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Bixo SP

2018 Semana 01
05____09
jan

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Bio. Professor: Brenda Braga
Monitor: Sarah Schollmeier

Bio.
Interpretando gráficos, tabelas e 08
figuras fev

RESUM O

Gráficos
Os gráficos podem representar de forma visual os números e porcentagens, permitindo a comparação
entre os grupos analisados ou entre diferentes gráficos.
Podem ser feitos na forma de Linha, Coluna, Barra e Pizza.

Gráfico de Linha
Gráfico de barras

Gráfico de Coluna
Gráfico de Pizza

Tabelas
As tabelas permitem comparar várias informações sobre algo determinado. Essa comparação permite indicar

Bio.
um aumento ou redução do valor observado.
Figuras
As figuras podem indicar um processo, estruturas, experimentos científicos, dentre outros. Para interpretar,
deve-se atentar ao que foi dito no enunciado, observar as indicações da imagem , a legenda e a fonte.

EXERCÍ CI OS DE AULA

1. Foram publicados recentemente, trabalhos relatando o uso de fungos como controle biológico de Bio.
mosquitos transmissores da malária. Observou-se o percentual de sobrevivência dos
mosquitos Anopheles sp. após exposição ou não a superfícies cobertas com fungos sabidamente
pesticidas, ao longo de duas semanas. Os dados obtidos estão presentes no gráfico abaixo.
No grupo exposto aos fungos, o período em que houve 50% de sobrevivência ocorreu entre os dias:
a) 2 e 4
b) 4 e 6
c) 6 e 8
d) 8 e 10
e) 10 e 12

2. Um estudo caracterizou 5 ambientes aquáticos, nomeados de A a E, em uma região, medindo


parâmetros físico-químicos de cada um deles, incluindo o pH nos ambientes. O Gráfico I representa
os valores de pH dos 5 ambientes. Utilizando o gráfico II, que representa a distribuição estatística de
espécies em diferentes faixas de pH, pode-se esperar um maior número de espécies no ambiente:

a) A
b) B
c) C
d) D
e) E

3. Quando um reservatório de água é agredido ambientalmente por poluição de origem doméstica ou


industrial, uma rápida providência é fundamental para diminuir os danos ecológicos. Como o
monitoramento constante dessas águas demanda aparelhos caros e testes demorados, cientistas têm
se utilizado de biodetectores, como peixes que são colocados em gaiolas dentro da água, podendo
ser observados periodicamente.

Para testar a resistência de três espécies de peixes, cientistas separaram dois grupos de cada espécie,
cada um com cem peixes, totalizando seis grupos. Foi, então, adicionada a mesma quantidade de
poluentes de origem doméstica e industrial, em separado. Durante o período de 24 horas, o número
de indivíduos passou a ser contado de hora em hora. Os resultados são apresentados abaixo.

Bio.
Pelos resultados obtidos, a espécie de peixe mais indicada para ser utilizada como detectora de
poluição, a fim de que sejam tomadas providências imediatas, seria
a) a espécie I, pois sendo menos resistente à poluição, morreria mais rapidamente após a
contaminação.
b) a espécie II, pois sendo a mais resistente, haveria mais tempo para testes.
c) a espécie III, pois como apresenta resistência diferente à poluição doméstica e industrial, propicia
estudos posteriores.
d) as espécies I e III juntas, pois tendo resistência semelhante em relação à poluição permitem
comparar resultados.
e) as espécies II e III juntas, pois como são pouco tolerantes à poluição, propiciam um rápido alerta.

4. Nos últimos meses o preço do petróleo tem alcançado recordes históricos. Por isso a procura de
fontes energéticas alternativas fazem-se necessárias. Para os especialistas, uma das mais interessantes
é o gás natural, pois ele apresentaria uma série de vantagens em relação a outras opções
energéticas.

A tabela compara a distribuição das reservas de petróleo e de gás natural no mundo, e a figura, a
emissão de monóxido de carbono entre vários tipos de fontes energéticas.

A partir da análise da tabela e da figura, são feitas as seguintes afirmativas: Bio.


I Enquanto as reservas mundiais de petróleo estão concentradas geograficamente, as reservas
mundiais de gás natural são mais distribuídas ao redor do mundo, garantindo um mercado
competitivo, menos dependente de crises internacionais e políticas.
II A emissão de dióxido de carbono (CO 2) para o gás natural é a mais baixa entre os diversos
combustíveis analisados, o que é importante, uma vez que esse gás é um dos principais
responsáveis pelo agravamento do efeito estufa.

Com relação a essas afirmativas pode-se dizer que


a) a primeira está incorreta, pois novas reservas de petróleo serão descobertas futuramente.
b) a segunda está incorreta, pois o dióxido de carbono (CO 2) apresenta pouca importância no
agravamento do efeito estufa.
c) ambas são análises corretas, mostrando que o gás natural é uma importante alternativa
energética.
d) ambas não procedem para o Brasil, que já é praticamente autossuficiente em petróleo e não
contribui para o agravamento do efeito estufa.
e) nenhuma delas mostram vantagem do uso de gás natural sobre o petróleo.
5. Em uma área observa-se o seguinte regime pluviométrico:

Os anfíbios são seres que podem ocupar tanto ambientes aquáticos quanto terrestres. Entretanto,
há espécies de anfíbios que passam todo o tempo na terra ou então na água. Apesar disso, a
maioria das espécies terrestres depende de água para se reproduzir e o faz quando essa existe em
abundância.

Os meses do ano em que, nessa área, esses anfíbios terrestres poderiam se reproduzir mais
eficientemente são de:
a) setembro a dezembro
b) novembro a fevereiro
c) janeiro a abril
d) março a julho
e) maio a agosto

6. Moradores de três cidades, aqui chamadas de X, Y e Z, foram indagados quanto aos tipos de
poluição que mais afligiam as suas áreas urbanas. Nos gráficos abaixo, estão representadas as
porcentagens de reclamações sobre cada tipo de poluição ambiental.

Considerando a queixa principal dos cidadãos de cada cidade, a primeira medida de combate à Bio.
poluição em cada uma delas seria, respectivamente:
a) Manejamento de lixo, Esgotamento sanitário, Controle emissão de gases
b) Controle de despejo industrial, Manejamento de lixo, Controle emissão de gases
c) Manejamento de lixo, Esgotamento sanitário, Controle de despejo industrial
d) Controle emissão de gases, Controle de despejo industrial, Esgotamento sanitário
e) Controle de despejo industrial, Manejamento de lixo, Esgotamento sanitário
EXERCÍ CI OS DE CASA

1. Foi proposto um novo modelo de evolução dos primatas, elaborado por matemáticos e biólogos.
Nesse modelo, o grupo de primatas pode ter tido origem quando os dinossauros ainda habitavam a
Terra, e não há 65 milhões de anos, como é comumente aceito.

Examinando esta árvore evolutiva, podemos dizer que a divergência entre os macacos do Velho
Mundo e o grupo dos grandes macacos e de humanos ocorreu há aproximadamente
a) 10 milhões de anos
b) 40 milhões de anos
c) 55 milhões de anos
d) 65 milhões de anos
e) 85 milhões de ano

2. Em um estudo feito pelo Instituto Florestal, foi possível acompanhar a evolução de ecossistemas
paulistas desde 1962. Desse estudo publicou-se o Inventário Florestal de São Paulo, que mostrou
resultados de décadas de transformações da Mata Atlântica.

Bio.

Examinando o gráfico da área de vegetação natural remanescente (em mil km2) pode-se inferir que
a) a Mata Atlântica teve sua área devastada em 50% entre 1963 e 1973.
b) a vegetação natural da Mata Atlântica aumentou antes da década de 60, mas reduziu nas décadas
posteriores.
c) a devastação da Mata Atlântica remanescente vem sendo contida desde a década de 60.
d) em 2000-2001, a área de Mata Atlântica preservada em relação ao período de 1990-1992 foi de
34,6%.
e) a área preservada da Mata Atlântica nos anos 2000 e 2001 é maior do que a registrada no período
de 1990-1992.
3. A poluição ambiental tornou-se grave problema a ser enfrentado pelo mundo contemporâneo. No
gráfico seguinte, alguns países estão agrupados de acordo com as respectivas emissões médias
anuais de CO 2 per capita.

Considerando as características dos países citados, bem como as emissões médias anuais de CO 2 per
capita indicadas no gráfico, assinale a opção correta.
a) O índice de emissão de CO 2 per capita dos países da União Europeia se equipara ao de alguns
países emergentes.
b) A China lança, em média, mais CO 2 per capita na atmosfera que os EUA.
c) A soma das emissões de CO 2 per capita de Brasil, Índia e Indonésia e maior que o total lançado
pelos EUA.
d) A emissão de CO 2 e tanto maior quanto menos desenvolvido e o país.
e) A média de lançamento de CO 2 em regiões e países desenvolvidos e superior a 15 toneladas por
pessoa ao ano.

4. Observe a figura abaixo, que representa o emparelhamento de duas bases nitrogenadas.

Bio.

Tipo de ligação
Molécula(s)
química

A Exclusivamente DNA Ligação de hidrogênio

B Exclusivamente RNA Ligação covalente apolar

C DNA ou RNA Ligação de hidrogênio

D Exclusivamente RNA Ligação covalente apolar

E Exclusivamente RNA Ligação iônica


Indique a alternativa que relaciona corretamente a(s) molécula(s) que se encontra(m) parcialmente
representada(s) e o tipo de ligação química apontada pela seta
a) A
b) B
c) C
d) D
e) E

5. Analise o gráfico abaixo:


Razão entre sexos (M:F) das pessoas com AIDS, d e acordo co m o ano de diagnóstico - Brasil,
1985 a 2008

Ministério da Saúde, Departamento de DST, AIDS e Hepatites virais. http:/ / sistemas.aids.gov.br. Acessado em
12/ 08/ 2013. Adaptado.

Com base nos dados do gráfico, pode-se afirmar, corretamente, que,


a) no período de 1986 a 2001, o número de pessoas com diagnóstico de AIDS diminuiu.
b) no período de 1986 a 2001, o número de homens com diagnóstico de AIDS diminuiu.
c) entre pessoas com diagnóstico de AIDS, homens e mulheres ocorrem com frequência iguais
d) entre pessoas com diagnóstico de AIDS, o número de homens e mulheres permaneceu
praticamente inalterado a partir de 2002.
e) entre pessoas com diagnóstico de AIDS, o quociente do número de homens pelo de mulheres
tendeu à estabilidade a partir de 2002.

6. O mecanismo de reabsorção renal da glicose pode ser comparado com o que acontece numa esteira
rolante que se move a uma velocidade constate, como representado na figura abaixo. Quando a

Bio.
toda a glicose é reabsorvida. Quando a concentração de glicose no filtrado glomerular aumenta e

seja, com sua capacidade máxima de transporte, permitindo a reabsorção da glicose. Se a


concentração de glicose no filtrado ultrapassa esse limiar (C), como ocorre em pessoas com diabetes
melito, parte da glicose escapa do transporte e aparece na urina
Analise as seguintes afirmações sobre o mecanismo de reabsorção renal da glicose, em pessoas
saudáveis:
I. Mantém constante a concentração de glicose no sangue.
II. Impede que a concentração de glicose no filtrado glomerular diminua.
III. Evita que haja excreção de glicose, que, assim, pode ser utilizada pelas células do corpo.

Está correto apenas o que se afirma em


a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III

7. A sequência de fotografias abaixo mostra uma célula em interfase e outras em etapas da mitose, até a
formação de novas células

Considerando que o conjunto haploide de cromossomos corresponde à quantidade N de DNA,

Bio.
a quantidade de DNA das células indicadas pelos números 1, 2, 3 e 4 é, respectivamente.
a) N, 2N, 2N e N.
b) N, 2N, N e N/ 2.
c) 2N, 4N, 2N e N.
d) 2N, 4N, 4N e 2N.
e) 2N, 4N, 2N e 2N.
8. Os diagramas abaixo ilustram a frequência percentual de indivíduos com diferentes tamanhos de bico,
para duas espécies de tentilhões (gênero Geospiza) encontradas em três ilhas do arquipélago de
Galápagos, no oceano Pacífico. As frequências de indivíduos com bicos de diferentes profundidades
(indicadas pelas setas) são mostradas para cada espécie, em cada ilha. Sabendo -se que ambas as
espécies se alimentam de sementes, indique a interpretação correta para os resultados apresentados.

Adaptado de Pianka, E.R. Evolutionary Ecology. Harper & Row, Publishers, New York, 397 pp. 1978. Em:
http:/ / goose.ycp.edu/ ~kkleiner/ ecology/ lectureimages/ 15finches.jpg

a) Trata-se de um exemplo de cooperação entre as duas espécies, que procuram por alimento
juntas, quando estão em simpatria
b) Trata-se de um exemplo de deslocamento de caracteres resultante de competição entre as duas
espécies na situação de simpatria.
c) Trata-se de um exemplo de predação mútua entre as espécies, levando à exclusão de
G. fuliginosa na ilha Daphne, e de G. fortis na ilha Los Hermanos.
d) Trata-se de um caso de repulsa mútua entre as duas espécies, sendo mais perceptível nas ilhas
Daphne e Los Hermanos.

9. O gráfico mostra uma estimativa do número de espécies marinhas e dos níveis de oxigênio atmosférico,
desde 550 milhões de anos atrás até os dias de hoje.

Bio.
Analise as seguintes afirmativas:
I. Houve eventos de extinção que reduziram em mais de 50% o número de espécies existentes.
II. A diminuição na atividade fotossintética foi a causa das grandes extinções.
III. A extinção dos grandes répteis aquáticos no final do Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos,
foi, percentualmente, o maior evento de extinção ocorrido.

De acordo com o gráfico, está correto apenas o que se afirma em


a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III

10. A prática conhecida como Anel de Malpighi consiste na retirada de um anel contendo alguns tecidos
do caule ou dos ramos de uma angiosperma. Essa prática leva à morte da planta nas seguintes
condições:
Órgão do qual o anel foi
Tipo(s) de planta Partes retiradas do anel
retirado

A Eudicotiledônea Periderme, parênquima e floema Caule

B Eudicotiledônea Epiderme, parênquima e xilema Ramo

C Monocotiledônea Epiderme e parêquima Caule ou ramo

D Eudicotiledônea/ Monocotiledônea Periderme, parênquima e floema Caule ou ramo

E Eudicotiledônea/ Monocotiledônea Periderme, parênquima e xilema Caule

a) A
b) B
c) C
d) D
e) E

QUESTÃO CONTEXTO

O Gráfico abaixo representa os casos de dengue em 2016 em Três Lagoas:

Bio.

Explique o padrão de distribuição da incidência da dengue ao longo do ano.


GABARI TO

Exercícios de aula

1. d
O período que houve 50% de sobrevivência, dentre os mosquitos expostos, ocorreu entre o dia 8 e 10.

2. d
Há um maior número de espécies por volta do pH 7, de acordo com o gráfico II. No gráfico I, o ambiente
mais próximo de 7 é o ambiente D.

3. a
Para detectar a poluição, quanto mais sensível (menos resistente), mais precoce será identificada e
podemos intervir de forma mais rápida.

4. c
Ambas estão corretas. As reservas de gás natural são mais distribuídas e o CO 2 é o gás mais importante
no contexto da exacerbação do efeito estufa.

5. b
Entre novembro a fevereiro, temos os maiores índices pluviométricos. Sabendo que os anfíbios são
dependentes da água para a reprodução, isso facilita seu desenvolvimento.

6. e
Na cidade X, o maior problema é em relação aos dejetos tóxicos (34%).
Na cidade Y, medidas devem ser tomadas para um melhor manejamento do lixo (40%)
Na cidade Z, 36% de reclamações estão relacionadas ao esgoto aberto.

Exercícios de casa

1. b
A divergência entre os macacos do velho mundo e dos grandes macacos ocorreu a aproximadamente 40
milhões de anos, completando a parte de cima do gráfico.

Bio.
2. e
A área preservada entre 2000 e 2001 (34,6) foi um pouco maior que entre 1990-1992 (33,3)

3. a
A emissão de CO 2 per capta, de acordo com o gráfico, mostra que países da união europeia fica muito
próxima de países emergentes, como a china

4. a
Com base na figura, pode-se observar a formação das ligações de hidrogênio. Além disso, tendo uma
timina como base nitrogenada, sabemos que se trata de um DNA. (No RNA, temos Uracil no lugar da
timina)

5. e
A partir de 2002, a relação entre homens e mulheres com AIDS tendeu a assumir um caráter constante.
6. c
O mecanismo renal de absorção da glicose reabsorve próximo a 100% nos indivíduos saudáveis. Sua
função não regula a taxa de glicose no sangue, e a concentração de glicose no filtrado não se altera, pois
a reabsorção é um mecanismo posterior no néfron em relação à filtração. A III está correta, mostrando
um dos mecanismos para poupar glicose, substância vital para o funcionamento do organismo.

7. d
A célula se inicia com a quantidade 2N de cromossomos (1), que sofrem duplicação, passando para 4N
(2). São separadas as cromátides irmãs (3) na anáfase, mas a célula ainda não se dividiu. Portanto,
permanece com 4N. Ao fim, formam-se 2 células 2N.

8. b
Em simpatria, o processo de especiação ocorre num mesmo local geográfico. A competição pelas
sementes fez com que houvesse a seleção de características que possibilitaram ocupar novos nichos,
como o consumo de diferentes sementes.

9. a
I correta. Houve a redução de mais de 50% do número de espécies quando ocorreu a queda do O2
atmosférico, em torno dos 250 milhões de anos.
II incorreta não somente a redução da taxa de fotossíntese poderia explicar a causa das extinções.
III incorreta Percentualmente, extinções maiores ocorreram em outros períodos além do que ocorreu
há 65 milhões de anos

10. a
Nas eucotiledôneas, a distribuição dos vasos de condução permite o corte do floema. As camadas
retiradas são a periderme, o parênquima e, principalmente, o floema. O órgão em que é feito o anel para
matar a planta deve ser o caule.

Questão Contexto

No verão (janeiro, fevereiro e março), há maior frequência de chuva. Quando maior a pluviosidade, maior a
tendência de ocorrer água parada, propícia para o desenvolvimento do mosquito vetor do vírus da dengue:
Aedes aegypti.

Bio.
Fil.
Professor: Gui de Franco
Monitor: Leidiane Oliveira

Fil.
Introdução á filosofia: a passagem do 09
mito ao logos fev

RESUM O

A mitologia grega consiste na forma mais antiga de crença do homem ocidental, através da
qual os gregos buscavam explicar a realidade através de entes sobrenaturais e figuras mitológicas.
Nesse sentido, podemos dizer que a mitologia surge, na Grécia Antiga, a partir do espanto do ser
humano com o mundo, ou seja, a partir do estranhamento com tudo aquilo que o rodeava e que,
naquele momento, ainda não possuía uma explicação racional. A mitologia era narrada em forma
de poesia e era cantada nas ruas pelos poetas, dentre os quais o mais famoso foi Homero, que teria
vivido por volta do século IX A.C. Assim, a mitologia era passada de geração para geração através
dos poetas, o que garantia a divulgação e manutenção dos valores, hábitos, crenças e crenças do
povo grego.
Num dado momento da cultura grega, as explicações mitológicas tornam-se insuficientes e
o homem sente a necessidade de buscar respostas mais racionais para as questões que o
afligiam. Diversas transformações no âmbito da cultura grega contribuíram para o surgimento do
pensamento filosófico, tais como: a redescoberta da escrita, o surgimento da moeda, a formulação Fil.
da lei escrita, a consolidação da democracia, entre outras. A partir dessas transformações puderam
surgir no século VI A.C os primeiros filósofos, que ficaram conhecidos como filósofos pré-
socráticos. Esses primeiros pensadores se interessavam em descrever a natureza (physis) sem apelar
para seres sobrenaturais e para figuras mitológicas. Sua grande tarefa era explicar a natureza a
partir de elementos naturais.
A mitologia era tida como uma verdade absoluta, um conhecimento inquestionável no
âmbito da cultura grega antiga. Já a filosofia, enquanto tentativa de um pensamento mais racional,
tem como fundamento o questionamento, a interrogação, a dúvida, a suspeita, o que provoca uma
ruptura na cultura grega. A passagem do mito para a filosofia não foi rápida, mas sim um lento
processo de transformação, em que a mitologia deixa de ser entendida como uma verdade
absoluta, possibilitando o surgimento de explicações mais racionais da realidade e da natureza.
Enquanto a mitologia explicava a origem das coisas da natureza apelando para seres
divinos. Por exemplo: A origem dos mares era explicada a partir da existência do Deus
Poseidon. Já a filosofia buscará uma explicação da origem das coisas a partir da própria natureza.
Uma das questões principais desses primeiros filósofos era a definição do princípio primeiro (arché)
que rege toda a natureza (physis). Alguns deles dirão que o princípio que rege a natureza é a água,
outros dirão que é o fogo, outros dirão que é a conjugação de fogo, água, terra e ar, entre outras
concepções. O que é fundamental, entretanto, é a ruptura que esses filósofos provocam na
medida em que se recusam a explicar a natureza a partir de seres sobrenaturais para tentarem, ainda
que de maneira precária, a formulação de um pensamento mais racional. Assim, observamos a
lenta passagem do pensamento mitológico para o pensamento filosófico.

