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5 Indicadores Fundamentalistas

Mais Importantes Em Uma


Análise
Por Diego Wawrzeniak| 8 de janeiro de 2015
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Se você é um investidor fundamentalista, já sabe que não há um “modo correto” de


analisar uma ação. Cada analista tem o seu próprio método e obviamente sempre vai
defender que “este é o melhor”. Porém, na hora de entender o que está acontecendo com
uma empresa, você deve prestar atenção nos indicadores fundamentalistas mais
importantes!

Para facilitar sua vida, juntamos aqui uma


explicação bem didática de 5 indicadores que darão uma boa ideia sobre o que está
acontecendo em uma empresa atualmente.

Confira os principais indicadores fundamentalistas de empresas da bolsa em nosso Guia


de Empresas da Bovespa:
Exemplo de fundamentos da Petrobras.

Por que usar indicadores fundamentalistas?


Imagine que alguém fale para você:

“A empresa X teve um lucro de R$ 50 milhões este ano.”

O que isso quer dizer? A resposta é: nada!

Não há informações suficientes para saber se isso é uma notícia boa ou ruim, certo?
Agora, imagine que a pessoa diga também:

“Isso foi uma queda de 30% em relação ao ano anterior.”

Agora a coisa ficou mais clara, é uma péssima notícia… Porém só descobrimos isso
porque tivemos algo com que pudéssemos comparar. Neste caso o lucro do ano anterior.

Agora, como podemos comparar uma empresa com outra, já que todas são tão
diferentes?
A resposta é: Usando indicadores fundamentalistas! �

Os indicadores criam proporções entre alguns valores chave, que todas as empresas têm,
como lucro, dívida, valor de mercado e preço. Se conseguirmos estas proporções para
duas empresas diferentes podemos compara-las facilmente e descobrir qual é mais
lucrativa, ou qual está mais endividada por exemplo. Podemos ainda usar o histórico
dos indicadores fundamentalistas para determinar a evolução do valor das ações.

Muito bem! Agora que você já sabe porque os indicadores fundamentalista são tão úteis,
vamos entender alguns dos mais importantes:

1. Indicador Preço / Lucro


O indicador P/L (ou Preço Sobre Resultado – PSR) é um dos mais amplamente
conhecidos e utilizados no mercado de ações. Ele permite comparar o preço relativo
facilmente qual ação, ou seja qual está mais “cara” ou mais “barata“.

O P/L nada mais é do que o preço atual da ação, dividido pelo lucro por ação. Em
outras palavras, ele mostra quanto que os investidores estão dispostos a pagar por cada
R$ 1 de lucro que a empresa tiver.

P/L = Cotação da Ação / Lucro Por Ação

Sendo que:

lucro por ação (LPA) = lucro total / número de ações emitidas pela empresa

Desse modo, quanto menor o P/L de uma empresa, mais atrativas estão suas ações. E
por outro lado, quanto maior o P/L, mais cara estão as ações da empresa.

Perceba também que como o preço da ação varia a cada segundo, este indicador
também. Por conta disso ele é muito utilizado também por investidores que
automatizam seus investimentos com robôs. Determinando um nível de compra e venda
com base no indicador preço lucro.

Limitações deste indicador:


Embora o preço lucro seja muito eficiente para comparar empresas do mesmo setor (ex:
Itaú e Bradesco), ele não funciona bem para comparar empresas de setores diferentes.
Isso porque ele não considera o potencial de crescimento nos lucros da empresa no
futuro.

Imagine que duas empresas tenham o mesmo lucro por ação e estejam custando a
mesma coisa. No entanto uma delas tem um potencial de crescimento enorme, enquanto
que a outra já está em um mercado saturado e consolidado. Independente deste último
fato o P/L será igual para as duas.

2. Indicador Preço / Valor Patrimonial


Ajustado
Este indicador também é conhecido como VPA. Se o P/L mostra quanto os investidores
estão pagando por cada real de lucro, o VPA mostra quanto os investidores estão
pagando por cada real dos ativos da empresa.

P/VPA = Cotação da Ação / Valor Ativo Tangível (por ação)

Obs.: para entender como é calculado o valor do ativo tangível por ação, leia este artigo.

