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O G R A F I A
HISTÓ RIA e GE

2
o
ano

Roseni Rudek
Lilian Sourient
Rosiane de Camargo
Wellington Santos
1

Apresentação
O objetivo deste manual digital é apoiar e aprimorar seu trabalho de docente reunindo propos-
tas que contribuam para o desenvolvimento das competências e habilidades preconizadas na tercei-
ra versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O manual segue a proposta pedagógica da coleção, assim como a organização temática apre-
sentada no Livro do Aluno, e dialoga com as orientações do Manual do Professor impresso. Essa
relação, no entanto, não impossibilita que este manual seja usado de forma independente e paralela.
Por estarem organizadas de acordo com o desenvolvimento das habilidades propostas na BNCC,
as sugestões de encaminhamento e desenvolvimento propostas a seguir podem ser implementadas
sem a necessidade de estar acompanhadas constantemente do Livro do Aluno.
As partes que compõem este manual estão descritas a seguir.

Planos de desenvolvimento bimestral


• Primeiro bimestre: Vida, história e modo de viver
• Segundo bimestre: A passagem do tempo
• Terceiro bimestre: Lugar de viver e caminhos percorridos
• Quarto bimestre: Lugares e paisagens

Sequências didáticas

Primeiro bimestre
• Sequência 1: Nossa identidade
• Sequência 2: Nossa história na escola
• Sequência 3: Nossa família
• Sequência 4: A minha rotina
• Sequência 5: A rotina da escola
• Sequência 6: O dia e a noite, meu dia a dia e o dia a dia dos outros
• Propostas de acompanhamento da aprendizagem
• Projeto integrador bimestral: Um memorial do ano letivo

Segundo bimestre
• Sequência 1: Mudanças e semelhanças ao longo do tempo
• Sequência 2: O registro da passagem do tempo
• Sequência 3: Um calendário para a sala
• Sequência 4: A evolução da rua
• Sequência 5: Como as ruas e paisagens mudaram
• Propostas de acompanhamento da aprendizagem

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Terceiro bimestre
• Sequência 1: Nossa escola, nossos espaços
• Sequência 2: Pontos de vista e formas de representação
• Sequência 3: A escola e seus caminhos
• Sequência 4: Os meios de transporte
• Propostas de acompanhamento da aprendizagem

Quarto bimestre
• Sequência 1: Hábitos alimentares dos indígenas e da minha comunidade
• Sequência 2: O que é um bairro?
• Sequência 3: As migrações no lugar onde vivo
• Sequência 4: Conhecendo a atividade agrícola
• Sequência 5: O impacto do trabalho humano no meio ambiente
• Sequência 6: Como proteger o meio ambiente?
• Propostas de acompanhamento da aprendizagem
• Projeto integrador bimestral: Os cartões-postais

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Plano de desenvolvimento bimestral

Primeiro bimestre – Vida, história e modo de viver


Objetivos de Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas
Sequência 1: Nossa iden- • Compreender que as • A noção do “Eu” (EF02HI01) Reconhecer
tidade noções do “Eu” e do e do “Outro”: espaços de sociabilidade
“Outro” se constroem comunidade, e identificar os motivos
O objetivo da sequência é com base nas relações convivências e que aproximam e
levar o aluno a compreen- sociais estabelecidas interações entre separam as pessoas em
der que a identidade coleti- entre diferentes grupos pessoas. diferentes grupos.
va se constrói com base nas sociais.
relações sociais estabeleci- (EF02HI02) Identificar
das entre diferentes mem- e descrever práticas e
bros de um grupo. papéis sociais que as
pessoas exercem em
No Livro do Aluno diferentes comunidades.
• Unidade 1, Capítulo 1.

Sequência 2: Nossa histó- • Compreender que a • A noção do “Eu” (EF02HI04) Selecionar


ria na escola memória escolar é um e do “Outro”: e comparar objetos e
O objetivo desta sequência elemento importante na registros de documentos pessoais
didática é levar o aluno a construção da história experiências como fontes de memórias
refletir sobre o papel da individual e coletiva. pessoais e da e histórias nos âmbitos
experiência coletiva na comunidade no pessoal, familiar e
construção da história in- tempo e no espaço. escolar.
dividual de suas memórias • Formas de registrar (EF02HI05) Selecionar
escolares. No Livro do Aluno e narrar histórias objetos e documentos
• Unidade 1, Capítulo 1. (marcos de pessoais e de grupos
memória materiais próximos ao seu convívio
e imateriais). e compreender sua
função, seu uso e seu
significado.

Sequência 3: Nossa famí- • Compreender que as • A noção do “Eu” (EF02HI01) Reconhecer


lia noções do “Eu” e do e do “Outro”: espaços de sociabilidade
“Outro” se constroem comunidade, e identificar os motivos
O objetivo da sequência é com base nas relações convivência e que aproximam e
levar o aluno a compreen- sociais estabelecidas interações entre separam as pessoas em
der a importância das dentro de grupos pessoas. diferentes grupos.
relações familiares para a familiares.
construção da identidade (EF02HI02) Identificar
individual, bem como para e descrever práticas e
a preservação da memória papéis sociais que as
e da história de nossa vida. pessoas exercem em
No Livro do Aluno diferentes comunidades.
• Unidade 1, Capítulo 2.

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Primeiro bimestre – Vida, história e modo de viver


Objetivos de Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas
Sequência 4: A minha • Compreender a • A noção do “Eu” (EF02HI02) Identificar
rotina importância da e do “Outro”: e descrever práticas e
interação do “Eu” comunidade, papéis sociais que as
O objetivo da sequência é e do “Outro” para convivências e pessoas exercem em
possibilitar que os alunos a constituição e a interações entre diferentes comunidades.
reflitam sobre noções bási- organização das rotinas pessoas.
cas de temporalidade com cotidianas.
base no conceito de rotina.

No Livro do Aluno
• Unidade 1, Capítulo 3.

Sequência 5: A rotina da • Compreender a • A noção do “Eu” (EF02HI02) Identificar


escola importância da e do “Outro”: e descrever práticas e
interação do “Eu” comunidade, papéis sociais que as
O objetivo da sequência e do “Outro” para convivências e pessoas exercem em
é possibilitar que os alu- a constituição e a interações entre diferentes comunidades.
nos aprofundem o que organização das rotinas pessoas.
sabem sobre o conceito de cotidianas.
rotina, trabalhando uma • Tipos de trabalho (EF02GE06) Relacionar o
das formas de rotina mais em lugares e dia e a noite a diferentes
próxima de sua realidade, a tempos diferentes. tipos de atividades
rotina escolar. sociais (horário escolar,
No Livro do Aluno
comercial, sono etc.).
• Unidade 1, Capítulo 3.

Sequência 6: O dia e a noi- • Reconhecer atividades • Tipos de trabalho (EF02GE06) Relacionar o


te, meu dia a dia e o dia a que costumam ser em lugares e dia e a noite a diferentes
dia dos outros realizadas durante o tempos diferentes. tipos de atividades
dia e as que geralmente sociais (horário escolar,
O objetivo da sequência é
são feitas à noite. comercial, sono etc.).
que os alunos relacionem
suas atividades diárias aos • Compreender que
períodos do dia em que algumas pessoas
elas ocorrem. trabalham de dia
enquanto outras
trabalham à noite.

No Livro do Aluno
• Unidade 1, Capítulo 4.

Proposições didáticas
O objetivo do bimestre é levar o aluno compreender um pouco melhor seu cotidiano e sua roti-
na, comparando-os a outras realidades e desenvolvendo a habilidade de identificar e organizar fatos
da vida diária ao utilizar noções de tempo. Espera-se que, no reconhecimento de si e no conheci-
mento do outro, o aluno compreenda a influência da natureza e dos aspectos culturais nos hábitos
e costumes das populações, dominando, assim, conhecimentos construídos sobre o mundo físico e
cultural, o que promove o respeito ao outro, de modo a acolher e valorizar a diversidade entre indi-
víduos e grupos sociais. Por fim, espera-se que o aluno possa reconhecer as características do dia e
da noite e relacioná­‑las a diferentes atividades sociais.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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O aluno deverá ser capaz de selecionar situações que remetam à percepção de mudanças, per-
tencimento e memória, assim como identificar objetos e documentos como fonte de memórias e
histórias, compreendendo suas funções e significados.
É esperado também que ele reconheça espaços de sociabilidade e seja capaz de descrever papéis
sociais exercidos pelas pessoas em diferentes comunidades.
Cada sequência começa com uma proposta de reflexão para sensibilizar os alunos para os temas
trabalhados e estimular o debate em sala de aula. Além disso, ao longo das sequências, há a preocu-
pação de promover espaços de reflexão coletivos nos quais os alunos possam se envolver ativamente
na produção do conhecimento e do pensamento histórico e geográfico.

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Acompanhamento da aprendizagem
O acompanhamento da aprendizagem em sala de aula deve ocorrer de forma continuada e pro-
cessual, visando ao desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o raciocínio
histórico e geográfico. Por essa razão, é importante propor atividades colaborativas e incentivar a
reflexão. Outro elemento essencial é a observação do desenvolvimento de competências leitoras e
escritoras; por isso é interessante sempre acompanhar as produções individuais dos alunos e identi-
ficar pontos de avanço e de dificuldade.
Espera-se que os alunos: reconheçam, descrevam e comparem as características de suas rotinas;
diferenciem atividades do dia e da noite; desenvolvam a percepção da passagem do tempo ao cons-
tatar permanências, memórias e mudanças; e identifiquem objetos e documentos como fontes de
memória e história, assim como suas funções.
Para isso, serão utilizados diversos materiais, como embalagens, papel, lápis, cartolina, cola, re-
vistas e, caso seja possível, computadores com acesso à internet, e apresentadas diferentes propostas
de atividades, como pesquisas, elaboração de painéis de imagens, atividades orais e pequenos textos
que podem servir para a avaliação dos alunos.
Há também uma série de sugestões de encaminhamento para que os alunos se apropriem de
conceitos históricos e geográficos e mobilizem seus conhecimentos para relacionar informações co-
nhecidas com as que lhes estão sendo apresentadas.

Fique atento também à participação nas aulas, ao interesse e ao senso de observação, aos regis-
tros no caderno e à organização do material escolar. Aproveite todas as oportunidades para avaliar
a aprendizagem e, sempre que necessário, revisar o conteúdo, individual ou coletivamente, empre-
gando estratégias diferentes das já aplicadas. Por fim, reforça-se a necessidade de você dar atenção
especial para os alunos com mais dificuldade de aprendizado, ou de cumprimento das tarefas. Nes-
ses casos, deve-se investir em diferentes abordagens de acordo com as necessidades de cada um.

Você pode também se basear nos tópicos de Como avaliar para verificar se os alunos alcançaram
os objetivos.

O que é essencial para avançar nos estudos?


No final do bimestre, os alunos devem atingir pelo menos parcialmente as habilidades que elen-
camos a seguir para esse período.
1. (EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e
separam as pessoas em diferentes grupos.
2. (EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em dife-
rentes comunidades.
3. (EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e
histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar.
4. (EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio
e compreender sua função, seu uso e seu significado.
5. (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar,
comercial, sono etc.).

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Sequências didáticas
As sequências didáticas aqui propostas foram organizadas com o objetivo de subsidiar práticas
pedagógicas que possam favorecer o desenvolvimento das habilidades envolvidas. A estimativa
de número de aulas considerou a variação da duração dos tempos de aula das escolas, por isso as
situações de ensino e aprendizagem das sequências didáticas podem facilmente ser ajustadas para
a organização de suas aulas.

Sequência didática 1 – Nossa identidade


Objetivo de aprendizagem Objeto de conhecimento Habilidades desenvolvidas
• Compreender que as noções do • A noção do “Eu” e do (EF02HI01) Reconhecer espaços
“Eu” e do “Outro” se constroem “Outro”: comunidade, de sociabilidade e identificar os
com base nas relações sociais convivência e interações entre motivos que aproximam e separam
estabelecidas entre diferentes pessoas. as pessoas em diferentes grupos.
grupos sociais.
(EF02HI02) Identificar e descrever
práticas e papéis sociais que as
pessoas exercem em diferentes
comunidades.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é levar o aluno a compreender que a identidade coletiva se
constrói com base nas relações sociais estabelecidas entre diferentes membros de um grupo.
Dessa maneira, a proposta é que os alunos ampliem a reflexão sobre sua própria identidade (seu
nome, seus objetos pessoais, sua história) e identifiquem o processo de construção da identidade de
outros sujeitos, de modo a entender que a identidade coletiva é uma construção constante.

Duração
2 aulas

Material:
• folha de papel;
• material para desenho (lápis de cor, giz de cera etc.).

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
Inicie uma conversa com os alunos retomando a questão da identificação de cada pessoa. Expli-
que-lhes que cada um de nós é único e tem uma história própria. Lembre à turma que um exemplo
são nossos nomes: cada pessoa tem um nome e isso faz parte da construção de nossa identidade.
Comente que, mesmo sendo únicos, também temos características em comum com outras pessoas.
É isso que possibilita a formação de diferentes grupos sociais.
Após a abordagem inicial, peça aos alunos que se lembrem dos diferentes grupos que conhecem.
Ajude-os a pensar nas pessoas com quem convivem no cotidiano, como o grupo de alunos da sala de
aula e da escola, o grupo de professores, a vizinhança, entre outros.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Oriente-os a conversar uns com os outros e tentar responder juntos às perguntas a seguir.
1. O que há de comum entre os membros desses grupos?
2. O que diferencia um grupo de outro?
3. É importante pertencer a um grupo? Por quê?
4. As pessoas só pertencem a um único grupo?
5. Esses grupos podem se transformar, com a entrada de novos membros e a saída de outros?
Para encerrar a aula, converse com os alunos aproveitando as respostas deles para aprofundar
o assunto. Explore a ideia de que são os interesses e as características dos indivíduos que estabele-
cem os pontos em comum de cada grupo e também os diferenciam uns dos outros. Os alunos de
uma sala de aula, por exemplo, têm diversos pontos e interesses em comum: as idades próximas,
estarem na mesma etapa de formação escolar, possivelmente viverem em comunidades próximas e
buscarem aprendizado para este ciclo do ensino formal.
Dessa maneira, a abordagem possibilita introduzir noções básicas de comunidade e destacar
que a construção da identidade individual (“Eu”) também está relacionada com a interação que se
estabelece com os demais indivíduos (“Outro”). Por meio dessa interação, os alunos podem come-
çar a refletir na dimensão coletiva e social do processo de reconhecimento da própria identidade.

Aula 2
A proposta desta segunda aula é retomar a reflexão em torno dos temas “comunidade” e
“identidade”. Para isso, faça as perguntas a seguir aos alunos:
1. Onde você mora?
2. Quantos vizinhos você conhece? Quais os nomes deles?
3. Seus vizinhos trabalham em quê?
4. Como você apresentaria seus vizinhos a uma pessoa que não os conhece?
5. Você acha que todas as vizinhanças são parecidas? O que você acha que é diferente em ou-
tras vizinhanças? E o que é parecido?
O objetivo dessas perguntas é incentivá-los a refletir acerca da relação entre a comunidade e a
constituição da identidade. É importante lembrar que a vizinhança é um dos círculos sociais mais
próximos de todos, pode ser apontada como um exemplo da vida em sociedade.
Promova um debate sobre o tema Vizinhança e peça aos alunos que façam desenhos sobre o
assunto em uma folha, individualmente. Caso haja alunos que vivam na mesma vizinhança, apro-
veite as diferentes perspectivas de cada um sobre o local onde vivem e destaque a variedade das
relações que estabelecemos com as pessoas que vivem ao nosso redor. Por isso, a vida em comuni-
dade é sempre dinâmica. Exponha os desenhos da turma na sala de aula.
É importante concluir a atividade reforçando a ideia de que vivemos em comunidade, inseri-
dos em diferentes grupos sociais com características próprias; mas também somos sujeitos com
individualidades e histórias próprias. Assim, é possível destacar essas duas dimensões do ser hu-
mano: o viver individual e coletivo.

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Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas questões a seguir.

1. POR QUE RAZÕES AS PESSOAS PODEM FORMAR


GRUPOS?
2. EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA UM DESENHO QUE
REPRESENTE AS PESSOAS QUE VIVEM EM SUA
COMUNIDADE. LEMBRE-SE DE VALORIZAR A DIVERSIDADE
DAS PESSOAS EM SEU DESENHO.
Gabarito
1. As pessoas se reúnem por afinidades pessoais (gosto musical e prática de esportes, por
exemplo) ou por questões de localização (quando moram em um mesmo bairro ou estu-
dam/trabalham em uma mesma escola, por exemplo).
2. Espera-se que os alunos ressaltem, no desenho, a ideia de diversidade em seus múltiplos
sentidos: diversidade física, de costumes, tradições religiosas, entre outras possibilidades. Instrua-
-os a evitar desenhos que representem todas as pessoas de forma parecida.
Como avaliar
Sugestões gerais para avaliação
A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto abordado;
• participação no debate desenvolvido em sala de aula;
• compreensão de grupos sociais;
• compreensão de individualidades.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece elementos que unem e elementos que diferenciam um mesmo grupo so-
cial?
• O aluno compreende grupo social e individualidade?

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Sugestão de autoavaliação

CRITÉRIO SIM NÃO

APRENDI SOBRE CARACTERÍSTICAS EM


COMUM DOS GRUPOS SOCIAIS?

APRENDI QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS EM


UM MESMO GRUPO SOCIAL?

APRENDI QUE HÁ CARACTERÍSTICAS E


ELEMENTOS QUE NOS UNEM E OUTROS
QUE NOS DIFERENCIAM?

ESTOU ATENTO AO QUE O PROFESSOR E OS


COLEGAS DIZEM?

ACEITO E RESPEITO A OPINIÃO DOS


OUTROS?

De tudo o que aprendi, o que achei mais interessante? Por quê?


Sugestão de fonte de pesquisa
Livro
RODRIGUES, Juciara. A história de cada um. São Paulo: Scipione, 2005.
“Aquele dia na escola foi maravilhoso. Todos contaram suas histórias, desenharam e pintaram
suas famílias.” Essa frase resume o livro, que conta as vivências de um grupo de alunos. Cada um
levou para a escola fotografias da família e ficou conhecendo a história do outro.

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Sequência didática 2 – Nossa história na escola


Objetivo de Objetos de Habilidades
aprendizagem conhecimento desenvolvidas
• Compreender que a memória • A noção do “Eu” e do “Outro”:
(EF02HI04) Selecionar e comparar
escolar é um elemento importante registros de experiências pessoais
objetos e documentos pessoais
na construção da história indivi- e da comunidade no tempo e no
como fontes de memórias e histó-
dual e coletiva. espaço.
rias nos âmbitos pessoal, familiar
• Formas de registrar e narrar histó- e escolar.
rias (marcos de memória materi-
ais e imateriais). (EF02HI05) Selecionar objetos e
documentos pessoais e de grupos
próximos ao seu convívio e com-
preender sua função, seu uso e
seu significado.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é levar o aluno a refletir sobre o papel da experiência cole-
tiva na construção da história individual de suas memórias escolares. Dessa forma, é possível ex-
plorar diferentes formas de registrar e narrar histórias, destacando a importância de objetos e do-
cumentos pessoais para a preservação da memória.

Duração
2 aulas

Material:
• objetos pessoais escolares que remetam ao passado de cada aluno;
• folha de papel;
• material para desenho (lápis de cor, giz de cera etc.).

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
Inicie a conversa explicando aos alunos que diferentes objetos contribuem para a preservação
de nossa memória, como brinquedos, roupas, documentos e fotografias. Todos esses objetos aju-
dam a recordar acontecimentos importantes que marcaram a vida de seus donos ou pessoas pró-
ximas, por isso, são formas de registrar histórias.
Em seguida, peça a cada um que pense em objetos que podem ajudar a narrar a sua história na
escola. É importante os alunos observarem que alguns objetos e registros não são produzidos ape-
nas no âmbito familiar ou doméstico, mas são resultado da vida em comunidade e também ajudam
a preservar nossa memória e a construir a narrativa de nossas vidas. A escola é um dos espaços
privilegiados para a produção de narrativas da memória, já que todos passam uma parte de sua
vida nela; durante esse período um grande número de registros sobre nossa vida é produzido. É
possível lembrar, entre outros exemplos, dos boletins escolares, das provas e dos trabalhos, dos
cadernos e das atividades, de fotografias de eventos escolares, uniformes, livros, agendas, as pró-
prias recordações e narrativas de cada um, entre muitas outras coisas.

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Pergunte aos alunos o que eles imaginam que é possível saber sobre a história de um colega
pela observação de alguns desses documentos citados. Estimule a participação de todos e monte
um quadro na lousa com as informações apontadas pelos alunos. Entre o que os alunos podem
citar estão os assuntos e conteúdos estudados, as notas e os resultados de provas e atividades, os
principais eventos que ocorreram na escola e foram fotografados, acontecimentos importantes re-
gistrados em bilhetes, o comportamento em sala de aula por meio de registros de ocorrências (ou a
ausência desses registros), entre outras possibilidades.
Após essa abordagem inicial, peça aos alunos que selecionem três objetos escolares que podem
ajudar a resgatar a história deles na escola e os tragam para a próxima aula. Eles podem selecionar
objetos deste ano letivo ou de anos anteriores, o que é mais interessante. Estimule-os a pensar em
objetos variados, porque possibilita uma discussão mais abrangente.

Aula 2
A proposta da segunda aula é dar continuidade ao trabalho de reflexão sobre o tema das me-
mórias escolares. Inicie pedindo aos alunos que mostrem os objetos trazidos. Em seguida, organi-
ze-os em trios e diga a cada trio que conversem entre si sobre os objetos escolares e identifiquem
semelhanças e diferenças entre eles. Além disso, oriente-os a pensar nos indícios que cada objeto
pode fornecer sobre seu portador e de que modo eles podem ajudar a contar a história de cada
aluno.
Reserve alguns minutos para a conversa e, em seguida, peça a eles que contem ao resto da
turma as principais ideias compartilhadas no trio. Dessa forma, todos podem contribuir para a
interpretação desses objetos.
Em seguida, proponha aos alunos que pensem em uma memória importante que tenham da
vida escolar. Com base nessa memória, peça que elaborem um desenho para registrá-la. Depois
cada um deve explicar o seu desenho e narrar o modo que registrou a memória. As semelhanças e
diferenças entre os desenhos podem identificar aspectos da identidade de cada aluno, bem como
as características coletivas da turma.
Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas atividades a seguir.

1. NOSSA MEMÓRIA É MARCADA POR DIVERSOS


ACONTECIMENTOS. FAÇA UMA LISTA COM CINCO
ACONTECIMENTOS MARCANTES OCORRIDOS NA ESCOLA
DOS QUAIS VOCÊ SE LEMBRA. DEPOIS CONTE AO
PROFESSOR E AOS COLEGAS POR QUE SÃO
IMPORTANTES.

2. SUA HISTÓRIA É CONSTRUÍDA APENAS POR MEIO DA


MEMÓRIA ESCOLAR? JUSTIFIQUE.

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Gabarito
1. É importante incentivar o aluno a recuperar memórias variadas e que ajudem a trabalhar a
noção de temporalidade, mudança e permanência, bem como a refletir sobre suas diferentes vivên-
cias no decorrer do período escolar.
2. Não. A história de um indivíduo é construída por meio de múltiplos acontecimentos e expe-
riências. A escola é um lugar importante, onde passamos muito tempo, mas não é o único. Ao lon-
go da vida, muitas outras experiências ajudam a compor nossas memórias e nossa história de vida.

Como avaliar
Sugestões gerais para avaliação
A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação nas rodas de conversa e interesse pelo assunto abordado;
• elaboração do desenho sobre a memória de vida escolar;
• identificação de objetos escolares.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece objetos escolares?
• Ele compreende a função histórica de alguns objetos escolares?

Sugestão de autoavaliação

CRITÉRIO SIM NÃO

COMPREENDO A IMPORTÂNCIA
DA MEMÓRIA ESCOLAR?

COMPREENDO POR QUE ALGUNS OBJETOS


CONTRIBUEM PARA A PRESERVAÇÃO DA
MEMÓRIA?

REALIZO COM CUIDADO E ATENÇÃO AS


ATIVIDADES PROPOSTAS?

ESTOU ATENTO AO QUE OS COLEGAS E O


PROFESSOR DIZEM?
ACEITO E RESPEITO A OPINIÃO DOS
OUTROS?

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Sequência didática 3 – Nossa família

Objetivo de Objeto de Habilidades


aprendizagem conhecimento desenvolvidas
• Compreender que as noções • A noção do “Eu” e do “Ou-
(EF02HI01) Reconhecer espaços de soci-
do “Eu” e do “Outro” se cons- tro”: comunidade, convivên-
abilidade e identificar os motivos que
troem com base nas relações cia e interações entre pessoas.
aproximam e separam as pessoas em
sociais estabelecidas dentro de
diferentes grupos.
grupos familiares.
(EF02HI02) Identificar e descrever práti-
cas e papéis sociais que as pessoas
exercem em diferentes comunidades.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é levar o aluno a compreender a importância das relações
familiares para a construção da identidade individual, bem como para a preservação da memória e
da história de nossa vida.
Dessa maneira, a proposta é que os alunos pensem em suas experiências pessoais e entendam
que a história da família é também uma forma importante de pensar sobre o passado e em suas
relações com o presente.

Duração
2 aulas

Material:
• objetos pessoais que remetam ao passado de cada aluno;
• cartolina ou papel kraft;
• material para desenho (lápis de cor, giz de cera etc.).

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
Explique aos alunos que conhecer a história de nossa família contribui para compreendermos a
maneira como vivemos. Os acontecimentos passados envolvendo os parentes nos ajudam a enten-
der o dia a dia. Além disso, muitas de nossas lembranças se formam com base nas experiências
familiares, como uma festa, um encontro com parentes distantes, uma reunião familiar, uma via-
gem interessante, entre outras possibilidades.
As relações familiares têm duração distinta de outras formas de relacionamento, pois elas ten-
dem a passar por menos mudanças que as relações escolares, por exemplo. Por isso, é possível
imaginar que as memórias familiares frequentemente estarão presentes ao longo da vida, contribu-
indo para formar nossa identidade e a identidade de outras pessoas.
Após fazer essa introdução, proponha aos alunos uma atividade de exploração de objetos ou
recordações de família que os ajudem a perceber as mudanças ao longo do tempo, bem como na
constituição da memória. Uma sugestão é você separar alguns objetos que remetam à história de
sua família, como brinquedos antigos, fotografias, roupas, e apresentá-los aos alunos, narrando
algumas memórias familiares que esses objetos evocam. Dessa forma, é possível explorar mudan-
ças e permanências no cotidiano.
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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
15

Para dar continuidade a essa proposta, peça aos alunos que tragam para a sala de aula objetos
que podem ajudar a contar um pouco da história de sua família. De preferência, proponha que
selecionem objetos lúdicos e lembrem-se de momentos interessantes, que podem dar origem a in-
teressantes narrativas que despertem a atenção dos colegas. A ideia é que eles tragam seus objetos
para a segunda aula desta sequência.

Aula 2
A proposta da segunda aula é dar continuidade ao trabalho de reflexão em torno do tema das
histórias familiares. Divida a aula em dois momentos. No primeiro, peça aos alunos que mostrem
seus objetos e expliquem brevemente que tipo de lembrança eles evocam. Estimule a participação
de todos e diga-lhes que contem também por que essas lembranças são importantes para eles.
No segundo momento, a proposta é elaborar um mural com as experiências descritas pelos
alunos. Com sua supervisão, peça a eles que elaborem desenhos ou textos curtos sobre as memó-
rias selecionadas. Caso tenham trazido fotografias, cole-as no mural, mas os alunos devem elabo-
rar as legendas explicativas das imagens.
No mural, é importante que todos os alunos expressem suas memórias, transformando a ativi-
dade em um momento de reflexão acerca das semelhanças e diferenças observáveis nas histórias
de famílias diversas.
Após a elaboração do mural, peça aos alunos que o apresentem aos demais colegas, contando
um pouco sobre essas memórias e a história da família. Depois sugira que eles descrevam as refle-
xões que tiveram acerca da importância das relações familiares na história de cada um.
Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas questões a seguir.

1. QUE SEMELHANÇAS VOCÊ IDENTIFICA ENTRE SUA FAMÍLIA


E AS FAMÍLIAS DE SEUS COLEGAS?

2. QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PERCEBIDAS


POR VOCÊ EM RELAÇÃO À HISTÓRIA DE SUA FAMÍLIA?
Gabarito
1. As semelhanças podem ser encontradas nas estruturas familiares e em hábitos tradicional-
mente relacionados ao ambiente familiar e doméstico, como fazer refeições, comemorações e via-
gens em conjunto, além do compartilhamento de espaços.
2. Resposta pessoal. As mudanças podem ser diversas: separação conjugal, nascimento de pes-
soas, casamentos. O importante é os alunos perceberem que as famílias não permanecem iguais
com o passar dos anos.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
16

Como avaliar
Sugestões gerais para avaliação
A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação nas rodas de conversa e interesse pelo assunto;
• identificação entre a história familiar e a história pessoal;
• identificação de objetos pessoais e familiares como registro histórico;
• participação na produção e apresentação do mural.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece objetos pessoais como forma de registro histórico?
• O aluno consegue apresentar a história da família por meio dos objetos e relacioná-la a eles?

Sugestão de autoavaliação

CRITÉRIO SIM NÃO

RECONHEÇO A FUNÇÃO DE ALGUNS


OBJETOS COMO REGISTRO DE MEMÓRIAS?

CONSEGUI APRESENTAR MINHA HISTÓRIA


OU A DE MINHA FAMÍLIA POR MEIO DOS
OBJETOS?

PARTICIPEI ATIVAMENTE DA PRODUÇÃO


DO MURAL?

ESTOU ATENTO AO QUE O COLEGA E O


PROFESSOR DIZEM?

ACEITO E RESPEITO A OPINIÃO DOS


OUTROS?

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequência didática 4 – A minha rotina


Objetivo de aprendizagem Objeto de conhecimento Habilidade desenvolvida
• Compreender a importância da • A noção do “Eu” e do “Outro”:
(EF02HI02) Identificar e descrever
interação do “Eu” e do “Outro” comunidade, convivências e inte-
práticas e papéis sociais que as
para a constituição e a organiza- rações entre pessoas.
pessoas exercem em diferentes
ção das rotinas cotidianas.
comunidades.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é possibilitar que os alunos reflitam sobre noções básicas
de temporalidade com base no conceito de rotina. Para isso, a proposta é que eles trabalhem a pró-
pria rotina, a fim de compreender seus aspectos social e coletivo.

Duração
1 aula

Material:
• lápis de cor;
• tinta;
• lápis preto;
• borracha;
• cartolina ou papel kraft.

