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Aula 01

Edificações p/ TRF 2ª Região (Analista Judiciário - Engenharia Civil) Com videoaulas

Professor: Marcus Campiteli


Edificações TRF-2/2017
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 1

AULA 1: Continuação
FUNDAÇÕES - QUESTÕES COMENTADAS

SUMÁRIO PÁGINA

QUESTÕES COMENTADAS DE FUNDAÇÕES 1

LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS 89

GABARITO 129

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 130

E aí pessoal, animados!
Trago a vocês os comentários das questões de Fundações
apresentadas na Aula Zero.
Bons estudos !

1) (43 – Metrô/2009 – FCC) Tubulões; Estacas Strauss,


Franki, Raiz, Barrete/Estacão; e Sapatas, são,
respectivamente, exemplos de fundações

(A) diretas profundas, sapatas isoladas e viga baldrame.


(B) estacas profundas, estacas rasas e indiretas a céu
aberto.
(C) diretas profundas, indiretas com estacas de concreto
moldadas in loco e diretas rasas.
(D) sapatas associadas, rasas moldadas in loco e diretas
profundas.
(E) pré-moldadas, rasas indiretas e moldadas sob pressão.

De acordo com a norma NBR 6122/2010, a fundação profunda


é elemento de fundação que transmite a carga ao terreno ou pela

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base (resistência de ponta) ou por sua superfície lateral (resistência


de fuste) ou por uma combinação das duas, devendo sua ponta ou
base estar assente em profundidade superior ao dobro de sua menor
dimensão em planta, e no mínimo 3,0 m.

E segundo esta mesma norma, as fundações superficiais, rasa


ou diretas são elementos cuja carga é transmitida ao terreno,
predominantemente pelas pressões distribuídas sob a base da
fundação, e em que a profundidade de assentamento em relação ao
terreno adjacente é inferior a duas vezes a menor dimensão da
fundação.

De acordo com a norma NBR 6122/2010, o tubulão trata-se de


fundação profunda escavada manual ou mecanicamente, em que,
pelo menos na sua etapa final, há descida de pessoal para
alargamento da base ou limpeza do fundo quando não há base.

A estaca Strauss é uma estaca de concreto moldada in


loco, executada através da escavação, mediante emprego de uma
sonda (piteira), com a simultânea introdução de revestimento
metálico em segmentos rosqueados, até que se atinja a profundidade
projetada. Se é estaca, é fundação profunda.

A norma NBR 6122/2010 define estaca Franki como estaca


moldada in loco executada pela cravação, por meio de sucessivos
golpes de um pilão, de um tubo de ponta fechada por uma bucha
seca constituída de pedra e areia, previamente firmada na
extremidade inferior do tubo por atrito. Essa estaca possui base
alargada e é integralmente armada.

De acordo com a mesma norma, a estaca raiz é uma estaca


moldada in loco, em que a perfuração é revestida integralmente,
em solo, por meio de segmentos de tubos metálicos (revestimento)
que vão sendo rosqueados à medida que a perfuração é executada. O
revestimento é recuperado.
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A estaca-barrete ou estacão é um tipo de estaca moldada in


loco, escavada por clam-shell, que se caracteriza por apresentar
seção transversal retangular.

E a sapata é um tipo de fundação superficial, executada em


concreto armado, de altura reduzida em relação às dimensões da
base, que se caracterizam principalmente por trabalhar à flexão e
dimensionados de modo que as tensões de tração neles produzidas
não sejam resistidas pelo concreto, mas sim pelo emprego da
armadura.

Os termos “direta” e “indireta” referem-se à forma de


transmissão das cargas para o terreno. No primeiro caso ocorre pela
base da fundação e no segundo caso, pela superfície lateral da
fundação por meio do atrito com o solo.

Nos tubulões, a transmissão de cargas ocorre primordialmente


pela base. Por isso, podem ser classificados como fundações diretas
profundas. Contudo, verifica-se que essa denominação pode ser
questionada pela definição de fundação direta da norma NBR
6122/2010, no seguinte ponto: “em que a profundidade de
assentamento em relação ao terreno adjacente é inferior a duas
vezes a menor dimensão da fundação.”

Logo, a sequência correta seria a da letra “c”.

Gabarito: C

2) (32 – SEGAS/2013 – FCC) NÃO é exemplo de fundação


direta:

(A) estaca raiz.

(B) tubulão.

(C) bloco.

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(D) sapata.

(E) radier

Os termos “direta” e “indireta” referem-se à forma de


transmissão das cargas para o terreno. No primeiro caso ocorre pela
base da fundação e no segundo caso, pela superfície lateral da
fundação por meio do atrito com o solo.

Nos tubulões, a transmissão de cargas ocorre primordialmente


pela base. Por isso, podem ser classificados como fundações diretas
profundas. Contudo, verifica-se que essa denominação pode ser
questionada pela definição de fundação direta da norma NBR
6122/2010, no seguinte ponto: “em que a profundidade de
assentamento em relação ao terreno adjacente é inferior a duas
vezes a menor dimensão da fundação.”

Gabarito: A

3) (69 – TCE/MG – 2007 – FCC) Uma edificação é apoiada


sobre sapatas em solo argiloso normalmente adensado. Com o
carregamento proveniente do peso da estrutura iniciou-se um
processo de recalque por adensamento da argila. Como as
sapatas têm dimensões e tensões de trabalho uniformes,
espera-se que

(A) as sapatas periféricas apresentem recalques maiores que


as centrais.

(B) as sapatas centrais não sofram nenhum recalque.

(C) os recalques sofridos pelas sapatas sejam uniformes.

(D) não ocorram recalques.

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(E) as sapatas periféricas apresentem recalques menores que


as centrais.

O adensamento caracteriza-se pela expulsão da água dos


vazios do solo devido à pressão exercida.

De acordo com o livro “Introdução à Mecânica dos Solos”, de


Milton Vargas, calcula-se o recalque pela seguinte fórmula:

r = Mv x xH

Sendo:

Mv – coeficiente de compressibilidade específica

- tensão efetiva (tensão total – pressão neutra)

H – espessura do solo

Pela fórmula, o recalque é diretamente proporcional à tensão


efetiva aplicada. As sapatas centrais transmitem tensões maiores que
as sapatas periféricas, pois estas recebem uma parcela de carga
menor da estrutura (extremidades das lajes, por exemplo).

Logo, espera-se que as sapatas periféricas sofram menor


recalque que as sapatas centrais.

Gabarito: E

4) (33 – Refap/2007 – Cesgranrio) Na execução de


fundações, o nível em que deve ser deixado o topo da estaca,
demolindo-se o excesso ou completando-o, se for o caso, e
que é definido de modo a deixar que a estaca e sua armadura
penetrem no bloco com um comprimento que garanta a
transferência de esforços do bloco à estaca, é denominado
cota de:

(A) equilíbrio.

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(B) caracterização.

(C) arrasamento.

(D) integração.

(E) repique.

De acordo com a NBR 6122/2010, a cota de arrasamento é o


nível em que deve ser deixado o topo da estaca ou tubulão, de modo
a possibilitar que o elemento de fundação e a sua armadura
penetrem no bloco de coroamento.

Gabarito: C

5) (31 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) A medida de


penetração permanente de uma estaca, causada pela
aplicação de um golpe de martelo ou pilão sempre relacionada
com a energia de cravação, é denominada

Seguem definições da NBR 6122/2010:

(A) cota de arrasamento.

Nível em que deve ser deixado o topo da estaca ou tubulão, de


modo a possibilitar que o elemento de fundação e a sua armadura
penetrem no bloco de coroamento.

(B) nega.

Medida da penetração permanente de uma estaca,


causada pela aplicação de um golpe de martelo ou pilão,
sempre relacionada com a energia de cravação. Dada a sua
pequena grandeza, em geral é medida para uma série de dez golpes.

(C) repique.

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Parcela elástica do deslocamento máximo de uma estaca


decorrente da aplicação de um golpe do martelo ou pilão.

(D) tensão admissível.

Tensão adotada em projeto que aplicada ao terreno pela


fundação superficial ou pela base de tubulão, atende com coeficientes
de segurança pré-determinados, aos estados limites último (ruptura)
e de serviço (recalques, vibrações, etc.). Esta grandeza é utilizada
quando se trabalha com ações em valores característicos.

(E) carga admissível de uma estaca

Força adotada em projeto que aplicada sobre a estaca ou


sobre o tubulão isolados atende, com coeficientes de segurança
pré-determinados, aos estados limites último (ruptura) e de serviço
(recalques, vibrações, etc.). Esta grandeza é utilizada quando se
trabalho com ações em valores característicos.

Gabarito: B

6) (56 – Petrobras Distribuidora/2010 – Cesgranrio) Qual a


menor profundidade, em metros, em que uma fundação
superficial pode estar assente em uma divisa com um terreno
vizinho, sabendo-se que ela não está sobre rocha?

(A) 0,50 (B) 0,60 (C) 0,80 (D) 1,00 (E) 1,50

De acordo com a NBR 6122/2010, as fundações superficiais nas


divisas com terrenos vizinhos, salvo quando a fundação for
assente sobre rocha, a profundidade não deve ser inferior a 1,5
m. Em casos de obras cujas sapatas ou blocos estejam
majoritariamente previstas com dimensões inferiores a 1,0 m, essa
profundidade mínima pode ser reduzida.

Gabarito: E

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(Liquigas/2013 – Cesgranrio) Para responder às questões de


31, 32 e 33, que estão baseadas na NBR 6122:2010 (Projeto e
execução de fundações), considere os dados e croquis a
seguir, que representam parte das fundações de uma obra,
cujo solo é pouco resistente.

7) 31 – Considerando-se que a sapata SP1 tem base com


dimensões maiores que 1,0 m, a cota z1 vale, em m, no
mínimo,

0,50 (B) 0,70 (C) 1,00 (D) 1,50 (E) 2,00

De acordo com a NBR 6122/2010, as fundações superficiais nas


divisas com terrenos vizinhos, salvo quando a fundação for
assente sobre rocha, a profundidade não deve ser inferior a 1,5
m. Em casos de obras cujas sapatas ou blocos estejam

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majoritariamente previstas com dimensões inferiores a 1,0 m, essa


profundidade mínima pode ser reduzida.
A cota de apoio de uma fundação deve ser tal que assegure que
a capacidade de suporte do solo de apoio não seja influenciada pelas
variações sazonais de clima ou alterações de umidade.
Verifica-se que a sapata SP1 localiza-se junto à divisa
com o terreno vizinho, logo, z1 ≥ 1,5 m.

Gabarito: D

8) (32 – Liquigas/2013 – Cesgranrio) Considerando-se que


a cota z1 se refere à medida da profundidade do fundo das
sapatas SP1 e SP2, as escavações para a execução dessas
sapatas deverão ter profundidade de z1 + e1, onde e1 é
denominada espessura de lastro e vale, em cm, no mínimo,
(A) 3 (B) 5 (C) 7 (D) 8 (E) 10

De acordo com a NBR 6122/2010, todas as partes da fundação


superficial (rasa ou direta) em contato com o solo (sapatas, vigas de
equilíbrio etc) devem ser concretadas sobre um lastro de concreto
não estrutural com no mínimo 5 cm de espessura, a ser lançado
sobre toda a superfície de contato solo-fundação.

No caso de rocha esse lastro deve servir para regularização da


superfície e, portanto, pode ter espessura variável, no entanto
observado um mínimo de 5,0 cm.

Portanto e1 ≥ 5 cm.

Gabarito: B

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9) (41 – Assembleia Legislativa/SP – 2010 – FCC)


Considere a seguinte figura:

No dimensionamento da fundação direta para o pilar P2 de


dimensões 30 cm × 30 cm, com carga de 2000 kN, a sapata
mais indicada, distanciada de 2,5 cm da divisa, é

(A) retangular com dimensões de lados 125 cm e 320 cm.


(B) retangular com dimensões de lados 100 cm e 200 cm.
(C) retangular com dimensões de lados 80 cm e 160 cm.
(D) quadrada de lado igual a 125 cm.
(E) quadrada de lado igual a 65 cm.

Resistência do terreno:

= 1000 kN/(200 cm x 100 cm) = 0,05 kN/cm2 = 5 kgf/cm2

A área mínima da sapata será:

A = 2000 kN/ 0,05 kN/cm2 = 40.000 cm2

As dimensões que resultam nesta área são 125 x 320 cm.

Gabarito: A

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10) (36 – MPE-MA/2013 – FCC) A escolha mais econômica


para a fundação do tipo sapata de um pilar de 40 cm ×40 cm,
com carga de 2 880 kN e tensão admissível do solo de 0,32
MPa é

(A) quadrada, de lado igual a 300 cm.

(B) quadrada, de lado igual a 9 m.

(C) quadrada, de lado igual a 90 cm.

(D) retangular, com balanços iguais e lados de dimensões


2,88 m e 3,2 m.

(E) retangular, com balanços iguais e lados de dimensões 90


cm e 40 cm.

Área da sapata: 2880 kN/320 kN/m2 = 9 m2

O pilar é quadrado, logo, recomenda-se a sapata quadrada, de


3 m de lado.

Gabarito: A

11) (37 – MPE-MA/2013 – FCC) Considere o pilar abaixo.

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Após a realização de prova de carga sobre placa chegou-se


aos valores de 750 kN e 1100 kN para 15 mm de recalque e
47,5 mm (ruptura), respectivamente. Sabendo-se que, o
recalque estrutural admissível é de 15 mm, pode-se afirmar
que o projeto de estaqueamento do pilar está

(A) correto, pois a carga admissível é igual a 750 kN.

(B) correto, pois a carga admissível será de 550 kN.

(C) errado, pois a carga admissível será de 500 kN.

(D) errado, pois a carga admissível é de 750 kN.

(E) errado, pois a carga admissível é de 1 100 kN.

Cada estaca suportará 2200/4 = 550 kN.

Esta carga é inferior à carga admissível, de 750 kN.

Logo, o projeto está correto.

Gabarito Proposto: A

Gabarito Oficial: C

12) (46 – Defensoria/SP – 2009 – FCC) Considere as


seguintes etapas executivas de uma fundação:

I. escavação;

II. colocação de um lastro de concreto magro de 5 a 10 cm de


espessura;

III. posicionamento das fôrmas, quando o solo assim o exigir;

IV. colocação das armaduras;

V. concretagem;

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VI. execução de cinta de concreto armado;

VII. aplicação de camada impermeabilizante.

A sequência apresentada refere-se às etapas de execução de


uma fundação do tipo:

(A) blocos e alicerces.

Os blocos são elementos de grande rigidez executados com


concreto simples ou ciclópicos, dimensionados de modo que as
tensões de tração nele produzidas possam ser resistidas pelo
concreto, sem necessidade de armadura.

(B) sapata isolada.

Conforme vimos acima, a sapata é um tipo de fundação


superficial, executada em concreto armado, de altura reduzida em
relação às dimensões da base, que se caracterizam principalmente
por trabalhar à flexão e dimensionados de modo que as tensões de
tração neles produzidas não sejam resistidas pelo concreto, mas sim
pelo emprego da armadura.

(C) tubulão a céu aberto.

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O tubulão pode ser feito a céu aberto ou sob ar comprimido


(pneumático).

O tubulão a céu aberto é empregado acima do lençol freático,


ou mesmo abaixo dele nos casos em que o solo se mantenha estável
sem risco de desmoronamento e que seja possível controlar a água
do interior do tubulão.

E o tubulão a ar comprimido é empregado sempre que se


pretende executar tubulões abaixo do nível d'água em solos que não
se mantêm estáveis sem risco de desmoronamento e não seja
possível controlar a água do interior do tubulão.

(D) sapata corrida.

A sapata corrida é o tipo de sapata sujeita à ação de uma carga


distribuída linearmente ou de pilares ao longo de um mesmo
alinhamento.

Fonte: <www.ufsm.br>

(E) radier.

O radier é um elemento de fundação superficial que abrange


todos os pilares da obra.

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Portanto, pelas definições acima, verificamos que a situação


descrita no comando da questão aproxima-se mais da descrição da
sapata corrida.