Veja que este é um indicador bastante conservador, por não incluir ativos intangíveis e
de difícil valoração em seu cálculo (como patentes, prêmio por aquisição de empresas,
etc).

De modo geral, uma P/VPA inferior a 1,5 é um bom sinal de atratividade nas ações da
empresa.

Limitações deste indicador:


Por excluir de seu cálculo ativos intangíveis, muitas vezes o indicador fundamentalista
VPA fica extremamente alto e não mostra realmente a situaçãoo da empresa.

3. Indicador Dívida / Capital Social


Também conhecido como indicador Debt-Equity, este número mostra o nível de
endividamento da empresa.

D/CS = Dívida Total de Empresa / Valor do Capital Social

Na dívida total é considerado todos os empréstimos que a empresa obteve e que ainda
devem ser pagos. Estes empréstimos pagam juros e podem ser obtidos com bancos,
emissões de debêntures e outros financiamentos.
Já o valor do capita social é quanto que a empresa possui de valor aportado por seus
acionistas, por meio da emissão de ações. Este dinheiro não precisa ser pago, já que
representa uma compra de participação na propriedade da empresa.

Embora o nível de endividamento varie bastante entre diferentes setores, vale tomar
cuidado com empresas que possuam altos níveis de endividamento (maior D/CV),
especialmente se o setor está passando por momentos ruins. Este é o primeiro sinal de
que a empresa pode ter se endividado mais do que deveria.

Limitações deste indicador:


Não é válido para comparar empresas de diferentes setores. Enquanto que alguns setores
são muito dependentes de financiamentos (ex: construtoras), outros praticamente não
precisam (ex: elétricas).

4. Fluxo de Caixa Líquido – FCL


Embora muitos investidores ainda não saibam, o lucro da empresa raramente é igual a
quantidade de caixa que foi gerado no período. Caixa é “o dinheiro que realmente
entrou na conta da empresa”.

Isso porque muitas das vendas podem ser financiadas, podem ser realizados
investimentos em bens de capital e outros fatores contábeis como a depreciação de
ativos.

Pode acontecer por exemplo de a empresa ter um ótimo lucro, mas estar sem dinheiro
no momento. Este indicador resolve o problema criado pelas regras contábeis e mostra
de fato quanto de dinheiro entrou na empresa.

De modo geral, um FCL positivo é um bom sinal, do mesmo modo que um negativo é
um ponto de alerta.

Limitações deste indicador:


Apesar de mostrar que a empresa está gerando caixa, ele não permite a comparação
direta entre empresas. Para tornar isso possível você pode usar o indicador derivado
deste: Preço / Fluxo de Caixa Líquido.

5. Retorno Sobre Capital Social (ROE)


Também conhecido como Return o Equity, este indicador mostra a porcentagem de
retorno que a empresa está dando sobre o dinheiro de seus acionistas.
ROE = Lucro Líquido / Capital Social

Este indicador é muito útil para medir a lucratividade de diferentes companhia no


mesmo setor. Em outras palavras ele mostra quanto que a companhia gerou para cada
Real investido por seus acionistas.

É comum encontrar um ROE alto para companhias em crescimento, enquanto que


companhias mais estáveis possuam um ROE menor. No entanto o ROE é uma indicação
clara de como a empresa está remunerando seus acionistas. Não é raro ver ações com
um ROE bem abaixo da taxa de juros de um título público por exemplo…

Limitações deste indicador:


Como expliquei no Fluxo de Caixa Líquido, quase nunca o lucro é igual ao caixa gerado
pela empresa. Ou seja, uma empresa que teve prejuízo, e portanto terá um ROE
negativo, não necessariamente deixou de gerar caixa positivo, o que ;e um bom sinal.

Onde encontrar indicadores fundamentalistas


de Ações?
Embora seja importante saber o cálculo de cada indicador fundamentalista, felizmente
você não precisa calcular cada um deles. Existem alguns lugares em que você pode
encontrar eles já prontos para a comparação, como aqui no Bússola do Investidor.

