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INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS NOTA TÉCNICA Nº 54/2018/COFIS/CGFIS/DIPRO

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

NOTA TÉCNICA Nº 54/2018/COFIS/CGFIS/DIPRO

PROCESSO Nº 02001.021326/2018-23

INTERESSADO: CAVALO E COMPANHIA SERVIÇOS E COMERCIO DE PRODUTOS EQUESTRES LTDA (10.582.566/0001-22)

1.

ASSUNTO

1.1.

denúncia de maus-tratos a um cavalo u lizado em a vidade na colônia de férias

(processo nº 02001.021326/2018-23)

2. ANÁLISE

Recebemos a denúncia de maus tratos a um cavalo que havia sido pintado em a vidade desenvolvida na colônia de férias em uma hípica. Confirmou-se o local como sendo a escola do setor hípico em Brasília/DF. Em ação de fiscalização no dia 23 de julho de 2018 o responsável pela escola, o Diretor Sr. José Cabral de Araújo Neto, anuiu que a foto denota desrespeito ao cavalo, mas ponderou que não refle ria o real contexto da a vidade. No local, ele informou que dois eqüídeos foram u lizados na atividade: um cavalo de nome Thor e uma égua chamada de Branquinha, ambos de cor branca.

O cavalo u lizado e a égua, que também foi pintada, foram observados no local e já haviam sido

limpos, restando, em ambos, apenas algumas manchas de nta colorida. O responsável também argumentou que a a vidade possuiu obje vo pedagógico visando a aproximação das crianças com os cavalos. Ele informou que vários cavalos são originários de apreensões no Distrito Federal. Considerou-se um dos animais utilizados relativamente magro.

Considerando que foi informado que a a vidade possuiu obje vo pedagógico e, visando a melhor

apuração dos fatos, o empreendimento foi no ficado a: [1] apresentar o projeto pedagógico referente

à a vidade, [2] laudo das condições de ambos os animais u lizados, [3] as especificações das ntas utilizadas, além de [4] fotos e vídeos da atividade.

No que se refere especificamente aos itens da no ficação, o projeto pedagógico foi apresentado, contudo com as considerações que apresentaremos neste documento. O laudo veterinário também foi

apresentado e ele atesta boas condições dos animais. Ainda se deve dirimir com o Médico veterinário

o baixo score corporal de um dos animais. O po de nta foi, ainda no local, imediatamente mostrado

ao que se constatou ser nta guache. Foi entregue vídeo editado da a vidade, além do Diretor, em 25

de julho de 2018, ter nos mostrado uma versão sem edição. Em ambos os casos não se ouviu som nos

vídeos. A diferença básica entre o vídeo editado e o apresentado reside na eliminação de identificação das crianças por meio de efeito em seus rostos.

A denúncia recebida foi de maus tratos. Todavia, como a nta não era tóxica, os maus tratos estariam limitados ao momento da a vidade, dependendo das condições em que os cavalos es vessem

subme dos. A no ficação de apresentação de outras fotos e vídeos obje vou a verificação das condições e comportamento do animal no momento da atividade.

O vídeo apresentado demonstra a a vidade de pintura de um dos cavalos, não de ambos. Ele se

apresenta calmo enquanto é pintado pelas crianças. Desta forma, con nuamos com uma visão parcial da atividade. A denúncia cita maus tratos inclusive porque na avaliação do senso comum, qualquer ato