Gabarito: D

13) (45 – TRE/BA – 2003 – FCC) Na figura abaixo:

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As tensões no solo, 1 e 2, são, respectivamente, em tf/m2,


aproximadamente,

(A) -3 e -15

(B) -6 e -12

(C) -9 e -9

(D) -12 e -9

(E) -12 e -15

1 = (N/A) – (M/W)

2 = (N/A) + (M/W)

Onde:

N – carga vertical em tf

A – área da base da sapata

M – momento fletor decorrente da carga horizontal

W – módulo resistente

Com isso, temos:

N = 62,5 tf + 2,5 tf + 7 tf = 72 tf

A = 4 x 2 = 8 m2

M = 2 tf x (7 + 1) = 16 tf.m

W = (b2.h)/6 = (42.2)/6 = 16/3 m4


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1 = (N/A) – (M/W) = (72/8) – ((16)/(16/3)) = 9 – 3 = 6 tf/m2

2 = (N/A) + (M/W) = (72/8) + ((16)/(16/3)) = 9 + 3 = 12 tf/m2

O sinal é negativo pelas tensões serem de compressão.

Gabarito: B

14) (38 – TRE/MS – 2007 – FCC) Sabendo-se que o solo de


apoio das sapatas é constituído de argila rija, a pressão básica
a ser adotada (NBR 6122) é, em MPa, de

(A) 0,10

(B) 0,20

(C) 0,25

(D) 0,30

(E) 0,40

A versão anterior da norma 6122, de 1996, trazia a seguinte


tabela:

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Verifica-se que a pressão básica da argila rija prescrita na NBR


6122/96 era de 0,2 MPa.

Esses valores aplicavam-se nos métodos empíricos e cuja


pressão admissível corresponde à descrição do terreno (classificação
e determinação da compacidade ou consistência através de
investigações de campo e/ou laboratoriais).

A nova versão na norma, NBR 6122/2010, não traz mais essa


tabela.

Gabarito: B

15) (43 – Sabesp/2012 – FCC) Na utilização da fórmula de


Terzaghi, que permite avaliar a tensão de ruptura do solo sob
uma sapata, deve-se empregar

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(A) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja arenoso.

(B) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja argiloso.

(C) somente pressões efetivas.

(D) somente pressões totais.

(E) pressões totais ou efetivas, independente da condição do


solo.

Fonte: LIMA (1998)

Com base em resultados de experiências de laboratório, em


1936, Terzaghi enunciou o chamado princípio da tensão efetiva,
estabelecendo que o comportamento de um solo depende de uma
combinação da tensão total e da pressão neutra e não de seus
valores individuais.

Compõe-se de duas afirmativas:

- Todos os efeitos mensuráveis, decorrentes de uma variação


de tensões, tais como, compressão, distorção e resistência ao
cisalhamento são exclusivamente devidos à variação da tensão
efetiva.

- Nos solos saturados, a tensão efetiva é definida pela


expressão:

    u

Portanto, segundo Terzaghi, todos os efeitos mensuráveis são


decorrentes das tensões efetivas.

Gabarito: C

16) (63 – TCE-GO/2014 – FCC) No projeto de fundações de


uma edificação, no dimensionamento de uma sapata para um

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pilar de dimensões 40 cm ×40 cm, com carga de 7200 kN e


tensão admissível do solo igual a 200 kPa, a sapata mais
econômica terá forma quadrada de lado, em metros, igual a
(A) 2. (B) 3. (C) 4. (D) 5. (E) 6.

Área da sapata = 7200 kN/(200 kN/m2) = 36 m2


Com isso, a sapata quadrada teria lados de 6 m.

Gabarito: E

17) (25 – ITESP/2013 – VUNESP) Fundação superficial de


concreto armado e de pequena altura em relação às
dimensões da base quadrada (ou retangular, ou circular, ou
octogonal). É semiflexível e trabalha a flexão. É

Seguem definições da NBR 6122/2010:

(A) a sapata.

Elemento de fundação superficial, de concreto armado,


dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes
sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta
para esse fim.

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, as sapatas


são elementos de apoio de concreto armado, de menor altura que os
blocos, que resistem principalmente por flexão. As sapatas podem
assumir praticamente qualquer forma em planta.

(B) a estaca.

Elemento de fundação profunda executado inteiramente por


equipamentos ou ferramentas, sem que em qualquer fase de sua
execução, haja descida de pessoas. Os materiais empregados podem

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ser: madeira, aço, concreto pré-moldado, concreto moldado in loco


ou pela combinação dos anteriores.

(C) o bloco.

Elemento de fundação superficial de concreto, dimensionado


de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam
resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura.

(D) o tubulão.

Elemento de fundação profunda, escavado no terreno em que,


pelo menos na sua etapa final, há descida de pessoas, que se faz
necessária para executar o alargamento de base ou pelo menos a
limpeza do fundo da escavação, uma vez que neste tipo de
fundação as cargas são transmitidas preponderantemente pela
ponta.

(E) o caixão

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, o caixão é


elemento de fundação profunda de forma prismática, concretado na
superfície e instalado por escavação interna.

Gabarito: A

18) (26 – Transpetro/2008 – Cesgranrio) No


dimensionamento geométrico de fundações superficiais, a
área de fundação solicitada por cargas centradas deve ser tal
que a pressão transmitida ao terreno, admitida
uniformemente distribuída, seja

(A) maior que a pressão admissível.

(B) maior que a pressão de ruptura.

(C) menor que a pressão admissível ou igual a ela.

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(D) menor que a pressão de recalque ou igual a ela.

(E) menor que a pressão de ruptura ou igual a ela

De acordo com a NBR 6122/2010, a área da fundação solicitada


por cargas centradas deve ser tal que as tensões transmitidas ao
terreno, admitidas uniformemente distribuídas, sejam menores ou
iguais à tensão admissível ou tensão resistente de projeto do solo
de apoio.

Gabarito: C

19) (40 – Petrobras/2006 – Cesgranrio) A tensão transmitida


ao solo por uma sapata quadrada de 3 m de lado, que recebe
uma carga centrada de 4.500 kN, é, em MPa, igual a

(A) 0,05

(B) 0,15

(C) 0,5

(D) 1,5

(E) 5,0

= 4.500 kN/9 m2 = 500 kN/m2 = 0,5 MPa

Gabarito: C

(50 – INEA/2008 – Cesgranrio) Observe o croqui e os dados


das duas sapatas abaixo.

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20) Tratando-se de um caso de sapatas próximas, mas em


cotas diferentes, o menor valor, segundo a NBR 6122/96
(Projeto e execução de fundações), recomendado para “x”, em
metros, é

(A) 0,50

(B) 1,16

(C) 1,50

(D) 1,73

(E) 3,73

De acordo com a NBR 6122/2010, no caso de fundações


próximas, porém situadas em cotas diferentes, a reta de maior

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declive que passa pelos seus bordos deve fazer, com a vertical, um
ângulo como mostrado na figura abaixo, com os seguintes valores:
a) solos pouco resistentes: > 60º;
b) solos resistentes: = 45º; e
c) rochas: = 30º

Considerando o solo pouco resistente, conforme informado na


questão, teremos:

tg 60º ≥

x ≤ 1,73 m

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Gabarito: D

(Liquigas/2013 – Cesgranrio) Para responder às questões de


31, 32 e 33, que estão baseadas na NBR 6122:2010 (Projeto e
execução de fundações), considere os dados e croquis a
seguir, que representam parte das fundações de uma obra,
cujo solo é pouco resistente.

21) 33 – Considerando-se que z1 atende às condições da


norma e sabendo-se que x3 = 2,70 m, o maior valor de z2, em
m, vale

(A) z1 + 0,50

(B) z1 + 0,90

(C) z1 + 1,50

(D) z1 1,2

25
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(E) z1 / 1,5

De acordo com a NBR 6122/2010, no caso de fundações


próximas, porém situadas em cotas diferentes, a reta de maior
declive que passa pelos seus bordos deve fazer, com a vertical, um
ângulo como mostrado na figura abaixo, com os seguintes valores:
a) solos pouco resistentes: > 60º;
b) solos resistentes: = 45º; e
c) rochas: = 30º

Considerando o solo pouco resistente, conforme informado na


questão, teremos:

tg 60º ≥ , ≥

26
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z ≤ 1,5 m, logo, z2 ≤ z1 + 1,5 m

Gabarito: C

22) (49 – BR Distribuidora/2008 – Cesgranrio) A NBR


6.122/1996 (Projeto e execução de fundações), no
dimensionamento das fundações superficiais feito com o
conceito de pressão admissível, estabelece que fator(es) como

(A) lençol d’água não deve ser considerado.

(B) recalques admissíveis, definidos pelo projetista da


estrutura, devem ser considerados.

(C) profundidade da fundação não deve ser considerado.

(D) dimensões e forma dos elementos de fundação não


devem ser considerados.

(E) características da obra, exceto a rigidez da estrutura,


devem ser considerados.

O texto da NBR 6122/1996 diferenciava-se do da NBR


6122/2010 em alguns pontos. A questão baseou-se no texto da
versão anterior da norma. Mas a nova versão também a atende.
Houve a substituição do termo de pressão admissível por tensão
admissível e algumas alterações nos fatores estabelecidos, conforme
se verifica a seguir.

De acordo com a NBR 6122/2010, a tensão admissível é a


tensão adotada em projeto que aplicada ao terreno pela fundação
superficial ou pela base de tubulão, atende com coeficientes de
segurança pré-determinados, aos estados limites último
(ruptura), e de serviço (recalques, vibrações, etc.). Esta
grandeza é utilizada quando se trabalha com ações em valores
característicos.

27
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A tensão admissível ou tensão resistente de projeto deve ser


fixada a partir da utilização e interpretação de um ou mais dos
seguintes procedimentos:

- prova de carga sobre placa

- métodos teóricos

- métodos semi-empíricos

Essas tensões devem também atender ao estado limite de


serviço. A tensão admissível ou tensão resistente de projeto, neste
caso, é o valor máximo da tensão aplicada ao terreno que atenda as
limitações de recalque ou deformação da estrutura (rigidez da
estrutura).

Devem ser considerados os seguintes fatores na sua


determinação:

a) características geomecânicas do subsolo;

b) profundidade da fundação;

c) dimensões e forma dos elementos de fundação;

d) influência do lençol d’água;

e) eventual alteração das características do solo (expansivos,


colapsíveis,etc.) devido a agentes externos (encharcamento, alívio de
tensões, etc.);

f) características ou peculiaridades da obra;

g) sobrecargas externas;

h) inclinação da carga;

i) inclinação do terreno;

j) estratigrafia do terreno.

28
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Portanto, a letra B também seria a correta na nova versão da


NBR 6122.

Gabarito: B

23) (29 – BR Distribuidora/2008 – Cesgranrio) O elemento


de fundação superficial de concreto, dimensionado de modo
que as tensões de tração nele produzidas possam ser
resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura, é o(a)

(A) radier.

(B) bloco.

(C) sapata.

(D) sapata associada.

(E) viga de fundação

De acordo com as definições da NBR 6122/2010, o bloco é


elemento de fundação superficial de concreto, dimensionado de modo
que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo
concreto, sem necessidade de armadura.

Gabarito: B

24) (44 – MPE/SE – 2009 – FCC) Para trabalhos em cavas de


fundação, que devem ser pisadas por pessoas, é indispensável
que haja espaço de trabalho com largura mínima de

(A) 1,6 m.

(B) 1,2 m.

(C) 1,0 m.

29
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(D) 0,8 m.

(E) 0,5 m.

A largura mínima necessária para que os operários possam


trabalhar na confecção de sapatas e blocos de fundação é de 0,5 m.

Portanto, ao se estimar as quantidades de escavação das cavas


de fundações, deve-se prever, no mínimo, 0,5 m a mais além do
limite das formas laterais das sapatas e blocos.

Gabarito: E

25) (17 – SEMSA Manaus/2005 – Cesgranrio) Observe o


croqui abaixo.

O elemento que faz a ligação entre o pilar e as estacas,


distribuindo convenientemente as cargas, é o (a):

(A) bloco de coroamento.

(B) balancim.

(C) cimbramento.

(D) cutelo divisor.

(E) estrutura de fixação.

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O elemento que faz a ligação entre o pilar e as estacas,


distribuindo convenientemente as cargas é o bloco de coroamento.

Gabarito: A

26) (16 – SEMSA Manaus/2005 – Cesgranrio) Considerando-


se os dados fornecidos, a maior carga que o bloco pode
suportar, em kN, vale:
(A) 0,15 (B) 10 (C) 50 (D) 100 (E) 150

A resistência do solo entre 1,3 m e 1,8 m é de 0,15 MPa.

Resistência = 150 kN/m2 x 1 m2 = 150 kN

Gabarito: E

27) (47 – TRE/BA – 2003 – FCC) O tipo de fundação direta ou


rasa composta por uma única placa de concreto armado, no
qual se apóiam todos os pilares e paredes da estrutura,
denomina-se

(A) radier.

O radier é um elemento de fundação superficial que abrange


todos os pilares da obra.

(B) sapata corrida.

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Sapata sujeita à ação de uma carga distribuída linearmente.

Fonte: <www.ufsm.br>

(C) sapata isolada.

Tipo de fundação superficial, executada em concreto armado,


de altura reduzida em relação às dimensões da base, que se
caracterizam principalmente por trabalhar à flexão e dimensionados
de modo que as tensões de tração neles produzidas não sejam
resistidas pelo concreto, mas sim pelo emprego da armadura.

(C) tubulão a céu aberto.

O tubulão pode ser feito a céu aberto ou sob ar comprimido


(pneumático).

32
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O tubulão a céu aberto é empregado acima do lençol freático,


ou mesmo abaixo dele nos casos em que o solo se mantenha estável
sem risco de desmoronamento e que seja possível controlar a água
do interior do tubulão.

E o tubulão a ar comprimido é empregado sempre que se


pretende executar tubulões abaixo do nível d'água em solos que não
se mantêm estáveis sem risco de desmoronamento e não seja
possível controlar a água do interior do tubulão.

(D) sapata associada.

Ou radier parcial, é uma sapata comum a vários pilares, cujos


centros, em planta, não estejam situados em um mesmo
alinhamento.

(E) baldrame.

Conforme o livro “Fundações: Teoria e Prática”, a viga de


fundação é elemento de fundação que recebe pilares alinhados,
geralmente de concreto armado; pode ter seção transversal tipo
bloco (sem armadura transversal), quando são freqüentemente
chamadas de baldrames, ou tipo sapata, armadas.

Portanto, o comando da questão refere-se ao radier.

Gabarito: A

28) (60 – IBGE/2010 – Cesgranrio) Qual dos seguintes tipos


de fundação NÃO gera recalques diferenciais?

(A) Bloco

(B) Estaca

(C) Radier
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(D) Sapata

(E) Tubulão

O Radier é o elemento de fundação superficial que abrange


parte ou todos os pilares de uma estrutura, distribuindo os
carregamentos.

Logo, evita a ocorrência de recalques diferenciais, já que o


radier distribui os carregamentos dos pilares, evitando a aplicação de
diferentes tensões localizadas no subsolo.

Gabarito: C

29) (43 – TJ/PI – 2009 – FCC) Sapata Associada é uma


fundação

(A) rasa, comum a vários pilares, cujos centros em planta não


estejam situados num mesmo alinhamento.

(B) rasa, comum a vários pilares, cujos centros não estejam


situados num mesmo plano.

(C) profunda, sinônimo de Radier.

(D) rasa, comum a vários pilares, cujos centros em planta


estejam situados num mesmo alinhamento.

(E) profunda, comum a vários pilares, cujos centros em planta


estejam situados num mesmo plano.

Conforme vimos na questão anterior, a sapata associada ou


radier parcial, é uma sapata comum a vários pilares, cujos centros,
em planta, não estejam situados em um mesmo alinhamento.

Gabarito: A

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30) (54 – PMSP/2008 – FCC) As fundações em blocos


corridos e destinadas a suportar cargas provenientes das
paredes estruturais podem ser executadas, entre outros, com
os seguintes materiais:

(A) blocos de argila compensada e pedras de silte.

(B) sapata moldada em pó de pedra e cal hidráulica.

(C) tijolos sílico-calcáreos e blocos de gesso.

(D) alvenaria em bloco de concreto e pedra.

(E) tijolos de argila prensada e argamassa de cal hidráulica.

