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ISBN 978-85-61424-07-7

MUSEU DE TOPOGRAFIA PROF. LAUREANO IBRAHIM CHAFFE

15 ANOS DE HISTÓRIA

1996 - 2011

Museu de Topografia
Prof. Laureano Ibrahim Chaffe
Departamento de Geodésia
Instituto de Geociências
UFRGS

24/05/1996 - 24/05/2011
15º Aniversário de Fundação

Autores
Iran Carlos Stalliviere Corrêa
Jair Weschenfelder
Ricardo Baitelli

Diagramação e ilustrações
Iran Carlos Stalliviere Corrêa

Patrocínio
Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS
Museu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe
Departamento de Geodésia
Instituto de Geociências
UFRGS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE GEODÉSIA

MUSEU DE TOPOGRAFIA PROF. LAUREANO IBRAHIM CHAFFE 

Reitor
Carlos Alexandre Netto

Vice-Reitor
Rui Vicente Oppermann

Pró-Reitor de Pesquisa
João Edgar Schmidt

Pró-Reitora de Extensão
Sandra de Deus

Diretor do Instituto de Geociências


José Carlos Frantz

Vice-Diretor do Instituto de Geociências


André Sampaio Mexias

Chefe do Departamento de Geodésia


Gilberto Gagg

Chefe Substituto do Departamento de Geodésia


Jorge Luis Barbosa da Silva

Curador do Museu de Topografia


Iran Carlos Stalliviere Corrêa

Conselho do Museu de Topografia


Ricardo Baitelli
Marcelo Tomio Matsuoka
Carlos Augusto Sommer

Corrêa, Iran Carlos Stalliviere


Museu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe: 15 anos de história : 1996 –
2011. / Iran Carlos Stalliviere Corrêa; Jair Weschenfelder; Ricardo Baitelli. - Porto
Alegre: IGEO/UFRGS, 2011.
[32 f.] il.

ISBN:978-85-61424-07-7

1. Geodésia. 2. Topografia - Museu. I. Weschenfelder, Jair. II. Baitelli, Ricardo.


III.Título.

_____________________________
Catalogação na Publicação
Biblioteca Geociências - UFRGS
Renata Cristina Grun CRB 10/1113
APRESENTAÇÃO 
O boletim tem por finalidade divulgar o Museu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe,
órgão pertencente ao Departamento de Geodésia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, descrevendo sua origem e suas atividades, propiciando a todos, seus objetivos,
acervo e funções junto à comunidade. O Museu foi criado com a finalidade de resgatar o acervo de
equipamentos topográficos, cartográficos, geodésicos e de sensoriamento remoto que fazem parte do
desenvolvimento da história da topografia e áreas afins, junto ao Departamento de Geodésia do Instituto
de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O Museu conta hoje com mais
de 300 peças e dezenas de mapas que mostram a evolução da topografia e da cartografia nos últimos
dois séculos. O Museu encontra-se cadastrado no Sistema Estadual de Museus pertencente a 1ª Região
Museológica do SEM/RS bem como no Sistema Brasileiro de Museus. O Museu mantém uma exposição
permanente e desenvolve várias exposições temporárias durante o ano, participa de eventos ligados ao
setor museológico nacional e regional, mantém um site com divulgações do Museu e de trabalhos
desenvolvidos pelo mesmo, no setor da Topografia, Cartografia, Geodésia e Sensoriamento Remoto.
O Museu tem colaborado com escolas municipais e estaduais com apresentação de palestras e
exposições itinerantes. Tem dado apóia a pesquisa desenvolvida por alunos do Curso de Museologia da
UFRGS e possibilita o desenvolvimento de trabalhos científicos pela comunidade interessada em seu
acervo.
O Museu de Topografia é um marco de referência junto ao Departamento de Geodésia da
UFRGS e tem desempenhado seu papel da melhor maneira possível. Parabéns a todos que de uma forma
ou outra tenham contribuído para o desenvolvimento deste Museu.

Prof. Iran Carlos Stalliviere Corrêa


Curador do Museu de Topografia

 
COLABORADORES DO MUSEU 

Prof. André Sampaio Mexias

Profa. Andrea Lopes Iescheck

Prof. Arí Roisenberg

Prof. Carlos Augusto Sommer

Prof. Clóvis Carlos Carraro

Profa. Dejanira Luderitz Saldanha

Prof. Gilberto Gagg

Prof. Irajá Damiani Pinto

Prof. Iran Carlos Stalliviere Corrêa

Prof. Jair Weschenfelder

Prof. Jorge Luiz Barbosa da Silva

Prof. José Carlos Frantz

Prof. Marcelo Tomio Matsuoka

Prof. Mario Luiz Lopes Reiss

Prof. Nelson Amoretti Lisboa

Prof. Norberto Dani

Prof. Antônio Pedro Viero

Prof. Ricardo Baitelli

Prof. Ronaldo dos Santos da Rocha

Prof. Sérgio Florêncio de Souza

Profa. Sonia Purper

Assessor Administrativo Elton Luís Bernardi Campanaro

Bibliotecária Veleida Ana Blank

Bibliotecária Renata Cristina Grün

Técnico de Laboratório Hélio Larri Vist

Técnico de Topografia Robson dos Santos Aquino

Desenhista Flávia Renata Boyen

Desenhista Ruth Coitinho Pinto


CRIAÇÃO DO MUSEU  Em 07 de janeiro de 2003, o Departamento de
Geodésia do Instituto de Geociências da
Com a criação da Escola de Engenharia em 10 UFRGS, acolhe a proposta dos Profs. Iran
de agosto de 1896, por ilustres Engenheiros Carlos Stalliviere Corrêa e Clóvis Carlos
Militares e Professores da Escola Militar de Carraro, para que o Museu de Topografia do
Porto Alegre, iniciou-se a aquisição de Departamento fosse denominado de “Museu
equipamentos para o desenvolvimento da de Topografia Professor Laureano Ibrahim
disciplina de Topografia, dos quais, a maioria Chaffe”, conforme consta na Ata da 327ª
deles se encontra em exposição neste Museu. Reunião/2003.

