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Eletrônica de Potência II

Aula 1 - Introdução

Prof. Mateus Felzke Schonardie


Curso de Engenharia Elétrica – EGE
mateu77@gmail.com

Material elaborado pelo Prof. Robinson Figueredo de Camargo


Revisão: Mateus F. Schonardie e Douglas Camponogara
Aula 1 - Introdução

Ementa:
 Inversores alimentados em tensão.
 Inversores alimentados em corrente.
 Conversores CA-CA.
 Aplicações da Eletrônica de Potência.
 Introdução à comutação.
 Cálculo térmico.
 Projeto e implementação de conversores estáticos de
potência. 2
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Conteúdo Programático:

1. Conversores CC-CA (Inversores)

1.1. Inversores alimentados em tensão


1.1.1. Monofásicos
1.1.2. Trifásicos
1.2. Inversores alimentados Corrente
1.3. Exercícios

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Conteúdo Programático:

2. Conversores CA-CA
2.1. Gradadores
2.2. Cicloconversores
2.3. Conversores CA-CA PWM

2.4. Exercícios

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Conteúdo Programático:

3. Aplicações da Eletrônica de Potência


3.1. Acionamento de máquinas elétricas
3.2. Fontes de alimentação
3.2.1. Fontes chaveadas
3.2.2. Fontes ininterruptas de energia
3.3. Sistemas conectados à rede pública de
energia
3.4. Fontes alternativas de energia
3.5. Outras aplicações 5
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Conteúdo Programático:

4. Projeto e implementação de conversores estáticos

4.1. Especificação de dispositivos semicondutores


4.2. Circuitos de comando, modulação e proteção
para dispositivos semicondutores
4.3. Projeto de filtros passivos
4.4. Atividades em laboratório (7 aulas)
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Bibliografia Básica:

AHMED, A. Eletrônica de Potência. São Paulo: Pearson Education do


Brasil, 2000.

BARBI, I. Eletrônica de Potência. 4.ed. Florianópolis: Edição do autor,


2002.

MARTINS, Denizar Cruz. BARBI, Ivo. Eletrônica de Potência:


Introdução ao estudo dos conversores CC-CA. 2. ed. Florianópolis:
Edição dos autores, 2008.

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Bibliografia Complementar:

ALMEIDA, J. L. A. Eletrônica de Potência. São Paulo: Érica, 1991.


BARBI, I., MARTINS, D. C. Conversores CC-CC Básicos Não
Isolados. Primeira Edição. Florianópolis: Edição do autor, 2000. 1 ex.

BARBI, Ivo. Eletrônica de potência: Projetos de fontes chaveadas. 2.


ed. Florianópolis - SC: Editora dos autores, 2007.

HART, Daniel N. Eletrônica de potência. Rio de Janeiro: McGrawhill,


2011

LANDER, C. Eletrônica Industrial: Teoria e Aplicações. São Paulo:


McGraw-Hill, 1988.
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PROJETO: O que projetar?????

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1 – Medidas elétricas:
1.1. Valor Médio
Dada uma função periódica f(t)=f(t+T), onde T é o
período em que a função se repete, tem-se que seu valor
médio é dado por:
t T
1
f avg 
T 
t
f (t )dt

Para formas de onda senoidais, favg = 0.


Para o produto de duas funções vavg e iavg, pavg = vavg iavg
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1 – Medidas elétricas:
1.1. Valor Médio
Ex.: Calcule a tensão média de um retificador de meia
onda:

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1 – Medidas elétricas:
1.2. Valor Eficaz
Dada uma função periódica f(t)=f(t+T), onde T é o
período em que a função se repete, tem-se que seu valor
eficaz é dado por:

t T
1
f rms 
T 
t
f 2 (t )dt

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1 – Medidas elétricas:
1.2. Valor Eficaz
Para formas de onda senoidais, tem-se:
fp
f rms 
2

