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HELMINTOS

Filo Platelmintos
• Apresentam simetria bilateral.
• Extremidade anterior com órgãos de fixação e sentidos.
• Não possuem celoma, aparelho respiratório e anus.
• São hermafroditas.

- Classe trematoda (possuem orifício)

SCHISTOSSOMA MANSONI
> AGENTE DA ESQUISTOSSOMOSE INTESTINAL

Não é hermafrodita, a única exceção.


Apresentam sexo separado em macho e fêmea e são parasitos dos vasos sanguíneos e passam pelas
fases de adulto, ovo, miracídio, esporocisto e cercaria. O macho é maior que a fêmea e sua parte anterior é
formada por ventosa oral e ventral (acetábulo) e a posterior, que vem logo depois da ventosa ventral, é
formada por canal ginecóforo que são dobras no corpo para abrigar a fêmea na fecundação.
O ovo tem um espículo voltado para trás e quando maduro tem no seu interior um miracídio formado. O
miracídio tem cílios que permitem movimentação no meio aquático e penetração nos moluscos. A cercaria
possui a ventosa oral e ventral, principalmente pela ventral é que a cercaria se fixa no hospedeiro; tem
também cauda bifurcada.

O ovo é eliminado nas fezes do homem, e alcançando a água, eclodem por fatores ambientais como
temperatura elevada e luz intensa, originando miracídios e vão parasitar o hospedeiro intermediário: um
caramujo do gênero Biomphalaria. No caramujo, o miracídio perde seus cílios e outras estruturas,
transformando-se em um saco com células reprodutivas que recebem o nome de esporocisto que passam
pelas fases I,II e III que se desenvolve, dando origem a cercárias que se destinam a água. Na água dos rios
infectados, as cercarias parasitam o homem, penetrando-lhe a pele, mesmo que intacta. Depois da
penetração de ação lítica (glândulas de penetração) e mecânica (movimentos vibratórios), as cercárias
passam a se chamar esquitossômulos, pois perdem a cauda. São eteroxenos por ter como hospedeiro o
homem e o caramujo.

Esses ganham a circulação venosa, passam pela veia pulmonar, no bombeamento do coração chegam a
aorta e são direcionados para todo o corpo, os que conseguem chegar ao sistema porta(habitat)
permanecem ali os outros reiniciariam o ciclo ou morreriam.Uma vez no SP os esquitossômulos se
alimentam e desenvolvem transformando-se em machos e fêmeas. Daí migram, acasalados para
submucosa da veia mesentérica inferior, onde farão ovopostura. Os ovos, após passarem da submucosa
para a luz intestinal, são eliminados nas fezes. O tempo entre a penetração cutânea e o aparecimento dos
ovos nas fezes é de 3 a 4 semanas.

Ao penetrar na pele do homem causa dermatite com sensação de urticaria, seguido por edema, eritema e
dor. Quando no SP febre, esplenomegalia e sintomas pulmonares. Os ovos em grande quantidade causam
hemorragias, pequenas ulceras e os granulomas, resultados da resposta imune do corpo devido à ação
toxica do antígeno secretado por sua membrana. ele deve ser considerado nas fases agudas e crônicas da
doença por serem as principais responsáveis pelas complicaçoes digestivas e circulatórias.

A forma diagnóstica de esquistossomose é encontrar os ovos nas fezes através do método de Kato-katz
(visualização quantitativa) e HPJ (sedimentação espontânea).Após confirmação da doença, o tratamento é
feito com uso de medicação como oxamniquina e praziquantel.
- Classe cestoda (achatados)

TAENIA SOLIUM E SAGINATA


> AGENTE DA TENÍASE E CISTICERCOSE

Os ovos são iguais e constituídos por uma casaca protetora, o embríoforo.

A t. solium e saginata apresentam corpo dividido em escólex (cabeça), colo (pescoço) e estróbilo (corpo). O
escólex funciona como órgão de fixação do parasita na mucosa do intestino delgado humano. Apresentam
quatro ventosas arredondadas e proeminentes. O colo é a região em que existem células em intensa
atividade de multiplicação, é a zona de crescimen to, ou seja, formação das proglotes. O estróbilo é o
restante do corpo, a união das proglotes formadas. Cada uma delas inicia a formação dos seus órgãos,
então quanto mais afastada do escólex mais evoluída é a proglote.