VEM QUE TEM MAIS...

MAPA MENTAL

Mitologia Filosofia

• Explicação racional da
realidade e da origem do
• Explica as origens e a realidade a partir de
mundo
alianças e desavenças entre divindades
• Filosofia da Physis
• Narrada em forma de poesia
• início da ciência antiga
• Cosmogonias e teogonias
• Cosmologias
• Mito
• Lógos
• Crença
• Arché - princípio originário
• Razão

EXERCÍ CI OS DE AULA

1. Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-se
desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto
pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em

Fil.
Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.

Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é


ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à
a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade.
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas.
c) pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade.
d) defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade.
e) compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente.

2. Leia atentamente os textos abaixo, respectivamente, de Platão e de Aristóteles:

(PLATÃO, Teeteto . Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1973. p. 37.)
perplexos, de início, ante as dificuldades mais óbvias, avançaram po uco a pouco e enunciaram
problemas a respeito das maiores, como os fenômenos da Lua, do Sol e das estrelas, assim como a
gênese do universo. E o homem que é tomado de perplexidade e admiração julga-se ignorante (por
isso o amigo dos mitos é, em certo sentido, um filósofo, pois também o mito é tecido de maravilhas);
portanto, como filosofavam para fugir à ignorância, é evidente que buscavam a ciência a fim de saber,

(ARISTÓTELES. Metafísica. Livro I. Tradução Leonel Vall andro. Porto Alegre: Globo, 1969. p. 40.)

Com base nos textos acima e nos conhecimentos sobre a origem da filosofia, é correto afirmar:
a) A filosofia surgiu, como a mitologia, da capacidade humana de admirar-se com o extraordinário
e foi pela utilidade do conhecimento que os homens fugiram da ignorância.
b) A admiração é a característica primordial do filósofo porque ele se espanta diante do mundo das
ideias e percebe que o conhecimento sobre este pode ser vantajoso para a aquisição de novas
técnicas.
c) Ao se espantarem com o mundo, os homens perceberam os erros inerentes ao mito, além de
terem reconhecido a impossibilidade de o conhecimento ser adquirido pela razão.
d) Ao se reconhecerem ignorantes e, ao mesmo tempo, se surpreenderem diante do anseio d e
conhecer o mundo e as coisas nele contidas, os homens foram tomados de espanto, o que deu
início à filosofia.
e) A admiração e a perplexidade diante da realidade fizeram com que a reflexão racional se
restringisse às explicações fornecidas pelos mitos, sendo a filosofia uma forma de pensar
intrínseca às elaborações mitológicas.

3.
preço dos seus olhos. Cegos para a luz, eles veem o invisível. O deus que os inspira mostra-lhes, em
uma espécie de revelação, as realidades que escapam ao olhar humano. Sua visão particular age sobre

(Jean-Pierre Vernant. Mito e pensamento entre os gregos, 1990. Adaptado.)

O texto refere-se à cultura grega antiga e menciona, entre outros aspectos,


a) o papel exercido pelos poetas, responsáveis pela transmissão oral das tradições, dos mitos e da
memória.
b) a prática da feitiçaria, estimulada especialmente nos períodos de seca ou de infertilidade da terra.
c) o caráter monoteísta da sociedade, que impedia a difusão dos cultos aos deuses da tradição
clássica.
d) a forma como a história era escrita e lida entre os povos da península balcânica.
e) o esforço de diferenciar as cidades-estados e reforçar o isolamento e a autonomia em que viviam.

4. Comparando-se mito e filosofia, é correto afirmar o seguinte: Fil.


a) A autoridade do mito depende da confiança inspirada pelo narrador, ao passo que a autoridade
da filosofia repousa na razão humana, sendo independente da pessoa do filósofo.
b) Tanto o mito quanto a filosofia se ocupam da explicação de realidades passadas a partir da
interação entre forças naturais personalizadas, criando um discurso que se aproxima do da
história e se opõe ao da ciência.
c) Enquanto a função do mito é fornecer uma explicação parcial da realidade, limitando -se ao
universo da cultura grega, a filosofia tem um caráter universal, buscando respostas para as
inquietações de todos os homens.
d) Mito e filosofia dedicam-se à busca pelas verdades absolutas e são, em essência, faces distintas
do mesmo processo de conhecimento que culminou com o desenvolvimento do pensamento
científico.
e) A filosofia é a negação do mito, pois não aceita contradições ou fabulações, admitindo apenas
explicações que possam ser comprovadas pela observação direta ou pela experiência.
5. Considere as afirmações abaixo sobre o nascimento da Filosofia na Grécia antiga e, em seguida,
assinale a alternativa correta.
I Segundo Burnet, defensor da tese do milagre grego, na passagem do mito à razão não há
continuidade no uso comum de certas estruturas de explicação.
II Cornford, apesar de reconhecer que o pensamento jônico é racional e abstrato, afirma que o
conteúdo da Filosofia nascente mantém estreitas relações com o modelo mítico.
III Para Vernant, o aparecimento da polis, juntamente com o da moeda, da escrita e da lei escrita,
teria sido o acontecimento decisivo porque instituiu a autonomia da palavra humana na ágora
(praça pública) em contraposição à palavra mágica dada pelos deuses nos relatos míticos.

a) Apenas I e II são verdadeiras.


b) Apenas I e III são verdadeiras.
c) Apenas I é verdadeira.
d) Apenas II é verdadeira.
e) I, II e III são verdadeiras.

6.
para aquilo que mais tarde se desenvolveria como filosofia. Em seus poemas, a harmonia, a proporção,
o limite e a medida, assim como a presença de questionamentos acerca das causas, dos princípios e
do porquê das coisas se faziam presentes, revelando depois uma constante na elaboração dos

(Adaptado de: REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. v. I. Trad. Henrique C. Lima Vaz e Marcelo Perine. São
Paulo: Loyola, 1994. p. 19.)

Com base no texto e nos conhecimentos acerca das características que marcaram o nascimento da
filosofia na Grécia, considere as afirmativas a seguir.
I. A política, enquanto forma de disputa oratória,contribuiu para formar um grupo de iguais, os
cidadãos, que buscavam a verdade pela força da argumentação.
II. O palácio real, que centralizava os poderes militar e religioso, foi substituído pela Ágora, espaço
público onde os problemas da pólis eram debatidos.
III. A palavra, utilizada na prática religiosa e nos ditos do rei, perdeu a função ritualista de fórmula justa,
passando a ser veículo do debate e da discussão.
IV. A expressão filosófica é tributária do caráter pragmático dos gregos, que substituíram a
contemplação desinteressada dos mitos pela técnica utilitária do pensar racional.

Estão corretas apenas as afirmativas:


a) I e III.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.
Fil.

EXERCÍ CI OS DE CASA

1. O ser humano, desde sua origem, em sua existência cotidiana, faz afirmações, nega, deseja, recusa e
aprova coisas e pessoas, elaborando juízos de fato e de valor por meio dos quais procura orientar seu
comportamento teórico e prático. Entretanto, houve um momento em sua evolução histórico-social
em que o ser humano começa a conferir um caráter filosófico às suas indagações e perplexidades,
questionando racionalmente suas crenças, valores e escolhas. Nesse sentido, pode-se afirmar que a
filosofia
a) é algo inerente ao ser humano desde sua origem e que, por meio da elaboração dos sentimentos,
das percepções e dos anseios humanos, procura consolidar nossas crenças e opiniões.
b) existe desde que existe o ser humano, não havendo um local ou uma época específica para seu
nascimento, o que nos autoriza a afirmar que mesmo a mentalidade mítica é também filosófica e
exige o trabalho da razão.
c) inicia sua investigação quando aceitamos os dogmas e as certezas cotidianas que nos são
impostos pela tradição e pela sociedade, visando educar o ser humano como cidadão.
d) surge quando o ser humano começa a exigir provas e justificações racionais que validam ou
invalidam suas crenças, seus valores e suas práticas, em detrimento da verdade revelada pela
codificação mítica.

2.

amor é cego? Aconteceu que num certo dia o Amor e a Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não
era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse
para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão
violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. Diante
de Júpiter, de Nêmesis a deusa da vingança e de todos os juízos do inferno, Vênus exigiu que
aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso,

Fonte: LA FONTAINE, Jean de. O amor e a loucura. In: Os melhores contos de loucura. Flávio Moreira da Costa (Org.). Rio de
Janeiro: Ediouro, 2007.

A fábula traz uma explicação oriunda dos deuses para uma realidade humana. Esse tipo de explicação
classifica-se como
a) estética.
b) filosófica.
c) mitológica.
d) científica.
e) crítica.

3. Eis aqui, portanto, o princípio de quando se decidiu fazer o homem, e quando se buscou o que devia
entrar na carne do homem. Havia alimentos de todos os tipos. Os animais ensinaram o caminho. E
moendo então as espigas amarelas e as espigas brancas, Ixmucaná fez nove bebidas, e destas
provieram a força do homem. Isto fizeram os progenitores, Tepeu e Gucumatz, assim chamados. A
seguir decidiram sobre a criação e formação de nossa primeira mãe e pai. De milho amarelo e de milho
branco foi feita sua carne; de massa de milho foram feitos seus braços e as pernas do homem.

(Adaptado: SUESS, P. Popol Vuh: Mito dos Quiché da Guatemala sobre sua origem do milho e a criação do mundo. In:
A conquista espiritual da América Espanhola: 200 documentos Século XVI. Petrópolis: Vozes, 1992, p. 32-33.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre as relações entre organização social e mito, é correto
afirmar.
a) Os deuses maias criaram os homens dotados de livre arbítrio para, a partir dos princípios da razão
e da liberdade, ordenarem igualitariamente a sociedade.
Fil.
b) A exemplo das narrativas que predominavam no período homérico da Grécia antiga, os mitos
expressam uma forma de conhecimento científico da realidade.
c) Na busca de um princípio fundante e ordenador de todas as coisas, como ocorre na mitologia
grega, a narrativa mítica justifica as bases de legitimação de organização política e de coesão
social.
d) Assim como nos povos Quiché da Guatemala, também os mit os gregos procuram explicar a
arché, a origem, a partir de um elemento originário onde está presente o milho.
e) Para certas tradições de pensamento, como a da escola de Frankfurt, o iluminismo representa a
superação completa do mito.
4.
descendentes, na forma do mito, que os astros são Deuses e que o divino abrange toda a natureza ...
Costuma-se dizer que os Deuses têm forma humana, ou se transformam em semelhantes a outros seres
viventes ... Porém, pondo-se de lado tudo o mais, e conservando-se o essencial, isto é, se acreditou
que as substâncias primeiras eram Deuses, poderia pensar-
(Aristóteles, Metafísica, XII, 8, 1074b, apud Mondolfo, O pensamento antigo, I, São Paulo: Mestre Jou, 1964, p.13).

Com base nesse excerto e no seu conhecimento sobre a questão da origem da filosofia, assinale o que
for correto.
(01) Antes de fazerem filosofia, os gregos já indagavam sobre a origem e a formação do universo; e as
respostas a esse problema eram oferecidas sob a forma de mito, isto é, por meio de uma narrativa
alegórica que descreve a origem ou a condição de alguma coisa, reportando a um passad o
imemorial.
(02) Na Teogonia, Hesíodo descreve a gênese do mundo coincidindo com o nascimento dos deuses;
as forças e os domínios cósmicos não surgem como pura natureza, mas sim como divindades: Gaia
é a Terra, Urano é o Céu, Cronos é o Tempo, aparecendo ora por segregação, ora pela intervenção
de Eros, princípio que aproxima os opostos.
(04) Os primeiros filósofos gregos buscaram descobrir o princípio (arché) originário de todas as coisas,
o elemento ou a substância constitutiva do universo; elaborando uma cosmologia, não se
contentavam com doutrinas divinamente inspiradas, mas tentavam compreender racionalmente o
cosmo.
(08) Os gregos foram pouco originais no exercício do pensamento crítico racional; apropriaram-se das
conquistas científicas e do patrimônio cultural de civilizações orientais com mínimas alterações.

por um povo privilegiado, mas a culminação de um processo lento, tributário de um passado


mítico, e influenciado por transformações políticas, econômicas e sociais.

5. "Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos puseram a serviço do seu
problema último - da origem e essência das coisas - as observações empíricas que receberam do
Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento
teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível:
os mitos sobre o nascimento do mundo."
Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia, é correto
afirmar:
a) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no Oriente sob o
influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia.
b) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma nova forma

c)
de pensamento plenamente racional desde as suas origens.
Apesar de ser pensamento racional, a filosofia se desvincula dos mitos de forma gradual.
Fil.
d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o
pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje são objeto da
pesquisa filosófica.

6. onstituiu-se e formou-se. A
experiência social pôde tornar-se entre os gregos o objeto de uma reflexão positiva, porque se
prestava, na cidade, a um debate público de argumentos. O declínio do mito data do dia em que os
primeiros Sábios puseram em discussão a ordem humana, procuraram defini-la em si mesma, traduzi-
la em fórmulas acessíveis à sua inteligência, aplicar-lhe a norma do número e da medida. Assim se
destacou e se definiu um pensamento propriamente político, exterior à religião, com seu vocabulário,
seus conceitos, seus princípios, suas vistas teóricas. Este pensamento marcou profundamente a
mentalidade do homem antigo; caracteriza uma civilização que não deixou, enquanto permaneceu
viva, de considerar a vida pública como o coroamento da atividade
Considerando a citação acima, extraída do livro As origens do pensamento grego, de Jean Pierre
Vernant, e os conhecimentos da relação entre mito e filosofia, é INCORRETO afirmar que
a) os filósofos gregos ocupavam-se das matemáticas e delas se serviam para constituir um ideal de
pensamento que deveria orientar a vida pública do homem grego.
b) a discussão racional dos Sábios que traduziu a ordem humana em fórmulas acessíveis à
inteligência causou o abandono do mito e, com ele, o fim da religião e a decorrente exclusividade
do pensamento racional na Grécia.
c) a atividade humana grega, desde a invenção da política, encontrava seu sentido principalmente
na vida pública, na qual o debate de argumentos era orientado por princípios racionais, conceito s
e vocabulário próprios.
d) a política, por valorizar o debate público de argumentos que todos os cidadãos podem
compreender e discutir, comunicar e transmitir, se distancia dos discursos compreensíveis
apenas pelos iniciados em mistérios sagrados e contribui para a constituição do pensamento
filosófico orientado pela Razão.
e) ainda que o pensamento filosófico prime pela racionalidade, alguns filósofos, mesmo após o
declínio do pensamento mitológico, recorreram a narrativas mitológicas para expressar suas

República.

7. Pode-se afirmar que a Filosofia é filha da cidade-estado grega (pólis). A pólis grega surgiu entre os
séculos VIII e VII a.C., e os primeiros filósofos surgiram por volta do século VI a.C. nas colônias gregas.
O texto abaixo indica algumas das características da pólis que propiciaram o surgimento da Filosofia:

a dos mitos, palavra dada pelos


deuses e, portanto, comum a todos, mas a palavra humana do conflito, da discussão, da argumentação.
A expressão da individualidade por meio do debate engendra a política, libertando o homem dos
exclusivos desígnios divinos, para ele próprio tecer o seu destino na praça pública. O saber deixa de
ser sagrado e passa a ser objeto de discussão; a instauração dessa ordem humana dá origem ao cidadão

(M. L. A. Aranha; M. H. P. Martins)

Considerando o texto acima, é incorreto afirmar que


a) para a Filosofia, os critérios de argumentação e de explicação são os princípios e regras da razão
que devem ser aplicados nas discussões públicas por meio da linguagem.
b) a verdade não deve ser imposta como um decreto divino, mas discutida, criticada e demonstrada
pelos cidadãos.
c) o surgimento da Filosofia na Grécia ocorreu de forma inesperada, isolada e excepcional, sem

d) a liberdade e a autonomia política do cidadão estão estreitamente ligadas à sua autonomia de


pensamento.
Fil.
e) o mito e o sagrado, na explicação do homem e do mundo, contrapõem-se aos argumentos e
demonstrações filosóficos.

8. "Advento da Pólis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos os vínculos são
demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das
estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-
se desse caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos
jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão;
ela construiu uma razão, uma primeira forma de racionalidade". Jean Pierre Vernant.

Sobre a Filosofia seguem as seguintes afirmações:


I. Ela foi revelada pela deusa Razão a Tales de Mileto quando este afirmou que o princípio de tudo é
a água.
II. Ela foi inventada pelos gregos e decorre do advento da Polis, a cidade organizada por leis e
instituições que, por meio delas, eliminou todo tipo de disputa.
III. Ela rejeita o sobrenatural, a interferência de agentes divinos na explicação dos fenômenos;
problematiza, discute e põe em questão até mesmo as teorias racionais elaboradas com rigor
filosófico.
IV. Surgiu no século VI a.C. nas colônias gregas da Magna Grécia e da Jônia, apenas no século
seguinte deslocou-se para Atenas.
V. Ocupa-se com os princípios, as causas e condições do conhecimento que pretenda ser racional e
verdadeiro; põe em questão e problematiza valores morais, políticos, religiosos, artísticos e
culturais.

Das afirmações feitas acima


a) I, III e V são corretas.
b) I e II são incorretas.
c) II, IV e V são corretas.
d) todas são corretas.
e) todas são incorretas.

9.
instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a
polêmica. Torna-
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).

Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função
a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.
b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.
c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da
comunidade.
d) reunir os exércitos para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de
guerra.
e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em
assembleias.

QUESTÃO CONTEXTO

Fil.

As ervas medicinais foram amplamente utilizadas em rituais de cura indígenas e mais tardes, nas garrafadas
muito comuns nas religiões afrobrasileiras. Embora não houvesse nenhum estudo científico a resp eito das
propriedades medicinais daquelas plantas, os antigos as usavam conhecendo suas aplicações através da
tradição de seus povos. Com o desenvolvimento da ciência muitas substâncias presentes nos vegetais
medicinais foram descobertos como remédio para algumas doenças. Na verdade a busca pela cura dos males
não começa no surgimento da ciência médica e farmacêutica, os antigo já tinham essa ânsia. Com base em
seus conhecimentos sobre a passagem do mito à filosofia, redija um parágrafo explicando o que há de
comum entre eles.
GABARI TO

Exercícios de aula

1. e
O que faz com que a filosofia se desvencilhe do mito é sua capacidade argumentativa. O mito narrava
fatos aleatórios e sem fundamentos. A filosofia propõe conhecimentos esquematizados e
argumentativamente embasados.

2. d
A admiração é a característica mais importante do filósofo. Ela o faz quer conhecer. A filosofia não nasce
para desqualificar o mito, mas o supera pouco a pouco justamente porque reconhece sua ignorância e
assim sempre tem o que conhecer.

3. a
Aedo era um poeta. Os poetas desempenhavam um papel extremamente importante ao serem os
difusores dos mitos. A população, em larga medida, não era alfabetizada, de modo que cabia ao poeta,
que segunda a crença eram inspirados pelas musas, desvendar as palavras e assim propagar as histórias
míticas.

4. a
Sendo uma forma de conhecimento fundada na fé, o mito baseia sua credibilidade na confiança gerada
pelo narrador, visto como inspirado pelos deuses; crê-se porque se confia em quem diz. Sendo uma
forma de conhecimento racional, a filosofia baseia sua credibilidade nos argumentos do filósofo; crê-se
porque se é convencido pelo poder argumentativo.

5. e
Muito já se discutiu academicamente sobre as origens da filosofia e sua relação com o pensamento
mítico. Enquanto Burnet defendia uma total ruptura entre mito e filosofia e Cornforf via uma profunda
continuidade entre ambos, Vernant sustentou uma posição intermediária, assinalando rupturas e
continuidades e buscando explicá-las à luz da história grega.

