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CENTRAIS DE BOMBAGEM DE ÁGUA 
CONTRA INCÊNDIO
NECESSIDADE E REQUISITOS
JOSÉ SOBRAL

SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”
SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

AGENDA

INTRODUÇÃO
CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO DE ÁGUA
CONFIGURAÇÕES DAS CENTRAIS
TIPOLOGIA DE BOMBAS
NORMA CEPREVEN
NORMA NFPA
INSPECÇÃO, TESTE E MANUTENÇÃO
CONCLUSÕES

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

OBJECTIVO

ABORDAR A NECESSIDADE E A IMPORTÂNCIA DA EXISTÊNCIA DE


CENTRAIS DE BOMBAGEM DE ÁGUA CONTRA INCÊNDIO, TIPOLOGIAS
CONSTRUTIVAS, SUA OPERAÇÃO E CUIDADOS DE MANUTENÇÃO.

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INTRODUÇÃO

OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS SÃO ACTIVOS


FUNDAMENTAIS PARA ASSEGURAR UMA PREVENÇÃO E PROTECÇÃO
ADEQUADAS, COM O OBJECTIVO DE EVITAR, CONTROLAR OU MINIMIZAR
A PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DE ACONTECIMENTOS INDESEJÁVEIS
OU OS EFEITOS DAS SUAS CONSEQUÊNCIAS.

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A EXISTÊNCIA DE EQUIPAMENTOS, QUER SEJAM AUTOMÁTICOS OU


MANUAIS, INSTALADOS EM EDIFÍCIOS COM A FUNÇÃO DE PROTEGER E
LIMITAR UM POSSÍVEL INCÊNDIO DESIGNA‐SE POR SEGURANÇA ACTIVA.

FORNECEM UM MEIO DE DETECÇÃO


PRECOCE OU UM MEIO DE PRIMEIRA
INTERVENÇÃO.
IMPORTANTE NO ATAQUE INICIAL AO
INCÊNDIO, MANTENDO A SITUAÇÃO
CONTROLADA ATÉ À CHEGADA DOS
BOMBEIROS.
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OS PRIMEIROS MINUTOS SÃO 
FUNDAMENTAIS PARA EXTINGUIR 
OU CONTROLAR UM INCÊNDIO

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É NECESSÁRIO ASSEGURAR QUE ESSES ACTIVOS SEJAM INSPECCIONADOS,


TESTADOS E MANTIDOS PERIODICAMENTE AO LONGO DO TEMPO.

RAZÕES PARA A FALHA DOS SISTEMAS:

66% ‐ SISTEMA DESLIGADO / DESACTIVADO


10% ‐ AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO
2% ‐ COMPONENTE DANIFICADO / AVARIADO

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AS CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO OU DE BOMBAGEM DE ÁGUA CONTRA


INCÊNDIOS SÃO NUMA GRANDE MAIORIA DOS CASOS O ÓRGÃO FULCRAL
DE UM SISTEMA DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS.

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CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO DE ÁGUA

EQUIPAMENTO FULCRAL PARA O SUCESSO DE UM SISTEMA DE EXTINÇÃO


DE INCÊNDIOS (MANUAL OU AUTOMÁTICO).

CENTRAL DE BOMBAGEM DE ÁGUA 
CONTRA INCÊNDIOS

CENTRAL SUPRESSORA DE 
INCÊNDIOS

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NECESSIDADE DE INSTALAR UMA CENTRAL DE PRESSURIZAÇÃO DE ÁGUA


PARA O COMBATE A INCÊNDIOS:

• ALTURA DA EDIFICAÇÃO;
• DIMENSÃO DA EDIFICAÇÃO;
• IMPOSIÇÕES LEGAIS/SEGURADORA;
• TIPO DE RISCO.

GARANTIR A PRESSÃO E CAUDAL DE ÁGUA NECESSÁRIOS NOS


DISPOSITIVOS DE COMBATE A INCÊNDIO.

EQUIPAMENTOS FABRICADOS E TESTADOS DE ACORDO COM NORMAS. EM


PORTUGAL INSTALAM‐SE MAIORITARIAMENTE EQUIPAMENTOS FABRICADOS DE
ACORDO COM OS REQUISITOS DA CEPREVEN (ESPANHA), E EM ALGUNS CASOS
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SEGUINDO OUTROS CÓDIGOS (CÓDIGO AMERICANO DA NFPA, EUROPEU, ETC.)
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CEPREVEN – ASOCIACIÓN DE INVESTIGACIÓN PARA LA SEGURIDAD DE VIDAS Y


BIENES – CENTRO NACIONAL DE PREVENCIÓN DE DAÑOS Y PÉRDIDAS ‐ ESPANHA.