A maior parte do acervo foi adquirida pelos No dia 28 de maio de 2003 o Conselho do
professores Lélis Espartel e João Lüderitz, Instituto de Geociências acolhe e aprova a
ambos professores catedráticos da então proposta do Departamento de Geodésia em
Escola de Engenharia da Universidade do Rio denominar o Museu de Topografia de
Grande do Sul (URGS). “Museu de Topografia Professor Laureano
Ibrahim Chaffe”, em reconhecimento aos
Posteriormente, com a reforma Universitária, inestimáveis serviços prestados pelo referido
implantada a partir de 1970, a disciplina de professor ao Departamento de Geodésia, ao
Topografia que até então era disciplina Instituto de Geociências, a própria UFRGS e
vinculada a cada Faculdade ou Escola, passou a comunidade acadêmica, em especial de
a ser responsabilidade do então criado Engenheiros Civis, que passaram por suas
Instituto de Geociências. Esta disciplina e mãos durante seus 28 anos de magistério.
todos os equipamentos existentes nas Escolas
e Faculdades da UFRGS, que a lecionavam
anteriormente, ficaram sob a responsabilidade
do Departamento de Geodésia do Instituto de
Geociências da UFRGS.

Por iniciativa do Prof. Iran Carlos Stalliviere


Corrêa, professor do Departamento de
Geodésia e professor da disciplina de
Topografia, foi encaminhada, ao referido
Departamento, à solicitação da criação do
Museu de Topografia, a qual foi aprovada em
reunião de 24 de maio de 1996, conforme Ata
da 234ª Reunião/1996, do Departamento de
Geodésia da UFRGS, com o objetivo de
contribuir para a formação da consciência
social sobre os valores inestimáveis do
patrimônio técnico-científico.

Com a aprovação da referida solicitação


iniciou-se a recuperação e organização do Prof. Laureano Ibrahim Chaffe
acervo de topografia que se encontrava
amontoado em um depósito.
Em 05 de setembro de 2003 o Museu de
Topografia é re-inaugurado e recebe a
denominação de “Museu de Topografia
Professor Laureano Ibrahim Chaffe” em
homenagem àquele que foi um dos grandes
professores de Topografia do Departamento
de Geodésia.

LOCALIZAÇÃO  E  FUNÇÕES  DO 


MUSEU 

O Museu encontra-se instalado nas


dependências do Departamento de Geodésia
do Instituto de Geociências da UFRGS, no
Campus do Vale da Agronomia. Os
equipamentos encontram-se depositados em
armários-vitrine, expostos no corredor do
Departamento de Geodésia, localizado na Av.
Vista do Museu de Topografia (Acervo do Museu)
Bento Gonçalves, 9500, Prédio 43136, na
cidade de Porto Alegre-RS. A função museológica pode ser considerada
como o processo de comunicação que explica
Pela Declaração de Caracas-1992 e orienta as atividades específicas do Museu,
(Primo,1999) a entidade Museu é considerada tais como a coleção de obras, a conservação e
como uma instituição idônea que serve para a exibição do patrimônio cultural e natural.
resgatar o patrimônio, estudá-lo, documentá- Desta forma os museus não são somente
lo e difundi-lo através de mensagem coerente, fontes de informação ou instrumentos de
que se apóie nos objetos como forma educação, mas espaço e meio de comunicação
essencial de comunicação. que serve para o estabelecimento da interação
da comunidade com o processo e com os
produtos culturais.

Dentro do espírito da UFRGS, o Museu,


atendendo os objetivos do ensino, pesquisa e
extensão, tem como funções:

a) organizar, preservar e ampliar o


acervo do Museu, que se constitui de peças de
interesse para as ciências geodésicas,
topográficas, cartográficas e geológicas
incluindo equipamentos, cartas, mapas, fotos
Vista do Museu de Topografia (Acervo do Museu) aéreas, imagens orbitais de sensoriamento
remoto, maquetes, tabelas, livros e trabalhos
desenvolvidos por alunos e professores;
b) apoiar as atividades didáticas do representação detalhada de uma porção da
Departamento de Geodésia, em suas aulas de superfície terrestre.
graduação e pós-graduação;
Desde os primórdios da civilização, ainda em
c) incentivar e estimular as pesquisas e seu estágio primitivo, o homem tratou de
estudos utilizando o acervo do Museu; demarcar sua posição e seu domínio. Sem
saber, ele já aplicava a Topografia e a
d) tornar conhecido este acervo Cartografia.
através da realização de exposições e eventos
de divulgação, permanentes ou itinerantes; Os babilônicos, os egípcios, os gregos, os
chineses, os árabes e os romanos foram os
e) firmar acordos e contratos com povos que nos legaram instrumentos e
entidades congêneres e outras de caráter processos que, embora rudimentares, serviram
público ou particular, nacionais ou para descrever, delimitar e avaliar
estrangeiras, para realização de programas de propriedades tanto urbanas como rurais, com
intercâmbio e cooperação; finalidades cadastrais.

f) oferecer serviços à comunidade, no


âmbito de sua especialidade e possibilidades.

Hoje o Museu conta com um acervo


constituído por numerosas e valiosas peças
que ao longo dos séculos XIX e XX serviram
para a execução dos trabalhos práticos das
disciplinas ligadas a Topografia, Cartografia,
Geodésia, Hidrografia e Fotogrametria. Este
integra um rico patrimônio acumulado desde
fins do século XIX, que certifica a evolução
A agrimensura no antigo Egito
histórica dos equipamentos que tornaram
(http://www.mappinginteractivo.com/plantilla-
possível o desenvolvimento das operações ante.asp?id_articulo=1203)
relacionadas com aquelas ciências no nosso
país. É um Museu que pode ser considerado A partir destes métodos topográficos
temático no âmbito dos instrumentos de rudimentares foram obtidos dados que
medição da Terra, que o torna certamente possibilitaram a elaboração de cartas e
único no gênero em Porto Alegre-RS, plantas, tanto militares como geográficas, que
sobretudo pela raridade de algumas das suas foram de grande valia para a época e mesmo
peças. como documento histórico para nossos dias.