6. d
Ao contrário do que assinala a única alternat iva falsa, a filosofia surgiu justamente da postura teórica e
contemplativa dos gregos, capaz de gerar um conhecimento inteiramente racional e abstrato, que busca
tão-somente explicar a ordem da realidade, sem qualquer propósito prático.
Fil.
Exercícios de casa

1. a
A filosofia não é algo inato ao homem, mas sim se desenvolveu na Grécia, em um contexto histórico
específico, a partir da crítica racional e do questionamento das visões estabelecidas tradicionalmente,
especialmente as míticas

2. c
Ao se pautar não pela razão, mas por um relato de índole mágica, que apela ao sobrenatural e conta com
a fé do ouvinte, a fábula de La Fontaine é um claro exemplo de mito.

3. c
Tal como em todas as demais culturas, os mitos quiché têm como objetivo explicar a realid ade, não
racionalmente, mas mediante o apelo à fé e ao sobrenatural. No caso específico da narrativa, o que visa
ser explicado é o surgimento da sociedade humana.
4. 01 + 02 + 04 + 16. A única assertiva equivocada é aquela que minimiza o papel dos gregos no surgimento
do pensamento crítico racional. Com efeito, por mais que tenham sido devedores de outras civilizações,
os gregos não foram meros receptores, mas desenvolveram sim, a partir do que receberam de outros
povos, abordagens verdadeiramente originais, em especial a própria filosofia.

5. c
Como Jaeger explica no texto, a filosofia, baseada no poder natural da razão surgiu em ruptura com o
mito, baseada na fé sobrenatural. São, pois, formas de conhecimentos distintos, mas essa ruptura foi
gradual e há várias continuidades, sobretudo de temas, entre ambas.

6. b
O surgimento da filosofia, em ruptura com o mito, significa apenas que houve o nascimento de uma
alternativa ao conhecimento religioso e não que este foi destruído ou extinto.

7. c
O que o enunciado afirma é precisamente o oposto do que diz a opção C. De fato, o que ele aponta é
que a filosofia surgiu na Grécia justamente em virtude de certos eventos históricos específicos, em
especial a criação da pólis.

8. b
Diferente do que diz a assertiva I, a filosofia não surgiu por revelação divina. Ao contrário do que diz a
assertiva II, a filosofia não eliminou as disputas políticas, mas apenas as submeteu a regras racionais.

9. c
A característica fundamental das pólis é que elas foram o primeiro sistema político da história não baseado
em uma instância divina e sobrenatural, mas sim na deliberação pública, conjunta e racional dos cidadãos.
Tal caraterística mostrava-se de forma mais clara na democracia direta ateniense.

Fil.
Fís.
Professor: Silvio Sartorelli
Monitor: Arthur Vieira

Fís.
Ordem de grandeza e exercícios de 08
conversão de unidades fev

RESUM O

• Ordem de Grandeza

É a potência de 10 mais próxima do valor esperado.


Supondo uma situação que se queira saber a altura de um prédio, qual seria o procedimento para uma
resposta satisfatória e ao mesmo tempo crível? Uma maneira é estimar uma altura para um andar e multiplicá-
la pelo número de andares do prédio. Embora seja um método simples e eficaz, nem sempre é possível aplicá-
lo. Para esse tipo de situação, existe a Ordem de Grandeza (O.G.) para que possa servir de parâmetro de
valor próximo. A O.G. não é um valor exato, é uma aproximação escrita em forma de potência de 10.
Ex.: Qual a ordem de grandeza do número de pessoas que cabem em uma sala de aula?
Tomando como base as potências de 10, temos:
100 = 1, uma estimativa válida, porém muito baixa para uma sala de aula.
101 = 10, também é válida, porém ainda é pouco para uma capacidade de uma sala de aula.
102 = 100, embora seja uma estimativa válida, é também o limite do que se pode aceitar já que
10³ (1.000) é impossível de se colocar em uma sala de aula.
A resposta então é 102 pessoas.
Por vezes este método pode se tornar muito trabalhoso e ineficaz quando há um maior grau de complexidade
no problema, por isso existe outra maneira de fazê-lo.
Fazer uma estimativa (ou usar uma fórmula que permita alguma estimativa);
Escrever o número em notação científica;
Notação científica é escrever o número com apenas um algarismo significativo, ou seja, do lado esquerdo da
vírgula e esse número não pode ser zero.
13000 = 1,3 x 104
0,00000789 = 7,89 x 106

Comparar o número (sem a potência de 10) com 3,16

Se o número for menor do que 3,16: a O.G. corresponde à potência de 10 encontrada na notação científica.
Fís.
Se o número for maior ou igual a 3,16: acrescenta-se 1 unidade ao expoente.

Utilizando o mesmo exemplo anterior.


Ex.: Qual a ordem de grandeza do número de pessoas que cabem em uma sala de aula?

Método:

Primeiro uma estimativa: (deve ser um número coerente com a situação, sem exageros).
60 pessoas.
Escrevendo em notação científica:
6,0 x 101 pessoas
Comparando: 6,0 com 3,16
6,0 é maior do que 3,16
Logo a sua resposta é a potência de 10 acrescida de 1
O.G. = 101+1 = 102 pessoas

Obs.: Por que 3,16?


Para qual número deve-se aproximar 6,9 utilizando apenas um algarismo?
Como 6,9 é maior do que 6,5 (que é a metade entre 6 e 7) então a aproximação deve ser 7.
O mesmo raciocínio é valido para a O.G., só que com as potências de 10.
Isto é, a escolha da potência é feita pela proximidade. Se o número é maior ou igual a 3,16 ele está mais
próximo da potência seguinte (101). Se o número é menor do que 3,16, ele está mais perto da potência anterior
(100).
Alguns autores acham interessante utilizar o 5,5 no lugar do 3,16, pois 5,5 é a média entre 1=10 0 e 10 = 101. A
maioria dos exames de vestibular evita os números entre 3,16 e 5,5 para evitar confusão.

Exercício resolvido

(Uerj adaptada)
Qual o número de calorias necessárias para ferver a água de uma chaleira?
a. 104 cal
b. 105 cal
c. 106 cal
d. 107 cal

Solução:
Para esse tipo de exercício você não faz a estimativa, você calcula o valor, pois há uma fórmula para o cálculo.

Assim a fórmula necessária é a de Quantidade de Calor Sensível (provoca variação de temperatura) Q=mc θ

Como a Temperatura final é 100º C e estimando a temperatura ambiente como 25º C, tem -se uma variação
θ) = 75o C.

Obs.: (1) Ferver a água é esquentar a água até 100º C, é diferente de evaporar a água.
(2) Como o problema não dá a Massa de água a ser esquentada, então é feita uma estimativa que seja ao
mesmo tempo razoável e que facilite a resolução da questão. Tomando a massa m=1 kg (será utilizada como
1000g já que o calor específico está em gramas).
(3) O Calor Específico (c H2O ) da água já é bem conhecido e definido como = 1 cal/ g oC.
(4) A variação também poderia ser colocada como 100 ºC, pois o cálculo da O.G. não precisa ser exato.

Substituindo;

Fís.
Q = 1000 x 1 x 75 = 75 000 calorias

Escrevendo em notação científica;

75000 = 7,5 x 104

Comparando o valor 7,5 com 3,16 o valor é maior.

Assim a O.G. é 104+1 = 105 calorias


Resposta: Letra B

• Algarismos Significativos

Em uma leitura de um instrumento de laboratório é preciso utilizar corretamente a escala disponível.

Observe a gravura abaixo de um botão com uma régua em cm.


Qual o diâmetro do botão?

É possível afirmar que é maior do que 1 e que não chega até 2. Logo uma estimativa razoável é 1,8 cm.

Obs.: Também é aceitável uma medição de 1,85 cm, porém (neste caso) quando se estima um valor (1,8) o
algarismo 8 é tido como uma leitura duvidosa, pois não há certeza na sua medição, a régua representada no
desenho não possui uma precisão na casa dos mm, ou seja, fazer uma leitura com mais casas decimais seria
desnecessário, pois haveria dois algarismos duvidosos.

Assim para a leitura acima, existem dois algarismos significativos (sendo que o último é chamado de
significativo duvidoso).

Contudo, se aumentarmos a escala, uma melhor leitura poderá ser feita.

Agora, com essa escala, é possível fazer uma estimativa melhor: 1,85 cm. Há certeza do 1,8 e o 5 é o
significativo duvidoso. Isto significa que quanto mais algarismos há na medida mais precisa é a sua aferição.
Fís.
Desse modo uma leitura de 1,0 kg é diferente de 1000g. Embora matematicamente possuam o mesmo valor,
seus algarismos significativos são diferentes, como demonstrados a seguir:

1,0 kg = 2 algarismos significativos (pouca precisão).

1000g = 4 algarismos significativos (maior precisão).

Então os algarismos significativos de uma medida são todos os algarismos, exceto:

• Potências de 10;

1,0 kg = 1,0 x 103 g => 2 alg. Significativos


• Zeros à esquerda.

0,00350 m = 3,50 mm

0,00350 =3,50x10-3 m =>3 alg. significativos

Obs.: O zero à direita é significativo

• Operações com algarismos significativos:

• Adição e subtração : costuma-se aproximar a resposta para o menor número de casas decimais das
parcelas.

Ex.: 2,34 + 1,569 = 3,909

Como 2,34 tem duas casas decimais e 1,569 tem três casas decimais, deve-se aproximar a resposta para o
menor número de casas decimais (duas).

Resposta = 3,909 = 3,91

Também é possível aproximar antes:

2,34 + 1,569 = 2,34 + 1,57 = 3,91

• Multiplicação e divisão : aproxima-se a resposta para o menor número de algarismos significativos das
parcelas.

1,4 = 2 algarismos significativos.


2,347 = 4 algarismos significativos.

1,4 x 2,347 = 3,2858 (5 algarismos significativos)

Aproxima-se então 3,2858 para apenas 2 algarismos significativos:


3,2858 = 3,286 = 3,29 = 3,3

Então, 1,4 x 2,347 = 3,3.

Exercício resolvido

Fís.
(PUCMG) Um estudante concluiu, após realizar a medida necessária, que o volume de um dado é 1,36cm 3.
Levando-se em conta os algarismos significativos, o volume total de cinco dados idênticos ao primeiro será
corretamente expresso pela alternativa:
a) 6,8 cm 3
b) 7 cm 3
c) 6,80 cm 3
d) 6,800 cm 3

e) 7,00 cm 3
Solução:

O volume total será o resultado da multiplicação de 5 por 1,36

5 x 1,36 = 6,8
Para assinalar a resposta é preciso usar a regra dos algarismos significativos da multiplicação. A única parcela
informada no enunciado é 1,36 que possui três algarismos significativos. O cinco (do número de dados) não
é parcela medida, apenas um multiplicador, portanto não é válido para efeito de algarismo significativo.
Assim, a resposta deve ter três algarismos significativos.

6,8 = 6,80

Resposta: Letra C.

• Análise Dimensional

A análise dimensional é o estudo das grandezas físicas com relação às suas unidades de medida, portanto
permeia todos os ramos da Física.

• Grandezas Fundamentais
Grandezas físicas fundamentais formam um grupo limitado de grandezas que nos servirão de base para
escrevermos outras grandezas que possam surgir adiante.

As grandezas fundamentais são:


• Massa: M
• Comprimento: L
• Tempo: T
• Temperatura: θ
• Corrente Elétrica: I (Corrente elétrica é a quantidade de carga por unidade de tempo )

• Unidade Dimensional
Cada grandeza física pode ser escrita como combinação de grandezas fundamentais. Em geral devemos ter
uma expressão que define a grandeza estudada a partir de outras conhecidas. Veja como será a notação
adotada para se referir a uma grandeza física A e a unidade dimensional de A.

Exemplo:

v velocidade
[v] ms (S.I.)

Fís.
Em geral: [v]=LT=LT-1.

Obs.: Por conveniência definimos a unidade dimensional de um número puro como sendo:

[n]=1, se n é um número puro.


[cos α ]=1, cosseno de um ângulo real é um número puro.

• Operações de Soma e Diferença


A primeira regra com operações com grandezas físicas diz só é possível realizar operações de soma e
diferença se todos os termos da equação têm a mesma dimensão e unidade, ou seja, tanto na Física quanto
Princípio da Homogeneidade.

Exemplo: Observe a seguinte fórmula da cinemática escalar:

s=s0+v0t+at²/ 2.
Como [s]=L, podemos afirmar de antemão que [v0t]=L e [at²2]=L. Em outras palavras, se do lado esquerdo da
equação temos dimensão de comprimento, do lado direito devemos ter obrigatoriamente dimensão de
comprimento.

• Operações de Multiplicação e Divisão


A segunda regra diz que ao fazermos o produto de duas grandezas físicas, a unidade do resultado é o produto
das unidades dimensionais dos fatores, com o mesmo raciocínio para a divisão. Em outras palavras, ao
multiplicarmos ou dividirmos grandezas, realizamos as mesmas operações com seus valores e com suas
unidades.

Exemplo: Vamos determinar a dimensão da aceleração do exemplo anterior.

Já sabemos que [at²2]=L.


Mas
[at²2]=[at²][2]=[a][t²]1=[a][t²]=[a]T².

Logo,
L=[a]T² ∴[a]=LT²=L/ T-2.

O resultado confirma nossa intuição, já que a aceleração é dada em m/ s² no S.I.

Exercício resolvido

No estudo da queda livre, o cientista prevê que o tempo de queda deve depender da massa do corpo (m),
do módulo da aceleração da gravidade (g) e da altura de queda (H).
Isto posto, o cientista escreve a equação

Impondo que os dois membros tenham a mesma equação dimensional, podemos determinar os valores de
x, y e z:

Identificando as dimensões:

Fís.

O fato de x = 0 indica que o tempo de queda não depende da massa, corrigindo a hipótese inicial do cientista,
que estava errada. (Veja a força da análise dimensional.)
A equação assume o aspecto
Apenas o valor de k não pode ser obtido por análise dimensional e sim por um ensaio experimental ou de
alguma teoria física.

Obs.: Não confunda a dimensionalidade de uma grandeza com sua dimensão no S.I. Por exemplo, a
dimensão de velocidade é LT-1, e L pode ser medido em metro, centímetro, decímetro etc. Mas, no S.I., L só
pode ser medido em metro (m).

EXERCÍ CI OS DE AULA

1. A grandeza física energia pode ser representada de várias formas e com a utilização de outras
diferentes grandezas físicas. A composição destas outras grandezas físicas nos define o que alguns
chamam de formulação matemática.
Dentre elas, destacamos três:

K  x2 m  v2
E  mgh E E
2 2

Considerando o Sistema Internacional de Unidades, podemos representar energia como


a) kg  m  s1
b) kg  m2  s1
c) kg  m2  s2
d) kg  m2  s2
e) kg  m2  s2

2. Em uma partida típica de futebol, um jogador perde, em média, 3,0 litros de líquido pelo suor. Sabendo
que 1,0 mililitro equivale ao volume de 10 gotas de suor, qual é a ordem de grandeza do somatório de
gotas que todos os jogadores transpiraram em todos os 64 jogos da Copa do Mundo 2014, no Brasil?

Considere que cada jogo contou com 22 atletas em campo, sem substituições.
a) 10 4
b) 10 5
c) 10 6
d) 10 7
e) 10 8

Fís.
3. Vertedouro é um canal artificial com a finalidade de conduzir a água através de uma barreira. Nas usinas
hidrelétricas os vertedouros são importantes, pois escoam o excesso de água, regulando, assim, seu
nível. A capacidade máxima de escoamento do vertedouro da usina de Itaipu e de 62.200 m3 / s, 40
vezes a vazão média das Cataratas do Iguaçu.
<https:/ / www.tinyurl.com/ hzbz7ou> Acesso em: 29.02.2016. Adaptado.
Sobre o texto, é correto concluir que a vazão média das Cataratas do Iguaçu é, em m3 / min,
a) 10.337.
b) 29.033.
c) 50.373.
d) 74.330.
e) 93.300.

4. Uma gota de chuva se forma no alto de uma nuvem espessa. À medida que vai caindo dentro da nuvem,
a massa da gota vai aumentando, e o incremento de massa m, em um pequeno intervalo de tempo
t, pode ser aproximado pela expressão: m  vSt, em que é uma constante, v é a velocidade
da gota, e S, a área de sua superfície. No sistema internacional de unidades (SI) a constante é
a) expressa em kg  m3
b) expressa em kg  m3
c) expressa em m3  s  kg1
d) expressa em m3  s1
e) adimensional.

5. Sobre grandezas físicas, unidades de medida e suas conversões, considere as igualdades abaixo
representadas:
1. 6 m 2 = 60.000 cm 2.
2. 216 km/ h = 60 m/ s.
3. 3000 m 3 = 30 litros.
4. 7200 s = 2 h.
5. 2,5 x 105 g = 250 kg.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente as igualdades representadas em 1, 2 e 4 são verdadeiras.
b) Somente as igualdades representadas em 1, 2, 4 e 5 são verdadeiras.
c) Somente as igualdades representadas em 1, 2, 3 e 5 são verdadeiras.
d) Somente as igualdades representadas em 4 e 5 são verdadeiras.
e) Somente as igualdades representadas em 3 e 4 são verdadeiras.

6. O quadro apresenta o consumo médio urbano de veículos do mesmo porte que utilizam diferentes
combustíveis e seus respectivos preços. No caso do carro elétrico, o consumo está especificado em
termos da distância percorrida em função da quantidade de energia elétrica gasta para carregar suas
baterias.
Preço* (R$)
Fís.
Combustível Consumo na cidade
Eletricidade 6 km kWh 0,40 kWh
Gasolina 13 km L 2,70 L
Diesel 12 km L 2,10 L
Etanol 9 km L 2,10 L
3
Gás natural 13 km m 1,60 m3

* Valores aferidos em agosto de 2012.

Considerando somente as informações contidas no quadro, o combustível que apresenta o maior


custo por quilômetro rodado é o(a)
a) diesel.
b) etanol.
c) gasolina.
d) eletricidade.
e) gás natural.
EXERCÍ CI OS DE CASA

1. Em um sistema massa-mola, a energia potencial é função do coeficiente elástico k e da deformação


da mola na forma:

Em termos de unidade de energia e comprimento, a unidade de medida de k é


a) J m2 .
b) J m.
c) J  m.
d) J  m 2 .

2. No passado, Pernambuco participou ativamente da formação cultural, étnica, social e, até mesmo,
quantitativa da população brasileira. No período colonial, e com a chegada dos portugueses à região,
em 1501, o território foi explorado por Gaspar de Lemos, que teria criado feitorias ao longo da costa da
colônia, possivelmente na atual localidade de Igarassu. A partir daí, a população da província só
cresceu, porém, mesmo na época da ocupação holandesa (1630-1654), os colonos contavam entre 10
e 20 mil pessoas (não mencionamos aqui o grande quantitativo e mesmo pouco conhecido de
indígenas que habitavam toda a província). Hoje, o Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes.

Na Física, expressamos a ordem de grandeza como o valor mais próximo de uma medida em potência
de 10. Em uma estimativa aproximada, podemos dizer que a ordem de grandeza do quantitativo de
habitantes em nosso país, na atualidade, e de colonos, no período holandês, são, respectivamente,
a) 10 3 e 106.
b) 10 6 e 103.
c) 10 8 e 104.
d) 10 8 e 105.
e) 1010 e 106.

3. Um evento está sendo realizado em uma praia cuja faixa de areia tem cerca de 3 km de extensão e 100
m de largura.
A ordem de grandeza do maior número possível de adultos que podem assistir a esse evento sentados
na areia é de:
a) 104

Fís.
b) 105
c) 106
d) 107

4. A força resistiva (Fr) que o ar exerce sobre os corpos em movimento assume, em determinadas
condições, a expressão Fr  k  v 2 , em que v é a velocidade do corpo em relação a um referencial
inercial e k é uma constante para cada corpo. Para que a expressão citada seja homogênea, a unidade
de k, no sistema internacional de unidades, deve ser
m / kg.
a)
kg / m.
b)
kg2 / m.
c)
kg / m2 .
d)
kg2 / m2 .
e)
5. O fluxo (Φ) representa o volume de sangue que atravessa uma sessão transversal de um vaso sanguíneo
em um determinado intervalo de tempo. Esse fluxo pode ser calculado pela razão entre a diferença de
pressão do sangue nas duas extremidades do vaso (P1 e P2), também chamada de gradiente de pressão,
e a resistência vascular (R), que é a medida da dificuldade de escoamento do fluxo sanguíneo,
decorrente, principalmente, da viscosidade do sangue ao longo do vaso. A figura ilustra o fenômeno
descrito.

