Você está na página 1de 33

Geoprocessamento para Analista do IBGE

Aula 00 - Aula Demonstrativa


Prof. Giancarlo Chelotti

Aula 00
GEOPROCESSAMENTO PARA ANALISTA DO IBGE
Noções Básicas de Cartografia

Professor: Giancarlo Chelotti

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 1


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Aula 00 – Aula Demonstrativa

Aula Conteúdo Programático Data

00 Noções Básicas de Cartografia 11/1/16


, Cartografia Temática e Sistema de Posicionamento
01 Global por Satélite 18/1/1

Sistemas de informação geográfica, topologia; e


02 Interoperabilidade de Sistemas de Informação 25/1/16
Geográfica

Banco de dados; formato de dados; Infraestrutura de


03 dados espaciais 1/2/16

04 Sensoriamento remoto: 15/2/16


Conhecimentos práticos nos softwares: Geomedia ou
05 ArcGis ou QuantumGis. 22/2/16

06 Noções básicas de Geografia Urbana 29/2/16

SUMÁRIO

1 – APRESENTAÇÃO...............................................................................3
2 – ESTRUTURA DO CURSO....................................................................5
3 – NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA................................................6
4 – QUESTÕES DADAS EM AULA...........................................................29
5 – GABARITO......................................................................................33

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 2


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

1 – APRESENTAÇÃO

Finalmente saiu o Edital da Instituto Brasileiro de Geografia e


Estatística - IBGE! São pelo menos 140 vagas, dentre as quais 12 (DOZE) são
para a área de Geoprocessamento! Isso é uma raridade! Uma certamente
será sua se você se dedicar! Então vamos caprichar nos estudos para que esse
cargo seja seu!

Seja bem-vindo ao curso de GEOPROCESSAMENTO PARA ANALISTA


DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.

Meu nome é Giancarlo Brugnara Chelotti. Sou Engenheiro Florestal e


Especialista em Geoprocessamento, mestrando em Geociências Aplicadas e,
desde que me formei, em 2010, me dediquei para me tornar servidor público.
Sempre busquei fazer concursos relacionados à minha área de atuação, que é
meio ambiente, e esse sempre foi meu foco de estudos.

Sou servidor público desde setembro de 2010. Atualmente sou Auditor


Fiscal de Atividades Urbanas, Especialidade Controle Ambiental e trabalho no
Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal –
IBRAM/DF.

Antes de tomar posse no meu atual cargo efetivo, fui, por três anos,
Perito em Engenharia Florestal do Ministério Público da União, lotado na
Procuradoria Geral da República e, anteriormente, Engenheiro do Ministério da
Pesca e Aquicultura, por dez meses. Todos cargos efetivos.

Além dos cargos que assumi, já obtive aprovação em diversos outros


concursos como EMATER/DF (Extensionista Rural), SEMARH/GO (Analista
Ambiental e Técnico em Geoprocessamento), INCRA (Analista de
Desenvolvimento Agrário), IJSN/ES (Especialista em Geoprocessamento), DPF
(Perito Criminal Federal).

Desde a graduação e em toda minha trajetória como servidor público,


trabalho na área de meio ambiente e sempre com auxilio das ferramentas de
Geo. Sou apaixonado pelo o que faço e posso dizer que me sinto realizado
profissionalmente sendo servidor público e trabalhando pelo meio ambiente.

Muitas pessoas dizem que o serviço público é chato, que ninguém é feliz e
que as pessoas só fazem concurso pelo dinheiro. Eu não acredito nisso! O

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 3


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

dinheiro realmente é muito importante para qualquer pessoa, mas acho que,
para ser servidor público, a pessoa tem que ter vocação e não apenas ambição.

E a vocação do servidor começa a ser trabalhada ainda na fase de


“concurseiro” com o estabelecimento da rotina de estudo, a perseverança e
alguns tropeços até a tão sonhada aprovação.

No meu antigo cargo me acostumei a escrever de forma mais didática


sobre temas ambientais, visto que elaborava pareceres e notas técnicas para
assessorar a atuação dos Procuradores da República, que nem sempre tem bom
domínio de temas relacionados ao meio ambiente. Atualmente, como Auditor
Fiscal, lido diretamente com ferramentas Geo, em especial SIG e
Sensoriamento Remoto.

Aqui no Ponto dos Concursos já ministrei diversos cursos relacionados ao


meio ambiente e direito ambiental, a saber:

CURSO: ANO:
Direito Público (Item 17) – MPOG (Analista Técnico de Políticas Sociais) 2012
Legislação do Setor de Meio Ambiente – IBAMA (Analista Ambiental) 2012
Noções de Legislação Ambiental – ANP (Analista e Especialista) 2013
Conhecimentos Específicos – DNIT: Licenciamento e Auditoria Ambiental 2013
(Analista de Infraestrutura de Trânsito)
Legislação do Setor de Meio Ambiente – IBAMA (Analista Administrativo) 2013
Meio Ambiente em Teoria e Exercícios – FINEP (Analista) 2014
Recursos Florestais em Teoria e Exercícios – ICMBIO (Analista 2014
Ambiental)
Conhecimentos Específicos - SFB (Analista Ambiental) 2014
Ecologia e Meio Ambiente – SEGPLAN/GO (Perito Criminal) 2015
Direito Ambiental EM Exercícios Comentados para Delegado de Polícia - 2015
PCDF

Seja meu amigo no facebook “Giancarlo Chelotti” e me siga no


Instagram “@gianchelotti” e no snapchat “gianchelotti”

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 4


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

2 – ESTRUTURA DO CURSO

Esse curso aborda toda a parte de Geoprocessamento do edital do


concurso do IBGE e está dividido em 7 aulas, sendo uma demonstrativa e 6
regulares, conforme o conteúdo programático apresentado na página 2 deste
material.

