apto a exercer
ao longo de sua carreira. Como componentes do perfil ideal desse Engenheiro
Mecânico, pode-se citar:
- sólida formação básica, envolvendo a metodologia de investigação científica e os
fundamentos científicos e tecnológicos da engenharia;
- formação profissional específica mediante o aprofundamento ou desdobramento em
matérias específicas da Engenharia Mecânica;
- formação multidisciplinar que propicie: o domínio das técnicas básicas de
gerenciamento de seres humanos e dos recursos utilizados no exercício da profissão; a
capacidade de utilização da informática como ferramenta usual e rotineira, e como
instrumento do exercício da Engenharia Mecânica; a capacidade de compreensão e
expressão oral e escrita; a sensibilidade para as questões humanísticas (ética,
solidariedade e cidadania), sociais (melhoria do bem estar do homem) e ambientais
(danos causados ao meio ambiente durante a execução do projeto e pela sua
utilização); a capacidade para o trabalho em equipes multidisciplinares; a capacidade
prática de abordagem experimental; e o senso econômico-financeiro para a tomada de
decisões.

Competências e Habilidades:

O Curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM permite que o aluno desenvolva,


durante a sua formação, as seguintes competências e habilidades técnicas, essenciais
ao pleno exercício de suas atividades profissionais:

19
Competências

- elaboração de modelos teóricos e experimentais de problemas físicos complexos;


- elaboração de estudo, planejamento, gerenciamento, especificação técnica e
executar projetos na área de mecânica dos sólidos;
- elaboração de estudo, planejamento, gerenciamento, especificação técnica e
executar projetos na área de termofluidociências;
- elaboração de estudo, planejamento, gerenciamento, especificação técnica e
executar projetos e processos de fabricação mecânica;
- elaboração de estudo, planejamento, gerenciamento, especificação técnica e
executar projetos de sistemas mecatrônicos e de controle;
- elaboração de documentação técnica e orçamento.
- confecção, leitura e interpretação de desenhos de projetos mecânicos;
- realização da instrumentação de sistemas mecânicos;
- realização de estudos de viabilidade técnico-econômica;
- capacidade de propor soluções técnicas e economicamente viáveis;
- capacidade de elaborar modelos abstratos para resolver problemas concretos;
- capacidade para planejar, controlar, dirigir, fiscalizar e executar obra, serviço técnico
ou produção;
- capacidade para planejar e gerir a manutenção e operar equipamento e instalação;
- capacidade para conduzir equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou
manutenção;
- realização da avaliação experimental de sistemas mecânicos;
- realização de vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico;
- realização de assistência, assessoria e consultoria técnica;
- realização de supervisão, coordenação e orientação técnica;
- realização de padronização, mensuração e controle de qualidade;
- atuação no ensino de engenharia e realização de pesquisa, análise, experimentação,
ensaio e divulgação técnica.

Habilidades

20
O egresso do curso de Engenharia Mecânica deve adquirir, ao longo de sua formação,
e dispor das seguintes capacidades habilitantes para exercer as competências
profissionais supracitadas:
- conhecimentos aprofundados de física, matemática e programação de
computadores;
- conhecimentos de química, ciência dos materiais, estatística, economia, ciências do
ambiente, língua inglesa e direito;
- capacidade de síntese, aliada à capacidade de compreensão e expressão em língua
portuguesa;
- conhecimento de normas técnicas específicas dentro de sua área de atuação;
- capacidade de leitura, interpretação e expressão por meio de gráficos e fluxogramas;
- consciência da necessidade de constante atualização profissional;
- capacidade de obtenção e sistematização de informações, absorver novas tecnologias
e promover inovações;
- capacidade de gerenciamento, condução e execução de experimentos e ensaios
mecânicos com análise e interpretação resultados;
- capacidade de modelar problemas de engenharia e realizar simulações numérico-
computacionais;
- capacidade de análise de problemas, síntese de soluções e gerenciamento de
projetos de engenharia, integrando conhecimentos multidisciplinares;
- capacidade de realizar estudos aprofundados individualmente e de atuar
isoladamente quando a situação exigir;
- capacidade de planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos de engenharia;
- capacidade de avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
- capacidade de organizar, dimensionar, controlar, desenvolver e gerenciar processos e
linhas de produção;
- capacidade de gerenciamento e execução de programas de controle e garantia da
qualidade, fabricação mecânica e prestação de serviços;
- planejamento, controle e supervisão dos processos de manutenção corretiva,
preditiva e programada.

21
3. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA

3.1. Funcionamento

Denominação do Curso

Engenharia de Mecânica.

Nível/Modalidade do Curso

Curso de Graduação.

Duração do Curso (Semestres e Horas)

Atendendo à Resolução nº 2, de 18 de junho de 2007, o curso de Engenharia


Mecânica possui seu tempo de integralização mínimo em 10 semestres, com 4180
horas/aula (3603 horas de 60 min).

Área de Conhecimento (CNPq)

Engenharias.

Titulação Oferecida pelo Curso

Bacharel em Engenharia Mecânica.

Regime Escolar

Semestral por créditos.

Número de Turmas Oferecidas

22
• 2014/1: 01
• 2014/2: 02
• 2015/1: 03

Turnos de Funcionamento

Manhã e Noite.

Local de Funcionamento do Curso

Unidade Bonsucesso: Av. Paris, n° 72, Rio de Janeiro – RJ.

Data de Início de Funcionamento do Curso

Fevereiro de 2014.

Situação Legal do Curso

Autorizado pela resolução CEPE nº 15/2013, de 04 de setembro de 2013.

3.2. Estrutura curricular e conteúdos curriculares

As ementas e programas de disciplinas são objeto de reflexão constante por


parte da Instituição. Em 2012, a UNISUAM investiu na reformulação dos seus objetivos
pedagógicos e conteúdos das disciplinas. Todos os ementários foram reformulados a
partir de uma reflexão anual acerca dos objetivos e conteúdos “conceituais”,
“procedimentais” e “atitudinais”. Em 2013, a IES e o Núcleo Docente Estruturante
(NDE) dos cursos de graduação, fizeram uma ampla reflexão sobre os procedimentos
avaliativos para as respectivas disciplinas, alinhados aos seus objetivos. Para 2014, o
tema gerador serão as metodologias de facilitação da aprendizagem (especialmente as

23
ativas, como o problem based learning – PBL; game based learning – GBL, team based
learning – TBL, peer to peer learning – P2PL, flip teaching ou flip classroom).
As ementas, os programas e as referências bibliográficas das disciplinas do
curso de Engenharia Mecânica estão adequados ao projeto pedagógico do curso,
contemplando nelas a ementa, os objetivos, os conteúdos (conceituais,
procedimentais e atitudinais) e as referências bibliográficas (três indicações na
bibliografia básica e cinco na bibliografia complementar).

1° PERÍODO (400 horas-aula):


Desenho Técnico (4 cr)
Introdução ao Cálculo (4 cr)
Leitura e Produção de Textos (4 cr)
Metodologia do Trabalho Acadêmico e Científico (4 cr)
Geometria Analítica (4 cr)

2° PERÍODO (400 horas-aula):


Cálculo I (4 cr)
Álgebra Linear e Cálculo Vetorial (4 cr)
Estatística e Probabilidade (4 cr)
Cidadania (4 cr)
Química Geral e Inorgânica (4 cr)

3° PERÍODO (400 horas-aula):


Cálculo II (4 cr)
Física I (4 cr)
Física II (4 cr)
Laboratório de Química (2 cr)
Projeto Integrador I (2 cr)
Responsabilidade Social e Ambiental (4 cr)

4° PERÍODO (400 horas-aula):


Cálculo III (4 cr)

24
Física III (4 cr)
Algoritmos e Programação (2 cr)
Laboratório de Física (2 cr)
Mecânica Geral (4 cr)
Empreendedorismo e Corporativismo (4 cr)

5º PERÍODO (400 horas-aula):


Resistência dos Materiais II (4 cr)
Desenho de Máquinas (4 cr)
Termodinâmica Clássica (4 cr)
Cálculo IV (4 cr)
Eletiva I (4 cr)

6º PERÍODO (400 horas-aula):


Elementos de Máquinas I (4 cr)
Metrologia (2 cr)
Mecânica dos Fluidos (4 cr)
Dinâmica Aplicada (4 cr)
Cálculo Numérico Aplicado (4 cr)
Projeto Integrador II (2 cr)

