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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA

A POLITÉCNICA

Instituto Superior Universitário de Tete

ISUTE

Equipamentos De Estaleiros

Tete

2018
Denilson Bernardo Missicano

Faizal Mussa Abdul Latif

João Araújo Júnior

Raúl Mário Francisco

Equipamentos de Estaleiros

Trabalho apresentado a Cadeira


de Montagem de estaleiro e
Infra-Estruturas de Edifícios,
no Curso de Engenharia Civil,
como requisito de Avaliação.

Docente: Eng. David Malôa

Tete

2018
RESUMO

A segurança e a utilização de equipamentos de construção presentes no estaleiro, principalmente


os de elevação, colocam vários desafios à todos aqueles que operam na àrea de construção,
designadamente no processo de selecção, recepção e controlo, em particular as gruas de torre,
gruas móvies e elevadores de obra. Com o intuito de perceber o funcionamento destas máquinas
em obra, realizou-se no presente trabalho, uma descrição das máquinas por tipos, considerando
os tópicos fundamentais, no funcionamento das máquinas, visto que por muitas vezes estes
equipamentos são subestimados em matéria de inspecção e manutenção.

Palavras-chave: grua torre, grua móvel, elevador de obra, equipamento de estaleiro.


Lista de figuras

Fig.1: Carrinha de Mão Baculante ………………………………………………………………11

Fig.2: Balde Com descarga lateral. ……………………………..………………………………12

Fig.3: Balde Com descarga pelo fundo…………………………………………………………..12

Fig.4: Balde Basculante……………………………………………………….…………………12

Fig.5: andaimes tubulares com pranchas metálicas ………………………………………..……13

Fig.6: Guinchos de Piso fixo em consola ……………………………………….………………14

Fig.7: Guinchos de Piso…………………………………………………………….……………14

Fig. 8: Monta-cargas: Sistema de calha dupla e mono carril para ligação à guincho de sapata ou
betoneira …………………………………………………………………………………………15

Fig.9: Grua Simples …………………………………………………..…………………………16

Fig. 10: Grua distribuidora ………………………………………………………………………17

Fig.11: Grua Torre ………………………………………………………………………………18

Fig. 12: Gruas telescópicas de lança inclinada …………………………….……………………19

Fig.13: Grua de Lança Inclinada ………………………………….……………………..………19

Fig.14: Betoneira de tambor basculante com guincho incorporado………..……………………20

Fig.15: Betoneira de tambor rotativo de eixo horizontal ……………………………..…………21

Fig.16: Representação esquemática de uma betoneira de produção contínua ……………..……22

Fig.17: Pá ……………………………………………………………………………..…………23

Fig.18: Vibrador de betão ………………………………………………………….……………24

Fig. 19: Martelo Pneumático …………………………………………………….………………25

Fig.20: Perfuratriz para betão ………………………………………………………...…………25


Fig. 21: Rolo Compactador ………………………………………………..……………………26

Fig.22: Compactador de Pneus ………………………………………….………………………27

Fig.23: Retro Escavadora ………………………………………………………..………………27


Fig. 24. Bulldozer de esteira ……………………………………………………...……………..28

Fig.25: Bulldozer de esteira ……………………………………………………..………………28

Fig. 26: Escavadora Hidráulica ou Escavadora de Colher ………………………………………29


Fig.27: Escavadora Hidráulica ou de colher em operação, num desmonte frontal ……………...29

Fig. 28: Escavadeira a Cabos ou Escavadora de Arrasto( Drag-line) ……………………...……30