NFPA – NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION ‐ EUA.

VdS – VERTRAUEN DURCH SICHERHEIT – ALEMANHA;


BS – BRITISH STANDARD – INGLATERRA;
AS – AUSTRALIAN STANDARD – AUSTRALIA
UNI – ENTE NAZIONALE ITALIANO DI UNIFICAZIONE ‐ ITÁLIA;
CEN – EUROPEAN COMMITTE FOR STANDARDISATION – UNIÃO EUROPEIA;
APSAD – ASSEMBLEE PLENIERE DES SOCIETES D’ASSURANCES DOMMAGES – FRANÇA;
SAC – STANDARDIZATION ADMINISTRATION OF CHINA – CHINA;
NPB – NORMS OF FIRE SAFETY – RÚSSIA;
SABS – SOUTH AFRICAN BUREAU OF STANDARDS – ÁFRICA DO SUL;
SBF – SVENSKA BRANDSKYDS FORENING – SUÉCIA;
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DBI – DANSK BRAND‐OG SIKRINGSTEKNISK INSTITUT ‐ DINAMARCA.
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PODEM SER REALIZADAS VÁRIAS CONFIGURAÇÕES DE CENTRAIS DE


PRESSURIZAÇÃO :
• CONJUNTO COM UMA ÚNICA BOMBA DE INCÊNDIO (ELÉCTRICA OU DIESEL);
• CONJUNTO COM DUAS BOMBAS DE INCÊNDIO (ELÉCTRICA+ELÉCTRICA,
ELÉCTRICA+DIESEL, DIESEL+DIESEL)

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AS BOMBAS PRINCIPAIS PODEM SER DE VÁRIOS TIPOS:


• DE ASPIRAÇÃO AXIAL;
• DE CÂMARA BIPARTIDA;
• IN‐LINE;
• VERTICAIS DE TURBINA;
• MULTICELULARES VERTICAIS.

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ASPIRAÇÃO AXIAL
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CÂMARA BIPARTIDA
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IN‐LINE
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VERTICAIS DE TURBINA
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MULTICELULARES VERTICAIS
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CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO DE ACORDO COM A NORMA CEPREVEN.

EXISTE UMA VARIEDADE 
DE GAMAS DE CAUDAL E 
PRESSÃO QUE PODEM 
SER SELECCIONADAS, DE 
ACORDO COM AS 
NECESSIDADES DE CADA 
PROJECTO.

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AS CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO INCLUEM:


• UMA ELECTROBOMBA AUXILIAR (JOCKEY), NORMALMENTE MULTICELULAR
VERTICAL, PARA REPOR EVENTUAIS FUGAS OU RESTAURAR O NÍVEL DO
DEPÓSITO DE FERRAGEM;
• UMA OU DUAS BOMBAS PRINCIPAIS;
• UM QUADRO ELÉCTRICO POR CADA BOMBA PRINCIPAL;
• DOIS PRESSOSTATOS PARA CADA BOMBA PRINCIPAL;
• DEPÓSITO DE FERRAGEM, SE NECESSÁRIO;
• SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO (VÁLVULA DE SEGURANÇA);
• COLECTOR DE COMPRESSÃO (DESCARGA);
• DEPÓSITOS DE MEMBRANA (BOMBA JOCKEY);
• VÁLVULAS, TUBAGENS E ACESSÓRIOS DE LIGAÇÃO;
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• ESCAPE SILENCIADOR (SE INCLUI MOTOBOMBA DIESEL).
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FUNCIONAMENTO (SIMPLIFICADO):
EM CASO DE FUGAS, A BOMBA AUXILIAR ARRANCA (POR MEIOS PRESSOSTATICOS),
EVITANDO O ARRANQUE DESNECESSÁRIO DA BOMBA PRINCIPAL. QUANDO A
PRESSÃO É REPOSTA A BOMBA PÁRA (POR MEIOS PRESSOSTATICOS).

DEVIDO AO ABAIXAMENTO CONTINUADO DA PRESSÃO DÁ‐SE O ARRANQUE DA


BOMBA PRINCIPAL (POR MEIOS PRESSOSTATICOS). SE HOUVER UMA SEGUNDA
BOMBA PRINCIPAL, FUNCIONA COMO RESERVA DA PRIMEIRA.