7º PERÍODO (440 horas-aula):


Elementos de Máquinas II (4 cr)
Usinagem (4 cr)
Transferência de Calor e Massa (4 cr)
Vibrações Mecânicas (4 cr)
Ética e Legislação Profissional (2 cr)
Tecnologia dos Materiais (4 cr)

8º PERÍODO (400 horas-aula):


Higiene e Segurança do Trabalho (4 cr)
Conformação Mecânica (4 cr)

25
Máquinas de Fluxo (4 cr)
Eletrônica Básica (4 cr)
Sistemas de Controle (4 cr)
Estágio Supervisionado

9º PERÍODO (400 horas-aula):


Manutenção (2 cr)
Fundição e Soldagem (4 cr)
Termodinâmica Aplicada à Engenharia (4 cr)
Instrumentação (4 cr)
Eletiva II (4 cr)
Projeto Integrador III (2 cr)

10º PERÍODO (360 horas-aula):


Gestão Empresarial (4 cr)
Gestão da Produção (4 cr)
Refrigeração (2 cr)
Robótica (4 cr)
Eletiva III (4 cr)
Projeto Final (2 cr)

O curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM apresenta uma estrutura curricular


em sistema de créditos, num total de 200 créditos em disciplinas obrigatórias, em
regime semestral. Cada crédito equivale a 20 horas-aula, que somados a um total de
180 horas-aula de atividades complementares, perfaz uma carga horária de 4180
horas/aula (3603 horas de 60 min). Esta estrutura curricular prevê também uma carga
horária de 540 horas de estágio curricular supervisionado.

3.3. Metodologias de ensino

Ensinar não está ligado ao formalismo construtivo na sala de aula. As iniciativas do


curso e gerenciar um aprendizado consistente e em prol da formação do profissional

26
como um modelo de consciência ambiental, tecnológica, social e de inovação estão
ligados ao que pode ser feito fora das paredes da sala de aula.
A metodologia de ensino preconizada no Projeto Pedagógico Institucional (PPI)
fomenta que o aluno tenha uma postura mais ativa frente ao conhecimento e à sua
formação, despindo o docente da centralização das ações. Desta forma, o curso de
Engenharia Mecanica busca fundamentar suas práxis em aulas teóricas com
metodologias ativas, que vão além de aulas expositivas dialogadas e dinâmicas de
grupo ou atividades investigativas e colaborativas em sala de aula, como as aulas
práticas, que podem ocorrer tanto em sala de aula, quanto nos diferentes laboratórios
especializados disponíveis no curso.

Os docentes possuem liberdade para interagir com o conteúdo de forma


autônoma, podendo experimentar diferentes caminhos para facilitar o processo de
ensino e aprendizagem. As diretrizes são perfeitamente atendidas no que tange ao
ensino dos conteúdos indígenas, relações étnico-raciais, bem como a mais recente,
direitos humanos nas disciplinas institucionais, oferecidas na modalidade
semipresencial tais como: cidadania, responsabilidade social e ambiental, favorecendo
assim a transversalidade, a partir da convivência entre os alunos de administração e os
alunos de outros cursos, as atividades são desenvolvidas, propiciando a interação e a
construção de novos saberes. Tal iniciativa favorece ações interdisciplinares acerca das
questões tratadas no decorrer do processo ensino-aprendizagem.

Metodologias ativas

Nas últimas décadas, o perfil do discente mudou muito. A Universidade também


mudou e sobrevive, hoje, em um contexto socioeconômico que impõe expectativas de
desempenho cada vez mais elevadas. Espera-se que os egressos da formação
universitária e Tecnológica sejam capazes de transitar com desenvoltura e segurança
em um mundo cada vez mais complexo e repleto de tecnologias inovadoras.
Blikstein (2010) chama a atenção para:
“[...] o grande potencial de aprendizagem que é desperdiçado em
nossas escolas, diária e sistematicamente, em nome de ideias
educacionais obsoletas. [...] É uma tragédia ver, a cada dia,
27
milhares de alunos sendo convencidos de que são incapazes e
pouco inteligentes simplesmente porque não conseguem se
adaptar a um sistema equivocado (BLIKSTEIN, 2010, p. 3).Miller,
Shapiro, Hilding-Hamann (2008) apresentam visão do cenário
educacional que deve ser uma realidade já nas primeiras décadas
do século XXI. Nesse cenário, a escola tradicional seria
transformada em espaços de aprendizagem, base de uma
sociedade sustentada em aprendizagem intensiva. É uma visão de
aprendizagem radicalmente diferente do modelo convencional de
sala de aula, onde o quadro negro e o professor se impõem
perante os alunos como a quinta-essência do espaço de
aprendizagem da era industrial (MILLER; SHAPIRO; HILDING-
HAMANN, 2008)”.
As contribuições das metodologias ativas nos permitem prever que, em vez de
graduandos saindo da universidade com a ilusão de terem aprendido algo só porque
foram expostos a conteúdos em aulas expositivas, teremos Engenheiros Civis que
experimentaram situações de aprendizagem profundamente significativas em suas
vidas. Se sentirem falta de algum tópico, saberão onde encontrá-lo e o que fazer para
aprendê-lo. Só assim podemos criar uma geração de profissionais com verdadeiro
prazer na busca do conhecimento, com a noção clara de que a função de aprender não
termina quando se formam e que estarão sempre prontos para enfrentar novos
problemas e conduzir projetos inovadores (BLIKSTEIN, 2010).

O curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM possui em seu currículo um


núcleo de conteúdos básicos (aproximadamente 30% da Carga Horária total do curso),
um núcleo de conteúdos profissionalizantes (aproximadamente 15%) e um núcleo de
conteúdos específicos, incluindo os estágios curriculares (aproximadamente 55%), que
caracterizem a modalidade.

O curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM apresenta uma estrutura


curricular em sistema de créditos (200 créditos), em regime semestral, perfazendo
uma carga horária de 4180 horas/aula (3603 horas de 60 min). Esta estrutura curricular
prevê uma carga horária de 540 horas de estágio curricular supervisionado e 180 horas

28
de atividades complementares. Os estágios curriculares obrigatórios ocorrem sob
supervisão direta da instituição de ensino, por professores do curso, por meio de
encontros semanais para discussão e análise dos relatórios técnicos dos respectivos
locais de estágio. Desta forma, a UNISUAM propõe um acompanhamento
individualizado durante todos os quatro períodos de realização desta atividade.

Além exposto acima, o curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM cumpre


todos os requisitos legais e normativos, considerados itens regulatórios:
a) o conteúdo das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações
Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana
(Resolução CNE/CP N° 01, de 17 de junho de 2004) é ofertado nas disciplinas de
Cidadania e Responsabilidade Social e Ambiental e transversalmente em eventos
institucionais, a citar, Jornada Brasileirafro, que este ano comemora sua quinta edição
(2014). Além disso, as disciplinas abordam as temáticas relacionadas às questões
indígenas;
b) planeja-se ter um corpo docente em que a totalidade possua formação em
pós-graduação;
c) o Núcleo Docente Estruturante é um orgão propositor e construtor do curso,
ativo, institucionalizado (nomeado por portaria de Reitoria, seguindo o regulamento
acadêmico próprio) e atende plenamente a legislação em vigor;
d) o curso atende à carga horária mínima em horas (3600h) para a categoria de
Engenharias (CNE/CES N° 02/2007 Graduação, Bacharelado, Presencial);
e) o curso atende ao Tempo Mínimo de Integralização (5 anos) proposto
(CNE/CES N° 02/2007 Graduação, Bacharelado, Presencial);
f) a IES apresenta condições de acesso para pessoas com deficiência e/ou
mobilidade reduzida.
g) o PPC contempla a disciplina de Libras (Dec. nº 5.626/2005) na estrutura
curricular do curso. A disciplina de Libras (GPED1001) é ofertada como disciplina
optativa na estrutura curricular do curso;
h) a avaliação das disciplinas planejadas para serem passadas para a
modalidade EAD será realizada de forma presencial;

29
i) as informações acadêmicas exigidas estão disponibilizadas na forma impressa
e virtual.
j) as políticas de educação ambiental (Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 e
Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002) estão integradas nas disciplinas do curso,
de modo transversal, contínuo e permanente.