HISTÓRICO DA TOPOGRAFIA  O mapa de Ga-Sur é considerado um dos


mapas mais antigos que se conhece, foi
A palavra TOPOGRAFIA tem sua origem na encontrado na região da Mesopotâmia e
escrita grega, onde TOPOS significa lugar e representa o rio Eufrates e acidentes
GRAPHEN significa descrição. Desta geográficos adjacentes. É formado por uma
maneira pode-se dizer que a TOPOGRAFIA pequena placa de barro que cabe na palma da
é a ciência que trata do estudo da mão e está datado de 2500 a.C..
Mapa-Mundi de Zheng He – 1418
( http://www.mssanmarino.com/Extras.html)

Atualmente, graças ao avanço tecnológico, os


aparelhos modernos e altamente sofisticados,
permitem obter uma descrição do modelado
terrestre com precisão exigida para projetos
de grande complexidade bem como para a
locação final desses projetos no terreno.

Mapa de Ga-Sur (2500 a.C.) e sua interpretação


(Semitic Museum at Harvard University).
(http://www.henry-davis.com/MAPS/AncientWeb Mapa-mundi de Anaximandro de Mileto
(http://matematica-na-veia.blogspot.com/2010/07/
Pages/100D.html)
biografia-de-anaximandro-de-mileto.html)

Outro mapa importante é o mapa chinês de O primeiro mapa-múndi conhecido foi


Zheng He. Este é, além de um guia de elaborado por Anaximandro de Mileto,
navegação, o relato das viagens deste discípulo de Tales, que no século VI a.C.
navegador, almirante da frota imperial tentou representar o mundo como um disco
chinesa, em meados do século XV. que flutuava sobre as águas. Algum tempo
mais tarde Pitágoras, chegou à conclusão que
No mapa-múndi atribuído a Zheng-He pode a Terra era redonda iniciando assim uma nova
ser observado, à direita, o continente escola.
Americano.
No século III a.C., Erastóstenes iniciou as associado a esta medida origina a falsa
medidas para a determinação do círculo impressão de que a Europa e a Ásia se
máxima do Globo terrestre, chegando ao valor estendiam por mais da metade de toda a
de 45.000 km. Este pesquisador foi o primeiro longitude terrestre, quando realmente cobre
a tentar medir o raio da Terra. Mais tarde, no apenas 130°.
século II a.C., Hiparco de Nicéia trás para a
Grécia os conhecimentos babilônicos sobre a Do mapa de Ptolomeu não se conhece
graduação sexagesimal do círculo e a partir nenhum exemplar, porém foram realizadas
daí define a rede de paralelos e meridianos do numerosas cartas com esta denominação até a
globo terrestre. entrada do século XVII. Destas cartas as mais
conhecidas são os Atlas publicados em 1477
em Bolonha, o de 1478 em Roma e o de 1482
em Ulm.

No século XI o hispânico árabe Azarquiel,


inventa a Azafea, astrolábio de caráter
universal baseado na projeção da esfera sobre
um plano que contém os pólos e que calcula a
posição dos astros determinando sua altura
sobre a linha do horizonte.

Erastóstenes
(http://www.colegiocatanduvas.com.br/desgeo/curiosid
ades/index.htm)

No século I, Marino de Tiro define os


princípios da geografia matemática e
estabelece, pela primeira vez, a posição
astronômica de numerosos lugares e cidades, A azafea de Azarquiel ou astrolábio universal
especialmente na zona mediterrânea. (http://www.lapizarradeyuri.com/2010/10/28/ibericos-
extraterrestres/)

No século II Claudio Ptolomeu realiza suas No século XIII aparece a Carta Pisana cuja
observações astronômicas na cidade de construção se baseava em rumos e distâncias;
Alexandria e escreve sua principal obra os primeiros eram medidos por agulhas
denominada Megalé Sintaxis ou Grande magnéticas e pelas rosa dos ventos; a segunda
Construção que trata da Terra, do Sol, da Lua, calculada pelo tempo de navegação.
do Astrolábio e de seus cálculos, das Elipses,
um catálogo de estrelas e finalmente, os cinco
planetas e suas diversas teorias. Esta obra
recebeu o título de El Almagesto na língua
árabe.

A obra de Ptolomeu aceita as medidas do


grado e estabelece, através de cálculos, o
Carta Pisana
comprimento do circulo máximo, ao qual (http://www.stilepisano.it/Pisa_carta-pisana.htm)
estabelece o valor de 30.000 km. O erro
Em 1420 o Infante Dom Henrique de Em 1519 Pedro e Jorge Reinel constroem, em
Portugal, funda a Escola de Navegadores em Sevilha, um planisfério com o equador
Sagres e poucos anos após ocorre uma graduado e destinado à expedição de
autêntica revolução na produção de cartas e Magalhães.
mapas motivada pela divulgação e
ressurgimento das teorias de Ptolomeu e pela Gerhardt Kremer (1512-1594), que adota o
invenção da imprensa o que ocasionou a nome de Mercator, define uma nova projeção
possibilidade de se estampar os mapas sobre cilíndrica na qual, as linhas loxodrómicas
pranchas de bronze. (direção de rumos constantes que percorrem
os barcos em sua navegação) são
Em 1500, Juan de la Cosa, piloto da segunda representadas como linhas retas.
expedição de Colombo, edita sua famosa carta
que contém o traçado da linha equatorial e a
do trópico de Câncer.