Assim, o fluxo sanguíneo Φ pode ser calculado pela seguinte fórmula, chamada de lei de Ohm:
(P  P )
Φ 1 2
R

Considerando a expressão dada, a unidade de medida da resistência vascular (R), no Sistema


Internacional de Unidades, está corretamente indicada na alternativa
kg  s
a)
m5
kg  m4
b)
s
kg  s2
c)
m
kg
d)
m4  s
kg2  m5
e) s2

6. Estima-se que o planeta Terra tenha se formado há cerca de 4,5 bilhões de anos. Qual é a ordem de
grandeza da idade da Terra em horas?
a) 1011
b) 1013
c) 1015

Fís.
d) 1017
e) 1019

7. Atua sobre um objeto uma força resultante constante, conferindo -lhe uma posição, em função do
tempo, dada por y(t)  bt3 2.
Sabendo-se que o tempo é dado em segundos, e a posição, em metros, a constante b tem no SI a
dimensão
a) 1 s3
b) m s
c) m s2
d) m s3
e) s3
8. Certa grandeza física é medida, com unidades do Sistema Internacional (SI), em kg  m  s2 . Se as
unidades de medida utilizadas fossem as do sistema CGC, no qual, massa é medida em gramas (g);
comprimento, em centímetros (cm) e tempo, em segundos (s), a correta equivalência entre as
unidades nesses sistemas, relativa à medida da referida grandeza física é
1 g  cm  s2  101 kg  m  s2
a)
1 g  cm  s2  102 kg  m  s2
b)
1 g  cm  s2  103 kg  m  s2
c)
1 g  cm  s2  104 kg  m  s2
d)
1 g  cm  s2  105 kg  m  s2
e)

9. Os espaços públicos fazem uso de muitos aparelhos de ar-condicionado, com vistas ao uso racional
da energia-água. Sabendo-se que uma academia utiliza, na sua refrigeração, 10 aparelhos de ar-
condicionado, o proprietário deseja reaproveitar a água proveniente das unidades condensadoras para
o consumo da água nos seus banheiros.

Cada aparelho utilizado na academia condensa um volume de 20 litros, por dia, com consumo, em
média, de 120.000 litros de água por mês (adote mês de 30 dias).

O percentual de economia de água obtido com o reaproveitamento da água condensada ao final do


mês e a quantidade de aparelhos de ar condicionado que garantiriam uma economia de, pelo menos,
3% são, respectivamente,
a) 4% e 6 aparelhos.
b) 6% e 5 aparelhos.
c) 6% e 4 aparelhos.
d) 4% e 5 aparelhos.
e) 5% e 6 aparelhos.

QUESTÃO CONTEXTO

Ondas gravitacionais foram previstas por Einstein em 1916 e diretamente detectadas pela primeira vez em
2015. Sob determinadas condições, um sistema girando com velocidade angular ω irradia tais ondas com
potência (energia por intervalo de tempo) proporcional a Gc Q ω , em que G é a constante de gravitação
universal; c, a velocidade da luz e Q, uma grandeza que tem unidade em kg  m2 .

Adote que Fís.

Assinale a opção correta.


a)  5,  2 e  6
b)   3 5, 4 3 e 4
c)  10 3, 5 3 e 5
d)  0, 1 e 3
e)  10, 3 e 9
GABARI TO

Exercícios de aula

1. e
Utilizando a primeira expressão dada:
m  m2 
E  m gh  E  kg  2

 m  E  kg   
 s   s2 

E  kg  m2  s2 

2. e
Cálculo das gotas:
3L 1000mL 10 gotas
nº de gotas   22atletas  64 jogos   
atleta  jogo 1L 1mL
 4224  104 gotas  4,224  107 gotas
Usando a referência 10  3,16, a ordem de grandeza seria 108 gotas.

3. e
A vazão (ZC ) das cataratas é:
62.200
ZC   1.555m3 /s  1.555  60 m3 /min  ZC  93.300 m3 /min.
40

4. b
 
Δm kg
m  v S t        m      kg  m3.
v S t m  s 
2
 s 

5. b
1. Correta. 6 m 2 = 6 (100 cm)2 = 6  104 cm 2 = 60.000 cm 2.

2. Correta. 216 km/ h =


216
3,6
m/ s = 60 m/ s. Fís.
3. Errada. 3.000 m 3 = 3.000 (1.000 L) = 3.000.000 L.
7.200
4. Correta. 7.200 s = h = 2 h.
3.600
2,5  105
5. Correta. 2,5 105 g = kg = 2,5  102 kg = 250 g
103

6. b
P  R$ 
Seja a razão custo por quilômetro rodado.
D  km 
 km   km   km 
Sendo C  ,   ou   a distância rodada por unidade consumida de energia ou de volume
 kW h   L   m3 
 R$   R$   R$ 
de combustível, e E   ,   ou  3  o preço por unidade consumida de energia ou de volume
 kW h   L m 
de combustível, então, por análise dimensional, obtêm-se:
  R$ 
  kW h   R$ kW h   R$ 
  km    kW h  km    km 
 kW h     
 
  R$ 
P E   R$ L   R$ 
   L      
D C   km L   L km   km 

  R$ 
  m3   R$ m3   R$ 
  km    3  km    km 
  m   
 m3 

Aplicando essa expressão a cada um dos combustíveis:

Consumo na cidade Preço (E) P E  R$ 



D C  km 
Combustível
(C) (R$)
Eletricidade 6 km kWh 0,40 kWh 0,067
Gasolina 13 km L 2,70 L 0,208
Diesel 12 km L 2,10 L 0,175
Etanol 9 km L 2,10 L 0,233
Gás natural 13 km m3 1,60 m3 0,123

A tabela destaca o combustível que apresenta maior custo por quilômetro rodado.

Exercícios de casa

1. a

k x2 Ep J  J 
Ep  k 2  Ep    .
 
2 x2 m2   m2 
 
2. c
Ordem de grandeza para a população atual:
Fís.
200 milhões  200  106  2  108  OG  108

Ordem de grandeza para a população da época da invasão holandesa:


20 mil  20  103  2  104  OG  104
3. c
A área total disponível para que as pessoas assistam ao evento sentadas corresponde a 300.000 m 2.
Nessa área, pode-se estimar a acomodação de, pelo menos, duas pessoas por metro quadrado,
considerando-se o maior número possível de adultos. Com isso, tem-se:
300.000 = 3 x 105
3 x 105 x 2 = 6 x 105 = 106
Observe que a avaliação do problema envolve uma área total, no caso de 300.000 m 2, e não várias
áreas delimitadas de 1 m 2. Se a disponibilidade de espaço fosse de apenas 1 m 2, seria razoável
acomodar confortavelmente somente uma pessoa. Entretanto, em 4 m 2, por exemplo, que não estão
delimitados em áreas isoladas de 1 m 2, 8 pessoas poderiam ser acomodadas. Pensar numa ordem de
grandeza de 107, por sua vez, significaria estimar, em média, 11 pessoas por metro quadrado, o que
impediria uma situação com adultos sentados.

4. b
F
Foi dado pelo enunciado que Fr  k  v 2 . Assim, pode-se dizer que k  r .
v2
Sabendo que no SI qualquer força é expressa em Newtons (N) e que a velocidade é m s, podemos
substituir na equação acima de forma a encontrar a unidade para a constante k.
F N
k r 
2
v m s 2
m
Como, F  m  a  N  kg 
s2
m
kg  2
k s2  kg  m  s
m2 s2 s2 m2
kg
k
m

5. d
No Sistema Internacional de Unidades, temos:
 volume   m 3   3 1 
Fluxo: Φ      m s
 tempo   s   

 kg  m 
 força  
Gradiente de pressão: P1  P2     s 2   kg  m  s-2  m-2   kg  m-1  s-2  .
 
  área   m 2     
 
Da expressão fornecida no enunciado:
(P 1  P2) (P  P2)  kg  m-1  s-2  -4 -1
Φ  R 1  R      kg  m  s  
R Φ 3 -1  
 m  s 
 kg 
R    4 
 m  s

Fís.
6. b
Lembremos, antes, o critério para estabelecer ordem de grandeza (OG).
Escreve-se o número em notação científica: N = k  10n.

 n
| k | 10  OG  10
Se 
n n 1
| k | 10  OG  10 10

Para o exercício temos: t = 4,5 bilhões de anos.
dias horas
Δt  4,5  109 anos  365  24  3,9  1013 horas.
ano dia
Mas:
3,9  10  OG  1013 1  OG  1014.
A ordem de grandeza é 1014.
OBS.: Rigorosamente, a questão está sem resposta. Houve um descuido da banca examinadora ao
elaborar a pergunta que, certamente, deveria ser: alor mais próximo da idade da Terra, em

7. d
No SI, a posição y é expressa é em metro (m) e o tempo é expresso em segundo (s). Isolando b na
expressão dada:

b t3 y m m
y  b2    b   
2 t 3  s3   s3 

8. e
Sabendo que: 1 kg  1000 g e 1 m  100 cm :
103 g 102 cm
1 kg  m  s2    105 g  cm  s2
1 kg 1m

Ou seja, para 1 g  cm  s2 , basta dividir tudo por 105 :


1 g  cm  s2  105 kg  m  s2
9. E.
Economia mensal de água:
L
E  20  10 ap  30 dias  E  6000L
dia  ap
Porcentagem de economia de água:
Vol.Cond. 6000 L
E%   100   100  E%  5%
Vol.Total 120000 L
Para uma economia de 3% de água, o volume condensado pelos aparelhos será:
Vol.Cond. Vol.Cond.
E%   100  3%   100  Vol.Cond.  3600 L
Vol.Total 120000 L
E o número de aparelhos para essa economia é de:
Vol.Cond.Tot. 3600 L
n n  n  6 ap.
Vol.Cond. L
 30 dias 20  30 dias
ap  dia ap  dia

Questão Contexto

Será adotada a seguinte notação: dada uma grandeza X, então [X] corresponderá à sua dimensão em
unidades do S.I.

Seja Pg a potência gravitacional; G a constante de gravitação universal; c a velocidade da luz e Q uma

grandeza com unidade kg  m2 , conforme o enunciado. Fís.


Sabe-se por hipótese que:
[Pg ]  [Gc Q ω ]  [G][c] [Q] [ω] (I)

Da equação geral da gravitação universal, tem-se que:


m
kg  m2
Mm  F  r2  s2
FG  [G]   
2
r  M  m  kg2
G  m3kg1s2 (II)

Sabe-se também que:


[c]  ms1
[Q]  kgm2
rad
[ω]   s1 (III)
s
m
kg m
[Pg ] 
Nm
 s2  kgm2s3
s s

Substituindo-se as equações (II) e (III) na equação (I), tem-se:


kgm2 s3  kg1m3 s2 [ms1] [kgm2 ] [s1] 
 kgm2 s3  kg 1 m3 2 s2  (IV)

Da equação (IV) tem-se, igualando-se os expoentes correspondentes:


1  1  2
3   2  2   2  3  2  5
2    3   2   3  6

Fís.
Geo.
Professor: Ricardo Marcílio
Monitor: Marcus Oliveira

Geo.
05
Conceitos geográficos
fev

RESUM O

A Geografia estuda os fenômenos que se manifestam no espaço geográfico e que possuem alguma
associação com o homem (relevo, indústria, política, clima, população, entre outros). Esse espaço se difere
do espaço natural, que é aquele que não sofreu interferência humana. Portanto, o espaço geográfico é o
conjunto indissociável de sistemas de objetos (redes, técnicas, prédios, carros) e de sistemas de ações
(produção, trabalho, circulação, consumo), que expressam diferentes práticas sociais dos grupos que nele
vivem. É resultado do trabalho humano e da sua relação com o meio ambiente.

Inicialmente, o homem vivia no que se chamava de Meio Natural, período em que dependia do
tempo da natureza. Com as revoluções industriais, foram impulsionadas modificações nesse meio,
transformando-o no Meio Técnico.

Quatro Conceitos

• Paisagem: É tudo aquilo que está ao alcance da vista. É resultado da combinação dinâmica entre
elementos naturais e antrópicos, em uma dialética única, produzindo um conjunto indissociável ,
que é registro da evolução de determinada sociedade.

• Região: Porção do espaço que, relativamente, representa um todo homogêneo, que se difere do
seu entorno. A região é a superfície em que predomina uma mesma paisagem, um mesmo
processo. Existem diferentes critérios para sua delimitação.

• Lugar: É resultado da relação subjetiva entre o homem e o espaço, estabelecendo uma relação de
identidade. Pode ser seu bairro, rua, cidade, pelos quais você possui um sentimento.

• Território: Espaço delimitado por e a partir de relações de poder. É importante entender que
poder é fruto de uma relação, e não de uma posse. Assim, território consiste em uma área
delimitada por fronteiras, na qual um grupo, naquele momento, exerce alguma forma de poder,
legítimo ou não.

EXERCÍ CI OS DE AULA
Geo.
1. A Geografia se expressou e se expressa a partir de um conjunto de conceitos que, por vezes, são
considerados erroneamente como equivalentes, a exemplo do uso do conceito de espaço geográfico
como equivalente ao de paisagem, entre outros.

Considerando os conceitos de espaço geográfico, paisagem, território e lugar, assinale a alternativa


INCORRETA.
a) A paisagem geográfica é a parte visível do espaço e pode ser descrita a partir dos elementos ou
dos objetos que a compõem. A paisagem é formada apenas por elementos naturais; quando os
elementos humanos e sociais passam a integrar a paisagem, ela se torna sinônimo de espaço
geográfico.
b) O espaço geográfico é (re)construído pelas sociedades humanas ao longo do tempo, através do
trabalho. Para tanto, as sociedades utilizam técnicas de que dispõem segundo o momento
histórico que vivem, suas crenças e valores, normas e interesses econômicos. Assim, pode-se
afirmar que o espaço geográfico é um produto social e histórico.
c) O lugar é concebido como uma forma de tratamento geográfico do mundo vivido, pois é a parte
do espaço onde vivemos, ou seja, é o espaço onde moramos, trabalhamos e estudamos, onde
estabelecemos vínculos afetivos.
d) Historicamente, a concepção de território associa-se à ideia de natureza e sociedade configuradas
por um limite de extensão do poder. A categoria território possui uma relação estreita com a de
paisagem e pode ser considerada como um conjunto de paisagens contido pelos limites políticos
e administrativos de uma cidade, estado ou país.

2. O espaço geográfico, ao contrário do espaço natural, é um produto da ação do homem. O homem,


sendo um animal social, naturalmente atua em conjunto, em grupo, daí ser o espaço geográfico
eminentemente social.

(...) A ação do homem não ocorre de forma uniforme no espaço e no tempo. Ela se faz de forma mais
intensa em determinados momentos e nas áreas, onde se pode empregar uma tecnologia mais
avançada ou em que se dispõe de capitais mais do que naquelas em que se dispõe de menores recursos
e conhecimentos. Daí a necessidade de uma visão do processo histórico, levando-se em conta tanto o
processo evolutivo linear como os desafios que se contrapõem a este processo e que barram ou
desviam da linha por ele seguida. Para melhor compreender o processo de produção do espaço
geográfico, é indispensável a utilização de conceitos hoje largamente aceitos nas ciências sociais,
como os de modo de produção e de formação econômico-sociais. Ao analisarmos a evolução da
humanidade e da conquista da natureza pelo homem, temos que admitir que esse começou a produzir
o espaço geográfico na ocasião em que pôde abandonar as atividades de caça, pesca e coleta como
principais e passou a realizar trabalhos agrícolas e de criação de animais. Claro que a passagem foi feita
lentamente e que o homem, transformado em agricultor e criador de animais, continuou a caçar e a
pescar, como o faz até os dias atuais, mas essas atividades, antes exclusivas, tomaram-se
complementares.
ANDRADE. Manuel Correia de Geografia Econômica São Paulo. Editora Atl as. 1987 (Adaptado)

É CORRETO afirmar que o autor, no texto que você acabou de ler,


a) opõe-se à posição filosófica assumida pelos geógrafos que defendem a Geografia Crítica.
b) estabelece os mais importantes princípios que norteiam o Determinismo Geográfico, uma das
correntes fundamentais da Geografia Clássica que explica a produção do espaço geográfico.
c) defende que o espaço natural, por suas características particulares, assemelha-se ao espaço social
e que deve ser estudado pela História e pela Geografia.
d) advoga que a produção do espaço geográfico é uma função dos níveis técnico e econômico em
que se encontra a sociedade.
e) propõe que, para o equilíbrio do Sistema Terra, é necessário os seres humanos retornarem às
atividades extrativas, especialmente a caça e a pesca, e também à agricultura tradicional.

Geo.
3. Observe as figuras adiante, que representam o uso do espaço de uma cidade em dois momentos
distintos:

(SOUZA, Marcelo José Lopes. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, I. E. de;
CORRÊA, R. . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.)
O uso e a apropriação de determinados espaços pelos agentes sociais definem fronteiras que são
determinadas por relações de poder. Tal processo estabelece uma ordem espacial, em que um grupo
exerce poder sobre o espaço.
Assinale o conceito geográfico que está relacionado às práticas espaciais expressas nas figuras acima:
a) Região.
b) Paisagem.
c) Lugar.
d) Território.
e) Ambiente.

4. De acordo com Patativa do Assaré, nas estrofes que dizem

No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
[...]
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar...

A e aparece no fragmento do texto está empregada


a) com o sentido de paisagem, pois é do topo da serra que o retirante delimita visualmente o que ele
denomina como o seu lugar.
b) erroneamente porque ninguém pode ter o sentimento de identidade e de pertencimento a uma
terra inóspita que só lhe causa sofrimento. O lugar é para cada pessoa o espaço onde consegue se
reproduzir economicamente.
c) com o sentido de território, pois trata-se de um espaço apropriado pelo fazendeiro, o qual exerce
sobre o mesmo uma relação de poder.
d) corretamente porque está impregnada de emoções e de afetividade. Há uma identidade de
pertencimento para com esta parcela do espaço.
e) com conotação de região natural, pois trata-se do Sertão nordestino de abrangência do clima
semiárido de chuvas escassas e irregulares e da presença da vegetação de caatinga.

EXERCÍ CI OS DE CASA

1. O que significa estudar geograficamente o mundo ou parte do mundo? A Geo grafia se propõe a algo
mais que descrever paisagens, pois a simples descrição não nos fornece elementos suficientes para

Geo.
uma compreensão global daquilo que pretendemos conhecer geograficamente. As paisagens que
vemos são apenas manifestações aparentes de relações estabelecidas (...)
(Pereira, Santos e Carvalho - )

Sobre o conceito geográfico de paisagem é INCORRETO afirmar que:


a) as paisagens que vemos são as manifestações físicas dos movimentos da natureza; e o elemento
determinante das paisagens de hoje é a sociedade humana.
b) as paisagens resultam da complexa relação dos homens entre si e desses com todos os elementos
da natureza.
c) o estudo da Geografia deve responder por que a paisagem que vemos é tal qual se apresenta.
d) a Geografia tem na paisagem a mera aparência: a descrição da paisagem não é suficiente para o
entendimento do espaço.
e) paisagens, em diferentes lugares, nunca fazem parte de um mesmo espaço, mesmo que sejam
integradas no mesmo processo.
2. Tomando como base o conhecimento geográfico e suas preocupações com o homem e o planeta é
correto afirmar que:
a) Uma das preocupações exclusivas da ciência geográfica é a busca de soluções para os problemas
sociais e o desenvolvimento econômico.
b) A Geografia é uma ciência que se preocupa com a complexa relação homem-natureza, contudo,
esta preocupação está restrita à dimensão regional e global.
c) O possibilismo geográfico é uma corrente da Geografia que defende a possibilidade da ação
humana modificar o meio natural.
d) A Geopolítica é um ramo da Geografia Cultural que busca explicar a ação do Estado e seu papel
como agente modificador de padrões culturais.

3. Leia o segmento abaixo.


A realidade geográfica apresenta-se então como composta por três elementos fundamentais: um
substrato plástico, uma energia de circulação, produzida pelos contatos entre forças opostas, e um
conjunto de formas que são como que o efeito desta energia sobre o substrato, justamente sua
inscrição. É este último plano, o das inscrições, entendido como fisionomia da Terra, que é o plano
propriamente geográfico, aquele onde houve, efetivamente, escrita da Terra.
BESSE, J.M. Vera Terra. São Paulo: Perspectiva, 2006. p. 71.
O conceito geográfico referido pelo texto é
a) lugar.
b) território.
c) espaço.
d) escala.
e) paisagem.