3.4 Articulação teórico/prática (laboratórios)


Nossos laboratórios estão equipados com novas matérias adquiridos neste ano
no intuito de melhorar e assimilar novas técnicas de ensino aplicadas as áreas
experimentais. Não somente as disciplinas de Laboratório têm acesso direto quanto,
também todas as disciplinas do curso são motivadas ao uso dos equipamentos,
estimulando a fixação do conhecimento e o estimulo a pesquisa dos nossos discentes.
Nossas aulas não se restringem as salas de aula ou laboratórios, mas buscamos a
compreensão do conteúdo através de visitas técnicas em empresas, tais como: usinas
de concerto, usinas de asfalto, empresas de construção civil, dentre outros.
No que tange a articulação entre teoria e prática, o curso de Engenharia Civil
busca na própria diretriz institucional que apoia seus conteúdos em conceitos,
procedimentos e atitudes, uma vinculação, conforme explanado no item “concepção
do curso”, uma correlação entre teoria e prática. Todas as disciplinas possuem este
grupo de conteúdos que privilegiam, além das teorias, a própria prática inerente à
profissão. As disciplinas de Projeto Integrador, são fortemente apoiadas na correlação-
teoria prática, posto serem trabalhadas a partir de situações reais, cotidianas da vida
de um profissional de administração.

Em relação às estratégias didáticas do processo ensino-aprendizagem, os


princípios filosóficos, teóricos e metodológicos definidos no PPI da UNISUAM
consideram que:

Toda ação institucional deve estar ancorada em princípios que


forneçam opções de caminhos e perspectivas. Uma nova
ambiência vem se instaurando nas instituições educacionais,
que extrapola os aspectos puramente pedagógicos. As
dificuldades econômicas, políticas e culturais do mundo atual
aliam-se às mudanças que as estruturas tradicionais, tais como
família, escola, Estado, governo têm sofrido em virtude de seu
declínio e da ascensão que as estruturas de comunicação e

30
informação vêm obtendo. Estas novas estruturas culturais, de
certa maneira, estão provocando transformações nas
estruturas sociais tradicionais, influenciando diretamente nas
ações que a instituição educacional empreende. A UNISUAM vê
com clareza a distinção entre ensino, pesquisa e extensão no
processo educacional. O princípio da indissociabilidade não
significa que se confundam os momentos dos três pilares. O
papel da Instituição é promover um espaço que permita o
desenvolvimento do conhecimento, da iniciação à pesquisa e
da aplicação do saber socialmente construído por todos os
atores envolvidos neste processo. (MOTTA NETTO et al., 2012).

Daí pode-se compreender diretamente a preocupação e consequente


inserção da UNISUAM no contexto ambiental-social.Cabe ainda ressaltar no PPI que:

[...] O desenvolvimento de uma cidadania ativa e crítica, a


busca pela autonomia, a inclusão social, a liberdade de
aprender e ensinar, a consciência ambiental, o comportamento
ético e o respeito à diversidade étnica, racial, cultural e
religiosa são valores referenciais para as ações institucionais e
práticas acadêmicas. Diante das incertezas e das urgências com
que a sociedade atual se depara, a falta de referenciais tem
sido um dos problemas enfrentados pelas instituições
educacionais. Nesse quadro, a UNISUAM procura de forma
participativa com gestores, coordenadores, professores, alunos
e representantes da comunidade definir marcos de referência
que possam auxiliar na concretização de sua missão. De um
lado, a Instituição precisa atentar para as questões
instrumentais, ou seja, os processos de transmissão dos
conhecimentos, a infraestrutura, a geração de condições
propícias para o crescimento sustentável, de outro não deve
descuidar do compromisso com os fins a que se propõe. Estas
finalidades representam uma racionalidade substantiva, onde
não apenas a geração de meios e condições deve ser
observada, mas, principalmente, o sentido que essas ações
ganham na vida dos indivíduos e da comunidade. (MOTTA
NETTO et al., 2012, p. 40)

São estes os princípios que norteiam as definições metodológicas do curso,


cujos desdobramentos em práticas pedagógicas quotidianas estão refletidos na
própria concepção deste PPC. A estrutura curricular ora definida para o curso
fundamenta se nos princípios filosóficos já estabelecidos. As metas relacionadas ao

31
desenvolvimento e integração das atividades de ensino, pesquisa e extensão buscam
assegurar sua indissociabilidade.

Finalmente, o conjunto de atividades que complementam aquelas


tradicionais caracterizadas por aulas expositivas, objetiva, não somente assegurar o
desenvolvimento da capacidade de correlação entre os modelos teóricos e as práticas
quotidianas das organizações, mas também proporcionar uma integração entre os
diversos campos de conhecimento que compõem as engenharias.

Em relação à coerência metodológica, a fundamentação teórico-


metodológica do curso procura a efetivação da intencionalidade da UNISUAM, que é a
formação do cidadão inovador, empreendedor, participativo, responsável,
compromissado, crítico e criativo. Nessa dimensão visamos à efetivação de seus
propósitos e sua intencionalidade. O curso foi formatado tendo como fundamento os
princípios que inspiraram a criação da UNISUAM. Uma das concepções básicas que o
norteiam é o entendimento de que é necessário mais do que formar profissionais
requeridos pelo mercado de trabalho. É imprescindível desenvolver nos alunos a
consciência de sua responsabilidade social e o desejo de não se tornarem simples
reprodutores do status quo em que se achavam envolvidos. Entende-se, também, que
o aluno deva ser estimulado a buscar o autodesenvolvimento, como base de sua
realização pessoal e profissional. As estratégias metodológicas a serem utilizadas no
curso são baseadas em projetos interdisciplinares, buscando a solução de problemas,
podendo os professores, se utilizarem de apoio de recursos audiovisuais e
laboratórios. Estudos de casos poderão ser usados para ilustrar casos reais e facilitar a
compreensão do aluno com relação ao uso da teoria na prática. Essas práticas poderão
servir de estímulo a debates entre alunos e professores a respeito das disciplinas.

3.5. Estágio supervisionado

Estágio Supervisionado é o conjunto das atividades de ensino-aprendizagem

relacionadas ao meio social, profissional, cultural e didático-pedagógico,

proporcionadas ao aluno pela participação em situações reais de vida e trabalho,

32
realizado na comunidade em geral e junto a pessoas jurídicas de direito público ou

privado.

A Lei nº 11.788, de 25-09-2008, constitui-se no ponto de partida para a

regulamentação dos estágios nas Empresas e nas Instituições de ensino, estabelecendo

claramente as obrigações destas últimas em relação aos estágios de seus educandos.

O plano de atividades do estagiário, elaborado em acordo das 3 (três) partes a que se

refere o inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 11.788/2008, será incorporado ao termo

de compromisso por meio de aditivos à medida que for avaliado, progressivamente, o

desempenho do estudante.

Neste processo, é importante ressaltar que todos os atores envolvidos na atividade de

estágio, bem como as instituições envolvidas, são beneficiados. Para o discente, o

estágio é um fator significativo na sua formação profissional, por proporcionar a

interação com a realidade da sua profissão futura e a complementação prática do

aprendizado acadêmico. Para a Unidade Concedente de estágio, há uma contribuição

prática e efetiva através da atuação do discente em prol do desenvolvimento da

mesma. Para a Instituição de Educação Superior (IES), por colaborar com a efetividade

da formação que ela oferece. E para o docente, pela oportunidade de orientar,

conduzir e avaliar na prática as teorias adquiridas em sala de aula, dando a ele o

retorno do processo ensino-aprendizagem.

33
Com a Política de Estágio Supervisionado, a Unisuam visa a propiciar um campo

de experiências e conhecimentos que venha possibilitar a articulação teórico-prática e

estimular a inquietação intelectual de seus acadêmicos.

3.6 Atividades acadêmicas complementares

As Atividades Acadêmicas Curriculares Complementares (AACC’s) – estabelecidas pela

Resolução CNE/CP2/2002 do Ministério da Educação, artigo 4º, Inciso IV – e os

procedimentos para a atribuição e cômputo da carga horária são válidas para todos os

cursos de graduação da UNISUAM. A Graduação é diretamente subordinada à

Diretoria de Graduação, tendo por finalidade coordenar o cumprimento dessas

atividades pelos alunos e atribuir à carga horária correspondente.