Carta do Mundo de Juan de la Cosa – 1500


(http://perso.mediaserv.net/alimanen/PC/IGP/onovomundo.html) (Original Museu Naval de Madri)

Uma nova etapa no estuda da figura da Terra O século XVIII se caracteriza pelo
nasce com as definições da lei da gravitação desenvolvimento da instrumentação
universal. topográfica. A luneta astronômica, idealizada
por Kepler em 1611 e a construção de limbos
No século XVII, Huygens calculou o valor do graduados dão lugar aos primeiros teodolitos.
achatamento terrestre seguindo o raciocínio Ao mesmo tempo, as invenções do
de Newton, entretanto sem aceitar que a cronômetro e do barômetro possibilitaram a
densidade das capas terrestre fosse medida do tempo e a determinação das
homogênea, considerando sim toda a massa altitudes.
concentrada em seu centro.
Em 1873, Listing, propõe o nome de Geóide à versatilidade que nos oferece a nova
forma da terra que é definida como a instrumentação na fase de locação, tem dado
superfície equipotencial do campo de um novo protagonismo a Topografia moderna
gravidade terrestre que coincide com a nos campos de aplicação da Engenharia e
superfície média dos mares e oceanos em áreas afins.
repouso, idealmente prolongada por debaixo
dos continentes. A visita ao Museu constitui uma verdadeira
aula de história, através da qual se pode
acompanhar toda a evolução ocorrida ao
longo de mais de um século na disciplina de
Topografia ministrada por esta Universidade,
através dos diversos equipamentos
topográficos e cartográficos.

OS  PRIMEIROS  EQUIPAMENTOS  DE 


MEDIDAS  

A Groma – Os egípcios foram os inventores


da "Groma", a qual constava de uma cruz
excêntrica, com prumadas em seus extremos,
O Geóide terrestre fixadas a una barra vertical. O instrumento
(http://nacc.upc.es/nacc-libro/node43.html) tinha a função de orientar alinhamentos e de
marcar ângulos de 90º. Posteriormente os
Em 1945, Molodensky, demonstrou que a romanos a utilizaram em seus levantamentos,
superfície física da Terra pode ser tanto na área civil como na militar.
determinada a partir, somente, de medidas
geodésicas, sem a necessidade do
conhecimento da densidade da crosta
terrestre.

A Topografia estuda, em nível de detalhe, a


forma da superfície física da terra com todos
seus elementos sejam naturais ou artificiais e
como um preenchimento da rede geodésica.
Desta maneira a Topografia fica como a
responsável pelos trabalhos de levantamento
planimétricos e altimétricos. Entretanto, nos
últimos anos, com o desenvolvimento da
instrumentação eletrônica e da informática
que opera neste setor, a exigência de
programas ligados a Engenharia, que
necessitam de modelos digitais do terreno
com precisão altimétrica, os quais são
questionáveis de serem obtidas por A Groma Egípcia
procedimentos fotogramétricos, e a maior (Site: http://www.ufrgs.br/museudetopografia/)
O Chorobate – ou primeira aproximação de A Balestilha - para saber quantos graus um
um nível, era uma régua horizontal com astro estava acima do horizonte, usava-se a
sapatas nas pontas. Na parte superior da régua Balestilha, conjunto de duas varas graduadas
havia um sulco aonde se vertia água para usá- perpendiculares entre si.
la como nível. O Chorobate foi muito
utilizado pelos romanos na construção de seus Olhava-se pela ponta da vara maior e movia-
aquedutos. se a menor. Quando a extremidade de cima da
vara menor encontrasse o astro e a de baixo
encontrasse o horizonte, formava-se o ângulo
com o qual se podia calcular a altura da
estrela.

A Balestilha
(http://www.cienciaviva.pt/.../img/instrumentos.jpg)
O Chorobate
(Site: http://www.ufrgs.br/museudetopografia/) O desenho abaixo reproduz Mestre João e os
pilotos Pero Escolar e Pero de Alenquer na
O Kamal – ou tábua da Índia – era um pedaço
primeira observação astronômica em solo
quadrado de madeira com um fio todo
brasileiro, medida em 1500 quando da
marcado de nós preso em seu centro.
chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. A
Segurava-se o fio com os dentes e afastava-se
reconstituição está baseada em cartas
a tábua até que o astro ficasse encostado na
enviadas ao rei Dom Manoel.
parte superior da pequena madeira e o
horizonte na parte inferior. Os nós do fio
esticado diziam qual era a altura angular da
estrela.

Mestre João efetuando a primeira observação


O Kamal astronômica em solo brasileiro.
(http://www.calendario.cnt.br/astronomia/kamal02.gif) (http://cybelemeyer.blogspot.com/2008_04_07_archive
.html)
O Astrolábio era uma roda dividida em graus Segundo Granato (2003) os bens culturais
que apresentava em seu centro uma seta podem ser considerados como o produto e o
móvel. Quando alinhada com os raios do sol testemunho das diferentes tradições e
(o que era indicado pela sombra), a parte realizações do passado, constituindo um
superior da seta mostrava, na roda, a altura do elemento essencial da personalidade dos
sol acima do horizonte, o que permitia povos. Desta maneira a preservação de
estabelecer a latitude. instrumentos e mapas constituem o
testemunho mais significativo do campo da
história da ciência (Cabral & Hasenack,
2008).

Dentre os materiais que fazem parte do acervo


do Museu temos:

a) Instrumento de campo: bússolas, níveis,


teodolitos, correntes de agrimensor,
trenas, distânciometros, pantômetros,
altímetros, giroscópios, clinômetros,
foto-teodolitos, prismas de reflexão,
molinetes, balizas.

b) Instrumentos para processamento de


dados: réguas de cálculo, tabela de
conversão, calculadoras, estereoscópios,
planímetros, curvímetros.
O Astrolábio
(http://www.juntadeandalucia.es/averroes/centros-
c) Material de desenho: pantógrafos, jogos
tic/...)
de curvas, normógrafos, compassos, tira
linhas, nanquim, escalas, réguas T,
ACERVO DO MUSEU  transferidores.