A t. solium tem a cabeça globosa com rostro central com acúleos entre as ventosas. As proglotes grávidas
têm ramificações uterinas pouco numerosas de tipo dentrítico que saem, aos poucos, junto com as fezes.
Tem como hospedeiro intermediário o porco e pode causar a cisticercose. Seu cisticercotem em seu interior
um escólex com quatro ventosas, rostelo e colo. Já t. saginata tem cabeça quadrangular, sem rostro e
acúleos. As ramificações uterinas são muito ramificadas de tipo dicotrômico e saem ativamente no intervalo
das defecações. É seu hospedeiro intermediário o boi e não causa cisticercose e seu cisticerco só não
apresenta o rostelo.

Pessoas contaminadas eliminam proglotes para o meio externo, que normalmente se ropem por efeito de
contração muscular ou decomposição de suas estruturas, sendo que cada uma possui milhares de ovos.
Em um ambiente favorável (úmido e sem luz intensa) possuem grande duração no solo e quando o
hospedeiro intermediário específico (porco ou boi) ingere os ovos e esses sofrem a ação da pepsina no
estômago desses animais, que digerem o embríoforo que libera as oncosferas. Com o acúleo, penetram nas
vênulas e atingem a corrente circulatória indo para todo o corpo, mas preferem os tecidos musculares pela
maior oxigenação, desenvolvendo o cisticerco. Depois, o homem pode ingerir carne contaminada e/ou mal
cozida, levando ao desenvolvimento da tênia adulta no intestino (duodeno).Por existir mais de um
hospedeiro são heteróxeno.

A teníase é uma parasitose intestinal, decorrente da ingestão de cisticercos; o verme adulto, no intestino
humano, pode provocar fenômenos alérgicos (ação tóxica), hemorragias (ação mecânica), lesões epiteliais
(ação lítica), e produzir inflamação (ação traumática). Os sintomas são: dor abdominal, apetite excessivo,
astenia, náuseas, diarréia, perda de peso mesmo na vigência de bom apetite.

A cisticercose se constitui no desenvolvimento de cisticercos no tecido humano, decorrentes da ingestão


acidental de ovos da Taenia. Ocorre em locais diversos do organismo, principalmente no cérebro
(neurocisticercose), olhos, músculos e fígado. Manifesta-se por convulsões, perda da acuidade visual,
psicoses, fadiga, cãibras. O diagnóstico é feito por métodos de imagem e sorologia.
Existem três modos de transmissão: a auto-infecção externa (individuo contaminado leva à boca ovos de
sua própria taenia), a auto-infecção interna (quando por movimentos musculares forçados as proglotes
grávidas ou ovos sobem para o estômago) e a heteroinfecção (ingestão de alimentos ou água infectada). A
prevenção inclui saneamento básico e cozimento adequado da carne. O diagnóstico parasitológico é feito
pela tamização (visualização proglotes) e HPJ (visualização de ovos). O tratamento é feito por
medicamentos que imobiliza a taenia facilitando a eliminação nas fezes.
Filo nematoda
• Simetria bilateral
• Em geral são dióicos (sexos separados), mas existem hermafroditas
• Cilíndricos
• Macho menor que fêmea
• Sistema digestório completo

-Classe sercenentes

ASCARIS LUMBRICOIDES
>AGENTE DA ASCARÍDIASE

São popularmente conhecidos como lombrigas e parasitam o intestino delgado (intestino e íleo) dos
humanos. As formas adultas são longas, robustas e apresentam extremidades afiladas.

