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AGRICULTURA ORGÂNICA, BIODINÂMICA, NATURAL,

AGROECOLÓGICA OU ECOLÓGICA?

Richard Domingues Dulley1

1 - INTRODUÇÃO1 de. Apenas no período recente é que pode-se


identificar o surgimento de algumas variantes co-
O sistema de produção da agricultura mo os sistemas de produção sustentável, de pre-
convencional não comporta diferenciações con- cisão, plantio direto e, também, a que utiliza ma-
ceituais significativas em relação aos princípios terial genético transgênico. Nesse sentido, a tran-
e/ou limitações quanto à utilização de determina- sição entre esses sistemas pode ser concretizada
dos insumos ou procedimentos. Não é importan- sem que surjam grandes contradições, pois os
te, também, a definição de limites filosóficos, de parâmetros são bastante semelhantes, uma vez
auto-regulação técnica em relação ao meio am- que, a visão que têm das relações agricultura/
biente e ambiente2, nem limites éticos na produ- ambiente é a mesma.
ção. Os limites restringem-se aos legais. A prefe- Atualmente, os sistemas de produção,
rência do consumidor pelos produtos agrícolas que há cerca de vinte anos eram designados pelo
convencionais está limitada a fatores como espé- termo “alternativos”, compreendidos como aque-
cie, variedade, aspecto, tamanho, cor, sabor, les que não utilizam agrotóxicos nem adubos quí-
embalagem e preço, sem preocupação acerca de micos, apresentam numerosas diferenciações
como os produtos foram produzidos. que dão origem a várias denominações. Ainda
Nesse caso, a agricultura, para todos os que a questão semântica possa ser considerada
efeitos, ... é agricultura. Os autores3 referem-se uma questão secundária aparentemente, nas cir-
indistintamente à mesma como agricultura mo- cunstâncias atuais tem implicações técnicas, so-
derna, agroquímica, agricultura industrializada ou ciais, legais, filosóficas, éticas e na organização
simplesmente agricultura ou agronegócio (que social, definindo sistemas sociais produtivos que,
era denominado agrobusiness). tendo um núcleo comum de princípios, apresen-
A causa principal dessa quase indiferen- tam diferenças em detalhes (que podem parecer
ça quanto à semântica pode estar ligada ao fato insignificantes para quem estuda e analisa ape-
de que o objetivo central de todas é fundamen- nas o sistema convencional), redundando em
talmente o aumento continuado da produtivida- atividades e produtos diversos, num mercado em
que as preferências e exigências dos clientes/
1
Engenheiro Agrônomo, Doutor, Pesquisador Científico do consumidores são determinantes.
Instituto de Economia Agrícola (e-mail: dulley@iea.sp.gov.br).
2
Uma outra forma de interpretar essa passagem do
conceito de ambiente para o de meio ambiente humano é 2 - VARIEDADE DE SIGNIFICADOS
compreender que a medida que o sistema social produtivo
conhece, modifica e organiza-o de acordo com o seu inte-
resse, o mesmo vai assumindo um significado diferente, o Na análise das denominações4, destaca-
de meio ambiente específico adequado a ele. Nesse sen- se a importante discussão feita por Carvalho
tido, ambiente se referiria a todas as espécies, enquanto
que meio ambiente estaria ligado a cada espécie. No caso
(1982)5 que focalizava aspectos diretamente liga-
da espécie humana, seu meio ambiente corresponderia à dos às relações/implicações entre tecnologia/ca-
natureza conhecida, modificada no interesse do sistema pital/força de trabalho e tecnologia socialmente
social produtivo.
apropriada. Esse autor considera que a questão
3
Trabalhos de autores como Paiva, Graziano da Silva e Mul-
ler, entre outros analistas da agricultura brasileira, não incluem
entre suas preocupações, divergências e concordâncias a 4
Para detalhes e outras denominações, consultar EHLERS, E.
questão da denominação ou nomenclatura da agricultura. Isso Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo
pode ser verificado na análise que Gonçalves (1999) faz da paradigma. São Paulo: Livro da Terra, 1996.
postura de vários autores no debate sobre as questões agrá-
5
rias e agrícolas brasileiras. GONÇALVES, J. S. Mudar para CARVALHO, H. M. Tecnologia socialmente apropriada:
manter: pseudomorfose da agricultura brasileira. São Paulo: muito além da questão semântica. Londrina: IAPAR, 1982,
CSPA / SAA, 1999. 373 p. 36 p. (Documentos IAPAR, 4).