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
Inicie a conversa com os alunos retomando a questão da rotina de cada um. Explique que roti-
na é um elemento muito importante para a ordenação do cotidiano das pessoas e que sem ela terí-
amos muita dificuldade para nos organizar. Então, peça aos alunos que pensem em três atividades
que realizam na rotina diária deles.
É importante ressaltar que, para algo fazer parte da rotina, é necessário que essa ação se repita.
Explique que um acontecimento único, como um passeio especial, não é rotineiro, porém ir para a
escola é. Assim, é necessário que os alunos pensem em atividades que façam parte de seu cotidiano
e se repitam com frequência.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
18

Após esse momento de reflexão, solicite aos alunos que registrem em seus cadernos as três ati-
vidades e, em seguida, organizem um quadro com a sucessão temporal dessas rotinas. A proposta
consiste na montagem de um quadro simples, em cartolina ou papel kraft, que ajude a orientar a
sucessão cronológica das atividades. Por isso, pode ser interessante elaborar o quadro na lousa, de
acordo com o modelo:

1a atividade 2a atividade 3a atividade

Estimule os alunos a registrar atividades que ocorrem na própria escola, como a hora da en-
trada, a ordem das aulas, o intervalo, a saída, entre outras.
Com o quadro pronto, peça a eles que apresentem as informações aos colegas. Selecione al-
guns alunos para lerem seus quadros para os colegas.
Explique aos alunos que a rotina muitas vezes não é estabelecida de forma individual. Não
depende apenas da vontade de uma pessoa, mas é resultado da convivência entre diversos indiví-
duos, sendo uma questão social. Para explicar esse conceito, pode ser mais interessante apresentar
alguns exemplos cotidianos do que formular em termos abstratos. Esclareça, por exemplo, que a
rotina é necessária para que as pessoas saibam a hora que estabelecimentos públicos estarão aber-
tos ou fechados e que possam se organizar para usar o transporte público. Lembre-os de que o
horário da escola não pode variar de acordo com a vontade dos funcionários ou dos alunos, já que
precisa seguir um padrão que seja igual para todos. Mencione outros exemplos, de modo a reforçar
o caráter coletivo e social de algumas rotinas.
Para encerrar a aula, converse com os alunos sobre as respostas e aproveite as perguntas para
explorar a ideia de que todo grupo social é resultado das relações estabelecidas entre os indiví-
duos. Por isso, são as maneiras como esses indivíduos se relacionam que estabelecem os pontos em
comum de cada grupo e os diferencia dos demais. Os alunos de uma sala de aula, por exemplo,
têm diversos pontos em comum: eles são de idades próximas, estão na mesma etapa de formação
escolar, possivelmente vivem em comunidades próximas.
Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas atividades a seguir.

1. CONVERSE COM UM ADULTO DE SUA FAMÍLIA SOBRE A


ROTINA DELE. DEPOIS ESCREVA AS PRINCIPAIS
INFORMAÇÕES QUE COLETOU NESSA CONVERSA.

2. POR QUE A ROTINA É IMPORTANTE PARA NOSSA VIDA?


Gabarito
1. A proposta da atividade é retomar o tema rotina com os alunos e levá-los a elaborar um pe-
queno texto sobre a rotina de um parente. Os dias nos quais a pessoa trabalha certamente são dife-
rentes dos dias nos quais não trabalha. Por isso, explique-lhes a importância de registrar as infor-
mações com bastante detalhes para que possam ter uma visão ampla da rotina da pessoa com
quem o aluno conversou.
2. A proposta dessa reflexão é que os alunos destaquem a importância da rotina na organiza-
ção da vida das pessoas. É por meio dela que se torna possível organizar uma série de situações
que envolvem a participação de diversos grupos de indivíduos.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
19

Como avaliar
Sugestões gerais para avaliação
A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação e interesse no assunto abordado;
• identificação de atividades rotineiras;
• participação na montagem do quadro de sucessão temporal;
• participação na roda de conversa.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece sua própria rotina?
• O aluno relaciona a rotina a atividades do dia e da noite?

Sugestão de autoavaliação

CRITÉRIO SIM NÃO

CONSEGUI IDENTIFICAR QUAIS ATIVIDA-


DES FAZEM PARTE DA MINHA ROTINA?

PARTICIPEI ATIVAMENTE NA MONTAGEM


DO QUADRO TEMPORAL?

COMPREENDO POR QUE AS ROTINAS NÃO


SÃO APENAS INDIVIDUAIS?

ESTOU ATENTO AO QUE OS COLEGAS E O


PROFESSOR DIZEM?

ACEITO E RESPEITO A OPINIÃO DOS


OUTROS?

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequência didática 5 – A rotina da escola


Objetivo de aprendizagem Objetos de conhecimento Habilidades desenvolvidas
 Compreender a importância da  A noção do “Eu” e do “Outro”:
(EF02HI02) Identificar e descrever
interação do “Eu” e do “Outro” comunidade, convivências e inte-
práticas e papéis sociais que as
para a constituição e a organiza- rações entre pessoas.
pessoas exercem em diferentes
ção das rotinas cotidianas.  Tipos de trabalho em lugares e comunidades.
tempos diferentes.
(EF02GE06) Relacionar o dia e a
noite a diferentes tipos de ativi-
dades sociais (horário escolar,
comercial, sono etc.).

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é possibilitar que os alunos aprofundem o que sabem so-
bre o conceito de rotina. Para isso, a proposta é que trabalhem uma das formas de rotina mais pró-
xima de sua realidade, a rotina escolar. Nesse momento, eles poderão compreender os aspectos da
rotina pessoal e da rotina de outros indivíduos de sua comunidade.

Duração
2 aulas

Material:
• lápis de cor;
• tinta;
• lápis preto;
• borracha;
• cartolina ou papel kraft.

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
A proposta desta aula é trabalhar em torno da rotina, de forma lúdica e prática. Os alunos fa-
rão uma breve investigação sobre a rotina escolar. Esse tipo de atividade pode contribuir para es-
timular habilidades necessárias para a pesquisa e organização de informações.
Os alunos deverão ser organizados em pequenos grupos. Cada grupo entrevistará um funcio-
nário da escola sobre a rotina de seu trabalho, perguntando-lhe quais são as principais funções que
exerce e pedindo-lhe que descreva a cronologia de um dia típico de trabalho.
Há duas possibilidades para organizar esta atividade. Uma delas é acompanhar os grupos pela
escola enquanto conversam com os funcionários — é importante que a entrevista seja combinada
previamente. Outra, para o caso de não ser possível circular com cada grupo, é convidar os funcio-
nários que serão entrevistados para dar depoimentos na sala de aula.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
21

Após a organização da parte prática da atividade, é importante lembrar aos alunos que o pro-
pósito da entrevista é identificar os elementos da rotina dos funcionários com os quais eles irão
conversar. Vale lembrar que é interessante conversar com funcionários que desempenhem funções
diversas, como o responsável pela organização do pátio e espaços comuns da escola, funcionários
da secretaria, da cozinha, da limpeza, professores, coordenadores, diretores, entre outros. Assim,
cada grupo pode ficar responsável pela entrevista de um funcionário específico ou de um grupo
entre os trabalhadores da escola.
A entrevista em si pode ser organizada de forma bastante simples. É necessário que os alunos
perguntem o horário de início e término da jornada de trabalho do funcionário e os horários em
que ele realiza as principais tarefas do dia. Portanto, cada grupo pode registrar uma rotina com
quatro ou cinco informações. É importante lembrar os alunos sobre a necessidade de anotar tudo o
que for dito, de modo a não esquecer posteriormente as informações. Neste caso, pode ser necessá-
rio auxiliar os alunos nessa parte da atividade, principalmente se eles encontrarem dificuldades
para se organizar no momento de anotar as informações.

Aula 2
Encerrada a entrevista, a etapa final da atividade é a produção de um cartaz com a rotina da es-
cola. Para isso, a sugestão é utilizar o papel kraft, ou outros materiais adequados para essa finalidade,
além de canetas coloridas, lápis de cor, tintas etc. Nesse caso, é possível desenhar um grande relógio
com a divisão das horas de funcionamento da escola. Em seguida, cada grupo pode registrar os ho-
rários que foram coletados durante a entrevista. Dessa forma, é possível que os alunos percebam que
diferentes funcionários realizam atividades em horários semelhantes (a entrada no serviço, por
exemplo). Outras atividades podem ocorrer em momentos particulares (o horário de preparar o café
da manhã dos alunos, por exemplo, não é o mesmo de quem cuida da organização do recreio).
Dessa forma, o resultado final pode contribuir para estimular a reflexão em torno da noção de
sucessão cronológica, que é fundamental para o desenvolvimento do pensamento histórico. Ao
final da atividade, exponha o cartaz produzido pelos alunos em um espaço coletivo da escola.
Atividades complementares
Ao final da segunda aula, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam e discuta
as duas questões a seguir.

1. O QUE PODEMOS APRENDER SOBRE A VIDA DAS PESSOAS


QUANDO ACOMPANHAMOS SUAS ROTINAS?

2. QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ROTINA PARA A VIDA DAS


PESSOAS DO MESMO GRUPO SOCIAL?

Gabarito
1. Espera-se que os alunos observem que, por meio da análise da rotina, é possível entender
como as pessoas vivem e se relacionam umas com as outras. Dessa forma, a rotina é um elemento
importante para o estudo da história individual e coletiva.
2. Espera-se que os alunos tenham assimilado que a rotina de cada um deles faz parte da rotina
coletiva de todo o grupo.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Como avaliar
Sugestões gerais para avaliação
A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação e interesse no assunto;
• realização da entrevista;
• produção do cartaz;
• exposição do cartaz.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno soube identificar corretamente aspectos da rotina escolar?
• Ele compreende as funções e a importância dos profissionais da escola para essa rotina?

Sugestão de autoavaliação

CRITÉRIO SIM NÃO

COMPREENDO COMO FUNCIONA A


ROTINA ESCOLAR?

ENTENDO A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO


DOS DIVERSOS FUNCIONÁRIOS PARA A
ROTINA ESCOLAR?

CONSEGUI APRESENTAR AS ATIVIDADES


DESENVOLVIDAS NA ESCOLA AOS
COLEGAS E AO PROFESSOR?

ESTOU ATENTO AO QUE OS COLEGAS E O


PROFESSOR DIZEM?

ACEITO E RESPEITO A OPINIÃO DOS


OUTROS?

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
23

Sequência 6 – O dia e a noite, meu dia a dia e


o dia a dia dos outros
Objetivos de aprendizagem Objeto de conhecimento Habilidade desenvolvida
• Reconhecer atividades que costumam • Tipos de trabalho em lugares e (EF02GE06) Relacionar o dia e
ser realizadas durante o dia e as que tempos diferentes. a noite a diferentes tipos de
geralmente são feitas à noite. atividades sociais (horário
• Compreender que algumas pessoas escolar, comercial, sono etc.).
trabalham de dia enquanto outras
trabalham à noite.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é que os alunos relacionem suas atividades diárias aos períodos do dia em
que elas ocorrem. Para tanto, eles serão convidados a elencar suas atividades e, depois, a organizá-las
em painéis de acordo com o período do dia em que costumam realizá-las. Para complementar, serão
incentivados a elaborar dois desenhos: um de atividade diurna e outro de atividade noturna. Os pai-
néis e desenhos serão expostos na sala de aula. No segundo momento da sequência, os alunos serão
convidados a aprofundar a análise, refletindo sobre os trabalhos diurnos e noturnos. Espera-se, assim,
que reconheçam que, embora a maioria das pessoas trabalhe durante o dia e descanse à noite, há aque-
las que executam suas funções no período noturno, sendo elas muito importantes em nosso dia a dia.

Duração
2 aulas

Material:
• cartolina;
• lápis de cor;
• cola e tesoura;
• revistas.

Onde fazer
Na sala de aula.

Como encaminhar
Aula 1
Em uma roda de conversa, incentive os alunos a falar sobre as diferentes atividades que desen-
volvem ao longo de um dia, desde o momento que acordam até o adormecer. Na lousa, escreva, de
forma aleatória, as principais atividades citadas por eles, como tomar café da manhã, brincar, almo-
çar, ir para a escola, descansar, ver televisão, fazer tarefa de casa, jantar, dormir etc.
Na sequência, proponha a elaboração coletiva de dois painéis, um com as atividades do dia e
outro com as atividades da noite. Se possível, utilize cores diferentes para os painéis – amarelo para
o dia e azul para a noite, por exemplo – e ilustre-os com elementos que estão relacionados aos dife-
rentes períodos, como o Sol para o dia e a Lua e estrelas para a noite.
Ajude-os, então, a organizar as atividades elencadas nos cartazes. Ressalte que algumas delas
podem ocorrer tanto durante o dia quanto à noite, conforme os hábitos de cada família. Comente
também os aspectos que são comuns a eles, como ir à escola durante o dia e dormir à noite.
Depois de prontos os painéis, aproveite para fazer uma análise coletiva deles:

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24

• Em que período do dia vocês fazem mais atividades?


• Em que lugares as atividades do dia são realizadas?
• E à noite? Em que lugar ocorre a maior parte das atividades?
• Entre as atividades feitas durante o dia, de quais vocês mais gostam?
• E da noite? Qual é a atividade preferida de vocês?
Conclua essa primeira proposta pedindo aos alunos que façam um desenho para representar
uma atividade que costuma ser feita por eles durante o dia e outro para uma atividade feita à noite,
identificando esses períodos. Organize um mural para expor os painéis e os desenhos. Se possível,
exponha os desenhos que representam as atividades do dia próximos ao painel do dia e os desenhos
que representam as atividades noturnas próximos ao painel da noite.

Aula 2
Explique aos alunos que, assim como eles, a maioria das pessoas exerce boa parte de suas ati-
vidades durante o dia e descansam à noite. Procure mostrar que é durante o dia que a maioria das
lojas, serviços de correios, bancos e outros estabelecimentos funcionam. Portanto, os trabalhadores
desses locais – como os próprios alunos – descansam no período da noite.
Esclareça, todavia, que há muitas pessoas que fazem o inverso: trabalham ou estudam à noite e
descansam de dia. É o caso de alguns médicos, enfermeiros, vigias, bombeiros, policiais, taxistas e
outros profissionais. Leve-os, então, a refletir sobre alguns aspectos do trabalho noturno e a impor-
tância desses profissionais:
• O que acham do trabalho noturno?
• Como você imagina que seja dormir durante o dia e trabalhar quando a maioria das pessoas está
dormindo?
• Gostaria de ser um trabalhador noturno quando crescer? Por quê?
• Conhece alguém que faz esse tipo de trabalho?
• Já precisou dos serviços de um trabalhador noturno? Qual?
Proponha, por fim, a elaboração de dois painéis de imagens: um com representações de traba-
lhadores que costumam exercer suas funções durante o dia e outro com trabalhadores que podem
trabalhar à noite. Esclareça sobre a possibilidade de alguns profissionais aparecerem nos dois pai-
néis, como médicos e professores. Exponha os painéis de imagens ao lado dos painéis e desenhos
da aula anterior, incentive os alunos a fazer uma análise do que foi aprendido e a elaborar um texto
coletivo que resuma esse aprendizado.

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Atividades complementares

1. Ligue as tarefas considerando os períodos do dia


em que você costuma realizá-las.

vir para a escola

almoçar

tomar banho DIA

jantar

dormir NOITE

brincar

ver televisão

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26

2. Lucas é bombeiro e listou algumas atividades que


vai fazer ao longo do dia. Organize-as no quadro
considerando o período do dia em que elas
possivelmente serão realizadas.

dormir jantar
ir ao banco almoçar
acordar tomar banho
ir para o trabalho visitar um amigo

DIA NOITE

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27

Gabarito
1. Resposta pessoal, de acordo com a rotina do aluno. As respostas são parcialmente livres. Para
algumas atividades – por exemplo, tomar banho –, o aluno pode indicar o dia ou a noite, con-
forme seus hábitos e os de sua família. Outras atividades, entretanto, são mais fixas em seus
horários, como vir para a escola e dormir, atividades que devem ocorrer, no caso dos alunos,
respectivamente, durante o dia e à noite.
2. Resposta pessoal. Assim como na atividade anterior, há várias possibilidades de respostas,
pois Lucas é um profissional que trabalha de dia e de noite. Verifique, porém, se o aluno reco-
nhece as atividades que devem ocorrer durante o dia e as que devem ocorrer à noite.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• envolvimento nas rodas de conversa;
• participação na elaboração dos painéis de atividades e de imagens;
• produção do desenho;
• participação na elaboração do texto coletivo.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno relaciona o dia e a noite às suas diferentes atividades sociais?
• Identifica as atividades e os trabalhos que geralmente ocorrem durante o dia e os que costumam
ser feitos no período noturno?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não

Reconheço atividades que costumam ser feitas de dia?

Reconheço atividades que costumam ser feitas à noite?

Sei que algumas atividades podem ser feitas de dia ou à noite?

Realizo com cuidado as atividades propostas?

Estou atento ao que o professor e os colegas dizem?

Participo das atividades seguindo as orientações do professor?

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28

Sugestão de fonte de pesquisa

Livro
STRAFORINI, Rafael. Ensinar Geografia: o desafio da totalidade-mundo nas séries iniciais. São
Paulo: Annablume, 2006.
O livro aborda o ensino de Geografia nas séries iniciais. Por meio de atividades de ensino, as
crianças passam a compreender que os lugares em que vivem estabelecem relações com outras es-
calas e tempos.

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Propostas de acompanhamento da
aprendizagem
Primeiro bimestre

NOME: ____________________________ TURMA: 2o ANO _____

PROFESSOR(A): ___________________ DATA: ___ / ___ / _____

1. Leia as afirmações sobre identidade e assinale a


opção correta.
A) As pessoas que convivem conosco não
influenciam na formação de nossa identidade.
B) Apenas algumas pessoas têm histórias de vida
para contar.
C) Apenas as pessoas da minha família participam da
minha história pessoal.
D) Minha história é construída pelas minhas ações,
mas também é influenciada pelas ações das
pessoas próximas.

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30

2. RELACIONE O DOCUMENTO PESSOAL COM A FUNÇÃO DELE.

REGISTRA QUE
A PESSOA TEM
AUTORIZAÇÃO PARA
DIRIGIR AUTOMÓVEIS.

ACERVO PESSOAL

REGISTRA
INFORMAÇÕES SOBRE
A ORIGEM DA PESSOA.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

REGISTRA
INFORMAÇÕES SOBRE
A SAÚDE DA CRIANÇA.

ACERVO PESSOAL

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31

3. ASSINALE O ITEM EM QUE O OBJETO INDICADO REVELA


INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA ESCOLAR DE UMA
PESSOA.
A) BOLETIM ESCOLAR.
B) fotografia da família.
C) certidão de nascimento.
D) SAPATO DE RECÉM-NASCIDO.

4. VIVEMOS EM GRUPOS, E ISSO CONTRIBUI PARA A


FORMAÇÃO DE NOSSA IDENTIDADE. ESCREVA ABAIXO
DOIS GRUPOS DE QUE VOCÊ PARTICIPA E CONTE AOS
COLEGAS POR QUE ELES SÃO IMPORTANTES PARA VOCÊ.

5. A imagem a seguir mostra o que Alice leva na


mochila para a escola. Dentre os itens, circule os
documentos pessoais.

Desenhorama

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6. COMPLETE AS FRASES.

FAMÍLIAS   DOCUMENTOS   NOME

A) O ____________________________ é muito importante para o


entendimento de nossa identidade. É por meio
dele que nos identificamos e nos apresentamos
aos outros.

B) Os ____________________________ registram informações


sobre nós e podem ser usados como fontes de
história pessoal.

C) As histórias das ____________________________ são


registradas em relatos dos parentes ou
objetos como fotografias e vídeos. Esses
registros podem revelar mudanças entre as
gerações.

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7. Observe a imagem a seguir. Depois assinale a


alternativa correta.

B.F. Green/The J. Paul Getty Museum, Los Angeles

A) Esse tipo de objeto não tem importância para o


estudo da História.
B) A fotografia mostra que as famílias sempre
foram iguais.
C) A fotografia nos ajuda a entender como era
essa família no passado.
D) Essa fotografia de família não serve para
sabermos como ela é no presente.

8. Circule de vermelho as pessoas com quem você


convive na família, de amarelo aquelas com quem
você convive na escola, e de verde as com quem
você convive no bairro em que mora.
Pai Tia Primo Colega Irmão

Professora Vizinho Cantineiro jornaleiro

Motorista de transporte escolar Avó

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9. Leia as seguintes frases sobre a rotina das


pessoas e escolha a alternativa correta.
A) Todas as pessoas têm rotinas iguais.
B) A rotina de uma pessoa nunca é parecida com a
de outras pessoas.
C) A rotina varia todos os dias, por isso ela nunca
é igual.
D) A rotina de uma pessoa é marcada por
diversos acontecimentos que se repetem com
frequência.

10. orgAnIze As IMAgens InDIcAnDo A LeTrA


corresPonDenTe Aos DIFerenTes MoMenTos Do
DIA.
M – MANHÃ
T – TARDE
N – NOITE

( ) ( ) ( )

ILUSTRAÇÕES: DAYANE CABRAL RAVEN

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11. Leia as alternativas a seguir sobre as pessoas


com quem convivemos. Em seguida, escolha a
correta.
a) As pessoas com quem convivemos em casa e na
escola são as mesmas.
b) Somente convivemos com pessoas de nossa
família e da escola.
c) Somente convivemos com profissionais que
nos ajudam em atividades do dia a dia.
d) Não precisamos da ajuda de outras pessoas
para realizar nossas atividades do dia a dia.
e) Convivemos com diferentes pessoas, como
familiares, profissionais e colegas de escola.

12. MARQUE A ALTERNATIVA QUE INDICA UM OBJETO


UTILIZADO PARA ESTUDAR A HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA.
A) ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS.
B) MAPA DA CIDADE.
C) LIVRO ESCOLAR.
D) FERRAMENTAS DE TRABALHO.

13. consIDerAnDo suA roTInA DIárIA, InDIque uMA ou


MAIs ATIvIDADes que você COSTUMA FAZER nos
DIferenTes PeríoDos Do DIA.

DIA Noite

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14. DESENHE UMA ATIVIDADE QUE VOCÊ COSTUMA FAZER


DURANTE O DIA. DEPOIS, DESENHE UMA ATIVIDADE QUE
VOCÊ COSTUMA FAZER À NOITE.
Dia noite

15. IDenTIfIque os PeríoDos Do DIA, consIDerAnDo


MANHÃ, TARDE e NOITE, eM que você cosTuMA fAzer
As ATIvIDADes A seguIr.

• ToMAr BAnho: _________________________________________________________.

• BrIncAr: _________________________________________________________________.

• DorMIr: __________________________________________________________________.

• AssIsTIr a víDeos e ouvIr MÚsIcA: __________________________.

• Ir À escoLA: ____________________________________________________________.

• ToMAr uM LAnche: __________________________________________________.

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Gabarito
Atividade 1

Habilidades avaliadas
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Alternativa d.
A proposta da atividade é retomar a relação entre o “Eu” e o “Outro” na construção da identi-
dade individual. Para fazer a atividade, é importante que o aluno leia e interprete corretamente as
alternativas e identifique a única que ressalta a existência dessa relação em diversos aspectos da vida
cotidiana.
A atividade fornece informações importantes sobre a competência leitora dos alunos e ajuda a
identificar a necessidade de reforçar o trabalho em sala de aula em torno dela.

Atividade 2

Habilidade avaliada
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua
função, seu uso e seu significado.

Espera-se que o aluno relacione a Certidão de Nascimento às informações referentes à origem, a


Carteira de Habilitação à autorização para dirigir automóveis e a Caderneta de Saúde da Criança ao
registro de saúde das crianças.
A proposta da atividade é levá-los a entender que cada documento pessoal tem uma função
específica e qual é a função de três deles.

Atividade 3

Habilidade avaliada
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos
âmbitos pessoal, familiar e escolar.

Alternativa a.
A proposta da atividade é levar os alunos a identificar os objetos que geralmente fazem parte
do ambiente escolar, diferenciando-os daqueles que não fazem parte. Caso encontrem dificuldades
para entender esta proposta, estabeleça conversas sobre o espaço escolar e o espaço familiar, enfatize
que são ambientes diferentes e retome a discussão acerca dos diferentes espaços cotidianos onde
vivemos e construímos nossas memórias e experiências.

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Atividade 4

Habilidades avaliadas
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

A proposta da atividade é levar os alunos a refletir sobre as relações entre os indivíduos que
possibilitam a formação de grupos sociais. Por isso, espera-se que eles indiquem que participam de
diversos grupos, como a família, a vizinhança, o grupo escolar, o grupo de amigos, entre outros.
Com esta atividade você pode identificar a compreensão que os alunos tiveram da noção de
grupo e a necessidade de retomada, em sala de aula, dessa noção, caso eles tenham dificuldades para
formular as respostas esperadas.

Atividade 5

Habilidade avaliada
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos
âmbitos pessoal, familiar e escolar.

O aluno deve circular a Carteira de Identidade e a carteirinha escolar.


A proposta da atividade é levar os alunos a identificarem documentos pessoais entre os diversos
objetos pessoais que podem ser utilizados para resgatar a história deles.

Atividade 6

Habilidade avaliada
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.

Letra A
nome

Letra B
documentos

Letra C
famílias
A proposta da atividade é promover um resgate dos conteúdos trabalhados ao longo do bi-
mestre. Nesse caso, é necessário identificar diferentes aspectos que contribuem para a formação da
identidade, como nosso nome, os documentos ou as relações familiares.

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Atividade 7

Habilidade avaliada
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos
âmbitos pessoal, familiar e escolar.

Alternativa c.
A proposta da atividade é levar os alunos a retomar o assunto história familiar e a perceber que
os historiadores podem utilizar as fotografias do passado para entender como as famílias se organi-
zavam e se diferenciavam em diferentes épocas.
Pode ser necessário retomar a importância dos documentos para a compreensão do passado,
caso os alunos encontrem dificuldade nesta atividade.

Atividade 8

Habilidades avaliadas
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Resposta pessoal de acordo com a realidade do aluno.


A proposta desta atividade é fazer com que o aluno diferencie os grupos sociais de que faz parte.

Atividade 9

Habilidades avaliadas
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono
etc.).

Alternativa d.
A proposta da atividade é uma reflexão sobre o conceito de rotina. Nesse caso, é importante que
os alunos identifiquem a opção que o define corretamente, presente apenas na alternativa d. Pode
ser necessário discutir os erros de todas as demais alternativas com os alunos caso eles encontrem
dificuldade em selecionar a resposta correta.

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Atividade 10

Habilidade avaliada
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono
etc.).

(N) (M) (T)

Ilustrações: Dayane Cabral Raven

Espera-se que por meio das imagens o aluno consiga identificar os diferentes momentos do dia.
Em todas as imagens há um relógio digital de rua. Mesmo que nem todos os alunos conheçam a
notação desse equipamento, aponte-o na imagem e explique a passagem das horas nele.

Atividade 11

Habilidades avaliadas
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas
em diferentes grupos.
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

Alternativa e.
A atividade retoma a noção de comunidade e de interações estabelecidas entre o indivíduo e
o grupo social no qual ele está inserido. Dessa forma, é importante que os alunos identifiquem a
alternativa correta pelo fato de ser a única que destaca o papel de diversos grupos de indivíduos na
constituição de nossas vidas (familiares, colegas de escola, profissionais).

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Atividade 12

Habilidades avaliadas
(EF02HI04) Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos
âmbitos pessoal, familiar e escolar.
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua
função, seu uso e seu significado.

Alternativa a.
A proposta da atividade é levar os alunos a comparar diferentes objetos e identificar aqueles que
são característicos do ambiente doméstico e de outros ambientes (como a escola ou o ambiente pro-
fissional). Com isso eles podem refletir sobre a importância das relações familiares para a formação
da identidade e da história de cada um.

Atividade 13

Habilidade avaliada
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono
etc.).

Espera-se que o aluno relacione as atividades desenvolvidas aos diferentes períodos do dia de
acordo com seus hábitos e rotinas, como alimentação, compromissos regulares, viagens, atividades
de lazer etc.

Atividade 14

Habilidade avaliada
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono
etc.).

Resposta pessoal.
Espera-se que o aluno reconheça e represente, por meio de desenhos, os diferentes tipos de ati-
vidades que costuma fazer durante o dia e durante a noite.

Atividade 15

Habilidade avaliada
(EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono
etc.).

Respostas pessoais. Espera-se que os alunos reconheçam o período do dia em que costumam
fazer cada atividade. Leia cada item pausadamente e peça que relembrem essas atividades no dia a
dia e reconheçam em que período elas costumam acontecer com mais frequência.

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Projeto integrador: Um memorial


do ano letivo
Conhecimentos integrados
Competências gerais Componente Objetos de Habilidades
curricular conhecimento
1. Valorizar e utilizar os conheci- História A noção do “Eu” e (EF02HI02) Identificar e descrever
mentos historicamente construí- do “Outro”: co- práticas e papéis sociais que as pes-
dos sobre o mundo físico, social e munidade, convi- soas exercem em diferentes comuni-
cultural para entender e explicar vências e intera- dades.
a realidade (fatos, informações, ções entre pessoas.
fenômenos e processos linguísti- A noção do “Eu” e (EF02HI04) Selecionar e comparar
cos, culturais, sociais, econômi- do “Outro”: regis- objetos e documentos pessoais como
cos, científicos, tecnológicos e tros de experiên- fontes de memórias e histórias nos
naturais), colaborando para a cias pessoais e da âmbitos pessoal, familiar e escolar.
construção de uma sociedade comunidade no
solidária. tempo e no espaço.
2. Exercitar a curiosidade intelec- As fontes: relatos (EF02HI08) Compilar histórias da
tual e recorrer à abordagem pró- orais, objetos, ima- família e de conhecidos registradas
pria das ciências, incluindo a gens (pinturas, em diferentes fontes.
investigação, a reflexão, a análise fotografias, ví-
crítica, a imaginação e a criativi- (EF02HI09) Identificar objetos e docu-
deos), músicas, mentos pessoais que remetam à pró-
dade, para investigar causas, escrita, tecnologia pria experiência ou à da família, e
elaborar e testar hipóteses, formu- e inscrições nas discutir as razões pelas quais alguns
lar e resolver problemas e inven- paredes, ruas e objetos são preservados e outros são
tar soluções com base nos conhe- espaços sociais. descartados.
cimentos das diferentes áreas.
3. Desenvolver o senso estético Língua Constituição da (EF02LP01) Expressar-se em situações
para reconhecer, valorizar e fruir Portuguesa identidade psicos- de intercâmbio oral com autoconfi-
as diversas manifestações artísti- social, em sala de ança (sem medo de falar em público),
cas e culturais, das locais às aula, por meio da liberdade e desenvoltura, preocu-
mundiais, e também para partici- oralidade. pando-se em ser compreendido pelo
par de práticas diversificadas da interlocutor e usando a palavra com
produção artístico-cultural. tom de voz audível, boa articulação e
ritmo adequado.
4. Utilizar conhecimentos das
linguagens verbal (oral e escrita)
e/ou verbo-visual (como Libras),
corporal, multimodal, artística,
matemática, científica, tecnológi-
ca e digital para expressar-se e
partilhar informações, experiên-
cias, ideias e sentimentos em
diferentes contextos e, com eles,
produzir sentidos que levem ao
entendimento mútuo.
Planejamento do (EF02LP19) Planejar, com a ajuda do
texto. professor, o texto que será produzi-
do, considerando a situação comuni-
cativa, os interlocutores (quem es-
creve/para quem escreve); a finali-
dade ou o propósito (escrever para
quê); a circulação (onde o texto vai
circular); o suporte (qual é o portador
do texto); a linguagem, organização,
estrutura; o tema e assunto do texto.

