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Dia​ ​07​ ​de​ ​agosto:

Na petição inicial, até a sentença, até posterior à sentença - tudo é denominado de


ato​ ​processual.

A petição inicial é um ato processual, a oitiva de uma testemunha, recorrer, anexar uma
fotografia no processo, tomar depoimento da parte, o juiz quando profere uma sentença, o
chefe​ ​de​ ​secretaria​ ​ou​ ​o​ ​escrivão​ ​quando​ ​remete​ ​um​ ​processo​ ​ao​ ​juiz,​ ​é​ ​um​ ​ato​ ​processual.
Tudo aquilo que decorre com base no processo, seja nele ou fora dele, é
denominado​ ​ato​ ​processual.

Esses atos processuais são de suma importância para o processo porque não é
sempre​ ​que​ ​eles​ ​são​ ​praticados.
Há​ ​formas​ ​de​ ​esses​ ​atos​ ​serem​ ​praticados.
São​ ​de​ ​suma​ ​importância​ ​para​ ​compreender​ ​as​ ​fases​ ​do​ ​processo.
Ato processual é toda manifestação da vontade humana com o objetivo de
criar, conservar, modificar ou até mesmo extinguir uma determinada relação jurídica.
Tudo​ ​que​ ​é​ ​praticado​ ​dentro​ ​de​ ​um​ ​processo.

Quando se faz uma petição inicial, o propósito é levar ao juiz um fato ao


conhecimento​ ​do​ ​juiz.
Quem​ ​são​ ​os​ ​agentes​ ​da​ ​jurisdição?​ ​Tanto​ ​o​ ​juiz​ ​quanto​ ​o​ ​chefe​ ​de​ ​gabinete.
É certo também que terceiros interessados para se manifestar no processo também
poderão​ ​praticar​ ​atos​ ​processuais.

Atos​ ​processuais:​ ​(página​ ​483)


É toda manifestação de vontade humana que tem por fim criar, modificar,
conservar ou extinguir posições jurídicas (direitos, deveres, ônus, poderes etc.),
integrantes​ ​de​ ​uma​ ​relação​ ​jurídica​ ​processual​ ​presente​ ​ou​ ​futura.
Ex: as partes pactuam um acordo, fora do processo. Ele tem por finalidade a
composição dos objetos do processo. Tudo aquilo que influenciar no processo
denomina-se​ ​ato​ ​processual.

Todavia, para que nós possamos entender essas questões dos atos processuais,
precisamos​ ​entender​ ​que​ ​há​ ​alguns​ ​enquadramentos.
Dentro​ ​dos​ ​atos​ ​processuais,​ ​existem​ ​aqueles​ ​fatos​ ​jurídicos​ ​processuais.
São aqueles que ocorrem pela não vontade da parte, a parte não planeja. São os
casos fortuitos (tempestade, problema de energia no forum etc). Não são da pretensão dos
envolvidos, mas acabam por ocorrer. Não dependem do interessado, nisso acarreta-se na
…​ ​do​ ​prazo.

Há, também, o ato-fato processual. A pessoa pratica um ato, mas ela não tinha o
interesse de colher as consequências. Pode ocorrer de a pessoa deturpar a veracidade dos
fatos, mas ela não queria a litigância de má-fé. Ela pode colher um resultado inesperado,
impróprio.
Ato jurídico processual em sentido estrito: a pessoa planeja o ato, sabe do resultado,
mas não tem controle sobre ele, porque o controle é jurisdicional, do Estado. Por exemplo:
recorrer. Recorri porque tenho interesse, nisso o recurso vai a um tribunal de instância
superior​ ​etc.
Sabendo disso, não posso interferir nas questões de prazos, etc. Sabe-se da
pretensão, sabe-se dos prazos, mas não se sabe no que acarretarão as consequências
jurídicas​ ​do​ ​ato​ ​processual,​ ​porque​ ​não​ ​se​ ​tem​ ​controle​ ​sobre​ ​elas.
Negócio jurídico processual (atos negociais): para que as partes negociem, é
necessário que todas as partes tenham essa mesma pretensão. Envolvem-se os acordos,
eleição​ ​de​ ​foro​ ​para​ ​discutir​ ​a​ ​demanda​ ​etc.