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em que se indignem em relação ao animal, culmina por ser considerado desta forma. Todavia, maus tratos se refere ao ato de provocar, por ação ou omissão, angús a sica ou psicológica a qualquer animal. A nta, conforme se verificou, é atóxica e os animais foram, na subseqüência, limpos. Não foi possível inferir se o cheiro da nta mesmo não sendo tóxica a humanos, poderia ter causado algum po de desconforto aos animais. Porém, mesmo assim, os maus tratos aos animais poderiam ter sido infligidos durante a a vidade, caso em sua execução eles es vessem estressados ou aterrorizados ante a aproximação, toque ou pela quan dade de pessoas. O vídeo, contudo, demonstrou um cavalo calmo enquanto era pintado pelas crianças. Houve, de nossa parte, especial atenção e preocupação quanto à pintura próxima aos olhos, mas também não se pôde constatar reação do animal. Não foi apresentado vídeo da a vidade para ambos os cavalos, mas tendo-os observado na hípica no momento da fiscalização, não há indícios para supormos que ambos não es vessem igualmente tranqüilos durante a a vidade em que foram pintados. Portanto, perante os fatos e indícios apresentados, contrapostos à definição de maus tratos, concluímos que o ato, para estes dois animais

e nesta situação específica, não se caracterizou tipificado.

Porém, o art. 32 da Lei nº 9.605/98 com respec vo reba mento administra vo no art. 29 do Decreto Federal nº 6.514/08 não se limita a maus tratos como a conduta ante a qual se protege os animais. Ferir, mu lar ou pra car ato de abuso são comandos legais do disposi vo penal e administra vo. Portanto, mesmo se afastando o enquadramento de maus tratos, a situação ainda precisa ser avaliada ante a possibilidade de abuso. Assim, se tornou per nente verificar o contexto da a vidade, o obje vo pedagógico e conseguir maiores detalhes de como ela foi executada.

Lei Federal nº 9.605/98

Art. 32. Pra car ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mu lar animais silvestres, domés cos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º

Decreto Federal nº 6.514/08

Art. 29. Pra car ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mu lar animais silvestres, domés cos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais) por indivíduo.

Segundo Trennepohl (2009) maus-tratos é caracterizado quando se inflige ao animal dor sica ou psicológica. Abuso é caracterizado pela imposição ao animal de esforço sico acima de sua capacidade ou da obrigação de executar tarefa ou atividade que contrarie sua natureza.

Marcão (2018) define como abuso expor a excessos e que o sujeito passivo é a cole vidade, sendo o animal o objeto material do crime.

Mossin (2015) considera abuso como fazer uso de forma exorbitante, que se mostra incompa vel com o tratamento que deve ser dispensado ao animal. Também, considera a sociedade como sujeito passível da infração.

Prado (2005) configura como ato de abuso o mal uso ou o uso inconveniente. Salienta, ainda, ser o animal o objeto material do delito.

Abuso, segundo o Houassis: 1. fazer mau uso, usar de maneira imprópria, inadequada; 2. Usar em excesso, exorbitar no uso ou na exigência de uso, exceder-se na u lização de; 3. Tirar vantagem, 4. Fazer pouco caso, ridicularizar, menosprezar, humilhar; 5

;

É importante esclarecer que, segundo o ordenamento jurídico nacional, o sujeito passivo, ou seja,

quem é afetado pela conduta, é a cole vidade, sendo o animal o objeto do crime. Neste sen do, o abuso praticado contra o animal atinge a sociedade, sujeito de direito que os deve ter protegido.

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O interessado atendeu à no ficação no dia 25 de julho de 2018, protocolando documentos e vídeo

(processo nº 02001.021647/2018-28). Neste mesmo dia o Sr. José Cabral de Araújo Neto se reuniu com o Núcleo de Fiscalização de Fauna e Coordenação da Cofis onde expôs a importância de sigilo dos documentos apresentados já que estariam sofrendo ameaças. Também informou que não possuía projeto pedagógico escrito quando a a vidade foi realizada, mas que o solicitou para o atendimento à

no ficação. Visando formalizar a data de protocolo, informou que solicitou inserir no projeto a data

em sua a tude, foi honesto em informar que o projeto foi

escrito para atender à no ficação. Porém, o fato é que, no momento da a vidade, não havia projeto pedagógico formal que a embasasse ou lhe desse diretriz.

