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PR - 538 Os Criadores de

de Pâ
Pânico

Na Terra e nos outros mundos da humanidade registra-se o ínicio de


junho do ano 3442.

Apesar de seu relativo pequeno número, Perry Rhodan e os terranos


galáticos, não atingidos pela imbecilização, na luta contra o caos e o
poder do “Enxame”, executaram algo grande.

E o sucesso , que os homens da Intersolar e da Good Hope II


puderam contabilizar nos últimos tempos, era provavelmente a ação
Trantus-Tona, nos quais eles foram bem sucedidos em expulsar uma
frota de conquistadores amarelos e salvar um planeta com 500
milhões de habitantes de uma destruição certa.

Entretanto, também, a própria Terra estava marcada por um


progresso significativo. Lá, a maioria dos homens tinha ganhado de
volta sua inteligência anterior e a empregava utilmente.

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Isso valia especialmente para os homens e mulheres da Marco Polo.
Eles voltaram a bordo da nave e obtiveram, quando penetraram no
“Enxame”, sua inteligência de volta.

Com a Marco Polo e seus barcos espaciais, com toda a tripulação e


toda a capacidade de batalha, Perry Rhodan dispunha agora de um
poder de combate notável, que seria bem sucedido em levar o pânico
para os soberanos do “Enxame”.

E é exatamente essa a intenção de Perry Rhodan, porque ele e seus


homens atuam como OS CRIADORES DO PÂNICO.

Personagens Principais:

Perry Rhodan – O Administrador-Geral comanda uma nave fantasma.

Atlan - O Lorde-Almirante atua como chefe de cruzador.

Dr. Jacobi – O virologista da Marco Polo.

Major Kainoro Matatsi – Comandante de uma nave perseguida pelo


azar.

Toronar Kasom – Piloto de um jato espacial e da CMP-49.

Sandal Tolk – O guerreiro de Exota-Alfa recebe uma nova


oportunidade para praticar a revanche.

1.

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- Mais três minutos, senhor. - disse o astrofísico.

Perry Rhodan interrompeu o contato. Ele olhou os três emocionautas,


que estavam com os capacetes SERT na cabeça. A Marco Polo estava
pronta para a partida.

- Rastreamento – informou um dos Oficiais - Senhor, a central de


rastreamento noticiou 38 naves espaciais entre vários Manips.

- Qual a distância?

- 7,6 milhões de quilômetros.

Rhodan anuiu. Ele pareceu não estar preocupado.

A Marco Polo se movimentava com a metade da velocidade da luz no


espaço. Isso significava estagnação.

Os astrônomos, astrofísicos e astronautas da nave trabalhavam


febrilmente para registrar cartograficamente o sistema solar e estelar
do “Enxame”. Eles esforçavam-se para obter um possível quadro
exato do interior do “Enxame“, com a ajuda de registros fotográficos,
rastreamento rápido assim como também, o rastreador ultra-luz de
energia e massa.

As informações chegavam sem parar. Elas foram entregues no


sistema positronico especial astronômico. Um exército de
matemáticos precisaria de séculos para dar conta de um problema
abrangente e preciso como este.

A Marco Polo se encontrava no “Enxame”. Com a ajuda do super


mutante Ribald Corello e do sextagônio, ela foi bem sucedida em
abrir o campo energético, que envolvia o “Enxame”. Dessa maneira
Rhodan recebeu informações cruciais.

Eles sabiam que a Marco Polo podia, com a ajuda de seu reator
dimesexta, romper o campo protetor. Com uma manobra arriscada, a
nave invadiu o “Enxame” e teve sua velocidade ajustada. Então ela
voava agora com metade da velocidade da luz e ficou parada em
relação às outras estrelas do “Enxame”.

Para reduzir a probabilidade de um rastreamento, Rhodan dispensou


a sintonização dos campos defensivos. A própria radiação energética
era muito reduzida. Contudo, eles foram descobertos já pela segunda
vez desde sua entrada. O inimigo, então, atacou.

Os segundos passavam.