fig.29: Pá-carregadora sobre rodas ……………………………...………………………………31

Fig.30: Pá-carregadora sobre lagartas …………………………………………...………………31


Sumário

Introdução……………………………………..…………………………………………………..7
Objectivos……...………………………………………………………………………………….8
Objectivo Geral……..……………………………………………………………………………..8
Objectivo Específico………………………………………………………………………………8
Capítulo I: Caracterização Do Objecto De Estudo………...………………...…………...…….... 9
Capítulo II: Fundamentação Teórica…………………………………..………………..…….....10
2.1. Definições…………………………………………...………………………………..,,…...10
2.1.1. Estaleiros………………………..…………………………………………………….....10
2.1.2. Equipamentos……………………………………...……………………………...…...…10
2.2. Equipamentos De Estaleiro……………………………...……………………….…..….......10
2.2.1. Tipos De Equipamentos De Estaleiros…………………...……………………..…….....10
2.2.1.1. Equipamentos De Elevação E De Transporte…………...…………….………………...11
2.2.1.1.1. Carrinha de Mão………………………………………………………………….….11
2.2.1.1.2. Balde para transporte de Betão………………………………………...…………….12
2.2.1.1.3. Andaimes…………………………………………………………………...………..12
2.2.1.1.4. Guinchos De Piso………………………………..………………………………..….13
2.2.1.1.5. Monta – Cargas…………………………………...……………………………….....14
2.2.1.1.6. Gruas………………………………………………………...……………………….15
2.2.1.1.6.1. Gruas Simples……………………………………………...………………………..15
2.2.1.1.6.2. Grua Distribuidora…………………………………………………………………..16
2.2.1.1.6.3. Grua Torre………………………………………………………………...…………17
2.2.1.1.6.4.Grua de Lança Inclinada………………………………………………..……………18
2.2.1.2.Equipamentos De Produção De Betão E De Argamassas………..……………….…......19
2.2.1.2.1. Betoneiras………………………………………………..…………………………..20
2.2.1.2.2. Pá…………………………………………………………………………….……….23
2.2.1.3.Equipamentos de Adensamento do Betão ………………………………...……………..24
2.2.1.3.1. Vibradores de Betão………………………………………………………………….22
2.2.1.4. Equipamentos De Perfuração………………...……...……………………..…….……...24
2.2.1.4.1. Martelo Pneumático……………………………………………………..……...……24
2.2.1.4.2. Perfuratriz Para Betão………………………………………….…………………….25
2.2.1.5.Equipamentos De Compactação………………………………………………….….......25
2.2.1.5.1. Rolo Compactador…………………………………………………...………..….….26
2.2.1.5.2. Compactador De Pneus…………………………………………………………...….26
2.2.1.6. Equipamentos De Escavação……………………………………..……………….....….27
2.2.1.6.1. Retro Escavadora…………………………………….…………………….………...27
2.2.1.6.2. Bulldozer De Esteira…………………………………………………………………28
2.2.1.6.3. Escavadora Hidráulica……………………………………….…………..……..……28
2.2.1.6.4. Escavadeira A Cabos………………………………………………………...….…...30
2.2.1.6.5. Pás carregadoras ……………………………………………………………………..31
2.2.2. Segurança No Uso Dos Equipamentos De Estaleiros……………..……………………..32
2.2.2.1. Antes da obra…………………………………………………….……………………...32
2.2.2.2. Decorrer da obra……………………………………………………………………..….32
2.2.2.3. Riscos………………………………………………………………………………..…..33
2.2.2.4. Lista de verificação de segurança……………………………………………………….33
Capítulo III: Metodologias…………………………………………………………...………….34
Capítulo IV : Conclusão………………………………………….………………………...……35
Referências Bibliográficas…………………………….…………………………..…...….…….36
INTRODUÇÃO

O presente trabalho surge no âmbito da identificação e caracterização de equipamentos


pertinentes no estaleiro de obras de construção civil, visto que são elementos de extrema
importância para a execução de obras. A implantação de um estaleiro de obra compreende
portanto a aferição das condições positivas e negativas da área em que o mesmo se irá localizar,
a selecção do tipo de instalações fixas e meios de apoio necessários à produção da obra, a
disposição dessas instalações e meios no espaço disponível, a execução de algumas infra-
estruturas indispensáveis durante durante a execução da obra, as exigências regulamentares de
segurança, higiene, sinalização, entre outros, e a possível adaptação do estaleiro às diferentes
fases da Obra. (Correia dos reis, A., 2009). Actualmente, o estaleiro é considerado um elemento
determinante em qualquer obra, pelo que seu correcto dimensionamento pode condicionar
decisivamente uma obra, a nível de prazos e de custos. O estaleiros são dotados de equipamentos
e instalações, onde estes equipamentos existentes vão de acordo com a dimensão e ou tipo da
obra, com vista a permitir uma boa execução da obra, com eficiencia e eficacia e cumprindo com
os parâmetros previamente traçados, que constam no projecto.

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Objectivos

Objectivo Geral

 Analisar os equipamentos de um estaleiro

Objectivos Específicos

 Apontar os equipamentos pertencentes a um estaleiro;


 Caracterizar cada equipamento;
 Apresentar algumas aplicabilidades de cada equipamento.

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CAPÍTULO I: Caracterização do Objecto De Estudo

A arquitectura e a engenharia, actualmente, são altamente dependentes do uso de equipamentos e


máquinas. Muita das grandes obras que conhecemos hoje, só foram possíveis de serem realizadas
graças aos avanços no campo das maquinárias.