Fato jurídico processual: trata-se de evento alheio à vontade humana que gera
efeitos​ ​processuais.
Exemplo: enchente na cidade, atingindo o fórum, implicando no seu fechamento e a
consequente suspensão dos processos; morte da parte ou do seu advogado que acarretam
suspensão​ ​processual;

Ato-fato processual: é ato humano, que embora voluntário, não tem em mira a
produção​ ​do​ ​efeito​ ​processual​ ​que​ ​desencadeia.
Exemplo: a parte que cria obstáculos para cumprimento de uma decisão. Em
princípio, não se pode dizer que a vontade dela seja de ser sancionada por litigância de
má-fé,​ ​mas​ ​essa​ ​será​ ​uma​ ​consequência​ ​jurídica​ ​de​ ​sua​ ​conduta.
Aqui ela pratica o ato, mas tenta se eximir da decisão do juiz. O juiz condenou-a a
algo​ ​mas​ ​ela​ ​não​ ​cumpriu.

Ato jurídico processual em sentido estrito: é ato voluntário objetivando a


produção de um efeito jurídico processual, sobre o qual, contudo, a vontade do sujeito não
tem​ ​como​ ​interferir.
Exemplo: recorrer implica evitar o trânsito em julgado (quando a decisão não pode
mais ser alterada), transferindo a competência para outro órgão, mas essas consequências
advêm​ ​da​ ​lei​ ​não​ ​sendo​ ​moldadas​ ​pelas​ ​partes.

Negócio jurídico processual: é a manifestação de vontade que inclusive delineia


as​ ​consequências​ ​jurídico-processuais​ ​do​ ​ato,​ ​definindo​ ​seus​ ​específicos​ ​efeitos.
Exemplo: cláusula de eleição de foro; cláusula de inversão do ônus da prova;
convenção​ ​arbitral​ ​e​ ​demais​ ​atos.
PROJUDE SAINDO DO AR, IMPOSSIBILITANDO O ACESSO AO SISTEMA,
ACARRETANDO​ ​NA​ ​NÃO​ ​RESOLUÇÃO​ ​DO​ ​PROBLEMA​ ​NA​ ​HORA.

Classificação​ ​que​ ​esses​ ​atos​ ​possuem:


Tudo que a parte pede, vai ao escrivão para se mandar ao juiz. A escrivania do
cartório é a que mais pratica atos. Pois ali pode haver mandado de averbação em cartório e
ali pode haver o termo; divisão de bens formal de partilha; a citação, via de regra, é por
meio​ ​do​ ​cartório​ ​etc.
Quando é um cartório estatizado, abre-se o PAD e complica-se para aquele que
desrespeitou​ ​a​ ​ordem​ ​do​ ​juiz.​ ​Há​ ​portarias,​ ​o​ ​problema​ ​é​ ​elas​ ​serem​ ​cumpridas.
-​ ​Atos​ ​das​ ​partes:
-​ ​atos​ ​dos​ ​agentes​ ​da​ ​jurisdição:
-​ ​atos​ ​de​ ​terceiros:

Forma​ ​desses​ ​atos:​ ​como​ ​devem​ ​ser​ ​praticados:

Princípio​ ​da​ ​instrumentalidade​ ​das​ ​formas:


Devemos analisar, primeiramente, o princípio da instrumentalidade das formas: a
forma​ ​é​ ​apenas​ ​um​ ​instrumento,​ ​e​ ​não​ ​a​ ​essência.
O juiz não pode ficar cultuando a forma a ponto de ela se sobressair ao direito
natural. O importante é que a petição seja feita, e não o material que irá se utilizar para que
ela​ ​seja​ ​escrita.
O ato foi praticado por um método diferente. Mas alcançou o resultado almejado.
Não​ ​se​ ​importa​ ​a​ ​forma.
O​ ​que​ ​uma​ ​gravata​ ​interferiria​ ​no​ ​decorrer​ ​do​ ​processo?​ ​Nada.

Art. 188. Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo


quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de
outro​ ​modo,​ ​lhe​ ​preencham​ ​a​ ​finalidade​ ​essencial.

Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que
não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a
fim​ ​de​ ​se​ ​observarem​ ​as​ ​prescrições​ ​legais.
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não
resulte​ ​prejuízo​ ​à​ ​defesa​ ​de​ ​qualquer​ ​parte.

Emprego​ ​da​ ​língua​ ​portuguesa​ ​(uso​ ​do​ ​vernáculo):


Em regra, o ato não terá uma forma pré-determinada, uma forma, mas deverá
sempre​ ​ser​ ​feito​ ​por​ ​língua​ ​portuguesa.
A​ ​tradução​ ​deve​ ​ser​ ​feita​ ​em​ ​tradução​ ​por​ ​um​ ​tradutor​ ​juramentado.