São monexenos. O ser humano infectado libera, junto às fezes, ovos ferteis do parasita que vão se
embrionar no solo devido ao ambiente quente e úmido. Dentro do ovo forma-se a primeira larva (L1),
chamada de rabditóide que se transforma em L2 no qual permanece dentro do ovo. O homem ao ingerir os
ovos em água ou alimentos, principalmente verduras se contamina, liberando as larvas no intestino delgado
que alcançam a corrente sanguínea através da parede do intestino. Infectam o fígado, onde crescem em
pouco tempo, se trasnformando em L3(filarioide), e entram nos vasos sanguíneos novamente, passando
pelo coração e seguem para os pulmões. Nos pulmões invadem os alvéolos, e crescem mais com os
nutrientes e oxigênio abundantes nesse órgão bem irrigado, virando L4. nos alvéolos,mudam para L5 e por
estarem grandes demais no alveolo elas fazem o caminho contrario chegando a faringe, onde são na
maioria deglutidas pelo tubo digestivo, passando pelo estômago, até atingem novamente o intestino
delgado onde completam o desenvolvimento, tornando-se adultos. Apesar de haver alguns casos em que
são eliminadas pela boca. Durante esse período, ocorre a cópula e a liberação de ovos que são excretados
com as fezes.

A intensidade da patogenia varia de acordo com a quantidade de parasitos e em que estagio se encontra.
Quando larvas ocorre lesões hepáticas e pulmonares (ação traumática), fibroses no fígado, pneumonia
devido lesões, manifestações alergicas. Os vermes adultos tem ação espoliadora por consumirem sangue,
ação tóxica reação antigeno-anticorpo, ação mecânica podem obstruir a luz intestinal e causam irritação na
parede.O diagnóstico é feito pela observação de ovos nas fezes pelo método do HPJ (sedimentação
espontânea).O tratamento é realizado por medicamentos como abendazol.A prevenção é feita por educação
sanitária e higiene.
TRICHURIS TRICHIURA
> AGENTE DA TRICURÍASE

Os adultos apresentam forma típica de um chicote e possuem abertura bucal localizada na extremidade
anterior do parasito sendo muito simples e sem lábios. Os ovos apresentam formato de uma bola de futebol
americano cheio de poros e a casca é formada por três camadas distintas.A tricuríase é prevalente em
regiões de cilma quente e úmido e condicções sanitárias precárias.

Os adultos da TT são parasitos de intestino grosso humano, mas precisamente no ceco e cólon
ascendente, mas em doenças intensas pode se disseminar até o reto. Fêmeas e machos que habitam o
intestino grosso se reproduzem e os ovos são expelidos com as fezes e permanecem viáveis durante vários
meses ou anos em solo de condições favoráveis, e são infecciosos assim que se desenvolve a larva no seu
interior, o que demora algumas semanas. Se ingeridos por meio de alimentos sólidos e líquidos, as larvas
saem dos ovos no lúmen do intestino, migram para o ceco e penetram na mucosa intestinal para se
alimentar e aí se desenvolvem, pasando pelos quatro estágios larvais, maturando em formas adultas depois
de alguns meses, que permanecem com a cauda no lúmen do intestino e a cabeça penetrando a mucosa
alimentando-se de sangue, através de sua ação espoliativa e litica quando liberam atraves de suas
glândulas esofagianas enzimas proteolíticas. Como atua só no homem tem ciclo monoxeno.

Se houver um macho e uma fêmea, pelo menos, no mesmo individuo, acasalam e a fêmea põe muitos ovos
por dia, excretados nas fezes. A gravidade da doença é proporcional a quantidade de parasitos no corpo.
Se elevada, pode ocorrer extensa necrose da mucosa intestinal com hemorragias e diarréia sanguinolenta
(ação traumática e tóxica), podendo progredir para anemia por déficit de ferro. Outros sintomas são a dor
abdominal, perda de peso em indivíduos já desnutridos, flatulência e fadiga. Em casos incomuns pode
ocorrer apendicite (se o verme entrar no apêndice e não conseguir sair) e prolapso retal.

O diagnóstico parasitológico é realizado pela obervação dos ovos do parasita em amostras fecais (HPJ). O
tratamento é feito por medicamentos, o que dificulta bons resultados é a sua localização no intestino. Por
ser o homem a fonte da infecção a profilaxia deve ser feita por tratamento da doença e educação sanitária.

ENTEROBIUS VERMICULARES
> AGENTE DA ENTEROBÍOSE

O macho e a fêmea tem caracterísitcas diferentes como o sistema reprodutor e cauda curvada nos machos.
O ovo possui membrana dupla e lisa seu formato lembra um D.