Para o produto de duas funções Vrms e Irms

𝑆 = 𝑉𝑟𝑚𝑠 𝐼𝑟𝑚𝑠

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1 – Medidas elétricas:
1.2. Valor Eficaz
Ex.: Calculo da tensão eficaz em um retificador de
entrada meia-onda

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1 – Medidas elétricas:
1.3. Potência
Senoidal Não-senoidal

Potência aparente: 𝑆 = 𝑉𝑟𝑚𝑠 . 𝐼𝑟𝑚𝑠 𝑆 = 𝑉𝑟𝑚𝑠 . 𝐼𝑟𝑚𝑠

𝑡+𝑇
1
Potência ativa: 𝑃 = 𝑉𝑟𝑚𝑠 . 𝐼𝑟𝑚𝑠 . cos(∅) 𝑃= 𝑣 𝑡 . 𝑖 𝑡 . 𝑑𝑡
𝑇 𝑡

Potência reativa 𝑄 = 𝑉𝑟𝑚𝑠 . 𝐼𝑟𝑚𝑠 . sen(∅) 𝑄= 𝑆 2 − 𝑃2

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2 – Índices de desempenho CA:


2.1. Distorção Harmônica Total (DHT ou THD)
É a razão entre o valor rms do conteúdo harmônico pelo rms da
quantidade fundamental. Dada uma função periódica f(t)=f(t+T),
por:

  k x   k x  
f ( x)  a0    ak cos    bk sin  
k 1   L   L 
“Fator de distorção
percentual de uma x   2 x   3 x 
tensão ou corrente f ( x)  a0  a1 cos  
 2 a cos  
 3 a cos  
com relação a uma  L   L   L 
senoide” x   2 x   3 x 
 b1 sin  
 2 b sin  
 3 
b sin 
 L   L   L 
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2 – Índices de desempenho CA:


2.1. Distorção Harmônica Total (DHT ou THD)
Onde os termos 𝑎0 , 𝑎𝑘 e 𝑏𝑘 podem ser definidos por:

c2 L
1
a0 
2L 
c
f ( x)dx

c2 L
1  k x 
ak 
L 
c
f ( x) cos 
 L 
 dx, k  1, 2,...

c2 L
1  k x 
bk 
L c
f ( x) sin 
 L 
 dx, k  1, 2,...

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2 – Índices de desempenho CA:


2.1. Distorção Harmônica Total (DHT ou THD)
Uma forma alternativa de representação:

  k x 
f ( x)  a0   ck sin   k  
k 1   L 

Onde:

 ak 
ck  ak  bk
2 2 k  arctan  
 bk 

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2 – Índices de desempenho CA:


2.1. Distorção Harmônica Total (DHT ou THD)
Onde a THD pode ser escrita:

1  
THD f  %   
 c1  c 100%
2
k

 k 2 
Escrevendo para tensões e correntes:

1   1  
THDV  %   
 V1  Vk 100%
2

THDI  %   
 I1  2
kI 100

 k 2   k 2 
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2 – Índices de desempenho CA:


2.2. Fator de potência
O fator de potência entre duas funções periódicas de mesmo
período v(t)=v(t+T) e i(t)=i(t+T) é definido como:

P
FP 
S
onde P é a potência ativa, S é a potência aparente.
Alternativamente, o fator de potência pode ser calculado como:
1
FP  DF
1  THD 2
Onde DF é o fator de deslocamento. 20
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2 – Índices de desempenho CA:


2.3. Fator de deslocamento
O fator de deslocamento de duas funções periódicas de mesmo
período v(t) e i(t), que representam a tensão e a corrente em dado
elemento, respectivamente, é definido como o cosseno do ângulo
de deslocamento de fase entre a componente fundamental da
tensão v(t) e a componente fundamental de corrente i(t).

V1 I1 cos  θ1  φ1 
DF   cos  θ1  φ1 
V1 I1

onde 𝜽𝟏 e 𝝋𝟏 são os ângulos de deslocamento da tensão e da corrente com


relação a um dado ângulo de referência.

