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GUIA PARA AULAS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 2

1 APRESENTAÇÃO

Este material tem como finalidade oferecer aos alunos de Circuitos Elétricos,
de maneira simples e prática, os principais fundamentos de circuitos elétricos,
conforme ementa do curso. Este material deve ser utilizado como guia para as aulas,
e não como a única fonte de dados para a disciplina. Com o auxilio da bibliografia do
curso e as anotações de aula, este material suprirá todas as necessidade do curso.

PROFESSOR SAIMON MIRANDA FAGUNDES

2. CORRENTE ALTERNADA

Vamos estudar neste capítulo o conceito de corrente alternada e o


funcionamento do gerador elementar. Esse estudo é muito importante, pois quase
toda a energia elétrica que consumimos é sob a forma de corrente alternada.
Chamamos de corrente alternada, a uma corrente que muda
periodicamente de sentido, ou seja, que ora flui numa direção, ora em outra.
A uma representação gráfica de corrente alternada, chamamos de forma
de onda. A forma de onda mostra as variações da corrente ou da tensão no tempo.
Podemos ter várias formas de onda de corrente alternada.
A seguir tem-se alguns exemplos:

Fig. 6 – Formas de Onda de Tensão Alternada

A tensão que utilizamos em nossos lares, na indústria e no comércio é do


tipo alternada senoidal.
A justificativa da utilização da corrente alternada senoidal está nas
inúmeras vantagens que esta oferece.
2

Dentre estas vantagens, destacamos:


- facilidade de geração em larga escala;
- facilidade de transformação da tensão;
- as máquinas de corrente alternada são mais econômicas (mais baratas,
a manutenção é menos freqüente, o tamanho é menor).

2.1. GERADOR ELEMENTAR

Vamos agora aprender o funcionamento do gerador elementar, que é um


tipo de fonte de f.em. que gera a corrente alternada. É dito elementar por ser um
modelo simplificado dos grandes geradores. No entanto, seu princípio de
funcionamento é o mesmo que dos geradores encontrados em grandes usinas.

Fig. 7 – Gerador Elementar

E da forma de onda resultante do processo de geração, se obtém a


fórmula da Tensão Instantânea:
e  E máx  sen

A equação e  E máx  sen é também válida quando tratamos de corrente.

Neste caso a equação fica:


i  I máx  sen
3

Observe que são utilizadas letras minúsculas (e,i) para denotar uma
grandeza na forma instantânea.

2.2. FREQÜÊNCIA E PERÍODO

O conjunto dos valores positivos e negativos de uma senóide representa o


que chamamos de ciclo (que corresponderá a uma volta completa da espira no caso
analisado do gerador elementar).

Fig. 8 – Senoide, Ciclo e Semi-ciclo

A freqüência (f) de uma tensão ou corrente alternada é o número de ciclos


que ocorrem em uma unidade de tempo (que é o segundo). Sua unidade é o hertz
(Hz).
O período (T) é o tempo necessário à ocorrência de um ciclo.
Sua unidade é o segundo (s).
Podemos relacionar freqüência e período, pelo seguinte raciocínio. Se um
ciclo ocorre em T segundos, f ciclos ocorrem em um segundo:

1 ciclo – T segundos
f ciclos – 1 segundo

Onde:

1 1
f T  1 T f 
f T
4

2.3. VALORES DE UMA CORRENTE OU TENSÃO ALTERNADAS

Existem diversas maneiras de se avaliar uma corrente ou tensão


alternadas. São elas:
 Valor máximo;
 Valor de pico a pico;
 Valor instantâneo;
 Valor médio;
 Valor eficaz.

2.3.1. Valor máximo ou valor de pico


O valor máximo equivale à máxima amplitude da senóide que representa a
tensão ou a corrente.

Fig. 9 – Tensão e Corrente de Pico

Portanto, é o maior valor assumido pela grandeza num semi-ciclo.

2.3.2. Valor de pico a pico

O valor de pico a pico de uma grandeza senoidal é o valor compreendido

entre o máximo positivo e o máximo negativo.

Fig. 10– Tensão e Corrente Pico a Pico


5

EPP = tensão de pico a pico (V)


IPP = corrente de pico a pico (A)

Pode-se observar no diagrama senoidal, que o valor de pico a pico


corresponde a duas vezes o valor máximo.
E PP  2  E máx I PP  2  E máx

2.3.3. Valor instantâneo

O valor instantâneo de uma grandeza é o valor que essa grandeza


assume no instante de tempo considerado.

Fig. 11 – Valor instantâneo

No instante de tempo “t1” a tensão vale “e1”. O valor instantâneo pode ser
expresso em função do ângulo α (visto no estudo do gerador elementar) ou em
função do tempo.
a) em função do ângulo α:
Sabemos do gerador elementar que: e  B  l  v  sen
Como o maior valor que a tensão pode assumir corresponde a senα = 1, o
valor máximo da tensão será:

E máx  B  l  v

Então: e  E máx  sen

Essa é a expressão do valor instantâneo em função do ângulo α. Para a


corrente, temos:

i  I máx  sen

b) Em função do tempo:
6

Observando-se o gerador elementar abaixo, notamos que a espira perfaz


um ângulo “α”, gastando para isso um tempo “t”.
A relação entre o ângulo percorrido e o tempo gasto é a velocidade
angular (ω), dada em radianos por segundo (rad/s).


    t
t

Outra fórmula para a velocidade angular é   2    f onde f = freqüência


(Hz). Então a expressão do valor instantâneo em função do tempo fica:

e  E máx  sen      t
e  Emáx  sen  t  ou e  Emáx  sen2    f  t 

Para corrente:

i  I máx  sen  t  ou i  I máx  sen2    f  t 

2.3.4. Valor médio

O valor médio de uma corrente ou tensão alternada é a média dos valores


instantâneos de um semi-ciclo.

Fig. 12 – Valor Médio

O valor médio corresponde a:

2  E máx
E méd   E méd  0,637  E máx

2  I máx
I méd   I méd  0,637  I máx

Eméd = tensão média (V)


Iméd = corrente média (A)
7

2.3.5. Valor eficaz

É o valor da corrente alternada que produz o mesmo efeito que uma


corrente contínua aplicada a uma resistência.
O valor eficaz corresponde a:

E máx
E  E  0,707  E máx
2
I máx
I  I  0,707  I máx
2

E = tensão eficaz (V)


I = corrente eficaz (A)
O valor eficaz corresponde à altura de um retângulo de base igual a um
semiciclo e área equivalente a esse semiciclo.

Fig. 13 – Valor Eficaz

2.4. EXERCÍCIOS DE VALORES DE UMA TENSÃO OU CORRENTE ALTERNADA

1 – Para uma tensão alternada senoidal cujo valor eficaz é 200 V, determinar:

a) o valor máximo;
b) o valor de pico a pico;
c) o valor médio;
d) o valor instantâneo para α = 45º.

2 – Para uma tensão alternada senoidal cujo valor médio é 65 V e freqüência 60 Hz,
determinar:

a) o valor máximo;
b) o valor de pico a pico;
8

c) o valor eficaz;
d) o valor instantâneo para t = 20 ms.

3. NOTAÇÃO DE FASORES

Já vimos que uma corrente ou tensão pode ser representada em função


de suas variações com o tempo (ou com o ângulo α). Assim, a representação de
uma corrente senoidal fica como o mostrado abaixo.

Fig. 14 – Representação Senoidal

No entanto, existe uma outra forma de representarmos uma grandeza que


varia senoidalmente. É a representação fasorial. Nessa representação,
consideramos o valor absoluto da grandeza, que corresponde ao valor eficaz, como
um segmento de reta que gira no sentido anti-horário ou sentido trigonométrico
positivo, cuja referência para marcarmos o ângulo é o eixo das abscissas.