O acervo do Museu de Topografia é d) Arquivos de documentos: mapas


constituído de equipamentos e mapas do geológicos, mapas topográficos, mapas
patrimônio da UFRGS, em especial da Escola geomorfológicos, fotografias aéreas,
de Engenharia e do Curso de Geologia. imagens de satélite, trabalhos de alunos
Fazem parte também do acervo, doações e professores.
efetuadas por pessoas ou instituições que
aceitaram o convite do Museu para que A seguir é apresentado alguns dos
equipamentos e mapas, ligados à área da equipamentos que formam parte do acervo do
Geodésia, Topografia, Astronomia e Museu de Topografia.
Cartografia, pudessem ampliar o acervo e
enriquecer o Museu. 1. Teodolito do final do século XIX, utilizado
para levantamentos plano-altimétricos, com
O acervo do Museu conta com peças que precisão de leitura angular de 20” e com
retratam a evolução dos processos nas declinatória para orientação. Equipamento
Ciências Geodésicas do século XIX ao XX. fabricado por Troughton & Simms – London.
topográficas e determinações astronômicas.
Equipamento fabricado por Carl Bamberg
Friedeman – Berlim-Alemanha

Teodolito-Transito (Acervo do Museu)

2. Teodolito do final do século XIX, utilizado


para levantamentos plano-altimétricos, com
precisão de leitura angular de 1’ e com
bússola de Rumos. Equipamento fabricado Teodolito Excêntrico (Acervo do Museu)
por W & L.E. Gurgey – Troy-New York.
3. Alidade do final do século XIX, utilizada
na determinação de planos de visada em
levantamentos planimétricos. Equipamento
fabricado por Lerebours et Secretan – Paris.

Alidade de Luneta (Acervo do Museu)

4. Sextante do início do século XX utilizado


Teodolito-Transito (Acervo do Museu) para medir ângulos para determinação de
posição na navegação. Com a medida dos
3. Teodolito excêntrico do final do século ângulos pode-se determinar a Latitude e a
XIX, utilizado para levantamentos plano- Longitude do local. Equipamento fabricado
altimétricos, com precisão de leitura angular por S. Poianchetti – Marseille-França.
de 1’ e micrometro de nivelamento.
Equipamento usado também em triangulações
Sextante com Luneta (Acervo do Museu)

5. Bússola do início do século XX, utilizado Bússola com Aneróide (Acervo do Museu)
na medida de orientação de alinhamentos.
Esta bússola conta com um mostrador para a 7. Foto-teodolito utilizado para a obtenção de
determinação da hora através do sol. imagens fotográficas horizontais de uma área
Equipamento fabricado por A. Berthélemy – na confecção de mapa topográfico. Possui
Ponthus & Therrode – Paris. luneta lateral, declinatória e limbo azimutal.
Equipamento fabricado por E. Ducrete-Paris.

Bússola com Relógio de Sol (Acervo do Museu)

Foto-teodolito Original de Laussedat (Acervo do


6. Bússola do final do século XIX, utilizada
Museu)
na orientação de alinhamentos. Na parte
oposta da mesma encontra-se um Aneróide 8. Teodolito Astrométrico, da segunda metade
Compensado que permite determinar a do século XX, usado em medidas geodésicas
pressão atmosférica e a temperatura na hora de grandes distâncias e que levam em
da medida. Era utilizada como acessório na consideração a curvatura terrestre. É utilizado
determinação do Azimute Verdadeiro de um na medida de alta precisão de corpos celestes
alinhamento através de visada ao sol. e na determinação da Hora Civil. Este
Equipamento fabricado por ED. Jeanneret – equipamento permite leituras de arcos com
Porto Alegre. precisão de 0,01". Sua precisão permite
determinar os movimentos terrestres, tais
como a Precessão dos Equinócios, a Nutação acervo técnico-científico da área da Geodésia,
e a Libração. Equipamento fabricado pela possibilitando assim ampliar o universo de
Zeiss-Jena - Alemanha Oriental. informações disponíveis para pesquisadores
interessados na área e o público em geral.

O que se tentou aqui foi contar a história do


Museu de Topografia e possibilitar assim o
conhecimento do mesmo à comunidade
científica e leiga de nosso país.

O Museu de Topografia agradece a todos os


que de uma forma ou outra tem contribuído
para a ampliação do acervo bem como da
preservação do mesmo.

CURIOSIDADES  PUBLICADAS  PELO 


MUSEU 

O Museu de Topografia apresenta em seu


site http://www.ufrgs.br/museudetopografia,
vários artigos relacionados à topografia e
áreas afins. Entre os apresentados temos:
Teodolito Astrométrico (Acervo do Museu)
1. Satélites artificiais.
FINALIDADE DO MUSEU 
2. História do continente Antártico.
Segundo a visão do Instituto de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) os 3. Proeminência topográfica.
Museus podem ser considerados os elos entre
as portas e janelas, a memória e o 4. Efeito Eötvös.
esquecimento, o eu e o outro, o sim e o não e
o indivíduo e a sociedade. Os Museus têm o 5. Força de Coriolis.
dom de exercitar nossa memória, voltar ao
passado, lembrar de ações e prever o futuro. 6. Grutas e cavernas.

Os Museus operam com patrimônios tangíveis 7. Os Desertos.


e intangíveis e fazem parte da vida dos seres
humanos, contando sua história e sua 8. Terremotos no Brasil.
evolução, tanto nas ciências exatas como nas
humanas. 9. A rede altimétrica de alta precisão.

O Museu de Topografia tem mobilizado 10. História da geomática.


alunos, ex-alunos, professores, ex-
professores, profissionais e instituições a 11. História da astronomia.
resgatar, recuperar, organizar e difundir o
12. O Giroscópio. Calendários Primitivos.
Calendários Romanos.
13. O número Pi. Calendários Judaicos.
Calendários Islâmicos.
14. Gravimetria. Calendários Mesoamericanos.
Calendário Gregoriano.
15. Catástrofes: Calendários Revolucionários.
Ciclones. Calendários Reformistas.
Inundações.
Terremotos. 32. As explicações geodésicas da grande
Erupções vulcânicas. pirâmide, reveladas por Charles
Piazzi Smyth (1819-1900).
16. Geodésia.
33. A medida da circunferência terrestre
17. Datum Geodésico. desde Homero até a era espacial.

18. O Tratado de Tordesilhas. 34. A evolução dos mapas através da


história.
19. Os 515 anos do Tratado de
Tordesilhas. 35. A medida do arco da meridiana e a
determinação da forma da Terra.
20. Minuta original do Tratado de
Tordesilhas. 36. A energia renovável é o futuro.