O Homem, na pré-história, fez usos de equipamentos simples, como rolar uma pedra aplicando
uma força da alavanca. Hoje, rolamos cidades inteiras através das forças dos guindastes e gruas
modernas que, se analisarmos mais cuidadosamente, funcionam com base nos princípios das
máquinas simples. É evidente que a quantidade de equipamentos existentes actualmente é
enorme, é importante perceber que nem todas elas são necessárias a sua existência nos estaleiros,
podendo-se somente alocar os equipamentos necessários para a execução da obra, e sendo de
extrema importância, fornecer informações que possam esclarecer quaisquer dúvidas relativas
aos usos e funcionamentos de alguns equipamentos, além de expor ao operário, as possibilidades,
e limitações, impostas por elas na execução do projecto.

Conhecer a história das Máquinas, é, portanto, conhecer a vida de grandes gênios,


revolucionários, que com suas invenções isoladas, articularam as veias do planeta. Pequenas
obras de engenharia que resultaram em grandes soluções estratégicas para os modelos
económicos actuais.

O homem, há milénios, faz uso de equipamentos e máquinas, mas, assim que elas foram se
tornando mais complexas e cada vez mais autónomas, houve algumas desconfianças quanto à
presença e funções de certas mãos-de-obras humanas. A fobia às máquinas não surgiu de simples
camponeses ou de trabalhadores de baixa classe, mas sim de pessoas de alta classe e de altos
pensadores. Consta que Platão, certa vez advertiu seriamento dois dos seus discíplos por terem
recorrido a um aparelho que lhes permitiu realizar um cálculo geométrico em pouco tempo.
Advertiu-os de que recorrendo a um artifício técnico, a utilização de algo mecânico, rompiam e
deterioravam a dignidade de tudo o que existia de excelente na geometria, rebaixando-a do
sublime abstrato às coisas sensíveis e materiais. As possibilidades de uma Máquina, ou de um
engenho tecnológico qualquer, vir a mudar o mundo, já estava subentendidono dito Arquimedes
“dai-me uma alavanca que eu erguerei o mundo”.

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CAPÍTULO II: Fundamentação Teórica

2.1. Definições
2.1.1. Estaleiro

Estaleiro é o espaço físico onde são implantadas as instalações fixas de apoio à execução de
obras, fixados os equipamentos auxiliares de apoio e instaladas as infra-estruturas provisórias
(águas, esgotos, electricidade).

2.1.2. Equipamentos

Equipamentos são o conjunto de ferramentas ou aparelhos em si, como um todo, usado na


execução de uma tarefa ou serviço.

2.2. Equipamentos de Estaleiro

Numa obra, podem-se considerar dois tipos de equipamentos, os equipamentos a incorporar na


obra, isto é, de pequeno porte, e os equipamentos de estaleiro, de grande porte. Os primeiros são
fornecidos pelo empreiteiro de forma idêntica aos materiais que ficarão integrados na obra, caso
de berbequíns, rebarbadeiras, máquinas de rebite, etc, enquanto que os segundos são utilizados
para apoiar a execução de vários trabalhos da obra, caso das máquinas escavadoras, elevadoras,
etc.

2.2.1. Tipos de Equipamentos De Estaleiros

Num estaleiro de uma obra, podemos ter vários tipos de equipamentos, dependendo da
actividade, são empregados vários equipamentos. Destacam-se:

 Equipamentos de Elevação e de Transporte;


 Equipamentos de Produção de Betão e de Argamassas;
 Equipamentos de Condensação de betão;
 Equipamentos de perfuração;
 Equipamentos de compactação;
 Equipamentos de escavação.

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2.2.1.1. Equipamentos de Elevação e de Transporte

Os materiais utilizados na construção são muito pesados, especialmente os utilizados

nas estruturas e alvenarias. Os equipamentos de elevação e de transporte podem ser:

 Carrinha de Mão;
 Balde Para transporte de betão;
 Andaimes;
 Guinchos de piso;
 Monta – Cargas;
 Grua Simples;
 Grua Distribuidora;
 Grua Torre;
 Grua de Lança Inclinada.

2.2.1.1.1. Carrinha de Mão

A Carrinha de mão é um tombador pequeno movido a energia humana usada para transportar
pesos, terra ou arreia, betão e argamassas em construções.

A Carrinha de mão facilita o deslocamento de cargas que podem ser pesadas ou meramente
incómodas. É composto de uma roda e dois braços e o centro de gravidade fica perto da roda,
podendo ser Basculante ou não.

Fig.1: Carrinha de Mão Baculante


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2.2.1.1.2. Balde para transporte de Betão

Um dos equipamentos que não podem ser esquecidos no decorrer da organização de um estaleiro
é o balde, que serve para transportar o betão em pequenas quantidades e em pequenas distâncias.
Este elemento possui uma alça em sua parte inferior para facilitar o lançamento do betão na
forma. Estes podem ser: basculantes; com descarga pelo fundo e com descarga lateral.