Conheça aqui o nosso guia de ações, com as cotações em tempo, gráficos e indicadores
fundamentalistas de todas as empresas da Bovespa.

Os indicadores mais importantes em uma análise By Tiago Reis25 de abril de 2017 No


Comments atualizado 05/09/2017 Neste momento, é importante deixar claro que não
existe uma maneira correta, ou uma maneira única de se analisar uma ação. Cada
analista costuma ter a sua própria metodologia de análise, onde ele enxerga melhor as
suas alternativas e tira suas próprias conclusões para sua tomada de decisões. Porém,
para se entender melhor o que está se passando em determinada empresa, existem
alguns indicadores fundamentalistas que são importantes de se ter conhecimento. Ao
analisarmos uma questão dessa natureza, devemos levar em consideração duas frentes:
os dados do passado e a projeção para o futuro da determinada empresa analisada. Se
formos olhar para trás, ou seja, para o histórico que a empresa tem, devemos nos atentar
aos critérios e indicadores que nos mostram seus resultados passados. É através da
análise de indicadores, calculados a partir dos dados disponíveis nos demonstrativos,
que os analistas obtêm um diagnóstico mais claro da situação e desempenho recente das
empresas. Dividimos os indicadores em duas partes: os indicadores de mercado e os
financeiros. Porém, antes do entendimento dos indicadores, é preciso que se enfatize de
maneira bem clara que jamais esses indicadores devem ser usados individualmente no
critério de análise de uma ação, e sim a conjuntura total do cenário e da situação que se
encontra o ativo naquele momento, de maneira bem ampla e aberta. Indicadores de
Mercado Dentre os de mercado, alguns que consideramos muito importantes são: P/L:
Preço/Lucro DY: Dividend Yield P/VPA: Preço/Valor Patrimonial por Ação
EV/EBITDA: Enteprise Value/Earnings Before Taxes Interest Depreciation and
Amortization. Uma breve descrição de cada um deles Preço/Lucro (P/L) É um índice
que revela o preço de mercado de uma ação naquele momento (sua cotação), dividido
pelo seu lucro por ação nos últimos 12 meses (LPA). Na teoria, quanto menor o valor
deste índice quando comparado a outras ações melhor as expectativas do mercado em
relação à mesma. Porém, se este índice estiver muito baixo (geralmente menor que 3x),
isto poderia indicar risco ao investidor, visto que tal empresa poderia representar baixa
expectativa de manter esse lucro no futuro. Este índice pode ser conhecido também
como múltiplo de lucros ou P/LPA, e no inglês, P/E Ratio (Price-Earnings Ratio).
Dividend Yield (DY) Soma-se os dividendos e os Juros Sobre Capital Próprio dos
últimos 12 meses e depois divide-se esse valor pelo preço do papel naquele momento.
Normalmente é usado para medir a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em
relação ao preço de suas ações. Criamos um Minicurso gratuito sobre dividendos para te
ajudar a selecionar as melhores pagadoras de dividendos. P/VPA Em inglês P/BV (Price
per Book Value), este indicador relaciona o preço da ação ao valor patrimonial
proporcional a ela. Indica quanto os acionistas aceitam pagar pelo patrimônio líquido da
companhia. É obtido através da divisão entre o preço da ação e Valor Patrimonial por
Ação (VPA). Em épocas de crise, a utilização do múltiplo também passa a ser um
importante métrica de avaliação, pois não é raro ver ações negociando abaixo do ativo
circulante líquido nesses momentos. Na teoria, P/VPA = 1 pode significar que a ação
está sendo negociada pelo equivalente a seu patrimônio líquido, P/VPA < 1 o mercado
está pagando pelas ações da empresa um preço inferior ao do seu patrimônio líquido e
P/VPA > 1 que o mercado está aceitando pagar mais pela ação do que todo o patrimônio
líquido da empresa. Não necessariamente, pagar acima do patrimônio é um mal
negócio. Ações como Ambev e Weg sempre negociaram acima do patrimônio, e isso
não impediu uma forte valorização ao longo do tempo. Empresas com alta rentabilidade
geralmente negociam com prêmio em relação ao seu patrimônio. EV/EBITDA O Ebitda
é a sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. Ela