Fig. 15 – Representação Fasorial

Observe que as projeções desse segmento sobre o eixo y nos dão o valor
da componente senoidal da corrente. Dessa forma existe uma relação muito íntima
entre a representação senoidal e fasorial, conforme podemos constatar na figura
abaixo.
9

Fig. 16 – Representação Fasorial e Senoidal

Podemos ver também que um ângulo α, na representação fasorial,


corresponde a um mesmo ângulo α, na representação senoidal.
Assim, na representação de uma grandeza na forma senoidal podemos
visualizar os valores instantâneos da grandeza. Ou ainda é uma representação que
mostra as variações da grandeza com o tempo ou com o ângulo α. Na
representação fasorial, tornamos evidente o módulo da grandeza através do
comprimento do segmento de reta e posicionamos esse segmento a um ângulo α,
conveniente a nossos propósitos.
Por exemplo:
Representar na forma fasorial, a 30º uma tensão alternada senoidal cujo
valor máximo é 141,4 V.
Inicialmente, transformamos o valor máximo em valor eficaz pela já
conhecida relação:
E máx 141,4
E  E  E  100 V
2 1,414

Em seguida adotamos uma escala:


Escala: 1 cm = 50 V (ou 50 V/cm)

Fig. 17 – Fasor

Em alguns casos, torna-se necessário calcular as componentes da


grandeza segundo o eixo x e y. Para tanto, basta aplicarmos as relações
trigonométricas, conhecidas.
10

Fig. 18 – Fasor decomposto em X e Y

Assim, as componentes EX e EY são calculadas por:

E X  E  cos
EY  E  sen

3.1. DEFASAMENTO ELÉTRICO

Em um circuito elétrico, nem sempre temos corrente e tensão cujos


valores máximos ou zeros ocorrem ao mesmo tempo. Dependendo dos
componentes do circuito, a corrente poderá estar atrasada ou adiantada em relação
à tensão. Esse adiantamento ou atraso de uma grandeza sobre a outra, chamamos
de defasamento elétrico. A seguir, mostramos três situações distintas:

Fig. 19 - Corrente atrasada da tensão de um ângulo φ:

Fig. 20 - Corrente adiantada da tensão de um ângulo φ


11

Fig. 21 - Corrente em fase com a tensão:

O ângulo entre as duas grandezas é chamado de ângulo de fase. Note


que na representação da corrente adiantada da tensão, a corrente foi posicionada
de tal maneira que um observador em qualquer posição veja passar primeiro a
corrente e depois a tensão, considerando-se o menor ângulo entre as duas
grandezas.

Fig. 22– Ângulo do fasor

  44,9

3.2. Soma de grandezas na forma senoidal

Para obtermos a soma de duas grandezas de mesma espécie na forma


senoidal, basta somarmos os valores dessas grandezas em diversos instantes.

Podemos fazer essa soma de maneira gráfica, se dispusermos das duas


senóides já representadas. Para isso basta dividir em várias partes o eixo α e para
12

cada α obtido, somar os respectivos valores das grandezas, marcando o valor


resultante.
Se dispusermos apenas das equações que regem as duas grandezas,
então é conveniente fazermos uma tabela com valores para diferentes ângulos.

Exemplo:
Representar as senóides e fazer a soma de duas tensões cujos valores
máximos são E1máx = 200 V e E2máx = 150 V, sendo que a tensão E1 está adiantada
de 60º da tensão E2.
As equações são:
e1  E1máx  sen e2  E 2 máx  sen   60

Montamos uma tabela como segue, com α variando de 30 em 30º:

α (o) e1 (V) e2 (V) et (V)


0 0 -129,9 -129,9
30 100 -75 25
60 173,2 0 173,2

3.3. Soma de grandezas na forma senoidal

Podemos efetuar a soma de duas grandezas de mesma espécie de forma


gráfica ou analítica. De forma gráfica, utilizamos a conhecida regra do
paralelogramo.

Exemplo:

Analiticamente, usamos a seguinte fórmula:

Et2  E12  E22  2  E1  E2  cos


E 2  sen
tan  
E1  E 2  cos
13

Exemplo: determinar a resultante entre as duas tensões abaixo, bem


como o ângulo que a resultante forma com a referência:

Et2  60 2  100 2  2  60  100  cos70


Et  133,1 V
100  sen70
tan  
60  100  cos 70
  44,9

3.4 EXERCÍCIO DE DESLOCAMENTO ANGULAR.

3.4.1 – Dada a representação senoidal, faça a representação fasorial.

a)

b)

c)
14

d)

2 – Dada a representação fasorial, faça a representação senoidal.

a)

b)

c)
15

3.5 Representação na forma Instantânea, Polar e Retangular.

A representação de um fasor no plano complexo é muito simples, basta


transladarmos o fasor do circulo trigonométrico para o plano complexo, atentos à
fase inicial do fasor. Observe a abaixo.

No plano complexo o fasor pode ser representado por um número complexo


Z, que possui uma parte Real a, e uma parte imaginária b. Podemos também
representá-lo através de seu módulo (tamanho do fasor) e seu ângulo (fase do
fasor). Esta duas formas de representação dão origem as formas retangular e
polar de se representar um número complexo discriminadas a seguir.
3.5.1 Forma Retalgular

Na forma retangular o número complexo (nosso fasor) é representado a


seguinte forma:
16

Z = {parte real} + j {parte imaginária}


Observe que o termo j representa na teoria dos números complexos a raiz de

-1( ) porém em nosso estudo, somente será utilizado para identificar a parte
imaginária de uma notação fasorial.

3.5.2 Forma Polar

Na forma polar o número complexo (nosso fasor) é representado da seguinte


forma: /ø

Onde ∣Z∣ representa o módulo do número complexo, ou seja, o comprimento


do fasor, e /ø representa a fase inicial do fasor.
Um número complexo Z qualquer, pode ser representado tanto em sua
forma retangular, como em sua forma polar, e a transformação de uma forma para
outra não passa de uma simples transformação trigonométrica.
A parte Real a do número complexo como sendo a projeção horizontal do
fasor, dada por: /ø
Já a parte Imaginária b pode ser calculada como sendo a projeção vertical do
fasor, dada por: /ø
Podemos também fazer o contrário, aplicando o Teorema de Pitágoras,
podemos calcular o módulo Z do número complexo, ou fasor, conhecendo suas
partes Real e Imaginária. Então:

Já a fase ø pode ser obtida através da função trigonométrica tangente, pois:

Exemplos:
17

3.5.3 EXERCÍCIOS CONVERSÃO DE FORMAS:

1 – Converta os seguintes números na forma polar:


a) 4 + j3;
b) 2 + j2;
c) 4 + j12;
d) 1000 + j50;
e) -1000 + j4000;
f) -0,4 + j0,008.

2 – Converta os seguintes números na forma retangular:


a) 6/40°
b) 12/120°
c) 0,02/-90°
d) 0,0064/200°
e) 48/2°
f) 5 x 10-4 /-20°
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4. CIRCUITOS PUROS DE CORRENTE ALTERNADA

Vamos estudar agora os três tipos básicos de circuitos com os quais


obtemos todos os demais tipos de circuitos encontrados na Eletricidade. São eles:
- circuito puramente resistivo
- circuito puramente indutivo
- circuito puramente capacitivo

4.1. CIRCUITO PURAMENTE RESISTIVO

Este circuito é constituído apenas por resistências, como o próprio nome


(resistivo) já diz. A característica desse circuito é que a corrente e a tensão estão em
fase.