Nas fundações de pedra argamassada e tijolos as peças são


arrumadas na escavação e entre elas é aplicada a argamassa,
conforme a figura a seguir:

O livro “Edifício até a sua Cobertura”, do autor Hélio Alves de


Azeredo nos traz um interessante esquema sobre as fundações, no
qual prevê a sapata corrida ou contínua simples de alvenaria ou
cantaria (pedras), conforme a seguir:

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Gabarito: D

31) (81 – TCE/PI – 2005 – FCC) O coeficiente, ou fator de


segurança mínimo, adotado em fundações superficiais é

(A) 3,0 (B) 2,5 (C) 2,0 (D) 1,5 (E) 1

A versão anterior da norma 6122, de 1996, previa a seguinte


tabela:

36
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Já a nova versão da norma NBR 6122, de 2010, traz a seguinte


tabela:

Portanto, verifica-se que pela versão anterior da norma, o


gabarito correto seria a letra A.

Contudo, pela nova versão da NBR 6122, o gabarito seria a


letra C.

Gabarito Oficial Desatualizado: A

Gabarito Não Oficial Atualizado: C

32) (70 – TCE/PI – 2005 – FCC) Nos métodos empíricos,


pelos quais se chega a uma pressão admissível para uma
sapata, baseada em investigações de campo, e onde os

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valores servem para uma orientação inicial, o valor em Mpa de


um solo formado por argilas médias é

(A) 0,5 (B) 0,4 (C) 0,3 (D) 0,2 (E) 0,1

A versão anterior da norma 6122, de 1996, trazia a seguinte


tabela:

Verifica-se que a pressão básica da argila média prescrita na


NBR 6122/96 era de 0,1 MPa.

Esses valores aplicavam-se nos métodos empíricos e cuja


pressão admissível corresponde à descrição do terreno (classificação
e determinação da compacidade ou consistência através de
investigações de campo e/ou laboratoriais).

A nova versão na norma, NBR 6122/2010, não traz mais essa


tabela.

38
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Gabarito: E

33) (40 – TRE/AM – 2003 – FCC) Quando as sapatas da


fundação de um edifício são significativamente grandes, ou
seja, uma aproxima-se da outra, normalmente elas se
juntarão em uma única denominada

(A) sapata corrida.

(B) sapata associada.

(C) sapata escavada.

(D) radier.

(E) tubulão.

Quando se tem a previsão de sapatas muito grandes e muito


próximas umas das outras, torna-se mais viável economicamente
construir um radier.

Gabarito: D

34) (49 – Petrobras/2011 – Cesgranrio) Em um determinado


projeto de fundação, há um elemento estrutural que está
recebendo cargas de dois pilares e transmitindo-as centradas
às fundações. Trata-se de uma

(A) viga de equilíbrio

(B) viga de levantamento

(C) viga de repique

(D) cinta de levantamento

(E) cinta de reação

39
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De acordo com a NBR 6122/2010, a viga alavanca ou de


equilíbrio é o elemento estrutural que recebe as cargas de um ou dois
pilares (ou pontos de carga) e é dimensionado de modo a transmiti-
las centradas às fundações. Da utilização de viga de equilíbrio
resultam cargas nas fundações diferentes das cargas dos pilares
nelas atuantes.

Fonte: Livro Fundações: Teoria e Prática, da PINI

Gabarito: A

35) (31 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) Uma determinada


fundação superficial tem base quadrada de lado 1,50 m e está
solicitada por carga excêntrica. De acordo com a NBR
6122:2010 (Projeto e execução de fundações), no
dimensionamento dessa fundação, a área comprimida, em m2,
deve ser de, no mínimo,

(A) 0,75

(B) 1,13

(C) 1,50

40
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(D) 1,69

(E) 2,25

De acordo com a NBR 6122/2010, uma fundação é solicitada


por carga excêntrica quando estiver submetida a qualquer
composição de forças que incluam ou gerem momentos na fundação.

O dimensionamento geotécnico de uma fundação superficial


solicitada por carregamento excêntrico deve ser feito considerando-se
que o solo é um elemento não resistente à tração.

No dimensionamento da fundação superficial, a área


comprimida deve ser de no mínimo 2/3 da área total.

Deve-se assegurar, ainda, que a tensão máxima de borda seja


menor ou igual à tensão admissível ou tensão resistente de projeto.

Portanto, a área comprimida mínima deve ser de:

Área ≥ 1,5 x 1,5 x (2/3) = 1,5 m2

Gabarito: C

36) (43 – Pref. Cubatão/2012 – VUNESP) Elemento de


fundação profunda executado inteiramente com auxílio de
equipamentos ou ferramentas, sem que, em qualquer fase de
sua execução, haja descida de operário. Os materiais
empregados podem ser: madeira, aço, concreto pré-moldado,
concreto moldado in situou mistos. Esse elemento é a(o)

(A) tubulão.

(B) sapata.

(C) radier.

(D) bloco.

41
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(E) estaca.

Esta é a definição normativa da NBR 6122/2010 referente à


estaca.

Gabarito: E

37) (39 – Petrobras/2006 – Cesgranrio) É classificada como


escavada, uma estaca

(A) tipo Strauss.

(B) tipo Franki.

(C) metálica.

(D) madeira.

(E) pré-moldada de concreto

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, da PINI,


as estacas podem ser classificadas como de deslocamento e
escavadas.

Estacas de deslocamento são aquelas introduzidas no terreno


através de algum processo que não promova a retirada de solo.

No Brasil, o exemplo mais característico desse tipo de estaca é


o das pré-moldadas de concreto armado. Também se enquadram
nessa categoria as estacas metálicas, as estacas de madeira, as
estacas apiloadas de concreto e também as estacas de concreto
fundido no terreno dentro de um tubo de revestimento de aço
cravado com ponta fechada, sendo o exemplo mais característico
dessas últimas as estacas tipo Franki. Na Bélgica foi desenvolvido
recentemente um tipo de estaca de deslocamento moldada in loco
com elevada capacidade de carga, a estaca Omega.

42
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Estacas escavadas são aquelas executadas in situ através da


perfuração do terreno por um processo qualquer, com remoção de
material, com ou sem revestimento, com ou sem a utilização de
fluido estabilizante.

Nessa categoria enquadram-se as estacas tipo broca,


executadas manual ou mecanicamente, as tipo "Strauss", as
barretes, os estacões, as hélices contínuas, as estacas
injetadas etc.

De acordo com a NBR 6122/2010, as estacas escavadas são


estacas moldadas in loco, por meio da concretagem de um furo
executado por trado espiral.

Gabarito: A

38) (34 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) De acordo com a


NBR 6122:2010 (Projeto e execução de fundações), para
especificar o material em obras onde serão executadas
estacas raiz, deve-se considerar que seu preenchimento é
feito com

(A) concreto, com brita 2, no máximo

(B) concreto, com brita 3, no máximo

(C) concreto, com brita 4, no máximo

(D) argamassa de cimento, areia e brita 1 e/ou 2

(E) argamassa de cimento, areia e/ou pedrisco

De acordo com a NBR 6122/2010, a estaca raiz é uma estaca


moldada in loco, em que a perfuração é revestida integralmente, em
solo, por meio de segmentos de tubos metálicos (revestimento) que

43
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vão sendo rosqueados à medida que a perfuração é executada. O


revestimento é recuperado.

A estaca raiz é armada em todo seu comprimento e a


perfuração é preenchida por uma argamassa de cimento e areia.

A argamassa a ser utilizada deve ter fck > 20 MPa e deve


satisfazer as seguintes exigências:

a) consumo de cimento não inferior a 600 kg/m3;

b) fator água I cimento entre 0,5 e 0,6;

c) agregado: areia e/ou pedrisco;

Podem ser utilizados aditivos plastificantes, incorporadores de


ar, aceleradores, retardadores e agregados miúdos artificiais.

Gabarito: E

39) (34 – COPERGÁS/2011 – FCC) Brocas são dispositivos de


fundação executados in loco, sem molde, por perfuração no
terreno com o auxílio de um trado, sendo o furo
posteriormente preenchido com o concreto apiloado. NÃO se
inclui, entre as características das brocas, a

(A) utilização de concreto fabricado in situ.

(B) baixa capacidade de carga.

(C) escavação unicamente acima do lençol freático.

(D) garantia de verticalidade.

(E) perfuração por meio da rotação e compressão do tubo.

A estaca broca é um tipo de fundação profunda executada por


perfuração com trado manual e posterior concretagem, sempre acima

44
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do lençol freático, ou seja, é uma estaca escavada mecanicamente


(sem emprego de revestimento ou de fluido estabilizante).

Em geral, estas estacas não são armadas, utilizando-se


somente ferros de ligação com o bloco. Quando necessário, a estaca
pode ser armada para resistir aos esforços da estrutura.

A perfuração manual restringe a utilização destas estacas a


pequenas cargas pela pouca profundidade que se consegue alcançar
(da ordem de 6 a 8 m) e também pela não garantia de
verticalidade do furo.

Gabarito: D

40) (68 – TCE/GO – 2009 – FCC) Considere as seguintes


afirmações sobre as estacas Strauss:

I. Não provocam vibrações, portanto, evitam danos às


construções vizinhas, mesmo estas se encontrando em
condições precárias.

II. Quando executadas uma ao lado da outra (estacas


justapostas) servem como cortina de contenção para a
execução de subsolos, quando adequadamente armadas.

III. Podem ser executadas abaixo do nível da água,


principalmente no caso de solos arenosos.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I e II.

45
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(E) I e III.

É uma estaca de concreto moldada in loco, executada através


da escavação, mediante emprego de uma sonda (piteira), com a
simultânea introdução de revestimento metálico em segmentos
rosqueados, até que se atinja a profundidade projetada.

O processo consiste na retirada de terra com sonda ou piteira e


a simultânea introdução de tubos metálicos rosqueáveis entre si, até
atingir a profundidade desejada e a posterior lançamento do concreto
e a retirada gradativa do revestimento e o simultâneo apiloamento do
concreto.

O revestimento integral assegura a estabilidade da perfuração e


garante as condições para que não ocorra a mistura do concreto com
o solo ou o estrangulamento do fuste da estaca.

Este tipo de estaca não deve ser utilizado em areias submersas


ou em argilas muito moles saturadas.

Apresenta capacidade de carga menor que as estacas Franki e


pré-moldadas de concreto, assim como limitação quanto à
presença de lençol freático.

Elas abrangem uma faixa de carga da ordem de 200 a 800 kN.

A estaca Strauss é indicada para locais confinados devido


ao equipamento ser pequeno e leve, e provoca pouca vibração.

Quando executadas uma ao lado da outra (estacas


justapostas), podem servir de cortina de contenção para a
execução de subsolos (desde que devidamente armadas).

46
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Fonte: < www.fxsondagens.com.br>

Portanto, verificamos que os itens I e II estão corretos.

Gabarito: D

41) (44 – MPE-AM/2013 – FCC) Pelo método construtivo da


estaca Strauss, NÃO é recomendável seu uso em

(A) solos coesivos sem lençol freático alto.

(B) solos pouco coesivos e sem lençol freático, com uso de


tubo de revestimento.

(C) solos altamente coesivos e sem lençol freático com a


possibilidade de executar a estaca sem revestimento.

(D) solo pouco coesivo e com lençol freático, com o uso de


tubo de revestimento.

47
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(E) terrenos que propiciam comprimentos variáveis de


cravação
A estaca Strauss apresenta capacidade de carga menor que as
estacas Franki e pré-moldadas de concreto, assim como limitação
quanto à presença de lençol freático.

GABARITO: D

42) (46 – MPU/2004 - ESAF) As fundações indiretas do tipo


estacas possuem características próprias, apresentando
vantagens e desvantagens, o que nos permite optar por uma
ou outra solução para a construção de edifícios, de acordo com
cada caso. Considerando-se a estaca do tipo Strauss, é correto
afirmar que:

A estaca Strauss, segundo a norma NBR 6122/2010, é uma


estaca de concreto moldada in loco, executada através da escavação
mediante emprego de uma sonda (também denominada piteira), com
a simultânea introdução de revestimento metálico em segmentos
rosqueados, até que se atinja a profundidade projetada.

a) sua maior vantagem é a viabilidade de execução em


terrenos alagados, tornando-se barata e eficiente para este
caso.

Pelo contrário, não se recomenda executar esse tipo de estaca


abaixo do nível d’água, principalmente se o solo for arenoso, visto
que pode tornar inviável secar a água dentro do tubo e, portanto,
impedir a concretagem, conforme alerta Urbano Alonso Rodriguez, no
seu livro “Exercícios de Fundações.

Walid Yazigi, no seu livro Técnica de Edificar, alerta também


que não será permitida a execução de estacas Strauss em solos que
apresentem camadas submersas de areia (que possam impedir a

48
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limpeza do furo para a concretagem) e/ou camadas de argila mole


(que possam produzir o estrangulamento tio fuste quando da retirada
da camisa metálica, estando o concreto ainda plástico).

Gabarito: Errada

b) sua maior desvantagem é a vibração que pode vir a causar


danos aos terrenos e edifícios vizinhos.

Pelo contrário, a estaca Strauss é indicada para locais


confinados devido ao equipamento ser pequeno e leve, e provocar
pouca vibração.

Gabarito: Errada

c) sua principal desvantagem é a necessidade de macaco


hidráulico para a cravação.

Conforme apresentado inicialmente, a estaca Strauss é


executada através da escavação mediante emprego de uma sonda
(também denominada piteira), com a simultânea introdução de
revestimento metálico em segmentos rosqueados, até que se atinja a
profundidade projetada.

Portanto, não se adota macaco hidráulico. Este é utilizado para


as estacas prensadas ou do tipo Mega.

Gabarito: Errada

d) não é recomendado o seu uso abaixo do nível de água,


principalmente se o solo for arenoso.

Essa informação está exatamente de acordo com o livro


Exercícios de Fundações, do autor Urbano Alonso Rodriguez,
conforme vimos no subitem “a”:

“Não se recomenda executar esse tipo de estaca abaixo do nível


d’água, principalmente se o solo for arenoso, visto que pode

49
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tornar inviável secar a água dentro do tubo e, portanto, impedir


a concretagem.”

Gabarito: Correta

e) é executada com o uso de lama bentonítica, sendo indicada


somente para cargas elevadas em terrenos argilosos.

A estaca Strauss é um tipo de estaca escavada sem lama


bentonítica. Conforme vimos, o escoramento do solo do furo é feito
pelo tubo metálic em segmentos rosqueáveis.

Ademais, a capacidade de carga da estaca Strauss é inferior a


de outras estacas, tais como as estacas Franki e pré-moldadas de
concreto.

Gabarito: Errada

Gabarito: D

43) (51 – UFTM/2013 – VUNESP) A estaca Strauss é uma


estaca de concreto

(A) pré-moldada protendida.

(B) pré-moldada vibrada.

(C) pré-moldada de reação.

(D) moldada in loco com camisa recuperada.

(E) moldada in loco com camisa perdida.

Estaca executada por perfuração do solo com uma sonda


ou piteira e revestimento total com camisa metálica, realizando-
se o lançamento do concreto e retirada gradativa do
revestimento com simultâneo apiloamento do concreto.

50
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Gabarito: D

44) (100 – MPE/SE – 2009 – FCC) Constitui uma das


desvantagens da utilização das estacas tipo Franki:

(A) a cravação com alta vibração.

(B) o lançamento do concreto molhado.

(C) a colocação de armadura não longitudinal.

(D) a baixa aderência ao solo.

(E) a baixa capacidade de carga.

Estaca moldada in loco executada pela cravação, por meio de


sucessivos golpes de um pilão, de um tubo de ponta fechada por uma
bucha seca constituída de pedra e areia previamente firmada na
extremidade inferior do tubo por atrito. Esta estaca possui base
alargada e é integralmente armada.

Atingida a cota de apoio, procede-se à expulsão da bucha,


execução de base alargada, instalação da armadura e execução do
fuste de concreto apiloado com a simultânea retirada do
revestimento.

A cravação do tubo é executada por meio de golpes do pilão na


bucha seca que adere ao tubo por atrito até a obtenção da nega.

O seu processo executivo (cravação de um tubo com a


ponta fechada e execução de base alargada) causa muita
vibração.

Atingida a cota de projeto e obtida a nega especificada, se


expulsa a bucha através de golpes do pilão com o tubo preso à torre.
A seguir introduz-se um volume de concreto seco (fator
água/cimento = 0.18) formando assim a base.

51
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A armadura é integral, pois faz parte do processo executivo


da estaca e também é fundamental para permitir o controle
executivo.

A concretagem do fuste é feita lançando-se sucessivas camadas


de pequeno volume de concreto seco (fator água/cimento =
0.36) com apiloamento e simultânea retirada do tubo.

A faixa de carga dessas estacas é de 550 a 1.700 kN.