é uma medida simplificada da geração de caixa da companhia. Já o EV discorre do
inglês “enterprise value”, que compreende o valor de mercado da companhia (cotação
atual da ação multiplicado pelo total de ações) somado com a dívida líquida (dívida
bruta menos o caixa). Quanto menor o múltiplo EV/Ebtida, mais atraente se encontra a
ação. Mas essa comparação normalmente faz mais sentido quando feita entre empresas
do mesmo setor devido às peculiaridades existentes nos diferentes ramos de atuação das
companhias. Indicadores Financeiros Os indicadores financeiros medem a saúde
financeiras de uma empresa, assim como sua rentabilidade. Podem ser utilizados para
fazer uma analise de empresas de capital fechado também. Os principais indicadores
são: Return on Equity Return on Invested Capital Dívida Líquida Dívida Líquida sobre
Patrimônio Liquido Margem Bruta Margem Operacional Margem Líquida Return On
Equity (ROE) O ROE, Retorno sobre Patrimônio Líquido ou Return on Equity (em
inglês), é calculado através da divisão do Lucro Líquido na DRE (Demonstração do
Resultado do Exercício) pelo Patrimônio Líquido, declarado no Balanço Patrimonial do
período contábil imediatamente anterior ao atual, de uma determinada empresa. Este
indicador financeiro serve para medir o quanto que a empresa gera de lucro para cada
real aplicado pelo acionista na empresa. Isto é, a capacidade da empresa de agregar
valor (gerar retorno) para o capital próprio investido. Nós entendemos como regra de
bolso que o ROE de uma empresa sólida apresenta valor superior a 10%, mas
preferencialmente gostamos de negócios que apresentem ROE acima de 15%. Todos os
negócios que indicamos em nossa carteira de dividendos possuem esta característica.
Return on Invested Capital (ROIC) Do inglês Return Over Invested Capital, é o Retorno
Sobre o Capital Investido, isto é, o capital próprio somado ao capital de terceiros. É um
método muito utilizado para determinar o desempenho financeiro de uma empresa e
apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de
gerar com o capital investido. O ROIC é similar ao ROE, porém o segundo refere-se
apenas ao retorno sobre o capital próprio, enquanto o ROIC refere-se ao retorno sobre o
capital total investido – soma do capital próprio e do capital de terceiros. O cálculo do
ROIC é feito depois de se subtrair os dividendos pagos durante o ano do lucro líquido e
dividir a diferença pelo capital investido: ROIC = Resultado Operacional / Valor
Contábil do Capital Investido. Dívida Líquida (DL) É a Dívida Bruta descontada das
disponibilidades e aplicações da empresa. Em outras palavras, é a Dívida Total da
companhia menos o caixa (do Balanço). Dívida Líquida sobre Patrimônio Liquido
(DL/PL) Este índice é definido como Dívida Líquida sobre Patrimônio Líquido e,
resumidamente, serve para medir o quanto do patrimônio líquido da empresa equivale a
sua dívida líquida. Ou seja, ele indica o equivalente que uma empresa possui do seu
patrimônio em dívidas e, teoricamente, quanto menor este indicador melhor. Por
exemplo, um índice DL/PL de 0,5 para determinada empresa significa que a mesma
possui 50% do patrimônio em dívidas. É importante que esse indicador esteja abaixo de
100% e de preferência seja menor que 50%. Temos como “regras de bolso” que acima
desses patamares, em geral, o endividamento começa a pesar sobre as operações da
empresa, no entanto, podem existir exceções. Margem Bruta Representa o Lucro Bruto
divido pela Receita Líquida e indica a porcentagem de cada R$1,00 de venda que
sobrou após o custo dos produtos e/ou serviços vendidos. Este é um indicador que mede
a rentabilidade após os custos, mas antes das despesas (administrativa e vendas). Este
indicador fornece assim a indicação mais direta de quanto a empresa está ganhando de
resultado imediato da sua atividade. Margem Operacional É a divisão entre o resultado
operacional (resultado após custos e despesas) da empresa sobre a receita líquida, e
mostra qual o lucro operacional obtido por uma companhia para cada unidade de venda
realizada. Normalmente, margens operacionais maiores indicam maior lucratividade.