21. Número negativo. 37. Submergível autônomo.

22. Escala Richter. 38. Instrumentos de topográficos:


recordando sua história.
23. O Metro.
39. História do grau.
24. Declinação magnética.
40. Origem do zero.
25. Coordenadas Geográficas.
41. Sistema de posicionamento global.
26. Tipo e histórico da Cartografia.
42. Onde é o polo Norte magnético.
27. O que é Mapa.
43. Nível médio das águas do mar.
28. O Geóide.
44. Radiano.
29. O Êxodo: Uma nova hipótese
do trajeto dos hebreus. 45. Grado.

30. As estações do ano. 46. Orbis Terrarrum (O Circulo da Terra).

47. Declinação do Sol.


31. História dos calendários:
EXPOSIÇÕES  REALIZADAS  PELO  16. Revivendo Porto Alegre Antiga.
MUSEU 
PARTICIPAÇÃO  DO  MUSEU  EM 
O Museu de Topografia promoveu as EVENTOS 
seguintes exposições:
O Museu de Topografia participou dos
seguintes eventos:
1. Satélites Artificiais.
1. 6ª Semana de Museus, realizada de 12 a
2. História da Fotogrametria. 18/05/2008.

3. Vulcões: Beleza e Destruição. 2. Elaboração do Guia de Museus do Rio


Grande do Sul (2008).
4. Astronomia: Magia, Religião ou
Ciência. 3. Exposição de divulgação dos Museus,
realizada pela Secretaria Estadual de
5. Faróis: Guia dos Navegantes. Museus e o Curso de Museologia da
UFRGS. (2008).
6. História da Escrita.
4. Ano Ibero-Americano dos Museus. (2008).
7. Obras Fantásticas.
5. IX Mostra Conjunta de Museus da 1ª
8. As Grandes Invenções: Inventos e Região, Assembléia Legislativa. (12 a
Inventores. 16/05/2008).

9. História da Agrimensura. 6. Mostra no Parque Farroupilha


(24/05/2008).
10. O Aquecimento Global e suas
consequências. 7. Mostra junto ao Centro Universitário La
Salle (02 a 06/06/2008).
11. A Navegação e o sextante.
8. Mostra junto ao Museu Hugo Simões
Lagranha (09 a 27/06/2008).
12. O Relógio de Sol na História da
Humanidade.
9. Mostra junto ao Centro Administrativo
Fernando Ferrari (CAFF) (01 a
13. Os 200 anos da chegada da família
11/07/2008).
real portuguesa ao Brasil e suas
consequências.
10. Mostra junto ao Planetário da UFRGS
(11/07 a15/08/2008).
14. O Brasil de 1500 a 2000 através de
mapas. 11. Mostra junto ao Museu Joaquim José
Felizardo (15 a 27/08/2008).
15. Evolução de Porto Alegre nos últimos
70 anos através de fotos aéreas e 12. Mostra junto ao Memorial do Judiciário
imagens. (15 a 30/10/2008).
13. Mostra junto ao Museu Histórico na preservação da memória da topografia
Visconde de São Leopoldo (30/10 a junto ao Departamento de Geodésia, não
17/11/2008). tendo permitido que os equipamentos de
topografia, que não mais se encontravam em
14. 7ª Semana de Museus, realizada de 17 a uso, fossem recolhidos e descartados junto ao
23/05/2009. patrimônio da UFRGS.

15. Terceira Primavera dos Museus de 21 a


27/09/2009.

16. Homenagem aos 90 anos do Prof. Irajá


Damiani Pinto, 14/07/2009.

17. Portas-Abertas realizado pela UFRGS no


dia 15/05/2010.

18. 8ª Semana de Museus, realizada de 17 a Placa da re-inauguração do Museu de Topografia


23/05/2010.

19. XI Mostra Conjunta de Museus de 17 a


23/05/2010. (Forma virtual).

20. 4ª Primavera dos Museus, de 20 a


24/09/2010.

21. Semana Nacional de Ciências e


Tecnologia, de 18 a 24/10/2010.

22. Organização das comemorações do Familiares do Prof. Laureano Ibrahim Chaffe na re-
Jubileu de Ouro dos Primeiros Formandos inauguração do Museu. (Acervo do Museu)
do Curso de Geologia da UFRGS,
A re-inauguração ocorreu no dia 05 de
realizado no dia 06/12/2010.
setembro de 2003 e contou com a presença da
Sra. Cecília Lisboa Chaffe, esposa do prof.
HOMENAGENS  PRESTADAS  PELO  Laureano, bem como de seu filho, filhas e
demais parentes e amigos do mesmo.
MUSEU 
Organizou e participou das homenagens aos
O Museu de Topografia prestou sua primeira
45 anos de vida acadêmica e 70 anos de idade
homenagem ao Prof. Laureano Ibrahim
Chaffe, professor de Topografia do do Prof. Carlos Clóvis Carraro, com o
Departamento de Geodésia, re-inaugurando o descerramento de uma placa comemorativa ao
Museu com seu nome. evento, no dia 18 de fevereiro de 2004. A
referida placa encontra-se afixada na entrada
A homenagem se deve ao fato de que o Prof. do prédio do Departamento de Geodésia, no
Laureano foi um dos grandes incentivadores Campus do Vale.
Placa comemorativa aos 45 anos dedicados a esta Universidade e seus 70 anos de vida.
Esta placa encontra-se fixada na entrada do Departamento de Geodésia (Acervo do Museu)

Nas comemorações dos 50 anos de Criação do passeatas dos bixos, das salas de aula e dos
Curso de Geologia, o Museu de Topografia funcionários da então Escola de Geologia da
prestou uma homenagem a todos os Geólogos UFRGS.
formados pela UFRGS com o plantio de duas
árvores junto às dependências do Instituto de
Geociências no Campus do Vale.

Foi descerrada uma placa comemorativa ao


evento. Coube aos Profs. Irajá Damiani Pinto
e Clóvis Carlos Carraro representarem, no
ato, a Instituição e os geólogos que pelo
Curso de Geologia da UFRGS passaram em
seus 50 anos.