Com base nos Planos Pedagógicos de Cursos (PPC), as horas das Atividades Acadêmicas

Curriculares Complementares (AACC’s) envolvem as atividades realizadas pelo aluno

fora do horário em que ele está regularmente matriculado. As AACC’s estão vinculadas

à sua formação, visando à integração das bases curriculares com a prática no mercado

de trabalho, sejam elas oferecidas pela UNISUAM ou realizadas em outras instituições.

As Atividades Acadêmicas Curriculares Complementares são atividades voltadas a

completar as cargas horárias dos diferentes cursos. Elas podem ser caracterizadas

como um conjunto de atividades extraclasse direcionadas à formação integral dos

estudantes de graduação.

3.7 Trabalho de conclusão de curso

34
Tem como objetivos: a unificação dos procedimentos adotados na condução da

disciplina GCIV1012 - Trabalho de Conclusão de Curso no e a prestação de informações

a todos os alunos inscritos na disciplina com relação às normas que deverão ser

obedecidas, evitando assim possíveis transtornos ao final do período letivo.

Todas as normas e diretrizes abaixo relacionadas foram aprovadas em reuniões

do Colegiado do Curso de Engenharia Civil realizadas em 08 de novembro de 2011 e

em 16 de fevereiro de 2012.

Todos os trabalhos de Monografia deverão ser individuais. Um dos requisitos para a

aprovação na referida disciplina é a comprovação, por meio de assinaturas em fichas

elaboradas para este fim, da presença do aluno a no mínimo 10 (dez) encontros com o

seu professor orientador. Caberá ao professor orientador julgar o trabalho apto ou não

para apresentação a uma Banca Examinadora.

O aluno só estará devidamente qualificado para a apresentação oral da


monografia se o seu trabalho escrito for entregue dentro do prazo estabelecido. A não
observância dos prazos estabelecidos ou a não aceitação da qualidade do trabalho por
parte do seu orientador irá implicar na imediata reprovação do aluno.Todas as
monografias entregues serão examinadas junto a bancos de dados e serão submetidas
a softwares encarregados de verificação de plágio

3.8 Avaliação do ensino aprendizagem

Em 2013, a UNISUAM como parte de seu plano de modernização pedagógica,


discutiu exaustivamente o tema avaliação, inclusive com participação de grandes
pesquisadores da área nos dois simpósios docentes ocorridos. Este movimento
culminou no novo Regulamento Institucional de Avaliação, fruto de uma construção
coletiva de professores, alunos, gestores, publicado sob a norma 001/2014, revogando
a portaria interna relativa ao tema datada de 2006. Assim, o projeto pedagógico do

35
curso de bacharelado em Engenharia Mecânica orienta uma avaliação sob diversos
aspectos. Ressalta-se que a avaliação não deve corresponder apenas a um processo
quantitativo, tendo em vista que cada ser humano possui diferentes formas de
construção do conhecimento. Desta forma, as competências e habilidades que o aluno
deve adquirir durante o curso estão intrínsecas ao conjunto de disciplinas presentes na
estrutura curricular. Naturalmente a avaliação de desempenho ocorre por disciplina.
Neste caso consideram-se dois fatores: frequência e rendimento escolar, que é aferido
de forma distinta em cada disciplina, a partir dos seus objetivos e especificidades. A
frequência às aulas e às demais atividades escolares é obrigatória, sendo vedada a
justificativa de faltas, salvo as exceções previstas na legislação vigente. O aluno que
não obtiver, no mínimo, 75% de frequência às aulas e às demais atividades escolares
programadas será considerado reprovado na disciplina.
O rendimento escolar é apurado mediante execução de diferentes formas de
verificação de aprendizagem, contínuas ou pontuais, previstas nos planos de ensino
das disciplinas, respeitando o calendário acadêmico e o Regulamento Institucional de
Avaliação. A escolha do método avaliativo apropriado fica sob a responsabilidade do
docente, ratificado pela coordenação de curso. A apuração será feita,
obrigatoriamente, em número mínimo de duas avaliações e no máximo de três
avaliações por período letivo, traduzidas em notas ou resultado final.

Avaliação

O aluno será avaliado, oficialmente, nas seguintes etapas:


a) 1ª Avaliação (A1) = primeira avaliação parcial, que vale de 0 a 10 (zero a dez)
pontos, com aproximação até a primeira casa decimal, não sendo permitido
arredondamento.
b) 2ª Avaliação (A2) = segunda avaliação parcial, que vale de 0 a 10 (zero a dez)
pontos, com aproximação até a primeira casa decimal, não sendo permitido
arredondamento.
c) 3ª Avaliação (A3) = terceira avaliação parcial, que vale de 0 a 10 (zero a dez)
pontos, com aproximação até a primeira casa decimal, não sendo permitido
arredondamento.

36
Observação: Em casos específicos será adotado conceito ou resultado final (aprovado
ou reprovado).

Aprovação por Média Aritmética

O aluno que obtiver média aritmética em duas das três avaliações igual ou
maior que 6,0 (desprezando a menor nota) será aprovado.

Exemplo 1: A1 = 4,0 A2 = 8,0. Neste caso, a média aritmética é 6,0 e o aluno está
aprovado.
Exemplo 2: A1 = 3,0 A2 = 7,0 A3 = 8,0. Assim, a média aritmética é 7,5 (desprezando a
menor nota: 3,0) e o aluno está aprovado.
Observação: mesmo aprovado por média nas duas primeiras avaliações, o aluno
poderá, caso queira, realizar a terceira avaliação para tentar melhorar a sua média.
Exemplo 3: A1 = 2,0 A2 = 5,0 A3 = 7,0. Então, a média aritmética é 6,0 (desprezando a
menor nota: 2,0) e o aluno está aprovado.
Nos exemplos acima, a média será considerada como grau final.

Grau Final

Constitui a média aritmética apurada entre as duas maiores notas das três
avaliações existentes.

Vista de Avaliação

Ocorre em data marcada pelo professor para discutir os resultados da avaliação


(A1, A2 ou A3). A ausência do aluno na vista de avaliação implica na perda do direito
de questionamento do grau.

Revisão de Avaliação

37
O aluno poderá requerer revisão de avaliação ou recorrer da nota que lhe for
atribuída perante o coordenador de curso, no prazo legal e conforme regulamentação
específica aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).
Toda a normatização do procedimento avaliativo descrito acima está
disponibilizada no “Ambiente do Aluno” e no Manual do Aluno, disponível on-line ou
impresso na Biblioteca e Secretaria Geral da UNISUAM.

3.9 Políticas de Apoio ao processo ensino aprendizagem

Apoiado na política institucional de apoio ao discente o Napp (Núcleo de Apoio


Psicopedagógico), tem desenvolvido trabalhos específicos, entre eles, com as
disciplinas consideradas de maior dificuldade, para que nesse acompanhamento
possamos identificar condições efetivas de melhoria na construção do conhecimento
(iniciando neste semestre) com a disciplina de leitura interpretação e produção de
textos, que por meio de ações didáticas com oficinas de aprendizagem, possibilita
apoio nas questões de organização dos estudos e da própria aprendizagem.

Cabe se citar, por exemplo, o projeto “Aprendendo a Aprender”, que se desdobra em


quatro oficinas específicas, disponibilizadas em parceria com os docentes dos cursos:
“Como me preparar para as aulas e para as avaliações”, “Administração do Tempo”,
“Como aproveitar com eficiência os estudos – Mapa Conceitual” e “Apresentações
Orais”, com acompanhamento e avaliação. Além disso, podemos mencionar o “Projeto
de Nivelamento”, que busca resgatar e/ou suprir as lacunas deixadas pela formação
anterior, com o revisitar de conteúdos importantes e necessários ao acompanhamento
dos conhecimentos no Ensino Superior. O “Programa de Monitoria”, institucionalizado
e com o envolvimento de todos os cursos, conta com estudantes que, após processo
seletivo apresentado em Edital interno, exercitam à docência entre aqueles que têm
maior dificuldade de aprendizagem nas disciplinas específicas distribuídas entre os
cursos de Graduação.

Desse modo, os monitores são acompanhados por seus professores e, semanalmente,


realizam encontros presenciais; assim como podem utilizar uma ferramenta
tecnológica que contribui para a complementação desses conhecimentos (Khan

38
Academy na forma de aprendizagem automatizada pelo uso das ferramentas virtuais
como exercícios, vídeos instrucionais e conteúdos específicos).