Art. 192. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua


portuguesa.
Parágrafo único. O documento redigido em língua estrangeira somente poderá
ser juntado aos autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa
tramitada por via diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor
juramentado.

Art.​ ​244.​ ​ ​(colocar​ ​aqui)

Data:
Atos processuais por meio eletrônico: ​dentro do contexto tecnológico em que nos
inserimos,​ ​a​ ​eletrônica​ ​também​ ​influencia​ ​na​ ​evolução​ ​do​ ​processo.

Os​ ​processos​ ​(PROJUDE)​ ​eletrônicos​ ​são​ ​assim.


Forma de intimação e toda parte quando entra com o processo, elas fornecem um
e-mail, até porque o advogado e as partes, ao entrar com a ação, deixa registrado um
e-mail, por onde são citadas. A tendência é que ocorra um recadastramento a nível nacional
para​ ​que​ ​todos​ ​respondam​ ​por​ ​um​ ​e-mail,​ ​para​ ​que​ ​sejam​ ​citadas.

Como ocorre a intimação? A partir do momento que eu abro aquele processo, tenho
10 dias para recorrer ao juiz. Se não o abro, a contagem começa automaticamente. Essa é
a​ ​repercussão​ ​dos​ ​processos​ ​eletrônicos​ ​nos​ ​dias​ ​atuais.

Art. 194. Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos


atos, o acesso e a participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas
audiências e sessões de julgamento, observadas as garantias da disponibilidade,
independência da plataforma computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos
sistemas, serviços, dados e informações que o Poder Judiciário administre no
exercício​ ​de​ ​suas​ ​funções.

Art. 197. Os tribunais divulgarão as informações constantes de seu sistema de


automação em página própria na rede mundial de computadores, gozando a
divulgação​ ​de​ ​presunção​ ​de​ ​veracidade​ ​e​ ​confiabilidade.

Colocar​ ​a​ ​lei​ ​11.419/06,​ ​artigo​ ​8º,​ ​9º​ ​e​ ​parágrafos​ ​respectivos.

Se​ ​der​ ​um​ ​problema​ ​na​ ​rede,​ ​o​ ​processo​ ​é​ ​suspenso.

Princípio​ ​da​ ​publicidade​ ​dos​ ​atos:


Esses​ ​atos​ ​compreendem​ ​as​ ​notificações.
Tudo que o magistrado decidir, as partes devem ter conhecimento para que elas
possam manusear o respectivo recurso, para deferir às decisões que o juiz deferiu/prolatou
etc.
Se ocorrer em segredo de justiça, os nomes serão mencionados apenas pelas
iniciais​ ​dos​ ​nomes​ ​pois​ ​auferem​ ​a​ ​esfera​ ​da​ ​intimidade.

dia​ ​21​ ​de​ ​agosto

Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça
os​ ​processos:
I​ ​-​ ​em​ ​que​ ​o​ ​exija​ ​o​ ​interesse​ ​público​ ​ou​ ​social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação,
união​ ​estável,​ ​filiação,​ ​alimentos​ ​e​ ​guarda​ ​de​ ​crianças​ ​e​ ​adolescentes;
III​ ​-​ ​em​ ​que​ ​constem​ ​dados​ ​protegidos​ ​pelo​ ​direito​ ​constitucional​ ​à​ ​intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral,
desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o
juízo.
§ 1​o O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de
justiça​ ​e​ ​de​ ​pedir​ ​certidões​ ​de​ ​seus​ ​atos​ ​é​ ​restrito​ ​às​ ​partes​ ​e​ ​aos​ ​seus​ ​procuradores.
§ 2​o O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão
do dispositivo da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de
divórcio​ ​ou​ ​separação.

A decisão do juiz deve ser estendida ao conhecimento dos demais. Atualmente


nunca houve tanta cobrança do Poder Judiciário como vem ocorrendo ultimamente,
algumas incutidas pela própria mídia ou outras que devem realmente ser cobradas pois a
sociedade​ ​clama​ ​por​ ​justiça.
Tudo​ ​que​ ​o​ ​juiz​ ​decide​ ​deve​ ​ser​ ​fundamentado​ ​e​ ​publicado.