O Museu de Topografia elaborou e divulgou


um DVD referente às comemorações do
Jubileu de Ouro de criação do Curso de
Plantio de árvore no Campus do Vale em
Geologia da UFRGS. O DVD traz a história
comemoração aos 50 anos de criação do Curso de
da criação do Curso e o desenrolar do mesmo Geologia da UFRGS (Profs. Irajá Damiani Pinto, Iran
durante seus 50 anos de existência. Conta a Carlos Stalliviere Corrêa e Clóvis Carlos Carraro)
história dos professores e alunos, das (Acervo do Museu)
Participou também da cerimônia de
comemoração do Jubileu de Ouro de criação
do Curso de Geologia realizada no Salão de
Festas da Reitoria da UFRGS. Foram
homenageados, com a medalha Irajá Damiani
Pinto, conferida pelo Instituto de Geociências
da UFRGS, o Reitor, os Ex-Diretores,
Professores, Funcionários e Ex-alunos que se
destacaram nestes 50 anos.

Selo comemorativo aos 10 anos de fundação do Museu


de Topografia (Acervo do Museu)

Participou e organizou o jantar comemorativo


em homenagem aos 90 anos do Prof. Irajá
Damiani Pinto, realizada em 03 de julho
2009.

Comemoração do Jubileu de Ouro (Acervo do Museu)

Participou das comemorações em homenagem


aos 40 anos de fundação do Centro de
Estudos de Geologia Costeira e Oceânica,
Órgão Auxiliar do Instituto de Geociências da
UFRGS. O evento ocorreu nos dias 02 e 03 de
dezembro de 2009 no Anfiteatro do Instituto
de Geociências, no Campus do Vale. O Jantar de Confraternização (Acervo do Museu)
evento contou com a realização de um
Workshop no qual participaram professores e Pela passagem dos 50 anos de criação do
pesquisadores do Brasil, Argentina e Chile. Curso de Geologia o Museu de Topografia
homenageou os professores Irajá Damiani
Pinto, fundador do Curso de Geologia da
UFRGS e a Profa. Tânia Mara Martini de
Brum, primeira professora geóloga do Curso
de Geologia da UFRGS.

O evento ocorreu no dia 01 de abril de 2007,


data esta referente ao início das atividades do
Curso de Geologia no ano de 1957. As
referidas placas encontram-se afixadas, uma
Comemoração dos 40 anos de criação do CECO
no Departamento de Paleontologia e
Nas comemorações dos 10 anos de fundação Estratigrafia e a outra no Departamento de
do Museu foi lançado um selo comemorativo Mineralogia e Petrologia do Instituto de
ao evento junto aos Correios. Geociências da UFRGS.
Placa em homenagem ao Prof. Irajá Damiani Pinto (Acervo do Museu)
Esta placa encontra-se fixada no corredor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia

Placa em homenagem a Profa. Tânia Mara Martini de Brum (Acervo do Museu)


Esta placa encontra-se fixada no corredor do Departamento de Mineralogia e Petrologia
Organizou e participou das homenagens na cerimônia foram homenageados os 15 alunos
comemoração do Jubileu de Ouro de formados em 1960 e, tendo como convidado
formatura da primeira turma do Curso de de honra, o Prof. Irajá Damiani Pinto,
Geologia da UFRGS (1960-2010), realizada paraninfo da Primeira Turma de Geólogos
no dia 06 de dezembro de 2010 no Salão de formados pela Escola de Geologia da
Festas da Reitoria da UFRGS. Nesta UFRGS.
.

JUBILEU DE OURO

FORMANDOS DE GEOLOGIA
UFRGS
1960/2010

Comemoração dos 50 anos da primeira turma de Geologia da UFRGS – 06/12/2010 (Acervo do Museu)
CERTIFICADOS RECEBIDOS  Estadual de Museus, pertencente a 1ª Região
Museológica do SEM/RS, com o registro de
O Museu de Topografia Prof. Laureano nº 1.82. A partir desta data o Museu de
Ibrahim Chaffe, recebeu no mês de maio de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe faz
2006 o Certificado de Cadastro no Sistema parte do Sistema Estadual de Museus.

O Museu de Topografia Prof. Laureano 5.264, de 05 de novembro de 2004. A partir


Ibrahim Chaffe, recebeu no mês de junho de desta data o Museu de Topografia Prof.
2007 o Certificado de Adesão ao Sistema Laureano Ibrahim Chaffe faz parte do Sistema
Brasileiro de Museus, conforme Decreto Brasileiro de Museus.
REGIMENTO DO MUSEU  f) oferecer serviços à comunidade, no
N âmbito de sua especialidade e
O Regimento do Museu de Topografia Prof. possibilidades.
Laureano Ibrahim Chaffe foi aprovado por
unanimidade, em 25 de junho de 2004, pelo § 1º Todo o material incluído no acervo
Plenário do Departamento de Geodésia e em técnico e científico do Museu deverá ser
14 de outubro pelo Conselho do Instituto de registrado, de acordo com os procedimentos
Geociências da UFRGS. adotados pelo setor de patrimônio da UFRGS.
TO INTERNO
Art. 10 – O Museu de Topografia Prof. § 2º Todo o mobiliário, acervo
Laureano Ibrahim Chaffe, órgão técnico bibliográfico, equipamentos e mapas, deverão
diretamente subordinado à Chefia do ser catalogados.
Departamento de Geodésia do Instituto de
Geociências da UFRGS, tem por função: § 3º O acesso aos equipamentos, material
bibliográfico e mapas, catalogados no Museu,
a) organizar, preservar e ampliar o só será permitido a pesquisadores, professores
acervo do Museu, que se constitui de e alunos, mediante autorização prévia do
peças de interesse para as ciências Curador.
geodésicas, topográficas,
cartográficas e geológicas incluindo Art. 2o – A administração do Museu far-se-
equipamentos, cartas, mapas, fotos á por meio do:
aéreas, imagens orbitais de
sensoriamento remoto, maquetes, a) Conselho do Museu
tabelas e livros; b) Curador do Museu.