Portanto, o incoveniente da execução da estaca Franki é alta


vibração provocada pelos golpes do pilão.

Gabarito: A

45) (46 – SEGAS/2013 – FCC) A estaca hélice contínua é uma


estaca de concreto moldado in loco, executada por meio de

52
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trado contínuo e injeção de concreto através da haste central


do trado simultaneamente a sua retirada do terreno.
Representa uma característica deste tipo de fundação:

(A) a utilização de lama bentonítica na escavação.

(B) os terrenos podem ser de relevo acidentado.

(C) o nível de vibração elevado provocado durante a


escavação.

(D) o custo baixo de implantação.

(E) a adaptabilidade na maioria dos tipos de terreno, exceto


na presença de matacões e rochas

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, uma das


vantagens da Estaca Hélice é a adaptabilidade na maioria dos tipos
de terreno, exceto na presença de matacões e rochas.

Gabarito: E

46) (52 – Metrô/2009 – FCC) Uma estaca barrete é

(A) executada com uma máquina denominada clamshell.

(B) para uso no processo de escavação à água, o que gera


muito barro, daí o nome.

(C) de pequena dimensão, exatamente para servir de reforço


em edificações pré-existentes.

(D) executada com um bate-estacas de baixa capacidade.

(E) para uso de concreto plasticamente coeso, semelhante ao


barro.

53
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A estaca-barrete ou estacão é um tipo de estaca moldada in


loco, escavada por clam-shell, que se caracteriza por apresentar
seção transversal retangular.

Gabarito: A

47) (42 – TRF3/2007 – FCC) Durante as fases de sondagem e


de fundação de um edifício, foi utilizado um material chamado
bentonita. Com relação a esse material, considere:

I. A bentonita é uma argila da família das montmorilonitas


cuja característica principal é a propriedade da tixotropia, ou
seja, um comportamento fluido quando agitada, mas capaz de
formar um gel quando em repouso.

A lama bentonítica é uma lama formada pela mistura de


bentonita com água limpa, em misturadores de alta turbulência, com
uma concentração variável em função de viscosidade e densidade que
se pretende obter.

E a bentonita é uma argila produzida a partir de jazidas


naturais, sofrendo, em alguns casos, um beneficiamento. O argilo-
mineral predominante é a montmorilonita sódica, o que explica sua
tendência ao inchamento.

A lama bentonítica possui as seguintes características:

- estabilidade produzida pelo fato de a suspensão de bentonita


se manter por longo período;

- capacidade de formar nos vazios do solo e especialmente


junto à superfície lateral da escavação uma película impermeável
(cake);

- tixotropia, isto é, ter um comportamento fluido quando


agitada, porém capaz de formar um “gel” quando em repouso.

54
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Gabarito: Correta

II. As principais funções da lama durante a escavação: são


suportar a face da escavação, formação de um selo para
impedir a perda da lama no solo e deixar em suspensão as
partículas sólidas do solo escavado, evitando que se
depositem no fundo da escavação.

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”:

A lama bentonitica na execução das estacas escavadas tem


que:

a) Conter o fundo e as paredes da escavação pela ação de


uma pressão hidrostática sobre as mesmas. Para que isto aconteça é
necessário que o "cake" se forme rapidamente e que seja
"impermeável". Sob a ação do fluxo de lama do interior para fora da
escavação, as partículas de bentonita hidratada vão colmatando os
vazios do solo formando a película impermeável ("cake").

b) Ser facilmente deslocada e substituída pelo concreto.

c) Manter os resíduos da escavação em suspensão,


evitando sua deposição no fundo da mesma ou nas
tubulações.

d) Ser facilmente bombeável.

O “cake" deve ser fino e impermeável. "Cakes" porosos


permitem a fuga de lama para o solo, desestabilizando as
escavações. "Cakes" espessos e pouco resistentes são facilmente
removidos pelas ferramentas de escavação.

Gabarito: Correta

III. Um dos principais inimigos das capacidades tixotrópicas


da bentonita é o acúmulo de sais, como o cloreto de sódio, na

55
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solução da lama. Esses sais podem, em concentrações


elevadas, fazer com que as propriedades de sustentação e
vedação se percam completamente.

De acordo com a NBR 6122/2010, a lama bentonítica deve


possuir as seguintes características:

A contaminação por sais, como o cloreto de sódio, pode


provocar variação do pH e, por consequência, afetar as propriedades
tixotrópicas da lama bentonítica.

Contudo, o cloreto de sódio pode ser utilizado para ativar as


bentonitas formando as bentonitas sódicas, o que a torna mais
expansiva, melhorando a sua capacidade tixotrópica.

Gabarito: Errada

Está correto o que se afirma em

(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

Portanto, está correto o que se afirma nos itens I e II.

Gabarito: C

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48) (34 – TJ/PI – 2009 – FCC) Sobre estacas moldadas “in


loco”, considere:

I. Método que consiste em cravar um tubo de aço, batendo


com o maço de bate-estacas, em um tampão de concreto ou
areia colocado no fundo do tubo. O tubo vai descendo forçado
pelo atrito do tampão no interior deste até a profundidade
desejada.

II. Consiste na cravação de um conjunto de tubos metálicos,


de diâmetros consecutivos e decrescentes. A escavação é feita
após a cravação de cada tubo, sucessivamente. Os tubos são
retirados com a progressão da concretagem, podendo ser
executada abaixo do nível da água, desde que abaixo deste
haja uma camada de argila em que o tubo possa apoiar-se,
permitindo o término da escavação antes que a água
atravesse a camada de argila.

III. É um tipo confeccionado no próprio local onde será


empregada. O método consiste em enterrar um tubo de aço no
solo com um pequeno bate-estaca. Enterrado o tubo, este vai
sendo retirado ao mesmo tempo em que se vai enchendo o
orifício com concreto, o qual é batido com um pilão para
melhor adensamento.

As descrições apresentadas referem-se, respectivamente, às


estacas

(A) Straus, tubulão e hélice contínua.

(B) tubulão tipo Chigago, hélice contínua e Franki.

(C) Franki, tubulão tipo Gow e Straus.

(D) raiz, estaca premoldada de concreto e tubulão tipo


Chicago.

57
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(E) hélice contínua, raiz e Straus.

As descrições acima correspondem, respectivamente, às


Estacas Franki, Tubulões tipo Gow e Estacas Strauss.

Gabarito: C

49) (32 – TRE/SE – 2007 – FCC) Na cravação de estacas pré-


moldadas, o controle executivo NÃO aplicável é:

(A) nega.

(B) repique elástico.

(C) altura de queda do martelo.

(D) tempo de lavagem.

(E) comprimento cravado.

De acordo com o Anexo D da norma NBR 6122/2010, que trata


das Estacas Pré-Moldadas – Procedimento Executivo, deve ser
preenchida, para cada estaca, a ficha de controle, devendo constar as
seguintes informações:

a. identificação da obra e local, e nome do contratante e


executor;

b. data da cravação e/ou recravação, quando houver;

c. identificação ou número da estaca, com as datas e horário de


início e término da cravação;

d. comprimentos cravado e útil das estacas;

e. composição dos elementos utilizados;

f. peso do martelo e altura de queda para a determinação


da nega;

58
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g. suplemento utilizado, tipo e comprimento;

h. características do pré-furo, quando houver;

i. intervalo de tempo decorrido na cravação;

j. características geométricas da estaca;

k. cotas do terreno e de arrasamento;

l. características do suplemento utilizado, tipo e comprimento;

m. desaprumo e desvio de locação;

n. características e identificação do equipamento de cravação;

o. negas e repiques ao final de cravação e na recravação,


quando houver;

p. especificação dos materiais e insumos utilizados;

q. deslocamento e levantamento de estacas por efeito de


cravação de estacas vizinhas;

r. observações e anormalidades de execução.

Portanto, não se aplica, no controle executivo da cravação das


estacas pré-moldadas, o controle do tempo de lavagem, até porque
não há lavagem na cravação de estacas pré-moldadas.

Gabarito: D

50) (52 – Metrô/SP – 2012 – FCC) Estacas pré-fabricadas de


concreto são ideais para transpor camadas extensas de solo
mole e não possuem restrição quanto ao uso abaixo do lençol
freático. Seu processo construtivo permite grande controle
tecnológico do material e da execução. Com relação às estacas
prémoldadas, considere:

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I. As estacas podem ser de concreto armado ou protendido.

As estacas pré-moldadas podem ser de concreto armado ou


protendido, vibrado ou centrifugado, com qualquer forma geométrica
da seção transversal, devendo apresentar resistência compatível com
os esforços de projeto e decorrentes do transporte, manuseio,
cravação e a eventuais solos agressivos.

Gabarito: Correta

II. A energia de cravação depende do peso do martelo, do


peso da estaca e da altura de queda do martelo.

A energia é obtida pelo produto do peso do martelo pela altura


de queda e pelo número de golpes.

O peso próprio da estaca também influencia no seu


deslocamento a cada golpe, ou seja, a energia de cravação também
depende do peso da estaca.

Gabarito: Correta

III. Após a cravação das estacas pré-moldadas atingir a


profundidade desejada, não é necessário verificar a nega, em
função do seu processo executivo.

A nega é a medida da penetração permanente de uma estaca,


causada pela aplicação de um golpe de martelo ou pilão, sempre
relacionada com a energia de cravação. Dada a sua pequena
grandeza, em geral é medida para uma série de dez golpes.

De acordo com a NBR 6122/2010, deve ser preenchida, para


cada estaca, a ficha de controle devendo constar as negas e repiques
ao final de cravação, entre outras informações.

Gabarito: Errada

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IV. A capacidade de carga da estaca pré-moldada é igual a sua


capacidade estrutural.

Conforme vimos no item I, as estacas pré-moldadas podem ser


de concreto armado ou protendido, vibrado ou centrifugado, com
qualquer forma geométrica da seção transversal, devendo apresentar
resistência compatível com os esforços de projeto e
decorrentes do transporte, manuseio, cravação e a eventuais
solos agressivos.

Portanto, a capacidade de carga da estaca deve atender


também às solicitações dinâmicas a que estará sujeita.

Gabarito: Errada

Está correto o que consta em

(A) III e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) I e IV, apenas.

(E) I, II, III e IV.

Gabarito: C

51) (29 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) Nos procedimentos


executivos das estacas pré-moldadas de concreto, é permitido
o aproveitamento das sobras de estacas, resultantes da
diferença entre a estaca efetivamente levantada e a arrasada.
Uma das exigências da NBR 6122:2010 (Projeto e execução de
fundações) para esse aproveitamento refere-se ao
comprimento da sobra, que, em metros, deve ser de, no
mínimo,

61
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(A) 1,0

(B) 1,5

(C) 2,0

(D) 2,5

(E) 3,0

De acordo com o Anexo D da NBR 6122/2010 – Estacas pré-


moldadas de concreto – Procedimento executivo, é permitido o
aproveitamento das sobras de estacas resultantes da diferença entre
a estaca efetivamente levantada e a estaca arrasada, desde que se
atenda simultaneamente a:

a) corte do elemento aproveitado seja feito de modo a manter


a ortogonalidade da seção em relação ao seu eixo longitudinal;

b) se tenha um comprimento mínimo de 2,0 metros;

c) seja utilizado apenas um segmento de sobra por estaca;

d) a sobra seja sempre o primeiro elemento a ser cravado.

Gabarito: C

52) (19 – Caixa/2012 – Cesgranrio) Em uma obra, serão


cravadas 200 estacas pré-moldadas de concreto. De acordo
com a NBR 6122:2010 (Projeto e execução de fundações),
será necessário elaborar o diagrama de cravação

(A) de 100 estacas, no mínimo

(B) de 120 estacas, no mínimo

(C) de 150 estacas, no mínimo

(D) de 180 estacas, no mínimo

62
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(E) das 200 estacas

De acordo com o Anexo D da NBR 6122/2010 – Estacas pré-


moldadas de concreto – Procedimento executivo, a nega e o
repique devem ser medidos em todas as estacas. Deve-se
elaborar o diagrama de cravação em 100% das estacas.

Portanto, deve-se elaborar o diagrama de cravação das 200


estacas.

Gabarito Oficial: E

53) (45 – MPE/SE-2009 – FCC) A estaca cravada por meio de


macaco hidráulico, apoiado sobre estrutura existente ou em
construção ou em cargueira, especialmente construída para
tal, que não produz impacto ou vibração, é denominada estaca

(A) Broca.

(B) Franki.

(C) Mega.

(D) Strauss.

(E) Raiz.

As estacas de reação ou do tipo Mega, também conhecidas


como estacas prensadas, são compostas por peças de concreto
armado vazadas ou perfis metálicos e são cravadas com auxílio de
um macaco hidráulico que reage contra uma cargueira ou contra a
própria estrutura.

Gabarito: C

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54) (40 – TRE/MS – 2007 – FCC) O tipo de fundação que NÃO


se aplica na construção de uma edificação nova é

(A) estaca tipo “Strauss”.

(B) sapata corrida.

(C) estaca Mega.

(D) estaca pré-moldada.

(E) broca.

A origem da estaca Mega relaciona-se com o emprego em


reforços de fundações, contudo, de acordo com o livro “Fundações:
Teoria e Prática”, as estacas Mega podem também ser usadas como
fundação inicial nos casos em que há necessidade de reduzir a
vibração ao máximo e quando nenhum outro tipo de estaca pode ser
feito.

Portanto, esta questão seria passível de questionamento.

Gabarito: C

55) (39 – TRF4/2007 – FCC) No que se refere ao emprego de


tubulões a céu aberto, é INCORRETO afirmar:

(A) Seu uso é muito limitado na presença de lençol freático.

(B) Seu custo de mobilização e desmobilização é menor, em


relação aos bate-estacas e outros equipamentos.

(C) As vibrações e ruídos produzidos são de baixa intensidade.

(D) O comportamento do solo pode ser acompanhado pelos


engenheiros de fundações.

64
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(E) Seu diâmetro e seu comprimento podem ser modificados


durante a escavação.

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, os


tubulões apresentam, quando comparados a outros tipos dc
fundações, uma série de vantagens:

• os custos de mobilização e de desmobilização são menores


que os de bate-estacas e outros equipamentos, aspecto este muito
importante para pequenas obras, nas quais este item representa uma
parcela significativa das custos totais;

• o processo construtivo produz vibrações e ruídos de muito


baixa intensidade, o que é muito importante para obras urbanas
próximas a edifícios;

• os engenheiros de fundações podem observar e classificar o


solo retirado durante a escavação e compará-lo às condições de
subsolo previstas no projeto;

• o diâmetro e o comprimento dos tubulões podem ser


modificados durante a escavação para compensar condições de
subsolo diferentes das previstas;

• as escavações podem atravessar solos com pedras e


matacões, especialmente para grandes diâmetros, sendo possível até
penetrar em vários tipos de rocha;

• regra geral é possível apoiar cada pilar em fuste único, em


lugar de diversas estacas, eliminando a necessidade de bloco de
coroamento.

O gabarito oficial ficou como a letra C. Contudo, verificamos


que todos os itens estão corretos. Logo, não há gabarito a ser
indicado para esta questão.

Gabarito Oficial: C

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Gabarito Proposto: Anulação

56) (48 – TJ/SE – 2009 – FCC) As principais técnicas de


execução de tubulões são

(A) pré-moldados e moldados in-loco.

(B) campanulares e pré-armados.

(C) escavados e drenados.

(D) a céu aberto e a ar-comprimido.

(E) estáveis e instáveis.

Conforme vimos nas questões anteriores, as principais técnicas


de execução de tubulões são a céu aberto e a ar-comprimido.

Gabarito: D

57) (48 – TRF2/2012 – FCC) Os tubulões são elementos


estruturais de fundação profunda, em geral, dotados de uma
base alargada, construídos concretando-se um poço revestido
ou não, aberto no terreno com um tubo de aço de diâmetro
mínimo de 70 cm, de modo a permitir a entrada e o trabalho
de um homem, pelo menos na sua etapa final, para completar
a geometria da escavação e fazer a limpeza do solo. Divide-se
em dois tipos básicos: os tubulões a céu aberto, normalmente
sem revestimento e não armados, no caso de existir somente
carga vertical, e os tubulões a ar comprimido ou pneumáticos.
Os tubulões a ar comprimido são utilizados em solos onde há a
presença de

(A) bolsões de ar pressurizados.

(B) rocha e que não seja possível removê-la.