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Nitidamente os Manips eram identificados pelos campos de
observação e de rastreamento. Essas naves espaciais parecidas com
arraias voavam na retaguarda da esquadra atacante.

Rhodan esperou. Ele parecia não perceber a agitação que se formou


ao seu redor. Ele olhou para o monitor, onde ele podia ver Toronar
Kasom. O ertrusiano estava sentado com uma postura tensa no
centro de artilharia. Um sinal de luz deixou claro que o oficial podia
revelar todo o poder de resistência da Marco Polo de uma vez.

Em seguida veio, finalmente, o comando do Administrador Geral para


os emocionautas. A nave prosseguiu seu trajeto. Ela acelerou o
máximo e esquivou-se dos Manips, antes que eles pudessem acionar
sua temida arma, a radiação de imbecilização.

- Obrigado, senhor - o astrofísico disse - Nós temos todas as


informações que precisamos.

Toronar Kasom veio do centro de artilharia. Ele ria


imperceptivelmente.

- Essa foi por pouco mais uma vez - ele disse para Rhodan - Os
astrônomos deveriam talvez trabalhar um pouco mais rápido.

- Eles precisam de pelo menos quinze minutos - respondeu Rhodan -


Não há nada a fazer sobre esse tempo.

- Felizmente os Manips sempre precisam de sessenta ou setenta


minutos.

- Como uma pequena reserva de contingência, nós ainda temos


sempre um Toronar Kasom - respondeu Rhodan sorrindo - Isso deve
propriamente bastar.

- A reserva de contingência precisa de um curto intervalo, senhor.

Ele riu também ao deixar o principal comando central da Marco Polo.

***
***

Dez minutos depois, o ertrusiano entrou em um hangar da


protuberância circular do reator da super nave. Lá, ele, ao chocar-se
com um terrano – japonês, deu um grito estridente, quando este
pulou em sua direção.

Toronar Kasom abraçou o major e o segurou firme.

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- Escotilhas fechadas! - gritou Kainoro Matatsi - Feche as escotilhas.
Eles não devem deixar o hangar.

O ertrusiano pegou o terrano, estendendo os braços, deixando-o em


suspenso no ar. Com a fisionomia preocupada, ele percorreu com a
vista o comandante do CMP – 18.

- O senhor não está bem? - ele perguntou.

- Eu estou excelente - respondeu Matatsi enquanto tentava se libertar


do punho de aço – Contudo, ficará ruim para o senhor em breve, se
não fechar imediatamente a eclusa.

- Apenas sem ameaça - disse zombando Toronar Kasom.

O japonês terrano gemeu.

- O senhor não compreende? - ele perguntou - se nós não cuidarmos


disso, uma catástrofe se abaterá sobre a Marco Polo.

O ertrusiano balançou a cabeça negativamente.

- Até agora, o senhor me pareceu uma pessoa razoável e correta -


ele disse ao colocar o major no chão - mas agora me parece, todavia,
haver algo errado com o senhor.

Kainoro Matatsi deu um salto para o lado.

Ele aterrissou no chão e, com os braços estendidos, apanhou duas


caixas paradas. Então ele se lembrou que a eclusa ainda estava
aberta. Ele pulou bem alto e apertou o botão da parede. As escotilhas
subiram devagar.

Nesse momento, um coelho branco pulou de uma caixa em direção à


eclusa. Matatsi soltou um grito. Ele tentou apanhar o animal, mas
este escapuliu através da fenda que estava se fechando. Ele
praguejou e apertou novamente o botão. Impacientemente, ele
esperou até que as escotilhas estivessem tão separadas que ele
pudesse deixar o hangar.

Toronar Kasom o observava espantado.

O major parou no corredor diante da eclusa e olhou confuso ao redor.

- O coelho desapareceu - ele disse - agora aconteceu.

Ele voltou até o ertrusiano.

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- O senhor, então, não entende? Aquilo era também um animal
portador.

- Eu estou em uma casa de loucos? - perguntou Toronar Kasom - Ou


eu me encontro realmente ainda a bordo da super nave Marco Polo?