4. A apreensão do lugar consiste na inter-relação dos processos local-global local considerando,


exponencialmente, o campo de forças estabelecido entre a cultura objetiva e a cultura subjetiva.
Sobre o conceito de LUGAR é INCORRETO afirmar:
a) O lugar é tido como um intermédio entre o mundo e o indivíduo. Neste, a lógica do
desenvolvimento dos sistemas sociais não se manifesta pela unidade das tendências opostas à
individualidade e à globalidade.
b) A realidade que se constrói no lugar é tensa, pois se refere a um dinamismo que se recria a cada
instante/ momento entre homens, empresas, instituições e meio ambiente construído.
c) No lugar as relações são, permanentemente, instáveis, em que globalização e localização,
globalização e fragmentação são termos de uma dialética que se refaz com frequência.
d) A individualização e especialização produtiva de cada lugar (re)produz sua rede urbana, função

Geo.
urbana, estrutura e uso do solo, habitação, renda, segregação social, meios de consumo e
informação, papel do Estado entre outros. A uma maior globalidade corresponde uma maior
individualidade.
e) Ao revisitar os lugares, no mundo atual, encontraremos novos significados, novas identidades, pois
esses são construídos no cotidiano/ mundo vivido e considera as variáveis: objetos, ações, técnica,
informação e tempo.
5. A paisagem é um dos conceitos básicos da ciência geográfica e suas modificações ocorreram ao longo
da História.
Sobre as paisagens, é INCORRETO afirmar que
a) após a Revolução Industrial, os crescimentos econômico e demográfico reordenaram e deram à
paisagem geográfica novos significados socioculturais em vários países europeus.
b) durante a introdução da cultura pecuária nos Sertões, no período colonial brasileiro , a paisagem
ficou inalterada.
c) no final da Idade Média, as Ligas Hanseáticas, o comércio e a formação dos burgos contribuíram
para a elaboração de novas paisagens culturais na Europa.
d) as práticas político-econômicas do Mercantilismo favoreceram a formação de novas paisagens
geográficas, tanto na Europa quanto na América.
e) na Idade Moderna, a prática político-
contribuiu para a modificação das paisagens rural e urbana.

6. ibuição para a formulação esquemática do conhecimento


geográfico, com seu livro Antropogeografia e com a propagação das ideias deterministas, que
consideravam a existência de uma grande influência do meio natural sobre o homem. De formação
antropológica, ele foi bastante influenciado pelas ideias evolucionistas de Charles Darwin e Ernest
Haeckel, admitindo que, na luta pela vida, venceriam sempre os mais fortes e que a vitória dos mais
fortes, dos mais aptos sobre os mais fracos era o resultado lógico da lu
(ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia Econômica. São Paulo: Ed. Atlas, 1987).

O texto está se referindo ao seguinte pensador da Geografia


a) Friedrich Engels.
b) Pierre George
e) André Cholley
d) Alexander von Humboldt.
e) Friedrich Ratzel.

QUESTÃO CONTEXTO

Geo.

Disponível em: https:/ / upload.wikimedia.org/ wikipedia/ commons/ thumb/ 1/ 1e/ Rio_De_Janeiro_-


_Rafael_Defavari.jpg/ 700px-Rio_De_Janeiro_-_Rafael_Defavari.jpg

Descreva os elementos da imagem acima e relacione com um conceito geográfico.


GABARI TO

Exercícios de aula

1. a
A paisagem geográfica é parte do visível, tudo aquilo que a visão alcança. É formada por elementos
naturais e humanos.

2. d
O espaço geográfico é o conjunto indissociável de sistemas de objetos (redes, técnicas, prédios, carros)
e de sistemas de ações (produção, trabalho, circulação, consumo), que expressam diferentes práticas
sociais dos grupos que nele vivem. É resultado do trabalho humano e da sua relação com o meio
ambiente.

3. d
Território corresponde a uma porção do espaço definida por relações de poder. É uma área que implica
a existência de fronteiras e está sujeita às relações de poder de determinado grupo. Assim, a
espacialização da área de prostituição e travestis, mapeada como um território de ação, implica relações
de poder com aquele espaço.

4. d
Lugar é parte do espaço vivenciado e, portanto, estabelece relações de afetividade entre o espaço e o
indivíduo.

Exercícios de casa

1. e
Embora possam existir paisagens naturais em que é muit o difícil identificar a ação humana, a paisagem
também é resultante dessa relação entre natureza e sociedade. Nesse sentido, diferentes paisagens
podem fazer parte de um mesmo espaço, estarem integradas em um mesmo processo.

2. c
A oposição entre os pensamentos determinista e possibilista marcou a história do pensamento

Geo.
geográfico. O Possibilismo é uma corrente que defende a capacidade da ação humana de modificar o
meio e que o homem não é apenas determinado por esse meio, mas é também um agente.

3. e
A paisagem é formada por elementos naturais e/ ou socioeconômicos. Corresponde ao visível de parte
do espaço geográfico e, portanto, depende da percepção individual.

4. a
O lugar é onde se manifesta a individualidade de um indivíduo, grupo ou sociedade. É constantemente
construído e reconstruído a partir das relações entre local e global.

5. b
A paisagem pode ser resultado da ação humana, assim, a introdução de um sistema social altera a forma
como o homem se relaciona com aquele lugar, produzindo uma paisagem única.
6. e

conhecido pelo conceito de Espaço Vital, segundo o qual um grande povo, uma grande nação é
naturalmente merecedora daquele espaço.

Questão Contexto

A imagem é composta por elementos naturais (Baía de Guanabara, Pão de Açúcar) e elementos antrópicos
(prédios, apartamentos, ruas). É um excelente exemplo de paisagem, em que a forma peculiar da cidade do
Rio de Janeiro de se relacionar com o espaço formou um local único, onde a mancha urbana se espalha pelo
relevo acidentado da cidade. Para alguns, pode ser motivo de identificação (vivo nessa cidade, gosto dessa
cidade) e, portanto, também pode ser relacionada com o conceito de lugar. Os mais atentos e conhecedores
irão reparar que, do outro lado da Baía de Guanabara, está o município de Niterói, outro território. Assim,
conceitos geográficos estão presentes constantemente no nosso dia a dia, mas nem sempre paramos para
observar.

Geo.
GEP
Slide de abertura



Resumo produzido pela aluna Emanuelle Lemos Resumo produzido pela aluna Camille Bellas

Planejamento produzido pela aluna Allana Beatriz


Cronograma produzido pela aluna Aléxia David
His.
Professor: João Daniel
Monitor: Octavio Correa

His.
05
História Antiga: Egito
fev

RESUM O

O resumo pretende tratar de uma das mais esplendidos povos do mundo antigo africano, os egípcios
deixaram um enorme legado, desde a medicina á administração pública passando por áreas de excelência
como a engenharia das esfinges e pirâmides. A civilização egípcia guardou ainda uma rica cultura com
inúmeras influências importantíssimas para a formação de uma mosaico enorme que compunha a vida dos
habitantes das margens do Nilo.

O Nilo na Economia

O Nilo existiria sem os egípcios, porém, não o contrário o rio era fundamental para a sociedade já que
este irriga as imediações em tempos de cheia, com destaque para foz do rio (local onde se deposita a maior
parte dos sedimentos, sendo assim o solo mais fértil) além de servir de transporte de mercadorias o que era
uma atividade muito intensa, principalmente com a mesopotâmia.
O comércio egípcio era ligado ao faraó, os artesanatos e artigos de luxo além de pedras preciosas eram
os principais produtos comercializado pelos egípcios com os povos mesopotâmicos como dito
anteriormente. A principal fonte de renda e movimentação da economia egípcia era a agricultura, sendo um
dos primeiros dominar as técnicas estes plantavam gêneros variados de alimentos, sendo um dos primeiros
povos a fermentar grãos para obter álcool fazendo uma espécie de cerveja de trigo .

Política e Sociedade

Os egípcios tinham uma sociedade estratificada com o Faraó no topo dessa cadeia, este dividiu o Egito
em 42 regiões administrativas chamadas Nomos dados ao nomarcas
ajudavam este na administração do território além disso o Faraó controlava o exército decidindo todas as
questões militares com seus líderes, o soberano tinha um caráter divino sendo um dos deuses da religião.
Para manter as dinastias puramente egípcias eram comuns os casamentos entre os parentes da família real,
para selarem seus acordos ao invés de casamentos os egípcios costumavam presentear a outra parte.
A vida civil e religiosa dos egípcios se passava nos templos já que estes serviam evidentemente como
locais de culto, mas eram os locais de reunião da população para comunicação e de estoque de alimentos o
que lhes conferia uma importância única na vida dos cidadãos já que todas as relações com o governo e com
o além era feito nos templos, isso conferia uma importância semelhante a figura do sacerdote.

Cultura Egípcia His.


Os egípcios desenvolveram com o tempo uma cultura sem igual, aprimorando técnicas de medicina
como por exemplo o excelente estado de conservação das múmias encontradas nas pirâmides, podemos
citar também a arquitetura e engenharia das próprias pirâmides que resistiram a um sem número de anos
além de sua complexidade de projeto e ornamentação de suas salas.
A religião egípcia era politeísta, os egípcios faziam oferendas e festas em homenagem a deuses que
muitas vezes tinham corpos de pessoas misturadas com animais sagrados, os deuses eram ligados as cidades
como nas culturas gregas e romanas, cada centro urbano tinha o seu deus que protegia a cidade. No entanto
o Egito antigo conheceu uma breve fase monoteísta, o faraó Amenófis IV (Aquenáton) implanta a crença a
Aton, o faraó chega a mudar de nome para Aquenáton, no entanto a medida não é popular e o faraó é
assassinado.
EXERCÍ CI OS DE AULA

1. Os Estados teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram acumulando características comuns e


peculiaridades culturais. Os Egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano por
que:
a) se opunham ao politeísmo dominante na época.
b) os seus deuses, sempre prontos para castigar os pecadores, desencadearam o dilúvio.
c) depois da morte a alma podia voltar ao corpo mumificado.
d) construíram túmulos, em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a eternidade.
e) os camponeses constituíam categoria social inferior.

2. Examine estas imagens produzidas no antigo Egito

As imagens revelam:
a) o caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente Próximo, dada a escassez de mão de obra e a
proibição, no antigo Egito, do trabalho compulsório.
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico que permitisse o aprimoramento da
produção de alimentos, o que provocava longas temporadas de fome.
c) o prevalecimento da agricultura como única atividade econômica, dada a impossibilidade de
caça ou pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito.
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o que limitava as atividades de plantio e
inviabilizava a criação de gado de maior porte.
e) a importância das atividades agrícolas no antigo Egito, que ocupavam os trabalhadores durante
aproximadamente metade do ano.

3. No antigo Egito e na Mesopotâmia, assim como nos demais lugares onde foi inventada, a escrita esteve

His.
vinculada ao poder estatal. Este, por sua vez, dependeu de certo tipo de economia para surgir e se
desenvolver.

Considerando as afirmações acima, explique as relações entre:


a) Escrita e Estado.
b) Estado e economia.
4.

A respeito do contexto apresentado, é correto afirmar:

a) A imagem demonstra que os agricultores das margens férteis do rio Nilo desconheciam a escrita.
b) Ao contrário da economia da caça de animais, que exigia o trabalho coletivo, a agricultura não
originava sociedades humanas.
c) A imagem revela uma apurada técnica de composição, além de se referir à economia e à cultura
daquele período histórico.
d) Os antigos egípcios cultivavam cereais e desconheciam as atividades econômicas do artesanato e
da criação de animais.
e) A imagem comprova que as produções culturais dos homens estão desvinculadas de suas práticas
econômicas e de subsistência.

5. Na África, durante a Antiguidade, entre 3000 a.C. e 322 a.C., desenvolveu-se o primeiro Império
unificado historicamente conhecido, cuja longevidade e continuidade ainda despertam a atenção de
arqueólogos e historiadores. Esse império
a) legou a humanidade códigos e compilações de leis.
b) desenvolveu a escrita alfabética, dominada por amplos setores da sociedade.
c) retinha parcela insignificante do excedente econômico disponível.
d) sustentou a crença de que o caráter divino dos reis se transmitia exclusivamente pela via paterna.
e) dependia das cheias do rio Nilo para a prática da agricultura.

6. Aos egípcios devemos uma herança rica em cultura, ciência e religiosidade: eram habilido sos
cirurgiões e sabiam relacionar as doenças com as causas naturais; criaram as operações aritméticas e

His.
inventaram o sistema decimal e o ábaco. Sobre os egípcios é correto afirmar também que:
a) Foram conhecidos pelas construções de navios, que os levaram a conquistar as rotas comerciais
para o Ocidente, devido à sua posição geográfica, perto do mar Mediterrâneo.
b) Deixaram, além dos hieróglifos, outros dois sistemas de escrita: o hierático, empregado para fins
práticos, e o demótico, uma forma simplificada e popular do hierático.
c) Praticaram o sacrifício humano como forma de obter chuvas e boas colheitas, haja vista o território
onde se desenvolveram ser desértico.
d) Fizeram uso da escrita cuneiforme, que inicialmente foi utilizada para designar objetos concretos
e depois ganhou maior complexidade.
e) Usaram as pirâmides para fins práticos, como, por exemplo, a observação astronômica.
EXERCÍ CI OS DE CASA

1. A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o
Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, fortemente organizados e centralizados e com extensa
burocracia. Uma explicação para seu surgimento é
a) a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas
pela imposição dos governos autoritários.
b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de
irrigação.
c) a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através
das caravanas de seda.
d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder
absoluto do monarca.
e) a introdução de instrumentos de ferro e a consequente revolução tecnológica, que transformou
a agricultura dos vales e levou à centralização do poder.

2.
centro de baixa pressão do deserto quente, facilitando a subida de navios de vela: a descida (a), arriadas

Delgado de Carvalho História Geral Volume I, Antiguidade, 3ª edição, Distribuidora Record.

As condições descritas ajudaram a unidade nacional e possibilitaram, grandemente, a centralização do


poder na Civilização:
a) Babilônica, junto ao rio Eufrates.
b) Assíria, junto ao rio Tigre.
c) Egípcia, junto ao rio Nilo.
d) Hebraica, junto ao rio Jordão.
e) Cartaginesa, nos seus domínios ibéricos até o rio Guadalquivir.

3. As sociedades orientais da Antiguidade, especialmente a egípcia e a mesopotâmia, desenvolveram -se


em regiões, semiáridas, que necessitavam de grandes obras hidráulicas para o cultivo agrícola. Nessas
sociedades,
a) desenvolveu-se o modo de produção escravista intimamente relacionado ao caráter bélico e
expansionista desses povos.
b) o Estado constituía o principal instrumento de poder das camadas populares, assegurando e
ampliando seu domínio sobre os outros grupos.
c) a superação das comunidades levou ao surgimento da propriedade privada e,
consequentemente, à utilização da mão-de-obra escrava.

His.
d) predominava a servidão coletiva, onde o indivíduo explorava a terra como membro da
comunidade e servia ao estado, proprietário absoluto dessa terra.
e) a produção de excedentes, necessária a intensificação das trocas comerciais e pala o progresso
econômico era garantida pela ampla utilização do trabalho livre.

4. Os estudos arqueológicos e históricos desenvolvidos no Egito indicam que, no mundo antigo, o

Isso quer dizer que a vida econômica era:


a) integralmente controlada pelos agricultores.
b) controlada pelo faraó, através de seus funcionários e sacerdotes, bem como pelos produtores
rurais.
c) parcialmente controlada pelos agricultores.
d) quase integralmente, controlada pelo faraó, através de seus funcionários e sacerdotes.
e) dirigida e organizada pelo faraó, em comum acordo com os agricultores.
5. (...) um dos traços mais visíveis da economia egípcia antiga era, sem dúvida, o estatismo faraônico: a
quase totalidade da vida econômica passava pelo faraó e seus funcionários, ou pelos templos. Estes
últimos devem ser considerados parte integrante do Estado, mesmo se, em certas ocasiões, houve
atritos entre a realeza e a hierarquia sacerdotal (...). As atividades produtivas e comerciais, mesmo
quando não integravam os numerosos monopólios estatais, eram estritamente controladas,
regulamentadas e taxadas pela burocracia governamental. (Ciro F. Cardoso. O Egito Antigo, 1982.
Adaptado.)

A partir do texto, conclui-se que, no antigo Egito,


a) a economia era ineficiente, pois funcionários corruptos exploravam os camponeses e desviavam
os impostos devidos ao Estado.
b) as constantes disputas entre a burocracia estatal e os sacerdotes levaram à separação entre o
poder político e religioso, o que comprometeu o poder do faraó.
c) o domínio do poder público sobre a sociedade inibiu o surgimento de iniciativas privadas,
capazes de racionalizar a produção e evitar o desperdício.
d) a cobrança de impostos constituía-se na principal atividade do Estado, que não dispunha de
exércitos organizados para enfrentar inimigos externos.
e) a organização da economia garantia ao estado o controle dos excedentes de produção, que se
constituíam em importante fator de poder político.

6. Os escribas do Egito antigo ocupavam uma posição subalterna na hierarquia administrativa


governamental frente à aristocracia burocrática. Sua posição social era inferior em relação aos
conselheiros do Faraó, aos chefes da administração, à nobreza territorial, à elite militar e aos
sacerdotes. Mas as características de seu ofício os afastavam de trabalhos forçados e das
arbitrariedades das elites, que subjugavam e exploravam camponeses livres e escravos de origem
estrangeira. Tal condição privilegiada se explicava:
a) pelas possibilidades de ascensão social dos escribas que, em função do sucesso de suas carreiras,
poderiam ocupar posições no alto escalão da administração pública.
b) por serem provenientes do meio social dos felás, camponeses livres, que investiam na formação
educacional de seus filhos mais inclinados ao serviço público.
c) pelo domínio dos escribas dos segredos da escrita demótica e dos hieróglifos, do cálculo e, por
conseguinte, da organização das atividades da administração pública.
d) pelo domínio exclusivo dos escribas do idioma escrito, da matemática, da agrimensura e dos
processos administrativos em geral.
e) pela dependência direta de faraós e altos funcionários reais relativa aos conhecimentos dos
escribas, que formavam uma corporação intelectual dotada de poder político.

7. Leia o fragmento a seguir:

His.
de todos! Rei de todas as casas. Nas regiões mais distantes, fazes o Nilo celeste para que
desça como chuva e açoite as montanhas, como um mar para regar os campos e jardins estranhos.
Acima de tudo, porém, fazes o Nilo do Egito que emana do fundo da terra. E assim, com os teus raios,
cuidas de nossas hortas. Nossas colheitas crescem; e crescem por ti. Tu estás em meu coração. Eu te

Hino a Aton. [Adaptado]

O fragmento acima foi extraído do Hino a Aton, obra do Faraó Aquenaton. Durante o exercício de seu
poder, Aquenaton promoveu a substituição do politeísmo pelo monoteísmo solar. Essa reforma
religiosa apresentou Aton como o Sol, sendo, por isso, representado pelo disco solar. A respeito desse
Faraó egípcio e a importância do Rio Nilo para essa sociedade, é correto afirmar que
a) embora a sociedade egípcia tenha se desenvolvido às margens do Rio Nilo, não se pode
superdimensionar a sua importância para a organização dessa civilização da antiguidade oriental.
b) o trecho retirado do Hino a Aton referencia o período do poder do Faraó Aquenaton que não foi
apenas uma exceção do ponto de vista religioso, mas também do ponto de vista político, com a
interrupção do poder despótico.
c) o hino em questão demonstra o culto ao Sol como deus principal, ao mesmo tempo em que
legitima o poder do Faraó Aquenaton ao apresentá-lo como o eleito, o favorito, o filho de Aton.
d) a construção de reservatórios de água, drenagem dos pântanos e de canais de irrigação
aperfeiçoaram os métodos de cultivo no Egito sem, com isto, caracterizar a domesticação do Rio
Nilo.
e) entendido pela sociedade egípcia como vital à sua existência, o aproveitamento das águas
restringiuse à atividade agrícola e à criação e domest icação de animais, as quais não avançaram
os limites dos leitos do rio Nilo.

8. A construção das pirâmides do Egito antigo ainda está envolta em mistérios e curiosidades, sendo
fonte de estudos na História, na Engenharia, na Matemática e na Arte. O processo de construção das
pirâmides caracteriza-se pela:
a) despreocupação em edificar um templo duradouro.
b) arquitetura dissociada de funções de ordem funerária.
c) aplicação de diversos materiais como a madeira e o estanho.
d) grandiosidade em suas dimensões e em uma estrutura sólida.
e) utilização de tijolos de argila na edificação de suas paredes internas.