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da terminologia “...é uma questão muito além da nômicos disponíveis” 7.


semântica. Não se constitui, apenas, como uma Primavesi (1997) adota a denominação
das variantes do pluralismo tecnológico ou res- Agricultura Ecológica8. Ana Maria Primavesi, uma
posta empírica aos distintos estágios tecnológi- das pioneiras9 na introdução da idéia e prática
cos dos sistemas de produção ou dos serviços. desse tipo de agricultura no Brasil, adota-a por
Muito além das adjetivações, o questionamento considerar que “Ecológico” vem da palavra grega
aprofunda-se na própria concepção do que é ‘um oikos, que significa lugar.
modo de vida’ que se beneficie das conquistas No Brasil e no Estado de São Paulo,
obtidas pelo conhecimento humano mas distinto predominam as denominações: Agricultura Orgâ-
daquele atualmente experimentado pelas popu- nica10, Agricultura Biodinâmica (ligada à Antropo-
lações tanto de países em desenvolvimento co- sofia), Agricultura Natural11 (ligada ao movimento
mo dos países industrializados”.
As diferenças entre as características 7
COSTA, M. B. B. Introdução à agricultura alternativa. (S.l.:
técnicas, econômicas, sociais e ambientais e en- s.n.), 1993. Mimeo.
tre esses sistemas de produção decorrem, em 8
Segundo Primavesi (1997), “... a agricultura ecológica,
grande medida, da maneira como a natureza é antes de tudo, tenta restabelecer o ambiente e o solo. Não
tem enfoque sintomático, mas causal. Evita problemas em
pensada pela sociedade, principalmente, pelos lugar de combatê-los. Previne causas e não combate os
produtores, e resultam disso as várias denomina- sintomas. Trabalha com ciclos e sistemas naturais, que
administra. Parte do fato de que um solo sadio fornece
ções vigentes. Um relatório elaborado pelo USDA culturas sadias. Em princípio, planta o que a região facil-
sobre agricultura orgânica afirma: “Não existe ne- mente produz. Mas quando é obrigada a plantar culturas
nhuma definição de agricultura orgânica univer- não adaptadas, tem que adaptar a alimentação”. PRIMA-
VESI, A. M. Agroecologia: ecosfera, tecnosfera e agricul-
salmente aceita. Algumas definições, por exem- tura. São Paulo: Nobel, 1997.
plo, simplesmente especificam uma lista das prá- 9
Ana Maria Primavesi, juntamente com Yoshio Suzuki, fo-
ticas permitidas, excluindo várias outras tecnolo- ram pioneiros na produção orgânica no Estado de São
gias e abordagens gerais. Estas chamadas defi- Paulo. Primavesi, além de produtora, escreveu vários
nições negativas são encontradas, em maioria, livros sobre os princípios básicos desse tipo de agricultura.
nas leis e regulamentos estaduais e federais, re- 10
“Agricultura orgânica é um sistema de produção que
lativos ao significado da palavra ‘orgânica’. Ou- evita o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, regula-
dores de crescimento e aditivos para a alimentação ani-
tras definições não somente mencionam práticas mal, compostos sinteticamente. Tanto quanto possível, os
tecnológicas e de manejo, mas incluem também sistemas de agricultura orgânica baseiam-se na rotação
de culturas, estercos animais, leguminosas, adubação
afirmações sobre diversos valores pessoais e
verde, lixo orgânico vindo de fora da fazenda, cultivo
sociais envolvendo assuntos, tais como, proteção mecânico minerais naturais, e aspectos de controle bioló-
do meio ambiente, conservação e saúde. De cer- gico de pragas para manter a estrutura e produtividade do
solo, fornecer nutrientes para as plantas e controlar os
ta maneira, portanto, as dificuldades em definir insetos, ervas invasoras e outras pragas”. Adaptado a
‘agricultura orgânica’ origina-se das múltiplas con- partir do Relatório e recomendações sobre agricultura
cepções acerca de suas características básicas e orgânica dos ESTADOS UNIDOS, op. cit. nota 5.
de seu escopo” (ESTADOS UNIDOS, 1984)6. 11
Segundo Miyasaka (1993), “A filosofia da agricultura na-
O termo mais antigo, abrangente e tam- tural é a de que a harmonia e a prosperidade dos seres
humanos, e de todos os outros tipos de vida, podem ser
bém mais impreciso é Agricultura Alternativa. A assegurados através da preservação do ecossistema, em
Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná, obediência às leis da natureza e, sobretudo, através do
citada por Costa (1993), conceituou-a como “... o respeito do solo”. Mestre Mokiti Okada, em seus escritos,
destacou “...a própria natureza, no seu estado puro e ori-
conjunto de sistemas de produção com enfoque ginal, é a Verdade. Assim, os seres humanos, ao tentarem
holístico que busquem a maximização dos bene- algo na vida, deveriam tomar a natureza como modelo. O
aprendizado desse princípio é a base do sucesso de todo
fícios sociais, a autossustentação, a redução da empreendimento...”. “O princípio básico da agricultura
dependência de insumos e energia não renová- natural, consiste na liberação plena da potencialidade das
vel e a preservação do meio ambiente, através forças naturais do solo. Os homens ignoravam ou talvez
seja melhor dizer, são levados a ignorar, a verdadeira
da otimização dos recursos naturais e sócio-eco- natureza dos solos (...). O problema básico da agricultura
é o desconhecimento da verdadeira natureza do solo. A
agricultura praticada hoje menospreza o poder do solo e
considera em demasia o poder dos insumos modernos, os
6
ESTADOS UNIDOS. Departamento de Agricultura. Rela- quais não passam realmente, de substâncias complemen-
tório e recomendações sobre agricultura orgânica. tares. MIYASAKA, S. Agricultura natural: um caminho
Tradução de Iara Maria Corrêa Della Santa. Brasília: para a sustentabilidade. São Paulo: Associação Mokiti
CNPq / Coordenação Editorial, 1984. 185 p. Okada, 1993. Mimeo.