No campo da inclusão social, cada vez mais a UNISUAM vem desenvolvendo


programas e ações que promovam o pertencimento, a identificação e, principalmente,
a construção do conhecimento no contexto da autonomia do estudante.

Para atendimento aos alunos surdos, a UNISUAM disponibiliza intérpretes de Libras


que são acompanhados por uma Psicopedagoga, responsável pelo Programa. Em
relação aos autistas, foi desenvolvida uma cartilha, e atualmente o NAPP acompanha
os alunos com este diagnóstico.

Além disso, para os estudantes com mobilidade reduzida, existem ações institucionais
para adaptações necessárias ao pleno acesso dos alunos. Se uma das finalidades da
Universidade é fornecer à sociedade um capital intelectual apto ao exercício
profissional, deve ter ela feedback quanto à qualidade desses profissionais que vem
formando, não somente no que diz respeito à formação técnica, mas também em
relação aos aspectos atitudinais desses profissionais.

A seriedade dessa proposta de igualdade de direitos se constitui num desafio para as


instituições escolares, pelo menos para aquelas que desejam não apenas construir um
belo plano de trabalho com sugestivas ideias, mas, também, implantá-lo e
implementá-lo trabalhando com seriedade o Direito de ter Direito, em que todos
possam vivenciar um cotidiano respaldado no respeito, conforme estabelecido na
Declaração Universal dos Direitos do Homem. “Todos são iguais perante a lei e, sem
distinção, têm direito a igual proteção da lei.” A UNISUAM considera que trabalhar a
questão da inclusão é vivenciar novos paradigmas e desafios como processo que
implica em movimentos internos que exigem muitas reflexões e mudanças de atitudes,
uma vez que o mundo inclusivo deve ser percebido como um mundo no qual todos
têm acesso às oportunidades de “ser” e “estar” na sociedade de forma participativa,
permeados pelas relações de acesso, oportunidades e respeitadas as características
individuais.

Portanto, reafirmamos que nossa Instituição percebe a inclusão como um processo


que facilita a remoção das barreiras que sustentam qualquer tipo de exclusão,
fomentando mudanças no paradigma quando permite assegurar a presença de
39
pessoas com necessidades educacionais especiais em sala de aula, e quando
necessário acompanhado por um profissional.

A seguir, encontram-se descritas as principais estratégias de apoio ao discente


desenvolvidas pelo Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAPP):

a) apoio pedagógico quanto às estratégias de ensino;


b) oferecer subsídios para identificação de variáveis que dificultam a
aprendizagem;
c) oferecer respaldo psicopedagógico para identificação e solução dos fatos que
ocorrem na sala de aula;
d) participar de projetos interdisciplinares;
e) instrumentalizar os professores para as diferentes estratégias de ensino;
f) elaborar oficinas para vivências de novas formas de aprender (Projeto
Aprender a Aprender);
g) implementar grupos de estudos em parceria com os coordenadores de curso;
h) incentivar a participação dos alunos em seminários, palestras, congressos
etc.; e
i) estabelecer parcerias com as coordenações de curso na busca de soluções
quanto às variáveis que possam dificultar o processo de ensino-aprendizagem.

Pessoas com Necessidades Especiais

A UNSUAM provê suporte às pessoas com necessidades especiais por meio do


apoio do NAPP, além da disponibilização de Intérprete de LIBRAS para todos os alunos
surdos. Para os alunos deficientes visuais a UNISUAM desenvolveu o Programa Colega
Legal, que provê soluções tecnológicas para o suporte aos alunos com deficiência
visual. Este Programa já foi inclusive premiado frente aos resultados conseguidos para
o desenvolvimento universitário do deficiente visual. Além destes casos, o NAPP
também acompanha os alunos com distúrbios do aprendizado identificando suas
causas e orientando e encaminhando as propostas de soluções e intervenções.

40
Programas de Nivelamento

A UNISUAM oferece ao seu corpo discente cursos de Nivelamento em Língua


Portuguesa e Matemática. O objetivo desse programa é recuperar e/ou suprir o déficit
de conteúdo do Ensino Médio trazido pelo corpo discente nessas áreas, facilitando o
caminho do aluno no ensino superior. Estas medidas melhoram o desempenho do
aluno e reduzem a evasão escolar. Os nivelamentos de Língua Portuguesa e
Matemática foram implementados no segundo semestre de 2003 e vêm sendo
reeditados a cada semestre. A proposta traz a oportunidade de maior integração e
rendimento para aqueles com dificuldades na formação básica.

Monitoria

O programa Institucional de monitorias ou iniciação à docência possibilita o


cumprimento de dois objetivos importantes: o primeiro é o desenvolvimento do aluno-
monitor, o segundo e não menos importante é a assistência aos alunos em disciplinas-
chave do curso, em que a complexidade do conteúdo pode ser um fator dificultador no
caminho do aluno rumo à sua formação. Desta forma, o curso de Engenharia
Mecânica, por ainda se encontrar nos seus primeiros períodos, que compreendem o
Ciclo Básico de Ensino das Engenharias na UNISUAM, as monitorias existentes
correspondem apenas às disciplinas comuns aos outros cursos de engenharia.
O Programa Institucional de Monitorias é regido por edital próprio, em que os
alunos que concluíram a disciplina pretendida com bons conceitos são submetidos a
processo seletivo interno. Os aprovados neste processo atuam sob a supervisão do
professor orientador de monitoria, objetivando assistir aos alunos e ao professor em
sala de aula, contribuindo assim para um melhor desenvolvimento da disciplina.

4 DOCENTE E TUTORIAL ACADÊMICO

4.1 Coordenação

41
Coordenador do Curso

Professor Jorge Audrin Morgado de Gois.

Titulação e Formação

• Graduação: Engenharia Mecânica e de Armamento. Instituto Militar de


Engenharia (IME), 1995;
• Mestrado: Engenharia Mecânica – Modelo de Suspensão Ativa
utilizando Transformadores Cinemáticos, Programa de Pós-Graduação
em Engenharia Mecânica, Instituto Militar de Engenharia (IME), 2000;
• Doutorado: Mecatrônica – Sensor-based Collision Avoidance System for
the Walking Machine ALDURO, Universität Duisburg-Essen, Alemanha,
2005.

Atribuições do Coordenador

a) cumprir e fazer cumprir as atribuições previstas no Regimento do Centro


Universitário Augusto Motta;
b) convocar e presidir as reuniões do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do
curso, registrando em ata específica as decisões e seguimentos;
c) convocar e presidir reunião semestral para revisão do projeto pedagógico;
d) convocar e presidir reunião com os docentes antes do início e ao final de
cada período letivo, para revisão dos conteúdos programáticos, cronograma de
aulas e outras ações que direcionem à melhoria da qualidade de ensino;
e) acompanhar e fazer cumprir a execução do calendário escolar;
f) acompanhar e fiscalizar sistematicamente o cumprimento dos planos de
ensino de cada disciplina, por meio dos diários de classe, reuniões com
professores e representantes de turmas;
g) fiscalizar as metodologias de ensino e de avaliação do processo de ensino-
aprendizagem, conforme plano aprovado previamente;

42
h) fiscalizar e exigir o cumprimento dos calendários das provas, datas de
lançamentos de graus e trabalhos exigidos aos discentes em cada semestre;
i) julgar processos de isenção e equivalência de disciplinas, assim como atender
e orientar os discentes no processo de registro acadêmico do curso;
j) acompanhar o acervo bibliográfico indicado para cada disciplina, inclusive sua
disponibilidade na Biblioteca;
k) coordenar, sistematizar e encaminhar as listas de aquisições do acervo
bibliográfico;
l) estimular trabalhos complementares do curso, como:
• palestras, seminários, congressos/cursos dentro e fora da Instituição,
ciclos de debates etc.;
• pesquisas e/ou iniciação científica/extensão universitária, tanto para os
discentes como para os docentes;
• oferta de disciplinas não previstas no curso, como estímulo à ampliação
dos conhecimentos em áreas correlatas ou de interesse para a
profissão; e
• criação e oferta de cursos de pós-graduação como estímulo à educação
continuada.
m) gerenciar o controle da frequência dos docentes e discentes:
• negociar antecipadamente com o docente a reposição de suas faltas;
• manter um “banco de aulas emergenciais" para eventuais faltas de
docentes, quando possível;
• controlar, por meio de relatórios gerados pelo sistema acadêmico, a
frequência dos discentes (evasão, trancamentos, transferências e
cancelamentos);
• verificar liberalidades excessivas de docentes; e
• acompanhar o desempenho escolar dos discentes: aproveitamento,
participação em trabalhos, atividades extracurriculares.
n) gerenciar o programa de monitoria do curso;
o) gerenciar as atividades de estágio do curso;
p) contribuir para a qualificação do corpo docente;
q) representar interna e externamente o curso que coordena; e

43
r) desempenhar outras atividades correlatas que lhe sejam atribuídas.