As aulas consistirão de um apanhado teórico geral sobre os temas seguido


de uma coletânea de exercícios comentados que serão utilizados para fixar os
conhecimentos, dando maior ênfase àqueles que são mais importantes e que
são frequentemente cobrados em concursos.

Não se esqueça que, além das 6 aulas, o Fórum de Dúvidas está


sempre disponível para você. Use e abuse dele! Qualquer dúvida sobre as aulas
ou sobre o conteúdo, não hesite em me perguntar via fórum!

Antes que você continue a ler, preciso fazer um alerta:


Geoprocessamento não é coisa para marinheiro de primeira viagem! Se
você nunca teve contato com o tema e quis fazer para essa área em função do
número de vagas, DESISTA! Nem perca seu tempo!

Esse tema é bastante complexo! Tanto que só é devidamente abordado


em nível de pós-graduação. Dessa forma, é impossível eu ensinar
Geoprocessamento para você em seis aulas. O foco desse curso é garantir que
você domine o suficiente de Geo para gabaritar essa parte da prova, sem a
necessidade de se tornar um especialista no assunto. O foco é total na sua
prova!

Ao decorrer do curso, vocês perceberão que eu não costumo fazer aulas


muito longas e costumo ser bem direto e objetivo, raramente minhas aulas
passam de 50 páginas. O conteúdo teórico será bastante enxuto, visto que o
foco é na resolução de exercícios. Tudo isso justamente para que você otimize
ao máximo o seu tempo de estudo.

Um problema que enfrentaremos juntos ao longo desse curso é a


escassez de questões. Como o Geoprocessamento é um tema bastante raro em
concursos, a quantidade de questões existentes é pequena em comparação a
outras matérias, como as disciplinas do direito, português, informática e
raciocínio lógico. Para você ter uma ideia, acompanho concursos desde 2010 e
essa é apenas a terceira prova que vejo cobrar exclusivamente Geo na parte
específica.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 5


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Isso vai acabar refletindo em um curso com uma quantidade menor


questões também. As bancas que mais possuem questões de Geo são o CESPE
e a ESAF, que já possuem algum histórico na elaboração de provas com
questões sobre essa matéria.

Portanto, nosso curso terá a maior parte das questões oriundas dessas
bancas e também algumas questões de provas mais antigas para complementar
o estudo. Além disso, se eu julgar necessário, colocarei questões de minha
autoria para fixar a matéria.

Provavelmente teremos poucas questões da FGV, nossa querida banca,


mas posso te garantir que fiz uma vasta pesquisa de questões para esse curso
e prometo trazer o maior número de questões possíveis. Mesmo assim, se você
achar alguma questão que eu não tenha colocado na aula, sinta-se à vontade
para colocá-la no fórum para que eu a resolva para a turma, combinado?

Agora que estamos devidamente apresentados, vamos começar:

3 – NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA

Cartografia é entendida como Ciência e a Arte que se propõe a


representar através de mapas, cartas, plantas e outras formas gráficas os
diversos ramos do conhecimento humano sobre a superfície e o ambiente
terrestre.

O objeto da cartografia é a representação espacial das combinações e


interações dos fenômenos da natureza e da sociedade, bem como suas
alterações temporais, por meio de símbolos e convenções cartográficas.

A Astronomia é a mais antiga ciência de apoio à Cartografia, pois é


utilizada para determinar a posição geográfica de pontos na superfície terrestre.

As principais aplicações da cartografia são:

- Operações militares e de inteligência;

- Planejamento urbano e rural;

- Cadastro urbano e rural;

- Mapeamento, uso e ocupação do solo;

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 6


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

- Modelo digital de terreno e outros produtos;

- Engenharia Civil;

- Telecomunicações;

- Engenharia Elétrica;

- Indústria do petróleo;

- Sistemas de Informações Geográficas;

- Entre outros.

A Cartografia é dividia em três:

Geral: Atende o uso geral, representando a superfície topográfica, os


acidentes geográficos e as obras do homem. É base para as demais;

Temática: Atende determinados conhecimentos particulares (temas);

Especial: Atende um uso específico, uma técnica ou uma ciência.

A Cartografia Geral também se divide em três: cadastral, topográfica e


geográfica, em função da escala e do detalhamento das informações,
conforme figura abaixo:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 7


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Vamos ver as principais características da Cartografia Geral:

- Atende a um público amplo e diversificado (vários usuários);

- Representação de elementos físicos ligados à topografia do terreno;

- Produtos sempre servem de base para outras representações;

- Em geral, os elementos podem ser utilizados por um longo tempo;

- Trata basicamente de informações qualitativas;

- Produção de documentos exige conhecimento especializado em


cartografia.

Geodésia é uma ciência complexa, que estuda a determinação precisa da


forma e das dimensões da Terra e das variações do seu campo gravitacional.

Existem três tipos de abordagem para se tentar representar a superfície


terrestre, quanto à forma e dimensões, conforme figura a seguir:

Tanto o modelo físico quanto o matemático são utilizados em cartografia,


embora com finalidades diferentes. A partir do modelo físico, obtém-se o
Geóide, é uma superfície equipotencial coincidente com o nível médio dos
mares, suposto homogêneo e livre de perturbações de qualquer natureza. Ou

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 8


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

seja, é uma superfície de nível ondulada e não possui uma forma matemática
(ou geométrica) conhecida. Dessa forma, o geoide não pode ser utilizado como
superfície de referência para localização, embora possa ser utilizada para
altitudes.