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Língua Revisão do texto. (EF02LP26) Reler os textos produ-


Portuguesa zidos, com a mediação do profes-
sor e colaboração dos colegas,
para fazer cortes, acréscimos, re-
formulações, correções de orto-
grafia e pontuação.
Reescrita do texto. (EF01LP27) Reescrever o texto
incorporando as alterações feitas
na revisão e obedecendo às con-
venções de disposição gráfica e
de inclusão de título e autoria.
Edição do texto. (EF01LP28) Editar a versão final
do texto, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do profes-
sor, ilustrando, quando for o ca-
so, em portador adequado im-
presso ou eletrônico.
Arte Materialidades. (EF15AR04) Experimentar diferen-
tes formas de expressão artística
(desenho, pintura, colagem, qua-
drinhos, dobradura, escultura,
modelagem, instalação, vídeo,
fotografia etc.), fazendo uso sus-
tentável de materiais, instrumen-
tos, recursos e técnicas convenci-
onais e não convencionais.
Processos de criação. (EF15AR05) Experimentar a cria-
ção em artes visuais de modo in-
dividual, coletivo e colaborativo,
explorando diferentes espaços da
escola e da comunidade.
Processos de criação. (EF15AR06) Dialogar sobre a sua
criação e as dos colegas, para al-
cançar sentidos plurais.
Sistemas da lingua- (EF15AR07) Reconhecer algumas
gem. categorias do sistema das artes
visuais (museus, galerias, insti-
tuições, artistas, artesãos, curado-
res etc.).

Duração
De 4 a 11 aulas distribuídas ao longo do ano letivo.

Produto final
Exposição de um memorial de trabalho realizado durante o ano letivo.

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Cronograma
Etapa 1 1 aula
Etapa 2 De 1 a 3 aulas
Etapa 3 De 1 a 4 aulas
Etapa 4 De 1 a 3 aulas

Justificativa
Este projeto consiste em promover um espaço de reflexão e valorização da diversidade de sa-
beres e vivências culturais de modo que o aluno possa entender melhor as relações que estabelece
consigo e com os outros. Assim, torna-se possível abrir caminho para o desenvolvimento da auto-
nomia e do pensamento crítico. Ao trabalhar a temática da memória individual e coletiva com base
na organização de registros de fatos ocorridos dentro do espaço escolar ao longo do ano letivo e ao
lidar com suas próprias memórias, os alunos terão a oportunidade de refletir sobre como as histó-
rias individuais são resultado de interações complexas entre diversos sujeitos sociais e observar
que tais interações são fundamentais para o processo de construção de nossa identidade individu-
al. Sendo assim, a criação de um memorial do trabalho realizado durante o ano letivo é importante
para evidenciar, de modo prático, a importância do encontro com o outro na produção de nossas
memórias, bem como de seu registro e preservação. Para isso, a proposta mobilizará habilidades
dos componentes curriculares de História, Língua Portuguesa e Artes a fim de possibilitar o uso de
diferentes linguagens como forma de expressar a memória e organizar o registro do tempo de ma-
neira individual e coletiva.

Objetivos
• Reconhecer diferentes modos de preservar a memória individual e coletiva.
• Conhecer possibilidades de registro de fatos importantes ocorridos ao longo do tempo.
• Participar da produção de registros de memória e da construção de uma narrativa sobre a his-
tória da própria vida.
• Compreender o papel de um memorial para a organização de grupos humanos e a preserva-
ção de suas memórias.
• Experimentar diferentes formas de expressão artística.

Material:
• celular com câmera ou aparelhos que permitam filmagem ou gravação;
• registros de atividades produzidas ao longo do ano letivo (fotografias, textos e trabalhos em
outros suportes);
• cartolina;
• material para escrita e desenho (lápis, lápis de cor, tinta);
• cola e tesoura;
• aparelhos que possibilitem a exibição das filmagens.

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Procedimentos
Etapa 1
Como apresentado anteriormente, os alunos criarão um memorial das experiências que ocorre-
ram dentro do espaço escolar ao longo do ano letivo. Por isso, comece o projeto na etapa inicial do
primeiro bimestre, de modo que a turma reflita sobre o conjunto de atividades que serão executa-
das durante o ano. Pergunte aos alunos se eles já ouviram a palavra “memorial” e o que acham
que ela significa. Incentive-os a formular hipóteses variadas sobre o tema.
Após a verificação dos conhecimentos prévios, aproveite as ideias expostas pela turma e ex-
plique que um memorial serve para organizar e preservar a memória de um indivíduo ou de um
grupo e pode também se constituir em espaços ou atividades que preservam documentos e regis-
tros do passado. Para isso, as pessoas responsáveis pela produção de um memorial precisam en-
contrar formas de organizar documentos diversos e garantir que eles não se percam ao longo do
tempo. Para guardar todo esse material é comum a utilização de recursos como filmagens, grava-
ções e digitalizações, entre outras possibilidades. Além disso, o armazenamento deve ser feito em
locais adequados. Caso exista um memorial na comunidade onde a escola está localizada, verifique
a possibilidade de organizar uma visita com os alunos e apresentar a eles, de forma prática, esse
local e também seu funcionamento.

Etapa 2
Organize os alunos para a produção do memorial. Relembre que a ideia é recuperar memó-
rias e registros de momentos importantes do ano letivo. Para isso, explique a eles que todos deve-
rão reunir objetos, trabalhos e materiais que estão sendo produzidos ou utilizados em sala de aula
durante o ano, fotografias e imagens que ajudem a lembrar de momentos importantes e filmagens
ou gravações nas quais eles contem um pouco de suas lembranças (etapa 4). Peça aos alunos que
selecionem os itens que eles gostariam de utilizar na atividade e explique que será organizado um
espaço na escola para a exibição deles. Vale lembrar, professor, que os próprios registros e ativida-
des dos alunos que você guarda também podem fazer parte do projeto e ajudar a construir um
panorama mais amplo.

Etapa 3
Depois de explicar a proposta, reserve uma data para que os alunos tragam os materiais. Nesse
dia, converse com eles sobre o que foi selecionado. Pergunte os motivos pelos quais escolheram
determinado material e que tipo de acontecimento esses objetos evocam, por exemplo.
Esta etapa consiste na organização dos materiais selecionados até então pelos alunos. É impor-
tante que eles tenham autonomia para preparar a exposição da forma mais conveniente. Professor,
caso não exista uma sala adequada para a exibição de todos os objetos, uma possibilidade seria
fotografá-los e confeccionar um grande mural. Vale ressaltar que a materialidade das fontes histó-
ricas é importante, então, na medida do possível, seria interessante organizar o memorial com os
objetos selecionados pelos alunos. Pode-se propor a eles que façam uma curadoria do que é mais
importante em meio ao que já foi previamente selecionado a fim de evitar repetições, por exemplo.
Oriente-os a preparar legendas explicativas para cada item, contando um pouco sobre sua impor-
tância e sobre o acontecimento que ele evoca. Ao final dessa etapa, proponha uma discussão sobre
o trabalho e o resultado alcançado até o momento.

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Etapa 4
Esta etapa é reservada à filmagem da turma. É importante realizá-la após a organização do
material que fará parte do memorial, já que isso pode contribuir para que os alunos reorganizem
suas memórias e tracem relações entre os materiais, as lembranças e os acontecimentos importan-
tes do ano letivo. Durante a filmagem, eles devem explorar a linguagem oral, refletir sobre suas
experiências escolares e produzir uma memória sobre o tema. Filme somente os alunos que se sen-
tirem à vontade para isso. Você pode utilizar a câmera de um celular. Caso não seja possível fil-
mar, grave apenas um áudio. Durante as gravações, os alunos deverão refletir e responder a duas
perguntas motivadoras principais: Quais são suas principais lembranças deste ano letivo? E por
que essas lembranças são importantes para você? A partir daí, destaque a importância desse tipo
de suporte para a preservação da memória individual e coletiva dos indivíduos. No final dessa
etapa, o material em vídeo ou áudio pode ser reunido e organizado para ser exibido com o memo-
rial. É interessante que a exibição seja coletiva e organizada de modo que a comunidade escolar
possa ver o resultado final do projeto dos alunos. Você pode planejar um momento no qual ocorra
um cruzamento entre diferentes registros documentais (textos, imagens, filmagens e história oral)
e articulá-lo com um memorial.
Formato
Os vídeos podem ser apresentados no dia da exposição para a comunidade escolar e devem
acompanhar os objetos selecionados para o memorial. Deixe que os alunos conversem com os visi-
tantes e façam novas observações sobre a exposição. É importante que expressem suas opiniões
sobre todo o processo do projeto.

Avaliação
A avaliação deve ser contínua e iniciada logo na primeira etapa do processo. É importante que
você, professor, registre todas as atividades realizadas até o dia da exposição.
Veja a seguir algumas sugestões de pontos a avaliar durante o processo de execução do projeto.
• O aluno se envolveu ativamente no projeto e compreendeu a importância da proposta?
• O aluno estabeleceu relações entre a prática e a discussão ao longo do ano letivo sobre a im-
portância da memória para a organização dos indivíduos e dos grupos sociais?
• O aluno se empenhou na seleção de objetos e conseguiu elaborar legendas explicativas para o
memorial?
• O aluno teve uma postura colaborativa com os colegas?
• O aluno mostrou comprometimento e interesse nas filmagens?
• O aluno entendeu a importância social de um memorial?
Para seu controle, elabore um quadro de cumprimento de entrega e de objetivos para cada
grupo ou aluno.

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Etapas Entrega Objetivo cumprido


Verificação de conhecimentos
prévios e conversa sobre o
conceito de memorial
Coleta de objetos e demais
materiais que farão parte do
memorial
Organização dos materiais e do
memorial
Filmagem dos depoimentos dos
alunos e exposição do
resultado do projeto

Autoavaliação
Você pode sugerir aos alunos, em uma roda de conversa, que façam uma autoavaliação e se
expressem sobre os aspectos a seguir.
• Você considera que seu envolvimento na atividade foi bom?
• Você considera que a atividade foi importante para seu aprendizado?
• Você consegue explicar por que é importante a preservação da memória?
• O que você poderia ter feito para melhorar sua participação na atividade?

Referências complementares para pesquisa


Livros
LE GOFF, Jacques. História e memória. São Paulo: Editora da Unicamp, 2013.
LENSKIJ, Tatiana; HELFER, Nadir Emma (Org.). A memória e o ensino da História. Santa Cruz
do Sul: ANPUH/RS, 2000.
NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, PUC-SP,
n. 10, 1993.

Site
Memorial da Resistência de São Paulo: o site oferece informações variadas sobre um importan-
te memorial existente na cidade de São Paulo. Disponível em:
<www.memorialdaresistenciasp.org.br>. Acesso em: nov. 2017.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Plano de desenvolvimento bimestral

Segundo bimestre – A passagem do tempo


Objetivos da Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas
Sequência 1: Mudanças e • Refletir sobre as • O tempo como (EF02HI06) Identificar
semelhanças ao longo do noções de mudança e medida. e organizar,
tempo permanência ao longo temporalmente, fatos da
do tempo com base em vida cotidiana, usando
O objetivo da sequência é
situações cotidianas e noções relacionadas ao
explorar duas noções cen-
da rotina dos alunos. tempo (antes, durante, ao
trais do pensamento his-
mesmo tempo e depois).
tórico – mudança (ou rup-
tura) e permanência –, que
ajudam a entender que as
Livro do Aluno
sociedades humanas po-
dem se organizar ao longo • Unidade 2, Capítulo 1.
do tempo de diversas for-
mas, mas apresentar pontos
de contato e semelhança.

Sequência 2: O registro da • Refletir sobre a • O tempo como (EF02HI06) Identificar


passagem do tempo importância do registro medida. e organizar,
da passagem do temporalmente, fatos da
O objetivo da sequência é tempo na construção vida cotidiana, usando
propor uma reflexão sobre da identidade e noções relacionadas ao
as formas de registro da das relações sociais tempo (antes, durante, ao
passagem do tempo como no interior da mesmo tempo e depois).
modo de explorar noções comunidade.
importantes de temporali-
dade.

Livro do Aluno
• Unidade 2, Capítulo 2.

Sequência 3: Um calendá- • Refletir sobre a • A noção do “Eu” (EF02HI03) Selecionar


rio para a sala importância da e do “Outro”: situações cotidianas que
organização do tempo comunidade, remetam à percepção de
O objetivo da sequência é e do registro de convivências e mudança, pertencimento
explorar noções de tempo- calendários para a vida interações entre e memória.
ralidade e vida em comu- em comunidade. pessoas.
nidade usando calendários
como foco. • O tempo como (EF02HI07) Identificar
medida. e utilizar diferentes
marcadores do
Livro do Aluno
tempo presentes na
• Unidade 2, Capítulo 2. comunidade, como
relógio e calendário.

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Segundo bimestre – A passagem do tempo


Objetivos da Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas
Sequência 4: Mudanças • Identificar e representar • Mudanças e (EF02GE05)
na rua a mudança da permanências. Analisar mudanças
paisagem da rua da e permanências,
O objetivo da sequência é escola ao longo do comparando imagens
identificar e representar a tempo. de um mesmo lugar em
mudança da paisagem ao diferentes tempos.
longo do tempo.

Livro do Aluno
• Unidade 2, Capítulo 3.

Sequência 5: Como as ruas • Identificar e representar • Mudanças e (EF02GE05)


e paisagens mudaram a mudança da permanências. Analisar mudanças
paisagem da rua da e permanências,
O objetivo da sequência escola ao longo do comparando imagens
é que o aluno identifique tempo. de um mesmo lugar em
por meio de fotografias diferentes tempos.
as mudanças ocorridas • Reconhecer os
na paisagem ao longo do espaços de vivência,
tempo. observando elementos
e características desses
espaços.

Livro do Aluno
• Unidade 2, Capítulo 3.

Proposições didáticas
No segundo bimestre são trabalhados aspectos relacionados à percepção da passagem do tem-
po por meio de situações cotidianas, como a organização das atividades diárias. O objetivo é levar
o aluno a identificar noções de tempo, como antes, durante e depois, e a entender os conceitos de
mudança, permanência e memória. Espera-se também que o aluno aprenda a identificar e utilizar
marcadores de tempo como o relógio e o calendário.
Os conteúdos são trabalhados de forma que o aluno desenvolva a habilidade de identificar e
analisar as mudanças e permanências de um lugar comparando imagens de diferentes tempos, entre
outras habilidades.
Cada sequência começa com uma proposta de reflexão com o objetivo de sensibilizar os alunos
para os temas trabalhados e estimular o debate em sala de aula. Ao longo das sequências, há a preo-
cupação de promover espaços de reflexão coletivos nos quais os alunos se envolvam ativamente
com a produção do conhecimento e do pensamento histórico e geográfico.

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Acompanhamento da aprendizagem
O acompanhamento da aprendizagem em sala de aula deve ocorrer de forma continuada e pro-
cessual, visando ao desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o pensar histó-
rico e geográfico. Por essa razão, é importante propor atividades colaborativas e em conjunto, além
de estimular a reflexão e o pensamento dos alunos. Outro elemento importante para acompanhar
a aprendizagem é o desenvolvimento de competências leitoras e escritoras deles; por isso é interes-
sante sempre acompanhar as produções individuais e identificar pontos de avanço e de dificuldade.
Espera-se que os alunos reconheçam a passagem do tempo por meio de elementos que permi-
tem a identificação de mudanças e permanências nos lugares de vivência, descrevam a passagem do
tempo e organizem temporalmente os fatos da vida cotidiana utilizando diferentes marcadores de
tempo, como o relógio e o calendário.
Para isso, serão utilizados diversos materiais, como embalagens, papel, lápis, cartolina, cola,
revistas e, se possível, computadores com acesso à internet, entre outros recursos. Apresentamos
diferentes propostas de atividades, como pesquisas, elaboração de painéis de imagens, atividades
orais e pequenos textos, que podem ser usadas para a avaliação dos alunos.
Há, também, uma série de sugestões de encaminhamento para que os alunos se apropriem de
conceitos históricos e geográficos e mobilizem conhecimentos para relacionar informações conheci-
das e as que lhes estão sendo apresentadas.

Fique atento também à participação nas aulas, ao interesse e ao senso de observação, aos regis-
tros no caderno e à organização do material escolar. Aproveite todas as oportunidades para avaliar
a aprendizagem e, sempre que necessário, revisar o conteúdo, individual ou coletivamente, empre-
gando estratégias diferentes das já aplicadas. Por fim, reforça-se a necessidade de você dar atenção
especial para os alunos com mais dificuldade de aprendizado ou de cumprimento das tarefas. Nes-
ses casos, deve-se investir em diferentes abordagens de acordo com as necessidades de cada um.

Você pode também se basear nos tópicos da seção Como avaliar para verificar se os alunos alcan-
çaram os objetivos.

O que é essencial para avançar nos estudos?


No final do bimestre, os alunos devem atingir pelo menos parcialmente as habilidades que elen-
camos a seguir para esse período.
1. (EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertenci-
mento e memória.
2. (EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções
relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
3. (EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade,
como relógio e calendário.
4. (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar
em diferentes tempos.

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Sequências didáticas
As sequências didáticas aqui propostas foram organizadas com o objetivo de subsidiar práticas
pedagógicas que possam favorecer o desenvolvimento das habilidades envolvidas. A estimativa
de número de aulas considerou a variação da duração dos tempos de aula das escolas, por isso as
situações de ensino e aprendizagem das sequências didáticas podem facilmente ser ajustadas para
a organização de suas aulas.

Sequência didática 1 – Mudanças e semelhanças ao longo


do tempo
Objetivo de aprendizagem Objeto de conhecimento Habilidade desenvolvida
• Refletir sobre as noções de mudança • O tempo como medida. (EF02HI06) Identificar e
e permanência ao longo do tempo organizar, temporalmente,
com base em situações cotidianas e da fatos da vida cotidiana,
rotina dos alunos. usando noções relacionadas
ao tempo (antes, durante, ao
mesmo tempo e depois).

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é explorar duas noções centrais do pensamento histórico:
mudança (ou ruptura) e permanência. Ambas as noções nos ajudam a entender que as sociedades
humanas podem se organizar ao longo do tempo de diversas formas, mas também apresentar pon-
tos de contato e semelhança.
Por meio da exploração inicial dessas noções, especialmente com base em exemplos cotidianos,
os alunos podem começar a entender que a história é marcada por inúmeras mudanças sociais, mas
também pela permanência de determinadas estruturas e modos de agir ao longo de períodos variados.

Duração
1 aula

Material:
Esta atividade não demanda materiais especiais, mas para realizá-la é necessária a escolha de
um convidado que falará sobre suas experiências da infância.

Onde fazer
Em sala de aula ou em espaços abertos da escola em que alunos e convidados possam se aco-
modar.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Como encaminhar

Aula 1
A fim de introduzir as noções de permanência e mudança apresente narrativas sobre o passado
para que os alunos reflitam a respeito de como era a vida antigamente e comparem-na com a atual.
Desse modo, é importante organizar uma roda de conversa. Convide uma pessoa mais velha da
comunidade (escolar ou do bairro) que tenha vontade de falar sobre suas experiências. Oriente-a
previamente quanto ao foco da atividade para que direcione seu relato. Peça que não use expres-
sões que ressaltem a experiência de mudança, por exemplo, “antes era diferente, não tinha x ou y”.
A ideia é selecionar alguém que possa contar histórias interessantes sobre a infância e o período
escolar (alimentação, roupas, brincadeiras etc.) e que estimule a curiosidade dos alunos. Caso não
seja possível trazer um convidado, narre você mesmo suas experiências se achar adequado. Peça aos
alunos que reflitam sobre mudanças e permanências.
A fim de estimular a interação durante a conversa, organize efetivamente um círculo de carteiras
na sala de aula para que os alunos se sentem uns ao lado dos outros.
É importante explicar-lhes que a proposta da conversa é conhecer um pouco da vida no passa-
do, especialmente como as pessoas viviam durante a infância. Apresente brevemente o convidado,
destacando sua idade e a distância temporal que separa o presente do período em que ele foi criança.
Em seguida, explique aos alunos que é importante participar da conversa fazendo perguntas sobre
pontos que lhes interessarem. Lembre-os de que a proposta é refletirem a respeito do que acham
semelhante e diferente naquilo que a pessoa narrar sobre sua infância e os dias de hoje.
Após as explicações iniciais, organize a aula em dois momentos. O primeiro consiste na narra-
tiva do convidado e nas perguntas dos alunos. Já o segundo é o momento de refletir sobre o que foi
narrado e os conceitos de mudança e permanência. Para isso, proponha aos alunos que discutam a
respeito do que mudou e do que permaneceu quanto às experiências da infância com base no que foi
narrado e na vivência deles próprios. Ressalte que nem tudo muda de um período para outro e que
é importante pensar nos dois aspectos.
Se julgar conveniente, proponha aos alunos que sistematizem o que foi discutido com pequenas
frases. Nesse caso, eles poderiam elaborar frases simples com base na estrutura “no passado era as-
sim, e hoje é diferente porque” ou “no passado era assim, e hoje é parecido porque”. Eventualmente,
isso pode ser desdobrado em uma segunda aula, na qual os alunos podem escrever suas frases e
lê-las para os colegas.

Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas questões a seguir.

1. Por que é importante estudar o que mudou e o que permaneceu


igual ao longo do tempo?
2. Nossa história é marcada por mudanças e permanências. No pas-
sado, as pessoas viviam de forma diferente, mas tinham alguns
hábitos semelhantes aos que temos hoje. Imagine uma situação
do presente e faça um desenho de como você imagina que ela era
no passado.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Gabarito
1. Resposta pessoal. É importante que os alunos destaquem que estudar os processos de mudan-
ça e permanência é uma forma de entender como vivemos, como nossa sociedade se organiza
no presente e como se organizou no passado.
2. O objetivo da atividade é levar os alunos a aplicar o conhecimento sobre permanência e mu-
dança em uma atividade prática, bem como a elaborar uma representação visual dessa questão.
É possível utilizar os elementos discutidos em aula como base para a elaboração do desenho.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação e interesse no assunto abordado;
• participação ativa na roda de conversa sobre o tema;
• reconhecimento das diferenças em fatos da vida cotidiana no passado e no presente;
• reconhecimento das semelhanças em fatos da vida cotidiana no passado e no presente;
• produção das frases que sistematizem as semelhanças e diferenças entre os modos de vida no
passado e no presente.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno é capaz de organizar temporalmente fatos da vida cotidiana?
• O aluno compreende e utiliza as noções relacionadas à passagem do tempo (antes, durante, ao
mesmo tempo, depois etc.)?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não


Compreendo que há transformações que ocorrem ao longo do
tempo?

Compreendi que há diferenças e semelhanças entre o modo de


viver das pessoas no passado e no presente?

Consegui escrever sobre as mudanças e permanências ocorridas


ao longo do tempo?

Faço com cuidado as atividades propostas?

Estou atento ao que o professor e os colegas dizem?

Aceito e respeito a opinião dos outros?

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequência didática 2 – O registro da passagem do tempo


Objetivo de aprendizagem Objeto de conhecimento Habilidade desenvolvida
• Refletir sobre a importância do • O tempo como medida. (EF02HI06) Identificar e
registro da passagem do tempo organizar, temporalmente,
na construção da identidade e fatos da vida cotidiana,
das relações sociais no interior da usando noções relacionadas
comunidade. ao tempo (antes, durante, ao
mesmo tempo e depois).

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é propor uma reflexão sobre as formas de registro da passa-
gem do tempo como modo de explorar noções importantes de temporalidade. Para isso, a proposta
sugere que os alunos listem acontecimentos importantes da vida deles, possibilitando que percebam
o papel desse tipo de registro para a construção da identidade individual e sua contribuição para a
organização das relações sociais no interior da comunidade.

Duração
2 aulas

Material:
• lápis de cor;
• lápis preto;
• borracha;
• tinta guache;
• cartolina ou papel kraft.

Onde fazer
Em sala de aula e no laboratório de informática.

Como encaminhar

Aula 1
Inicie a conversa com os alunos explicando que um elemento importante de nossa vida é a pas-
sagem do tempo e que isso ocorre a todo o momento, podendo ser observado em nossas atividades
cotidianas. É importante apresentar exemplos variados da passagem do tempo, como a diferença en-
tre aquilo que sabíamos no início do ano e no final de um ano escolar ou as atividades que fazemos
de manhã e aquelas que fazemos à tarde. É possível conversar sobre o envelhecimento e as diferen-
ças de idade, comentando que, de um ano para o outro, muitas coisas mudam em nossa vida. Fale
também das evoluções tecnológicas: pergunte se o modo pelo qual os pais ou avós ouviam música
quando eram jovens é igual ao de hoje em dia, por exemplo.

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Para ampliar a discussão inicial, cite situações cotidianas nas quais a noção de passagem de tem-
po pode ser explorada. Lembre-os, por exemplo, de que, antes de dar aula para a turma deles, você
trabalhou com outras turmas ou que, para se tornar professor, no passado, foi necessário fazer uma
faculdade, entre outras possibilidades. Nesse caso, é importante utilizar expressões que denotem a
passagem do tempo (antes, depois, durante, ao mesmo tempo etc.). Essa é uma forma importante de
relacionar a experiência concreta da passagem do tempo com o cotidiano e pode ajudar no desenvol-
vimento do pensamento histórico entre os alunos.
Explique-lhes que a passagem do tempo provoca muitas mudanças nas pessoas e que nem sem-
pre conseguimos nos lembrar de todas as coisas que ocorreram ou que vivemos. Sendo assim, tor-
nou-se fundamental criar formas de registrar a passagem do tempo para que se tornasse possível,
entre outras coisas, observar as mudanças ao longo de períodos variados de nossa vida. Cite como
exemplo as inúmeras maneiras de fazer esse tipo de registro (linhas do tempo, fotografias, diários,
cartas, documentos, postagens de redes sociais, brinquedos, roupas etc.).
A proposta é retomar essa questão para aprofundar o tema da passagem do tempo. Por isso, co-
mente que eles vão elaborar na Aula 2 uma linha do tempo, com acontecimentos pessoais relevantes,
que pode ajudá-los a pensar na passagem do tempo na vida deles. Essa linha do tempo não precisa
ser apenas escrita, podendo também ter fotografias, ilustrações e outras formas de registros que os
alunos julgarem pertinentes. Por fim, explique brevemente em que consiste uma linha do tempo e
peça que tragam o material que considerem significativo para a elaboração de sua linha do tempo
(fotografias, cartas, objetos antigos etc.), que ocorrerá na aula seguinte.

Aula 2
A Aula 2 servirá para a elaboração da linha do tempo. Nesse caso, há duas possibilidades de
organização desta atividade. A primeira opção é propor aos alunos que elaborem a linha do tempo
livremente. Se for viável usar o laboratório de informática da escola, você pode propor uma ativi-
dade interdisciplinar que envolva tanto História quanto noções básicas de produção de atividades
escolares em computadores. Para isso, é importante contar com a colaboração dos professores de
informática da escola, se houver. Em ambos os casos, os alunos podem elaborar pequenos trechos de
texto sobre acontecimentos importantes, além de utilizar fotografias e desenhos. Vale destacar que o
objetivo da linha do tempo é organizar as informações em sequência cronológica, de modo a explo-
rar noções de temporalidade como antes, depois, na mesma época, posteriormente, no passado etc.
A segunda opção é estabelecer um roteiro para a produção do diário. Nesse caso, os alunos
deverão abordar uma sequência cronológica de acontecimentos importantes e desenvolver informa-
ções sobre esses fatos. A sugestão de roteiro a seguir pode servir como exemplo para a condução da
atividade.

1. Acontecimentos importantes ocorridos antes de iniciar o Ensino Fundamental.


2. Acontecimentos importantes ocorridos no 1o ano do Ensino Fundamental.
3. Acontecimentos importantes ocorridos neste ano.
4. Acontecimentos importantes ocorridos na semana anterior.

Seguindo o roteiro, a produção da linha do tempo se tornará uma espécie de quadro no qual os
alunos podem exercitar o pensar histórico e registrar informações pontuais sobre memórias e lem-
branças, percebendo melhor a passagem do tempo na vida deles. A ideia é que os textos sejam sim-
ples e possibilitem o desenvolvimento da criatividade dos alunos. Por essa razão, o uso de imagens,
como fotografias e desenhos, pode enriquecer a proposta.

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Após a elaboração das linhas do tempo, o material pode ser exposto em um mural da sala de
aula, de modo a valorizar o trabalho dos alunos e propiciar que todos observem os registros dos
colegas. Isso pode contribuir para que os alunos explorem coletivamente ideias de temporalidade e
noções que podem contribuir para o desenvolvimento do pensamento histórico de todos.

Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as questões a seguir.

1. Por que é importante registrar a passagem do tempo?


2. Como podemos registrar a passagem do tempo em nossa vida?
3. Forme dupla com um colega e escolha com ele cinco aconteci-
mentos importantes ocorridos durante o ano letivo na escola. De-
pois, organize-os utilizando expressões de tempo como antes,
depois e durante.
Gabarito
1. Resposta pessoal. É importante os alunos destacarem que o registro da passagem do tempo é
uma forma de entender os acontecimentos importantes ocorridos na vida das pessoas e das
sociedades.
2. Há diversas maneiras de registrar a passagem do tempo e, por isso, os alunos podem apre-
sentar exemplos variados, como a elaboração de diários, linhas do tempo, a preservação de
fotografias, documentos, objetos, entre muitas outras possibilidades.
3. A proposta da atividade é explorar noções de temporalidade com os alunos, de modo que re-
flitam sobre a passagem do tempo pela observação de situações cotidianas. É importante que
identifiquem a ordem cronológica dos acontecimentos selecionados e empreguem expressões
de tempo que evidenciem a sucessão cronológica dos acontecimentos.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação nas rodas de conversa e interesse pelo assunto abordado;
• compreensão de expressões que demonstram a passagem do tempo (antes, depois, durante, ao
mesmo tempo, no passado etc.);
• levantamento de material para produção da linha do tempo;
• produção da linha do tempo pessoal;
• organização das informações em sequência cronológica.