Fig. 23 – Defasamento em circuito resistivo


Conhecendo-se o valor da resistência e da tensão aplicada, podemos
determinar a corrente pela Lei de Ohm.

e E máx  sen   t 
i ou i  (valores instantâneos)
R
E
I (valores eficazes)
R

A potência média entregue à carga ou potência ativa pode ser


determinada pela fórmula:

P  E  I  cos

Essa fórmula vale para qualquer tipo de circuito. No caso de circuito


puramente resistivo, temos que φ = 0o. Portanto:

P  E  I  cos 0  P  E  I

V2
Ou ainda: P  I 2  R ou P .
R
19

4.2. CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO

Esse circuito é constituído por uma ou mais bobinas perfeitas (resistência


interna igual a zero). Como sabemos, as bobinas quando percorridas por correntes,
produzem um campo magnético que por sua vez criam um fluxo que as atravessa. A
capacidade de uma bobina criar um fluxo com determinada corrente que a percorre
é denominada indutância.
Na prática temos como exemplos de circuito Indutivo equipamentos com
grande consumo de energia elétrica em bobinas, como Motores, Transformadores,
Fornos de Indução, Reatores Indutivos etc.
A indutância é representada por “L” e sua unidade é o Henry (H).

A indutância de uma bobina depende:

- do número de espiras (quanto maior o número de espiras, maior a


indutância)
- núcleo
- formato geométrico da bobina

4.2.1. Características dos circuitos puramente indutivos.

A principal característica dos circuitos puramente indutivos é o fato da


corrente estar atrasada em relação à tensão de 90º.

Fig. 24 – Defasamento em circuito puramente Indutivo


20

Os valores instantâneos de tensão e corrente são dados por:

e  E máx  sen i  I máx  sen   90

Para calcularmos a corrente num circuito puramente indutivo, calculamos


o valor da oposição à passagem de corrente pelo indutor (bobina), que chamamos
de reatância indutiva. Portanto, a reatância indutiva é a oposição total oferecida pela
bobina à passagem de corrente alternada.
Representação: XL
Unidade: Ω

Matematicamente:

X L  2   f  L

f = freqüência (Hz)
L = Indutância (H)

A corrente no circuito puramente indutivo é calculada também pela Lei de


Ohm, onde temos:

E
I
XL

I = corrente (A)
E = tensão aplicada (V)
XL = reatância indutiva (Ω)

Outra representação de tensão e corrente de um indutor é em função do


tempo, não em regime como mostrado anteriormente. Segue a dedução da corrente
em um indutor através da equação da tensão deste componente:
21

4.2.2. Potência no circuito puramente indutivo

Como foi visto a potência ativa P é dada por: P  E  I  cos . Como no


circuito puramente indutivo o ângulo de fase φ é igual a 90º, P  0 W .
Sendo assim, a potência ativa consumida por um indutor é nula. Podemos
observar isso no diagrama senoidal.

Fig. 25 – Potência em um Indutor

Notamos no diagrama que a potência ora assume valores positivos, ora


negativos, correspondendo aos instantes em que está recebendo energia da fonte e
a transforma em um campo magnético (semi-ciclo positivo da potência). Em seguida
desfaz esse campo, devolvendo energia à fonte (semi-ciclo negativo da potência).

Exercícios resolvidos:

 Calcular a corrente no circuito abaixo

X L  2    f  L  X L  2    60  0,3
X L  113,1 

E 120
I  I
XL 113,1
I  1,06 A
22

 Calcular a indutância da bobina do circuito abaixo

E 100
XL   XL 
I 0,2
X L  500 

XL 500
L  L
2   f 2    60
L  1,33 H

• Em um indutor de 20mH é aplicada a tensão v(t) = 12 cos (377t + 20°)V.


Determine a corrente resultante.

4.2.3. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO

1 – Calcular a corrente absorvida por um indutor de 150 mH, ligado a uma fonte de
220 V/60 Hz.

2 – Calcular a indutância de uma bobina que absorve uma corrente de 2,5 A, quando
ligada a uma fonte de 20 V/60 Hz.

3 – Você dispõe de uma fonte de 10 V cuja freqüência pode ser variada. Nessa fonte
é ligada uma bobina de 500 mH. Calcule os valores de corrente na bobina, quando a
freqüência for:

a) 250 Hz;
b) 60 Hz;
23

c) 20 Hz
d) 0 Hz.

4.3. CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO

Um circuito puramente capacitivo é constituído por capacitores. Um


capacitor é a princípio, um dispositivo capaz de armazenar cargas elétricas. E é
constituído basicamente por dois condutores (normalmente placas), separadas por
um isolante (dielétrico).
Os símbolos de capacitores são:

- símbolo geral
+
- capacitor eletrolítico

- capacitor variável

4.3.1. Funcionamento do capacitor

Quando ligamos um capacitor a uma fonte de tensão contínua, as cargas


da fonte se deslocam para as placas e aí permanecem, pois as cargas negativas e
positivas se atraem.

Fig. 26 – Capacitor em C.C.

Se desligarmos o capacitor da fonte, veremos que o capacitor se mantém


carregado com a mesma ddp da fonte.
Se ligarmos esse mesmo capacitor a uma fonte de CA, ela sofrerá as
mesmas variações da tensão alternada. Portanto ora estará carregado com uma
polaridade, ora com outra.
24

Fig. 27 – Capacitor em CA

4.3.2. Capacitância

Os capacitores são especificados principalmente pela sua capacitância.


A capacitância é a capacidade do capacitor em armazenar cargas
elétricas e sua unidade é o farad (F).
A capacitância é a relação entre a carga do capacitor e a tensão resultante
em seus terminais.

Q
C
V

Q = carga elétrica em Coulomb (C)


V = tensão elétrica em volt (V)

A capacitância de um capacitor depende:


- da distância entre as placas (menor distância, maior capacitância)
- da área das placas (maior área, maior capacitância)
- da forma geométrica do capacitor

Obs: comercialmente os capacitores são especificados em μF, nF, pF.

4.3.3. Características do circuito puramente capacitivo

Quando ligamos um capacitor a uma fonte CA, surge uma corrente, que é
na verdade, o resultado do deslocamento de cargas para carregar o capacitor, ora
com uma polaridade ora com outra. É interessante frisar que a corrente não passa
pelo capacitor. Isto é evidente porque o dielétrico apresenta uma resistência infinita
(dielétrico ideal).
Na prática, circuitos Puramente Capacitivos são banco de capacitores.
25

Fig. 28 – Circuito Puramente Capacitivo

No circuito puramente capacitivo, a tensão está atrasada 90º da corrente.

Fig. 29 – Representação de Circuito Puramente Capacitivo

Os valores instantâneos são:

i  I máx  sen e  E máx  sen  90

Da mesma maneira que no indutor, nós podemos admitir um elemento de


oposição à corrente, que neste caso chamaremos de reatância capacitiva. A
reatância capacitiva é, pois a oposição oferecida à circulação da corrente alternada
no capacitor.
Representação: XC
Unidade: Ω

Calcula-se a reatância capacitiva por:

1
XC 
2   f  C
f = freqüência (Hz)
C = capacitância (F)

A corrente é calculada pela Lei de Ohm aplicada a circuitos puramente


capacitivos.
26

E
I
XC

I = corrente (A)
E = tensão (V)
XC = reatância capacitiva (Ω)
Assim como o indutor outra representação de tensão e corrente é em função
do tempo, não em regime como mostrado anteriormente. Segue a dedução da
corrente em um indutor através da equação da tensão deste componente:

4.3.4. Potência no circuito puramente capacitivo

No circuito puramente capacitivo, também temos ângulo de fase 90º.