Art. 30 – O Museu terá suas atividades


b) apoiar as atividades didáticas do
coordenadas pelo Conselho do Museu,
Departamento de Geodésia, em suas
constituído por:
aulas de graduação e pós-graduação;

c) incentivar e estimular as pesquisas e I. Dois membros docentes pertencentes


estudos utilizando o acervo do ao Departamento de Geodésia do
Museu; Instituto de Geociências da
UFRGS, com mandato de dois
d) tornar conhecido este acervo através anos, permitida recondução;
da realização de exposições e eventos
de divulgação; II. Curador do Museu, como membro
nato, com mandato de dois anos,
e) firmar acordos e contratos com permitida recondução.
entidades congêneres e outras de
§ 1o - Os representantes docentes serão
caráter público ou particular,
eleitos pelo Plenário do Departamento de
nacionais ou estrangeiras, para
Geodésia, sendo considerado suplente o
realização de programas de
candidato mais votado, após os titulares,
intercâmbio e cooperação;
observada a ordem decrescente.
§ 2o - O Curador do Museu será indicado Art. 50 – O Conselho do Museu reunir-se-á
pelo Chefe do Departamento de Geodésia, pelo menos uma vez ao ano, ou em
com anuência do Diretor do Instituto de convocação extraordinária, quando
Geociências, dentre os membros docentes do necessário, pelo seu Curador ou por 2/3 de
Departamento. seus membros.

§ 3º - O curador do Museu será o Art. 60 – Compete ao Curador do Museu:


presidente do Conselho.
a) convocar as reuniões do Conselho e
§ 4º - O Conselho do Museu e o Curador presidi-las na forma estabelecida
serão referendados pelo Conselho do pelas normas internas;
Instituto.
b) representar o Museu onde for cabível,
§ 5º - Nos afastamentos, impedimentos inclusive em atividades e eventos
legais ou vacância do cargo, a Curadoria do externos ao Instituto de Geociências;
Museu será assumida por um dos membros do
Conselho do Museu até a eleição e nomeação c) encaminhar as deliberações do
do novo Curador. Conselho aos órgãos competentes do
Instituto de Geociências
§ 6º - Nas ausências eventuais do Curador,
a Curadoria e a Presidência do Conselho do d) providenciar a execução do plano
Museu deverão ser assumidas interinamente geral de trabalho e da programação
por um dos membros do Conselho do Museu anual proposto pelo Conselho do
que, dentre os de maior titulação acadêmica, Museu, na forma estabelecida pelas
tenha mais tempo de exercício no magistério normas internas;
da UFRGS.
e) zelar pela manutenção e segurança do
acervo do Museu;
Art. 40 – Compete ao Conselho do Museu:
f) organizar a exposição permanente do
a) fixar as normas internas de
Museu e exposições temporárias,
funcionamento do Museu,
internas ou externas ao Instituto de
submetendo-as ao Plenário do
Geociências;
Departamento de Geodésia;
g) elaborar relatórios anuais das
b) elaborar o plano geral de trabalho e a atividades e financeiro do Museu.
programação anual das atividades
culturais e educativas, bem como, a Art. 7º - Este Regimento estará sujeito às
estimativa orçamentária prevista para demais normas existentes e às que vierem a
sua execução e a elaboração de ser estabelecidas pelo Departamento de
projetos que visem à obtenção de Geodésia e pelo Instituto de Geociências da
fundos para sua execução; UFRGS.

c) encaminhar à chefia do Departamento Art. 8º - Os casos duvidosos, omissos ou


de Geodésia, anualmente, o relatório especiais serão resolvidos pelo Conselho do
de atividades do Museu. Museu, que os encaminhará aos órgãos
competentes da Universidade, sempre que KAMAL. Disponível em:
julgar conveniente. <http://www.calendario.cnt.br/astronomia
/kamal02.gif >. Acesso em 07 jan 2009.
Art. 9º - Este regimento entra em vigor a
MAPA de Ga-Sur (2.500 a.C.). Disponível
partir de sua aprovação pelo Conselho do em:
Instituto de Geociências da UFRGS. <http://www.henrydavis.com/MAPS/Anci
ent WebPages/100D.html>. Acesso em 14
jan 2009.
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BALESTILHA. Disponível em: MAPA Mundi de Zheng He - 1418.


<http://www.cienciaviva.pt/.../img/instru Disponível em:
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CABRAL, M. Parcerias em Educação e
Museus. In: ENCONTRO REGIONAL MESTRE João efetuando a primeira
DO CECA – AMÉRICA LATINA E observação astronômica em solo
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CARTA do Mundo de Juan de la Cosa-1500. PRIMO, J. Declaração de Caracas-ICOM


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CHOROBATE. Disponível em: Museu de Topografia


http://www.ufrgs.br/museudetopografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe
Departamento de Geodésia
Acesso em 12 fev 2009. Instituto de Geociências
UFRGS

GRANATO, M. Restauração de instrumentos


científicos históricos. Revista da
Sociedade Brasileira de História de
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2008. 24/05/1996 - 24/05/2010
14º Aniversário de Fundação
GROMA Egípcia. Disponível em: <
http://www.ufrgs.br/museudetopografia>. * 2010 *
Acesso em 12 fev 2009. Folder Comemorativo dos 14 anos do Museu
Vitrine expositiva (Acervo do Museu) Vista da entrada do Museu de Topografia (Acervo do
Museu)

Mostra de equipamentos topográficos(Acervo do Mostra do giroscópio (Acervo do Museu)


Museu)
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Geociências - Departamento de Geodésia
Av. Bento Gonçalves, 9500 Caixa Postal 15.001 - Prédio 43.136
Campus do Vale
CEP: 91501-970 - Porto Alegre-RS
Fone: 0.XX.51.33089855
e-mail: museutopografia@ufrgs.br

VISITAS

Dias úteis: das 9:00 às 17:00 horas


Para esclarecimentos dirigir-se à Sala 219 do Prédio 43.125
Vistas guiadas devem ser agendadas com antecedência pelo fone 51.33089855
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