A partir do modelo matemático, obtem-se a representação da superfície


terrestre como um Elipsóide de Revolução.

Com base nos modelos geodésicos, foram criados os Sistemas


Geodésicos. Um Sistema geodésico é composto de uma elipsoide de referência
+ um ponto de origem, chamado de Datum.

O Datum é um ponto de referência de coordenada conhecida. Ele pode


ser horizontal ou vertical. O Datum horizontal é a referência para o
posicionamento horizontal (coordenadas planimétricas). Ele Determina a
posição do elipsóide em relação ao geóide (vértice). O Datum vertical é a
referência para o posicionamento das altitudes. Cada região ou país banhado
por um oceano pesquisa em sua costa lugares onde a variação de marés é
mínima.

Atualmente o Sistema Geodésico de Referência utilizado no Brasil é o


SIRGAS 2000, que utiliza pontos de coordenadas conhecidas de diversos
países das Américas, bem como o auxílio dos Sistemas Globais de Navegação
por Satélite (GNSS).

O SIRGAS 2000 é um sistema Geocêntrico. Isto significa que esse sistema


adota um referencial que tem a origem dos seus três eixos cartesianos
localizado no centro de massa da Terra.

Sistema de coordenadas no plano cartesiano é um esquema reticulado


necessário para especificar pontos num determinado "espaço" com dimensões.
A ideia para este sistema foi desenvolvida em 1637 pelo matemático francês e
filósofo Descartes. O sistema consiste de duas retas perpendiculares,
chamadas eixos cartesianos que se interceptam em suas origens.

Equador é uma linha imaginária equidistante dos polos que divide a Terra
em dois hemisférios iguais. Ou seja, é o plano perpendicular à linha dos polos.

Latitude é um método que descreve posições de pontos situados a norte


ou a sul do Equador. Baseado no sistema sexagesimal, o Equador é considerado
0º, os polos são considerados 90º e cada grau pode ser dividido em 60
minutos. A linha de mesma latitude é denominada de Paralelo.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 9


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Longitude é um método que descreve posições de pontos situados a


leste ou oeste de um referencial. Por convenção, determinou-se que o
referencial seria a linha de mesma longitude que passa pelo observatório de
Greenwich, na Inglaterra, sendo esse o meridiano 0º. A linha de igual
longitude é denominada Meridiano.

A partir dos conceitos de latitude e longitude e da definição de latitude 0º


para a Linha do Equador e longitude 0º para o Meridiano de Greenwich, surge o
sistema de coordenadas geográficas, no qual a Terra pode ser dividida em 4
quadrantes: NE (latitudes e longitudes positivas), SE (latitudes negativas e
longitudes positivas), SW (latitudes e longitudes negativas), e NW (latidudes
positivas e longitudes negativas).

Para aplicar o posicionamento no sistema de latitudes e longitudes, é


necessário plotar a superfície terrestre em um plano. Para isso, existem
diversos Sistemas de Projeções. Todos os mapas e cartas são representações
aproximadas da superfície terrestre. Não se pode passar de uma superfície
curva para uma superfície plana sem que haja deformações.

Essas distorções podem ser lineares (altera a dimensão de linhas),


angulares (variações de ângulos), de forma (altera o formato de polígonos),
ou de área (altera o tamanho de polígonos).

As Projeções Cartográficas podem ser definidas como a corresondência


matemáticas entre as coordenadas plano-retangulares do mapa e as
coordenadas esféricas da Terra.

As projeções cartográficas podem ser classificadas de acordo com as


propriedades que conservam, podendo ser:

Equidistantes: não apresentam deformações lineares em uma ou


algumas direções;

Equivalentes: não deformam áreas, dentro de certos limites de


extensão;

Conformes: não deformam ângulos, dentro de certos limites de


extensão;

Afiláticas: não conservam nenhuma propriedade, mas minimizam as


deformações em conjunto (ângulos, áreas e distâncias).

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 10


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

De acordo com o método construtivo, as projeções podem ser


classificadas em:

Geométricas: baseiam-se em princípios geométricos, existindo um


significado físico para a projeção;

Analíticas: baseiam-se em leis de correspondência matemáticas e não


possuem um significado geométrico;

Convencionais: baseiam-se em princípios projetivos arbitrais, por


convenção, para deduzir uma expressão matemática;

Existem seis tipos de superfície de projeção: linear, linear com polar,


plana, cônica, cilíndrica e esférica. Essas três que grifei são as mais comuns.
A figura a seguir apresenta alguns exemplos dessas projeções.

As projeções planas são classificadas como:

Ortográfica: ponto de vista localizado no infinito. Visão em perspectiva


da Terra. Escala diminui ao longo das linhas radiais a partir do ponto
central.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 11


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Estereográfica: ponto de vista é o centro da Terra. Direções somente são


verdadeiras a partir do ponto central da projeção, a escala aumenta a
partir do ponto central, distorções de áreas e grandes formas aumentam a
partir do ponto central.

Gnômica: ponto de vista localizado no centro da Terra. Equidistante,


porém as distâncias só são verdadeiras a partir do ponto central da
projeção. Distorções de formas e áreas aumentam a partir do ponto
central e a escala aumenta muito rapidamente a partir desse ponto.

Azimutal Equidistânte: distâncias a partir do centro são verdadeiras.


Distorções de forma e área aumentam a partir do ponto central.