Portanto, a potência também será nula:

P  E  I  cos90  P  0 W

Fig. 30 – Potência em Circuito Puramente Capacitivo

Neste caso, a potência ativa é nula porque as cargas chegam às placas


do capacitor e em seguida são devolvidas à fonte, não consumindo assim nenhuma
energia.

Exercícios resolvidos:

 Calcular a corrente elétrica no circuito abaixo:

1 1
XC   XC 
2   f  C 2    60  24  10 6
X C  110,52 
27

E 100
I  I
XC 110,52
I  0,9 A

 Calcular o valor da tensão aplicada ao circuito a seguir:

1 1
XC   XC 
2   f  C 2    60  40  10 6
X C  66,3 

E  I  X C  E  2  66,3
E  132,6 V

4.3.5 EXERCÍCIOS DE CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO

1 – Calcular o valor da corrente num circuito onde a capacitância é 40 μF e a tensão


aplicada 110 V/60 Hz.

2 – Determinar o valor da capacitância no circuito abaixo:

3 – No circuito abaixo, a fonte possui freqüência ajustável. Calcule o valor da


corrente para as seguintes freqüências:

a) 250 Hz;
b) 60 Hz;
28

c) 20 Hz;
d) 0 Hz.

4.4. INDUTÂNCIA EQUIVALENTE

A indutância equivalente de uma associação possui um valor tal que


equivale a de todas as indutâncias componentes da associação. A indutância
equivalente é calculada da mesma maneira que a resistência equivalente. Na
associação série:

Fig. 31 – Associação de Indutores em série

Le  L1  L2  L3
X Le  X L1  X L 2  X L 3

Le = indutância equivalente (H)


XLe = reatância indutiva equivalente (Ω)
L1, L2, L3 = indutâncias componentes (H)
XL1, XL2, XL3 = reatâncias indutivas componentes (Ω)

Para “n” indutâncias em série:

Le  L1  L2    Ln
X Le  X L1  X L 2    X Ln

Na associação em paralelo, temos:

Fig. 32 – Associação de Indutores em Paralelo


29

1
Le 
1 1 1 1
  
L1 L2 L3 Ln
1
X Le 
1 1 1 1
  
X L1 X L 2 X L 3 X Ln
Para duas indutâncias:

L1  L2
Le 
L1  L2
X X
X Le  L1 L 2
X L1  X L 2

Para “n” indutâncias de valores iguais a L:

L XL
Le  X Le 
n n

Exemplo: calcular a indutância equivalente do circuito:

L3  L5 40  60
Le1   Le1   Le1  24 mH
L3  L5 40  60
Le 2  Le1  L2  Le 2  24  20  Le 2  44 mH
L 44
Le 2  L4  Le3  e 2  Le3   Le3  22 mH
2 2
Le  L1  Le3  Le  10  22  Le  32 mH

4.5. CAPACITÂNCIA EQUIVALENTE

A capacitância equivalente de associação paralela é dada pela soma das


capacitâncias componentes. A reatância capacitiva equivalente é calculada pelas
mesmas fórmulas da resistência em paralelo, ou seja:

Fig. 33 – Associação de Capacitores em Paralelo


30

Ce  C1  C 2  C3    C n
1
X Ce 
1 1 1 1
  
X C1 X C 2 X C 3 X Cn

Ce = capacitância equivalente (F)


XCe = reatância capacitiva equivalente (Ω)
C1, C2, C3, Cn = capacitâncias componentes (F)
XC1, XC2, XC3, XCn = reatâncias capacitivas componentes (Ω)

Para duas reatâncias:

X C1  X C 2
X Ce 
X C1  X C 2
Para “n” reatâncias capacitivas de valores iguais a XC:

XC
X Ce 
n

Na associação série, a capacitância e a reatância capacitiva são dadas


por:

Fig. 34 – Associação de Capacitores em Série

1
Ce 
1 1 1 1
  
C1 C2 C3 Cn
X Ce  X C1  X C 2  X C 3    X Cn

Para duas capacitâncias:

C1  C 2
Ce 
C1  C 2

Dedução:
31

Qt Q Q2
Vt  V1  1 V2 
Ce C1 C2
Mas: Qt  Q1  Q2 , logo: Vt  V1  V2 .
Assim:

Q Q  1 1 
Vt    Vt  Q    
C1 C 2  C1 C 2 
Q  1 1  1 1 1
 Q       
Ce  C1 C 2  C e C1 C 2

Para “n” capacitâncias de valores iguais a C:

C
Ce 
n

Exemplo: Calcular Ce:

Ce1  C 2  C3  Ce1  70  30  Ce1  100 F


Ce1 100
Ce1  C1  Ce 2   Ce 2   C e 2  50 F
2 2
C 50
Ce 2  C 4  Ce3  e 2  Ce3   Ce3  25 F
2 2
Ce  Ce3  C5  Ce  25  20  Ce1  45 F
32

5. CIRCUITOS COMPOSTOS DE CORRENTE ALTERNADA

5.1. CIRCUITO RL

5.1.1. Diagrama fasorial

Um circuito RL série é composto por um indutor e uma resistência


associados em série. Portanto, as características desse circuito serão uma
composição das características dos circuitos puramente resistivo e puramente
indutivo.

Fig. 35 – Circuito RL

Quando aplicamos uma tensão “E”, surge no circuito uma corrente “I”, que
provoca uma queda de tensão na resistência “VR” e uma queda de tensão no indutor
“VL”.
Podemos montar o diagrama fasorial, utilizando as características dos
circuitos puros. Ou seja, a corrente “I” está em fase com a tensão “VR” e atrasada de
“VL” de 90º. Então, colocando-se a corrente na referência (eixo x), temos:
Como sabemos pela 2ª Lei de Kirchhoff, a somatória fasorial de “VR” e “VL”
deve resultar na tensão aplicada “E”. Então, pela regra do paralelogramo, o
diagrama fasorial ficará:

Fig. 36 – Fasores Circuito RL

O ângulo entre a tensão aplicada e a corrente é o ângulo de fase do


circuito.
A partir do diagrama fasorial mostrado, podemos obter a série de relações
abaixo:
33

VR VL VL
E 2  VR2  VL2 cos  sen  tan  
E E VR

Podemos também obter um diagrama de impedâncias. Basta fazer a


divisão das tensões pela corrente.

VR VL E
R  XL Z
I I I

Z é a oposição total oferecida à passagem da corrente e é dada em ohms


(Ω).
O diagrama de impedâncias ficará então:

Fig. 37 – Impedância em circuito RL

Exemplo: para o circuito a seguir, calcular a corrente e as quedas de


tensão, montando o diagrama fasorial:

X L  2    f  L  X L  2    60  200  10 3  X L  75,4 
Z  R 2  X L2  Z  60 2  75,4 2  Z  96,4 
E 100
I  I  I  1,04 A
Z 96,4
VR  R  I  VR  60 1,04  VR  62,4 V
VL  X L  I  VL  75,4 1,04  VL  78,4 V

R 60
cos   cos   cos  0,622
Z 96,4
  51,5
34

Exemplo 2: determine a impedância equivalente e a tensão Vs do circuito


abaixo, considerando I = 0,5/-22,98°A.

5.1.2. Potência

Existem três tipos de potência que são:


- potência ativa
- potência reativa
- potência aparente
Sendo que estas são trabalhada nas formas de regime (RMS) ou na forma
vetorial.

5.1.2.1. Potência ativa RMS

A potência ativa é a que realmente produz trabalho.