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Questões orientadoras da avaliação


• O aluno compreende e consegue utilizar corretamente expressões que demonstram a passagem
do tempo?
• Ele compreende a função de uma linha do tempo?
• O aluno consegue organizar fatos e informações pessoais em sequência cronológica correta?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não

Compreendo expressões que demonstram a passagem do tempo?

Consegui utilizar expressões que demonstram a passagem do


tempo corretamente?

Aprendi a função de uma linha do tempo?

Consegui organizar cronologicamente fatos e informações


pessoais em minha linha do tempo?

Faço com cuidado a atenção as atividades propostas?

Estou atento ao que os colegas e o professor dizem?

Aceito e respeito a opinião dos outros?

Sugestão de fonte de pesquisa

Livro
DE ROSSI, Vera Lúcia Sabongi; ZAMBONI, Ernesta (Org.). Quanto tempo o tempo tem! Campinas:
Alínea, 2003.
Nesse livro, dez pesquisadores teceram uma produção multidisciplinar sobre o tempo, como
pensá-lo e ensiná-lo.

Filme
Bons de bico. Direção: Limmy Hayward. Estados Unidos, 2013, 92 min.
Você já imaginou entrar em uma máquina do tempo e voltar muitos anos antes para mudar o
presente? Essa foi a ideia de dois perus que, segundo a tradição norte-americana, iriam ser mortos
para a ceia do Dia de Ação de Graças. Ao voltar no tempo, eles se envolveram em muitas aventuras
e confusões.

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Sequência didática 3 – Um calendário para a sala


Objetos de Habilidades
Objetivo de aprendizagem
conhecimento desenvolvidas
• Refletir sobre a importância da • A noção do “Eu” e do (EF02HI03) Selecionar situações
organização do tempo e do registro “Outro”: comunidade, cotidianas que remetam
de calendários para a vida em convivências e interações entre à percepção de mudança,
comunidade. pessoas. pertencimento e memória.
• O tempo como medida. (EF02HI07) Identificar e
utilizar diferentes marcadores
do tempo presentes na
comunidade, como relógio e
calendário.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é explorar noções de temporalidade e vida em comunidade
usando calendários como foco. Nesse caso, a ideia central é propor uma atividade na qual os alunos
estabeleçam relações entre a criação de calendários e a vida coletiva com base no exemplo da sala de
aula. Assim, é possível estimular a reflexão em torno do caráter coletivo e social de toda forma de
organização do tempo.

Duração
2 aulas

Material:
• lápis de cor;
• lápis preto;
• tinta guache;
• borracha;
• papel sulfite.

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar

Aula 1
A proposta desta sequência didática é explorar a noção de calendário. Explique aos alunos que
os seres humanos sempre tiveram a preocupação de encontrar modos de organizar o tempo e sua
passagem e que uma das principais maneiras de fazer isso é elaborar diferentes formas de calendá-
rio. Comente que uma das maneiras que os seres humanos encontraram para registrar o tempo foi a
observação da natureza, como a sequência dia e noite, as estações do ano, as fases da Lua, os perío-
dos de colheita, entre outros exemplos.

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Os calendários e/ou relógios também servem como instrumentos de medição do tempo e são
recursos utilizados para organizar períodos da vida, delimitados por horas, minutos, dias, semanas
e meses. Nesse caso, é importante explicar que há vários tipos de calendário e que eles podem ser
elaborados para finalidades específicas, como um calendário com os feriados e aniversários do ano
ou os principais acontecimentos da cidade em que se vive.
Antes de prosseguir, verifique se todos os alunos conhecem adequadamente a lógica de fun-
cionamento de um calendário. Para isso, mostre a eles um calendário grande, destacando que ele é
organizado segundo as divisões dos dias, meses e ano e propicia o registro de acontecimentos em
cada data do mês. Lembre-os de que o calendário é um recurso essencial em nossa vida, já que, além
de organizar a divisão do tempo, ele é uma ferramenta de registro da memória por meio da qual nos
lembramos de fatos importantes.
Para encerrar a aula, explique-lhes que existem calendários coletivos, no qual um grupo de pes-
soas registra suas informações a fim de se organizar e se lembrar de uma série de acontecimentos
importantes para todos. Um exemplo disso é o calendário da sala de aula que será elaborado por
eles na próxima aula.

Aula 2
A proposta da aula 2 é elaborar um calendário coletivo. Para isso, prepare previamente, em uma
cartolina ou papel kraft, um calendário do ano letivo. Caso prefira propor aos alunos que montem
esse material na sala, verifique a possibilidade de reservar duas aulas para esta atividade. A primeira
seria para a confecção do calendário, e a segunda, o momento de preenchê-lo.
A ideia do calendário é recuperar acontecimentos importantes que envolvam a dinâmica tanto
da sala de aula quanto dos alunos. Além disso, ele deve conter informações futuras (eventos que
ocorrerão), mas também informações passadas (eventos que já ocorreram), de modo a evidenciar
sua relevância para o registro do tempo. Quanto a isso, pode ser necessário apoiar os alunos nessa
tarefa, já que é possível que não tenham o registro de datas de acontecimentos passados. Pode-se,
por exemplo, anotar no calendário quando ocorreram (e ocorrerão) provas importantes, festas es-
colares, passeios ou saídas da escola, entre outros fatos. Se julgar adequado, anote também a data
de aniversário de todos os alunos, professores, celebrações, feriados, datas especiais para a escola
e outras informações que os alunos julguem convenientes. Lembre-os de que, como o calendário é
coletivo, é necessário que todos concordem com a inclusão das informações.
Ao final do trabalho, o calendário pode ser afixado em uma parede ou mural da sala de aula e
ser utilizado ao longo do ano letivo para o registro de novas informações relevantes. Dessa forma,
além de os alunos poderem exercitar continuamente o hábito de organizar o tempo por meio do uso
de calendários, estimula-se a autonomia deles em produzir seus próprios registros sobre aconteci-
mentos importantes que envolvam a turma.

Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as duas questões a seguir.

1. De que forma um calendário pode ajudar na organização das


atividades em sala de aula?
2. O calendário é a única maneira de registrar a passagem do
tempo em sala de aula? Por quê?

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
60

Gabarito
1. Resposta pessoal. É importante que os alunos destaquem o papel do calendário no registro
da passagem do tempo e mencionem que ele também serve para memorizar acontecimentos
relevantes ocorridos em sala de aula.
2. Não. É esperado que os alunos mencionem que há outras formas de registrar a passagem do
tempo, como os diários dos professores, seus próprios cadernos, as agendas escolares etc.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação nas rodas de conversa e interesse pelo assunto;
• compreensão da função de um calendário;
• participação na produção do calendário coletivo;
• registro correto de datas importantes, passadas e futuras, no calendário.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno consegue identificar e utilizar de maneira correta marcadores de tempo como o calen-
dário?
• O aluno consegue marcar datas importantes, passadas ou futuras, de maneira correta em um
calendário?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não

Compreendo a função de um calendário?

Consegui marcar, de maneira correta, datas importantes em um


calendário?

Participei ativamente da produção do calendário coletivo?

Estou atento ao que os colegas e o professor dizem?

Aceito e respeito a opinião dos outros?

Sugestão de fonte de pesquisa

Site
Museu do relógio. Disponível em: <www.dimep.com.br/passeio>. Acesso em: jan. 2018.

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Sequência didática 4 – Mudanças na rua


Objetivo de Objeto de
Habilidade desenvolvida
aprendizagem conhecimento
• Identificar e representar • Mudanças e (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências,
a mudança da paisagem permanências. comparando imagens de um mesmo lugar em
da rua da escola ao diferentes tempos.
longo do tempo.

Objetivos e conteúdos de ensino


A sequência didática aqui proposta abrange práticas pedagógicas que favorecem o desenvolvi-
mento da habilidade em questão. A estimativa de número de aulas considera a variação da duração
das aulas nas escolas, por isso as situações de ensino e aprendizagem das sequências didáticas po-
dem facilmente ser ajustadas de acordo com a organização de suas aulas. O foco principal é fazer
com que o aluno perceba as mudanças da paisagem da rua da escola ao longo do tempo. Para atingir
esse objetivo, serão utilizados desenho e texto.

Duração
3 aulas

Material:
• papel sulfite;
• caneta;
• lápis preto;
• lápis de cor;
• borracha;
• caderno.

Onde fazer
Em sala de aula ou outra área destinada ao trabalho coletivo.

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Como encaminhar

Aula 1
Inicialmente, reúna os alunos em grupos de no máximo quatro integrantes e faça uma breve ex-
planação sobre o fato de que as paisagens de um lugar mudam ao longo do tempo. Cite que muitas
ruas que hoje são asfaltadas foram, um dia, de terra batida ou de paralelepípedos. Pesquise e traga
à sala de aula fotografias antigas da rua da escola ou convide um morador para contar aos alunos
como ela era e quais foram as mudanças pelas quais passou. Aproveite para comentar as caracte-
rísticas atuais da rua da escola: mencione as construções e mudanças que ocorreram recentemente,
alterações na distribuição das árvores plantadas ou cortadas, as lixeiras que foram instaladas etc.
Finalize a exposição oral relatando que houve um tempo em que as ruas nem existiam, tampouco
o município, pois antes da ocupação humana toda a paisagem do lugar era composta somente de
mata nativa.
Depois, peça aos alunos que, reunidos em grupos, façam a sequência de desenhos conforme a
descrição a seguir. Para cada desenho eles deverão utilizar uma folha diferente.
• Como imaginam a rua da escola quando a região nem sequer era habitada e praticamente toda
a área era desocupada.
• Como imaginam as primeiras construções da rua (lembre possíveis aspectos da história da rua
ou do município para que eles tenham referências para o desenho).
• A rua da escola como ela é atualmente.
Em nenhum dos desenhos é necessário que toda a extensão da rua seja representada com deta-
lhes. Deixe que eles trabalhem livremente. O mais importante é observar a capacidade de conseguir
diferenciar momentos históricos distintos tendo a rua da escola como ponto de referência.
Se necessário, deixe que terminem o desenho como tarefa de casa.

Aula 2
Peça aos alunos que se reúnam nos mesmos grupos da aula anterior tendo em mãos os desenhos
já elaborados. Solicite, então, que cada um apresente a própria sequência aos colegas e explique o
que foi representado. Muito provavelmente os trabalhos dos alunos serão bem distintos. Destaque
oralmente aquilo que mais chamou a atenção, sempre tendo como fio condutor as características da
rua da escola. Verifique se os grupos conseguiram diferenciar as construções atuais das antigas. Ao
final da aula, oriente a turma a guardar os desenhos, pois eles serão utilizados posteriormente.

Aula 3
Novamente, reúna os alunos nos seus grupos. Com os desenhos feitos na primeira aula em
mãos, peça-lhes que elaborem um pequeno texto para descrever as mudanças que conseguiram
identificar. Oriente-os a respeito dos critérios para essa produção de texto, como presença de infor-
mações referentes às mudanças na paisagem, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos
próprios, segmentação entre as palavras e uso adequado de pontuação.
Um exemplo: “Antes era só mata, até que chegaram os primeiros moradores e, assim, surgiram
as primeiras casas e construções. Agora, a rua onde fica a minha escola tem muitas casas, prédios e
comércios.”
Se achar necessário, escreva esse exemplo na lousa, mas reforce que eles deverão usar seus co-
nhecimentos como ponto de partida e fazer um texto baseado nas características da rua da escola.

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Atividades complementares

1. Cite os tipos de construções que predominam na rua onde você


mora (casas térreas, prédios etc.).

2. Você considera sua rua como sendo bem arborizada ou pouco


arborizada? Por quê?

3. Tem algum tipo de construção que não existe na sua rua e que
você gostaria que existisse? Qual?

Gabarito
1. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno consiga identificar quais tipos de construções predo-
minam na rua onde mora.
2. Resposta pessoal. Avalie o critério de leitura da paisagem usado pelo aluno para identificar o
grau de arborização.
3. Resposta pessoal. Verifique a capacidade do aluno de observar algum tipo de construção de
que goste. Pode ser um clube, um shopping etc.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• confecção de desenhos;
• participação durante a atividade em grupo;
• colaboração com os demais colegas do grupo e respeito a todos durante a apresentação dos
desenhos;
• participação no desenvolvimento do texto e na descrição da mudança de paisagem;
• desenvoltura no trabalho em grupo;
• aplicação de critérios necessários para produção de texto, tais como: grafia correta de palavras
conhecidas, uso de letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, presença de
segmentação entre as palavras e uso adequado da pontuação (ponto final, ponto de interrogação
ou ponto de exclamação).

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno conseguiu fazer os desenhos solicitados?
• O aluno comprometeu-se em fazer uma boa apresentação sobre os desenhos aos demais colegas?
• O grupo conseguiu elaborar um texto que descrevesse as mudanças da paisagem?

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Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não

Consegui fazer o desenho representando a rua da escola antigamente?

Consegui fazer o desenho representando a rua da escola atualmente?

Consegui ajudar meu grupo a elaborar um texto que destacasse as mu-


danças na paisagem?

Consegui participar da produção de texto do meu grupo considerando


a grafia correta das palavras, o uso de letras maiúsculas e a pontuação?

Sugestões de fontes de pesquisa

Site
Dicionário de ruas.
Conteúdo do site oficial da prefeitura do município de São Paulo. Nele é possível pesquisar por
logradouro ou consultar livremente os registros do dicionário.
Disponível em: <www.dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/Introducao.aspx>.
Acesso em: dez. 2017.

Livro
CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos. (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no
cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000.
O livro é referência na abordagem da prática docente de Geografia. Reúne textos de três autores
conceituados, que tratam de forma competente diferentes aspectos da realidade do ensino de Geo-
grafia no Brasil.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequência didática 5 – Como as ruas e paisagens mudaram


Objeto de
Objetivos de aprendizagem Habilidade desenvolvida
conhecimento
• Identificar por meio de fotografias • Mudanças e permanências. (EF02GE05) Analisar mudanças
as mudanças na paisagem ocorridas e permanências, comparando
ao longo do tempo. imagens de um mesmo lugar em
• Reconhecer os espaços de diferentes tempos.
vivência, observando elementos e
características desses espaços.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é trabalhar aspectos da observação da paisagem por meio de
registros fotográficos de diferentes momentos ao longo do tempo.

Duração
3 aulas

Material:
• papel;
• lápis preto;
• caderno;
• fita-crepe;
• fotografias impressas de um mesmo lugar, em diferentes momentos históricos, em que seja pos-
sível identificar mudanças significativas da paisagem.
Essas fotografias podem ser encontradas na internet. Caso prefira utilizar imagens do município
em que vive, confira no site da prefeitura ou em páginas dedicadas à história dele.

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar

Aula 1
Organize os alunos em duplas ou em trios. Forneça a cada grupo uma imagem impressa do
“antes”, ou seja, das paisagens antigas. Peça-lhes que descrevam no caderno, com o máximo
de detalhes, quais características e elementos da paisagem conseguem observar. Solicite que listem
tudo aquilo que for possível ver na imagem e identifiquem os meios de transporte ou de comuni-
cação que porventura apareçam. Instrua-os também a descrever de que material as ruas eram feitas
– por exemplo, de terra, paralelepípedo, asfalto etc.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Aula 2
Reúna os alunos nos mesmos grupos da aula anterior. Forneça uma fotografia recente do mesmo
lugar que eles descreveram na aula anterior – não informe que se trata do mesmo local. Verifique a
capacidade deles de observação. Investigue se conseguiram perceber apenas de memória que são
imagens do mesmo lugar em diferentes momentos. Peça-lhes que procedam como na aula anterior
e descrevam a paisagem no caderno com o máximo de detalhes possível. Peça também que iden-
tifiquem os meios de transporte ou de comunicação que porventura apareçam na imagem e que
descrevam o material que cobre as ruas (terra, paralelepípedo, asfalto etc.).

Aula 3
Reúna os alunos nos mesmos grupos e entregue a eles as duas imagens trabalhadas nas aulas
anteriores. Oriente-os na elaboração um texto que descreva as mudanças entre uma imagem e outra
tendo como referência auxiliar os textos que produziram nas aulas anteriores.
Peça-lhes que comparem com mais atenção as diferenças entre as ruas e avenidas. Questione-os:
Existem hoje todas as ruas que existiam antes? Elas são da mesma largura? Apresentam o mesmo
número de veículos? Solicite que façam a comparação também dos meios de comunicação e de
transporte que aparecem nas imagens.
Então, cada grupo fará uma breve apresentação oral. Os alunos devem mostrar as fotografias
aos demais colegas, citar as principais mudanças ocorridas na paisagem e relatar as diferenças entre
as ruas, os meios de transporte e os meios de comunicação possíveis de serem identificados.
Para finalizar, proponha aos alunos que coloquem no mural da sala as fotografias do “antes”
e do “depois” lado a lado para que todos possam observar os detalhes. Organize-os em duplas ou
trios e peça-lhes que produzam legendas para as imagens. Explique que as legendas também podem
ser encontradas em álbuns de fotografias e figurinhas, por exemplo. Destaque sua função básica:
descrever, fazer um comentário ou acrescentar informações sobre a imagem em questão. Proponha a
revisão coletiva dos textos. Deixe o material exposto por, no mínimo, uma semana.

Atividades complementares

1. Em sua opinião, a fotografia é um bom recurso para identificar


como eram as paisagens antigamente?

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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2. Você já fez fotografias de paisagens? Se sim, cite algumas.

3. Você considera importante registrar paisagens por meio de


fotografias? Por quê?

Gabarito
1. Espera-se que o aluno compreenda que as fotografias são registros históricos e responda que
elas são fontes usadas para comparar paisagens em diferentes momentos, conhecer como
eram as paisagens antigas etc.
2. Resposta pessoal. É muito comum as pessoas fazerem fotografias de paisagens. Com o
advento de celulares e câmeras digitais, tirar fotografias tornou-se um hábito cada vez mais
frequente.
3. Espera-se que o aluno responda que sim, uma vez que a fotografia é um excelente recurso
para registrar a paisagem dos lugares e pode, também, servir como fonte para conhecer a his-
tória do local.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação e interesse do aluno no assunto trabalhado;
• descrição da paisagem antiga;
• descrição da paisagem recente;
• identificação dos elementos da paisagem que mudaram ao longo do tempo.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Questões orientadoras da avaliação


• O grupo conseguiu descrever a paisagem antiga, indicando corretamente os elementos que a
compõem?
• O grupo conseguiu descrever a paisagem recente, indicando corretamente os elementos que a
compõem?
• O grupo conseguiu identificar que as diferentes paisagens observadas retratavam o mesmo lugar?
• O grupo conseguiu compor um texto que identificasse as mudanças ocorridas na paisagem?
• O grupo conseguiu fazer corretamente as legendas para as imagens?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não

Consegui descrever os elementos da paisagem da fotografia antiga?

Consegui identificar como eram as ruas e os meios de transporte na


fotografia antiga?

Consegui descrever os elementos da paisagem da fotografia recente?

Consegui identificar as características das ruas e dos meios de trans-


porte na imagem recente?

Consegui notar as mudanças ocorridas na paisagem ao observar fo-


tografias de um mesmo lugar em diferentes momentos?

Consegui produzir legendas que descrevessem as fotografias ou fi-


zessem comentários sobre elas?

Sugestão de fonte de pesquisa

Sites
ROSA, Odelfa; Colesanti, Marlene Terezinha de Muno. Alfabetização geográfica: brincar e
desenhar nos anos iniciais. Disponível em: <www2.unucseh.ueg.br/ceped/edipe/anais/IIedipe/
pdfs/alfabetizacao_geografica.pdf>. Acesso em: nov. 2017.
UFC/GEOSABERES. A observação como prática pedagógica no ensino de Geografia. Disponível em:
<www.geosaberes.ufc.br/geosaberes/article/view/174>. Acesso em: nov. 2017.
UNESP. Percepção da paisagem. Disponível em: <https://acervodigital.unesp.br/handle/
unesp/359482>. Acesso em: dez. 2017.

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Propostas de acompanhamento da
aprendizagem
Segundo bimestre

NOME: ____________________________ TURMA: 2o ANO _____

PROFESSOR(A): ___________________ DATA: ___ / ___ / _____

1. Escolha a alternativa correta sobre as mudanças nas profissões


ao longo do tempo.
a) As profissões quase não mudaram ao longo do tempo.
b) Novas tecnologias levam ao surgimento de novas profissões.
c) Todas as profissões que existem hoje continuarão existindo no
futuro.
d) As tecnologias não mudam a forma de trabalhar das pessoas.

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2. A imagem a seguir trata de uma fotografia antiga de crianças


brincando. Observe-a atentamente e depois responda às perguntas.

Simpleinsomnia/Flickr

a) Você acha que há diferença entre o modo de viver das


crianças na época da fotografia e das crianças que vivem hoje
em dia? Explique.

b) Você acha que há semelhanças entre o modo de viver das


crianças na época da fotografia e como vivem hoje em dia?

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3. Leia a história a seguir sobre o dia de Camila. Em seguida,


circule as expressões que indicam a passagem do tempo.

Camila acorda às oito horas da manhã. Depois de tomar o café


da manhã, ela escova os dentes e se prepara para a aula de balé.
Durante a aula, Camila sonha que, no futuro, será uma grande
bailarina.
Após o balé, Camila almoça em casa e, em seguida, arruma o
material para ir à escola.
No fim da tarde, depois de chegar da escola, ela brinca com
Pedro, seu vizinho, que se mudou para o bairro dois anos atrás. E à
noite, antes de dormir, Camila faz a lição de casa.
Texto dos autores.

4. Leia as frases a seguir, sobre o registro da passagem do tempo


pelos seres humanos, e assinale a alternativa correta.
a) Os calendários e os relógios são os únicos meios que os seres
humanos usam para registrar a passagem do tempo.
b) A observação da natureza não possibilita registrar a passagem
do tempo.
c) Só existe uma forma de calendário correta para registrar a
passagem do tempo.
d) A única forma correta de registrar a passagem do tempo é a
observação da natureza.
e) A observação da natureza, os calendários e os relógios são
algumas formas encontradas pelos seres humanos para
observar a passagem do tempo.

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5. Por que é importante medir o tempo?

6. Assinale o recurso utilizado para organizar os acontecimentos


desde o passado até o presente.
a) linha do tempo
b) relógio
c) dicionário
d) agenda

7. Explique qual é a função dos calendários e como eles podem


nos ajudar a organizar a vida em comunidade.

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8. Monte uma linha do tempo com quatro datas importantes em sua


vida.

9. As frases a seguir indicam acontecimentos na vida de Pedro.


Leia-as atentamente e depois escolha a alternativa que
apresenta alguns desses acontecimentos de forma cronológica.
• Às 8 horas da manhã, Pedro vai para a escola.
• Ao meio-dia, Pedro almoça.
• Às 14 horas, Pedro faz a lição de casa.
• Às 18 horas, Pedro janta.
• Às 20 horas, Pedro se prepara para dormir.
a) Primeiro Pedro faz a lição de casa, depois ele almoça.
b) Antes de jantar, Pedro se prepara para dormir.
c) Depois de jantar, Pedro se prepara para dormir.
d) Depois de almoçar, Pedro vai para a escola.

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10. Indique dois acontecimentos importantes que ocorreram com a


turma neste ano e organize-os em ordem cronológica.

11. Aponte três exemplos de registro da passagem do tempo


utilizados pelos seres humanos.

12. Leia as opções a seguir e selecione a única afirmação verdadeira.


a) Apenas os historiadores registram a passagem do tempo.
b) Podemos observar o tempo e é assim que se pode registrar
sua passagem.
c) A linha do tempo é uma forma de organizar a passagem do
tempo.
d) As fases da Lua não podem ser usadas para o registro do
tempo.

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13. Sobre as transformações na paisagem, assinale a afirmativa


correta.
a) As paisagens não sofrem alterações com o passar do tempo.
b) Somente as pessoas transformam as paisagens.
c) As paisagens se transformam com o passar do tempo.
d) Somente a natureza transforma as paisagens.

14. As fotografias a seguir retratam um local em períodos


diferentes. Ligue cada fotografia ao quadro que indica o período
em que foi registrada.
a)

Guilherme Gaensly The Photographer/Wikimedia.org


Teatro Municipal de São Paulo, São Paulo. Teatro Municipal de São Paulo, São Paulo.

Antiga Recente

b)

Michael James/Public Domain Pictures.net Lopes

Praia de Copacabana, Rio de Janeiro. Praia de Copacabana, Rio de Janeiro.

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15. Organize as imagens em ordem cronológica, ou seja, da mais


antiga para a mais atual, de acordo com as transformações que
você vê na paisagem. Use o numeral indicado em cada imagem
para ordená-las.

Ilustrações: Leonardo Conceição

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Gabarito

Atividade 1

Habilidades avaliadas
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

Alternativa b.
A alternativa correta destaca a relação entre inovação tecnológica e mudança na maneira pela
qual os seres humanos trabalham. Dessa forma, a atividade possibilita que os alunos reflitam sobre a
questão da ruptura e permanência ao longo do tempo. É importante observar que, assim como ocor-
re com outros processos sociais, as relações de trabalho são marcadas por permanências e rupturas,
por isso não se pode dizer nem que todas as profissões serão sempre iguais nem que são marcadas
por rupturas ou inovações ao longo do tempo.

Atividade 2

Habilidade avaliada
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

Letra A
A proposta da atividade é que os alunos analisem a imagem e reflitam sobre noções de ruptura ao
longo do tempo. Nesse caso, é possível que observem diferenças nas roupas das crianças na fotografia.
Eles também podem apontar diferenças na arquitetura das casas que aparecem ao fundo da imagem.

Letra B
O objetivo da atividade é que os alunos analisem a imagem e reflitam sobre noções de perma-
nência ao longo do tempo. Nesse caso, uma permanência é o fato de meninos e meninas brincarem
juntos no tempo livre. É possível formular a hipótese de que a imagem consiste em uma fotografia
de um intervalo escolar, o que também poderia ser indicado como forma de permanência.

Atividade 3

Habilidade avaliada
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

O objetivo desta atividade é explorar a noção de temporalidade, aspecto importante para o de-
senvolvimento do pensamento histórico e necessário para que os alunos ordenem uma sequência
cronológica. Trabalhar a narrativa do dia de Camila visa levar os alunos a identificar e circular ex-
pressões temporais como antes, depois, durante, no futuro, em seguida, dois anos atrás. Caso al-
guns deles encontrem dificuldade para organizar a história cronologicamente, retome as expressões
de tempo e explique a importância delas para a compreensão de qualquer história.

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Atividade 4

Habilidades avaliadas
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

Alternativa e.
A atividade explora as formas de registro do tempo, e espera-se que os alunos identifiquem que
a alternativa correta demonstra as inúmeras formas de observar a passagem do tempo.

Atividade 5

Habilidades avaliadas
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

A resposta dessa atividade é pessoal, mas é importante que os alunos reflitam sobre como o ato
de medir o tempo afeta a organização de nossas ações individuais e coletivas. Sem medir o tempo,
teríamos dificuldades para nos organizar e lembrar o que ocorreu em momentos anteriores. Além
disso, a medida do tempo é essencial para o trabalho e para a vida coletiva dos indivíduos. Caso os
alunos encontrem dificuldade em refletir sobre esse tema, retome a questão do papel do controle do
tempo em nossa vida, especialmente por meio de exemplos práticos e cotidianos.

Atividade 6

Habilidade avaliada
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

Alternativa a.
É importante lembrar que a linha do tempo é uma forma de representação cronológica de
acontecimentos.

Atividade 7

Habilidade avaliada
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

O calendário serve como uma ferramenta de medição do tempo. Ele possibilita o registro de
acontecimentos importantes e ajuda a organizarmos a rotina e as atividades cotidianas. Também é
um elemento essencial para a organização da memória dos indivíduos e grupos sociais.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Atividade 8

Habilidade avaliada
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

A proposta da linha do tempo é organizar as informações de forma visual e cronológica. Nessa


atividade, os alunos devem escolher quatro datas importantes e marcá-las na linha do tempo. Não é
necessário que as datas sejam totalmente precisas, podendo ser indicado apenas o ano. O propósito
principal é levá-los a refletir sobre a importância de organizar de forma cronológica diversos acon-
tecimentos que marcam a vida das pessoas ou grupos sociais.

Atividade 9

Habilidade avaliada
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

Alternativa c.
A proposta da atividade é explorar elementos importantes para a compreensão de uma sequên-
cia cronológica por meio de frases que apresentam informações temporais. Assim, é necessário iden-
tificar a alternativa que fornece uma ordem cronológica correta. Caso os alunos encontrem dificul-
dade, você pode explicar que as frases descrevem a rotina do menino Pedro e, por meio delas, é
possível saber o que ele fez antes e o que fez depois de determinada atitude.

Atividade 10

Habilidades avaliadas
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

A proposta da atividade é explorar a habilidade de ordenação cronológica de acontecimentos.


Para isso, os alunos precisam escolher pelo menos dois acontecimentos que julguem relevantes e or-
dená-los de forma cronológica. O mais importante da atividade é o esforço para identificar a ordem
dos acontecimentos e explicar qual ocorreu primeiro e qual ocorreu em seguida.

Atividade 11

Habilidade avaliada
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e
calendário.

O objetivo da atividade é levar os alunos a organizar as informações discutidas sobre o registro


do tempo, reforçando a percepção de que existem formas distintas de registrá-lo, como os calendá-
rios, os relógios, a observação das estações do ano, das fases da Lua e de outros processos naturais.
Caso os alunos encontrem dificuldade para identificar formas de registro da passagem do tempo,
retome o conteúdo em sala de aula, já que ele é crucial para o pensamento histórico.

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Atividade 12

Habilidades avaliadas
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória.
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao
tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

Alternativa c.
A atividade retoma a questão do registro da passagem do tempo. Entre as afirmativas erradas
sobre o tema, a correta afirma que a linha do tempo é uma forma de organizar a passagem do tempo.
Caso os alunos encontrem dificuldade, retome a questão das diferentes possibilidades de registro da
passagem do tempo.

Atividade 13

Habilidade avaliada
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes
tempos.

Alternativa c.
A noção de impermanência no estudo das paisagens é fundamental para interpretar os usos e
as funções do espaço. Todo estudo de observação da paisagem possibilita analisar esse processo de
transformação, pois, seja de caráter natural ou causado pela ação da sociedade, as paisagens estão
em permanente transformação.

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Atividade 14

Habilidade avaliada
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes
tempos.

a)

Guilherme Gaensly The Photographer/Wikimedia.org


Teatro Municipal de São Paulo, São Paulo. Teatro Municipal de São Paulo, São Paulo.

Antiga Recente

b)

Michael James/Public Domain Pictures.net Lopes

Praia de Copacabana, Rio de Janeiro. Praia de Copacabana, Rio de Janeiro.