9. O Egito é visitado anualmente por milhões de turistas de todos os quadrantes do planeta, desejosos
de ver com os próprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra há milênios: as pirâmides
de Gizeh, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo.

O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de forma muito diferente,
pois
a) significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes
contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.
b) representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrar
trabalho nos canteiros faraônicos.
c) significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam aos
deuses suas riquezas, construindo templos.
d) representava a possibilidade de o faraó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a
trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito.
e) significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião
baseada em crenças e superstições.

QUESTÃO CONTEXTO

Os ornamentos em ouro, a altura, a complexa organização e a localização perto do Nilo fazem das pirâmides
e templos construções importantes para nos aproximarmos de uma imagem de um passado de um dos
maiores impérios da humanidade.

a) Comente a importância dos templos na vida dos egípcios.


b) Qual a razão para o luxo nas construções dos faraós¿
His.
GABARI TO

Exercícios de aula

1. c
Os egípcios acreditavam na sequência da vida a pós a morte, sendo que os mortos seriam julgados
podendo ter a graça de voltar a vida precisando de seu corpo e bens.

2. e
A agricultura no Egito antigo era uma das principais atividades econômicas, durante metade do ano os
trabalhadores se ocupavam com o cultivo e a criação, sendo que trabalhavam em obras públicas na outra
metade.
3.
a) A escrita representava, nos primeiros Estados, um conhecimento superior, que contribuiu para facilitar
a dominação sociopolítica e cultural da elite (nobreza e classe sacerdotal) sobre a massa essencialmente
camponesa.
b) As primeiras civilizações (Egito e Mesopotâmia) foram marcadas po r Estados intervencionistas que
exerciam, sobre a economia, total controle na organização dos meios de produção (irrigação), como

gerenciador da produção fundamentalmente agrária.

A escrita foi uma necessidade advinda com a criação do estado, que além de controlar a população
controlava totalmente a economia, assim o estado devido ao seu tamanho e controle excepcionais
necessitava registrar seus atos e ordens.

4. c
a agricultura egípcia foi uma das mais apuradas do mundo antigo sendo uma das principais fontes de
renda da economia do império, assim, ela era frequentemente parte da cultura do povo.

5. e
os egípcios dependiam das cheias para a fertilização das terras e de suas águas para irrigar as plantações
que em sua maioria se localizam nas margens do Nilo.

His.
6. b
os egípcios fizeram sistemas únicos de escrita para a maior parte de suas necessidades do estado e da
vida das elites.

Exercícios de casa

1. b
o crescimento da população no império egípcio fez com que o estado crescesse e aumentasse o seu
poder.

2. c
o Egito como os povos da mesopotâmia era dependente de rios, tanto para agricultura como para o
transporte, evidenciado na questão.

3. d
a servidão coletiva garantia o abastecimento praticamente ininterrupto de alimentos o ano todo além da
execução de obras do estado nos intervalos das plantações.
4. d

praticamente todos os aspectos da vida eram controlados pelo estado ou pela religião, que sempre se
confundia com o estado.

5. e
o controle estatal da vida egípcia era garantida além do corpo de militares e das leis pelo controle total
da economia e de sua principal área a agricultura e seus excedentes de produção.

6. c
os escribas por serem os funcionários estatais que dominavam as técnicas de escritas necessárias ao

camponeses.

7. c
O faraó Aquenaton adorador do deus Aton tornou a religião egípcia em um monoteísmo, este mais tarde
foi assassinado por conflitos contra os sacerdotes.

8. d
o antigo império é conhecido pela sua exímia arquitetura e engenharia, sendo assim as pirâmides, que na
verdade eram grandes mausoléus eram unicamente suntuosos para abrigar o corpo de seus líderes.

9. a
a grandeza e luxo das construções do Egito antigo é um dos marcos dessa civilização, já que tinham que
simbolizar o poder do estado e do faraó.

Questão Contexto

a) os templos tinham uma importância singular na vida dos súditos já que este além de ser o centro religioso
era também o estoque dos alimentos do reino nas nomarcas.
b) O luxo nos templos, palácios e pirâmides é um simbolismo para o poder do faraó e d o estado, a fim de
manter na ideia da população a superioridade do estado fazendo assim o controle social.

His.
Lit.
Professor: Diogo Mendes
Monitor: Pamela Puglieri

Lit.
Arte e Literatura: Exercícios de 09
aprofundamento fev

RESUM O

É muito importante, quando tratamos de literatura, saber dos conceitos por trás na produção de um
texto literário, ou seja, de um texto com propósitos artísticos - trata-se de uma forma de arte que tem como
matéria-prima a palavra.
Primeiramente, é preciso lembrar do conceito de literário e de não-literário. Literário é todo texto
que não apresenta compromisso com o real nem com os fatos: por mais que um autor tenha como referência
a realidade, ele acabará recriando-a de alguma forma, colocando em seu texto sua interpretação subjetiva e
sua visão de mundo particular. Já os textos não -literários tendem à objetividade: o autor tem como objetivo
transmitir sua mensagem da maneira mais clara e direta quanto possível. De uma maneira geral, pode-se dizer
que o texto literário tem como foco a emoção enquanto o texto não-literário tem como foco a informação.
Em segundo lugar, é importante apontar que, apesar de a literatura ser um recorte específico das
diferentes manifestações artísticas, ela em diversos momentos da história tangenciou as artes plásticas,
apresentando-se em movimentos que também abarcaram a pintura, a escultura e, para além das artes
plásticas, o cinema.
Assim, vemos que o conceito de arte e literatura são inseparáveis. Por isso, nos vestibulares, questões
que aproximem os dois conceitos não são raras. Além disso, questões que tratam da diferenciação da
linguagem referencial direta, objetiva da linguagem poética são recorrentes. Por isso, nessa aula,
trazemos exercícios de aprofundamento referentes às artes, à literatura e à aproximaçãode ambas.

EXERCÍ CI OS DE AULA

1. Leia os textos abaixo para responder à questão:

Texto I
Descuidar do lixo é sujeira
Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência de uma das filiais do

sanduíches. Isso acaba propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali
revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão.
(Veja São Paulo, 23-29/ 12/ 92)

Texto II Lit.
O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira. Em Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: J. Olympio/ MEC, 1971, p.145)
I. No primeiro texto, publicado por uma revista, a linguagem predominante é a literária, pois sua
principal função é informar o leitor sobre os transtornos causados pelos detritos.
II. No segundo texto, do escritor Manuel Bandeira, a linguagem não literária é predominante, pois o
poeta faz uso de uma linguagem objetiva para informar o leitor.
III.
depositado nas calçadas através de uma linguagem objetiva e concisa, marca dos textos não
literários.
IV. es e apresenta uma linguagem plurissignificativa,
isto é, permeada por metáforas e simbologias, traços determinantes da linguagem literária.

Estão corretas as proposições:


a) I, III e IV.
b) III e IV.
c) I, II, III e IV.
d) I e IV.
e) II, III e IV.

2. Maldito o primeiro que, no mundo,


Nas ondas vela pôs em seco lenho!
Digno da eterna pena do Profundo,
Se é justa a justa Lei que sigo e tenho!
Nunca juízo algum, alto e profundo,
Nem cítara sonora ou vivo engenho,
Te dê por isso fama nem memória,

Camões. Os lusíadas.

Nos quatro últimos versos, está implicada uma determinada concepção da função da arte. Identifique
essa concepção, explicando-a brevemente.

3.

Lit.

a)
e introduz, na história da arte, uma nova maneira de produção artística. Indique, a partir da
reprodução da obra acima, quais são os elementos inovadores utilizados por Duchamp e
explique por que essa obra é considera uma obra de arte.
b)
de cinema de Hollywood publicado nos meios de comunicação, se aproxima do trabalho de
Duchamp. Discorra sobre a semelhança no método de criação dos dois artistas.

4. TEXTO 1

completava a substituição de importações de produtos do Departamento II, promovida tanto por


indústrias como por manufaturas capitalistas. O governo brasileiro agia pragmaticamente, dando apoio
direto às atividades atingidas pela crise e assim praticava inconscientemente política keynesiana de
sustentaç

(SINGER, Paul).

TEXTO 2

que cantava nos passarinhos,


que bulia nas árvores, açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era
forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício.
Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele.
Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no
Lit.
couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando
como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos?

(REGO, José Lins do. Fogo Morto).

a) Identifique a principal diferença entre o texto 1 e o texto 2.


b) Observando essas diferenças, qual dos dois se caracteriza como texto literário? Justifique sua
resposta.

5. Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue


Como beber dessa bebida amarga

Tragar a dor, engolir a labuta

Mesmo calada a boca, resta o peito

Silêncio na cidade não se escuta.


Disponível em: <http:/ / natura.di.uminho.pt/ ~jj/ musica/ html/ brasil -calice.html&gt;
Acesso em: 19 set. 2007.

Durante a Ditadura Militar, a censura política funcionou como uma mordaça à liberdade de expressão
no Brasil. Em função disso, artistas de diversas tendências usaram a sua criatividade na produção de
obras de forte apelo político, mas que, ao mesmo tempo, preservavam a beleza estética. Um

expressividade poética e política dessa canção, é INCORRETO afirmar:


a) Ela explora o duplo sentido que se pode verificar na leit

imperativo.
b) Percebe-se a manifestação de uma intertextualidade entre os três primeiros versos e o contexto
bíblico da crucificação de Cristo.
c) A canção é um exemplo da bossa nova, um gênero musical que tentou extirpar qualquer
influência norte-americana na música popular brasileira.
d) -histórico em que ela foi
composta.

6.
é isso: ver o seu texto em letra de forma. A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa; ela faz
amadurecer o texto da mesma forma que a adega faz amadurecer o vinho. Em certos casos, a cesta de
papel é melhor ainda.

dúvidas que

Moacyr Scliar. O escritor e seus desafios.

Nesse texto, o escritor Moacyr Scliar usa imagens para refletir sobre uma etapa da criação literária. A
ideia de que o processo de maturação do texto nem sempre é o que garante bons resultados está

Lit.
sugerida na seguinte frase:
EXERCÍ CI OS DE CASA

1.
com vários estilos antes de conhecer os surrealistas, em 1929. O surrealismo, com sua ênfase nos
sonhos, no subconsciente e nas teorias de Freud, foi o veículo perfeito para que Dalí mergulhasse em

estilo meticuloso e realista, dotando os detalhes de seus quadros de uma clareza de sonho. Ele
descreveu seus qua
Salvador Dalí são perceptíveis na obra:

a) d)

b) e)

c)
Lit.
2. Os trovadores, poetas-músicos das cortes do sul da França na Idade Média deixaram uma rica e
diversificada herança literária. Compondo canções que vão do profano até o sagrado, influenciaram o
surgimento de gêneros literários e musicais populares na área colonial brasileira, notadamente no
Nordeste e Norte de Minas Gerais. Aponte a alternativa que corresponde ao que foi afirmado:
a) Sonetos parnasianos e música de câmara.
b) Poesia concreta e música armorial.
c) Literatura de cordel e cantorias.
d) Literatura erudita e canto coral.
e) Poesia simbolista e samba.

3.

Inspiração

São Paulo! comoção de minha vida...


Os meus amores são flores feitas de original...
Arlequinal!... Traje de losangos... Cinza e ouro...
Luz e bruma ... Forno e inverno morno...
Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes...
Perfumes de Paris... Arys!
Bofetadas líricas no Trianon... Algodoal!...

São Paulo! comoção de minha vida...


Galicismo a berrar nos desertos da América!
ANDRADE, Mário. Poesias completas. São Paulo: Livraria Martins Editora S/ A, 1980
Lit.
Há na gravura e no poema a predominância dos seguintes traços:
a) fidelidade ao real e busca de expressar a feição nacional.
b) expressão multifacetada de São Paulo e visão primitiva da terra.
c) representação impessoal de São Paulo e expressão da paisagem tropical.
d) ruptura com padrões artísticos tradicionais e leitura da identidade brasileira.
4.

Em 1916, em plena Guerra, Marcel Duchamp lançou a obra Roda de bicicleta. Nem a roda servia para
andar nem o banco servia para sentar. O que a obra de Duchamp anunciava?
a) Fascínio pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso.
b) Apego pela ciência que produziria homens cada vez mais sábios.
c) Incentivo para se produzirem, cada vez mais, armas.
d) Olhar mais questionador no mundo das artes.
e) Busca pela preservação dos princípios iluministas.

5. O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento artístico para


representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, simultaneamente,
diferentes pontos de vista.

Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja

Lit.
composição foi adotado um procedimento semelhante é:

1 2 3 4 5

a) Os amantes (1)
b) Retrato de Françoise (2)
c) Os pobres na praia (3)
d) Os dois saltimbancos (4)
e) Marie-Thérèse apoiada no cotovelo (5)
6.

O grafite contemporâneo, considerado em alguns momentos como uma arte marginal, tem sido
comparado às pinturas murais de várias épocas e às escritas pré-históricas. Observando as imagens
apresentadas, é possível reconhecer elementos comuns entre os tipos de pinturas murais, tais como a
a) preferência por tintas naturais, em razão de seu efeito estético.
b) a inovação na técnica de pintura, rompendo com modelos estabelecidos.
c) o registro do pensamento e das crenças das sociedades em várias épocas.
d) a repetição dos temas e a restrição de uso pelas classes dominantes
e) o uso exclusivista da arte para atender aos interesses da elite.

7. TEXTO I:

espantar-me manifestação de preconceito e hostilidade sociocultural. Em vez de


alegrar-se com a diversidade extraordinariamente rica e fecunda de um país que, nessa diversidade, é
o mesmo de uma ponta a outra, em vez de aprender com ela e com ela engrandecer-se, há gente que
perde tempo e adrenalina num besteirol arrogante e irracional, entre generalizações estúpidas e

faz ninguém necessariamente melhor o

TEXTO II:
O gaúcho do Sul, ao encontrá-lo nesse instante, sobreolhá-lo-ia comiserado.
le e nos hábitos não há
equipará-los. O primeiro, filho dos plainos sem fim, afeito às correrias fáceis nos pampas e adaptado a
uma natureza carinhosa que o encanta, tem, certo, feição mais cavalheiresca e atraente. A luta pela
vida não lhe assume o caráter selvagem da dos sertões do Norte. Não conhece os horrores da seca e

Lit.
literatura bra

Os Textos I e II apresentam reflexões sobre diversidade em tipos distintos de texto. Estabeleça, através
da seleção vocabular, um contraste entre a linguagem jornalística contemporânea e a literária, d o início
do século passado, retirando dois exemplos de cada texto.

Use o seguinte texto para responder as questões 8 e 9:

Sobre a origem da poesia

A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.


Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do
discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas,
a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência
nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas [...]
No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo
nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si,
coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo [...]
Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como
os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos
oásis os poemas contaminando o deserto de referencialidade.
Arnaldo Antunes

8. No último parágrafo, o autor se refere à plenitude da linguagem poética, fazendo, em seguida, uma
descrição que corresponde à linguagem não poética, ou seja, à linguagem referencial.
Pela descrição apresentada, a linguagem referencial teria, em sua origem, o seguinte traço
fundamental:
a) O desgaste da intuição
b) A dissolução da memória
c) A fragmentação da experiência
d) O enfraquecimento da percepção

9. A comparação entre a poesia e outros usos da linguagem põe em destaque a seguinte característica
do discurso poético:
a) revela-se como expressão subjetiva
b) manifesta-se na referência ao tempo
c) afasta-se das praticidades cotidianas
d) conjuga-se com necessidades concretas

QUESTÃO CONTEXTO

em um único local um acervo de textos do gênero.

-se de um museu que respeita o suporte midiático que lhe é inerente, e, como tal, aposta nos
mecanismos de associação e agregação de conteúdos para apresentar ao s
construir, uma coleção em que o próprio visitante tece suas conjecturas e experiencia por si mesmo, pois os
memes só ganham contexto quando o humor subjacente lhes emerge. A piada interna que, em muitos
sentidos, é o próprio meme só se completa quando o interlocutor acha graça. Por isso, os memes, muitas
vezes, sucumbem ao tempo. Por isso também, nem sempre os memes ultrapassam a condição de elementos
(sub)culturais locais para se tornarem efetivamente conteúdos de grande a
( Disponível em http:/ / www.museudememes.com.br/ )

A classificação dos memes como manifestação artística/ literária e seu consequente estudo na academia é um Lit.
assunto polêmico, que divide opiniões. Pensando nessa consideração feita pelos próprio s criadores do site,
em uma visita que você mesmo (a) pode fazer: http:/ / www.museudememes.com.br e nos conhecimentos
adquiridos nessa aula, reflita: que características dos memes os fariam poder ser classificados como
literatura?
GABARI TO

Exercícios de aula

1. b
O primeiro texto apresenta uma linguagem objetiva e tem propósito informativo, enquanto o segundo
texto apresenta uma linguagem mais poética.

2. A concepção de arte nos últimos versos está relacionada à permanência. Os versos sugerem que a arte é
uma forma de fazer a voz e a influência de um autor ecoarem por séculos, independentemente da
passagem do tempo.

3.
a) Roda de Bicicleta, de Marcel Ducha -
propõe uma antiarte, uma provocação. Nega em sua essência a função estética embelezadora da obra
de arte. De forma irreverente, posiciona-se contra os estatutos da estética tradicional, questionando a
aura sublime e o papel da arte, ao deslocar objetos pré-fabricados de seu contexto habitual e destituí-
los de suas funções cotidianas. Sua arte está em instigar o espectador a ver o conhecido sob um novo
prisma.
b) Andy Warhol utiliza imagens produzidas e massificadas pela indústria cultural: Marilyn Monroe,
Elizabeth Taylor, Elvis Presley, Coca-Cola, sopas Campbell são alguns dos ícones representados em seus
trabalhos. Como Marcel Duchamp, ele não pretende ser um filtro espiritual do mundo nem apresentar
uma visão estetizada da realidade. O cotidiano, que é veiculado nos jornais, na TV e no cinema, é
reapresentado em seus quadros de forma que o banal se transforma em antiarte.

4.
a) No texto I predomina a função referencial da linguagem, ou seja, o autor tem como principal objetivo
transmitir uma informação. Já no texto II, predomina uma linguagem literária, estilizada, que se preocupa
não somente com a transmissão da informação sobre um acontecimento, mas também com a forma do
texto, que é construído de modo a despertar a sensibilidade e o senso estético do leitor.
b) O texto II é literário, pois traz elementos que vão além do objetivo de transmitir uma mensagem, ele
transmite a informação de forma abstraída e estilizada.

5. c

Lit.
A canção não faz parte da bossanova e esse gênero não buscou eliminar a influência americana na música
brasileira

6. b

casos, do que o processo de maturação do mesmo.

Exercícios de casa

1. c
as características mencionadas no enunciado da questão podem ser percebidas na obra apresentada na
letra C.

2. c
a simplicidade e musicalidade do lirismo da literatura de cordel remete às características do trovadorismo
português
3. d
tanto a pintura quanto o poema se apresentam como uma manifestação de vanguarda, rompendo com
os moldes tradicionais de arte e se prezam a representar arealidade paulistana, constituinte da cultura
brasileira.

4. d
a obra de Duchamp tem como principal propósito questionar o sentido da arte em uma sociedade
marcada pela destruição da guerra. Tal questionamento se dá através da negação de modelos
convercionais e pré-estabelecidos de arte.

5. e
na obra número 5 vemos as técnicas cubistas de Picasso, tais quais expressas no quadrinho, colocadas
em prática: o que se percebe é a planificação da representação da imagem.

6. c
tanto o grafite quanto as pinturas rupestres colocam na parede toda uma realidade social e representam
o cotidiano das pessoas.

7. Os vocábulos "adrenalina" e "besteirol", no texto jornalístico, contrastam com "sobreolhá-lo-ia", "plainos",


"afeito", "exsicada", no texto literário. Isso se dá porque o texto jornalístico tem o propósito de
aproximação com o seu público leitor, de modo a transformar a informação em algo interessante; e o
texto de Euclides da Cunha usa uma linguagem rebuscada por uma questão estilística, com o propósito
de alcançar um ideal estético formal.

8. c
para o autor, a linguagem referencial teria como origem a fragmentação da experiência de percepçãoda
realidade do homem.