Por exemplo, num motor é a parcela de potência absorvida da fonte que é
transferida em forma de potência mecânica ao eixo.
Sua unidade é o watt (W).
É calculada por:

P  E  I  cos

P = potência ativa (W)


E = tensão aplicada (V)
35

I = corrente (A)
Φ = ângulo de fase (o)
Sabemos do diagrama fasorial que:

VR
cos  ou VR  E  cos , então
E

P  VR  I

VR = queda de tensão na resistência (V)


Ou ainda:
VR2
P  I2 R e P
R

5.1.2.2. Potência reativa RMS

É a potência solicitada por indutores e capacitores. Ela circula na linha


sem produzir trabalho. Sua unidade é o volt-ampère-reativo (VAr).
É calculada por:

Q  E  I  sen
Ou:

V L2
Q  VL  I Q  I  XL
2
Q
XL

Q = potência reativa (VAr)


E = tensão aplicada (V)
I = corrente (A)
Φ = ângulo de fase (o)
VL = queda de tensão no indutor (V)

5.1.2.3. Potência aparente RMS

A potência aparente é a resultante da potência ativa e reativa.

E2
S  EI S  I2 Z S
Z

S = potência aparente, dada em volt-ampère (VA)


E = tensão aplicada (V)
I = corrente (A)
36

Z = impedância do circuito (Ω)

5.1.2.4 Potência Complexa

A potência eficaz absorvida por um elemento passivo sobre o qual é

aplicada uma tensão de e pelo qual passa uma corrente

de foi definida como sendo: .


Representando este valor com a fórmula de Euler, tem-se:

Na fórmula acima pode-se verificar que a parcela corresponde ao

fasor de tensão. Já a parcela corresponde ao conjugado do fasor de

corrente original. Portanto, tem-se que:

E como a potência ativa é a parte real da potência aparente, ,


pode-se deduzir as seguintes equações:

Resumindo:
37

5.1.3. Triângulo de potências

Podemos montar um diagrama, conhecido como triângulo de potências,


que mostra as três potências como catetos e hipotenusa de um triângulo.
A partir do diagrama fasorial podemos obter o triângulo de potências
multiplicando as tensões pela corrente.

Fig. 38 – Triângulo de Potência Circuito RL

A partir do triângulo de potências, podemos obter as seguintes relações:

P
cos   P  S  cos
S
Q
sen   Q  S  sen
S
Q
tan    Q  P  tan 
P
S2  P2  Q2

Exemplo: para o circuito abaixo, calcular o valor das potências ativa,


reativa e aparente e montar o triângulo de potências.

VL 100
tan    VR   VR  100 V
VR tan 45
V 100
I R  I  I 2A
R 50
P  I 2  R  P  2 2  50  P  200 W
Q  VL  I  Q  100  2  Q  200 VAr
S  P2  Q2  S  200 2  200 2  S  282,8 A
38

5.1.5. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO RL

1 – No circuito abaixo, calcular:

a) reatância indutiva;
b) queda de tensão no indutor;
c) corrente;
d) resistência;
e) impedância;
f) potência ativa;
g) potência reativa;
h) potência aparente;
i) tensão aplicada ao circuito;
j) montar o diagrama fasorial;
k) montar o triângulo de potências.

2 – Calcule a tensão v(t) no circuito abaixo.

3 – Para o circuito abaixo:


a) Determine a impedância total na forma polar;
39

b) Construa o diagrama de impedância;


c) Construa o diagrama fasorial para as tensões E, Vr, Vl e I;
d) Verifique a validade da lei de korchhoff para tensões ao longo da malha
fechada.
e) Calcule a potência média do circuito;
f) Calcule o fator de potência e indique se este está adiantado ou atrasado;
g) Determine as expressões senoidais para tensão e corrente com freqüência de
60Hz;
h) Plote o gráfico da tensões e corrente.

4 – Considerando o circuito abaixo:

a) Determine a admitância total em forma polar;


b) Construa o diagrama de admitância;
c) Desenhe o diagrama fasorial de E, Is, Ir e IL;
d) Confirme a validade da lei de kirchhoff para corrente em um dos nós;
e) Determine a potência média fornecida pela fonte;
f) Calcule o fator de potência do circuito e indique se este é adiantado ou
atrasado;
g) Determine as expressões senoidais para as correntes e tensão sendo a
freqüência de 60Hz;

5 – Calcule I1 e I2 na forma fasorial.


40

5.2. CIRCUITO RC

Um circuito RC série é obtido pela associação de um capacitor e um


resistor em série. Desta maneira, vai apresentar características que são comuns aos
circuitos puramente capacitivo e puramente resistivo, e é através dessas
características que podemos montar o diagrama fasorial para esse circuito.

Fig. 39 – Circuito RC série

5.2.1. Diagrama fasorial

Sabemos que VR está em fase com a corrente e VC está atrasada 90º da


corrente. Sabemos também que a soma fasorial de VR e VC nos dá a tensão
aplicada E.

Fig. 40 – Fasores circuito RC

Podemos extrair as seguintes relações:

E 2  VR2  VC2
V
cos  R
E
41

VC
sen 
E
VC
tan  
VR

Dividindo-se todos os componentes do diagrama pela corrente, temos:

VR
R
I
VC
 XC
I
E
Z
I

Logo, o diagrama de impedâncias será:

Fig. 41 – Impedância em circuito RC

Donde:

R XC XC
Z 2  R 2  X C2 cos  sen  tan  
Z Z R

Exemplo: calcular a corrente, o ângulo de fase e as quedas de tensão no


circuito abaixo, montando o diagrama fasorial.

1 1
XC   XC   X C  132,7 
2   f  C 2    60  20  10 6
Z  R 2  X C2  Z  70 2  132,7 2  Z  150 
E 120
I  I  I  0,8 A
Z 150
VR  R  I  VR  70  0,8  VR  56 V
VC  X C  I  VC  132,7  0,8  VC  106,2 V
42

R 70
cos   cos   cos  0,467    62,2
Z 150

5.2.2. Potências

As potências num circuito RC série são as mesmas que aparecem num


circuito RL série. As fórmulas também são as mesmas, mudando apenas aquelas
que estão em função da reatância (XL, XC) ou em função da queda de tensão (VL,
VC).
São elas:

P  E  I  cos Q  E  I  sen S  EI P  I2 R

VR2 VC2
Q  I 2  XC P P S  I2 Z
R XC

E2 P Q
S S 2  P2  Q2 cos  sen 
Z S S

Q
tan   P  VR  I Q  VC  I
P

5.2.3. Triângulo de potências

O triângulo de potências para um circuito RC série só difere do circuito RL


série pela posição em que fica a potência reativa. Vimos que no circuito RL a
potência reativa é positiva. No circuito RC série, ela é negativa.

Fig. 42 – Triângulo de Potência Circuito RC


43

Exemplo: calcular as potências ativa, reativa e aparente, montando o


triângulo de potências para o circuito abaixo:

1 1
XC   XC   X C  88,4 
2   f  C 2    60  30  10 6
Z  R 2  X C2  Z  120 2  88,4 2  Z  149,05 
E 220
I  I  I  1,476 A
Z 149,05
S  E  I  S  220  1,476  S  324,7 VA
P  I 2  R  P  1,476 2  120  P  261,5 W
Q  I 2  X C  Q  1,476 2  88,4  Q  192,6 VAr
R 120
cos   cos   cos  0,805    36,4
Z 149,05

5.2.4. EXERCÍCIOS DE CIRCUITO RC

1 – No circuito abaixo, calcular:

a) reatância capacitiva;
b) resistência;
c) corrente;
d) queda de tensão no capacitor;
e) tensão aplicada;
f) potência ativa;
44

g) potência reativa;
h) potência aparente;
i) impedância;
j) montar o diagrama fasorial;
k) montar o triângulo de potências.

2 – Calcule os mesmos itens do exercício anterior porém com os componentes em


paralelo.