Fig.2: Balde C/ descarga lateral. Fig.3: Com descarga pelo fundo. Fig.4: Balde Basculante

2.2.1.1.3. Andaimes

Os andaimes são estruturas essenciais na indústria da contrução. Podemos definir como sendo
plataformas destinadas èlaboração de trabalhos em lugares elevados. Os andaimes são elementos
de extrema importância na construção civil, tanto na construção, na demolição, na reforma, na
pintura e até na manutenção, encontramos de forma recorrente a utilização de andaimes.

No dimensionamento de andaimes, as estruturas de sustentação e fixação, devem ser realizadas


por profissionais legalmente habilitados e devem ser dimensionados e construídos de modo a
suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estão sujeitos.

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Fig.5: andaimes tubulares com pranchas metálicas.

2.2.1.1.4. Guinchos de piso

Os guinchos de piso são equipamentos de baixo custo, de fácil instalação e manobra de elevação
relativamente simples, de fácil instalação e manobra e utilizados para a elevação de pequenas
cargas ou para a introdução de materiais de acabamento em pisos. Estes equipamentos consistem
num tambor enrolador de cabo e um motor que podem libertar a utilização de gruas,
especialmente na fase de acabamentos quando o desempenho das respectivas actividades já não
justifica a utilização de equipamentos (de elevação e transporte) de custos elevados. Para a sua
montagem e funcionamento é necessário dispor de um ponto fixo. Podem ser optimizados com
guias de aço esticado ou perfis ligeiros de fácil instalação, de modo a evitar que as cargas subam
livres sobretudo em locais ventosos.

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Fig.7: Guinchos de Piso

Fig.6: Guinchos de Piso fixo em consola

2.2.1.1.5. Monta – Cargas

Os monta-cargas são utilizados para o transporte vertical de tijolos, telhas, betão, argamassas,
etc. Estes equipamentos funcionam através de um guincho que permite elevar plataformas ou
baldes especiais onde se transportam os materiais. As plataformas estão associadas a guias
laterais ou centrais que se fixam nos andaimes ou na estrutura da construção. Os monta-cargas
podem ser acoplados a betoneiras (podendo os baldes bascular para despejar o conteúdo
automaticamente) ou montado sobre chassis. Nos monta-cargas correntes é possível elevar
cargas com um peso até 600 Kg e a sua velocidade média de elevação varia entre 20 e 40
metros/minuto.

Existem Vários tipos, dentacando-se entre estes os que podem ser accionados por guincho
acoplado a betoneira, como mostra a figura abaixo.

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Fig. 8: Monta-cargas: Sistema de calha dupla e mono carril para ligação à guincho de
sapata ou betoneira

2.2.1.1.6. Gruas

Dá-se o nome de grua à uma máquina constituída por uma torre metálica, montada numa base
fixa ou móvel, com dispositivos mecânicos para a elevação de cargas.

Destas gruas, podemos destacar: Grua simples; Grua distribuidora; Grua torre; Grua de
Lança inclinada.

2.2.1.1.6.1. Gruas Simples

As gruas simples consistem num guincho dotado de uma torre e um braço horizontal que no
conjunto permitem um movimento de rotação. O guincho não dispõe de movimento de

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translação ao longo da lança, não permitindo transportar cargas entre a extremidade da lança e a
torre, ou seja, apenas descreve uma circunferência cujo centro é a torre vertical e o raio é igual ao
comprimento da lança. Estes equipamentos dispõem de diversos acessórios que permitem a
elevação de paletes e de baldes de transporte de betão.

Fig.9: Grua Simples

2.2.1.1.6.2. Grua Distribuidora

As gruas distribuidoras são constituídas por uma torre, uma cabine (onde opera um manobrador),
uma lança e uma contra-lança que equilibra a lança. A cabine situa-se na parte móvel da torre,
abaixo da lança para permitir a observação, pelo operador, da movimentação das cargas. Estas
gruas podem-se deslocar sobre carris que têm que ser montados sobre um leito de balastro
rigorosamente drenado e nivelado e travessas de madeira. A montagem (e a desmontagem) deste
tipo de gruas é geralmente demorada, podendo demorar entre 1 e 3 semanas.

Os fabricantes das gruas fornecem as indicações necessárias à montagem da via, do tipo de


carril, da bitola da via, do tipo de travessas e do seu afastamento. Estes equipamentos têm como
fonte de energia, a energia eléctrica (trifásica de 220 - 380V a 50 Hz) que é distribuída através de
um cabo flexível ligado a tomadas estanques instaladas no eixo da via (as gruas são providas de
uma bobina onde o cabo se enrola, para evitar o seu arrastamento).