66
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(C) argila de baixa capacidade.

(D) água e que não seja possível esgotá-la.

(E) camadas de areia confinadas.

O tubulão a ar comprimido é empregado sempre que se


pretende executar tubulões abaixo do nível d'água em solos que não
se mantêm estáveis sem risco de desmoronamento e não seja
possível controlar a água do interior do tubulão.

Gabarito: D

58) (43 – IBGE/2010 – Cesgranrio) Qual o tipo de fundação


adequado quando o lençol freático é raso ou quando a obra se
localiza dentro de rio, lagoa ou mar?

(A) Radier

(B) Sapata associada

(C) Sapata contínua

(D) Tubulão a ar comprimido

(E) Tubulão a céu aberto

De acordo com a NBR 6122/2010, o tubulão a ar comprimido é


empregado sempre que se pretende executar tubulões abaixo do
nível d'água em solos que não atendam às condições do ítem J.2
(solo se mantenha estável sem risco de desmoronamento e seja
possível controlar a água do interior do tubulão). A escavação do
fuste destes tubulões é sempre realizada com auxílio de revestimento
que pode ser de concreto ou de aço (perdido ou recuperado).

Na escavação, quando o nível d’água for atingido, deverá ser


instalada no topo da camisa a campânula de ar comprimido o que

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permite a execução a seco dos trabalhos. Para camisas de concreto, a


aplicação da pressão de ar comprimido só pode ser feita quando o
concreto atingir a resistência especificada em projeto. Deve-se evitar
a aplicação de pressão excessiva para eliminar água eventualmente
acumulada no tubulão.

Na concretagem, o concreto é lançado através do cachimbo de


concretagem da campânula. O concreto é lançado sob ar comprimido,
no mínimo até uma altura que impeça o seu levantamento pelo
empuxo hidrostático. Não é necessário o uso de vibrador. Por esta
razão o concreto deve ter plasticidade suficiente para assegurar a
ocupação de todo o volume da base.

Gabarito: D

59) (22 – CGU/2008 – ESAF) No preparo da cabeça e ligação


com o bloco de coroamento de estacas pré-moldadas de
concreto, é incorreto afirmar que:

a) deve-se demolir uma parte da estaca até que a armadura


fique exposta para o traspasse.
b) na demolição do topo das estacas, devem ser utilizados
ponteiros com grandes inclinações em relação a horizontal.
c) deve-se deixar um comprimento de estaca suficiente para a
penetração no bloco a fim de transmitir os esforços.
d) deve-se demolir o topo da estaca danificado durante a
cravação ou acima da cota de arrasamento.
e) as armaduras devem penetrar no bloco de coroamento,
mesmo quando estas não têm função resistente.

Pessoal, o erro dessa questão está na utilização dos ponteiros,


que devem trabalhar com pequena inclinação, para cima, em relação
à horizontal.

68
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Segundo a NBR 6122/2010, em seções com área maior ou igual


a 380 cm2 até 900 cm2 é permitido o uso de marteletes leves
(potência < 1000 W), e para áreas superiores a 900 cm2, permite-se
o uso de marteletes maiores.

Gabarito: B

60) (26 - CGU/2012 - ESAF) Sobre a execução de fundações,


assinale a opção incorreta.

a) Para solos com camadas fracas e resistentes alternadas,


recomenda-se o uso de sapatas ou estacas de ponta.

b) Estacas Mega são elementos pré-moldados, utilizados


quando se deseja evitar vibrações ou para reforços de obras já
executadas.

c) Estaca Simplex é o tipo de estaca que desce o tubo dentro


do terreno por cravação e não por perfuração, como se faz
com a estaca Strauss.

d) Uma variação da estaca Franki é a estaca tubada com base


alargada.

e) A fundação sobre maciços inclinados, independente da


natureza do terreno (rochoso ou terroso), deve sempre se
situar em planos horizontais, embora não necessariamente no
mesmo nível.
Verifica-se que a letra A está incorreta, pois as camadas fracas
podem sofrer recalque com a aplicação de carga na camada superior,
o que inviabiliza a utilização de sapatas e de estacas que transmitem
cargas relevantes pela ponta.

Gabarito: A

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61) (27 - CGU/2012 - ESAF) Na execução de estruturas de


contenções e fundações, é necessário conhecer os métodos de
execução e as principais recomendações para cada um dos
serviços que as compõem, recomendações estas já
consagradas na engenharia de fundações. É incorreto afi rmar
que:

Ok, de acordo com a norma NBR 6122/2010, que define estaca


franki como estaca moldada in loco executada pela cravação, por
meio de sucessivos golpes de um pilão, de um tubo de ponta
fechada por uma bucha seca constituída de pedra e areia,
previamente firmada na extremidade inferior do tubo por atrito. Essa
estaca possui base alargada e é integralmente armada.

Gabarito: Correta

b) na execução de parede diafragma com estaca secante,


deve-se utilizar perfuratriz de hélice contínua e lama
bentonítica.

De acordo com o livro Fundações: Teoria e Prática, da PINI, as


estacas justapostas podem ser escavadas (secantes ou tangentes) ou
cravadas lado a lado (com encaixe longitudinal ou não), sendo
utilizadas para formação de paredes de contenção. Em geral são
solidarizadas por meio de vigas de amarração ao longo de suas
cabeças.
De acordo com o mesmo livro, o processo executivo de
paredes-diafragma (moldadas in loco ou pré-moldadas), que permite
executar da superfície do terreno ao longo de todo o perímetro da
contenção uma parede contínua de concreto armado, sem provocar
vibrações ou desconfinar o terreno adjacente praticamente em
qualquer tipo de solo, acima ou abaixo do N.A. revolucionou, desde a
sua introdução, no fim dos anos 50, a Engenharia de Fundações por

70
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permitir realizar com relativa facilidade, segurança e economia,


escavações profundas mesmo junto a edificações já existentes.

As paredes-diafragma têm um desempenho melhor que os


outros tipos de paramento, pois:

- podem ser implantadas em quase qualquer tipo de terreno,


mesmo em areias finas submersas, sem rebaixamento do lençol
freático;

- podem ser implantadas sem provocar vibrações, mesmo em


camadas de areias muito compactas e argilas muito duras;

- formando um paramento "estanque", evitam o fluxo de água


para o interior da escavação possibilitando que esta, entre os
paramentos, seja executada, na maioria das vezes, somente com
esgotamento superficial;

- executadas usualmente com espessuras variando de 30 cm


até 120 cm (em obras especiais já foram executadas paredes com
espessuras de 240 cm), podem ser utilizadas em contenções de
pequena ou grande altura;

- se conformam melhor ao perímetro da contenção e podem ser


utilizadas com qualquer tipo de escoramento.

A presença de matacões pode inviabilizar a utilização das


paredes-diafragma.

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A execução da parede-diafragma pressupõe a estabilização das


paredes da escavação, já que esta é feita sem revestimento. Desta
forma deve-se utilizar durante a escavação lama bentonítica,
que é uma mistura de bentonita e água em proporção conveniente.

Com relação ao equipamento de escavação, de acordo com o


artigo “Fundações e Contenções” da Revista Infraestrutura Urbana, o
clamshell é um equipamento amplamente empregado para
escavação do solo na execução de paramentos com paredes-
diafragma. A ferramenta, que está presente em grandes obras de
infraestrutura urbana (como as do metrô, por exemplo), tem como
principal característica a capacidade de executar paredes
retangulares com espessura entre 30 cm e 1,40 m.

<http://www.infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/15/artigo258468-1.aspx>

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Portanto, a afirmação de que se deve utilizar perfuratriz de


hélice contínua torna este item errado.

Gabarito: Errada

c) no caso do uso da estaca do tipo hélice contínua, deve-se


ficar atento ao slump do concreto, já que este influencia na
introdução da armação.

O concreto utilizado deve apresentar resistência característica


fck de 20 Mpa, ser bombeável, com abatimento de 22 ± 3 cm, e
composto de cimento, areia e pedrisco, com consumo mínimo de
cimento de 400 kg/m3, fator água/cimento ≤ 0,6, e % de
argamassa em peso ≥ 55%.
A colocação da armadura, em forma de gaiola deve ser feita
imediatamente após a concretagem. Sua descida pode ser auxiliada
por peso ou vibrador. A armadura deve ser enrijecida para facilitar a
sua colocação.

Gabarito: Correta

d) as estacas pré-moldadas de aço são introduzidas no solo


por meio de cravação dinâmica de um martelo de queda livre,
à explosão ou hidráulico.

A cravação pode ser feita por percussão, prensagem ou


vibração.
Para evitar danificar a estaca durante a cravação por percussão,
o uso de martelos mais pesados e com menor altura de queda é mais
eficiente do que o uso de martelos mais leves e com grande altura de
queda.
Na cravação com martelo de queda livre, o peso do martelo
deve ser ≥ 10 kN (1 tf) ou ≥ 30 kN (3 tf) para estacas com carga de
trabalho entre 0,7 MN (70 tf) e 1,3 MN (130 tf).

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Pode-se adotar martelos automáticos ou vibratórios observando


as recomendações dos fabricantes.

Gabarito: Correta

e) no caso do emprego de estacas raiz, as armações de


estacas menores que 160 mm não possuem estribos.

De acordo com a norma NBR 6122/2010, a estaca raiz é uma


estaca moldada in loco, em que a perfuração é revestida
integralmente, em solo, por meio de segmentos de tubos metálicos
(revestimento) que vão sendo rosqueados à medida que a perfuração
é executada. O revestimento é recuperado.
A estaca raiz é armada em todo o seu comprimento e a
perfuração é preenchida por uma argamassa de cimento e areia.
Após a perfuração instala-se a armadura (constante ou variável
ao longo do fuste), geralmente constituída por barras de aço
montadas em gaiola. No caso de estacas de menor diâmetro (abaixo
de 160 mm) costuma-se juntar as barras num feixe dotado de
espaçadores, conforme as fotos a seguir:

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Verifica-se que o estribo é adotado somente nas barras


montadas em gaiolas.

Gabarito: Correta

Gabarito: B

62) (56 – Petrobras/2010 – Cesgranrio) Considere uma


estaca em um solo que está em processo de adensamento.
Qual fenômeno esse processo provoca no fuste da estaca?

(A) Atrito lateral negativo.

(B) Atrito lateral positivo.

(C) Recalque diferencial específico.

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(D) Arrasamento.

(E) Repique.

De acordo com a NBR 6122/2010, o atrito lateral é


considerado negativo quando o recalque do solo é maior que o
recalque da estaca ou tubulão. Esse fenômeno ocorre no caso de o
solo estar em processo de adensamento, provocado pelo seu peso
próprio, por sobrecargas lançadas na superfície, por rebaixamento do
lençol freático, pelo amolgamento da camada mole compressível
decorrente de execução de estaqueamento, etc.

Gabarito: A

63) (61 – Defensoria/SP – 2009 – FCC) Observe a figura.

A fundação representada na figura refere-se a

(A) tubulão a céu aberto.

(B) tubulão com ar comprimido.

(C) sapatas associadas.

(D) sapatas isoladas.

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(E) estacas raiz.

A base alargada ao final da escavação representa a execução


de um tubulão. O fato de não se estar utilizando a campânula para
pressurização interna da escavação demonstra tratar-se de tubulão a
céu aberto.

Gabarito: A

64) (26 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) O tipo de


fundação profunda constituída por estaca de concreto,
moldada in loco e executada por meio de trado e com injeção
de concreto sob pressão controlada pela própria haste central
do trado, simultaneamente à sua retirada do terreno, é a
estaca

Seguem definições da NBR 6122/2010:

(A) hélice contínua.

Estaca de concreto moldada in loco, executada mediante a


introdução no terreno, por rotação, de um trado helicoidal contínuo. A
injeção de concreto é feita pela haste central do trado
simultaneamente à sua retirada.

(B) de reação.

As estacas cravadas a reação, também denominadas estacas


prensadas ou ainda estacas Mega, são constituídas por
segmentos de concreto armado ou metálicos. A principal
característica deste tipo de estaca é a sua cravação estática através
de macaco hidráulico, reagindo contra cargueira ou estrutura
existente, se esta resistir aos esforços que serão aplicados.

(C) tipo broca.

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Estaca executada por perfuração do solo através de trado


mecânico, sem emprego de revestimento ou fluido estabilizante.

(D) tipo Franki.

Estaca moldada in loco executada pela cravação, por meio de


sucessivos golpes de um pilão, de um tubo de ponta fechada por uma
bucha seca constituída de pedra e areia previamente firmada na
extremidade inferior do tubo por atrito. Esta estaca possui base
alargada e é integralmente armada.

(E) tipo Strauss

Estaca executada por perfuração do solo com uma sonda ou


piteira e revestimento total com camisa metálica, realizando-se o
lançamento do concreto e retirada gradativa do revestimento com
simultâneo apiloamento do concreto.

Gabarito: A

65) (29 – PMSP/2008 – FCC) Tipo de Fundação Profunda

I. em que a própria estaca ou um molde é introduzido no


terreno por golpes de martelo.

Estacas cravadas por percussão

II. em que a própria estaca ou um molde é introduzido no


terreno através de macaco hidráulico.

Estacas cravadas por prensagem

III. executada por perfuração com trado e posterior


concretagem.

Estaca tipo broca

IV. executada por perfuração com o emprego de soquete.

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A perfuração da estaca broca pode também ser executada com


o emprego de soquete. Nesse caso, a estaca broca será do tipo
estaca apiloada.

I, II, III e IV descrevem, respectivamente, as estacas

(A) cravadas por prensagem, tipo broca, apiloada e cravada


por percussão.

(B) cravadas por percussão, cravada por prensagem, tipo


broca e apiloada.

(C) cravadas por prensagem, escavada por injeção, tipo


Strauss e apiloada.

(D) cravadas tipo Franki, escavada tipo Strauss, estaca


escavada e cravada por percussão.

(E) escavadas tipo Franki, cravada tipo Strauss, tipo broca e


tipo mista.

Gabarito: B

66) (86 – TCE/CE – 2008 – FCC) Considere os tipos de


fundação empregados no mercado da construção civil:

Pessoal, esta questão é boa para reforçarmos as


caracterísiticas das estacas já vistas nas questões anteriores.

I. Caracteriza-se pela utilização de peças pré-fabricadas de


concreto que variam entre 1,5 e 5,0 m de comprimento e que
são cravadas, com uso de macaco hidráulico, justapostas uma
após a outra.

O exemplo conhecido de estaca cravada com uso de macaco


hidráulico, ou seja, cravação por prensagem, é a Estaca Mega.

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II. Fundação profunda caracterizada por possuir uma base


alargada obtida pela introdução, no terreno, de certa
quantidade de material granular ou concreto, por meio de
golpes de um pilão.

Estaca Franki

III. Fundação que pode ser feita a céu aberto ou a


arcomprimido e ter, ou não, base alargada, podendo ser
executada com revestimento metálico ou de concreto.

Tubulão

IV. Caracteriza-se por uma grande placa de concreto,


reticulada ou não, apoiada sobre o solo de maneira a otimizar
a distribuição da carga de vários pilares pela maior área
possível.

Radier

Os itens I, II, III e IV correspondem, respectivamente, às


seguintes fundações:

(A) estaca protendida, estaca Franki, estaca hélice contínua e


radier.

(B) estaca raiz, estaca Strauss, estaca escavada e sapatas.

(C) estaca protendida, estaca ômega, estaca hélice contínua e


alicerce.

(D) estaca mega, estaca Strauss, estaca hélice contínua e


sapatas.

(E) estaca mega, estaca Franki, tubulão e radier.

Gabarito: E

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67) (53 - TCE/PB – 2006 – FCC) Com relação às fundações


profundas utilizadas em edifícios de múltiplos pavimentos, é
correto afirmar:

(A) A estaca Strauss é um tipo de estaca escavada que utiliza


uma camisa metálica para a contenção lateral do fuste e que
vai sendo introduzida à medida que o solo vai sendo retirado.

Conforme vimos, a estaca Strauss é uma estaca de concreto


moldada in loco, executada através da escavação, mediante emprego
de uma sonda (piteira), com a simultânea introdução de revestimento
metálico em segmentos rosqueados, até que se atinja a profundidade
projetada.

Gabarito: Correta

(B) Os tubulões a céu aberto são fundações com elevada


capacidade de carga, que exigem somente um sarilho e um
balde. Quando são utilizados na presença de lençol freático, a
principal diferença executiva passa a ser o uso de anéis pré-
fabricados de concreto para evitar o desmoronamento do
fuste.