Por meio da observação das paisagens retratadas, o aluno deve perceber que é o mesmo local.
Alguns aspectos da paisagem, como construções de destaque, elementos naturais – rios, morros
etc. –, facilitam essa identificação. Certifique-se de que os alunos notaram que é o mesmo local. Após
essa primeira etapa de identificação, a relação das fotografias com o período em que foi registrada é
uma associação simples, que os alunos devem fazer tranquilamente.

Atividade 15

Habilidade avaliada
(EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes
tempos.

As ilustrações devem estar na sequência 2 - 3 - 1. Faça uma leitura atenta das imagens com os
alunos e reforce a noção de transformação do espaço com o passar do tempo. Os alunos devem notar
que as imagens registram a evolução da ocupação de um mesmo espaço e organizá-las em ordem
cronológica, da paisagem menos transformada para a mais transformada.

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Plano de desenvolvimento bimestral

Terceiro bimestre – Lugar de viver e caminhos percorridos

Sequências Objetivos da Objetos de


Habilidades desenvolvidas
didáticas aprendizagem conhecimento

Sequência 1: Nossa • Reconhecer os • Localização, (EF02GE08) Identificar e elaborar


escola, nossos espaços onde orientação e diferentes formas de representação
espaços vive, observando representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
O objetivo da elementos e espacial. para representar componentes da
sequência é características deles. paisagem dos lugares de vivência.
despertar no aluno • Elaborar mapas
a observação atenta mentais dos espaços
dos espaços onde onde vive.
vive, incentivando
sua representação
por meio de
desenhos, relatos e Livro do Aluno
mapas mentais. • Unidade 3, capítulo 1.

Sequência 2: Pontos • Representar objetos • Localização, (EF02GE08) Identificar e elaborar


de vista e formas de a partir de diferentes orientação e diferentes formas de representação
representação pontos de vista. representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
O objetivo da • Produzir maquete e espacial. para representar componentes da
sequência é que os planta de um espaço paisagem dos lugares de vivência.
alunos reforcem da escola. (EF02GE10) Aplicar princípios de
o trabalho com • Identificar elementos localização e posição de objetos
a representação considerando (referenciais espaciais, como frente e
de objetos que referenciais espaciais. atrás, esquerda e direita, em cima e
enfatizam as noções embaixo, dentro e fora), por meio de
de diferentes representações espaciais da sala de
pontos de vista, aula e da escola.
lateralidade,
redução e formas de Livro do Aluno
representação. • Unidade 3, Capítulo 1.

Sequência 3: A • Conhecer diferentes • Localização, (EF02GE08) Identificar e elaborar


escola e seus formas de representar orientação e diferentes formas de representação
caminhos o espaço. representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
O objetivo • Localizar o trajeto espacial. para representar componentes da
da sequência casa-escola em um paisagem dos lugares de vivência.
é trabalhar mapa. (EF02GE09) Identificar objetos e
diferentes formas • Elaborar uma lugares de vivência (escola e moradia)
de representação maquete do espaço em imagens aéreas e mapas (visão
espacial, como onde vive. vertical) e fotografias (visão oblíqua).
desenhos, mapas e (EF02GE10) Aplicar princípios de
maquetes. localização e posição de objetos
(referenciais espaciais, como frente e
atrás, esquerda e direita, em cima e
embaixo, dentro e fora), por meio de
Livro do Aluno representações espaciais da sala de
• Unidade 3, Capítulo 2. aula e da escola.

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Terceiro bimestre – Lugar de viver e caminhos percorridos

Sequências Objetivos da Objetos de


Habilidades desenvolvidas
didáticas aprendizagem conhecimento

Sequência 4: Os • Identificar as • Riscos e (EF02GE03) Comparar diferentes meios


meios de transporte características de cuidados de transporte e de comunicação,
O objetivo da determinados meios nos meios de indicando o seu papel na conexão
sequência é de transporte e transporte e de entre lugares, e discutir os riscos para
identificar as ressaltar aspectos comunicação. a vida e para o meio ambiente e os
características e os positivos e negativos cuidados em seu uso.
aspectos positivos de cada um.
e negativos de cada
meio de transporte.

Livro do Aluno
• Unidade 2, Capítulo 3.

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Proposições didáticas
Ao longo do terceiro bimestre, serão trabalhadas a observação das paisagens nos locais de vi-
vência dos alunos, especialmente o espaço da escola e outros espaços que frequentem, como base
para o trabalho de representação e orientação espacial. Esse trabalho de alfabetização cartográfica
será aprofundado com o estudo dos diferentes pontos de vista e as diversas formas de representação
espacial. Outro foco do estudo neste bimestre são as vias de circulação e os meios de transporte.
Considerando os espaços de vivência dos alunos, a escola desempenha papel fundamental como
espaço de convívio plural e serve também de espaço privilegiado para o aluno identificar e reconhe-
cer referenciais espaciais, além de laboratório para as primeiras experiências de representação do es-
paço. Ao longo do bimestre serão feitas conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico
e histórico e as distintas áreas do currículo escolar, de forma que as experiências com representação
espacial sejam úteis para o desenvolvimento de diversas atividades interdisciplinares.
Cada sequência começa com uma proposta de reflexão que visa sensibilizar os alunos para os
temas trabalhados e estimular o debate em sala de aula. Além disso, ao longo das sequências, há a
preocupação de promover espaços de reflexão coletivos nos quais os alunos se envolvam ativamente.
Em seguida, há uma série de sugestões de encaminhamento para que eles se apropriem dos referen-
ciais de localização e orientação espacial e das formas de representação do espaço geográfico e mobilizem
seus conhecimentos para relacionar informações conhecidas às que lhes estão sendo apresentadas.
Finalmente, as sequências didáticas trazem sugestões de avaliação, autoavaliação e propostas
de produção de materiais diversos pelos alunos, garantindo, desse modo, a aplicação prática das
discussões e conceitos apresentados em sala de aula.

Acompanhamento da aprendizagem
O acompanhamento da aprendizagem em sala de aula deve ocorrer de forma continuada e proces-
sual, visando ao desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o raciocínio históri-
co e geográfico. Por essa razão, é importante propor aos alunos atividades colaborativas e em conjunto,
além de incentivar a reflexão deles. Outro elemento importante de acompanhamento da aprendiza-
gem é a observação do desenvolvimento de competências leitoras e escritoras deles; por isso é interes-
sante sempre acompanhar as produções individuais e identificar pontos de avanço e de dificuldade.
Espera-se que os alunos desenvolvam um olhar atento para os espaços de vivência, apoiando-se
nessa relação próxima para desenvolver referenciais espaciais e reconheçam os diferentes pontos de
vista ao observar objetos e imagens como fotografias, gravuras, ilustrações etc. Espera-se também
que eles reconheçam os espaços de circulação e outros “caminhos” e participem ativamente do estu-
do dos meios de transporte, partindo dos espaços de vivência. Serão elaborados desenhos em dife-
rentes pontos de vista, mapas mentais, maquetes e plantas, e pequenos textos de análise que podem
servir para a avaliação dos alunos.
Utilizaremos diversos materiais, novos e reaproveitados, como papel, lápis, cartolina, para con-
fecção de maquetes, além de tesoura, cola, régua, entre outros.
Fique atento também à participação nas aulas, ao interesse e ao senso de observação, aos regis-
tros no caderno e à organização do material escolar. Aproveite todas as oportunidades para avaliar
a aprendizagem e, sempre que necessário, revisar o conteúdo, individual ou coletivamente, empre-
gando estratégias diferentes das já aplicadas.
Por fim, reforça-se a necessidade de você dar uma atenção especial aos alunos com mais dificul-
dade de aprendizado, ou de cumprimento das tarefas. Nesses casos, deve-se investir em diferentes
abordagens, de acordo com as necessidades de cada um.
Você também pode se basear nos tópicos de Como avaliar para verificar se os alunos alcançaram
os objetivos.

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O que é essencial para avançar nos estudos?


No final do bimestre, os alunos devem atingir pelo menos parcialmente as habilidades que elen-
camos a seguir para esse período.
1. (EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu
papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os
cuidados em seu uso.
2. (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas men-
tais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
3. (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e
mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
4. (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais,
como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de repre-
sentações espaciais da sala de aula e da escola.

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Sequências didáticas
As sequências didáticas aqui propostas foram organizadas com o objetivo de subsidiar práticas
pedagógicas que possam favorecer o desenvolvimento das habilidades envolvidas. A estimativa
de número de aulas considerou a variação da duração dos tempos de aula das escolas, por isso as
situações de ensino e aprendizagem das sequências didáticas podem facilmente ser ajustadas para
a organização de suas aulas.

Sequência 1 – Nossa escola, nossos espaços


Objetivos de Objeto de
Habilidade desenvolvida
aprendizagem conhecimento
• Reconhecer os espaços onde • Localização, orientação e (EF02GE08) Identificar e elaborar
vive, observando elementos e representação espacial. diferentes formas de representação
características deles. (desenhos, mapas mentais, maquetes)
• Elaborar mapas mentais dos para representar componentes da
espaços onde vive. paisagem dos lugares de vivência.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é despertar no aluno a observação atenta dos espaços onde ele vive, in-
centivando a representação deles por meio de desenhos, relatos e mapas mentais. As atividades de-
senvolvidas ao longo da sequência possibilitam avaliar como o aluno percebe os espaços próximos
e se relaciona com eles, ajudando-o também a desenvolver noções espaciais. Assim, ao final, é espe-
rado que reconheçam o espaço onde eles vivem, aprofundando seus conhecimentos cartográficos.

Duração
3 aulas

Material:
• papel;
• pranchetas;
• lápis;
• borracha;
• lápis de cor.

Onde fazer
Na sala de aula e nas demais dependências da escola.

Como encaminhar

Aula 1
Inicie a aula explicando aos alunos que eles conhecerão um pouco melhor a escola onde estu-
dam. Para isso, o primeiro passo será o reconhecimento de sua fachada. Proponha um passeio na
área externa da escola, levando os alunos até um local seguro. Peça que fiquem de frente para o
prédio, observando aspectos e elementos como: tamanho e forma da construção, portões, portas e ja-
nelas, formato do telhado, cor das paredes e o que há no entorno dele. Se possível, providencie pran-

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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chetas e solicite aos alunos que façam, observando a fachada, um desenho da escola vista de frente.
Caso não seja viável por questões de segurança, o desenho pode ser feito na sala de aula. Finalizados
os desenhos, monte um mural com o nome da escola e exponha-os. As representações revelam como
cada aluno percebe o espaço onde vive, além de mostrar como ele representa esse espaço grafica-
mente. Assim, incentive-os a comentar e comparar os desenhos, refletindo sobre aspectos como:
• Quais são as semelhanças entre os desenhos?
• Quais são as diferenças?
• Há detalhes importantes que foram esquecidos? Quais?

Aula 2
Sugira aos alunos um passeio para conhecer as dependências da escola. Antes da saída, lembre­
‑os das regras de convivência e faça os combinados que você considerar importantes. Na visita aos
ambientes, procure incentivá-los a observar os elementos dos espaços e refletir sobre a função de
cada um deles. Assim, por exemplo, na biblioteca há estantes, livros, mesas e cadeiras, e o espaço é
voltado para a leitura, a pesquisa e o empréstimo de livros. No pátio há bebedouros e bancos, por
exemplo, e o espaço é destinado aos momentos de alimentação, descanso e recreação. O objetivo é
que os alunos conheçam os espaços e percebam seus elementos, reconhecendo, com base nisso, as
diferentes atividades que ocorrem na escola.
De volta à sala de aula, sugira a elaboração de um relato coletivo da atividade. Nele, os alunos
podem contar detalhes do passeio, desde o momento que saíram da sala até seu retorno. Incentive­
‑os a comentar os ambientes visitados, aquilo de que mais gostaram e suas impressões sobre eles. Ao
final, peça que copiem o texto no caderno.

Aula 3
Retome a aula anterior falando sobre o passeio na escola. Sugira, então, que pensem no caminho
que fariam para ir da sala de aula até outra dependência da escola escolhida por você, como o pátio,
a sala da diretoria ou biblioteca, por exemplo, e que se lembrem dos espaços por onde passariam
durante o trajeto. Aproveite o momento para introduzir o conceito de mapa mental. Explique-lhes
que nos mapas mentais é preciso inserir os pontos de partida e chegada, além de referenciais impor-
tantes. Se achar necessário, desenhe alguns exemplos de mapas mentais na lousa para ajudá-los a
compreender melhor o conceito. Peça, então, que registrem o mapa que elaboraram na mente para
mostrar o caminho que fariam para ir da sala de aula até uma das dependências escolhidas.
Depois de prontos os mapas, exponha-os e peça aos alunos que os apresentem aos colegas.
Incentive-os a comparar as produções entre si, identificando os elementos, as semelhanças e as dife-
renças entre eles. Avalie com os alunos aspectos como:
• O que fica à direita da sala de aula? E à esquerda?
• O que está na frente da sala de aula? Os caminhos escolhidos foram os mesmos?
• Quantos caminhos diferentes aparecem nos mapas mentais?
• Nos mapas que apresentam os mesmos caminhos, aparecem também os mesmos referenciais?
• Qual dos caminhos parece ser mais longo? E qual seria o mais curto?
• Que elementos se localizam dentro do espaço escolhido?
Essas e outras perguntas podem ser feitas para ajudar na análise dos mapas mentais. Aproveite
para demonstrar a importância dessas representações no dia a dia das pessoas.

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Atividades complementares

1. Marque o que há na escola.


( ) diretoria
( ) secretaria
( ) biblioteca
( ) pátio
( ) sala de computador
( ) refeitório
( ) laboratórios
( ) quadra de esportes
( ) sala dos professores
2. Considerando o espaço da escola, elabore um mapa mental do
caminho que você faria para ir da entrada da escola até a sala
de aula. Depois, registre-o aqui.

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Gabarito
1. Resposta de acordo com os espaços da escola.
2. Resposta pessoal. Verifique se o aluno reconhece o conceito de mapa mental e consegue repre-
sentar um caminho com base nele.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• desenho da fachada da escola;
• participação na análise e reflexão dos desenhos;
• aplicação das regras de convivência no passeio pela escola;
• participação na elaboração do texto coletivo;
• representação do mapa mental.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno identifica elementos do local onde ele vive?
• Consegue elaborar desenhos e mapas mentais dos locais sugeridos em aula?

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Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não

Reconheço a fachada da escola?

Localizo elementos ou espaços da escola?

Conheço as dependências da escola?

Consegui relatar aspectos vistos em um passeio feito pela escola?

Consegui elaborar mapas mentais considerando os espaços da escola?

Participo das atividades orais e escuto com atenção a apresentação dos colegas?

Sugestão de fonte de pesquisa

Livro
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2. ed. São
Paulo: Contexto, 2002.
Obra que, ao abordar os caminhos e os descaminhos para a construção de uma visão do espaço,
propicia novos olhares sobre o ensino da cartografia em sala de aula.

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Sequência 2 – Pontos de vista e formas de representação


Objetivos de Objeto de
Habilidades desenvolvidas
aprendizagem conhecimento
• Representar objetos sob • Localização, orientação (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas
diferentes pontos de e representação espacial. de representação (desenhos, mapas mentais,
vista. maquetes) para representar componentes da
• Produzir maquete e paisagem dos lugares de vivência.
planta de um espaço da (EF02GE10) Aplicar princípios de localização
escola. e posição de objetos (referenciais espaciais,
• Identificar elementos como frente e atrás, esquerda e direita, em
considerando cima e embaixo, dentro e fora), por meio de
referenciais espaciais. representações espaciais da sala de aula e da
escola.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é que os alunos reforcem suas noções espaciais – diferentes pontos de
vista, lateralidade, redução e formas de representação – com o trabalho de representação de objetos
a ser desenvolvido. Embora não seja trabalhada a redução dos objetos com medidas proporcionais à
realidade, espera-se que os alunos adquiram princípios de proporção, reconhecendo que os objetos
devem ser representados de forma reduzida e proporcional. A elaboração de uma legenda para esses
elementos auxilia na compreensão de seu papel e de sua importância nas representações.

Duração
2 aulas

Material:
• folha de papel sulfite;
• lápis e borracha;
• lápis de cor;
• caixa de papelão;
• sucatas (caixas de fósforos de tamanhos diversos, tampinhas de garrafas etc.);
• cola;
• tesoura.

Onde fazer
Na sala de aula e em outra dependência da escola sugerida por você.

Como encaminhar

Aula 1
Faça uma breve explicação sobre as diferentes maneiras de observar os objetos: de frente (visão
frontal), do alto e de lado (visão oblíqua) e de cima para baixo (visão vertical). Apresente exemplos
que podem contribuir para o entendimento desses diferentes pontos de vista. Em seguida, distribua
três folhas de sulfite a cada aluno e escolha um objeto da sala de aula para que o desenhem sob esses
três pontos de vista. Escolha um objeto fácil de ser desenhado, como uma caixa organizadora ou
uma banqueta. A atividade requer observação e movimentação. Assim, ajude-os a se posicionar de

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forma a obter cada uma dessas visões. Peça que identifiquem cada desenho com o tipo de visão que
ele representa: Visão oblíqua (do alto e de lado); Visão vertical (de cima); Visão de frente.
Ao final, solicite que compartilhem os desenhos com os colegas e contem quais foram suas des-
cobertas e dificuldades na execução da atividade. Os desenhos podem ser expostos para que sirvam
de referência às demais atividades da sequência.

Aula 2
Escolha um espaço da escola para ser reproduzido em uma maquete feita pelos alunos. Pode ser
a biblioteca, a quadra de esportes, a sala de informática ou outro que considerar adequado para o
desenvolvimento da atividade. Leve os alunos até esse espaço e peça que o observem e respondam
a perguntas como:
• Que objetos há neste espaço?
• Como esses elementos estão dispostos?
• Há portas e janelas? Quantas? Em relação a você, de que lado ficam as portas? E as janelas?
Depois da análise do espaço, organize os alunos em grupos e peça a cada grupo que faça uma
maquete desse espaço. Ajude-os na confecção, orientando-os a observar novamente os elementos
e distribuí-los na caixa de papelão na forma como estão na realidade. Caso haja portas e janelas,
auxilie-os a representá-las na caixa observando a posição que ocupam no espaço real. Embora não
seja obrigatório que os elementos tenham medidas proporcionais às reais, ao longo da atividade leve
os alunos a perceber que a representação do espaço em uma caixa só é possível porque eles estão
representados em tamanho reduzido. Alerte-os, no entanto, sobre a importância dessa redução ser
proporcional.
Depois de prontas as maquetes, peça aos grupos que as apresentem aos colegas e contem do que
gostaram e o que acharam difícil fazer nesse tipo de representação.

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Atividades complementares

1. Escolha três objetos e os desenhe vistos de frente.

2. Agora desenhe sua carteira e os objetos que estão sobre ela


vistos de cima para baixo.

Com base no desenho, responda oralmente:


•  Você desenhou a carteira e os objetos em tamanho real ou
reduzido? Por quê?

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Gabarito
1. Resposta de acordo com o objeto escolhido. Verifique se o aluno reconhece a visão frontal e
consegue representar objetos desse ponto de vista.
2. Verifique se o aluno reconhece a visão vertical e consegue representar objetos desse ponto de
vista. Na segunda parte da atividade espera-se que o aluno reconheça que é preciso reduzir o
tamanho da carteira e dos objetos para representá-los em uma folha do caderno.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• produção do desenho sob diferentes pontos de vista;
• confecção da maquete;
• produção da planta e elaboração da legenda.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno consegue elaborar um desenho do espaço onde ele vive?
• Reconhece e aplica referenciais espaciais em suas produções?

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não

Consegui desenhar um objeto sob a visão frontal?

Consegui desenhar um objeto sob a visão vertical?

Consegui desenhar um objeto sob a visão oblíqua?

Compreendo o que é maquete?

Consegui representar um espaço da escola em uma maquete?

Localizo objetos utilizando referenciais espaciais como esquerda e direita?

Participo das atividades seguindo as orientações do professor?

Sugestão de fonte de pesquisa

Livro
DUARTE, Paulo Araújo. Fundamentos de cartografia. Florianópolis: UFSC, 2006.
Com linguagem simples e didática, a obra apresenta uma abordagem técnica de assuntos rela-
cionados à cartografia, sendo excelente referência de pesquisa para professores.

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Sequência 3 – A escola e seus caminhos


Objetivos de Objeto de
Habilidades desenvolvidas
aprendizagem conhecimento
• Conhecer diferentes • Localização, orientação e (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas
formas de representar representação espacial. de representação (desenhos, mapas mentais,
o espaço. maquetes) para representar componentes da
• Localizar o trajeto paisagem dos lugares de vivência.
casa-escola em um (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência
mapa. (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas
• Elaborar uma (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
maquete do espaço (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e
onde vive. posição de objetos (referenciais espaciais, como
frente e atrás, esquerda e direita, em cima e
embaixo, dentro e fora), por meio de representações
espaciais da sala de aula e da escola.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é trabalhar diferentes formas de representação espacial, como desenhos,
mapas e maquetes. Espera-se que o aluno reconheça em um mapa o caminho que ele faz, e que fre-
quenta no dia a dia, para ir de casa até um local da preferência dele, e que retrate, com desenhos ou
fotografias, os pontos de referência localizando-os na rota. No segundo momento, os alunos serão
orientados a elaborar uma maquete do entorno da escola. A produção colabora para o entendimento
desse tipo de representação, além de contribuir para o desenvolvimento das noções cartográficas.

Duração
2 aulas

Material:
• computador com acesso à internet e impressora;
• materiais para a maquete (embalagens diversas, papéis coloridos, tinta etc.);
• cola;
• tesoura;
• papel transparente;
• fita adesiva;
• canetinhas de várias cores.

Onde fazer
Na sala de aula e em outros locais de convivência.

Aula 1
Proponha aos alunos que elaborem um mapa ilustrado do caminho que fazem para ir de sua
moradia até um local que frequentam no dia a dia, como um supermercado, um shopping, uma praça
ou outro da preferência deles. Para tanto, a primeira tarefa será observar o caminho que fazem para
ir de sua moradia até esse local.

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Solicite que preencham a ficha a seguir como tarefa de casa.

1. Escreva o endereço de sua moradia.


2. Escreva o nome das ruas por onde você passa quando faz o caminho de sua
moradia até o local escolhido.
3. Escreva alguns pontos de referência que você observa nesse caminho.

No dia seguinte, na sala de informática, ajude os alunos a encontrar, em uma plataforma digital
que disponibilize imagens de satélite e mapas, o caminho que fazem cotidianamente de casa até o
local escolhido. Auxilie-os a indicar na plataforma o endereço da casa e do local escolhido. Conside-
rando as ruas por onde passam e as alternativas de trajetos, ajude-os a identificar esse caminho. É
possível alterar as rotas no próprio mapa, caso nenhuma das sugeridas seja a realizada pelo aluno.
Imprima o caminho e peça aos alunos que o colem em uma folha maior, como uma cartolina. Solicite,
então, que, em folhas de sulfite, desenhem os pontos de referência vistos no caminho. A represen-
tação dos pontos de referência do caminho também pode ser feita com fotografias, caso considere
viável. Terminados os desenhos, peça que, fazendo um passeio virtual pelo caminho ou com base
na memória visual, localizem no trajeto impresso os pontos de referência desenhados. Os desenhos
devem ser colados na cartolina e indicados no trajeto por meio de setas.
Exponha os cartazes e oriente os alunos a apresentar aos colegas o trajeto e os pontos de referên-
cia representados nele.
Depois da exposição oral, leve os alunos a refletir sobre aspectos como:
• Que elementos há nesses caminhos?
• Todos conhecem esses caminhos ou já passaram por esses pontos de referência?
• Algum caminho chamou mais sua atenção? Por quê?

Aula 2
Proponha a elaboração de uma maquete do entorno da escola. A atividade pode ser iniciada
com um passeio no quarteirão ou, se preferir, um passeio virtual por meio de uma plataforma di-
gital. Neste primeiro momento é importante que todos os alunos façam o reconhecimento da área.
Depois, eles podem ser organizados em grupos. Caso a escola esteja localizada em um quarteirão
convencional de área urbana, podem ser apenas quatro grupos, cada um ficando responsável por
um dos quatro lados do quarteirão. Se a escola estiver na área rural, a divisão dos grupos pode ter
como base os referenciais frente, atrás, direita e esquerda. Assim, cada grupo ficaria encarregado de
uma dessas partes. Definidos os grupos e suas áreas de trabalho, peça que as observem novamen-
te. Sugira que, acompanhados de um adulto, na chegada ou na saída da escola, façam um passeio
pela respectiva área observando os elementos que seu grupo representará. Se necessário, leve-os
novamente para a sala de informática e faça novos passeios virtuais. Peça, então, que cada grupo
elenque os elementos que serão representados, por exemplo: a escola, uma casa amarela, um prédio,
um terreno, uma papelaria, árvores etc. Depois, oriente-os a dividir o trabalho entre os integrantes
do grupo, determinando quem representará cada elemento, o que deve ser feito com embalagens
diversas. Providencie a base que servirá para representar o quarteirão e ajude-os na montagem, po-
sicionando os elementos.
Finalize a proposta pedindo aos alunos que observem o quarteirão e respondam:
• Como foi possível representar todos os elementos do entorno em um espaço tão pequeno?
• O que há à direita da escola?

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• E à esquerda dela?
• Há estabelecimentos comerciais no quarteirão observado? Quais?
• Que elementos podem ser utilizados como pontos de referência?

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Atividades complementares

1. Considerando o caminho que você faz de sua moradia até a


escola, responda:
a) Há casas nesse trajeto? Desenhe como você as vê em seu
caminho.

b) Há estabelecimentos comerciais? Cite alguns deles.

c) Há lugares com plantações ou onde se criam animais?


Descreva esse lugar, relatando seu tamanho e o que é possível
ver nele.

2. Em relação às maquetes, marque V para verdadeiro e F para


falso.
( )S  ão representações em tamanho menor dos espaços e de
seus elementos.
( )S  ão representações que mostram a disposição e o tamanho
real dos espaços e objetos.
( ) Assim como os desenhos e os mapas, podem ajudar a
entender como o espaço está organizado.
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Gabarito
1. Respostas pessoais. Estimule os alunos a fazer mentalmente o trajeto de forma bem tranqui-
la, sem pressa, para que os elementos questionados na atividade possam ser rememorados.
Espera-se que os alunos desenhem as casas do trajeto em visão frontal.
2.
( V ) São representações em tamanho menor dos espaços e de seus elementos.
( F ) São representações que mostram a disposição e o tamanho real dos espaços e objetos.
( V ) Assim como os desenhos e os mapas, podem ajudar a entender como o espaço está orga-
nizado.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• observação do trajeto;
• tarefas de casa;
• desenho dos pontos de referência;
• envolvimento na produção do mapa ilustrado;
• resultado e apresentação do mapa ilustrado;
• participação e envolvimento na produção e montagem da maquete;
• participação nas atividades orais.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece diferentes representações espaciais?
• Consegue representar elementos do espaço onde ele vive em desenhos e maquetes?

Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não


Reconheço o trajeto que faço entre locais conhecidos?

Conheço elementos que vejo nesse caminho e consigo


representá-los por meio de desenhos?

Consegui comparar diferentes caminhos e perceber


semelhanças e diferenças entre eles?

Reconheço elementos que estão no entorno da escola?

Colaborei para a produção da maquete da escola?

Participo das atividades orais e escuto com atenção a


apresentação dos colegas?

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Sequência didática 4 – Os meios de transporte


Objetivo de Objeto de
Habilidade desenvolvida
aprendizagem conhecimento
• Identificar as características • Riscos e cuidados nos (EF02GE03) Comparar diferentes meios de
de determinados meios meios de transporte e transporte e de comunicação, indicando o seu
de transporte e ressaltar de comunicação. papel na conexão entre lugares, e discutir os
aspectos positivos e riscos para a vida e para o meio ambiente e os
negativos de cada um. cuidados em seu uso.

Objetivos e conteúdos de ensino


Este conjunto de aulas trabalha aspectos relacionados aos meios de transporte. Os alunos são
convidados a levantar informações por meio de pesquisas para que, em sala de aula, sigam os pro-
cedimentos e instruções para a confecção de cartazes de conscientização.

Duração
3 aulas

Material:
• papel;
• lápis preto;
• lápis coloridos;
• canetinha;
• cartolina;
• revistas e jornais (qualquer material impresso que possa ser recortado);
• brinquedos diversos.

Onde fazer
Em sala de aula.

Como encaminhar

Aula 1
Inicie a aula fazendo uma breve exposição oral sobre os principais meios de transporte existen-
tes. Ressalte que cada um deles tem uma finalidade e usos específicos. Dê exemplos: automóveis
transportam pessoas e mercadorias com grande flexibilidade; ônibus transportam pessoas coleti-
vamente em itinerários predefinidos; caminhões transportam cargas; navios transportam pessoas
e cargas, ainda que hoje sejam mais usados para transporte de cargas entre diferente países; aviões
transportam pessoas e cargas valiosas etc.
Em seguida, reúna os alunos em grupos de quatro integrantes, no máximo, e peça a eles que es-
colham um meio de transporte pelo qual se interessam mais. Cada grupo deverá escolher um meio
de transporte diferente dos demais. Utilize sempre o bom senso para organizar a escolha da turma
da melhor maneira.
Como tarefa de casa, instrua-os a fazer uma pesquisa. Para tal, eles deverão:
• pesquisar e recortar imagens de jornais, revistas ou qualquer tipo de material impresso cujo
tema seja o meio de transporte escolhido pelo grupo;

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• pesquisar e listar aspectos positivos do meio de transporte selecionado. Exemplos: a bicicleta


não polui, os carros apresentam grande versatilidade, os ônibus conseguem levar um grande
número de passageiros, os aviões percorrem grandes distâncias em alta velocidade etc.;
• pesquisar e listar aspectos negativos do meio de transporte selecionado. Exemplos: aviões são
muito poluentes e só podem nos levar a locais que tenham pistas e aeroporto; ônibus e cami-
nhões causam poluição sonora e do ar etc.;
• compartilhar miniaturas de meios de transporte ou brinquedos que deverão ser trazidos à sala
de aula.
Marque um dia para que todos os grupos tragam as informações, imagens e brinquedos para o
trabalho em sala de aula.

Aula 2
No dia marcado para a entrega das informações, dos brinquedos e imagens, reúna os alunos nos
mesmos grupos da aula anterior. Peça-lhes que identifiquem com etiqueta adesiva a quem pertence
cada brinquedo. Solicite, então, que confeccionem um cartaz com imagens do meio de transporte
selecionado e façam uma exposição em sala de aula com os brinquedos, agrupando-os de acordo
com suas características, ou seja, uma parte com carros, outra com caminhões, ônibus, aviões etc.
Oriente os alunos a incluir nos cartazes os aspectos positivos e negativos do meio de transporte
pesquisado. Quando os cartazes estiverem finalizados, cada grupo deverá ir em frente da sala de
aula falar sobre sua produção aos demais colegas.
Verifique se utilizaram uma linguagem persuasiva (informativa e que exerça certa influência) e
se tiveram cuidado com elementos textuais e visuais, como o tamanho da letra e a organização das
imagens e textos.
A cada apresentação, pergunte aos alunos se, além dos aspectos positivos e negativos que cada
grupo apontou, há outros que também são importantes. Conclua a aula pedindo a eles que fixem os
cartazes produzidos no mural da sala de aula.

