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As Escrituras:

A Bíblia não é outra coisa senão a voz daquele que está assentado sobre o trono.
(Dean Burgon)
Sua natureza:

 Verbal;
 A Escritura como revelação em si mesma. Provérbios 22.17-21 indica que confiar
no senhor é confiar em sua palavra. Uma pessoa só ama a Deus a medida que ela
ama as Escrituras (Sl 119.103,97; 19.9,10).
 A Escritura se dá como “Revelação Proporcional”, isto é, a verdade está
plenamente revelada nela.
Sua Inspiração (II Tm 3.16):

 Plenária: “(...)O ensino bíblico concernente à história, geografia e ciência estão


incluídos, e não meramente teologia”;
 Verbal: Como as ideias podem ser transmitidas a nós senão por meio das palavras?
A palavra usada é theopneutos que significa expiração, sopro.
 Orgânica: Deus usou humanos para escrever as escrituras, mas não
mecanicamente. Usou os homens com dons e habilidades pré-determinadas. Os
66 livros das escrituras funcionam de forma orgânica (II Pe 3.15,16). Sua
elaboração se dá anterior a expiração, pois “(...)A Bíblia ensina que Deus exercia
controle total e preciso em cada detalhe de Sua Criação, a tal extensão que até
mesmo os pensamentos dos homens estão sob o seu controle”. Podemos explicar
o elemento humano da seguinte forma: “(...)O Espírito de Deus supervisionou o
processo para que o conteúdo das Escrituras fosse além do que a inteligê nc ia
natural dos escritores poderia conceber. O produto foi a revelação verbal de Deus
e ela, literalmente, foi aquilo o que Ele desejava por escrito. Deus não encontrou
pessoas certas para escrever as Escrituras; Ele fez as pessoas certas para escrevê-
las e então supervisionou o processo da escrita” (V. Cheung).

Sua Unidade: As palavras da Escritura procedem de uma única mente divina que implica
que a Bíblia deve ter coerência perfeita. Vemos exemplos dessa coerência nas respostas
de Cristo ao diabo em sua tentação (Mt 4.5-7) ou nas discussões de Jesus com os fariseus
(Mt 22.41-46).

Sua Infabilidade: A Bíblia possui o que chamamos de infabilidade (ela não pode errar)
e também tem inerrância (ela não erra). Se a primeira diz respeito ao potencial das
escrituras, o segundo diz respeito ao seu estado real. Como Cheung comenta: “(...)Deus
é infalível, e visto que a Bíblia é a sua Palavra, ela não pode e não contém nenhum erro”.

Sua Autoridade: “Deus e as escrituras são trazidos em tal conjunção para mostrar que na
questão da autoridade, nenhuma distinção foi feita entre elas” (Warfield).
Sua Necessidade:

 Para definir todo conceito e atividade cristã;


 Para a salvação ser possível (II Tm 3.15);
 Para conhecer a Deus (I Sm 3.7);
 Qual a relação entre experiência e revelação? Xavier Pickett comenta: “(...)não
estou dizendo que as experiências da vida cristã não são importante, mas sim que
quando confiamos em nossas experiências mais do que em Deus através da sua
Palavra, confiamos realmente em nós mesmos, pois não dependemos apenas
dele”.

Sua Clareza:

 A perigosa polaridade Obscura demais X Clara demais


 “Todo crente tem o direito de ler a Bíblia por si mesmo, mas isto não deve se
traduzir em desafio ilegítimo contra os sábios ensino dos erudito ou contra a
autoridade dos líderes da Igreja”;
 Quem deve conhecer as escrituras na Igreja? “(...) Para ecoar um pensamento
antigo da reforma, quando o agricultor e o ferreiro conhecem a Bíblia tão bem
como os teólogos, e conhecem melhor do que alguns teólogos contemporâneos,
então o desejado despertamento já teria ocorrido” (G. Clarck).
 O homem natural não entende as escrituras pois não tem a mente renovada (Rm
8.7; Tt 3.5; Rm 12.2).
 Também é importante lembrar que “o fato de um conhecimento não ser completo
não significa que não seja um conhecimento verdadeiro”.
 A Igreja é fundamental no entendimento da escritura, com Calvino comenta I Tm
3.14,15: “A Igreja é a coluna da verdade porque, através do seu ministério, a
verdade é preservada e difundida... o ofício de ministrar a doutrina que Deus pôs
em suas mãos é o único meio para a preservação da verdade, a qual não pode
desaparecer da memória dos homens”.

Sua suficiência:

 A Escritura contêm tudo o que é necessário para construir uma cosmovisão cristã
compreensiva que nos capacite a ter uma verdadeira visão da realidade.
 Por isso, quando falamos de cosmovisão, precisamos afirmar que “(...)não é
suficiente que se tenha apenas conhecimento; a pessoa deve ter entendimento
(discernimento) e sabedoria (como os pedaços do conhecimento se reúnem)”.
 A importância do sola scriptura “A Bíblia tem o monopólio da verdade. Ela deve
ser o livro-texto para toda área da vida de seus leitores”.
 O conhecimento da vontade de Deus não vem de direção extra bíblica, mas de
uma compreensão intelectual e de uma aplicação das Escrituras (Rm 12.2).
 A Escritura é divina não somente na origem, mas abrangente no escopo.
A Bíblia é...

 Eterna (Sl 119.89): ela é relevante a todas as épocas e povos;


 Perspícua: o significado das Escrituras pode ser captado pelo uso devido dos
meios ordinários (Sl 119.105; II Tm 3.5);
 Pura (Sl 12.6) e Purificadora (Jo 17.17);
 Una: Fala de um mesmo Deus, no AT e no NT (Hb 12.29; Dt 4.24);
 Auto Autenticadora: “(...)A certeza do crente que as escrituras procedem de
Deus vem do testemunho interior do ES, testemunhando por e com a Palavra em
nossos corações”(I Co 2.4,5).