9. c
para o autor, a linguagem poética não é prática, mas exige um cuidado e uma reflexão que vão além da
velocidade cotidiana.

Questão Contexto

Apesar de ser uma questão complexa e controversa, existem alguns aspectos dos memes que se aproximam
muito do conceito de manifestação artística/ literária, tais quais: uso frequente de linguagem não -literal, o
fato de se tratar de um gênero muitas vezes narrativos (os memes, frequentemente, narram ou retratam
situações cotidianas) e a proximidade com a cultura de seu país de origem.

Lit.
Mat.
Professor: Gabriel Miranda
Monitor:

Mat.
07
Exercícios: Conjuntos Numéricos
fev

RESUM O

A noção matemática de conjunto é praticamente a mesma que se usa na linguagem comum: é o mesmo que
agrupamento, classe, coleção, sistema. Cada membro ou objeto que entra na formação do conjunto é
chamado elemento. Indicamos um conjunto, em geral, com uma letra maiúscula A, B, C, ... e um elemento
com uma letra minúscula a, b, c, d, x, y.

Sejam A um conjunto e x um elemento. Se x pertence ao conjunto A, escrevemos x A.


Para indicar que x não é elemento do conjunto A escrevemos x A.

Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e somente se, todo elemento de A pertence também a
B. Escreve-se: A ⊂ B.

União de conjuntos: Dados dois conjuntos A e B, chama-se reunião de A e B o conjunto formado pelos
elementos que pertencem a A ou a B. A U B = {x | x A ou x B}.

Intersecção de conjuntos: Dados dois conjuntos A e B, chama-se intersecção de A e B o conjunto formado


pelos elementos que pertencem a A e a B. A ∩ B = {x | x A e x B}.

Chama-se conjunto dos números naturais - símbolo ℕ - o conjunto formado pelos números inteiros e
positivos a partir do zero.
ℕ = {0, 1, 2, 3, ...}
Chama-se conjunto dos números inteiros - símbolo ℤ - o conjunto formado pelos números inteiros positivos
e negativos, incluindo o zero:
ℤ = {.. , -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...}

Chama-se conjunto dos números racionais - símbolo ℚ - o conjunto dos números que podem ser escritos
como uma frações, do tipo , onde a  ℤ e b  ℤ*

O conjunto dos números irracionais símbolo � - é composto por todos os números que não são possíveis
de se escrever como uma fração. É o caso das raízes não exatas, como √ , √ , √ , e do número �,
do logaritmo neperiano (ln), o número de ouro ϕ (fi), as dízimas não periódicas, entre outros.

Chama-se conjunto dos números reais símbolo ℝ - aquele formado por todos os números com Mat.
representação decimal, isto é, as decimais exatas ou periódicas (que são números racionais) e as decimais
não exatas e não periódicas (chamadas números irracionais). Em resumo, é a união de todos os conjuntos
anteriores.

Em um esquema gráfico podemos escrever os conjuntos da seguinte forma:


EXERCÍ CI OS DE AULA

1. Três candidatos A, B e C concorrem à presidência de um clube. Uma pesquisa apontou que, dos sócios
entrevistados, 150 não pretendem votar. Dentre os entrevistados que estão dispostos a participar da
eleição, 40 sócios votariam apenas no candidato A, 70 vot ariam apenas em B, e 100 votariam apenas no
candidato C. Além disso, 190 disseram que não votariam em A, 110 disseram que não votariam em C, e
10 sócios estão na dúvida e podem votar tanto em A como em C, mas não em B. Finalmente, a pesquisa
revelou que 10 entrevistados votariam em qualquer candidato. Com base nesses dados, pergunta-se:
a) Quantos sócios entrevistados estão em dúvida entre votar em B ou em C, mas não votariam em
A? Dentre os sócios consultados que pretendem participar da eleição, quantos não votariam em
B?
b) Quantos sócios participaram da pesquisa? (Sugestão: utilize o diagrama de Venn)

2. O número de divisores do número 40 é:


a) 8.
b) 6.
c) 4.
d) 2.
e) 20

3. Se a fração irredutível a/ b é a geratriz da dízima 3,012012..., então o valor de a - b é:


a) 2010
b) 1809
c) 670
d) 590
e) 540

4. As propriedades aritméticas e as relativas à noção de ordem desempenham um importante papel no


estudo dos números reais. Nesse contexto, qual das afirmações abaixo é correta?
a) Quaisquer que sejam os números reais positivos a e b, é verdadeiro √ + = √ + √ .
b) Quaisquer que sejam os números reais a e b tais que − = , é verdadeiro que a = b.
c) Qualquer que seja o número real a, é verdadeiro que √ = .
d) Quaisquer que sejam os números reais a e b não nulos tais que a < b, é verdadeiro que 1/ b < 1/ a.
e) Qualquer que seja o número real a, com 0 < a < 1, é verdadeiro que <√ .

EXERCÍ CI OS DE CASA

1. Numa cidade com 30 000 domicílios, 10 000 domicílios recebem regularmente o jornal da loja de Mat.
eletrodomésticos X, 8 000 recebem regularmente o jornal do supermercado Y e metade do número
de domicílios não recebe nenhum dos dois jornais. Determine o número de domicílios que recebem
os dois jornais.

2. Um estudo de grupos sanguíneos humanos realizado com 1000 pessoas (sendo 600 homens e 400
mulheres) constatou que 470 pessoas tinham o antígeno A, 230 pessoas tinham o antígeno B e 450
pessoas não tinha nenhum dos dois. Determine o número de pessoas que têm antígenos A e B
simultaneamente.

3. Dividir um número por 0,0125 equivale a multiplicá-lo por:


a) 1/ 125.
b) 1/ 8.
c) 8.
d) 12,5.
e) 80
4. O número real x, que satisfaz 3 < x < 4, tem uma expansão decimal na qual os 999.999 primeiros dígitos
à direita da vírgula são iguais a 3. Os 1.000.001 dígitos seguintes são iguais a 2 e os restantes são iguais
a zero. Considere as seguintes afirmações:
I. x é irracional.
II. �≥
. .
III. �. 0 é um inteiro par.

Então,
a) nenhuma das três afirmações é verdadeira.
b) apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
c) apenas a afirmação I é verdadeira.
d) apenas a afirmação II é verdadeira.
e) apenas a afirmação III é verdadeira.

5. A igualdade correta para quaisquer a e b, números reais maiores do que zero, é


a) √ + = +
b) =−
−√ +
c) √ −√ = −
d) = +
+

e) = −
+ +

6. A fração geratriz de 3,74151515... é:


a) 37041/ 9900
b) 37041 / 9990
c) 3741515 / 10000
d) 37415 / 10000
e) 37041/ 9000

7. Analise as informações da tabela, que apresentam estimativas sobre três setores da economia brasileira.

Mat.

Se as previsões econômicas para esse período estiverem corretas e admitindo que os salários são
corrigidos anualmente pelo índice de inflação, no geral, o cidadão brasileiro terá seu salário cada vez
_______ corroído pela inflação; pagará cada vez _______ tributos; e produzirá cada ano _______ para
o crescimento do país. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do
texto.
a) menos menos mais
b) menos mais mais
c) mais mais mais
d) menos mais menos
e) menos menos menos
8. Em uma dissertação de mestrado, a autora investigou a possível influência do descarte de óleo de
cozinha na água. Diariamente, o nível de oxigênio dissolvido na água de 4 aquários, que continham
plantas aquáticas submersas, foi monitorado.

Cada aquário continha diferentes composições do volume ocupado pela água e pelo óleo de cozinha,
conforme consta na tabela.

Como resultado da pesquisa, foi obtido o gráfico, que registra o nível de concentração de oxigênio
dissolvido na água (C), em partes por milhão (ppm), ao longo dos oito dias de experimento (T).

Mat.
Tomando por base os dados e resultados apresentados, é correto afirmar que, no período e nas
condições do experimento,
a) não há dados suficientes para se estabelecer o nível de influência da quantidade de óleo na água
sobre o nível de concentração de oxigênio nela dissolvido.
b) quanto maior a quantidade de óleo na água, maior a sua influência sobre o nível de concentração
de oxigênio nela dissolvido.
c) quanto menor a quantidade de óleo na água, maior a sua influência sobre o nível de concentração
de oxigênio nela dissolvido.
d) quanto maior a quantidade de óleo na água, menor a sua influência sobre o nível de concentração
de oxigênio nela dissolvido.
e) não houve influência da quantidade de óleo na água sobre o nível de concentração de oxigênio
nela dissolvido.
9. Em ocasiões de concentração popular, frequentemente lemos ou escutamos info rmações
desencontradas a respeito do número de participantes. Exemplo disso foram as informações
divulgadas sobre a quantidade de manifestantes em um dos protestos na capital paulista, em junho
passado. Enquanto a Polícia Militar apontava a participação de 30 mil pessoas, o Datafolha afirmava
que havia, ao menos, 65 mil.

Tomando como base a foto, admita que:


(1) a extensão da rua plana e linear tomada pela população seja de 500 metros;
(2) o gráfico forneça o número médio de pessoas por metro quadrado nas diferentes sessões
transversais da rua;

(3) a distribuição de pessoas por � em cada sessão transversal da rua tenha sido uniforme em toda a
extensão da manifestação. Nessas condições, o número estimado de pessoas na foto seria de
a) 19 250.

Mat.
b) 5 500.
c) 7 250.
d) 38 500.
e) 9 250.

10. Considere três números inteiros cuja soma é um número ímpar. Entre esses três números, a quantidade
de números ímpares é igual a
a) 0 ou 1.
b) 1 ou 2.
c) 2 ou 3.
d) 1 ou 3.

11. Dentre os candidatos que fizeram provas de matemática, português e inglês num concurso, 20
obtiveram nota mínima para aprovação nas três disciplinas. Além disso, sabe-se que:
I. 14 não obtiveram nota mínima em matemática;
II. 16 não obtiveram nota mínima em português;
III. 12 não obtiveram nota mínima em inglês;
IV. 5 não obtiveram nota mínima em matemática e em português;
V. 3 não obtiveram nota mínima em matemática e em inglês;
VI. 7 não obtiveram nota mínima em português e em inglês e
VII. 2 não obtiveram nota mínima em português, matemática e inglês.

A quantidade de candidatos que participaram do concurso foi.


a) 44.
b) 46.
c) 47.
d) 48.
e) 49.

12. Observe os seguintes números.


I. 2,212121...
II. 3,212223...
III. �/ 5
IV. 3,1416
V. √−

Assinale a alternativa que identifica os números irracionais.


a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) II e V
e) III e V

PUZZLE

Qual símbolo matemática pode ser colocado entre o 5 e 9 de maneira que se obtenha um número maior do
que 5 e menor do que 9?

Mat.
GABARI TO

Exercícios de aula

1. Faça o Diagrama de Venn e comece colocando na interseção dos três pelos sócios que votariam em deles.

e fica na parte do círculo que só pertence a ele, e depois coloque as exclusões. Assim, teremos:
a) 20 sócios estão em dúvida entre os candidatos B e C, e não votariam em A. Dos sócios que vão participar
da eleição, 150 não votariam no candidato B.
Faça a soma de todos que estão dentro e fora do Diagrama de Vem.
b) participaram da pesquisa 400 candidatos

2. a
Utilize o método de decomposição pelos números primos do número e teremos a alternativa correta a
letra A.

3. c
Escreva a fração que representa a parte periódica da dízima, simplifique a fração e subtraia o numerador
do denominador obtendo a alternativa correta C.

4. e
Utilize as propriedades de potenciação e radiciação e verifique as afirmações, teremos que a correta é a
letra E.

Exercícios de casa

1. Utilize o Diagrama de Venn e terá como resposta 3000 domicílios

2. Utilize o Diagrama de Venn exclua as pessoas que não possuem nenhum dos dois antígenos, some os
que tem antígeno A com o antígeno B e subtraia da conta ant erior, teremos que 150 pessoas possuem os
dois antígenos.

3. e
Escreva o número sob fração e simplifique, não esqueça que você está dividindo por ele e tem a regra

Mat.
da divisão por fração.

4. e
Escreva o número de forma genérica e analise com as alternativas.

5. e
Utilize as propriedades de potenciação e radiciação e verifique as afirmações.

6. a
Escreva a fração que representa a parte periódica da dízima, simplifique a fração e some com a parte não
periódica fazendo o mmc.

7. b
O cidadão brasileiro terá seu salário cada vez MENOS corroído pela inflação, pois esta está diminuindo;
pagará cada vez MAIS tributos pois estes estão aumentando; e produzirá cada vez MAIS pois o PIB está
aumentando.
8. b
A partir do gráfico dado, observamos que quanto maior a quantidade de ól eo na água, menor o nível de
concentração de oxigênio dissolvido na água, em partes por milhão, ao longo dos oito dias de
experimentos e, portanto, maior a sua influência.

9. a
O número estimado de pessoas na rua, que tem 500 m de extensão, tem a seguinte d istribuição: I) Na
calçada esquerda: 500 . 1,5 . 2 = 1 500 II) No lado esquerdo da via de tráfego: 500 . 2 . 4 = 4 000 III) No
centro da via de tráfego: 500 . 3 . 5 = 7 500 IV) No lado direito da via de tráfego: 500 . 2 . 4 = 4 000 V) Na
calçada direita: 500 . 1,5 . 3 = 2 250 Assim, a estimativa do número total de pessoas seria de 1 500 + 4 000
+ 7 500 + 4 000 + 2 250 = 19 250.

10. d
Se a soma de três números inteiros é ímpar então podemos ter: dois pares e um ímpar, ou três ímpares.
Portanto, a quantidade de números ímpares é 1 ou 3.

11. e
Faça o Diagrama de Venn e comece colocando na interseção quantos não tiraram nota mínima em
nenhuma das matérias. Depois coloque quem não tirou nota mínima em duas matérias e por fim coloque
por cada matéria, considerando o que já está preenchido para a so ma.

12. c
Analisando o conceito, temos que uma dízima periódica não é um número irracional, logo temos o item

número em que ele apareça também será, logo o item III também é irracional. O item IV não é irracional,
pois é um número complexo.

Puzzle

Resposta: Uma vírgula, pois 5,9 satisfaz as exigências.

Mat.
Por.
Professora: Fernanda Vicente
Monitora: Maria Carolina Coelho

Por.
06
Aula introdutória: noção de texto
fev

RESUM O

Definir o que é um texto pode ser uma tarefa muito complexa, uma vez que a formação textual é
dependente de vários fatores alheios a um texto em si. Um amontoado de palavras aleatórias dispostas em
sequência, por exemplo, pode ou não ser considerado um texto. Mas o que define essa classificação? Quais

A COMUNICAÇÃO E O TEXTO

O ato comunicativo e o texto, a ação de comunicar-se, envolve alguns elementos básicos. São eles:
Emissor/ locutor: é aquele que transmite a informação, aquele que a codifica. Corresponde ao falante;
Receptor/ interlocutor: é aquele que recebe a informação, aquele que a decodifica. Corresponde ao
ouvinte;
Mensagem: corresponde ao conteúdo da informação t ransmitida, é o objeto da comunicação;
Código: corresponde ao modo como a informação será organizada e transmitida. Pode ser uma língua,
um código de sinais ou sonoro etc. Para que a comunicação seja efetivada, tanto o locutor quanto o
interlocutor devem conhecer o código;
Contexto/ referente: corresponde à situação à qual a mensagem se refere, aos aspectos do mundo
textual no qual a mensagem está inserida. Se um contexto é mais formal, normalmente ele condiciona uma
linguagem também mais formal e normativa, de acordo com a norma padrão. Se um contexto é mais informal,
ele está ligado a usos coloquiais da linguagem.
Canal: é o meio pelo qual o interlocutor entra em contato com a mensagem. Garante que a mensagem
partirá do emissor e chegará ao receptor. Pode a voz, no caso da fala, ou a impressão nas páginas, no caso
de um livro.

Um texto é uma forma de ato comunicativo , por isso envolve esses mesmos fatores. Assim, podemos
definir texto como sendo uma unidade linguística concreta, percebida pela audição, como é o caso da
fala, ou pela visão como é o caso da escrita ou de uma imagem. Para que essa unidade linguística ganhe
um carát er textual, ela deve t er unidade de sentido e intencionalidade comunicativa, ou seja, todos os
elementos do ato comunicativo mencionados acima devem estar agindo de modo a criar um sentido e com
o propósito de transmitir alguma mensagem. Assim, um texto não pode ser considerado como tal fora de
uma situação comunicativa e o repertório cultural do interlocutor é importante na interação comunicativa,
pois em muitos casos ele é essencial para a construção do sentido do texto.

Por.
ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE

A noção é textualidade é caracterizada por um conjunto de fatores que diferenciam um texto de um


amontoado de palavras sem sentido e dispostas fora de um contexto comunicativo. São esses fatores:
Coerência: a responsável pela organização lógica e a consistência informacional do texto. Sem ela, o
texto fica contraditório ou cai no absurdo.
Coesão: a responsável pela união entre as partes dos textos; está no âmbito gramatical.
Intencionalidade: relativa à intenção do emissor/ locutor ao transmitir a informação. Não há textos
neutros, sempre há alguma intenção por trás da produção textual. O locutor pode, por exemplo, ter a
intenção de meramente passar um conceito ao interlocutor ou de o persuadir a aceitar uma ideia ou uma
visão de mundo.
Aceitabilidade: busca de uma maior receptividade do interlocutor com relação à intencionalidade do
locutor.
Intertextualidade: uma relação alheia ao texto, relacionada a uma visão de mundo do locutor e do
interlocutor. A compreensão dessa intertextualidade depende de uma sintonia dessas visões de mundo e, se
não houver sintonia, a intertextualidade não é compreendida. As relações intertextuais tornam a
interpretação de um texto dependente da interpretação de outros. Cada texto constrói-se, não
isoladamente, mas em relação a outro já dito, do qual abstrai alguns aspectos para o renovar.
A LINGUAGEM NO TEXTO

A linguagem verbal aparece em toda mensagem constituída, necessariamente, de palavras. Isso


significa que tanto a aula ao vivo que você está vendo quanto este material podem ser considerados textos
verbais. A redação que você produz no vestibular também. Um discurso de posse de um presidente? Texto
verbal. O próprio conceito de texto que você acabou de ler, ali em cima, é um exemplo de linguagem verbal.
Em determinado contexto - no caso, o de uma aula -, uma mensagem específica é passada.
Um texto não verbal, por sua vez, constitui-se qualquer elemento diferente de palavras, formulando,
ainda assim, uma mensagem. Uma charge, por exemplo, está em linguagem não verbal. As cores do sinal de
trânsito também. Por isso, é importante lembrar que, diferentemente do que muitos alunos costumam
pensar, o texto não verbal não está somente nas mensagens com imagens, com fotos. Uma pintura pode
passar uma informação e, consequentemente, ser classificada como texto não verbal.
Se uma mensagem apresenta, simultaneamente, linguagens verbal e não verbal - e se a informação
passada depende, obrigatoriamente, dessas duas -, chamamos o texto de híbrido ou misto. Veja esta
propaganda a seguir:

É possível notar que a mensagem passada depende, necessariamente, da imagem no fundo e do texto

Por.
escrito. Sem a imagem, interpretaremos de uma maneira; sem o texto verbal, de outra.

TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO

Os textos literários têm maior expressividade, há uma seleção vocabular que visa transmitir subjetividade,
uma preocupação com a função estética, a fim de provocar e desestabilizar o leitor, as palavras possuem uma
extensão de significados e faz-se preciso um olhar mais atento à leitura, que não prioriza a informação, mas
sim, o caráter poético. Veja, abaixo, um exemplo de texto literário:

Renova-te.

Multiplica os teus olhos, para verem mais.


Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.

(Cecília Meireles)

Diferente do poema da autora Cecília Meireles, em que há uma transmissão de sensibilidade nos versos, os
textos não literários são aqueles que possuem o caráter informativo, que visam notificar, esclarecer e
utilizam uma linguagem mais clara e objetiva. Notícias, artigos, propagandas publicitárias e receitas culinárias
são ótimos exemplos de textos não literários, pois esses têm o foco em comunicar, informar, instruir. Veja
um exemplo:

viagem para Marte. A equipe simulará a exploração espacial em uma cúpula geodésiva em um vulcão no
Havaí.

atividade desde 1984, para uma estadia de oito meses. Não haverá contato físico com o mundo exterior.
Todas as comunicações ocorrerão com 20 minutos de atraso, simulando o tempo que leva para que as
mensagens atravessam a distância entre Marte e a Terra. Os pesquisadores também serão obrigados a usar

Fonte: https:/ / oglobo.globo.com/ sociedade/ ciencia/ cientistas-da-nasa-se-isolam-em-vulcao-para-aprender-viver-


em-marte-20799345

EXERCÍ CI OS DE AULA

Texto para as questões 1 e 2.