OS MOTORES ELÉCTRICOS PODEM FUNCIONAR POR ARRANQUE DIRECTO (P<4 Kw)


OU ARRANQUE ESTRELA‐TRIÂNGULO (P>4 Kw). OS MOTORES DIESEL ARRANCAM
ATRAVÉS DE DUAS BATERIAS (FUNCIONAMENTO ALTERNADO).

AS BOMBAS PRINCIPAIS SÓ PARAM MANUALMENTE ! 22
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TESTES:
AO ABRIR A VÁLVULA DO CIRCUITO DE TESTES SIMULA‐SE O ARRANQUE
DE CADA UMA DAS BOMBAS PRINCIPAIS INDIVIDUALMENTE (SELECTOR
“TEST‐0‐AUT”).

PARÂMETROS A MEDIR (ELECTROBOMBAS):


• CAUDAL – ATRAVÉS DO CAUDALÍMETRO INSTALADO NO CIRCUITO DE TESTES;
• PRESSÃO – ATRAVÉS DE MANÓMETROS INSTALADOS NA ASPIRAÇÃO E NA
DESCARGA;
• CORRENTE – ATRAVÉS DE AMPERÍMETRO INSTALADO NO QUADRO ELÉCTRICO.

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PARÂMETROS A MEDIR (MOTOBOMBAS DIESEL):


• CAUDAL – ATRAVÉS DO CAUDALÍMETRO INSTALADO NO CIRCUITO DE TESTES;
• PRESSÃO – ATRAVÉS DE MANÓMETROS INSTALADOS NA ASPIRAÇÃO E NA
DESCARGA;
• CORRENTE – ATRAVÉS DE AMPERÍMETRO INSTALADO NO QUADRO ELÉCTRICO.
• VELOCIDADE DE ROTAÇÃO DO MOTOR – NO QUADRO ELÉCTRICO;
• HORAS DE FUNCIONAMENTO – NO QUADRO ELÉCTRICO;
• TEMPERATURA DO MOTOR – NO QUADRO ELÉCTRICO;
• PRESSÃO DO ÓLEO – NO QUADRO ELÉCTRICO;
• NÍVEL DE COMBUSTÍVEL NO RESERVATÓRIO – NO INDICADOR DE NÍVEL;
• TENSÃO DAS BATERIAS DE ARRANQUE – NO QUADRO ELÉCTRICO.

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QUADROS ELÉCTRICOS:
CADA BOMBA PRINCIPAL É CONTROLADA POR UM QUADRO ELÉCTRICO
INDEPENDENTE,

A ALIMENTAÇÃO DAS BOMBAS ELÉCTRICAS SERÁ FEITA A PARTIR DE UM


QUADRO PRÓPRIO, CUJA ALIMENTAÇÃO É GARANTIDA A PARTIR DE UM
QUADRO DE BAIXA TENSÃO. OS QUADROS ELÉCTRICOS DEVEM SER
ESTANQUES COM PROTECÇÃO MÍNIMA IP‐54.

NAS CENTRAIS FORMADAS UNICAMENTE POR BOMBAS ELÉCTRICAS OS QUADROS


ELÉCTRICOS PODEM ESTAR SOLIDÁRIOS À ESTRUTURA DA CENTRAL OU TER
SUPORTE INDEPENDENTE.
SE EXISTIR UM MOTOR DIESEL OS QUADROS ELÉCTRICOS SÃO SEMPRE
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FORNECIDOS EM SUPORTE INDEPENDENTE.
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OS QUADROS ELÉCTRICOS DAS BOMBAS ELÉCTRICAS PRINCIPAIS


POSSUEM OS SEGUINTES COMPONENTES:
• AMPERÍMETRO
• VOLTÍMETRO
• SELECTOR (VOLTÍMETRO) PARA VER TENSÃO DE CADA FASE
• SELECTOR PARA MODO DE FUNCIONAMENTO (MAN‐0‐AUT)
• INTERRUPTOR GERAL DE FECHO DA PORTA
• UNIDADE DE CONTROLO
• CABLAGEM E OUTROS DISPOSITIVOS INTERNOS

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OS QUADROS ELÉCTRICOS DA BOMBA ELÉCTRICA AUXILIAR (JOCKEY)