Atos​ ​das​ ​partes/atos​ ​processuais:


A​ ​parte​ ​pode​ ​peticionar,​ ​pode​ ​mostrar​ ​prova.
Quem são essas partes? Eventuais terceiros interessados. O autor, o réu, terceiros
interessados​ ​e​ ​questões​ ​relacionadas​ ​ao​ ​próprio​ ​Ministério​ ​Público.
Um ato chamado de ​obtenção​: quando ela deseja obter algo positivo no processo.
Ela quer obter uma benesse. São as petições, os atos praticados perante o Poder
Judiciário.

Dispositivos: é aquele que as partes podem dispor de um direito. A parte pode


desistir da ação, reconhecer o réu, reconhecer o direito do autor, o autor pode renunciar o
direito de ação dele, a parte pode deixar o prazo decorrer de um recurso (mesmo tendo
consequências​ ​disso).​ ​Ela​ ​abre​ ​mão​ ​de​ ​um​ ​direito​ ​que​ ​tem,​ ​de​ ​acordo​ ​com​ ​suas​ ​intenções.

Atos de cumprimento de dever: há atos determinados pelo juiz ou que a própria lei
estabelece, que a parte deve cumprir dentro do processo. É certo que dentro desses
deveres,​ ​elas​ ​devem​ ​dar​ ​seu​ ​devido​ ​cumprimento​ ​(de​ ​dever).

Dos​ ​atos​ ​de​ ​obtenção,​ ​há​ ​três​ ​atos​ ​que​ ​dele​ ​se​ ​ramificam:
a) ato de obtenção por postulação/ato postulatório: a parte postula
expressamente. Ela peticiona. É algo escrito, é algo expresso. Ela deixa expressa sua
pretensão.​ ​É​ ​quando​ ​a​ ​parte​ ​a​ ​exterioriza,​ ​ela​ ​menciona​ ​que​ ​precisa​ ​de​ ​algo.
b) ato de obtenção por evento físico: a prática do ato ​PRESUME-SE uma
pretensão. Por que a parte recolhe custas do processo? Porque se ela não o fizer, quer
dizer que o processo será arquivado pois ela quer que o processo siga o seu curso. A
pessoa pratica um ato que não significa que ela postulou, mas a prática já deixa clara a sua
pretensão.
Ou no caso de um recurso, a pessoa faz um preparo (pagamento das custas do
recurso).
c) atos instrutórios: são aqueles que contribuem para o convencimento do juiz. O
que é contribuir para o convencimento? É fornecer dados que ajudem o juiz a decidir. Eles
podem ser probatórios (fotografia, contrato etc.), ou então pode ser jurídico (quando junto
elementos de convencimento como jurisprudência, doutrina, usos e costumes ou outras
formas​ ​de​ ​convencimento).
Todos​ ​esses​ ​atos​ ​visam​ ​obter​ ​um​ ​elemento​ ​positivo​ ​do​ ​juiz.

Ato de obtenção: são aqueles em que se visa a satisfação de um pedido,


objetivando​ ​alcançar​ ​um​ ​resultado​ ​favorável,​ ​classificando-se​ ​em:
1) ​postulatórios​: existe um conteúdo explícito, de uma manifestação da vontade
dirigida ao juiz, objetivando uma consequência favorável (petição inicial, contestação e
demais​ ​requerimentos).
2) ​de evento físico​: não há pedido expresso, mas o próprio ato tende a obter a
satisfação da pretensão (recolhimento de custas, prestação de caução, depósito prévio para
ação​ ​rescisória​ ​e​ ​demais​ ​atos.

3) ​Instrutório: ​não representa nem requerimento, nem presunção de resultado, mas


objetivam o fornecimento de subsídios aptos a instruir a formação do convencimento do juiz,
podendo ser probatórios, ou seja, de comprovação dos fatos alegados, ou jurídicos, que são
a apresentação de elementos úteis para a solução de questões de direito (argumentos
jurídicos,​ ​citações​ ​doutrinárias,​ ​jurisprudências,​ ​pareceres​ ​e​ ​demais​ ​elementos).

a) ​Atos dispositivos: (página 404) que ao invés de a parte querer obter algo
favorável,​ ​ela​ ​vai​ ​peticionar​ ​para​ ​se​ ​submeter​ ​a​ ​um​ ​ônus.
A renúncia que se funda a ação, nunca mais se pode renunciar aquele direito. Ela
extingue​ ​o​ ​processo​ ​por​ ​uma​ ​sentença​ ​definitiva.
O autor pode renunciar o direito e o réu pode reconhecer juridicamente o pedido do
autor. Esses atos podem ser omissivos, quando a parte não age (submete-se, assim, ao
pedido​ ​do​ ​outro).

a.1) ​Ato de desistência/comissivo: eu desisto de um ônus. Tinha o direito de


praticar​ ​um​ ​ato​ ​processual.

a.2) ​Os negócios jurídicos processuais: seja no curso do processo, seja fora do
processo. As partes podem eleger a inversão do ônus da prova, elas podem eleger o foro,
ou​ ​acordos​ ​sobre​ ​o​ ​próprio​ ​mérito.