Por.
Equilíbrio, Folha de S.Paulo, 21/ 05/ 2013

1. No texto, empregam-se, de modo mais evidente, dois recursos de intextualidade: um, o próprio autor
o torna explícito; o outro encontra-se em um dos trechos citados abaixo. Indique-o.
a)
b)
c)
d)
e)

2. A tirinha tematiza questões de gênero (masculino e feminino), com base na oposição entre:
a) perman ̂ncia e transitoriedade.
b) sinceridade e hipocrisia.
c) complac ̂ncia e intoler ̂ncia.
d) compromisso e omiss o.
e) ousadia e recato.
3. Examine a tira Hagar, o Horrível do cartunista americano Dik Browne (1917-1989).

(Hagar, o Horrível, vol 1, 2014.)

O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo:
a
b
c
d
e anado por outra

-1908), para responder às questões


4 e 5.

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições
sociais.
Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço,
outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da
embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, do is para ver, um para respirar, e era
fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque
geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados
extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem
sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na
porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai
uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada
atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer
que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. Há meio século, os escravos fugiam com
frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem
pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém

Por.
de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade
moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros,
em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da
cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel,
e iam ganhá-lo fora, quitandando. Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse.
Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o
ratificar-
se-
uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com
todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria
nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza
implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a
necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir
também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à
desordem.
(Contos: uma antologia, 1998.)
4. A perspectiva do narrador diante das situações e dos fatos relacionados à escravidão é marcada,
sobretudo,
a) pelo saudosismo.
b) pela indiferença.
c) pela indignação.
c) pelo entusiasmo.
e) pela ironia.

5. Embora não participe da ação, o narrador intromete-se de forma explícita na narrativa em:
a
b 2o parágrafo)
c iaguez aos escravos, por lhes
d
e

6.

estratégia que o autor utiliza para o convencimento do leitor baseia-se no emprego de recursos
expressivos, verbais e não verbais, com vistas a
a) ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado, aconselhando -o a uma
busca de mudanças estéticas.

Por.
b) enfatizar a tendência da sociedade contemporânea de buscar hábitos alimentares saudáveis,
reforçando tal postura.
c) criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da população, propondo a
redução desse consumo.
d)
produto pelo adoçante.
e) relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não desenvolve atividades
físicas, incentivando a prática esportiva.

EXERCÍ CI OS DE CASA

Use o seguinte texto para responder as questões 1 e 2:

Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à
queima-roupa:
Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo?
-me de La Paz, a capital da Bolívia, que
me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no
geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá
uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é
algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente.
R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National
Geographic Brasil. Adaptado.

1. Os interlocutores do diálogo contido no texto compartilham o pressuposto de que:


a) cidades são geralmente feias, mas interessantes.
b) o empreendedorismo faz de São Paulo uma bonita cidade.
c) La Paz é tão feia quanto São Paulo.
d) São Paulo é uma cidade feia.
e) São Paulo e Bogotá são as cidades mais feias do mundo.

2. No terceiro parágrafo do texto, a expressão que indica, de modo mais evidente, o distanciamento
social do segundo interlocutor em relação às pessoas a que se refere é

3. Examine a charge do cartunista argentino Quino (1932- ). (Quino. Potentes, prepotentes e impotentes,
2003.)

Por.

A charge explora, sobretudo, a oposição


a) inocência x malícia.
b) público x privado.
c) progresso x estagnação.
d) natureza x cidade.
e) liberdade x repressão.
Para responder às questões de 04 a 06 -1980),
publicada originalmente em set embro de 1953.

-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista


que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro -me que, sempre depois de seu
trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o
lustro. Mas, como linguista, cultor do verná- culo1 e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava
sozinho. Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística
perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente
ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-
roupa, na segunda do singular: Onde vais assim tão elegante? Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava
horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez,
minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo
virou-se para ela e disse: Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua
quilometragem. Diz que é muito bão. De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava
ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto
minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe: Cantas? Minha tia, meio surpresa,
respondeu com um riso amarelo: É, canto às vezes, de brincadeira... Mas, um tanto formalizada, foi queixar-
se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: Não, ele é assim mesmo. Isso não
é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha t ia sair, chegou-
se a ela com ar disfarçado e falou: Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela

E, a seguir, ponderou: Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou: Eximinista pianista!
(Para uma menina com uma flor, 2009.)

1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.


2 ressabiado: desconfiado.
3 lide: trabalho penoso, labuta.
4 ramerrão: rotina.

4. Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa


a) pedante e cansativa.
b) intrometida e desconfiada.
c) expansiva e divertida.
d) discreta e preguiçosa.
e) temperamental e bajuladora

5. Em redo estava

Por.
grafo), o cronista sugere que seu Afredo
a) mostrava-se incomodado por não ter com quem conversar sobre questões gramaticais.
b) revelava orgulho ao ostentar conhecimentos linguísticos pouco usuais.
c) sentia-se solitário por ser um dos poucos a dispor de sólidos conhecimentos gramaticais.
d) sentia-se amargurado por notar que seus conhecimentos linguísticos não eram reconhecidos.
e) revelava originalidade no modo como empregava seus conhecimentos linguísticos.

6. Um traço característico do gênero crônica, visível no texto de Vinicius de Moraes, é


a) o tom coloquial.
b) a sintaxe rebuscada.
c) o vocabulário opulento.
d) a finalidade pedagógica.
e) a crítica política.
7.

Na criação do texto, o chargista Iotti usa criativamente um intertexto: os traços reconstroem uma cena
de Guernica, painel de Pablo Picasso que retrata os horrores e a destruição provocados pelo
bombardeio a uma pequena cidade da Espanha. Na charge, publicada no período de carnaval, recebe
destaque a figura do carro, elemento introduzido por lotti no intertexto. Além dessa figura, a
linguagem verbal contribui para estabelecer um diálogo entre a obra de Picasso e a charge, ao explorar
a) -se o referente tanto do texto
de Iotti quanto da obra de Picasso.
b) uma re -se a
atualidade do tema abordado tanto pelo pintor espanhol quanto pelo chargista brasileiro.
c) -se a imagem negativa de mundo caótico presente
tanto em Guernica quanto na charge.
d) -se à permanência de tragédias retratadas tanto em
Guernica quanto na charge.
e) -se tanto à obra pictórica quanto ao
contexto do trânsito brasileiro.

8. O cartaz a seguir foi usado em uma campanha pública para doação de sangue.

Por.

(Disponível em www.facebook.com/ pages/ HEMORIO/ 144978045 579742?fref=ts. Acessado em 08/ 09/ 2014.)
Glossário
Rolezinho : diminutivo de rolê
Recentemente, tem designado encontros simultâneos de centenas de pessoas em locais como praças,
parques públicos e shopping centers, organizados via internet.
Anonymous riot: rebelião anônima.

Considerando como os sentidos são produzidos no cartaz e o seu caráter persuasivo, pode-se afirmar
que:
a) As figuras humanas estilizadas, semelhantes umas às outras, remetem ao grupo homogêneo das
pessoas que podem ajudar e ser ajudadas.
b)
sangue.
c)
indivíduo.
d) a função de enfatizar a
participação individual na campanha.

9.
Robô comandado por paraplégico foi mostrado na abertura da Copa. Equipamento transforma força
do pensamento em movimentos mecânicos. Em entrevista ao G1, o neurocientista brasileiro Miguel
Nicolelis comentou que inicialmente estava previsto um jovem paraplégico se levantar da cadeira de
ndial do Brasil.
Mas a estratégia foi revista após a Fifa informar que o grupo teria 29 segundos para realizar a
demonstração científica. Na última quinta-feira, o voluntário Juliano Pinto, de 29 anos, deu um chute
simbólico na bola da Copa usando o exoesqueleto. Na transmissão oficial, exibida por emissoras em
todo o mundo, a cena durou apenas sete segundos. O neurocientista minimizou as críticas recebidas

um jogo de futebol. Tem que conhecer tecnicamente e saber o esforço. Robótica não é filme de
Hollywood, tem limitações que nós conhecemos. O limite desse trabalho foi alcançado. Os oito
pacientes atingiram um grau de proficiência e controle mental muito altos
garante.

http:/ / g1.globo.com/ ciencia-e-saude/ noticia/ 2014/ 06/ robotica-nao-e-fil me-de-hollywood-diz-nicolelis-sobre- o-


exoesqueleto.html. Acessado em 18/ 06/ 2014.)

Considerando a notícia transcrita acima, pode-se dizer que a afirmação reproduzida no título

a) reitera a baixa qualidade técnica das imagens da demonstração com o exoesqueleto,


depreciando a própria realização do experimento com voluntários.

Por.
b) destaca a grande receptividade da demonstração com o exoesqueleto junto ao público da Copa,
superior à dos filmes produzidos em Hollywood.
c) aponta a necessidade de maiores investimentos financeiros na geração de imagens que possam
valorizar a importância de conquistas científicas na mídia.
d) sugere que os resultados desse feito científico são muito mais complexos do que as imagens
veiculadas pela televisão permitiram ver.
QUESTÃO CONTEXTO

Observe com atenção a imagem abaixo:

A imagem em questão foi retirada de um anúncio publicitário da empresa NRDC.OR, o cartaz, escrito em
inglês, diz: A contaminação do ar mata 60 mil pessoas por ano
explique a intenção comunicativa do texto e os elementos que contribuíram para que o sentido fosse
compreendido pelo interlocutor.

Por.
GABARI TO

Exercícios de aula

1. e
A primeira referência de intertextualidade é marcada pelo próprio autor no segundo quadrinho sinalizada

tirinha a mulher tem a intenção de ofender o personagem.

2. a
A oposição está na noção de permanência e efemeridade, pois, o bêbado acreditava que no dia seguinte
estaria curado da resseca, mas a mulher o lembra sobre a permanência do constante uso da bebida: que
faria com que ele perdesse o respeito ao próximo, o autorrespeito, as pessoas queridas e continuaria
com pensamentos conservadores.

3. c
A tirinha relaciona-
personagem rouba o bolo do filho enquanto este estava distraído e acredit ava nas palavras do pai.

4. e
O narrador machadiano ironiza as justificativas para as torturas destinadas aos escravos no período da
escravidão, denunciando os maus-tratos cometidos, as relações hierárquicas e a hipocrisia das relações
humanas.

5. d
No trecho
-o a pensar da mesma
forma que o narrador.

6. d
Os textos publicitários buscam persuadir seu interlocutor a enunciador.
Na imagem apresentada, o pacote de açúcar com o formato de uma barriga, faz referência às gorduras,
a um corpo fora de forma. Ao seu lado, analisamos o contraste do tamanho da embalagem do adoçante

Por.
à ideia de substituição de produtos, como também, faz referência a um corpo saudável, validando a letra
D. As letras C e E estão incorretas, porque a proposta do anúncio é induzir o interlocutor ao consumo do
adoçante. Já as letras A e B, respectivamente, não possuem o intuito de ridicularizar, mesmo que se
atente à postura contemporânea, intenciona ao consumo do novo produto.

Exercícios de casa

1. d

cidade bonita e indaga se existe outro lugar que seja mais feio.

2. e
3. e
Pelas informações não-verbais da charge, é possível notar as inúmeras placas de proibição cercando o
ambiente público, mas a estátua retrata um possível marco histórico valorizado pelo fim da opressão
(nota-se que a estátua rompe as correntes da mão em símbolo de liberdade e representa simbolicamente
a luta pela democracia); o que evidencia uma oposição de ideias.

4. c
O narrador, ao descrever o personagem Afredo, por este ter intimidade para dialogar com a família, fala
com expansividade com outros personagens e é recordado pelo espírito divertido ao fazer det erminadas
colocações.

5. e
O narrador brinca com a forma que o personagem Afredo utilizava as unidades linguísticas, pois misturava
a linguagem formal com traços de coloquialismo.

6. a
Uma característica presente na crônica de Vinicius de Moraes é o uso da coloquialidade e a leveza no uso
da linguagem.

7. e
, pois refere-se tanto aos horrores e à destruição
provocados pelo bombardeio a uma pequena cidade da Espanha, quanto ao congestionamento nas
estradas brasileiras devido ao intenso fluxo de veículos no Carnaval.

8. b
rolezinho
que foi muito utilizado no ano de 2014 para aludir ao encontro de jovens feitos em shoppings ou áreas
públicas; a intenção comunicativa do texto é incitar a participação do leitor para doarem sangue.

9. d
não é filme de

envolver o interlocutor; é preciso reconhecer o esforço dos pacientes que fizeram a experiência e refletir
sobre os resultados do feito científico.

Questão Contexto

Por.
Para entender a intencionalidade do anúncio publicitário, é imprescindível a interpretação do texto híbrido
dentro do cenário. A foto de uma arma dentro de um anúncio estrategicamente colocado próximo a um
cano com fumaça cont
verbal para que o interlocutor entenda a estratégia comunicativa e a crítica à poluição da atmosfera.
Quí.
Professor: Abner Camargo
Monitor: João Castro

Quí.
Como a química aparece nos
06
vestibulares de SP: frequência de
fev
assuntos

Radioatividade

É indispensável saber quais são os principais tipos de radiação - alfa, beta e gama -, bem como o as
características específicas de cada um deles. Fusão e fissão nuclear são temas recorrentes, assim como o
cálculo do tempo de meia-vida de um elemento radioativo. Também é interessante que você saiba identificar
onde a radioatividade está presente em nosso cotidiano, como na radiografia e na esterilização de materiais,
por exemplo.

Ligações intermoleculares

Saber quando os átomos fazem ligações iônicas, covalentes ou metálicas entre si é fundamental. Quanto às Quí.
ligações entre moléculas, você deve saber interpretar polaridade e geometria molecular. A polaridade,
aliás, influencia nas chamadas forças intermoleculares, que mantêm próximas as moléculas de uma
substância - e que, por sua vez, influenciam em propriedades como solubilidade, ponto de fusão e ponto
de ebulição.

Estequiometria
É importantíssimo saber como calcular a quantidade de produto que será formado a partir de uma certa
quantidade do reagente e vice-versa. Para isso, você deve balancear corretamente a reação e lembrar sempre
da lei de Lavoisier - que basicamente diz que, em uma reação química em um sistema fechado, a soma das
massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos.

Eletroquímica

Você deve saber diferenciar pilha (sistema espontâneo) de eletrólise (processo não -espontâneo). Também é
preciso identificar o cátodo (polo positivo), o ânodo (polo negativo) e o sentido para o qual vão os elétrons.
Saber quais são as diferenças entre eletrólise ígnea e eletrólise aquosa e fazer o balanceamento da reação
por oxirredução também são questões bastante recorrentes nas provas.

Química Orgânica

Identificar as diferentes funções orgânicas - ácidos, alcoois, aldeidos etc - é básico e indispensável. Além da
nomenclatura oficial da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC - da sigla em inglês), algumas

Quí.
questões podem também cobrar os nomes comuns de certos compostos. A iso meria também é um tema
bastante recorrente dentro da química orgânica.

Termoquímica

A termoquímica é a área da Química que estuda as liberações ou absorções de energia que ocorrem nas
reações químicas. É importante que você saiba identificar quando uma reação é endotérmica (absorve calor)
ou exotérmica (libera calor) através da sua variação de entalpia. Para balancear as reações lembre-se da lei

várias etapas) - ele depende apenas dos estados inicial e final dela.

Equilíbrio Químico

É importante saber analisar para que lado o equilíbrio da reação vai se deslocar de acordo com mudanças
específicas na temperatura, na pressão ou na concentração dos reagentes, por exemplo. O cálculo da
constante de equilíbrio de uma reação a partir das concentrações de produtos e reagentes também é
bastante cobrado, assim como saber interpretar diferentes valores de constante de equilíbrio (quanto maior
a constante, maior o rendimento da reação).

Cinética Química

Saber quais são os fatores que influenciam a velocidade de uma reação (concentração de reagentes, pressão,

Quí.
superfície de contato, temperatura e catalisadores). É importante sempre lembrar que o catalisador não
participa da reação e nem modifica sua entalpia - ele só altera sua velocidade.

pH

Você deve conhecer a tradicional escala de pH (meio é neutro quando pH = 7, ácido quando pH 7). Também
é importante saber as definições de ácidos e bases de Arrhenius, de Bronsted-Lowry e de Lewis.
Propriedades Coligat ivas

São os fenômenos que acontecem quando um soluto não volátil é adicionado a um solvente. É importante
saber interpretar as modificações da pressão máxima de vapor, da temperatura de ebul ição, da temperatura
de congelamento e da capacidade de osmose do solvente.

Quí.
Red.
Professor: Carolina Achut ti

Monitora: Pamela Puglieri

Red.
A redação nos vestibulares de São 07
Paulo fev

RESUM O

Os três vestibulares paulistas são compostos por duas fases, sendo a primeira delas composta de uma
prova de múltipla escolha e a segunda por provas de caráter dissertativo e uma redação. Deve-se prestar
muita atenção à redação porque ela tem um peso muito grande na nota fnal do aluno: metade da nota do
primeiro dia, na Fuvest e na Unicamp.

A Fuvest, a Unesp e o texto dissertativo -argumentativo

Tanto a Unesp quanto a Fuvest exigem redações dissertativas, ou seja, textos que prezem pela
objetividade ou ausência traços de pessoalidade no texto e por uma argumentação sólida em que o
candidato busque expor seu ponto de vista de maneira sólida, coerente e pertinente. Assim, de uma maneira
geral, podemos dizer que a dissertação argumentativa é um gênero que pede uma redação crítica, com um
ponto de vista claro e bem sustentado e que não se limite à mera exposição de fatos.
Para a escrita de uma boa redação, o candidato deve se atentar a algumas questões essenciais do
gênero:
- A cada ano, os vestibulares apresentam um tema diferente, sempre relacionado a assuntos da
atualidade. Por isso, é muitíssimo importante se manter atualizado ao longo do ano de estudo, afinal, a fuga
do tema pode zerar sua redação;
- As propostas sempre oferecem uma coletânea de textos de apoio que discutem o tema da redação.
É muito interessante fazer uso desses textos no momento de seleção dos argumentos, sempre tomando
cuidado para não os copiar: plágio leva à anulação da redação;
- Pro fim, é importante se manter fiel à estrutura ortodoxa do texto dissertativo-argumentativo (que
será estudada mais profundamente nas próximas aulas). O texto deve ser dividido em três momentos:
introdução, desenvolvimento e conclusão. Além disso, é importante ressaltar que o português no texto deve
seguir a norma padrão.

O modelo redação na Unicamp

O vestibular da Unicamp segue um modelo diferente dos já apresentados. Na proposta, são


apresentadas as duas tarefas curtas que o/ a candidato/ a deve executar de acordo com as normas.
Ao contrário da redação da Unesp e da Fuvest, na Unicamp o gênero não é predefinido, mas sim dado
na hora da prova. A própria prova especificará as particularidades dos gêneros pedidos, sendo que estes

Red.
últimos buscarão simular a comunicação cotidiana.
O texto deve sempre levar em conta os participantes da interlocução, ou seja, quem lê e quem
escreve. E a linguagem mais precisamente o nível do formalidade do texto e a sua escolha vocabular deve
levar em conta o leitor e o escritor. Apesar dessa necessidade de adequação linguística no texto, é preciso
ficar atento ao fato de que a norma padrão do português é sempre exigida.

Os critérios de correção e nota

Os critérios de correção das redações costumam seguir critérios parecidos: se o texto é coeso e
coerente, se segue a norma-padrão da língua (desvios recorrestes tiram ponto) e se pertence ao gênero
pedido. Além disso, os corretores avaliam a capacidade do/ a candidato/ a de compreender a proposta de
redação e leitura dos textos da coletânea. A postura crítica do/ a autor/ a e a maneira com que organiza os
seus argumentos são também levados em conta.
Há, no entanto, especificidades.
Critérios da Fuvest

Critérios da Unicamp

Critérios da Unesp

O que pode levar à anulação da redação


Red.

Por fim, há alguns critérios importantíssimos a serem levados em conta no momento de produção da
redação, de modo a evitar uma nota zero:

proposto

***

É importante destacar que todos os conceitos apresentados aqui serão aprofundados


posteriormente. Assim, essa aula se propôs a apresentar uma visão geral das provas, sem se atentar a
detalhes pontuais.