POSSUI OS SEGUINTES COMPONENTES:
• INTERRUPTOR GERAL DE FECHO DA PORTA
• SELECTOR PARA MODO DE FUNCIONAMENTO (MAN‐0‐AUT)
• INDICADOR LUMINOSO – DISPARO RELÉ TÉRMICO
• INDICADOR LUMINOSO – BOMBA EM FUNCIONAMENTO
• INDICADOR LUMINOSO – PRESENÇA DE REDE
• CONTADOR DO NÚMERO DE ARRANQUES
• CABLAGEM E OUTROS DISPOSITIVOS INTERNOS

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OS QUADROS ELÉCTRICOS DAS MOTOBOMBAS POSSUEM OS SEGUINTES


COMPONENTES:
• INTERRUPTOR GERAL DE FECHO DA PORTA
• UNIDADE DE CONTROLO
• BOTÃO DE ARRANQUE MANUAL DAS BATERIAS (“A” OU “B”)
• BOTÃO DE PARAGEM MANUAL DO MOTOR
• BOTÕES DE ARRANQUE DO TESTE DO MOTOR
• SELECTOR PARA MODO DE FUNCIONAMENTO (MAN‐0‐AUT)
• AMPERÍMETRO DA BATERIA “A” OU “B”

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DEVE EXISTIR UM QUADRO REPETIDOR DE SINAIS (QRS), INSTALADO EM


LOCAL NORMALMENTE VIGIADO, POSSUINDO AVISOS SONOROS E
VISUAIS SOBRE O ESTADO DO SISTEMA DE PRESSURIZAÇÃO DE ÁGUA
CONTRA INCÊNDIOS.

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QUADRO DAS BOMBAS ELÉCTRICAS ‐ SAÍDAS


• INDICAÇÃO DE FALTA DE TENSÃO;
• INDICAÇÃO DE BOMBA EM NÃO AUTOMÁTICO;
• INDICAÇÃO DE ALARME AGRUPADO POR AVARIA DO SISTEMA;
• INDICAÇÃO DE BOMBA PEDIDA;
• INDICAÇÃO DE BOMBA EM FUNCIONAMENTO.

QUADRO DOS MOTORES DIESEL ‐ SAÍDAS


• INDICAÇÃO DE FALHA NA REDE ELÉCTRICA;
• INDICAÇÃO DE BOMBA EM NÃO AUTOMÁTICO;
• INDICAÇÃO DE ALARME AGRUPADO POR AVARIA DO SISTEMA;
• INDICAÇÃO DE BOMBA PEDIDA;
• INDICAÇÃO DE BOMBA EM FUNCIONAMENTO.
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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

OS MOTORES DIESEL SÃO MOTORES A 4 TEMPOS, DE INJECÇÃO DIRECTA, COM


ARRANQUE POR MEIO DE MOTOR DE ARRANQUE ALIMENTADO POR DUAS
BATERIAS REDUNDANTES DE 12 V OU 24 V.
NO INTERIOR DO QUADRO DA BOMBA EXISTE UM CARREGADOR DE BATERIA
INDEPENDENTE.
EXISTE UM REGULADOR DE VELOCIDADE PARA O MOTOR DIESEL, PERMITINDO
AJUSTAR AS ROTAÇÕES DENTRO DE UM INTERVALO DE +/‐ 5% RELATIVAMENTE AO
VALOR PREDEFINIDO.
OS MOTORES TÊM NORMALMENTE ENTRE 1 E 6 CILINDROS, COM ASPIRAÇÃO
NATURAL OU SOBREALIMENTADA, LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A ÓLEO E
REFRIGERADOS A AR (VENTILADOR) OU ÁGUA (PERMUTADOR).
O DEPÓSITO DE COMBUSTÍVEL DEVE TER UMA CAPACIDADE QUE PERMITA O
FUNCIONAMENTO DO MOTOR NO MÍNIMO DURANTE 6 HORAS. 31
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ESQUEMA DA CONFIGURAÇÃO MECÂNICA E HIDRÁULICA DE UMA CENTRAL
(CATÁLOGO “GRUNDFOS FIRE HYDRO CK CEPREVEN 50 Hz”)
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DESDE QUE SEJAM RESPEITADAS ALGUMAS CONDIÇÕES, AS CENTRAIS