, B ​Atos submissivos​: independentemente de manifestação judicial, tais atos


representam uma submissão de uma parte àquilo que a outra parte postula
(reconhecimento da procedência do pedido ou renúncia ao direito que se funda a ação,
caracterizando-se assim atos comissivos, mas podendo também ocorrer por omissão como
a​ ​ausência​ ​de​ ​interposição​ ​de​ ​apelação​ ​contra​ ​sentença).

B.1. De desistência): ​quando a parte deixa de cumprir com o ônus processual, seja
de forma comissiva, seja de forma omissiva (deixar de arrolar testemunhas, por exemplo)
ou de forma comissiva (declara-se expressamente que não possui interesse em recorrer de
uma​ ​decisão​ ​interlocutória).

Negócios​ ​jurídicos​ ​processuais:


São manifestações bilaterais de vontade, portanto ato praticado em conjunto pelas
partes, visando a constituição, modificação ou extinção de direitos conforme artigo 190 e
191​ ​do​ ​CPC.

Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às
partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e
deveres​ ​processuais,​ ​antes​ ​ou​ ​durante​ ​o​ ​processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das
convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de
nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se
encontre​ ​em​ ​manifesta​ ​situação​ ​de​ ​vulnerabilidade.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática
dos​ ​atos​ ​processuais,​ ​quando​ ​for​ ​o​ ​caso.
§ 1​o O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão
modificados​ ​em​ ​casos​ ​excepcionais,​ ​devidamente​ ​justificados.
§ 2​o Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a
realização​ ​de​ ​audiência​ ​cujas​ ​datas​ ​tiverem​ ​sido​ ​designadas​ ​no​ ​calendário.

Cumprimento​ ​de​ ​dever:

Há os deveres em que se deve praticar alguns fatos, não se deve deduzir atos
mentirosos, atos que venham a atrasar e a tumultuar um processo, deve-se arrolar bens
suscetíveis​ ​de​ ​serem​ ​penhorados​ ​etc.

Art. 774. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva


do​ ​executado​ ​que:
I​ ​-​ ​frauda​ ​a​ ​execução;
II​ ​-​ ​se​ ​opõe​ ​maliciosamente​ ​à​ ​execução,​ ​empregando​ ​ardis​ ​e​ ​meios​ ​artificiosos;
III​ ​-​ ​dificulta​ ​ou​ ​embaraça​ ​a​ ​realização​ ​da​ ​penhora;
IV​ ​-​ ​resiste​ ​injustificadamente​ ​às​ ​ordens​ ​judiciais;
V - intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os
respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa
de​ ​ônus.
Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará multa em montante
não superior a vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será
revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo
de​ ​outras​ ​sanções​ ​de​ ​natureza​ ​processual​ ​ou​ ​material.

Art. 400. Ao decidir o pedido, o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que, por meio do
documento​ ​ou​ ​da​ ​coisa,​ ​a​ ​parte​ ​pretendia​ ​provar​ ​se:
I - o requerido não efetuar a exibição nem fizer nenhuma declaração no prazo do art.
398;
II​ ​-​ ​a​ ​recusa​ ​for​ ​havida​ ​por​ ​ilegítima.
Parágrafo único. Sendo necessário, o juiz pode adotar medidas indutivas, coercitivas,
mandamentais​ ​ou​ ​sub-rogatórias​ ​para​ ​que​ ​o​ ​documento​ ​seja​ ​exibido.

O juiz dá 5 dias pro indivíduo prover um documento, então a parte terá a obrigação
de​ ​cumprir​ ​o​ ​dever.