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Messiânico Mokiti Okada) e Agricultura Ecológica gado ao ambiente, pois percebe, descobre, dá
(Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura importância e trabalha com as inter-relações dos
Alternativa-AS-PTA)12. elementos nele existentes; reconhece, valoriza,
respeita, convive, sofre e aprende com sua com-
plexidade. Em função dessa postura, poderia ser
3 - CARACTERÍSTICA DIFERENCIADORA denominado sistema de produção ecológico ou
agroecologia.
Os sistemas de produção, nos quais o No decorrer do processo de produção,
ambiente desempenha um papel fundamental e inevitavelmente, ocorre uma interferência no meio
ativo, embora não apresentem consenso em re- ambiente e ambiente, como conseqüência das
lação à terminologia, têm como princípio uma re- próprias relações. Essa interferência torna-se vi-
lação de respeito com a natureza. Assim, do pon- sível ao apresentar efeitos/resultados favoráveis/
to de vista prático, existe um entendimento har- desfavoráveis no meio ambiente e ambiente, con-
monioso entre as diversas correntes, no sentido tribuindo para o equilíbrio/regeneração ou dese-
de que o fortalecimento da ideologia e do setor quilíbrio/depredação da flora, fauna, solo, subso-
dependem da união e do trabalho conjunto de lo, águas, ar e seres humanos. Os produtos agrí-
agricultores, consumidores, processadores e co- colas, portanto, para serem produzidos, obrigato-
merciantes. Para isso, são estabelecidos acordos riamente, modificam o meio ambiente e o am-
sobre os critérios comuns adotados por todos os biente, o que sugere uma denominação ambien-
segmentos, como já ocorre, por exemplo, no ca- tal/agroambiental por interferirem no meio am-
so de um reconhecimento por parte do Estado, biente.
de organizações/empresas certificadoras de pro-
dutos orgânicos.
Do ponto de vista do processo da produ- 4 - RÓTULO QUE PREVALECE
ção em si, que corresponderia ao que Mazoyer e
Roudart (1998)13 denominam ecossistema culti- No processo de crescimento da produ-
vado, as agriculturas alternativas estão próximas ção e consumo dos produtos oriundos desses
da ecologia ou do que esses autores denominam sistemas de produção que eram inicialmente
ecossistema natural. Para que essa aproximação denominados alternativos, o mercado (consumi-
ocorra, o sistema social produtivo necessita pro- dores e ofertantes) optaram claramente pelo ter-
curar identificar e/ou utilizar os princípios bási- mo orgânico. Ressalte-se que o Estado também
cos14 da ecologia. Tal sistema é estreitamente li- ao dar inicio a regulamentação desse tipo de pro-
duto através da Instrução Normativa das n. 7, de
12
Nesse debate insere-se o artigo “Certificação e comer-
17 de maio de 1999 e no Projeto de Lei 14/02
cialização de produtos agroecológicos”, no qual se afirma recentemente aprovado pelo Senado federal ado-
que “Para concluir, salientamos que são muitos os que ta a denominação de orgânico15 ao conceituar
acreditam que a construção de um mercado de produtos
agroecológicos deva passar por iniciativas dessa natureza.
Em um debate conceitual que não cabe nestes breves co- vencional, que considera que qualquer tipo de produção é
mentários, eles (produtores, processadores, distribuidores ecológica pelo simples fato de que ao viverem, as plan-
e consumidores) poderiam afirmar que o mercado de pro- tas/animais, entram, obrigatoriamente, numa relação com
dutos limpos em processo de ampliação e crescente ab- os diversos componentes do meio ambiente. Há, entretan-
sorção pelas redes convencionais de comercialização é na to, outros que preferem reservar esse termo para aqueles
verdade o mercado de produtos orgânicos; que o mercado que consideram, percebem, dão importância e trabalham
de produtos agroecológicos deve necessariamente passar com essas inter-relações, no sentido de obter uma produ-
pela construção de espaços de circulação de mercadorias ção equilibrada, e que agrida o menos possível o meio
que busquem a inclusão social e o benefício de todos os ambiente.
envolvidos; e que esses espaços sejam pautados por va- 15
Ver em IBD Legislação. Disponível em: <http://www.
lores como transparência, solidariedade, complementari- ibd.com.br/legislacao.htm>. Acesso em: 23 jul. 2003. O
dade e integração ente produtor e consumidor.” MEIRELLES, Projeto de Lei 14/02 também refere-se a sistema orgânico
L. Certificação e comercialização de produtos agroecoló- de produção. Seu Art. 1º afirma “Considera-se sistema
gicos. Disponível em: <http://www. encontroagroecologia. orgânico de produção agropecuária todo aquele em que
org.br/textos.htm>. Acesso em: 24 jul. 2003. se adotam técnicas especificas, mediante a otimização do
13
MAZOYER, M.; ROUDART, L. Histoire des agriculteurs uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis
du monde: du nëolithique à la crise contemporaine. Paris e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais,
Edition du Seuil, 1998. tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológi-
ca, a maximização dos benefícios sociais, a minimização
14
Em relação à ecologia, há agrônomos que trabalham de da dependência de energia não-renovável empregando,
acordo com o paradigma de produção da agricultura con- sempre que seja possível, métodos culturais, biológicos e