A principal diferença executiva entre o tubulão a ar comprimido


e o tubulão a céu aberto está na utilização de campânula no primeiro
para a pressurização da escavação de forma a não permitir a entrada
da água do lençol freático.

Ambos podem utilizar os anéis pré-fabricados de concreto para


contenção das paredes do fuste.

Gabarito: Errada

(C) Na execução de uma fundação em estaca pré-moldada de


concreto, pode-se deparar com situações imprevistas como a
quebra de estacas. Nestas situações, deve-se cravar uma nova

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estaca, na posição mais próxima possível a que quebrou,


evitando-se modificações no projeto dos blocos.

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, a quebra


ou o desvio de uma determinada estaca é facilmente corrigida, no
momento da execução, pela cravação de uma ou duas estacas
próximas, em substituição à danificada.

Contudo, deve-se rever o projeto para verificar a posição do


bloco em função da alteração de posição da estaca.

Gabarito: Errada

(D) Nas situações em que a profundidade da camada do solo


de apoio é superior a 12 metros, não poderão ser empregadas
estacas metálicas e pré-moldadas de concreto, uma vez que o
comprimento destas é limitado pelo equipamento de
transporte.

Ambas as estacas metálicas e as pré-moldadas de concreto


podem ser emendadas. Com isso, pode-se superar profundidades
bastante superiores ao comprimento das peças isoladas.

Gabarito: Errada

(E) Na execução das estacas escavadas do tipo hélice


contínua, a contenção lateral do fuste é feita pela injeção de
lama bentonítica pelo interior da hélice. Atingida a cota de
apoio, a hélice é retirada e uma tremonha é introduzida no
interior do fuste, de modo que o concreto seja lançado à
medida que a lama bentonítica vai sendo recolhida.

A Estaca Hélice contínua caracteriza-se por ser de concreto


moldada in loco, executada mediante a introdução no terreno, por
rotação, de um trado helicoidal contínuo. A injeção de concreto é
feita pela haste central do trado simultaneamente à sua

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retirada. A armadura é sempre colocada após a concretagem da


estaca.

Portanto, o concreto não é lançado por tremonha após a


retirada da haste, mas pela própria haste.

Gabarito: Errada

Gabarito: A

68) (31 - TRF5/2008 – FCC) Considere as características


abaixo, referentes a alguns tipos de fundações profundas.

I. É empregada em locais confinados ou terrenos acidentados


devido à simplicidade do equipamento utilizado. Sua execução
não causa vibrações, evitando problemas com edificações
vizinhas. Porém, em geral possui capacidade de carga menor
que estacas pré-moldadas de concreto e possui limitação
devido ao nível do lençol freático.

Estaca Strauss, já vista nas questões anteriores.

II. Utiliza grande quantidade de cimento sob pressão; seu


diâmetro de fuste é pequeno em relação à alta resistência de
carga que suporta; seu equipamento é de pequeno porte e
permite cravações inclinadas; um dos principais problemas
deste processo é a grande quantidade de lama gerada.

Estaca Raiz. Estaca armada e preenchida com argamassa de


cimento e areia, moldada in loco, executada através de perfuração
rotativa ou roto-percussiva, revestida integralmente, no trecho em
solo, por um conjunto de tubos metálicos recuperáveis.

A estaca raiz é armada em todo seu comprimento.

A argamassa a ser utilizada deve ter fck > 20 MPa e deve


satisfazer as seguintes exigências:
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a) consumo de cimento ≥ 600 kg/m3;

b) fator água/cimento entre 0,5 e 0,6;

c) agregado: areia e/ou pedrisco.

III. Apresenta método de grande impacto vibracional no solo;


seu equipamento requer grande área de manobra além de ser
pouco moderno; sua principal caracterísitica é o bulbo
formado na ponta da estaca e um fuste nervurado por conta
do processo de cravação; utiliza concreto seco apiloado e
camisa metálica recuperável.

Estaca Franki, já vista nas questões anteriores.

Os textos descrevem, respectivamente, os seguintes tipos de


fundação:

(A) Strauss, Raiz e Franki.


(B) Barrete, Hélice Contínua e Mega.
(C) Hélice Contínua, Broca e Tubulão.
(D) Tubulão, Raiz e Strauss.

Gabarito: A

69) (42 – TJ/PI – 2009 – FCC) A cota em que deve ser


deixado o topo de uma estaca ou tubulão, demolindo ou
cortando o excesso acima dessa, é denominada de

(A) ficha.

(B) coroamento.

(C) arrasamento.

(D) topo.

(E) corte.

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O comando da questão refere-se ao arrasamento.

A cota de arrasamento é o nível em que deve ser deixado o


topo da estaca ou tubulão, demolindo-se o excesso ou completando-
o, se for o caso. Deve ser definido de modo a deixar que a estaca e
sua armadura penetrem no bloco com um comprimento que garanta
a transferência de esforços do bloco à estaca.

Gabarito: C

70) (22 – TRE/PB – 2007 – FCC) Durante a execução das


fundações de uma obra com estacas tipo hélice contínua com
comprimentos perfurados da ordem de 14,0 m, foi encontrada
uma obstrução por matacão a 8,0 m de profundidade. Não
sendo possível o deslocamento da estaca, o tipo de fundação
mais adequada para atravessar o matacão é:

(A) perfil metálico.

(B) estaca raiz.

(C) barrete.

(D) estacão.

(E) estaca de reação.

De acordo com o livro “Fundações: Teoria e Prática”, uma das


vantagens da Estaca Hélice é a adaptabilidade na maioria dos tipos
de terreno, exceto na presença de matacões e rochas.

O método de perfuração da estaca raiz adota perfuratriz


rotativa que consegue atravessar matacões com a adoção de
equipamento adequado para perfuração de rocha.

Gabarito: B

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71) (41 – TRE/PI – 2009 – FCC) As estacas são peças


alongadas que podem ser cravadas ou confeccionadas in situ
visando, principalmente, transmitir cargas a camadas
profundas do terreno, entre outros usos. Cravação no solo de
tubo com ponta obturada e execução de base alargada,
colocação da armadura, lançamento do concreto com
apiloamento simultâneo, extraindo-se o tubo à medida da
concretagem, são atividades que pertencem ao método
executivo das estacas do tipo

(A) Raiz.

(B) Franki.

(C) Hélice contínua.

(D) Escavada.

(E) Strauss.

Conforme vimos nas questões anteriores, a descrição da


questão refere-se à Estaca Franki.

Gabarito: B

72) (32 – CEF/2013 – FCC) As estacas, elementos de


fundação profunda, podem ser classificadas, de acordo com a
metodologia de execução, em pré-moldadas ou moldadas in
loco, ou de acordo com o mecanismo de transmissão de cargas
ao solo. Uma estaca classificada como flutuante tem como
principal característica a transmissão de cargas

(A) pela cravação no solo.

(B) por atrito lateral, apenas.

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(C) por tração ou atrito negativo.

(D) por resistência de ponta, apenas.

(E) por atrito lateral e resistência de ponta.

A principal característica das estacas flutuantes é a transmissão


das cargas por atrito, sem contar com a resistência de ponta.

Gabarito: B

73) (5 – TCE-RS/2014 – FCC) Em função da disposição e


quantidade de estacas isoladas ou alinhadas de um bloco, é
critério limite estabelecido:

(A) Para estacas de qualquer dimensão, é aceitável sem


qualquer correção adicional, um desvio entre o eixo da estaca
e o ponto de aplicação da resultante das solicitações do pilar
de 25% da menor dimensão da estaca.

(B) Para estacas de qualquer dimensão, é aceitável sem


qualquer correção adicional, um desvio entre o eixo da estaca
e o ponto de aplicação da resultante das solicitações do pilar
de 50% da menor dimensão da estaca.

(C) Não é permitido o emprego de estacas de diâmetros ou


bitolas com diâmetros entre 0,30 m e 0,60 m sem travamento.

(D) Não é permitido o emprego de estacas de diâmetros ou


bitolas inferiores a 0,30 m sem travamento.

(E) É permitido somente o emprego de estacas de diâmetros


ou bitolas superiores a 0,15 m sem travamento.

De acordo com a NBR 6122/2010, face às características executivas


dos diversos tipos de fundações, excentricidades são inevitáveis.

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Quando forem projetadas estacas isoladas elas deverão ser


estruturalmente dimensionadas para suportar todas as
excentricidades das cargas aplicadas e também excentricidades
executivas previamente estimadas cujo valor depende de cada tipo
de estaca ou equipamento. Deverão ser verificados os deslocamentos
e tensões horizontais no solo.

Em função da disposição e quantidade de estacas ou tubulões de um


bloco, ficam estabelecidos os critérios limites indicados a seguir:

a) Elementos isolados ou alinhados

Não é permitido o emprego de estacas de diâmetros ou bitolas


inferiores a 0,30 m, sem travamento.

Para estacas metálicas, o diâmetro a ser considerado é aquele do


círculo circunscrito.

Para estacas de qualquer dimensão, é aceitável, sem qualquer


correção adicional, um desvio entre o eixo da estaca e o ponto de
aplicação da resultante das solicitações do pilar de 10% da menor
dimensão da estaca. Para desvios superiores, deve ser feita a
verificação das implicações das excentricidades na estabilidade da
estrutura.

b) Conjunto de estacas

São toleradas, sem necessidade de correção, excentricidades de até


10% do diâmetro das estacas do conjunto. Quando a excentricidade
for superior a esse valor, as cargas devem ser verificadas, aceitando-
se, sem correção, um acréscimo de até 15% sobre a carga admissível
ou carga resistente de projeto da estaca.

Gabarito: D

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LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA

1) (43 – Metrô/2009 – FCC) Tubulões; Estacas Strauss,


Franki, Raiz, Barrete/Estação; e Sapatas, são,
respectivamente, exemplos de fundações
(A) diretas profundas, sapatas isoladas e viga baldrame.
(B) estacas profundas, estacas rasas e indiretas a céu
aberto.
(C) diretas profundas, indiretas com estacas de concreto
moldadas in loco e diretas rasas.
(D) sapatas associadas, rasas moldadas in loco e diretas
profundas.
(E) pré-moldadas, rasas indiretas e moldadas sob pressão.

2) (32 – SEGAS/2013 – FCC) NÃO é exemplo de fundação


direta:

(A) estaca raiz.

(B) tubulão.

(C) bloco.

(D) sapata.

(E) radier

3) (69 – TCE/MG – 2007 – FCC) Uma edificação é apoiada


sobre sapatas em solo argiloso normalmente adensado. Com o
carregamento proveniente do peso da estrutura iniciou-se um
processo de recalque por adensamento da argila. Como as
sapatas têm dimensões e tensões de trabalho uniformes,
espera-se que

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(A) as sapatas periféricas apresentem recalques maiores que


as centrais.

(B) as sapatas centrais não sofram nenhum recalque.

(C) os recalques sofridos pelas sapatas sejam uniformes.

(D) não ocorram recalques.

(E) as sapatas periféricas apresentem recalques menores que


as centrais.

4) (33 – Refap/2007 – Cesgranrio) Na execução de


fundações, o nível em que deve ser deixado o topo da estaca,
demolindo-se o excesso ou completando-o, se for o caso, e
que é definido de modo a deixar que a estaca e sua armadura
penetrem no bloco com um comprimento que garanta a
transferência de esforços do bloco à estaca, é denominado
cota de:

(A) equilíbrio.

(B) caracterização.

(C) arrasamento.

(D) integração.

(E) repique.

5) (31 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) A medida de


penetração permanente de uma estaca, causada pela
aplicação de um golpe de martelo ou pilão sempre relacionada
com a energia de cravação, é denominada

(A) cota de arrasamento.

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(B) nega.

(C) repique.

(D) tensão admissível.

(E) carga admissível de uma estaca

6) (56 – Petrobras Distribuidora/2010 – Cesgranrio) Qual a


menor profundidade, em metros, em que uma fundação
superficial pode estar assente em uma divisa com um terreno
vizinho, sabendo-se que ela não está sobre rocha?

(A) 0,50 (B) 0,60 (C) 0,80 (D) 1,00 (E) 1,50

(Liquigas/2013 – Cesgranrio) Para responder às questões de


31, 32 e 33, que estão baseadas na NBR 6122:2010 (Projeto e
execução de fundações), considere os dados e croquis a
seguir, que representam parte das fundações de uma obra,
cujo solo é pouco resistente.

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7) 31 – Considerando-se que a sapata SP1 tem base com


dimensões maiores que 1,0 m, a cota z1 vale, em m, no
mínimo,

0,50 (B) 0,70 (C) 1,00 (D) 1,50 (E) 2,00

8) (32 – Liquigas/2013 – Cesgranrio) Considerando-se que


a cota z1 se refere à medida da profundidade do fundo das
sapatas SP1 e SP2, as escavações para a execução dessas
sapatas deverão ter profundidade de z1 + e1, onde e1 é
denominada espessura de lastro e vale, em cm, no mínimo,
(A) 3 (B) 5 (C) 7 (D) 8 (E) 10

9) (41 – Assembleia Legislativa/SP – 2010 – FCC)


Considere a seguinte figura:

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No dimensionamento da fundação direta para o pilar P2 de


dimensões 30 cm × 30 cm, com carga de 2000 kN, a sapata
mais indicada, distanciada de 2,5 cm da divisa, é

(A) retangular com dimensões de lados 125 cm e 320 cm.


(B) retangular com dimensões de lados 100 cm e 200 cm.
(C) retangular com dimensões de lados 80 cm e 160 cm.
(D) quadrada de lado igual a 125 cm.
(E) quadrada de lado igual a 65 cm.

10) (36 – MPE-MA/2013 – FCC) A escolha mais econômica


para a fundação do tipo sapata de um pilar de 40 cm ×40 cm,
com carga de 2 880 kN e tensão admissível do solo de 0,32
MPa é

(A) quadrada, de lado igual a 300 cm.

(B) quadrada, de lado igual a 9 m.

(C) quadrada, de lado igual a 90 cm.

(D) retangular, com balanços iguais e lados de dimensões


2,88 m e 3,2 m.

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(E) retangular, com balanços iguais e lados de dimensões 90


cm e 40 cm.

11) (37 – MPE-MA/2013 – FCC) Considere o pilar abaixo.

Após a realização de prova de carga sobre placa chegou-se


aos valores de 750 kN e 1100 kN para 15 mm de recalque e
47,5 mm (ruptura), respectivamente. Sabendo-se que, o
recalque estrutural admissível é de 15 mm, pode-se afirmar
que o projeto de estaqueamento do pilar está

(A) correto, pois a carga admissível é igual a 750 kN.

(B) correto, pois a carga admissível será de 550 kN.

(C) errado, pois a carga admissível será de 500 kN.

(D) errado, pois a carga admissível é de 750 kN.

(E) errado, pois a carga admissível é de 1 100 kN.

12) (46 – Defensoria/SP – 2009 – FCC) Considere as


seguintes etapas executivas de uma fundação:

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I. escavação;

II. colocação de um lastro de concreto magro de 5 a 10 cm de


espessura;

III. posicionamento das fôrmas, quando o solo assim o exigir;

IV. colocação das armaduras;

V. concretagem;

VI. execução de cinta de concreto armado;

VII. aplicação de camada impermeabilizante.

A sequência apresentada refere-se às etapas de execução de


uma fundação do tipo:

(A) blocos e alicerces.

(B) sapata isolada.

(C) tubulão a céu aberto.

(D) sapata corrida.

(E) radier.

13) (45 – TRE/BA – 2003 – FCC) Na figura abaixo:

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As tensões no solo, 1 e 2, são, respectivamente, em tf/m2,


aproximadamente,

(A) -3 e -15

(B) -6 e -12

(C) -9 e -9

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(D) -12 e -9

(E) -12 e -15

14) (38 – TRE/MS – 2007 – FCC) Sabendo-se que o solo de


apoio das sapatas é constituído de argila rija, a pressão básica
a ser adotada (NBR 6122) é, em MPa, de

(A) 0,10

(B) 0,20

(C) 0,25

(D) 0,30

(E) 0,40

15) (43 – Sabesp/2012 – FCC) Na utilização da fórmula de


Terzaghi, que permite avaliar a tensão de ruptura do solo sob
uma sapata, deve-se empregar

(A) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja arenoso.

(B) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja argiloso.

(C) somente pressões efetivas.