Entretanto, em alguns momentos, as empresas podem reduzir sua margem para ganhar
mercado. Margem Líquida Basicamente é o Lucro Líquido dividido pela Receita
Líquida (ambos indicadores são observados na DRE). Em outras palavras, mede a
fração de cada real de vendas que resultou em lucro líquido. A importância de se
procurar negócios com margens elevadas se destaca em tempos de crise. Negócios com
margens altas geralmente operam com folga de lucro, e se ocorre uma crise e a empresa
perde vendas, ela dificilmente apresentará prejuízos mesmo com menores vendas.
Negócios com margens apertadas, são os primeiros a sofrer prejuízo quando o ambiente
econômico se deteriora. Para nós, uma “regra de bolso” é que esse indicador seja
superior a 10%, no entanto, deve-se levar em consideração o negócio que a empresa está
inserido. Para o investidor que ainda não está familiarizado com o mercado, não
consegue ou não se sente à vontade para buscar essas informações diretamente com as
empresas de sociedade anônima, uma alternativa gratuita e bastante eficiente para essa
pesquisa é o Fundamentus, que compila as informações fundamentalistas da grande
maioria das empresas (quiçá todas) de capital aberto e as distribui no seu portal. O
acesso é bastante simples e pode ser feito por qualquer indivíduo, investidor ou não.
Segue abaixo como exemplo os dados do Fundamentus para as ações Ordinárias da
Gerdau (GGBR3): ggbr3 Como pode-se observar, a maioria dos dados que
mencionamos anteriormente e julgamos ser relevantes para o investidor como critério
de análise são disponíveis de maneira bem clara e direta, além de muitos outros dados e
gráficos que podem ser usados como bases na análise e julgamento de determinado
papel. Cabe ao investidor ir à busca e estudar os números. Agora, além dos dados e
resultados passados, é importante também se analisar a conjuntura atual do
empreendimento e suas pretensões para o futuro. Nem sempre margens elevadas no
passado garantem rentabilidade elevada no futuro. Além dos indicadores, é importante
ao investidor que analise também a gestão de uma companhia. Quem são os gestores da
companhia? É importante para o investidor se atentar para quem são as pessoas chave
daquele empreendimento e se esses nomes são confiáveis. Ter essa informação é
importante porque serão essas pessoas (os gestores) que irão trabalhar na missão de
multiplicar o capital que irá ser investido ali. Qual a qualidade da gestão? É importante
saber se a gestão apresenta bons projetos e boas estratégias para a empresa no
médio/longo prazo, assim como se apresentou algum trabalho relevante no passado
(obviamente o passado não necessariamente garante o sucesso no futuro, mas um
histórico satisfatório dos gestores pode sim ser um fator de influência no processo de
decisão). A gestão esta comprando ações e aumentando o seu alinhamento e confiança
na empresa? Neste artigo você pode compreender melhor a participação dos gestores,
diretores, conselheiros e controladores, também conhecidos como “insiders”, e a sua
importância num empreendimento. Qual o posicionamento da empresa no setor de
atuação? Existem alguns fatores que são muito importantes para que se saiba como a
empresa se situa na sua área. É importante se conhecer a postura da empresa diante o
setor em que atua, saber a sua estratégia de mercado, conhecer os produtos com os quais
trabalha, o seu nível de inovação, quem são os seus clientes e fornecedores. Certamente
uma empresa que se destaca no que se propõe a fazer merece uma atenção especial
perante investidores que buscam associação em sua participação. A conclusão a que
chegamos é que é muito importante sim, na análise fundamentalista, o conhecimento
dos números da empresa e seus principais indicadores. Mas também é importante a o
investidor ter em mente que os resultados futuros são consequência das decisões da
gestão. Muitas vezes os indicadores passados são bonitos, mas a gestão tomou decisões
que irão comprometer o futuro. Portanto, não basta apenas analisar o passado. Você
deve ir não aonde a bola está, mas para aonde ela vai!