Na resposta à no ficação, o Diretor informa que a a vidade foi “(idealizada em conjunto com a pedagoga parceira da escola e aprovada pelo veterinário que atende nossos animais) produz efeitos posi vos, pois as crianças se aproximam de forma mais natural do cavalo, e as que estão receosas perdem o medo.” A questão básica reside em se avaliar se a a vidade de pintura, além ou apesar de es mular a aproximação, subsidiariamente não oferece às crianças uma visão equivocada sobre sua relação com os animais. Ainda, se deve considerar se pedagogicamente haveria outras a vidades que proporcionariam a mesma aproximação, contudo, sem possibilitar interpretações diversas ou possibilidade de deturpação do objetivo da prática.

No projeto apresentado, a a vidade relacionada à pintura é programada para execução no dia 20 de julho e se apresenta:

retroa va. Não observamos qualquer malícia

“Dia 20/07 Grupos 1, 2 e 3

Acolhida e chamada Atividades do dia: Alimentação do cavalo, banho, pintura

Obje vos Específicos: Aprender sobre a alimentação do cavalo, tomando os cuidados necessários na hora de alimentá-los (proteção dos dedinhos)

Desenvolver a coordenação motora fina por meio da pintura com os dedos.

Promover a perda do medo e a afetividade entre a criança e o cavalo

Aprender a duchar o cavalo.

Descrição das a vidades: Úl mo dia de colônia, as a vidades serão todas voltadas para o cavalo, parceiro da semana inteira, para aqueles que ainda permanecem com um pouco de receio do animal a proposta é oferecer comida, ajudar na limpeza e no banho, e pintar o animal com guache participando depois da ducha de limpeza do mesmo. As crianças escolherão a atividade.

Limpeza e banho: Aprender como se ducha um cavalo, começando por baixo, pés e subindo aos poucos, ensaboar, e enxaguar, cuidados de posicionamento para não se machucar.

Pintura no cavalo: u lizando os dedinhos passar a mistura de nta e shampoo no cavalo formando desenhos ou formas livres mostrando ao parceiro de toda semana sua gra dão pela parceria estabelecida, após a pintura ajudar na ducha relembrando os cuidados de proteção e posição adequada.

Recursos materiais utilizados: Sabão, escova, cenoura, tinta guache lavável atóxica.”

Embora a proposta da colônia de férias não foi, segundo o exposto nas entrevistas com o Diretor, o desrespeito ou uso abusivo do animal, a comoção iden ficada nas redes sociais demonstra que a cole vidade não considerou a a vidade de forma tranqüila. Portanto, a cole vidade, sujeito passivo, para as questões de abuso dos animais, considerou a a vidade condenável. Porém, embora o posicionamento da sociedade seja importante para se definir o animus em relação ao fato, ela não pode ser a única questão avaliada. Até onde se sabe, ao cavalo não se interessa ou importa se está pintado de azul, verde ou o que exprime os desenhos nele marcados. Esta avaliação, porém, não leva em conta fatores comportamentais para os quais existem estudos em que a marcação de animais ocasionou repercussões posi vas e, às vezes nega vas, na interação entre indivíduos da mesma espécie. Sendo assim, e considerando a pintura efetuada, é importante avaliar como a sociedade, o sujeito passivo da conduta, se posiciona. Importante, assim, verificar se a pintura incu u um sen mento nega vo que induz ao desrespeito dos animais. Pelas manifestações de indignação, a

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denúncia efetuada e a repercussão, se avalia que sim.

Porém, mesmo nesta situação, como contraponto, o ato de abuso, caracterizado pelo sen mento de indignação do sujeito passivo (a cole vidade) ante ao uso exacerbado, não usual e incompa vel com

o tratamento que deveria ser dispensado ao animal, poderia ser afastado caso a proposta pedagógica

demonstrasse que, ao contrário da aparência, a a vidade es vesse relacionada a incu r respeito pelo espécime.