Azimutal de Igual Área de Lambert: Equivalente. Setores limitados por


dois meridianos e dois paralelos na mesma latitude são uniformes em
área.

Exemplo da projeção plana de igual área de Lambert.

As principais projeções cônicas são:

Albers de Igual Área: Equivalente. Equidistante nos paralelos padrões.


Os paralelos são espaçados desigualmente em círculos concêntricos a

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 12


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

partir dos polos. Os meridianos são regularmente espaçados, cortando os


paralelos em ângulo reto.

Conforma de Lambert: Os paralelos são arcos de círculos com origem


comum. Os meridianos são igualmente espaçados desses círculos.
Equidistante nos paralelos padrões. Direções são precisas. Distorções de
áreas e formas são mínimas ao longo dos paralelos padrões, mas
aumentam a partir deles.

Equidistante: As distâncias são veradeiras ao longo dos meridianos e dos


paralelos padrões. Direções, áreas e formas são razoavelmente precisas,
mas há aumento da distorção â medida que se afasta dos paralelos
padrões.

Policônica: Direções são verdadeiras nos paralelos e meridiano central.


Formas e áreas são verdadeiras apenas ao longo do meridiano central.

Exemplo da Projeção Equidistante

As projeções cilíndricas são classificadas em normal (eixo de simetria


do cilindro coincide com o eixo de rotação da Terra); transversal (eixo de

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 13


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

seimetria do cilindro é transversal ao eixo de rotação da Terra); oblíqua (eixo


de simetria do cilindro em posição diversa ao eixo de rotação da Terra).

A principal projeção cilíndrica e a mais utilizada é a Projeção Universal


Transversal de Mercator, ou sistema UTM. É uma projeção conforme e com
mínimas distorções de distância. Consiste em uma superfície de projeção
construída a partir de 60 cilindros transversos secantes ao elipsoide, cada um
com uma amplitude de 6º em longitude, tendo como limites as latitudes 80ºN e
80ºS. Acima desses valores as distorções se acentuam muito. Os fusos são
enumerados de 1 a 60 a partir do antimeridiano de Greenwich. Indicado para
mapeamentos de escala de 1:1.000.000 a 1:10.000. Utiliza-se do sistema
métrico onde cada fuso é dividido por um meridiano central e pela Linha do
Equador. As distâncias variam de 0 a 10.000 km para o norte, 10.000 a 0km
para o sul, e de 500 a 0km para oeste e de 500 a 1.000km para leste,
conforme esquema abaixo:

O Brasil ocupa 8 fusos UTM, conforme figura abaixo:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 14


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

A seguir vou apresentar um quadro com as principais projeções


cartográficas e suas características e aplicações mais marcantes:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 15


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Com base na divisão adotada pelo sistema UTM, a União Geodésica


Geofísica Internacional – UGGI, propôs um sistema de mapeamento mundial
chamado de Carta ao Milionésimo. Esse esquema propõe mapear o mundo
em escala 1:1.000.000 e divide a superfície terrestre em quadrantes com 6º de
longitude e 4º de latitude, numerados de 1 a 60 a partir do antimeridiano de
Greenwich de Oeste para Leste, com letras de “A” até “U” para as latitudes,
acrescida das letra “N” para norte e “S” para sul.

O sistema da Carta ao Milionésimo possui um sistema de divisão e


nomenclatura que permite mapear áreas com escalas de 1:1.000.000 até
1:10.000 com localização geográfica precisa.

A carta de 1:1.000.000 é dividida em 4 folhas de 2º por 3º, com


1:500.000, onde cada quadrante é acrescido das letras V, X, Y, Z. Essa folha é
dividida em outras 4 folhas de 1º por 1º30’, com escala de 1:250.000, onde
cada quadrante é conhecido pelas letras A, B, C, D.

Essa folha é dividida em outras 6 folhas com escala de 1:100.000,


numeradas em algarismos romanos I, II, III, IV, V, VI. Cada folha dessa é
dividida em outras 4 folhas com escala de 1:50.000, numeradas em algarismos
arábicos 1, 2, 3, 4.

A folha de 50.000 é dividida em 4 outras, com escala de 1:25.000,


nominadas em função da posição do quadrante NO, NE, SE, SO. Essa última é,
ainda, dividida em outras 6 folhas com escala de 1:10.000, nomeadas pelas
letras A, B, C, D, E, F.

UFA! Parece complexo, mas vou deixar um esquema aqui para facilitar a
compreensão de vocês:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 16


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

O Brasil está inserido em 46 Cartas ao Milionésimo, conforme figura


abaixo. Cada carta dessa pode ser dividida conforme o sistema de
nomenclatura que expliquei acima.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 17


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Mas o que é escala?

Escala nada mais é do que relação entre as dimensões de um


desenho e o objeto por ele representado. É uma relação matemática que
existe entre as dimensões reais e aquelas da representação da realidade
contidas em um mapa ou globo.

As escalas são registradas em forma de fração, onde o numerador indica


o valor do plano (mapa) e o denominador o valor real daquela área
representada. Por exemplo, a escala de 1:500 significa que 1 cm do mapa
equivale a 500 cm da área real.

De maneira geral, a escala numérica não indica a unidade, pois pode ser
aplicada a qualquer uma. Entretanto, pode haver escala por unidade, por
exemplo:

1 cm = 4 km

A representação que mostrei acima é chamada de escala numérica. Outra


forma de representação é a escala gráfica. A escala gráfica é a representação
desenhada da escala unidade por unidade, onde cada segmento mostra a
relação entre longitude da representação e da área real. Um exemplo seria:

0____________100km

1 – (CESPE) DPF (2013) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

Os mapas de cartografia são concebidos por meio de dois elementos da


realidade: localização e espaço.

Por definição, a localização não é um elemento da realidade, é uma


convenção criada pelo homem. Nem todo mapa produzido precisa de localização
definida.

Item ERRADO!

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 18


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

2 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Diferentes tipos de sistemas de projeção preservam diferentes


características do terreno. Os sistemas de projeção do tipo equivalente
preservam:

a) Linhas b) Áreas c) Ângulos

d) Linhas e áreas e) Linhas e ângulos

Como vimos, projeções equivalentes são aquelas que preservam áreas.

Resposta certa: Letra “B”

Essa prova do DNIT foi a última prova específica


sobre Geoprocessamento que tenho
conhecimento. E tem um detalhe: o conteúdo
específico previsto no edital foi EXATAMENTE
IGUAL ao do edital do IBGE! Dessa forma, atenção redobrada nessas questões,
ok?

3 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

Não é possível se desenvolverem, sem deformações, superfícies


esféricas ou elipsoidais sobre um plano. Contudo, é possível construir,
sobre um plano, projeções dessas superfícies em que são preservados,
por exemplo, ângulos ou dimensões lineares dos elementos gráficos
contidos na superfície original.

É exatamente isso, não é possível transportar para o plano superfícies


elipsoidais ou esféricas sem que haja deformações. Só é possível preservar
algumas propriedades, como ângulos, áreas e linhas.

Item CERTO!

4 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

Em representações de grandes extensões territoriais, em que as áreas


constituem elemento relevante para as análises, deve-se empregar um
sistema de projeção dito equivalente, que tem a propriedade de
preservar, na representação, as relações existentes entre as áreas
reais.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 19


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Se o elemento relevante para a análise do mapa é a área, é essa


propriedade que deve ser preservada. Dessa forma, deve-se escolher a
projeção que preserva essa característica. Dessa, forma deve-se utilizar uma
projeção Equivalente.

Item CERTO!

5 – (CESPE) DPF (2013) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

O sistema geocêntrico terrestre é um sistema cartesiano bidimensional


com origem no centro da Terra, um eixo coincidente com o eixo de
rotação da Terra e outro jacente no plano do equador, amarrado ao
meridiano de Greenwich.

O sistema geocêntrico é um sistema tridimensional, possui três eixos


cartesianos.

Item ERRADO.

6 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Em Cartografia, WGS84, SAD69 e SIRGAS2000 são termos relacionados


com:

a) Sistemas de projeção

b) Receptores de GPS

c) Referenciais geodésicos

d) Sistema de coordenadas

e) Tipos de estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento


Contínuo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística)

Os sistemas SAD69, WGS84 e SIRGAS 2000 são sistemas geodésicos de


referência, ou referenciais geodésicos. Pode-se dizer que cada sistema é a
evolução do outro, na ordem que coloquei.

Resposta certa: letra “C”

7 – (CESPE) ICMBIO (2014) Analista Ambiental

Os sistemas relacionados a referenciais geodésicos incluem WGS84


(World Geodetic System, de 1984), SIRGAS2000 (sistema de referência

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 20


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

geocêntrico para as Américas, de 2000) e UTM (universal transversa de


Mercator).

O WGS84 e o SIRGAS2000 realmente são sistemas geodésicos de


referência, entretanto o UTM é um sistema de projeção ou sistema de
coordenadas.

Item ERRADO!

8 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Com relação à UTM (Universal Transversa de Mercator), é correto


afirmar que:

a) pode assumir valores negativos.

b) a unidade de medida é dada em metros ou quilômetros.

c) independe do fuso horário (zona).

d) a Terra é representada por uma projeção cônica.

e) a Terra é representada por uma projeção azimutal.

No sistema UTM, não existem valores negativos. Como eu já expliquei, o


eixo X varia de 0 a 500km para oeste e 500 a 1000km para leste; e o eixo y
varia de 0 a 10.000km para norte e 10.000 a 0km para sul. Letra “A” FALSA.

A unidade de medida realmente é em metros ou quilômetros. Letra “B”


CERTA.

O sistema UTM depende do fuso, uma vez que esse sistema divide a
superfície terrestre em 60 fusos. Letra “C” FALSA.

Nesse sistema a Terra é representada por uma projeção cilíndrica. Letras


“D” e “E” FALSAS.

Resposta certa: Letra “B”

9 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

O meridiano central da zona 3 UTM é o meridiano de –165º (ou 165º


W).

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 21


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Sabemos que o sistema UTM divide a Terra em 60 fuso (ou zonas) de 6º


de longitude e que a contagem começa a partir do antimeridiano de Greenwich,
na longitude 180º. Dessa forma, a zone 3 UTM começa a -12º do antimeridiano
de Greenwich e termina a -18º, ou seja entre os meridianos -168º e – 162º.
Como o meridiano central das zonas UTM são os que ficam a 3º dos limites,
realmente o meridiano central da zona 3 UTM é o -165º

Item CERTO!

10 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

As coordenadas geográficas de um objeto georreferenciado na escala


1:25.000 serão as mesmas, independentemente de a carta topográfica
ter como referência planimétrica o SAD-69 (south american datum) ou
o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS2000).

As coordenadas geográficas de um objeto variam em função do sistema


geodésico de referência. E isso independe da escala. O sistema SAD69 é um
sistema topocêntrico que usa um modelo de geóide diferente do SIRGAS 2000
que é geocêntrico. As coordenadas são bem parecidas entre os diferentes
sistemas. O deslocamento é da ordem de alguns metros, entretanto não são as
mesmas.