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A potência de elevação das gruas mede-se em (tonelada. metro): uma grua de 20 t.m com uma
lança de 25 m pode elevar cargas entre 800 Kg na ponta da lança (800 x 25 =20000 Kg.m = 20
t.m) e aproximadamente 2000 Kg até 10 m do eixo da torre (2000 x10=20000 Kg.m).

Fig. 10: Grua distribuidora

2.2.1.1.6.3. Grua Torre

A grua torre consiste num sistema de peças desmontáveis cuja montagem se faz com o recurso a
uma grua telescópica. É constituída por uma torre, uma lança que dispõe de um charriot (carro
distribuidor) com um sistema de roldanas e cabos que visam elevar e deslocar as cargas e uma
contra-lança. A rotação da grua é realizada ao nível do topo da torre e a estabilização do conjunto
é efectuada na sua base.

A sua montagem é realizada em 3 fases: primeiro é montada a lança, seguidamente inserem-se


alguns troços de montagem para que a lança seja progressivamente içada até à altura pretendida.

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Fig.11: Grua Torre

2.2.1.1.6.4.Grua de Lança Inclinada

Esta grua consiste num mecanismo giratório dotado de uma cabine de comando na base tendo a
vantagem de ser facilmente montada e deslocada mesmo sobre terrenos acidentados já que se
pode assentar sobre lagartas.

Existe um leque diversificado nesta gama de gruas, desde pequenas gruas auto montantes
utilizadas em estaleiros de reduzida dimensão ou como equipamentos auxiliares nos grandes
estaleiros, e gruas especiais para a construção pré fabricada (com uma potência de elevação entre
60 e 75 t.m) e ainda as gruas telescópicas que permitem uma variação contínua do comprimento
da lança.

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Fig. 12: Gruas telescópicas de lança inclinada

Fig.13: Grua de Lança Inclinada

2.2.1.2. Equipamentos de Produção de Betão e de Argamassas

Os equipamentos de fabrico de betões e de argamassas devem ser seleccionados em função do


tipo de obra a construir e das características do estaleiro. Se a construção exigir grandes
quantidades de betão durante longos períodos, dever-se-á optar por instalações automatizadas

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enquanto que para pequenos estaleiros com consumos moderados de betão se deverá optar por
um tipo de betoneira que garanta o volume de produção na situação de ponta.

2.2.1.2.1. Betoneiras

Seguidamente apresentam-se os tipos mais comuns de betoneiras.

 Classificação de Betoneiras
 Betoneiras de Tambor rotativo basculante (de eixo inclinado);
 Betoneiras de Tambor rotativo (de eixo horizontal, vertical ou inclinado);
 Betoneiras de Tambor fixo com pás misturadoras interiores e descarga pelo fundo;
 Betoneiras de produção contínua.

As Betoneiras De Tambor Rotativo Basculante de eixo inclinado são utilizadas para o fabrico
de pequenas quantidades de betão porque exigem um tempo elevado de mistura e a descarga do
betão fabricado processa-se por despejo directo do tambor.

Fig.14: Betoneira de tambor basculante com guincho incorporado

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As Betoneiras De Tambor Rotativo De Eixo Horizontal, Vertical Ou Inclinado,
normalmente são usadas para o betão protendido e pré-moldado, consiste em misturar os
agregados do betão atráves de um tambor horizontal, levemente inclinado rotacionado por um
sistema de polias, engrenagens e roletes giratórios tracionados.

Fig.15: Betoneira de tambor rotativo de eixo horizontal

Nas Betoneiras De Tambor Fixo com Pás misturadoras interiores e descarga pelo fundo, a
mistura é feita por pás fixas e a descarga é realizada através de uma comporta que se abre no
fundo do tambor em zona fixa.

Nas Betoneiras De Produção Contínua, os materiais entram por um lado e saem pelo outro e a
amassadura é conseguida através do progresso da argamassa através de um parafuso sem fim;
estas betoneiras são usadas em estaleiros cujas construções exijam volumes elevados de betão e
têm a desvantagem de não manterem a uniformidade durante longo tempo por serem alimentadas
por mecanismos sem fim que apresentam desgastes distintos.

