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BENS - Introduções

DIREITO CIVIL – 01/08/2018 1- Considerados em si mesmos

AULA 01 – Semestre 2 2- Reciprocamente Considerados

3- Seres Públicos

I- Bens Considerados Seus

a) Imóveis (Art 79 a 81)


A1 – POR NATUREZA
O solo e tudo quanto se lhe incorporar naturalmente, compreendendo as arvores e os
frutos pendentes, o espaço aéreo e o subsolo (Art. 1248)
OBS.: as arvores so mantem a qualidade de imóveis enquanto ligadas ao solo; quando
extraídas passam a ser moveis por antecipação. Se plantadas em jarro/vasos, são
“moveis” pois, podem ser removidas. O mesmo diz-se dos frutos das pedras e dos metais.

A2 – IMOVEL POR ACESSÃO FISICA OU ARTIFICIAL


ACESSÃO: é a justa posição, aumento, acréscimo ou aderência de uma coisa a outra. Inclui
tudo aquilo que o ser humano incorporar definitivamente ao solo. Por exemplo: A
semente, edifícios, construções, de modo que não possam ser retirados sem destruição ou
modificação de sua estrutura. Implica pois, a participação humana através de seu trabalho
(Tijolos, madeiras, canos...) ART 1225 – DIREITOS REAIS - CC

- Gustavo René Nicolau

- O Codigo Civil restringe-se a uma classificação de bens, agrupando-os segundo critérios


que o legislador entendeu como adequado quais sejam:

- Referido professor expondo suas considerações sobre o tema ensina que o ser o humano
possui necessidades de acordo com a realidade vivida por cada ser. São elas satisfeitas
com utensílios que podem decorrer da racionalidade de criação humana, ou da própria
natureza, ainda ser perceptíveis ou não aos órgãos do sentido mais o que importa para o
mundo jurídico é que tal utensilio tenha uma raridade e uma utilidade que a torne objeto
de apreciação econômica ao preencher tais requisitos, a lei lhes atribui a qualidade de
bens e passa a classifica-los. Aqueles bens perceptíveis aos órgãos do sentido são
comumente denominados bens materiais como por exemplo: um carro, casa, um livro...
Já os que não podem ter essa percepção são chamados Imateriais(Energia). Nesse caso
nossos órgãos do sentido não estão aptos a percebê-la mas algumas são raras e uteis aos
seres humanos.
Se a utilidade é flagrante mas não há raridade, não estamos diante de um bem
juridicamente considerado.

Segundo Carlos Roberto Gonçalves “BEM” em sentido filosófico, “é tudo o que satisfaz
uma necessidade humana. Bem por isso ensina que o conceito de coisas corresponde ao
de bens, mas nem sempre há perfeita sincronização entre as duas expressões. As vezes
coisas são gêneros e bens a espécie, e outras vezes, bens são gêneros e coisas são
espécie, desse modo, vê-se que a doutrina não é uníssona ao distinguir bens de coisas.

Art. 1.267. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição.
Parágrafo único. Subentende-se a tradição quando o transmitente continua a possuir pelo constituto
possessório; quando cede ao adquirente o direito à restituição da coisa, que se encontra em poder de
terceiro; ou quando o adquirente já está na posse da coisa, por ocasião do negócio jurídico.

Art. 1248.
A acessão pode dar-se:
I - por formação de ilhas;
II - por aluvião;
III - por avulsão;
IV - por abandono de álveo;
V - por plantações ou construções.

Art. 1.225. São direitos reais:


I - a propriedade;
II - a superfície;
III - as servidões;
IV - o usufruto;
V - o uso;
VI - a habitação;
VII - o direito do promitente comprador do imóvel;
VIII - o penhor;
IX - a hipoteca;
X - a anticrese.
XI - a concessão de uso especial para fins de moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
XII - a concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
XII - a concessão de direito real de uso; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 700, de 2015)
Vigência encerrada
XII - a concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
XII - a concessão de direito real de uso; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 759. de 2016)
XII - a concessão de direito real de uso; e (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)
XIII - os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida à União, aos Estados, ao
Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas e respectiva cessão e promessa de
cessão. (Incluído pela Medida Provisória nº 700, de 2015)
Vigência encerrada
XIII - a laje. (Incluído pela Medida Provisória nº 759. de 2016)
XIII - a laje. (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)

Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente.

Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:


I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.

Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:


I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro
local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem.