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Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul

Campus Virtual
Curso: Gestão Pública

Aluno: Wladimir de Lima Monte

Atividade de avaliação a distância (AD)


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Recife
2013
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul
Campus Virtual

Curso: Gestão Pública

Atividade de avaliação a distância (AD)

Atividade de avaliação a distância (AD) ao Curso de Gestão


Pública (Tecnólogo) Universidade do Sul de Santa Catarina
Disciplina: Fontes de Financiamento Público.
Nome do aluno: Wladimir de Lima Monte
Data: 24 de outubro de 2013

Professor: Leandro Luís Darós

Recife
2013

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1. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação – FUNDEB é um fundo que tem importância
destacada na melhoria da educação no Brasil. A respeito dos gastos permitidos com
recursos do FUNDEB, determinado prefeito está em dúvidas se pode utilizar dinheiro
do FUNDEB para a compra de merenda escolar. Então, solicitou a você que fizesse
uma pesquisa sobre o tema (em especial na Lei 9.394/96) e respondesse a questão:
podem ser utilizados recursos do FUNDEB para a compra de merenda escolar?
Fundamente sua resposta com um texto de 10 linhas. (3,0 pontos)

Não, haja vista que essas despesas não se caracterizam como sendo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) e porque ao contrário do que
preconiza o artigo 71 da Lei 9.394/96 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), onde
impede textualmente sua consideração como MDE. Ademais, é enfatizado
claramente, onde diz que: “Pessoal docente e demais trabalhadores da educação,
quando em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e
desenvolvimento do ensino.” Portanto, conforme prevê o Art. 71 da Lei 9394/96,
inciso IV as despesas com programas suplementares de alimentação (Merenda
Escolar), não podem ser pagas com recursos do FUNDEB. Então, auxiliando o
referido prefeito no que tange o assunto em questão, Ele não pode utilizar os recursos
do FUNDEB para a compra de merenda escolar.

2. Uma entidade sem fins lucrativos que atende crianças órfãs apresentou uma
proposta de convênio a um órgão público para a obtenção de recursos visando
realizar uma excursão a um museu. Como o processo demorou a ser aprovado, o
responsável pela entidade realizou a visita ao museu antes da assinatura do
convênio. Questiona-se: o órgão repassador dos recursos pode aceitar essa despesa
como válida? Justifique sua resposta com um texto de 10 linhas. (3,0 pontos)

Não, não pode ser aceita esta despesa como válida até porque é vedada a
inclusão, tolerância de admissão, nos convênios, sob pena de nulidade do ato e
responsabilidade do agente, então a responsabilidade passa a ser exclusivamente
dele, até porque as cláusulas proibidas num Convênio estão à realização de
despesas em data anterior ou posterior à sua vigência. A execução do convênio deve
obedecer fielmente ao que foi previsto e estabelecido no Plano de Trabalho, em
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especial aos prazos de vigência (início e término) de cada etapa. Diante das razões
acima mencionadas, o órgão repassador não pode e nem deve aceitar esta despesa
como válida, pois o convênio ainda não havia sido assinado entre as partes e,
portanto, quaisquer despesas antes e/ou depois da data de vigência passa a ser nula
e inválida.

2.1 - Um município firmou convênio com o Estado para a construção de uma creche.
O Plano de Trabalho especificava o prazo de 6 meses (a partir da assinatura do
convênio) para o término da obra. Como choveu bastante durante o período, a
construção atrasou. O engenheiro responsável constata que a creche não ficará
pronta no prazo estabelecido e comunica o fato ao responsável pelo convênio no
município. Diante disso, questiona-se:

a) Qual deve ser o procedimento do município para não incorrer em irregularidades


na aplicação dos recursos do convênio? (2,0 pontos)

O procedimento do referido município é apresentar uma proposta


fundamentada e com as devidas justificativas detalhadas e por escrito ao ordenador
de despesas do Estado, mediante um termo aditivo ao convênio original que é um
instrumento legal, devendo fazer as prestações de contas através das notas fiscais
que comprovem todas as aplicações do capital na referida obra. Entretanto,
considerando ainda, que a situação apresentada não diz respeito a alterações do
objeto do convênio e a apenas alteração de execução da obra, o próprio prefeito pode
esforçar-se junto ao estado para alteração da vigência do convênio, buscando
esforços para não incorrer em irregularidades na aplicação dos recursos do convênio.
Então, é possível o município propor o adiamento da data de vigência do convênio
sem nenhuma implicação.

b) Como ele deve fazer isso? (2,0 pontos)

O Município deverá apresentar no prazo mínimo de 20 dias antes do


vencimento da vigência sua proposta fundamentada e com as devidas justificativas
detalhadas e por escrito de repactuação do prazo de execução da obra,
acompanhado do Plano de Trabalho aprovado, com a nova data de vigência, e para
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isso aguardar autorização para aditamento do convênio através de um termo aditivo,
inclusive com a respectiva publicação no Diário Oficial do Estado para não incorrer
em irregularidades.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Livro Didático: Fontes de Financiamento Público - Palhoça UnisulVirtual 2011,
disciplina na modalidade a distância. Acesso do livro didático PDF, trabalhos
acadêmicos na Unisul: <http://aplicacoes.unisul.br/pergamum/pdf/tau_2012.pdf>
Acesso em 8 out 2013>
<Sites pesquisados: acessos em 4, 8 e 23 out 2013>
<http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11684819/artigo-71-da-lei-n-9394-de-20-de-
dezembro-de-1996>
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>