Após a cópula os machos são eliminados com as fezes e morrem.As femeas cheias de ovos se
desprendem do ceco e dirigem-se apara o ânus, principalmente a noite. Os ovos eliminados sao ingeridos e
no intestino delgado as larvas rabditoides eclodem e sofrem duas mudas no seu trajeto até o ceco,
formando-se em vermes adultos. Se nao houver einfecção o parasitismo acaba. Este processo é
extremamente irritante porque o contrário da mucosa do intestino, a mucosa anal e a pele são muito
sensíveis, de forma consciente, e os movimentos da fêmea são percebidos pelo hospedeiro como
prurido(ação irritativa), o que influência o homem a traumatizar a região.

Os ovos são lavados ou ficam agarrados à roupa interior, caem e misturam-se no pó, ou podem ainda ser
levados pelas fezes. É comum em casos de diarreia ou fezes moles, saírem fêmeas adultas também. Desta
forma, a higiene permite reduzir a probabilidade de contaminação como a troca constante de roupas
individuais e de cama que devem ser lavados em água quente, etc. O diagnóstico é feito pelo método de
Graham, onde os ovos são aderidos à uma fita adesiva.
ANYLOSTOMA DUODENALE E NECATOR AMERICANUS
>AGENTE DA ANCILOSTOMOSE

As suas extremidades anteriores têm a forma de um gancho, especialmente nos Necator, e possuem boca
armada com placas ou espinhos duros e bastantes resistentes. Não nescessitam de hospedeiro
intermediário, no entanto, possuem duas fases de desenvolvimento.A primeira é de vida livre e acontece no
meio externo, e a segunda se desenvolve no hospedeiro.

Após a cópula, as fêmeas liberam ovos no intestino delgado humano, que são eliminados junto com as
fezes. No solo e em condições adequadas, como boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada o
que faz os ovos formarem a L1 (rabditóide) que eclodirão. No solo, transformará-se em L2 e L3 (filarióide).
O que as diferencia é a formação de novas cutículas. A L3 será a forma infectante. Nessa forma, poderão
penetrar pela pele (ação traumátca), conjuntiva, mucosas ou por via oral, quando houver a ingestão de
alimentos ou água contaminados. A penetração da larva na pele causa uma sensação de “picada”, com
aparecimento de vermelhidão, prurido e edema na região. Da pele, elas chegam à corrente sanguínea,
coração e pulmão, onde atingem o estágio de L4 e começam a ação espoliativa (sugar sangue). Por meio
dos brônquios e bronquíolos chegam à traquéia, faringe e laringe e quando ingeridas alcançam o intestino
delgado (duodeno), seu habitat. Nessa região atingirá o estágio de L5 e depois em adulto, tornando-se
capaz de copular e liberar ovos. As larvas têm hidrotropismo + e termotropismo +.

O que caracteriza a ancilostomose é o parasitismo intestinal que provoca dor, perda do apetite, náuseas,
vômitos e diarréia. O diagnóstico é feito pelo método de sedimentação espontânea (HPJ) e Wills, quando se
dilui as fezes em NaCl e se visualiza os ovos flutuantes. O tratamento é feito com a utilização de anti-
helmínticos ou vermífugos.

ANCYLOSTOMA BRAZILIENSIS E CANINUM


> AGENTE DA LARVA MIGRANS

Causada por parasitas específicos do intestino delgado de cães e gatos que eventualmente atingem o
homem. As larvas infectantes deixam marcas parecidas com um mapa na pele do homem devido ao seu
deslocamento por isso também sao conhecidos como bicho geográfico.

Os ovos das fêmas são eliminados pelas fezes de cães e gatos, que passam pelo estágio de L1, L2 e L3,
tornado-se infectantes ao penetrar na pele humana, ocasiondo em prurido intenso. Ficam migrando na pele
e depois de um tempo morrem. As partes do corpo atingidas são normalmente as que estão em maior
contato com o solo.
STRONGYLOIDES STERCORALIS
> AGENTE DA ESTRONGILOIDOSE

O SS é um verme de comportamento irregular e apenas as fêmeas parasitam o homem.Possuem ciclo


biologico monoxênico.