Fonte: Suno Research em https://www.sunoresearch.com.br/artigos/os-indicadores-


mais-importantes-em-uma-analise/

Comparando empresas: entenda os


indicadores fundamentalistas
Indicadores e múltiplos fundamentalistas podem ajudar a detectar empresas caras ou
baratas no mercado

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SÃO PAULO - A análise fundamentalista adiciona o componente preço aos indicadores


financeiros da empresa. Isso porque os múltiplos de mercado em que se baseia são
calculados a partir da relação entre o valor de mercado da empresa e os elementos de
seu demonstrativo financeiro.

Para quem não conhece, o valor de mercado é calculado multiplicando-se a quantidade


total de ações pelo último preço. No caso de uma empresa com várias classes de ações
(ON, PN, etc.), o valor de mercado é obtido pela soma do valor de mercado de cada
classe de ações.

É importante destacar que o valor de mercado, apesar do nome, pode não representar o
que efetivamente vale a empresa. O preço usado no cálculo reflete apenas o último
negócio realizado, que pode ter ocorrido a um preço bem diferente das expectativas dos
demais acionistas da empresa.

Indicadores mais utilizados


Os indicadores fundamentalistas mais utilizados por analistas são o P/VPA, P/LPA,
VE/EBITDA e o dividend yield.

Preço/Valor Patrimonial por Ação (P/VPA) - indica quanto o mercado paga para cada
real que os acionistas investiram na empresa. Por exemplo, se o P/VPA da empresa é
1,5X isso significa que o mercado está disposto a pagar R$ 1,50 por cada R$ 1,00 que
os acionistas investiram na companhia. O mesmo raciocínio vale para P/VPA inferiores
a um, nesse caso o mercado aplica um desconto no capital investido pelos acionistas.

Preço/Lucro Líquido por ação (P/LPA) - expressa o valor de mercado da empresa em


termos de seu lucro líquido. Assim como o P/VPA, quanto maior o indicador mais cara a
ação está em relação a sua geração de lucro. Geralmente é recomendável fazer uma
análise comparativa do P/LPA da empresa com o de empresas do setor.

Dividend Yield - é calculado como a divisão entre o dividendo pago por ação nos
últimos 12 meses e a última cotação da ação. Empresas que possuem um dividend yield
alto tendem a ser as escolhidas por investidores que preferem retorno garantido a
ganhos de capital.

Usando o valor da empresa


O valor da empresa é calculado como a soma entre o valor de mercado e a dívida
líquida da empresa. Assim, reflete o valor total da empresa, com a soma do capital
próprio (acionistas) com o de terceiros (dívida líquida). Em geral, o valor da empresa é
usado no cálculo de índices relativos a vendas, EBIT e EBITDA (todos eles representam
fluxos disponíveis a acionistas e credores).
VE/EBITDA - é o indicador mais utilizado dentre os que utilizam o valor da empresa,
usando o EBITDA, que é uma medida aproximada do fluxo de caixa operacional da
empresa. Esse múltiplo relaciona valor da empresa com a sua capacidade de geração de
caixa (fluxo de caixa). Esse múltiplo não se aplica a empresas financeiras, pois para
essas empresas endividamento financeiro (e despesas financeiras) faz parte de suas
atividades normais.

Analise o setor
Para saber se o indicador fundamentalista de uma empresa está alto (empresa está cara
no mercado) ou baixo (empresa está barata) você precisa analisar o desempenho do
indicador dessa empresa historicamente e, principalmente, em relação ao de empresas
do mesmo setor.

Mas atenção! Uma empresa não está necessariamente barata (ou cara), porque seus
indicadores fundamentalistas estão abaixo (ou acima) da média das empresas do mesmo
setor! Liquidez da ação, estrutura de capital, capacidade de geração de caixa e
capacidade dos executivos, entre outros fatores, podem explicar essa avaliação.