Carga horária disponível para a função

A carga horária do coordenador do curso é de 20 horas/semanais, sendo em


regime de trabalho integral.

Experiência profissional, acadêmica e administrativa anterior ao cargo

Trabalhou no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército Brasileiro


(IPD), de 1995 a 1996, no desenvolvimento de sistemas balísticos de longo alcance.
É professor do Instituto Militar de Engenharia desde 2000, lecionando diversas
disciplinas no Curso de Graduação em Engenharia Mecânica e, a partir de 2006, passou
a integrar o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica daquele Instituto.
Ao longo dos últimos 15 anos respondeu diversas vezes por diferentes funções na
Seção de Engenharia Mecânica e de Materiais do IME, como Coordenador de Estágios,
Coordenador de Pós-Graduação, Coordenador de Graduação e Chefe da mesma Seção.
A partir de 2006 passou a integrar o corpo docente e o NDE do Curso de
Engenharia de Produção da Universidade Gama Filho. A partir de 2013 passou a
exercer cumulativamente a função do Mestrado Profissional em Gestão do Trabalho
para a Qualidade do Ambiente Construído da UGF, até o fechamento desta em 2014.
Tem experiência na área de Dinâmica, Controle e Mecatrônica, com ênfase na
área de robótica avançada, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica de
sistemas multi-corpos, lógica nebulosa, controle de sistemas mecânicos, resultando
em diversos trabalhos científicos, além de duas orientações de doutorado e doze de
mestrado.

4.2 NDE e Colegiado

Atendendo às recomendações da Resolução CONAES N° 1, de 17/06/2010, o


NDE do curso de Engenharia Mecânica é formado por cinco membros, tal como
indicado a seguir:

44
• Jorge Audrin Morgado de Gois, Dr.-Ing. (coordenador, 20h)
• Antônio Luís dos Santos Lima, D.Sc. (20h)
• Everton Rangel Bispo, D.Sc. (40h)
• Geraldo Motta Azevedo Júnior, D.Sc. (40h)
• José Cláudio de Souza Lima, M.Sc. (20h)

O NDE da UNISUAM possui normatização de funcionamento própria (Regulamento


Acadêmico 07/2010), descrita abaixo:

Art. 1º - Todos os cursos de graduação deverão ter um Núcleo Docente


Estruturante (NDE), para atuar no processo de concepção, consolidação e contínua
atualização do projeto pedagógico do curso.
Art. 2º - O NDE deve ser constituído pelo coordenador e por membros do corpo
docente do curso, que exerçam liderança acadêmica no seu âmbito, percebida na
produção de conhecimentos na área, no desenvolvimento do ensino e em projetos
de extensão relacionados ao curso.
Art. 3º - São atribuições do Núcleo Docente Estruturante, entre outras:
I – contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;
II – zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;
III – indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e
extensão, oriundas de necessidade da graduação, de exigências do mercado de
trabalho e afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do
curso;
IV – zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para o respectivo
curso.
Art. 4º - Critérios mínimos de constituição do NDE:
I – ser constituído por cinco professores pertencentes ao corpo docente do curso;
II – ter pelo menos 60% de seus membros com titulação acadêmica obtida em
programas de pós-graduação stricto sensu;

45
III – ter todos os membros em regime de trabalho de tempo parcial ou integral,
sendo pelo menos 20% em tempo integral.
Art. 5º - Mudanças no NDE podem acontecer até o limite de 50% dos integrantes
por ano, visando assegurar a continuidade no processo de acompanhamento do
curso.
Art. 6º - O NDE de cada curso deverá se reunir pelo menos duas vezes por semestre
letivo, sendo obrigatória a elaboração de ata em livro próprio, assinada pelos
membros presentes.
Art. 7º - No caso de ausência de algum membro à reunião, deverá ser consignada
na ata a justificativa de sua falta, bem como será responsabilidade do coordenador
do curso o repasse do conteúdo discutido e/ou deliberado ao membro não
presente.

O Colegiado de Curso é um órgão consultivo de cada curso para os assuntos de


política de ensino, pesquisa e extensão em conformidade com as diretrizes da
Instituição. É formado pelos seguintes membros, e está de acordo com o Regulamento
Acadêmico 06/2010, descrito a seguir:

• Jorge Audrin Morgado de Gois, Dr.-Ing. (coordenador, 20h)


• Antônio Luís dos Santos Lima, D.Sc. (20h)
• Everton Rangel Bispo, D.Sc. (40h)
• Geraldo Motta Azevedo Júnior, D.Sc. (40h)
• José Cláudio de Souza Lima, M.Sc. (20h)
• Valmir de Mattos, discente
• Luana Cristine Gomes Pinto, discente

O Colegiado é normatizado na UNISUAM através do Regulamento Acadêmico,


conforme descrito abaixo:

Art. 1º - Todos os cursos de graduação deverão ter um Colegiado de curso, para


atuar no seu processo de gestão, principalmente no processo decisório das
questões relevantes para o desempenho do curso.

46
Art. 2º - O Colegiado deve ser constituído por membros do corpo docente e
discente do curso que se destaquem por sua liderança dentro dos seus segmentos
e presidido pelo coordenador do curso.
Art. 3º - São atribuições do Colegiado de curso, entre outras:
I – analisar e aprovar propostas oriundas do NDE do curso;
II – respeitadas as normas institucionais, propor e aprovar regras de
funcionamento do curso;
III – Propor medidas de melhoria para funcionamento do curso;
IV – Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para o respectivo
curso.
Art. 4º - Critérios mínimos de constituição do Colegiado:
I – Ser constituído por um mínimo de 4 professores pertencentes ao corpo docente
do curso, de preferência representando eixos diferentes de conhecimento
constante do currículo do curso;
II – ser constituído por no mínimo 2 discentes, sendo um de período até a metade
dos períodos já disponíveis no curso e o outro de período posterior à metade dos
períodos disponíveis;
III – Ser constituído por todos os coordenadores geral e adjuntos que atuem no
curso, independente da representação docente.
Art. 5º - Mudanças no Colegiado podem acontecer até o limite de 50% dos
integrantes por ano, visando assegurar a continuidade no processo de
acompanhamento do curso. Porém, no caso de desligamento de qualquer
integrante da Instituição, este deve ser imediatamente substituído por
representante da mesma categoria.
Art. 6º - O Colegiado do curso deverá se reunir pelo menos duas vezes por
semestre, sendo obrigatória a elaboração de ata em livro próprio, assinada pelos
membros presentes.
Art. 7º - No caso de ausência de algum membro à reunião, deverá ser consignada
na ata a justificativa de sua falta, bem como será responsabilidade do coordenador
do curso o repasse do conteúdo discutido e/ou deliberado ao membro não
presente.

47
4.3 Corpo Docente

Por encontrar-se no seu segundo ano de funcionamento, as turmas do Curso de


Engenharia Mecânica da UNISUAM encontram-se ainda no Ciclo Básico das
Engenharias, onde o corpo docente é comum aos vários cursos de engenharia da IES.
Este corpo docente é composto por profissionais em sua grande maioria com titulação
obtida em programas de pós-graduação stricto sensu.