Item ERRADO!

11 – (CESPE) MPU (2013) – Analista do MPU – Perícia – Engenharia


Agronômica

Considere uma propriedade rural com as seguintes características: área


de 10 km x 20 km, localizada na carta planialtimétrica SA.22, em
terreno com declividade média de 30% e georreferenciamento dos
limites da propriedade realizado com receptor GPS (global positioning
system) de navegação. Com base nessas informações, julgue os itens
subsecutivos.

Os dados permitem concluir que a propriedade rural localiza-se em


região compreendida entre a linha do Equador e 4º de latitude sul.

Conforme o sistema de nomenclatura da Carta ao Milionésimo, o endereço


SA.22 nos permite concluir que: “S” essa carta está ao sul do equador; “A” é a
primeira carta, considerando a direção do equador ao polo sul; 22 que está
localizada no fuso 22. Como cada carta ao milionésimo tem dimensão de 6º de
longitude por 4º de latitude, pode-se concluir que a propriedade em questão
está ao sul do equador, em região com latitude máxima de 4º.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 22


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Podemos ir mais além: o “22” permite concluir que essa propriedade se


localiza no Brasil, uma vez que esse fuso corta nosso território na linha do
Equador.

Item CERTO!

12 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Um usuário solicitou junto ao Instituto Brasileiro de Geografi a e


Estatística (IBGE), uma carta topográfica denominada SD-22-X-D-II-2.
Pode-se dizer que a escala da carta solicitada foi de:

a) 1:50.000 b) 1:100.000 c) 1:125.000

d) 1:250.000 e) 1:500.000

Segundo o sistema de nomenclatura de Carta ao Milionésimo, o SD-22-X-


D-II-2 possui escala de 1:50.000, conforme esquema que coloquei para você.

Resposta certa: Letra “A”.

13 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Suponha que uma cidade A situa-se a -10º S de latitude e -42º W de


longitude, enquanto a cidade B situa-se a -20º S de latitude e -45º W de
longitude. Uma aeronave, ao partir da cidade A para a cidade B, estará
tomando um rumo no sentido aproximado de:

a) Nordeste b) Sudeste c) Noroeste

d) Sudoeste e) Norte-Sul

A cidade “A” situa-se a 10º ao sul do Equador e a 42º a oeste de


Greenwich. Já a cidade “B”, situa-se a 20º ao sul do equador (10 graus mais ao
sul do que “A”) e a 45º a oeste de Greenwich (5 graus mais a oeste que “A”.
Em uma representação simples:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 23


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

Dessa forma, a direção de voo de “A” para “B” é sudoeste.

Resposta certa: Letra “D”.

14 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Considere que os pontos A, B e C possuem as seguintes latitudes em


graus, minutos e segundos:

Ponto A = -12º15’00”

Ponto B = -12º30’30”

Ponto C = -12º30’45”

Convertendo esses valores em graus decimais, tem-se que:

a) a latitude do ponto A é igual a -12,15º.

b) a latitude do ponto B é igual a -12,35º.

c) o ponto B localiza-se mais a norte do ponto A.

d) a latitude do ponto C é igual a -12,75º.

e) o ponto B localiza-se mais a sul do ponto A e mais a norte do ponto


C.

Temos as localizações dos pontos “A”, “B” e “C” em graus, minutos e


segundos. As alternativas a), b) e d) tratam da conversão de graus minutos e
segundos para graus decimais. A diferença entre esses sistemas é a seguinte:

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 24


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

os graus são representados da mesma forma nos dois sistemas. A diferença


está na fração dos graus.

No primeiro a fração é dividida em minutos, variando e 0 a 60 e depois


novamente dividida em segundos, também variando de 0 a 60. No sistema
decimal, como o nome já diz a fração é expressa em números reais. Para
converter uma na outra é necessário a aplicação de uma regra de três simples.
Então vamos aplicar para as alternativas a), b) e d):

𝟏𝟓 𝟔𝟎
𝑨⋮ 𝑿 → 𝟔𝟎𝑿 = 𝟏𝟓𝟎𝟎 → 𝑿 = 𝟐𝟓 ∴ 𝑨 = 𝟏𝟐, 𝟐𝟓º
𝑿 𝟏𝟎𝟎
𝟑𝟎 𝟔𝟎
𝑩⋮ 𝑿 → 𝟔𝟎𝑿 = 𝟑𝟎𝟎𝟎 → 𝑿 = 𝟓𝟎 ⋮ 𝒓𝒆𝒑𝒆𝒕𝒆 − 𝒔𝒆 𝒂 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒈𝒖𝒏𝒅𝒐𝒔 ⋮
𝑿 𝟏𝟎𝟎
∴ 𝑩 = 𝟏𝟐, 𝟓𝟓º

𝟑𝟎 𝟔𝟎 𝟒𝟓 𝟔𝟎
𝑪⋮ 𝑿 → 𝟔𝟎𝑿 = 𝟑𝟎𝟎𝟎 → 𝑿 = 𝟓𝟎 ⋮ 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒈𝒖𝒏𝒅𝒐𝒔: 𝑿 → 𝟔𝟎𝒀 = 𝟒𝟓𝟎𝟎
𝑿 𝟏𝟎𝟎 𝒀 𝟏𝟎𝟎
→ 𝒀 = 𝟕𝟓 ∴ 𝑪 = 𝟏𝟐, 𝟓𝟕𝟓º

Portanto, alternativa a), b) e d) FALSAS.