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Fig.16: Representação esquemática de uma betoneira de produção contínua

O rendimento, ou seja, o número de amassaduras por hora de uma betoneira, depende da


capacidade do seu tambor bem como da eficiência dos seus dispositivos internos. No entanto
verifica-se que, mesmo com uma organização cuidada do estaleiro, os valores teóricos não
coincidem com os valores efectivos, o que pode ser atribuído às seguintes situações:

 A preparação do trabalho não garantir que os trabalhos, que antecedem e que sucedem a
amassadura da argamassa, estejam sincronizados (por exemplo, o doseamento de
agregados e o enchimento do carregador no escoamento do betão);
 O não aproveitamento dos materiais nas quantidades adequadas e no momento
conveniente;
 O incorrecto funcionamento dos meios de escoamento e de aplicação do betão (por
exemplo: os meios de transporte devem ser calculados em função da sua capacidade, da
distância a percorrer, das condições do pavimento e das condições de descarga para que
se garanta um escoamento contínuo e uniforme do betão).

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Como foi referido, mesmo com uma organização cuidada, existem variações, ao logo de cada
dia, entre os rendimentos calculados e os rendimentos praticados. Para reduzir esta diferença
podem-se adoptar algumas medidas, tais como:

 Adequar os tempos dispendidos na tarefa de dosear osmateriais com a de enchimento do


carregador;
 Seleccionar os meios de transporte em função da sua capacidade, da distância a percorrer,
das condições do pavimento e das condições de descarga, para que se garanta um
escoamento contínuo e uniforme do betão;
 Seleccionar os equipamentos de elevação em função da altura a vencer e das condições
de recepção no local de aplicação;
 Garantir que os dispositivos de aplicação estejam aptos a esvaziar rapidamente os baldes
e a troca destes se realize de imediato.

2.2.1.2.2. Pá

A pá é uma ferramenta utilizada para pegar as masseiras no uso da construção civil e precisa de
movimentação motora contante. Podendo ser usada no fabrico de Betão e argamassas.

Fig.17: Pá

23
2.2.1.3. Equipamentos de Adensamento do Betão

2.2.1.3.1. Vibradores de Betão

Vibradores de concreto são produtos indispensáveis no ramo da construão civil. Os vibradores de


betão fazem o adensamento do betão, eliminando as bolhas de ar. São ideais para compactar
betão em vigas, colunas e sapatas.

Fig.18: Vibrador de betão

2.2.1.4. Equipamentos de Perfuração

Os equipamentos de perfuração são equipamentos usados para perfuração de furo de desmonte


em mineração subterrânea e escavação de túneis.

2.2.1.4.1. Martelo pneumático

Um martelo pneumático, é uma boa escolha para aqueles que passam horas e horas a demolir
Betão, pedra e asfalto, em obras de construção civil, onde o trabalho parece nunca terminar, e
naquelas situações em que o tempo parece estar contra a actividade,o martelo pneumático neste
caso é a escolha preferida dos profissionais que fazem constantes trabalhos de demolição, isto
porque este tipo de máquina tem um nível de eficácia bastante elevado e requer poucos custos de
gestão, bem como de operação, apenas uma pessoa pode manuseá-la.

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Fig. 19: Martelo Pneumático

2.2.1.4.2. Perfuratriz para betão

Uma perfuratriz é umequipamentodeperfuraçãocom a ajuda da compressão de ar, é uma máquina


que realiza perfurações em betão ou rochas com o objetivo de produzir um furo.

Fig.20: Perfuratriz para betão

2.2.1.4. Equipamentos de compactação

Elementos de compactação são aqueles que ajudam no âmbito de comprimir o solo ou


pavimento. Estes são necessários e ajudam no processo de nivelamento do mesmo, que aumenta
a coesão do material.

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2.2.2.4.1. Rolo compactador

O rolo compactador é uma máquina que compacta, diminui e comprime superfícies e dimensões
que possuem grande quantidade de solo, é bastante utilizado em obras de asfalto em rodovias,
terraplanagens em represas, aterros sanitários e muitas outras atividades.

Antigamente para se obter a compactação do solo eram necessários muitos operários e


equipamentos, e é óbvio que o processo era demorado e demasiadamente cansativo, mas com as
evoluções na construção civil, a categoria de máquinas pesadas revolucionaram o mercado, a
fusão de diversos outros equipamentos, propuseram uma melhoria e otimização de tempo nas
obras rodoviárias, aterros sanitários, entre outros, o rolo compactador foi uma grande invenção.