4.4 Integralização Curricular

As constantes evoluções tecnológicas, que têm transformado as diferentes áreas


da Engenharia, vêm desafiando as Instituições de Ensino Superior sobre a formação
dos profissionais necessários ao mercado atual. As novas tecnologias apresentam
outras formas de produção de bens e serviços e vêm também provocando mudanças
nos perfis profissionais.
Tal desafio, em nível institucional, deve passar por uma reformulação de conceitos
que vêm sendo aplicados durante anos e que muitos julgam ainda hoje eficientes.
Somam-se a este desafio propostas calcadas na evolução moral e em novas metas
almejadas pelo homem contemporâneo para a construção plena de sua cidadania. O
próprio conceito de qualificação profissional vem se alterando, com a presença cada
vez maior de componentes associados às capacidades de coordenar informações,
interagir com pessoas e interpretar de maneira dinâmica a realidade. Não se adequar a
esse cenário procurando formar profissionais com tal perfil significa atraso no processo
do desenvolvimento.
Diante deste contexto, a fundamentação teórico-metodológica do curso de
Engenharia Mecânica reflete a efetivação da intencionalidade do Centro Universitário
Augusto Motta (UNISUAM), que é a formação do cidadão participativo, responsável,
compromissado, crítico e criativo, de acordo com a Missão Institucional.
Os projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UNISUAM buscam, com
respaldo na Política Pedagógica Institucional, na LDB e nas Diretrizes curriculares dos
cursos de Engenharia, promover a transformação dos espaços de aprendizagem não
apenas a partir de uma perspectiva administrativa, ou até mesmo mercantilista, mas à

48
luz do paradigma da prática reflexiva, crítica e investigativa, que é base da tríade
ensino, pesquisa e extensão.

Cientes da responsabilidade cada vez maior a que se propõem os cursos de


graduação, os projetos pedagógicos dos cursos da UNISUAM encontram-se em
permanente aperfeiçoamento, oriundo de discussões contínuas da realidade, sempre
levando em consideração a explicação das causas dos problemas e das situações nas
quais tais problemas aparecem.
Exatamente por isso, qualquer mudança significativa nos ambientes de
aprendizagem requer planejamento estratégico, num processo continuado em que a
organização define sua missão, objetivos e metas, selecionando as estratégias e meios
para atingi-los (PDI/UNISUAM).
Considerando as mudanças ocorridas nas últimas décadas nas sociedades, o
perfil do aluno da UNISUAM e, consequentemente, os desafios apresentados às
Instituições de Ensino Superior (IES), que apontam para mudanças na gestão,
sobretudo no que diz respeito à reestruturação dos espaços pedagógicos, enfatiza-se a
importância da educação na formação do cidadão/profissional para viver nesse novo
contexto em transformação.
Não podemos esquecer que as IES são espaços privilegiados, onde se trabalha
com o conhecimento científico, que tradicionalmente é transmitido aos educandos.
Cabe à universidade a missão de, junto ao corpo acadêmico, repensar as relações
humanas, as novas descobertas e teorias sobre o processo cognitivo e a percepção da
grande mudança paradigmática pela qual estamos passando.
O comportamento pedagógico deve estar voltado para a compreensão da
realidade, conforme os paradigmas emergentes da sociedade atual, considerando o
retrato da comunidade do entorno e o perfil do nosso aluno, ou seja, uma visão
holística de todo o processo.
Assim, o projeto pedagógico do curso de Engenharia Mecânica tem como base
política os princípios definidos no PPI da UNISUAM (Projeto Pedagógico Institucional):

a) igualdade de condições para o acesso e permanência;


b) indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão;

49
c) interdisciplinaridade como princípio didático;
d) flexibilidade na estrutura curricular;
e) respeito ao pluralismo de ideias;
f) gestão democrática da educação;
g) resgate da cidadania, da dignidade e dos valores sociais da ética;
h) compromisso com o indivíduo, com a sociedade e com o caráter humanístico;
i) valorização das demandas sociais das comunidades interna e externa (visão
extensionista);
j) compromisso com ações que gerem desenvolvimento local;
k) valorização do profissional da educação;
l) garantia de padrão de qualidade;
m) avaliação continuada e cumulativa; e
n) valorização da experiência extraescolar.

Primando assim pela excelência no ensino, pesquisa e extensão, traduzindo a


missão institucional e articulando com a especificidade de cada área de conhecimento,
o projeto pedagógico do curso de Engenharia Mecânica da UNISUAM define a
identidade formativa e os valores referenciais para as ações institucionais e práticas
acadêmicas.

4.5 Pesquisa, Pós graduação e Extensão

A pesquisa é uma atividade indissociável do ensino, devendo ser estimulada a


aplicação de seus resultados à extensão, com vistas a orientar o desenvolvimento
institucional para o enfrentamento das questões sociais e não para um academicismo
acrítico. Na UNISUAM ela visa, acima de tudo, a produção do conhecimento científico
socialmente necessário, o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica e a
formação de alunos imbuídos de valores éticos que, com competência técnica, possam
atuar no seu contexto social e estejam aptos a continuarem seus estudos em
programas de pós-graduação stricto sensu.

50
Além disso, a atividade de pesquisa deve ser a expressão do modo como a
nossa comunidade acadêmica concebe o seu trabalho, em função do contexto mais
amplo no qual se insere, de maneira particular, e no qual estão inseridas as instituições
de ensino superior no Brasil hoje.
A UNISUAM acredita que a formação de seus alunos não pode estar pautada
por uma visão reducionista do mercado, em que o projeto pedagógico tenha que se
acomodar a interesses político-econômicos imediatistas. Acreditando que o mercado é
antes de tudo o campo social de troca e de produção material da existência, estamos
criando estratégias que aprimorem nossa atividade de ensino, por meio da
consolidação da indissociabilidade com a pesquisa e a extensão, contribuindo
decisivamente para a criação das condições básicas para a atuação autônoma e criativa
de nossos egressos, para sua educação continuada e para a participação de nosso
corpo discente e docente nos esforços para o crescimento científico-tecnológico do
país.
Em resumo, a política de pesquisa e iniciação científica da UNISUAM está
baseada, por um lado, na busca da consolidação de uma instituição de ensino superior
socialmente referenciada e reconhecida no cenário local, nacional e internacional, e,
por outro, no estímulo das áreas ou grupos de reconhecida qualificação no meio
acadêmico, que promovam a constante integração entre o ensino, a pesquisa e a
extensão.
São objetivos de médio e longo prazo:
• capacitação docente e discente;
• consolidação da produção docente e discente;
• formação e consolidação de grupos de pesquisa;
• intercâmbio com a comunidade científica;
• reconhecimento dos pares e das agências de fomento;
• criação de massa crítica que possibilite a formação de cursos de pós-graduação
lato e stricto sensu; e
• dinamização do ensino e da extensão.

Estratégias de Integração com a Pesquisa

51
• estimular a pesquisa aplicada que contenha relevância social, cultural, artística
ou tecnológica; e
• incentivar programas e projetos que integrem pesquisa extensão que possam
efetivamente contribuir para o desenvolvimento social e humano,
prioritariamente, em nível local.

Implementação da Pesquisa no Curso

A pesquisa é uma associação de professores e alunos com os objetivos de


promoção do conhecimento, realização de pesquisas científicas e produção de textos
científicos. Em sua dinâmica trata de estudar as contribuições científicas fundamentais
para a definição dos campos de interesse do curso de Engenharia Mecânica.

52
5 INFRAESTRUTURA

A UNISUAM tem buscado através do fortalecimento da sua infra-estrutura criar um


ambiente que propicie uma maior produtividade, não só de seus alunos como de seus
professores. A Instituição dispõe de:

• um Sistema de Bibliotecas com salas de estudos individuais e em grupo com


mais de 59.000 títulos, 152.000 exemplares e 1182 títulos de periódicos. Todo o
acervo bibliográfico do curso de Engenharia de Petróleo foi atualizado em
2013;
• 15 laboratórios de informática com 262 máquinas para acesso de alunos e aulas
de disciplinas que utilizam softwares;
• lanchonete;
• materiais para auxílio nas aulas: retroprojetor, projetor multimídia, lousa
eletrônica;
• acesso sem fio à rede Internet;
• laboratórios de informática compatíveis com as demandas do curso;
• salas de aula climatizadas; e
• sala para os professores com mesas de estudo, acesso sem fio à Internet,
escaninhos individuais e computadores disponíveis para estudo e pesquisa.

5.1 Espaço de trabalho para a coordenação

A coordenação do curso de Engenharia Mecânica está localizada no 3º andar do


prédio das coordenações, juntamente a diversas coordenações de outros cursos. Ali
encontra-se uma completa estrutura de suporte a todas as coordenações com salas
individualizadas por curso, com infra-estrutura de TI, bem como suporte de secretaria
por áreas.
Em conjunto com a estrutura de TI, um moderno sistema de gestão acadêmica, o
SAGA, permite que o coordenador tenha a qualquer instante todas as informações
necessárias sobre seu curso e sobre cada aluno à mão.