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2 – Índices de desempenho CA:


2.4. Fator de crista
É definido como a razão de corrente (ou tensão) máxima ou de pico
pela corrente (ou tensão) eficaz de um dado circuito, como é
apresentado na seguinte equação:

Vp Para uma forma de onda senoidal: CF = 2


FC 
Vrms Para uma forma de onda CC: CF = 1

O fator de crista é usado para determinar a amplitude do pico de


correntes não-senoidais com senoidais com relação a uma
senóide.
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2 – Índices de desempenho CA:
2.4. Fator de crista:
Exemplo Aplicação: Filtro Ativo

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2 – Índices de desempenho CA:


2.5. Fator de correção da capacidade (FCC)
Uma vez comparado com o fator de crista da forma de onda
senoidal, obtém-se o fator de correção da capacidade (FCC), que é
representado por:
 2
FCC  %    100%
 FC 
A potência corrigida se calcula mediante o produto do fator de
correção de capacidade pela potência nominal do equipamento
por:

kVAcorrig  kVAnom FCC


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2 – Índices de desempenho CA:


2.4. Fator de utilização
É uma medida comumente empregada em transformadores para se
obter o índice de utilização do mesmo. É dado por:

t T
1
pavg T  v(t )i(t )dt
FU   t

vrms irms vrms irms

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2 – Índices de desempenho CA:


2.5. Fator de desequilíbrio
O fator de desequilíbrio de corrente (ou tensão) pode ser definido,
como o máximo desvio da média das correntes (ou tensões)
trifásicas, divididos pela média das tensões ou correntes das três
fases, expressadas em percentual:

 i frms  iavg 
Desq  %    max
 100%
 iavg 
 
onde:
I a _ rms  I b _ rms  I c _ rms
iavg 
3
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2 – Índices de desempenho CA:


2.5. Fator de desequilíbrio
Desequilíbrios de corrente (ou tensão) podem também ser
definidos fazendo-se usando da teoria de componentes simétricos,
onde a taxa entre componente de sequências negativas ou zero em
relação a componente da sequência positiva pode ser especificada
como percentual de desequilíbrio, conforme mostrado a seguir:

 componente de seq. negativa 


Deseq _N  %    100%
 componente de seq. positiva 

 componente de seq. zero 


Deseq _0  %    100%
 componente de seq. positiva 
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2 – Índices de desempenho CA:


2.5. Fator de desequilíbrio

• É comum desequilíbrios percentuais entre 0 e 2% nas tensões da


rede;

• Desequilíbrios de tensão maiores que 5 % são considerados


severos;

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2 – Índices de desempenho CA:


2.5. Fator de desequilíbrio
200
va(t) vb(t) vc(t)

100
Tensão (V)

-100

-200
0 3,3 6,6 10 13,3 16,6

Tempo (ms)

Ex.: Calcular o fator de desequilíbrio das tensões acima com


va=127 V rms, vb=120 V rms e vc=127 rms.
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3 – Índices de desempenho CC:


3.1. Componente CA
É o valor da componente CA presente na variável CC.

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3 – Índices de desempenho CC:


3.2. Fator de forma
Indica a distorção da forma de onda com relação ao ideal (forma
contínua):

Vavg
FF 
Vrms

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4 – Índices de desempenho - Conversor:


4.1. Rendimento
É um parâmetro que nos permite obter a eficiência de conversão. A
relação é dada por:

pout

pin
onde Pout e Pin são as potências ativas de entrada e saída do
conversor, respectivamente.

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4 – Índices de desempenho - Conversor:


4.2. Estresse nos componentes semicondutores
Está associado ao valor máximo das tensões e correntes que são
aplicados em cada um dos semicondutores do conversor:

• Tensão reversa máxima;


• Corrente de pico;
• Corrente eficaz;
• Derivadas de corrente e tensão;
• Perdas.

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