A larva rabditoide (L2) liberada nas fezes se diferencia duas vezes e se transforma em larva filarióide (L3)
infectante ou se diferencia quatro vezes e se transformam em machos e fêmeas adultos livres, ambos
produzindo larvas rabditoides. Estas últimas, podem se desenvolver em novos adultos livres, ou em larvas
infectantes. A larva filarióide em solo contaminado penetra na pele humana, são transportados até o pulmão
onde penetram no espaço alveolar. São transportados pela árvore brônquica até a faringe, sofrem
deglutição e chegam ao intestino (parede do duodeno), se transformam em fêmeas adultas. As fêmeas
vivem na luz intestinal e por partenogênese produzem ovos, que se transformam em larvas rabditoides.
Estas larvas podem ser liberadas nas fezes ou causar autoinfecção. Na autoinfecção, a larva L2 se
transforma em larvas L3 infectantes que penetram na mucosa intestinal ou na pele da região perianal. Em
ambos os casos a larva filarióide segue a rota descrita.

A transmissão pode ser através do contato com a pele (hetero), evolução da L2 em L3 na região perianal
(auto-infecção externa) e a evolução em L3 ocorre no intestino (auto-infecção interna). Durante seu ciclo,
promovem ações traumática (penetração da pele), espoliativa (sugando o sangue) e lítica (quebra do tecido
por enzimas) ocorrendo manifestações clínicas como dermatite, dor abdominal e toráxica, pneumonia,
tosse. O diagnóstico é feito por um método específico de visualização das larvas (BAERMANN/ RUGAI) que
utilizam o termotropismo e hidrotopismo + do parasita no procedimento. O tratamento deve ser feito com
tiabendazol e também com albendazol, independente do número de helmintos. Em certas ocasiões é
necessário repetir o tratamento várias vezes.
ARTROPODOS

• Possuem pés
• São classificados de acordo com a quantidade de patas inseto (6), aracnídeo (8), crustáceos (10),
quelópodes (um par) e diplopocios (dois pares).
• Exoesqueleto de quitina que protege, sustenta e evita perda de água
O exoesqueleto impede seu crescimento, para isso sofrem o processo de muda ou ecdise, pois deixam a
carapaca antiga e formam uma nova.

SARNA OU ESCABIOSE

O vetor dessa parasitose é o Sarcoptes Scabiei que possui quatro pares de patas, um capitulo (cabeça) e
corpo inteiro.

A escabiose ou sarna é uma doença causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. É uma doença contagiosa
transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava
túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão dando origem a novos parasitas.

A doença tem como característica principal o prurido intenso que, geralmente, piora durante a noite. A lesão
típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e
que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada
pelo ato de coçar a torna irreconhecível. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de
pústulas e crostas amareladas.

O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo
todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde nao aparecem lesões ou coceira. Após terminada a
primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana após, para atingir os parasitas que
estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são os
responsáveis pela cura.

As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e
passar a ferro. Todas as pessoas da casa que tiverem qualquer tipo de coceira devem se tratar ao mesmo
tempo, para evitar a recontaminação. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a
retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar.

MIÍASE

Doença parasitária provocada pela larva da mosca Dermatobia hominis. A larva penetra na pele do
hospedeiro, que pode ser o homem ou outros animais, onde vai se desenvolver.

Após a penetração, começa a formar-se uma lesão nodular, avermelhada, com um orifício central, por onde
é eliminada secreção aquosa (exsudato), levemente amarelada ou sanguinolenta. Podem ser uma ou mais
lesões e atingir qualquer área da pele, inclusive o couro cabeludo. A doença provoca dor e, em alguns
casos, prurido.

Uma característica clínica que define o diagnóstico pode ser notada observando-se atentamente o orifício
central da lesão. De tempos em tempos a larva sobe ao orifício para respirar e esta movimentação pode ser
percebida claramente. Com a evolução a larva tende a deixar o orifício.
TUNGUÍASE

Doença causada pela Tunga penetrans, um tipo de pulga encontrada no solo, principalmente em pastos. A
pulga fêmea penetra a pele, onde suga o sangue do hospedeiro e começa a produzir ovos que se
desenvolvem e serão posteriormente eliminados no solo.

A lesão tem formato circular, é elevada e de cor amarelada, com ponto preto central. As áreas mais
afetadas são os pés e é comum haver prurido. Pode ocorrer infecção secundária, com dor local e secreção
purulenta.