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sistema e produto orgânico. O texto da Instrução presentar alguma diferenciação em relação aos
Normativa n. 7 torna as demais denominações demais produtos convencionais oferecidos, de
equivalentes ao termo orgânico. modo algum são produtos orgânicos. Quando
A certificadora do Instituto Biodinâmico não adquire produtos diretamente de um produtor
de Desenvolvimento (IBD), que se considera a que conhece, a única garantia de que dispõe
maior certificadora de produtos agrícolas orgâni- atualmente o consumidor é a presença do selo
cos do país, pelo menos em relação ao grande de uma certificadora20, entre as quais, as princi-
mercado, praticamente deixou de lado a sua mis- pais são: AAO, ABIO, ANC, APAN, BCS, CHÃO
são de origem que era promover a agricultura VIVO, CMO, COOLMÈIA, ECOCERT, FVO, IB-
biodinâmica, conforme os ensinamentos de Ru- CERT, IBD, IMO, OIA, SAPUCAÍ, e SKAL.
dolf Steiner16. Da mesma forma, a certificadora
Mokiti Okada, apesar de ter na filosofia da orga-
nização princípios sólidos estabelecidos por seu
fundador relacionados à promoção da agricultura
natural, certifica predominantemente produtos or-
gânicos17.
Há pesquisas18 que mostram que consu-
midores estão dispostos a pagar mais pela quali-
dade orgânica agregada ao produto, principal-
mente, pensando na saúde de sua família.
Finalizando alerta-se para o fato de que
na venda de produtos agrícolas orgânicos atra-
vés de redes de supermercados, o consumidor
deve estar atento para a presença indevida de
produtos com denominações oportunistas19 co-
mo, “verdes”, “da roça”, “do sítio”, “naturais”, “sítio
do lago”, “de qualidade”, etc. nas gôndolas desti-
nadas à exposição de produtos certificados orgâ-
nicos, pois suas embalagens, muitas vezes, são
colocados juntas ou nas suas proximidades. Es-
ses produtos “oportunistas” embora possam a-

mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéti-


cos, a eliminação do uso de organismos geneticamente
modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do
processo de produção, processamento, armazenamento,
distribuição e comercialização, e a proteção do meio am-
biente.
16
INSTITUTO BIODINÂMICO. Diretrizes para o padrão de
qualidade orgânico. Disponível em: <http://www.ibd.com.br/
arquivos/public/DiretrizesIBD2003.pdf>. Acesso em: 04 ago.
2003.
17
SELO de qualidade. Disponível em: <http://www.agricultura
natural.hpg.ig.com.br/selo.htm>. Acesso em 04 ago. 2003.
18
Ver pesquisas de CERVEIRA, R.; CASTRO, M. C. de.
Consumidores de produtos orgânicos da cidade de São
Paulo: características de um padrão de consumo. Infor-
mações Econômicas, São Paulo, v. 29, n. 12, p. 7-20,
dez. 1999 e BORGUINI, R. G. (2002). Tomate (Lycope-
riscum esculentum Mill) orgânico: o conteúdo nutricio-
nal e a opinião do consumidor. Disponível em:
<http://www.teses.usp.br/>. Acesso em: 30 jul. 2003.
19
SOUZA, M. C. M. de; DULLEY, R. D. (2002). Oportu-
nismo: um poderoso inimigo da agricultura orgânica.
Disponível em: <http//:www.iea.sp.gov.br/oportuni.htm>. 20
Acesso em: 24 jul. 2003. QUEM certifica. Disponível em: <http://www.planctaorganico.
com.br/qcertif.htm>. Acesso em: 04 ago. 2003.

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