3 – Para o circuito abaixo:


a) Determine a impedância total na forma polar;
b) Construa o diagrama de impedância;
c) Construa o diagrama fasorial para as tensões E, Vr, Vc e I;
d) Verifique a validade da lei de korchhoff para tensões ao longo da malha
fechada.
e) Calcule a potência média do circuito;
f) Calcule o fator de potência e indique se este está adiantado ou atrasado;
g) Determine as expressões senoidais para tensão e corrente com freqüência de
60Hz;
h) Plote o gráfico da tensões e corrente.

5.3.1. Circuito RLC

Ao aplicarmos a tensão “E”, surge em todos os elementos uma queda de


tensão. Essas quedas de tensão e a corrente podem ser visualizadas num diagrama
fasorial, construído observando-se as características de cada um dos elementos. Ou
seja, a queda de tensão “VR” estará em fase com a corrente, “VL” estará adiantada
90º da corrente e “VC” estará atrasada 90º da corrente. Assim, colocando-se a
corrente na referência (eixo x), temos:
45

Fig. 44 – Fasores circuito RLC

É óbvio que os valores de VL, VC e VR dependerão das respectivas


reatâncias indutiva e capacitiva e da resistência. No diagrama mostrado, VC é maior
que VL, a título de exemplo. No entanto, num circuito pode ocorrer o contrário, ou
mesmo VL e VC podem ser iguais.
Podemos obter no diagrama a tensão total aplicada fazendo-se a soma
fasorial das três quedas de tensão, conforme a 2ª Lei de Kirchhoff.

Fig. 45 – Fasores circuito RLC

Deste diagrama, podemos extrair as relações trigonométricas para o


circuito RLC série.

VL  VC V VL  VC
sen  cos  R tan   E 2  VR2  VL  VC 
2

E E VR

Dividindo-se todos os elementos do diagrama pela corrente, teremos o


diagrama de impedâncias.
46

Fig. 44 – Fasores circuito RLC

XL  XC XL  XC
Z 2  R 2  X L  X C 
R
sen  cos  tan  
2

Z Z R

Exemplo1 : calcular a corrente, todas as quedas de tensão e montar o


diagrama fasorial para o circuito abaixo:

X L  2    f  L  X L  2    60  0,2  X L  75,4 
1 1
XC   XC   X C  132,7 
2   f  C 2    60  20  10 6
Z  R 2  X L  X C   Z  100 2  75,4  132,7  Z  115,3 
2 2

E 150
I  I  I  1,3 A
Z 115,3
VR  R  I  VR  100  1,3  VR  130 V
VL  X L  I  VL  75,4 1,3  VL  98,1 V
VC  X C  I  VC  132,7  1,3  VC  172,5 V
R 100
cos   cos   cos  0,865   29,9
Z 115,3
47

Exemplo 2: calcular a impedância e a corrente total do circuito se neste for


aplicado uma tensão de 220V RMS.

5.4. EXERCÍCIOS DE CIRCUITOS RLC SÉRIE

1 – No circuito, determine o valor:

a) ângulo de fase;
b) resistência;
c) corrente;
d) queda de tensão no capacitor;
e) queda de tensão no indutor;
48

f) tensão entre os pontos A e B;


g) impedância;
h) potência aparente;
i) potência reativa indutiva;
j) potência reativa capacitiva;
k) potência reativa total;
l) potência ativa;
m) montar o diagrama fasorial;
n) montar o triângulo de potências.
2 – Calcule a impedância equivalente para o circuito abaixo e para encontrar a
tensão Vs, use a corrente de I = 10/30°.

3 – Determine a corrente i(t) indicada na figura abaixo.

4 – Calcule a impedância total do circuito abaixo.


49

5 – Do circuito abaixo determine:


a) ZT;
b) Is, I1 e I2;
c) VL

6 – Dado o circuito abaixo, determine:


a) ZT;
b) V2 e IL;
c) FP do circuito.

7 – Dado o circuito abaixo determine:


a) A corrente I;
b) Vc;
c) FP do circuito.

8 – Do circuito abaixo determine:


a) I1;
b) Vc;
c) Vab.
50

9 – Do circuito abaixo determine:


a) I1;
b) V1;
c) A potência média fornecida pelo circuito.

6. FATOR DE POTÊNCIA

O fator de potência é uma relação entre potência ativa e potência reativa,


conseqüentemente energia ativa e reativa. Ele indica a eficiência com a qual a
energia está sendo usada. Um alto fator de potência indica uma eficiência alta e
inversamente um fator de potência baixo indica baixa eficiência. Um baixo fator de
potência indica que você não está aproveitando plenamente a energia, e a solução
para corrigir, é a instalação de Banco de Capacitores, sendo que estes podem criar
condições de ressonância. Nessas condições, as harmônicas geradas por
equipamentos não lineares podem ser amplificadas para valores absurdos e a opção
passa a ser a utilização de Filtro de dissintonia para correção destas harmônicas.
Um exemplo consagrado é o que associa a energia reativa à espuma de um
copo de chopp e a energia ativa ao líquido do chopp.
51

Fig. 46 – Copo de Chopp

Pela representação podemos observar que:

- Para se aumentar a quantidade de líquido (W), para o mesmo copo de


chopp, deve-se reduzir a quantidade de espuma (VAr). Desta forma, melhora-se a
utilização desse copo (VA).
- Nessa analogia, o aumento da quantidade de líquido, para o mesmo copo de
chopp (transformador, condutores, etc), está associado a entrada de novas cargas
elétricas, sem necessidade de alteração da capacidade desse copo.
Diversas são as causas que resultam num baixo fator de potência em uma
instalação industrial, relacionamos algumas delas:

- Motores de indução trabalhando em vazio durante um longo período de


operação;
- Motores superdimensionados para as máquinas a eles acopladas;
- Transformadores em operação em vazio ou em carga leve;
- Fornos a arco;
- Fornos de indução eletromagnética;
- Máquinas de solda a transformador;
- Grande número de motores de pequena potência em operação durante um
longo período.
Porém algumas causas que resultam num baixo fator de potência tanto em
instalações comerciais como industriais, eis algumas delas:
- Grande número de reatores de baixo fator de potência suprindo
lâmpadas de descarga (lâmpadas fluorescentes, vapor de mercúrio, vapor de sódio,
etc);
- Equipamentos eletrônicos (os transformadores das fontes de alimentação
52

interna geram energia reativa).

6.1 LEGISLAÇÃO E TARIFAS

O Decreto nº 479, de 20 de março de 1992, reiterou a obrigatoriedade de se


manter o fator de potência o mais próximo possível da unidade (1,00), tanto
pelas concessionárias quanto pelos consumidores, recomendando, ainda, ao
Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica - DNAEE - o estabelecimento
de um novo limite de referência para o fator de potência indutivo e capacitivo, bem
como a forma de avaliação e de critério de faturamento da energia reativa excedente
a esse novo limite. A nova legislação pertinente, estabelecida pelo DNAEE,
introduziu uma nova forma de abordagem do ajuste pelo baixo fator de potência,
com os seguintes aspectos relevantes:
- Aumento do limite mínimo do fator de potência de 0,85 para 0,92;
- Faturamento de energia reativa excedente;
- Redução do período de avaliação do fator de potência de mensal para horário, a
partir de 1996 para consumidores com medição horosazonal. Com isso muda-se o
objetivo do faturamento, em vez de ser cobrado um ajuste por baixo fator de
potência, como faziam até então, as concessionárias passam a faturar a
quantidade de energia ativa que poderia ser transportada no espaço ocupado
por esse consumo de reativo. Este é o motivo de as tarifas aplicadas serem de
demanda e consumo de ativos, inclusive ponta e fora de ponta para os
consumidores enquadrados na tarifação horosazonal. Além do novo limite e da nova
forma de medição, outro ponto importante ficou definido: das 6h da manhã às 24h o
fator de potência deve ser no mínimo 0,92 para a energia e demanda de potência
reativa indutiva fornecida, e das 24h até as 6h no mínimo 0,92 para energia e
demanda de potência reativa capacitiva.

