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28/08/2017 Parecer N.

º 46/PP/2008-G - Ordem dos Advogados

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Parecer N.º 46/PP/2008-G


1 DE JULHO, 2009

Em 4 de Dezembro de 2008, veio a Requerente, advogada com cédula profissional nº ..., solicitar parecer sobre a possibilidade de criar um site de
prestação de serviços jurídicos avulsos juntamente com um colega (que, à data, não identificou) tendo como fim a prestação de aconselhamento
jurídico a empresas que não tem possibilidade de ter um jurista interno ou a outras empresas que dele necessitem, nomeadamente para fazerem uma
acta ou um contrato de trabalho.

Para melhor esclarecimento do tipo de site que pretendia, a Requerente juntou os conteúdos que pretendiam fazer constar do site.

Entre eles estavam conteúdos respeitantes às seguintes rubricas: “Dos advogados”; “Das Áreas”; “Dos Honorários”; “Dos Contactos”; e “Dos Links
Úteis”

Tendo em conta que do projecto daquele site


? constavam diversos endereços electrónicos que não eram endereços da Ordem dos Advogados e que, por isso, se desconhecia se, para além da
Requerente, aqueles que integrariam o referido site eram ou não advogados (não sendo, assim, possível assegurar que não existe violação do artº. 6º,
nº 1 da Lei nº 49/2004, de 24 de Agosto);
? na sub-rúbrica “Do pagamento” da rubrica “Dos honorários” estava prevista a forma de pagamento de honorários (faseadamente) o que, nos
termos da alínea b), do nº 4 do EOA, constitui um acto ilícito de publicidade,
o Conselho Geral, em sessão plenária realizada no mês de Julho de 2009, negou provimento à pretensão da Requerente nos termos propostos.

Notificada desse parecer veio agora a Requerente, após ter alterado os pontos sobre os quais tinha incidido a crítica deste Conselho Geral, solicitar a
reapreciação da possibilidade de criar um site jurídico de prestação de serviços jurídicos avulsos, apresentando novamente um esquema de
conteúdos do mesmo.

Corrigindo os pontos que haviam sido objecto de crítica no anterior parecer, a Requerente faz agora a identificação objectiva no site a criar dos dois
advogados prestadores de serviços jurídicos, com a indicação do respectivo nome profissional, numero de cédula profissional e e-mail da Ordem dos
Advogados.

Refere ainda nesse novo pedido que “Qualquer advogado com inscrição em vigor na Ordem dos Advogados que se associe posteriormente ao
referido projecto será identificado no sítio ... de forma idêntica”.

Esclarece também que não existirá qualquer parceria ou associação com outro escritório ou gabinete que não composto exclusivamente por
advogados, em conformidade com o disposto no artº. 6º, nº 1, da Lei nº 49/2004, de 24 de Agosto. Por outro lado, no que concerne à rubrica de
Honorários, a Requerente eliminou do respectivo site a referência a “pagamento faseado de honorários”, salientando que eles serão determinados
casuisticamente, com fundamento nos critérios estatuídos no artº. 100º do E.O.A..

Nos termos do disposto no artº. 89º, nº 1 do E.O.A. “O advogado pode divulgar a sua actividade profissional de forma objectiva, verdadeira e digna,
no rigoroso respeito dos deveres deontológicos, do segredo profissional e das normas legais sobre a publicidade e concorrência”.

Os números 2 e 3 desse mesmo artigo estabelecem, a título exemplificativo, um conjunto de situações que se consideram “informação objectiva” e
“actos lícitos de publicidade”.

Por sua vez, o nº 3 daquele artigo, dá exemplos de actos ilícitos de publicidade, elencando as seguintes situações:

4 - São, nomeadamente, actos ilícitos de publicidade:


a) A colocação de conteúdos persuasivos, ideológicos, de auto-engrandecimento e de comparação;
b) A referência a valores de serviços, gratuitidade ou forma de pagamento;
c) A menção à qualidade do escritório;
d) A prestação de informações erróneas ou enganosas;
e) A promessa ou indução da produção de resultados;
f) O uso de publicidade directa não solicitada.

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Assim, analisando a informação constante do anexo enviado pela Requerente, relativa aos elementos que passarão a constar do site de prestação de
serviços jurídicos avulsos, não se vislumbram agora violações ao regime de publicidade previsto no artº. 89º do Estatuto da Ordem dos Advogados,
somos de parecer que nada obsta a Requerente à criação do referido site.

Contudo, e porque o anexo junto pela Requerente apenas contém uma esquematização dos tópicos que constarão daquele site, sem ter desenvolvido
o seu conteúdo, lembramos que o desenvolvimento do conteúdo de cada um dos tópicos em questão deverá observar o disposto no artº. 89º do
E.O.A., bem como das restantes disposições desse diploma legal.

CONCLUSÕES:

1ª - De acordo com a informação constante do anexo enviado pela Requerente, o site de prestação de serviços jurídicos avulsos que a mesma
pretende criar, não viola o regime de publicidade previsto no artº. 89º do Estatuto da Ordem dos Advogados, nada obstando à sua criação.

2ª - Contudo, o conteúdo a desenvolver em cada um dos tópicos enunciados no esquema apresentado pela Requerente deverá observar as normas
deontológicas contidas no artº. 89º do E.O.A., bem como as restantes disposições desse diploma legal.

Viana do Castelo, 24 de Setembro de 2009.

Miguel Salgueiro Meira

Relator: Miguel Salgueiro Meira

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