SUPRESSORAS DE INCÊNDIOS PODEM SER INSTALADAS COM ASPIRAÇÃO
NEGATIVA OU COM ASPIRAÇÃO POSITIVA. NAS INSTALAÇÕES COM
ASPIRAÇÃO POSITIVA PODERÁ EXISTIR UM COLECTOR DE ASPIRAÇÃO
COMUM A TODAS AS BOMBAS.
• AS CENTRAIS DE SUPRESSÃO DEVEM SER INSTALADAS NUM LOCAL PROTEGIDO DAS
INTEMPÉRIES, INCÊNDIOS (CF60) E OUTROS RISCOS;
• Tamb ≥ 5ºC / ≥10ºC (ELECTROBOMBA / MOTOBOMBA);
• Tamb < 40ºC (ASSIM COMO A ÁGUA DE ABASTECIMENTO);
• VENTILADO;
• PROVIDO DE SISTEMA DE EVACUAÇÃO DE FUMOS DE ESCAPE (SE MOTOBOMBA);
• NIVELADAS (MACIÇO) E COM SISTEMA DE DRENAGEM;
• ESPAÇO SUFICIENTE PARA INSPECÇÃO, TESTE E MANUTENÇÃO. 33
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AS BOMBAS PRINCIPAIS SÃO SELECCIONADAS TENDO EM CONSIDERAÇÃO


O PROJECTO, DEVENDO CADA BOMBA DISPONIBILIZAR:
• 100% DA CAPACIDADE – SE FOREM INSTALADAS DUAS BOMBAS PRINCIPAIS (2ª
BOMBA É DE RESERVA);
• 50% DA CAPACIDADE – SE FOREM INSTALADAS TRÊS BOMBAS PRINCIPAIS (3ª
BOMBA É DE RESERVA).

DE ACORDO COM A NORMA CEPREVEN CADA BOMBA DEVE SER CAPAZ


DE FORNECER 140% DO CAUDAL DE PROJECTO A UMA ALTURA
MANOMÉTRICA NÃO INFERIOR A 70% DA ALTURA MANOMÉTRICA PARA
O CAUDAL DE PROJECTO DA BOMBA.
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NÃO 
ACEITÁVEL

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DEVE EXISTIR UM CIRCUITO DE PROVAS NA COMPRESSÃO DAS BOMBAS


QUE DESCARREGARÁ PARA A DRENAGEM OU VOLTARÁ AO RESERVATÓRIO
DE ÁGUA (MAIS COMUM), INCORPORANDO UM CAUDALÍMETRO COM
CAPACIDADE DE MEDIÇÃO DE PELO MENOS 150% DO CAUDAL NOMINAL.

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DEVE EXISTIR UM SISTEMA DE FERRAGEM INDEPENDENTE PARA CADA


BOMBA, QUE GARANTA QUE AS MESMAS SE ENCONTRAM SEMPRE
FERRADAS (FUNDAMENTAL QUANDO A ASPIRAÇÃO É NEGATIVA).

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POR CADA BOMBA PRINCIPAL EXISTEM DOIS PRESSOSTATOS INSTALADOS


EM SÉRIE, COM CONTACTOS FECHADOS ACIMA DA PRESSÃO DE
ARRANQUE DEFINIDA.

P1 = ARRANQUE DA BOMBA AUXILIAR

P2 = ABERTURA PRESSOSTATO (B1)

P2 = ABERTURA PRESSOSTATO (B1)

A BOMBA DEVE ARRANCAR QUANDO A PRESSÃO NO COLECTOR DE COMPRESSÃO


CHEGA À PRESSÃO “P2”, QUE NÃO DEVE SER INFERIOR A 80% DA PRESSÃO A
CAUDAL ZERO. 38
SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

QUANDO HOUVER MAIS DO QUE UMA BOMBA PRINCIPAL, AS RESTANTES


ARRANCARÃO ANTES DE SE ATINGIR 60% DA PRESSÃO A CAUDAL ZERO.

SE A CENTRAL É CONSTITUÍDA POR UMA ELECTROBOMBA PRINCIPAL E


UMA MOTOBOMBA DIESEL PRINCIPAL, ARRANCARÁ PRIMEIRO A
ELECTROBOMBA PRINCIPAL.

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CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO DE ACORDO COM A NORMA NFPA.

QUANDO SE TRATA DE BOMBAS CENTRÍFUGAS, ESTE CÓDIGO REQUER


QUE A PRESSÃO DE ENTRADA SEJA POSITIVA (ASPIRAÇÃO POSITIVA).

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

O CÓDIGO NFPA 20 ESPECIFICA QUE A BOMBA NÃO DEVE FORNECER


MENOS QUE 150% DO CAUDAL NOMINAL, E DEVE CONTINUAR A TER A
CAPACIDADE DE FORNECER PELO MENOS 65% DA PRESSÃO NOMINAL
TOTAL.