Agora vamos analisar a posição dos pontos para julgar as alternativas c) e


e). Quanto maior o ângulo, mais ao sul o ponto está. Dessa forma, concluímos
que o ponto “A” está mais ao norte, o “B” no meio e o “C” é o ponto mais ao
sul. Dessa forma a alternativa c) é FALSA e a alternativa e) é VERDADEIRA!

Resposta certa: letra “E”.

15 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

A escala 1:50.000 é maior que a escala 1:100.000.

Para descobrir qual é a escala maior, basta resolver a fração representada


pela escala:

𝟏 𝟏
= 𝟎, 𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐 ⋮ = 𝟎, 𝟎𝟎𝟎𝟎𝟏 → 𝟎, 𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐 > 0,00001 ∴ 1: 50.000 > 1: 100.000
𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎

Item CERTO!

Questões sobre escala são bastante comuns em


provas! Tenha certeza que pelo menos uma
questão desse tipo vai aparecer na sua prova.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 25


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

16 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

Na escala 1:250.000, 1 cm no mapa equivale a 2.500 m² no terreno.

As escalas só indicam medidas lineares, para se obter a área em escala,


deve-se primeiro obterás medidas lineares e em seguida calcular novamente as
áreas. A escala 1:250.000 significa que 1cm no mapa equivalem a 2.500
metros, mas não metros quadrados.

Item ERRADO.

17 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Suponha que a distância real entre as cidades de São Paulo e Rio de


Janeiro é de 400 quilômetros e que, em um mapa planimétrico, ela
corresponde a 4 centímetros. Portanto, a escala correta do mapa é de:

a) 1:1.000

b) 1:10.000

c) 1:100.000

d) 1:1.000.000

e) 1:10.000.000

Vamos converter tudo para centímetros para facilitar:

𝟒𝒄𝒎
𝟒𝟎𝟎𝒌𝒎 = 𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎𝒄𝒎 ⋮ = 𝟏: 𝟏𝟎. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎𝒄𝒎

Resposta certa: letra “E”.

18 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Entre as escalas abaixo, a mais apropriada para representar um pivô-


central com raio de 50 metros numa folha de papel A4 (210 mm x 294
mm) é a de:

a) 1:500 b) 1:2.500 c) 1:5.000

d) 1:25.000 e) 1:50.000

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 26


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

A primeira coisa que temos que fazer é transformar tudo para a mesma
escala. Dessa forma, 50m de raio, são 100m de diâmetro = 100.000mm, e
precisa caber na menor dimensão da folha 210mm. Dessa forma, para o pivô
caber nessa folha, temos:

𝟐𝟏𝟎
= 𝟎, 𝟎𝟎𝟐𝟏 ∴≅ 𝟏: 𝟓𝟎𝟎
𝟏𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎

Resposta certa: Letra “A”

19 - (ESAF) DNIT (2013) Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

A figura abaixo mostra uma área de estudo hipotética onde foram


coletados no campo cinco pontos de controle para georreferenciar uma
imagem de satélite. Com base nessa figura, pode-se afirmar que, em
média, foram coletadas:

a) 0,05 amostras/hectare

b) 0,5 amostras/hectare

c) 5 amostras/hectare

d) 50 amostras/hectare

e) 500 amostras/hectare

Com base na figura, sabemos que cada quadrante possui lados iguais de
25m, dessa forma a área total da propriedade é de 100x100m = 10.000m que
equivale 1 hectare. Como forma coletados 5 pontos nessa área, concluímos
que foram coletados 5 amostras por hectare.

Resposta certa: letra “C”

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 27


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

20 – (CESPE) MPU (2013) – Analista do MPU – Perícia – Engenharia


Agronômica

Considere uma propriedade rural com as seguintes características: área


de 10 km x 20 km, localizada na carta planialtimétrica SA.22, em
terreno com declividade média de 30% e georreferenciamento dos
limites da propriedade realizado com receptor GPS (global positioning
system) de navegação. Com base nessas informações, julgue os itens
subsecutivos.

Nessa propriedade rural, a elevação do terreno varia, em média, 30


metros para cada 1 km de distância, no sentido do ponto mais elevado
para o ponto mais baixo do terreno.

Se a declividade média do terreno é de 30%, isso significa que a cada 100


metros o terreno varia 30 metros em altitude.

Item ERRADO!

Então é isso alunos! Chegamos ao final da nossa Aula Demonstrativa do


curso de Geoprocessamento para Analista do IBGE. Espero que vocês tenham
gostado da nossa aula inaugural!

Não se esqueçam de fazer a revisão desta aula.

Fiquem com Deus e até a próxima aula!

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 28


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

4 – QUESTÕES DADAS EM AULA

1 – (CESPE) DPF (2013) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

Os mapas de cartografia são concebidos por meio de dois elementos da


realidade: localização e espaço.

2 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Diferentes tipos de sistemas de projeção preservam diferentes características


do terreno. Os sistemas de projeção do tipo equivalente preservam:

a) Linhas b) Áreas c) Ângulos

d) Linhas e áreas e) Linhas e ângulos

3 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

Não é possível se desenvolverem, sem deformações, superfícies esféricas ou


elipsoidais sobre um plano. Contudo, é possível construir, sobre um plano,
projeções dessas superfícies em que são preservados, por exemplo, ângulos ou
dimensões lineares dos elementos gráficos contidos na superfície original.

4 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

Em representações de grandes extensões territoriais, em que as áreas


constituem elemento relevante para as análises, deve-se empregar um sistema
de projeção dito equivalente, que tem a propriedade de preservar, na
representação, as relações existentes entre as áreas reais.