Kainoro Matatsi o fitou sem entender. Kasom, do corredor, apontou


para fora.

- Lá está ele - gritou.

O major correu do corredor para fora. Ele viu o coelho, que tinha
saído da caixa. Imediatamente, ele se lançou em cima do animal que,
contudo, escapou outra vez. Ele se levantou novamente e correu
atrás do animal. Ele tentou outra vez apanhar o coelho ao saltar,
entretanto ele caiu pateticamente de barriga no chão.

O coelho correu mais um ou dois metros, olhou, então, ao seu redor


e sentou tranquilamente como se nada tive acontecido.

Toronar Kasom começou a rir.

Kainoro Matatzi ficou furioso. Ele xingou o animal.

O suor descia sobre sua face. A risada do ertrusiano só aumentou seu


fervor. Mais uma vez, ele saltou em direção ao pequeno fugitivo, mas
não o apanhou.

Finalmente, o coelho passou esquivando-se por Toronar Kasom. O


ertrusiano inclinou-se tão rapidamente quanto um pensamento. Ao
erguer-se de volta, ele levantou o animal.

- Podemos agora conversar, racionalmente, novamente? - perguntou.

O major Kainoro Matatsi limpou o suor do seu rosto. Ele tentou falar
algo, mas estava tão exausto que nenhuma palavra saia dos seus
lábios.

Kasom o conduziu para o hangar e fechou as escotilhas da eclusa. Ele


viu que alguns membros da tripulação estavam na eclusa da CMP-18.

Sorrindo, eles entraram na nave. O major Kainoro Matatsi pegou o


coelho. O adaptado deu o animal para ele.

- Então?

O terrano – japonês balançou a cabeça.

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- Eu também não sei como isso pôde acontecer - ele disse - Alguém
trouxe uma coelha prenha para a Marco Polo. Só pode ter sido um
dos parcialmente imbecilizados , ao regressar da Terra para a nave.
O controle externo foi forte, mas aparentemente não foi suficiente.

- Isso quer dizer que há outros coelhos a bordo da CMP-18? -


perguntou Kasom.

- Infelizmente sim - respondeu o major - Como eu já mencionei,


tratava-se de uma fêmea prenha. Ela pariu oito machos. Antes que
nós percebêssemos, já havia passado muito tempo. No meio dos oito
machos havia sete fêmeas, que...

- Também esperavam a felicidade da maternidade - continuou Kasom


com uma entonação sarcástica – o senhor queria dizer isso.

Matatsi acenou que sim. Ele tinha uma expressão totalmente


desesperada.

- Isso aconteceu no meio de março - respondeu ele - Agora nós


estamos no dia 4 de junho de 3442, no tempo terrano.

Ele gemeu e levantou o coelho para mostrá-la para Kasom.

- Você sabe realmente a rapidez com que esses animais se


multiplicam?

- Eu não tenho a menor idéia - Kasom admitiu.

- Eles são tão rápidos que, provavelmente, até os conquistadores


amarelos morreriam de inveja - o major respondeu.

Ele apontou para o cruzador CMP-18.

- A nave só tem 100 metros de diâmetro, mas isso já é muito. O


senhor não acredita o quão fácil uma grande quantidade de coelhos
podem se esconder lá. Nós vasculhamos todos os cantos e ainda
achamos sempre algum.

- O senhor deveria ter comunicado sobre isso antes - Toronar Kasom


declarou.

Kainoro Matatsi torceu a cara.

- Eu descobri o incidente somente há uma hora. É um enigma para


mim como esses pequenos animais puderam sobreviver tanto tempo
escondidos. Eles se alimentaram com os estoques da cozinha e só
saíram para fora quando não acharam mais nada comestível.

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- Bem, isso é problema seu - Kasom disse - O chefe da cozinha ficará
feliz.

Matatsi arregalou os olhos assustado.

- Eu não vou deixar que nem um único animal chegue perto da


panela. O senhor poderia abater um coelho?”

- Isso, eu não pretendo fazer - o ertrusiano respondeu - Dificilmente


podemos nos permitir sentimentalismos. Você tem razão. Os animais
provavelmente fariam mal na panela. O senhor deveria entrar em
contato com o dr.Serenti. Ele, provavelmente, aceitaria os animais
imediatamente.