Aula 3
Disponha as carteiras da sala de aula em semicírculo e reúna os alunos. Aproveite a exposição
dos cartazes e dos brinquedos como tema para uma roda de conversa sobre os cuidados que todos
devem ter enquanto andam pelas ruas da cidade. Estimule a reflexão destacando as características
da cidade onde vivem. Cite exemplos de cuidados importantes no entorno da escola; elenque os
riscos e perigos e fale sobre medidas corretas que precisam ser adotadas para evitar acidentes. Por
exemplo, se a cidade em que vivem não tem ciclovias, pode ser perigoso andar de bicicleta. Fale tam-
bém da importância de todos respeitarem o trânsito de veículos, atravessarem a rua corretamente,
utilizarem cinto de segurança etc.

Atividades complementares

1. Escolha um meio de transporte e cite um aspecto positivo e um


negativo dele.

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103

2. Que meio de transporte você mais usa? Qual é sua opinião


sobre ele?

3. Há algum meio de transporte que você nunca tenha usado?


Qual? Há outros?

4. Em sua opinião, se não existissem aviões, como seria o


deslocamento para grandes distâncias?

5. Em sua opinião, seria importante que alguns meios de transporte


poluíssem menos o ar? Por quê?

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Gabarito
1. Resposta pessoal. Avalie os critérios de escolha e análise do aluno.
2. Resposta pessoal. Avalie quais critérios o aluno usou em sua avaliação pessoal.
3. Resposta pessoal. Verifique a coerência da resposta de acordo com a prática e vivência do
aluno.
4. Resposta possível: As viagens seriam mais demoradas.
5. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno identifique que a poluição gerada pelos veículos
automotores é um dos grandes problemas da atualidade; portanto, seria muito bom se eles
poluíssem menos ou não poluíssem o ar.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• realização da pesquisa em grupo;
• pesquisa das imagens do meio de transporte;
• envolvimento na confecção do cartaz em sala de aula;
• respeito durante a apresentação dos colegas;
• participação proativa e coesa sobre segurança no transporte e em vias de circulação.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno conseguiu perceber os aspectos positivos do meio de transporte selecionado?
• O aluno conseguiu perceber os aspectos negativos do meio de transporte selecionado?
• O aluno soube respeitar a apresentação dos colegas?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não

Consegui trazer as imagens solicitadas no dia combinado?

Consegui levantar aspectos positivos do meio de transporte


selecionado?

Consegui levantar aspectos negativos do meio de transporte


selecionado?

Fiz contribuições positivas durante a roda de conversa?

Participei de maneira ativa da confecção do cartaz?

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Sugestão de fontes de pesquisa

Sites
Diferentes meios de transporte. Disponível em: <www.educacao.cc/transito/os-diferentes-
meio-de-transportes-e-a-importancia-do-transporte-publico>. Acesso em: nov. 2017.
Curiosidades sobre o transporte no Brasil. Disponível em: <www.autoclassic.com.br/historia-
do-transporte-urbano-no-brasil-secao-curiosidades>. Acesso em: nov. 2017.
Meios de transporte. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/
meios-transporte.htm>. Acesso em: nov. 2017.

Livros
DEÁK, Csaba; SCHIFFER, Sueli Terezinha Ramos (Org.). O processo de urbanização no Brasil. São
Paulo: Edusp, 1999.
Coletânea de ensaios feitos por professores universitários das áreas de urbanismo e geografia.
Reúne reflexões atuais e problematizações pertinentes para compreender o tema.
STIEL, Valdemar Correia. História do transporte urbano no Brasil. São Paulo: Empresa Brasileira
dos Transportes Urbanos, 1984.
Resultado de pesquisa acadêmica sobre a história da utilização de bondes e trólebus no trans-
porte urbano de passageiros. Traz informações e dados interessantes sobre um modal de transporte
urbano de passageiros que foi abandonado no Brasil e atualmente ressurge como alternativa viável
para centros urbanos.
VASCONCELLOS, Eduardo Alcântara. Transporte urbano, espaço e equidade: análise das políticas
públicas. 3. ed. São Paulo: Annablume, 2001. 
O trabalho analisa políticas públicas de transporte de passageiros e orienta-se nas análises de
usuários e na influência dos transportes na qualidade de vida.

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Propostas de acompanhamento
da aprendizagem

Terceiro bimestre

NOME: ____________________________ TURMA: 2o ANO _____

PROFESSOR(A): ___________________ DATA: ___ / ___ / _____

1. Onde está localizado seu lugar na sala de aula?

a) Meu lugar está ____________________________ da janela. (à


esquerda, à direita, na frente, atrás)

b) Meu lugar está ____________________________ da mesa do


professor. (à esquerda, à direita, na frente, atrás)
2. Considerando sua posição de observador, marque com um X a
alternativa correta.

DKO Estúdio

a) A panificadora fica em frente à escola.


b) Em frente à escola há casas e prédios.
c) Do lado esquerdo das casas e prédios há uma oficina.
d) O mercado está do lado direito da escola.
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3. Desenhe seu estojo ou outro material escolar de sua escolha


como se pede:
a) visto de frente.

b) visto de cima para baixo.

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4. João está observando sua escola em uma fotografia aérea, ou


seja, na visão vertical. Isso significa que ele está vendo a escola:
a) de cima para baixo.
b) do alto e de lado.
c) de frente.
d) de baixo e de lado.
5. Marque um X na alternativa correta em relação às maquetes.
a) Nas maquetes, os espaços e os objetos são representados em
tamanho ampliado, ou seja, em tamanho maior que o real.
b) Além dos espaços, as maquetes representam de forma
reduzida os móveis e os objetos que estão neles.
c) Apenas salas de aula podem ser representadas por meio de
maquetes.
d) Nas maquetes, os objetos são representados em tamanho real
e, por isso, elas podem ser usadas para representar qualquer
lugar.
6. Complete as frases com as palavras a seguir.

transporte – deslocar – trânsito

a) Para se ___________________ de um lugar a outro, as pessoas


utilizam meios de transporte.
b) Todos devem respeitar as regras e sinalizações que foram
criadas para organizar o ___________________.
c) A bicicleta também é considerada um meio de
___________________.

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7. Faça um mapa mental do caminho que você percorre para ir


da sala de aula até o banheiro da escola e registre-o abaixo.
Lembre-se de marcar o ponto de partida e o de chegada.

8. Observe a imagem:

Estúdio Mil

O menino está olhando o objeto por meio da:


a) visão frontal.
b) visão vertical.
c) visão oblíqua.
d) visão lateral.

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9. Assinale com um X a alternativa que indica o meio de transporte


mais veloz.
a) trem
b) avião
c) bicicleta
d) carro
10. Assinale, a seguir, somente os itens relacionados à segurança
no uso de meios de transporte.
( ) Usar capacete ao andar de motocicleta.
( ) Usar sempre o cinto de segurança.
( ) Respeitar as placas de sinalização.
( ) Descer do ônibus enquanto ele estiver em movimento.
( ) Respeitar os pedestres.
( ) Respeitar o semáforo.
( ) Andar de bicicleta na calçada.
11. Assinale com um X a alternativa que indica o meio de transporte
menos poluente.
a) bicicleta
b) trem
c) navio
d) helicóptero

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12. Supondo que sua carteira seja a amarela, pinte:


•  de azul a carteira que está à sua direita;
•  de vermelho a carteira que está à sua esquerda;
•  de verde a carteira que está à sua frente;
•  de marrom a carteira que está atrás de você. 

VOCÊ

Eduardo Belmiro

13. Imagine-se olhando de frente para o prédio da escola e


escreva:
a) o que há do lado direito do prédio;

b) o que há do lado esquerdo do prédio;

c) o que há em frente ao prédio.

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14. Em sua opinião, qual é a melhor forma de organizar a sala de


aula? Faça um desenho e explique sua resposta.

15. Onde não há estradas, nem ferrovias, nem aeroportos, mas há


rios, como as pessoas podem se deslocar de um lugar para o
outro?

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Gabarito

Atividade 1

Habilidade avaliada
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás,
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e
da escola.

Respostas pessoais. O objetivo é avaliar noções relativas aos referenciais: esquerda, direita, na
frente, atrás.

Atividade 2

Habilidade avaliada
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás,
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e
da escola.

Alternativa b. A leitura da imagem, apoiada nos referenciais espaciais trabalhados com os alu-
nos, é muito importante. Reforce que a posição de observador os coloca de frente para a ilustração, e
as orientações sobre os lados (direito e esquerdo), atrás e na frente devem se basear nessa posição.
Fique atento a possíveis confusões com os lados direito e esquerdo, decorrentes da posição do obser-
vador, e esclareça aos alunos essa questão. Após a atividade, você pode promover um jogo utilizan-
do outras referências da imagem (panificadora, praça, mercado, ciclovia, sinalização de trânsito etc.)
e organizar os alunos em duplas ou trios para que joguem.

Atividade 3

Habilidade avaliada
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão
vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Ainda que os desenhos não sejam fiéis a uma visão real, espera-se que apresentem aspectos que
demonstram a compreensão do aluno a respeito dos diferentes pontos de vista.

Atividade 4

Habilidade avaliada
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão
vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Alternativa a. Reforce o entendimento dos alunos do que é uma fotografia aérea e de que seu
ponto de vista é o vertical. Faça um esquema simples na lousa para explicar a posição do avião em
voo em relação à terra e mostrar-lhes que uma fotografia aérea registra os elementos da paisagem
em visão vertical. Peça aos alunos que desenhem como seria o prédio da escola observado do ponto
de vista vertical.

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Atividade 5

Habilidade avaliada
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

Alternativa b. Reforce para os alunos as características de uma maquete. Primeiro pergunte o


que sabem delas; depois faça uma leitura atenta das afirmativas e converse com eles sobre cada uma.
Caso haja uma maquete disponível na sala de aula ou em outro ambiente da escola, utilize-a como
exemplo para confirmar a resposta correta e verificar as incorretas.

Atividade 6

Habilidade avaliada
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão
entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os cuidados em seu uso.

a. deslocar.
b. trânsito.
c. transporte.
Após completarem a atividade, peça aos alunos que releiam as frases completas e converse sobre
o que entenderam em cada uma. Avalie as respostas deles e oriente possíveis erros de interpretação
das frases. Destaque o sentido das afirmações com relação ao tema em estudo – meios de transporte.

Atividade 7

Habilidade avaliada
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

Resposta pessoal, que depende da escola e do trajeto feito pelos alunos. É importante lembrar
que em alguns casos há diferentes trajetos.

Atividade 8

Habilidade avaliada
(EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão
vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Alternativa b. Reforce para os alunos o que caracteriza cada tipo de visão e dê exemplos. Leia
atentamente a imagem com eles e faça perguntas sobre o tracejado e como ele pode auxiliá-los a fa-
zer a atividade. Concluída a atividade, peça que desenhem o objeto da imagem do ponto de vista do
personagem. Utilize objetos da sala de aula (cesto de lixo, carteira, lousa, janelas, armários etc.) para
exercitar a observação dos alunos em diferentes tipos de visão.

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
115

Atividade 9

Habilidade avaliada
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão
entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os cuidados em seu uso.

Alternativa b. Compare com os alunos o uso de cada veículo apresentado nas alternativas e, se
julgar pertinente, faça uma tabela com informações sobre cada um deles, indicando: tipo de uso,
frequência em que é utilizado, características, como velocidade, se o uso é coletivo ou particular etc.
Caso os alunos desconheçam algum dos veículos apresentados, dê explicações sobre ele, exemplos
de seu uso e suas características.

Atividade 10

Habilidade avaliada
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão
entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os cuidados em seu uso.

Estão relacionados com a segurança nos transportes os itens: Usar capacete ao andar de motocicle-
ta; Usar sempre o cinto de segurança; Respeitar as placas de sinalização; Respeitar os pedestres; Respeitar o
semáforo. Alerte os alunos de que andar de bicicleta na calçada coloca os pedestres em risco de atro-
pelamento.

Atividade 11

Habilidade avaliada
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão
entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os cuidados em seu uso.

Alternativa a. Compare com os alunos as alternativas em relação à emissão de poluentes; é im-


portante eles saberem qual é o combustível que abastece cada meio de transporte. Navios e helicóp-
teros usam majoritariamente motores de explosão abastecidos com combustíveis fósseis (gasolina,
diesel, querosene ou outros combustíveis específicos). Os trens podem ser elétricos, que são menos
poluentes, ou movidos a motores de explosão, com combustíveis poluentes. Faça uma escala, com os
alunos, dos veículos mais poluentes para os menos poluentes: o trem deve vir após a bicicleta, como
segundo menos poluente, e o navio como mais poluente, por causa de seu tamanho e da quantida-
de de deslocamentos que faz, em comparação com o helicóptero. Aponte a importância de utilizar
meios de transporte alternativos e menos poluentes e a necessidade de evolução dos veículos para
que haja sustentabilidade em relação ao abastecimento e consequente menor geração de poluentes.

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Atividade 12

Habilidade avaliada
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.

Além da identificação e do reconhecimento das cores, os referenciais de localização também


servem de diagnóstico da percepção dos alunos. É muito importante observar se há dificuldade na
identificação desses elementos e auxiliá-los a reconhecer sua posição de acordo com a imagem. Eles
devem completar a atividade colorindo a imagem conforme as instruções do enunciado.

VOCÊ

Eduardo Belmiro

Atividade 13

Habilidade avaliada
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás,
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e
da escola.

Respostas pessoais. A atividade ajuda a verificar as noções espaciais topológicas e projetivas.

Atividade 14

Habilidade avaliada
(EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes)
para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
(EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás,
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora), por meio de representações espaciais da sala de aula e
da escola.

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno demonstre como prefere a organização e a posição de
objetos na sala de aula usando referenciais espaciais, e, ao final, justifique utilizando esses mesmos
referenciais.

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Atividade 15

Habilidade avaliada
(EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão
entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o meio ambiente e os cuidados em seu uso.

As pessoas podem se deslocar utilizando canoas, barcos e navios. Explique aos alunos que nem
todos os rios ou cursos d’água são navegáveis. Faça um exercício de comparação entre os desloca-
mentos que são habitualmente feitos por linhas férreas ou rodovias e como seriam se passassem a ser
feitos por hidrovias. Reforce os pontos positivos do transporte hidroviário, como maior capacidade
de levar carga, a economia nos fretes por conta do menor gasto com combustíveis e taxas de conser-
vação das hidrovias (em comparação com rodovias/caminhões e ferrovias/trens).

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Plano de desenvolvimento bimestral


Quarto bimestre – Lugares e paisagens
Objetivos da Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas

Sequência 1: Hábitos • Reconhecer hábitos • Convivência (EF02GE02) Comparar


alimentares dos alimentares da e interações costumes e tradições de
indígenas e da minha comunidade. entre pessoas na diferentes populações
comunidade • Reconhecer hábitos comunidade. inseridas no bairro ou
O objetivo da sequência alimentares indígenas. • Experiências da comunidade em que
é que o aluno reconheça comunidade no vive, reconhecendo a
• Comparar hábitos
os hábitos alimentares da tempo e no espaço. importância do respeito às
alimentares e o
comunidade onde vive diferenças.
modo de vida de sua
e dos povos indígenas comunidade com os (EF02GE04) Reconhecer
do Brasil, identificando dos indígenas. semelhanças e diferenças
semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações
entre os hábitos, as com a natureza e no modo
relações deles com a de viver de pessoas em
natureza e o modo de vida Livro do Aluno diferentes lugares.
das pessoas.
• Unidade 4, Capítulo 1.

Sequência 2: O que é um • Desenvolver a noção • Mudanças e (EF02GE05) Analisar


bairro? de bairro. permanências. mudanças e permanências,
O objetivo é que o aluno • Identificar os • Os usos dos comparando imagens
compreenda o bairro elementos do bairro recursos naturais: de um mesmo lugar em
como uma das partes onde vive. solo e água no diferentes tempos.
da cidade, reconheça • Reconhecer que a campo e na cidade. (EF02GE11) Reconhecer
os elementos do bairro paisagem do bairro a importância do
onde vive e perceba que está em constante solo e da água para
esses elementos sofrem transformação. a vida, identificando
alterações ao longo do seus diferentes usos
tempo. (plantação e extração de
materiais, entre outras
possibilidades) e os
impactos desses usos no
Livro do Aluno cotidiano da cidade e do
• Unidade 4, Capítulo 2. campo.

Sequência 3: As • Compreender o que é • Convivência (EF02GE01) Descrever a


migrações no lugar onde migração. e interações história das migrações no
vivo • Reconhecer aspectos entre pessoas da bairro ou comunidade em
O objetivo é que o aluno da migração no lugar comunidade. que vive.
compreenda o conceito onde vive. (EF02GE02) Comparar
de migração e consiga costumes e tradições de
perceber marcas desse diferentes populações
processo no lugar onde inseridas no bairro ou
vive. comunidade em que
vive, reconhecendo a
Livro do Aluno importância do respeito às
• Unidade 4, Capítulo 2. diferenças.

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Quarto bimestre – Lugares e paisagens


Objetivos da Objetos de Habilidades
Sequências didáticas
aprendizagem conhecimento desenvolvidas

Sequência 4: Conhecendo • Conhecer • Tipos de trabalho (EF02GE07) Descrever


a atividade agrícola características da em lugares e tempos as atividades extrativas
O objetivo é apresentar agricultura. diferentes. (minerais, agropecuárias e
aos alunos a atividade • Reconhecer produtos • Os usos dos industriais) de diferentes
agrícola, levando-­ relacionados à recursos naturais: lugares.
‑os a descrever suas atividade agrícola. solo e água no (EF02GE11) Reconhecer
características e a • Reconhecer a campo e na cidade. a importância do
reconhecer alimentos e importância da solo e da água para
produtos obtidos por meio agricultura. a vida, identificando
dela. seus diferentes usos
(plantação e extração de
materiais, entre outras
possibilidades) e os
impactos desses usos no
Livro do Aluno cotidiano da cidade e do
• Unidade 4, Capítulo 3. campo.

Sequência 5: O impacto • Refletir sobre o • A sobrevivência (EF02HI11) Identificar


do trabalho humano no impacto da atividade e a relação com a impactos no meio
meio ambiente humana no meio natureza. ambiente causados pelas
O objetivo da sequência ambiente, nos recursos diferentes formas de
é incentivar o aluno naturais, bem como trabalho existentes na
a explorar a noção de sobre as consequências comunidade em que vive.
transformação ambiental negativas dessas ações
causada pelo trabalho no mundo.
humano.

Livro do Aluno
• Unidade 4, Capítulo 4.

Sequência 6: Como • Refletir a respeito • A sobrevivência (EF02HI11) Identificar


proteger o meio das formas de agir e a relação com a impactos no meio
ambiente? sobre o meio ambiente natureza. ambiente causados pelas
O objetivo da sequência com a finalidade de diferentes formas de
é levar o aluno a refletir minimizar os efeitos trabalho existentes na
a respeito de atitudes em da ação humana na comunidade em que vive.
relação ao meio ambiente natureza e proteger os
com a finalidade de recursos naturais.
minimizar os efeitos da
ação humana na natureza
e proteger os recursos
naturais.
Livro do Aluno
• Unidade 4, Capítulo 4.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Proposições didáticas
O objetivo das sequências didáticas do 4o bimestre é desenvolver os temas Culturas e tradições,
Semelhanças e diferenças, Migrações, Trabalho, Transformações e impactos ambientais por meio da
análise e comparação da comunidade, do bairro e demais lugares de vivência do aluno com outros
lugares.
No primeiro momento abordamos os hábitos alimentares dos indígenas, comparando-os e rela-
cionando-os com os hábitos e lugares de vivência dos alunos. Depois desenvolvemos o conceito de
bairro com o objetivo de levá-los a identificar alguns elementos encontrados no bairro em que vivem
que permitam a análise das mudanças e permanências na paisagem.
Estudamos também as migrações e alguns aspectos relacionados a elas. Os alunos são convida-
dos a trabalhar o conceito de migração para, depois, avaliar o processo migratório no lugar onde
vivem. O objetivo é levá-los a conhecer fatores que levam as pessoas a migrar e outros aspectos desse
processo, como as trocas culturais entre as pessoas que migram.
Por fim, trabalhamos a agricultura e seus impactos ambientais. Os alunos conhecerão a ativida-
de agrícola e os produtos obtidos por meio dela, e perceberão a importância da agricultura no dia
a dia das pessoas. Espera-se que identifiquem ações de transformação e degradação ambiental cau-
sadas pelas sociedades e ações cuja finalidade é minimizar os efeitos da atividade humana no meio
ambiente para proteger os recursos naturais.
Cada sequência começa com uma proposta de reflexão que visa sensibilizar os alunos para os
temas trabalhados e estimular o debate em sala de aula. Além disso, ao longo das sequências, há a
preocupação de promover espaços de reflexão coletivos nos quais eles possam se envolver ativa-
mente na produção do conhecimento e do pensamento histórico e geográfico.
Em seguida, há uma série de sugestões de encaminhamento para que os alunos se apropriem de
conceitos históricos e mobilizem conhecimentos relacionando as informações conhecidas com as que
lhes estão sendo apresentadas.
Finalmente, as sequências didáticas trazem sugestões de avaliação, autoavaliação e propostas
de produção de materiais diversos; desse modo, pode-se garantir a aplicação prática das discussões
de sala de aula.

Acompanhamento da aprendizagem
O acompanhamento da aprendizagem em sala de aula deve ocorrer de forma continuada e pro-
cessual, visando ao desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o raciocínio
histórico e geográfico. Por essa razão, é importante propor aos alunos atividades colaborativas e
incentivar a reflexão. Outro elemento essencial é a observação do desenvolvimento de competências
leitoras e escritoras; por isso é interessante sempre acompanhar as produções individuais deles e
identificar pontos de avanço e de dificuldade.
Espera-se que ao fim do bimestre os alunos sejam capazes de conhecer e descrever histórias de
migração da comunidade em que vivem, comparar hábitos, culturas e tradições de diferentes po-
pulações, sempre tendo o respeito como princípio norteador. Espera-se ainda que conheçam e des-
crevam atividades extrativas de recursos naturais, identifiquem diferentes usos do solo e da água, e
entendam a importância desses dois recursos para a vida, além de identificar os impactos provoca-
dos pelo uso deles.
Por fim, eles são orientados a analisar mudanças e permanências na paisagem pela observação
de imagens do mesmo lugar, além de identificar impactos ambientais causados por diferentes ativi-
dades econômicas e formas de trabalho na comunidade em que vivem.

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Utilizaremos diversos materiais, como papel, lápis, cartolina, cola, revistas, e, se possível, com-
putadores com acesso à internet. São propostas diferentes atividades – pesquisas, elaboração de
painéis de imagens, murais, entrevistas, tarefas orais e pequenos textos – que podem servir para a
avaliação dos alunos.
Há também uma série de sugestões de encaminhamento para os alunos se apropriarem de con-
ceitos históricos e geográficos e mobilizarem conhecimentos para relacionar as informações conhe-
cidas com as que lhes estão sendo apresentadas.
Fique atento também à participação nas aulas, ao interesse e ao senso de observação, aos regis-
tros no caderno e à organização do material escolar. Aproveite todas as oportunidades para avaliar
a aprendizagem e, sempre que necessário, revisar o conteúdo, individual ou coletivamente, empre-
gando estratégias diferentes das já aplicadas. Por fim, reforça-se a necessidade de você dar atenção
especial para os alunos com mais dificuldade de aprendizado, ou de cumprimento das tarefas. Nes-
ses casos, deve-se investir em diferentes abordagens de acordo com as necessidades de cada um.
Você pode ainda se basear nos tópicos de Como avaliar para verificar se os alunos alcançaram
os objetivos.

O que é essencial para avançar nos estudos?


No final do bimestre, os alunos devem adquirir pelo menos parcialmente as habilidades que
elencamos a seguir para esse período.
1. (EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
2. (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou
comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.
3. (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e
no modo de viver de pessoas em diferentes lugares.
4. (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar
em diferentes tempos.
5. (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de
diferentes lugares.
6. (EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus
diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos
desses usos no cotidiano da cidade e do campo.
7. (EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de traba-
lho existentes na comunidade em que vive.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequências didáticas
As sequências didáticas aqui propostas foram organizadas com o objetivo de subsidiar práticas
pedagógicas que possam favorecer o desenvolvimento das habilidades envolvidas. A estimativa
de número de aulas considerou a variação da duração dos tempos de aula das escolas, por isso as
situações de ensino e aprendizagem das sequências didáticas podem facilmente ser ajustadas para
a organização de suas aulas.

Sequência 1 – Hábitos alimentares dos indígenas


e da minha comunidade
Objetivos de Objetos de
Habilidades desenvolvidas
aprendizagem conhecimento
• Reconhecer hábitos alimentares • Convivência e interações (EF02GE02) Comparar costumes e
de sua comunidade. entre pessoas na tradições de diferentes populações
• Reconhecer hábitos alimentares comunidade. inseridas no bairro ou comunidade
indígenas. • Experiências da comunidade em que vive, reconhecendo
no tempo e no espaço. a importância do respeito às
• Comparar hábitos alimentares e o
diferenças.
modo de vida de sua comunidade
aos dos indígenas. (EF02GE04) Reconhecer semelhanças
e diferenças nos hábitos, nas relações
com a natureza e no modo de viver
de pessoas em diferentes lugares.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é que os alunos reconheçam os hábitos alimentares tanto da comuni-
dade onde vivem quanto dos povos indígenas do Brasil, identificando semelhanças e diferenças
nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de vida dessas comunidades. Para tanto, serão
convidados a pesquisar os principais alimentos consumidos pelos indígenas e em sua comunidade
e elaborar um quadro comparativo com essas informações. Com base no quadro, os alunos devem
pesquisar imagens e montar painéis que retratem: os alimentos, os modos de preparo de pratos
indígenas e alguns de sua comunidade. Espera-se, assim, o reconhecimento das semelhanças e das
diferenças dos hábitos alimentares, além de outros aspectos do modo de vida dessas populações.

Duração
1 aula

Material:
• computador com acesso à internet (opcional);
• revistas e jornais;
• cartazes;
• cola;
• tesoura.

Onde fazer
Na sala de aula e em espaço de pesquisa: sala de leitura, biblioteca, sala de informática.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Como encaminhar

Aula 1
Inicie a aula discorrendo sobre a relação entre alimentos, natureza e sociedade. Explique aos
alunos que a escolha de um alimento e o modo de prepará-lo, por exemplo, são influenciados pelo
local onde se mora, pela tradição familiar e por questões culturais e até mesmo religiosas.
Proponha que façam uma pesquisa para conhecer um pouco melhor os hábitos alimentares dos
indígenas e que, depois, compare-os aos hábitos alimentares da comunidade onde vivem. Ajude-os a
localizar as informações e, na lousa, organize um quadro com os dados coletados pelos alunos, com-
pletando-o com os hábitos alimentares da comunidade a que pertencem, como no exemplo a seguir.

Alimentos da
Alimentos indígenas
comunidade
Banana, abacaxi, cucura,
Frutas
jabuticaba, mamão etc.

Legumes, cereais e raízes Mandioca, milho etc.

Peixes, porcos-do-mato, jacarés,


Carnes
jabutis, aves, antas, macacos etc.

Outros Castanhas, palmito etc.

Em seguida, proponha a elaboração de dois painéis de imagens: um com alimentos e pratos


consumidos por eles na comunidade onde vivem e outro com alimentos e pratos típicos dos po-
vos indígenas do Brasil. Explique-lhes que as imagens também podem mostrar o modo de preparo
desses alimentos. A pesquisa pode ser feita na internet, em livros ou revistas. Os painéis devem ser
coletivos e, portanto, cada aluno pode contribuir com uma ou duas imagens.
Exponha os cartazes, depois de prontos, ao lado do quadro e proponha uma análise coletiva das
informações e das imagens. Ajude-os na reflexão sugerindo questões como:
• De que forma muitos indígenas obtêm os alimentos que consomem no dia a dia?
• E em sua comunidade? Onde são encontrados os alimentos?
• Os indígenas e a comunidade onde vocês vivem têm alimentos em comum? Quais?
• Os tipos de carnes consumidos pelos indígenas são os mesmos consumidos em sua comunida-
de? Caso sejam diferentes, procure explicar por quê.
• O que você percebe na relação entre o indígena e a natureza?
• No lugar onde você vive, essa relação com a natureza é semelhante?

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Atividades complementares

1. Considerando os hábitos alimentares da sua família, faça o que


se pede.
a) Desenhe alguns alimentos que costumam fazer parte de seu:

café da manhã      almoço      jantar

b) Onde sua família costuma adquirir os alimentos que vocês


consomem?

2. Milho e mandioca são dois alimentos muito importantes para os


povos indígenas.
a) Você também consome esses alimentos?
( ) Sim. ( ) Não.
b) Que outros alimentos consumidos pelos indígenas também
fazem parte de seu dia a dia?

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Gabarito
1. Resposta pessoal, de acordo com os hábitos alimentares do aluno e do local de origem dos
alimentos que consome.
2. Resposta pessoal. Verifique se as respostas correspondem à realidade do aluno.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• desenvolvimento da pesquisa a respeito dos diferentes hábitos alimentares;
• apresentação dos resultados das pesquisas;
• envolvimento na produção dos cartazes.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno reconhece semelhanças e diferenças entre seus hábitos alimentares e os hábitos alimen-
tares indígenas?
• Percebe que os alimentos consumidos representam aspectos do modo de vida e da relação das
pessoas com a natureza?

Sugestão de autoavaliação

Critério Sim Não


Reconheço hábitos alimentares da comunidade onde vivo?

Conheço os hábitos alimentares dos povos indígenas?

Reconheço semelhanças e diferenças entre os hábitos


alimentares de minha comunidade e os dos indígenas?

Entendo que os hábitos alimentares são influenciados por


aspectos naturais e culturais?

Participo das aulas e desenvolvo com atenção as atividades


propostas?

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Sugestões de fontes de pesquisa

Livro
TOLEDO, Vera Vilhena de; GANCHO, Cândida Vilares. O Brasil põe a mesa. São Paulo: Moderna,
2009.
Nessa obra as autoras fazem um estudo da alimentação no Brasil, desde suas raízes até nossos
dias. Pode ser usado por você para ajudar a entender algumas características culturais dos hábitos
alimentares do brasileiro.