Fig. 21: Rolo Compactador

2.2.2.4.2. Compactador de pneus

É uma máquina do tipo tractor, usada para compactação e terraplanagem, dotada de rolos
estáticos pneumáticos e tem maior uso e aplicação em áreas onde o terreno não pode sofrer
vibrações, como aquelas próximas a edifícios e pontes. É usado em operações de pequeno a

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médio porte, principalmente em materiais de base granular. Rolos pneumáticos não são
recomendados para operações de alta produção, em projetos de aterro

Fig.22: Compactador de Pneus

2.2.2.5. Equipamentos de escavação

A maioria das escavadeiras pesa entre 1.500 e 90.700 kg, embora existam escavadeiras que
pesam mais de 952.500 kg e possuem mais de 4.500 cv de potência.
Os equipamentos de escavação são diversos, os mesmos consistem na abertura e retirada de
material do solo, para empréstimo ou implantação de uma obra no local.

2.2.2.5.1. Retro escavadora

Uma retroescavadora é um trator com uma pá-carregadeira montada na frente e outra pequena na
traseira do veículo, com a função de escavar o solo ou remover material inacessível à pá-
carregadeira.

Fig.23: Retro Escavadora

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2.2.2.5.2. Bulldozer de esteira

Os Bulldozers são máquinas constituídas por um tractor com uma lâmina niveladora muito
robusta na frente, a qual serve para remover o terreno, por decapagem, empurando-o para frente
até o local de depósito.

A lâmina é suportada por dois braços articulados que a ligam ao tractor e ainda por duas escoras
articuladas, dispostas uma de cada lado. Em comparação com bulldozer com rodas, as rastreadas
oferecem menor pressão do solo, devido à grande área de contacto com o solo, e eles têm maior
força de aderência ao solo, resultando em maior força de tração.

Fig. 24 e 25: Bulldozer de esteira

2.2.2.5.3. Escavadora hidráulica

Também conhecida como Escavadora de Colher, esta máquina é constituída por um tractor
sobre lagartas, com uma lança, que se move no plano vertical accionada por um cabo ou por
comandos hidráulicos entre duas posições extremas, formando 20º e 70º (Com média 45º).
Ter a cabine conectada ao braço significa que, ao executar trabalhos de escavação, o operador
pode realizar uma rotação completa de 360º se precisar.
As escavadeiras tem uma ampla gama de aplicações industriais e comerciais. Elas podem dragar
rios, ajudar a limpar espaços para administrar incêndios florestais, cortar arbustos (com os
acessórios corretos), demolir edifícios, classificar o solo para paisagistas, cavar buracos e valas,
ajudar na mineração e no trabalho pesado.

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Articulado à lança existe um braço motor com uma colher na extremidade, munida de dentes na
extremidade na sua parte superior. A colher é o elemento que ataca o terreno, no seu movimento
de baixo para cima.

Fig. 26: Escavadora Hidráulica ou Escavadora de Colher

Fig.27: Escavadora Hidráulica ou de colher em operação, num desmonte frontal

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2.2.2.5.4. Escavadeira a cabos

Também conhecida como Escavadora de Arrasto (Drag-line), esta máquina é constituída por
um tractor sobre lagartas, com uma lança, que se move no plano vertical, accionado por um cabo.
Na extremidade da lança está suspenso por um cabo de elevação, um balde que é lançado sobre a
talude à escavar.

O balde ataca o terreno aproxiamadamente na horizontal, sendo o seu movimento de


aproximação em relação à máquina, comandado por um outro cabo, conforme mostra a figura
abaixo.

É um tipo de escavadeira geralmente operada por motores elétricos, projetada para executar
escavações em construções e na mineração. As escavadeiras a cabos de pequenos porte
normalmente estão sendo substituídas por escavadeiras hidráulicas, por maior eficiência e
praticidade. No mercado de equipamentos para mineração existem tanto escavadeiras elétricas a
cabos de grande porte como escavadeiras hidráulicas de grande porte disponíveis.

Fig. 28: Escavadeira a Cabos ou Escavadora de Arrasto( Drag-line)

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2.2.2.5.5. Pás Carregadoras

As pás-carregadoras são máquinas constituídas por um tractor sobre lagartas ou pneus, com um
balde aplicado (geralmente munido de dentes no bordo anterior), através de um suporte, dos
quais existem diversos sistemas. Destina-se ao carregamento de terra ou pedras (escavadas por
um bulldozer por exemplo) tomando-as do solo e descarregando-as por basculamento, nos
veículos de transporte. Pode também efectuar a escavação de terras francas e a sua remoção.

fig.29: Pá-carregadora sobre rodas

Fig.30: Pá-carregadora sobre lagartas

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2.2.3. Segurança No Uso Dos Equipamentos De Estaleiros

O sector da construção civil é um sector de risco elevado, propício a acidentes. Além disso, os
trabalhadores da construção civil estão igualmente sujeitos a um elevado número de problemas
de saúde, que podem ir da asbestose as dores nas costas, da síndrome da vibração transmitida ao
sistema mão-braço, as queimaduras provocadas pelo cimento.
Os critérios a seguir são:

2.2.2.1. Antes da obra

 Adoptar uma politica de aquisição de máquinas e de equipamentos de trabalho. Um exemplo


de uma boa pratica e a, compra de ferramentas com um baixo nível de ruído e de vibração;
 Definir as prescrições de segurança e saúde nos cadernos de encargos, sendo que e
obrigatório, pelo menos, seguir a legislação nacional;
 Organizar o processo de trabalho com vista a minimizar o número de trabalhadores que
possam vir a ser afectados. Por exemplo, programar os trabalhos com níveis de ruído elevado
para que a exposição envolva o menor número de trabalhadores possível;
 Começar as actividades de controlo antes de chegar ao estaleiro. Estamos a falar de acções
como planeamento, formação,etc.

2.2.2.2. Decorrer da obra


 Evitar riscos para todos os trabalhadores;
 Avaliar os riscos que não podem ser evitados;
 Combater os riscos na sua génese;
 Aplicar medidas de protecçãocolectiva dos trabalhadores;
 Utilizar medidas de protecção individuais apenas nas situações em que não existem outras
alternativas;
 Estabelecer procedimentos de emergência;
 Comunicar aos trabalhadores os riscos presentes e as medidas de controlo necessárias;
 Assegurar a formação adequada.

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2.2.2.3. Riscos
Num estaleiro, são muitas as maneiras de um trabalhador problemas de saúde, lesões ou mesmo
acidentes mortais. Estes são alguns dos maiores riscos:
 Quedas em altura;
 Envolvimento em acidentes com veículos;
 Ser soterrado durante trabalhos de escavação;
 Ser atingido por quedas de objectos;
 Respirar fibras de amianto;
 Problemas nas costas por manusear materiais pesados;
 Perda de audição devido a níveis elevados de ruido.

2.2.3.4. Lista de verificação de segurança


 Foram dadas instruções e formação aos trabalhadores sobre o modo seguro e correcto de
levantar cargas?
 Foi feita uma avaliação para diminuir os riscos de problemas nos membros superiores
relacionados com o trabalho?
 Foram tomadas todas as medidas para redução da exposição ao ruído e as vibrações?
 Existe protecção contra as quedas em todos os locais que o exijam?
 As aberturas estão protegidas com tampas perfeitamente marcadas e fixas para evitar quedas?

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Capítulo III: Metodologias

3.1. Tipo de Pesquisa

Para a Elaboração deste trabalho foi utilizada a pesquisa bibliográfica.

3.2. Método

Foi utilizado o método dedutivo porque é um Processo mental por intermédio do qual, partindo
de dados particulares suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não
contida nas partes examinadas.

3.3. Intrumento de Colecta de Dados

Não foi utilizado nenhum intrumento de colecta de dados porque a pesquisa foi a Bibliográfia.

3.4. Procedimentos

Não teve procedimentos porque não houve colecta de dados.

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Capítulo IV: Conclusão

Depois de termos feito o trabalho, cujo tema, equipamentos de estaleiros, pudemos verficar que é
um tema relevante, visto que actualmente para a construção de qualquer que seja a obra,
independentemente do tipo, há uma certa necessidade de incorporar equipamentos e máquinas,
que permitirão a execução da obra, e também vimos que há necessidade de dotar aos operários e
técnicos presentes na obra, de conheciementos e informações de uso e funcionamento dos
equipamentos, existentes no estaleiro, para que, portanto, possam usa-los, respeitando os seus
limites e possibilidades de cada equipamento, no âmbito da conservação e de uma utilização
correcta dos equipamentos, que estão dispostos no estaleiro. Os equipamentos de construção, são
de extrema importância, pois, são indispensáveis para cada actividade, devido, a racionalização
do tempo, e a desnecessidade de contratar muita mão-de-obra, visto que um equipamento pode
substituir um certo número de auxiliares de obra. Os equipamentos de construção variam entre os
equipamentos de pequeno porte e os equipamentos de grande porte, podendo ser de pequeno
porte, equipamentos mais leves, como máquina de triagem de areia, compressor de ar, máquina
de tijolo, e de grande porte, equipamentos pesados como, guindastes, tractores, camiões e outras.

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Referências Bibliográficas

Moreira, Anabela M, Organização de Estaleiro, Texto provisório, ESTT, 2009;

Correira dos Reis, A, Organização e Gestão de Obras, Lisboa, Edições Técnicas E.T.L,2009;

Calejo Rodrigues, Rui, Gestão de Edifícios: Modelo de Simulação técnico-económica. Porto:


FEUP, 2001.

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