- Um médico poderia usar animais?

- Ele faz experimentos com o vírus regulador - Kasom esclareceu -


nesse caso, esses visitantes não convidados podem ser de grande
ajuda.

- Eu pensei que nós podíamos abandoná-los em qualquer planeta e,


então, deixá-los por sua conta própria - Matatsi disse apreensivo. Ele
se coçou atrás da orelha - Mas isso também não parece ser uma boa
solução.

- Isso seria até mesmo muito ruim. Os coelhos ou iriam se multiplicar


freneticamente rápido e dominariam o planeta inteiro ou iriam morrer
muito rápido. Isso tudo depende de que tipo de condição de vida,
eles encontrariam. Em todo caso você deveria fazer um comunicado e
estabelecer contato com o dr.Serenti.

***

O clínico geral, médico chefe da Marco Polo era o professor dr.


Khomo Serenti, um homem esguio e muito calmo. Quando Toronar
Kasom e o major Kainoro Matatsi entraram na sala do médico chefe,
ele torceu sua cara escura. Ele olhou perplexo para o coelho nos
braços do comandante da CMP.

- Nós achamos que ele poderia ser bem útil para o senhor, se... - O
major Kainoro começou a falar, interrompeu seu discurso e então
olhou inseguro para Toronar Kasom.

O adaptado riu.

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- O senhor achou - ele disse com uma voz baixa maliciosa - o
pensamento me pareceu ainda defeituoso de modo que não pode-se
falar, nós dois tínhamos...”

- O assunto, por favor - disse dr. Serenti enérgico - o que eu posso


fazer pelos senhores?

- Nós sabemos que o senhor desenvolve pesquisas sobre o vírus


regulador - o ertrusiano esclareceu - Pois bem, a tripulação da CMP-
18 compõe-se de 54 homens, seis mulheres e um número não
conhecido de coelhos. Nós imaginamos que o senhor poderia utilizar
melhor nos seus experimentos a parte animal da tripulação do que o
major Matatsi poderia.

Khomo Serenti não fez nenhuma outra pergunta. Ele já tinha


compreendido.

- O dr. Jacobi ficará contente com os animais. Os senhores o acham


no departamento de virologia.

- Obrigado - Matatsi disse ao apressar-se para lá. Ele estava contente


de poder se retirar, pois ele tinha a sensação dos coelhos não
estarem no seu lugar.

- Kasom? - ele perguntou - O senhor também não acha que os


médicos já acharam há muito tempo outras formas de testar os vírus
do que propriamente nos coelhos?

Eles caminharam por um corredor estreito até uma porta blindada


que indicava risco de morte com uma caveira estilizada sobre dois
ossos lisos cruzados. Kasom apertou um botão. Um monitor se
iluminou perto da porta. O rosto do dr. Jacobi apareceu na tela.
Aborrecido com a interferência, ele perguntou:

- Os senhores sabem, o que estão fazendo?

Kainoro Matatsi levantou o coelho para que o médico pudesse vê-lo.


Toronar Kasom riu ruidosamente ao ver o rosto perplexo de Jacobi. A
porta blindada se abriu.

Os dois homens entraram na ante-sala. O virologista veio ao encontro


deles através de uma porta de vidro. Ele a abriu tão apressadamente
que ela chocou-se contra o ombro do ertrusiano e soou como um
alarme.

- Não falem nada - disse o dr. Jacobi antes que os dois oficiais
pudessem falar alguma coisa - Eu já entendi. Os senhores acham
mesmo que a medicina parou no ano de 1980? Nós temos nesse meio

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tempo biomassa sintética, que para testes e pesquisas virológicas é
duas vezes melhor que qualquer coelho.

Ele acenou para eles e convidou-os para eles entrarem no


laboratório.

Ele guiou-os até o monitor de um metro de altura onde eles viram um


ser vivo que eles nunca antes tinham visto.