6.2 - EXCEDENTE DE REATIVO

A ocorrência de excedente de reativo é verificada pela concessionária através


do fator de potência mensal ou do fator de potência horário. O fator de potência
mensal é calculado com base nos valores mensais de energia ativa (“kWh”) e
energia reativa (“kvarh”). O fator de potência horário é calculado com base nos
valores de energia ativa (“kWh”) e de energia reativa (“kvarh”) medidos de hora em
hora.
53

6.3 CAPACIDADE DE TRANSMISSÃO


Um baixo FP significa que grande parte da capacidade de condução de
corrente dos condutores utilizados na instalação está sendo usada para transmitir
uma corrente que não produzirá trabalho na carga alimentada. Mantida a potência
aparente (para a qual é dimensionada a instalação), um aumento do FP significa
uma maior disponibilidade de potência ativa, como indicam os diagramas da figura 2

Fig. 47 - Efeito do aumento do FP na ampliação da disponibilidade de potência ativa.

6.4 CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA


Em uma instalação elétrica a adição de cargas indutiva diminui o fator de
potência (cosseno fi) o que implica na diminuição da potência real aumentando
a potência aparente ou, se a potência real (Watts) se mantiver no mesmo valor a
potencia aparente aumenta o que implica em um aumento na corrente da linha
sem um aumento de potência real. Para compensar (aumentar o FP) deveremos
colocar capacitores em paralelo com a carga indutiva que originou a diminuição
no FP. Seja uma carga Z, indutiva, com fator de potencia cosφ e desejamos
aumentar o FP para cosφ2

Fig. 48 – FP Tensão Corrente

O objetivo é aumentar o FP de cosφ1 para cosφ2. Para isso deveremos colocar


um capacitor em paralelo com a carga.
54

Fig. 49 – novo FP Tensão Corrente

Fig. 50 – Capacitores e Banco de capacitores


55

Fig. 51 – quadro de capacitores

Fig. 52 – Capacitores de Média Tensão


56

6.5 DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE CAPACITORES

O dimensionamento dos capacitores a serem instalados para melhorar o fator


de potência é um processo simples, onde somente o conhecimento de diagrama
fasorial e do triângulo de potência são os itens necessários.

Fig. 53 – FP e Triângulo de Potência

A partir do triângulo de potências, podemos obter as seguintes relações:


cos
P
 
S
P S  
cos

Q
 
sen
S
Q S 
sen

Q
 
tan
P
Q P 
tan

S2 P2 Q2

Exemplo: para o circuito abaixo, calcular o valor das potências ativa,


reativa e aparente e calcular o banco de capacitor necessário para um F.P.=0.92

Fig. 54 – Circuito RL

VL 100
tan    VR   VR  100 V
VR tan 45

VR 100
I  I  I 2A
R 50
57


P2
I
R 
P
2
2

50
P200
W

Q
V
LI 
Q
100
2
Q
200
VAr

SP
22
Q
S 
2 2
200 
200
S
282
,
8A

Fig. 55 – triângulo de potência

Observa-se que a potência reativa Q é de 200VAr, e esta junto com a


potência ativa P, formam um ângulo de 45°, e cosφ = 0.707. Porém o novo F.P deve
ser de 0.92, logo cosφ2 = 0.92, φ2 = 23°.
De posse do novo ângulo, calcula-se a nova potência reativa, Qn.

Qn = tgφ2 . P Qn = tg23° . 200 Qn ≈ 85kVAr

Agora é calculado a potência do banco de capacitor a ser acoplado em


paralelo com o circuito

Qc = Q – Qn = 200kVAr – 85kVAr = 115kVAr

Agora, com o banco de capacitor acoplado ao circuito, F.P. está corrigido,


conforme figura abaixo:
58

Fig. 56 – Novo FP do Circuito RL

6.6 FORMAS DE INSTALAÇÃO DA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA


Em redes com cargas indutivas (por ex., motores), o fator de potência cosφ
altera-se com manobras e flutuações da carga, desta forma existe a escolha da
forma mais econômica e ou efetiva da correção do fator de potência, basicamente as
opções se resumem em três métodos de correção, a Individual, a de Grupo e a
correção Centralizada.

6.6.1 CORREÇÃO INDIVIDUAL

Na correção individual os capacitores são conectados diretamente aos


terminais das cargas individuais, sendo ligados simultaneamente. Recomenda-se
uma compensação individual para os casos onde haja grandes cargas de utilização
constante e longos períodos de operação. Desta forma pode-se reduzir a bitola dos
cabos de alimentação da carga.
Os capacitores geralmente podem ser conectados diretamente aos terminais
das cargas, sendo manobrado por meio de um único contator.
59

Fig. 57 – Capacitores individuais

6.6.2 CORREÇÃO PARA GRUPO DE CARGAS

Na compensação de um grupo de cargas, o sistema de compensação de


reativos estará relacionado a um grupo de cargas, que poderá ser composto, por ex.,
de lâmpadas fluorescentes, que serão manobradas por meio de um contator ou de
disjuntor.

Fig. 58 – Capacitores para grupo de carga

6.6.3 CORREÇÃO CENTRALIZADA DAS CARGAS

Para a compensação centralizada são normalmente utilizados bancos de


capacitores ligado diretamente a um
alimentador principal (figura 6). Isto é particularmente vantajoso quando a planta
elétrica for constituída de
diversas cargas com diferentes potências e períodos de operação.
Uma compensação centralizada possui ainda as seguintes vantagens:
• os bancos de capacitores, por estarem centralizados, podem ser supervisionados
mais facilmente ;
• ampliações futuras tornam-se mais simples ;
• a potência dos capacitores pode ser adaptada constantemente por aumento de
potência da planta elétrica ;
• considerando-se o fator de simultaneidade, geralmente a potência reativa
necessária é inferior à potência necessária para a compensação das cargas
individualmente
60

Fig. 59 – Capacitores para instalação geral

6.7. EXERCÍCIOS

6.7.1 – Um motor com tensão nominal de 240V e 8A consume 1.536W com carga
máxima. Qual o seu F.P.?

6.7.2 – Em um circuito RLC série, a corrente é de 2A atrasada de 61,9° e a tensão


aplicada é 17V. Calcule o F.P., P, Q e S e desenhe o triângulo de Potência.

6.7.3 – Um motor de indução consome 1,5kW e 7,5A de uma linha de 220V com
60Hz. Qual deverá ser a potência do banco de capacitor em paralelo a fim de se
aumentar o F.P. total para 1.

6.7.4 – Uma carga indutiva que consome 5kW com 60% de F.P. indutivo com tensão
de linha de 220V. Calcule:
a) a potência do banco de capacitor necessário para deixar o dentro do limite mínimo
estabelecido pelas concessionárias.
b) o banco de capacitor para deixar o F.P unitário.

6.7.5 – Um motor de indução de 10kVA, funcionando com um F.P. de 80%, indutivo


e um motor síncrono de 5kVA, com F.P. 70%, estão ligados em paralelo através de
uma rede com 220V e 60Hz. Calcule as potências totais equivalentes P, Q e S e o
F.P. final.
61

7. CIRCUITO TRIFÁSICO

A maior parte da geração, transmissão e utilização em alta potência da


energia elétrica envolve sistemas polifásicos, ou seja, sistemas nos quais são
disponíveis diversas fontes de mesma amplitude com uma diferença de fase entre
elas. Por possuir vantagens econômicas e operacionais, o sistema trifásico é o mais
difundido. Uma Fonte Trifásica é constituída de três fontes de tensões iguais
defasadas 120° uma da outra. As figuras abaixo apresentam o esquema de um
gerador trifásico com as tensões produzidas.