(D) somente pressões totais.

(E) pressões totais ou efetivas, independente da condição do


solo.

16) (63 – TCE-GO/2014 – FCC) No projeto de fundações de


uma edificação, no dimensionamento de uma sapata para um
pilar de dimensões 40 cm ×40 cm, com carga de 7200 kN e

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tensão admissível do solo igual a 200 kPa, a sapata mais


econômica terá forma quadrada de lado, em metros, igual a

(A) 2. (B) 3. (C) 4. (D) 5. (E) 6.

17) (25 – ITESP/2013 – VUNESP) Fundação superficial de


concreto armado e de pequena altura em relação às
dimensões da base quadrada (ou retangular, ou circular, ou
octogonal). É semiflexível e trabalha a flexão. É

(A) a sapata.

(B) a estaca.

(C) o bloco.

(D) o tubulão.

(E) o caixão

18) (26 – Transpetro/2008 – Cesgranrio) No


dimensionamento geométrico de fundações superficiais, a
área de fundação solicitada por cargas centradas deve ser tal
que a pressão transmitida ao terreno, admitida
uniformemente distribuída, seja

(A) maior que a pressão admissível.

(B) maior que a pressão de ruptura.

(C) menor que a pressão admissível ou igual a ela.

(D) menor que a pressão de recalque ou igual a ela.

(E) menor que a pressão de ruptura ou igual a ela

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19) (40 – Petrobras/2006 – Cesgranrio) A tensão transmitida


ao solo por uma sapata quadrada de 3 m de lado, que recebe
uma carga centrada de 4.500 kN, é, em MPa, igual a

(A) 0,05

(B) 0,15

(C) 0,5

(D) 1,5

(E) 5,0

(50 – INEA/2008 – Cesgranrio) Observe o croqui e os dados


das duas sapatas abaixo.

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20) Tratando-se de um caso de sapatas próximas, mas em


cotas diferentes, o menor valor, segundo a NBR 6122/96
(Projeto e execução de fundações), recomendado para “x”, em
metros, é

(A) 0,50

(B) 1,16

(C) 1,50

(D) 1,73

(E) 3,73

(Liquigas/2013 – Cesgranrio) Para responder às questões de


31, 32 e 33, que estão baseadas na NBR 6122:2010 (Projeto e
execução de fundações), considere os dados e croquis a
seguir, que representam parte das fundações de uma obra,
cujo solo é pouco resistente.

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21) 33 – Considerando-se que z1 atende às condições da


norma e sabendo-se que x3 = 2,70 m, o maior valor de z2, em
m, vale

(A) z1 + 0,50

(B) z1 + 0,90

(C) z1 + 1,50

(D) z1 1,2

(E) z1 / 1,5

22) (49 – BR Distribuidora/2008 – Cesgranrio) A NBR


6.122/1996 (Projeto e execução de fundações), no
dimensionamento das fundações superficiais feito com o
conceito de pressão admissível, estabelece que fator(es) como

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(A) lençol d’água não deve ser considerado.

(B) recalques admissíveis, definidos pelo projetista da


estrutura, devem ser considerados.

(C) profundidade da fundação não deve ser considerado.

(D) dimensões e forma dos elementos de fundação não


devem ser considerados.

(E) características da obra, exceto a rigidez da estrutura,


devem ser considerados.

23) (29 – BR Distribuidora/2008 – Cesgranrio) O elemento


de fundação superficial de concreto, dimensionado de modo
que as tensões de tração nele produzidas possam ser
resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura, é o(a)

(A) radier.

(B) bloco.

(C) sapata.

(D) sapata associada.

(E) viga de fundação

24) (44 – MPE/SE – 2009 – FCC) Para trabalhos em cavas de


fundação, que devem ser pisadas por pessoas, é indispensável
que haja espaço de trabalho com largura mínima de

(A) 1,6 m.

(B) 1,2 m.

(C) 1,0 m.

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(D) 0,8 m.

(E) 0,5 m.

25) (17 – SEMSA Manaus/2005 – Cesgranrio) Observe o


croqui abaixo.

O elemento que faz a ligação entre o pilar e as estacas,


distribuindo convenientemente as cargas, é o (a):

(A) bloco de coroamento.

(B) balancim.

(C) cimbramento.

(D) cutelo divisor.

(E) estrutura de fixação.

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26) (16 – SEMSA Manaus/2005 – Cesgranrio) Considerando-


se os dados fornecidos, a maior carga que o bloco pode
suportar, em kN, vale:
(A) 0,15 (B) 10 (C) 50 (D) 100 (E) 150

27) (47 – TRE/BA – 2003 – FCC) O tipo de fundação direta ou


rasa composta por uma única placa de concreto armado, no
qual se apóiam todos os pilares e paredes da estrutura,
denomina-se

(A) radier.

(B) sapata corrida.

(C) sapata isolada.

(D) sapata associada.

(E) baldrame.

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28) (60 – IBGE/2010 – Cesgranrio) Qual dos seguintes tipos


de fundação NÃO gera recalques diferenciais?

(A) Bloco

(B) Estaca

(C) Radier

(D) Sapata

(E) Tubulão

29) (43 – TJ/PI – 2009 – FCC) Sapata Associada é uma


fundação

(A) rasa, comum a vários pilares, cujos centros em planta não


estejam situados num mesmo alinhamento.

(B) rasa, comum a vários pilares, cujos centros não estejam


situados num mesmo plano.

(C) profunda, sinônimo de Radier.

(D) rasa, comum a vários pilares, cujos centros em planta


estejam situados num mesmo alinhamento.

(E) profunda, comum a vários pilares, cujos centros em planta


estejam situados num mesmo plano.

30) (54 – PMSP/2008 – FCC) As fundações em blocos


corridos e destinadas a suportar cargas provenientes das
paredes estruturais podem ser executadas, entre outros, com
os seguintes materiais:

(A) blocos de argila compensada e pedras de silte.

(B) sapata moldada em pó de pedra e cal hidráulica.

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(C) tijolos sílico-calcáreos e blocos de gesso.

(D) alvenaria em bloco de concreto e pedra.

(E) tijolos de argila prensada e argamassa de cal hidráulica.

31) (81 – TCE/PI – 2005 – FCC) O coeficiente, ou fator de


segurança mínimo, adotado em fundações superficiais é

(A) 3,0 (B) 2,5 (C) 2,0 (D) 1,5 (E) 1

32) (70 – TCE/PI – 2005 – FCC) Nos métodos empíricos,


pelos quais se chega a uma pressão admissível para uma
sapata, baseada em investigações de campo, e onde os
valores servem para uma orientação inicial, o valor em Mpa de
um solo formado por argilas médias é

(A) 0,5

(B) 0,4

(C) 0,3

(D) 0,2

(E) 0,1

33) (40 – TRE/AM – 2003 – FCC) Quando as sapatas da


fundação de um edifício são significativamente grandes, ou
seja, uma aproxima-se da outra, normalmente elas se
juntarão em uma única denominada

(A) sapata corrida.

(B) sapata associada.

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(C) sapata escavada.

(D) radier.

(E) tubulão.

34) (49 – Petrobras/2011 – Cesgranrio) Em um determinado


projeto de fundação, há um elemento estrutural que está
recebendo cargas de dois pilares e transmitindo-as centradas
às fundações. Trata-se de uma

(A) viga de equilíbrio

(B) viga de levantamento

(C) viga de repique

(D) cinta de levantamento

(E) cinta de reação

35) (31 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) Uma determinada


fundação superficial tem base quadrada de lado 1,50 m e está
solicitada por carga excêntrica. De acordo com a NBR
6122:2010 (Projeto e execução de fundações), no
dimensionamento dessa fundação, a área comprimida, em m2,
deve ser de, no mínimo,

(A) 0,75

(B) 1,13

(C) 1,50

(D) 1,69

(E) 2,25

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36) (43 – Pref. Cubatão/2012 – VUNESP) Elemento de


fundação profunda executado inteiramente com auxílio de
equipamentos ou ferramentas, sem que, em qualquer fase de
sua execução, haja descida de operário. Os materiais
empregados podem ser: madeira, aço, concreto pré-moldado,
concreto moldado in situou mistos. Esse elemento é a(o)

(A) tubulão.

(B) sapata.

(C) radier.

(D) bloco.

(E) estaca.

37) (39 – Petrobras/2006 – Cesgranrio) É classificada como


escavada, uma estaca

(A) tipo Strauss.

(B) tipo Franki.

(C) metálica.

(D) madeira.

(E) pré-moldada de concreto

38) (34 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) De acordo com a


NBR 6122:2010 (Projeto e execução de fundações), para
especificar o material em obras onde serão executadas
estacas raiz, deve-se considerar que seu preenchimento é
feito com

(A) concreto, com brita 2, no máximo

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(B) concreto, com brita 3, no máximo

(C) concreto, com brita 4, no máximo

(D) argamassa de cimento, areia e brita 1 e/ou 2

(E) argamassa de cimento, areia e/ou pedrisco

39) (34 – COPERGÁS/2011 – FCC) Brocas são dispositivos de


fundação executados in loco, sem molde, por perfuração no
terreno com o auxílio de um trado, sendo o furo
posteriormente preenchido com o concreto apiloado. NÃO se
inclui, entre as características das brocas, a

(A) utilização de concreto fabricado in situ.

(B) baixa capacidade de carga.

(C) escavação unicamente acima do lençol freático.

(D) garantia de verticalidade.

(E) perfuração por meio da rotação e compressão do tubo.

40) (68 – TCE/GO – 2009 – FCC) Considere as seguintes


afirmações sobre as estacas Strauss:

I. Não provocam vibrações, portanto, evitam danos às


construções vizinhas, mesmo estas se encontrando em
condições precárias.

II. Quando executadas uma ao lado da outra (estacas


justapostas) servem como cortina de contenção para a
execução de subsolos, quando adequadamente armadas.

III. Podem ser executadas abaixo do nível da água,


principalmente no caso de solos arenosos.

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Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I e II.

(E) I e III.

41) (44 – MPE-AM/2013 – FCC) Pelo método construtivo da


estaca Strauss, NÃO é recomendável seu uso em

(A) solos coesivos sem lençol freático alto.

(B) solos pouco coesivos e sem lençol freático, com uso de


tubo de revestimento.

(C) solos altamente coesivos e sem lençol freático com a


possibilidade de executar a estaca sem revestimento.

(D) solo pouco coesivo e com lençol freático, com o uso de


tubo de revestimento.

(E) terrenos que propiciam comprimentos variáveis de


cravação

42) (46 – MPU/2004 - ESAF) As fundações indiretas do tipo


estacas possuem características próprias, apresentando
vantagens e desvantagens, o que nos permite optar por uma
ou outra solução para a construção de edifícios, de acordo com
cada caso. Considerando-se a estaca do tipo Strauss, é correto
afirmar que:

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a) sua maior vantagem é a viabilidade de execução em


terrenos alagados, tornando-se barata e eficiente para este
caso.

b) sua maior desvantagem é a vibração que pode vir a causar


danos aos terrenos e edifícios vizinhos.

c) sua principal desvantagem é a necessidade de macaco


hidráulico para a cravação.

d) não é recomendado o seu uso abaixo do nível de água,


principalmente se o solo for arenoso.
e) é executada com o uso de lama bentonítica, sendo indicada
somente para cargas elevadas em terrenos argilosos.

43) (51 – UFTM/2013 – VUNESP) A estaca Strauss é uma


estaca de concreto

(A) pré-moldada protendida.

(B) pré-moldada vibrada.

(C) pré-moldada de reação.

(D) moldada in loco com camisa recuperada.

(E) moldada in loco com camisa perdida.

44) (100 – MPE/SE – 2009 – FCC) Constitui uma das


desvantagens da utilização das estacas tipo Franki:

(A) a cravação com alta vibração.

(B) o lançamento do concreto molhado.

(C) a colocação de armadura não longitudinal.

(D) a baixa aderência ao solo.

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(E) a baixa capacidade de carga.

45) (46 – SEGAS/2013 – FCC) A estaca hélice contínua é uma


estaca de concreto moldado in loco, executada por meio de
trado contínuo e injeção de concreto através da haste central
do trado simultaneamente a sua retirada do terreno.
Representa uma característica deste tipo de fundação:

(A) a utilização de lama bentonítica na escavação.

(B) os terrenos podem ser de relevo acidentado.

(C) o nível de vibração elevado provocado durante a


escavação.

(D) o custo baixo de implantação.

(E) a adaptabilidade na maioria dos tipos de terreno, exceto


na presença de matacões e rochas

46) (52 – Metrô/2009 – FCC) Uma estaca barrete é

(A) executada com uma máquina denominada clamshell.

(B) para uso no processo de escavação à água, o que gera


muito barro, daí o nome.

(C) de pequena dimensão, exatamente para servir de reforço


em edificações pré-existentes.

(D) executada com um bate-estacas de baixa capacidade.

(E) para uso de concreto plasticamente coeso, semelhante ao


barro.

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47) (42 – TRF3/2007 – FCC) Durante as fases de sondagem e


de fundação de um edifício, foi utilizado um material chamado
bentonita. Com relação a esse material, considere:

I. A bentonita é uma argila da família das montmorilonitas


cuja característica principal é a propriedade da tixotropia, ou
seja, um comportamento fluido quando agitada, mas capaz de
formar um gel quando em repouso.

II. As principais funções da lama durante a escavação: são


suportar a face da escavação, formação de um selo para
impedir a perda da lama no solo e deixar em suspensão as
partículas sólidas do solo escavado, evitando que se
depositem no fundo da escavação.

III. Um dos principais inimigos das capacidades tixotrópicas


da bentonita é o acúmulo de sais, como o cloreto de sódio, na
solução da lama. Esses sais podem, em concentrações
elevadas, fazer com que as propriedades de sustentação e
vedação se percam completamente.

Está correto o que se afirma em

(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

48) (34 – TJ/PI – 2009 – FCC) Sobre estacas moldadas “in


loco”, considere:

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I. Método que consiste em cravar um tubo de aço, batendo


com o maço de bate-estacas, em um tampão de concreto ou
areia colocado no fundo do tubo. O tubo vai descendo forçado
pelo atrito do tampão no interior deste até a profundidade
desejada.

II. Consiste na cravação de um conjunto de tubos metálicos,


de diâmetros consecutivos e decrescentes. A escavação é feita
após a cravação de cada tubo, sucessivamente. Os tubos são
retirados com a progressão da concretagem, podendo ser
executada abaixo do nível da água, desde que abaixo deste
haja uma camada de argila em que o tubo possa apoiar-se,
permitindo o término da escavação antes que a água
atravesse a camada de argila.

III. É um tipo confeccionado no próprio local onde será


empregada. O método consiste em enterrar um tubo de aço no
solo com um pequeno bate-estaca. Enterrado o tubo, este vai
sendo retirado ao mesmo tempo em que se vai enchendo o
orifício com concreto, o qual é batido com um pilão para
melhor adensamento.

As descrições apresentadas referem-se, respectivamente, às


estacas

(A) Straus, tubulão e hélice contínua.

(B) tubulão tipo Chigago, hélice contínua e Franki.

(C) Franki, tubulão tipo Gow e Straus.

(D) raiz, estaca premoldada de concreto e tubulão tipo


Chicago.

(E) hélice contínua, raiz e Straus.

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49) (32 – TRE/SE – 2007 – FCC) Na cravação de estacas pré-


moldadas, o controle executivo NÃO aplicável é:

(A) nega.

(B) repique elástico.

(C) altura de queda do martelo.

(D) tempo de lavagem.

(E) comprimento cravado.

50) (52 – Metrô/SP – 2012 – FCC) Estacas pré-fabricadas de


concreto são ideais para transpor camadas extensas de solo
mole e não possuem restrição quanto ao uso abaixo do lençol
freático. Seu processo construtivo permite grande controle
tecnológico do material e da execução. Com relação às estacas
prémoldadas, considere:

I. As estacas podem ser de concreto armado ou protendido.

II. A energia de cravação depende do peso do martelo, do


peso da estaca e da altura de queda do martelo.

III. Após a cravação das estacas pré-moldadas atingir a


profundidade desejada, não é necessário verificar a nega, em
função do seu processo executivo.

IV. A capacidade de carga da estaca pré-moldada é igual a sua


capacidade estrutural.

Está correto o que consta em

(A) III e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

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(C) I e II, apenas.

(D) I e IV, apenas.

(E) I, II, III e IV.