-Isto é o virus regulador - o dr. Jacobi esclareceu - Nós o isolamos e


o fotografamos com um microscópio eletrônico.

O rosto do cientista refletia uma extrema serenidade. Apenas em um


olho brilhou uma luz, que revelava o quão orgulhoso ele estava sobre
o seu trabalho. O dr. Jacobi era substancialmente menor que Toronar
Kasom. Até mesmo Kainoro Matatsi o superava em alguns
centímetros. O dr. Jacobi tinha um rosto fino e acentuado com olhos
fundos, um nariz arredondado e uma boca com cicatrizes. Os cortes
em forma de foices ele ganhou em um acidente. Sua barba não era
totalmente controlada nem com as melhores pomadas. As bochechas
do virologista brilhavam preto azulado, pois a barba crescia sempre
rápida demais. De dentro das dobras das pálpebras dos dois olhos até
nas têmporas corria um risco fino e verde, que também derivava do
acidente no qual o seus óculos de proteção cortou sua pele
profundamente e a manchou em todos lados.

O olhar de Toronar Kasom mirava o monitor.

O vírus regulador impedia a reprodução dos conquistadores amarelos


e causava a proliferação incontrolável de células. Ele se parecia com
uma bolha, uma bola incrustada, que nadava em uma gosma. Entre
as bolhas parecia haver inúmeros olhos que encaravam os três
homens.

- Isso não é visão particularmente boa - disse Matatsi arrepiado.

- Os senhores não precisam ter medo do vírus - respondeu sorrindo o


cientista - Ele é extremamente inofensivo para nós, pessoas.

- O senhor tem certeza sobre isso?

- Sobre isso não há a menor dúvida. Já houve vários membros da


tripulação em contato com o plasma infectado de Casulo.

Ele balançou sua cabeça ao enfatizar sua constatação.

- Teoricamente, os vírus isolados poderiam ter efeito patogênico


humano, mas eu acho que nesse caso de jeito nenhum.

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Um dos assistentes chegou no dr. Jacobi. Ele estava visivelmente
agitado.

- O senhor poderia, por favor, vir para observar a cultura?

O virologista o olhou surpreso e foi, então, com ele. Toronar Kasom e


Kainoro Matatsi se entreolharam e seguiram o médico.

O dr. Jacobi parou na frente de uma série de tubos de ensaio. Nos


tubos havia sido desenvolvida uma cultura de vírus sobre uma
biomassa viva, que era comparável ao tecido celular humano.

- Eu não entendo isso – disse o dr. Jacobi preocupado.

Toronar Kasom viu que a biomassa tinha ficado preta. Bolhas


amarelas saiam dela. O assistente pegou um outro tubo de ensaio de
uma estante e deu ao virologista.

- Este está perfeito - ele disse - Ele foi infectado com uma massa
plasmática impura.

- Então, doutor? - perguntou Matatsi - O senhor precisa agora dos


meus coelhos?

- Os senhores não têm nenhum motivo para se alegrarem -


respondeu o médico com uma inconfundível amargura na voz - Se
isto aqui não for um caso isolado, mas se mostrar como típico, então
nós estamos diante de uma situação extremamente perigosa.
Entregue-me o animal e tragam os outros para cá também.

- Posso convidar o senhor para a caçada? - perguntou Matatsi


gentilmente ao ertrusiano.

- Infelizmente eu tenho para oferecer ao senhor um pequeno jogo.

O dr. Jacobi olhou para ele remissivo. O Virologista não estava de


modo algum com animo para brincadeiras.

***

Os alarmes da Marco Polo soaram.

Toronar Kasom, que se encontrava a caminho do centro de artilharia,


começou a correr. Dentro de poucos segundos, ele alcançou o
comando central. Perry Rhodan e Atlan estavam na frente de um

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grande monitor, que lhes possibilitava fazer um rápido rastreamento
no espaço. De todos os lados chegavam informações desse
rastreamento.

A Marco Polo tinha terminado uma etapa linear de seu vôo para o sol
Praspa, mas foi imediatamente rastreada após deixar a zona de
libração. Agora também os cientistas precisariam novamente de
quinze minutos para receber todas as informações importantes de
rastreamento.