Site
Alimentação e cultura
Traz informações importantes sobre a formação dos hábitos alimentares dos brasileiros, além de
contar com ideias de atividades para serem desenvolvidas com os alunos.
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_cultura.pdf>. Acesso
em: dez. 2017.

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Sequência 2 – O que é um bairro?


Objetos de Habilidades
Objetivos de aprendizagem
conhecimento desenvolvidas
• Desenvolver a noção de bairro. • Mudanças e permanências. (EF02GE05) Analisar mudanças
• Identificar os elementos do bairro e permanências, comparando
onde vive. imagens de um mesmo lugar em
diferentes tempos.
• Reconhecer que a paisagem do bairro
está em constante transformação. • Os usos dos recursos (EF02GE11) Reconhecer a
naturais: solo e água no importância do solo e da água
campo e na cidade. para a vida, identificando seus
diferentes usos (plantação e
extração de materiais, entre
outras possibilidades) e os
impactos desses usos no
cotidiano da cidade e do campo.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é que o aluno compreenda o bairro como uma das partes da cidade,
reconheça seus principais constituintes e perceba que estes sofrem alterações ao longo do tempo.
Para isso, os alunos serão convidados a refletir sobre o que é um bairro e a identificar os elementos
neles presentes, como casas, estabelecimentos comerciais, praças etc. Posteriormente, eles serão au-
xiliados em uma análise das mudanças ocorridas nesses elementos nos últimos tempos e orientados
a representá-las em desenhos. Para finalizar, escolherão um dos locais do bairro para observá-lo e
representá-lo da forma como está atualmente e como o imaginam daqui a alguns anos.

Duração
4 aulas

Material:
• papel;
• lápis colorido;
• livro O bairro de Marcelo, de Ruth Rocha (opcional).

Onde fazer
Na sala de aula e em casa.

Como encaminhar

Aula 1
Em uma roda de conversa, pergunte aos alunos o que eles entendem por “bairro”. É possível
que, no início, surjam algumas palavras soltas, como ruas, casas, várias ruas etc. Anote essas pala-
vras na lousa e ajude-os, com base nelas, a compreender o que é e o que define um bairro.
Se possível, leia a eles alguns trechos do livro O bairro de Marcelo, de Ruth Rocha, para que pos-
sam entender melhor os elementos de um bairro. É importante que, ao final, os alunos percebam o
bairro como uma parte da cidade e também como um lugar de vivência de seus moradores.
Finalize esse primeiro momento pedindo que façam em casa, com a ajuda dos responsáveis, a
tarefa a seguir.

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1. Qual é o nome de seu bairro?


2. Qual é o nome da rua onde fica sua moradia?
3. Que outras ruas há nos arredores de sua moradia?
4. Que locais públicos e estabelecimentos comerciais existem nos arredores de sua moradia?
5. Que atividades você e sua família costumam fazer no bairro onde moram?

Aula 2
Em sala de aula, peça aos alunos que compartilhem as respostas identificando aspectos em co-
mum e diferentes entre cada aluno e os colegas. Na sequência, peça aos alunos que escrevam um
texto cujo início é a frase “No meu bairro tem...”. Explique que o texto deve indicar os elementos do
bairro em que vivem, como casas, ruas, lojas, supermercado, feira, escola, árvores, praças etc.
Depois, peça que ilustrem o texto destacando os elementos citados, como a casa deles, as ruas
próximas e os locais públicos e estabelecimentos comerciais dos arredores. Lembre-os de indicar no
desenho o nome do bairro retratado.
Exponha os desenhos e peça aos alunos que os apresentem aos colegas. Se considerar oportuno,
explique os diferentes tipos de bairro: residencial, comercial e industrial.

Aula 3
Explique aos alunos que as paisagens dos bairros estão sempre em transformação. Nele, casas
são demolidas, outras são construídas, árvores são derrubadas, um jardim é plantado, uma nova
loja é aberta etc. Se possível, mostre imagens de lugares em diferentes épocas para ajudá-los nesse
reconhecimento. Comente ainda que essas mudanças são feitas para atender às necessidades das
pessoas. Pergunte, então, sobre as mudanças ocorridas no bairro onde moram.

• Há casas construídas recentemente no bairro? O que havia nos espaços hoje ocupados por elas?
• Os estabelecimentos comerciais sofreram alguma mudança em sua fachada, por exemplo, uma
nova pintura?
• Que outras mudanças você nota no bairro?

Depois dessa investigação, peça aos alunos que escolham um dos elementos alterados no bairro
e façam um desenho que represente a paisagem em dois momentos diferentes: antes e depois das
modificações. Exponha os desenhos e peça aos alunos que comentem as alterações observadas.

Aula 4
Peça aos alunos que escolham um lugar do bairro em que vivem e façam um desenho para
representá-lo. Pode ser uma praça, uma rua, um estabelecimento comercial ou até a fachada da
casa deles. Depois, solicite que imaginem como será esse lugar daqui a alguns anos, considerando
mudanças que eles gostariam que ocorressem nele, e que façam um desenho que represente essas
alterações. Incentive-os a apresentar aos colegas os desenhos do antes e do depois e comentar o mo-
tivo da escolha desse local e das mudanças que eles imaginam que ocorrerão ali daqui a alguns anos.

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
129

Atividades complementares

1. Circule os elementos presentes em seu bairro.

casa    rua    padaria
prédio    praça    indústria
plantação    biblioteca    posto de saúde
escola    farmácia

2. Caso você fosse classificar o bairro onde você mora, como o


identificaria em relação a cada item a seguir?
a) Modificações na paisagem;
( ) muito modificada ( ) pouco modificada
b) Presença de serviços públicos, como escolas, hospitais,
creches etc;
( ) suficiente ( ) insuficiente
c) Presença de árvores, parques ou outros elementos naturais;
( ) muito presente ( ) pouco presente
d) Oferta de transporte público (ônibus, metrô, peruas etc.).
( ) suficiente ( ) insuficiente

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Gabarito
1. Resposta pessoal. A resposta deve estar de acordo com o bairro onde o aluno vive.
2. Resposta pessoal. Estimule os alunos citando exemplos que você possivelmente encontra no
bairro em que mora. Assim, você os auxilia a identificar, no bairro em que residem, modifica-
ções ao longo do tempo, além de diferentes serviços ofertados.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• tarefa;
• produção do texto;
• ilustração do texto;
• participação na aula;
• elaboração dos desenhos;
• apresentação dos desenhos.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno compreende que as paisagens do lugar em que vive sofrem alterações?
• Ele consegue ilustrar essas alterações ou identificá-las em imagens?

Sugestão de autoavaliação
A autoavaliação permite que o aluno reflita sobre o próprio desempenho considerando suas
conquistas e identificando suas dificuldades. Depois de o aluno se autoavaliar, você pode utilizar os
mesmos critérios para avaliá-lo. Com base na autoavaliação, tanto o professor como o aluno podem
definir estratégias que solucionem as dificuldades e aperfeiçoem o processo de ensino-aprendizagem.

Critérios Sim Não

Entendo o bairro como uma das partes da cidade?

Reconheço elementos presentes no bairro onde moro?

Compreendo que a paisagem do bairro está em constante


transformação?

Reconheço que um local da minha convivência está sujeito


a alterações ao longo do tempo?

Faço com cuidado as atividades propostas?

Participo das atividades e sigo as orientações do professor?

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Sugestão de fonte de pesquisa

Livro
CARLOS, Ana Fani. A cidade. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2003.
O livro aborda a paisagem e o uso do solo urbano, levando o leitor a repensar a própria noção
de cidade. Ele pode ajudar no encaminhamento das sequências didáticas, além de contribuir para
ampliar o repertório do professor.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Sequência 3 – As migrações no lugar onde vivo


Objetivos de Objeto de
Habilidades desenvolvidas
aprendizagem conhecimento
• Compreender o que é • Convivência e interações (EF02GE01) Descrever a história das
migração. entre pessoas na migrações no bairro ou comunidade em
• Reconhecer aspectos da comunidade. que vive.
migração no lugar onde (EF02GE02) Comparar costumes e
vive. tradições de diferentes populações
inseridas no bairro ou comunidade em
que vive, reconhecendo a importância do
respeito às diferenças.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é que o aluno compreenda o conceito de migração e consiga perceber
características desse processo no lugar onde vive. Para tanto, é convidado a elaborar uma entrevista
com familiares que vieram de outros lugares. A intenção é de que os alunos conheçam fatores que
levam as pessoas a migrar e também outros aspectos que envolvem esse processo, como as trocas
culturais que ocorrem entre pessoas que migram. Por fim, para sintetizar o que foi visto, os alunos
participarão da montagem de um painel com imagens e pequenos textos coletivos contendo concei-
tos e conclusões a que chegaram.

Duração
3 aulas

Material:
• cartazes;
• cola e canetas;
• câmera fotográfica (opcional);
• revistas (opcional).

Onde fazer
Na sala de aula.

Como encaminhar

Aula 1
Em uma roda de conversa, pergunte se os alunos já ouviram falar em migração, migrante ou
migrar e se sabem o que essas palavras significam. Explique que migração é o nome dado ao movi-
mento de pessoas que mudam de um local para outro. Dê alguns exemplos de migrantes que fazem
parte do cotidiano dos alunos, como cantores, jornalistas, jogadores de futebol. Esclareça, então, que
eles irão conhecer um pouco mais desse processo e os reflexos dele no lugar onde moram. Para tanto,
solicite que façam em casa, e com a ajuda da família, a tarefa a seguir.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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1. Escreva o nome do município e do estado onde você nasceu.


2. Em sua família, há pessoas que vieram de outros locais do Brasil? Caso haja, anote o nome da
pessoa e o lugar de onde ela veio.
3. Faça uma lista com o nome e o local de origem do maior número de parentes e pessoas próxi-
mas que conseguir.

Aula 2
Inicie esse momento retomando o conceito de migração e perguntando sobre a origem deles e de
seus familiares, considerando para isso a tarefa da aula anterior.
• Todos nasceram no município onde vivem?
• Quem é migrante? De onde veio?
• Quem tem familiares que vieram de outros lugares? De onde eles vieram?
Aproveite as respostas e, caso haja alunos que tenham vindo de outros lugares, incentive-os a
contar um pouco sobre a experiência de ter se mudado.
Depois, sugira que façam um roteiro para entrevistar os familiares que vieram de outros luga-
res. Explique que as entrevistas serão agendadas e realizadas em sala de aula. Ajude-os a pensar em
perguntas que gostariam de fazer a essas pessoas. Com as perguntas, ajude-os a montar um roteiro
semelhante ao modelo a seguir, com as adaptações que considerar necessárias.

Roteiro de entrevista
1. Qual é seu nome?
2. Qual é sua idade?
3. Em que município e estado você nasceu?
4. Quantas vezes já se mudou de município/estado?
5. Há quanto tempo você mora neste município?
6. O que motivou sua vinda para cá?
7. Do que você mais gosta aqui?
8. Do que menos gosta?
9. Do que você mais sente falta no lugar onde vivia?
10. Você encontrou alguma dificuldade para se acostumar aqui? Qual?
11. Em sua opinião, qual é a principal diferença entre este local e seu local de origem?
12. Há diferenças entre os locais, por exemplo, hábitos alimentares, modo de vida, rotina etc.?
13. Há algum espaço nesta cidade que faça você lembrar de seu lugar de origem? Qual? Por quê?
14. Você gostaria de voltar a seu lugar de origem? Por quê?

Procure agendar uma data para as entrevistas e assim poder planejar a vinda dos familiares.
Caso haja muitas famílias migrantes na sala de aula, organize as entrevistas em dias diferentes.
Solicite que, se possível, os familiares tragam fotos que mostrem os locais e os costumes de onde
viviam. No dia da entrevista, distribua as perguntas numeradas aos alunos para que eles participem
ativamente dela.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
134

Aula 3
Ao final das entrevistas, é importante que seja feita uma reflexão sobre tudo o que foi aprendi-
do. Além de retomar o conceito de migração, verifique se os alunos reconhecem alguns fatores que
levam as pessoas a migrar e as consequentes contribuições culturais que ocorrem com esse processo.
Além disso, é importante que eles reconheçam os principais locais de origem dos migrantes entre-
vistados, identificando aspectos culturais desses locais no município onde vivem. Nesse sentido,
além das entrevistas, você pode ajudá-los na percepção de hábitos, costumes e também de paisagens
do município que refletem a influência desses fluxos migratórios. Finalize a proposta auxiliando-os
a montar um mural com informações e imagens do que foi visto, além dos desenhos produzidos na
primeira aula. Essas informações podem ser expostas na forma de pequenos textos elaborados cole-
tivamente, escritos em cartazes e fixados no mural. Os textos coletivos podem explicar, por exemplo:
• o que é migração;
• os fatores que motivam esse movimento;
• os principais locais de origem dos migrantes entrevistados;
• os aspectos relacionados a esse movimento presentes nos hábitos e nas paisagens do lugar onde
vivem.
Se possível, providencie algumas imagens de locais do município que refletem esses movimen-
tos migratórios, como restaurantes típicos, feiras, monumentos etc. e coloque-as no mural. As ima-
gens podem ser fotografias ou recortes de revistas e jornais que mostrem esses lugares.

Atividades complementares

1. Escreva com suas palavras o que é migração.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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2. Desenhe um elemento da paisagem que demonstre a influência


dos migrantes no lugar onde você vive.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Gabarito
1. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno reconheça que migração é o movimento de pessoas
que mudam de um local para outro.
2. Resposta pessoal. Os alunos podem desenhar monumentos, feiras, lojas ou restaurantes típi-
cos, festas, pratos etc.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• participação na roda de conversa;
• tarefa sobre sua origem e dos familiares;
• desenho sobre migração;
• participação na elaboração do roteiro de entrevista;
• participação nas entrevistas;
• participação na elaboração dos textos coletivos;
• participação na montagem do painel.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno compreende o que é migração e reconhece aspectos desse processo no lugar onde vive?
• Ele identifica diferenças culturais relacionadas à migração no lugar em que vive e as respeita?

Sugestão de autoavaliação
A autoavaliação permite que o aluno reflita sobre o próprio desempenho considerando suas
conquistas e identificando suas dificuldades. Depois de o aluno se autoavaliar, você pode utilizar os
mesmos critérios para avaliá-lo. Com base na autoavaliação, tanto o professor como o aluno podem
definir estratégias que solucionem as dificuldades e aperfeiçoem o processo de ensino-aprendizagem.

Critérios Sim Não

Eu sei o que é migração?

Entendo alguns fatores que levam as pessoas a migrar?

Conheço a origem de alguns migrantes do lugar em


que vivo?

Compreendo que as migrações ocasionam importantes


trocas culturais?

Reconheço aspectos da cultura dos migrantes do lugar


onde vivo e os respeito?

Participo das atividades e sigo as orientações do


professor?

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
137

Sequência 4 – Conhecendo a atividade agrícola


Objetos de Habilidades
Objetivos de aprendizagem
conhecimento desenvolvidas
• Conhecer características da agricultura. • Tipos de trabalho em lugares (EF02GE07) Descrever
• Reconhecer produtos relacionados à e tempos diferentes. as atividades extrativas
atividade agrícola. • Os usos dos recursos (minerais, agropecuárias e
naturais: solo e água no industriais) de diferentes
• Reconhecer a importância da
campo e na cidade. lugares.
agricultura.
(EF02GE11) Reconhecer a
• Reconhecer a importância do solo e da
importância do solo e da água
água na atividade agrícola.
para a vida, identificando seus
diferentes usos (plantação e
extração de materiais, entre
outras possibilidades) e os
impactos desses usos no
cotidiano da cidade e do
campo.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo da sequência é apresentar aos alunos a atividade agrícola, levando-os a descrever
suas características e a reconhecer alimentos e produtos obtidos por meio dela. Participando de
rodas de conversa e fazendo atividades de campo e atividades em grupo, eles aprenderão aspectos
dessa atividade econômica e produzirão pequenos textos, desenhos e colagens. No final, além de
compreender o que é a atividade, espera-se que os alunos reconheçam a importância dela no dia a
dia das pessoas.

Duração
3 aulas

Material:
• revistas;
• jornais;
• lápis;
• lápis de cor;
• cartazes.

Onde realizar
Em sala de aula e em locais definidos por você, professor (opcional).

Conteúdo com licença aberta do tipo Creative Commons – Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY NC 4.0), com possibilidade de cópia e redistribuição em
qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Como encaminhar

Aula 1
Inicie a aula apresentando em uma roda de conversa a atividade agrícola. Primeiro, verifique
o que os alunos sabem a respeito dela e, logo depois, comente algumas de suas características, os
produtos dela e também aspectos da paisagem a ela relacionados. Reforce a relevância do solo e da
água nas atividades agrícolas. Ressalte também a importância de que essas atividades sejam susten-
táveis e os cuidados ambientais que se deve ter com todos os elementos da paisagem. Explique que
a agricultura é a atividade de preparar a terra, plantar e colher produtos que servirão de alimento
para as pessoas e de matéria-prima para as indústrias. Ressalte que essa atividade geralmente ocorre
nas áreas rurais, mas que pode ser desenvolvida também nas cidades, em alguns bairros onde se
cultivam hortas urbanas. Se viverem em uma região agrícola, destaque características da agricultura
do lugar em que moram, procurando esclarecer que elas não são iguais em todos os lugares. Finalize
esse primeiro momento pedindo aos alunos que façam um desenho que, na opinião deles, repre-
sente a agricultura. Exponha os desenhos e peça a alguns alunos que comentem suas produções.
Aproveite para verificar se os desenhos se relacionam de alguma forma com a atividade agrícola.

Aula 2
Se possível, organize uma visita a um local relacionado a essa atividade, como uma fazenda que
ofereça serviços de turismo rural, uma feira de frutas e legumes ou um mercado próximo à escola.
Independentemente da opção, ajude os alunos, durante a visita, a relacionar os alimentos vistos à
atividade agrícola. Leve-os a observar determinados aspectos e a refletir sobre eles perguntando, por
exemplo:
• Quais alimentos vistos por nós estão relacionados à agricultura?
• Como é ou como vocês imaginam que seja a paisagem dos locais em que esses alimentos são
cultivados?
• Quais dos alimentos vistos são consumidos por vocês no dia a dia?
• Por que essa atividade é importante?
• Do que esses alimentos necessitam para se desenvolver?
Em sala de aula, faça um resumo coletivo do que foi visto e solicite aos alunos que elaborem
desenhos que ilustrem a paisagem e/ou os alimentos vistos na atividade de campo. As ilustrações
também podem ser substituídas por fotografias tiradas no local visitado.

Aula 3
Organize a turma em três ou quatro grandes grupos e peça que cada grupo monte um painel
com imagens relacionadas à agricultura. Explique que a tarefa do grupo é pesquisar imagens de
paisagens, alimentos ou produtos relacionados à atividade agrícola e elaborar pequenas legendas
explicativas de cada imagem. As imagens podem ser encontradas em revistas, jornais e na internet.
Se considerar conveniente, sugira que cada integrante contribua com duas imagens e respectivas
legendas. Explique que as legendas devem ser breves, devendo destacar apenas o tipo de paisagem
ou alimento representado, por exemplo, “Plantação de tomates” ou “Batata”.
Ajude-os na organização e montagem dos painéis, que devem ser expostos em sala de aula.
Depois de prontos e expostos, analise coletivamente os painéis descrevendo os aspectos da ativi-
dade agrícola que podem ser observados nas imagens e também os que foram aprendidos ao longo
da sequência.
Para a elaboração do painel, pode ser seguido o roteiro de perguntas a seguir.

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• O que é agricultura?
• Onde essa atividade costuma se desenvolver?
• Como é a paisagem dos locais em que a agricultura se desenvolve?
• Que alimentos são produzidos por essa atividade?
• Qual é a importância dessa atividade?
• Qual é a importância do solo e da água para a atividade agrícola?

Atividades complementares

1. Recorte de jornais de ofertas, revistas ou internet três produtos


obtidos por meio da atividade agrícola e cole-os em uma folha
à parte. Escreva de que forma esses alimentos são consumidos
por você no dia a dia.
2. Organize as etapas envolvidas no desenvolvimento da atividade
agrícola numerando-as.
( ) colher os produtos
( ) preparar a terra
( ) plantar
Agora, complete a frase a seguir com base nas etapas
apresentadas acima e na ordem em que elas acontecem.

Agricultura é a atividade de _____________________,


e _____________________ que servirão de
_____________________
alimento para as pessoas e de matéria-prima para as indústrias.

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Gabarito
1. Resposta pessoal. O objetivo é verificar se os alunos reconhecem produtos relacionados à ati-
vidade agrícola, levando-os, ainda, a perceber a presença deles em seu dia a dia. O aluno deve
informar em que refeição esse alimento é geralmente consumido e qual estado ele se encontra
(in natura, cozido, assado, frito etc.); se é um prato comum ou exótico, se é consumo como re-
feição ou sobremesa e outras informações sobre o consumo que auxiliem no reconhecimento
da relação entre a produção agrícola e os hábitos alimentares.
2.
(3) Colher os produtos.
(1) Preparar a terra.
(2) Plantar.
Agricultura é a atividade de preparar a terra, plantar e colher os produtos que servirão de ali-
mento para as pessoas e de matéria-prima para as indústrias.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto trabalhado;
• produção dos desenhos;
• participação na aula de campo;
• pesquisa de imagens e elaboração de legendas;
• participação na elaboração dos textos coletivos.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno é capaz de descrever a atividade agrícola e relacionar produtos obtidos por meio dessa
atividade?
• Ele reconhece a importância da atividade agrícola como produtora de alimento e matéria-prima?

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Sugestão de autoavaliação
A autoavaliação permite que o aluno reflita sobre o próprio desempenho considerando suas
conquistas e identificando suas dificuldades. Depois de o aluno se autoavaliar, você pode utilizar os
mesmos critérios para avaliá-lo. Com base na autoavaliação, tanto o professor como o aluno podem
definir estratégias que solucionem as dificuldades e otimizem o processo de ensino-aprendizagem.

Critérios Sim Não


Consegui descrever algumas características da
atividade agrícola?

Reconheço alimentos relacionados à atividade


agrícola?

Reconheço a importância da agricultura?

Participo das atividades orais e escuto com


atenção a apresentação de meus colegas?

Reconheço a importância do solo e da água para


a atividade agrícola?

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Sequência didática 5 – O impacto do trabalho humano no meio


ambiente

Objetivo de Objeto de
Habilidade desenvolvida
aprendizagem conhecimento
• Refletir sobre o impacto da • A sobrevivência (EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente
atividade humana no meio e a relação com a causados pelas diferentes formas de trabalho
ambiente, nos recursos natureza. existentes na comunidade em que vive.
naturais, bem como
sobre as consequências
negativas dessas ações no
mundo.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é explorar a noção de transformação ambiental provocada
pelo trabalho humano. Para isso, a proposta consiste na análise de uma representação cinemato-
gráfica e ficcional desse processo, destacando o risco de um esgotamento dos recursos naturais por
conta da crescente exploração da natureza pelo ser humano.

Duração
2 aulas

Material:
• equipamentos para exibição de filmes.

Onde realizar
Em sala de aula ou na sala de vídeo.

Como encaminhar

Aula 1
A proposta desta sequência didática é discutir, por meio da análise de um filme, o trabalho hu-
mano ao longo do tempo e seu impacto no meio ambiente. Para isso, sugerimos a animação Wall-e
(direção de Andrew Stanton. EUA, 2008, 98 min). No entanto, você pode selecionar qualquer outra
obra que aborde a questão da destruição do meio ambiente e que propicie a discussão em sala de
aula sobre o risco de esgotamento ambiental por conta da ação humana.
Antes de iniciar a exibição do filme, comente que se trata de uma obra ficcional, ou seja, que
nada do que está retratado tem compromisso com a realidade, mas que, mesmo assim, pode nos
ajudar a imaginar situações e analisar nosso mundo. Explique-lhes que a animação aborda a maneira
pela qual o trabalho humano transformou o planeta. Relembre que toda atividade humana afeta a
natureza e que nem sempre essa transformação é positiva, já que os seres humanos podem poluir
e destruir recursos naturais. Além disso, enfatize que essa forma de destruição atinge nossa vida,
podendo causar grandes problemas aos seres humanos.
Na sequência, exiba o filme aos alunos. A obra pode ser exibida integralmente ou, caso julgue
mais conveniente, você pode selecionar trechos que abordem a questão da transformação ambiental.
Se possível, assista ao filme previamente a fim de identificar os momentos importantes para a dis-
cussão em sala de aula.

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Terminada a apresentação, explique-lhes que, na próxima aula, haverá uma discussão sobre o
filme a que assistiram e sobre o trabalho humano e as formas pelas quais ele afeta o meio ambiente.

Aula 2
A segunda aula será conduzida com a discussão sobre o filme exibido. Peça aos alunos que
exponham suas opiniões sobre como o filme mostra o futuro dos seres humanos. É importante per-
ceberem que o filme representa esse futuro de forma negativa, já que a natureza acaba sendo inteira-
mente destruída, que todos os recursos naturais deixam de existir e que isso impede a própria vida
humana na Terra.
Com base nisso, proponha uma discussão sobre como as atuais atividades humanas afetam o
meio ambiente tanto nas cidades quanto no campo. É importante ressaltar aspectos diversos, como
a poluição do ar, o desperdício de água, a poluição de rios, a produção de lixo, a devastação das
florestas e outras paisagens naturais, a contaminação de outros seres vivos, o extermínio de animais,
entre muitos outros exemplos.
Aproveite esse momento para explicar que, ao longo do tempo, o trabalho humano transforma-
se e afeta a natureza de novas maneiras. Hoje em dia, por exemplo, há grandes fábricas que causam
muita poluição. No passado, essas fábricas não existiam, mas os seres humanos afetavam a natureza
de outros modos. É importante ressaltar que o desenvolvimento tecnológico pode aumentar o im-
pacto sobre a natureza, mas também, por outro lado, é por meio dele que encontramos formas de
combater a destruição da natureza e recuperar aquilo que já foi afetado.
Ao final da aula, para sintetizar o trabalho feito nesta sequência didática, proponha uma refle-
xão sobre as questões a seguir.
1. Como o filme imagina o futuro dos seres humanos e por que esse futuro é assim? Justifique
sua resposta com elementos do filme.
2. De que modo o trabalho humano afeta o meio ambiente?
As duas atividades podem ser respondidas oralmente ou, caso julgue mais adequado, por es-
crito. O fundamental é que os alunos conversem coletivamente sobre o tema das perguntas a fim de
expor os próprios argumentos e ideias a respeito dele.

Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as questões a seguir.

1. Com base no debate feito em sala de aula, elabore um desenho


que represente os efeitos negativos das ações humanas sobre o
meio ambiente.
2. O trabalho humano sempre afeta a natureza de forma negativa?
Por quê?
3. Por que é importante estudar a história do trabalho humano?

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Gabarito
1. A proposta da atividade é levar os alunos a refletir sobre a questão da transformação humana
no meio ambiente e os riscos que sua destruição acelerada oferece às sociedades humanas.
É importante que os desenhos recuperem ideias trabalhadas e discutidas durante as aulas e
demonstrem o esforço de apropriação das questões pelos alunos.
2. Não, o trabalho humano nem sempre afeta a natureza negativamente. Existem formas de tra-
balho que podem ajudar a preservar a natureza e seus recursos, até mesmo recuperar danos
causados pela ação humana, como o desmatamento ou a poluição.
3. Resposta pessoal. É possível apontar que, quando estudamos o trabalho humano, podemos
entender como os grupos e os indivíduos afetam o meio ambiente e o mundo que os cerca.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados
estão:
• participação e interesse no assunto abordado;
• participação no debate sobre o filme, desenvolvido em sala de aula;
• compreensão do papel do trabalho humano nas alterações do meio ambiente rural ou urbano;
• compreensão de como as atuais atividades humanas afetam o meio ambiente.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno compreende que o trabalho humano transforma e altera a natureza?
• O aluno consegue explicar de que forma o trabalho humano pode afetar o meio ambiente?

Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não


Compreendo que o trabalho humano transforma
a natureza?

Consegui citar exemplos de atividades humanas


que afetam negativamente o meio ambiente?

Aprendi algo novo sobre a história do trabalho


humano?

Estou atento ao que o professor e os colegas


dizem?

Aceito e respeito a opinião dos outros?

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
145

Sequência didática 6 – Como proteger o meio ambiente?


Objetivo de Objeto de Habilidade
aprendizagem conhecimento desenvolvida
• Refletir a respeito das • A sobrevivência (EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente
atitudes em relação ao e a relação com a causados pelas diferentes formas de trabalho
meio ambiente com a natureza. existentes na comunidade em que vive.
finalidade de minimizar
os efeitos da ação humana
na natureza e proteger os
recursos naturais.

Objetivos e conteúdos de ensino


O objetivo desta sequência didática é explorar noções importantes relacionadas ao impacto das
atividades humanas sobre o meio ambiente e formas de minimizar esse impacto, especialmente
por meio de ações voltadas à sustentabilidade e à preservação dos recursos naturais. Além disso, a
proposta é destacar o caráter histórico da ação humana no meio ambiente e reforçar que diferentes
sociedades afetam de forma particular a natureza e os recursos naturais.

Duração
2 aulas

Material:
• lápis de cor;
• lápis preto;
• tinta guache;
• borracha;
• papel;
• recipientes que possam ser utilizados para armazenar lixo.

Onde fazer
Em sala de aula ou em espaços abertos da escola.

Como encaminhar

Aula 1
De início, explique aos alunos que todas as atividades humanas afetam o ambiente e, como com-
plemento, dê exemplos concretos, como o ato de cortar uma árvore para fazer lenha ou o lixo jogado
em rios. Comente que a construção de cidades também provoca grandes modificações no ambiente,
já que a flora e a fauna nativas são substituídas por edificações. Além disso, as cidades afetam os
rios, o ar e outros recursos naturais. Por esses motivos, as práticas sustentáveis são importantes. Elas
são maneiras de proteger o meio ambiente e minimizar o impacto das ações humanas.
Com base nessa apresentação geral, comente que, ao longo do tempo, o ser humano desenvol-
veu diferentes formas de sobrevivência e que elas afetam a natureza de maneira distinta. Um exem-
plo são as sociedades indígenas, cujo modo de viver afeta menos o meio ambiente do que o nosso.
Essas sociedades organizam-se para alcançar um equilíbrio com o meio ambiente que as rodeia, sem
provocar a destruição exaustiva da flora e da fauna, e evitam a poluição de rios e do solo.

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146

Finalmente, para encerrar a aula, é necessário explicar que as práticas sustentáveis dependem
da ação de muitas pessoas e de grandes mudanças na organização da sociedade, porém é possível
adotar pequenas ações que modificam o cotidiano de toda a sociedade, como a reciclagem do lixo.
Informe aos alunos que a proposta da segunda aula é organizar uma ação de reciclagem no espaço
escolar.