7.1 PRODUÇÃO DA TENSÃO TRIFÁSICA

Fig. 74 - Gerador

Supondo o rotor girando no sentido anti-horário com 3600 rpm (f = 60 Hz) 1


seu campo magnético corta os rolamentos do induzido, induzindo neles as tensões
senoidais ilustrados na figura. Estas tensões atingem seus valores máximos e
mínimos com uma distância de 1/3 de um período, ou seja, com uma defasagem de
120°, e isto devido ao deslocamento espacial de 120° dos enrolamentos do induzido.
Como resultado, visto que as bobinas são iguais (mesma seção e mesmo número de
espiras), o alternador produz 3 tensões de mesmo valor eficaz com uma defasagem
de 120 ° entre elas.
62

O diagrama fasorial destas tensões é apresentado a seguir.

Fig. 75: Fasores trifásicos

Dependendo do autor, poderá ser usada uma nomenclatura diferente para


indicar as tensões, como V1, V2, V3, A, B, C ou R, S, T, mas sempre serão 3 fases e
defasadas de 120° uma da outra.

7.2 VANTAGENS DO SISTEMA TRIFÁSICO

- Permite transmissão de potência de forma mais econômica.


- Motores trifásicos não necessitam de capacitores para a partida, motores
monofásicos sim.
- Maior versatilidade para a montagem do circuito, pois de um circuito trifásico,
podem derivar vários monofásicos.
SISTEMAS EM TRIÂNGULO E ESTRELA
63

Fig. 76: Enrolamentos do motor

Variando o modo de ligação destes 3 enrolamentos do gerador, se obtém 2


tipos de ligações em circuitos trifásicos, a ligação em estrela (Y) e a ligação em
triângulo (Δ).

7.3 LIGAÇÃO EM ∆.

A figura abaixo apresenta o esquema de ligações que deve ser realizado com
os três enrolamentos do gerador para que se obtenha uma conexão em ∆.

Fig. 77: Ligação triângulo


Quando um gerador tem seus enrolamentos ligados em ∆, as tensões de
linha são iguais as tensões de fase e as correntes de linha são diferentes das
correntes de fase. A figura abaixo apresenta a nomenclatura utilizada para as
tensões e correntes em um circuito em ∆.
64

Figura 78: Tensão e corrente em triângulo

E deste tipo de ligação, se obtém as aquações fundamentais para circuito


trifásico em ∆:

7.4 LIGAÇÃO EM Y

A figura abaixo apresenta o esquema de ligações que deve ser realizado com
os três enrolamentos do gerador para que se obtenha uma conexão em Y.
65

Figura 79: Ligação em estrela

Quando um gerador tem seus enrolamentos ligados em Y, as tensões de


linha são diferentes das tensões de fase e as correntes de linha são iguais as
correntes de fase. A figura abaixo apresenta a nomenclatura utilizada para as
tensões e correntes em um circuito em Y.

Figura 80: Tensão e corrente em estrela

E deste tipo de ligação, se obtém as equações fundamentais para circuito


trifásico em ∆:
66
67

7.5 EXERCÍCIO RESOLVIDO:

7.5.1 Três resistências de 20Ω cada são ligadas em Y a uma linha de 3-Ø de 240V
funcionando com um FP de uma unidade. Calcule a corrente através de cada
resistência, a corrente da linha e a potência consumida pelas três resistências.

7.5.2 Calcule as correntes e a potência agora para uma ligação em triângulo.


68

Em Y:

Em Δ:

7.5.3 Uma carga trifásica conectada em Y é alimentada por uma fonte trifásica em Y
e em equilíbrio com tensão de fase de 102V RMS. As impedâncias de linha e de
carga são, respectivamente, 1 + j1Ω e 20 + j10Ω. Determine a tensão de carga.
69

7.5.3 Fonte em Y carga em Δ.

Considerando a figura abaixo determine:


a) Os ângulos de fase θ2 e θ3;
b) A corrente de cada fase ligada a carga;
c) O módulo das correntes de linha

Para uma seqüência ABC,


70

Tensão de fase é igual a tensão de linha, então:

As correntes de fase são:

7.5.4 Fonte em Δ carga em Y.

Considerando a figura abaixo determine:


a) As tensões em cada fase conectada a carga;
b) O módulo das tensões de linha;
71

7.6 EXERCÍCIOS

7.6.1 Desenhe uma rede trifásica ligada em estrela com tensão de linha de 380V
mais neutro, nesta rede ligue 2 circuitos monofásicos de iluminação com 220V, um
motor monofásico, um motor trifásico e um banco de capacitores.

7.6.2 Um gerador ligado em Y fornece 40A para cada linha e tem uma tensão de
fase de 50V. Calcule a corrente de cada fase e a tensão de linha.

7.6.3 Em um sistema trifásico em Δ a corrente de linha é 30A, se a tensão de linha


for 220V qual a potência liberada?

7.6.4 Para cada um dos circuitos que se seguem, determinar (a) a corrente de linha
e (b) a impedância Z. Sabe-se que, em ambos os casos, a carga consome 15,8kW
com FP = 0,8.
72

7.6.5 Uma fonte de tensão trifásica conectada em Y e em equilíbrio alimenta uma


carga equilibrada em delta. A corrente de carga Iab = 4/20°A RMS. Determine as
correntes de linha.

7.6.6 Uma carga equilibrada em delta contém um resistor de 10Ω em série com um
indutor de 20mH em cada fase. A fonte de tensão é equilibrada, 60Hz e ligada em Y
com uma tensão de fase de Van = 120/30° rms. Determine as correntes de linha e
de fase do sistema.

7.6.7 Um sistema trifásico em equilíbrio ligado em Y possui uma impedância de linha


de 1Ω e j0,5Ω. No final deste sistema são ligadas duas cargas em Y de 10 + j6Ω e 8
+ j3Ω. Determine as correntes de linha e as tensões de fase das cargas.

7.6.8 – Baseado na figura abaixo determine:


a) As tensões e correntes de fase e de linha;
b) As três potências do circuito e o FP.
73

7.6.9 – Dado o sistema em Y-Y abaixo determine:


a) Módulo e fase das tensões de fase no começo do sistema;
b) Módulo e fase das correntes de linha e de fase;
c) Módulo e fase das tensões a carga.
74

7.6.10 Para o circuito trifásico abaixo determine:


a) A potência ativa do motor trifásico, do conjunto de iluminação e do conjunto
de motores monofásicos.
b) A potência reativa do motor trifásico, do conjunto de iluminação e do
conjunto de motores monofásicos.
c) Potência aparente da fonte.
d) Corrente de linha.

7.6.11: Para o circuito abaixo determine:

a) As potências ativa, reativa e aparente do motor trifásico.


b) As potências ativa, reativa e aparente do conjunto de motores
monofásicos.
c) O triângulo de potência total do circuito.
d) A corrente de linha do circuito.
75

7.6.12 Em uma instalação elétrica de BT em Itajaí foram instalados os seguintes


equipamentos: um motor 30CV trifásico, uma máquina com demanda aproximada de
25kW trifásica, um circuito de tomadas com demanda aproximada de 7kW e a
iluminação da instalação com demanda de 3,5kW. Considerando que somente a
corrente da instalação define o disjuntor desta, qual a corrente nominal do disjuntor
para esta instalação?