Kasom viu que os impulsos de freqüência própria de numerosas


naves estranhas foram captados e registrados. Por sua vez, as naves
de diferentes tamanhos e formas atacavam. Os manips, naves de
forma de arraia, estavam também presentes. Elas estavam mais
perigosas, pois podiam usar a radiação de imbecilização.

Luzes piscavam no painel de controle, mostrando que todos os barcos


espaciais estavam prontos para combate. Eles incluíam não só os
cinquenta cruzadores da classe planetas e as cinquenta corvetas, mas
também os quinhentos caças ligthning de dois lugares.
Imediatamente depois disso, apagou-se uma luz. O major Kainoro
informou a interrupção do mais importante aparelho de propulsão, a
fim de que esse cruzador seja eliminado. Mas isso não muda o fato
de que a mais moderna super nave da humanidade se encontrava em
prontidão para batalha imediatamente após o alarme do
rastreamento.

Atlan, o chefe atual dos barcos espaciais, deu a ordem de


descarregamento operacional para todas as naves espaciais.
Imediatamente depois, ele começou uma ação apoiada pelo centro
positrônico. As escotilhas das eclusas se abriram. Os compartimentos
da nave transportadora se afastaram depois para todos os lados.
Segundos depois, as fileiras de inimigos apareceram.

Kasom viu que o centro de artilharia estava completamente ocupado.


Ele continuava no seu intervalo, mas, contudo, ele tinha que manter-
se pronto para poder substituir alguém em caso de urgência. Esse
regulamento o possibilitava de acompanhar o inicio da batalha pelo
controle principal central.

Rhodan observou o ertrusiano e foi até ele. Seu rosto estava sério,
mas relaxado. Whisper se encontrava em seu ombro como uma
camada muito fina transparente de tecido.

- O senhor estava com o dr. Jacobi?

- Isso mesmo – respondeu Kasom – ele me informou que tinha se


enganado. Nós já tinhamos terminado quando o alarme de
rastreamento tocou. O virologista parecia estar muito preocupado -

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Kasom esclareceu - ele tem medo que o vírus regulador possa ser
altamente contagioso para os seres humanos na sua forma isolada e
provocar uma doença fatal.

Rhodan parecia apavorar-se. Suas palpebras se ergueram um pouco.


Atlan voltou-se para ele e o ertrusiano. Rhodan andou imediatamente
até ele.

Até agora a Marco Polo ainda não tinha feito nenhum disparo. A
batalha propriamente dita acontecia bem longe deles.

- Os barcos espaciais se defendem facilmente do ataque – constatou


Atlan – eles irão acabar facilmente com os cerca de mil agressores.
Parece que os canhões de conversão não terão séria resistência.

Perry Rhodan observava a agitação da batalha. O grande monitor


transmitia uma boa parte da batalha. Algumas naves dos
conquistadores amarelos tinham rompido o circulo de defesa da
Marco Polo. Elas se aproximavam da super nave com uma velocidade
frenética. Instantaneamente a nave terrana se cercou com os seus
vários campos defensivos.

- Quando tempo falta? - perguntou Rhodan.

Kasom verificou os minutos no monitor, onde os números mostrados


indicavam quanto tempo os cientistas ainda precisariam.

- Sete minutos - disse ele.

Atlan foi até o controle positrônico quando uma luz do controle se


iluminou. Ele voltou com uma folha escrita. Ele leu rapidamente a
analise.

- A partir da opinião dos nossos psicólogos, nunca antes houve uma


batalha desse tipo no “Enxame” - ele relatou - Nós não sofremos até
agora nenhum prejuízo. Algumas nave espaciais nos comunicaram
apenas simples danos. O inimigo parece estar totalmente surpreso e
confuso.

Agora brilharam as defesas de energia da Marco Polo. A central de


artilharia atirou com força concentrada quando uma nave estranha
chegou perto até 70 mil quilômetros. Várias nuvens brilhantes de
gases penetrantes surgiram quando os invasores foram encontrados
e exterminados. Após isso não havia mais nenhum inimigo
imediatamente perto da super nave.