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SÓ É PERMITIDA A REFRIGERAÇÃO DO MOTOR DIESEL POR MEIO DE


ÁGUA (NÃO POR AR).

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

A CAPACIDADE DOS RESERVATÓRIOS DE COMBUSTÍVEL DEVE


CORRESPONDER A UM MÍNIMO DE 5 LITROS DE COMBUSTÍVEL POR CADA
Kw DE POTÊNCIA DO MOTOR.

OS RESERVATÓRIOS DE COMBUSTÍVEL DEVEM POSSUIR UM ALARME QUE


INDIQUE QUANDO SE ATINGE 2/3 DA SUA CAPACIDADE.

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

INSPECÇÃO, TESTE E MANUTENÇÃO

NFPA 25
STANDARD FOR THE INSPECTION, TESTING AND MAINTENANCE OF 

WATER‐BASED FIRE PROTECTION SYSTEMS

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

ESTABELECE OS REQUISITOS MÍNIMOS PARA A


INSPECÇÃO, TESTE E MANUTENÇÃO DE ROTINA DE
CENTRAIS DE PRESSURIZAÇÃO DE ÁGUA CONTRA
INCÊNDIO.

INSPECÇÕES – VERIFICAR SE O CONJUNTO SE ENCONTRA APARENTEMENTE EM


CONDIÇÕES OPERACIONAIS E SE ENCONTRA LIVRE DE DANOS FÍSICOS.

TESTES – VERIFICAR SE O CONJUNTO OPERA COM SUCESSO, REGISTANDO ALGUNS


PARÂMETROS DE FUNCIONAMENTO.

MANUTENÇÃO – CUMPRIR UM PROGRAMA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA A


TODOS OS COMPONENTES, DE ACORDO COM AS RECOMENDAÇÕES DOS
FABRICANTES (INCLUIR EVENTUAL NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO CORRECTIVA). 46
SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

INDEPENDENTEMENTE DO TIPO DE EDIFÍCIO, AS ELECTROBOMBAS


PRINCIPAIS DEVEM TER UM TESTE SEMANAL COM FUNCIONAMENTO
DURANTE 10 MINUTOS.

DA MESMA FORMA, AS MOTOBOMBAS DIESEL PRINCIPAIS DEVEM TER


UM TESTE SEMANAL COM FUNCIONAMENTO DURANTE 30 MINUTOS.

ANUALMENTE DEVERÁ SER REALIZADO UM TESTE DE CAUDAL ONDE,


ENTRE OUTRAS COISAS, DEVERÃO SER MEDIDOS:
• TENSÃO;
• VELOCIDADE;
• CAUDAL;
• PRESSÃO. 47
SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

SE EXISTIR UM DESVIO RELATIVAMENTE À CURVA INICIAL DAS BOMBAS


PRINCIPAIS (COMISSIONAMENTO) SUPERIOR A 5% DA PRESSÃO NOMINAL
PARA O CAUDAL NOMINAL, SERÁ NECESSÁRIA UMA INVESTIGAÇÃO E
ACÇÃO CORRECTIVA.

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

CONCLUSÕES

ALÉM DAS CENTRAIS DE BOMBAGEM DE ÁGUA CONTRA INCÊNDIOS,


MUITOS OUTROS EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS FAZEM PARTE DA
SEGURANÇA ACTIVA CONTRA INCÊNDIOS.

PARA CADA SITUAÇÃO DEVE‐SE TER EM CONTA A LEGISLAÇÃO


NACIONAL E, NA SUA AUSÊNCIA, AS NORMAS E REQUISITOS
INTERNACIONAIS, NOMEADAMENTE OS ENUNCIADOS PELA NFPA
(NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION).

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

É IMPORTANTE CONHECER OS EQUIPAMENTOS E A SUA FORMA DE


OPERAR PARA SE TER UM DOMÍNIO COMPLETO DA INSTALAÇÃO.

É NECESSÁRIO ASSEGURAR QUE AS INSPECÇÕES, TESTES E


MANUTENÇÃO REQUERIDAS PARA CADA EQUIPAMENTO OU SISTEMA
SEJAM REALIZADAS POR PESSOAL QUALIFICADO E COM A FREQUÊNCIA
INDICADA.

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SEMINÁRIO “PROJECTO, CERTIFICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS”

OBRIGADO PELA ATENÇÃO
JOSÉ SOBRAL
jsobral@dem.isel.ipl.pt

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