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HIPERTENSÃO

ARTERIAL
HIPERTENSÃO ARTERIAL

EPIDEMIOLOGIA

 A HAS é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.


 Sua prevalência no Brasil varia entre 22% e 44% para adultos (32%
em média), chegando a mais de 50% para indivíduos com 60 a 69
anos e 75% em indivíduos com mais de 70 anos
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010).
HIPERTENSÃO ARTERIAL

É FATOR DE RISCO PARA:


• Doença isquêmica cardíaca (IAM)
• Doença cerebrovascular ( AVC)
• Doença vascular periférica,
• Doença renal,
• Demências
• É CAUSA DA : Insuficiência cardíaca
A HAS é origem de muitas doenças crônicas não transmissíveis e,
portanto, caracteriza-a como uma das causas de maior redução da
expectativa e da qualidade de vida dos indivíduos
HIPERTENSÃO ARTERIAL

CONCEITO

• A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição


clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e
sustentados de pressão arterial (PA ≥140 x 90mmHg).

• Associa-se, frequentemente, às alterações funcionais e/ou


estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos
sanguíneos) e às alterações metabólicas, com aumento do
risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais

(SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010).


HIPERTENSÃO ARTERIAL

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da HAS consiste na média aritmética da PA


maior ou igual a 140/90mmHg, verificada em pelo menos três
dias diferentes com intervalo mínimo de uma semana entre
as medidas, ou seja, soma-se a média das medidas do
primeiro dia mais as duas medidas subsequentes e divide-se
por três.

D
Classificação da pressão arterial para adultos maiores de 18 anos

CLASSIFICAÇÃO PRESSAÕ SISTÓLICA PRESSÃO DIASTÓLICA


mm/hg mm/hg

Ótima < 120 < 80

Normal < 130 < 85

Limítrofe 130 – 139 85 – 89

Hipertensão estágio 1 140 – 159 90 – 99

Hipertensão estágio 2 160 – 179 100 – 109

Hipertensão estágio 3 ≥ 180 ≥ 110

Fonte: (SBC; SBH; SBN, 2010).


HIPERTENSÃO ARTERIAL

TRATAMENTO
O cuidado da pessoa com hipertensão arterial sistêmica
(HAS) deve ser multiprofissional.

O objetivo do tratamento é a manutenção de níveis


pressóricos controlados conforme as características do
paciente e tem por finalidade reduzir o risco de doenças
cardiovasculares, diminuir a morbimortalidade e melhorar a
qualidade de vida dos indivíduos.
(BRASIL, 2010)
HIPERTENSÃO ARTERIAL

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO

Mudanças no Estilo de Vida ( MEV)


Redução no consumo de álcool
A substituição de anticoncepcionais hormonais orais por outros
métodos contraceptivos
 Cessação do tabagismo
 Prática de atividades físicas
 Controle do peso
 Alimentação saudável
HIPERTENSÃO ARTERIAL

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Medicamentos Anti Hipertensivos


Diuréticos
Beta bloqueadores
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina - IECA
Bloqueadores de canais de cálcio
Antagonistas da angiotensina II
DOENÇA
CARDIOVASCULAR
DCV
Fatores de risco para as Doenças Cardiovasculares
Fatores de risco para as Doenças Cardiovasculares

Hipertensão arterial
Tabagismo
Colesterol alto no sangue
Diabetes
Alimentação rica em gorduras
Sedentarismo
Obesidade
Consumo excessivo de álcool
Estresse
Doenças Cardiovasculares

Doença da Artéria Coronária – DAC

Acidente Vascular Encefálico – AVE

Doença Arterial Periférica

Doenças da Aorta
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

CONCEITO
A aterosclerose coronariana produz estreitamento da
luz arterial, formação de trombo e obstrução do fluxo
sanguíneo para o miocárdio ISQUEMIA

ANGINA DE PEITO refere-se à dor torácica que é


produzida pela isquemia miocárdica.

Morte das células miocárdicas: INFARTO


DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

A DAC pode ser acelerada por fumo, pressão alta,


colesterol sanguíneo elevado e diabetes.
A doença é mais frequente à medida que
envelhecemos, mas não é uma consequência natural
do envelhecimento.
Também se manifesta mais tardiamente nas mulheres,
após a menopausa, provavelmente devido à proteção
conferida pelos hormônios femininos.
Uma história familiar de doença coronariana torna a
pessoa mais predisposta.
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

ANGINA
Síndrome clínica que se caracteriza por episódios de
dor torácica, causada por fluxo sanguíneo
coronariano insuficiente.

FATORES PRECIPITADORES:
Esforço físico
Exposição ao frio
Realizar uma refeição pesada
Estresse, Emoções
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

TIPOS DE ANGINA
Angina estável: dor que acontece ao esforço e que
é aliviada pelo repouso.

Angina instável: dor que ocorre em repouso, aos


esforços, aliviada por medicamentos, com
intensidade crescente.
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

DIAGNÓSTICO
Eletrocardiograma
Teste de esforço ou ergometria
 Cintilografia miocárdica ou Ecocardiograma sob
stress
Cateterismo cardíaco com cinecoronariografia
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

TRATAMENTO
 Diminuir o trabalho cardíaco, adaptando, assim, o consumo
de oxigênio à oferta limitada : Betabloqueadores

 Melhorar a oferta de oxigênio : Vasodilatadores

 Diminuir a coagulabilidade do sangue ( afinar o sangue):


Aspirina ou Heparina

Exercícios e Dieta para diminuir valores de colesterol


sanguíneo
DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA - DAC

TRATAMENTO INTERVENCIONISTA
 Angioplastia Transluminal Percutânea ( PTCA)
dilatação das lesões com balão, mantendo a passagem
aberta através de dispositivos metálicos inseridos através
do cateter (colocação de “stent”)

 Cirurgia de Revascularização Miocárdica


criando condutos alternativos para que o sangue desvie-se
da lesão, ultrapasse-a e reencontre seu leito normal mais
adiante
( “bypass” ou ponte de safena ou de mamárias)
Cláudia de Souza Moares
prof.claudia.moraes@celsolisboa.edu.br