Atos​ ​do​ ​juiz:


A sentença não necessariamente põe fim ao processo, ​pois após a sentença
poderá haver recurso. Ou então, se essa sentença não for cumprida espontaneamente, ela
será​ ​executada​ ​e​ ​chamada​ ​de​ ​fase​ ​de​ ​cumprimento​ ​de​ ​sentença.
A primeira parte do processo, em regra, é a fase de conhecimento. Depois é a fase
de​ ​cumprimento​ ​de​ ​sentença​ ​(fase​ ​executória).
O conceito mais apurado de sentença é o ato que põe fim à fase de conhecimento
ou à fase de execução. Além de sentença ser o ato pelo qual se extingue o processo em
sua​ ​fase​ ​de​ ​conhecimento,​ ​em,​ ​já​ ​que​ ​há​ ​recursos,​ ​primeira​ ​instância.
Na​ ​segunda​ ​instância,​ ​não​ ​se​ ​fala​ ​em​ ​sentença.​ ​Fala-se​ ​em​ ​acórdão.
Quando se fala em sentença, há as sentenças denominadas processuais. A
sentença​ ​terminativa​ ​é​ ​aquela​ ​sem​ ​resolução​ ​do​ ​mérito,​ ​portanto​ ​art.​ ​485​ ​CPC.

Art.​ ​485.​ ​ ​O​ ​juiz​ ​não​ ​resolverá​ ​o​ ​mérito​ ​quando:


I​ ​-​ ​indeferir​ ​a​ ​petição​ ​inicial;
II​ ​-​ ​o​ ​processo​ ​ficar​ ​parado​ ​durante​ ​mais​ ​de​ ​1​ ​(um)​ ​ano​ ​por​ ​negligência​ ​das​ ​partes;
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a
causa​ ​por​ ​mais​ ​de​ ​30​ ​(trinta)​ ​dias;
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido
e​ ​regular​ ​do​ ​processo;
V​ ​-​ ​reconhecer​ ​a​ ​existência​ ​de​ ​perempção,​ ​de​ ​litispendência​ ​ou​ ​de​ ​coisa​ ​julgada;
VI​ ​-​ ​verificar​ ​ausência​ ​de​ ​legitimidade​ ​ou​ ​de​ ​interesse​ ​processual;
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo
arbitral​ ​reconhecer​ ​sua​ ​competência;
VIII​ ​-​ ​homologar​ ​a​ ​desistência​ ​da​ ​ação;
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição
legal;​ ​e
X​ ​-​ ​nos​ ​demais​ ​casos​ ​prescritos​ ​neste​ ​Código.
§ 1​o Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente
para​ ​suprir​ ​a​ ​falta​ ​no​ ​prazo​ ​de​ ​5​ ​(cinco)​ ​dias.
§ 2​o No caso do § 1​o​, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as
custas, e, quanto ao inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos
honorários​ ​de​ ​advogado.
§ 3​o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em
qualquer​ ​tempo​ ​e​ ​grau​ ​de​ ​jurisdição,​ ​enquanto​ ​não​ ​ocorrer​ ​o​ ​trânsito​ ​em​ ​julgado.
§ 4​o Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu,
desistir​ ​da​ ​ação.
§​ ​5o​​ ​ ​A​ ​desistência​ ​da​ ​ação​ ​pode​ ​ser​ ​apresentada​ ​até​ ​a​ ​sentença.
§ 6​o Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo
autor​ ​depende​ ​de​ ​requerimento​ ​do​ ​réu.
§ 7​o Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste
artigo,​ ​o​ ​juiz​ ​terá​ ​5​ ​(cinco)​ ​dias​ ​para​ ​retratar-se.

Mas há situações em que o processo será extinto COM resolução do mérito. E com
base nisso chega-se a uma conclusão: a sentença não é o ato que extingue o processo,
então​ ​seu​ ​conceito​ ​mais​ ​correto​ ​seria​ ​de:
Hodiernamente, seria mais correto conceituar sentença seria: o ato pelo qual
extingue-se o processo sobre a fase de conhecimento, ​{ em primeira instância }​,
resolvendo​ ​ou​ ​não​ ​o​ ​mérito​ ​da​ ​pretensão.
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e
despachos.
§ 1​o Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é
o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à
fase​ ​cognitiva​ ​do​ ​procedimento​ ​comum,​ ​bem​ ​como​ ​extingue​ ​a​ ​execução.
§ 2​o Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória que
não​ ​se​ ​enquadre​ ​no​ ​§​ ​1o​​ .
§ 3​o São despachos todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo,
de​ ​ofício​ ​ou​ ​a​ ​requerimento​ ​da​ ​parte.
§ 4​o Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória,
independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz
quando​ ​necessário.