Para evitar a contaminação pelo "bicho de pé", evite andar descalço em lugares frequentados por animais
como vacas e porcos. O tratamento consiste na remoção completa da pulga com agulha cortante ou bisturi.
Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos locais

PEDICULOSE

A pediculose da cabeça é uma doença causada pelo Pediculus vulgarmente chamado de piolho. É
transmitida pelo contato direto interpessoal ou pelo uso de utensílios como bonés, escovas ou pentes de
pessoas contaminadas.

A doença tem como característica principal o prurido intenso no couro cabeludo, principalmente na parte de
trás da cabeça e que pode atingir também o pescoço e a região superior do tronco, onde se observam
pontos avermelhados semelhantes a picadas de mosquitos. Com a coçadura das lesões pode ocorrer à
infecção secundária por bactérias, levando inclusive ao surgimento de glânglios no pescoço.

Achado comum que fecha o diagnóstico de pediculose são as lêndeas, ovos de cor esbranquiçada
depositados pelas fêmeas nos fios de cabelo.

O tratamento da pediculose da cabeça consiste na aplicação nos cabelos de medicamentos específicos


para o extermínio dos parasitas. Existe também um tratamento através de medicação via oral, sob a forma
de comprimidos tomados em dose única. Em casos de difícil tratamento, os melhores resultados são obtidos
com a associação dos tratamentos oral e local. A lavagem da cabeça e utilização de pente fino ajuda na
retirada dos piolhos. As lêndeas devem ser retiradas uma a uma, já que os medicamentos muitas vezes não
eliminam os ovos.

-Classe insecta

• São formados de cabeça, tórax e abdome


• E tem os sistemas respiratório, disgetivo, excretor, reprodutor, nervoso, circulatório completos.

Ordem hemíptera

Os insetos com aparelho bucal (tromba) do tipo picador sugador., são hematófagos .

Ordem Siphonaptera (Conehcidos como pulgas e bichos de pé)

Como parasitas são agentes espoliadores sanguíneos (machos e fêmeas), com várias espécies
continuando a exercer a hematofagia, mesmo após repleta. A pulga fêmea faz ovoposição no solo, o ovo se
transforma em larvas, esta se alimenta de detritos orgânicos que chega ao estágio de pupa, formando
depois um adulto.
OFÍDIOS PEÇONHENTOS

Identificar o animal causador do acidente é procedimento importante na medida em que:


- possibilita a dispensa imediata da maioria dos pacientes picados por serpentes não peçonhentas;
- viabiliza o reconhecimento das espécies de importância médica em âmbito regional;
- é medida auxiliar na indicação mais precisa do antiveneno a ser administrado.

Apenas 20% da fauna de serpentes encontradas no Brasil, são capazes de inocular veneno em
suas presas. Esse grupo, chamado de peçonhentas, apresenta um aparelho inoculador de veneno. Uma
analise do tipo de dentição, agrupa as serpentes em quatro categorias e reflete o caminho evolutivo do
desenvolvimento do aparelho inoculador de veneno. Os quatro grupos são: áglifas, opistóglifas,
proteróglifas e solenóglifas, que a seguir, descrevemos brevemente as características gerais de cada
grupo:

1- ÁGLIFA é a dentição que, como a etimologia do termo indica, não possui presas, ou seja, dentes
especializados na inoculação de saliva tóxica ou veneno.
2- OPISTÓGLIFA, com um ou mais dentes modificados na parte posterior da maxila. Estas presas
possuem sulcos longitudinais, dos quais, por capilaridade, escorre o produto de uma glândula especializada
na secreção de substâncias ativas.
3- PROTERÓGLIFA, onde presas anteriores, no maxilar, geralmente com canal de veneno não
completamente fechado, estão conectadas com a glândula venenosa. Alguns gêneros exóticos conservam
dentes posteriores à presa.
4- SOLENÓGLIFA, uma condição muito especializada, em que um único dente funcional em cada
maxila, a presa, é extremamente grande, agudo e oco, e permanece paralelo ao crânio quando em repouso,
mas gira 90º no momento do ataque, para injetar o veneno.