53
Além disso, as salas de coordenadores permitem o atendimento individual a aluno
resguardando sua privacidade, permitindo liberdade para tratar dos diversos casos.

5.2 Sala dos professores

A UNISUAM proporciona aos docentes, em 140 m², na Unidade Bonsucesso, um


ambiente climatizado, com boa iluminação natural, grandes mesas de estudo,
possibilidade de acesso à internet por meio de rede sem fio, sala com acesso à
internet, sala de reunião, sala de estar com confortáveis sofás e TV a cabo, escaninhos
individuais e apoio constante dos funcionários.
O posicionamento desta sala foi estrategicamente escolhido, proporcionando fácil
acesso às salas de aula, como também às coordenações de curso.

5.3 Salas de aula

A maior parte dos blocos possui acesso por rampa, o que facilita o deslocamento
de alunos com necessidades especiais. Ressalta-se que há na Instituição a experiência
de um aluno com deficiência auditiva acompanhado por um intérprete de LIBRAS.
Além disso, a instituição possui o Programa Colega Legal, no qual alunos prestam
suporte tecnológico aos discentes da Instituição que possuem limitações visuais.
Além disso, boa parte das salas de aula já se encontra provida de aparelhos de ar
condicionado, além de se buscar em cada uma, quantitativos de alunos compatíveis
com o tipo de conteúdo ali lecionado, de modo a propiciar o maior aproveitamento
das aulas. Neste sentido, há salas voltadas para disciplinas de projeto, que possuem
um lay-out diferenciado, restringindo o número de alunos por turma. Da mesma
forma, há salas específicas para aulas de Desenho Técnico, providas de mesa tipo
prancheta, possuindo também quantitativos máximos de alunos diferenciados.

Laboratórios especializados

54
As aulas práticas e expositivas do Curso de Engenharia Mecânica, realizadas nos
laboratórios, apoiam o desenvolvimento do aprendizado e de habilidades, permitindo
ao aluno estimular a concentração, a reflexão, a avaliação crítica e a colaboração.
Atualmente a IES disponibiliza sete laboratórios de uso comum, havendo o
planejamento de instalação de mais seis laboratórios em prováveis parcerias com
empresas. São os laboratórios já disponibilizados:

• Laboratório de Informática: com o software AutoCad instalado, utilizado na


disciplina de Desenho de Máquinas;
• Laboratório de Química I: utilizado nas disciplinas de Laboratório de Química;
• Laboratório de Física: utilizado nas disciplinas de Física I e Física II;
• Laboratório de Eletricidade: utilizado na disciplina de Eletrônica Básica;
• Laboratório de Fluidodinâmica Computacional: utilizado na disciplina de
Transferência de Calor e Massa e na disciplina de Mecânica dos Fluidos;
• Laboratório de Cálculo Numérico Aplicado: utilizado para programação em
Matlab;
• Laboratório de Mecânica dos Fluidos: utilizado na disciplina de Transferência de
Calor e Massa e na disciplina de Mecânica dos Fluidos.

5.4 Biblioteca e acervo

A Biblioteca Central Professor Augusto Motta visa oferecer informação nos


mais variados suportes à comunidade acadêmica, participando do processo ensino-
aprendizagem, ou seja, no apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão e
atender à comunidade externa, visando à democratização da informação e da cultura.
Localizada na Unidade Bonsucesso do Centro Universitário Augusto Motta, na
unidade F, em uma área de 1.461,05 m², encontra-se distribuída em sala de referência,
sala de estudo livre, sala de periódicos, 2 salas de vídeo, 7 salas de estudo em grupo,
10 cabines de estudo individual, sala de processamento técnico e armazém de livros.
Desde 2010, a UNISUAM assina a base de dados PROQUEST, que conta com
diversos periódicos, permitindo o acesso, via “ambiente do aluno” e “ambiente do
professor” a textos completos da área.

55
Em 2012, fruto do desempenho dos programas de pós-graduação scricto sensu,
a UNISUAM passou a ter acesso à base ampliada (base exclusiva para IES com
programas scrito sensu com boa produção trienal) do portal periódicos CAPES, onde os
alunos e professores, nos seus respectivos ambientes ou na página da biblioteca,
acessam estas bases.
A biblioteca está totalmente informatizada, pelo sistema SAGA (Sistema
Automatizado de Gestão Acadêmica) e, para atender às pesquisas e estudos dos
alunos e professores dos cursos de graduação e pós-graduação a Biblioteca possui
convênios firmados com a BIREME e COMUT. Participa também do Compartilhamento
de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro.
Serviços:
• empréstimo domiciliar;
• consulta local à comunidade acadêmica e comunidade externa;
• busca bibliográfica: pesquisa e levantamento bibliográfico; e
• orientação técnica sobre normalização de trabalhos técnicos.
Recursos Humanos:
É composto por 3 bibliotecárias, 20 auxiliares, e 2 serventes, distribuídos em
dois turnos: manhã/tarde, tarde/noite.
Horário:
De Segunda a sexta das 8h às 22h, e Sábado das 8h às 16h.

56
6 AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO CURSO

6.1 Avaliação do Projeto Pedagógico

A avaliação deste Projeto Pedagógico ocorre por meio da permanente análise de,
pelo menos, os seguintes itens:
• cumprimento dos objetivos;
• perfil do egresso;
• estrutura curricular;
• perfil do curso; e
• corpos docente e discente.

6.2 Integralização da Autoavaliação Institucional

Anualmente, o Centro Universitário Augusto Motta realiza o processo de


autoavaliação institucional, envolvendo coordenadores, colaboradores de diferentes
departamentos, docentes e discentes, objetivando o aperfeiçoamento dos aspectos
positivos e a adoção de ações que apontem para a superação de aspectos negativos
identificados.
A partir da análise e divulgação dos dados coletados pela Assessoria de Avaliação
Institucional, gestores e docentes recebem essas informações e procedem a uma
autoavaliação do curso. O resultado desse trabalho se transforma em uma ferramenta
significativa para a tomada de decisões que apontem para melhorias na qualidade do
Curso.
Um item que merece atenção especial no instrumento de Avaliação
Institucional é o “Perfil do Vestibulando” que ingressa efetivamente nas unidades da
instituição. Desse trabalho, procura-se analisar alguns tópicos que apresentam dados
importantes e trazem informações essenciais para o trabalho desenvolvido nos
períodos iniciais, tais como: o desempenho desse aluno no Ensino Fundamental e
Médio, suas expectativas em relação ao Ensino Superior, interesse pela leitura,
práticas de vida cultural, dentre outras.

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A análise deste perfil trará informações importantes, apontando as principais
necessidades e dificuldades serem abordadas, primeiramente nos cursos de
Nivelamento, e em seguida, na sala de aula com os professores das disciplinas de 1º
período.
No que tange ao conhecimento da Matemática e da Língua Portuguesa, o
resultado da pesquisa confirma a importância da aplicação do Núcleo de Disciplinas
Básicas, bem como dos Projetos de Nivelamentos existentes na UNISUAM e apresenta
ainda as causas do despreparo desse aluno ao ingressar no ambiente acadêmico.

6.3 Perspectivas do Curso

Com apenas um ano de funcionamento, o Curso de Engenharia Mecânica da


UNISUAM tem apresentado considerável crescimento, devido à grande demanda.
Espera-se com isso uma consolidação do mesmo, possibilitando sua melhoria
continuada através do aperfeiçoamento de seus instrumentos pedagógicos.
Pretende-se aumentar significativamente a participação do curso no Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação Científica da UNISUAM (PIBIC) e em programas de
bolsas das agências públicas de fomento da Fundação Carlos Chagas de Amparo à
Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de incentivos aos
docentes.
Como principais metas, tem sido buscado para o curso:
• o estímulo à produção de artigos científicos em revistas indexadas nacionais e
internacionais;
• o desenvolvimento do caráter empreendedor e inovador no egresso do curso a
partir de novas metodologias de ensino mais integradoras e da aproximação de
empresas;
• a revisão e atualização curricular;
• a realização de convênios com grandes institutos e instituições de ensino
superior;
• oferta de cursos de extensão na área.

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