5 – (CESPE) DPF (2013) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

O sistema geocêntrico terrestre é um sistema cartesiano bidimensional com


origem no centro da Terra, um eixo coincidente com o eixo de rotação da Terra
e outro jacente no plano do equador, amarrado ao meridiano de Greenwich.

6 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Em Cartografia, WGS84, SAD69 e SIRGAS2000 são termos relacionados com:

a) Sistemas de projeção

b) Receptores de GPS

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 29


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

c) Referenciais geodésicos

d) Sistema de coordenadas

e) Tipos de estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo) do


IBGE (Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística)

7 – (CESPE) ICMBIO (2014) Analista Ambiental

Os sistemas relacionados a referenciais geodésicos incluem WGS84 (World


Geodetic System, de 1984), SIRGAS2000 (sistema de referência geocêntrico
para as Américas, de 2000) e UTM (universal transversa de Mercator).

8 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Com relação à UTM (Universal Transversa de Mercator), é correto afirmar que:

a) pode assumir valores negativos.

b) a unidade de medida é dada em metros ou quilômetros.

c) independe do fuso horário (zona).

d) a Terra é representada por uma projeção cônica.

e) a Terra é representada por uma projeção azimutal.

9 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

O meridiano central da zona 3 UTM é o meridiano de –165º (ou 165º W).

10 – (CESPE) MPU (2010) – Analista em Engenharia Florestal/Perito

As coordenadas geográficas de um objeto georreferenciado na escala 1:25.000


serão as mesmas, independentemente de a carta topográfica ter como
referência planimétrica o SAD-69 (south american datum) ou o Sistema de
Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS2000).

11 – (CESPE) MPU (2013) – Analista do MPU – Perícia – Engenharia


Agronômica

Considere uma propriedade rural com as seguintes características: área de 10


km x 20 km, localizada na carta planialtimétrica SA.22, em terreno com
declividade média de 30% e georreferenciamento dos limites da propriedade

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 30


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

realizado com receptor GPS (global positioning system) de navegação. Com


base nessas informações, julgue os itens subsecutivos.

Os dados permitem concluir que a propriedade rural localiza-se em região


compreendida entre a linha do Equador e 4º de latitude sul.

12 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Um usuário solicitou junto ao Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística


(IBGE), uma carta topográfica denominada SD-22-X-D-II-2. Pode-se dizer que
a escala da carta solicitada foi de:

a) 1:50.000 b) 1:100.000 c) 1:125.000

d) 1:250.000 e) 1:500.000

13 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Suponha que uma cidade A situa-se a -10º S de latitude e -42º W de longitude,


enquanto a cidade B situa-se a -20º S de latitude e -45º W de longitude. Uma
aeronave, ao partir da cidade A para a cidade B, estará tomando um rumo no
sentido aproximado de:

a) Nordeste b) Sudeste c) Noroeste

d) Sudoeste e) Norte-Sul

14 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Considere que os pontos A, B e C possuem as seguintes latitudes em graus,


minutos e segundos:

Ponto A = -12º15’00”

Ponto B = -12º30’30”

Ponto C = -12º30’45”

Convertendo esses valores em graus decimais, tem-se que:

a) a latitude do ponto A é igual a -12,15º.

b) a latitude do ponto B é igual a -12,35º.

c) o ponto B localiza-se mais a norte do ponto A.

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 31


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

d) a latitude do ponto C é igual a -12,75º.

e) o ponto B localiza-se mais a sul do ponto A e mais a norte do ponto C.

15 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

A escala 1:50.000 é maior que a escala 1:100.000.

16 – (CESPE) DPF (2004) – Perito Criminal Federal – Engenharia


Florestal

Na escala 1:250.000, 1 cm no mapa equivale a 2.500 m² no terreno.

18 – (ESAF) DNIT (2013) – Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

Entre as escalas abaixo, a mais apropriada para representar um pivô-central


com raio de 50 metros numa folha de papel A4 (210 mm x 294 mm) é a de:

a) 1:500 b) 1:2.500 c) 1:5.000

d) 1:25.000 e) 1:50.000

19 - (ESAF) DNIT (2013) Analista de Infraestrutura em Transportes –


Geoprocessamento

A figura abaixo mostra uma área de estudo hipotética onde foram coletados no
campo cinco pontos de controle para georreferenciar uma imagem de satélite.
Com base nessa figura, pode-se afirmar que, em média, foram coletadas:

a) 0,05 amostras/hectare b) 0,5 amostras/hectare

c) 5 amostras/hectare d) 50 amostras/hectare

e) 500 amostras/hectare

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 32


Geoprocessamento para Analista do IBGE
Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Giancarlo Chelotti

20 – (CESPE) MPU (2013) – Analista do MPU – Perícia – Engenharia


Agronômica

Considere uma propriedade rural com as seguintes características: área de 10


km x 20 km, localizada na carta planialtimétrica SA.22, em terreno com
declividade média de 30% e georreferenciamento dos limites da propriedade
realizado com receptor GPS (global positioning system) de navegação. Com
base nessas informações, julgue os itens subsecutivos.

Nessa propriedade rural, a elevação do terreno varia, em média, 30 metros


para cada 1 km de distância, no sentido do ponto mais elevado para o ponto
mais baixo do terreno.

5 – GABARITO:

1–E 2 – “B” 3-C 4-C 5-E


6 – “C” 7-E 8 – “B” 9-C 10 - E
11 - C 12 – “A” 13 – “D” 14 – “E” 15 – C
16 – E 17 – “E” 18 – “A” 19 – “C” 20 - E

www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Giancarlo Chelotti 33

Você também pode gostar