Sendo a própria cole vidade o pólo passivo, a conduta delituosa poderia ser afastada caso o fato gerador da indignação fosse uma visão parcial da situação que, analisada de forma holís ca, estaria mais relacionada a dignos propósitos pedagógicos que ao abuso do animal.

Neste sen do, a existência e avaliação do projeto pedagógico são de extrema importância para o caso em tela. Assim, é importante primeiramente salientar que o projeto pedagógico não exis a desenvolvido e formalizado antes da realização da a vidade. Segundo o próprio Diretor, ele foi formalizado em razão da no ficação do Ibama para apresentá-lo. E a no ficação foi realizada ao se considerar que uma a vidade, se pedagógica, deveria estar vinculada a um projeto com seus obje vos bem delineados e específicos. Como não foi assim que ocorreu, depreende-se que a a vidade se resumiu a uma proposta de pintar o cavalo. Uma a vidade lúdica, mas sem uma proposta pedagógica elaborada e específica que a respaldasse. Assim, não exis u proposta pedagógica que afaste o uso inadequado que a população denunciou.

Mesmo a proposta pedagógica apresentada é extremamente simples e questões importantes não foram tratadas, tais como: avaliação das alterna vas; porque a pintura se sobrepõe ou é necessária

apesar de outras possibilidades de aproximação; a avaliação dos resultados da a vidade; o porquê de sua realização no úl mo dia quando caso, não se mostre eficiente para a aproximação entre crianças

e o cavalo, não haverá outra oportunidade; avaliação de qual foi a percepção das crianças, inclusive

de respeito pelo animal ou se esta percepção se alterou após a a vidade. Tais questões não foram contempladas no projeto pedagógico e são relevantes para se verificar a aderência da a vidade não apenas a questões de aproximação com o animal, mas também, de manutenção ou incu r o respeito a ele. Ademais, como apresentado, o fato da a vidade ter sido executada no úl mo dia, impossibilita uma avaliação posterior dos resultados de aproximação e empa a com os animais assim como possíveis consequências negativas da atividade.

Na avaliação de abuso, duas questões são importantes:

[1] o sujeito passivo é a coletividade e não o animal, sendo este apenas o objeto material do crime; e

[2] o ato de abuso configura-se pelo uso abusivo, não usual, incompa vel com o que deve ser dispensado ao animal.

Portanto, o ato de abuso quando não de a vidade sica, que em decorrência do trabalho em excesso, causa exaustão no animal, é extremamente dependente da percepção humana, da cole vidade que é

o sujeito passivo deste delito. No caso em tela, torna-se de extrema importância que a atividade tenha sido desenvolvida com crianças que u lizaram o cavalo de forma não usual. Embora o obje vo informado tenha sido a aproximação com o animal, não se pode afastar o efeito colateral de “obje ficação” deste mesmo animal. Ao ser u lizado como tela, o cavalo é simulacro de um quadro branco, um objeto para ser usado. Não existe no projeto pedagógico apresentado, mesmo tendo sido elaborado para jus ficar a vidade já realizada, uma análise de possíveis outras formas de aproximação entre crianças e cavalos salientando-se o porquê a pintura foi a escolhida. Observando- se o vídeo se constata que as crianças não estavam pintadas ou se pintando. O que parece ser um detalhe, na verdade, torna-se crucial na avaliação da percepção, pois se apenas o cavalo é pintado, significa que apenas ele pode ser alvo da a vidade. O fato reforça o abuso e não uma integração entre crianças e animal.