Aula 2
Na segunda aula, oriente os alunos a criar um pequeno projeto de reciclagem do lixo. A ideia
é organizar um sistema de lixeiras separadas de acordo com os diferentes tipos de lixo recicláveis.
O propósito é que essas lixeiras permaneçam na sala de aula. Entretanto, também podem-se fazer
outras lixeiras e disponibilizá-las em espaços coletivos, como o pátio da escola. Isso pode depender
das estruturas da escola, ficando a critério das necessidades ou possibilidades da instituição.
Depois de definido o local onde as lixeiras serão instaladas, é indispensável decidir como elas
serão preparadas. A sugestão é escolher quatro ou cinco lixeiras e destinar cada uma delas a um tipo
de lixo: papel, plástico, resíduos orgânicos e resíduos não recicláveis. Além disso, também podem
ser montadas lixeiras para vidro ou metal. Nesse caso, cada lixeira deve contar com um destaque
colorido. Uma sugestão é propor aos alunos que pintem as lixeiras ou parte delas ou, caso ache mais
conveniente, que preparem cartolinas pintadas e sinalizadas para afixar nas lixeiras. Ressalte que
as cores são padronizadas: azul para papel; vermelho para plástico; verde para vidro; amarelo para
metal; marrom para resíduos orgânicos e cinza para lixo não reciclável.
Proponha aos alunos que preparem as lixeiras. Antes de iniciar a parte prática, comente que o
princípio do lixo reciclável é minimizar a produção de lixo e garantir o reaproveitamento de recursos
naturais a fim de poupar a natureza. Todavia, para reciclar o lixo é necessário separá-lo. Nesse pro-
cesso, o papel, por exemplo, precisa ser tratado de uma forma diferente do vidro, motivo pelo qual
existem as lixeiras separadas e identificadas.
Separe os alunos em pequenos grupos. Cada grupo deverá fazer uma lixeira. Caso a proposta
seja pintar as lixeiras, é essencial organizar a sala de aula, de modo que a tinta não suje as carteiras
e o chão, e lembrar aos alunos a importância de se concentrar na atividade para que ela seja bem
realizada. Depois de pronta a pintura ou a sinalização das lixeiras, explique como devem ser colo-
cados os sacos de lixo em cada uma delas. Nesse momento, é fundamental explicar e exemplificar o
que pode ser jogado nelas. Em alguns casos, isso é fácil de perceber (papel de caderno, por exemplo,
sempre na lixeira azul), mas existem casos que não são tão evidentes (quando um papel está sujo
de gordura, por exemplo, ele torna-se um lixo não reciclável; além disso, papel higiênico, etiquetas,
papel-carbono, entre outros, também não são recicláveis).
Para encerrar a atividade, proponha aos alunos que criem um mural para explicar o uso das
lixeiras. Nele devem constar informações visuais e textuais para que qualquer pessoa que ainda não
conheça o funcionamento das lixeiras possa entender como usá-las. Esse mural pode ser fixado em
uma área próxima das lixeiras. Reforce a ideia de que o lixo reciclado precisa ser coletado para que
seja preservada sua divisão, e que isso exige recursos nem sempre disponíveis na comunidade da
escola. Ainda que esse seja o caso e o lixo não seja efetivamente reciclado, ao final, a atividade pode
contribuir para o desenvolvimento da consciência sustentável entre os alunos e ajudar a promover a
reflexão sobre os impactos da ação humana no meio ambiente.

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147

Atividades complementares
Ao fim da sequência didática, faça uma avaliação com os alunos sobre o que aprenderam. Para
isso, sugerimos as questões a seguir.

1. Por que é importante reciclar o lixo que produzimos?


2. Todas as sociedades humanas afetam o meio ambiente da
mesma forma? Por quê?
3. Uma maneira de proteger o meio ambiente é diminuir o
consumo. Pense em uma lista de coisas que você e as pessoas
de sua casa podem fazer para diminuir o consumo e ajudar a
proteger o meio ambiente.
Gabarito
1. Resposta pessoal. É essencial que os alunos percebam que a reciclagem do lixo é uma forma
de minimizar o impacto ambiental das ações humanas e de gastar menos recursos naturais.
2. Não. De acordo com o que foi explorado durante a sequência didática, há sociedades que se
organizam de modo a afetar menos o meio ambiente, como algumas sociedades indígenas.
3. A proposta da atividade é levar os alunos a refletir sobre a associação entre o consumo exa-
gerado das sociedades contemporâneas e as transformações que afetam o meio ambiente.
Com base nessa premissa, é possível discutir medidas diversas que podem ser tomadas para
proteger os recursos naturais, por exemplo: não esquecer as luzes dos cômodos acesas, não
desperdiçar água quando se toma banho, evitar o desperdício de alimentos, preservar os brin-
quedos para que durem mais tempo, entre outras.

Como avaliar

Sugestões gerais para avaliação


A avaliação deve ser contínua e individualizada. Entre os aspectos que podem ser observados,
estão:
• participação nas rodas de conversa e interesse pelo assunto trabalhado;
• participação no projeto de reciclagem;
• produção das lixeiras;
• participação na criação do mural.

Questões orientadoras da avaliação


• O aluno consegue diferenciar ações sustentáveis de não sustentáveis?
• Ele compreende a diferença entre material reciclável e não reciclável?
• Compreende a importância da reciclagem?

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ser indicadas, além de um link para a licença.
148

Sugestão de autoavaliação

Critérios Sim Não


Entendo a diferença entre material reciclável e
material não reciclável?

Compreendo a importância da reciclagem?

Entendo o significado das diferentes cores das


lixeiras recicláveis?

Aprendi a diferenciar os materiais que devem


ser descartados em cada lixeira reciclável?

Participei ativamente da produção da lixeira e


do cartaz?

Estou atento ao que os colegas e o professor


dizem?

Aceito e respeito a opinião dos outros?

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149

Propostas de acompanhamento da
aprendizagem

Quarto bimestre

NOME: ____________________________ TURMA: 2o ANO _____

PROFESSOR(A): ___________________ DATA: ___ / ___ / _____

1. Desenhe nos quadros abaixo alguns alimentos que você


consome em seu dia a dia.

• Compare seus desenhos com os dos colegas.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
150

2. Quais elementos compõem a paisagem de seu bairro? Circule as


palavras que representam esses elementos.

mercado moradias rio prédios

avenidas ruas parques praia

3. As frases a seguir referem-se à migração e às trocas culturais


que esse movimento gera. Assinale a afirmativa correta.
a) A pessoa que migra abandona suas tradições culturais.
b) O local que recebe o migrante é sempre igual ao seu local de
origem.
c) A migração faz com que haja trocas e interação de tradições e
hábitos culturais.
d) A migração nunca gera trocas culturais.
4. É correto afirmar que todos os bairros são iguais? Por quê?

5. Atividade de preparação do solo para cultivo e colheita de


plantas. Essa definição refere-se à atividade:
a) extrativa.
b) industrial.
c) comercial.
d) agrícola.
6. Com base no que você estudou, marque a alternativa correta.
a) As migrações sempre ocorrem do campo para a cidade.
b) Os migrantes sempre voltam para os locais de origem.
c) A migração favorece as trocas culturais.
d) A migração não ocorre mais no Brasil.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
151

7. Migração é o nome dado ao movimento de pessoas que mudam


de um local para outro. Escreva com suas palavras ao menos
uma razão que faz as pessoas migrarem.

8. A agricultura é uma atividade muito importante para o ser


humano. Faça um desenho que represente essa atividade.

9. Assinale a alternativa com expressões relativas a agricultura.


a) cultivo e colheita de plantas
b) coleta, extração, caça e pesca
c) criação de animais
d) transformação de matéria-prima
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ser indicadas, além de um link para a licença.
152

10. Com as palavras do quadro abaixo, complete cada frase.

migrante – bairro – migração – movimento

a) A ______________________ é o movimento de pessoas que se


mudam de um local para outro.

b) A migração é um ______________________ muito antigo, seja no


mesmo país ou de um país para outro.
c) Em um mesmo município as pessoas podem migrar, ao se
mudar de ______________________, por exemplo.
d) A pessoa que se desloca de um local para outro é chamada
de ______________________.
11. Aponte dois exemplos de atividades humanas que afetam o
meio ambiente.

12. A seguir, leia as alternativas sobre o efeito das ações humanas


na paisagem e selecione a opção correta:
a) As atividades humanas podem transformar a paisagem das
cidades e do campo.
b) As atividades humanas só transformam a paisagem das
cidades.
c) As atividades humanas só transformam a paisagem do
campo.
d) As atividades humanas nunca transformam a paisagem.

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153

13. Aponte um exemplo de ação que pode contribuir para diminuir o


impacto ambiental.

14. Relacione as colunas associando corretamente o impacto entre


as diferentes atividades humanas na natureza.
( 1 ) meios de transporte ( ) queimada de florestas
( 2 ) uso da mangueira ( ) desperdício de água
( 3 ) produção das fábricas ( ) poluição do ar
( 4 ) agricultura ( ) poluição do solo com o lixo
15. É um produto usado na agricultura que pode prejudicar a saúde
das pessoas:
a) agrotóxico.
b) sementes.
c) água.
d) terra.

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Gabarito

Atividade 1

Habilidade avaliada
(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em
que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno reflita sobre alguns de seus hábitos alimentares e repre-
sente alimentos comuns de seu dia a dia. Após a conclusão dos desenhos, diga-lhes que comparem
seus desenhos com os dos colegas e estimule-os a observar as diferenças e semelhanças entre os
alimentos representados. Reforce a importância do respeito às diferenças.

Atividade 2

Habilidade avaliada
(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em
que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Resposta pessoal. Leia pausadamente com a turma as palavras do quadro, faça perguntas sobre
a presença de cada elemento na paisagem do bairro em que vivem e instrua os alunos a circular as
palavras correspondentes. Dessa forma, todas as palavras serão consideradas por eles e, ao circu-
lar os elementos que veem no bairro deles, ficará evidente os que não fazem parte da paisagem.
Converse com eles e estimule-os a comparar o uso dos espaços indicados no bairro em que vivem
perguntando, por exemplo: Como são as moradias de seu bairro? Elas são todas parecidas ou o tipo
de construção e a quantidade variam? Os parques são frequentados por muitas ou poucas pessoas?
Há atividades de lazer ou festas tradicionais? As ruas e avenidas dos bairros são parecidas? Caso o
ambiente seja praiano, pergunte: Com que frequência os moradores e visitantes usam a orla da praia
e para que a usam? Estimule o reconhecimento de diferentes usos do espaço e reforce o respeito às
tradições e culturas diversas.

Atividade 3

Habilidades avaliadas
(EF02GE01)  Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
(EF02GE02)  Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em
que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Alternativa c.
Leia atentamente as alternativas com os alunos e, após responderem à atividade, esclareça dú-
vidas sobre o entendimento de cada uma delas e converse com eles interpretando cada alternativa e
analisando seu conteúdo. É importante eles perceberem que os movimentos migratórios promovem
interação e troca cultural entre os povos, mesmo que esse processo nem sempre seja harmonioso,
pois há várias situações de conflitos no contato entre diferentes tradições culturais. Reforce a impor-
tância do respeito e da tolerância entre populações com diferentes bagagens culturais.

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Atividade 4

Habilidade avaliada
(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em
que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

Espera-se que os alunos reconheçam que os bairros são diferentes. Além dos diversos tamanhos
e paisagens, os bairros são formados por grupos de moradores de diferentes origens e tradições cul-
turais. Explore com os alunos essa composição dos bairros com base nas respostas deles. Em uma
roda de conversa, incentive-os a expor suas percepções da realidade do bairro em que vivem, as
características tradicionais que reconhecem no bairro, permanências e transformações. 

Atividade 5

Habilidades avaliadas
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.
(EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos
(plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da
cidade e do campo.

Alternativa d.
Procure observar as dificuldades encontradas pelos alunos na resolução da atividade. Com eles,
destaque características das atividades produtivas listadas nas alternativas e faça perguntas sobre
essas atividades no local em que os alunos vivem. Reforce que o enunciado trata de uma atividade
relacionada com preparação do solo e cultivo de plantas e explique por que as demais alternativas
não correspondem à resposta correta.

Atividade 6

Habilidade avaliada
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.

Alternativa c.
Leia atentamente as alternativas com os alunos e esclareça dúvidas sobre o entendimento das
frases. Após responderem, faça a correção das alternativas incorretas dialogando com eles sobre os
conceitos apresentados. A noção de migração tem um escopo muito amplo, pode significar mudan-
ças internas em um mesmo município e até migrações intercontinentais. Outro ponto importante
para a compreensão desse fenômeno é o fato de continuar ocorrendo no decorrer dos séculos; a
migração dos seres humanos primitivos foi responsável pela ocupação da maior parte das áreas do
planeta.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
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Atividade 7

Habilidade avaliada
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.

Sugestões de resposta: Dificuldades no campo; elas se mudam em busca de uma vida melhor.
Em um momento anterior à atividade, converse com os alunos e leve-os a pensar nas características
de que mais gostam no local em que vivem. Pergunte a eles: Caso não houvesse essas características,
isso os faria se deslocar de um local para outro buscando atender a essa necessidade? Dê exemplos:
a proximidade do mar, de um rio ou de uma fonte de recursos; o local adequado para o exercício de
uma profissão específica; viver próximo a parentes ou pessoas queridas etc. Outro aspecto deter-
minante para o movimento migratório é a fuga ou distanciamento de conflitos, tragédias naturais e
outros fatores de expulsão populacional.

Atividade 8

Habilidade avaliada
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.

Espera-se que o aluno retrate aspectos relacionados à agricultura. Procure observar os elemen-
tos representados nos diferentes desenhos e oriente-os em relação a possíveis equívocos. Você pode
também auxiliá-los ao indicar algumas características das atividades para eles incluírem no dese-
nho, como o uso de ferramentas ou a forma que as áreas de plantio são representadas.

Atividade 9

Habilidade avaliada
(EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares.

Alternativa a.
Leia atentamente as alternativas com os alunos e, após responderem à atividade, pergunte a eles
que atividades produtivas se relacionam às demais alternativas. Mesmo que não tenham estudado
esse conteúdo, os alunos podem relacionar as frases a atividades como pecuária, extrativismo e pro-
dução industrial. Apenas comente essa classificação à medida que os alunos indicarem os conceitos
relacionados às alternativas. Esclareça as dúvidas que podem surgir em relação ao entendimento das
expressões e dos conceitos.

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Atividade 10

Habilidades avaliadas
(EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.
(EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou
comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.

a) A migração é o movimento de pessoas que se mudam de um local para outro.


b) A migração é um movimento muito antigo, seja no mesmo país ou de um país para outro.
c) Em um mesmo município as pessoas podem migrar ao se mudar de bairro, por exemplo.
d) A pessoa que se desloca de um local para outro é chamada de migrante.
Releia as frases com as respostas dos alunos. Em uma roda de conversa, debatam o tema decada
frase e a relação com o conteúdo de migração e ocupação espacial. Auxilie os alunos para dirimir
qualquer dúvida sobre o entendimento das frases e, se julgar pertinente, peça-lhes que copiem as
frases no caderno e incluam um comentário pessoal sobre cada item.

Atividade 11

Habilidade avaliada
(EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na
comunidade em que vive.

A proposta da atividade é explorar a noção de atividade humana e como essas ações afetam o
meio ambiente. Podem ser apontados inúmeros exemplos, como a agricultura, a indústria, o uso de
diversos meios de transporte, a produção de lixo, o desmatamento etc.

Atividade 12

Habilidade avaliada
(EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na
comunidade em que vive.

Alternativa a.
O objetivo da atividade é levar os alunos a observar que a ação humana tem impacto sobre todo
tipo de paisagem. Caso encontrem dificuldade em resolvê-la, retome a questão da ação humana e
destaque a maneira pela qual ela afeta diferentes paisagens.

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Atividade 13

Habilidade avaliada
(EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na
comunidade em que vive.

A proposta da atividade é explorar a noção de diminuição do impacto ambiental por meio de


exemplos que podem contribuir para a preservação da natureza e redução do dano causado pela
ação humana aos recursos naturais. Podem ser apontados inúmeros exemplos, como a reciclagem
do lixo, a redução do consumo excessivo, a economia da água, a utilização de meios de transporte
menos poluentes, etc.

Atividade 14

Habilidade avaliada
(EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na
comunidade em que vive.

A ordem correta é 4, 2, 1, 3.
A proposta da atividade é associar atividades humanas com determinados efeitos sobre o meio
ambiente.

Atividade 15

Habilidade avaliada
(EF02HI11) Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na
comunidade em que vive.

Alternativa a.
O produto que pode prejudicar a saúde das pessoas ao ser usado na agricultura é o agrotóxico.

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159

Projeto integrador bimestral: Os cartões­


‑postais
Competências Componente Objetos de
Habilidades
gerais curricular conhecimento
1. Reconhecer que Localização, orientação e (EF02GE08) Identificar e elaborar
a língua é meio representação espacial. diferentes formas de representação
de construção (desenhos, mapas mentais,
Geografia
da identidade de maquetes) para representar
seus usuários e da componentes da paisagem dos
comunidade a que lugares de vivência.
pertencem. Formas de registrar e (EF02HI05) Selecionar objetos e
narrar histórias (marcos documentos pessoais e de grupos
próximos ao seu convívio e
de memória materiais e
compreender sua função, seu uso
imateriais). e seu significado.
História
O tempo como medida. (EF02HI07) Identificar e utilizar
diferentes marcadores do tempo
presentes na comunidade, como
relógio e calendário.
Propriedades e usos dos (EF02CI02) Justificar o uso de
materiais. diferentes materiais em objetos
de uso cotidiano, tendo em vista
Ciências
algumas propriedades desses
materiais (flexibilidade, dureza,
transparência etc.).
Elementos da linguagem. (EF15AR02) Explorar e reconhecer
elementos constitutivos das artes
Arte
visuais (ponto, linha, forma, cor,
espaço, movimento etc.).
Mensagem pessoal. (EF02LP21) Escrever bilhetes e
cartas, em meio impresso e/ou
digital (e-mail, mensagem em
rede social etc.) mantendo as
Língua Portuguesa
características do gênero textual
e dos portadores, considerando a
situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.

Duração
6 a 12 aulas, conforme opções escolhidas por você

Produto final
Exposição de cartazes sobre a história do cartão-postal e envio de cartão-postal com imagem e
texto produzidos pelos alunos.

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ser indicadas, além de um link para a licença.
160

Cronograma

Etapa 1 1 a 3 aulas

Etapa 2 1 a 2 aulas

Etapa 3 1 aula

Etapa 4 1 a 2 aulas

Etapa 5 1 a 2 aulas

Autoavaliação 1 a 2 aulas

Justificativa
Apesar de ainda existir, o cartão-postal, que tempos atrás era um artigo comum e conhecido por
todos, tornou-se ao longo do tempo cada vez menos usual. Se ele surgiu como uma forma de enviar
para pessoas queridas uma lembrança com a paisagem do lugar por onde alguém estava viajando,
hoje, graças aos smartphones, é possível, com muita facilidade, não só enviar fotografias do lugar
visitado como também fazer vídeos, transmissões ao vivo etc.
Muito provavelmente os alunos desconhecem o que sejam cartões-postais, sua finalidade, his-
tória, importância e formas de uso. Isso também ocorre com o envio ou recebimento de cartas ou
cartões de Natal, que hoje raramente são enviados quando o intuito não é comercial.
A proposta de confecção e envio de cartões-postais requer pesquisa, conhecimento de destinatá-
rios (tanto pessoas quanto instituições), produção textual, representação de paisagens etc.
Cada etapa pode ser trabalhada de inúmeras maneiras, seja relacionando diferentes lugares, seja
relacionando as paisagens dos lugares com os diversos objetivos propostos.

Objetivos
• Reconhecer diferentes formas de se comunicar e retratar paisagens.
• Conhecer distintos meios de comunicação e gênero textual.
• Conhecer diversos lugares por meio de fotografias ou representações artísticas.
• Conhecer a biografia de pessoas públicas ou a história de instituições.
• Experimentar diferentes formas de expressão artística.

Material:
• cartolina;
• cola;
• tesoura;
• canetinha;
• lápis de cor;
• tinta guache;
• envelope;
• máquina fotográfica ou celular com câmera.
• revistas e jornais para recorte;
• computador com acesso à internet e impressora.

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qualquer suporte ou formato. São permitidas a modificação, a adaptação e a criação para fins não comerciais, com a atribuição do devido crédito. Mudanças devem
ser indicadas, além de um link para a licença.
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Procedimentos

Etapa 1
Nesse primeiro momento vamos abordar o que são os cartões-postais.
Proponha aos alunos que se organizem em grupos e tragam para a sala de aula, em data previa-
mente combinada, informações e imagens sobre a história do cartão-postal.
Com as informações coletadas, promova rodas de conversa para que cada aluno mostre aos de-
mais o resultado de seu trabalho de pesquisa. Até o momento, entre os historiadores, não há consen-
so sobre o verdadeiro surgimento do cartão-postal; portanto, faça a mediação dessa situação citando
todas as teorias e locais onde ele pode ter surgido.
Destaque os aspectos iconográficos da pesquisa deles fazendo a leitura das paisagens retratadas
e suas respectivas datas.
Ressalte que os cartões-postais, além de gêneros textuais, são considerados um meio de comu-
nicação escrita e visual e que hoje são um importante registro histórico de paisagens e de modos de
vida de épocas passadas.
Se o cartão-postal for de paisagem, faça uma leitura conjunta destacando os elementos que a
compõem, como a data e a localidade. Destaque ainda aspectos ligados ao tipo de técnica usada para
retratar a paisagem (se é uma fotografia, uma gravura, uma pintura etc.).
Informe aos alunos que os cartões-postais são também um registro fotográfico ou artístico de
paisagens em diferentes lugares e tempos. Selecione alguns cartões-postais antigos que eles trouxe-
ram e peça que, em grupo, pesquisem como está aquela paisagem atualmente.
Ressalte que, hoje, antigos cartões-postais são itens que geram grande interesse de muitos cole-
cionadores ao redor do mundo. Aproveite a ocasião e faça perguntas para saber se colecionam algo
e, se o fazem, qual o motivo.
Trabalhe também aspectos relacionados ao tipo de material do qual os cartões eram feitos. Na
maioria dos casos são compostos de papel fotográfico ou papel plastificado. Avalie características
pertinentes à área de Ciências: flexibilidade, dureza e demais características físicas dos cartões­
‑postais.
Após essa etapa de conhecimento da história e consequente familiarização dos alunos com o
tema, proponha que façam cartazes sobre a história dos cartões-postais, se possível, com cartões­
‑postais antigos ou atuais. Como finalização proponha uma exposição desses cartazes em ambiente
escolar (murais na sala de aula, corredores etc.).
Além de familiarizar os alunos com cartões-postais, essa etapa visa verificar aspectos históricos
e geográficos que os envolvem.

Etapa 2
Proponha aos alunos que façam individualmente, em sala de aula, cartões-postais utilizando
imagens de paisagens próximas à escola. Estimule a criatividade deles. Deixe que nesse primeiro
momento façam registros livres, por exemplo, uma paisagem, um mosaico de imagens recortadas,
algum objeto de que eles gostem etc.
O objetivo é que se familiarizem com a confecção de cartões-postais.
Em seguida, é o momento de cada aluno compor seu cartão-postal definitivo, seu produto final.
Os cartões-postais devem ser feitos, de preferência, em folha de papel com gramatura alta ou em
cartolina (em pedaços que meçam 10 cm × 15 cm ou 15 cm × 21 cm).

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Cada aluno deve eleger uma paisagem próxima à escola para retratar em seu cartão-postal, cuja
produção deve utilizar somente os recursos ali disponíveis. Podem ser feitos desenhos, colagens
com materiais publicitários ou jornais de bairro, impressão de fotografias tiradas pelos próprios
alunos, entre outras técnicas artísticas.
Após a produção, solicite que no verso escrevam um pequeno texto e, inicialmente, pensem na
pessoa para quem dariam o cartão. Antes, porém, peça que mostrem aos colegas o cartão que cada
um produziu e informem para quem dariam essa lembrança, ressaltando o motivo de tal escolha.

Etapa 3
A fim de descobrir para qual pessoa, grupo de pessoas ou organização os alunos poderiam en-
viar os cartões-postais, faça um levantamento na diretoria da escola ou até mesmo com os pais deles.
Pode ser uma escola em outro estado, uma ONG, uma personalidade pública, alguém que tenha a
ver com a história da escola, como seu fundador, um professor aposentado, uma funcionária antiga
ou até mesmo alguma instituição ou pessoa de fora do país. Os alunos também podem escolher in-
dividualmente um parente, um colega da escola, um professor etc.
Essa pesquisa pode ser feita por meio de contatos pelas redes sociais.
O importante é que seja alguma instituição ou pessoa que possa dar um retorno sobre a ativi-
dade. Atualmente, tem sido muito comum a troca de informações entre escolas de diferentes países.
Todavia, é necessário que haja um contato prévio e a garantia de que os destinatários também sejam
de um país onde se fala português. Seria muito enriquecedor se os alunos, além de enviar cartões­
‑postais, recebessem cartões de outras localidades.

Etapa 4
Com o destinatário definido, peça aos alunos que reúnam informações sobre as localidades (ou
pessoas) que receberão os cartões.
Essa pesquisa pode envolver vários aspectos. Caso o destinatário seja uma pessoa pública ou
alguém que tenha a ver com a história da escola, por exemplo, solicite que pesquisem sua biografia
e trajetória.
Se o cartão-postal enviado for para outro estado, peça que façam uma pesquisa sobre a localida-
de ou sobre a história da instituição que o receberá. Com as informações obtidas, promova rodas de
conversa acerca do que foi pesquisado.
Mostre em um mapa as localidades e peça aos alunos que pesquisem fotografias desses lugares,
paisagens importantes, monumentos históricos ou outros atributos importantes.
Solicite que cada grupo faça cartazes com uma breve história da pessoa ou instituição em desta-
que, sempre com imagens da localidade para onde os cartões serão enviados.
Com os alunos, preencha os envelopes com o endereço do destinatário e do remetente. Para tal,
utilize a lousa e trabalhe aspectos do endereço, como o CEP, aproveitando o momento para falar
sobre o funcionamento dos Correios.

Etapa 5
Concluídos os envios, peça aos destinatários que deem um retorno, que pode ser um cartão-pos-
tal, uma pequena mensagem de texto, vídeo etc. Por isso a relevância de contatar o destinatário com
antecedência.
A confecção dos cartões-postais pode ocorrer em várias datas ao longo do ano. Entretanto, reto-
me essa etapa sempre que necessário.

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Avaliação
A avaliação deve ser contínua e acompanhar todas as etapas do trabalho. Para tal, faça anotações
a fim de registrar o empenho nas atividades, sejam elas individuais, sejam coletivas. Verifique sem-
pre o resultado na atribuição de habilidades propostas.
O projeto envolve: leitura de imagem, representação de paisagem, pesquisas históricas, reflexão
sobre o tipo de material e desenvolvimento de texto.
A seguir, estão elencadas algumas questões que podem orientar o processo de avaliação:
• O aluno mostrou-se envolvido no projeto em todas as etapas?
• Fez as pesquisas e representações necessárias?
• Conseguiu confeccionar os cartões com habilidade?
• Contribuiu para o trabalho em equipe?
• Fez boas sugestões e composição de texto?
• Participou das decisões coletivas?
• Mostrou interesse em saber mais informações sobre o local e/ou pessoa/instituição que recebe-
rá os cartões-postais?

Autoavaliação
• Reconheço diferentes formas de meios de comunicação?
• Conheço a história dos lugares, pessoas ou instituições?
• Reconheço e identifico datas festivas?
• Identifico e represento a paisagem do lugar em que vivo?
• Avalio a composição dos diferentes materiais?
• Componho ou ajudo a compor pequenos textos?
Na autoavaliação, deve-se considerar a entrega dos produtos, o envolvimento com o projeto e a
qualidade das produções. Veja, a seguir, uma proposta de autoavaliação. Ajude os alunos no preen-
chimento dos quadros.

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Assinale os campos que melhor definem seu desempenho nas


atividades realizadas.
Não consegui Realizei Realizei
Tarefas
cumprir parcialmente plenamente
Pesquisa sobre cartões-postais

Cartazes com a história do cartão­


‑postal

Leitura de paisagem

Pesquisa sobre datas, lugares,


pessoas e instituições

Confecção dos cartões-postais na


Etapa 2

Confecção dos textos na Etapa 2

Avalie sua participação no projeto.

Critério Excelente Bom Regular

Envolvimento no projeto

Empenho nas atividades


individuais

Empenho nas atividades coletivas

Auxílio na organização da
exposição

Auxílio na confecção dos


envelopes e envio

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Agora, avalie-se quanto ao conteúdo aprendido.

Aprendizado Sim Não


Reconheço a função e a importância do
cartão-postal?

Aprendi a fazer pesquisa sobre lugares,


pessoas ou instituições?

Consegui representar a paisagem dos lugares


em que vivo?

Consegui identificar os diferentes materiais


utilizados na confecção de um cartão-postal?

Consegui redigir pequenos textos para cada


cartão-postal?

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Referências complementares para pesquisa

Livros
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus,
1998.
FANTIN, Maria Eneida; TAUSCHEK, Neusa Maria. Metodologia no ensino de Geografia. São Paulo:
Intersaberes, 2012.
FILIZOLA, Roberto; KOZEL, Salete. Teoria e prática no ensino de Geografia. São Paulo: FTD, 2010.
ROZA, Eliza Santa. Quando o brincar é dizer: a experiência psicanalítica na infância. Rio de Janei-
ro: Relume-Dumará, 1993.

Artigos
FRANCO, Patrícia dos Santos. Cartões-postais: fragmentos de lugares, pessoas e percepções.
Métis: História & Cultura, v. 5, n. 9, p. 25-62, jan./jun. 2006. Disponível em: <http://ucs.br/etc/
revistas/index.php/metis/article/view/782/546>. Acesso em: dez. 2017.
FREHSE, Fraia. Cartões postais paulistanos da virada do século XX: problematizando a São Pau-
lo “moderna”. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 6, n. 13, p. 127-153, jun. 2000. Disponível
em: <www.scielo.br/pdf/ha/v6n13/v6n13a07.pdf>. Acesso em: dez. 2017.
Oliveira, Flávia A. M. de. Acervos pessoais e memória coletiva. In: Encontro do CEDAP,
4.; 2006, Assis. Anais... Disponível em: <www2.assis.unesp.br/cedap/arquivos_pessoais_memoria_
coletiva/contexto_historico.html>. Acesso em: dez. 2017.

Site
TV Escola. Chico na ilha dos Jurubebas – Cartão-postal
História em que os personagens recebem um cartão-postal e precisam desvendar um mistério.
A leitura pode ser feita em sala de aula.
Disponível em: <https://tvescola.mec.gov.br/tve/publication?idPublication=5374>. Acesso
em: nov. 2017.

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