5 indicadores que você deve analisar


antes de investir em ações
Bolsa de valores

Início » Posts » Investimentos » Bolsa de valores » 5 indicadores que você deve


analisar antes de investir em ações

sexta-feira, Fevereiro 10, 2017 9:00 am Bolsa de valores André Bona

Muitas pessoas acreditam que investir em ações é uma questão de sorte ou que funciona
basicamente como uma aposta em um cassino ou num destes jogos da loteria. Nessa
ideia, o investidor escolheria aleatoriamente uma ação e ficaria na torcida para que ela
subisse e, com os dedos cruzados, teria uma boa rentabilidade. Pura ilusão!
Investir em ações não tem nada de sorte ou azar e, tampouco, quem deseja aplicar
dinheiro em ações não precisa ser especialista em economia, finanças ou negócios, mas
é preciso levar em consideração alguns critérios para escolher as melhores ações e saber
a hora exata de vendê-las com lucro.

Mas por onde começar?


Por mais atrativa que uma opção de investimento pareça ser, a decisão nunca deve ser
feita sem que ao menos o investidor tenha um bom conhecimento de onde está
aplicando.

Apesar de ser impossível prever o mercado, o investidor pode se valer de importantes


mecanismos para tomar as melhores decisões, descobrindo o que pode ser investido e o
que deve ser evitado.

Muitos investidores baseiam suas escolhas de aplicação levando em consideração a


opinião de terceiros ou mesmo pelo achismo. Mas análises superficiais não devem
existir no mercado financeiro de compra e venda de ações.

Uma das estratégias mais comuns no mercado de ações é a “Análise


Fundamentalista”, que busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas,
projetando seus resultados e identificando se elas estão super ou subavaliadas pelo
mercado. O que elimina a possibilidade de agentes superfaturarem nas comissões.

Diferentemente de investimentos “day-trade”, que buscam obter pequenos ganhos em


operações rápidas, investir em ações com o objetivo de realizar o “buy and hold”, cujo
foco é comprar ações e esperar prazos bem longos para ter uma maior rentabilidade, é
um dos postulados da Análise Fundamentalista.

Assim, a estratégia Fundamentalista encara o investimento em ações de um outro ponto


de vista: onde o investidor se torna sócio da empresa. Com isso, ao realizar a avaliação
do preço justo da ação, o investimento passa a ser relativamente mais seguro, uma vez
que permite comparar o valor intrínseco da companhia e seu preço de mercado.

Indicadores de avaliação
A análise fundamentalista também permite conhecer importantes indicadores que
podem levar a tomar as melhores decisões de investimento, avaliando quanto o valor de
cada ação, quanto cada uma pode rentabilizar e em quanto tempo podem retornar o que
foi investimento apenas com os lucros e tantos outros.

Vejamos quais os principais indicadores financeiros que devem ser levados em


consideração ao investir em ações:

1. Índice Preço sobre o Lucro (P/L)


Também conhecido como “Preço Sobre Resultado – PSR”, é um dos indicadores mais
usados no mercado de ações. Através dele é possível saber se uma determinada ação
está mais cara ou mais barata.
O P/L é um indicador bastante simples e pode ser facilmente aplicado como critério de
comparação entre duas empresas atuantes em um mesmo setor. Porém ele não funciona
muito bem com empresas de setores diferentes. Isso porque ele não leva em
consideração o potencial de crescimento nos lucros da empresa no futuro.

De forma simplificada, o P/L indica a relação entre o valor de mercado de uma empresa
(Preço) dividido pelo lucro dos últimos 12 meses (Lucro). Assim, é possível saber o
quanto os investidores estão dispostos a pagar por cada R$ 1 de lucro que a empresa
tiver.

Conforme fórmula:

Índice P/L: Preço por Ação/Lucro por Ação

Através do P/L é possível avaliar em quantos anos o investidor irá recuperar o valor
aplicado apenas através dos lucros. Via de regra, quanto menor o P/L, mais atrativas
estão suas ações. Por outro lado, quanto maior o P/L, mais cara estão as ações da
empresa.

2. Índice Dividend Yield


Toda empresa que oferta suas ações na bolsa paga uma determinada parcela dos seus
lucros, o chamado dividendo. Essa “fatia” paga é proporcional ao número de ações que
o investidor possui.

E é este o princípio do indicador Dividend Yield: dizer o quanto que a empresa paga ao
seu investidor. Fórmula é muito simples, divide-se:

Dividend Yield: Dividendo por ação (o quanto a empresa paga por ação)/Preço da
ação.