- Os astrônomos e astrofísicos não ficaram exatamente felizes com o


incidente, que a batalha traz - disse Kasom.

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Rhodan riu.

- Pediram-me para renunciar as operações de batalha sempre que


seja possível para que o trabalho científico não seja afetado - ele
respondeu – se alguns desses senhores tivessem se imposto após a
apresentação, então nós teríamos que deixar o inimigo aproximar-se
mais alguns quilômetros para que as fotografias não fossem
adulteradas.

- O inimigo retirou-se – anunciou um dos oficiais.

No monitor era visível que os barcos espaciais se distanciavam cada


vez mais da Marco Polo.

Contudo, então, começou a segunda ação de invasão. O inimigo


tentou romper o cinturão de defesa da Marco Polo com toda a sua
força. As naves espaciais mobilizaram todas as suas armas
disponíveis para impedir a penetração. O relatório do computador
positrônico mostrou que eles foram bem sucedidos.

- Mais dois minutos - Toronar Kasom disse.

Os segundos transcorreram devagar, sem fim. Alguns invasores


tentavam sempre novamente romper a linha, mas todos os esforços
fracassaram.

- Mais trinta segundos.

Rhodan apontava para o monitor. Uma nave gigante, de forma


cilíndrica, disparou diretamente sobre ela. Vários caças a
perseguiram e a atacaram com canhões energéticos, mas ela seguiu
firmemente seu caminho.

- Dez segundos - disse Kasom.

Rhodan curvou-se sobre um microfone.

- A ação terminou - ele esclareceu - Nós retornaremos.

A Marco Polo deixou sua posição de espera. Ela começou a se mover


e ficava a cada segundo mais rápida. Os emocionautas imprimiam a
completa força de aceleração de 720 quilômetros por segundo ao
quadrado.

A nave de forma cilíndrica ficou rapidamente para trás. Ela começou a


atirar com a sua energia radiante, mas não alcançou nenhum
resultado. O raio de energia não podia penetrar nos campos verdes
super energéticos nem nos campos paratron.

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Toronar Kasom observava com a ajuda dos campos de rastreamento
que as naves auxiliares da Marco Polo também se retiravam do setor
espacial. Pouco depois, a nave espacial gigante passou para o vôo
linear. Ela deslizou pela zona de libração e esquivou-se, com isso, dos
seus inimigos.

- Agora, resta esperar se os outros também têm algo como um


sensor de semi-espaço – disse Toronar Kasom – nós saberemos, em
breve, se nós podemos nos defender por mais tempo no “Enxame”.

2.

PROJETO TRADUÇÕES

Quer saber o final desta história? Então não perca tempo, pois este livro já
foi traduzido e distribuído para os integrantes do projeto. Faça parte agora
mesmo do Projeto Traduções! Este projeto foi criado com o objetivo de
conseguirmos continuar lendo histórias inéditas de Perry Rhodan em nossa
língua. Para isso o valor da tradução é dividido pelos integrantes do projeto
e dessa forma o valor da cota para cada um é menor na medida em que
tivermos mais integrantes.

Para mais informações entre na página da comunidade Perry Rhodan Brasil


no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=66731) e acesse o
tópico Projeto Traduções para maiores informações sobre o projeto
(http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=66731&tid=5201628621546184028)

Se você não tiver acesso ao Orkut pode também solicitar a entrada direto
no grupo fechado de participantes que recebem mensagens sobre o projeto
diretamente em seu email, para isso acesse o link:
http://br.groups.yahoo.com/group/PRBR-ProjetoTraducoes e clique no
botão entrar neste grupo.

Dúvidas também podem se esclarecidas por email com algum dos


moderadores do projeto:

Beto Barreto betopaivabarreto@hotmail.com

Sergio Luis Pereira de Carvalho slpc.bhe@terra.com.br

Marcos Roberto Inácio Silva quimri@brfree.com.br

Augustus César Silva augustuscesar@hotmail.com

Delgado delgadojr@msn.com

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