Portanto, segundo o exposto, afasta-se para o caso específico, os maus tratos. Quanto ao abuso, se

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considera: o uso do animal em pintura não é o usual em uma hípica, mesmo assim ele ainda poderia ter sido respaldado por um projeto pedagógico que jus ficasse a a vidade; o projeto, porém, não exis a e, quando apresentado, não trouxe elementos suficientes para respaldar a a vidade; a aproximação com o animal poderia ter sido realizada por meio de diversas outras a vidades; a percepção da sociedade foi de uso inadequado; não houve avaliação de seu resultado no avanço da aproximação das crianças com o animal em ambiente diverso ao da própria a vidade; não houve avaliação de possíveis repercussões comportamentais nega vas das crianças para os animais em razão da a vidade. O que se observa é que questões per nentes e importantes ao caso, mesmo se afastada as questões legais de proteção ambiental e, tratando-se apenas da óp ca pedagógica e de respeito aos animais, não foi observada. De tal forma, em decorrência do uso impróprio, inconveniente e, assim, incompa vel com o tratamento que deve ser dispensado ao animal, pifica-se a conduta como praticar ato abuso a dois animais domésticos, uma égua e um cavalo.

Quanto às atenuantes e agravantes, considera-se:

ATENUANTES – art. 14 da Lei nº 9.605/98

 
 

Baixa escolaridade

Comunicação prévia pelo autuado

 

Arrependimento eficaz do infrator

x

Colaboração com a fiscalização

 

AGRAVANTES art. 15 da Lei nº 9.605/98

 
 

Área de especial regime de uso

Em período de defeso da fauna

 
 

Abuso

de

licença,

permissão

ou

 

Prejudicando propriedades de terceiros

autorização ambiental

 

Mediante fraude ou abuso de confiança

Para obter vantagem pecuniária

 

Em época de seca ou inundação

À noite

Coação de terceiro para a prática

Facilitada por funcionário público

 

Métodos cruéis para abate ou captura de animais

Expondo perigo à saúde pública e ao meio ambiente de forma grave

No interesse de pessoa jurídica man da por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais

A ngindo extinção

espécies

ameaçadas

de

 

A ngindo área

urbana ou quaisquer

 

Reincidência no delito ambiental

assentamentos humanos

 

Em domingos ou feriados

Assim, com base no disposto no art.15 da Lei nº 9.605/98 não se observou na conduta an jurídica qualquer dos agravantes listados. Quanto às circunstâncias atenuantes, cita-se a total colaboração com a fiscalização ambiental.

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TRENNEPOHL, C. 2009. Infrações contra o Meio Ambiente, multas, sanções e processo administra vo – comentários ao Decreto nº 6.514/08, de 22 de julho de 2008. 2ª edição. Ed. Fórum. 520p.

MARCÃO, R. 2018. Crimes Ambientais. Anotações e interpretação jurisprudencial da parte criminal da Lei nº 9.605, de 12-2-1998. 4ª edição. Ed. Saraiva. 541p.

MOSSIN, H. A. 2015. Crimes Ecológicos, aspectos penais e processuais penais – Lei nº 9.605/98. Ed. Manole. 291p.

PRADO, L. R. 2005. Direito Penal do Ambiente. Ed. Revista dos Tribunais.

3.

CONCLUSÃO

3.1.

Ante as análises efetuadas, afasta-se a conduta de maus tratos, mas se observa o

enquadramento da a vidade como abuso que é conduta prevista no art. 29 do Decreto Federal nº 6.514/08. A a vidade desenvolvida foi considerada reprovável e sujeita a autuação. Considerando-se o fato de inexistência de seqüelas aos animais, a ausência de agravantes e a existência de atenuante. Considerando-se que a escola recepciona cavalos oriundos de apreensões por maus tratos lhes

propiciando melhores condições de vida. Considerando-se, ainda, que o principal obje vo é coibir a con nuidade de abusos ou novos atos de abuso. Autua-se o empreendimento adver ndo-o quanto a conduta delituosa que não deverá ser repetida.

Documento assinado eletronicamente por ROBERTO CABRAL BORGES, Coordenador, em 01/08/2018, às 23:57, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Documento assinado eletronicamente por ROBERTO CABRAL BORGES , Coordenador Decreto nº 8.539, de 8 de outubro Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.

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