Desta forma, quanto maior for o DY, maior será o pagamento de dividendos por parte da
empresa. Em geral, como o preço das ações dessas empresas não apresentam grande
variação, muitos investidores consideram este tipo de investimento como uma excelente
opção de “renda fixa” na bolsa a longo prazo, por conta desse retorno.

3. Índice de Liquidez corrente (LC)


A Liquidez Corrente é um índice puramente contábil. Em outras palavras, significa o
quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação ao quanto ela tem a pagar no
mesmo período.

A fórmula é simples e pode ser facilmente aplicada: divide-se o total do Ativo


Circulante (caixa, bancos, recebimento de curto prazo, etc) pelo total do passivo
circulante (contas a pagar de curto prazo, fornecedores, etc). O resultado irá mostra a
saúde financeira da empresa.

Assim:
Liquidez Corrente: Ativo Circulante/Passivo Circulante.

Desta forma, quanto maior a liquidez corrente, maior a folga financeira da empresa. Em
geral, espera-se que o indicador seja maior que 1, caso contrário a empresa terá
dificuldades de cumprir com suas obrigações de curto prazo.

Uma liquidez corrente maior que 1,5 indica que a empresa tem boa saúde financeira e
poderá honrar com seus compromissos no curto prazo.

4. Índice de distribuição (payout ratio)


O Índice de Distribuição (payout ratio) é utilizado para saber qual o percentual do lucro
líquido da empresa foi distribuído entre seus investidos (geralmente na forma de
dividendos).

Para se chegar ao índice de Distribuição cálculo é simples e não tem mistérios, divide-
se:

Payout ratio: dividendos declarados/lucro líquido

Em geral, esse tipo de investimento varia de acordo com o grau de crescimento da


empresa e as oportunidades de investimento de cada companhia. Assim, empresas mais
sólidas e com menos necessidades de investimentos costumam distribuir uma parcela
maior dos seus lucros na forma de dividendos.

Já as empresas em expansão, tendem a pagar uma parcela menor, uma vez que utilizam
uma parcela do lucro para suportar os planos de investimento e expansão.

5. Índice Preço/Valor Patrimonial (P/VPA)


Se você é investidor ou mesmo já pesquisou sobre o mercado de ações já deve ter se
deparado com a frase “Como essa empresa está barata”. E para chegar nessa expressão
foi utilizado o índice Preço/Valor Patrimonial ou P/PVA.

Em tese, o Índice P/VPA compara o valor de mercado da empresa (valor da ação x


número de ações) com o seu valor contábil (ativos – passivos).

De forma geral, quanto mais baixa estiver o P/VPA, mais barata está a empresa. Por isso
especialistas recomendam que se opte por um VPA próximo ou até maior que o preço de
uma ação.

Avalie a possibilidade de contar com ajuda profissional


Será que investir em ações é bom mesmo? Será que terei uma boa rentabilidade? Para
quem é leigo no assunto ou mesmo tem pouco conhecimento sobre o mercado
financeiro e até mesmo para os mais experientes, é fundamental contar com ajuda de
profissionais para ajudar a tomar as decisões mais adequadas na hora de investir
dinheiro.
Um ponto importante que o investidor em ações deve ter em mente é que grande parte
dos indicadores fundamentalistas pode se basear em expectativas futuras da empresa. E
para estabelecer essas expectativas, é preciso entender muito bem cada uma das
empresas, avaliar balanços, posicionamento no seu mercado de atuação e a capacidade
da equipe de gestão. Por isso, muitas vezes, para o investidor individual essa tarefa é
muito árdua, além de exigir que ele despenda muito tempo nessa atividade e como o
capital de um investidor individual é limitado, torna-se inviável fazer todo esse trabalho
em cada uma das empresas listadas em bolsa. Nesses casos, boas empresas de análise
podem fornecer informações valiosíssimas. Aqui no Blog de Valor, o serviço da Eleven
Financial Research é nossa indicação.

O sucesso ao investir em ações não está na sorte ou azar, mas nas estratégias de
investimento.

Um grande abraço!

André Bona