51) (29 – Petrobras/2012 – Cesgranrio) Nos procedimentos


executivos das estacas pré-moldadas de concreto, é permitido
o aproveitamento das sobras de estacas, resultantes da
diferença entre a estaca efetivamente levantada e a arrasada.
Uma das exigências da NBR 6122:2010 (Projeto e execução de
fundações) para esse aproveitamento refere-se ao
comprimento da sobra, que, em metros, deve ser de, no
mínimo,

(A) 1,0

(B) 1,5

(C) 2,0

(D) 2,5

(E) 3,0

52) (19 – Caixa/2012 – Cesgranrio) Em uma obra, serão


cravadas 200 estacas pré-moldadas de concreto. De acordo
com a NBR 6122:2010 (Projeto e execução de fundações),
será necessário elaborar o diagrama de cravação

(A) de 100 estacas, no mínimo

(B) de 120 estacas, no mínimo

(C) de 150 estacas, no mínimo

(D) de 180 estacas, no mínimo

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(E) das 200 estacas

53) (45 – MPE/SE-2009 – FCC) A estaca cravada por meio de


macaco hidráulico, apoiado sobre estrutura existente ou em
construção ou em cargueira, especialmente construída para
tal, que não produz impacto ou vibração, é denominada estaca

(A) Broca.

(B) Franki.

(C) Mega.

(D) Strauss.

(E) Raiz.

54) (40 – TRE/MS – 2007 – FCC) O tipo de fundação que NÃO


se aplica na construção de uma edificação nova é

(A) estaca tipo “Strauss”.

(B) sapata corrida.

(C) estaca Mega.

(D) estaca pré-moldada.

(E) broca.

55) (39 – TRF4/2007 – FCC) No que se refere ao emprego de


tubulões a céu aberto, é INCORRETO afirmar:

(A) Seu uso é muito limitado na presença de lençol freático.

(B) Seu custo de mobilização e desmobilização é menor, em


relação aos bate-estacas e outros equipamentos.

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(C) As vibrações e ruídos produzidos são de baixa intensidade.

(D) O comportamento do solo pode ser acompanhado pelos


engenheiros de fundações.

(E) Seu diâmetro e seu comprimento podem ser modificados


durante a escavação.

56) (48 – TJ/SE – 2009 – FCC) As principais técnicas de


execução de tubulões são

(A) pré-moldados e moldados in-loco.

(B) campanulares e pré-armados.

(C) escavados e drenados.

(D) a céu aberto e a ar-comprimido.

(E) estáveis e instáveis.

57) (48 – TRF2/2012 – FCC) Os tubulões são elementos


estruturais de fundação profunda, em geral, dotados de uma
base alargada, construídos concretando-se um poço revestido
ou não, aberto no terreno com um tubo de aço de diâmetro
mínimo de 70 cm, de modo a permitir a entrada e o trabalho
de um homem, pelo menos na sua etapa final, para completar
a geometria da escavação e fazer a limpeza do solo. Divide-se
em dois tipos básicos: os tubulões a céu aberto, normalmente
sem revestimento e não armados, no caso de existir somente
carga vertical, e os tubulões a ar comprimido ou pneumáticos.
Os tubulões a ar comprimido são utilizados em solos onde há a
presença de

(A) bolsões de ar pressurizados.

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(B) rocha e que não seja possível removê-la.

(C) argila de baixa capacidade.

(D) água e que não seja possível esgotá-la.

(E) camadas de areia confinadas.

58) (43 – IBGE/2010 – Cesgranrio) Qual o tipo de fundação


adequado quando o lençol freático é raso ou quando a obra se
localiza dentro de rio, lagoa ou mar?

(A) Radier

(B) Sapata associada

(C) Sapata contínua

(D) Tubulão a ar comprimido

(E) Tubulão a céu aberto

59) (22 – CGU/2008 – ESAF) No preparo da cabeça e ligação


com o bloco de coroamento de estacas pré-moldadas de
concreto, é incorreto afirmar que:

a) deve-se demolir uma parte da estaca até que a armadura


fique exposta para o traspasse.
b) na demolição do topo das estacas, devem ser utilizados
ponteiros com grandes inclinações em relação a horizontal.
c) deve-se deixar um comprimento de estaca suficiente para a
penetração no bloco a fim de transmitir os esforços.
d) deve-se demolir o topo da estaca danificado durante a
cravação ou acima da cota de arrasamento.
e) as armaduras devem penetrar no bloco de coroamento,
mesmo quando estas não têm função resistente.

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60) (26 - CGU/2012 - ESAF) Sobre a execução de fundações,


assinale a opção incorreta.

a) Para solos com camadas fracas e resistentes alternadas,


recomenda-se o uso de sapatas ou estacas de ponta.

b) Estacas Mega são elementos pré-moldados, utilizados


quando se deseja evitar vibrações ou para reforços de obras já
executadas.

c) Estaca Simplex é o tipo de estaca que desce o tubo dentro


do terreno por cravação e não por perfuração, como se faz
com a estaca Strauss.

d) Uma variação da estaca Franki é a estaca tubada com base


alargada.

e) A fundação sobre maciços inclinados, independente da


natureza do terreno (rochoso ou terroso), deve sempre se
situar em planos horizontais, embora não necessariamente no
mesmo nível.

61) (27 - CGU/2012 - ESAF) Na execução de estruturas de


contenções e fundações, é necessário conhecer os métodos de
execução e as principais recomendações para cada um dos
serviços que as compõem, recomendações estas já
consagradas na engenharia de fundações. É incorreto afi rmar
que:
a) a execução da estaca franki é realizada pela cravação
dinâmica de um tubo com bucha composta de areia e pedra.
b) na execução de parede diafragma com estaca secante,
deve-se utilizar perfuratriz de hélice contínua e lama
bentonítica.

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c) no caso do uso da estaca do tipo hélice contínua, deve-se fi


car atento ao slump do concreto, já que este infl uencia na
introdução da armação.
d) as estacas pré-moldadas de aço são introduzidas no solo
por meio de cravação dinâmica de um martelo de queda livre,
à explosão ou hidráulico.
e) no caso do emprego de estacas raiz, as armações de
estacas menores que 160mm não possuem estribos.

62) (56 – Petrobras/2010 – Cesgranrio) Considere uma


estaca em um solo que está em processo de adensamento.
Qual fenômeno esse processo provoca no fuste da estaca?

(A) Atrito lateral negativo.

(B) Atrito lateral positivo.

(C) Recalque diferencial específico.

(D) Arrasamento.

(E) Repique.

63) (61 – Defensoria/SP – 2009 – FCC) Observe a figura.

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A fundação representada na figura refere-se a

(A) tubulão a céu aberto.

(B) tubulão com ar comprimido.

(C) sapatas associadas.

(D) sapatas isoladas.

(E) estacas raiz.

64) (26 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) O tipo de


fundação profunda constituída por estaca de concreto,
moldada in loco e executada por meio de trado e com injeção
de concreto sob pressão controlada pela própria haste central
do trado, simultaneamente à sua retirada do terreno, é a
estaca

(A) hélice contínua.

(B) de reação.

(C) tipo broca.

(D) tipo Franki.

(E) tipo Strauss

65) (29 – PMSP/2008 – FCC) Tipo de Fundação Profunda

I. em que a própria estaca ou um molde é introduzido no


terreno por golpes de martelo.

II. em que a própria estaca ou um molde é introduzido no


terreno através de macaco hidráulico.

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III. executada por perfuração com trado e posterior


concretagem.

IV. executada por perfuração com o emprego de soquete.

I, II, III e IV descrevem, respectivamente, as estacas

(A) cravadas por prensagem, tipo broca, apiloada e cravada


por percussão.

(B) cravadas por percussão, cravada por prensagem, tipo


broca e apiloada.

(C) cravadas por prensagem, escavada por injeção, tipo


Strauss e apiloada.

(D) cravadas tipo Franki, escavada tipo Strauss, estaca


escavada e cravada por percussão.

(E) escavadas tipo Franki, cravada tipo Strauss, tipo broca e


tipo mista.

66) (86 – TCE/CE – 2008 – FCC) Considere os tipos de


fundação empregados no mercado da construção civil:

I. Caracteriza-se pela utilização de peças préfabricadas de


concreto que variam entre 1,5 e 5,0 m de comprimento e que
são cravadas, com uso de macaco hidráulico, justapostas uma
após a outra.

II. Fundação profunda caracterizada por possuir uma base


alargada obtida pela introdução, no terreno, de certa
quantidade de material granular ou concreto, por meio de
golpes de um pilão.

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III. Fundação que pode ser feita a céu aberto ou a


arcomprimido e ter, ou não, base alargada, podendo ser
executada com revestimento metálico ou de concreto.

IV. Caracteriza-se por uma grande placa de concreto,


reticulada ou não, apoiada sobre o solo de maneira a otimizar
a distribuição da carga de vários pilares pela maior área
possível.

Os itens I, II, III e IV correspondem, respectivamente, às


seguintes fundações:

(A) estaca protendida, estaca Franki, estaca hélice contínua e


radier.

(B) estaca raiz, estaca Strauss, estaca escavada e sapatas.

(C) estaca protendida, estaca ômega, estaca hélice contínua e


alicerce.

(D) estaca mega, estaca Strauss, estaca hélice contínua e


sapatas.

(E) estaca mega, estaca Franki, tubulão e radier.

67) (53 - TCE/PB – 2006 – FCC) Com relação às fundações


profundas utilizadas em edifícios de múltiplos pavimentos, é
correto afirmar:

(A) A estaca Strauss é um tipo de estaca escavada que utiliza


uma camisa metálica para a contenção lateral do fuste e que
vai sendo introduzida à medida que o solo vai sendo retirado.

(B) Os tubulões a céu aberto são fundações com elevada


capacidade de carga, que exigem somente um sarilho e um
balde. Quando são utilizados na presença de lençol freático, a

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principal diferença executiva passa a ser o uso de anéis pré-


fabricados de concreto para evitar o desmoronamento do
fuste.

(C) Na execução de uma fundação em estaca pré-moldada de


concreto, pode-se deparar com situações imprevistas como a
quebra de estacas. Nestas situações, deve-se cravar uma nova
estaca, na posição mais próxima possível a que quebrou,
evitando-se modificações no projeto dos blocos.

(D) Nas situações em que a profundidade da camada do solo


de apoio é superior a 12 metros, não poderão ser empregadas
estacas metálicas e pré-moldadas de concreto, uma vez que o
comprimento destas é limitado pelo equipamento de
transporte.

(E) Na execução das estacas escavadas do tipo hélice


contínua, a contenção lateral do fuste é feita pela injeção de
lama bentonítica pelo interior da hélice. Atingida a cota de
apoio, a hélice é retirada e uma tremonha é introduzida no
interior do fuste., de modo que o concreto seja lançado à
medida que a lama bentonítica vai sendo recolhida.

68) (31 - TRF5/2008 – FCC) Considere as características


abaixo, referentes a alguns tipos de fundações profundas.

I. É empregada em locais confinados ou terrenos acidentados


devido à simplicidade do equipamento utilizado. Sua execução
não causa vibrações, evitando problemas com edificações
vizinhas. Porém, em geral possui capacidade de carga menor
que estacas pré-moldadas de concreto e possui limitação
devido ao nível do lençol freático.

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II. Utiliza grande quantidade de cimento sob pressão; seu


diâmetro de fuste é pequeno em relação à alta resistência de
carga que suporta; seu equipamento é de pequeno porte e
permite cravações inclinadas; um dos principais problemas
deste processo é a grande quantidade de lama gerada.

III. Apresenta método de grande impacto vibracional no solo;


seu equipamento requer grande área de manobra além de ser
pouco moderno; sua principal caracterísitica é o bulbo
formado na ponta da estaca e um fuste nervurado por conta
do processo de cravação; utiliza concreto seco apiloado e
camisa metálica recuperável.

Os textos descrevem, respectivamente, os seguintes tipos de


fundação:

(E) Strauss, Raiz e Franki.


(F) Barrete, Hélice Contínua e Mega.
(G) Hélice Contínua, Broca e Tubulão.
(H) Tubulão, Raiz e Strauss.

69) (42 – TJ/PI – 2009 – FCC) A cota em que deve ser


deixado o topo de uma estaca ou tubulão, demolindo ou
cortando o excesso acima dessa, é denominada de

(A) ficha.

(B) coroamento.

(C) arrasamento.

(D) topo.

(E) corte.

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70) (22 – TRE/PB – 2007 – FCC) Durante a execução das


fundações de uma obra com estacas tipo hélice contínua com
comprimentos perfurados da ordem de 14,0 m, foi encontrada
uma obstrução por matacão a 8,0 m de profundidade. Não
sendo possível o deslocamento da estaca, o tipo de fundação
mais adequada para atravessar o matacão é:

(A) perfil metálico.

(B) estaca raiz.

(C) barrete.

(D) estacão.

(E) estaca de reação.

71) (41 – TRE/PI – 2009 – FCC) As estacas são peças


alongadas que podem ser cravadas ou confeccionadas in situ
visando, principalmente, transmitir cargas a camadas
profundas do terreno, entre outros usos. Cravação no solo de
tubo com ponta obturada e execução de base alargada,
colocação da armadura, lançamento do concreto com
apiloamento simultâneo, extraindo-se o tubo à medida da
concretagem, são atividades que pertencem ao método
executivo das estacas do tipo

(A) Raiz.

(B) Franki.

(C) Hélice contínua.

(D) Escavada.

(E) Strauss.

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72) (32 – CEF/2013 – FCC) As estacas, elementos de


fundação profunda, podem ser classificadas, de acordo com a
metodologia de execução, em pré-moldadas ou moldadas in
loco, ou de acordo com o mecanismo de transmissão de cargas
ao solo. Uma estaca classificada como flutuante tem como
principal característica a transmissão de cargas
(A) pela cravação no solo.
(B) por atrito lateral, apenas.
(C) por tração ou atrito negativo.
(D) por resistência de ponta, apenas.
(E) por atrito lateral e resistência de ponta.

73) (5 – TCE-RS/2014 – FCC) Em função da disposição e


quantidade de estacas isoladas ou alinhadas de um bloco, é
critério limite estabelecido:

(A) Para estacas de qualquer dimensão, é aceitável sem


qualquer correção adicional, um desvio entre o eixo da estaca
e o ponto de aplicação da resultante das solicitações do pilar
de 25% da menor dimensão da estaca.

(B) Para estacas de qualquer dimensão, é aceitável sem


qualquer correção adicional, um desvio entre o eixo da estaca
e o ponto de aplicação da resultante das solicitações do pilar
de 50% da menor dimensão da estaca.

(C) Não é permitido o emprego de estacas de diâmetros ou


bitolas com diâmetros entre 0,30 m e 0,60 m sem travamento.

(D) Não é permitido o emprego de estacas de diâmetros ou


bitolas inferiores a 0,30 m sem travamento.

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(E) É permitido somente o emprego de estacas de diâmetros


ou bitolas superiores a 0,15 m sem travamento.

7 - GABARITO

1) C 21) C 41) D 61) B

2) A 22) B 42) D 62) A

3) E 23) B 43) D 63) A

4) C 24) E 44) A 64) A

5) B 25) A 45) E 65) B

6) E 26) E 46) A 66) E

7) D 27) A 47) C 67) A

8) B 28) C 48) C 68) A

9) A 29) A 49) D 69) C

10) A 30) D 50) C 70) B

11) C 31) A* 51) C 71) B

12) D 32) E 52) E 72) B

13) B 33) D 53) C 73) D

14) B 34) A 54) C

15) C 35) C 55) C

16) E 36) E 56) D

17) A 37) A 57) D

18) C 38) D 58) D

19) C 39) D 59) B

20) D 40) D 60) A

* - 16) Gabarito atualizado: A

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 6122/2010


– Projeto e Execução de Fundações.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 8036/1983 -


Programação de sondagens de simples reconhecimento dos
solos para fundações de edifícios.

- Vários Autores. Fundações: Teoria e Prática. 2ª Edição. São


Paulo. Pini: 1998.

- Brasil. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes -


DNIT. Glossário de Termos Técnicos Rodoviários. Rio de Janeiro:
1997.

- Lima, Maria José C. Porto de. Apostila de Mecânica dos Solos.


IME. Curso de Fortificação e Construção. Rio de Janeiro: 1998.

- General Real. Apostila de Tecnologia das Construções. IME.


Curso de Fortificação e Construção. Rio de Janeiro: 1999.

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